– Entidade Própria com Recursos Próprios numa Copa Própria?

A CBF é uma entidade privada. Seu apoio ao futebol provém inteiramente de recursos próprios

Esse é um dos dizeres da campanha lançada pela Confederação Brasileira de Futebol nas principais revistas e jornais do país. Tudo bem. Mas por que os grandes recursos dos estádios da Copa são públicos? E porque ela é a interlocutora da FIFA no país?

E tem gente que acreditava que a Copa não teria recursos públicos envolvidos – palavra de Ricardo Teixeira! Ou esquecemos dessa sua fala quando o Brasil foi escolhido para a sede de 2014?

– Apple terá que abrir mão do iPad na China

E é por essas e outras que não dá para confiar nos chineses, na hora de fazer negócios. Uma empresa chinesa registrou o nome de iPad por lá, e se a Apple quiser comercializar o famoso tablet na China com o seu nome verdadeiro, deverá pagar ‘apenas’ 1,6 bilhão de dólares para o uso da sua própria marca!

Ou seja: ou dá uns trocados (e que trocados) para os chineses, ou terá que vender o seu próprio iPad com outro nome.

Eu sou do tempo em que dizer “negócio da China” se referia a ter bons resultados…

– Hospitais ou Escolas?

Já no ar a minha nova coluna desta semana no site especializado em arbitragem Voz do Apito: http://www.vozdoapito.com.br/coluna_porcari.php

Responda a pergunta final dela, no link: Você prefere hospitais ou estádios de futebol? (a discussão se refere a prioridades brasileiras em época de Copa do Mundo)

Aproveito, e convido os amigos para visitarem meus outros textos sobre Futebol no Diário de São Paulo e Rede Bom Dia, no Portal destes jornais, em: http://www.redebomdia.com.br/blog/lista/109

– Governo Espanhol versus Vaticano: Excessos de Apelo?

O que dizer da Campanha contra a AIDS promovida pela Espanha? No cartaz, um padre que ao invés de levantar a Eucaristia acaba por levantar uma camisinha, como se estivesse no momento litúrgico da Consagração!

Poderiam utilizar outro exemplo, tranquilamente…

Olha a matéria e a foto abaixo, publicada na IstoÉ, Ed 2144, pg 33, Seção Semana:

GOVERNO ESPANHOL BATE DURO CONTRA O VATICANO

Por Antonio Carlos Prado e Juliana Dal Piva

Em sua nova campanha de prevenção da Aids, o governo espanhol bateu forte na Igreja Católica, que se coloca contrária ao uso da camisinha porque defende o sexo somente com a finalidade de procriação. A campanha publicitária mostra um sacerdote segurando uma hóstia e, a seguir, esse mesmo padre segurando uma camisinha – as duas imagens sugerem um dos pontos altos da missa, justamente o momento da consagração. O áudio da campanha diz, referindo-se ao Vaticano: “São eles que realmente te amam? Não se deixe enganar”

– ONGs Sérias Sofrem devido a Corrupção de Outras Tantas

As Organizações Não-Governamentais sérias, formadas por gente de bem e que querem mudar (e mudam) o país para melhor, sofrem com as demais que são somente criadas a fim de golpes no dinheiro público. E, infelizmente, se com todo o esforço a verba é curta, imagine sem o apoio de voluntários e verbas governamentais.

Observamos o escândalo do Ministério dos Esportes, onde diversas ONGs de fachada recebiam grana para lavar dinheiro. Como precaução, o novo Ministro Aldo Rebelo cortou a verba de todas. E as de bem sofreram com isso.

Não bastasse, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso declarou que;

Hoje se cria ONG com o fim de se obter dinheiro para a corrupção”.

Também é uma verdade, mas não a regra. Fico imaginando como algumas entidades sérias estão sofrendo pelo termo pejorativo que a sigla ONG ganhou.

É necessário separar o joio do trigo. O problema não são as ONGs, mas as pessoas que estão por trás dos golpistas que criam instituições para se passarem por ONGs.

– Benetton apela para Beijos Gays entre Personalidades Mundiais, incluindo o Papa e Obama!

Beijo gay do presidente dos EUA Obama com o líder chinês e com Hugo Chávez; beijo gay entre lider judeu e líder muçulmano; e beijo gay entre o Papa Bento 16 e o imã de Al-Azhar….

Há tempos, a grife italiana Benetton  procura escandalizar com propagandas polêmicas. E, aproveitando-se do Dia Internacional da Tolerância (religiosa, sexual, racial, entre outras formas), lançou uma campanha publicitária com fotomontagens polêmicas. Em especial, a do líder cristão beijando na boca o líder islâmico foi retirada do ar pela empresa, após grande alvoroço.

A empresa declarou estar “desolada, pois as pessoas não entenderam o sentido daquilo…”

E você, o que pensa sobre isso? Abaixo, algumas fotos:

 

Eu, particularmente, acho extremamente apelativo tal expediente…

Outras fotos no “Jornal de Negócios”, em: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=519875

– Trade Dress em alta na Administração de Empresas?

Cada vez mais as empresas sérias sofrem com os picaretas de plantão. Algumas empresas praticam uma espécie de pirataria de imagem, logo e conceitos. Tal prática é combatida por uma proteção jurídica conhecida como TRADE DRESS (uma espécie de registro de aparência). 

Compartilho um case sobre o assunto, extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI160465-16363,00-O+QUE+E+TRADE+DRESS.html

O QUE É TRADE DRESS?

Por Rafael Barifouse

Ari Svartsnaider, fundador da marca de calçados Mr. Cat, ficou furioso ao entrar num shopping de Goiânia e dar de cara com a Mr. Foot, um concorrente que havia copiado suas ideias. “Tudo era muito parecido. O saco de embalar o sapato. A letra do logo. A arquitetura da loja. Fiquei louco”, diz Svartsnaider. “Meu advogado disse que seria difícil ganhar a causa, porque não era uma cópia. Mas fui em frente.” Em 2003, após seis anos, a ação foi favorável à Mr. Cat. O caso tornou-se referência no Brasil de um conceito jurídico recente, o conjunto-imagem, mais conhecido pelo termo em inglês trade dress.

Trata-se de uma forma de proteger a propriedade intelectual que abrange não a imitação exata de uma marca, mas a cópia sutil que confunde o consumidor. O conceito surgiu nos Estados Unidos, que têm uma lei que trata do tema, o Ato Lanham. No Brasil, onde ainda não há legislação, o mais comum é processar o imitador por concorrência desleal, como fez a Mr. Cat.

Segundo o escritório de advocacia Barbosa, Müssnich & Aragão (BM&A), foram registradas 50 ações de trade dress no país em 2009. L’Oréal e Spoleto são exemplos de empresas que já acionaram outras por cópia. “Imitar uma marca virou algo infantil. Já a cópia de elementos do conjunto é mais difícil de provar”, afirma o advogado Pedro Barroso, do BM&A. “São empresas lícitas que buscam pegar carona na fama de outras.” E a forma de combater isso é o trade dress.

– As Empresas mais Éticas do Mundo são de…

A ONG Transparência Internacional manda avisar: em pesquisa que envolveu 28 nações sobre HONESTIDADE EMPRESARIAL, medalhas de Ouro, Prata e Bronze para: Holanda, Suíça e Bélgica. Lá, as empresas se preocupam acima da média em serem éticas e honestas.

O Brasil? Ficou no meio da tabela: posição número 14, e o péssimo exemplo para ser evitado ficou com a Rússia (última posição).

– O Cartel do Cimento, agora Escancarado

Quem trabalha no ramo de Material de Construção, sabe bem disso: boa parte das marcas brasileiras de cimento estão nas mãos de duas ou três empresas, onde não existe concorrência saudável mas combinação de preços e estratégias para a maximização do lucro, feito às vistas do governo, que nada faz.

Agora, Lorenna Rodrigies, da Folha de São Paulo (citação abaixo), traz a informação: o Ministério da Justiça quer a condenação da Votorantim e da Camargo Corrêa por formação de cartel na venda de cimento no Brasil.

Alguém acredita que a punição acontecerá e o panorama mudará?

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1004584-governo-pede-condenacao-de-votorantim-e-camargo-correa-por-cartel.shtml

GOVERNO PEDE CONDENAÇÃO DE VOTORANTIM E CAMARGO CORRÊA POR CARTEL

A SDE (Secretaria de Direito Econômico), do Ministério da Justiça, publicou hoje parecer pedindo a condenação de seis empresas e três associações por formação de cartel no setor de cimentos. As empresas acusadas são Votorantim, Camargo Corrêa, Cimpor, Holcim, Itabira e Companhia de Cimento Itambé.

A expectativa é que, se condenadas, as empresas tenham que pagar multa bilionária que pode chegar a 30% do faturamento. O parecer segue para o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que julgará o caso, ainda sem data prevista.

