– Por que mudou o calendário, CBF?

A CBF alterou vários jogos do Campeonato Brasileiro, trazendo prejuízos a Flamengo e Palmeiras, com a justificativa de “encurtar” o torneio.

Ué, em um ano que se deveria alongar o torneio, para que exista o descanso necessário aos atletas (especialmente pelo calendário esmagado pelo Mundial de Clubes), não é contraditório?

Ah, dona CBF…

– É caro assistir futebol no Brasil.

Alguém já colocou no papel quanto custa “viver como torcedor de futebol”?

Além do alto custo dos ingressos, jogos duas vezes a cada 7 dias (quem aguenta?), há:

– transporte, estacionamento, lanche, tempo dispensado, etc e etc.

É para se admirar tanto estádio lotado no Brasil…

– O VAR no Brasil cansa… o pênalti equivocado em Juventude x Botafogo.

Tudo o que não se deve fazer quando se fala em “intervenção de VAR“, o VAR fez em Caxias do Sul.

Tudo o que o árbitro não deve fazer quando ocorre um erro desse, o árbitro fez...

Compartilho, em: https://youtu.be/YP6CVVOVFC0?si=h8qqWsvrFAgeKVbU

 

– Flamengo 2×2 Barcelona: e o juizão?

Verdade seja dita: o gol de empate do Flamengo, na decisão do Intercontinental de Clubes contra o Barcelona, só ocorreu pela benevolência do árbitro. 

Tendo 4 minutos de acréscimos, com o Barcelona marcando no último lance, o juizão colombiano reiniciou o jogo e levou até os 97m sem anunciar acréscimos extras… 

Os espanhóis reclamam com razão!

– Obrigado pelo carinho, amigos!

Agradeço a gentil citação durante a transmissão!

Compartilho: https://youtu.be/qNv33_lmPlA?si=WiNpmrQZxzM4yHs9

 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Fluminense (Rodada 21 do Brasileirão da Série A).

E para o confronto do Massa Bruta contra o Tricolor Carioca, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Lucas Paulo Torezin – PR
Árbitro Assistente 1: Sidmar dos Santos Meurer – PR
Árbitro Assistente 2: Andrey Luiz de Freitas – PR
Quarto Árbitro: Dênis da Silva Ribeiro Serafim – AL
Assessor: Fernando José de Castro Rodrigues – PA
VAR: Rafael Traci -SC
AVAR: Helton Nunes -SC
AVAR2: Rodrigo Batista Raposo -DF
Observador de VAR: Roberto Perassi -SP
Quality manager: Douglas Perrone Katayama -CBF

Torezin surgiu no cenário nacional bem veterano, aos 41 anos. Em um momento de crise na CA-CBF, Seneme trouxe diversos nomes alternativos para a A1, e um deles era de Lucas Paulo Torezin, natural de Campo Largo. Por ter experiência na carreira, conseguiu se firmar na A1 e desde então tem tido muitas escalas, apitando inclusive jogos importantes. Na gestão Rodrigo Cintra, ganhou confiança plena.

Sua dificuldade é soltar demais o jogo, e depois tê-lo que amarrar por perder o controle da partida. Precisa dosar mais essa situação. E, diferente de quando surgiu, onde batia no peito e tomava as decisões, se rendeu ao VAR. Vide a lambança em Palmeiras 2×1 Ceará (aqui: https://professorrafaelporcari.com/2025/06/12/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-red-bull-bragantino-x-bahia-rodada-12-do-brasileirao/).

Em jogos  do Massa Bruta, me recordo de uma atuação ruim do juizão no ano passado, contra o Atlético Mineiro, onde Deyverson ludibriou o árbitro. E curiosamente, tanto contra o Bahia e contra o Fluminense, tendo ele no apito, o Massa Bruta também perdeu.

Compartilho o mau jogo apitado em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/09/22/analise-da-arbitragem-de-atletico-mineiro-3×0-red-bull-bragantino/

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Fluminense pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 23/08, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Mais paz no futebol:

Da cabine da Rádio Difusora no Estádio Jayme Cintra, fica a torcida: mais crianças e famílias em geral no futebol.

Ao ver a violência nos estádios da América do Sul nessa semana, penso: por quê?

– Por que mudou o calendário, CBF?

A CBF alterou vários jogos do Campeonato Brasileiro, trazendo prejuízos a Flamengo e Palmeiras, com a justificativa de “encurtar” o torneio.

