– O Ministro que Favorece o Filho Deputado

Quer dizer que o Ministro da Integração, Fernando Bezerra, acusado de favorecer seu estado de origem, Pernambuco, com 80% dos recursos da pasta, atendeu também a 100% de toda a verba solicitada por inúmeras emendas do deputado Fernando Coelho (PSB-PE), que por uma ‘leve’ coincidência é seu filho?

Durma-se com um barulho destes. Será ele o enésimo Ministro da presidente Dilma a cair?

– Destrinchando as Denúncias da Arbitragem

Ontem, o jornalista Fernando Sampaio, da Rádio Jovem Pan, conseguiu uma brilhante entrevista com o árbitro carioca Gutemberg de Paula Fonseca, retirado da relação de árbitros do quadro da FIFA para 2012. Dias atrás, o árbitro havia dito ao site ‘Voz do Apito’ que abandonaria a carreira, caso fosse excluído sem explicação da lista (matéria em: http://is.gd/MR98LP). E, o agora ex-árbitro não só falou, como fez importantes revelações na matéria veiculada na Rádio Jovem Pan.

Em aproximadamente 10 minutos de entrevista, Gutemberg abalou o meio esportivo com denúncias fortes, firmes, e segundo ele, embasadas. Mas e os quase 40 minutos gravados, o que teriam de mais surpreendente?

Quem ouviu o Jornal de Esportes, programa esportivo da emissora paulistana, ficou impressionado. Hoje, a Jovem Pan colocou a entrevista inteira em sua programação, onde Sampaio aborda outros temas pertinentes e Gutemberg responde a todos os questionamentos sem titubear.

Confesso que me impressionou a firmeza nas respostas, teor das queixas e a certeza garantida pelo árbitro das provas a serem apresentadas. Gostem ou não da arbitragem ou da pessoa de Gutemberg de Paula, inegavelmente sua atitude pode ser classificada como corajosa. Claro, pois assumiu a responsabilidade de tudo o que falou.

O link da reportagem pode ser acessado via Jovem Pan, em seu site, ou pelo caminho abaixo:

1 – clique em http://is.gd/gutembergdenunciaafsampaionajp

2- clique, abaixo da imagem do vídeo, em PodCast (o vídeo, que abre automaticamente, tem a apresentação de 3 minutos. Feche-o. O Podcast, na barra em cor verde, possui a íntegra, com 38 minutos e 02 segundos.

3- clique em, Play no Podcast.

Abaixo, 15 tópicos relevantes da longa e bombástica entrevista, divididos pelos minutos do aúdio do link:

1) CRITÉRIOS DA CBF (00:00 a 01:30)

Gutemberg questionou o por quê, com notas altas e acima da média proposta pela CBF, foi excluído. Qual o critério que levaria um árbitro a ser FIFA ou não?

(Transparência em critérios é algo difícil em algumas relações. Se levarmos em conta exclusivamente as notas, um mesmo avaliador pode fazer a nota de um árbitro ir de 0 a 10 com muita facilidade. Entretanto, certamente não são só as notas que levam um árbitro a ser FIFA. André Castro-GO teve atuações muito melhores do que Chicão de Alagoas, mas o segundo entrou para a FIFA em 2012…)

2) ACUSAÇÕES (01:30 a 01:40)

“Mentiroso, mariquinha e corrupto”.

Esses foram alguns adjetivos dirigidos ao presidente da Comissão de Árbitros, Sérgio Correa da Silva. Ao longo dos tópicos, entenderemos as queixas.

3) INTERESSES PESSOAIS (01:40 a 02:00)

“Quando faz algo pelos anseios pessoais, não precisa dar dinheiro. Corrupção pode ser por presente também”.

Fala em referência a supostas vaidades, interesses pessoais e questionamentos da ética do presidente da Comissão.

4) RELAÇÕES POLÍTICAS E DESRESPEITO AOS ÁRBITROS (02:00 a 05:20)

“Os árbitros atuais sabem da sacanagem da comissão atual”.

Gutemberg defendeu o ato de Sálvio Spínola encerrar a carreira, por não concordar com a retirada do nome dele do quadro internacional. Falou sobre o desrespeito à figura do árbitro de futebol, onde os mesmos são usados e descartados pelas comissões. Aqui, não tenho como não me solidarizar com Gutemberg. Corretíssimo.

5) LIGAÇÕES PÓS-ESCALA E RECOMENDAÇÕES (05:20 a 08:20)

“Sérgio inventou a situação de quando receber a escala, ligar para ele para receber recomendações”.

Falou sobre a constrangedora necessidade de, após a escala, ouvir conselhos. Citou ainda que logo após ter sido escalado para Corinthians X Goiás (5X1), Sérgio disse: “Vai lá, boa sorte. Vai apitar o jogo do Timão, hein?”

Se fosse Corinthians X Grêmio, FlaXFlu, ou outro grande clássico, entendo normal o fato da Comissão de Árbitros ligar e dizer: “Atenção, boa sorte, você está em um jogo importante”. Mas o árbitro ter que ligar? E se fosse São Paulo X Paulista de Jundiaí? Ligaria?

Tal frase, pela experiência de árbitro, não soa bem. Parece intimidação, assédio moral ou qualquer outra coisa indevida. O Goiás lutava na época contra o rebaixamento. Não deveria dizer para ter atenção com o time goiano também?

Agora, não podemos dizer que o campeonato foi encomendado. Teria que combinar com todos os árbitros do quadro que apitaram o Corinthians e os times que brigavam diretamente pelo título. O problema é: sugestionar uma atenção, um privilégio ou um carinho maior com o time grande ou afinado politicamente. Se isso ocorreu, é antiético.

6) PAULO JORGE ALVES E A LAN HOUSE (08:20 a 13:32)

Gutemberg contou um assustador episódio onde Paulo Jorge Alves, ex-bandeira e atual membro da CA-CBF, forjou de maneira cinematográfica certidões negativas contra ele, descobertas em investigação policial! Tudo virou ação criminal e com o depoimento na Polícia por parte do Sérgio Correa de que Paulo seria afastado, o que não houve. Segundo Gutemberg, Paulo continua firme em seu cargo até hoje. As acusações atingiram inclusive Pablo dos Santos Alves, filho de Paulo, que é aspirante à FIFA e que tivera feito as consultas sobre certidões criminais.

Medonho o caso, não?

7) SANTA CRUZ DENUNCIANTE (13:32 a 14:20)

Lembrou-se de uma denuncia do Santa Cruz/PE contra uma suposta atitude de corrupção de Paulo Jorge Alves, onde curiosamente o caso foi encerrado quando o presidente da equipe pernambucana assumiu um cargo diretivo.

Seria o famoso cala-boca?

8) MOTIVAÇÕES (14:20 A 15:24)

“Contribuir para que toda a sujeira seja lavada”. Esse foi o mote de Gutemberg, segundo ele próprio.

9) CRIAÇÃO DE SITE CHAPA BRANCA (15:24 A 19:30)

Algo delicado foi a denúncia de que um site chapa branca levantou suspeitas sobre uma negociação do escudo FIFA. Tal site, segundo Gutemberg, dizia que o escudo FIFA foi oferecido a ele em troca de um CT de excelência à arbitragem. E que o mesmo fez inúmeras denúncias falsas e caluniosas.

O árbitro lembrou que é assessor de vereador no Rio de Janeiro, e que solicitado pelo Sindicato dos Árbitros, negociou dentro dos trâmites legais a doação de um terreno para os árbitros, com aproveitamento para toda a categoria, respeitando todos os processos burocráticos. O site teria levantado suspeitas e, segundo Gutemberg, ameaçado sobre questões “hierárquicas”.

Se verdade a negociação, Sérgio Correa seria o negociante? Claro, se há corruptor, há corrupto também.

10) FORTALEZA X CRB (19:30 a 24:48)

Num jogo denunciado pela grande imprensa, onde supostamente as equipes teriam combinado o resultado, e numa contenção de despesas num momento impróprio, bandeiras locais foram escalados no jogo decisisvo para o não-rebaixamento do time do Fortaleza. Foi a partida onde Carlinhos Bala pediu para o zagueiro ajudar (e parece que ajudou…). E se a partida tivesse erro a favor da equipe cearense? Gutemberg era o árbitro escalado nesse jogo.

No mais, a partida foi ao TJD e o árbitro também. As equipes foram absolvidas, junto com o próprio árbitro, Mas a CA manteve-o na geladeira.

