Vai dar muita discussão esse assunto: em Ilha Solteira, interior de SP, o juiz local, Dr Fernando Antônio de Lima, decretou que menores de idade deverão se recolher a seus lares, em determinados horários. Até 14 anos, 20:30h. Os de 15 e 16 anos, recolherão-se até às 22:00h. De 17 a 18 anos, às 23:00h.
O “Toque de Recolher”, apesar de, a primeira vista, dar a impressão até mesmo de ato folclórico (e talvez inconstitucional), ao contrário do que possa parecer, foi aprovado por mais de 90% das população daquela localidade! Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o magistrado alegou que a Lei vem forçar o cumprimento da brecha de que “os pais devem educar seus filhos”. Segundo o meritíssimo, os jovens, nesses horários, estão desacompanhados de pessoas adultas e responsáveis, estando mais abertos aos perigos da noite, como a violência, os maus costumes, as drogas lícitas e ilícitas. Ainda, ele esclareceu que o recolhimento dos adolescentes se dará por horário escalonado, justamente pelo fato de que quanto mais maduro, menor a possibilidade de má influência. Tal fato, complementou, poderá resultar em mais assiduidade na escola, melhor formação educacional e boas notas nos estudos, pois os jovens poderão se dedicar mais a estas tarefas, do que permanecer na ociosidade.
Questionado sobre tal fato ser inconstitucional e a proibição do direito de ir e vir, o juiz defendeu que chamou toda a sociedade da sua comarca para a discussão, desde munícipes até igrejas, comércio, indústria e outras entidades, e todos aprovaram a ideia. Disse ainda que o Prefeito Municipal e a Polícia estão de acordo, e que não haverá prejuízo na diversão dos jovens. Se eles quiserem ir à uma festa que dure até meia-noite, poderão fazê-lo, desde que acompanhados dos pais.
O que você acha disso?
É claro que tal medida parece descabida, mas ao mesmo tempo, pode ser considerada necessária. Parece lei de lugares que se encontram em “estado de sítio“, mas estamos distantes de Ilha Solteira para discutí-la mais a fundo.
A única afirmação de que podemos fazer é que, desde que tenha uma sólida formação familiar e educacional, um adolescente de 14 anos poderá ser mais maduro que um jovem de 25. Mas é impossível mensurar amadurecimento e personalizar permissões.
Por fim, segundo o Grupo Bandeirantes de Comunicação, na TV Band, tal polêmica foi pesquisada em um matutino, e 71% dos telespectadores aprovaram tal lei; já na Rádio Bandeirantes, a aprovação subiu para 85%. Itapura e Mirassol, outras cidades de SP, também poderão adotar tais medidas.
Toque de recolher para menores começa a valer no interior de SP
O toque de recolher para menores de idade começou a vigorar, na noitedessa segunda-feira, em dois municípios do interior deSão Paulo. São eles: Itapura e Ilha Solteira. As informações foram divulgadas pelo Jornal da Globo.
A partir de agora, crianças e adolescentes de até 14 anos ¿ desacompanhadas dos pais- só poderão ficar nas ruas e locais públicos até as 20h30. Os jovens entre 14 e 16 terão que voltar para casa às 22h e os que tiverem entre 16 e 18, às 23h. Quem descumprir as normas será encaminhado ao Conselho Tutelar.
A medida foiadotada pelo juiz da Vara daInfância e Juventude de Ilha Solteira, Fernando Antônio deLima, para garantir a integridade física e moral dos menores.
Cada vez mais, vemos o termo “aborrescentes” ou “anjolescentes” sendo utilizados pelos pais, a fim de distinguir os jovens mais rebeldes dos mais afáveis.
