Eu Nasci!

Nós só temos uma vida. Nascemos neste mundo para morrermos em Cristo. E ele nos dá essa vida terrena para, juntos d’Ele, alcançarmos a Vida Eterna; não pelos nossos méritos, lógico. Afinal, somos fracos e pecadores. Mas sim pelas virtudes de Cristo Ressuscitado.

Assim, antes mesmo deste blog ir ao ar, eu já existia! Nasci, e registro nesta data o meu nascimento. Hoje é dia 02/04/1976.

Tenho certeza que minha mãe e meu pai serão maravilhosos. Quantos irmãos eu terei? Não sei, mas quantos eu tiver, eu os amarei. Mesmo brigando nós nos amaremos, afinal temos todos sangue latino. Sei também que terei muitos primos e primas, tios, amigos e conhecidos. Terei avô sanfoneiro e avô poeta! Vovós maravilhosas…

Ah… minha mãe mal sabe escrever e quer me ensinar a ler. Quanto carinho, e só acabei de nascer! Será que essa sementinha plantada por ela dará em algo? Tomara…

E meu papai? Que figura! Ele é meu herói. Quando crescer, quero ser como ele! Ele é muito legal! E joga futebol como poucos… Será que eu serei bom de bola como ele?

Mas o que eu queria mesmo é um irmãozinho para brincar. Todo mundo tem um irmão e eu nenhum! Quando vou ter irmão? Bom, acho que quero é irmãzinha, assim ela não vai pegar minhas roupas e cada um vai ter seu quarto… eheh…

E a escola? Não vejo a hora de chegar o dia de começar a primeira série. Como será que é? Tem criança que vai no Prezinho!!! Será que vou ser bom aluno?

Aliás, o que eu vou ser quando crescer? Será que vou ser médico? É… médico é legal. Deixa eu ter uns 10 anos, e aí confirmo se serei médico ou não! Puxa, falando nisso, será que vou um dia fazer colegial? Cada coisa para pensar agora, não… Bom, eu quero brincar muito, depois disso eu vou pensar em ser adulto.

Nossa! SER ADULTO? Como serei quando crescer? Vou ser cabeludo ou careca? Vou casar? Vou ter casa? Vou ter carro? Vou gostar de dirigir? Ops, eu falei “vou casar” lá atrás? Hum… será que vai ter muita nenê bonita para meu pai e minha mãe já ir arranjando uma namoradinha para mim?

Puxa… com quem será, quem será, quem será… que o Rafael vai casar? Êba, ouvi essa musiquinha na barriga da mamãe. Devo ser importante, veja como eles cuidaram de mim. Embora, eu vou confessar uma coisa: lá era tão quentinho… tão tranquilo…

Bom, se é para imaginar como eu serei quando crescer, agora quero pensar quando eu for papai! Xi…. vai demorar, primeiro eu quero fazer 18 anos! Deve ser legal ser grandão. Mais pra frente eu penso isso… só queria que o Papai do Céu me ajudasse a obedecer o papai e a mamãe, e que quando eu crescer, eu possa ser um papai tão legal quanto meu papai Lili e minha mulher ser tão legal quanto minha mamãe Cida! E quero ter muitos filhinhos e filhinhas, para brincar todo dia com eles…

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Escrevi esse post exatamente em 19 de março de 2009, quase 33 anos depois de nascer, e há poucos dias da minha primeira filha ter vindo ao mundo – a Marininha (e em 20 de abril de 2017 acrescentei: chegou a Estelinha) . Sou casado com minha esposa Andréia, que é uma pessoa maravilhosa! Meu pai realmente é meu herói, meu espelho e aquele quem eu procuro imitar! Minha mãe me alfabetizou, mesmo ela não tendo passado da quarta série; lembro perfeitamente de eu aprendendo a ler com 4 anos na Cartilha da Mimi, que ela comprou e pacientemente me ensinou. A minha mãe morreu em 17 de maio de 1997, jovem, com 42 anos. Eu tinha 21, a Priscila (minha querida, única e amada irmã) apenas 12 incompletos. Todos os dias ainda sinto a falta dela, principalmente do seu abraço. Mas sei perfeitamente que ela, lá do alto do Céu, juntamente com Nossa Senhora do Carmo, intercede todos os dias por mim. E que ela me arranjou sogro e sogra maravilhosos, o Ditão e a Zabezinha.