11) SAÍDA ANUNCIADA ANTECIPADAMENTE (24:48 a 27:17)

Sua saída foi avisada primeiramente por Ubiraci Damásio, que alertou que ele sairia de qualquer forma. Gutemberg falou de vários colegas de arbitragem que tiveram a carreira encerrada prematuramente.

12) PESSOAS DA CBF (27:17 a 28:20)

Uma lista de pessoas consideradas de bem e corretas foi citada: Manoel Serapião, instrutores e o Dr Edson Rezende.

13) VAGAS FIFA (28:20 a 32:00)

A briga de escudos e atendimento de pedidos políticos foi debatida, com a disputa da vaga de Carlos Simon, número de vagas para o Rio de Janeiro e a ascensão de Péricles, Sandro Ricci e ele próprio à categoria.

14) COMANDANTE CONTROLADOR (32:00 a 34:02)

Gutemberg ironizou a autoridade de Sérgio Correa, lembrando que

“se pudesse controlaria o árbitro por controle remoto, sentado em uma poltrona”.

Disse também – e aí concordo plenamente – que Ricardo Teixeira tem coisas muito mais sérias envolvendo Copa do Mundo do quese preocupar com a arbitragem. Ou seja, o mandatário-mor não está nem aí, desde que não se leve o problema a ele.

15) CORRUPÇÃO NO FUTEBOL (34:02 a 38:02)

A entrevista é finalizada com frases de efeito:

“Não se seduz por dinheiro apenas, mas por presentes.”

Ou:

”Árbitro não pode errar quando o interesse do dirigente é outro”. Ou ainda: “Árbitros são desmotivados pelos sistema atual”.

Mas a principal foi: “

Nas reuniões, não pode gravar, filmar e fotografar nada (…), estamos respirando com canudinho numa lagoa cheia de lama”.

Aí é complicado: tenho todas as ressalvas àqueles que proíbem registros. Por quê proibir? Há algo a esconder?

Recordo-me que um dia, Francisco Dacildo Mourão, então árbitro CBF pelo Ceará, gravou numa vexatória palestra Armando Marques, presidente da CA-CBF na ocasião, onde dava orientações absurdas e pedidos de vistas grossas a certos detalhes da regra e demais situações.

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ACRÉSCIMO: Rubens Pozzi, da ESPN, conseguiu posteriormente falar com Gutemberg, ontem a noite. E, acrescentou algo a mais: Segundo Gutemberg, as escalas para os jogos mais importantes SÃO TODAS VICIADAS. O vídeo está disponível em: http://ht.ly/8ljxr

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Tudo o que foi relatado acima está registrado na entrevista nos links citados. Não tem nenhuma informação particular minha (até porque não sou jornalista, mas ex-árbitro). Em meio aos respeitosos pitacos, quero acrescentar uma opinião bem clara: Gutemberg está sendo criticado por denunciar somente agora, o quê, para muitos, levantaria-se suspeitas dos propósitos. A perda do escudo traria um misto de mágoa e vingança? Para muitos, sim. Ora, fui árbitro e digo: qualquer um que critique atuando, é engolido pelo sistema. Se faz necessário abdicar da carreira para fazê-las. Poucos se arriscaram a isso: os valorosos Cláudio Vinícius Cerdeira e Evandro Rogério Roman, em seus estados, conseguiram herculeamente denunciar e sobreviver.

Independente do momento, todas essas denúncias graves e críticas que são reveladas ao público são feitas com o lembrete de Gutemberg que há provas! Me parece bem fundamentado e embasado para corajosamente vir ao público e fazê-las. Ademais, aquilo que é denunciado é mais grave do que a discussão sobre o valor do momento de quem a faz.

Conheço inúmeros ex-árbitros que nunca reclamaram pois sabem que há a necessidade de comprovação das queixas, que muitas vezes são difíceis de serem obtidas. O assédio moral não deixa rastros e é subjetivo. Não posso citar nenhum nome, claro, pois não tenho autorização. Mas falo por mim: a arbitragem e os dirigentes têm o seu encanto. Sobre o caso, Arnaldo César Coelho disse que “o árbitro acha que dirigente de arbitragem é bonito quando tem escala, quando sai fica feio”. Não é bem assim. Você pode ser confundido com a beleza exterior da categoria, e descobrir a feiúra interior com a convivência, suportando-a por um tempo limitado.

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Por fim, encerro com a reflexão: apurando-se tudo (por caminhos e entidades sérias, julgando e punindo os responsáveis), não está na hora de um choque de gestão? Urgente? Que tal?

Vamos repassar a arbitragem em todas as searas: Comissões, Sindicatos e Cooperativas viciadas, e em todas as esferas: nacional e estadual.

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E aí, depois de tudo isso, o que você tem a comentar? Deixe sua mensagem.

REITERO: AS INFORMAÇÕES E DECLARAÇÕES DESSA MATÉRIA NÃO SÃO DE MINHA AUTORIA, MAS REPRODUZIDAS / TRANSCRITAS DO ORIGINAL CITADO NOS LINKS ACIMA. NESSE ESPAÇO, HÁ APENAS O DEBATE, POIS O BLOG NÃO É DE CARÁTER JORNALÍSTICO, MAS SIM OPINATIVO, DENTRO DE TODO O ESPÍRITO DEMOCRÁTICO E RESPEITOSO.

– A Estabilidade (ou falta de) dos Treinadores mudou no Brasil?

Jorginho, treinador da Portuguesa, deu uma sincera declaração ao Marcos Sérgio Silva, na revista Placar, Dez/2011, pg 67.

“Eu falo para o jogador: ‘Não me sacaneie’. Não posso deixar gente de mau caráter continuar trabalhando no futebol, porque ele vai te derrubar”.

Ele era atleta também. O bom e sofrido Jorginho sabe que se jogador forçar a barra, derruba treinador mesmo. E há quem diga que jogador não faz isso…

O treineiro continua prestigiado; mas, no Brasil, a qualquer sintoma de crise, sobra para o treinador. Ou será que com os casos de Tite e Luxemburgo, que balançaram em 2011 mas permaneceram nos seus cargos, a coisa mudou? Ou só não foram demitidos por não termos nomes disponíveis na praça?

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– A Podridão da FIFA, por US$ 1.00

Jack Warner, ex-vice-presidente da FIFA, representante da Concacaf na entidade, declarou que conseguiu os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 1998 para seu país, Trinidade e Tobago, por 1 dólar! Em troca, votos para Joseph Blatter na eleição para a presidência da casa.

Cá entre nós: sobra alguém confiável na FIFA?

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1027824-ex-vice-da-fifa-diz-ter-pago-um-dolar-por-direitos-de-tv-da-copa.shtml

EX-VICE DA FIFA DIZ TER PAGO 1 DÓLAR POR DIREITOS DE TV

O ex-vice-presidente da Fifa Jack Warner, 78, disse ter conseguido os direitos de TV da Copa do Mundo da França, em 1998, para Trinindad e Tobago por um dólar (na cotação de hoje, R$1,86) para ajudar Joseph Blatter a se eleger presidente da Fifa em uma campanha que disse ter sido “brutal”.

Nascido em Trinindad e Tobago, Warner pediu demissão da entidade que rege o futebol mundial em junho, para evitar a investigação de seu papel na organização de pagamentos para os eleitores do Caribe durante eleição de Blatter, em 1998.

O dirigente disse nesta quinta-feira, em comunicado, que ganhou os direitos por meio de uma empresa mexicana e que teria conseguido o mesmo benefício para as Copas de 2002, 2006, 2010 e 2014. O dinheiro que Warner ganhou com o negócio, segundo ele, teria sido revertido em benefício do futebol em seu país. A Fifa não se manifestou sobre as declarações.

Jack Warner foi protagonista de um vídeo divulgado pelo jornal inglês “The Daily Telegraph” em que ele supostamente oferece suborno aos dirigentes da Federação de Futebol do Caribe (CFU, na sigla em inglês) em nome de Bin Hamman.

Warner era um dos cabos eleitorais do qatariano Mohamed Bin Hamman (que tinha planos de concorrer a eleição da entidade em junho passado).

No vídeo, datado de 11 de maio deste ano, a imagem de Warner não é mostrada nenhuma vez. Ouve-se apenas uma voz, que segundo o “The Daily Telegraph” seria do dirigente de Trinidad e Tobago. Ele indica como os cartolas devem lidar com os presentes em dinheiro oferecidos por Bin Hamman –embora ele não seja nomeado diretamente.

