– Speedo Brasil X Speedo Internacional

E por essa ninguém esperava: através da matéria “A Batalha dos Bumerangues”, publicada na Revista Veja, Ed 25/07/2012, pg 100-101, por Alessandra Medina, a marca esportiva Speedo (reconhecida no mundo da Natação) NÃO PRODUZ NADA NO BRASIL.

Ora, mas e os produtos e a própria fábrica dela no Brasil?

Na verdade, não é da Speedo Internacional, mas da antiga licenciada que atuava aqui no Brasil. Há 20 anos que a empresa tenta proibir que a Multsports (que detinha o direito de produção da marca em nosso país) pare de produzir e estampar a logo em seus produtos.

Que imbrólhio, hein?

A matéria, com todos os detalhes, pode ser acessada em: http://is.gd/SPEEDObrasil

– Quem, de fato, Representa os Árbitros na Justiça?

Marco Polo Del Nero, de fato, está mandando na CBF. Prova disso é a pertinente matéria do jornalista Ricardo Perrone em seu blog no UOL.

Segundo ele, na composição do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF) indicou como representante Ronaldo Botelho Piacente.

O que ele tem a ver com os árbitros?

Absolutamente nada.

Piacente é, de acordo com Perrone, homem forte de Marco Polo Del Nero e presidente do TJD-SP. Sem contar que Dr Rubens Approbato Machado (o respeitado homem que afastou Marco Polo após o “caso Madonna”) deixa sua vaga para Flávio Sveiter no STJD (filho do Luiz Sveiter, aquele que decidiu em entrevista a um popularesco programa de TV anular as partidas do Brasileirão no “caso Máfia do Apito”, poupando os dirigentes da FPF e responsabilizando o árbitro unicamente pelo acontecido).

Mas para os árbitros, fica a seguinte indagação: como fica a situação dos dirigentes quanto a essa indicação? Era do desejo e da concordância deles?

– Marco Antonio Martins, presidente da ANAF, tem afinidade com a CBF; poderia contrariar seus dirigentes?

– O secretário-geral Arthur Alves Júnior, que é presidente do Sindicato dos Árbitros Paulistas e funcionário da Federação Paulista de Futebol, poderia interceder? Penso que se a pessoa é funcionária da Federação Paulista, teria dificuldade em defender os interesses da coletividade, já que ideias do sindicato nem sempre são concordantes com as do patronato.

Porém, claro que tudo isso está em plena legalidade, mas fica a questão ética sobre o tema.

Encerro com a reflexão: há plena independência das entidades? Os árbitros se sentem realmente representados?

Abaixo, extraído de: http://is.gd/W7yUvg

NOVO STJD MOSTRA DEL NERO EM ALTA ATÉ COM OS ÁRBITROS

A nova composição do STJD reforça a imagem de Marco Polo Del Nero como homem mais influente do futebol brasileiro na era pós Ricardo Teixeira.

Oficialmente, o vice-presidente da CBF e presidente da Federação Paulista não tem poderes para indicar os novos integrantes do Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Mesmo assim, aliados seus foram indicados pelas entidades que têm esse direito.

A nomeação mais emblemática é a de Ronaldo Botelho Piacente. Homem de confiança de Del Nero, ele presidia o TJD paulista. Sua indicação sugere alto prestígio do cartolão junto aos árbitros brasileiros. Piacente foi conduzido ao STJD pela ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol).

Flávio Zveiter, indicado pelos clubes e eleito pelos colegas para presidir o STJD, é filho de Luiz Zveiter, ex-presidente do órgão e com bom trânsito junto a Del Nero.

De quebra, vice da CBF viu um antigo desafeto se despedir do Superior Tribunal. Rubens Approbatto Machado cumpriu dois mandatos (máximo permitido) como presidente e deixou o órgão.

Ele era o presidente quando Del Nero foi suspenso por sua participação no caso Madonna, em 2008. Na ocasião, o presidente da FPF relatou à CBF uma suposta entrega de convites por parte do São Paulo para o árbitro Wagner Tardelli assistir a show da cantora no Morumbi. O árbitro acabou sendo tirado da última e decisiva partida do clube no Brasileirão daquele ano.

– Cachoeira e o Substituto de Demóstenes

Prometi a mim mesmo que não falaria mais sobre Demóstenes Torres, aquele que um dia foi o defensor da ética no Senado e que por trás fazia lobby ao contraventor Carlinhos Cachoeira.

Porém, algo me chamou a atenção: no plenário, ele reclamou de tratamento desigual que recebeu, se comparado a Humberto Costa e Renan Calheiros, senadores que apesar do clamor popular não foram cassados e tiveram amplo direito a defesa, não-convincente, mas que se safaram pelo voto secreto de seus pares.

Isso é verdade.

E também é verdade que, lá no Senado, parece que está difícil crer que aqueles que votaram o fizeram pela ética e não pela “briga entre pares”, já que Demóstenes estava mal visto pelos seus colegas pois acusava possíveis corruptos.

Agora, algo que enoja: o suplente que assumirá o cargo será o ex-marido da mulher de Carlinhos Cachoeira, dono da Construtora Orca, uma das maiores vencedoras de obras em licitações públicas.

Ai ai ai…

– Demóstenes, Cachoeira e Senado já Cansaram?

Demóstenes Torres poderá ser cassado em breve. Mas, sendo bem sincero: essa história já não cansou?

Todas as provas mostram que ele se envolveu com Carlinhos Cachoeira, mas será julgado por mentir ao Senado!

Ora, quantas mentiras os senadores praticam e nunca dá nada? Infelizmente, é péssimo costume político.

Demóstenes justificou que:

 “Mentir não configura quebra de decoro”.

Parece que a mentira é algo proibido não só em Brasília, mas no dia-a-dia das pessoas. Mas, USANDO O TROCADILHO, de “mentirinha”. Por trás disso estará a impunidade da ligação com Cachoeira e a certeza que muitos querem que a cassação dele resolva todos os problemas… Penso que Demóstenes será “boi de piranha” para salvar a vida de tantos outros acusados.

– Passaporte do Filho de Lula Invalidado?

Às vezes (e são muitas) a Justiça tarda, mas (algumas vezes) falha. Neste caso, só levou 7 meses para corrigir um problema ético gigantesco: o Passaporte Branco de Luis Claudio da Silva, filho do ex-presidente Lula.

Sabe por quê?

Ele foi expedido 3 dias antes do término do mandato de Lula. Um juiz considerou ser imoral e claro vício de mandato tal mordomia, às vésperas do final do exercício do cargo.

Correto! Honraria dada em benefício próprio-familiar.