Não virei médico, e morro de medo de sangue e agulha! Mas enfrento essa fobia com destreza ao me tornar doador de sangue – desde que minha mãe morreu, a cada 3 meses.

Profissionalmente, já trabalhei muito. Não só eu, mas todos os meus primos-irmãos. Desde os 7 no depósito (e antes disso com meus primos ajudando na uva – por brincadeira, mas para criança é trabalho), depois fiz estágio em banco, em indústria química, e graças a Deus sempre aprendi muito, no amor e na dor. Fiz faculdade de Administração e quase terminei a segunda graduação, cheguei ao Mestrado e quase no Doutorado – foram 2 incompletos! Hoje, exerço 3 atividades: Sou comerciante no Auto Posto Harmonia, um posto de combustíveis em sociedade com minha irmã, que meu pai praticamente nos deu pronto (meu pai, meu herói, meu melhor amigo!). Leciono há 10 anos como Professor Universitário (em diversas disciplinas da área gerencial), onde me realizo. E sou árbitro de futebol! Descobri que não jogo nada (aliás, sempre soube que não puxei meu pai nisso, mas sim na paixão pelo futebol). Há 13 anos apito pela FPF, já cheguei como Quarto Árbitro na Primeira Divisão de Profissionais, e posso me dar ao luxo de dizer que já trabalhei com os principais treinadores e jogadores de futebol do final dos anos 90 e da década de 00. Só não apitei a primeirona sabe-lá-Deus o por quê… (mas no fundo sabemos!). Me alegro em ser bem reconhecido nos 3 empregos. Não sou rico, ao contrário, minhas contas sempre estão no alerta… Mas sou honesto. Caxias, honestíssimo! Pago em dia e nunca atrasei nada, e honro o nome da minha família que sempre foi respeitado. O problema é que cobro o mesmo dos outros, e para um comerciante, isso é uma tortura. Afinal, escrevo isso em meio a chamada “crise mundial”.

Agradeço a Deus todos os dias. Aliás, somos muito católicos em casa, leigos praticantes e engajados. É Ele quem nos dá força para sobrevivermos.

Hoje, posso dizer que sou um homem de bem com a vida: nasceu a Marina e a Maria Estela, e estou literalmente bobo pelas minhas filhinhas. Elas são espertas, lindas… são alegria e luz na nossa vida!

Registrei em um dos raros momentos de lazer (pois a minha vida é muito corrida) essas memórias. Não vou acessar esse post, será só para que um dia, quem sabe, a Marina e a Estela (e talvez seus irmãos) possam conhecer (caso um dia eu venha a faltar), o que eu pensava quando era pequeno e o que eu sentia quando elas nasceram. Aliás, todas as semanas eu postei a minha ansiedade em ser pai: das duas filhas. Estão nas datas deste blog resgistradas.

Obs: Escrevo do Passado sem saber do Futuro. Como será daqui a Dez anos? e Vinte? e Trinta? Talvez eu visite esse post daqui a 50 anos! Claro que sim, estarei com quase 83, e quero viver, se Deus permitir, lúcido até os 100!!!!!!

Obs2: não herdei o dom da sanfona do meu vô Toninho, mas talvez um pouco do seu imenso Carisma. Herdei o dom de ser meio poético e gostar de escrever e contar histórias do meu avô Manelão. E… que combinação: Telles com Porcari, Barroca com Pansarin. E deu nisso!

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