– O Fim do Teto Salarial dos Servidores?

O deputado gaúcho Paulo Roberto Pereira apresentou o projeto que propõe o fim do teto salarial nos órgãos públicos. Ou seja: o céu é o limite, pois não haveria regulamentação de “salário máximo” estipulado.

Antipopular, não?

Sem dizer que esse mesmo deputado já respondeu por acusação de manter funcionários fantasmas em seu gabinete.

Ora, ora, ora… que “prontuário moral” o político tem para apresentar tal proposta!

– Nextel pago por Cachoeira como “pegadinha”?

Essa não colou! Se já não bastasse o senador Demóstenes Torres declarar que não sabia sobre as atividades de Carlinhos Cachoeira, justificou que possuía um rádio Nextel, pago pelo contraventor, somente para tentar enganá-lo!

Ora, ora… E justamente Demóstenes, que sempre se mostrava um baluarte da ética no Senado, mostra que é difícil acreditar na classe política. Lembro-me que nos anos 90, o atual senador Fernando Collor, então governador de Alagoas e candidato à Presidência da República, foi apresentado como o honestíssimo “caçador de marajás”!

Não dá para se iludir com esses caras…

– Para que Comissionar a Apresentação de Ibson?

Coisas inexplicáveis e irresponsáveis do futebol: Ibson, ex-jogador do Flamengo e que estava no Santos, voltou à Gávea. E o seu empresário Eduardo Uram levou do Mengão uma Comissão de R$ 1,9 milhão!

Por que os clubes precisam de intermediários? Patrícia Amorim não poderia ter negociado diretamente com Luís Álvaro?

São situações como essa que levam a desconfiar na lisura das transações. Nada de acusar que houve corrupção, claro. Mas tudo para se criticar pela irresponsabilidade administrativa dos diretores que aceitaram tal negócio.

– A Sábia Queixa sobre a Relação entre Patrões e Empregados

A blogueira cubana Yoani Sanchez, perseguida pela ditadura castrista, há tempos escreve sobre os desvios de conduta da administração de Cuba. Critica principalmente a censura, ditadura e desmandos.

Porém, dessa vez ela escreve um artigo excepcional sobre como o Governo influencia na vida dos Sindicatos. Essas entidades nada mais seriam do que instituições bancadas pela União, servindo aos interesses de Fidel / Raul Castro.

No artigo, ela fala sobre a incompatibilidade de um sindicato fazer a vontade do empregador, ao invés do empregado!

Temos exemplos iguais a esses na sociedade brasileira… na política e no esporte, nem se diga!

Abaixo, a reprodução extraída do OESP, pgA19, na tradução de Terezinha Martino

SINDICATO NOS BRAÇOS DO PATRÃO

Se alguma coisa distingue o 1.º de Maio de outros dias do ano não é o desfile, tampouco a multidão que agita as bandeirinhas de papel. O mais ostensivo é o silêncio que cai sobre Havana depois de encerrada a cerimônia na Plaza de la Revolución. Um silêncio só interrompido pelos poucos carros que trafegam pelas ruas e por algum policial apitando em uma esquina.

Todas as escolas, fábricas, dependências oficiais e até os pontos de ônibus estão vazios. Este cenário tem se repetido há décadas, mas neste 2012 algo rompeu o tédio habitual da jornada dos trabalhadores.

Muitos estabelecimentos particulares, conhecidos aqui como autônomos, abriram as portas apesar do feriado, deixaram de lado as comemorações para dedicar-se ao comércio de pizzas, sorvetes ou sucos de frutas. Enquanto outros lançavam slogans de reafirmação revolucionária, eles vendiam seus produtos; pescavam no rio aprazível deixado pelo comércio estatal fechado.

Espera-se que no final deste ano em torno de 600 mil cubanos tenham uma licença para trabalhar no setor privado. Entre eles estão muitos que ficaram sem emprego por causa da redução da mão de obra que vem ocorrendo em todo o país.

Nos próximos meses mais de 170 mil postos de trabalho serão cortados nas diferentes esferas do Estado e estas pessoas serão realocadas em outros serviços ou, então, serão despedidas.

Os eufemismos que caracterizam a linguagem oficial chegou à sua expressão máxima no momento de fazer referência a este impopular processo. Os cortes passaram a ser chamados de “reorganização da mão de obra” e as pessoas desempregadas são chamadas de disponíveis.

Como se não bastassem tais peculiaridades, o único sindicato autorizado em Cuba apoiou a decisão de “reduzir o número de funcionários para atingirmos a eficiência”. A Central de Trabalhadores de Cuba deixou claro que está mais do lado do empregador do que dos empregados. Uma posição que não surpreendeu nenhum dos seus quase 3 milhões de membros, acostumados a pagar, disciplinadamente, sua contribuição, mas conscientes de que essa organização representa os interesses do poder frente à base, e não o contrário.

A esse mesmo obediente sindicato foram parar mais de 80% dos mais de 370 mil trabalhadores autônomos e uma representação deles desfilou no último dia 1.º de Maio. Não se inscreveram para ter representatividade ou ajuda, mas para evitar problemas. Perceberam, com razão, que se não se afiliassem poderiam ser qualificados de “apáticos”, “burgueses” e, no pior dos casos, “contrarrevolucionários”.

Todos, sem dúvida, prefeririam uma associação que os defendesse dos altos impostos, convocasse protestos contra a ausência de um mercado atacadista e reivindicasse empréstimos bancários com que pudessem sustentar seus negócios. Gostariam de poder eleger os membros do sindicato e não teriam votado em Salvador Valdés Mesa, o atual secretário da Central dos Trabalhadores. Em vez de a Igreja nas mãos de Lutero, o nosso parece ser um sindicato imobilizado nas mãos do patrão.

Uma federação que respaldou a supressão de 500 mil empregos, processo que será aplicado até 2015, e firmou um compromisso com o governo de Raúl Castro. Como legado negativo dessa atitude passiva e cúmplice, ficará o rechaço futuro de muitos trabalhadores que rejeitarão integrar suas fileiras ou as de outra organização proletária. Será preciso tirar dos sindicatos, em Cuba, essa conotação de inação, para devolver-lhe o papel irreverente e autônomo que um dia teve.

Na tribuna do 1.º de Maio, em vez de uma mensagem de reivindicação o que se observou foram chamados à disciplina, a exigência e o controle. O inconformismo do trabalhador não teve espaço numa praça de slogans triunfais e elogios ao sistema. Nem um só bloco representou os desempregados, nenhum punho foi levantado em sinal de protesto, nenhum cartaz colocou em xeque as autoridades.

Muitas das pessoas ali presentes assistiram ao ato pela mesma razão que se inscreveram na Central dos Trabalhadores, ou seja, para não serem marcados como desafetos a um processo político em que mal acreditam. Sorriem para a câmera e alguns levam os filhos sobre os ombros. Mas nada restou da essência contestatória do Dia dos Trabalhadores. Quando a cerimônia terminou, retornaram à casa ou caminharam pelas ruas ao redor em busca de algo para comer ou beber.

Acabaram comprando no balcão de algum trabalhador autônomo não sindicalizado que manteve aberto o seu negócio durante o feriado. Na manhã seguinte, o jornal Granma estampou um orgulhoso título em letras vermelhas na capa: “Este foi o desfile mais organizado e mais rápido” da nossa história. E desta vez, o Granma teve razão.

– As Empresas mais Éticas do Mundo estão em…

A ONG Transparência Internacional manda avisar: em pesquisa que envolveu 28 nações sobre HONESTIDADE EMPRESARIAL, medalhas de Ouro, Prata e Bronze para: Holanda, Suíça e Bélgica. Lá, as empresas se preocupam acima da média em serem éticas e honestas.

O Brasil? Ficou no meio da tabela: posição número 14, e o péssimo exemplo para ser evitado ficou com a Rússia (última posição).

– O Cartel do Cimento: Alguma Novidade?

Quem trabalha no ramo de Material de Construção, sabe bem disso: boa parte das marcas brasileiras de cimento estão nas mãos de duas ou três empresas, onde não existe concorrência saudável mas combinação de preços e estratégias para a maximização do lucro, feito às vistas do governo, que nada faz.

Agora, Lorenna Rodrigies, da Folha de São Paulo (citação abaixo), traz a informação: o Ministério da Justiça quer a condenação da Votorantim e da Camargo Corrêa por formação de cartel na venda de cimento no Brasil.