Juntas, essas empresas têm mais de 90% do mercado de cimento e concreto no país. Segundo a secretaria, o cartel pode ter causado prejuízos de mais de R$ 1 bilhão por ano à economia brasileira, já que o preço dos insumos foi aumentado em pelo menos 10%.

Foi pedida a condenação também da Abesc (Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Concretagem), ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento), além de seis diretores das empresas.

A investigação começou em 2006, após denúncia de um ex-funcionário da Votorantim. No ano seguinte, a SDE fez uma operação de busca nas empresas e associações e apreendeu documentos e 820 mil arquivos eletrônicos que mostram como funcionava o esquema.

Segundo a secretaria, as empresas combinavam os preços, dividiam os mercados em que cada uma atuaria e combinava até a compra de concorrentes para evitar que novas empresas entrassem no mercado.

– A Polêmica da Jornada Móvel de Trabalho do McDonald’s: trabalho escravo?

O que você pensa sobre isso?

Funcionários são chamados a trabalhar em horários a mais da sua carga horária,  de movimento nas lojas, sem o pagamento de hora-extra; os horários são modificados na chama “Jornada Móvel de Trabalho” (termo criado pela empresa para explicar o regime de trabalho dos seus funcionários), onde a conta das 44 horas semanais não fecha e holerits podem vir alterados?

Pasmem: esse é o cenário mostrado pela Comissão de Defesa da Pessoa Humana, ontem, na Assembléia Legislativa de São Paulo, contra o McDonald’s, configurando trabalho escravo!

E veja que curioso: o McDonald’s está em quase todas as listas de “Melhores Empresas para se Trabalhar”.

A Comissão de Defesa extrapola nas acusações ou o McDonald’s mascara o trabalho de seus empregados?

Abaixo, extraído do site da AL: http://www.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/menuitem.4b8fb127603fa4af58783210850041ca/?vgnextoid=f6b3657e439f7110VgnVCM100000590014acRCRD&id=15ad3c600b983310VgnVCM100000600014ac____

DIREITOS HUMANOS OUVE REPRESENTANTE DO MCDONALD’S SOBRE TRABALHO DEGRADANTE

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais, presidida pelo deputado Adriano Diogo (PT) ouviu, nesta quarta-feira, 9/11, Pedro Parisi, diretor de Relações Governamentais da Arcos Dourados Comércio de Alimentos Ltda., empresa responsável pela franquia McDonald”s no Brasil. 
Com o auditório lotado, a reunião contou com a presença de representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Apart-Hotéis, Restaurantes, Bares, Lanchonetes e Similares do Estado de São Paulo (Sinthoresp), que apresentou vídeo com denúncia (apresentada ao Ministério Público em 1995) a respeito de supostas estratégias utilizadas pelo McDonalds para pagar menos de um salário mínimo aos seus funcionários. 

De acordo com o Sinthoresp, o funcionário permanece à disposição da empresa, sendo chamado para o trabalho somente quando há movimento na loja, e recebe apenas pelas horas trabalhadas. Holerites com ganhos entre R$ 70 e 200 foram mostrados para corroborar a informação. Advogados do sindicato afirmaram que o McDonalds se utiliza da “jornada móvel e variável de trabalho, que, na prática, deixa o funcionário sem ter conhecimento do quanto trabalhará e, consequentemente, do montante que receberá. Tal jornada seria uma forma de esconder a estratégia da empresa de exploração dos trabalhadores. 

O deputado Carlos Bezerra Júnior (PSDB) informou que 42 deputados já assinaram pedido de CPI para investigar o trabalho escravo no Estado de São Paulo, e pediu sua instauração imediata diante das graves denúncias apresentadas, apesar da fila de pedidos de CPIs que precedem à do trabalho escravo. 

OUTRO LADO – Pedro Parisi afirmou que o McDonalds tem uma política de inclusão do jovem, uma vez que metade de seus funcionários está no primeiro emprego e tem menos de 18 anos. Assegurou que a empresa investe maciçamente em capacitação de seus funcionários e que o objetivo da jornada móvel de trabalho é dar flexibilidade ao jovem que estuda. Exemplo disso seria o fato de que os estudantes são dispensados em semana de prova, quando solicitam. 

Disse também que os funcionários são consultados sobre a tabela de jornada de trabalho e, juntamente com o gerente da loja, definem o funcionamento dela. Alegou que desde junho do ano passado foram instalados pontos eletrônicos com sistema biométrico em todos os restaurantes da rede, garantindo absoluto controle das horas trabalhadas, por parte da empresa e dos funcionários. 

Depoimentos – Ex-funcionários do McDonalds, presentes na plateia, deram seus depoimentos, negando as afirmações de Pedro Parisi. Disseram que sofriam humilhações, trabalhavam em condições insalubres, não tinham treinamento adequado e os salários eram indignos. 
“O McDonalds promove uma jornada criminosa”, opinou a advogada do Sinthoresp, Ethel Pantuso. Segundo ela, a empresa impõe ao trabalhador um contrato que o obriga a ficar à disposição 44 horas semanais, podendo trabalhar apenas 10, sendo informado do turno que trabalhará (manhã, tarde ou noite) com 30 dias de antecedência, o que impossibilitaria seus estudos. A denúncia apresentada pelo sindicato foi julgada procedente no Paraná, que considerou ilegal a jornada móvel de trabalho, mas foi negada em São Paulo. 
Após as indagações dos deputados e da plateia aos representantes do McDonalds, sobre as denúncias em questão, o diretor de recursos humanos da Arcos Dourados, João Germano, deu depoimento pessoal sobre sua trajetória no McDonalds, contando que começou fritando batatinhas” e chegou a um cargo de diretoria. Assegurou que desconhece a prática de exploração indigna do trabalho na empresa e se comprometeu a apurá-las. Pedro Parisi se disse “assustado” com as denúncias, alegando que também pretende apurá-las como puder. 
Ao encerrar a reunião, Adriano Diogo declarou que as respostas “evasivas” dos convidados se configuram como uma enrolação, e que isso não seria admitido em CPI, que tem os poderes de investigação equivalentes aos do Judiciário. Concluiu pedindo sua imediata instalação, para que as denúncias sejam apuradas de forma mais profunda e efetiva. 
Participaram da reunião os deputados Leci Brandão (PCdoB), Marcos Martins (PT), Rafael silva (PDT), Dilmo dos Santos (PV), Heroilma Soares Tavares (PTB) e José Cândido (PT).

– Regras de Convivência

Aprendi ao longo da minha vida profissional e pessoal que as regras de convivência têm que ser preservadas

Luís Álvaro Oliveira Ribeiro, presidente do Santos FC, sobre o fato de ligar para os possíveis compradores de Neymar e educadamente suspender as negociações, avisando-os imediatamente da renovação milionária do jogador.

Serve para o caso do triângulo Santos – Real Madrid – Barcelona, e serve para a vida de qualquer um!

– Visão Profissional de Max Weber versus Visão Profissional de Andrés Sanches

O mundo do Futebol, se comparado ao universo da Administração de Empresas, nos permite estudos de casos e debates fantásticos.

Ontem, o presidente do Corinthians Andrés Sanches, em entrevista ao repórter Fábio Seródio da Rádio Jovem Pan, disse a respeito do atacante Adriano e seus costumeiros festejos, ao ser indagado sobre as dificuldades do atleta em seu processo de recuperação:

Não sou babá dele, na folga ele faz o que quiser

(Áudio em: http://jovempan.uol.com.br/videos/no-sou-bab-dele-na-folga-ele-faz-o-que-quiser-61717,1,0)

A declaração se baseia em que o mandatário do Corinthians não se importa com o consumo de álcool, festejos ou condutas do jogador fora do horário e do ambiente de trabalho. Em suma, na folga, tudo pode (embora o atleta esteja afastado do time se recuperando fisicamente).

Qualquer profissional do futebol dirá que o descanso ajudará na recuperação, que evitar o consumo de álcool fará bem, que o resguardo o ajudará a voltar ao trabalho mais cedo…

Porém, caímos numa discussão: o que é ser Profissional nos dias atuais?

Na última semana, discutimos com estudantes em Administração o conceito sobre Profissional, dentro da visão Weberiana.

Max Weber, um dos mais árduos defensores do capitalismo e contraponto das idéias de Karl Marx em seu tempo, é pai da Sociologia da Burocracia, obra que desencadeou em valorosos conceitos em Gestão de Empresas & Profissionalismo. Max Weber era alemão, e considerado um gênio na sua época. Formado em Economia, Direito, Sociologia, Filosofia, Teologia e Música (ufa!), das suas idéias na virada do século XIX/XX surgiu o conceito na década de 30 de que o Profissional era:

um indivíduo dedicado à sua instituição, onde teria no seu emprego, que é a fonte de renda que lhe custeia a sobrevivência, sua principal atividade. Na empresa, o homem é ocupante de um cargo, e por tal motivo, deve aceitar os interesses organizacionais acima dos seus interesses individuais, capaz de representar a empresa em qualquer ambiente, dando-lhe exclusividade e sendo remunerado de acordo com o seu empenho”.

