– Dois Conceitos sobre o Barcelona

A Revista ESPN (ed Jan/2012, pg 14 e 15), traz uma interessante matéria sobre o Barcelona, e duas opiniões bem distintas de treinadores da antiga e da atualidade.

Pela visão do conservador Antonio Lopes, o “delegado”, jogar como o Barça é simples:

Pega o Bonsucesso e põe 10 jogadores que não erram passes. Vai fazer a mesma coisa que o Barcelona”.

Mas o inovador e observador Guardiola, atual técnico dos catalães, diz que:

Tentamos tocar a bola o mais rápido possível. É o que o Brasil sempre fez, segundo me contavam meus pais e avós”.

Duas simples definições sobre o Barcelona… escolha a sua! A do Lopes ou a do Guardiola?

– Sorteios e Mais Sorteios: a Corrupção era o alvo, mas…

Cada vez mais começo a repensar sobre a importância do sorteio de árbitros.

Quando a imposição começou, perdi 13 rodadas seguidas, e depois venci 6. Poderia reclamar da sorte, da oportunidade, disso, daquilo…

Mas, quando criado, a ideia do legislador é de que o sorteio evitasse esquemas de corrupção, pois, escalado pela sorte, não existiria possibilidade de que o árbitro fosse previamente “vendido”.

Crendo-se que 100% dos árbitros de futebol sejam honestos, tal sorteio é uma rotulação desnecessária de preocupação com corrupção. E, enfim, o sorteio limitaria a capacidade de desenvolvimento das carreiras de jovens árbitros.

Duas observações:

1) De nada impedirá um dirigente corrupto em escalar árbitros passíveis de pressão. Ou as formas e modalidades de sorteio espalhadas pelo Brasil afora não permitem isso? A criatividade para elaborar o sorteio é assustadora!

2) Dirigente ADORA SORTEIO! É uma forma de justificar a má escala. Se o árbitro vai mal: “Pois é, é culpa do sorteio” Já viu treinador de futebol dizer: “Perdemos por minha culpa porque montei errado o time?” Não, é claro. Tampouco cartola do apito dizer: “Escalei mal ou elaborei mal o sorteio da rodada”.

A não-normatização padrão de sorteios permite tudo isso. Se a CBF, a FPF, a FERJ e outras tantas são entidades de direito privado, não deveriam dar satisfação de como escolhem seus árbitros. Mas ao mesmo tempo em que elas recebem tantos benefícios governamentais, geram tantos recursos financeiros e estão envolvidas até em Loterias, deixam de ter tanta liberdade.

A frouxidão do sistema permite que o árbitro seja passivo e aceite tudo isso. Ele não é empregado das Federações, é um prestador autônomo de serviço. Quanto mais escala, melhor para ele!

Um amigo (que não importa o nome) comentou sabiamente sobre os escândalos de arbitragem mundo afora, onde propinas milionárias são gastas (mais ou menos com essas palavras):

Aqui, a gente não vê isso; quem sabe no Brasil a corrupção é mais barata, pois ao invés de dinheiro se contentem com mais jogos nas escalas”.

Não acredito em corrupção (até, claro, se prove o contrário). Mas acontece que também não acredito em categoria 100% idônea. Certa vez, ouvi do excepcional Cláudio Carsughi:

Se Deus não poupou nem a própria Igreja, por que houvera de poupar justamente a categoria dos árbitros de futebol [e seus dirigentes]”.

Enfim: com ou sem sorteio, se o dirigente quiser, pelas inúmeras metodologias, escala quem quer e dentro da lei! O problema é: se tivéssemos bem definidos e gabaritados igualmente árbitros de 1ª, 2ª, 3as divisões, e por aí em diante, nada disso aconteceria.

Qual o problema em se sortear, se teoricamente Ouro é Ouro, 1 é 1, A é A?

Ou não é bem assim?

Se não existe árbitro de nível suficiente para atender as divisões de elite, aí é outro problema… ou isso também não é problema?

É muito cômodo atacar sorteio do que defender a meritocracia em rankings que, ao invés de serem objetivos, são subjetivos e com fórmulas confusas.

Na Administração de Empresas, utilizamos o termo “Destruição Criativa” para repensarmos novos métodos. Entretanto, de nada adianta novas práticas gerenciais se os que atuam não abandonam costumes/hábitos anteriores.

Aliás… tal assunto é tão cansativo que se torna repetitivo, não? O futebol, infelizmente, está tão mal dirigido; os clubes em nível técnico tão baixo; a alegria das arquibancadas tão ameaçada pela violência e intolerância, que, falar de futebol, cansa. E de dirigente, mais ainda!

– Mais um Árbitro Banido por Corrupção

Há pouco tempo, o árbitro equatoriano Byron Moreno foi preso por porte de drogas nos EUA. Ele houvera sido banido do quadro da FIFA e da Federação Equatoriana por corrupção. Moreno se notabilizou por “desastrosas” arbitragens na Copa de 2002.

Agora, Lu Jun, maior nome da arbitragem chinesa e que também apitou em 2002 (eleito 2 vezes “o Melhor da Ásia”), foi preso por “fabricar resultados”.

Curiosidade: ele alega que o Shanghai Shenhua (time que contratou recentemente Anelka e que supostamente fez proposta por Kaká) já gastou quase 1 milhão de dólares com subornos no futebol chinês.

Na Grécia e na Turquia, também se questiona sobre esquemas de manipulação de resultados. Mas… será que só nesses lugares há problemas?

Extraído de: “O GLOBO” (http://oglobo.globo.com/blogs/planetaquerola/posts/2012/02/16/juiz-que-apitou-na-copa-de-2002-condenado-432032.asp)

JUIZ QUE APITOU A COPA DE 2002 É PRESO

Por Marcelo Alves

Primeiro chinês a apitar um jogo de Copa do Mundo, o árbitro Lu Jun foi condenado a cinco anos e meio de prisão por aceitar suborno e manipulação de jogos. O juiz é uma das nove pessoas acusadas de corrupção no futebol do país.

Apelidado de apito de ouro, Lu Jun apitou na Copa de 2002 e foi duas vezes eleito o árbitro do ano da Confederação Asiática de Futebol. Ele foi preso acusado de ter aceitado US$ 128 mil (cerca de R$ 220 mil) para manipular sete partidas da liga em 2003.

Entre os clubes beneficiados está o Shanghai Shenhua. Em depoimento no tribunal de Dandong, no nordeste chinês, Lu Jun disse que o clube de Xangai gastou quase US$ 1 milhão subornando dirigentes e juízes.

Outros três árbitros e cinco dirigentes da Associação de Futebol do país receberam multas e sentenças de até sete anos de prisão.

– O que é Ganhar Vantagem quando em Posição de Impedimento?

Ontem, um gol anulado na partida do Corinthians na Libertadores da América contra o Táchira levou a discussão: acertou ou errou o árbitro ao anular o gol venezuelano aos 19 minutos?

A resposta é: Errou.

No momento em que a bola é lançada à direita, há um jogador em posição de impedimento (que naquele momento NÃO TOCA NA BOLA, NÃO INTERFERE NA JOGADA e nem GANHA VANTAGEM DA SUA POSIÇÃO – portanto, está em impedimento passivo). A bola vai ao seu companheiro, em posição legal, junto a linha lateral. Ambos correm, e o atleta que domina a bola cruza para o atleta que anteriormente estava em posição de impedimento, mas que agora se encontra em mesma linha. Na sequência, sai o gol que é anulado.

No primeiro lance, o atleta está em posição de impedimento (lembre-se: POSIÇÃO DE IMPEDIMENTO NÃO É INFRAÇÃO). No segundo lance, de acordo com essa câmera (vide: http://www.youtube.com/watch?v=C39RN9aKnrM ) , o atleta está em mesma linha.