Alguém acredita que a punição acontecerá e o panorama mudará?

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1004584-governo-pede-condenacao-de-votorantim-e-camargo-correa-por-cartel.shtml

GOVERNO PEDE CONDENAÇÃO DE VOTORANTIM E CAMARGO CORRÊA POR CARTEL

A SDE (Secretaria de Direito Econômico), do Ministério da Justiça, publicou hoje parecer pedindo a condenação de seis empresas e três associações por formação de cartel no setor de cimentos. As empresas acusadas são Votorantim, Camargo Corrêa, Cimpor, Holcim, Itabira e Companhia de Cimento Itambé.

A expectativa é que, se condenadas, as empresas tenham que pagar multa bilionária que pode chegar a 30% do faturamento. O parecer segue para o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que julgará o caso, ainda sem data prevista.

Juntas, essas empresas têm mais de 90% do mercado de cimento e concreto no país. Segundo a secretaria, o cartel pode ter causado prejuízos de mais de R$ 1 bilhão por ano à economia brasileira, já que o preço dos insumos foi aumentado em pelo menos 10%.

Foi pedida a condenação também da Abesc (Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Concretagem), ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento), além de seis diretores das empresas.

A investigação começou em 2006, após denúncia de um ex-funcionário da Votorantim. No ano seguinte, a SDE fez uma operação de busca nas empresas e associações e apreendeu documentos e 820 mil arquivos eletrônicos que mostram como funcionava o esquema.

Segundo a secretaria, as empresas combinavam os preços, dividiam os mercados em que cada uma atuaria e combinava até a compra de concorrentes para evitar que novas empresas entrassem no mercado.

– Marco Polo Del Nero em Duas Frentes?

A Folha de São Paulo deste domingo, pg D6-D7, na matéria de Rodrigo Mattos, trouxe uma informação curiosa: Marco Polo Del Nero, presidente da FPF e um dos vices da FIFA (e que luta com todas as forças para o sucesso da Copa do Mundo no Brasil), juntamente com Bruno Balsimelli (da BWA), está envolvido diretamente na administração dos estádios no Mundial.

Ora, estaria realizando funções com incompatibilidade moral / financeira? Lutaria em benéfico próprio?

Tire suas conclusões:

DUPLA FUNÇÃO

Marco Polo Del Nero, novo membro da Fifa e mais influente cartola junto à presidência da CBF, tem um escritório de advocacia que defende uma empresa em ação judicial na disputa pelo controle de estádio da Copa-2014.

O dirigente foi nomeado no final de março para o Comitê-Executivo da Fifa. Na ocasião, a entidade determinou que todos os membros fariam parte de seu grupo para “tomar decisões”, “monitorar” e “organizar” o Mundial.

Ou seja, ele participa de fórum que decide sobre aspectos dos estádios da Copa.

Um mês antes da nomeação do dirigente à Fifa, seu filho, Marco Polo Del Nero Filho, e Paulo Sérgio Feuz, ambos advogados de seu escritório, pediram medida cautelar para o grupo BWA contra a Galvão Engenharia em disputa pela Arena Castelão, sede do Mundial em Fortaleza.

Questionavam a exclusão da empresa do consórcio para gerir o estádio.

Em seu artigo 5º, o Código de Ética da Fifa prevê que seus dirigentes têm que evitar conflitos de interesses entre suas funções na entidade e seus negócios privados.

A relação de Marco Polo com a BWA vai além da ação do Castelão. A empresa diz usar os serviços do escritório do dirigente desde 1998.

“Por que contratei [o escritório de Del Nero]? Gozado. Tenho todos os recibos desde 98 de que pago o escritório. Ele me dá manutenção preventiva. Ele que faz todos os meus contratos. Ele que faz todos os meus negócios jurídicos”, contou Bruno Balsimelli, sócio da BWA.

Ele não revelou quanto paga, mas diz que dá valores extras em casos grandes.

Se Marco Polo, o advogado, tem a BWA como sua cliente. Marco Polo, o cartola, contratou a empresa para prestar serviços para a FPF (Federação Paulista de futebol), entidade que preside.

Foi a BWA a escolhida desde 2007 para fazer o cadastramento das torcidas organizadas no Estado. Após uma interrupção no serviço, a federação fez contrato mais recente, no mês passado, com a empresa, por R$ 14 mil/mês.

“Aqui não há necessidade de fazer licitação. Aqui é uma empresa privada. A gente contrata quem a gente confia. Decisão da presidência”, contou Marcos Marinho, chefe do departamento segurança da federação.

Outro diretor da entidade, no departamento jurídico, é justamente Paulo Sérgio Feuz, o advogado que representa a BWA no processo judicial da Arena Castelão.

Nessa ação, ele obteve uma liminar para que a empresa reassumisse a gestão do estádio, mas a medida foi anulada em seguida pela Justiça.

A BWA, no entanto, disse que já retirou a ação e que chegou a um acordo com a Galvão Engenharia -isso não está registrado no tribunal.

Segundo Balsimelli, a empresa assumirá a gestão do estádio como previsto.

“A ação já foi retirada. Já foi encerrado esse caso”, explicou Balsimelli.

“A Galvão vai embora em outubro, e nós vamos assumir definitivamente lá [no Castelão]”

A Galvão Engenharia não quis se pronunciar. É ela quem faz, de fato, a reforma do estádio de Fortaleza.

Juntamente com a BWA e outras empresas, a Galvão ganhou licitação do Estado do Ceará para, por meio de Parceria Público-Privada, construir, gerir e manter a arena.

“É uma briga judicial entre as duas partes. O governo não tem nada com isso. Para nós, é indiferente”, afirmou o secretário de Esporte do Ceará, Ferrucio Feitosa, sobre a disputa judicial e a participação de um cartola da Fifa nela.

Fifa afirma não ter relação com o caso

A entidade não comentou a atuação de Marco Polo Del Nero na ação do Castelão. “Mas a Fifa não está envolvida na propriedade dos estádios, nem na sua operação [após a Copa]“, alegou. Assim, exime o cartola de possível quebra do seu código de ética por conflito de interesse.

– O Escândalo do Ministério da Pesca

Denúncias apontam corrupção no Ministério da Pesca. A senadora Ideli Salvati (PT-SC), quando estava como titular da pasta, comprou lanchas para o Governo e, curiosamente, a empresa vencedora da licitação foi doadora de dinheiro ao Partido dos Trabalhadores, na Regional de Santa Catarina.

Não existe ética? Não existe preocupação em mostrar lisura no processo? Tampouco parecer que os envolvidos se importam com isso?

No mínimo, dá para chamar de imoral tal episódio!

– Deputado sente Compaixão de… Deputado!

E o Deputado Cyro Miranda!!! Absurdamente, disse em plenário, sobre o fato dos nobres parlamentares estarem perto de perder o 14º.  e o 15º. Salários:

Tenho pena de quem é obrigado a viver com R$ 19 mil líquidos por mês”.

Coitado. Ele é uma das vítimas da pobreza no Brasil. Ganha “só” R$ 19 mil/mês e vai perder 14º e 15º…

Que cara-de-pau!

– Senador acha que ganha pouco salário. Você acredita nisso?

Existe um projeto em Brasília visando extinguir o 14º e o 15º salários dos deputados federais. Mas tem político contrário a isso! Veja que depoimento impressionante:

O político no Brasil é muito mal remunerado porque tem de atender com passagem, dar remédio, ser patrono de formatura. Se bater alguém na sua porta pedindo um analgésico, você não vai dar?

Palavras de Ivo Cassol, senador do PP/RO.

Fiquei sensibilizado! Acho que até mereciam aumento. Coitadinhos dos nossos políticos…

– Fé Mercantilista virou Franquia mesmo?

Xiii… parece que nem todo aquele que “fala de Deus” age como Ele gostaria… Olha só o que Lauro Jardim (Revista Veja), publicou no Radar.com: Edir Macedo reduz o valor de faturamentos àqueles que querem abrir franquias de seus templos.

Senhor!!! A fé virou negócio, ao pé da letra!