O suíço Joseph Blatter foi reeleito em junho, sem adversários. Em 23 de julho, Bin Hamman foi expulso da Fifa pelo Comitê de Ética da entidade, após dois dias de audiência. Antigo aliado de Blatter, Bin Hamman foi o líder da campanha que fez do Qatar o organizador do Mundial-2022.

– A Posse de Jader é uma Vergonha para a Nação

Jader Barbalho (PMDB-BA) empossado Senador?

No recesso?

Recebendo sem trabalhar?

De ficha suja a ficha limpa em uma canetada?

Parem com isso. Esse país não é sério.

– Vereadores e Assessores de Jundiaí

Quer dizer que realmente os vereadores de Jundiaí abriram mão da quantidade absurda de assessores e agora só terão 2 profissionais com curso superior?

Ótimo. Mas o que pensar sobre isso: no final das contas, cada assessor ganhará mais que o próprio vereador.

Aí tem…

Gostaria em público de parabenizar o vereador Paulo Sérgio Martins, que desde o início das polêmicas da Câmara, manteve-se coerente e reto. Digo isso pois ele foi contra (e em alguns momentos, voz solitária) contra o aumento dos vereadores e contra o alto número de assessores.

Fica o registro.

– O caso Beltrami: uma Singela Opinião

O ex-árbitro Djalma Beltrami foi preso no RJ ontem. Por falta de tempo, não foi possível comentar aqui no Blog.

Conheci ele superficialmente na carreira de árbitro, em eventuais encontros e desencontros quando estava em SP apitando. Confesso que conversei com ele mais vezes por email do que pessoalmente.

Tomo sempre muito cuidado quando alguém é acusado. Levo em conta o histórico (teria condições de fazer algo como fez ou não?); a família (que na maior parte dos casos não tem nada a ver com o suposto crime e sofre junto); a repercussão (alguém tira vantagem do fato?) e, principalmente, a seriedade das provas.

Não tenho condições (e nem me deve tal ato) de acusá-lo ou de absolvê-lo. Penso que as provas dos crimes devem ser claras e evidentes. Todo cuidado é pouco para que injustiças não sejam cometidas.

Leio que ele foi preso por supostamente facilitar o tráfico de drogas em alguns lugares. Mas leio também que já está solto. Aí, ficam claros dois itens:

– Dificilmente alguém seria preso com tal pompa ‘de graça’; as provas deveriam ser incontestáveis, pois tal prisão foi bastante divulgada.

– Ao mesmo tempo, já foi solto hoje, e sendo assim, quer dizer que as provas podem ser contestadas.

Difícil fazer qualquer juízo. Mas quero dizer algo: se provada a culpa, puna-se com o máximo rigor da lei. E se não tiver culpa, que apareçam e sejam punidos os responsáveis.

O curioso: ele havia substituído o antigo comandante afastado por suspeitas do crime envolvendo a morte da juíza de direito Patrícia Acioli.

Li em diversos fóruns de discussão alguns torcedores já levantando suspeitas de manipulação de resultados. Natural que isso aconteça. Mesmo demonstrando honestidade, qualquer árbitro é acusado. Imagine ele nesse momento, como estará sendo acusado de todas as derrotas dos diversos times que apitou.

Fica a pulga atrás da orelha: se aceitou corrupção do tráfico, que dirá dos clubes ou apostadores?

E novamente a ponderação: e se inocente, como fica a vida do sujeito?

Não queria estar na pele dele.

Quer comentar? Deixe sua opinião:

– A Enfermeira, o Animal e a Rede Social

Ontem, uma verdadeira febre nas Redes Sociais, principalmente no Facebook: uma enfermeira que agrediu um cachorro e toda a repercussão (para quem não viu, em: http://is.gd/NpaDPq)

Protestos de todas as partes, fotos com dados pessoais da moça, montagem de cães sobre uma possível vingança, e tudo mais ocorreram no mundo virtual. Não estarei defendendo a agressora, mas…

Há coisas curiosas no Brasil. Se rouba descaradamente no Congresso Nacional, se faz lobby de tanta empreiteira para ganhar dinheiro em leis escusas, permite-se tanto abono de crianças nas ruas, faz-se tanta vista grossa para a mendicância e outras particularidades, e não se tem o mesmo auê!

Repito: não estou defendendo a agressora, mas…

Quer coisa mais indigna do que uma mulher se sujeitar à prostituição para sobreviver? Ou do que um pai de família ter que roubar pão para sustento de sua casa?

Terceira repetição: não estou defendendo a agressora, mas…

O que dizer dos doentes que morrem em hospitais públicos, aguardando no canto ou nos corredores, sem assistência médica? Ou de cidadãos trancafiados em suas casas, vítima da violência social?

Nada, nada disso é levado em conta.

Última repetição: não estou defendendo a agressora, mas…

O que quero dizer é o seguinte: há tanta coisa mais importante para se mobilizar… Fóruns, grupos e manifestações foram montados para protestar contra a covarde agressão ao animalzinho. Concordo com tudo o que tem se dito, realmente foi uma covardia, um ato violento e condenável. Mas, amigos, cá entre nós: alguém faz ou tem feito a mesma movimentação por causas mais nobres?

Infelizmente, não.

É evidente que os defensores dos direitos dos animais reclamarão. Claro, estão corretos. As pessoas escolhem bandeiras para defender. Alguém tem que fazer isso! Mas fico indignado que enquanto somos assaltados pelos altos impostos, ou pessoas morrem por desatenção das autoridades médicas, ou ainda quando a dignidade humana é ferida descaradamente, pensamos num cachorro com a volúpia que pensamos…

Não irei repetir a frase dita e repetida acima por mais uma vez, entretanto… não estou defendendo a agressora, mas… lutar pelos direitos e dignidade humana é mais importante do que dos animais.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Entidade Própria com Recursos Próprios numa Copa Própria?

“A CBF é uma entidade privada. Seu apoio ao futebol provém inteiramente de recursos próprios”

Esse é um dos dizeres da campanha lançada pela Confederação Brasileira de Futebol nas principais revistas e jornais do país. Tudo bem. Mas por que os grandes recursos dos estádios da Copa são públicos? E porque ela é a interlocutora da FIFA no país?

E tem gente que acreditava que a Copa não teria recursos públicos envolvidos – palavra de Ricardo Teixeira! Ou esquecemos dessa sua fala quando o Brasil foi escolhido para a sede de 2014?

– Apple terá que abrir mão do iPad na China

E é por essas e outras que não dá para confiar nos chineses, na hora de fazer negócios. Uma empresa chinesa registrou o nome de iPad por lá, e se a Apple quiser comercializar o famoso tablet na China com o seu nome verdadeiro, deverá pagar ‘apenas’ 1,6 bilhão de dólares para o uso da sua própria marca!

Ou seja: ou dá uns trocados (e que trocados) para os chineses, ou terá que vender o seu próprio iPad com outro nome.

Eu sou do tempo em que dizer “negócio da China” se referia a ter bons resultados…

– Hospitais ou Escolas?

Já no ar a minha nova coluna desta semana no site especializado em arbitragem Voz do Apito: http://www.vozdoapito.com.br/coluna_porcari.php

Responda a pergunta final dela, no link: Você prefere hospitais ou estádios de futebol? (a discussão se refere a prioridades brasileiras em época de Copa do Mundo)

Aproveito, e convido os amigos para visitarem meus outros textos sobre Futebol no Diário de São Paulo e Rede Bom Dia, no Portal destes jornais, em: http://www.redebomdia.com.br/blog/lista/109

– Governo Espanhol versus Vaticano: Excessos de Apelo?

O que dizer da Campanha contra a AIDS promovida pela Espanha? No cartaz, um padre que ao invés de levantar a Eucaristia acaba por levantar uma camisinha, como se estivesse no momento litúrgico da Consagração!