– Judiciário e a Saia Justa do Mensalão

Dentro em breve teremos o julgamento dos réus do Mensalão, envolvendo Marcos Valério e membros do PT.

Quando adolescente, já politizado, me recordo de um juiz que pediu para não votar, alegando “impedimento”. Era Marco Aurélio de Melo, primo de Fernando Collor, presidente que sofreu impeachment pelo escândalo com PC Farias.

Agora, José Antonio Dias Tófoli, membro do Supremo Tribunal de Justiça, votará no caso do mensalão.

Detalhe: até pouco tempo, ele era subordinado de José Dirceu (um dos réus) e advogado do próprio PT no caso…

Está demorando para se declarar impedido ou não?

– A Pisada de Bola do Secretário de Segurança Pública

E o Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto?

Enquanto o crime organizado aterroriza no Estado, com essa onda de ataques a PMs e queima de ônibus, o Secretário estava licenciado, passeando em Buenos Aires, assistindo ao jogo Boca Jrs X Corinthians!!!

Faltou ética, respeito e inteligência.

No pior momento para se licenciar, sai do seu cargo por futebol?

– Salário de Deputado Estadual

Assustei quando li na Folha de São Paulo, Ed 23/06, pg A4 (por Rodrigo Vizeu), sobre o salário dos deputados estaduais.

Atualmente, eles recebem um salário de R$ 20 mil. Possuem verba de gabinete de R$ 94,8 mil para pagar o salário de até 32 assessores; podem gastar até R$ 23 mil para reembolso de gastos com correio, jornais e combustíveis; auxílio moradia de R$ 2,25 mil e auxílio-paletó (isso mesmo, para comprar roupas) de R$ 20 mil.

Leve em conta: para tanta dificuldade, eles ainda têm direito a 14º e 15º salário…

Incrível.

– O Fim do Teto Salarial dos Servidores?

O deputado gaúcho Paulo Roberto Pereira apresentou o projeto que propõe o fim do teto salarial nos órgãos públicos. Ou seja: o céu é o limite, pois não haveria regulamentação de “salário máximo” estipulado.

Antipopular, não?

Sem dizer que esse mesmo deputado já respondeu por acusação de manter funcionários fantasmas em seu gabinete.

Ora, ora, ora… que “prontuário moral” o político tem para apresentar tal proposta!

– Nextel pago por Cachoeira como “pegadinha”?

Essa não colou! Se já não bastasse o senador Demóstenes Torres declarar que não sabia sobre as atividades de Carlinhos Cachoeira, justificou que possuía um rádio Nextel, pago pelo contraventor, somente para tentar enganá-lo!

Ora, ora… E justamente Demóstenes, que sempre se mostrava um baluarte da ética no Senado, mostra que é difícil acreditar na classe política. Lembro-me que nos anos 90, o atual senador Fernando Collor, então governador de Alagoas e candidato à Presidência da República, foi apresentado como o honestíssimo “caçador de marajás”!

Não dá para se iludir com esses caras…

– Para que Comissionar a Apresentação de Ibson?

Coisas inexplicáveis e irresponsáveis do futebol: Ibson, ex-jogador do Flamengo e que estava no Santos, voltou à Gávea. E o seu empresário Eduardo Uram levou do Mengão uma Comissão de R$ 1,9 milhão!

Por que os clubes precisam de intermediários? Patrícia Amorim não poderia ter negociado diretamente com Luís Álvaro?

São situações como essa que levam a desconfiar na lisura das transações. Nada de acusar que houve corrupção, claro. Mas tudo para se criticar pela irresponsabilidade administrativa dos diretores que aceitaram tal negócio.

– A Sábia Queixa sobre a Relação entre Patrões e Empregados

A blogueira cubana Yoani Sanchez, perseguida pela ditadura castrista, há tempos escreve sobre os desvios de conduta da administração de Cuba. Critica principalmente a censura, ditadura e desmandos.

Porém, dessa vez ela escreve um artigo excepcional sobre como o Governo influencia na vida dos Sindicatos. Essas entidades nada mais seriam do que instituições bancadas pela União, servindo aos interesses de Fidel / Raul Castro.

No artigo, ela fala sobre a incompatibilidade de um sindicato fazer a vontade do empregador, ao invés do empregado!

Temos exemplos iguais a esses na sociedade brasileira… na política e no esporte, nem se diga!

Abaixo, a reprodução extraída do OESP, pgA19, na tradução de Terezinha Martino

SINDICATO NOS BRAÇOS DO PATRÃO

Se alguma coisa distingue o 1.º de Maio de outros dias do ano não é o desfile, tampouco a multidão que agita as bandeirinhas de papel. O mais ostensivo é o silêncio que cai sobre Havana depois de encerrada a cerimônia na Plaza de la Revolución. Um silêncio só interrompido pelos poucos carros que trafegam pelas ruas e por algum policial apitando em uma esquina.

Todas as escolas, fábricas, dependências oficiais e até os pontos de ônibus estão vazios. Este cenário tem se repetido há décadas, mas neste 2012 algo rompeu o tédio habitual da jornada dos trabalhadores.

Muitos estabelecimentos particulares, conhecidos aqui como autônomos, abriram as portas apesar do feriado, deixaram de lado as comemorações para dedicar-se ao comércio de pizzas, sorvetes ou sucos de frutas. Enquanto outros lançavam slogans de reafirmação revolucionária, eles vendiam seus produtos; pescavam no rio aprazível deixado pelo comércio estatal fechado.

Espera-se que no final deste ano em torno de 600 mil cubanos tenham uma licença para trabalhar no setor privado. Entre eles estão muitos que ficaram sem emprego por causa da redução da mão de obra que vem ocorrendo em todo o país.

Nos próximos meses mais de 170 mil postos de trabalho serão cortados nas diferentes esferas do Estado e estas pessoas serão realocadas em outros serviços ou, então, serão despedidas.

Os eufemismos que caracterizam a linguagem oficial chegou à sua expressão máxima no momento de fazer referência a este impopular processo. Os cortes passaram a ser chamados de “reorganização da mão de obra” e as pessoas desempregadas são chamadas de disponíveis.

Como se não bastassem tais peculiaridades, o único sindicato autorizado em Cuba apoiou a decisão de “reduzir o número de funcionários para atingirmos a eficiência”. A Central de Trabalhadores de Cuba deixou claro que está mais do lado do empregador do que dos empregados. Uma posição que não surpreendeu nenhum dos seus quase 3 milhões de membros, acostumados a pagar, disciplinadamente, sua contribuição, mas conscientes de que essa organização representa os interesses do poder frente à base, e não o contrário.