FRANQUIA MAIS BAIXA

Até recentemente havia uma regra não escrita na Igreja Universal: o bispo Edir Macedo só deixava que um novo templo fosse aberto se tivesse certeza de que poderia arrecadar ali um mínimo de 150 000 reais por mês. Menos do que isso, não valia a pena. A concorrência nos calcanhares, sobretudo da Igreja Mundial do Poder de Deus, do bispo Valdemiro Santiago, obrigou a Universal adotar uma nova estratégia de franquia. Agora, basta o candidato provar que o templo faturará 50 000 reais por mês, no mínimo, e tem a autorização para que abra as portas.

– A Prática de “Comprar a Imprensa” é Usual?

Estourou como uma bomba a notícia de que o senador Valdir Raupp (que também é presidente do PMDB), comprava a imprensa.

Se comprovado, claro, um escândalo. Mas será que as pessoas nunca desconfiam ou desconfiaram de alguns comentários tendenciosos de determinados veículos de comunicação e blogs de ‘especialistas’ sobre alguns temas?

Esqueça apenas a política. Pense em outros exemplos, como no futebol: vez ou outra, será que você nunca ficou com a pulga atrás da orelha com a insistência de determinado jornalista em criticar ou elogiar demasiadamente uma situação, um dirigente ou um atleta?

Pensemos nisso!

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5645995-EI7896,00-Jornal+presidente+do+PMDB+e+acusado+de+pagar+imprensa.html

PRESIDENTE DO PMDB É ACUSADO DE PAGAR IMPRENSA

O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp, é acusado de ser coautor de um esquema que, de acordo com o Ministério Público (MP), desviou cerca de R$ 10 milhões do governo de Rondônia para grupos de comunicação do Estado, em troca de apoio político. Na época das irregularidades apontadas pelo MP, Raupp era governador de Rondônia (1995-1999). Ele assumiu a direção do PMDB após a eleição de Michel Temer a vice-presidente da República, em 2010. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

O processo foi incluído na semana passada na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF). Cabe ao presidente do Supremo, Cezar Peluso, a decisão de colocá-lo em julgamento. Raupp foi condenado em 2002, pela 1ª Vara Criminal de Porto Velho (RO), a seis anos de prisão. Por conta de sua eleição ao Senado naquele ano, o caso foi paralisado e enviado para o STF. Raupp negou ter liderado o suposto esquema. “Quando tomei conhecimento da notícia dos desvios, determinei imediata instauração do procedimento. Houve punição dos envolvidos”, disse o senador.

– Concorrência dessa forma não existe!

O Governo Federal quer comprar Tablets. Na licitação, copiou as especificações do iPad2 e fez a concorrência. Ou seja, nenhum concorrente pode concorrer!

Coisas do Brasil… É ou não favorecimento descarado à Apple?

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1052202-licitacoes-de-orgaos-do-governo-favorecem-produto-da-apple.shtml

LICITAÇÕES DE ÓRGÃOS DO GOVERNO FAVORECE IPAD

Órgãos do governo federal têm montado editais de licitação para a compra de tablets copiando do site oficial da Apple especificações técnicas exclusivas do iPad 2, produzido pela empresa, informa reportagem de Breno Costa, publicada na Folha desta quarta-feira (a íntegra está disponívelassinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

A atitude, cuja legalidade é questionada por especialistas, acarreta na exclusão automática de tablets produzidos por outros fabricantes. Hoje existem mais de dez fabricantes dos aparelhos com atuação no Brasil.

O exemplo mais claro de favorecimento vem do Planalto. Numa licitação realizada em outubro para a compra de 42 tablets para serem distribuídos entre autoridades e assessores palacianos, a Presidência fez praticamente um “copiar e colar” do site da Apple.

OUTRO LADO

A Presidência da República nega irregularidades e afirma que as especificações representam a sua necessidade.

Argumenta ainda que, apesar de apontar para um fabricante específico, o edital não elimina a competição, já que há vários fornecedores de um mesmo produto.

– Em Brasília, não se trabalha mais?

Hoje, em Brasília, dos quase 600 deputados federais, apenas 35 trabalharam. Motivo: emendaram o Carnaval!
Vai ser descontado do salário, além dos proporcionais do 13o, do 14o e do 15o que recebem?

– A Tranquilidade em Brasília!

Políticos pararam de trabalhar na 5a feira, dia 16, e voltarão para Brasília dia 28 (na outra terça-feira).

Antes emendavam feriado, agora emendam véspera, semana e pós-feriado.

Eu trabalho inclusive nos dias de Carnaval. E você?

E eles que são pagos com o dinheiro do contribuinte…

– E Ninguém se preocupa com o dinheiro do Contribuinte…

Quinta-feira-16/02 a tarde em Brasília: dos quase 600 congressistas, encontram-se trabalhando apenas… 5!

Ah bom… estavam nas suas bases em atividade. Ok. Nada de descanso antecipado ou de matar o dia por culpa do Carnaval, né?

– “Polão” é a Meca do Futebol?

Talvez seja porque o morador de Presidente Prudente seja o mais fanático torcedor de futebol do país. Ou porque o estádio Eduardo José Farah reúna as melhores condições de São Paulo. Ou ainda porque o retorno financeiro dos clubes compensem o desgaste técnico dos atletas.

Outra explicação no Paulistão não há: o recorde do número de jogos na aprazível Prudente surpreende! Tudo bem que a cidade é bela e rica, mas… Palmeiras X XV de Piracicaba se joga no Pacaembú, Corinthians X Linense idem. E quando o torcedor paulistano tem a oportunidade de assistir a um clássico… o clássico é remarcado para Presidente Prudente!

Ora, São Paulo não tem estádio? O Farahzão não recebeu tantos jogos importantes nem na época da gestão do próprio Farah. Mas agora…

Gozado – todos os clássicos, exceto quando o mandante é o São Paulo FC – vão para lá. Coincidência?

– Eu também quero Auxílio-Tablet

Os magistrados de São Paulo, que já ganham bem, terão uma ajuda de custo chamada de “auxílio-tablet” para comprarem seus iPads ou similares. Cada um receberá o adicional de R$ 2.500,00.

Caro esse tablete não?

Eu que trabalho mais de 15 horas por dia não recebo do Governo tal regalia…

Um professor da rede pública não recebe auxílio-tablet.

Um policial militar nem sonha em ganha-lo.

Idem para um médico do SUS.

Como é que apenas uma categoria, bem remunerada, receberá?

E você, também quer um tablete de até R$ 2.500,00 de graça?

– Desconfie do Posto de Combustível Picareta!

Tenho um posto de combustível, e a concorrência no nosso ramo é árdua. A mais difícil é a concorrência desleal, onde você vende produtos que tem origem da Petroibrás e concorre com outros similares: gasolina batizada, formulada, com galonagem modificada na bomba, etc.

Acabamos de atender um cliente cujo veículo abasteceu num posto com o preço R$ 0,15 mais barato que a média. Seu carro, que ficou falhando, travou aqui na entrada. Nosso frentista esgotou o tanque, e o combustível era uma mistura de gasolina, nafta e algumas coisitas mais. Lamentável…

Independente de onde for o seu posto, dê sempre preferência à qualidade. Esqueça o preço, pois pode sair mais caro uma diferença de alguns centavos. Vá sempre naquele que você está acostumado, onde a fama é boa e você conhece as pessoas que lá trabalham. Essa é a maior garantia.

– O caso Braguetto & Corinthians: árbitro pode ou não ter relação comercial com clube?

Ontem, na matéria de Daniel Lian, o árbitro da FPF e da CBF Rodrigo Braguetto declarou que sua empresa de arbitragem prestou serviços ao Corinthians no último final de semana. Sua entrevista está disponível no link http://is.gd/arbitro.

A questão discutida ficou sendo: o árbitro de futebol pode ter relação comercial com um clube, cujo time pode estar envolvido nas competições que apita? É legal? É moral? Há alguma consideração contrária?

Vamos lá: no exercício da arbitragem de futebol, o indivíduo se torna um verdadeiro sacerdote na função- tem regramentos exclusivos, necessidade de se policiar e cuidados extremados que talvez nenhum outro elemento envolvido no futebol tenha que ter.

O árbitro não deve apenas ser honesto; deve parecer ser honesto! Como ficarão as explicações para os demais envolvidos no futebol sobre a relação comercial entre árbitro e clube (aqui, independe se é Braguetto e Corinthians, mas poderia ser qualquer outro árbitro e qualquer outro clube)? Torcedor enfurecido não quer saber se a ação comercial foi profissional e independente, ele mistura a coisa. E não adianta fazer vistas grossas, pois a repercussão sempre é grande. Sendo assim, para quê o desgaste?