Ué, em um ano que se deveria alongar o torneio, para que exista o descanso necessário aos atletas (especialmente pelo calendário esmagado pelo Mundial de Clubes), não é contraditório?

Ah, dona CBF…

– Flamengo 2×2 Barcelona: e o juizão?

Verdade seja dita: o gol de empate do Flamengo, na decisão do Intercontinental de Clubes contra o Barcelona, só ocorreu pela benevolência do árbitro. 

Tendo 4 minutos de acréscimos, com o Barcelona marcando no último lance, o juizão colombiano reiniciou o jogo e levou até os 97m sem anunciar acréscimos extras… 

Os espanhóis reclamam com razão!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Primavera (Jogo de ida dos mata-matas da Copa Paulista):

E para o confronto do Galo contra o Fantasma, a FPF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Gustavo Alencar Rodrigues
Assistente 1: Daniel Luis Marques
Assistente 2: Leonardo Tadeu Pedro
Quarto Árbitro: Pietro Dimitrof Stefanelli
Analista: Patricia Carla de Oliveira
Gustavo é a grande revelação da arbitragem em 2025 na minha modesta opinião. Ele tem apenas 23 anos, apitava até a divisão Sub 15, e de repente teve uma chance em Paulista x Penapolense, apitando muito bem! Está impecável fisica, técnica e disciplinarmente (em que pese a pouca idade).

Torço para um bom jogo e boa arbitragem (que consiga repetir o trabalho anterior).

Acompanhe Paulista de Jundiaí x Primavera de Indaiatuba pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Luís Henrique Gurian, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começará as 19h00 (Sábado 23/06), mas desde às 18h00 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– A demagogia e contradição do presidente do Internacional:

Após o Internacional/RS ser eliminado na Libertadores da América, o presidente colorado Alessandro Barcellos justificou que o seu time tinha investido R$ 27 milhões, mas que é difícil jogar contra quem investe 277 milhões de reais (se referindo as contratações do Flamengo).

Pela lógica, em hipótese alguma o modesto Mirassol poderia estar à frente do Inter no Brasileirão (como está). Aí essa justificativa não vale?

As desculpas no futebol assustam… ninguém assume a culpa!

IN ENGLISH –

After Internacional/RS was eliminated from the Copa Libertadores, the team’s president Alessandro Barcellos justified it by saying his team had invested R$ 27 million, but that it’s difficult to play against a team that invests R$ 277 million (referring to Flamengo’s signings).

Logically, in no way should the modest Mirassol be ahead of Inter in the Brasileirão (as they are). So does that justification not count there?

The excuses in football are frightening… no one takes the blame!

– Só campeões na próxima fase da Libertadores!

Não teremos um campeão da Libertadores inédito nesse ano.

Os 8 times que lutam pela Taça em Lima, no Peru, já conquistaram ao menos uma vez o caneco. Sendo assim, crê-se em uma disputa bem forte!

Quem são os favoritos? Os óbvios: Palmeiras e Flamengo, correndo por fora River Plate e SPFC (pela tradição).

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Primavera (Jogo de ida dos mata-matas da Copa Paulista):

E para o confronto do Galo contra o Fantasma, a FPF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Gustavo Alencar Rodrigues
Assistente 1: Daniel Luis Marques
Assistente 2: Leonardo Tadeu Pedro
Quarto Árbitro: Pietro Dimitrof Stefanelli
Analista: Patricia Carla de Oliveira
Gustavo é a grande revelação da arbitragem em 2025 na minha modesta opinião. Ele tem apenas 23 anos, apitava até a divisão Sub 15, e de repente teve uma chance em Paulista x Penapolense, apitando muito bem! Está impecável fisica, técnica e disciplinarmente (em que pese a pouca idade).

Torço para um bom jogo e boa arbitragem (que consiga repetir o trabalho anterior).

Acompanhe Paulista de Jundiaí x Primavera de Indaiatuba pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Luís Henrique Gurian, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começará as 19h00 (Sábado 23/06), mas desde às 18h00 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Fluminense (Rodada 21 do Brasileirão da Série A)

E para o confronto do Massa Bruta contra o Tricolor Carioca, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Lucas Paulo Torezin – PR
Árbitro Assistente 1: Sidmar dos Santos Meurer – PR
Árbitro Assistente 2: Andrey Luiz de Freitas – PR
Quarto Árbitro: Dênis da Silva Ribeiro Serafim – AL
Assessor: Fernando José de Castro Rodrigues – PA
VAR: Rafael Traci -SC
AVAR: Helton Nunes -SC
AVAR2: Rodrigo Batista Raposo -DF
Observador de VAR: Roberto Perassi -SP
Quality manager: Douglas Perrone Katayama -CBF

Torezin surgiu no cenário nacional bem veterano, aos 41 anos. Em um momento de crise na CA-CBF, Seneme trouxe diversos nomes alternativos para a A1, e um deles era de Lucas Paulo Torezin, natural de Campo Largo. Por ter experiência na carreira, conseguiu se firmar na A1 e desde então tem tido muitas escalas, apitando inclusive jogos importantes. Na gestão Rodrigo Cintra, ganhou confiança plena.

Sua dificuldade é soltar demais o jogo, e depois tê-lo que amarrar por perder o controle da partida. Precisa dosar mais essa situação. E, diferente de quando surgiu, onde batia no peito e tomava as decisões, se rendeu ao VAR. Vide a lambança em Palmeiras 2×1 Ceará (aqui: https://professorrafaelporcari.com/2025/06/12/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-red-bull-bragantino-x-bahia-rodada-12-do-brasileirao/).

Em jogos  do Massa Bruta, me recordo de uma atuação ruim do juizão no ano passado, contra o Atlético Mineiro, onde Deyverson ludibriou o árbitro. E curiosamente, tanto contra o Bahia e contra o Fluminense, tendo ele no apito, o Massa Bruta também perdeu.

Compartilho o mau jogo apitado em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/09/22/analise-da-arbitragem-de-atletico-mineiro-3×0-red-bull-bragantino/

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Fluminense pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 23/08, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Sobre o gol anulado em Palmeiras x Universitário-PER

No começo do jogo, um gol anulado do time peruano por (segundo a arbitragem) o atleta passar de impedimento “passivo” para ”ativo”.

Correto ou não?

Avalie: apesar de estar à frente e até se movimentar, no que ele atrapalha o Weverton?

Eu confirmaria o gol, por entender que ele não influenciou a ação do goleiro. Não tocou na bola. Não teve influência com corta-luz ou movimento que pudesse enganar alguém.

Gol legal.

– Que não se critique o Flamengo pelas receitas!

Goste ou não da diretoria do Flamengo, é inegável que ela sabe fazer negócios.

Olhe só as receitas do Mengão, que números impressionantes:

– A punição falsa da Conmebol.

E hoje falamos sobre a confusão no jogo da Libertadores na Argentina (vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2025/08/21/a-selvageria-no-jogo-da-argentina/).

Na hora do almoço, saiu a informação de uma dura punição da Conmebol aos envolvidos! Eu ouvi e achei exemplar. Mas… era fake news!

Ainda não se tem decisão alguma. O comunicado (da imagem) é falso.

Imagem

– A selvageria no jogo da Argentina:

O que aconteceu em Independiente vs La U é algo vergonhoso!

Brigar por futebol, em pleno Século XXI? E com tamanha selvageria?

Tenha dó…

Que a Conmebol puna exemplarmente.

– A demagogia e contradição do presidente do Internacional:

Após o Internacional/RS ser eliminado na Libertadores da América, o presidente colorado Alessandro Barcellos justificou que o seu time tinha investido R$ 27 milhões, mas que é difícil jogar contra quem investe 277 milhões de reais (se referindo as contratações do Flamengo).

Pela lógica, em hipótese alguma o modesto Mirassol poderia estar à frente do Inter no Brasileirão (como está). Aí essa justificativa não vale?

As desculpas no futebol assustam… ninguém assume a culpa!

IN ENGLISH –

After Internacional/RS was eliminated from the Copa Libertadores, the team’s president Alessandro Barcellos justified it by saying his team had invested R$ 27 million, but that it’s difficult to play against a team that invests R$ 277 million (referring to Flamengo’s signings).

Logically, in no way should the modest Mirassol be ahead of Inter in the Brasileirão (as they are). So does that justification not count there?

The excuses in football are frightening… no one takes the blame!

– A falta de líderes em campo no futebol brasileiro. Cadê o capitão?

Responda rápido: quem é o grande capitão do seu clube? Aquele jogador que simboliza seu time, que ostenta a faixa e lidera em campo?

Eu pensei no meu querido Paulista de Jundiaí, e o último grande capitão foi Vágner Mancini no meio de campo, que liderava os jovens atletas em 2004. Naquela ocasião, o time do técnico Zetti perdeu a final do Campeonato Paulista para o São Caetano de Muricy Ramalho e foi vice-campeão estadual. No ano seguinte, Mancini assumiu como treinador e conquistou a Copa do Brasil (premiação da época: R$ 1 milhão).

Neymar é o grande líder em campo do Santos FC? Não é. Lamento desapontar os fãs, mas sejamos justos: o líder tem que ter controle emocional, e após 6×0 sofridos pelo Vasco da Gama, fugiu dos companheiros (órfãos de líder) e saiu chorando (alguns crêem que foi um choro midiático). O saudoso Zito deve estar revoltado lá no Céu…

Luciano ou Rafael, são capitães adequados para o São Paulo FC? E o capitão do Corinthians? Até Romero já assumiu tal função. No Palmeiras, aí sim vemos uma figura de liderança: Gustavo Goméz (pena que não é brasileiro).

O futebol brasileiro carece de natos capitães. E lembrando: capitão não é necessariamente o craque, mas o líder. Pelé foi capitaneado por Carlos Alberto Torres em 70, por exemplo.

No meio da arbitragem, os árbitros brincam que o capitão só serve para tirar o Toz e ser referência para comunicação coletiva. No “jogo-jogado”, não é bem assim entre os atletas.

Talvez a grande pergunta seja: por que não temos mais dignos capitães nas equipes? E outra: como voltar a tê-los?

Quem tiver as respostas, urgentemente deve fazer consultoria às agremiações…

IN ENGLISH –

Answer quickly: who is your club’s great captain? That player who symbolizes your team, who wears the armband and leads on the field?

I thought of my beloved Paulista de Jundiaí, and the last great captain was Vágner Mancini in the midfield, who led the young athletes in 2004. On that occasion, coach Zetti’s team lost the Campeonato Paulista final to Muricy Ramalho’s São Caetano and were state runners-up. The following year, Mancini took over as coach and won the Copa do Brasil (the prize money at the time was R$ 1 million).

Is Neymar the great on-field leader of Santos FC? He isn’t. I’m sorry to disappoint the fans, but let’s be fair: a leader must have emotional control, and after a 6-0 thrashing by Vasco da Gama, he ran away from his teammates (orphans of a leader) and left crying (some believe it was a media-savvy cry). The late Zito must be outraged in Heaven…

Are Luciano or Rafael suitable captains for São Paulo FC? And Corinthians’ captain? Even Romero has taken on that role. At Palmeiras, that’s where we see a leadership figure: Gustavo Goméz (it’s a shame he’s not Brazilian).

Brazilian football lacks natural-born captains. And remember: a captain is not necessarily the star player, but the leader. Pelé was captained by Carlos Alberto Torres in ’70, for example.

In the world of refereeing, referees joke that a captain is only useful for tossing the coin and being a reference for collective communication. In the “game played,” it’s not quite like that among the athletes.

Perhaps the big question is: why don’t we have more worthy captains on the teams? And another: how do we get them back?

Whoever has the answers should urgently consult with the clubs…

– Futebol no sábado às 19h00?

Quem foi o “gênio” que marcou Paulista de Jundiaí x Primavera de Indaiatuba no sábado às 19h?

Jundiaí não tem esse hábito de horário no futebol, concorre-se com outros eventos e, ainda, o time não empolga.

Parece que ninguém se preocupa com o torcedor… (ou com renda).

– Prestigiem minha coluna!

Convido os amigos a visitarem minha coluna no “Jornal de Jundiaí Regional”!
Sempre em “Opinião, Página 2”, falando um pouco sobre futebol nesse espaço.

– A Regra não é clara!

O ex-árbitro mundialista Arnaldo Cezar Coelho, em sua marcante passagem como comentarista de arbitragem da Rede Globo (por décadas), cunhou um bordão marqueteiro e pegajoso: “A Regra é Clara”.

Porém, ela pode ter sido clara em sua plenitude em 1863, quando surgiu o primeiro livro de regras do futebol. Hoje, há pouca clareza e muitos pontos obscuros. Mas o principal: ela está cada mais desconhecida!

Alguém pode dizer: “Em tempos de globalização, desconhecida? Como assim?”

Pois é: ela tem mudado muito, ano a ano, com detalhes que passam despercebidos do torcedor, mas também dos profissionais do futebol. Costumo brincar que chegará o dia em que apitaremos “com bula”.