A esse mesmo obediente sindicato foram parar mais de 80% dos mais de 370 mil trabalhadores autônomos e uma representação deles desfilou no último dia 1.º de Maio. Não se inscreveram para ter representatividade ou ajuda, mas para evitar problemas. Perceberam, com razão, que se não se afiliassem poderiam ser qualificados de “apáticos”, “burgueses” e, no pior dos casos, “contrarrevolucionários”.

Todos, sem dúvida, prefeririam uma associação que os defendesse dos altos impostos, convocasse protestos contra a ausência de um mercado atacadista e reivindicasse empréstimos bancários com que pudessem sustentar seus negócios. Gostariam de poder eleger os membros do sindicato e não teriam votado em Salvador Valdés Mesa, o atual secretário da Central dos Trabalhadores. Em vez de a Igreja nas mãos de Lutero, o nosso parece ser um sindicato imobilizado nas mãos do patrão.

Uma federação que respaldou a supressão de 500 mil empregos, processo que será aplicado até 2015, e firmou um compromisso com o governo de Raúl Castro. Como legado negativo dessa atitude passiva e cúmplice, ficará o rechaço futuro de muitos trabalhadores que rejeitarão integrar suas fileiras ou as de outra organização proletária. Será preciso tirar dos sindicatos, em Cuba, essa conotação de inação, para devolver-lhe o papel irreverente e autônomo que um dia teve.

Na tribuna do 1.º de Maio, em vez de uma mensagem de reivindicação o que se observou foram chamados à disciplina, a exigência e o controle. O inconformismo do trabalhador não teve espaço numa praça de slogans triunfais e elogios ao sistema. Nem um só bloco representou os desempregados, nenhum punho foi levantado em sinal de protesto, nenhum cartaz colocou em xeque as autoridades.

Muitas das pessoas ali presentes assistiram ao ato pela mesma razão que se inscreveram na Central dos Trabalhadores, ou seja, para não serem marcados como desafetos a um processo político em que mal acreditam. Sorriem para a câmera e alguns levam os filhos sobre os ombros. Mas nada restou da essência contestatória do Dia dos Trabalhadores. Quando a cerimônia terminou, retornaram à casa ou caminharam pelas ruas ao redor em busca de algo para comer ou beber.

Acabaram comprando no balcão de algum trabalhador autônomo não sindicalizado que manteve aberto o seu negócio durante o feriado. Na manhã seguinte, o jornal Granma estampou um orgulhoso título em letras vermelhas na capa: “Este foi o desfile mais organizado e mais rápido” da nossa história. E desta vez, o Granma teve razão.

– As Empresas mais Éticas do Mundo estão em…

A ONG Transparência Internacional manda avisar: em pesquisa que envolveu 28 nações sobre HONESTIDADE EMPRESARIAL, medalhas de Ouro, Prata e Bronze para: Holanda, Suíça e Bélgica. Lá, as empresas se preocupam acima da média em serem éticas e honestas.

O Brasil? Ficou no meio da tabela: posição número 14, e o péssimo exemplo para ser evitado ficou com a Rússia (última posição).

– O Cartel do Cimento: Alguma Novidade?

Quem trabalha no ramo de Material de Construção, sabe bem disso: boa parte das marcas brasileiras de cimento estão nas mãos de duas ou três empresas, onde não existe concorrência saudável mas combinação de preços e estratégias para a maximização do lucro, feito às vistas do governo, que nada faz.

Agora, Lorenna Rodrigies, da Folha de São Paulo (citação abaixo), traz a informação: o Ministério da Justiça quer a condenação da Votorantim e da Camargo Corrêa por formação de cartel na venda de cimento no Brasil.

Alguém acredita que a punição acontecerá e o panorama mudará?

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1004584-governo-pede-condenacao-de-votorantim-e-camargo-correa-por-cartel.shtml

GOVERNO PEDE CONDENAÇÃO DE VOTORANTIM E CAMARGO CORRÊA POR CARTEL

A SDE (Secretaria de Direito Econômico), do Ministério da Justiça, publicou hoje parecer pedindo a condenação de seis empresas e três associações por formação de cartel no setor de cimentos. As empresas acusadas são Votorantim, Camargo Corrêa, Cimpor, Holcim, Itabira e Companhia de Cimento Itambé.

A expectativa é que, se condenadas, as empresas tenham que pagar multa bilionária que pode chegar a 30% do faturamento. O parecer segue para o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que julgará o caso, ainda sem data prevista.

Juntas, essas empresas têm mais de 90% do mercado de cimento e concreto no país. Segundo a secretaria, o cartel pode ter causado prejuízos de mais de R$ 1 bilhão por ano à economia brasileira, já que o preço dos insumos foi aumentado em pelo menos 10%.

Foi pedida a condenação também da Abesc (Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Concretagem), ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento), além de seis diretores das empresas.

A investigação começou em 2006, após denúncia de um ex-funcionário da Votorantim. No ano seguinte, a SDE fez uma operação de busca nas empresas e associações e apreendeu documentos e 820 mil arquivos eletrônicos que mostram como funcionava o esquema.

Segundo a secretaria, as empresas combinavam os preços, dividiam os mercados em que cada uma atuaria e combinava até a compra de concorrentes para evitar que novas empresas entrassem no mercado.

– Marco Polo Del Nero em Duas Frentes?

A Folha de São Paulo deste domingo, pg D6-D7, na matéria de Rodrigo Mattos, trouxe uma informação curiosa: Marco Polo Del Nero, presidente da FPF e um dos vices da FIFA (e que luta com todas as forças para o sucesso da Copa do Mundo no Brasil), juntamente com Bruno Balsimelli (da BWA), está envolvido diretamente na administração dos estádios no Mundial.

Ora, estaria realizando funções com incompatibilidade moral / financeira? Lutaria em benéfico próprio?

Tire suas conclusões:

DUPLA FUNÇÃO

Marco Polo Del Nero, novo membro da Fifa e mais influente cartola junto à presidência da CBF, tem um escritório de advocacia que defende uma empresa em ação judicial na disputa pelo controle de estádio da Copa-2014.

O dirigente foi nomeado no final de março para o Comitê-Executivo da Fifa. Na ocasião, a entidade determinou que todos os membros fariam parte de seu grupo para “tomar decisões”, “monitorar” e “organizar” o Mundial.

Ou seja, ele participa de fórum que decide sobre aspectos dos estádios da Copa.

Um mês antes da nomeação do dirigente à Fifa, seu filho, Marco Polo Del Nero Filho, e Paulo Sérgio Feuz, ambos advogados de seu escritório, pediram medida cautelar para o grupo BWA contra a Galvão Engenharia em disputa pela Arena Castelão, sede do Mundial em Fortaleza.

Questionavam a exclusão da empresa do consórcio para gerir o estádio.

Em seu artigo 5º, o Código de Ética da Fifa prevê que seus dirigentes têm que evitar conflitos de interesses entre suas funções na entidade e seus negócios privados.

A relação de Marco Polo com a BWA vai além da ação do Castelão. A empresa diz usar os serviços do escritório do dirigente desde 1998.

“Por que contratei [o escritório de Del Nero]? Gozado. Tenho todos os recibos desde 98 de que pago o escritório. Ele me dá manutenção preventiva. Ele que faz todos os meus contratos. Ele que faz todos os meus negócios jurídicos”, contou Bruno Balsimelli, sócio da BWA.

Ele não revelou quanto paga, mas diz que dá valores extras em casos grandes.

Se Marco Polo, o advogado, tem a BWA como sua cliente. Marco Polo, o cartola, contratou a empresa para prestar serviços para a FPF (Federação Paulista de futebol), entidade que preside.

Foi a BWA a escolhida desde 2007 para fazer o cadastramento das torcidas organizadas no Estado. Após uma interrupção no serviço, a federação fez contrato mais recente, no mês passado, com a empresa, por R$ 14 mil/mês.

“Aqui não há necessidade de fazer licitação. Aqui é uma empresa privada. A gente contrata quem a gente confia. Decisão da presidência”, contou Marcos Marinho, chefe do departamento segurança da federação.

Outro diretor da entidade, no departamento jurídico, é justamente Paulo Sérgio Feuz, o advogado que representa a BWA no processo judicial da Arena Castelão.

Nessa ação, ele obteve uma liminar para que a empresa reassumisse a gestão do estádio, mas a medida foi anulada em seguida pela Justiça.

A BWA, no entanto, disse que já retirou a ação e que chegou a um acordo com a Galvão Engenharia -isso não está registrado no tribunal.

Segundo Balsimelli, a empresa assumirá a gestão do estádio como previsto.

“A ação já foi retirada. Já foi encerrado esse caso”, explicou Balsimelli.

“A Galvão vai embora em outubro, e nós vamos assumir definitivamente lá [no Castelão]”

A Galvão Engenharia não quis se pronunciar. É ela quem faz, de fato, a reforma do estádio de Fortaleza.

Juntamente com a BWA e outras empresas, a Galvão ganhou licitação do Estado do Ceará para, por meio de Parceria Público-Privada, construir, gerir e manter a arena.

“É uma briga judicial entre as duas partes. O governo não tem nada com isso. Para nós, é indiferente”, afirmou o secretário de Esporte do Ceará, Ferrucio Feitosa, sobre a disputa judicial e a participação de um cartola da Fifa nela.

Fifa afirma não ter relação com o caso

A entidade não comentou a atuação de Marco Polo Del Nero na ação do Castelão. “Mas a Fifa não está envolvida na propriedade dos estádios, nem na sua operação [após a Copa]“, alegou. Assim, exime o cartola de possível quebra do seu código de ética por conflito de interesse.

– O Escândalo do Ministério da Pesca

Denúncias apontam corrupção no Ministério da Pesca. A senadora Ideli Salvati (PT-SC), quando estava como titular da pasta, comprou lanchas para o Governo e, curiosamente, a empresa vencedora da licitação foi doadora de dinheiro ao Partido dos Trabalhadores, na Regional de Santa Catarina.

Não existe ética? Não existe preocupação em mostrar lisura no processo? Tampouco parecer que os envolvidos se importam com isso?

No mínimo, dá para chamar de imoral tal episódio!

– Deputado sente Compaixão de… Deputado!

E o Deputado Cyro Miranda!!! Absurdamente, disse em plenário, sobre o fato dos nobres parlamentares estarem perto de perder o 14º.  e o 15º. Salários:

“Tenho pena de quem é obrigado a viver com R$ 19 mil líquidos por mês”.

Coitado. Ele é uma das vítimas da pobreza no Brasil. Ganha “só” R$ 19 mil/mês e vai perder 14º e 15º…

Que cara-de-pau!

– Senador acha que ganha pouco salário. Você acredita nisso?

Existe um projeto em Brasília visando extinguir o 14º e o 15º salários dos deputados federais. Mas tem político contrário a isso! Veja que depoimento impressionante:

“O político no Brasil é muito mal remunerado porque tem de atender com passagem, dar remédio, ser patrono de formatura. Se bater alguém na sua porta pedindo um analgésico, você não vai dar?”

Palavras de Ivo Cassol, senador do PP/RO.

Fiquei sensibilizado! Acho que até mereciam aumento. Coitadinhos dos nossos políticos…

– Fé Mercantilista virou Franquia mesmo?

Xiii… parece que nem todo aquele que “fala de Deus” age como Ele gostaria… Olha só o que Lauro Jardim (Revista Veja), publicou no Radar.com: Edir Macedo reduz o valor de faturamentos àqueles que querem abrir franquias de seus templos.

Senhor!!! A fé virou negócio, ao pé da letra!

FRANQUIA MAIS BAIXA

Até recentemente havia uma regra não escrita na Igreja Universal: o bispo Edir Macedo só deixava que um novo templo fosse aberto se tivesse certeza de que poderia arrecadar ali um mínimo de 150 000 reais por mês. Menos do que isso, não valia a pena. A concorrência nos calcanhares, sobretudo da Igreja Mundial do Poder de Deus, do bispo Valdemiro Santiago, obrigou a Universal adotar uma nova estratégia de franquia. Agora, basta o candidato provar que o templo faturará 50 000 reais por mês, no mínimo, e tem a autorização para que abra as portas.

– A Prática de “Comprar a Imprensa” é Usual?

Estourou como uma bomba a notícia de que o senador Valdir Raupp (que também é presidente do PMDB), comprava a imprensa.

Se comprovado, claro, um escândalo. Mas será que as pessoas nunca desconfiam ou desconfiaram de alguns comentários tendenciosos de determinados veículos de comunicação e blogs de ‘especialistas’ sobre alguns temas?

Esqueça apenas a política. Pense em outros exemplos, como no futebol: vez ou outra, será que você nunca ficou com a pulga atrás da orelha com a insistência de determinado jornalista em criticar ou elogiar demasiadamente uma situação, um dirigente ou um atleta?

Pensemos nisso!