Imaginem 2 jogos envolvendo Corinthians X Palmeiras:

1) na semifinal do último campeonato paulista, Paulo César de Oliveira foi criticado por sua atuação, mesmo fazendo uma grande arbitragem em jogo difícil. A expulsão de Scolari é lembrada até hoje. E se o árbitro fosse Braguetto? Infelizmente, alegariam que o vínculo da sua empresa de arbitragem teria influência na sua atuação.

2) no último jogo entre ambos, pelo Campeonato Brasileiro: Seneme expulsou Valdívia em lance sobre Jorge Henrique. E se tivesse sido Braguetto?

Diante de tudo isso, não há como negar que é um desgaste impreciso. Concordo que o árbitro é um prestador de serviços autônomo, que não tem sua atividade reconhecida profissionalmente, que não é considerado funcionário da Federação Paulista de Futebol, e, por isso, todo trabalho honesto realizado fora dos campeonatos oficiais não deva ser contestado. Mas dentro da sua atividade, moral e eticamente, muitos cuidados devem ser tomados. E se manter longe de vínculos mais próximos com os clubes se faz necessário.

Lembro fato semelhante ocorrido anos anteriores, já na gestão da atual Comissão de Árbitros: o árbitro Anselmo da Costa foi contratado pelo Instituto Wanderley Luxemburgo para lecionar aulas de arbitragem em seus cursos. O Cel Marinho, presidente da CEAF-SP, não escalou mais o árbitro em partidas nas quais o treinador estivesse envolvido, como que se rotulasse Anselmo a um subordinado de Luxemburgo, mesmo como árbitro.

E agora, nesse episódio?

Se escalar Braguetto em jogos do Corinthians, terá sido uma decisão contraditória à tomada no episódio Anselmo.

Se não escalar, acaba aceitando o argumento que o árbitro está envolvido com o clube e impedido de atuar em jogos da equipe.

Um problema a mais para a Comissão de Árbitros. Nessa próxima rodada, na qual alguns árbitros TOPs enfim estrearão (terá sido pelo excesso de reclamações das primeiras rodadas?), mais um assunto para ser discutido…

Um detalhe: Braguetto afirmou na entrevista que se isso for um problema, se aposentará.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Boa Alckmin; boa Dilma…

Dilma Roussef demitiu o secretário do Ministro do Desenvolvimento, apadrinhado peemedebista que disse que a presidente não teria força para derrubá-lo.

Geraldo Alckmin demitiu o diretor do CDHU que disse:

“o grande problema da qualidade das casas populares é a cultura das pessoas que moram lá

Nítida afirmação preconceituosa de que pobre destruiria a construção…

Enfim nossos governantes estão mostrando que providências são tomadas. Ao menos, nesse episódio!

– O Lema de Andrés Sanches?

Toda a imprensa repercutiu a entrevista do ex-presidente corinthiano e atual diretor da CBF, Andrés Sanches, à Revista GQ que chega às bancas.. O mea culpa em perder dinheiro com o atacante Adriano foi colocado pra fora. Mas a grande imoralidade das suas palavras é por uma afirmação que, tomara, não seja regra (mas infelizmente parece ser) entre os dirigentes:

Você pode roubar, fazer tudo errado, só cagada, mas, se for campeão, vira herói

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– Educação do Futebol Inglês X Cultura Brasileira

Há situações que lamentavelmente não veremos em breve no Brasil.

Na Inglaterra, há 15 dias, Howard Webb, árbitro da final da última Copa do Mundo e o número 1 da Inglaterra, apitou o confronto entre Sunderland 1 X 1 Everton. O gol do Everton nasceu num lance curioso: O atacante Osman chuta o ar e cai sozinho, dentro da área. O experiente árbitro (mal posicionado no lance) erra e marca o absurdo tiro penal.

Veja no link a seguir que no primeiro ângulo, existe certa dúvida. No segundo ângulo, a dúvida diminui. Mas no terceiro ângulo (imagem detrás do gol), chega a ser cômica a queda do atleta, que sequer é tocado e cai espalhafatosamente. O link pode ser acessado em: http://is.gd/eRWAXl

Onde está o fato curioso?

Martin O’Neil, técnico do Sunderland, equipe prejudicada, perdoou o árbitro pelo grave erro. Disse ao site do clube que:

Erros acontecem. Ele é ótimo árbitro e não vejo porque repercutir. Nós erramos mais do que ele em campo”.

(extraído do blog oficial no site do Sunderland: http://sunderlandforum.co.uk/)

O treinador sugeriu ainda que a Premier League punisse Osman, pelo fato de induzir o árbitro ao erro.

E aí, o que achou da declaração? Se o lance fosse aqui, treinadores como Felipão ou Luxemburgo agiriam da mesma forma que Mr O’Neil? Deixe seu comentário:

– Efeito Gutemberg: Árbitros de São Paulo falam sobre a Federação Paulista

Parece que Gutemberg de Paula foi o estopim que faltava para uma série de denúncias de árbitros esportivos.

Após suas incisivas denúncias na Rádio Jovem Pan, árbitros de voleibol também denunciaram situações indevidas em seu meio. E, ontem, um novo e importante episódio: árbitros do quadro da Federação Paulista de Futebol resolveram denunciar queixas de assédio moral, supostos privilégios a terceiros e possíveis apadrinhamentos.

Sobre essa denúncia aqui em SP, 5 coisas importantes:

1- Essa ação corajosa dos árbitros, evidentemente motivada pela atitude do ex-árbitro carioca da FIFA, poderia ser o começo de uma revolução que não pode parar? Estamos num momento onde as queixas nunca antes tornadas públicas começam a vir a tona, possibilitando novos horizontes menos ditatoriais? (Escrevi isso no artigo: “PRIMAVERA ÁRABE NO FUTEBOL BRASILEIRO EM PLENO VERÃO?” Em: http://is.gd/NOVOSTEMPOS).

2- Na matéria, percebe-se o porquê de muitos árbitros se calarem. O próprio título fala do silêncio necessário para subir na carreira. A submissão não é vista nem sabida pelo torcedor, que não imagina a dificuldade dos árbitros de menor expressão.

3- Claro que todas as queixas devem ser apuradas, embora, no meio da arbitragem elas sejam conhecidas. Não há novidade para os árbitros. E isso só reforça uma situação delicada: a incompatibilidade de cargos dos dirigentes, seja em São Paulo, Rio de Janeiro ou qualquer outro lugar. Como um presidente de entidade de defesa do árbitro pode ir em defesa do associado contra uma situação questionada quando esta se refere a um membro da Comissão que é o próprio dirigente da entidade? Samba-do-crioulo-doido…

4- A meritocracia é algo subjetivo. Como entidade de direito privado, a Federação Paulista tem o direito de promover ou rebaixar qual árbitro quiser, sem dar satisfação à sociedade. E, por este conceito, deveria inclusive assumir os custos da profissionalização dos árbitros, o que não ocorre e ela não deseja (ao menos, não quer ser a responsável). Se assim fosse, FGTS, férias, salário mensal, Pis, Cofins, 13º e outras coisas mais deveriam ser pagos. Os árbitros são cobrados como profissionais, mas não remunerados como tal. Entretanto, por divulgar processo de promoção e punição, por tratar de um patrimônio histórico imaterial (o futebol), e pela metodologia adotada, deveria sim dar satisfação e respeitar os critérios estabelecidos.

Ora, estamos em 12 de janeiro, e o Ranking 2012, que no regulamento consta que deveria ser divulgado em dezembro de 2011, ainda não foi ao ar. Não é justo que os árbitros reclamem ao Sindicato ou à Cooperativa que os representa? Fazem isso? Se não, quais os motivos?

5- Que espécie de ranking que não tem pontuação? A quantos pontos está distante o 2º colocado para se tornar o número 1 do quadro? Por quê a colocação de cada um não é divulgada para a imprensa?

Vale a pena dar uma conferida na excepcional reportagem. Abaixo:

Extraído de: Marca Brasil, 12/01/2012, pg 20-21

SILÊNCIO EM TROCA DA ASCENSÃO NA ARBITRAGEM

Juízes dizem que só crescem se apitarem jogos de séries inferiores em que até perdem dinheiro

Por Daniel Carmona

Na esteira das acusações de Gutemberg de Paula Fonseca, árbitros de São Paulo ganharam coragem para questionar a forma como os chefes da Federação Paulista de Futebol (FPF) tratam a escala. De acordo com Davi Balsas e Jeimes Willie Catini, só chega ao primeiro escalão quem se submete a perder dinheiro e se arriscar em jogos de campeonatos amadores e de séries inferiores, cuja arbitragem também é comandada pelos que escalam para a Série A1 do Paulista. O silêncio sobre os problemas é imperativo para a ascensão.