Assim, lendo um interessante material da psicóloga Elaine Ribeiro, a respeito das características dessa fase e a abordagem do tema “rebeldia”. Muito didático, e compartilho com os amigos:
Aspectos comportamentais da adolescência
A rebeldia surge pela evolução do pensamento
Adolescência significa “fazer–se homem/mulher, crescer na maturidade”. Etapa de vida marcada por desequilíbrios e instabilidades extremas: de momentos de euforia, de reclusão, audácia e timidez, passividade ou urgência, mudanças rápidas de interesse por um assunto, seguidas ou ao mesmo tempo de conflitos afetivos, crises religiosas (não ter religião ou ser fervoroso em sua crença), dúvidas, contradições e revoltas intelectuais, sociais e filosóficas, ou condutas sexuais adequadas ou não à sua idade.
O exagero em intensidade ou a persistência desses fenômenos é que, ao longo do tempo, configuram um comportamento normal ou não.
É notório que os traços físicos são mais marcantes e evidentes nas mulheres e até mesmo mais rápidos do que nos homens. As diferenças de reação para cada uma dessas situações na adolescência é praticamente única para cada jovem, inclusive entre irmãs na mesma família.
Imagine um corpo de mulher que muitas vezes não é maduro o suficiente do ponto de vista psicológico; assim, acontece com muitas jovens. Socialmente, exigem-se posturas de mulher, padrões de beleza, de sexualidade precoce.
Vivendo essa crise de identidade, a jovem pouco preparada ou acolhida em suas relações sociais é facilmente induzida a comportamentos e escolhas erradas quando falamos em namoro, atitudes agressivas ou rebeldes.
A rebeldia surge pela evolução do pensamento: ser crítica, analisar, saber os porquês, sair à frente, faz com que a jovem questione a autoridade presente (pais, professores, o grupo ao qual pertence). Um ‘não’ como resposta já não é suficiente. Por outro lado, a timidez ou a baixa estima de si leva-a a buscar soluções extremas: aderir a grupos radicais, usar drogas, adotar atitudes agressivas, ter posturas induzidas (pela TV, pelo grupinho, pelo modismo) para que “seja aceita” socialmente. A urgência das jovens, muitas vezes, levam-nas a querer viver tudo rápida e intensivamente, sem espaço para a espera ou julgamento.
Namorar ou “ficar” pode vir simplesmente pela carência encontrada na família. Muitas ações são feitas muito mais pela imitação do que pela adaptação e pela avaliação crítica e consequente das ações que ela toma: um namoro mal escolhido, uma relação sexual precoce, uma revolta contra os pais, dentre outras. O afeto familiar é importante para que adolescentes sejam mais adaptáveis e menos agressivas, assim como os grupos dos quais participam na sociedade. A religiosidade é importante tanto como grupo quanto como direção das condutas de uma jovem. A evolução da infância para a vida adulta é importante e deve ser vista com respeito: reconhecer, acolher e apoiar seus medos, ajudá-la no discernimento, fazer com que pense no coletivo e não apenas de forma egoísta e individual.
Com esse apoio a jovem terá mais segurança para tomadas de decisão, obterá melhores resultados nas suas investidas, sofrerá menos frustrações e passará pela transição à vida adulta com muito mais equilíbrio comportamental.
É o ensinamento que pais, educadores e todos aqueles que convivem com jovens podem dar: o uso da liberdade vinculado à responsabilidade.
Certa vez, o primeiro ministro italiano Sílvio Berlusconi se referiu a alguns povos como “civilização inferior”. Pois bem: o termo é impróprio, lógico. Mas o que falar de um governo que obriga as mulheres a se submeterem a humilhações de seus maridos? No Afeganistão, a nova-lei “conjugal” obriga as mulheres a serem posse dos seus esposos, e inclui o que se tem chamado de “estupro legalizado”. Olha que absurdo:
Cerca de 200 afegãs realizaram nesta quarta-feira um protesto do lado de fora da mesquita Khatam Al Nabi contra a lei que organizações de direitos humanos estão chamando de “estupro legalizado”, informou o jornal britânico The Guardian. O alvo da manifestação é Mohammad Asif Mohseni, o clérigo radical que apóia fortemente a proposta que também proíbe as mulheres de saírem de casa sem a permissão do marido.