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5645995-EI7896,00-Jornal+presidente+do+PMDB+e+acusado+de+pagar+imprensa.html

PRESIDENTE DO PMDB É ACUSADO DE PAGAR IMPRENSA

O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp, é acusado de ser coautor de um esquema que, de acordo com o Ministério Público (MP), desviou cerca de R$ 10 milhões do governo de Rondônia para grupos de comunicação do Estado, em troca de apoio político. Na época das irregularidades apontadas pelo MP, Raupp era governador de Rondônia (1995-1999). Ele assumiu a direção do PMDB após a eleição de Michel Temer a vice-presidente da República, em 2010. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

O processo foi incluído na semana passada na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF). Cabe ao presidente do Supremo, Cezar Peluso, a decisão de colocá-lo em julgamento. Raupp foi condenado em 2002, pela 1ª Vara Criminal de Porto Velho (RO), a seis anos de prisão. Por conta de sua eleição ao Senado naquele ano, o caso foi paralisado e enviado para o STF. Raupp negou ter liderado o suposto esquema. “Quando tomei conhecimento da notícia dos desvios, determinei imediata instauração do procedimento. Houve punição dos envolvidos”, disse o senador.

– Concorrência dessa forma não existe!

O Governo Federal quer comprar Tablets. Na licitação, copiou as especificações do iPad2 e fez a concorrência. Ou seja, nenhum concorrente pode concorrer!

Coisas do Brasil… É ou não favorecimento descarado à Apple?

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1052202-licitacoes-de-orgaos-do-governo-favorecem-produto-da-apple.shtml

LICITAÇÕES DE ÓRGÃOS DO GOVERNO FAVORECE IPAD

Órgãos do governo federal têm montado editais de licitação para a compra de tablets copiando do site oficial da Apple especificações técnicas exclusivas do iPad 2, produzido pela empresa, informa reportagem de Breno Costa, publicada na Folha desta quarta-feira (a íntegra está disponívelassinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

A atitude, cuja legalidade é questionada por especialistas, acarreta na exclusão automática de tablets produzidos por outros fabricantes. Hoje existem mais de dez fabricantes dos aparelhos com atuação no Brasil.

O exemplo mais claro de favorecimento vem do Planalto. Numa licitação realizada em outubro para a compra de 42 tablets para serem distribuídos entre autoridades e assessores palacianos, a Presidência fez praticamente um “copiar e colar” do site da Apple.

OUTRO LADO

A Presidência da República nega irregularidades e afirma que as especificações representam a sua necessidade.

Argumenta ainda que, apesar de apontar para um fabricante específico, o edital não elimina a competição, já que há vários fornecedores de um mesmo produto.

– Em Brasília, não se trabalha mais?

Hoje, em Brasília, dos quase 600 deputados federais, apenas 35 trabalharam. Motivo: emendaram o Carnaval!
Vai ser descontado do salário, além dos proporcionais do 13o, do 14o e do 15o que recebem?

– A Tranquilidade em Brasília!

Políticos pararam de trabalhar na 5a feira, dia 16, e voltarão para Brasília dia 28 (na outra terça-feira).

Antes emendavam feriado, agora emendam véspera, semana e pós-feriado.

Eu trabalho inclusive nos dias de Carnaval. E você?

E eles que são pagos com o dinheiro do contribuinte…

– E Ninguém se preocupa com o dinheiro do Contribuinte…

Quinta-feira-16/02 a tarde em Brasília: dos quase 600 congressistas, encontram-se trabalhando apenas… 5!

Ah bom… estavam nas suas bases em atividade. Ok. Nada de descanso antecipado ou de matar o dia por culpa do Carnaval, né?

– “Polão” é a Meca do Futebol?

Talvez seja porque o morador de Presidente Prudente seja o mais fanático torcedor de futebol do país. Ou porque o estádio Eduardo José Farah reúna as melhores condições de São Paulo. Ou ainda porque o retorno financeiro dos clubes compensem o desgaste técnico dos atletas.

Outra explicação no Paulistão não há: o recorde do número de jogos na aprazível Prudente surpreende! Tudo bem que a cidade é bela e rica, mas… Palmeiras X XV de Piracicaba se joga no Pacaembú, Corinthians X Linense idem. E quando o torcedor paulistano tem a oportunidade de assistir a um clássico… o clássico é remarcado para Presidente Prudente!

Ora, São Paulo não tem estádio? O Farahzão não recebeu tantos jogos importantes nem na época da gestão do próprio Farah. Mas agora…

Gozado – todos os clássicos, exceto quando o mandante é o São Paulo FC – vão para lá. Coincidência?

– Eu também quero Auxílio-Tablet

Os magistrados de São Paulo, que já ganham bem, terão uma ajuda de custo chamada de “auxílio-tablet” para comprarem seus iPads ou similares. Cada um receberá o adicional de R$ 2.500,00.

Caro esse tablete não?

Eu que trabalho mais de 15 horas por dia não recebo do Governo tal regalia…

Um professor da rede pública não recebe auxílio-tablet.

Um policial militar nem sonha em ganha-lo.

Idem para um médico do SUS.

Como é que apenas uma categoria, bem remunerada, receberá?

E você, também quer um tablete de até R$ 2.500,00 de graça?

– Desconfie do Posto de Combustível Picareta!

Tenho um posto de combustível, e a concorrência no nosso ramo é árdua. A mais difícil é a concorrência desleal, onde você vende produtos que tem origem da Petroibrás e concorre com outros similares: gasolina batizada, formulada, com galonagem modificada na bomba, etc.

Acabamos de atender um cliente cujo veículo abasteceu num posto com o preço R$ 0,15 mais barato que a média. Seu carro, que ficou falhando, travou aqui na entrada. Nosso frentista esgotou o tanque, e o combustível era uma mistura de gasolina, nafta e algumas coisitas mais. Lamentável…

Independente de onde for o seu posto, dê sempre preferência à qualidade. Esqueça o preço, pois pode sair mais caro uma diferença de alguns centavos. Vá sempre naquele que você está acostumado, onde a fama é boa e você conhece as pessoas que lá trabalham. Essa é a maior garantia.

– O caso Braguetto & Corinthians: árbitro pode ou não ter relação comercial com clube?

Ontem, na matéria de Daniel Lian, o árbitro da FPF e da CBF Rodrigo Braguetto declarou que sua empresa de arbitragem prestou serviços ao Corinthians no último final de semana. Sua entrevista está disponível no link http://is.gd/arbitro.

A questão discutida ficou sendo: o árbitro de futebol pode ter relação comercial com um clube, cujo time pode estar envolvido nas competições que apita? É legal? É moral? Há alguma consideração contrária?

Vamos lá: no exercício da arbitragem de futebol, o indivíduo se torna um verdadeiro sacerdote na função- tem regramentos exclusivos, necessidade de se policiar e cuidados extremados que talvez nenhum outro elemento envolvido no futebol tenha que ter.

O árbitro não deve apenas ser honesto; deve parecer ser honesto! Como ficarão as explicações para os demais envolvidos no futebol sobre a relação comercial entre árbitro e clube (aqui, independe se é Braguetto e Corinthians, mas poderia ser qualquer outro árbitro e qualquer outro clube)? Torcedor enfurecido não quer saber se a ação comercial foi profissional e independente, ele mistura a coisa. E não adianta fazer vistas grossas, pois a repercussão sempre é grande. Sendo assim, para quê o desgaste?

Imaginem 2 jogos envolvendo Corinthians X Palmeiras:

1) na semifinal do último campeonato paulista, Paulo César de Oliveira foi criticado por sua atuação, mesmo fazendo uma grande arbitragem em jogo difícil. A expulsão de Scolari é lembrada até hoje. E se o árbitro fosse Braguetto? Infelizmente, alegariam que o vínculo da sua empresa de arbitragem teria influência na sua atuação.

2) no último jogo entre ambos, pelo Campeonato Brasileiro: Seneme expulsou Valdívia em lance sobre Jorge Henrique. E se tivesse sido Braguetto?

Diante de tudo isso, não há como negar que é um desgaste impreciso. Concordo que o árbitro é um prestador de serviços autônomo, que não tem sua atividade reconhecida profissionalmente, que não é considerado funcionário da Federação Paulista de Futebol, e, por isso, todo trabalho honesto realizado fora dos campeonatos oficiais não deva ser contestado. Mas dentro da sua atividade, moral e eticamente, muitos cuidados devem ser tomados. E se manter longe de vínculos mais próximos com os clubes se faz necessário.

Lembro fato semelhante ocorrido anos anteriores, já na gestão da atual Comissão de Árbitros: o árbitro Anselmo da Costa foi contratado pelo Instituto Wanderley Luxemburgo para lecionar aulas de arbitragem em seus cursos. O Cel Marinho, presidente da CEAF-SP, não escalou mais o árbitro em partidas nas quais o treinador estivesse envolvido, como que se rotulasse Anselmo a um subordinado de Luxemburgo, mesmo como árbitro.

E agora, nesse episódio?

Se escalar Braguetto em jogos do Corinthians, terá sido uma decisão contraditória à tomada no episódio Anselmo.

Se não escalar, acaba aceitando o argumento que o árbitro está envolvido com o clube e impedido de atuar em jogos da equipe.

Um problema a mais para a Comissão de Árbitros. Nessa próxima rodada, na qual alguns árbitros TOPs enfim estrearão (terá sido pelo excesso de reclamações das primeiras rodadas?), mais um assunto para ser discutido…

Um detalhe: Braguetto afirmou na entrevista que se isso for um problema, se aposentará.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Boa Alckmin; boa Dilma…

Dilma Roussef demitiu o secretário do Ministro do Desenvolvimento, apadrinhado peemedebista que disse que a presidente não teria força para derrubá-lo.

Geraldo Alckmin demitiu o diretor do CDHU que disse:

“o grande problema da qualidade das casas populares é a cultura das pessoas que moram lá”

Nítida afirmação preconceituosa de que pobre destruiria a construção…

Enfim nossos governantes estão mostrando que providências são tomadas. Ao menos, nesse episódio!

– O Lema de Andrés Sanches?

Toda a imprensa repercutiu a entrevista do ex-presidente corinthiano e atual diretor da CBF, Andrés Sanches, à Revista GQ que chega às bancas.. O mea culpa em perder dinheiro com o atacante Adriano foi colocado pra fora. Mas a grande imoralidade das suas palavras é por uma afirmação que, tomara, não seja regra (mas infelizmente parece ser) entre os dirigentes:

“Você pode roubar, fazer tudo errado, só cagada, mas, se for campeão, vira herói”

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– Educação do Futebol Inglês X Cultura Brasileira

Há situações que lamentavelmente não veremos em breve no Brasil.

Na Inglaterra, há 15 dias, Howard Webb, árbitro da final da última Copa do Mundo e o número 1 da Inglaterra, apitou o confronto entre Sunderland 1 X 1 Everton. O gol do Everton nasceu num lance curioso: O atacante Osman chuta o ar e cai sozinho, dentro da área. O experiente árbitro (mal posicionado no lance) erra e marca o absurdo tiro penal.

Veja no link a seguir que no primeiro ângulo, existe certa dúvida. No segundo ângulo, a dúvida diminui. Mas no terceiro ângulo (imagem detrás do gol), chega a ser cômica a queda do atleta, que sequer é tocado e cai espalhafatosamente. O link pode ser acessado em: http://is.gd/eRWAXl

Onde está o fato curioso?

Martin O’Neil, técnico do Sunderland, equipe prejudicada, perdoou o árbitro pelo grave erro. Disse ao site do clube que:

“Erros acontecem. Ele é ótimo árbitro e não vejo porque repercutir. Nós erramos mais do que ele em campo”.

(extraído do blog oficial no site do Sunderland: http://sunderlandforum.co.uk/)

O treinador sugeriu ainda que a Premier League punisse Osman, pelo fato de induzir o árbitro ao erro.

E aí, o que achou da declaração? Se o lance fosse aqui, treinadores como Felipão ou Luxemburgo agiriam da mesma forma que Mr O’Neil? Deixe seu comentário:

– Efeito Gutemberg: Árbitros de São Paulo falam sobre a Federação Paulista

Parece que Gutemberg de Paula foi o estopim que faltava para uma série de denúncias de árbitros esportivos.

Após suas incisivas denúncias na Rádio Jovem Pan, árbitros de voleibol também denunciaram situações indevidas em seu meio. E, ontem, um novo e importante episódio: árbitros do quadro da Federação Paulista de Futebol resolveram denunciar queixas de assédio moral, supostos privilégios a terceiros e possíveis apadrinhamentos.

Sobre essa denúncia aqui em SP, 5 coisas importantes:

1- Essa ação corajosa dos árbitros, evidentemente motivada pela atitude do ex-árbitro carioca da FIFA, poderia ser o começo de uma revolução que não pode parar? Estamos num momento onde as queixas nunca antes tornadas públicas começam a vir a tona, possibilitando novos horizontes menos ditatoriais? (Escrevi isso no artigo: “PRIMAVERA ÁRABE NO FUTEBOL BRASILEIRO EM PLENO VERÃO?” Em: http://is.gd/NOVOSTEMPOS).

2- Na matéria, percebe-se o porquê de muitos árbitros se calarem. O próprio título fala do silêncio necessário para subir na carreira. A submissão não é vista nem sabida pelo torcedor, que não imagina a dificuldade dos árbitros de menor expressão.

3- Claro que todas as queixas devem ser apuradas, embora, no meio da arbitragem elas sejam conhecidas. Não há novidade para os árbitros. E isso só reforça uma situação delicada: a incompatibilidade de cargos dos dirigentes, seja em São Paulo, Rio de Janeiro ou qualquer outro lugar. Como um presidente de entidade de defesa do árbitro pode ir em defesa do associado contra uma situação questionada quando esta se refere a um membro da Comissão que é o próprio dirigente da entidade? Samba-do-crioulo-doido…

4- A meritocracia é algo subjetivo. Como entidade de direito privado, a Federação Paulista tem o direito de promover ou rebaixar qual árbitro quiser, sem dar satisfação à sociedade. E, por este conceito, deveria inclusive assumir os custos da profissionalização dos árbitros, o que não ocorre e ela não deseja (ao menos, não quer ser a responsável). Se assim fosse, FGTS, férias, salário mensal, Pis, Cofins, 13º e outras coisas mais deveriam ser pagos. Os árbitros são cobrados como profissionais, mas não remunerados como tal. Entretanto, por divulgar processo de promoção e punição, por tratar de um patrimônio histórico imaterial (o futebol), e pela metodologia adotada, deveria sim dar satisfação e respeitar os critérios estabelecidos.

Ora, estamos em 12 de janeiro, e o Ranking 2012, que no regulamento consta que deveria ser divulgado em dezembro de 2011, ainda não foi ao ar. Não é justo que os árbitros reclamem ao Sindicato ou à Cooperativa que os representa? Fazem isso? Se não, quais os motivos?

5- Que espécie de ranking que não tem pontuação? A quantos pontos está distante o 2º colocado para se tornar o número 1 do quadro? Por quê a colocação de cada um não é divulgada para a imprensa?

Vale a pena dar uma conferida na excepcional reportagem. Abaixo:

Extraído de: Marca Brasil, 12/01/2012, pg 20-21

SILÊNCIO EM TROCA DA ASCENSÃO NA ARBITRAGEM

Juízes dizem que só crescem se apitarem jogos de séries inferiores em que até perdem dinheiro

Por Daniel Carmona

Na esteira das acusações de Gutemberg de Paula Fonseca, árbitros de São Paulo ganharam coragem para questionar a forma como os chefes da Federação Paulista de Futebol (FPF) tratam a escala. De acordo com Davi Balsas e Jeimes Willie Catini, só chega ao primeiro escalão quem se submete a perder dinheiro e se arriscar em jogos de campeonatos amadores e de séries inferiores, cuja arbitragem também é comandada pelos que escalam para a Série A1 do Paulista. O silêncio sobre os problemas é imperativo para a ascensão.

“Você mantém um sonho quando está arbitrando, evita falar publicamente, expor os problemas e as mazelas da entidade. Até por orientação da Federação, um árbitro não pode falar”, explica Jeimes, 33 anos, de Araras. A declaração ajuda a entender as denúncias de Gutemberg. Criticado por não ter falado quando pertencia ao quadro da Fifa, o ex-árbitro promete divulgar em breve as provas que diz estar apresentado sigilosamente à Justiça desde 2007.

“Os árbitros não querem se comprometer com os dirigentes. Todo mundo vive a expectativa de chegar ao topo da carreira. Por isso existe esse silêncio”, afirma Davi, 29 anos, na FPF desde 2006. Dia 2 de outubro, ele foi escalado para jogo do campeonato amador de São Paulo, em Brodowsky (Brodowsky x Sem Segredo). Alegando problemas financeiros, já que pagaria para trabalhar, pediu dispensa. Por conta de uma pancadaria generalizada o jogo, que acabou sendo apitado por Gustavo Turra, terminou no 1º tempo, de acordo com súmula no site da Federação. Junto com a partida, terminou também a carreira de Davi.

Em novembro, ele saiu de Campinas para reunião na capital com Arthur Alves Junior, um dos diretores da arbitragem e braço direito do Coronel Marinho, chefe da comissão. Em pauta, a razão de seu desligamento. “Fiz os cálculos e vi que o dinheiro que receberia (R$ 188) mal dava para pagar o deslocamento e a alimentação”, diz ele, que andaria, em um dia, 500 km, ida e volta — isso se economizasse na diária de um hotel. Só de gasolina e pedágio, saindo de Campinas, ele gastaria R$ 200.

No encontro, Davi recebeu uma recomendação de Arthur. “Ele disse: ‘Faça uma carta para o Coronel Marinho se humilhando. Vai dar tudo certo. Mas quero deixar claro que seu caso vai servir de exemplo para os demais. Quero você falando bem de mim depois’”. Pensando em preservar anos de investimento e trabalho, fez o combinado. O retorno ao quadro, no entanto, nunca aconteceu e ele decidiu fazer a denúncia.

“Os responsáveis pela arbitragem ganham as licitações de campeonatos amadores e a gente tem que se virar para trabalhar. Mas aí você nega e eles te desligam do sistema. Te colocam na parede para servir de exemplo aos colegas. É assim que funciona”, finaliza. Jeimes condorda: “É um jogo, mas não dá para entender os critérios”.

CENTRALIZAÇÃO: Chefe do apito tem presença forte em quatro órgãos

“Em quem nós podemos confiar? Vamos reclamar para quem?”. A indagação de Davi está pautada na hierarquia das entidades que comandam a arbitragem paulista. Segundo os árbitros, as entidades são administradas pelas mesmas pessoas. “O Arthur (Alves Junior) é responsável pela escala dos árbitros da FPF, é o presidente do Sindicato dos Árbitros (Safesp) e tesoureiro da Cooperativa dos Árbitros (Coafesp). Você fala de um lado, o outro escuta”, pondera Jeimes. Sucessor de Sérgio Corrêa na presidência do Sindicato dos Árbitros, Arthur também ocupa a cadeira de Secretário Geral da Associação Nacional dos Árbitros (Anaf).

“Tem muita coisa errada. Desde a metodologia aplicada aos árbitros no ranking, até o acumúlo de cargos com motivação política de alguns diretores do apito”, pondera ex-árbitro Rafael Porcari, que há anos mantém um blog no qual debate sobre as irregularidades do meio.

OUTRO LADO: Dirigente nega conflito

A reportagem entrou em contato com Arthur Alves Júnior, principal alvo das acusações, que garantiu não existir conflito (ou convergência) de interesses no acúmulo de suas funções. “Não prejudico ninguém. O Sindicato dos Árbitros existe porque a Federação dá um apoio. Se isso não acontecer, o sindicato já teria fechado. O dia que eu me sentir em uma posição conflitante, aí vou sair da comissão de arbitragem (da FPF)”, disse ele, que em seguida completou: “Como presidente do Sindicato dos Árbitros, tenho conseguido fazer muito mais coisas dentro da comissão de arbitragem do que antes. O processo funciona com transparência”.

Na presidência do Sindicato dos Árbitros, Arthur é o sucessor de Sérgio Corrêa, atual chefe da comissão de arbitragem da CBF, e acusado de corrupção e favorecimento por Gutemberg de Paula Fonseca em declarações à rádio ‘Jovem Pan’ na semana passada.

– Preconceito que Enoja!

Além de preconceituosa, também azarada!

Um menino negro, segundo a matéria abaixo, foi colocado para fora de uma pizzaria paulistana por parecer ser garoto de rua. Porém, era um menino etíope, adotado por um casal espanhol que estava fazendo turismo em São Paulo…

A discriminação racial e social é constrangedora ou não?

Extraído de Revista Época, ed 09/01/2012

O PRECONCEITO CONTRA O MENINO ETÍOPE

Na sexta-feira 30 de dezembro, uma família de turistas espanhóis interrompeu as férias em São Paulo para entrar numa delegacia e fazer uma acusação de racismo. Eles almoçavam no bufê da Nonno Paolo, uma cantina italiana no bairro do Paraíso, quando ocorreu uma cena inesperada. Logo depois que deixaram a mesa para se dirigir ao balcão de alimentos, descobriram que seu filho de 6 anos desaparecera. Alertados por outros clientes, foram para a rua, onde encontraram S.T.C. sozinho, aos prantos. Filho adotivo do casal, ele é negro e nasceu na Etiópia. O pequeno S.T.C. usava roupas caras – entre elas uma camisa oficial do Barcelona. Aos pais, o menino contou que foi apanhado pelo braço por um adulto e colocado para fora do restaurante.

Os policiais encarregados do caso dizem que o pequeno S.T.C. foi vítima “no mínimo” de constrangimento ilegal, crime que consiste em “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda”. Descendente de suecos, pele clara e olhos azuis, o delegado Márcio de Castro Nilsson, que dirige o inquérito, pergunta: “Será que teria havido o mesmo constrangimento se o menino fosse loiro, de olhos claros?”.

Na fase atual da investigação, tenta-se esclarecer esse ponto. Num de seus parágrafos, o Artigo 140 do Código Penal Brasileiro descreve o que aconteceu no restaurante, como “recusar atendimento” e “impedir acesso” a locais públicos, como “injúria racial”. A pena nos dois casos é leve: três meses de prisão ou uma multa.

Numa explicação formulada com o auxílio de um advogado, o restaurante conta uma história diferente. Diz que o menino só foi abordado porque os funcionários ficaram preocupados com sua segurança. Isso porque, na versão do restaurante, ele estava de pé, andando entre aquecedores a gás, o que poderia provocar um acidente. Como o menino não fala português, não pôde compreender o que lhe diziam e foi embora por conta própria.

Essa versão teria mais credibilidade se todos os meninos que frequentam a Nonno Paolo – onde adultos e crianças confraternizam em torno de pratos variados de massa, carne e pizzas – fossem levados para a rua sempre que passassem perto de algum aquecedor fumegante para pegar um prato de espaguete. O caso só chegou à delegacia graças à intervenção de uma tia-avó do menino, Aurora Costales, de 77 anos, viúva, espanhola de nascimento, há décadas no Brasil. Ao tomar conhecimento do que se passara, Aurora voltou ao restaurante em companhia de sua sobrinha, Cristina Costales, mãe de S.T.C., e do próprio garoto. Ela cobrou explicações na frente dos clientes e só se retirou – para ir à delegacia – depois que um parente dos proprietários admitiu ter levado S.T.C. para fora. Esse parente lembrou que, como em outros restaurantes, ali também se costuma impedir a entrada de meninos de rua, com receio de constranger os clientes.

– Os Golpes em Postos de Combustíveis que Lesam os Consumidores

Bico Seco, Álcool Molhado e Gasolina Batizada. Estes, são os golpes mais comuns contra e economia popular praticado contra clientes em Postos de Combustíveis.

Ontem, o programa Fantástico da Rede Globo levou ao ar uma matéria sobre o Golpe da Bomba que adultera a quantidade de litros vendida. Infelizmente, este é apenas 1 dos muitos golpes que bandidos travestidos de donos de Postos de Combustíveis praticam. E além do desfalque aos bolsos dos consumidores, praticam a concorrência desleal contra os bons comerciantes, que não compactuam com esse covarde e silencioso crime.

Para quem não assistiu, está em:

http://www.youtube.com/watch?v=l83MLVQLZa4&feature=player_embedded

– Próteses de Silicone Impróprias: o Escândalo Mundial

Durante toda a semana, as emissoras de rádio e TV noticiaram o alerta da ANVISA sobre as Próteses de Silicone da marca francesa PIP (Poly Implants Prothèses).

Acontece o seguinte: nos anos 90, o uso de próteses de silicone era comum em mulheres que retiravam os seios após intervenções cirúrgicas para a extração de Câncer de Mama. No Brasil, havia pouquíssimas opções (nenhuma nacional), e uma das marcas pioneiras era a PIP, pois foi a primeira a desenvolver (parece incrível por ser um conceito tão básico) próteses que diferenciavam a mama esquerda da direita.

Nos anos 2000, o uso de silicone se popularizou em questões estéticas, onde mulheres aumentavam os seios para melhorar a beleza e aumentar muitas vezes a auto-estima de um corpo bonito.

Porém, a francesa PIP faliu (a líder, hoje, é uma marca da Johnson & Johnson). E lá na França, especialistas descobriram que ao invés do silicone com a formulação correta para próteses, a empresa utilizava silicone industrial (para a construção civil). O caso veio à tona depois que uma mulher de 53 anos morreu após serem encontrados traços de silicone no pulmão e no esôfago. Outras mulheres francesas que há tempos usavam tal marca de silicone contraíram câncer.

No Brasil, estima-se que 25.000 próteses da PIP foram comercializadas. O risco observado é o de vazamento da prótese, contaminando o corpo.

Fico pensando: imagine o trauma de uma mulher que sofreu com o câncer, implantou essas próteses e teve rompimento delas? Sem contar as que implantaram com finalidade estética.

O fundador da empresa, preso, alegou que isso foi feito (o uso de silicone inadequado para fins médicos, que forçam a ruptura das próteses) para a “redução de custos e maior competitividade”.

Assustador a ganância comercial, não?