“Você mantém um sonho quando está arbitrando, evita falar publicamente, expor os problemas e as mazelas da entidade. Até por orientação da Federação, um árbitro não pode falar”, explica Jeimes, 33 anos, de Araras. A declaração ajuda a entender as denúncias de Gutemberg. Criticado por não ter falado quando pertencia ao quadro da Fifa, o ex-árbitro promete divulgar em breve as provas que diz estar apresentado sigilosamente à Justiça desde 2007.

“Os árbitros não querem se comprometer com os dirigentes. Todo mundo vive a expectativa de chegar ao topo da carreira. Por isso existe esse silêncio”, afirma Davi, 29 anos, na FPF desde 2006. Dia 2 de outubro, ele foi escalado para jogo do campeonato amador de São Paulo, em Brodowsky (Brodowsky x Sem Segredo). Alegando problemas financeiros, já que pagaria para trabalhar, pediu dispensa. Por conta de uma pancadaria generalizada o jogo, que acabou sendo apitado por Gustavo Turra, terminou no 1º tempo, de acordo com súmula no site da Federação. Junto com a partida, terminou também a carreira de Davi.

Em novembro, ele saiu de Campinas para reunião na capital com Arthur Alves Junior, um dos diretores da arbitragem e braço direito do Coronel Marinho, chefe da comissão. Em pauta, a razão de seu desligamento. “Fiz os cálculos e vi que o dinheiro que receberia (R$ 188) mal dava para pagar o deslocamento e a alimentação”, diz ele, que andaria, em um dia, 500 km, ida e volta — isso se economizasse na diária de um hotel. Só de gasolina e pedágio, saindo de Campinas, ele gastaria R$ 200.

No encontro, Davi recebeu uma recomendação de Arthur. “Ele disse: ‘Faça uma carta para o Coronel Marinho se humilhando. Vai dar tudo certo. Mas quero deixar claro que seu caso vai servir de exemplo para os demais. Quero você falando bem de mim depois’”. Pensando em preservar anos de investimento e trabalho, fez o combinado. O retorno ao quadro, no entanto, nunca aconteceu e ele decidiu fazer a denúncia.

“Os responsáveis pela arbitragem ganham as licitações de campeonatos amadores e a gente tem que se virar para trabalhar. Mas aí você nega e eles te desligam do sistema. Te colocam na parede para servir de exemplo aos colegas. É assim que funciona”, finaliza. Jeimes condorda: “É um jogo, mas não dá para entender os critérios”.

CENTRALIZAÇÃO: Chefe do apito tem presença forte em quatro órgãos

“Em quem nós podemos confiar? Vamos reclamar para quem?”. A indagação de Davi está pautada na hierarquia das entidades que comandam a arbitragem paulista. Segundo os árbitros, as entidades são administradas pelas mesmas pessoas. “O Arthur (Alves Junior) é responsável pela escala dos árbitros da FPF, é o presidente do Sindicato dos Árbitros (Safesp) e tesoureiro da Cooperativa dos Árbitros (Coafesp). Você fala de um lado, o outro escuta”, pondera Jeimes. Sucessor de Sérgio Corrêa na presidência do Sindicato dos Árbitros, Arthur também ocupa a cadeira de Secretário Geral da Associação Nacional dos Árbitros (Anaf).

“Tem muita coisa errada. Desde a metodologia aplicada aos árbitros no ranking, até o acumúlo de cargos com motivação política de alguns diretores do apito”, pondera ex-árbitro Rafael Porcari, que há anos mantém um blog no qual debate sobre as irregularidades do meio.

OUTRO LADO: Dirigente nega conflito

A reportagem entrou em contato com Arthur Alves Júnior, principal alvo das acusações, que garantiu não existir conflito (ou convergência) de interesses no acúmulo de suas funções. “Não prejudico ninguém. O Sindicato dos Árbitros existe porque a Federação dá um apoio. Se isso não acontecer, o sindicato já teria fechado. O dia que eu me sentir em uma posição conflitante, aí vou sair da comissão de arbitragem (da FPF)”, disse ele, que em seguida completou: “Como presidente do Sindicato dos Árbitros, tenho conseguido fazer muito mais coisas dentro da comissão de arbitragem do que antes. O processo funciona com transparência”.

Na presidência do Sindicato dos Árbitros, Arthur é o sucessor de Sérgio Corrêa, atual chefe da comissão de arbitragem da CBF, e acusado de corrupção e favorecimento por Gutemberg de Paula Fonseca em declarações à rádio ‘Jovem Pan’ na semana passada.

– Preconceito que Enoja!

Além de preconceituosa, também azarada!

Um menino negro, segundo a matéria abaixo, foi colocado para fora de uma pizzaria paulistana por parecer ser garoto de rua. Porém, era um menino etíope, adotado por um casal espanhol que estava fazendo turismo em São Paulo…

A discriminação racial e social é constrangedora ou não?

Extraído de Revista Época, ed 09/01/2012

O PRECONCEITO CONTRA O MENINO ETÍOPE

Na sexta-feira 30 de dezembro, uma família de turistas espanhóis interrompeu as férias em São Paulo para entrar numa delegacia e fazer uma acusação de racismo. Eles almoçavam no bufê da Nonno Paolo, uma cantina italiana no bairro do Paraíso, quando ocorreu uma cena inesperada. Logo depois que deixaram a mesa para se dirigir ao balcão de alimentos, descobriram que seu filho de 6 anos desaparecera. Alertados por outros clientes, foram para a rua, onde encontraram S.T.C. sozinho, aos prantos. Filho adotivo do casal, ele é negro e nasceu na Etiópia. O pequeno S.T.C. usava roupas caras – entre elas uma camisa oficial do Barcelona. Aos pais, o menino contou que foi apanhado pelo braço por um adulto e colocado para fora do restaurante.

Os policiais encarregados do caso dizem que o pequeno S.T.C. foi vítima “no mínimo” de constrangimento ilegal, crime que consiste em “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda”. Descendente de suecos, pele clara e olhos azuis, o delegado Márcio de Castro Nilsson, que dirige o inquérito, pergunta: “Será que teria havido o mesmo constrangimento se o menino fosse loiro, de olhos claros?”.

Na fase atual da investigação, tenta-se esclarecer esse ponto. Num de seus parágrafos, o Artigo 140 do Código Penal Brasileiro descreve o que aconteceu no restaurante, como “recusar atendimento” e “impedir acesso” a locais públicos, como “injúria racial”. A pena nos dois casos é leve: três meses de prisão ou uma multa.

Numa explicação formulada com o auxílio de um advogado, o restaurante conta uma história diferente. Diz que o menino só foi abordado porque os funcionários ficaram preocupados com sua segurança. Isso porque, na versão do restaurante, ele estava de pé, andando entre aquecedores a gás, o que poderia provocar um acidente. Como o menino não fala português, não pôde compreender o que lhe diziam e foi embora por conta própria.

Essa versão teria mais credibilidade se todos os meninos que frequentam a Nonno Paolo – onde adultos e crianças confraternizam em torno de pratos variados de massa, carne e pizzas – fossem levados para a rua sempre que passassem perto de algum aquecedor fumegante para pegar um prato de espaguete. O caso só chegou à delegacia graças à intervenção de uma tia-avó do menino, Aurora Costales, de 77 anos, viúva, espanhola de nascimento, há décadas no Brasil. Ao tomar conhecimento do que se passara, Aurora voltou ao restaurante em companhia de sua sobrinha, Cristina Costales, mãe de S.T.C., e do próprio garoto. Ela cobrou explicações na frente dos clientes e só se retirou – para ir à delegacia – depois que um parente dos proprietários admitiu ter levado S.T.C. para fora. Esse parente lembrou que, como em outros restaurantes, ali também se costuma impedir a entrada de meninos de rua, com receio de constranger os clientes.

– Os Golpes em Postos de Combustíveis que Lesam os Consumidores

Bico Seco, Álcool Molhado e Gasolina Batizada. Estes, são os golpes mais comuns contra e economia popular praticado contra clientes em Postos de Combustíveis.