Poderiam utilizar outro exemplo, tranquilamente…

Olha a matéria e a foto abaixo, publicada na IstoÉ, Ed 2144, pg 33, Seção Semana:

GOVERNO ESPANHOL BATE DURO CONTRA O VATICANO

Por Antonio Carlos Prado e Juliana Dal Piva

Em sua nova campanha de prevenção da Aids, o governo espanhol bateu forte na Igreja Católica, que se coloca contrária ao uso da camisinha porque defende o sexo somente com a finalidade de procriação. A campanha publicitária mostra um sacerdote segurando uma hóstia e, a seguir, esse mesmo padre segurando uma camisinha – as duas imagens sugerem um dos pontos altos da missa, justamente o momento da consagração. O áudio da campanha diz, referindo-se ao Vaticano: “São eles que realmente te amam? Não se deixe enganar”

– ONGs Sérias Sofrem devido a Corrupção de Outras Tantas

As Organizações Não-Governamentais sérias, formadas por gente de bem e que querem mudar (e mudam) o país para melhor, sofrem com as demais que são somente criadas a fim de golpes no dinheiro público. E, infelizmente, se com todo o esforço a verba é curta, imagine sem o apoio de voluntários e verbas governamentais.

Observamos o escândalo do Ministério dos Esportes, onde diversas ONGs de fachada recebiam grana para lavar dinheiro. Como precaução, o novo Ministro Aldo Rebelo cortou a verba de todas. E as de bem sofreram com isso.

Não bastasse, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso declarou que;

“Hoje se cria ONG com o fim de se obter dinheiro para a corrupção”.

Também é uma verdade, mas não a regra. Fico imaginando como algumas entidades sérias estão sofrendo pelo termo pejorativo que a sigla ONG ganhou.

É necessário separar o joio do trigo. O problema não são as ONGs, mas as pessoas que estão por trás dos golpistas que criam instituições para se passarem por ONGs.

– Benetton apela para Beijos Gays entre Personalidades Mundiais, incluindo o Papa e Obama!

Beijo gay do presidente dos EUA Obama com o líder chinês e com Hugo Chávez; beijo gay entre lider judeu e líder muçulmano; e beijo gay entre o Papa Bento 16 e o imã de Al-Azhar….

Há tempos, a grife italiana Benetton  procura escandalizar com propagandas polêmicas. E, aproveitando-se do Dia Internacional da Tolerância (religiosa, sexual, racial, entre outras formas), lançou uma campanha publicitária com fotomontagens polêmicas. Em especial, a do líder cristão beijando na boca o líder islâmico foi retirada do ar pela empresa, após grande alvoroço.

A empresa declarou estar “desolada, pois as pessoas não entenderam o sentido daquilo…”

E você, o que pensa sobre isso? Abaixo, algumas fotos:

 

Eu, particularmente, acho extremamente apelativo tal expediente…

Outras fotos no “Jornal de Negócios”, em: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=519875

– Trade Dress em alta na Administração de Empresas?

Cada vez mais as empresas sérias sofrem com os picaretas de plantão. Algumas empresas praticam uma espécie de pirataria de imagem, logo e conceitos. Tal prática é combatida por uma proteção jurídica conhecida como TRADE DRESS (uma espécie de registro de aparência). 

Compartilho um case sobre o assunto, extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI160465-16363,00-O+QUE+E+TRADE+DRESS.html

O QUE É TRADE DRESS?

Por Rafael Barifouse

Ari Svartsnaider, fundador da marca de calçados Mr. Cat, ficou furioso ao entrar num shopping de Goiânia e dar de cara com a Mr. Foot, um concorrente que havia copiado suas ideias. “Tudo era muito parecido. O saco de embalar o sapato. A letra do logo. A arquitetura da loja. Fiquei louco”, diz Svartsnaider. “Meu advogado disse que seria difícil ganhar a causa, porque não era uma cópia. Mas fui em frente.” Em 2003, após seis anos, a ação foi favorável à Mr. Cat. O caso tornou-se referência no Brasil de um conceito jurídico recente, o conjunto-imagem, mais conhecido pelo termo em inglês trade dress.

Trata-se de uma forma de proteger a propriedade intelectual que abrange não a imitação exata de uma marca, mas a cópia sutil que confunde o consumidor. O conceito surgiu nos Estados Unidos, que têm uma lei que trata do tema, o Ato Lanham. No Brasil, onde ainda não há legislação, o mais comum é processar o imitador por concorrência desleal, como fez a Mr. Cat.

Segundo o escritório de advocacia Barbosa, Müssnich & Aragão (BM&A), foram registradas 50 ações de trade dress no país em 2009. L’Oréal e Spoleto são exemplos de empresas que já acionaram outras por cópia. “Imitar uma marca virou algo infantil. Já a cópia de elementos do conjunto é mais difícil de provar”, afirma o advogado Pedro Barroso, do BM&A. “São empresas lícitas que buscam pegar carona na fama de outras.” E a forma de combater isso é o trade dress.

– As Empresas mais Éticas do Mundo são de…

A ONG Transparência Internacional manda avisar: em pesquisa que envolveu 28 nações sobre HONESTIDADE EMPRESARIAL, medalhas de Ouro, Prata e Bronze para: Holanda, Suíça e Bélgica. Lá, as empresas se preocupam acima da média em serem éticas e honestas.

O Brasil? Ficou no meio da tabela: posição número 14, e o péssimo exemplo para ser evitado ficou com a Rússia (última posição).

– O Cartel do Cimento, agora Escancarado

Quem trabalha no ramo de Material de Construção, sabe bem disso: boa parte das marcas brasileiras de cimento estão nas mãos de duas ou três empresas, onde não existe concorrência saudável mas combinação de preços e estratégias para a maximização do lucro, feito às vistas do governo, que nada faz.

Agora, Lorenna Rodrigies, da Folha de São Paulo (citação abaixo), traz a informação: o Ministério da Justiça quer a condenação da Votorantim e da Camargo Corrêa por formação de cartel na venda de cimento no Brasil.

Alguém acredita que a punição acontecerá e o panorama mudará?

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1004584-governo-pede-condenacao-de-votorantim-e-camargo-correa-por-cartel.shtml

GOVERNO PEDE CONDENAÇÃO DE VOTORANTIM E CAMARGO CORRÊA POR CARTEL

A SDE (Secretaria de Direito Econômico), do Ministério da Justiça, publicou hoje parecer pedindo a condenação de seis empresas e três associações por formação de cartel no setor de cimentos. As empresas acusadas são Votorantim, Camargo Corrêa, Cimpor, Holcim, Itabira e Companhia de Cimento Itambé.

A expectativa é que, se condenadas, as empresas tenham que pagar multa bilionária que pode chegar a 30% do faturamento. O parecer segue para o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que julgará o caso, ainda sem data prevista.

Juntas, essas empresas têm mais de 90% do mercado de cimento e concreto no país. Segundo a secretaria, o cartel pode ter causado prejuízos de mais de R$ 1 bilhão por ano à economia brasileira, já que o preço dos insumos foi aumentado em pelo menos 10%.

Foi pedida a condenação também da Abesc (Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Concretagem), ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento), além de seis diretores das empresas.

A investigação começou em 2006, após denúncia de um ex-funcionário da Votorantim. No ano seguinte, a SDE fez uma operação de busca nas empresas e associações e apreendeu documentos e 820 mil arquivos eletrônicos que mostram como funcionava o esquema.

Segundo a secretaria, as empresas combinavam os preços, dividiam os mercados em que cada uma atuaria e combinava até a compra de concorrentes para evitar que novas empresas entrassem no mercado.

– A Polêmica da Jornada Móvel de Trabalho do McDonald’s: trabalho escravo?

O que você pensa sobre isso?

Funcionários são chamados a trabalhar em horários a mais da sua carga horária,  de movimento nas lojas, sem o pagamento de hora-extra; os horários são modificados na chama “Jornada Móvel de Trabalho” (termo criado pela empresa para explicar o regime de trabalho dos seus funcionários), onde a conta das 44 horas semanais não fecha e holerits podem vir alterados?

Pasmem: esse é o cenário mostrado pela Comissão de Defesa da Pessoa Humana, ontem, na Assembléia Legislativa de São Paulo, contra o McDonald’s, configurando trabalho escravo!

E veja que curioso: o McDonald’s está em quase todas as listas de “Melhores Empresas para se Trabalhar”.

A Comissão de Defesa extrapola nas acusações ou o McDonald’s mascara o trabalho de seus empregados?