Portanto, o gol não poderia ser anulado pelo segundo lance, pois mesma linha não é impedimento. Tampouco pelo primeiro lance, pois, segundo a Regra do Jogo, deve-se avaliar se o atleta em posição de impedimento está:

1- Interferindo no jogo (tocar a bola de fato),

2- Interferindo num adversário (atrapalhar ou obstruir),

3- Ganhando vantagem por estar naquela posição, que significa “jogar a bola que rebate em um poste, no travessão ou em um adversário, depois de haver estado em uma posição de impedimento”.

Portanto, no primeiro lance, em impedimento passivo, ele não realiza nenhuma das ações acima.

Uma corrente defende que ele ganhou vantagem da posição. GANHAR VANTAGEM DA POSIÇÃO é sempre em referência a lances imediatos. Sempre que houver um segundo lance, uma segunda jogada e o atleta sair da posição de impedimento, deixa de existir esse conceito.

Veja o gráfico da situação 13 do Livro de Regras da própria FIFA: um atleta outrora em posição de impedimento, mas que na sequência da jogada sai dessa condição, deve ser considerado LEGAL NO JOGO.

Portanto, o árbitro errou ao anular o gol. Mas, ali, o lance é difícil para o árbitro, pois nitidamente o responsável é o bandeira.

Veja no link oficial das Reghras do Jogo 2011/2012, pg 79-81, as situações referentes a “Ganhar Vantagem da Posição”, nas ilustrações 10,11,12 e 13.

Em: http://www.cbf.com.br/media/58890/regras%20de%20futebol%202012-internet-ok.pdf

– Para não esquecer a frase de Ricardo Teixeira

Dizem que Ricardo Teixeira cairá. Será?

Temos, como cidadãos, que lembrar constantemente o que Ricardo Teixeira, presidente da CBF, disse à Revista Piauí de Julho/2011:

Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Porque eu saio da presidência da CBF em 2015. E aí, acabou.

Por que um cara desses permanece no poder e ninguém toma providências? É o mesmo que disse, em relação as denúncias de corrupção:

Estou cagando de medo”.

 Triste, não? O que você pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Futebol de Primeiro Mundo onde 1/3 dos árbitros já foram agredidos!

O que dizer sobre tal número: 35% dos árbitros da Federação Paulista já foram agredidos, sendo que neste universo, 1% de premiados árbitros já passou essa experiência por mais de 10 vezes!

É o que a Folha de São Paulo traz na matéria de Lucas Reis (aliás, como assinante da Folha, parabenizo pelas oportunas matérias em seu caderno de esportes que recentemente tem sido publicadas, fugindo da discussão comum dos jogos).

Na matéria, apenas uma curiosidade: clubes e dirigentes estariam sendo responsáveis pela diminuição da violência, bem como as punições mais severas. Ok. Mas e o trabalho concreto dos sindicatos e das cooperativas de árbitros nesta história, onde é que fica?

Não vale dizer que encaminha a queixa ao Tribunal, pois isso é obrigação…

Extraído de: Folha de São Paulo, 14/02/2012, pg E5-6.

AGRESSÕES ATINGEM 1/3 DOS JUÍZES

Pesquisa de psicólogo da federação diz que 35% dos árbitros do Estado foram vítimas de violência

Pedro Santilli, técnico do Comercial em 2009, via seu time ser rebaixado à terceira divisão do Paulista, deu um encontrão em um jogador do Catanduvense e foi expulso. Entrou no gramado e deu um soco no queixo do árbitro Flávio Rodrigues de Souza.

Nenhuma ocupação no futebol parece ser tão insalubre quanto a de juiz: 35% dos árbitros e assistentes de todas as divisões do Campeonato Paulista já foram agredidos.

É o que revela pesquisa com mais de 500 profissionais feita em 2010 pelo psicólogo Gustavo Korte, que trabalha para a FPF (Federação Paulista de Futebol).

O total representa quase 180 juízes e/ou bandeirinhas que sofreram algum tipo de agressão em estádios ou suas imediações. Segundo a pesquisa, 2,5% já foram agredidos de três a cinco vezes, e 0,98%, acima de dez vezes.

“Deixei ele chegar muito perto de mim, e aconteceu. Foi a única vez na minha carreira. Agora, com mais experiência, não deixo ninguém chegar tão próximo”, contou Flávio Rodrigues, o árbitro agredido em Ribeirão Preto. O técnico Santilli acabou suspenso por seis meses.

Agressões e ameaças são mais comuns em campeonatos de divisões inferiores, afirmam árbitros e ex-árbitros ouvidos pela Folha.

De acordo com o sindicato paulista, punições mais rigorosas e o reforço da segurança diminuíram as queixas.

“As condições nos estádios estão melhores. Também houve uma evolução dos clubes e dos dirigentes. Até bem pouco tempo [atrás], era difícil até para entrar no estádio”, disse Arthur Alves Júnior, presidente do sindicato. “É aquela antiga máxima: se você nunca saiu de camburão do estádio, não é árbitro.”

Segundo a Anaf (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol), casos de agressão ainda são comuns pelo país. As ausências de televisionamento e imprensa aumentam a violência, disse o sindicato.

“Isso infelizmente ainda existe, principalmente em jogos de clubes menores e que não têm mídia, campeonatos de categorias de base, amadores”, disse José Pessi, vice-presidente da associação.

Na última quarta-feira, um árbitro foi agredido em Manaus, em partida pelo Estadual do Amazonas.

Jogadores do Fast Club se irritaram com Djalma Silva de Souza reclamando de pênalti não marcado em jogo contra o Nacional. O goleiro Naílson o empurrou, Djalma foi ao chão e acabou cercado pelos jogadores, que tiveram de ser contidos por policiais.

Não são apenas agressões que ameaçam os árbitros. A maioria deles, 84,2%, declarou que já teve ao menos uma lesão considerava grave em toda a sua carreira, segundo a pesquisa feita com os árbitros de São Paulo.

Korte levantou esses dados para utilizá-los na preparação dos árbitros do Estado.

“O trabalho envolve controle emocional, concentração, controle de distrações e melhoria na comunicação verbal. São várias as habilidades psicológicas”, disse.

– Fluminense X Arbitragem: todos estão corretos!

E o mundo do futebol pega fogo no Rio de Janeiro! De um lado, Peter Siemsen presidente do Fluminense. Do outro, Jorge Rabello, pela Comissão de Árbitros.

O pivô de tudo isso foi a péssima atuação do árbitro Antônio Schneider na partida Fluminense 1 X 2 Vasco da Gama. Nela, a equipe tricolor carioca reclama de 2 pênaltis não marcados (um claríssimo, outro duvidoso).

Em qualquer clássico, qualquer erro de arbitragem tem proporções maiores. E se eles forem claros, mais ainda. Se numerosos, será o assunto da semana! O Fluminense reclamou da arbitragem veementemente, e, o presidente da Comissão de Árbitros Jorge Rabello respondeu as críticas dizendo:

Eles reclamam de arbitragem porque é melhor falar sobre isso. Por que não explicam que o Fluminense não vem jogando nada? Por que com uma folha salarial de R$ 7 milhões empata com o Duque de Caxias, que tem uma folha de R$ 100 mil? Por que o Fluminense é sempre dominado no segundo tempo? Foi assim contra Duque de Caxias, Boavista, Vasco. Por que o centroavante (Fred) cai mais do que chuta? Mas isso não vale a pena eles questionarem. Como o time não vem jogando nada desde o começo do campeonato, rezam para ter erro de arbitragem e terem o que falar

Imediatamente, a fala de Rabello apareceu em todos os sites. Pelo comportamento ousado na resposta (cá entre nós, não é costume ouvirmos dirigentes da arbitragem retrucando com tal ímpeto), o Fluminense divulgou uma carta pedindo exoneração imediata de Jorge Rabello, ameaçando ir à Justiça Desportiva, e caso necessário, à Justiça Comum.