Ontem, o programa Fantástico da Rede Globo levou ao ar uma matéria sobre o Golpe da Bomba que adultera a quantidade de litros vendida. Infelizmente, este é apenas 1 dos muitos golpes que bandidos travestidos de donos de Postos de Combustíveis praticam. E além do desfalque aos bolsos dos consumidores, praticam a concorrência desleal contra os bons comerciantes, que não compactuam com esse covarde e silencioso crime.

Para quem não assistiu, está em:

http://www.youtube.com/watch?v=l83MLVQLZa4&feature=player_embedded

– Próteses de Silicone Impróprias: o Escândalo Mundial

Durante toda a semana, as emissoras de rádio e TV noticiaram o alerta da ANVISA sobre as Próteses de Silicone da marca francesa PIP (Poly Implants Prothèses).

Acontece o seguinte: nos anos 90, o uso de próteses de silicone era comum em mulheres que retiravam os seios após intervenções cirúrgicas para a extração de Câncer de Mama. No Brasil, havia pouquíssimas opções (nenhuma nacional), e uma das marcas pioneiras era a PIP, pois foi a primeira a desenvolver (parece incrível por ser um conceito tão básico) próteses que diferenciavam a mama esquerda da direita.

Nos anos 2000, o uso de silicone se popularizou em questões estéticas, onde mulheres aumentavam os seios para melhorar a beleza e aumentar muitas vezes a auto-estima de um corpo bonito.

Porém, a francesa PIP faliu (a líder, hoje, é uma marca da Johnson & Johnson). E lá na França, especialistas descobriram que ao invés do silicone com a formulação correta para próteses, a empresa utilizava silicone industrial (para a construção civil). O caso veio à tona depois que uma mulher de 53 anos morreu após serem encontrados traços de silicone no pulmão e no esôfago. Outras mulheres francesas que há tempos usavam tal marca de silicone contraíram câncer.

No Brasil, estima-se que 25.000 próteses da PIP foram comercializadas. O risco observado é o de vazamento da prótese, contaminando o corpo.

Fico pensando: imagine o trauma de uma mulher que sofreu com o câncer, implantou essas próteses e teve rompimento delas? Sem contar as que implantaram com finalidade estética.

O fundador da empresa, preso, alegou que isso foi feito (o uso de silicone inadequado para fins médicos, que forçam a ruptura das próteses) para aredução de custos e maior competitividade”.

Assustador a ganância comercial, não?

– O Ministro que Favorece o Filho Deputado

Quer dizer que o Ministro da Integração, Fernando Bezerra, acusado de favorecer seu estado de origem, Pernambuco, com 80% dos recursos da pasta, atendeu também a 100% de toda a verba solicitada por inúmeras emendas do deputado Fernando Coelho (PSB-PE), que por uma ‘leve’ coincidência é seu filho?

Durma-se com um barulho destes. Será ele o enésimo Ministro da presidente Dilma a cair?

– Destrinchando as Denúncias da Arbitragem

Ontem, o jornalista Fernando Sampaio, da Rádio Jovem Pan, conseguiu uma brilhante entrevista com o árbitro carioca Gutemberg de Paula Fonseca, retirado da relação de árbitros do quadro da FIFA para 2012. Dias atrás, o árbitro havia dito ao site ‘Voz do Apito’ que abandonaria a carreira, caso fosse excluído sem explicação da lista (matéria em: http://is.gd/MR98LP). E, o agora ex-árbitro não só falou, como fez importantes revelações na matéria veiculada na Rádio Jovem Pan.

Em aproximadamente 10 minutos de entrevista, Gutemberg abalou o meio esportivo com denúncias fortes, firmes, e segundo ele, embasadas. Mas e os quase 40 minutos gravados, o que teriam de mais surpreendente?

Quem ouviu o Jornal de Esportes, programa esportivo da emissora paulistana, ficou impressionado. Hoje, a Jovem Pan colocou a entrevista inteira em sua programação, onde Sampaio aborda outros temas pertinentes e Gutemberg responde a todos os questionamentos sem titubear.

Confesso que me impressionou a firmeza nas respostas, teor das queixas e a certeza garantida pelo árbitro das provas a serem apresentadas. Gostem ou não da arbitragem ou da pessoa de Gutemberg de Paula, inegavelmente sua atitude pode ser classificada como corajosa. Claro, pois assumiu a responsabilidade de tudo o que falou.

O link da reportagem pode ser acessado via Jovem Pan, em seu site, ou pelo caminho abaixo:

1 – clique em http://is.gd/gutembergdenunciaafsampaionajp

2- clique, abaixo da imagem do vídeo, em PodCast (o vídeo, que abre automaticamente, tem a apresentação de 3 minutos. Feche-o. O Podcast, na barra em cor verde, possui a íntegra, com 38 minutos e 02 segundos.

3- clique em, Play no Podcast.

Abaixo, 15 tópicos relevantes da longa e bombástica entrevista, divididos pelos minutos do aúdio do link:

1) CRITÉRIOS DA CBF (00:00 a 01:30)

Gutemberg questionou o por quê, com notas altas e acima da média proposta pela CBF, foi excluído. Qual o critério que levaria um árbitro a ser FIFA ou não?

(Transparência em critérios é algo difícil em algumas relações. Se levarmos em conta exclusivamente as notas, um mesmo avaliador pode fazer a nota de um árbitro ir de 0 a 10 com muita facilidade. Entretanto, certamente não são só as notas que levam um árbitro a ser FIFA. André Castro-GO teve atuações muito melhores do que Chicão de Alagoas, mas o segundo entrou para a FIFA em 2012…)

2) ACUSAÇÕES (01:30 a 01:40)

Mentiroso, mariquinha e corrupto”.

Esses foram alguns adjetivos dirigidos ao presidente da Comissão de Árbitros, Sérgio Correa da Silva. Ao longo dos tópicos, entenderemos as queixas.

3) INTERESSES PESSOAIS (01:40 a 02:00)

Quando faz algo pelos anseios pessoais, não precisa dar dinheiro. Corrupção pode ser por presente também”.

Fala em referência a supostas vaidades, interesses pessoais e questionamentos da ética do presidente da Comissão.

4) RELAÇÕES POLÍTICAS E DESRESPEITO AOS ÁRBITROS (02:00 a 05:20)

Os árbitros atuais sabem da sacanagem da comissão atual”.

Gutemberg defendeu o ato de Sálvio Spínola encerrar a carreira, por não concordar com a retirada do nome dele do quadro internacional. Falou sobre o desrespeito à figura do árbitro de futebol, onde os mesmos são usados e descartados pelas comissões. Aqui, não tenho como não me solidarizar com Gutemberg. Corretíssimo.

5) LIGAÇÕES PÓS-ESCALA E RECOMENDAÇÕES (05:20 a 08:20)

Sérgio inventou a situação de quando receber a escala, ligar para ele para receber recomendações”.

Falou sobre a constrangedora necessidade de, após a escala, ouvir conselhos. Citou ainda que logo após ter sido escalado para Corinthians X Goiás (5X1), Sérgio disse: “Vai lá, boa sorte. Vai apitar o jogo do Timão, hein?

Se fosse Corinthians X Grêmio, FlaXFlu, ou outro grande clássico, entendo normal o fato da Comissão de Árbitros ligar e dizer: “Atenção, boa sorte, você está em um jogo importante”. Mas o árbitro ter que ligar? E se fosse São Paulo X Paulista de Jundiaí? Ligaria?

Tal frase, pela experiência de árbitro, não soa bem. Parece intimidação, assédio moral ou qualquer outra coisa indevida. O Goiás lutava na época contra o rebaixamento. Não deveria dizer para ter atenção com o time goiano também?

Agora, não podemos dizer que o campeonato foi encomendado. Teria que combinar com todos os árbitros do quadro que apitaram o Corinthians e os times que brigavam diretamente pelo título. O problema é: sugestionar uma atenção, um privilégio ou um carinho maior com o time grande ou afinado politicamente. Se isso ocorreu, é antiético.