Em outras palavras, o profissional é aquele que representa a empresa durante o horário de trabalho e fora dele; é a imagem da organização, pois leva o nome da mesma por estar vinculado a ela. Deve-se dedicar a uma única instituição, pois não seria cabível dividir seu tempo com outra atividade (uma das duas seria prejudicada). Deve se cuidar para não afetar seu rendimento. E, por fim, ganhará muito bem como recompensa de tais exigências.

Exemplos práticos?

– Um médico poderia abusar de bebida alcoólica e ir dormir tarde, sendo que as 7:00 da manhã tem uma cirurgia delicada marcada?

– Um esportista pode descumprir ordens da sua equipe, mesmo que sua vontade seja diferente da do time? (vide Rubens Barrichello no GP da Áustria, anos atrás, onde teve que abdicar da vitória em prol do seu companheiro Schumacher, a pedido da Ferrari).

– Um executivo de multinacional poderia ter comportamento discriminatório, provocando debates sociais levando a consumidores a boicotarem seus produtos, por culpa da opinião pessoal dele em tema polêmico?

– Dirigentes de clubes de futebol poderiam abrir mão do precioso tempo de suas empresas a fim de dedicarem-se aos seus clubes, sem remuneração, apenas por paixão?

Enfim, dentro do conceito weberiano/burocrático, o profissional é o indivíduo dedicado à instituição, que deve ter uma conduta dentro e fora da organização irrepreensível, pronto a atender a empresa a qualquer instante, e que deverá ter um alto salário como compensação.

Claro que há outros conceitos profissionais nos dias de hoje, transformando a questão “ser profissional” muito subjetiva. Para uns, o funcionário da empresa leva o nome da empresa para todos os lugares em que freqüenta, e por isso deve ter cuidados com o que faz. Para outros, fora do horário de trabalho, o vínculo deixa de existir e pode-se fazer o que bem entender.

Em tempos de saudável democracia, convém-se acreditar que o profissional é aquele que cumpre seus deveres com a empresa e que suas ações particulares são inquestionáveis. Mas aí temos o dilema: tudo que é permitido, de fato, é devido? Nem tudo que se pode, em muitos casos, deve-se fazer, pois há se confunde permissividade absoluta com irresponsabilidade desregrada.

Um atleta de futebol em recuperação, embora possa no seu horário de descanso fazer o que bem entender (beber, fumar, festejar), deve ter cuidados? Alguns atos não poderiam retardar sua plena forma, prejudicando a equipe?

O que você pensa sobre isso: ser profissional no século XXI é algo diferente do que em outras épocas?

Encerrando: lembro-me do caso da jornalista Soninha, apresentadora de um programa para adolescentes na TV Cultura, demitida por declarar à Revista Época que consumia maconha e defendia a liberação. A justificativa, na oportunidade, é que tal declaração pessoal não era condizente à filosofia profissional e educacional da emissora. Misturaram opinião pessoal com conduta profissional?

– Árbitro pedir camisa de jogador. Pode?

Claro que não. Por motivos óbvios e exemplo práticos, explico:

Normalmente, as grandes equipes costumam entregar kits aos árbitros. Calma, nada de tentativa de suborno, mas souvenirs, lembranças da sua passagem por aquele estádio. Chaveiros, canetas ou camisas. Brindes, em geral.

Pequenas e médias equipes também fazem isso eventualmente, dependo da condição financeira. Certa vez, em Lençóis Paulista, tanto a equipe de arbitragem e os adversários ganharam cestas de chocolates do patrocinador local, que era o fabricante das guloseimas. Em outra oportunidade, em Americana (a equipe do Rio Branco sempre fazia isso), cortes de tecido (a cidade é conhecida como “tecelã”). Em São Carlos você ganhava toalhas. E por aí vai.

Até esse ponto, do oferecimento ser souvenir, tudo bem. Ou algum árbitro se venderá por uma camisa de clube? Claro que não.

Dar uma lembrança e aceitar/ou não, independente do placar, é até mesmo uma questão educacional.

O problema passa a ser o seguinte: PEDIR.

Vi muitas vezes colegas de arbitragem pedirem camisas. Nunca o fiz, pois sempre achei deselegante, e confesso que nunca tive motivos para pedir também. Ganhei, e confesso também, camisas de todos os grandes clubes de São Paulo, que foram por mim doadas. Sempre as recebi com os demais integrantes e nunca sozinho.

Em algumas situações como quarto árbitro, já passei pela delicada situação de árbitro me pedir para solicitar aos dirigentes camisas. Não o fiz por achar apelativo.

Quando a partida foi disputada sem problemas, se não houve polêmica, se tudo ocorreu bem, se por ventura o árbitro sacar da sua mala uma camisa para ser autografada pelo craque do time à um amigo torcedor, penso que tudo bem (embora não faria isso). Já presenciei isso também.

Algo complicado: árbitros que recebem camisas de brinde e as revendem. Isso também já aconteceu. Faturar em cima da gentileza de alguém. É mercenarismo.

O problema em pedir é a contrapartida da equipe em caso de derrota. Já vi dirigente levando camisas antes do jogo e reclamando ao término da partida: “assalta o time e ainda leva camisa”. Difícil…

A FPF proíbe seus árbitros de receberem qualquer coisa em seus vestiários. Presentes e agrados nem pensar.

A CBF, por sua vez, regulou a proibição de aceite em 2004, após a polêmica do dirigente do Vitória, Paulo Carneiro, ter acusado o árbitro Edilson Soares da Silva (lembram-se dele, o famoso Michael Jackson do apito?) de pedir camisas do Santos, após o término da partida Vitória 1 X 2 Santos.

No último sábado, Francisco Carlos Nascimento supostamente teria pedido a camisa de Neymar no jogo entre Santos 4X1 Atlético Paranaense. Repito: para quem ganha taxas de arbitragem num valor considerável e apita uma grande sequência de jogos, o valor de uma camisa é irrisório… Porém, o valor de estima é de ser “a” camisa do Neymar, a roupa em que ele vestia numa atuação de gala, onde a loja não possui; só quem esteve no espetáculo poderia obtê-la com maior facilidade.

O árbitro negou em entrevista, dizendo que foi Durval quem pediu seu par de cartões como lembrança. Mas mesmo se Chicão tivesse pedido, pelos lances polêmicos, seria indevido. Em outras situações, poderia ser estranho, mas aceitável. Antonio Lopes, treinador adversário do Santos, pediu afastamento sumário do árbitro (em: http://ht.ly/7drX5)

É uma questão de cultura. Mas e você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

Sobre o jogo entre Santos X Atlético Paranaense, você pode ver a análise da arbitragem no site “Pergunte ao Árbitro”( http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2011/10/30/o-lance-de-alan-kardec-de-impedimento-passivo-como-defini-lo-analise-da-arbitragem-de-santos-x-atletico-paranaense/) ou no Blog do Professor Rafael Porcari (http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2011/10/30/analise-de-arbitragem-santos-x-atletico-paranaense-brasileirao-2011-29102011-pacaembu/)

– Sai Orlando Silva mas fica o PCdoB?

Realmente, devemos ser todos trouxas.

Se o esquema de corrupção envolvia o Ministro e o Partido, por que ele cai e o partido continua mandando no Ministério?

No mínimo, incoerente.

– Análise da Arbitragem de Internacional X Corinthians. Foi bem o árbitro?

Evandro Rogério Roman, árbitro do jogo no Beira Rio nesta tarde, fez uma das melhores (senão a melhor) arbitragem de todo o Brasileirão.

 

Seguro, vindo de inúmeras escalas consecutivas, mostrou que está com ótimo ritmo de jogo. Se posicionou excepcionalmente bem durante a partida, correu bastante, e, principalmente, transmitiu segurança aos atletas.

 

A equipe gaúcha começou muito nervosa, reclamando a todo instante dos lances de falta. A discordância das marcações foi nitidamente para pressioná-lo, pois acertou em quase tudo.

 

Nos lances de bola na mão (foram 3), acertou em todas as marcações ao não dar infração. Acertou no cartão amarelo para o argentino D’Alessandro no primeiro tempo, visto que suas reclamações eram fora do contexto. No final da partida, fez uma evitável falta em Alex e levou, com justiça o segundo amarelo e consequentemente a expulsão.