Uma reflexão: claro que as palavras de Rabello foram impróprias, pois o erro da arbitragem foi nítido e grave. Poderia defender seu subordinado de maneira mais polida, sem comprar briga com um clube, afinal, a cada próxima escala de arbitragem nos jogos do Fluminense, o árbitro estará extremamente pressionado: se errar contra, dirão que foi perseguição; se errar a favor, o adversário alegará que a pressão do tricolor surtiu efeito.

Mas, no fundo, lá no fundo…

Jorge Rabello não tem razão?

Claro que o dirigente dos árbitros não poderia dizer isso, mas o torcedor comum, certamente, comunga dessa opinião: é cômodo desviar a péssima produtividade de um time milionário a erros de arbitragem.

A conta é simples: a equipe de arbitragem recebe, ao todo, por volta de R$ 8.000,00 e não marca um pênalti que poderia ou não se converter em gol. Mas Thiago Neves, Fred ou Deco, que recebem mais de R$ 700.000,00 podem perder um gol na cara do gol, que poderia ou não decidir a mesma partida.

E aí, o que acha dessa questão: o erro é da equipe que muito investiu e pouco produziu, ou ela é vítima exclusiva das más atuações da arbitragem? Deixe seu comentário:

– FIFA e Brasil, por Frei Betto

Por Frei Betto

A COPA DO MUNDO NÃO SERÁ NOSSA!

Para bem funcionar, um país precisa de regras. Se carece de leis e de quem zele por elas, vale a anarquia. O Brasil possui mais leis que população. Em princípio, nenhuma delas pode contrariar a lei maior – a Constituição. Só em princípio. Na prática, e na Copa, a teoria é outra.

Diante do megaevento da bola, tudo se enrola. A legislação corre o risco de ser escanteada e, se acontecer, empresas associadas à Fifa ficarão isentas de pagar impostos.

A lei da responsabilidade fiscal, que limita o endividamento, será flexibilizada para facilitar as obras destinadas à Copa e às Olimpíadas. Como enfatiza o professor Carlos Vainer, especialista em planejamento urbano, um município poderá se endividar para construir um estádio. Não para efetuar obras de saneamento…

A Fifa é um cassino. Num cassino, muitos jogam, poucos ganham. Quem jamais perde é o dono do cassino. Assim funciona a Fifa, que se interessa mais por lucro que por esporte. Por isso desembarcou no Brasil com a sua tropa de choque para obrigar o governo a esquecer leis e costumes.

A Fifa quer proibir, durante a Copa, a comercialização de qualquer produto num raio de 2 km em torno dos estádios. Excetos mercadorias vendidas pelas empresas associadas a ela. Fica entendido: comércio local, portas fechadas. Camelôs e ambulantes, polícia neles!

Abram alas á Fifa! Cerca de 170 mil pessoas serão removidas de suas moradias para que se construam os estádios. E quem garante que serão devidamente indenizadas?

A Fifa quer o povão longe da Copa. Ele que se contente em acompanhá-la pela TV. Entrar nos estádios será privilégio da elite, dos estrangeiros e dos que tiverem cacife para comprar ingressos em mãos de cambistas. Aliás, boa parte dos ingressos será vendida antecipadamente na Europa.

A Fifa quer impedir o direito à meia-entrada. Estudantes e idosos, fora! E nada de entrar nos estádios com as empadas da vovó ou a merenda dietética recomendada por seu médico. Até água será proibido.

Todos serão revistados na entrada. Só uma empresa de fast food poderá vender seus produtos nos estádios. E a proibição de bebidas alcoólicas nos estádios, que vigora hoje no Brasil, será quebrada em prol da marca de uma cerveja made in usa.

Comenta o prestigioso jornal Le Monde Diplomatique: “A recepção de um megaevento esportivo como esse autoriza também megaviolação de direitos, megaendividamento público e megairregularidades.”

A Fifa quer, simplesmente, suspender, durante a Copa, a vigência do Estatuto do Torcedor, do Estatuto do Idoso e do Código de Defesa do Consumidor. Todas essas propostas ilegais estão contidas no Projeto de lei 2.330/2011, que se encontra no Congresso. Caso não seja aprovado, o Planalto poderá efetivá-las via medidas provisórias. 

Se você fizer uma camiseta com os dizeres “Copa 2014”, cuidado. A Fifa já solicitou ao Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) o registro de mais de mil itens, entre os quais o numeral “2014”.

(Não) durmam com um barulho deste: a Fifa quer instituir tribunais de exceção durante a Copa. Sanções relacionadas à venda de produtos, uso de ingressos e publicidade. No projeto de lei acima citado, o artigo 37 permite criar juizados especiais, varas, turmas e câmaras especializadas para causas vinculadas aos eventos. Uma Justiça paralela!

Na África do Sul, foram criados 56 Tribunais Especiais da Copa. O furto de uma máquina fotográfica mereceu 15 anos de prisão! E mais: se houver danos ou prejuízo à Fifa, a culpa e o ônus são da União. Ou seja, o Estado brasileiro passa a ser o fiador da FIFA em seus negócios particulares.

É hora de as torcidas organizadas e os movimentos sociais porem a bola no chão e chutar em gol. Pressionar o Congresso e impedir a aprovação da lei que deixa a legislação brasileira no banco de reservas. Caso contrário, o torcedor brasileiro vai ter que se resignar a torcer pela TV.

(Frei Betto é escritor, autor de “A arte de semear estrelas”. Visite a http://www.freibetto.org/>)

– Paulistão de Competentes Pontuais ou de Excessivos Incompetentes?

O time do Red Bull, na A2, tem 100% de aproveitamento até agora: 6 jogos e 18 pontos.

Na A3, o Capivariano também faz bonito: 5 jogos e 15 pontos.

Na A1, o Corinthians invicto dá-se o luxo de vencer clássicos com Alex, Emerson Sheik e Liedson sem jogar, com folga programada.

Esses times estão acima da média, não há dúvida. Mas por exclusiva competência ou devido a incompetência dos adversários?

Talvez as duas coisas. Mas o que não gera dúvidas é o público do campeonato: um fiasco total! Ingresso caro, burocracia na entrada, jogos não-atrativos. Uma pena.

– Domingo 21:00 e…

… ainda temos futebol rolando nos gramados!

Não me importa se na Espanha há jogos no Domingo à noite. O costume brasileiro é futebol aos domingos à tarde. Uma partida na noite dominical que comece as 19:30h precisa ser muito boa para atrair público. Nem na TV a audiência deve ser satisfatória…

– Análise da Arbitragem de Corinthians X São Paulo, Paulistão 2012

Ótima atuação do árbitro Raphael Claus no Majestoso desta tarde. Em um jogo que começou com os atletas se excedendo em número de faltas, sendo todas as mais fortes marcadas com aplicação correta de cartão amarelo, o árbitro conseguiu conter os ânimos e conduzir com correção a partida. Esteve bem posicionado, correu bastante mesmo com o campo pesado devido as chuvas, e, sua principal virtude hoje: vibrou com a partida. Acertou em todos os cartões e na penalidade ao São Paulo.

A grande dificuldade do jogo é o cuidado redobrado em Jorge Henrique. O atleta costuma exagerar nas faltas recebidas (que são muitas), fazendo caras e bocas de dor desproporcional às infrações. Em outros lances, simula faltas e agressões. Nesta tarde, em lances específicos de Jorge Henrique, o São Paulo recebeu diversos amarelos, além do cartão vermelho. Sobre este, correto, pois foi um nítido pontapé após o jogador ter tocado a bola. Não se entende tal lance como “Jogo Brusco Grave”, pois se classifica nas Regras do Jogo como “Conduta Violenta, punível com Expulsão” (quando não tem como o atleta se defender em lance sem bola).

Parabéns ao árbitro Raphael Claus. No ano passado, fez a melhor arbitragem do campeonato de 2011, na semifinal do Paulistão entre São Paulo x Santos no Morumbi. Agora em 2012, até a rodada atual, pegou um jogo difícil e fez a melhor arbitragem desse início de campeonato.

Curioso: por que ele não foi aproveitado pela CBF no último ano? Enquanto que algumas péssimas arbitragens até credenciaram árbitro para a FIFA, Claus ficou a ver navios. O que será que aconteceu? Desculpas de que nunca apitou grandes jogos, certamente, não pode ser.

Para quem quiser, aqui vai a análise em tempo real via Twitter durante a partida. Confira:

LANCE A LANCE VIA WWW.TWITTER.COM/RAFAELPORCARI

Começa o jogo! Boa sorte ao sexteto de arbitragem.

Aos 5m, cartão bem aplicado ao Wellington. Mas no lance da falta, não deveria ter dado vantagem, pois o jogo estava pegado e nem sempre ter posse de bola é vantagem. Atenção, é no Jorge Henrique… lembram-se quantos cartões Jorge Henrique conseguiu para os adversários no último Palmeiras X Corinthians?

7m: o árbitro Raphael Claus ignora falta de Cortês sobre Alessandro, sendo avisado pelo bandeira Vicente Romano Neto.

8m: na cobrança de falta pró-Corinthians, o AAA Leandro Bizzio Marinho mostrou boa participação: atento, chamava a atenção preventivamente do agarra-agarra na área.

9m: Cícero temerariamente dá um carrinho em… JH de novo! Cartão Amarelo bem aplicado. E a chuva aumenta!

14m: Paulinho faz falta em Willian José. Claus acertadamente pára o jogo. Jogadores extremamente imprudentes.

16m: falta de ataque do Corinthians bem marcada.

19m: carrinho imprudente do jogador do Corinthians. Torcida sãopaulina pede cartão, mas não é para tanto.

21m: Gol do Corinthians, de Danilo. Tudo limpo.

23m: 1º carrinho de Casemiro legal, e o 2º foi falta. Claus está muitíssimo seguro na partida neste momento.

26m: marcada falta do atleta corinthiano por mão na bola. Errou, foi involuntário.

28m: depois dos ânimos exaltados, parece que os atletas colocaram a cabeça no lugar.

29m: na marcação de uma falta boba, jogadores se estranham e o árbitro se impõe.

30m: falta da Fábio Santos, bem marcada.

31m: falta de Alessandro em cima do Lucas. Obstrução com contato físico. Tranqüilo, sem cartão.

34m: Willian José reclama de cama-de-gato. Não foi. Na sequência, Corinthians arma o contraataque e Paulo Miranda faz falta.

38m: falta bem marcada para o SPFC. O sexteto de arbitragem domina o jogo. Muito bom!

40m: atacante corinthiano escorrega no campo molhado e pede falta. Nada, acertou juizão.

A TV mostra uma imagem recuperada de Paulo Miranda segurando “braço-a-braço” o adversário. Ou falta dupla ou nada. Foi nada, acertou.

42m: Fabio Santos faz falta sobre Lucas que estava no ataque, agarrando. Falta bem marcada com aplicação de Amarelo.

43m: Pênalti bem marcado de Alessandro em Cortês. Bem posicionado e convicto marcou o árbitro.

45m: Casemiro domina a bola com a mão. Bem marcado pelo árbitro, não necessitava de cartão Amarelo. Acertou.

46m: Fim de 1º tempo: MELHOR EM CAMPO: ÁRBITRO RAPHAEL CLAUS. Foi senhor da partida até agora. Parabéns.

Começa o segundo tempo. Vamos juntos!

45m07s : Casemiro caiu e Claus entrou. Não foi falta. Mas Claus está com crédito.

46m: falta de ataque em Júlio César . Correto.

47m: Elton se enrola com Paulo Miranda. Também não foi nada. Cavou Paulo Miranda – 2 minutos, duas falta sinexistentes cavadas por sãopaulinos.

48m: Cícero tenta cavar a 3ª, não consegue e árbitro manda seguir. Acertou.

49m: falta em Willian José. 4 faltas pró-SPFC em 4 minutos. Treinador inteligente orientou a busca de faltas, evidente.

53m: apesar da imagem pressionar, Rodolpho pratica carrinho legal. A queda é conseqüência da jogada. Tudo tranqüilo.

55m: Jorge Henrique cai sozinho, simula que recebe falta mas ele é quem faz a falta agarrando Paulo Miranda. Marcação correta do árbitro.

58m: João Felipe atinge com um pontapé por trás Jorge Henrique, depois do atleta ter tocado a boal para seu adversário. Expulsão correta…

… Não se classifica tal expulsão como “jogo brusco grave”, pois tal lance é com disputa de bola. A bola já não estava em disputa. Portanto, é agressão.

O problema é um só: JH é odiado por adversários. E, qdo podem, descem o sarrafo nele. Motivo: em faltas bobas, ele simula demais!

Lembrem-se que tuitamos no começo do jogo: será que JH conseguirá cartões para o adversário em grande número como em PAL X COR no ano passado?

65m: Leão reclama do gandula, é contido pelo 4º árbitro Robério Pereira Pires. Treinador tem razão, gandula da casa tem que acabar. Tão caro que é o futebol, e deixar o mandante responsável por gandulas é bobagem. Sou a favor de que estagiários da Escola de Árbitros sejam gandulas. É importante para sentirem grandes jogos e na sua formação.

68m: Corinthiano avança no ataque e a bola corre pela linha lateral. SPFC pede saída de bola. Tem que sair inteira. Ali está o FIFA Emerson Augusto. O que ele der, eu acompanho.

72m: outra falta em jogador do Corinthians. Em quem? SIMMM… Jorge Henrique. Foi falta, mas a cara é de atropelamento. Quem é árbitro sabe o que quero dizer.

77m: no contra ataque do Ralph, uma imagem desapercebida me chamou a atenção: Raphael Claus, na imagem aberta, é quem mais corre no lance. Está bem.

79m: Chicão faz falta em Cortês. Clássico cartão amarelo.

84m: Osvaldo fez uma falta imprudente no adversário, que reclama, mas Claus acerta na vantagem.

85m: Alessandro pede falta. Nada, segue o jogo.

89m: Falta de ataque de Elton em Cortê,s marcada pelo bandeira Emerson. Acertou. Na sequencia, falta de Lucas: acertou de novo.

91m: falta de Gilsinho no ataque, acertou o árbitro, que marca tudo no finalzinho. Correto.

92m: Cortês disputa bola com Jorge Henrique que cai. Não foi nada, mas JH conseguiu cvar e o árbitro marcou. Depois não quer que peguemos no pé dele…

Fim de jogo! Daqui a pouco preparo e coloco o relatório da arbitragem. Parabéns ao sexteto.

– Inovar é Preciso. Mas e o Aceite da Inovação e a Paciência para Testá-la?

Na última sexta-feira, nosso companheiro de Bom Dia / Diário de SP, Jorge Nicola, reproduziu uma conversa com o Cel Marcos Marinho, presidente da CEAF-SP (FPF), onde ele diz que pediu à FIFA o fim da experiência com os árbitros adicionais (AAA), pois ela, segundo o dirigente, não deu certo.

Dias atrás, emiti minhas sugestões sobre o uso dos AAA (leia o texto em: http://is.gd/v6EcMu). Em suma, me referi a necessidade de que estes sejam árbitros mais experientes, que já estouraram a idade-limite para apitar e que poderiam contribuir muito com o árbitro central, não só com o know-how de uma carreira inteira, mas também com decisões seguras e corretas.

Me surpreende tal opinião da CEAF-SP. Há quanto tempo os AAA estão sendo testados por aqui? Sou a favor do uso da tecnologia no futebol, seja ela eletrônica, áudio-visual ou humana. E, claro, para que elas dêem certo, devem ser usadas, testadas e criticadas após os resultados ao longo de um certo período. Aqui no Paulistão, temos apenas 3 meses de teste do ano passado (duração do Campeonato) + as rodadas de 2012. Não seria precipitado?

No Rio de Janeiro, a CEAF-RJ foi pioneira no uso dos adicionais com a adoção dos mesmos na gestão de Jorge Rabello, há um tempo maior do que SP, num mesmo período aproximado da UEFA com o trabalho da Liga Europa. E no Cariocão, vemos que não está se utilizando os AAA na fase 2 do teste, onde muda-se o lado deles atrás da meta (agora, mais próximo dos gols).

Tal persistência não mostraria que algum resultado positivo esteja ocorrendo?

Me recordo que assisti algumas partidas da experiência com os árbitros adicionais na fase 1 envolvendo equipes europeias. E por lá, os resultados foram excepcionais! Por que aqui não são satisfatórios, em particular, para a Federação Paulista?

Talvez não seja a fórmula dos AAA, mas sim a qualidade dos AAA escalados, ou ainda o treinamento deles! E aqui um assunto importante: não temos árbitros que foram adicionais que treinem adicionais nas comissões de árbitros. Como a função é nova, são professores ex-árbitros e bandeiras que dividem seus conhecimentos. Também para eles isso é novidade!

Para você lecionar arbitragem, tem que ter passado pela experiência dela. Diferente de um comentarista de futebol, que aprende e conhece do esporte sem nunca ter jogado profissionalmente (e ainda assim pode se arriscar nos gramados como treinador, por exemplo), na arbitragem você precisa que os especialistas que estão ensinando e regrando os árbitros tenham estado lá dentro do campo de jogo. Você pode comentar a atuação de um árbitro, sem ter estado lá; mas formar árbitros é diferente. Precisa-se de especialistas! Se já é difícil treinar os AAA tendo sido árbitros, imagine não sendo…

Mas já que ao assunto é inovação, e a figura do AAA é uma delas, por que tanta resistência em inovar no futebol?

Perto dos seus 150 anos de idade, o futebol do século XXI é muito diferente do final do século XIX, dos uniformes, passando pelos esquemas táticos às Regras do Jogo. É uma tolice afirmar que o futebol não mudou ao longo da história! É claro que mudou, e muito! Mas parece existir um conservadorismo ímpar atualmente. Não tínhamos nem árbitro em campo, por muitos e muitos anos de profissionalismo. E hoje, com tantos recursos disponíveis, por que não usá-los?

Parabéns aos que têm coragem de inovar, que aceitam e têm disposição em experimentar ou tentar possíveis benefícios aos futebol.

Um adentro: apesar de todos os defeitos, Eduardo José Farah, ex-presidente da FPF, foi o que mais ousou em inovar: dois árbitros em campo, tempo técnico, spray para a marcação das faltas, cartão azul e limite de faltas em campeonato de aspirantes…

Custa tentar?

– “Polão” é a Meca do Futebol?

Talvez seja porque o morador de Presidente Prudente seja o mais fanático torcedor de futebol do país. Ou porque o estádio Eduardo José Farah reúna as melhores condições de São Paulo. Ou ainda porque o retorno financeiro dos clubes compensem o desgaste técnico dos atletas.

Outra explicação no Paulistão não há: o recorde do número de jogos na aprazível Prudente surpreende! Tudo bem que a cidade é bela e rica, mas… Palmeiras X XV de Piracicaba se joga no Pacaembú, Corinthians X Linense idem. E quando o torcedor paulistano tem a oportunidade de assistir a um clássico… o clássico é remarcado para Presidente Prudente!

Ora, São Paulo não tem estádio? O Farahzão não recebeu tantos jogos importantes nem na época da gestão do próprio Farah. Mas agora…

Gozado – todos os clássicos, exceto quando o mandante é o São Paulo FC – vão para lá. Coincidência?

– A Ilusão do Regulamento Paulista da Arbitragem de Futebol divulgado nesta semana!

A FPF divulgou nesta semana o Regulamento da Arbitragem 2012. E, novamente, desagrada.

Quando você quer complicar algo, você normatiza em excesso, engessa, burocratiza e cria inúmeros artigos e parágrafos cheios de detalhes e escapes. Claro, feitos para que qualquer tipo de ação seja justificada por algum ponto ali citado no emaranhado de detalhes. E esse novo regulamento (como gostam de alterar regulamentos!) justamente parece isso: um composto de pontos de discussão que não leva ao árbitro mais otimista a ter crédito no cumprimento dele.

Desde que surgiu o Ranking da Arbitragem, com categoria Ouro, Prata e Bronze, a descrença sobre o ideal funcionamento dele foi ano a ano aumentando, até se tornar motivo de chacota entre os próprios árbitros. Agora, surgem as novas subcategorias: Especial, 1,2,3,4 e 5. E todas com subjetividade: a Especial terá de “10 a 20 árbitros”. Ué, por quê não determinar a quantidade exata? Assim, virará coração de mãe: sempre vai dar para encaixar mais um na lista quando precisar…

A categoria 1 será a de árbitros da primeira divisão, mas que não apitará clássicos e jogos de maior apelo (estes, só para os Especiais). São os árbitros de times pequenos?

Como ex-árbitro e apreciador do assunto, não tenho dúvidas em emitir a minha opinião democrática e respeitosa: não gostei do novo regulamento, e entendo que mais uma vez toda a patavina dita pelos dirigentes dos árbitros é demagógica, pois, no fundo, nem os próprios árbitros acreditam na subjetividade travestida de objetividade do conjunto de normas. E, se tudo fosse claro, porquê não divulgar a pontuação semanal dos árbitros no ranking, já que esses pontos existem e nunca ninguém sabe e ninguém viu?

Se transparente fosse, teríamos as categorias e posicionamento do ranking divulgados antes do início do Paulistão. Ora, estamos em fevereiro, o regulamento foi divulgado dia 06 e POR MAIS INCRÍVEL QUE POSSA SER, não tem ranking 2012, apenas regulamento com validade retroativa!

Bagunça total…

Para o sorteio de logo mais a tarde, para o clássico entre São Paulo X Corinthians, escolha-se um dos 10 ou 20 árbitros especiais cujos nomes não foram divulgados (quer mais subjetivo que isso? Quantos árbitros estão habilitados, hoje, como especiais? Oficialmente, de 10 a 20, não revelados). O problema é que os árbitros categoria 1, da A1, não poderão ir para o sorteio. Então, como antes se dizia que “nem todo Ouro é Ouro”, nem todo “categoria 1 é categoria 1…”

Onde está Sindicato ou Cooperativa dos Árbitros para defendê-los? Só falta manifestarem-se a favor de tal regulamento!

– A Ilusão dos Estaduais que nada valem como parâmetro aos grandes

O Vasco da Gama tem 100% de aproveitamento no Campeonato Carioca. Mas na primeira partida da Libertadores da América, perdeu em casa para o Nacional do Uruguai.

Os grandes paulistas São Paulo, Palmeiras e Corinthians se revezam na ponta do Estadual, definitiva ou provisoriamente. Doce ilusão?

Cada vez mais, vemos que os regionais não servem para parâmetro. A cada ano, o Brasileirão fica mais empolgante e os Campeonatos Estaduais servem apenas para os times pequenos. É inegável que a fórmula de disputa de 3 meses é ruim para clubes de grande torcida, que poderiam se dedicar a excursões ou campeonatos continentais, e péssima para os clubes menores, pois, para alguns, o ano só tem a disputa do Regional.

Profissionalismo?

A quem interessa realizar uma partida profissional as 17h em plena quinta-feira? Paulista X São Caetano jogarão hoje no Jayme Cintra nesse inusitado horário e dia, a R$ 30,00 o ingresso mais barato, num estádio de difícil acesso para quem conhece o trânsito da cidade de Jundiaí no horário de pico. Chegar ao Jardim Pacaembu nesse horário é uma aventura!

Por quê insistirmos em método deficitário de campeonato?

– Por que o árbitro tem que ser Mudo?

Aqui em São Paulo, nos dois últimos jogos envolvendo o Corinthians, dois lances polêmicos, onde os árbitros foram espancados moralmente num primeiro momento à exaustão e tiveram que se calar por força das autoridades da arbitragem! Mas os árbitros estavam corretos, e ainda assim são impedidos de falar.

A CBF e as Federações Estaduais orientam por suas comissões que seus árbitros não falem sobre lances técnicos. Marcelo Rogério apitou Corinthians X Linense, anulando um gol do visitante em lance preciso e detalhado, quase invisível aos olhos da TV mas certeiro à vista do árbitro (em: http://is.gd/qP2lWd). Leonardo Ferreira Lima apitou Corinthians X Bragantino, com o assistente Fábio Luiz Freire, e confirmaram um gol da equipe visitante de dificílima mas correta interpretação de impedimento passivo (em: http://is.gd/pS8h7J ).

Ambos acertaram seus lances.

Ambos lances eram de difícil interpretação das regras pelo torcedor comum e por alguns jornalistas.

Ambos foram taxados de desonestos.

Ambos tiveram que se calar.

Não deveríamos ter a permissão para que o árbitro, CASO QUEIRA, vir a público explicar a sua marcação? O silêncio imposto aos árbitros leva ao mais desavisado a crer que o apitador seja arrogante e antipático. E nada disso é verdade! O coitado do árbitro, até quando está certo e prima pela virtude de cumprir a obrigação em lance difícil, ao invés do elogio, acaba sendo crucificado. Tudo por culpa do medo das Comissões de Árbitros de que os homens de preto falem coisas que elas não queiram.

está na hora de mudarmos esse conceito. De pensarmos numa mini-coletiva, ou pronunciamento para explicações técnicas pós-jogos, caso o árbitro tenha desejo de fazê-lo. Isso se chama Transparência e Direito de Resposta, valores imprescindíveis à democracia.

Pena que os dirigentes do apito não comunguem de tal idéia. Mas os árbitros estão se manifestando a favor dela?

Vale a reflexão!

– Entendendo o Polêmico Impedimento Passivo de Corinthians X Bragantino

Leonardo Ferreira Lima teve trabalho no jogo do Pacaembú nesta tarde. Difícil arbitragem com excepcional participação do assistente Fábio Luís Freire no gol do Bragantino.

Um lance típico de Escola de Arbitragem: Romarinho cobra falta para o Massa Bruta, André Astorga tenta interceptá-la e não consegue; tenta utilizar a mão e não tem sucesso; e ainda por cima está em posição de impedimento! Na sequência, o goleiro do Timão faz a defesa e no rebote o Bragantino faz o seu gol.

A equipe de arbitragem errou ou acertou?

Entendam como funciona a avaliação de tal lance:

A mais difícil das Regras do Jogo para o torcedor é a Regra 11- o Impedimento. Muitos a conhecem superficialmente, mas poucos conhecem os detalhes (e muitas vezes, o próprio árbitro se inclui aqui). Ela se resume em:

“O jogador estará impedido se estiver mais próximo da linha da meta adversária exceto se tiver 2 ou mais atletas entre eles ou em mesma linha- não valendo impedimento para lances de escanteio, arremesso lateral, tiro de meta ou quando o jogador é lançado de seu próprio campo.”

Ele estará em impedimento ativo quando:

1-    Interferir ativamente no lance (tocando na bola);

2-    Interferir contra um adversário (obstruindo um goleiro ou um zagueiro);

3-    Interferir por tirar proveito da sua posição (aproveitando um rebote, por exemplo).”

Em qualquer outra situação, ele estará em posição de impedimento passivo, ou seja, quando não interfere no jogo ativo, e a partida não deve ser paralisada.

Neste domingo, André Astorga estava em impedimento passivo, pois não toca a bola (situação 1), mesmo correndo em direção a ela; não interfere contra ninguém (situação 2), pois não atrapalha nem zagueiro, nem goleiro do Corinthians; além de não tirar proveito da sua posição (situação 3), já que seu posicionamento é irrelevante na conclusão do gol. Acertou a arbitragem.

Importante- Sobre os dois pênaltis reclamados pelo Corinthians:

No primeiro tempo, Castán invade a área, a bola é dividida e por força da jogada há contato físico, desequilibrando. Em seguida, há o toque, e nesse momento o atleta reclama pênalti. Não foi, acertou o árbitro, pois ele já estava em queda, apesar de ser calçado.

No segundo tempo, Paulinho faz bela jogada e ao bater para o gol, o atleta do Bragantino Guilherme leva a mão à bola. Jogada rápida, mão deliberada e pênalti. Errou o árbitro.

Nota:

Parabéns aos jogadores do Vasco da Gama, líder do Campeonato Carioca mesmo com os salários atrasados.

Parabéns à diretoria, comissão técnica e jogadores do Paulista de Jundiaí, líder do Campeonato Paulista mesmo com recursos minguados e de disparates valores se comparados com os grandes clubes da capital, os quais teoricamente tem mais recursos técnicos e financeiros.

– Senador quer Exclusividade em Termos Referenciais à Seleção Brasileira

O senador Valdir Raupp (PMDB) deve achar que não temos problemas no país. Ele quer propor uma lei de exclusividade para a CBF no uso dos termos “Seleção Canarinho”, “Seleção”, entre outras!

Assim, só a CBF de Ricardo Teixeira poderia usá-los sem custo. Até nisso querem ganhar dinheiro… Vergonhoso. Em Brasília, não há o que fazer?

A quem interessa tal Lei?

– Um Constrangido que disse a Verdade, e um Jornalista que Constrange

Uma verdade dita pelo demitido Luxemburgo:

A regalia que um atleta de alto nível tem que ter é o salário que ele ganha. As obrigações são as mesmas que qualquer profissional tem que ter.”

Gostei, disse o correto. Melhorou seu conceito como filósofo e analista. Se usar isso como treinador, somado a sua habilidade estrategista, terá mais sucesso do que já teve, pois, afinal, parece que as atividades paralelas que exercia atualmente o atrapalhavam ética e desportivamente.

Outra coisa: como a demissão de Wanderley Luxemburgo repercutiu para alguns! O Neto, da Band, hoje atingiu seu ápice! Teve chilique, babou, espumou… O que ele tem de tão precioso íntimo com o Luxa para esbravejar tanto?

Será que se o Mário Gobbi perder as eleições no Corinthians agirá assim também?

Parece que bem provável…

Dessas coisas tenho nojo. Jornalismo tem quer sério, sem sensacionalismo ou rabo preso. Neto não parece jornalista. Como camisa 10, foi craque. Na imprensa, verdadeiro cabeça de bagre.

– NFL me fez sentir velho!

Domingo teremos a final do futebol americano, evento chamado de Superbolw. Cada vez mais esse esporte vem ganhando destaque no Brasil. Alguns amigos vibram com ele, o acham de emocionante e me recomendam. Mas eu confesso não entender patavina sobre football dos EUA…

Mas uma curiosidade: no intervalo do evento, a cantora Madonna se apresentará. E eles estão preocupados com o repertório dela, pois o público maciço do jogo considera Madonna uma artista das antigas!

Caracoles! Madonna já é velha? Quem curtiu seus sucessos dos anos 80 se espanta. Claro, afinal, nós pudemos ver a artista surgir. E impressiona saber que muitos não sabem sua história.

Sinal que envelhecemos…

– R$ 230,00 / Camisa. E é Popular?

Hoje, a Nike lançou a nova camisa da Seleção Brasileira. Preço: Módicos 230,00 reais, e é chamada de popular!

Nem a Seleção é popular, nem a camisa e nem o carisma. Faz tempo que o Escrete Canarinho deixou de ser do povo e representa-lo!

– O caso Braguetto & Corinthians: árbitro pode ou não ter relação comercial com clube?

Ontem, na matéria de Daniel Lian, o árbitro da FPF e da CBF Rodrigo Braguetto declarou que sua empresa de arbitragem prestou serviços ao Corinthians no último final de semana. Sua entrevista está disponível no link http://is.gd/arbitro.

A questão discutida ficou sendo: o árbitro de futebol pode ter relação comercial com um clube, cujo time pode estar envolvido nas competições que apita? É legal? É moral? Há alguma consideração contrária?

Vamos lá: no exercício da arbitragem de futebol, o indivíduo se torna um verdadeiro sacerdote na função- tem regramentos exclusivos, necessidade de se policiar e cuidados extremados que talvez nenhum outro elemento envolvido no futebol tenha que ter.

O árbitro não deve apenas ser honesto; deve parecer ser honesto! Como ficarão as explicações para os demais envolvidos no futebol sobre a relação comercial entre árbitro e clube (aqui, independe se é Braguetto e Corinthians, mas poderia ser qualquer outro árbitro e qualquer outro clube)? Torcedor enfurecido não quer saber se a ação comercial foi profissional e independente, ele mistura a coisa. E não adianta fazer vistas grossas, pois a repercussão sempre é grande. Sendo assim, para quê o desgaste?

Imaginem 2 jogos envolvendo Corinthians X Palmeiras:

1) na semifinal do último campeonato paulista, Paulo César de Oliveira foi criticado por sua atuação, mesmo fazendo uma grande arbitragem em jogo difícil. A expulsão de Scolari é lembrada até hoje. E se o árbitro fosse Braguetto? Infelizmente, alegariam que o vínculo da sua empresa de arbitragem teria influência na sua atuação.

2) no último jogo entre ambos, pelo Campeonato Brasileiro: Seneme expulsou Valdívia em lance sobre Jorge Henrique. E se tivesse sido Braguetto?

Diante de tudo isso, não há como negar que é um desgaste impreciso. Concordo que o árbitro é um prestador de serviços autônomo, que não tem sua atividade reconhecida profissionalmente, que não é considerado funcionário da Federação Paulista de Futebol, e, por isso, todo trabalho honesto realizado fora dos campeonatos oficiais não deva ser contestado. Mas dentro da sua atividade, moral e eticamente, muitos cuidados devem ser tomados. E se manter longe de vínculos mais próximos com os clubes se faz necessário.

Lembro fato semelhante ocorrido anos anteriores, já na gestão da atual Comissão de Árbitros: o árbitro Anselmo da Costa foi contratado pelo Instituto Wanderley Luxemburgo para lecionar aulas de arbitragem em seus cursos. O Cel Marinho, presidente da CEAF-SP, não escalou mais o árbitro em partidas nas quais o treinador estivesse envolvido, como que se rotulasse Anselmo a um subordinado de Luxemburgo, mesmo como árbitro.

E agora, nesse episódio?

Se escalar Braguetto em jogos do Corinthians, terá sido uma decisão contraditória à tomada no episódio Anselmo.

Se não escalar, acaba aceitando o argumento que o árbitro está envolvido com o clube e impedido de atuar em jogos da equipe.

Um problema a mais para a Comissão de Árbitros. Nessa próxima rodada, na qual alguns árbitros TOPs enfim estrearão (terá sido pelo excesso de reclamações das primeiras rodadas?), mais um assunto para ser discutido…

Um detalhe: Braguetto afirmou na entrevista que se isso for um problema, se aposentará.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– E o Luxa caiu!

Futebol é inconfiável.

Ontem, Patrícia Amorim disse que Luxemburgo não seria demitido de jeito algum.

Hoje demitiu.

Luxemburgo receberá 4 milhões de reais da multa rescisória! Michel Levy, diretor do clube, disse que isso não é problema, pois “já estão levantando fundos”.

Parece gozação… Rasga-se dinheiro de todo jeito!

– Arbitragem & Homossexualismo: a Crítica do Dirigente

(…) um dos primeiros requisitos que se tem para chegar às altas esferas da arbitragem colombiana é ser homossexual, e isso sim me parece muito grave”.

Veja que maluquice: Álvaro Gonzales Alzate, presidente da Liga que congrega as equipes fora da primeira divisão colombiana (Difútbol), declarou que a arbitragem colombiana pratica um péssimo exemplo ao país: além da promoção / preferência de árbitros gays na 1ª Divisão, incentiva o comportamento homossexual dos jovens na Colômbia!

À Rádio Caracol, o dirigente lembrou ainda que não só no futebol, mas em toda a sociedade, as pessoas fazem o que for para conseguir ascensão na carreira, e, em particular na arbitragem, tal evento vem acontecendo.

Extraído de: http://www.vozdoapito.com.br/homofobia_na_colombia.php

HOMOFOBIA COLOMBIANA

O presidente da Divisão Amadora do Futebol Colombiano (Difútbol), Álvaro González Alzate, insinuou nesta terça-feira que, para ser árbitro na primeira divisão do país, é requisito ser homossexual, numa alusão ao processo por assédio sexual contra Óscar Ruiz.

Para ele, o problema maior de restringir o quadro de árbitros a homossexuais não é fechar as portas para heterossexuais, e sim influenciar os mais jovens a adotarem a mesma opção sexual, algo que o dirigente considerou ser uma doença.

‘Há um mal-estar muito grande entre um bom número de árbitros do país por conta desse tema, porque ninguém apresenta provas e tampouco se atrevem a falar. Mas se comenta que um dos primeiros requisitos que se tem para chegar às altas esferas da arbitragem colombiana é ser homossexual, e isso sim me parece muito grave’, declarou Alzate à emissora de rádio local ‘RCN’.

‘A mim, pessoalmente, o assunto tem preocupado muito, porque estamos há muitos anos administrando seres humanos e aprendemos mais ou menos a conhecer um pouco o que é a essência da vida humana. Por isso, posso dizer que não há nada com maior possibilidade de se contagiar, não há doença, se é que podemos chamar assim, com todo o respeito a quem a sofra, que a homossexualidade’, acrescentou.

O presidente da Difútbol disse que muitas pessoas fazem o que for necessário para fazer parte de uma equipe ou para ter uma camisa.

‘Infelizmente, muitas pessoas, jovens e inclusive menores de idade, fazem o que quer que for para terem uma oportunidade, terem uma bola, uma carteira de um clube profissional ou para estarem em divisões de base. E na arbitragem há algum tempo está acontecendo algo parecido, pois, segundo os rumores que escutamos diariamente, quem não atender as preferências de personagens da arbitragem colombiana, não chega longe’, disparou.

Alzate acredita que o assunto merece maior atenção da Federação Colombiana de Futebol (Colfútbol).

‘No meio esportivo, os dirigentes não remedeiam isso. Se não prestarmos atenção, não revisarmos a situação e promovermos uma reestruturação total do manejo logístico da arbitragem nacional, vamos terminar muito mal’, comentou o presidente da Difútbol.

‘Acho que existe uma anarquia total na arbitragem colombiana, porque foram criados muitos colégios arbitrais os quais a federação leva em conta para partidas em nível profissional, sem nenhum controle’, completou.

O dirigente opinou ainda que a Colômbia há alguns anos estava em terceiro lugar em arbitragem na América do Sul, atrás apenas de Argentina e Brasil, mas que isso mudou nos últimos tempos.