6) PAULO JORGE ALVES E A LAN HOUSE (08:20 a 13:32)

Gutemberg contou um assustador episódio onde Paulo Jorge Alves, ex-bandeira e atual membro da CA-CBF, forjou de maneira cinematográfica certidões negativas contra ele, descobertas em investigação policial! Tudo virou ação criminal e com o depoimento na Polícia por parte do Sérgio Correa de que Paulo seria afastado, o que não houve. Segundo Gutemberg, Paulo continua firme em seu cargo até hoje. As acusações atingiram inclusive Pablo dos Santos Alves, filho de Paulo, que é aspirante à FIFA e que tivera feito as consultas sobre certidões criminais.

Medonho o caso, não?

7) SANTA CRUZ DENUNCIANTE (13:32 a 14:20)

Lembrou-se de uma denuncia do Santa Cruz/PE contra uma suposta atitude de corrupção de Paulo Jorge Alves, onde curiosamente o caso foi encerrado quando o presidente da equipe pernambucana assumiu um cargo diretivo.

Seria o famoso cala-boca?

8) MOTIVAÇÕES (14:20 A 15:24)

Contribuir para que toda a sujeira seja lavada”. Esse foi o mote de Gutemberg, segundo ele próprio.

9) CRIAÇÃO DE SITE CHAPA BRANCA (15:24 A 19:30)

Algo delicado foi a denúncia de que um site chapa branca levantou suspeitas sobre uma negociação do escudo FIFA. Tal site, segundo Gutemberg, dizia que o escudo FIFA foi oferecido a ele em troca de um CT de excelência à arbitragem. E que o mesmo fez inúmeras denúncias falsas e caluniosas.

O árbitro lembrou que é assessor de vereador no Rio de Janeiro, e que solicitado pelo Sindicato dos Árbitros, negociou dentro dos trâmites legais a doação de um terreno para os árbitros, com aproveitamento para toda a categoria, respeitando todos os processos burocráticos. O site teria levantado suspeitas e, segundo Gutemberg, ameaçado sobre questões “hierárquicas”.

Se verdade a negociação, Sérgio Correa seria o negociante? Claro, se há corruptor, há corrupto também.

10) FORTALEZA X CRB (19:30 a 24:48)

Num jogo denunciado pela grande imprensa, onde supostamente as equipes teriam combinado o resultado, e numa contenção de despesas num momento impróprio, bandeiras locais foram escalados no jogo decisisvo para o não-rebaixamento do time do Fortaleza. Foi a partida onde Carlinhos Bala pediu para o zagueiro ajudar (e parece que ajudou…). E se a partida tivesse erro a favor da equipe cearense? Gutemberg era o árbitro escalado nesse jogo.

No mais, a partida foi ao TJD e o árbitro também. As equipes foram absolvidas, junto com o próprio árbitro, Mas a CA manteve-o na geladeira.

11) SAÍDA ANUNCIADA ANTECIPADAMENTE (24:48 a 27:17)

Sua saída foi avisada primeiramente por Ubiraci Damásio, que alertou que ele sairia de qualquer forma. Gutemberg falou de vários colegas de arbitragem que tiveram a carreira encerrada prematuramente.

12) PESSOAS DA CBF (27:17 a 28:20)

Uma lista de pessoas consideradas de bem e corretas foi citada: Manoel Serapião, instrutores e o Dr Edson Rezende.

13) VAGAS FIFA (28:20 a 32:00)

A briga de escudos e atendimento de pedidos políticos foi debatida, com a disputa da vaga de Carlos Simon, número de vagas para o Rio de Janeiro e a ascensão de Péricles, Sandro Ricci e ele próprio à categoria.

14) COMANDANTE CONTROLADOR (32:00 a 34:02)

Gutemberg ironizou a autoridade de Sérgio Correa, lembrando que

se pudesse controlaria o árbitro por controle remoto, sentado em uma poltrona”.

Disse também – e aí concordo plenamente – que Ricardo Teixeira tem coisas muito mais sérias envolvendo Copa do Mundo do quese preocupar com a arbitragem. Ou seja, o mandatário-mor não está nem aí, desde que não se leve o problema a ele.

15) CORRUPÇÃO NO FUTEBOL (34:02 a 38:02)

A entrevista é finalizada com frases de efeito:

Não se seduz por dinheiro apenas, mas por presentes.”

Ou:

Árbitro não pode errar quando o interesse do dirigente é outro”. Ou ainda: “Árbitros são desmotivados pelos sistema atual”.

Mas a principal foi: “

Nas reuniões, não pode gravar, filmar e fotografar nada (…), estamos respirando com canudinho numa lagoa cheia de lama”.

Aí é complicado: tenho todas as ressalvas àqueles que proíbem registros. Por quê proibir? Há algo a esconder?

Recordo-me que um dia, Francisco Dacildo Mourão, então árbitro CBF pelo Ceará, gravou numa vexatória palestra Armando Marques, presidente da CA-CBF na ocasião, onde dava orientações absurdas e pedidos de vistas grossas a certos detalhes da regra e demais situações.

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ACRÉSCIMO: Rubens Pozzi, da ESPN, conseguiu posteriormente falar com Gutemberg, ontem a noite. E, acrescentou algo a mais: Segundo Gutemberg, as escalas para os jogos mais importantes SÃO TODAS VICIADAS. O vídeo está disponível em: http://ht.ly/8ljxr

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Tudo o que foi relatado acima está registrado na entrevista nos links citados. Não tem nenhuma informação particular minha (até porque não sou jornalista, mas ex-árbitro). Em meio aos respeitosos pitacos, quero acrescentar uma opinião bem clara: Gutemberg está sendo criticado por denunciar somente agora, o quê, para muitos, levantaria-se suspeitas dos propósitos. A perda do escudo traria um misto de mágoa e vingança? Para muitos, sim. Ora, fui árbitro e digo: qualquer um que critique atuando, é engolido pelo sistema. Se faz necessário abdicar da carreira para fazê-las. Poucos se arriscaram a isso: os valorosos Cláudio Vinícius Cerdeira e Evandro Rogério Roman, em seus estados, conseguiram herculeamente denunciar e sobreviver.

Independente do momento, todas essas denúncias graves e críticas que são reveladas ao público são feitas com o lembrete de Gutemberg que há provas! Me parece bem fundamentado e embasado para corajosamente vir ao público e fazê-las. Ademais, aquilo que é denunciado é mais grave do que a discussão sobre o valor do momento de quem a faz.

Conheço inúmeros ex-árbitros que nunca reclamaram pois sabem que há a necessidade de comprovação das queixas, que muitas vezes são difíceis de serem obtidas. O assédio moral não deixa rastros e é subjetivo. Não posso citar nenhum nome, claro, pois não tenho autorização. Mas falo por mim: a arbitragem e os dirigentes têm o seu encanto. Sobre o caso, Arnaldo César Coelho disse que “o árbitro acha que dirigente de arbitragem é bonito quando tem escala, quando sai fica feio”. Não é bem assim. Você pode ser confundido com a beleza exterior da categoria, e descobrir a feiúra interior com a convivência, suportando-a por um tempo limitado.

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Por fim, encerro com a reflexão: apurando-se tudo (por caminhos e entidades sérias, julgando e punindo os responsáveis), não está na hora de um choque de gestão? Urgente? Que tal?

Vamos repassar a arbitragem em todas as searas: Comissões, Sindicatos e Cooperativas viciadas, e em todas as esferas: nacional e estadual.

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E aí, depois de tudo isso, o que você tem a comentar? Deixe sua mensagem.

REITERO: AS INFORMAÇÕES E DECLARAÇÕES DESSA MATÉRIA NÃO SÃO DE MINHA AUTORIA, MAS REPRODUZIDAS / TRANSCRITAS DO ORIGINAL CITADO NOS LINKS ACIMA. NESSE ESPAÇO, HÁ APENAS O DEBATE, POIS O BLOG NÃO É DE CARÁTER JORNALÍSTICO, MAS SIM OPINATIVO, DENTRO DE TODO O ESPÍRITO DEMOCRÁTICO E RESPEITOSO.

– A Estabilidade (ou falta de) dos Treinadores mudou no Brasil?

Jorginho, treinador da Portuguesa, deu uma sincera declaração ao Marcos Sérgio Silva, na revista Placar, Dez/2011, pg 67.

Eu falo para o jogador: ‘Não me sacaneie’. Não posso deixar gente de mau caráter continuar trabalhando no futebol, porque ele vai te derrubar”.