 

Quanto a expulsão do corinthiano Alessandro, é fácil analisar: Carrinho por cima, nas pernas, com força excessiva. Quer ficar em campo? O que me chama a atenção é que Alessandro já deve ter sido expulso duas ou três vezes nesse ano por lances idênticos. Não aprendeu ainda? O mais preocupante é que, se os atletas atingidos nesses jogos estivessem com o pé preso no chão, as pernas deles poderiam estar quebradas.

 

Bom trabalho ao Evandro no restante do campeonato. Fez péssimas partidas no pouco que apitou no ano, teve um 2010 para ser esquecido, reprovou no teste físico e nas últimas 3 partidas vem indo bem. A sorte virou?

Para encerrar: e o lance bisonho do bandeira? Se Roman foi bem, o assistente…

– Ronaldo e Andrés, donos de hotel vizinho do Itaquerão?

Para quem acompanha a Blogosfera e gosta de futebol, dificilmente não conhece o “Blog do Paulinho”, do jornalista de mesmo nome, árduo defensor e denunciante das mazelas do esporte.

E leio com indignação que, em meio à especulação imobiliária da região de Itaquera, o presidente do Corinthians Andrés Sanches e o ex-jogador e agora embaixador do clube, Ronaldo Fenômeno, estariam juntos na construção de um hotel de luxo na vizinhança da Arena.

Contra a lei, nada. Mas dá para discutir a questão moral/ética de tudo isso… São funcionários do clube ou se aproveitam dele para faturar?

– O Príncipe de Taubaté, custeado pelo Povo

Ele tem 14 processos na Justiça Eleitoral, mas não se preocupa com isso: o vereador Rodson Lima se diz privilegiado por levar uma Vida de Príncipe, bancado pelo dinheiro dos eleitores!

Cara-de-Pau, né? E colocou isso por conta própria até nas redes sociais.

Extraído de “O Globo” (citação em: http://is.gd/1lzSkn)

O PRÍNCIPE DE TAUBATÉ

Vereador Rodson Lima diz que leva vida de nobre graças ao dinheiro público

SÃO PAULO. O vereador Rodson Lima (PP), de Taubaté, a 134 quilômetros de São Paulo, causou polêmica nas redes sociais. Em comentário postado no Facebook, em lista criada para debater as eleições municipais do ano que vem, Lima se vangloriou de estar hospedado em um hotel de luxo em Aracaju e disse que leva vida de príncipe há 15 anos, com dois motoristas, assessores, celular, assessoria jurídica e gabinete com ar-condicionado. E deixou claro que essa vida de luxo é paga com dinheiro público.

“Nesse momento, estamos hospedados em um hotel cinco estrelas, com uma “big” de uma piscina e de frente para o mar. Tudo pago com dinheiro público. O povo me dá vida de príncipe”, disse o vereador na mensagem.

O comentário revoltou alguns dos participantes da lista, que criticaram o vereador. Também no Facebook, centenas de pessoas classificaram a atitude de “escárnio” e “vitupério”, além de chamarem o vereador de “insolente”, “representante da escória política”, “safado” e “cara de pau”. Lima rebateu, chamando os internautas de “idiotas”.

Disse, ainda, que estava no Nordeste a trabalho em um encontro com representantes do Legislativo de outras cidades, promovido pela Associação Brasileira de Escola Legislativa. O caso também repercutiu em Taubaté. O Conselho de Ética da Câmara Municipal vai analisar se houve quebra de decoro parlamentar. Segundo a Câmara, a viagem a Aracaju custou R$9.600 aos cofres públicos, entre passagem, hospedagem e inscrição para o congresso.

– Vivo a vida de príncipe há 15 anos. Dois motoristas, assessores, celular, assessoria jurídica, gabinete com ar-condicionado? Inclusive até postei assim: engenheiros que são formados por Harvard, Yale, Michigan não desfrutam disso que eu desfruto. É muita honra que o povo me dá. Eu sou eternamente agradecido – afirmou posteriormente o parlamentar, em entrevista à TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo na região do Vale do Paraíba.

Procurado peloo GLOBO, Lima se justificou:

– Eu descobri que o hotel é três estrelas, mas para mim é como se fosse um palácio. Eu estou conversando com você na janela e tem uma piscina de 40 metros com cachoeira, é brincadeira?

Lima afirma que não quis fazer escárnio com a mensagem no Facebook, e sim agradecer ao povo de Taubaté.

– Sou de família humilde. Fui criado dormindo em esteira no chão, tomando banho em bacia e usando banheiro no mato. Hoje, estou aqui, no meio de senadores, conselheiros do Tribunal de Contas. As autoridades me chamam de Excelência. Foi isso que eu quis dizer. Passei de vassalo para uma vida de príncipe.

O vereador, que está na Câmara Municipal de Taubaté há 15 anos, diz que os eleitores que o elegeram “não têm Facebook”. Condenado em dois processos na Justiça Eleitoral, ele está inelegível. O parlamentar responde ainda a 14 outros processos.

– São dois processos em que fui condenado. Fiz de fato e faria de novo. Enquanto tiver um cidadão desassistido pelo poder público, irei lá ajudar. Em um deles (dos processos), fui condenado porque transportei pessoas doentes no carro oficial. No outro, comprei uma ambulância junto com uma funcionária para ajudar os mais pobres. Aí, disseram que fiquei com o dinheiro dela, mas não é verdade.

Mesmo inelegível, Lima não parece disposto a abdicar da vida de príncipe. Seu objetivo é ver os filhos ocupando seu lugar na Câmara:

– Tenho minha prole. Quero que eles ocupem meu lugar. Isso é tradição no Brasil, né? E eles querem trabalhar pelo povo. Um deles trabalha na ambulância que eu comprei. É o motorista.

Ontem, após ser procurado para explicar as declarações, Lima postou no Facebook a seguinte frase: “Fico feliz (com a repercussão), pois assim posso explicar o que eu quis dizer, que é um reconhecimento ao povo, que deve saber de TUDO, e que em momento algum houve escárnio, ou disse que estava fazendo um turismo.”

– Simon e o Cartão Vermelho contra a Corrupção

A partir da próxima 5ª, o Ministério Público do Rio Grande do Sul estará promovendo um simpósio de incentivo ao combate à corrupção. Muitos serão os palestrantes, e um deles me chamou a atenção: Carlos Eugênio Simon, ex-árbitro de futebol com participação em 3 Copas do Mundo participará do evento; agora, como Coordenador Executivo do Comitê Gaúcho Gestor da Copa do Mundo FIFA 2014. Sua intervenção ocorrerá no painel “CORRUPÇÃO: o que o ESPORTE tem a ver com isso?”.

Assunto difícil: em tempos em que o Ministro do Esporte está em situação delicadíssima, e num momento em que assuntos financeiros da Copa do Mundo não nos trazem bom presságio, desejo boa sorte!

Há pouco, em seu twitter, Simon disse que para a campanha ao combate à corrupção (envolvendo todos os setores da sociedade), sua imagem será usada com o tema: “Cartão Vermelho para a Corrupção”.

– Árbitro pode Processar por Calúnia? Aplausos para Simon e Vaias para Ricci…

Para quem gosta de superstição e polêmica, a próxima rodada deste Brasileirão será a ideal!

Palmeiras X Fluminense e Cruzeiro X Corinthians jogarão no domingo. Não dá para não lembrar de Fluminense X Palmeiras (2009) e Corinthians X Cruzeiro (2010). 

Em 2009, no Maracanã, Simon apitou FLU X PAL, e a equipe paulista chiou, reclamou do lance polêmico que envolveu Obina, e Luís Gonzaga Beluzzo, presidente na época, chamou Carlos Eugênio Simon de “safado, ladrão”, além de ameaçá-lo em entrevista de agressão.

Simon estava prestes a embarcar ao Mundial de Clubes da FIFA 2009 e escolhido para o Mundial de Seleções 2010. Curiosamente, Toninho Cecílio, diretor da equipe, rasgou elogios pré-jogo, falando sobre as virtudes de Simon e a confiança numa boa arbitragem.

Simon, corretamente, processou o dirigente palmeirense.

Em 2010, no Pacaembu, um pênalti polêmico sobre Ronaldo foi determinante para que Sandro Meira Ricci fosse escolhido como o culpado pelo resultado negativo do Cruzeiro. Lance que primeiramente poderia ser duvidoso, mas que pela exaustão na TV se percebia o acerto do árbitro e infantilidade do zagueiro, mas que não foi considerado por Zezé Perrela.

O presidente cruzeirense usou um leque grande de adjetivos pejorativos ao árbitro e para Sérgio Correa da Silva, presidente da CA-CBF. Para todos ouvirem, disse que havia esquema de manipulação e favorecimento ao Corinthians, ligando isso a Ricci e a Sérgio Correa.

Ricci, infelizmente, deixou barato. Correa não se manifestou. 

Aí fica a questão: Me lembro de Cláudio Vinícius Cerdeira processando Luxemburgo pelos irresponsáveis chororôs e infundadas reclamações. Exemplar. Simon também agiu. Fizeram com que os envolvidos provassem o que disseram, e como não era possível, tiveram que assumir a responsabilidade das falsas acusações.

Por quê os caluniados do jogo do Pacaembu aceitaram tudo passivamente?

Como é que alguém que é ofendido, estando certo, não reage? Princípio cristão à flor da pele em oferecer a outra face, tão defendido por São Francisco de Assis? Medo de represálias? Preocupação em perder escalas? Indisposição em entrar em relacionamentos políticos?

Enfim… qual a causa? Espero (e creio) que não seja a questão de “quem cala, consente”. 

Boa sorte aos árbitros na próxima escala. 

Quase esqueci: Ceará X Flamengo jogarão no Presidente Vargas. Há três rodadas, a equipe cearense reclamou da péssima arbitragem de Francisco Carlos do Nascimento, questionando pênalti contra sua equipe e as expulsões de 2 jogadores. E não é que na penúltima rodada, em casa, o Ceará viu seu adversário ter também 2 adversários expulsos e ainda assim não ganhou?

Para os dirigentes cearenses, sua equipe é a mais prejudicada do torneio. Já o Flamengo, pelos erros na última rodada, é aclamado pelos seus adversários como o mais beneficiado. Todo mundo tem uma certa razão… Qualquer erro certamente terá repercussão…

– Orlando Silva é denunciado. Ué, seria Surpresa?

Um dito antigo:

Diga-me com quem andas, que direi quem tu és

Orlando Silva é denunicado pela Revista Veja que chega hoje às bancas. Segundo a publicação, ele teria recebido propina até mesmo na garagem do Ministério! Fala-se ainda de um esquema de lavagem de dinheiro do PC do B com aval do Ministro dos Esportes.

Mas, cá entre nós: quem tem afinidade com Ricardo Teixeira, Nuzman, Marco Polo Del Nero e Andrés Sanches, poderia-se esperar algo diferente?

Não vejo nenhuma Madre Teresa de calcutá andando com essa turma…

E ele é o homem do poder público que cuidará da Copa-14 e Olimpíadas-16. Tenha dó!

– Ética e Moral do Árbitro, publicação no “Voz do Apito”

Compartilho com os amigos a minha coluna no site “Voz do Apito”: a Ética e a Moral do Árbitro de Futebol, em: http://www.vozdoapito.com.br/coluna_porcari.php

Assunto pertinente em nossos dias… Visite e prestigie!

– O Custo Telefônico dos Deputados

A Revista Época desta semana traz uma matéria interessante, na coluna Primeiro Plano, pg 42 (por Alberto Cairo, Marco Vergotti e Ricardo Mendonça), sobre os gastos dos parlamentares com Telefonia!

Você sabia que nos primeiros 8 meses de 2011, nossos parlamentares já gastaram R$ 13.902.425,16 com ligações telefônicas? Se fossem locais, dava para falar por 298 anos!

Uau. O campeão? Deputado Odair Cunha, do PT-MG. Gasta mensalmente R$ 12.463,13 com conta de telefone.

Deve sobrar dinheiro em Brasília mesmo.

– Felipão, a Lei do Silêncio e os culpados

Felipão disse que não existe a lei do silêncio imposta no Palmeiras, e que isso (em outras palavras) é fruto da intriga da Imprensa!

Os péssimos resultados, o empate contra o lanterna do campeonato em casa, além das confusões do clube, devem ser mesmo fruto da imprensa…. é ela quem marca, quem bate pro gol, quem treina o time e quem escala. Outro dia, a culpada era a arbitragem. E na semana que vem, quem será?

O desprestígio do Palmeiras e a péssima fase são nítidos. Nessa semana, o jornal Lance, por exemplo, trouxe duas capas: sempre com uma do São Paulo e outra do Corinthians. Palmeiras só no rodapé.

E você, o que pensa sobre isso? De quem é a culpa?

– Criação do PSD e a legenda dos descontentes

O PSD foi criado nessa semana pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab. E nasce já como bom aproveitador de um deslize da Lei Eleitoral: quem mudar de partido hoje, perde o seu mandato; exceto se entrar em uma nova legenda (existem datas permitidas e proibidas para isso). Dessa forma, o PSD pode, de repente, começar como o 3º maior partido do Brasil!

Mas sua ideologia praticamente é nula: o humorista José Simão brincou que é “Partido Sem Direção”, pois é de Centro, às vezes de Esquerda, às vezes de Direita…

Falar o quê, não? Essa é a nossa política!

– Agora não existe Mala Preta?

Nessa fase do Campeonato Brasileiro, alguns clubes pequenos vem roubando pontos dos grandes. Atlético Goianiense roubando pontos do Vasco da Gama, América ganhando do Fluminense, e outros rabeirinhas ganhando dos ponteiros.

Uma observação do amigo e treinador Wilsinho Ferreira (ele mesmo, ex-jogador do Palmeiras e Paulista de Jundiaí):

– Se estivéssemos nas últimas rodadas, não estaríamos falando em mala preta?

Aí fica a dúvida para a reflexão: com a decisão de marcar clássicos nas últimas rodadas, não estaríamos adiantando a mala preta (e agora ela corre mais na surdina e desapercebidamente), ou nada disso: são apenas vacilos dos líderes que menosprezam os pequenos?

Quer comentar? Deixe sua mensagem:

– Infelicidade do CQC e desrespeito à Moral. Humor tem limites?

Diálogo entre Marcelo Tas e Rafinha Bastos no CQC, sobre Wanessa Camargo, grávida de 5 meses:

Que bonitinha está a Wanessa

E a imbecil resposta de Rafinha Bastos:

Comeria ela e o bebê

Já fiz certo dia minhas considerações sobre esse humorista, que abusa do politicamente incorreto e confunde humor com desrespeito.

Certo dia ele deu uma entrevista a Isto É onde exagerou no humor negro (em: http://is.gd/dsv0X6). Depois, fez brincadeira de mau gosto sobre mulheres vítimas de estupro (em: http://is.gd/g2CRhD

). E isso é legal?

E você, o que acha de tudo isso? Deixe seu comentário:

Extraído de: http://outrocanal.folha.blog.uol.com.br/arch2011-09-25_2011-10-01.html#2011_09-27_14_44_45-158799918-0

BAND QUER QUE CQC SE RETRATE COM WANESSA

A moda está pegando. Depois de fazer outra piada polêmica, o “CQC” (Band) pode ter de se desculpar com mais uma celebridade.

A ofendida da vez é Wanessa, filha de Zezé di Camargo.

Há uma semana, ao comentar um vídeo em que aparecia a cantora, Marcelo Tas elogiou a moça, que está grávida de cinco meses. “Que bonitinha está a Wanessa!” Foi quando Rafinha Bastos emendou: “Comeria ela e o bebê!”

A piada, que passou como boba para alguns, incomodou a família de Wanessa.

O blog apurou que representantes da cantora andaram conversando na Band sobre o episódio, pedindo uma retratação. Embora não estivesse no Brasil na data, o marido de Wanessa, o empresário Marcus Buaiz, também ficou irritado com o comentário do “CQC”.

Procurados, os integrantes do “CQC” fazem aquele silêncio que denuncia um pedido de desculpas a caminho, encomendado pela direção da emissora.

A Band não se pronunciou sobre o caso. A assessoria da cantora diz que o “minímo que se espera do programa é um pedido de desculpas.”

Em 29 de agosto, Rafinha Bastos teve de pedir desculpas, no ar, a Daniela Albuquerque, mulher do presidente da RedeTV!, Amilcare Dallevo. Após chamar a apresentadora de “cadela” em uma piada, o “CQC” levou um pito da Band e teve de se redimir em público.

Confira o vídeo em que Rafinha faz a piada com Wanessa. Ele passou da conta ou é pura perseguição com o “CQC”? Em: http://www.youtube.com/watch?v=BAV7pm_UYxk

– O Grave erro do Árbitro de Fortaleza X CRB. Recuo não observado ou Incompetência?

Hoje o STJD julgará o caso envolvendo a possível combinação de resultados entre Fortaleza 4 X 0 CRB, placar que evitaria o rebaixamento do time cearense à série D (falamos do caso em: http://is.gd/dW1nKO)

O Campinense/PB, interessado no caso, já que com tal placar a equipe de Campina Grande foi rebaixada, alegou inúmeras irregularidades na partida. Mas algo chamou a atenção: uma das queixas é um erro crasso do árbitro Gutemberg de Paula, aos 49m de jogo!

O árbitro carioca, integrante do quadro da FIFA, deu 5 minutos de acréscimos no 2º tempo. Mas aos 49m14s o zagueiro do Fortaleza recua a bola deliberadamente ao seu goleiro, que por 19 segundos fica com ela no pé, sem ser molestado. Aos 49m33s, ele a agarra com as mãos (portanto, caracteriza-se o recuo deliberado, infração da Regra 12), e ninguém se manifesta! Juizão bobeia, time adversário não reclama e o jogo segue até os 50minutos.

Veja o lance com o absurdo erro do árbitro: http://www.youtube.com/watch?v=D5GogsDQMBE&feature=player_embedded

Nada de acusar má fé, mas pura incompetência. É a minha opinião. E a sua?

Deixe respeitosamente o seu comentário: errou o árbitro ao não interpretar o recuo deliberado quase aos 50m ou não?

– Bate-Boca entre Talentos?

Danica Patrick é uma excepcional piloto. A moça saiu da Indy e foi para a Nascar, mas deu uma declaração infeliz:

Eu não largo feito um piloto brasileiro, que sai, vai batendo em tudo e só descobre mais tarde”.

O bom baiano Tony Kanaan, há anos na Indy, rebateu:

Ela não largou como um brasileiro porque não tem capacidade para isso. Nunca terá!

Kanaan foi bem…

– Árbitro repetir Escala em Jogo de time recente. É bom ou ruim?

Wilson Luís Seneme apitará quarta-feira a partida entre São Paulo X Corinthians. Há 4 rodadas apitou o clássico entre Santos X São Paulo. Porém, domingo, também apitou Corinthians X Santos.  Portanto, repetirá a escala no jogo do Corinthians!

Nada contra Seneme. É excepcional árbitro, um dos mais respeitado pelos jogadores dos quais trabalhei. Tenho certeza que fará uma brilhante atuação, como costumeiramente faz. 

O problema é: repetir escalas é bom ou ruim?

Se você que lê esse artigo não é árbitro, tenha certeza que o apitador não ganha nada de benefícios em repetir alguma equipe; só tende a perder. 

A atuação de Seneme no último jogo foi boa. Mas fica na cabeça do árbitro a continuidade de um jogo, uma partida de 180 minutos. E se é desgastante o convívio em campo por longo período ao árbitro, idem para o jogador. Se o árbitro foi mal na partida anterior, a qualquer erro o time que está repetindo o jogo pressionará. 

Imaginem se na partida de domingo houvesse um equívoco contra o Corinthians. Caso tenhamos lances duvidosos na partida e a decisão seja contrária ao Corinthians, a equipe do Parque São Jorge alegará perseguição contínua. Se errar a favor, o São Paulo sugerirá compensação.

Se os clubes fazem isso, e na cabeça do torcedor mais fanático, aquele que se exalta com facilidade?

Não acrescenta e nem facilita nada a repetição de árbitro em jogo do mesmo time; só há riscos e possíveis prejuízos. Mas algo é ainda pior, que é o levantamento da seguinte dúvida: só existe Wilson Luís Seneme para os clássicos paulistas?

Considero um desprestígio sem igual aos árbitros tal situação. Reforço: vergonhosa situação aos colegas. Não há ninguém competente para dirigir o jogo? São Paulo não tinha outros nomes alternativos e se obrigou a colocar Seneme no sorteio? 

Lamentável. Claro, não pelo árbitro sorteado, mas pelo desrespeito aos demais integrantes da RENAF de São Paulo. 

Guilherme Cereta, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, Cleber Abade, Rodrigo Bragueto, Paulo César de Oliveira, Antonio Rogério Batista do Prado… árbitros que apitam clássicos na FPF não estão gabaritados?

Boa sorte ao amigo, torço (como sempre) para ele. Mas não achei que a escala foi boa.

Em tempo: há poucos dias, segundo a Folha de São Paulo (http://is.gd/dL9tkQ) o árbitro gaúcho Fabrício Neves Correa foi sorteado para 2 partidas seguidas da equipe do Bahia, e a CBF refez o sorteio pornão ter se atentado a tal fato. Posteriormente, apareceu um pedido de dispensa do árbitro por problemas de saúde.

Será que ninguém se atentou que Seneme repetirá escala, como no caso de Fabrício Neves? Duvido-e-odó!

– Sábias palavras do amigo Ivan! Equitativos tratamentos para os males sociais…

Meu sábio amigo Ivan Gutierrez me mandou, e concordo e assino embaixo:

Já que colocam fotos de gente morta nos maços de cigarros, por que não colocar também: de gente obesa em pacotes de batata frita, de animais torturados nos cosméticos, de acidentes de trânsito nas garrafas e latas de bebidas alcoólicas e de políticos corruptos nas guias de recolhimento de impostos?

Verdade ou não?

– Parente pode apitar jogo de Atleta?

Talvez. Na última terça-feira, Bragantino 2 X 1 Náutico jogaram pela Segundona. Na zaga bragantina, Junior Lopes. Trabalhando como bandeira do jogo, Márcia Bezerra Lopes Caetano.

O que eles têm de tão especial? O parentesco: são irmãos!

Poderia ter passado batido. Aqui em SP, a FPF escalou um dia Flávio Guerra em jogo do seu irmão, o goleiro Gilson da Ponte Preta. Nada de reclamações (afinal, nenhum lance importante entre eles).

Mas e no jogo de Bragança Paulista? O Náutico reclama e promete protestar na CBF. Perdeu, e credita a derrota à atuação da moça. Claro que reclamarão que  ela pensou duas vezes ao anotar ou não um impedimento, e coisas do gênero.

Aqui deixo 3 coisas para analisar:

1- Se vivemos um sério profissionalismo, não deveria existir tal dúvida. Mas vivemos?

2- Se para a escolha dos bandeiras nos jogos não há sorteio, e com tantos nomes disponíveis, por que escolher justo a irmã de um atleta? A CA-CBF disse que sabia. Sabia mesmo?

3- Sobra dinheiro no futebol brasileiro. Trazerem a bandeira de Rondônia para Bragança Pta na série B é sintoma disso. Ou não?

Há certas situações que poderiam ser evitadas…

– Falar de Arbitragem? Cansou! Ou não cansou? Que tipo de “fala” já saturou?

Um pequeno desabafo:

Gosto e amo a arbitragem de futebol. Mas confesso que estou saturado vendo tamanha politicagem no meio. Não me refiro aos erros em jogos, mas à vaidade que norteia os interesses da categoria e dos dirigentes.

Dualibs e Mustafás do apito que se perpetualizam no poder, com o diferencial que não há oposição. E, paralelo à eles, uma briga muito grande por bastidores do meio.

Dia desses, alguém me escreveu: “o que acha do site X ? E do site Y ? É chapa-branca ou não? E a fofoca sobre isso ou aquilo?”

Sinceramente?

– Rugas de preocupação…

Dou de ombros. É gente que não pensa no crescimento da categoria, mas que busca viver da polêmica criada sobre os outros. Trolls de plantão! Não se discute o que realmente deve ser discutido. São politiqueiros, no sentido famigerado da palavra, ao invés de políticos, no sentido cidadão do termo.

E os sites das entidades de defesa dos árbitros? Uma foto a cada pixel promovendo dirigentes, gente sempre antipática ao respeito aos árbitros e que posa de santo. Pára com isso…

Ufa! Sem cuspir no prato que comi, mas o alívio é grande por estar fora. Chega de enfadonhas reuniões.

Tenho pena dos que lá estão: assediados moralmente e que nada podem fazer…

Ops: não me refiro a esta ou aquela federação. Não cito um nome sequer. A quem servir a carapuça, bom proveito!

– Flatulências Futebolísticas

Uma grande polêmica ocorreu no Flamengo devido a uma flatulência (o popular PUM) que escapou de um jogador durante a palestra do treinador Wanderley Luxemburgo. Luxa não gostou e o ambiente azedou no vestiário. Broncas para todos os lados!

Mas vocês viram quantos PUMs foram soltos nos últimos dias no futebol?

PUM DO TREINADOR: Joel Santana, demitido pelo Cruzeiro, chegou a afirmar que “não pensava em sardinha, mas só em peixe grande”, quando indagado se recebeu o convite para o Bahia. Para onde ele foi?

PUM DO EDITOR DE IMAGENS: durante o amistoso contra Gana, quem gerou as imagens de TV não mostrou nenhuma manifestação do movimento #foraricardoteixeira. Mas os sites independentes mostraram! Nem a câmera exclusiva da Globo, que estava por lá filmando cenas exclusivas, focalizou. Curioso… Não é notícia?

PUM DO JOGADOR: Gilberto acusou os árbitros de perseguição e ameaçou parar a carreira. Reconsiderou. Será que reviu o pênalti cometido domingo?

PUM DO PRESIDENTE CORINTHIANO: sobre os fortes efeitos emocionais dos festejos do Itaquerão, ao falar da união das forças para a construção do estádio e do relacionamento interno do time, Andrés Sanches disse: “Um jogador sozinho não faz andorinha…” Ué, mudaram o ditado popular?