Além de não poderem negar a relação sexual com o parceiro (por isso estupro legalizado), a lei também diz que as mulheres só podem procurar trabalho, buscar educação ou visitar médicos com a autorização dos maridos. Durante o protesto, alguns homens reagiram atirando pedras contra as mullheres. Eles afirmam que a manifestação é uma pressão para imposição de valores ocidentais no Afeganistão.
A lei, que vale apenas para uma minoria xiita, causou constrangimento para o presidente afegão, Hamid Karzai. Em março, ele foi acusado de tentar ganhar votos para as próximas eleições ao apoiar a legislação. A ONU, líderes mundiais e do próprio Afeganistão repudiaram a iniciativa. “Isso é pior do que o regime talibã. E qualquer pessoa que se levantou contra a lei foi acusado de ser contra o Islã”, disse o senador Humaira Namati.
No entanto, as manifestações de hoje mostram que pelo menos algumas mulheres afegãs não estão aceitando tal submissão. Um comunicado elaborado pelas organizações responsáveis pela marcha classificou a lei “como um insulto à dignidade das mulheres enquanto seres humanos, além de contribuir para a desigualdade e o etnocentrismo”, segundo o Guardian.
Poderia dizer que há certas coisas que não tem preço, parafraseando um comercial famoso. Mas há momentos que não deveriam passar nunca. Após um dia de trabalho difícil, em meio a confusões, discussões e desilusões, não há nada mais agradável e desejável que chegar em seu lar, o porto seguro da vida. E poder tomar um banho reconfortante, beijar a esposa querida e brincar com a filhinha amada… ah… é muito bom, e deveria durar eternamente!
Olha só que momento de alegria a Marina nos dá! Aqui ela está com 45 dias, 3,75 kg, alegre e sapeca como nunca. Há alguns dias, logo pela manhã, ela já acorda e dá sua risadinha boba!
E como ela é uma moça muito bonitinha, estava faltando ensinar algumas travessuras. E… sem a mamãe saber, olha só o que o papai ensinou! Eu disse a ela que quando ela ouvisse alguém xingando o papai dela de “juiz ladrão”, era para ela fazer assim:
Comemoramos uma data muito especial nesta quarta-feira: o terceiro ano do Batizado da nossa afilhada Ana Luiza. E ser padrinho e madrinha dela não é apenas uma responsabilidade, é um prazer e um presente de Deus.
Nossa missão é de sermos substitutos, ou melhor, auxiliares dos pais. Não que ela precise, pois o papai Alex e a mamãe Luana são excepcionais, e comprovamos isso desde o carinho dedicado diariamente até a educação (além dos seus irmãos Júlia e Júnior, que a amam muito!). Mas somos, como as primeiras comunidades cristãs apontavam, garante dessa menininha, ou seja, a garantia de socorro para quando ela precisar! E mesmo que ela não precise, é nossa obrigação sermos “segundos pais” na formação e crescimento dessa linda menina.
Há exatos 3 anos, numa festa da Páscoa, a batizamos. Olha como ela era…
E como está ainda mais linda!
Modéstia à parte, estamos bem de afilhada, não?
Que Deus abençoe a Ana Luiza e que seus anjinhos possam protegê-la. Amém.
Andréia minha esposa, Marina minha filha, Júlia minha sobrinha, Zabé minha sogra, e Ana Luiza minha afilhada, todas essas garotas lindas (juntas com esse ilustre feioso), desejam à todos os amigos…
… Feliz Páscoa !
Possa o Cristo Ressuscitado, que vive e reina entre nós, nos iluminar e protejer!
Obrigado a todos que nos cumprimentaram, torceram e rezaram por nós!
Desde terça-feira, uma verdadeira revolução ocorreu nas nossas vidas, devido ao nascimento da Marina. Aliás, essa revolução não é exclusiva à mim e à minha esposa, mas se estende aos meus parentes e amigos.
É verdade que a correria foi enorme, me licenciei por algumas rodadas da arbitragem (mas já estou pronto para voltar), tive que fazer valer a licença-paternidade na Universidade que leciono (embora tentei não usá-la), e sacrifiquei um pouquinho meus negócios no comércio (com a ajuda da minha irmã). As noites de sono são prazerosamente mais curtas, o tempo alegremente mais escasso, e a visão de mundo completamente diferente.