Ele era atleta também. O bom e sofrido Jorginho sabe que se jogador forçar a barra, derruba treinador mesmo. E há quem diga que jogador não faz isso…

O treineiro continua prestigiado; mas, no Brasil, a qualquer sintoma de crise, sobra para o treinador. Ou será que com os casos de Tite e Luxemburgo, que balançaram em 2011 mas permaneceram nos seus cargos, a coisa mudou? Ou só não foram demitidos por não termos nomes disponíveis na praça?

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– A Podridão da FIFA, por US$ 1.00

Jack Warner, ex-vice-presidente da FIFA, representante da Concacaf na entidade, declarou que conseguiu os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 1998 para seu país, Trinidade e Tobago, por 1 dólar! Em troca, votos para Joseph Blatter na eleição para a presidência da casa.

Cá entre nós: sobra alguém confiável na FIFA?

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1027824-ex-vice-da-fifa-diz-ter-pago-um-dolar-por-direitos-de-tv-da-copa.shtml

EX-VICE DA FIFA DIZ TER PAGO 1 DÓLAR POR DIREITOS DE TV

O ex-vice-presidente da Fifa Jack Warner, 78, disse ter conseguido os direitos de TV da Copa do Mundo da França, em 1998, para Trinindad e Tobago por um dólar (na cotação de hoje, R$1,86) para ajudar Joseph Blatter a se eleger presidente da Fifa em uma campanha que disse ter sido “brutal”.

Nascido em Trinindad e Tobago, Warner pediu demissão da entidade que rege o futebol mundial em junho, para evitar a investigação de seu papel na organização de pagamentos para os eleitores do Caribe durante eleição de Blatter, em 1998.

O dirigente disse nesta quinta-feira, em comunicado, que ganhou os direitos por meio de uma empresa mexicana e que teria conseguido o mesmo benefício para as Copas de 2002, 2006, 2010 e 2014. O dinheiro que Warner ganhou com o negócio, segundo ele, teria sido revertido em benefício do futebol em seu país. A Fifa não se manifestou sobre as declarações.

Jack Warner foi protagonista de um vídeo divulgado pelo jornal inglês “The Daily Telegraph” em que ele supostamente oferece suborno aos dirigentes da Federação de Futebol do Caribe (CFU, na sigla em inglês) em nome de Bin Hamman.

Warner era um dos cabos eleitorais do qatariano Mohamed Bin Hamman (que tinha planos de concorrer a eleição da entidade em junho passado).

No vídeo, datado de 11 de maio deste ano, a imagem de Warner não é mostrada nenhuma vez. Ouve-se apenas uma voz, que segundo o “The Daily Telegraph” seria do dirigente de Trinidad e Tobago. Ele indica como os cartolas devem lidar com os presentes em dinheiro oferecidos por Bin Hamman –embora ele não seja nomeado diretamente.

O suíço Joseph Blatter foi reeleito em junho, sem adversários. Em 23 de julho, Bin Hamman foi expulso da Fifa pelo Comitê de Ética da entidade, após dois dias de audiência. Antigo aliado de Blatter, Bin Hamman foi o líder da campanha que fez do Qatar o organizador do Mundial-2022.

– A Posse de Jader é uma Vergonha para a Nação

Jader Barbalho (PMDB-BA) empossado Senador?

No recesso?

Recebendo sem trabalhar?

De ficha suja a ficha limpa em uma canetada?

Parem com isso. Esse país não é sério.

– Vereadores e Assessores de Jundiaí

Quer dizer que realmente os vereadores de Jundiaí abriram mão da quantidade absurda de assessores e agora só terão 2 profissionais com curso superior?

Ótimo. Mas o que pensar sobre isso: no final das contas, cada assessor ganhará mais que o próprio vereador.

Aí tem…

Gostaria em público de parabenizar o vereador Paulo Sérgio Martins, que desde o início das polêmicas da Câmara, manteve-se coerente e reto. Digo isso pois ele foi contra (e em alguns momentos, voz solitária) contra o aumento dos vereadores e contra o alto número de assessores.

Fica o registro.

– O caso Beltrami: uma Singela Opinião

O ex-árbitro Djalma Beltrami foi preso no RJ ontem. Por falta de tempo, não foi possível comentar aqui no Blog.

Conheci ele superficialmente na carreira de árbitro, em eventuais encontros e desencontros quando estava em SP apitando. Confesso que conversei com ele mais vezes por email do que pessoalmente.

Tomo sempre muito cuidado quando alguém é acusado. Levo em conta o histórico (teria condições de fazer algo como fez ou não?); a família (que na maior parte dos casos não tem nada a ver com o suposto crime e sofre junto); a repercussão (alguém tira vantagem do fato?) e, principalmente, a seriedade das provas.

Não tenho condições (e nem me deve tal ato) de acusá-lo ou de absolvê-lo. Penso que as provas dos crimes devem ser claras e evidentes. Todo cuidado é pouco para que injustiças não sejam cometidas.

Leio que ele foi preso por supostamente facilitar o tráfico de drogas em alguns lugares. Mas leio também que já está solto. Aí, ficam claros dois itens:

Dificilmente alguém seria preso com tal pompa ‘de graça’; as provas deveriam ser incontestáveis, pois tal prisão foi bastante divulgada.

Ao mesmo tempo, já foi solto hoje, e sendo assim, quer dizer que as provas podem ser contestadas.

Difícil fazer qualquer juízo. Mas quero dizer algo: se provada a culpa, puna-se com o máximo rigor da lei. E se não tiver culpa, que apareçam e sejam punidos os responsáveis.

O curioso: ele havia substituído o antigo comandante afastado por suspeitas do crime envolvendo a morte da juíza de direito Patrícia Acioli.

Li em diversos fóruns de discussão alguns torcedores já levantando suspeitas de manipulação de resultados. Natural que isso aconteça. Mesmo demonstrando honestidade, qualquer árbitro é acusado. Imagine ele nesse momento, como estará sendo acusado de todas as derrotas dos diversos times que apitou.

Fica a pulga atrás da orelha: se aceitou corrupção do tráfico, que dirá dos clubes ou apostadores?

E novamente a ponderação: e se inocente, como fica a vida do sujeito?

Não queria estar na pele dele.

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– A Enfermeira, o Animal e a Rede Social

Ontem, uma verdadeira febre nas Redes Sociais, principalmente no Facebook: uma enfermeira que agrediu um cachorro e toda a repercussão (para quem não viu, em: http://is.gd/NpaDPq)

Protestos de todas as partes, fotos com dados pessoais da moça, montagem de cães sobre uma possível vingança, e tudo mais ocorreram no mundo virtual. Não estarei defendendo a agressora, mas…

Há coisas curiosas no Brasil. Se rouba descaradamente no Congresso Nacional, se faz lobby de tanta empreiteira para ganhar dinheiro em leis escusas, permite-se tanto abono de crianças nas ruas, faz-se tanta vista grossa para a mendicância e outras particularidades, e não se tem o mesmo auê!

Repito: não estou defendendo a agressora, mas…

Quer coisa mais indigna do que uma mulher se sujeitar à prostituição para sobreviver? Ou do que um pai de família ter que roubar pão para sustento de sua casa?

Terceira repetição: não estou defendendo a agressora, mas…

O que dizer dos doentes que morrem em hospitais públicos, aguardando no canto ou nos corredores, sem assistência médica? Ou de cidadãos trancafiados em suas casas, vítima da violência social?

Nada, nada disso é levado em conta.

Última repetição: não estou defendendo a agressora, mas…

O que quero dizer é o seguinte: há tanta coisa mais importante para se mobilizar… Fóruns, grupos e manifestações foram montados para protestar contra a covarde agressão ao animalzinho. Concordo com tudo o que tem se dito, realmente foi uma covardia, um ato violento e condenável. Mas, amigos, cá entre nós: alguém faz ou tem feito a mesma movimentação por causas mais nobres?

Infelizmente, não.

É evidente que os defensores dos direitos dos animais reclamarão. Claro, estão corretos. As pessoas escolhem bandeiras para defender. Alguém tem que fazer isso! Mas fico indignado que enquanto somos assaltados pelos altos impostos, ou pessoas morrem por desatenção das autoridades médicas, ou ainda quando a dignidade humana é ferida descaradamente, pensamos num cachorro com a volúpia que pensamos…

Não irei repetir a frase dita e repetida acima por mais uma vez, entretanto… não estou defendendo a agressora, mas… lutar pelos direitos e dignidade humana é mais importante do que dos animais.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário: