– Parabéns, Filipe Luís.

Se confirmada a informação de que Filipe Luís recusou uma proposta do Fenerbahçe, da Turquia, substituindo assim José Mourinho, pelo fato de honrar seu compromisso com o Flamengo, parabéns!

Primeiro: pela ética.

Segundo: pelo profissionalismo.

Terceiro: pelo projeto de carreira.

Aliás, alguém vê o jovem treinador “negociando” reajuste por proposta recebida, como muitos fazem?

De fato, Filipe é diferenciado.

IN ENGLISH –

If the report is confirmed that Filipe Luís turned down an offer from Fenerbahçe in Turkey, thus replacing José Mourinho, in order to honor his commitment to Flamengo, then congratulations!

First: for his ethics.

Second: for his professionalism.

Third: for his career plan.

By the way, does anyone see the young coach ‘negotiating’ a pay raise because of a received offer, as many do?

Indeed, Filipe is unique.

– O mundo do futebol enoja a Mbappé? E… a você?

Está na Internet uma surpreendente entrevista do jogador da Seleção Francesa e do Real Madrid, Kyilian Mbappé, ao L ‘Equipe. Disse ele que o futebol, senão fosse uma paixão, o enojaria:

“Sou fatalista em relação ao mundo do futebol, mas não em relação à vida. A vida é magnífica. O futebol é o que é. Gosto de dizer que as pessoas que vão ao estádio têm a sorte de ir só para ver um espetáculo e não saber o que se passa nos bastidores. Sinceramente, se eu não tivesse essa paixão, o mundo do futebol já me teria enojado há muito tempo”.

Questionado sobre filhos e futebol (se recomendaria que fossem jogadores), complementou:

“De qualquer forma, eu jamais recomendaria que meu filho entrasse no mundo do futebol”.

Todos nós que atuamos no futebol, assim como Mbappé, sabemos que os bastidores são muito complicados (vide o que foi exibido nessa semana em “A Máfia do Apito”). Por mais chocante que essa fala possa ser, quem de nós nunca se decepcionou com histórias escusas do esporte?

Com pesar, tem muito fundamento tal fala quanto ao “enojar”.

Foto colorida de Kylian Mbappé - Metrópoles

IN ENGLISH –

A surprising interview with French national team and Real Madrid player, Kylian Mbappé, is circulating online. He told L’Equipe that if football weren’t a passion, it would disgust him:

“I’m fatalistic about the world of football, but not about life. Life is magnificent. Football is what it is. I like to say that the people who go to the stadium are lucky to go just to see a show and not know what goes on behind the scenes. Honestly, if I didn’t have this passion, the world of football would have disgusted me a long time ago.”

When asked about children and football (if he would recommend that they become players), he added:

“In any case, I would never recommend that my son enter the world of football.”

All of us who work in football, like Mbappé, know that the behind-the-scenes aspects are very complicated (as seen in what was shown this week in “The Whistle Mafia”). As shocking as this statement may be, who among us has never been disappointed by the shady stories of the sport?

Sadly, there is a lot of substance to that comment about being “disgusted.”

– Dia do Árbitro de Futebol.

… e também do de vôlei, basquete, críquete, pólo-aquático… É dia do Árbitro Esportivo!

Orgulho-me de estar incluído nesta lista. Afinal, uma vez árbitro, sempre árbitro!

Feliz 11 de setembro, nosso dia! Que tenhamos o que comemorar e que nessa data nossas mamães sejam poupadas.

– Quando falta dinheiro no futebol…

Quando um clube está com dívidas, qualquer “trocado” serve como receita. Quando não precisa, pode segurar o seu atleta e pedir quanto quiser.

É o atual caso entre São Paulo e Palmeiras: o Tricolor do Morumbi vendeu 5 promessas da base pelo mesmo valor que o Verdão vendeu um zagueiro!

Olhe só na matéria do GE, em: https://ge.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/2025/09/11/sao-paulo-vende-cinco-da-base-pelo-mesmo-valor-que-o-palmeiras-conseguiu-em-um-so-zagueiro.ghtml

Imagem extraída da Internet, quem souber o autor, informar para arte.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Sport (Rodada 23 do Brasileirão da Série A).

E para o confronto do Massa Bruta contra o Leão, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Anderson Daronco -RS
Árbitro Assistente 1: Michael Stanislau -RS
Árbitro Assistente 2: Tiago Augusto Kappes Diel -RS
Quarto Árbitro: Thaillan Azevedo Gomes -AP
Assessor: José Mocelin -RS
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga – RJ
AVAR: Daniel do Espírito Santo Parro RJ
AVAR2: Pathrice Wallace Corrêa Maia – RJ
Observador de VAR: Ednilson Coron-SP
Quality manager: Walter de Lima Coelho Junior -SP

Equipe de arbitragem de campo gaúcha, equipe de VAR carioca, e quarto-árbitro… do Amapá! Não se entende a “geografia das escalas da CBF”… 

Enfim: Anderson Daronco, que emagreceu 9 kg e melhorou sua condição técnica pela própria melhora física, apitará esse jogo. Está numa ótima sequência de jogos no Brasilerião, mas, ainda, cometendo o mesmo defeito: no final das partidas, começa “administrar o jogo” com inúmeras faltinhas.

Eu recomendaria: que o Red Bull Bragantino faça jogadas de “entrada na área” principalmente no primeiro tempo, pois costumeiramente, em jogo do Daronco, o segundo tempo se concentra no meio de campo, com muitas paralisações e pouco tempo de bola rolando.

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Sport pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 14/09, 11h00. Mas desde às 10h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Minha coluna no JJ:

Minha coluna no Jornal de Jundiaí de hoje (página 2, em Opinião).

Prestigie!

Em: https://sampi.net.br/jundiai/categoria/id/16153/rafael-porcari

– O Internacional levará a sério as reivindicações da torcida depois de “A Máfia do Apito”?

Durante a série “A Máfia do Apito”, exibida pela Sportv e disponível no Globoplay, o ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho disse:

“Eu apitei a Série A, Libertadores e Paulista. Por que só os jogos da Série A de 2005 foram anulados? Por que não o Paulista? Eu ganhei muito mais dinheiro no Paulista que no Brasileiro (…) Eu mudei o campeão brasileiro de 2005. Se não tivesse a máfia do apito, com certeza o Inter seria campeão.”