Abaixo, extraído do site da AL: http://www.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/menuitem.4b8fb127603fa4af58783210850041ca/?vgnextoid=f6b3657e439f7110VgnVCM100000590014acRCRD&id=15ad3c600b983310VgnVCM100000600014ac____

DIREITOS HUMANOS OUVE REPRESENTANTE DO MCDONALD’S SOBRE TRABALHO DEGRADANTE

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais, presidida pelo deputado Adriano Diogo (PT) ouviu, nesta quarta-feira, 9/11, Pedro Parisi, diretor de Relações Governamentais da Arcos Dourados Comércio de Alimentos Ltda., empresa responsável pela franquia McDonald”s no Brasil. 
Com o auditório lotado, a reunião contou com a presença de representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Apart-Hotéis, Restaurantes, Bares, Lanchonetes e Similares do Estado de São Paulo (Sinthoresp), que apresentou vídeo com denúncia (apresentada ao Ministério Público em 1995) a respeito de supostas estratégias utilizadas pelo McDonalds para pagar menos de um salário mínimo aos seus funcionários. 

De acordo com o Sinthoresp, o funcionário permanece à disposição da empresa, sendo chamado para o trabalho somente quando há movimento na loja, e recebe apenas pelas horas trabalhadas. Holerites com ganhos entre R$ 70 e 200 foram mostrados para corroborar a informação. Advogados do sindicato afirmaram que o McDonalds se utiliza da “jornada móvel e variável de trabalho, que, na prática, deixa o funcionário sem ter conhecimento do quanto trabalhará e, consequentemente, do montante que receberá. Tal jornada seria uma forma de esconder a estratégia da empresa de exploração dos trabalhadores. 

O deputado Carlos Bezerra Júnior (PSDB) informou que 42 deputados já assinaram pedido de CPI para investigar o trabalho escravo no Estado de São Paulo, e pediu sua instauração imediata diante das graves denúncias apresentadas, apesar da fila de pedidos de CPIs que precedem à do trabalho escravo. 

OUTRO LADO – Pedro Parisi afirmou que o McDonalds tem uma política de inclusão do jovem, uma vez que metade de seus funcionários está no primeiro emprego e tem menos de 18 anos. Assegurou que a empresa investe maciçamente em capacitação de seus funcionários e que o objetivo da jornada móvel de trabalho é dar flexibilidade ao jovem que estuda. Exemplo disso seria o fato de que os estudantes são dispensados em semana de prova, quando solicitam. 

Disse também que os funcionários são consultados sobre a tabela de jornada de trabalho e, juntamente com o gerente da loja, definem o funcionamento dela. Alegou que desde junho do ano passado foram instalados pontos eletrônicos com sistema biométrico em todos os restaurantes da rede, garantindo absoluto controle das horas trabalhadas, por parte da empresa e dos funcionários. 

Depoimentos – Ex-funcionários do McDonalds, presentes na plateia, deram seus depoimentos, negando as afirmações de Pedro Parisi. Disseram que sofriam humilhações, trabalhavam em condições insalubres, não tinham treinamento adequado e os salários eram indignos. 
“O McDonalds promove uma jornada criminosa”, opinou a advogada do Sinthoresp, Ethel Pantuso. Segundo ela, a empresa impõe ao trabalhador um contrato que o obriga a ficar à disposição 44 horas semanais, podendo trabalhar apenas 10, sendo informado do turno que trabalhará (manhã, tarde ou noite) com 30 dias de antecedência, o que impossibilitaria seus estudos. A denúncia apresentada pelo sindicato foi julgada procedente no Paraná, que considerou ilegal a jornada móvel de trabalho, mas foi negada em São Paulo. 
Após as indagações dos deputados e da plateia aos representantes do McDonalds, sobre as denúncias em questão, o diretor de recursos humanos da Arcos Dourados, João Germano, deu depoimento pessoal sobre sua trajetória no McDonalds, contando que começou fritando batatinhas” e chegou a um cargo de diretoria. Assegurou que desconhece a prática de exploração indigna do trabalho na empresa e se comprometeu a apurá-las. Pedro Parisi se disse “assustado” com as denúncias, alegando que também pretende apurá-las como puder. 
Ao encerrar a reunião, Adriano Diogo declarou que as respostas “evasivas” dos convidados se configuram como uma enrolação, e que isso não seria admitido em CPI, que tem os poderes de investigação equivalentes aos do Judiciário. Concluiu pedindo sua imediata instalação, para que as denúncias sejam apuradas de forma mais profunda e efetiva. 
Participaram da reunião os deputados Leci Brandão (PCdoB), Marcos Martins (PT), Rafael silva (PDT), Dilmo dos Santos (PV), Heroilma Soares Tavares (PTB) e José Cândido (PT).

– Regras de Convivência

“Aprendi ao longo da minha vida profissional e pessoal que as regras de convivência têm que ser preservadas“

Luís Álvaro Oliveira Ribeiro, presidente do Santos FC, sobre o fato de ligar para os possíveis compradores de Neymar e educadamente suspender as negociações, avisando-os imediatamente da renovação milionária do jogador.

Serve para o caso do triângulo Santos – Real Madrid – Barcelona, e serve para a vida de qualquer um!

– Visão Profissional de Max Weber versus Visão Profissional de Andrés Sanches

O mundo do Futebol, se comparado ao universo da Administração de Empresas, nos permite estudos de casos e debates fantásticos.

Ontem, o presidente do Corinthians Andrés Sanches, em entrevista ao repórter Fábio Seródio da Rádio Jovem Pan, disse a respeito do atacante Adriano e seus costumeiros festejos, ao ser indagado sobre as dificuldades do atleta em seu processo de recuperação:

“Não sou babá dele, na folga ele faz o que quiser”

(Áudio em: http://jovempan.uol.com.br/videos/no-sou-bab-dele-na-folga-ele-faz-o-que-quiser-61717,1,0)

A declaração se baseia em que o mandatário do Corinthians não se importa com o consumo de álcool, festejos ou condutas do jogador fora do horário e do ambiente de trabalho. Em suma, na folga, tudo pode (embora o atleta esteja afastado do time se recuperando fisicamente).

Qualquer profissional do futebol dirá que o descanso ajudará na recuperação, que evitar o consumo de álcool fará bem, que o resguardo o ajudará a voltar ao trabalho mais cedo…

Porém, caímos numa discussão: o que é ser Profissional nos dias atuais?

Na última semana, discutimos com estudantes em Administração o conceito sobre Profissional, dentro da visão Weberiana.

Max Weber, um dos mais árduos defensores do capitalismo e contraponto das idéias de Karl Marx em seu tempo, é pai da Sociologia da Burocracia, obra que desencadeou em valorosos conceitos em Gestão de Empresas & Profissionalismo. Max Weber era alemão, e considerado um gênio na sua época. Formado em Economia, Direito, Sociologia, Filosofia, Teologia e Música (ufa!), das suas idéias na virada do século XIX/XX surgiu o conceito na década de 30 de que o Profissional era:

“um indivíduo dedicado à sua instituição, onde teria no seu emprego, que é a fonte de renda que lhe custeia a sobrevivência, sua principal atividade. Na empresa, o homem é ocupante de um cargo, e por tal motivo, deve aceitar os interesses organizacionais acima dos seus interesses individuais, capaz de representar a empresa em qualquer ambiente, dando-lhe exclusividade e sendo remunerado de acordo com o seu empenho”.

Em outras palavras, o profissional é aquele que representa a empresa durante o horário de trabalho e fora dele; é a imagem da organização, pois leva o nome da mesma por estar vinculado a ela. Deve-se dedicar a uma única instituição, pois não seria cabível dividir seu tempo com outra atividade (uma das duas seria prejudicada). Deve se cuidar para não afetar seu rendimento. E, por fim, ganhará muito bem como recompensa de tais exigências.

Exemplos práticos?

– Um médico poderia abusar de bebida alcoólica e ir dormir tarde, sendo que as 7:00 da manhã tem uma cirurgia delicada marcada?

– Um esportista pode descumprir ordens da sua equipe, mesmo que sua vontade seja diferente da do time? (vide Rubens Barrichello no GP da Áustria, anos atrás, onde teve que abdicar da vitória em prol do seu companheiro Schumacher, a pedido da Ferrari).

– Um executivo de multinacional poderia ter comportamento discriminatório, provocando debates sociais levando a consumidores a boicotarem seus produtos, por culpa da opinião pessoal dele em tema polêmico?

– Dirigentes de clubes de futebol poderiam abrir mão do precioso tempo de suas empresas a fim de dedicarem-se aos seus clubes, sem remuneração, apenas por paixão?

Enfim, dentro do conceito weberiano/burocrático, o profissional é o indivíduo dedicado à instituição, que deve ter uma conduta dentro e fora da organização irrepreensível, pronto a atender a empresa a qualquer instante, e que deverá ter um alto salário como compensação.