Vale a pena. Muito, muito mesmo! Não há preço ou vaidade que pague ver tal rostinho repousando numa paz infinita após mamar! Fala sério, olhe que delícia tal momento: (CLIQUE AQUI)
Já retornamos à vida real, agora mais animados e felizes do que nunca.
Continuo agradecendo às inúmeras (incontáveis) mensagens e manifestações de carinho que recebemos. Obrigado de coração, pois não será possível respondê-las pessoalmente, apenas nas nossas orações!
Até que chegou o grande dia. Se prepararam para a despedida de uma vida a dois…
E como Deus reserva coisas maravilhosas a nós, toda nossa história se perdiria num vazio muito grande se não produzíssemos desta sementinha que nasceu do nosso amor, num fruto lindo e promissor. A beleza da nossa riqueza, nosso tesouro e alegria de continuar a viver: NOSSA FILHA MARINA !
Amigos, após muitas bonequinhas, posts e mensagens, gostaríamos de dizer que é muito bom esse momento. Inexplicável, mágico e divino.
Tive a oportunidade de assistir ao parto, e só quem passa por um momento desses sabe como é tal emoção! E para aqueles que achavam que eu desmaiaria… Desmaiei mesmo! Ops, é brincadeira. Tive forças de aguentar até ver a cabecinha de nossa filha. quando a vi, só pude correr os olhos para minha mulher e agradecê-la por ser alguém tão especial em minha vida, que nos presenteou com uma linda menina.
Algo que eu sinceramente duvidava: a Marina soube reconhecer a nossa voz ao nascer. Saída do ventre, ela nem chorou! Mas nas mãos da enfermeira… ah, que berreiro! E quando ela veio em nossos braços, ao cantarmos uma musiquinha que todos os dias fazíamos questão de cantar, ela se acalmou, parou de chorar, e serenamente nos procurou… abriu os olhinhos lindos (gente, é fantástico esse momento) e ficou ali, contemplando-nos, conhecendo-nos e descobrindo de onde vinham as vozes que ela ouviu durante a gestação,
Só para eu não chorar aqui, vou contar um segredo: quando ela me viu, ela disse; “papai, pensei que só a sua voz era feia! Mas eu te amo mesmo assim…“. Que sapeca!
Por fim, precisamos agradecer primeiramente a Deus, por essa benção maravilhosa em nossas vidas. Também ao Dr Ricardo Porto Tedesco e equipe (que não precisou fazer o processo de reanimação no pai babão), e principalmente aos parentes e amigos, cujos nomes não puderam aqui ser elencados, pois não caberiam numa única página!
Obrigado a todos que torceram por nós, que rezaram e se regozijam nesse momento. De coração, o nosso afeto e desejo de que o Senhor possa retribuir em dobro tão linda dádiva e desejo.
Com carinho,
Rafael, Andréia e Marina Porcari.
(nossas fotos do parto poderão ser vista pelos amigos em nossa página do Orkut)
Passados dois dias de sabermos que seremos papai e mamãe, confesso que eu e minha mulher continuamos bobões. O legal é que dizem que isso não passa!
Andréia, querida esposa, não me cansarei de dizer que te amo muito.
Quando pequeno, eu perguntei à minha mãe como que um nenê entrava na barriga de uma mamãe, e ela, carinhosa como sempre, me disse que “quando um homem ama muito uma mulher, Deus planta uma sementinha na barriga dela. Dali, nasce uma criança”.
Juntos, cultivaremos com amor essa Sementinha que Deus plantou em nossas vidas!
Partida: RAFAEL FC + EC ANDRÉIA
Estádio: Alguma Maternidade de Jundiaí
Horário: daqui a 9 meses
árbitro: Papai do Céu
árb ass1: Dr Ginecologista
árb ass2: Dr Anestesista
árb reserva: Dona Cegonha
T r a d u z i n d o d o F u t e b o l ê s . . . . . .
