– Jogo contra o Racismo. Quem será Protagonista?

Hoje, Vasco X Libertad promete ser o “jogo contra o racismo“.

Na partida de ida, muita manifestação de  discriminação racial, segundo atletas vascaínos.

Curiosamente, o árbitro será Wilmar Roldán, acusado por Richarlysson de preconceito, há 2 anos numa partida do SPFC no torneio.

Irônico, no mínimo…

– Árbitro de Futebol só viaja de…

avião, quando o jogo é longe!

Ora, qual a surpresa?

Aliás, nada de surpreendente sobre a matéria de Rodrigo Mattos na Folha de São Paulo dessa 3ª feira, 20/03/2012, pg D2. Nela, vemos que a agência de turismo recomendada pela CBF, a Pallas, é denunciada por esquemas suspeitos com Ricardo Teixeira.

Que os árbitros só poderiam viajar de avião pela Pallas, nenhuma novidade. A novidade é que a verba de viagem do brasileiro da Série B foi empenhada como garantia em contrato vantajoso para a Copa!

Aliás… da construção de estádios à venda de passagens, ouve-se falar de corrupção. Para que se quer a Copa então, se não for para desfalcar os bolsos dos cidadãos?

EMPRESA LEVA SÉRIE B PARA LEVAR A COPA

Verba de viagem da Segundona foi dada como garantia em contrato

por Rodrigo Matos
Carente de recursos, o Brasileiro da Série B serviu para viabilizar um contrato milionário da Copa-14 para agência de viagens de empresário ligado a Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local).

O dinheiro das viagens da Segundona foi usado como garantia para o acordo.

Como a Folha revelou, Claudio Abrahão é dono da Top Service, que obteve os direitos de comercializar os pacotes VIP do Mundial. Antes de ganhar esse contrato, ele havia vendido um apartamento por um terço do preço de mercado para Teixeira.

Sob a gestão do ex-cartola, a CBF deu ajuda para que a Top Service ganhasse, juntamente com a Traffic, esse contrato de hospitalidade do Mundial, que inclui serviços de turismo e ingressos.

Fez isso usando o contrato da Série B como garantia.

Explica-se: para ganhar esse direito, era preciso que as duas empresas apresentassem garantias financeiras de US$ 40 milhões (R$ 72 milhões) à Match Hospitality, parceira comercial da Fifa.

A Top Service tem capital social de apenas R$ 100 mil, 0,14% desse valor.

Então, a empresa fez um empréstimo de valor não revelado com o Banco Safra, como mostra documento da empresa de maio de 2011.

Era o período em que ocorria a concorrência da Match.

A garantia do empréstimo foi dada pela Pallas Operadora Turística, que, como a Top Service, faz parte do Grupo Águia, cujo dono é Wagner Abrahão, amigo de Teixeira.

Documento da Pallas diz que a garantia são “direitos creditórios […] relativos à logística do transporte dos jogadores do Campeonato Brasileiro da segunda divisão”.

A Série B é organizada pela CBF. A confederação negocia, diretamente ou indiretamente, os direitos comerciais do torneio. Depois, paga clubes e despesas. As rendas são de direitos de transmissão de TV e placas publicitárias.

Boa parte do dinheiro é usada para pagar passagens e diárias em hotéis para os times. Quem presta os serviços na competição é a Pallas.

“Recebemos 28 passagens e acomodações que são feitas diretamente pela Pallas. Não pagamos nem participamos de nada”, contou o presidente do Vitória, Alexei Portela, que disputa a Série B.

Ou seja, os clubes não têm nenhum domínio sobre quanto é pago por suas viagens. Quem pode controlar isso é a Pallas e a CBF.

Após o pagamento das despesas de viagens, o dinheiro que sobra é distribuído para os clubes. Assim, cada um deles recebe R$ 180 mil de cota mensal -cerca de R$ 1,8 milhão por toda a competição.

“Acho que é pouco. A Série B tem crescido muito”, reclamou o presidente do Sport, Gustavo Dubeux. “Essa cota mensal não dá nem para pagar três jogadores.”

Clubes da Série A, como Flamengo e Corinthians, ganham até R$ 100 milhões.

– Derby Campineiro fora de Campinas por culpa da Violência?

Que a rivalidade entre as torcidas de Guarani e Ponte Preta é alta, não há dúvida. E que sempre sai briga, idem. Mas agora extrapolou: numa briga entre torcidas numa partida Sub-15 (isso mesmo, entre garotos), um torcedor campineiro morreu.

Se fazem isso em jogo da categoria infantil, imagine a multidão reunida no profissional?

Quantos foram presos?

Quem se responsabilizará pela morte?

Claro que entre os briguentos não há ninguém bem educado. É evidente que o sujeito que vai arranjar briga 1 hora e meia depois de uma partida, bom caráter não é. Mas nada justifica a morte de outrem.

Os dirigentes querem tirar o Derby de Campinas e levá-lo a outro estádio. Ou ainda fazer jogo com uma torcida só. A FPF, até agora, quer manter o jogo conforme a tabela. Nada disso é solução; apenas paliativos.

Para resolver o problema, cadeia aos brigões, povo mais educado e responsabilidade criminal às equipes, que são os grandes incentivadores das torcidas organizadas, que infelizmente acabam com a paz nos arredores dos estádios.

– Qual seria a Bombinha do Felipão?

Responda rápido: quem foi o culpado da última derrota do seu clube?

1) O técnico que escalou mal o time,

2) Os jogadores que não foram bem, ou,

3) O árbitro que ‘roubou’?

Digo isso pois nessa última semana tivemos episódios fantásticos de lamúrias no futebol. Em Ribeirão Preto, jogadores do Comercial culparam o árbitro Alessandro Darcie pelo empate nos acréscimos contra o Corinthians; Felipão, após vitória do Palmeiras, fez campanha para que Valdívia tivesse o mesmo “critério de preservação dos árbitros” destinado a Neymar. O Santos reclamou de pênalti sobre Luís Fabiano, e o São Paulo, adversário do time praiano que venceu, reclamou da expulsão de Rodrigo Caio.

Ganhando, empatando ou perdendo, sempre é mais fácil colocar a culpa no árbitro. E chama a atenção um alerta de Luís Felipe Scolari no último sábado: disse que revelaria à imprensa uma bombinha sobre a arbitragem.

Sinceramente, Felipão deve ter apelado quando sugestiona corrupção e justamente ele (que tanto reclama, maltrata e critica os árbitros) quer ser o denunciante, e de algo que ficou no ar sem explicação!

Terá credibilidade?

Dirigentes, treinadores e jogadores precisam ser mais cautelosos em acusar a arbitragem de tudo. Que a arbitragem erra, isso é lógico! Mas não é a culpada de todos os males do futebol brasileiro. Os reclamantes precisam ter consciência de que, se esse discurso anti-arbitragem é insistentemente martelado na cabeça de um torcedor mais fanático, desastres podem acontecer. E isso é real! Vide o exemplo do próprio Palmeiras nesse final de semana: o time B deve ter levado a sério as acusações de Felipão de que o time é perseguido e o jogo acabou na delegacia. Motivo: chiadeira com a arbitragem. Um time inteiro na Polícia e o árbitro acusado pelos atletas palmeirenses de dizer que era corinthiano (partida União Barbarense X Palmeiras B)!

Esse é o profissionalismo que tanto desejamos?

A matéria ganhou destaque no próprio site do Palmeiras, onde, parece, as reclamações do time A e do time B trabalham em sinergia!

Veja o artigo da página oficial da S.E. Palmeiras (extraído de: http://is.gd/WkoZvX), e diga: Felipão ameaçar “bombinha” e não dizer; site reclamar amadoristicamente; e chororô preventivo toda rodada, não são elementos vexatórios para uma equipe tão importante como o Palmeiras?

ARBITRAGEM PREJUDICA PALMEIRAS B E JOGO TERMINA NA DELEGACIA

O jogo entre Palmeiras B e União Barbarense, realizado na manhã de domingo (18), na cidade de Santa Barbára D’Oeste, válido pela décima sexta rodada do Campeonato Paulista foi marcado pela péssima e danosa atuação do trio de arbitragem que comandou a partida.

Leomar Oliveira Neves, árbitro do jogo, e seus auxiliares, Marcelo Zamian de Barros e Luiz Alberto Andrini Nogueira, tiveram um comportamento, no mínimo, tendencioso e conduziram a partida para que a mesma terminasse numa grande confusão.

Com intimidação constante aos atletas e comissão técnica palmeirense, o trio anotou a marcação de uma penalidade máxima inexistente e uma falta nos acréscimos indicada em local irregular em relação aonde a infração havia sido cometida. Ambas as jogadas foram capitais e originaram os gols da Barbarense. Além disso, o juiz da partida expulsou 5 atletas do Palmeiras B (Pegorari, Luiz Gustavo, Marcos Paulo, Marcos Vinícius e Thalles).

“O próprio juiz da partida disse que era torcedor do Corinthians para os nossos atletas e que estaríamos ferrados. Foi isso durante o jogo todo, segundo o relato dos atletas. Fomos claramente lesados nos nossos interesses pelo desequilíbrio de um árbitro despreparado e que agiu de má fé. Vamos protestar contra ele junto a Federação Paulista de Futebol”, disse Jair Jussio, diretor de futebol de base do Palmeiras. 

Para justificar o seu descontrole, o juiz da partida, Leomar Oliveira Neves, alegou que os atletas do Palmeiras B haviam lhe agredido e se dirigiu à delegacia de polícia da cidade para registrar um Boletim de Ocorrência. Após o exame de corpo de delito ao qual passou Leomar, a delegação palmeirense foi liberada e retornou para São Paulo.

– Análise da Arbitragem de São Paulo X Santos, Paulistão 2012, Morumbi

Um Sansão com lances discutíveis nesta tarde. O árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro correu bastante, esteve sempre próximo aos lances e se posicionou bem. Manteve ótima interação com seus bandeiras e assistentes de meta. Em lances de interpretações/marcações, tecnicamente foi bem; Disciplinarmente, razoável.

Em especial, três situações polêmicas:

1 – Comecemos com o embate entre Rodrigo Caio X Neymar. No começo do jogo, o marcador fez falta boba em Neymar, que não era para advertência com cartão amarelo, mas sim verbal. No final do primeiro tempo, novamente Rodrigo Caio atinge Neymar, agora com muita força e por trás: lance típico para cartão amarelo, não aplicado! Aqui, o árbitro pecou no critério: se deu no primeiro lance, menos viril, por que não deu no seguinte? Na 3ª disputa de bola entre eles, Neymar busca receber a falta e consegue. Novo cartão amarelo para Rodrigo Caio, que consequentemente é expulso.

2- O pênalti marcado em Luís Fabiano: o atacante recebe a bola e dispara para o gol. Entra na área, adianta a bola em uma distância ainda possível de domínio e Rafael sai aplicando um carrinho, que não atinge o adversário nas pernas, mas onde o pé do Luís Fabiano, desequilibrado, bate em seu peito. O camisa 9 do São Paulo pula para não ser atingido. E este é o pênalti por “infração devido a ação temerária”, ou seja, cometer uma ação onde pode lesionar um adversário. Como a regra faculta “atingir ou não o adversário”, portanto, é pênalti. Imagine a situação: onde os pés de Rafael atingiriam caso o atacante não pulasse? Se o goleiro acerta as pernas, dependendo da força, poderia até ser vermelho (configurando infração por força excessiva). Faz-se necessário entender que os carrinhos devem exclusivamente atingir a bola, sem levar riscos ao adversário. E a Regra exige a punição, independente se o atleta receber o pontapé, pular, simular ou continuar. Não importa a consequência do lance, se marca o risco que um carrinho provoca, dentro ou fora da área.

3- O 3º Gol do São Paulo FC. Na minha opinião, em lance extremamente difícil: gol irregular. Veja o vídeo do gol aos 41m do 2º tempo e repare quando der 7,5 segundos da gravação (em: http://is.gd/sansao). Perceba o seguinte: Lucas recebe a bola em boa condição (Arouca dá condição no meio do campo, quando a bola é lançada ao sãopaulino que está na lateral). Ele avança e cruza para Cortês, em condição legal. A bola bate na trave e sobra para Lucas. É justamente nesse momento que surge o questionamento: Lucas estava à frente da linha da bola quando Cortês chuta. Portanto, só poderia jogar, caso pegasse um rebote, se existisse dois atletas adversários entre ele e a linha da bola nesse momento (para evitar a condição de impedimento classificada como “tirar proveito de estar em posição de impedimento”). E Lucas pega o rebote e ainda faz o gol! Responda: além do goleiro, o último zagueiro está na mesma linha do Lucas, atrás ou a frente? Considere que você não deve avaliar apenas os pés, mas a cabeça e o tronco, desconsiderando as mãos, já que não se pode jogar com elas sendo jogador de linha. Na imagem, fico na dúvida: Lucas não está, minimamente, à frente do último zagueiro?

Para mim, sim. Mas respeito outras considerações, já que não há uma câmera na linha da jogada.

Tire suas conclusões. Caso a equipe de arbitragem tenha errado, este é um erro aceitável pela velocidade da jogada, dificuldade do lance e tempo de jogo (já que todos estão mais cansados e suscetíveis a erro).

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

 

 

– Sobre o Árbitro “Bêbado” em Batatais

As aspas são propositais. Sem querer defender ou acusar o árbitro José Roberto Marques, que ganhou notoriedade pelo episódio de que estaria bêbado às vésperas de um jogo no Paulistão A3 e que suas peripécias teriam afetado seu desempenho em campo, mas ficam algumas dúvidas:

1- O árbitro foi ouvido? Muitos o ironizaram, mas não ouvi nenhuma entrevista dele. Só do acusador.

2- Palavra de dirigente vale mais do que a do árbitro?

3- O que o relatório do observador da partida relatou sobre o árbitro?

4- Qual a palavra da entidade de classe (sindicato e cooperativa) que devem defender o árbitro até o fim?

Tomara que os dirigentes sindicais/cooperados lutem pelo árbitro, pois a FPF o puniu. Mas será que terá defesa? Quem são os que o pune, e quem são os que o defendem?

Hum… vale a pesquisa. Coitado do árbitro. Sem corporativismo, pois se errou, tem que haver punição e paciência. Mas as pessoas envolvidas no seu julgamento dentro das Federações / Entidades de Classe são quem?

– Curiosidades dos Jogos Olímpicos!

A Revista Galileu, Ed Março 2012, trouxe por Tarso Araújo uma matéria bacanérrima sobre curiosidades, fatos e números das Olimpíadas. Vamos a alguns relatos:

Em 1896, o Barão de Coubertin, idealizador dos Jogos Olímpicos Modernos, não permitiu que as mulheres participassem pois achava que elas atrapalhariam as provas!

Até 1932, não havia pódio para o 3º colocado, e o vencedor levava a Prata; o vice, Bronze. O ouro para o 1º colocado só veio depois.

Na primeira Olimpíada, os campeões da Ginástica eram alemães – todos de bigode. Em 2008, quem monopolizou a prova foi a China. Mudança total da geografia e dos costumes.

O primeiro vencedor da Maratona foi um grego que conseguiu o tempo de 2h58m. O último, um queniano que atingiu 2h06m. Diferença “sutil”, não?

Na Natação, em Pequim, o francês Alain Bernard usou um polêmico maiô tecnológico para quebrar todos os recordes possíveis. Mas nos primórdios, o húngaro Alfréd Hajós passava sebo para esquentar o corpo e superar os adversários!

O que teremos de novidade em Londres-12? Certamente, mais recordes quebrados pelos avanços tecnológicos.

– Por mais que eu me esforce, os Brazucas da F1 ficam devendo…

Torço, torço, torço… mas não dá! Assistir a Fórmula 1 hoje e torcer para brasileiro, é dose! Saudades dos pegas entre Piquet e Ayrton…

O Massa, mesmo com a torcida ufanista do Galvão Bueno na Globo, não consegue superar o Alonso nem com o Alonso errando. Já o Bruno Senna, saiu da Renault Lotus e foi para a Willians. Poxa, regrediu nitidamente, e a TV oficial faz questão de dizer que é um upgrade na carreira do piloto! Vide o Romain Grosjean, que está na Lotus Renault e que ficou em terceiro.

Torcer para que a renovação dos pilotos brasileiros ocorra logo, e que seja frutífera.

– Santos FC e a Grama Sintética Peruana

Há coisas inexplicáveis na América do Sul. Na partida Cruz Azul X Corinthians, exemplos de selvageria com a ridícula cena de policiais com escudos para proteger um jogador que queria apenas cobrar um mero escanteio… e nada da Conmebol punir, como se tal fato fosse normal e aceitável.

Mas há outras aberrações. Ontem, na partida entre Juan Aurich X Santos, no estádio Elias Aguirre, a partida válida pela Libertadores da América foi disputada em um estádio de grama sintética NÃO AUTORIZADA PELA FIFA, mas que, por motivo desconhecido, houve permissão da Conmebol para a realização.

O jornal Lance esteve horas antes do jogo no estádio e verificou tal irregularidade, veja o link em: http://is.gd/VRErSV

Aquela arena foi certificada até o Mundial sub 17 em 2005, mas perdeu o selo FIFA por falta de manutenção/ adequação às novas normas. E, simplesmente, continuou a receber partidas de futebol. Hoje, a FIFA reconhece apenas 14 estádios na América do Sul para jogar na Grama Sintética. A regulação e os estádios estão no link da própria entidade, no seguinte endereço: http://is.gd/qLONcr

Cá entre nós: visivelmente a bola parecia uma bexiga! Voava, pulava, batia e não parava. Tipicamente um esporte que não era o futebol, algo como o Showball. Só faltava a mudança de regra… Na grama sintética autorizada, a bola não salta tanto e a grama não é tão rala, tampouco o piso duro. O gramado do estádio Juan Aurich, pela TV, lembrava os carpetes sintéticos de quadras de society, nada parecido como os gramados autorizados.

Àqueles que já tiveram a oportunidade de trabalhar em gramados sintéticos FIFA, perceberão que o futebol praticado se assemelha ao que conhecemos. Mas ainda há uma observação: tido por muitos como o “piso do futuro” nos estádios de futebol, ainda não vemos grandes estádios, como Wembley, San Ciro, Allianz Arena, Maracanã, Azteca, Monumental de Nunes ou outros importantes locais desejosos por tal grama. Será mesmo uma tendência ou apenas um lobby?

E você, o que pensa sobre os pisos sintéticos no futebol? Deixe seu comentário:

– Hulk cala a boca dos Racistas!

No último dia 03/03/2012, Hulk, atacante do Porto, sofreu com o racismo, no clássico luso Benfica 2 X 3 Porto.

Neste vídeo que rodou o mundo, um senhor calvo, de vermelho, torcedor do Benfica, imita um macaco quando o brasileiro domina a bola (dá para escutar o som provocativo). Mas não é que no mesmo instante o centroavante marca um golaço?

Olha só o lance: http://www.youtube.com/watch?v=czxBnU-7WcY

Que ironia do destino…

– A Mercantilização do Apito e o desprestígio aos árbitros locais

Algo novo, que ao mesmo tempo não deixa de ser velho: árbitros trocando de estado e levando seus escudos FIFA para as novas praças.

Calma, não estamos falando de fidelidade partidária, onde você perde o cargo por mudar de legenda. Então, vamos trocar algumas ideias sobre o tema?

Sandro Meira Ricci apitará por Pernambuco. Se no ano passado a luta era para um escudo FIFA ao Nordeste em 2012, situação prioritária para muitos, agora teremos 2 árbitros internacionais: Francisco Carlos do Nascimento (o Chicão de Alagoas) e Sandro Meira Ricci, que sai da Federação Brasiliense e vai para a Federação Pernambucana.

Antes de debatermos, algo importante: sem preconceito ao NE ou coisa que o valha, mas aqui o assunto será COMPETÊNCIA.

Em 2011, Francisco C do Nascimento não teve um bom ano na arbitragem. Está fresca na memória a recordação de atuações ruins (nada contra a pessoa do árbitro). Mesmo assim, galgou o objetivo maior, que era virar FIFA. Já a Federação de Pernambuco, costumeiramente recebe (e aceita) críticas dos clubes grandes. É público que lá a geladeira (o ato de tirar de escala o árbitro) é costumeira. Para resolver a situação, trouxeram Sandro Meira Ricci.

Tudo bem, o árbitro troca de estado sem problemas, pois, teoricamente, o escudo FIFA é dele, não do seu estado de origem. Mas fica uma dúvida: a troco de quê?

Sandro Meira Ricci deixou o DF pelos problemas políticos que ocorrem por lá, ou por convite para contribuir com o crescimento do futebol de PE? Se a resposta é a contribuição, surge outra pergunta: o fará por simpatia, por remuneração ou por compartilhar competência?

E, se for por remuneração, que mal haverá? Vivemos um período de mercantilização, negócios ou neoliberalismo das relações (lembrei os mais auspiciosos tempos de FHC), não importa o nome que você deseje chamar. O que não vale é negociata, ou seja, negociação suja, irregular, criminosa.

Se eu sou FIFA, e um estado me oferecer melhores condições de trabalho, qual é o problema? Ao menos, o estado contratante reconhece o árbitro como uma figura competente. Márcio Rezende de Freitas, Carlos Elias Pimentel, Oscar Roberto Godoy fizeram essa transferência para SC, anos atrás.

O problema passa a ser outro: e o prestígio aos árbitros locais?

Imagino que os árbitros pernambucanos devem estar chateados com tal situação; afinal, ao invés de investir nos árbitros natos de lá, “importa-se” um nome gabaritado. Quando alguma empresa não tem competência, contrata-se no mercado um executivo competente! Mas não seria melhor formar os competentes?

Fazer intercâmbios, trazer gente de fora para orientar ou reciclar, é algo saudável! Não desenvolver competências locais torna-se problemático.

Lembro-me do episódio em que o então presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah, começou a trazer árbitros estrangeiros para o Paulistão. Na época, a seção “cartas à redação” do jornal “A Gazeta Esportiva” trazia um email de Edilson Pereira de Carvalho, fazendo inúmeras críticas a tal fato, dizendo que

enquanto descascamos o abacaxi, nas finais vem gente de fora para comer o filet mignón”.

Edilson, para não ser punido, jurou de pé junto que um gaiato usou o seu nome (eram tempos primórdios da Internet…). Anos mais tarde, durante uma pré-temporada da FPF, perguntei a ele sobre o episódio e ele me confirmou:

claro que fui eu; não é uma vergonha um estado como SP importar árbitro?

E aí fica a questão: tal prática (a de importar árbitros de nome de outros estados) é salutar ou não para a arbitragem local?

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– Um Novo Modelo de Negócio entre Clubes Grandes e Pequenos de Futebol

No último sábado, o jornal Marca, em matéria de Sergio Fonti (10/03/2012, pg 23), trouxe uma matéria sobre o novo destaque da equipe do Barcelona: Cristian Tello.

O atleta foi para o Barça ainda criança, e o seu antigo clube, o nanico Can Rull Rómulo Tronchoni (já ouviram falar desse clube?) fez um contrato com cláusula inusitada: o valor a ser pago seria de 5.000 euro por gol marcado pela equipe catalã.

Na última 4ª feira, na vitória do Barcelona por 7X1 contra o Bayern Leverkusen, Messi marcou 5 gols; Tello marcou os outros 2 tentos e engordou em 10.000 euro a conta bancária do Can Rull Rómulo Tronchoni.

Para atacante, o negócio é bom. Mas como faz para acertar tal contrato no caso de um zagueiro?

– Habemus Fox Sports!

Já era tempo, não? A Oi TV, TVA e uma ou outra empresa que detinha o canal atingiam 20% dos assinantes brasileiros. Com o acordo com a Sky, o número aumenta para quase 60%!

O motivo pelo desejo é claro: a Libertadores da América, que só conseguíamos assistir “adaptadamente” no 47 – o canal FX, que é do mesmo grupo.

Extraído de: http://is.gd/5Xw6Mh

FOX ACERTA COM A SKY!

De acordo com a coluna Outro Canal, em breve a Sky deve anunciar a entrada do canal Fox Sports em seu line-up.

As negociações já se arrastam há três meses e inclusive chegou a ser cogitada a possibilidade de boicote. Mas parece que os dois grupos se acertaram e as conversas devem ser encerradas nos próximos dias.

O contrato ainda não foi assinado, mas executivos já comemoram o acordo. Operadora e programadora pretendem anunciar a novidade na feira internacional de esportes “Sportel Rio”, que acontece entre os dias 12 e 14 de março, no Rio de Janeiro.

Desde seu lançamento, no início de fevereiro, o Fox Sports vinha sofrendo para inserir o canal nas operadoras de TV por assinatura. Por enquanto, a emissora esportiva só consta em empresas menores, atingindo cerca de 20% dos mais de 13 milhões de assinantes.

Vale lembrar que o Fox Sports detém os direitos exclusivos da Copa Libertadores da América, e faz com que torcedores dos clubes brasileiros não possam acompanhar as partidas.

Agora com a entrada do canal na Sky, seu sinal passa a atingir cerca de 60% do mercado de TV paga no Brasil.

As negociações também abrangeram a renovação de contratos de vários canais da Fox com a Sky. O Fox Sports deve entrar no line-up da operadora já nos próximos dias.

Enquanto isso, a Net segue negociando a Fox.

– Ricardo Teixeira renunciou. Sentiu a pressão ou é tudo planejado?

O que parecia impossível há alguns anos aconteceu: Ricardo Teixeira, presidente há décadas da CBF, caiu! Ou melhor, renunciou ao mandato para, segundo sua nota, cuidar da saúde.

Faz tempo que a pressão governamental sobre ele acontecia. Sobre a pressão popular, nitidamente, se lixava. A questão é: ficou preocupado com a pressão governamental ou é um golpe muito bem planejado?

Aos mais otimistas, sem querer ser chato: não muda nada. Ou aquele que vive no meio do futebol acha que José Maria Marin é sangue novo?

Me recordo o que Teixeira à Revista Piauí: que ninguém faria nada com ele e que depois da Copa ‘curtiria’ a boa via (em outras palavras). E também me lembro o que disse Andrés Sanches: que o mandatário só cairia quando o Sargento Garcia prendesse o Zorro.

Simbolicamente, a saída de Ricardo Teixeira é ótima. Mas na prática, continua a mesma coisa. 

– Domingos e o “Tô de Olho em Você”. Pode?

No último sábado, o jogador do Guarani, Domingos, zagueiro com passagens por Santos e Portuguesa, reclamou de uma possível perseguição do árbitro José Cláudio Rocha na partida Corinthians X Guarani. Disse mais: que gostaria de sair do Brasil pois os árbitros não o deixam jogar!

Precisamos tomar cuidado em duas coisas para analisar se as reclamações procedem ou não:

1- o excesso de força de alguns lances de Domingos,

2- a preocupação dos árbitros em não deixar de puni-lo.

Domingos joga duro; não amolece em divididas; mostra virilidade ao extremo. Vez ou outra, faz por merecer expulsões. Mas precisamos tomar cuidado para, sabedores do histórico do zagueiro, não marcar infrações ou aplicar cartões injustos pré-condicionados pelo histórico e fama criada pelo atleta.

Imagine a seguinte situação: em lance duvidoso de pênalti, numa disputa de bola onde o atacante cai – se for Neymar, por tudo o que já simulou, o árbitro tende, na dúvida, a acreditar que se jogou. Mas se for Messi, que quase nunca cai, acreditará que o atleta sofreu a falta. Idem se fizermos a analogia a zagueiros com históricos diferentes> Miranda, extremamente técnico X Domingos, extremamente faltoso!

Assim é a interpretação do árbitro sobre Domingos: inconscientemente, o juiz já o vê como o “cara que é violento”. Problemas de excesso de rigor, de fato, podem acontecer, justamente pelos inúmeros lances já protagonizados pelo atleta – inclusive em treino!

Sobre a queixa de que o árbitro o perseguira quando supostamente disse: “estou de olho em você”: nada de anormal! Coisa comum no futebol. Quando um atleta faz por merecer uma advertência, entretanto a aplicação do rigor do cartão é questionada, o árbitro deve adverti-lo verbalmente para que mude o seu comportamento, a fim de não receber um cartão que poderia ser evitado. Quando o árbitro diz ao atleta que está atento (‘de olho’), serve de alerta para ele se cuidar e se preservar mais em campo. O jogador deveria agradecer ao árbitro de ser informado que na próxima será punido com cartão e de ter a oportunidade de evitar uma admoestação maior.

E você, o que pensa sobre Domingos? Um incompreendido ou chororô?

– Tatu-Bola 2014!

E o mascote da Copa, segundo a Veja (informação de Lauro Jardim), está definido: será o tatu-bola, animal fruto do lobby da Associação Caatinga, que venceu o Saci Pererê (que era a preferência do ministro Aldo Rebello), além da Onça Pintada e da Arara, que estavam concorrendo.

Sabe de uma coisa?

Gostei!

O tatuzinho que se disfarça como uma bola e está em extinção, pode trazer uma mensagem politicamente correta em tempos de preservação ambiental. Além de que o tatu-bola só existe na fauna brasileira.

Agora, a expectativa será para o nome da bola sucessora da Jabulani: Samba, Gorduchinha, ou qual outro?

– As Novas Denúncias de Entradas Irregulares na CBF

Novas denúncias de árbitros que entraram irregularmente no quadro da CBF. Agora, o site Apitonacional traz uma relação de árbitros cariocas que teriam entrado sem as condições exigidas no quadro nacional. Nomes e matéria podem ser acessados em:

http://www.apitonacional.com.br/noticias/formairregular.htm

Já escrevi sobre tal tema em outra oportunidade e repito: se passarmos um pente-fino, de repente, encontraremos um número absurdo de indicações indevidas.

Mas fica a questão debatida outrora no Blog do Bom Dia / Diário de São Paulo: As federações devem satisfação sobre a escolha de seus árbitros? Não são entidades de direito privado?

Dirigentes se merecem, pessoal…

O texto irônico, para quem não leu e que pode ser repetido neste episódio, está em:

http://www.redebomdia.com.br/blog/lista/109

Publico-o novamente abaixo, pois serve para essa oportunidade:

PATHRICE MAIA DENUNCIADO. SOMADO A SANDRO RICCI, QUE LIÇÕES TEMOS?

Dias atrás, o site Voz do Apito denunciou a entrada irregular de Sandro Meira Ricci ao quadro da CBF, pelo DF (comentamos em: http://is.gd/ricci). Agora, o site Apito Nacional traz outra suposta entrada irregular, dessa vez de Pathrice Maia, árbitro do RJ.

Se fizermos uma devassa nos processos de indicação das federações estaduais, provavelmente encontraremos outras! E se todos os casos forem confirmados, veremos que tal prática é um vício desassociado da meritocracia mas preso aos interesses de quem indicou e/ou quem aceita.

E o que a sociedade tem a ver com isso?

Vou ser bem sincero: nada.

Estranhou tal posição minha?

Claro, levemos em conta os seguintes fatores:

1-as federações de futebol são instituições privadas. Coronel Marinho, Jorge Rabelo, Sérgio Correa ou qualquer outro dirigente dessa categoria de organização, nada mais são do que empregados do “patrão”, que nesse caso, é o presidente, CEO, executivo-mor ou título que o valha. Por quê dar satisfação à população (ou aos próprios árbitros, já que nem empregados das federações eles são)?

2-em qualquer empresa comercial, o objetivo maior será a sua sobrevivência. E no mundo dos negócios, todas as agências de veículos vendem o melhor carro; todos os bancos têm o melhor atendimento; todas as lojas de móveis têm o sofá mais barato; e, nas federações, todos os árbitros indicados são os melhores. Na teoria, é isso, mesmo que na prática não seja.

3-os rankings de arbitragem procuram ser instrumentos de regulação, mas obscuros e ininteligíveis, acabam sendo subjetivos na sua pontuação (e alguns, pasmem, nem pontos têm!).

4-na era do futebol-business, mais vale o atacante nascido no society do empresário viajado, do que o ponta-de-lança banguela oriundo da várzea. Ambos podem fazer gol, mas a repercussão deles difere. Por quê na arbitragem seria diferente?

5-assim, como todos esperam que os escudos não sejam devolvidos e os árbitros que lá chegaram (por mérito ou não) sabem que precisam apitar muito bem para não serem questionados e lembrados sobre isso (embora, escudo se ganhe em campo e não na politicagem), por que a empresa privada não pode galgar alguém pela simpatia a outro, tempo de experiência, perspectiva ou simplesmente por querer arriscar um novo nome? Ela não deve satisfação aos outros, é privada!

Amigos, claro que tal artigo está carregado de ironias, embora em muitos momentos deixo nas entrelinhas reflexões que são duras realidades: as federações, se quiserem, acabam indicando quem elas desejarem. Se há meritocracia ou não, privilégio desregrado ou até mesmo desonestidade, fica a cargos das instituições representativas interessadas: as cooperativas, sindicatos e associações de defesa dos árbitros.

Tonto é o torcedor que vai ao estádio achando que os atletas do seu clube jogam por amor e não pelo salário. Tão tonto é o jovem árbitro que acredita que única e exclusivamente na carreira subirá pelos seus méritos, sem nunca ter recebido pressão. Tontos somos nós, que aqui escrevemos e acreditamos em mudar algo. Somos pequeninas pedrinhas, que momentaneamente irritam os dirigentes em suas sandálias; mas estes, suportados pelos donos de federações e confederações, logo se ajeitam.

Sandros, Pathrices, Ciclanos, Fulanos ou Beltranos (as). Não importa. Se competentes, fiquem com seus escudos. Se incompetentes, que saiam. E sobre como entraram? Os descontentes, reclamem aos seus representantes de classe. Ou eles não são independentes?

Que bom seria se as pedras diminutas citadas acima resolvessem se juntar… Formariam um pedregulho e tanto!

Aceitemos: as federações são empresas privadas, endinheiradas, movidas pela vaidade do poder e sem romantismo. Gostemos ou não, é o futebol de hoje. E o árbitro, diante de tudo isso, é apenas um elemento a margem nelas.

Não gostou? Então que tal, em caso de atual mesmice, virar uma pedrinha? Se muitas se juntarem…

– O Mico Adriano!

Adriano Imperador sempre esteve envolvido em escândalos e casos de indisciplina. O Corinthians insistiu na aposta. E, agora, nem treinador nem dirigentes sabem o que fazer com ele! Ganha muito, não entra em forma e não colabora nos treinos.

O que fazer?

Dizem que ele pode ir para o Flamengo. Já imaginaram um time com Ronaldinho Gaúcho, Vagner Love e Adriano Imperador?

Com respeito, mas a noite carioca será uma criança. Coitado do treinador Joel Santana!

– Chivas critica Simulação de pênalti do seu Atleta. Mudaremos o conceito?

Jorge Vergara é presidente e dono do Chivas Guadalajara, equipe tradicional e rica do futebol mexicano. E o executivo surpreendeu aos futebolistas locais por criticar a atitude do seu próprio atleta, Erick Torres, que simulou ter sofrido uma infração que resultou no pênalti decisivo à sua equipe (Chivas 2X1 Puebla). Disse Vergara:

Sou totalmente contra esse tipo de atitude, isso não é fair-play, não é correto. Não se deve ganhar um jogo de futebol fazendo trapaças, nem muito menos na vida nem no futebol

Na última semana, o 3º vídeo do Youtube mais assistido no mundo foi o de Lionel Messi, intitulado: Messi never dives (Messi nunca mergulha), mostrando lances em que o argentino apanha, sofre faltas, mas insiste em continuar a jogada e não cair.

Fico pensando se um dia nós, brasileiros, abandonaremos a estúpida ideia de levar vantagem em tudo, parando de promover a falta do espírito esportivo, onde lamentavelmente exaltamos culturalmente o malandro que prejudica alguém.

Seria utopia encarnar em Vergara os dirigentes tupiniquins? Andrés Sanches, ex-presidente do Corinthians; Eurico Miranda, do Vasco; ou qualquer outro cartola daqui: falariam e pregariam contra tais atitudes se cometidas por seus atletas?

Cabe ao árbitro a hercúlea missão em definir o que é realmente falta ou não. Infelizmente, os jogadores dificilmente colaboram, e quando saem do país, precisam mudar o comportamento, pois sucumbem às culturas locais para sobreviverem.

Mudança de comportamento dos jogadores? Utopia a ser esperada pelos árbitros de futebol?

– Pênalti de calcanhar: aconteceu, e o jogador foi punido!

Em um amistoso no Líbano, envolvendo a equipe local contra os Emirados Árabes, o atacante emir Awana Diab foi cobrar um pênalti para sua equipe: correu, virou e… cobrou de calcanhar! E fez o gol! (pelas regras do jogo, tudo bem; o lance é válido).

Porém, a ousadia custou caro: o executivo da Federação de Futebol dos EAU, Esmaeel Rashed, disse que o atleta será punido por desrespeitar o goleiro adversário.

Veja o curioso lance:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=zzarGNw4Q0g

E para você: é desrespeito ou não? Deixe seu comentário:

– Palmeiras pode ter patrocínio de Bandana de site de Infidelidade. Pode jogar com ela?

Não há dúvidas que as bandanas (aquela fita de tecido para segurar o cabelo, que pode ser um mero enfeite) são permitidas no futebol. Desde, claro, não levem perigo a outros atletas e nem a si próprio (e se enquadrem na questão de não fazer publicidade comercial, mensagem religiosa ou política).

Abordamos isso pois a canadense Ashley Madison.com ofereceu um curioso patrocínio: 4 milhões de reais para que os atletas usem bandanas para a sua empresa, que é um site de infidelidade!

Talvez a empresa não tenha ciência de que só poderão fazer uso de tais bandanas em treino, pois durante a partida, não pode usar marca comercial.

O site prega “escapadinhas” entre seus usuários, e na bandana palmeirense estaria escrito:

A vida é curta. Curta um caso! Ashleymadison.com

E aí, inusitado ou não?

– A “Comovente” Declaração de Marco Polo Del Nero sobre Ricardo Teixeira

Em entrevista à ESPN Estadão, o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, declarou que José Maria Marin, que agora assume a vaga do licenciado Ricardo Teixeira, irá continuar a “administração vitoriosa” do dirigente. Veja:

A notícia da licença é natural. Já se tinha falado sobre isso muitas vezes. Não é nada de anormal. Não estipularam para mim o tempo de ausência

Lembremo-nos que Ricardo Teixeira, em julho/2011, à jornalista Daniela Pinheiro da Revista Piauí, disse ousadamente:

Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Porque eu saio em 2015. E aí, acabou.

E aí, nesse momento em que possivelmente Ricardo Teixeira pode estar saindo de fato da CBF, você concorda com a avaliação de Marco Polo: a gestão de Teixeira foi vitoriosa? Ainda: deixará saudades?

Deixe seu comentário:

– Vettel & Red Bull, Massa & TNT

Se a equipe de fórmula 1 Red Bull é a melhor na atualidade, e tem o campeão Sebastian Vettel como garoto propaganda, agora teremos um “concorrente”: A cervejaria Petrópolis, dona da Itaipava, anunciou o ousado patrocínio na Ferrari e em Felipe Massa, estampando seu energético TNT, visando entrar no mercado internacional!

O energético da RBR ou o TNT farão bonito nessa temporada da F1?

Extraído de:  http://www.mktesportivo.com/2012/03/apos-ferrari-tnt-fecha-com-felipe-massa/

APÓS FERRARI, TNT FECHA COM FELIPE MASSA

Após fechar patrocínio a escuderia Ferrari (leia aqui), a TNT acertou com o piloto brasileiro Felipe Massa. Pelo acordo, Felipe utilizará squeeze da marca e será utilizado em campanhas promocionais e comerciais.

O acordo com a escuderia e Felipe Massa será o início do projeto de internacionalização da TNT, através do Grupo Petrópolis. Segundo dados divulgados pela Exame, hoje a TNT possui 4% do mercado de energéticos no Brasil.

Assim como o patrocínio a Ferrari, a TNT fechou com Felipe Massa até 2014.

– E se Balotelli morasse no Brasil?

Que o jogador Mario Balotelli é meio doido, todos nós sabemos. Entretanto, as coisas estapafúrdias que faz se tornaram rotina; tanto que até uma “simples ida aos pubs” na véspera de jogo não chama tanto a atenção.

Agora, novamente uma multa: justamente por ir a uma casa de striptease na véspera de um jogo.

(Em tempo: de nada adiantou Balotelli jogar nessa 5ª feira, contra o Sporting de Lisboa, pois seu time perdeu na partida de ida pela Liga Europa por 1 X 0, com gol de Xandão, ex-SPFC, de calcanhar!)

Extraído de: http://esporte.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2012/03/07/manchester-city-multa-balotelli-por-ida-a-boate-de-striptease-antes-de-jogo.htm

MANCHESTER CITY MULTA BALOTELLI POR IDA A BOATE DE STRIPTEASE ANTES DE JOGO

O Manchester City multou nesta quarta-feira o atacante italiano Mario Balotelli com o salário de uma semana, cerca de 144 mil euros, por estar em um clube de striptease antes de uma partida, segundo o treinador do clube, Roberto Mancini.

Balotelli, que se envolveu em vários escândalos desde que chegou ao clube inglês em 2010, foi visto na madrugada de sexta-feira, deixando um clube noturno em Liverpool, sendo que no dia seguinte sua equipe receberia o Bolton pelo Campeonato Inglês.

Apesar do incidente, o jogador italiano foi titular no lugar do argentino Sergio Agüero e contribuiu para a vitória por 2 a 0 de sua equipe, marcando o segundo gol dos ‘Citizens’.

“Falei com Mario e lhe dei uma multa de uma semana de salário pelo que fez. É uma medida normal porque qualquer jogador deve ter um bom comportamento antes de um jogo”, declarou Mancini.

O atacante, que na terça-feira reconheceu seu erro e se desculpou publicamente por seu comportamento, aceitou a punição, disse Mancini.

Balotelli, que soma dez gols em 24 jogos nesta temporada, protagonizou polêmicas tanto por suas aventuras fora dos gramados, como dentro das quatro linhas atuando pelo City, que o contratou por 28 milhões de euros.

Esta é a segunda vez ao longo desta temporada que Balotelli é punido por uma saída noturna antes de uma partida, embora sua carreira esteja marcada por outras ações controversas, como incendiar acidentalmente sua própria casa após lançar fogos de artifício no banheiro e pisar na cabeça de um rival.

Além disso, na última terça-feira, o atacante italiano foi expulso de um shopping por não querer tirar o capuz que cobria sua cabeça, como haviam pedido os agentes de segurança do estabelecimento.

– A Pressão de Muricy sobre a Arbitragem desta 4ª feira

Para vencer a Libertadores da América, vale tudo. Até declarações pré-jogo de pressão contra a arbitragem.

Muricy Ramalho, técnico do Santos (que enfrenta o Internacional-RS pelo torneio continental), criticou ontem a escolha de Evandro Rogério Roman, árbitro FIFA da Federação Paranaense de Futebol, já que o apitador nasceu no Rio Grande do Sul. Disse o treinador:

Não tenho nada contra o Roman, que já apitou vários jogos nossos. Só que tem coisas no futebol que podem ser evitadas. Essa é uma delas (…) Existem outros duzentos mil árbitros para apitar”.

Ora, Evandro Roman nasceu em Erval Grande, interior do RS, e cresceu no Paraná (foi goleiro em Céu Azul-PR na adolescência). Mais tarde, fez Mestrado e Doutorado em Campinas-SP, vivendo um período na Unicamp.

Sendo assim, Roman que nasceu gaúcho, cresceu paranaense e estudou como paulista, é o que, de fato?

Pela lógica de Muricy, ele próprio estaria sob suspeita num confronto entre São Paulo X Santos por ter nascido futebolisticamente no Morumbi.

A verdade é: árbitro se preocupa só com sua carreira. Principalmente no nível FIFA alcançado, ele nem se lembra do time que torcia na infância.

Em 2009, Evandro Roman foi desastroso nos jogos que apitou pelo Brasileirão. No segundo semestre de 2011, a má fase passou (más atuações e reprovação nos testes físicos cessaram) e fez arbitragens excepcionais no Campeonato Brasileiro. Está em ótimo momento!

Assim como o descabido argumento de Muricy (por quê não o fez em outra oportunidade?), o Internacional poderia questionar: E se Roman fosse gremista?

E você, o que pensa sobre isso: Muricy tem razão ou é apenas mais uma das formas de pressão sobre a arbitragem? Deixe seu comentário:

 

– Racismo: Idiotices de um Mundo Contemporâneo

No último domingo, idiotas da Lazio manifestaram cânticos racistas contra jogadores negros do adversário, a equipe da Roma. Em especial, chamaram durante a partida o jogador brasileiro Juan de ‘macaco’.

Desde quando a cor da pele fala sobre a dignidade da pessoa?

Até quando o futebol terá que suportar isso? A Lazio foi multada em 45.000 euros e acabou. Isso resolve?

– Pathrice Maia denunciado. Somado a Sandro Ricci, que lições temos?

Dias atrás, o site Voz do Apito denunciou a entrada irregular de Sandro Meira Ricci ao quadro da CBF, pelo DF (comentamos em: http://is.gd/ricci). Agora, o site Apito Nacional traz outra suposta entrada irregular, dessa vez de Pathrice Maia, árbitro do RJ.

Se fizermos uma devassa nos processos de indicação das federações estaduais, provavelmente encontraremos outras! E se todos os casos forem confirmados, veremos que tal prática é um vício desassociado da meritocracia mas preso aos interesses de quem indicou e/ou quem aceita.

E o que a sociedade tem a ver com isso?

Vou ser bem sincero: nada.

Estranhou tal posição minha?

Claro, levemos em conta os seguintes fatores:

1-as federações de futebol são instituições privadas. Coronel Marinho, Jorge Rabelo, Sérgio Correa ou qualquer outro dirigente dessa categoria de organização, nada mais são do que empregados do “patrão”, que nesse caso, é o presidente, CEO, executivo-mor ou título que o valha. Por quê dar satisfação à população (ou aos próprios árbitros, já que nem empregados das federações eles são)?

2-em qualquer empresa comercial, o objetivo maior será a sua sobrevivência. E no mundo dos negócios, todas as agências de veículos vendem o melhor carro; todos os bancos têm o melhor atendimento; todas as lojas de móveis têm o sofá mais barato; e, nas federações, todos os árbitros indicados são os melhores. Na teoria, é isso, mesmo que na prática não seja.

3-os rankings de arbitragem procuram ser instrumentos de regulação, mas obscuros e ininteligíveis, acabam sendo subjetivos na sua pontuação (e alguns, pasmem, nem pontos têm!).

4-na era do futebol-business, mais vale o atacante nascido no society do empresário viajado, do que o ponta-de-lança banguela oriundo da várzea. Ambos podem fazer gol, mas a repercussão deles difere. Por quê na arbitragem seria diferente?

5-assim, como todos esperam que os escudos não sejam devolvidos e os árbitros que lá chegaram (por mérito ou não) sabem que precisam apitar muito bem para não serem questionados e lembrados sobre isso (embora, escudo se ganhe em campo e não na politicagem), por que a empresa privada não pode galgar alguém pela simpatia a outro, tempo de experiência, perspectiva ou simplesmente por querer arriscar um novo nome? Ela não deve satisfação aos outros, é privada!

Amigos, claro que tal artigo está carregado de ironias, embora em muitos momentos deixo nas entrelinhas reflexões que são duras realidades: as federações, se quiserem, acabam indicando quem elas desejarem. Se há meritocracia ou não, privilégio desregrado ou até mesmo desonestidade, fica a cargos das instituições representativas interessadas: as cooperativas, sindicatos e associações de defesa dos árbitros.

Tonto é o torcedor que vai ao estádio achando que os atletas do seu clube jogam por amor e não pelo salário. Tão tonto é o jovem árbitro que acredita que única e exclusivamente na carreira subirá pelos seus méritos, sem nunca ter recebido pressão. Tontos somos nós, que aqui escrevemos e acreditamos em mudar algo. Somos pequeninas pedrinhas, que momentaneamente irritam os dirigentes em suas sandálias; mas estes, suportados pelos donos de federações e confederações, logo se ajeitam.

Sandros, Pathrices, Ciclanos, Fulanos ou Beltranos (as). Não importa. Se competentes, fiquem com seus escudos. Se incompetentes, que saiam. E sobre como entraram? Os descontentes, reclamem aos seus representantes de classe. Ou eles não são independentes?

Que bom seria se as pedras diminutas citadas acima resolvessem se juntar… Formariam um pedregulho e tanto!

Aceitemos: as federações são empresas privadas, endinheiradas, movidas pela vaidade do poder e sem romantismo. Gostemos ou não, é o futebol de hoje. E o árbitro, diante de tudo isso, é apenas um elemento a margem nelas.

Não gostou? Então que tal, em caso de atual mesmice, virar uma pedrinha? Se muitas se juntarem…

– O Chute no Traseiro Pedido pela FIFA

E o Jérôme Valcke, secretário-geral da FIFA? Sugeriu um “Chute do Traseiro do Brasil”, para o país se mexer em relação as obras das Copas.

Tudo bem, Valcke não é uma pessoa considerada “de moral imaculada”. Mas tem razão…

A preocupação de uns são os estádios. Mas e os aeroportos, as rodovias, os hotéis, os hospitais? E outras tantas coisas?

Que mico essa Copa do Mundo. A cada dia tenho mais certeza que os interesses escusos suplantaram a noção do ridículo.

Evidentemente, autoridades e picaretas só querem faturar com a Copa do Mundo. O atraso é bom para muitos, pois aí há a possibilidade de contratar as obras emergenciais, sempre sem licitação!

– Hipnólogo ajudará o Paulista de Jundiaí

As comissões técnicas das equipe de futebol possuem os mais diversos profissionais: fisiologistas, estatísticos, psicólogos, entre outros. Mas o Paulista de Jundiaí resolveu inovar: contratou um hipnólogo!

Após um início de campeonato com vitórias seguidas, o clube amargurou derrotas consecutivas. A diretoria resolveu prestigiar o treinador Sérgio Baresi, estuda a dispensa de diversos jogadores e reforçou a comissão técnica com Olimar Tesser, profissional de Hipnose.

Segundo Olimar, seu objetivo junto aos atletas é:

Não vou ensiná-los a jogar bola, mas vou mudar o comportamento deles”.

Em 2010, com a equipe correndo risco de rebaixamento, Olimar Tesser foi contratado para as últimas rodadas, e adaptou a hipnose ao futebol envolvendo o trabalho técnico, físico e emocional. Resultado: conseguiu uma arrancada fundamental nas últimas rodadas, escapando da degola à A2.

Agora, o hipnólogo volta ao clube não mais como um profissional a parte, mas integrante fixo da Comissão Técnica.

E você, o que pensa sobre isso? A hipnose é válida na busca de bons resultados no futebol? Deixe seu comentário:

– Análise de Arbitragem: Palmeiras X São Paulo, 26/02/2012. Como foi a Arbitragem?

Antes do Choque-Rei de hoje, muita coisa extra-campo: por exemplo, as reclamações do São Paulo de que a viagem de avião para Presidente Prudente houvera custado R$ 75.000,00, despesas de R$ 25.000,00 com hotel e outros custos que totalizaram R$ 120.000,00. O Palmeiras não teve esse custo, já que foi bancado pela Prefeitura Local. De fato, a questão de ‘venda de mando’ é complicada. O time da capital paulista mandar seu jogo a quase 600 km não está errado? Sua sede não é Prudente!

Imagine as dificuldades do árbitro Wilson Luís Seneme, que passou dias na Granja Comary realizando uma série de treinamentos da FIFA, e desgastado após tal encontro, ter que viajar de Teresópolis, na Serra Fluminense, para quase a divisa do estado de SP?

Sugestão: já que a Federação Paulista de Futebol permite tais situações, por que não otimizar a logística e promover um só voo, com as duas equipes, arbitragem e fiscais da Federação? Economia e inteligência para todos.

Outra questão: uma lista de “erros de arbitragem contra o Palmeiras” divulgada pela equipe alviverde, contendo pênaltis contra e a favor, foi divulgada na véspera. Irrelevante se considerarmos que foi feita pelos estudos de Luís Felipe Scolari, que, evidentemente, não falaria sobre números contra sua equipe. Além, claro, do fato do próprio Felipão colocar sua equipe no vestiário de visitante, mesmo estando na condição de mandante, nitidamente para efeito motivacional.

Vamos ao jogo dentro de campo:

– 4 minutos, falta que originou o gol do Palmeiras: Força desproporcional no tranco de Casemiro no João Vitor; aquilo é o tranco que não pode, pois, na regra, tranco tem que ser uma disputa de força leal. Se o atleta que tem a posse não poder disputá-la para a continuidade do domínio, vira infração.

– Lance aos 16m entre Willian José e Henrique dentro da área: não foi nada, jogador sãopaulino se desequilibra e cai.

– Aos 33minutos, um ato coletivo de desinteligência, que passou desapercebido por muitos. Seneme estava durante a partida sinalizando o local correto de todas as saídas de bola para a correta cobrança de lateral. O jogador palmeirense cobrou o arremesso lateral num local incorreto, antes do ponto que a bola saiu (mais na sua defesa). Não importa se ele cobra mais a frente ou mais atrás, o erro é cobrar no local errado. Seneme parou o jogo e deu reversão. Mas como jogador não conhece detalhes da regra, novamente o palmeirense pega a bola e aí cobra no local correto – o que está errado, pois a bola passa a ser do São Paulo. Na “re-cobrança”, Seneme novamente pára o jogo, dá uma bronca e manda o São Paulo cobrar a falta. E o lateral do São Paulo, sem entender direito, vai cobrar o lateral e fica vacilando. Não é que o adversário, vendo a bobeada, pega a bola das mãos dele e cobra o lance? Situação de várzea, que levou quase 1 minuto do jogo, e que Seneme, cansado da incompreensão dos atletas, relevou.

– Gol do São Paulo: Legal, embora um ou outro conteste a posição de Willian José na hora do cruzamento: ele está na linha da bola (esqueça linha de zagueiro ou qualquer outra bobagem), portanto, não está em posição de impedimento. E mesmo se estivesse, estaria como passivo, pois, afinal, seu companheiro Cícero veio de trás.

– No minuto 39, Daniel Carvalho se projeta tentando a área, e quando vai entrar, Piris tenta parar o adversário obstruindo-o. O jogador poderia manter o equilíbrio, mas visivelmente ele aproveita o contato e cai. É essa a chamada falta infantil do marcador. Quase não faz a falta; quase ela não tem força suficiente para derrubar; quase o adversário pode continuar a jogada. Mas com inteligência, o atacante prefere a queda ao sentir o toque do que continuar a jogada. Claro, sua equipe tem bons cobradores de falta.

– Segundo tempo: Infantilíssimo pênalti de Cicinho sobre Cortês. O atleta do São Paulo tenta driblar com um chapéu seu adversário, e por força da jogada, o sãopaulino esbarraria em Cicinho (afinal, não dá para um corpo transpor fisicamente outro). O lance seguiria normalmente, sem infração. Mas Cicinho não permite que Cortês avance, e barra o adversário com um empurrão no peito! E empurrar o adversário é infração; sendo na área, naquelas condições, pênalti sem aplicação de cartão. Acertou Seneme, e uma ressalva: o palmeirense Cicinho certamente, ao assistir o lance, se autointitulará: BURRRROOOO.

– 61m: Lucas avança para ao ataque, dribla dois e João Vitor vai com o corpo contra o sãopaulino. A falta poderia ser acompanhada de cartão amarelo, não pela violência da jogada, mas pela posição do lance, momento da partida e intenção do atleta. Como PODERIA não é DEVERIA, tudo bem, já que Seneme deve ter levado em conta o ambiente tranquilo do jogo até aquele momento.

– 66m: Marcos Assunção atinge Lucas, falta para Cartão Amarelo por ação temerária, bem aplicada pelo árbitro. A imagem de Lucas com a mão na perna, se lamentando de dor, é forte, mas o lance nem tanto.

– Falta de Rodrigo Caio em Barcos: bem marcada, atleta deixa a perna para que o adversário se atrapalhe. Sem contestação alguma.

– 71m: Cartão Amarelo ao Paulo Miranda por agarrar Barcos: bem aplicado, pelo agarrão e pela quantidade de faltas no argentino seguidamente realizadas (rodízio de faltas). Na sequência, o lance é cobrado e Barcos, sozinho na área, faz o gol. Leandro Amaro e Rodolpho se enrolam no lance, mas nenhuma infração.

– 77m: Leandro Amaro calça Fernandinho, que estava no ataque e após ter driblado dois adversários. Deveria ter recebido cartão amarelo. Errou o árbitro (Leandro Amaro acabara de fazer falta em Lucas poucos minutos antes).

– 79m: Falta pró-Palmeiras com mesma intensidade, e que Seneme usou o mesmo critério. Deveria também dar amarelo. Errou de novo.

– 81 m: Fernandinho tenta passar sobre Cicinho, que estabanado, não alcança a bola, nem o atleta. Mas Fernandinho não sofre falta e cai, por força da própria velocidade/disputa de bola. Seneme marca falta erroneamente. Três erros seguidos da arbitragem, não relevantes pelo que aconteceu na conclusão das jogadas.

– Aos 82m, Paulo Miranda faz falta em Henrique, acertou o árbitro.

– Henrique obstrui Fernandinho no ataque, que pela jogada em velocidade, merece amarelo, bem aplicado pelo árbitro, aos 85 minutos.

– 90 minutos: atacante palmeirense cai num bololô, e Rodrigo Caio leva um amarelo. Não foi nada, errou o árbitro, que deu a falta e ainda o cartão. Imaginem se Marcos Assunção marca, o que faríamos?

EM SUMA:

Primeiro tempo de calmaria para a arbitragem; segundo tempo mais movimentado, com Seneme se colocando muito bem em campo, mostrando autoridade e cometendo alguns poucos erros técnicos aceitáveis, com questionável distribuição de cartões no final da partida. Razoável arbitragem no contexto da partida (pela capacidade dele, poderia ter errado menos).

Detalhes negativos:

1) A REDE das metas não existe obrigatoriamente no futebol. Se o gol estiver sem redes, tem que fazer o jogo. Mas se elas existirem (como existem em 100% dos jogos profissionais), não podem ter publicidade ou qualquer outra coisa apoiada nelas (é por esse motivo que há insistência para que toalhas de goleiros não sejam penduradas nelas). Infelizmente, se faz vista grossa no Brasil a algumas situações, e muitas vezes a emissora que transmite o jogo tem a permissão de fixar microcâmeras nelas (mesmo sendo irregulares). Mas nesse domingo, a coisa foi absurda! Houve nítida propaganda nas redes, totalmente irregular.

2) Parada para hidratação é diferente de parada técnica. Os treinadores não podem passar instrução, nem os atletas saírem de campo. E foi uma bagunça, principalmente no primeiro tempo! Membros da comissão técnica do Palmeiras estavam dentro de campo, Leão e Felipão passaram orientação a vontade nesse momento, o que não é permitido.

A parada é para os atletas irem à beira do campo e se hidratarem, sem receber instrução ou qualquer outra intervenção.

Na prática, durante a partida, eles podem receber copos d’água durante o jogo, desde que se aproximem da lateral e os copos sejam colocados à margem externa da linha lateral. Assim, eles podem se hidratar normalmente, sem sair de campo. O problema é que o goleiro ou os atletas que jogam do outro lado do campo não conseguem ir à lateral dos seus bancos (embora os copos possam ser distribuídos perto das linhas lateral / meta que atuam).

– Lucas e Dedé: a Confusão da CBF!

Essa foi demais: Dedé e Lucas foram convocados para jogar pela Seleção Brasileira contra a Bósnia na próxima semana. Porém, a CBF liberou Dedé para jogar o clássico carioca de domingo; mas não liberou Lucas para o clássico paulista! André Sanches, novo diretor da Seleção, disse que não liberaria de jeito nenhum!

Aí o treinador sãopaulino Leão rugiu… falou alhos e bugalhos, e irritou a todos. Disse até que a CBF mandou Lucas forçar um amarelo para evitar confusão!

Conclusão: CBF liberou Lucas e disse que processará Leão, por calúnia!

Fica a pergunta: por quê não liberou antes? Dois pesos e duas medidas? Precisou de chiadeira pública?

– O Escudo da Discórdia: O caso Ricci

E a confusão ‘em tempo de retardo’ envolvendo o árbitro FIFA do DF, Sandro Meira Ricci?

O site especializado em arbitragem Voz do Apito divulgou uma matéria contendo documentos mostrando que, em 2006, Ricci entrou para a CBF de maneira irregular, não atendendo a solicitação de número de partidas e tempo de atuação em jogos profissionais de sua federação para tal indicação (vide documentos e matéria no original, em: http://is.gd/RICCI). Na prática, foi como se um jovem árbitro amador fosse galgado repentinamente para o quadro nacional.

Agora, estamos em 2012, e Sandro Meira Ricci pertence ao quadro internacional e é considerado um dos melhores do país!

O que fazer?

Punir com efeito retroativo? Desconsiderar a burla anterior e fazer vista grossa? Multá-lo ou multar os dirigentes? Cassar a insígnia FIFA?

Curiosamente, nessa mesma semana, o jornalista Juca Kfouri divulgou documentos sobre uma combinação de placares de 1968, onde o Palmeiras aceitava ceder atletas para o Guarani de Campinas, desde que o Bugre jogasse com o time reserva e garantisse o não-rebaixamento do time alviverde para a segunda divisão do Paulistão. Pior que a picaretagem, foi o fato de registrarem em cartório tal falcatrua, com assinatura com firma reconhecida! Veja em: http://is.gd/SEPeGFC

O que Palmeiras, Guarani e Sandro Meira Ricci têm em comum?

Ambos estão atuando na elite dos campeonatos que atuam. Retirar hoje o escudo FIFA do árbitro teria o mesmo peso de rebaixar o Palmeiras e o Guarani nesse atual Paulistão.

O árbitro é o menos culpado de tudo isso. Culpa sim tem os dirigentes que o indicaram / aceitaram seu nome, por culpa de terem desobedecido as normas da época.

Entretanto… cada regra esdrúxula temos para indicar árbitros para postos mais altos! Sandro Ricci foi o melhor árbitro do Brasileirão anos atrás, mas ficou de fora da FIFA pois Péricles Bassols houvera sido indicado. Como explicar a meritocracia nesse caso?

Nesse ano, Wilton Sampaio foi de excepcional regularidade, mas o instável Chicão de Alagoas, de tantos erros cometidos, alcançou a FIFA! De que forma se justifica tal indicação? Com qual regra?

Creio que o excesso de regras e normas obscuras, levando a incríveis subjetividades, faz com que tudo isso aconteça. A ascensão de Sandro, ocorrida através da maneira exposta pela matéria acima citada, é de fato irregular. Quiseram os deuses do apito que por vias tortas tivéssemos um grande árbitro se destacando (é inegável a qualidade de Ricci). Mas não podemos nos esquecer: a dúvida é- consertar o erro de que jeito, se é que o erro deva ser reparado hoje?

Lembro-me de 1998: na época, um árbitro estagiário estava se destacando na arbitragem de SP! Antes da própria formatura, já mostrava qualidades APITANDO NA A1. Hoje, ele, Seneme, é um dos nomes para a Copa do Mundo de 2014, por sua imensa competência. E não precisou de critérios de CBF ou Ranking da FPF para aparecer… Necessitou sim das suas próprias qualidades e do olhar clínico do Prof Gustavo Caetano Rogério, que o lançou.

Perceberam como os grandes árbitros de hoje surgem à margem de rankings burocráticos e engessados, que trazem mais dúvidas e desconfianças do que credibilidade? Aí ficamos com a reflexão: as regras criadas promovem o sucesso dos bons árbitros, ou a falta de dirigentes com feeling para novos talentos atravanca a revelação de outros Riccis e Senemes?

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– Dia do Esportista. Mas o que é ser Esportista?

No último domingo comemorou-se o Dia do Esportista. E um conceito particular de “esportista” que tenho é que ele é o indivíduo que pratica esportes, por prazer e não necessariamente por competição.

Mas o governo não pensa como eu! O IBGE divulga em seu site que o esportista é aquele que disputa a vitória contra outros!

Ora, o que vale aos esportistas de verdade não é participar, como disse um dia o Barão de Coubertin?

E você, o que entende sobre “ser esportista”?

Extraído de: http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/esportista/home.html

19 DE FEVEREIRO – DIA DO ESPORTISTA

O esportista, ao praticar exercícios físicos, coletiva ou individualmente – e com método -, está aperfeiçoando a atividade de seu corpo e mente.

Nessa atividade, ele emprega sua força, sua habilidade e inteligência (em conjunto ou separadas), seguindo regras pré-fixadas. O objetivo é vencer os adversários que enfrenta direta ou indiretamente.

Daí concluírmos que, apesar de em alguns esportes o homem precisar dominar uma máquina (automóvel, moto, lancha etc), a natureza (alpinismo, natação) ou mesmo os animais (caça subaquática, hipismo etc), o esporte teve sua origem da competição entre homens ou grupos de homens.

O esportista, então, é aquele que tem como principal intenção superar outros competidores e até a si mesmo, suas próprias limitações. Quando o esportista cruza a faixa de chegada ou o juiz da disputa determina seu encerramento, trata-se do ponto final de um trabalho exaustivo para atingir o ápice do condicionamento corporal, visando à vitória.

Ele encerra em si o desejo de perfeição, a idéia de totalidade. O atleta perseguirá essa finalidade em toda a sua vida dedicada ao esporte.

– Quem Vai Administrar a CBF e a que Custo?

Boatos dizem que Ricardo Teixeira sairá, após anos, do comando da CBF. Alguns dão conta que o fará em breve; outros, que sairá quando definir um sucessor.

Aí fica a questão: quem vai mandar na entidade?

Infelizmente, não ouvimos personalidades do esporte como Zico, Parreira ou Brunoro sendo ventilados como gestores. Mas temos na disputa Marco Polo Del Nero, Rubem Lopes, José Maria Marin, Fernando Sarney ou Reinaldo Carneiro Bastos, em nomes tirados dos jornais de hoje.

Meu Deus… Trocaremos Seis por Meia Dúzia!

Além da triste perspectiva de que não teremos novidade positiva na direção da entidade, fica a constatação: Ricardo Teixeira, por tudo o que fez e ouvimos falar, não saiu. Mas sairá agora, PORQUE QUER. Ou alguém duvida que se batesse o pé, se sustentaria até 2014?

Outro ponto polêmico: a que custo será a negociação dos candidatos dirigentes? Politicamente, o que esses players oferecerão? Algo que me assustou: o ótimo Ricardo Perrone, no seu blog pelo UOL, relatou que até a troca de árbitros entre Federações faz parte dos acordos!

Justamente nessa virada de ano, onde as vagas FIFAS foram tão discutidas (a troca do árbitro Gutemberg de Paula / Péricles Bassols e a ascensão de Francisco Carlos do Nascimento – AL, mesmo tendo realizado péssima temporada), novas negociatas políticas com a tão fraca categoria dos árbitros?

Aí fica a questão: recentemente Goiás importou árbitros de destaque; Pernambuco terá assessoria de SP; Matogrossense trocando de estado…

Xiii… tudo coincidência com o que o bem informado Perrone escreveu?

Será?

É como na Política, e em específico, no Congresso Nacional: mudam os nomes, mas os costumes se mantém…

DISPUTA POR PODER DA CBF TEM AMEAÇADA DE CORTE DE MESADA E LOBBY DE ÁRBITROS

Por Ricardo Perrone (extraído de: http://is.gd/MFF5cK )

A guerra pela cadeira de Ricardo Teixeira, que ainda nem está vaga, já tem golpes baixos. O blog ouviu relatos de pressões e ameaças veladas nos bastidores do conflito entre dirigentes em volta da presidência da CBF.

Presidente de uma das federações rebeldes afirmou, sob a condição de anonimato, que um recado sutil chegou aos ouvidos dos descontentes. Se um grupo se delcarar contrário à presidência, não fará sentido a confederação continuar repassando dinheiro às federações amotinadas. A “ajuda de custo” seria cortada.

Como já escrevi aqui, há uma ala que ameaça romper definitivamente com Ricardo Teixeira por achar que foi abandonada pelo presidente ao mesmo tempo em que o cartola adotou a Federação Paulista.

Publicamente, ninguém mostrou ainda os dentes para o chefe, mas o blog apurou que Rio Grande do Sul, Santa Catarina e algumas federações do Nordeste fazem parte do grupo entrincheirado.

A pressão por apoio na sucessão de Teixeira, caso ele peça licença ou renuncie, envolve até os homens do apito. Teve federação grande oferecendo jogos de seu campeonato para árbitros de Estados menores apitarem em troca de aliança política. Um exemplo claro de como a guerra nos gabinetes pode rapidamente ter reflexos em campo.

– Se Renê é Bom, por que outros em mesma condição não podem ser?

Há certas ilusões no mundo profissional. Mitos e conceitos a serem rediscutidos.

Vanderley Luxemburgo como atleta foi um simples jogador. Como treinador, no auge, um dos melhores que vi.

Pelé, o maior atleta de todos os tempos, nunca se arriscou a ser treinador de fato. Diego Maradona, o segundo maior, o fez e foi criticado.

Quem disse que no futebol para ser bom em uma atividade, necessariamente deve-se ser vitorioso em outra?

Renê Simões é professor literalmente. Boa pessoa, didático, ótimo papo. Nunca ganhou títulos de relevância, mas tem experiência profissional ímpar (ou vamos nos esquecer da Jamaica ou do Feminino Nacional?). Um estudioso do futebol. Será coordenador das categorias de base do São Paulo Futebol Clube.

Vai dar certo. O futebol precisa disso: pessoas estudiosas, abertas à inovação e ao aprendizado.

Tomara que mais um mito do futebol caia: o de que pessoas inteligentes e que dominam a teoria não tem competência para certas atividades, seja de campo ou de análise.