PUM DO DIRETOR DE ÁRBITROS (ou AUTOPUM): Segundo a Coluna De Prima, do jornalista Marcelo Damato, publicada hoje, o presidente da CA-RJ, Jorge Rabello, fez uma lista em nome dos árbitros por conta própria como apoio a ele próprio (será que encabeçada pelo Sindicato, onde o presidente é o próprio?) em defesa da moral… dele própria! Mas era uma lista democrática: o árbitro que não aceitasse seu nome na lista, era só levantar a mão… (pior é que foi bem assim!)

PUM DO DESAVISADO: Felipão ficou em contato com seus atletas quando estava suspenso, mas disse que cumpriu a suspensão, entendendo que estar suspenso era não sentar no banco. Ninguém avisou que não podia participar ativamente no comando da equipe durante a partida?

PUM DO DONO DO FUTEBOL BRASILEIRO (RICARDO TEIXEIRA): Me desculpem, esse não solta PUM. Como ele próprio disse, prefere ficar c. para tudo isso…

E você, o que pensa sobre isso? Quem deu a declaração ou cometeu o ato falho que possa ser considerado o grande PUM da rodada? Deixe seu comentário:

– Corrupção na Arbitragem: se SIM/NÃO, vale a reflexão: estaríamos na hora de um choque de Gestão?

Há certos momentos na história política do país que “termos fortes” foram utilizados para marcar um novo momento: Certo dia, o ex-presidente FHC, a fim de referendar a política neoliberal, criou o termo “desenvolvimento sustentável”, o qual a ONU começou a usá-lo com certa freqüência. O também ex-presidente Lula enfatizava suas ações para destacar o ineditismo dizendo “nunca antes nesse país”. O atual Governador Geraldo Alckmin pregou, quando candidato à presidência, a necessidade de um “choque de gestão”. Dilma, em meio à corrupção assustadora, defende a “faxina geral”.

Todos esses termos foram usados como marco. Não seria o momento adequado para desenvolvermos sustentavelmente o futebol, praticar um choque de gestão nas estruturas arcaicas e ditatoriais, para uma faxina geral nunca antes vista nesse país?

Digo isso pelas graves acusações que assolaram o futebol carioca nessa semana, e que não espantaria a maciça opinião pública se ocorressem em outros estados: Árbitros de futebol dizem negociar resultados em troca de ascensão na carreira (artigo em: http://bit.ly/nXU8au).

O dito escândalo, a ser ainda provado e comprovado (afinal são denúncias, e não provas) não espanta mais. Será que nos acostumamos tanto com a corrupção, a ação desmedida e antiética dos favorecimentos escusos e com a picaretagem, que não nos escandalizamos mais?

Árbitros de futebol submetidos aos mandos e desmandos de dirigentes de conduta duvidosa, segundo a matéria da TV Record. Pior: entidades com ar de chapa-branquismo, pois afinal, os dirigentes da Federação local são aqueles que representam os árbitros em forma de Sindicato e Cooperativa! Não é inconcebível que o patrão represente a entidade que defende os empregados contra os interesses dele próprio?

Só resta parabenizar os árbitros cariocas por tais iniciativas. Não é fácil ter essa coragem, pois, afinal, o risco de tiro no pé é grande. Estar de fora é mais fácil, pois quem está atuando sabe que as represálias são prováveis. Não dá para ser ingênuo em acreditar que o árbitro critique o dirigente e tenha respaldo do seu sindicato ou cooperativa, já que lá está o mesmo dirigente que terá que o defender. Haverá auto-acusações da cartolagem? Impossível.

Não sou mais árbitro atuante, portanto escrevo como cidadão e observador desta categoria que pertenci e tanto amei por 16 anos. Os árbitros e dirigentes que estão atuando são os mesmos de quando eu atuava. Conheço-os, relacionava com eles, sei das virtudes e os critiquei sobre os defeitos (defeitos, a propósito, que todos temos). Mas claro que a luta solitária é inglória.

Em 2005, participei da minha primeira pré-temporada com os árbitros da 1ª divisão de SP. O então presidente da CEAF, José Evaristo Manuel, socava a mesa do hotel Della Volpe, na Frei Caneca, e dizia: “Não quero ouvir falar de favorecimento ao Corinthians, ao Palmeiras ou a qualquer time grande”. Ele era de Taubaté, e os árbitros morriam de medo de estarem escalados lá. Mas…o Taubaté conseguiu algum acesso nas divisões de baixo nesse período?

Costuma-se falar muita bobagem sobre favorecimento ou não a determinados clubes. Real ou irreal é outra história. A pressão não é o pedido escancarado ao árbitro, pois isso seria facilmente perceptível. Mas você já levantou a hipótese (atenção: HIPÓTESE não é afirmação, é apenas suposição de um fenômeno a ser discutido) de que:

a simpatia percebida pelos árbitros por determinados clubes na relação com a Federação poderia fazer com que se errasse, na dúvida, contra esse ou aquele time? (a antipatia teria o mesmo valor…)

árbitro que erra contra time grande some do mapa. Mas errou contra pequeno…

árbitro caseiro em time amigo que precisa ganhar e joga em casa? Na mesma proporção, “sorteia-se” árbitro disciplinador quando a situação é inversa.

árbitro sente o assédio moral?

Levantei suposições. Nada de cartola querer pegar telefone para ameaçar processo. Afinal, isso não acontece comprovadamente, como disse anteriormente.

Já perceberam que quando se fala contra a entidade o cara vira inimigo? Conversei com uma dúzia de árbitros nessa semana. Alguns evitam o bate-papo, pois por dizer que acho incompatível dirigente de Federação controlar o Sindicato dos árbitros e a Cooperativa passo a ser “persona non grata”, pela minha tese. Normal. Quando elogia, vira “amigão”. É o mesmo sentimento que talvez o jornalista Paulinho sinta quando denúncia mazelas no Corinthians em seu blog, ou Juca Kfouri sente quando critica a CBF. Falar que ouviu a Rádio Jovem Pan então? Esqueça, isso é profanar a casa. Como disse um amigo árbitro via telefone (que não importa o nome): “comentar que é amigo do Fernando Sampaio ou do Rogério Assis? Pede pra sair do quadro” – e o pior é que não foi apenas 1 árbitro, foram alguns… (detalhe: esses jornalistas defendem os árbitros. Irônico, não?)

Nesse país, defender a democracia é satanizar àquele que manifesta tal vontade. Claro, afinal, estar à frente de federações, sindicatos, clubes, é sentir o gosto duvidoso do poder vitalício e a influência exercida sobre aqueles que aceitam a troca deliberada.

Uma pena. Com toda a confusão no Rio de Janeiro, o tema poderia ser amplamente debatido. Mas não será.

E deixo uma reflexão aos amigos, de uma humilde opinião: Para que os árbitros precisam de Cooperativa e Sindicato administrados por dirigentes das Federações? Tal situação acontece em muitos estados desse país, e ninguém faz nada. Pra quê tê-las, se moralmente a independência não é explícita?

Novamente: Parabéns aos colegas do Rio de Janeiro. Os rebeldes egípcios derrubaram Mubarak e contaminaram o espírito revolucionário na África árabe e parte da Ásia: vide Iêmen, Bahrein, Síria, e, recentemente, Líbia.

Que os Kadafis do futebol que impedem a democracia (e que são aclamados por dirigentes políticos e puxa-sacos de plantão) também caiam de seus pedestais até então inabaláveis.

Ops: sei que as rádio-escutas e os trolls invadiram a minha caixa de comentários. Tudo bem. O que vale é olhar para os filhos e orgulhar-se do que fez, falou ou deixou. Muitos não podem fazer isso…

E aí: Concorda com esse artigo? Deixe seu comentário:

– Secretário Paulistano que vive em Londres?

Walter Feldman é Secretário da Articulação de Grandes Eventos em São Paulo.

Sabe onde mora e trabalha? Londres.

Ué, mas ele não deveria morar na capital paulista, já que é secretário municipal?

A justificativa: é que como Londres sediará os próximos Jogos Olímpicos (2012), está há 5 meses morando lá para observar o evento (que acontece o ano que vem). Detalhe: ele está interessado no evento pois teremos Olimpíadas em 2016 no… RJ!

É ou não desculpa esfarrapada?

Extraído de Revista Época, Ed 05/09/2011, por Ricardo Mendonça, pg 56-58

O ENVIADO ESPECIAL DE KASSAB A LONDRES

Há cinco meses na capital do Reino Unido, o secretário Walter Feldman recolhe informações sobre as Olimpíadas que acontecerão no… Rio.