Diante disso, torcedores do Internacional usam as Redes Sociais pressionando para que a diretoria do Colorado entre na Justiça questionando o título corintiano e reivindicando aos gaúchos a honraria*.

Na ocasião, causou muita polêmica a questão das manipulações de resultados. Há partidas em que, visivelmente, nada houve de errado, embora questionou-se quais deveriam ser anuladas ou não – e se todas deveriam ser jogadas novamente pelo fato da dúvida da lisura persistir. Mas não podemos nos esquecer: a decisão de Zveiter de anular os jogos foi ao vivo para todo o Brasil, quando questionado à exaustão pelo jornalista Milton Neves na TV Bandeirantes. O presidente do STJD à época (no domingo à noite) “bateu no peito” e disse que tomaria a decisão de invalidar esses jogos na segunda-feira seguinte.

Depois de 20 anos, alguém mexeria nesse “vespeiro” de novo? O Inter ousaria entrar na Justiça? Teria sucesso ou seria ironizado?

Aguardemos. No futebol, tudo pode acontecer.

* Informação extraída de https://www.terra.com.br/esportes/o-inter-seria-campeao-ex-arbitro-da-mafia-do-apito-reacende-polemica-sobre-brasileirao-2005,1859d82689f85efab34d49851a8b9138i795i35c.html?utm_source=clipboard

IN ENGLISH, by Gemini AI:

During the series “The Whistle Mafia,” shown on Sportv and available on Globoplay, former referee Edilson Pereira de Carvalho said:

“I refereed in Série A, Libertadores, and Paulista. Why were only the 2005 Série A games annulled? Why not the Paulista? I made a lot more money in the Paulista than in the Brasileiro (…) I changed the 2005 Brazilian champion. If it weren’t for the Whistle Mafia, Inter would certainly have been the champion.”

Given this, Internacional fans are using social media to pressure the “Colorado” board to take legal action, questioning Corinthians’ title and claiming the honor* for the Gauchos.

At the time, the issue of match-fixing caused a lot of controversy. There were matches in which, visibly, nothing was wrong, although there was a question of which ones should or should not be annulled – and whether all of them should be replayed because the doubt about their integrity persisted. But we cannot forget: Zveiter’s decision to annul the matches was live for all of Brazil, when he was questioned to exhaustion by journalist Milton Neves on TV Bandeirantes. The STJD president at the time “beat his chest” and said he would make the decision to invalidate those games.

After 20 years, would anyone stir this “hornet’s nest” again? Would Inter dare to take legal action? Would they succeed or would they be mocked?

We’ll wait and see. In football, anything can happen.


*Note: Colorado is the nickname for the Internacional club and its fans. Gaucho refers to people from the state of Rio Grande do Sul, where the club is based.

– Galvão no SBT!

O SBT adquiriu os direitos de transmissão da Copa do Mundo 2026 e Galvão Bueno será o narrador!

Vai ser legal acompanhar o Mundial…

– Sobre o pênalti inexistente em Bolívia 1×0 Brasil:

Ancelotti conheceu os “problemas do futebol da América do Sul”: altitude, má arbitragem e unfair-play.

Aliás, sobre o pênalti inexistente, em: https://youtu.be/fxlhb34UdCo?si=Orxc__SpBq6MOUQP

– O mundo do futebol enoja a Mbappé? E… a você?

Está na Internet uma surpreendente entrevista do jogador da Seleção Francesa e do Real Madrid, Kyilian Mbappé, ao L ‘Equipe. Disse ele que o futebol, senão fosse uma paixão, o enojaria:

“Sou fatalista em relação ao mundo do futebol, mas não em relação à vida. A vida é magnífica. O futebol é o que é. Gosto de dizer que as pessoas que vão ao estádio têm a sorte de ir só para ver um espetáculo e não saber o que se passa nos bastidores. Sinceramente, se eu não tivesse essa paixão, o mundo do futebol já me teria enojado há muito tempo”.

Questionado sobre filhos e futebol (se recomendaria que fossem jogadores), complementou:

“De qualquer forma, eu jamais recomendaria que meu filho entrasse no mundo do futebol”.

Todos nós que atuamos no futebol, assim como Mbappé, sabemos que os bastidores são muito complicados (vide o que foi exibido nessa semana em “A Máfia do Apito”). Por mais chocante que essa fala possa ser, quem de nós nunca se decepcionou com histórias escusas do esporte?

Com pesar, tem muito fundamento tal fala quanto ao “enojar”.

Foto colorida de Kylian Mbappé - Metrópoles

IN ENGLISH –

A surprising interview with French national team and Real Madrid player, Kylian Mbappé, is circulating online. He told L’Equipe that if football weren’t a passion, it would disgust him:

“I’m fatalistic about the world of football, but not about life. Life is magnificent. Football is what it is. I like to say that the people who go to the stadium are lucky to go just to see a show and not know what goes on behind the scenes. Honestly, if I didn’t have this passion, the world of football would have disgusted me a long time ago.”

When asked about children and football (if he would recommend that they become players), he added:

“In any case, I would never recommend that my son enter the world of football.”

All of us who work in football, like Mbappé, know that the behind-the-scenes aspects are very complicated (as seen in what was shown this week in “The Whistle Mafia”). As shocking as this statement may be, who among us has never been disappointed by the shady stories of the sport?

Sadly, there is a lot of substance to that comment about being “disgusted.”

– Amistoso da Seleção contra a Bolívia? Nada disso:

Para muitos, Bolívia x Brasil na altitude de El Alto é apenas um amistoso, já que a Seleção Brasileira já está classificada.

Vá dizer isso para os atletas que foram chamados por Carlo Ancelotti para serem testados! O treinador, na convocação, havia dito que trouxe alguns jogadores para ele sentir como eles reagem em campo. E, para esses nomes, é jogo que vale “Copa do Mundo”.

Como estando testado, e não der a vida para ser convocado ao Mundial 2026?

– El Alto: jogar na altitude ou no calor?

Estádio em El Alto, com 4.090m de altitude, onde teremos Bolívia x Brasil à noite!
Eu sei que “faz mal à saúde” jogar futebol lá. Mas pense: a 37ºC em Cuiabá ou no RJ, não é igualmente complicado?
Se a FIFA não determinar nada, “segue o jogo”.

– O Internacional levará a sério as reivindicações da torcida depois de “A Máfia do Apito”?

Durante a série “A Máfia do Apito”, exibida pela Sportv e disponível no Globoplay, o ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho disse:

“Eu apitei a Série A, Libertadores e Paulista. Por que só os jogos da Série A de 2005 foram anulados? Por que não o Paulista? Eu ganhei muito mais dinheiro no Paulista que no Brasileiro (…) Eu mudei o campeão brasileiro de 2005. Se não tivesse a máfia do apito, com certeza o Inter seria campeão.”

Diante disso, torcedores do Internacional usam as Redes Sociais pressionando para que a diretoria do Colorado entre na Justiça questionando o título corintiano e reivindicando aos gaúchos a honraria*.

Na ocasião, causou muita polêmica a questão das manipulações de resultados. Há partidas em que, visivelmente, nada houve de errado, embora questionou-se quais deveriam ser anuladas ou não – e se todas deveriam ser jogadas novamente pelo fato da dúvida da lisura persistir. Mas não podemos nos esquecer: a decisão de Zveiter de anular os jogos foi ao vivo para todo o Brasil, quando questionado à exaustão pelo jornalista Milton Neves na TV Bandeirantes. O presidente do STJD à época (no domingo à noite) “bateu no peito” e disse que tomaria a decisão de invalidar esses jogos na segunda-feira seguinte.

Depois de 20 anos, alguém mexeria nesse “vespeiro” de novo? O Inter ousaria entrar na Justiça? Teria sucesso ou seria ironizado?

Aguardemos. No futebol, tudo pode acontecer.

* Informação extraída de https://www.terra.com.br/esportes/o-inter-seria-campeao-ex-arbitro-da-mafia-do-apito-reacende-polemica-sobre-brasileirao-2005,1859d82689f85efab34d49851a8b9138i795i35c.html?utm_source=clipboard

IN ENGLISH, by Gemini AI:

During the series “The Whistle Mafia,” shown on Sportv and available on Globoplay, former referee Edilson Pereira de Carvalho said:

“I refereed in Série A, Libertadores, and Paulista. Why were only the 2005 Série A games annulled? Why not the Paulista? I made a lot more money in the Paulista than in the Brasileiro (…) I changed the 2005 Brazilian champion. If it weren’t for the Whistle Mafia, Inter would certainly have been the champion.”

Given this, Internacional fans are using social media to pressure the “Colorado” board to take legal action, questioning Corinthians’ title and claiming the honor* for the Gauchos.

At the time, the issue of match-fixing caused a lot of controversy. There were matches in which, visibly, nothing was wrong, although there was a question of which ones should or should not be annulled – and whether all of them should be replayed because the doubt about their integrity persisted. But we cannot forget: Zveiter’s decision to annul the matches was live for all of Brazil, when he was questioned to exhaustion by journalist Milton Neves on TV Bandeirantes. The STJD president at the time “beat his chest” and said he would make the decision to invalidate those games.

After 20 years, would anyone stir this “hornet’s nest” again? Would Inter dare to take legal action? Would they succeed or would they be mocked?

We’ll wait and see. In football, anything can happen.


*Note: Colorado is the nickname for the Internacional club and its fans. Gaucho refers to people from the state of Rio Grande do Sul, where the club is based.

– Parabéns, Ancelotti.

Ouvi há pouco uma entrevista do treinador italiano Carlo Ancelotti. Como ele está falando bem a Língua Portuguesa!

É muito bom ver pessoas que buscam conhecimento e aprendem fácil o idioma local. Muito bom.

– Deus e o Futebol.

Eu tenho muito cuidado com esse assunto, pois sei que há a famosa tríade popular de que “Futebol, Política e Religião” não se discutem. Ora, discute-se sim, com tolerância e respeito. E a combinação de dois desses elementos, o Futebol e a Religião, tem me chamado a atenção bastante.

Antes de tudo: tenho a minha religião (é público, sou católico praticante, trabalhei em pastorais e em ações voltadas ao ecumenismo, que nada mais é do que o tão necessário diálogo interreligioso) e não faço proselitismo ou crítica a qualquer outra. A importância de quem vive uma crença é: a maturidade e “racionalidade da fé” (parece um termo contraditório, mas não é). Ciência e Fé são complementares, e não concorrenciais. O fanatismo (em qualquer crença) deturpa tudo isso. Assim, ser maduro e ser racional são condições necessárias para esse assunto.

Dias atrás, comentando um jogo da 4ª divisão paulista, ouvi um treinador dizendo em entrevista que “Profetizou a vitória de Deus contra o adversário” e que o “Senhor é fiel em suas promessas, sendo a vitória dEle”. Respeitosamente, mas Deus não quer disputar a A3 da FPF, ele tem muita coisa importante a fazer. Se ele dá o livre arbítrio às pessoas (e por isso há as guerras – não por culpa de Deus, mas dos próprios homens), por que iria favorecer a equipe A e prejudicar a equipe B? 

Milhares de pessoas morrendo injustamente, e qual o motivo para Deus dar mais importância a um jogo de futebol do que à resolução dos conflitos Rússia – Ucrânia ou Hamas – Israel?

Calma, não estou desdenhando do boleiro que pediu ajuda a Deus, nem duvidando da sua fé. Não é um comentário ateísta, mas apenas levantando a seguinte situação: do outro lado, há jogadores que acreditam no mesmo Deus. Qual razão Deus favorece um time e desfavorece outro? Não vale responder que uma equipe teve mais fé do que a adversária, pois, sabemos, a resposta é lógica: “Se macumba ganhasse jogo, o BaVi terminaria sempre empatado”. E óbvio que alguém vai dizer que o Deus dos Cristãos não é o mesmo que os deuses das crenças africanas, mas a analogia serve para o mesmo propósito.

Aqui no Brasil, temos uma “febre de fé no futebol”. Telê Santana, no começo dos anos 90, mostrou-se preocupado com o movimento “Atletas de Cristo”, pois falava-se à boca pequena que alguns atletas não fariam falta no jogo por entenderem ser pecado… Coisa do passado. Sempre existiu a religião e a religiosidade no futebol, ou seja: a fé e o rito, muitas vezes, supersticioso! Ou não é costumeiro ver padres e pastores visitando as agremiações e vestiários, e irônica e concomitantemente, esses mesmos clubes jogam sal grosso aos pés de uma trave e tem seus “pais-de-santos” oficiais?

Certa vez, ainda jovem, apitei pela antiga B1B (a 5ª divisão paulista) o “Clássico do Avião”: Guapira do Jaçanã vs AD Guarulhos (os dois estádios estão na rota de Cumbica e os aviões de grande porte passam à baixa altura sobre eles). Na hora do sorteio, um capitão falou ao outro: “que Deus te abençoe, te dê a paz, e honre a promessa feita a Abraão”. Nunca mais esqueci, achei diferente. E o jogo atrasou pois rezou-se um Pai-Nosso e uma Ave-Maria por parte daquela equipe em campo (se faz isso no vestiário, não fora dele). No primeiro lance, esse mesmo capitão deu um pontapé violento no próprio capitão que ele desejou a paz e o “pau comeu”! Foi um dos cartões vermelhos mais rápidos (e justos) que apliquei numa partida…

Em 2009, após a conquista da Copa das Confederações pela Seleção Brasileira, a BBC da Inglaterra produziu uma matéria chamada DIVINO FUTEBOL, onde dizia que:

“As pessoas que acompanharam a final [Brasil x EUA]  não estavam preparadas para a reza coletiva, com todos jogadores brasileiros ajoelhados, de mãos dadas, num círculo feito em pleno gramado que incluiu até a comissão técnica. Em um lugar como a Grã-Bretanha, onde o povo está acostumado a conviver respeitosamente com diferentes religiões, surpreende o fato de atletas usarem a combinação entre um veículo de grande penetração como a televisão e a enorme capacidade de marketing da Seleção Brasileira, para divulgar mensagens ligadas a crenças, seitas ou religiões. Se arriscam a serem confundidos com emissários de pregadores dispostos a aumentar o número de ovelhas de seus rebanhos às custas do escrete canarinho, como emissários evangélicos em missão.”

Por esse mesmo episódio, a Associação de Futebol da Dinamarca pediu atenção à FIFA, que segundo matéria do Estadão:

“A Fifa confirmou à Agência Estado que mandou um alerta à CBF pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final. Ao final do jogo contra os EUA, os jogadores da Seleção Brasileira fizeram uma roda no centro do campo e rezaram. A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme. Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer. Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes da Europa. Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir o Brasil. ‘A religião não tem lugar no futebol’, afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa. Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi exagerada. ‘Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora’, disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca. À Agência Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome ‘providências’ e que busca apoio de outras associações”.

Insisto: os jogadores têm sua religião (ou não a têm, são agnósticos ou ateus) e devem ser respeitados. Mas Deus (ou os deuses, dependendo da sua crença) tem coisa mais importante para fazer do que decidir um placar. Deve-se em oração pré-jogo pedir saúde, proteção contra lesões, um bom trabalho, sucesso profissional… mas placares, não! Afinal, quando o time ganha, para muitos, é pela benção de Deus. Mas e o que houve ao time que perdeu e também rezou?

Por fim: saibamos creditar as derrotas e vitórias ao trabalho dos jogadores, treinadores e demais envolvidos, e a Deus o dom da vida para exercer a sua profissão.

Ops: para que não se ache que esse texto foi averso a fé (citei no início que é uma reflexão sobre a maturidade religiosa), eu também pedi luz ao Espírito Santo para escrevê-lo sem ofensa a qualquer pessoa religiosa ou entidade.

Curiosidade: árbitro de futebol também tem fé e até a sua oração oficial, reconhecida pela Igreja Católica em 2002, graças à ajuda do bispo Dom Amaury Castanho, que generosamente me recebeu com o padre Antonio Ferreira e nos possibilitou esse agrado. Abaixo:

ORAÇÃO DO ÁRBITRO DE FUTEBOL

Senhor Jesus Cristo,

Tu, que conheces o íntimo de cada um de nós, tem piedade de todo o teu povo.

Pedimos tuas bênçãos para todas as pessoas que estão envolvidas na prática esportiva: árbitros e jogadores, torcedores e policiais, gandulas e jornalistas, fiscais e dirigentes das nossas federações.

Nós te amamos, mas sabemos de nossas fraquezas. Humildemente, te suplicamos a proteção, visando não as vitórias ou honrarias humanas, mas a um bom, honesto e seguro trabalho. Acima de tudo, que seja feita a tua santa e bendita vontade.

Tudo isso te pedimos por intercessão de Maria Santíssima, a quem carinhosamente temos por mãe, invocada como Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil e Patrona dos Árbitros de Futebol. Amém.

COM APROVAÇÃO ECLESIÁSTICA DO SR BISPO DA DIOCESE DE JUNDIAÍ, DOM AMAURY CASTANHO, EM 04/12/2002

– O inocente Inocêncio foi culpado: sobre o pênalti e a agressão em Criciúma x Chapecoense.

Marcinho (Chapecoense) foi derrubado na área por Yan Souto (Criciúma), e o árbitro Felipe Fernandes de Lima (o mesmo do polêmico Athletico x SPFC pela Copa do Brasil) marcou pênalti ao time alviverde.

Eis que o pênalti é cobrado e a bola entra no gol. Mas um pouco antes, Gabriel Inocêncio (Chapecoense) agride Felipinho (Criciúma) e o VAR chama o árbitro (procedimento correto, o árbitro de vídeo tem essa responsabilidade).

O que deve fazer o juizão?

Repare que: a agressão ocorreu depois que o cobrador tocou na bola, e antes dela entrar no gol (a bola entra em jogo a partir do toque do atleta, não do apito do árbitro, que serve para autorizar a cobrança). Portanto, a bola está em jogo. Sendo assim, o gol deve ser anulado pois ocorreu uma agressão do companheiro do cobrador, o atleta infrator deve receber Cartão Vermelho e o jogo reiniciado com tiro livre direto à equipe do agredido, no local da agressão (correto o procedimento do árbitro).

IMPORTANTE: alguém pode alegar que ambos atletas invadiram a área, mas lembre-se: a regra mudou. Só se anula o gol se a invasão tiver impacto no resultado da cobrança.

E se a bola já estivesse entrado no gol, antes da agressão?

O gol deveria ser validado, e o agressor expulso (pois daí teria sido uma agressão com o jogo parado).

Que cáca o glorioso Inocêncio cometeu, não?

 

– A suspensão de Bruno Henrique e de outros atletas:

O jogador flamenguista Bruno Henrique teve uma pena justa?

Falamos sobre ela, e os outros casos envolvendo manipulação de cartões (cuidadosamente distinguindo-os), em: https://youtu.be/qCFF9iM_rsU?si=JpAfwAlCmc4gqHuz

– Amistoso da Seleção contra a Bolívia? Nada disso:

Para muitos, Bolívia x Brasil na altitude de El Alto é apenas um amistoso, já que a Seleção Brasileira já está classificada.

Vá dizer isso para os atletas que foram chamados por Carlo Ancelotti para serem testados! O treinador, na convocação, havia dito que trouxe alguns jogadores para ele sentir como eles reagem em campo. E, para esses nomes, é jogo que vale “Copa do Mundo”.

Como estando testado, e não der a vida para ser convocado ao Mundial 2026?

– Hoje não teve futebol…

Estou sem acesso ao futebol hoje. Embora goste muito, mas os temas desse domingo estão pré-programados (até porque não temos quase nada pela data FIFA). Nada a assistir!

Amanhã voltamos com bons assuntos.

– 2º episódio da Máfia do Apito:

Para quem está acompanhando “A Máfia do Apito”, série documental da Sportv, saiba: hoje, 19h30, o 3º e último episódio.
Já para quem perdeu os anteriores, aqui: https://globoplay.globo.com/v/13902605/
.
Estou nessa produção também. Conto com sua audiência.

– Mitos e verdades do futebol.

O futebol é um microcosmo social. Portanto, nele e em volta dele, acontece de tudo:

  • Torcedores profissionais que sugam os clubes, mas também apaixonados que devotam a vida por atletas que nem sabem da sua existência.
  • Cartolas que pregam a libertação das práticas corruptas de diretorias anteriores, mas fazem a mesma coisa com roupagem diferente.
  • Empresários que tentam forçar a escalação dos seus atletas e que, na impossibilidade, tentam derrubar treinador.
  • Jogadores que jogam para garantir o técnico no cargo e outros que procuram derrubá-lo.
  • Contratos fechados na surdina e contratos arranjados para as vésperas de eleição no clube, claramente como “obra política e/ou eleitoreira”.
  • Jogador caro de clube grande que paga “pedágio” para treinador e diretor (com o nome atual de “rachadinha”) e jogador ou treinador de agremiação pequena que paga ao clube para ser escalado e/ou dirigir o time (comprando a vaga).
  • Técnico-empresário que leva seus jogadores do “portfólio” a fim de usar o clube como barriga de aluguel para outros.
  • Jogo “de compadre” para garantir resultado agradável aos dois times. 
  • Árbitros santos e árbitros endemoniados dentro e fora de campo.

Se continuar o relato, perceberemos que, se usarmos da racionalidade, o futebol não é um esporte que dá prazer, mas sim um negócio suspeito da indústria do entretenimento. Mas… ainda assim a gente gosta de ver a bola rolar!

E você: no que acredita ou desacredita no futebol?

Dia Nacional do Futebol | 19 de julho - Calendarr

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Canastra Real:

Para quem perdeu o 1º dos 3 episódios de “A Máfia do Apito” (Canastra Real), o link da Globoplay em: https://globoplay.globo.com/v/13902176/

– Deus e o Futebol.

Eu tenho muito cuidado com esse assunto, pois sei que há a famosa tríade popular de que “Futebol, Política e Religião” não se discutem. Ora, discute-se sim, com tolerância e respeito. E a combinação de dois desses elementos, o Futebol e a Religião, tem me chamado a atenção bastante.

Antes de tudo: tenho a minha religião (é público, sou católico praticante, trabalhei em pastorais e em ações voltadas ao ecumenismo, que nada mais é do que o tão necessário diálogo interreligioso) e não faço proselitismo ou crítica a qualquer outra. A importância de quem vive uma crença é: a maturidade e “racionalidade da fé” (parece um termo contraditório, mas não é). Ciência e Fé são complementares, e não concorrenciais. O fanatismo (em qualquer crença) deturpa tudo isso. Assim, ser maduro e ser racional são condições necessárias para esse assunto.

Dias atrás, comentando um jogo da 4ª divisão paulista, ouvi um treinador dizendo em entrevista que “Profetizou a vitória de Deus contra o adversário” e que o “Senhor é fiel em suas promessas, sendo a vitória dEle”. Respeitosamente, mas Deus não quer disputar a A3 da FPF, ele tem muita coisa importante a fazer. Se ele dá o livre arbítrio às pessoas (e por isso há as guerras – não por culpa de Deus, mas dos próprios homens), por que iria favorecer a equipe A e prejudicar a equipe B? 

Milhares de pessoas morrendo injustamente, e qual o motivo para Deus dar mais importância a um jogo de futebol do que à resolução dos conflitos Rússia – Ucrânia ou Hamas – Israel?

Calma, não estou desdenhando do boleiro que pediu ajuda a Deus, nem duvidando da sua fé. Não é um comentário ateísta, mas apenas levantando a seguinte situação: do outro lado, há jogadores que acreditam no mesmo Deus. Qual razão Deus favorece um time e desfavorece outro? Não vale responder que uma equipe teve mais fé do que a adversária, pois, sabemos, a resposta é lógica: “Se macumba ganhasse jogo, o BaVi terminaria sempre empatado”. E óbvio que alguém vai dizer que o Deus dos Cristãos não é o mesmo que os deuses das crenças africanas, mas a analogia serve para o mesmo propósito.

Aqui no Brasil, temos uma “febre de fé no futebol”. Telê Santana, no começo dos anos 90, mostrou-se preocupado com o movimento “Atletas de Cristo”, pois falava-se à boca pequena que alguns atletas não fariam falta no jogo por entenderem ser pecado… Coisa do passado. Sempre existiu a religião e a religiosidade no futebol, ou seja: a fé e o rito, muitas vezes, supersticioso! Ou não é costumeiro ver padres e pastores visitando as agremiações e vestiários, e irônica e concomitantemente, esses mesmos clubes jogam sal grosso aos pés de uma trave e tem seus “pais-de-santos” oficiais?

Certa vez, ainda jovem, apitei pela antiga B1B (a 5ª divisão paulista) o “Clássico do Avião”: Guapira do Jaçanã vs AD Guarulhos (os dois estádios estão na rota de Cumbica e os aviões de grande porte passam à baixa altura sobre eles). Na hora do sorteio, um capitão falou ao outro: “que Deus te abençoe, te dê a paz, e honre a promessa feita a Abraão”. Nunca mais esqueci, achei diferente. E o jogo atrasou pois rezou-se um Pai-Nosso e uma Ave-Maria por parte daquela equipe em campo (se faz isso no vestiário, não fora dele). No primeiro lance, esse mesmo capitão deu um pontapé violento no próprio capitão que ele desejou a paz e o “pau comeu”! Foi um dos cartões vermelhos mais rápidos (e justos) que apliquei numa partida…

Em 2009, após a conquista da Copa das Confederações pela Seleção Brasileira, a BBC da Inglaterra produziu uma matéria chamada DIVINO FUTEBOL, onde dizia que:

“As pessoas que acompanharam a final [Brasil x EUA]  não estavam preparadas para a reza coletiva, com todos jogadores brasileiros ajoelhados, de mãos dadas, num círculo feito em pleno gramado que incluiu até a comissão técnica. Em um lugar como a Grã-Bretanha, onde o povo está acostumado a conviver respeitosamente com diferentes religiões, surpreende o fato de atletas usarem a combinação entre um veículo de grande penetração como a televisão e a enorme capacidade de marketing da Seleção Brasileira, para divulgar mensagens ligadas a crenças, seitas ou religiões. Se arriscam a serem confundidos com emissários de pregadores dispostos a aumentar o número de ovelhas de seus rebanhos às custas do escrete canarinho, como emissários evangélicos em missão.”

Por esse mesmo episódio, a Associação de Futebol da Dinamarca pediu atenção à FIFA, que segundo matéria do Estadão:

“A Fifa confirmou à Agência Estado que mandou um alerta à CBF pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final. Ao final do jogo contra os EUA, os jogadores da Seleção Brasileira fizeram uma roda no centro do campo e rezaram. A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme. Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer. Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes da Europa. Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir o Brasil. ‘A religião não tem lugar no futebol’, afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa. Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi exagerada. ‘Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora’, disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca. À Agência Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome ‘providências’ e que busca apoio de outras associações”.

Insisto: os jogadores têm sua religião (ou não a têm, são agnósticos ou ateus) e devem ser respeitados. Mas Deus (ou os deuses, dependendo da sua crença) tem coisa mais importante para fazer do que decidir um placar. Deve-se em oração pré-jogo pedir saúde, proteção contra lesões, um bom trabalho, sucesso profissional… mas placares, não! Afinal, quando o time ganha, para muitos, é pela benção de Deus. Mas e o que houve ao time que perdeu e também rezou?

Por fim: saibamos creditar as derrotas e vitórias ao trabalho dos jogadores, treinadores e demais envolvidos, e a Deus o dom da vida para exercer a sua profissão.

Ops: para que não se ache que esse texto foi averso a fé (citei no início que é uma reflexão sobre a maturidade religiosa), eu também pedi luz ao Espírito Santo para escrevê-lo sem ofensa a qualquer pessoa religiosa ou entidade.

Curiosidade: árbitro de futebol também tem fé e até a sua oração oficial, reconhecida pela Igreja Católica em 2002, graças à ajuda do bispo Dom Amaury Castanho, que generosamente me recebeu com o padre Antonio Ferreira e nos possibilitou esse agrado. Abaixo:

ORAÇÃO DO ÁRBITRO DE FUTEBOL

Senhor Jesus Cristo,

Tu, que conheces o íntimo de cada um de nós, tem piedade de todo o teu povo.

Pedimos tuas bênçãos para todas as pessoas que estão envolvidas na prática esportiva: árbitros e jogadores, torcedores e policiais, gandulas e jornalistas, fiscais e dirigentes das nossas federações.

Nós te amamos, mas sabemos de nossas fraquezas. Humildemente, te suplicamos a proteção, visando não as vitórias ou honrarias humanas, mas a um bom, honesto e seguro trabalho. Acima de tudo, que seja feita a tua santa e bendita vontade.

Tudo isso te pedimos por intercessão de Maria Santíssima, a quem carinhosamente temos por mãe, invocada como Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil e Patrona dos Árbitros de Futebol. Amém.

COM APROVAÇÃO ECLESIÁSTICA DO SR BISPO DA DIOCESE DE JUNDIAÍ, DOM AMAURY CASTANHO, EM 04/12/2002

– A Máfia do Apito, série documental.

A série documental “A MÁFIA DO APITO“, sobre os 20 anos do maior escândalo do futebol brasileiro, irá ao ar em 3 episódios nos dias 05, 06 e 07 de setembro (6a, sábado e domingo) pela SPORTV, sempre às 19h30.

A partir de segunda, dia 08, também disponível no catálogo da GLOBOPLAY.

Nela, Edilson Pereira de Carvalho faz revelações até hoje inéditas. Pela primeira vez, o apostador Gibão falará sobre como assediou Edilson e Paulo Danelon.

Há depoimentos das autoridades policiais e esportivas, dos jornalistas André Rizek e Thaís Oyama, e dos ex-árbitros Rafael Porcari e Renato Fazanaro Canadinho.

O Trailer aqui:

– Carlos Kaiser, o jogador que nunca entrou em campo (mas ganhou títulos).

Carlos Kaiser, o jogador que nunca jogou, figura folclórica do futebol brasileiro, deu uma entrevista muito bacana ao The Noite!

Ele tem 25 títulos de campeão sem nunca entrar em campo simulava contusões, fazia malandragem e outras peripécias. Passou por Palmeiras, Botafogo (onde foi convocado para a Seleção), Vasco, Bangu, entre outros.

Imperdível! E veja que curioso: ele foi viúvo 3 vezes, nunca bebeu, gosta de farras e até comprou cocaína para Diego Maradona na Rocinha. Foi desmascarado na carreira de “nunca jogar”, segundo ele, pelo jornalista Flávio Prado que o “entregou” ao Treinador Ernesto Paulo.

Em: https://youtu.be/Jr1KbFJHwzw?si=vlpHF-OnnkjobLun

– Contrata-se treinador pelo afeto?

Jorge Sampaoli é o novo treinador do Atlético Mineiro. Em suas últimas campanhas (ao contrário dos anos em que estava no auge), fez trabalhos ruins e sempre arranjando confusão. O que leva o Galo de Minas Gerais contratá-lo? Seria… saudosismo?

O futebol brasileiro não é coerente na contratação de treinadores. Não há filosofia definida, o que faz, por exemplo, o Santos FC ter técnicos arrojados e outros conservadores no mesmo ano. De Diniz a Carille em pouco tempo. Ou o Fluminense, ao trocar (olhe ele de novo) Diniz por Mano Menezes.

Voltando ao Atlético: Cuca, vitorioso no clube, voltou mesmo não estando em boa fase. Agora, o mesmo acontece com Sampaoli. E pior: contrato até final de 2027! Qual o valor da multa? Afinal, em algum momento até essa data, ela terá que ser paga. Mas a pergunta é: o que credencia o treinador argentino hoje? Seu gênio difícil de se lidar nos corredores, certamente não é.

Pense: até o Fortaleza, que tem sido elogiado, sofre para acertar. Teve 4 anos com Vojvoda e 10 jogos com o improvável Renato Paiva

A culpa de tudo isso deve ser a estrutura do clube. Não ter um diretor de futebol afiado com a história ou tendência da agremiação, que defina uma linha de trabalho perene, é a causa. Não precisa ser como a La Masia do Barcelona, mas algo que defina norte. E, sabemos, poucos têm.

Será que só eu creio que Sampaoli vai arranjar uma confusão e não chegará até dezembro de 2027?

IN ENGLISH –

Jorge Sampaoli is the new head coach of Atlético Mineiro. In his last campaigns (unlike the years he was at his peak), he’s had poor results and has always caused trouble. What led the “Galo” of Minas Gerais to hire him? Could it be… nostalgia?

Brazilian football isn’t consistent in hiring coaches. There’s no defined philosophy, which is why, for example, Santos FC has daring coaches and then conservative ones in the same year. From Diniz to Carille in a short time. Or Fluminense, when they switched (look, him again) Diniz for Mano Menezes.

Returning to Atlético: Cuca, a winner at the club, came back even when he wasn’t in a good phase. Now, the same thing is happening with Sampaoli. And what’s worse: a contract until the end of 2027! What’s the buyout clause? After all, at some point before that date, it will have to be paid. But the question is: what qualifies the Argentine coach today? His difficult-to-deal-with personality behind the scenes certainly isn’t it.

Think about it: even Fortaleza, which has been praised, struggles to get it right. They had 4 years with Vojvoda and 10 games with the unlikely Renato Paiva.

The blame for all of this must be the club’s structure. Not having a director of football who is in tune with the club’s history or tendencies, who defines a perennial work plan, is the cause. It doesn’t have to be like Barcelona’s La Masia, but something that provides a sense of direction. And, we know, few have that.

Am I the only one who believes that Sampaoli will cause trouble and won’t make it to December 2027?

– E a suspensão do Bruno Henrique do Flamengo?

Rapaz… com todos os áudios e provas, Bruno Henrique, pelo esquema de forçar um cartão para privilegiar apostas esportivas de parentes, pegou apenas 12 jogos de suspensão e R$ 60.000,00 de multa.

Somos o país da impunidade ou não?

– Dia de Seleção! E sem Neymar…

A Seleção Brasileira jogará logo mais contra o Chile pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, já classificada e sem Neymar.

Houve a polêmica de Carlo Ancelotti não o ter convocado por lesão ou por questão técnica, sendo confirmado que ele realmente não foi chamado por opção do treinador.

Eu não sei se vale a pena levar Neymar para a Copa do Mundo. Que ele é craque, óbvio. Mas o custo-benefício (polêmicas extra-campo, lesões, individualismo, entre outras coisas que temos visto) vale a pena?

IN ENGLISH –

The Brazilian national team will play against Chile soon in the World Cup Qualifiers; they have already qualified and will be without Neymar.

There was a controversy about Carlo Ancelotti not calling him up due to injury or a technical decision, and it was confirmed that he really wasn’t called up by the coach’s choice.

I don’t know if it’s worth taking Neymar to the World Cup. That he’s a star player is obvious. But is the cost-benefit (off-the-field controversies, injuries, individualism, among other things we’ve been seeing) worth it?

– Pelo Globoplay e pela Sportv…

Estreia amanhã pela Sportv (e segunda pela Globoplay):

Participo dessa produção, junto com outros árbitros e personagens diversos.

Sobre o documentário dos 20 anos da Máfia do Apito, em: https://wp.me/p4RTuC-1a2v

– A Máfia do Apito, série documental:

A série documental “A MÁFIA DO APITO“, sobre os 20 anos do maior escândalo do futebol brasileiro, irá ao ar em 3 episódios nos dias 05, 06 e 07 de setembro (6a, sábado e domingo) pela SPORTV, sempre às 19h30.

A partir de segunda, dia 08, também disponível no catálogo da GLOBOPLAY.

Nela, Edilson Pereira de Carvalho faz revelações até hoje inéditas. Pela primeira vez, o apostador Gibão falará sobre como assediou Edilson e Paulo Danelon.

Há depoimentos das autoridades policiais e esportivas, dos jornalistas André Rizek e Thaís Oyama, e dos ex-árbitros Rafael Porcari e Renato Fazanaro Canadinho.

O Trailer aqui:

– Por que nos acostumamos com o errado no futebol?

No segundo tempo do Derby Paulista, no último domingo, Vitor Roque entrou na área e viu seu marcador se aproximar. Na sequência, se jogou descaradamente. O árbitro mandou corretamente a jogada seguir e ignorou a queixa de pênalti. O atacante ainda reclamou no chão, levantou-se e em seguida sorriu.

É simulação, e DEVERIA ser advertido com cartão amarelo, mas ninguém comentou isso. É a regra! Aceitamos a simulação como algo cultural? E não punir (desrespeitando a regra), idem?

Lá na Espanha, ele seria punido (tanto se jogou lá que os clubes nos quais jogou o criticaram). Simulação, na Inglaterra, é Cartão Amarelo (como a regra manda) acompanhado de vaia da torcida, que não gosta disso.

Até quando aceitaremos pênaltis inexistentes de bola que batem na mão e viram infração à brasileira, simulações, ceras dos goleiros e tudo mais que não deveria ser feito? Normalizar é algo muito ruim.

IN ENGLISH –

In the second half of the Paulista Derby last Sunday, Vitor Roque entered the box and saw his marker approach. He then dived shamelessly. The referee correctly let the play continue and ignored the penalty claim. The forward still complained on the ground, got up, and then smiled.

It was a simulation, and he SHOULD have been cautioned with a yellow card, but nobody commented on it. It’s the rule! Do we accept simulation as something cultural? And not punishing it (disregarding the rule), likewise?

Over in Spain, he would be punished (he dived so much there that the clubs he played for criticized him). In England, simulation is a Yellow Card (as the rule dictates) accompanied by boos from the fans, who don’t like it.

How long will we accept non-existent penalties for balls that hit the hand and become a foul the ‘Brazilian way,’ simulation, goalkeepers’ time-wasting, and everything else that shouldn’t be done? Normalizing is a very bad thing.

– São Paulo, Marcos Leonardo e Al Hilal:

O São Paulo FC tentou “furar o olho” dos príncipes do Al Hilal, tentando forçar uma contratação supostamente sem custos de Marcos Leonardo?

Muito pueril achar que pagariam o salário milionário para jogar em outro país… ou que o jogador abriria mão de valores milionários por uma mera vaidade.

Os árabes têm dinheiro, mas nem sempre eles rasgam os petrodólares…

Parece-me que o SPFC quis criar um fato, primeiro permitindo que se falasse de jogador a custo zero, depois de salário rachado e por último, fazendo o atleta forçar sua saída com o time. Como se o mundo não soubesse como é difícil negociar com príncipes, sheiks ou emir endinheirados. Mas o curioso é: houve uma narrativa positiva, otimista e… ilusória. E de ilusão o futebol profissional não pode viver.

IN ENGLISH – Did São Paulo FC try to “poke the eye” of the Al Hilal princes, trying to force a supposedly free signing of Marcos Leonardo?

It’s very childish to think they would pay a million-dollar salary to play in another country… or that the player would give up millions of dollars for mere vanity.

The Arabs have money, but they don’t always tear up the petrodollars…

It seems to me that São Paulo FC wanted to create a fabrication, first by allowing talk of a free player, then of a split salary, and finally, by forcing the athlete to leave the team. As if the world didn’t know how difficult it is to negotiate with wealthy princes, sheiks, or emirs. But the curious thing is: there was a positive, optimistic, and… illusory narrative. And professional football cannot live on illusions.

– Dia de Seleção! E sem Neymar…

A Seleção Brasileira jogará logo mais contra o Chile pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, já classificada e sem Neymar.

Houve a polêmica de Carlo Ancelotti não o ter convocado por lesão ou por questão técnica, sendo confirmado que ele realmente não foi chamado por opção do treinador.

Eu não sei se vale a pena levar Neymar para a Copa do Mundo. Que ele é craque, óbvio. Mas o custo-benefício (polêmicas extra-campo, lesões, individualismo, entre outras coisas que temos visto) vale a pena?

IN ENGLISH –

The Brazilian national team will play against Chile soon in the World Cup Qualifiers; they have already qualified and will be without Neymar.

There was a controversy about Carlo Ancelotti not calling him up due to injury or a technical decision, and it was confirmed that he really wasn’t called up by the coach’s choice.

I don’t know if it’s worth taking Neymar to the World Cup. That he’s a star player is obvious. But is the cost-benefit (off-the-field controversies, injuries, individualism, among other things we’ve been seeing) worth it?

– Contrata-se treinador pelo afeto?

Jorge Sampaoli é o novo treinador do Atlético Mineiro. Em suas últimas campanhas (ao contrário dos anos em que estava no auge), fez trabalhos ruins e sempre arranjando confusão. O que leva o Galo de Minas Gerais contratá-lo? Seria… saudosismo?

O futebol brasileiro não é coerente na contratação de treinadores. Não há filosofia definida, o que faz, por exemplo, o Santos FC ter técnicos arrojados e outros conservadores no mesmo ano. De Diniz a Carille em pouco tempo. Ou o Fluminense, ao trocar (olhe ele de novo) Diniz por Mano Menezes.

Voltando ao Atlético: Cuca, vitorioso no clube, voltou mesmo não estando em boa fase. Agora, o mesmo acontece com Sampaoli. E pior: contrato até final de 2027! Qual o valor da multa? Afinal, em algum momento até essa data, ela terá que ser paga. Mas a pergunta é: o que credencia o treinador argentino hoje? Seu gênio difícil de se lidar nos corredores, certamente não é.

Pense: até o Fortaleza, que tem sido elogiado, sofre para acertar. Teve 4 anos com Vojvoda e 10 jogos com o improvável Renato Paiva

A culpa de tudo isso deve ser a estrutura do clube. Não ter um diretor de futebol afiado com a história ou tendência da agremiação, que defina uma linha de trabalho perene, é a causa. Não precisa ser como a La Masia do Barcelona, mas algo que defina norte. E, sabemos, poucos têm.

Será que só eu creio que Sampaoli vai arranjar uma confusão e não chegará até dezembro de 2027?

IN ENGLISH –

Jorge Sampaoli is the new head coach of Atlético Mineiro. In his last campaigns (unlike the years he was at his peak), he’s had poor results and has always caused trouble. What led the “Galo” of Minas Gerais to hire him? Could it be… nostalgia?

Brazilian football isn’t consistent in hiring coaches. There’s no defined philosophy, which is why, for example, Santos FC has daring coaches and then conservative ones in the same year. From Diniz to Carille in a short time. Or Fluminense, when they switched (look, him again) Diniz for Mano Menezes.

Returning to Atlético: Cuca, a winner at the club, came back even when he wasn’t in a good phase. Now, the same thing is happening with Sampaoli. And what’s worse: a contract until the end of 2027! What’s the buyout clause? After all, at some point before that date, it will have to be paid. But the question is: what qualifies the Argentine coach today? His difficult-to-deal-with personality behind the scenes certainly isn’t it.

Think about it: even Fortaleza, which has been praised, struggles to get it right. They had 4 years with Vojvoda and 10 games with the unlikely Renato Paiva.

The blame for all of this must be the club’s structure. Not having a director of football who is in tune with the club’s history or tendencies, who defines a perennial work plan, is the cause. It doesn’t have to be like Barcelona’s La Masia, but something that provides a sense of direction. And, we know, few have that.

Am I the only one who believes that Sampaoli will cause trouble and won’t make it to December 2027?

– Os nomes dos jogadores de futebol atualmente nos trazem confusão?

Wesley, Luan, Lucas, Matheus, Douglas, Thiago… há tantos jogadores com mesmo nome, que fica difícil saber quem é quem no futebol brasileiro.

Quantos Vitinhos temos atualmente? E Luans? E os nomes parecidos, como Douglas Santos, Douglas Silva, Douglas Souza ou Douglas não sei o quê?

Tá faltando criativiadade para a boleirada… Ou marketing pessoal de melhor qualidade! Vampeta, Pelé, Zico… ninguém confunde. Mas Gabriel se pergunta: o Silva, o Martineli, o Souza ou o Oliveira.

Não deixem o Gui Negão virar mais um dos muitos Guilhermes, por favor.