Exemplos? Aos montes. Vamos lá:

No último domingo, o Crystal Palace teve um gol anulado (vide aqui: https://x.com/nayibmf/status/1957069349274984604?s=48), e continha dois detalhes da Regra:

  • Um tranco ombro-a-ombro: com a bola rolando e em disputa, pode. Sem bola, é infração.
  • Há jogador do time que ataca infiltrado na barreira. Isso mudou recentemente e pouca gente sabe (pois foi mal divulgado). Até o árbitro se esqueceu! A própria barreira, veja só, não existe na regra do jogo. Mas se ela existir, hoje, deve ser composta apenas por jogadores da equipe que defende (por tudo isso o gol foi corretamente anulado, mas só depois do alerta do VAR).

Além de algumas obscuridades, há mitos! Quem disse que o goleiro “pediu barreira”? Quem pede é o atacante, pois ele tem o direito assegurado de que os atletas adversários estejam a 9,15m. Se ele abrir mão da distância e bater rápido, pode (e o goleiro não terá a sua barreira). Mas… quantas vezes você vê o jogador se aproveitando disso?

Outro mito? Bola presa é da defesa, pedir a bola é falta (mesmo para o seu companheiro), ou, a pior: se a bola que vai em direção ao gol bater na mão adversária e desviar a trajetória, é pênalti. Nada disso existe (mas muita gente usa tais argumentos).

Dias atrás vi uma discussão de que, em determinado jogo, deveria ter voltado o pênalti pois houve invasão da área. Ora, se uma bola entrar direto no gol, sem rebote, e alguém invadir, não se volta mais (apenas se não for direto ou der rebote – e a invasão causar impacto – se volta ou se marca tiro livre indireto, dependendo de quem invadiu e do que resultou).

Eu sou a favor da FIFA, CBF, FPF ou entidades do futebol ajudarem na massificação do conhecimento dos detalhes das Regras do Futebol (e não alterá-la constantemente, como tem ocorrido). Mas, mais do que isso, sou a favor de que os clubes contratem profissionais para ensinarem regras do jogo (e suas nuances) a fim de otimizar o jogo e, quem sabe, evitar cartões tão desnecessários.

Ops: esqueci de “último homem”,  “segunda bola” e outros tantos folclores… meu amigo Zé Boca de Bagre disse: nunca vi jogar com duas bolas, para ter a segunda...

IN ENGLISH –

Someone might say, “In this era of globalization, the rules are unfamiliar? What do you mean?”

Well, it’s true: they have changed a lot, year by year, with details that go unnoticed by fans, but also by football professionals. I often joke that the day will come when we’ll referee “with a rulebook.”

Examples? Plenty. Let’s go:

Last Sunday, Crystal Palace had a goal disallowed (see here: https://x.com/nayibmf/status/1957069349274984604?s=48), and it involved two specific details of the Rule:

  • A shoulder-to-shoulder barge: when the ball is in play and contested, it’s allowed. Without the ball, it’s a foul.
  • An attacking player infiltrating the defensive wall. This changed recently and few people know it (because it was poorly publicized). Even the referee forgot! The wall itself, believe it or not, does not exist in the rules of the game. But if it does exist, today, it must be composed only of players from the defending team (for all these reasons the goal was correctly disallowed, but only after the VAR’s alert).

In addition to some obscurities, there are myths! Who said the goalkeeper “asked for a wall?” The attacking player asks for it, as they have the guaranteed right for opposing players to be 9.15m away. If they give up that distance and take it quickly, they can (and the goalkeeper will not have their wall). But… how often do you see a player taking advantage of this?

Another myth? A trapped ball belongs to the defense, asking for the ball is a foul (even for your teammate), or, the worst one: if the ball going towards the goal hits an opponent’s hand and deflects the trajectory, it’s a penalty. None of this exists (but many people use these arguments).

A few days ago I saw a discussion that, in a certain game, the penalty should have been retaken because there was an invasion of the area. Well, if a ball goes directly into the goal, without a rebound, and someone invades, it is no longer retaken (it’s only retaken or an indirect free kick is awarded if it doesn’t go straight in or it rebounds – and the invasion has an impact – depending on who invaded and what the result was).

I am in favor of FIFA, CBF, FPF, or football entities helping to disseminate knowledge of the details of the Laws of the Game (and not constantly changing them, as has been happening). But, more than that, I am in favor of clubs hiring professionals to teach the rules of the game (and their nuances) to optimize the game and, who knows, avoid such unnecessary cards.

Oops: I forgot about “last man,” “second ball,” and so many other bits of folklore… my friend Zé Boca de Bagre said: I’ve never seen anyone play with two balls, to have a second one…

– Foi pênalti em Mirassol x Cruzeiro?

Ao ver esse lance reclamado em Mirassol x Cruzeiro (aqui no link em: https://x.com/engenheiro1968/status/1957744063358333145?s=46), não tenho dúvida alguma: lance normal!

Explico:

Não é pênalti, pois o desvio faz com que a bola seja inesperada. Se ela bate direto no braço, estando em tempo de evitar o contato, seria pênalti. Mas desviando no próprio corpo, não há tempo de “sumir” o braço. Repare até que o “golpe” que ele dá, no susto, é um reflexo de quem não esperava o contato. Não se deve marcar esse pênalti.

Poucas vezes o VAR acerta nesses lances aqui em nosso país. Essa foi uma delas. Oxalá acertem mais vezes, para que nossa regra seja igual ao resto do mundo.

Para quem tem dúvida sobre quando é ou não é pênalti de bola na mão / mão na bola, didaticamente em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/05/12/como-interpretar-corretamente-os-casos-de-mao-na-bola-e-bola-na-mao/

– Decisões que ninguém entende na Justiça do Futebol:

Pérolas do Futebol…

De 2007, na Folha de São Paulo, uma situação pertinente e atual: as decisões dos tribunais da Justiça Desportiva!

Abaixo: 

– Que não se critique o Flamengo pelas receitas!

Goste ou não da diretoria do Flamengo, é inegável que ela sabe fazer negócios.

Olhe só as receitas do Mengão, que números impressionantes:

– A falta de líderes em campo no futebol brasileiro. Cadê o capitão?

Responda rápido: quem é o grande capitão do seu clube? Aquele jogador que simboliza seu time, que ostenta a faixa e lidera em campo?

Eu pensei no meu querido Paulista de Jundiaí, e o último grande capitão foi Vágner Mancini no meio de campo, que liderava os jovens atletas em 2004. Naquela ocasião, o time do técnico Zetti perdeu a final do Campeonato Paulista para o São Caetano de Muricy Ramalho e foi vice-campeão estadual. No ano seguinte, Mancini assumiu como treinador e conquistou a Copa do Brasil (premiação da época: R$ 1 milhão).

Neymar é o grande líder em campo do Santos FC? Não é. Lamento desapontar os fãs, mas sejamos justos: o líder tem que ter controle emocional, e após 6×0 sofridos pelo Vasco da Gama, fugiu dos companheiros (órfãos de líder) e saiu chorando (alguns crêem que foi um choro midiático). O saudoso Zito deve estar revoltado lá no Céu…

Luciano ou Rafael, são capitães adequados para o São Paulo FC? E o capitão do Corinthians? Até Romero já assumiu tal função. No Palmeiras, aí sim vemos uma figura de liderança: Gustavo Goméz (pena que não é brasileiro).

O futebol brasileiro carece de natos capitães. E lembrando: capitão não é necessariamente o craque, mas o líder. Pelé foi capitaneado por Carlos Alberto Torres em 70, por exemplo.

No meio da arbitragem, os árbitros brincam que o capitão só serve para tirar o Toz e ser referência para comunicação coletiva. No “jogo-jogado”, não é bem assim entre os atletas.

Talvez a grande pergunta seja: por que não temos mais dignos capitães nas equipes? E outra: como voltar a tê-los?

Quem tiver as respostas, urgentemente deve fazer consultoria às agremiações…

IN ENGLISH –

Answer quickly: who is your club’s great captain? That player who symbolizes your team, who wears the armband and leads on the field?

I thought of my beloved Paulista de Jundiaí, and the last great captain was Vágner Mancini in the midfield, who led the young athletes in 2004. On that occasion, coach Zetti’s team lost the Campeonato Paulista final to Muricy Ramalho’s São Caetano and were state runners-up. The following year, Mancini took over as coach and won the Copa do Brasil (the prize money at the time was R$ 1 million).

Is Neymar the great on-field leader of Santos FC? He isn’t. I’m sorry to disappoint the fans, but let’s be fair: a leader must have emotional control, and after a 6-0 thrashing by Vasco da Gama, he ran away from his teammates (orphans of a leader) and left crying (some believe it was a media-savvy cry). The late Zito must be outraged in Heaven…

Are Luciano or Rafael suitable captains for São Paulo FC? And Corinthians’ captain? Even Romero has taken on that role. At Palmeiras, that’s where we see a leadership figure: Gustavo Goméz (it’s a shame he’s not Brazilian).