Claro que há outros conceitos profissionais nos dias de hoje, transformando a questão “ser profissional” muito subjetiva. Para uns, o funcionário da empresa leva o nome da empresa para todos os lugares em que freqüenta, e por isso deve ter cuidados com o que faz. Para outros, fora do horário de trabalho, o vínculo deixa de existir e pode-se fazer o que bem entender.

Em tempos de saudável democracia, convém-se acreditar que o profissional é aquele que cumpre seus deveres com a empresa e que suas ações particulares são inquestionáveis. Mas aí temos o dilema: tudo que é permitido, de fato, é devido? Nem tudo que se pode, em muitos casos, deve-se fazer, pois há se confunde permissividade absoluta com irresponsabilidade desregrada.

Um atleta de futebol em recuperação, embora possa no seu horário de descanso fazer o que bem entender (beber, fumar, festejar), deve ter cuidados? Alguns atos não poderiam retardar sua plena forma, prejudicando a equipe?

O que você pensa sobre isso: ser profissional no século XXI é algo diferente do que em outras épocas?

Encerrando: lembro-me do caso da jornalista Soninha, apresentadora de um programa para adolescentes na TV Cultura, demitida por declarar à Revista Época que consumia maconha e defendia a liberação. A justificativa, na oportunidade, é que tal declaração pessoal não era condizente à filosofia profissional e educacional da emissora. Misturaram opinião pessoal com conduta profissional?

– Árbitro pedir camisa de jogador. Pode?

Claro que não. Por motivos óbvios e exemplo práticos, explico:

Normalmente, as grandes equipes costumam entregar kits aos árbitros. Calma, nada de tentativa de suborno, mas souvenirs, lembranças da sua passagem por aquele estádio. Chaveiros, canetas ou camisas. Brindes, em geral.

Pequenas e médias equipes também fazem isso eventualmente, dependo da condição financeira. Certa vez, em Lençóis Paulista, tanto a equipe de arbitragem e os adversários ganharam cestas de chocolates do patrocinador local, que era o fabricante das guloseimas. Em outra oportunidade, em Americana (a equipe do Rio Branco sempre fazia isso), cortes de tecido (a cidade é conhecida como “tecelã”). Em São Carlos você ganhava toalhas. E por aí vai.

Até esse ponto, do oferecimento ser souvenir, tudo bem. Ou algum árbitro se venderá por uma camisa de clube? Claro que não.

Dar uma lembrança e aceitar/ou não, independente do placar, é até mesmo uma questão educacional.

O problema passa a ser o seguinte: PEDIR.

Vi muitas vezes colegas de arbitragem pedirem camisas. Nunca o fiz, pois sempre achei deselegante, e confesso que nunca tive motivos para pedir também. Ganhei, e confesso também, camisas de todos os grandes clubes de São Paulo, que foram por mim doadas. Sempre as recebi com os demais integrantes e nunca sozinho.

Em algumas situações como quarto árbitro, já passei pela delicada situação de árbitro me pedir para solicitar aos dirigentes camisas. Não o fiz por achar apelativo.

Quando a partida foi disputada sem problemas, se não houve polêmica, se tudo ocorreu bem, se por ventura o árbitro sacar da sua mala uma camisa para ser autografada pelo craque do time à um amigo torcedor, penso que tudo bem (embora não faria isso). Já presenciei isso também.

Algo complicado: árbitros que recebem camisas de brinde e as revendem. Isso também já aconteceu. Faturar em cima da gentileza de alguém. É mercenarismo.

O problema em pedir é a contrapartida da equipe em caso de derrota. Já vi dirigente levando camisas antes do jogo e reclamando ao término da partida: “assalta o time e ainda leva camisa”. Difícil…

A FPF proíbe seus árbitros de receberem qualquer coisa em seus vestiários. Presentes e agrados nem pensar.

A CBF, por sua vez, regulou a proibição de aceite em 2004, após a polêmica do dirigente do Vitória, Paulo Carneiro, ter acusado o árbitro Edilson Soares da Silva (lembram-se dele, o famoso Michael Jackson do apito?) de pedir camisas do Santos, após o término da partida Vitória 1 X 2 Santos.

No último sábado, Francisco Carlos Nascimento supostamente teria pedido a camisa de Neymar no jogo entre Santos 4X1 Atlético Paranaense. Repito: para quem ganha taxas de arbitragem num valor considerável e apita uma grande sequência de jogos, o valor de uma camisa é irrisório… Porém, o valor de estima é de ser “a” camisa do Neymar, a roupa em que ele vestia numa atuação de gala, onde a loja não possui; só quem esteve no espetáculo poderia obtê-la com maior facilidade.

O árbitro negou em entrevista, dizendo que foi Durval quem pediu seu par de cartões como lembrança. Mas mesmo se Chicão tivesse pedido, pelos lances polêmicos, seria indevido. Em outras situações, poderia ser estranho, mas aceitável. Antonio Lopes, treinador adversário do Santos, pediu afastamento sumário do árbitro (em: http://ht.ly/7drX5)

É uma questão de cultura. Mas e você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

Sobre o jogo entre Santos X Atlético Paranaense, você pode ver a análise da arbitragem no site “Pergunte ao Árbitro”( http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2011/10/30/o-lance-de-alan-kardec-de-impedimento-passivo-como-defini-lo-analise-da-arbitragem-de-santos-x-atletico-paranaense/) ou no Blog do Professor Rafael Porcari (http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2011/10/30/analise-de-arbitragem-santos-x-atletico-paranaense-brasileirao-2011-29102011-pacaembu/)

– Sai Orlando Silva mas fica o PCdoB?

Realmente, devemos ser todos trouxas.

Se o esquema de corrupção envolvia o Ministro e o Partido, por que ele cai e o partido continua mandando no Ministério?

No mínimo, incoerente.

– Análise da Arbitragem de Internacional X Corinthians. Foi bem o árbitro?

Evandro Rogério Roman, árbitro do jogo no Beira Rio nesta tarde, fez uma das melhores (senão a melhor) arbitragem de todo o Brasileirão.

 

Seguro, vindo de inúmeras escalas consecutivas, mostrou que está com ótimo ritmo de jogo. Se posicionou excepcionalmente bem durante a partida, correu bastante, e, principalmente, transmitiu segurança aos atletas.

 

A equipe gaúcha começou muito nervosa, reclamando a todo instante dos lances de falta. A discordância das marcações foi nitidamente para pressioná-lo, pois acertou em quase tudo.

 

Nos lances de bola na mão (foram 3), acertou em todas as marcações ao não dar infração. Acertou no cartão amarelo para o argentino D’Alessandro no primeiro tempo, visto que suas reclamações eram fora do contexto. No final da partida, fez uma evitável falta em Alex e levou, com justiça o segundo amarelo e consequentemente a expulsão.

 

Quanto a expulsão do corinthiano Alessandro, é fácil analisar: Carrinho por cima, nas pernas, com força excessiva. Quer ficar em campo? O que me chama a atenção é que Alessandro já deve ter sido expulso duas ou três vezes nesse ano por lances idênticos. Não aprendeu ainda? O mais preocupante é que, se os atletas atingidos nesses jogos estivessem com o pé preso no chão, as pernas deles poderiam estar quebradas.

 

Bom trabalho ao Evandro no restante do campeonato. Fez péssimas partidas no pouco que apitou no ano, teve um 2010 para ser esquecido, reprovou no teste físico e nas últimas 3 partidas vem indo bem. A sorte virou?

Para encerrar: e o lance bisonho do bandeira? Se Roman foi bem, o assistente…

– Ronaldo e Andrés, donos de hotel vizinho do Itaquerão?

Para quem acompanha a Blogosfera e gosta de futebol, dificilmente não conhece o “Blog do Paulinho”, do jornalista de mesmo nome, árduo defensor e denunciante das mazelas do esporte.

E leio com indignação que, em meio à especulação imobiliária da região de Itaquera, o presidente do Corinthians Andrés Sanches e o ex-jogador e agora embaixador do clube, Ronaldo Fenômeno, estariam juntos na construção de um hotel de luxo na vizinhança da Arena.

Contra a lei, nada. Mas dá para discutir a questão moral/ética de tudo isso… São funcionários do clube ou se aproveitam dele para faturar?