Nos últimos cinco meses, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (sem partido), passou a receber, periodicamente, um conjunto de documentos, fotos e estudos sobre os impactos da organização dos Jogos Olímpicos em Londres, capital do Reino Unido, sede das Olimpíadas de 2012. Esses relatórios, produzidos in loco e entregues mensalmente nas mãos de Kassab, tratam das soluções encontradas por Londres para sinalização urbana, acessos aos locais das provas, recepção das delegações, integração do evento com atividades culturais, segurança de atletas e turistas, entre outras coisas. Quem produz e organiza esses relatórios para Kassab é um secretário de primeiro escalão da prefeitura nomeado especialmente para isso. Desde abril, o ex-tucano Walter Feldman (também sem partido) ocupa o cargo de secretário especial de Articulação de Grandes Eventos de São Paulo. Ele recebe salário da prefeitura, mas mora em Londres. Sua missão pode ser definida assim: recolher subsídios e acompanhar a organização dos Jogos que em 2016 acontecerão no… Rio de Janeiro.

A situação de Feldman é peculiar. E não só pelos 429 quilômetros que separam a cidade que ele representa da sede das Olimpíadas de 2016. Nos demais 5.563 municípios brasileiros não há notícia de qualquer outro secretário que receba para trabalhar e morar no exterior. Nem o próprio Rio de Janeiro achou razoável manter uma secretaria na Inglaterra. Para Feldman, isso é um erro. “Vou dizer: o que estou aprendendo aqui, o Rio devia estar junto. O Carlos Nuzman (presidente do Comitê Organizador Rio 2016), o governador Sérgio Cabral, eles vêm a Londres. Mas minha avaliação, depois desse período, é que isso é insuficiente. Estar aqui é diferente. Por que os jornais têm correspondentes? Porque não bastam visitas periódicas”, diz.

Feldman garante que São Paulo tem muito a ganhar com as Olimpíadas do Rio. “Uma grande cidade precisa estar absolutamente antenada no mundo”, disse a ÉPOCA duas semanas atrás. “Na avaliação do Kassab e na minha também, isso aqui é um laboratório de experiências urbanísticas que não poderíamos deixar de observar. Grande parte das delegações vai passar por São Paulo. O único centro de treinamento e pesquisa olímpica do Brasil é em São Paulo. Queremos divulgar que São Paulo está preparada para receber os turistas.”

A agenda de Feldman parece lotada. “Tenho viagens, seminários, exploração urbana, contatos, convites. Tenho recusado um quarto dos convites por falta de tempo.” E, se São Paulo não tiver mesmo como aproveitar essas informações, Feldman tem uma sugestão para o prefeito do Rio, Eduardo Paes: “Eduardo, quero que você saiba que o Rio de Janeiro para 2016 é Brasil. Então, use-me à vontade”, disse ele, numa entrevista publicada em maio.

Quando não está ocupado com atividades diretamente ligadas aos Jogos Olímpicos, Feldman aproveita para assistir a outros eventos esportivos na região, como o torneio de tênis em Wimbledon, o British Open de golfe e a final da Liga dos Campeões entre Barcelona e Manchester United, este disputado no estádio de Wembley. “Fui à final da Liga dos Campeões para ver os stewards (comissários) dentro do estádio, porque em São Paulo estamos trabalhando muito a substituição da polícia pelo steward.” Mas Feldman faz questão de dizer: “Quando vou a um jogo desse é com o objetivo de estudar. Não me diverti com o jogo, até porque assisto a jogos mais interessantes no Brasil”.

Para entender a organização das Olimpíadas que não acontecerão em São Paulo, Feldman também tem viajado pelo Reino Unido. Entre outros locais, já foi a Edimburgo, Birmingham e Liverpool participar de eventos e fazer observações. Compareceu também a um seminário sobre legado olímpico em Lausanne, Suíça, onde também estiveram representantes do Ministério do Esporte e da Rio 2016.

A preocupação de Kassab com os grandes eventos esportivos parece grande. Pelo menos no Diário Oficial. Além de Feldman, São Paulo tem outros três secretários de primeiro escalão que, em tese, podem lidar com o assunto. Até o ano passado, Feldman era secretário de Esportes. A pasta continua existindo. É ocupada agora pelo peemedebista Bebeto Haddad. Há também uma secretaria de Relações Internacionais, com prerrogativa para fazer intercâmbios com empresas e entidades de fora. O titular é o engenheiro Alfredo Cotait Neto, ligado à Associação Comercial. E Kassab criou ainda uma secretaria específica para o Mundial de futebol, a Secopa, oficialmente chamada de Secretaria Especial de Articulação para a Copa do Mundo de Futebol de 2014. Esta última é ocupada por Gilmar Tadeu Ribeiro Alves, filiado ao PCdoB.

Em Londres, Feldman mora com a mulher num apartamento em Chelsea, bairro rico, no sudoeste da cidade. Ele não tem escritório próprio. Trabalha em casa. Mas conta com dois assessores que o acompanham em reuniões e viagens, fazem contatos, cuidam da agenda e ajudam na redação dos relatórios. Fábio Bergamo e Janaína Vieira afirmam que não recebem salário nem são formalmente contratados. Janaína diz que foi estagiária da Secretaria de Esporte. Como já morava em Londres, se ofereceu para ajudar Feldman quando soube de seu trabalho sobre os Jogos Olímpicos. Bergamo, formado em educação física, é personal trainer no Brasil. Ele disse conhecer Feldman das corridas de rua em São Paulo. Afirmou que já planejava viajar para a Europa quando soube da nomeação do amigo. Feldman tinha um terceiro assessor que aparece com o secretário em fotos e vídeos na internet: o administrador Guilherme Tabacof. Mas, segundo Feldman, ele saiu da equipe.

Longe do Brasil, Feldman mantém a rotina de atividade física, correndo de três a quatro vezes por semana em ruas e parques. Ele também frequenta uma academia em South Kensington, bairro nobre de Londres, e adquiriu o hábito de fazer parte de seus deslocamentos de bicicleta. É usuário de um sistema público de bikes que podem ser alugadas e devolvidas em vários pontos da cidade.

Dois meses após a chegada em Londres, Feldman criou um blog para divulgar suas atividades. Além de posts sobre temas variados, como “a revolução da internet” ou um encontro com a ex-senadora Marina Silva, anexou no site dois dos relatórios apresentados para Kassab. O primeiro, intitulado “Show de gestão”, foi postado em 19 de junho. “Relatório Londres Brasil – Parte II” entrou no site cinco dias depois. No portal da prefeitura de São Paulo, não há nenhuma referência à secretaria de Feldman ou às suas atividades na Grã-Bretanha.

Para pagar as despesas londrinas, Feldman conta com o salário mensal de secretário, R$ 11.595,61, mais duas remunerações extras por fazer parte dos conselhos de duas empresas municipais, a convite de Kassab. Na Prodam, Empresa de Tecnologia da Informação de São Paulo, ele ganha R$ 6 mil por mês. Na Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), outros R$ 6 mil. Esses conselhos costumam se reunir uma vez por mês. O ideal para Feldman é montar uma agenda que concilie essas reuniões com as viagens mensais que faz ao Brasil para, segundo suas próprias palavras, “prestar contas” a Kassab.

Se, do ponto de vista esportivo, Feldman parece bem articulado, do ponto de vista político sua situação não é das mais favoráveis. Em 2008, ele foi um dos tucanos que mais se expuseram naquele que ficou conhecido como o maior racha da história do PSDB paulista. Feldman e um grupo de tucanos ligados ao ex-governador José Serra defendiam a reeleição de Kassab na prefeitura. Kassab pertencia ao DEM. Do outro lado, estava o grupo do atual governador, Geraldo Alckmin, que defendia a candidatura própria do PSDB. Feldman engajou-se tanto no apoio a Kassab que chegou a ser ameaçado dentro do partido. Alckmin venceu a primeira batalha e conseguiu sair candidato. Nas urnas, venceu Kassab, que impôs uma derrota humilhante para Alckmin.

Com o passar dos anos, a situação se inverteu. Kassab foi perdendo popularidade e hoje não tem sequer um candidato forte à sucessão. Serra foi derrotado na disputa presidencial. E Alckmin, o maior rival dos kassabistas, acabou eleito governador. Em pouco tempo, todas as apostas políticas de Feldman naufragaram.

A maior derrota se deu no ano passado, quando Feldman tentou uma vaga na Câmara dos Deputados. Apesar de ter arrecadado R$ 3,9 milhões para a campanha (a quarta maior arrecadação do Estado entre os candidatos a federal), não conseguiu ficar entre os 70 eleitos de São Paulo. Na nova configuração política do município, seu cargo de secretário de Esportes acabou sendo entregue ao PMDB.

Um dos últimos atos de Feldman antes de embarcar para Londres foi deixar o PSDB. Apesar da boa relação com Kassab, ele diz que ainda não sabe se ingressará no PSD, a nova sigla do prefeito, em processo de criação. Em Londres, se sobrar tempo, poderá pensar bem no assunto.