E Marcelo de Lima Henrique vai trabalhar como Assessor de Assuntos de Arbitragem do Botafogo SAF, junto à Comissão Técnica.
Gosto da ideia, e sempre alertei: os clubes de futebol precisam ter um profissional que trabalhe o aprendizado das regras com os garotos de base, e que criem sistemas para tomar menos cartões entre profissionais, além de jogadas ensinadas por detalhes das Leis do jogo.
Já falamos em outra oportunidade: o Atlético Mineiro chegou a uma final de Libertadores, eliminando o São Paulo com uma orientação do ex-árbitro Wagner Tardelli: Ronaldinho Gaúcho foi até a linha de fundo tomar “água”, próximo a Rogério Ceni, durante a cobrança de um lateral. E era uma jogada orientada, pois não tem impedimento de lateral… e saiu o gol!
Não gosto do modelo criado pelo Grêmio: de um ex-árbitro (Leonardo Gaciba) contratado para conversar com a Comissão de Árbitros da CBF. Aí não vira educação, mas pressão.
A pergunta é: um profissional nessa função será como um treinador de futebol? Hoje no Corinthians, amanhã no Palmeiras, e por aí vai? Ou, se ficar muito tempo em um clube, fecharia-se a porta para a CBF, por exemplo?
Vou torcer para que o Marcelo, que é boa gente e competente, tenha sucesso na função, abrindo novas portas de trabalho. Mas confesso: eu tinha a sensação (não informação, apenas um feeling) de que ele seria em breve o novo presidente da CA-CBF, no lugar de Sandro Meira Ricci (pois acho que trabalhar na Comissão de Árbitros é um cargo interino, nunca seguro, por diversos motivos).