Nós só temos uma vida. Nascemos neste mundo para morrermos em Cristo. E ele nos dá essa vida terrena para, juntos d’Ele, alcançarmos a Vida Eterna; não pelos nossos méritos, lógico. Afinal, somos fracos e pecadores. Mas sim pelas virtudes de Cristo Ressuscitado.
Assim, antes mesmo deste blog ir ao ar, eu já existia! Nasci, e registro nesta data o meu nascimento. Hoje é dia 02/04/1976.
Tenho certeza que minha mãe e meu pai serão maravilhosos. Quantos irmãos eu terei? Não sei, mas quantos eu tiver, eu os amarei. Mesmo brigando nós nos amaremos, afinal temos todos sangue latino. Sei também que terei muitos primos e primas, tios, amigos e conhecidos. Terei avô sanfoneiro e avô poeta! Vovós maravilhosas…
Ah… minha mãe mal sabe escrever e quer me ensinar a ler. Quanto carinho, e só acabei de nascer! Será que essa sementinha plantada por ela dará em algo? Tomara…
E meu papai? Que figura! Ele é meu herói. Quando crescer, quero ser como ele! Ele é muito legal! E joga futebol como poucos… Será que eu serei bom de bola como ele?
Mas o que eu queria mesmo é um irmãozinho para brincar. Todo mundo tem um irmão e eu nenhum! Quando vou ter irmão? Bom, acho que quero é irmãzinha, assim ela não vai pegar minhas roupas e cada um vai ter seu quarto… eheh…
E a escola? Não vejo a hora de chegar o dia de começar a primeira série. Como será que é? Tem criança que vai no Prezinho!!! Será que vou ser bom aluno?
Aliás, o que eu vou ser quando crescer? Será que vou ser médico? É… médico é legal. Deixa eu ter uns 10 anos, e aí confirmo se serei médico ou não! Puxa, falando nisso, será que vou um dia fazer colegial? Cada coisa para pensar agora, não… Bom, eu quero brincar muito, depois disso eu vou pensar em ser adulto.
Nossa! SER ADULTO? Como serei quando crescer? Vou ser cabeludo ou careca? Vou casar? Vou ter casa? Vou ter carro? Vou gostar de dirigir? Ops, eu falei “vou casar” lá atrás? Hum… será que vai ter muita nenê bonita para meu pai e minha mãe já ir arranjando uma namoradinha para mim?
Puxa… com quem será, quem será, quem será… que o Rafael vai casar? Êba, ouvi essa musiquinha na barriga da mamãe. Devo ser importante, veja como eles cuidaram de mim. Embora, eu vou confessar uma coisa: lá era tão quentinho… tão tranquilo…
Bom, se é para imaginar como eu serei quando crescer, agora quero pensar quando eu for papai! Xi…. vai demorar, primeiro eu quero fazer 18 anos! Deve ser legal ser grandão. Mais pra frente eu penso isso… só queria que o Papai do Céu me ajudasse a obedecer o papai e a mamãe, e que quando eu crescer, eu possa ser um papai tão legal quanto meu papai Lili e minha mulher ser tão legal quanto minha mamãe Cida! E quero ter muitos filhinhos e filhinhas, para brincar todo dia com eles…
Escrevi esse post exatamente em 19 de março de 2009, quase 33 anos depois de nascer, e há poucos dias da minha primeira filha ter vindo ao mundo – a Marininha (e em 20 de abril de 2017 acrescentei: chegou a Estelinha) . Sou casado com minha esposa Andréia, que é uma pessoa maravilhosa! Meu pai realmente é meu herói, meu espelho e aquele quem eu procuro imitar! Minha mãe me alfabetizou, mesmo ela não tendo passado da quarta série; lembro perfeitamente de eu aprendendo a ler com 4 anos na Cartilha da Mimi, que ela comprou e pacientemente me ensinou. A minha mãe morreu em 17 de maio de 1997, jovem, com 42 anos. Eu tinha 21, a Priscila (minha querida, única e amada irmã) apenas 12 incompletos. Todos os dias ainda sinto a falta dela, principalmente do seu abraço. Mas sei perfeitamente que ela, lá do alto do Céu, juntamente com Nossa Senhora do Carmo, intercede todos os dias por mim. E que ela me arranjou sogro e sogra maravilhosos, o Ditão e a Zabezinha.
Não virei médico, e morro de medo de sangue e agulha! Mas enfrento essa fobia com destreza ao me tornar doador de sangue – desde que minha mãe morreu, a cada 3 meses.
Profissionalmente, já trabalhei muito. Não só eu, mas todos os meus primos-irmãos. Desde os 7 no depósito (e antes disso com meus primos ajudando na uva – por brincadeira, mas para criança é trabalho), depois fiz estágio em banco, em indústria química, e graças a Deus sempre aprendi muito, no amor e na dor. Fiz faculdade de Administração e quase terminei a segunda graduação, cheguei ao Mestrado e quase no Doutorado – foram 2 incompletos! Hoje, exerço 3 atividades: Sou comerciante no Auto Posto Harmonia, um posto de combustíveis em sociedade com minha irmã, que meu pai praticamente nos deu pronto (meu pai, meu herói, meu melhor amigo!). Leciono há 10 anos como Professor Universitário (em diversas disciplinas da área gerencial), onde me realizo. E sou árbitro de futebol! Descobri que não jogo nada (aliás, sempre soube que não puxei meu pai nisso, mas sim na paixão pelo futebol). Há 13 anos apito pela FPF, já cheguei como Quarto Árbitro na Primeira Divisão de Profissionais, e posso me dar ao luxo de dizer que já trabalhei com os principais treinadores e jogadores de futebol do final dos anos 90 e da década de 00. Só não apitei a primeirona sabe-lá-Deus o por quê… (mas no fundo sabemos!). Me alegro em ser bem reconhecido nos 3 empregos. Não sou rico, ao contrário, minhas contas sempre estão no alerta… Mas sou honesto. Caxias, honestíssimo! Pago em dia e nunca atrasei nada, e honro o nome da minha família que sempre foi respeitado. O problema é que cobro o mesmo dos outros, e para um comerciante, isso é uma tortura. Afinal, escrevo isso em meio a chamada “crise mundial”.
Agradeço a Deus todos os dias. Aliás, somos muito católicos em casa, leigos praticantes e engajados. É Ele quem nos dá força para sobrevivermos.
Hoje, posso dizer que sou um homem de bem com a vida: nasceu a Marina e a Maria Estela, e estou literalmente bobo pelas minhas filhinhas. Elas são espertas, lindas… são alegria e luz na nossa vida!
Registrei em um dos raros momentos de lazer (pois a minha vida é muito corrida) essas memórias. Não vou acessar esse post, será só para que um dia, quem sabe, a Marina e a Estela (e talvez seus irmãos) possam conhecer (caso um dia eu venha a faltar), o que eu pensava quando era pequeno e o que eu sentia quando elas nasceram. Aliás, todas as semanas eu postei a minha ansiedade em ser pai: das duas filhas. Estão nas datas deste blog resgistradas.
Obs: Escrevo do Passado sem saber do Futuro. Como será daqui a Dez anos? e Vinte? e Trinta? Talvez eu visite esse post daqui a 50 anos! Claro que sim, estarei com quase 83, e quero viver, se Deus permitir, lúcido até os 100!!!!!!
Obs2: não herdei o dom da sanfona do meu vô Toninho, mas talvez um pouco do seu imenso Carisma. Herdei o dom de ser meio poético e gostar de escrever e contar histórias do meu avô Manelão. E… que combinação: Telles com Porcari, Barroca com Pansarin. E deu nisso!
Obs3: Amo ser pai. E, para a Maria Estela, depois de tanto tempo na UTI, gravei esse vídeo (abaixo). A Marina, minha xodózinha mais velha, talvez nem se lembre que ela me ajudou nisso…