– O Príncipe de Taubaté, custeado pelo Povo

Ele tem 14 processos na Justiça Eleitoral, mas não se preocupa com isso: o vereador Rodson Lima se diz privilegiado por levar uma Vida de Príncipe, bancado pelo dinheiro dos eleitores!

Cara-de-Pau, né? E colocou isso por conta própria até nas redes sociais.

Extraído de “O Globo” (citação em: http://is.gd/1lzSkn)

O PRÍNCIPE DE TAUBATÉ

Vereador Rodson Lima diz que leva vida de nobre graças ao dinheiro público

SÃO PAULO. O vereador Rodson Lima (PP), de Taubaté, a 134 quilômetros de São Paulo, causou polêmica nas redes sociais. Em comentário postado no Facebook, em lista criada para debater as eleições municipais do ano que vem, Lima se vangloriou de estar hospedado em um hotel de luxo em Aracaju e disse que leva vida de príncipe há 15 anos, com dois motoristas, assessores, celular, assessoria jurídica e gabinete com ar-condicionado. E deixou claro que essa vida de luxo é paga com dinheiro público.

“Nesse momento, estamos hospedados em um hotel cinco estrelas, com uma “big” de uma piscina e de frente para o mar. Tudo pago com dinheiro público. O povo me dá vida de príncipe”, disse o vereador na mensagem.

O comentário revoltou alguns dos participantes da lista, que criticaram o vereador. Também no Facebook, centenas de pessoas classificaram a atitude de “escárnio” e “vitupério”, além de chamarem o vereador de “insolente”, “representante da escória política”, “safado” e “cara de pau”. Lima rebateu, chamando os internautas de “idiotas”.

Disse, ainda, que estava no Nordeste a trabalho em um encontro com representantes do Legislativo de outras cidades, promovido pela Associação Brasileira de Escola Legislativa. O caso também repercutiu em Taubaté. O Conselho de Ética da Câmara Municipal vai analisar se houve quebra de decoro parlamentar. Segundo a Câmara, a viagem a Aracaju custou R$9.600 aos cofres públicos, entre passagem, hospedagem e inscrição para o congresso.

– Vivo a vida de príncipe há 15 anos. Dois motoristas, assessores, celular, assessoria jurídica, gabinete com ar-condicionado? Inclusive até postei assim: engenheiros que são formados por Harvard, Yale, Michigan não desfrutam disso que eu desfruto. É muita honra que o povo me dá. Eu sou eternamente agradecido – afirmou posteriormente o parlamentar, em entrevista à TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo na região do Vale do Paraíba.

Procurado peloo GLOBO, Lima se justificou:

– Eu descobri que o hotel é três estrelas, mas para mim é como se fosse um palácio. Eu estou conversando com você na janela e tem uma piscina de 40 metros com cachoeira, é brincadeira?

Lima afirma que não quis fazer escárnio com a mensagem no Facebook, e sim agradecer ao povo de Taubaté.

– Sou de família humilde. Fui criado dormindo em esteira no chão, tomando banho em bacia e usando banheiro no mato. Hoje, estou aqui, no meio de senadores, conselheiros do Tribunal de Contas. As autoridades me chamam de Excelência. Foi isso que eu quis dizer. Passei de vassalo para uma vida de príncipe.

O vereador, que está na Câmara Municipal de Taubaté há 15 anos, diz que os eleitores que o elegeram “não têm Facebook”. Condenado em dois processos na Justiça Eleitoral, ele está inelegível. O parlamentar responde ainda a 14 outros processos.

– São dois processos em que fui condenado. Fiz de fato e faria de novo. Enquanto tiver um cidadão desassistido pelo poder público, irei lá ajudar. Em um deles (dos processos), fui condenado porque transportei pessoas doentes no carro oficial. No outro, comprei uma ambulância junto com uma funcionária para ajudar os mais pobres. Aí, disseram que fiquei com o dinheiro dela, mas não é verdade.

Mesmo inelegível, Lima não parece disposto a abdicar da vida de príncipe. Seu objetivo é ver os filhos ocupando seu lugar na Câmara:

– Tenho minha prole. Quero que eles ocupem meu lugar. Isso é tradição no Brasil, né? E eles querem trabalhar pelo povo. Um deles trabalha na ambulância que eu comprei. É o motorista.

Ontem, após ser procurado para explicar as declarações, Lima postou no Facebook a seguinte frase: “Fico feliz (com a repercussão), pois assim posso explicar o que eu quis dizer, que é um reconhecimento ao povo, que deve saber de TUDO, e que em momento algum houve escárnio, ou disse que estava fazendo um turismo.”

– Simon e o Cartão Vermelho contra a Corrupção

A partir da próxima 5ª, o Ministério Público do Rio Grande do Sul estará promovendo um simpósio de incentivo ao combate à corrupção. Muitos serão os palestrantes, e um deles me chamou a atenção: Carlos Eugênio Simon, ex-árbitro de futebol com participação em 3 Copas do Mundo participará do evento; agora, como Coordenador Executivo do Comitê Gaúcho Gestor da Copa do Mundo FIFA 2014. Sua intervenção ocorrerá no painel “CORRUPÇÃO: o que o ESPORTE tem a ver com isso?”.

Assunto difícil: em tempos em que o Ministro do Esporte está em situação delicadíssima, e num momento em que assuntos financeiros da Copa do Mundo não nos trazem bom presságio, desejo boa sorte!

Há pouco, em seu twitter, Simon disse que para a campanha ao combate à corrupção (envolvendo todos os setores da sociedade), sua imagem será usada com o tema: “Cartão Vermelho para a Corrupção”.

– Árbitro pode Processar por Calúnia? Aplausos para Simon e Vaias para Ricci…

Para quem gosta de superstição e polêmica, a próxima rodada deste Brasileirão será a ideal!

Palmeiras X Fluminense e Cruzeiro X Corinthians jogarão no domingo. Não dá para não lembrar de Fluminense X Palmeiras (2009) e Corinthians X Cruzeiro (2010). 

Em 2009, no Maracanã, Simon apitou FLU X PAL, e a equipe paulista chiou, reclamou do lance polêmico que envolveu Obina, e Luís Gonzaga Beluzzo, presidente na época, chamou Carlos Eugênio Simon de “safado, ladrão”, além de ameaçá-lo em entrevista de agressão.

Simon estava prestes a embarcar ao Mundial de Clubes da FIFA 2009 e escolhido para o Mundial de Seleções 2010. Curiosamente, Toninho Cecílio, diretor da equipe, rasgou elogios pré-jogo, falando sobre as virtudes de Simon e a confiança numa boa arbitragem.

Simon, corretamente, processou o dirigente palmeirense.

Em 2010, no Pacaembu, um pênalti polêmico sobre Ronaldo foi determinante para que Sandro Meira Ricci fosse escolhido como o culpado pelo resultado negativo do Cruzeiro. Lance que primeiramente poderia ser duvidoso, mas que pela exaustão na TV se percebia o acerto do árbitro e infantilidade do zagueiro, mas que não foi considerado por Zezé Perrela.

O presidente cruzeirense usou um leque grande de adjetivos pejorativos ao árbitro e para Sérgio Correa da Silva, presidente da CA-CBF. Para todos ouvirem, disse que havia esquema de manipulação e favorecimento ao Corinthians, ligando isso a Ricci e a Sérgio Correa.

Ricci, infelizmente, deixou barato. Correa não se manifestou. 

Aí fica a questão: Me lembro de Cláudio Vinícius Cerdeira processando Luxemburgo pelos irresponsáveis chororôs e infundadas reclamações. Exemplar. Simon também agiu. Fizeram com que os envolvidos provassem o que disseram, e como não era possível, tiveram que assumir a responsabilidade das falsas acusações.

Por quê os caluniados do jogo do Pacaembu aceitaram tudo passivamente?

Como é que alguém que é ofendido, estando certo, não reage? Princípio cristão à flor da pele em oferecer a outra face, tão defendido por São Francisco de Assis? Medo de represálias? Preocupação em perder escalas? Indisposição em entrar em relacionamentos políticos?

Enfim… qual a causa? Espero (e creio) que não seja a questão de “quem cala, consente”. 

Boa sorte aos árbitros na próxima escala. 

Quase esqueci: Ceará X Flamengo jogarão no Presidente Vargas. Há três rodadas, a equipe cearense reclamou da péssima arbitragem de Francisco Carlos do Nascimento, questionando pênalti contra sua equipe e as expulsões de 2 jogadores. E não é que na penúltima rodada, em casa, o Ceará viu seu adversário ter também 2 adversários expulsos e ainda assim não ganhou?

Para os dirigentes cearenses, sua equipe é a mais prejudicada do torneio. Já o Flamengo, pelos erros na última rodada, é aclamado pelos seus adversários como o mais beneficiado. Todo mundo tem uma certa razão… Qualquer erro certamente terá repercussão…

– Orlando Silva é denunciado. Ué, seria Surpresa?

Um dito antigo:

“Diga-me com quem andas, que direi quem tu és”

Orlando Silva é denunicado pela Revista Veja que chega hoje às bancas. Segundo a publicação, ele teria recebido propina até mesmo na garagem do Ministério! Fala-se ainda de um esquema de lavagem de dinheiro do PC do B com aval do Ministro dos Esportes.

Mas, cá entre nós: quem tem afinidade com Ricardo Teixeira, Nuzman, Marco Polo Del Nero e Andrés Sanches, poderia-se esperar algo diferente?

Não vejo nenhuma Madre Teresa de calcutá andando com essa turma…

E ele é o homem do poder público que cuidará da Copa-14 e Olimpíadas-16. Tenha dó!

– Ética e Moral do Árbitro, publicação no “Voz do Apito”

Compartilho com os amigos a minha coluna no site “Voz do Apito”: a Ética e a Moral do Árbitro de Futebol, em: http://www.vozdoapito.com.br/coluna_porcari.php

Assunto pertinente em nossos dias… Visite e prestigie!

– O Custo Telefônico dos Deputados

A Revista Época desta semana traz uma matéria interessante, na coluna Primeiro Plano, pg 42 (por Alberto Cairo, Marco Vergotti e Ricardo Mendonça), sobre os gastos dos parlamentares com Telefonia!

Você sabia que nos primeiros 8 meses de 2011, nossos parlamentares já gastaram R$ 13.902.425,16 com ligações telefônicas? Se fossem locais, dava para falar por 298 anos!

Uau. O campeão? Deputado Odair Cunha, do PT-MG. Gasta mensalmente R$ 12.463,13 com conta de telefone.

Deve sobrar dinheiro em Brasília mesmo.

– Felipão, a Lei do Silêncio e os culpados

Felipão disse que não existe a lei do silêncio imposta no Palmeiras, e que isso (em outras palavras) é fruto da intriga da Imprensa!

Os péssimos resultados, o empate contra o lanterna do campeonato em casa, além das confusões do clube, devem ser mesmo fruto da imprensa…. é ela quem marca, quem bate pro gol, quem treina o time e quem escala. Outro dia, a culpada era a arbitragem. E na semana que vem, quem será?

O desprestígio do Palmeiras e a péssima fase são nítidos. Nessa semana, o jornal Lance, por exemplo, trouxe duas capas: sempre com uma do São Paulo e outra do Corinthians. Palmeiras só no rodapé.

E você, o que pensa sobre isso? De quem é a culpa?

– Criação do PSD e a legenda dos descontentes

O PSD foi criado nessa semana pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab. E nasce já como bom aproveitador de um deslize da Lei Eleitoral: quem mudar de partido hoje, perde o seu mandato; exceto se entrar em uma nova legenda (existem datas permitidas e proibidas para isso). Dessa forma, o PSD pode, de repente, começar como o 3º maior partido do Brasil!

Mas sua ideologia praticamente é nula: o humorista José Simão brincou que é “Partido Sem Direção”, pois é de Centro, às vezes de Esquerda, às vezes de Direita…

Falar o quê, não? Essa é a nossa política!

– Agora não existe Mala Preta?

Nessa fase do Campeonato Brasileiro, alguns clubes pequenos vem roubando pontos dos grandes. Atlético Goianiense roubando pontos do Vasco da Gama, América ganhando do Fluminense, e outros rabeirinhas ganhando dos ponteiros.

Uma observação do amigo e treinador Wilsinho Ferreira (ele mesmo, ex-jogador do Palmeiras e Paulista de Jundiaí):

”– Se estivéssemos nas últimas rodadas, não estaríamos falando em mala preta?”

Aí fica a dúvida para a reflexão: com a decisão de marcar clássicos nas últimas rodadas, não estaríamos adiantando a mala preta (e agora ela corre mais na surdina e desapercebidamente), ou nada disso: são apenas vacilos dos líderes que menosprezam os pequenos?

Quer comentar? Deixe sua mensagem:

– Infelicidade do CQC e desrespeito à Moral. Humor tem limites?

Diálogo entre Marcelo Tas e Rafinha Bastos no CQC, sobre Wanessa Camargo, grávida de 5 meses:

“Que bonitinha está a Wanessa”

E a imbecil resposta de Rafinha Bastos:

“Comeria ela e o bebê”

Já fiz certo dia minhas considerações sobre esse humorista, que abusa do politicamente incorreto e confunde humor com desrespeito.

Certo dia ele deu uma entrevista a Isto É onde exagerou no humor negro (em: http://is.gd/dsv0X6). Depois, fez brincadeira de mau gosto sobre mulheres vítimas de estupro (em: http://is.gd/g2CRhD

). E isso é legal?

E você, o que acha de tudo isso? Deixe seu comentário:

Extraído de: http://outrocanal.folha.blog.uol.com.br/arch2011-09-25_2011-10-01.html#2011_09-27_14_44_45-158799918-0

BAND QUER QUE CQC SE RETRATE COM WANESSA

A moda está pegando. Depois de fazer outra piada polêmica, o “CQC” (Band) pode ter de se desculpar com mais uma celebridade.

A ofendida da vez é Wanessa, filha de Zezé di Camargo.

Há uma semana, ao comentar um vídeo em que aparecia a cantora, Marcelo Tas elogiou a moça, que está grávida de cinco meses. “Que bonitinha está a Wanessa!” Foi quando Rafinha Bastos emendou: “Comeria ela e o bebê!”

A piada, que passou como boba para alguns, incomodou a família de Wanessa.

O blog apurou que representantes da cantora andaram conversando na Band sobre o episódio, pedindo uma retratação. Embora não estivesse no Brasil na data, o marido de Wanessa, o empresário Marcus Buaiz, também ficou irritado com o comentário do “CQC”.

Procurados, os integrantes do “CQC” fazem aquele silêncio que denuncia um pedido de desculpas a caminho, encomendado pela direção da emissora.

A Band não se pronunciou sobre o caso. A assessoria da cantora diz que o “minímo que se espera do programa é um pedido de desculpas.”

Em 29 de agosto, Rafinha Bastos teve de pedir desculpas, no ar, a Daniela Albuquerque, mulher do presidente da RedeTV!, Amilcare Dallevo. Após chamar a apresentadora de “cadela” em uma piada, o “CQC” levou um pito da Band e teve de se redimir em público.

Confira o vídeo em que Rafinha faz a piada com Wanessa. Ele passou da conta ou é pura perseguição com o “CQC”? Em: http://www.youtube.com/watch?v=BAV7pm_UYxk

– O Grave erro do Árbitro de Fortaleza X CRB. Recuo não observado ou Incompetência?

Hoje o STJD julgará o caso envolvendo a possível combinação de resultados entre Fortaleza 4 X 0 CRB, placar que evitaria o rebaixamento do time cearense à série D (falamos do caso em: http://is.gd/dW1nKO)

O Campinense/PB, interessado no caso, já que com tal placar a equipe de Campina Grande foi rebaixada, alegou inúmeras irregularidades na partida. Mas algo chamou a atenção: uma das queixas é um erro crasso do árbitro Gutemberg de Paula, aos 49m de jogo!

O árbitro carioca, integrante do quadro da FIFA, deu 5 minutos de acréscimos no 2º tempo. Mas aos 49m14s o zagueiro do Fortaleza recua a bola deliberadamente ao seu goleiro, que por 19 segundos fica com ela no pé, sem ser molestado. Aos 49m33s, ele a agarra com as mãos (portanto, caracteriza-se o recuo deliberado, infração da Regra 12), e ninguém se manifesta! Juizão bobeia, time adversário não reclama e o jogo segue até os 50minutos.

Veja o lance com o absurdo erro do árbitro: http://www.youtube.com/watch?v=D5GogsDQMBE&feature=player_embedded

Nada de acusar má fé, mas pura incompetência. É a minha opinião. E a sua?

Deixe respeitosamente o seu comentário: errou o árbitro ao não interpretar o recuo deliberado quase aos 50m ou não?