Brazilian football lacks natural-born captains. And remember: a captain is not necessarily the star player, but the leader. Pelé was captained by Carlos Alberto Torres in ’70, for example.

In the world of refereeing, referees joke that a captain is only useful for tossing the coin and being a reference for collective communication. In the “game played,” it’s not quite like that among the athletes.

Perhaps the big question is: why don’t we have more worthy captains on the teams? And another: how do we get them back?

Whoever has the answers should urgently consult with the clubs…

– Neymar ou Vasco?

Fico boquiaberto ao ler:

  • Neymar chorou após os 6×0 (de verdade ou por marketing).
  • Houve um 3º cartão amarelo forçado?
  • O Santos FC errou no treinador.
  • Ancelotti convocará o menino Ney?

O ponto alto foi: o bom futebol mostrado pelo Vasco e os golaços do jogo. Ninguém exalta isso?

Como o Ibope muda as perspectivas

– Qual a grande decepção do Brasileirão nesse momento? Três opções:

Há times que estão impressionando pela má fase, e passam por maus momentos com cenários diferentes. Vamos lá:

O Corinthians vive uma enorme briga política, com a Polícia investigando várias ilicitudes e sem dinheiro. Há 5 jogos consecutivos perde em casa, e outros tantos sem vencer fora.

O Red Bull Bragantino está com o Sub 20 na final do Brasileirão contra o Palmeiras, fez bonito com o time feminino e a base vai de vento em popa. Mas no profissional… um “punhado” de jogadores lesionados, má sorte e, depois de ser vice-lider do Campeonato Brasileiro, acumula 8 derrotas seguidas!

O Santos FC tem Neymar, fala de estádio novo, promove ações de marketing, lota o Morumbi, e… vive o trauma de, depois de ter voltado da Série B para a A, lutar contra o rebaixamento de novo (apanhou de 6×0 do Vasco).

Qual dos três times lhe parece em pior situação?

IN ENGLISH – There are teams that are impressing with their poor run of form, and are going through difficult periods with different scenarios. Let’s go:

Corinthians is experiencing a huge political fight, with the Police investigating several illegalities and no money. They have lost 5 consecutive home games, and just as many without winning away.

Red Bull Bragantino has its U-20 team in the Brasileirão final against Palmeiras, did well with the women’s team, and their youth academy is doing great. But with the professional squad… a “handful” of injured players, bad luck, and, after being the runner-up in the Brazilian Championship, they have racked up 8 consecutive losses!

Santos FC has Neymar, talks about a new stadium, promotes marketing actions, packs the Morumbi stadium, and… is experiencing the trauma of, after returning from Serie B to A, fighting against relegation again (they got thrashed 6-0 by Vasco).

Which of the three teams seems to be in the worst situation to you?

– O pênalti não marcado de Giay em Botafogo 0x1 Palmeiras.

Lances polêmicos no domingo às 22h15 repercutem menos. Mas veja: Giay (SEP) tenta desarmar Joaquín Corrêa (BFR) e não consegue (o botafoguense é atingido e “cai sentado”). Na várzea, o boleiro diz que “errou a disputa de bola e passou o rodo”. No futebol profissional, se diz: tiro livre direto, sem cartão (e dentro da área, pênalti).

Arbitragem e VAR entenderam como normal e o jogo seguiu. Ambos erraram.

Há fases em que seu time é prejudicado. Em outras, seguidamente beneficiado. É o que está acontecendo com o Palmeiras. Mas, obviamente, os reclamantes por boas arbitragens de outrora, agora se calam.

– A Regra não é clara!

O ex-árbitro mundialista Arnaldo Cezar Coelho, em sua marcante passagem como comentarista de arbitragem da Rede Globo (por décadas), cunhou um bordão marqueteiro e pegajoso: “A Regra é Clara”.

Porém, ela pode ter sido clara em sua plenitude em 1863, quando surgiu o primeiro livro de regras do futebol. Hoje, há pouca clareza e muitos pontos obscuros. Mas o principal: ela está cada mais desconhecida!

Alguém pode dizer: “Em tempos de globalização, desconhecida? Como assim?”

Pois é: ela tem mudado muito, ano a ano, com detalhes que passam despercebidos do torcedor, mas também dos profissionais do futebol. Costumo brincar que chegará o dia em que apitaremos “com bula”.

Exemplos? Aos montes. Vamos lá:

No último domingo, o Crystal Palace teve um gol anulado (vide aqui: https://x.com/nayibmf/status/1957069349274984604?s=48), e continha dois detalhes da Regra:

  • Um tranco ombro-a-ombro: com a bola rolando e em disputa, pode. Sem bola, é infração.
  • Há jogador do time que ataca infiltrado na barreira. Isso mudou recentemente e pouca gente sabe (pois foi mal divulgado). Até o árbitro se esqueceu! A própria barreira, veja só, não existe na regra do jogo. Mas se ela existir, hoje, deve ser composta apenas por jogadores da equipe que defende (por tudo isso o gol foi corretamente anulado, mas só depois do alerta do VAR).

Além de algumas obscuridades, há mitos! Quem disse que o goleiro “pediu barreira”? Quem pede é o atacante, pois ele tem o direito assegurado de que os atletas adversários estejam a 9,15m. Se ele abrir mão da distância e bater rápido, pode (e o goleiro não terá a sua barreira). Mas… quantas vezes você vê o jogador se aproveitando disso?

Outro mito? Bola presa é da defesa, pedir a bola é falta (mesmo para o seu companheiro), ou, a pior: se a bola que vai em direção ao gol bater na mão adversária e desviar a trajetória, é pênalti. Nada disso existe (mas muita gente usa tais argumentos).

Dias atrás vi uma discussão de que, em determinado jogo, deveria ter voltado o pênalti pois houve invasão da área. Ora, se uma bola entrar direto no gol, sem rebote, e alguém invadir, não se volta mais (apenas se não for direto ou der rebote – e a invasão causar impacto – se volta ou se marca tiro livre indireto, dependendo de quem invadiu e do que resultou).

Eu sou a favor da FIFA, CBF, FPF ou entidades do futebol ajudarem na massificação do conhecimento dos detalhes das Regras do Futebol (e não alterá-la constantemente, como tem ocorrido). Mas, mais do que isso, sou a favor de que os clubes contratem profissionais para ensinarem regras do jogo (e suas nuances) a fim de otimizar o jogo e, quem sabe, evitar cartões tão desnecessários.

Ops: esqueci de “último homem”,  “segunda bola” e outros tantos folclores… meu amigo Zé Boca de Bagre disse: nunca vi jogar com duas bolas, para ter a segunda...

– Que feio, Peixe!

O Santos levou 6×0 do Vasco da Gama, em seu próprio mando de campo (Morumbi, com 51 mil pagantes). Demitiu Cleber Xavier…

Não foi o presidente do Peixe que no primeiro turno disse que era inadmissível perder para o time cruzmaltino e colocou a prêmio a cabeça de Pedro Caixinha?

Abra o olho, Santos FC!

– REPOST: A Verdade sobre Craques comprometidos e Cabeças de Bagre envaidecidos.

Circula na Internet esse depoimento de Oscar Ruggeri. Não sei se é ele mesmo quem disse, mas que é verdade a percepção, ô se é.

Veja se você concorda:

Antes acabava um jogo e discutíamos os gols, as jogadas ou os erros para corrigi-los, agora só esperam que termine o jogo para ver como ficou a selfie, se saiu penteado ou não, se se vê a tatuagem, mas de futebol nada.
Pena que as coisas tenham mudado tanto.”

Não é uma realidade? Homens ao pé da letra que tinham comprometimento com seus clubes parecem ter acabado. É um tal de tomar banho rápido para ir embora, passar creme para ficar cheiroso e meter fone de ouvido para fazer de conta que não ouviu o chamado dos repórteres que não acaba mais…

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– No Teatro:

Pai que é pai tem que participar!

Viemos no teatrinho dos personagens de Frozen (eu, minha Tetéia e os amiguinhos). Parecem empolgados ou não?

Como é bom ser criança…

❄️ #teatro

– Não dá para aturar o VAR brasileiro…

No Corinthians 1×2 Bahia, o árbitro Zanovelli e sua equipe de VAR literalmente fizeram “um intervalo” no jogo para decidir a validação ou anulação de um lance duvidoso. Foram 8 minutos!

Não é assim que funciona. Em caso de dúvida, para não se perder a dinâmica do jogo, ao perceber que é um lance controverso e que se levará muito tempo para decidir, respeite-se a decisão de campo e siga a partida. 

Em dúvida, leia-se a 3ª recomendação desse post: https://professorrafaelporcari.com/2025/08/16/a-cartilha-da-premier-league-aos-arbitros-2/