‘Hoje não estamos nem sequer no décimo lugar, resultado da distração da federação em relação à arbitragem’, finalizou. EFE

– O Globalizado e líder Paulista de Jundiaí!

O nosso glorioso Galo da Terra da Uva, o Paulista, está com tudo nesse começo de ano. Com 3 vitórias e um empate no Paulistão (sendo 100% de aproveitamento fora de casa), está nos noticiários estaduais como a grata surpresa do campeonato.

Um dos fatores para o bom começo? Sem dúvida, o envolvimento das forças vivas da cidade!

Sempre que a sociedade jundiaiense se uniu, o clube teve bons e significativos resultados. Parabéns ao presidente Djair Boccanela, por, mesmo em meio as dificuldades financeiras (não é fácil assumir o time num falido futebol do interior paulista em fase de recesso), conseguir fazer o time vencer a Copa Paulista, classificando-se para a Copa do Brasil e adquirir gordura nas rodadas iniciais do Estadual.

Claro que as dificuldades são muitas: marcar uma partida no Jaime Cintra no domingo à noite, é algo ingrato para o Tricolor Jundiaiense. Se às 17h, evidentemente o público seria maior (e se o time do Santos fosse o titular, idem). O que falar então da rodada em que a FPF marcou, em dia útil de trabalho, jogos à tarde? Como ter renda, se a Federação não colabora?

Dentro de campo, o Galo vem fazendo jus à política dos últimos anos: dar oportunidade a técnicos emergentes- Giba (Campeão da Copa SP e de acessos no time profissional), Zetti (vice-campeão paulista de 2004), Vágner Mancini (campeão da Copa do Brasil 2005), Wagner Alves (Para quem não lembra, o nipo-brasileiro que disputou uma Copa do Mundo com a Seleção Japonesa), e agora, Sérgio Baresi.

O time é composto de atletas das categorias de base do próprio clube, além de jovens que estouraram a idade nos grandes clubes e jogadores baratos repatriados do exterior.

Mas uma curiosidade: depois de testar o chinês Bing Chang Bao (aliás, e o chinês ZiZou, do Corinthians, quando jogará?) continua aguardando o visto de trabalho do iraniano Salar Tehrani, jovem atleta estrangeiro que rendeu uma matéria na TV Lance: http://www.youtube.com/watch?v=dyVZImjc3eU

A pergunta é: teremos fôlego para mais rodadas? Difícil responder. A torcida é para que sim; ao menos, por enquanto, tudo está dando certo. E que a Prefeitura Municipal possa ajudar na logística dos torcedores para os próximos jogos, principalmente para o deprimente horário das 22h durante a semana.

– Uma Imagem e Uma Análise: o Gol Anulado de Corinthians X Linense visto por um Ângulo Alternativo.

Sempre procuramos tomar cuidados com os pontos de vista diversos nas análises de futebol. Quando da análise do lance polêmico (gol anulado) em Corinthians X Linense, ponderamos várias hipóteses do acontecido (em: http://is.gd/juizpudessefalar), procurando entender motivos de erro e de acerto. E parece que uma delas (imagem não flagrada de lance faltoso antes da cabeçada, mas durante a trajetória da bola), se embasa na foto abaixo:

 

A imagem é clara. Um clic foi mais certeiro no flagra do que uma imagem mal dirigida da emissora de TV. Por mais que costumemos contestar que a imagem é fria e não dá para retratar a dinâmica do jogo, o braço do atleta Fabão se apoiando no ombro de Danilo, deste ângulo fotografado, é claríssimo! Além, do que, não há um vídeo por detrás do gol para analisarmos.

Essa foto é preciosíssima para entendermos como as críticas curtas, grossas e incisivas são proporcionalmente injustas, incoerentes e radicais! Há sempre de se analisar, e, claro, se entender como erro, não misturar equívoco com a honestidade do árbitro. Mas isso é tarefa cumprida por poucos jornalistas… Infelizmente!

Confesso que não tenho o nome do fotógrafo. Alguém sabe de quem é o crédito?

Abaixo, compartilho um caso igual de “ilusão de ótica coletiva”. Lembram-se quando Carlos Eugênio Simon não deu um suposto pênalti claro para o Flamengo e foi condenado, ficando até na geladeira? Naquela oportunidade, uma câmera da ESPN mostrou que o único quem estava certo era o árbitro…

Extraído de 27/08/2008, do Blog do Professor Rafael Porcari (http://is.gd/INJUSTICA)

A CÂMERA REVELADORA DE CRUZEIRO x FLAMENGO

Lembram que, na Copa de 98 na França, em uma transmissão com 20 câmeras de TV, no jogo Brasil X Noruega, um árbitro americano marcou um suposto pênalti cometido pelo Júnior Baiano, e o mundo o criticou? Após dois dias, uma imagem de uma câmera suiça “perdida” no estádio tinha o exato momento em que o zagueiro brasileiro praticava infantilmente a infração dentro da área. Ninguém pediu desculpa ao juizão, que acertara na ocasião.

No último domingo, o Flamengo reclamou veementemente contra Carlos Eugênio Simon, em um lance que pelas imagens da Globo e Bandeirantes era claríssimo pênalti a favor do Mengão (o atacante era Tardelli). Como um árbitro do nível do Simon deixara de marcar? O Flamengo reclamou, esperneou, brigou e disse ter mandado uma fita à FIFA para vetá-lo na Copa de 2010 na África do Sul !

E não é que o Simon acertou o lance? Ontem, no Sportscenter da ESPN Brasil, uma despretenciosa câmera flagrou perfeitamente que o atacante Diego Tardeli PISA BISONHAMENTE NA BOLA, e não é tocado por ninguém do Cruzeiro!

Àqueles que acompanharam a polêmica vão rir do lance. É uma verdaderia trapalhada do Diego Tardelli.

E como fica o Flamengo? Vai mandar uma outra fita à FIFA recomendando o Simon para a Copa? E os “comentaristas de arbitragem” que detonaram o árbitro gaúcho?

O lance já está no YouTube. Veja: http://br.youtube.com/watch?v=FC3nomUzmZI

O ACERTO DE MARCELO ROGÉRIO EM CORINTHIANS x LINENSE

Primeiro, execra-se um árbitro em horário nobre.

Depois, cria-se a teoria da conspiração.

Trata-o, absurdamente, como bandido!

E ensurdecem-se à voz dos mais ponderados, que entendem as dificuldades existentes em apitar um jogo de futebol.

Poucos respeitam o erro humano do árbitro.

Muito poucos sabem criticar respeitosamente.

Pouquíssimos sabem pedir desculpas.

Afinal, alguns programas televisivos criam verdadeiras redes de compartilhamento sobre histórias de “apito amigo” e desonestidade dos árbitros, que faz com que a audiência aumente.

Na Copa do Mundo da França, Galvão Bueno bradava contra um árbitro americano que marcou um pênalti inexistente na partida Brasil X Noruega. Uma câmera da TV da Suíça, dois dias depois, do outro lado do estádio, mostrou que o árbitro havia acertado.

Tempos atrás, o mundo flamenguista sentenciou o árbitro Simon por não dar pênalti sobre Diego Tardelli, contra o Cruzeiro. Três dias depois, a ESPN achava uma imagem onde Tardelli, literalmente, pisava sozinho na bola e caía (Simon houvera inclusive sido colocado na temida “geladeira”).

No último domingo, Marcelo Rogério foi pivô de mais um “causo” destes: quantas câmeras da Sportv flagravam Fabão e Danilo durante a trajetória da bola, após a cobrança do escanteio?

Nem precisa responder: a imagem atrás do gol de Júlio César diz tudo. Um detalhe que muda o julgamento de muitos!

Em: http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2012/02/01/torcedores-pedem-desculpas/

– Inadimplência e Descaso no Pagamento de Taxas de Arbitragem na CBF

Se um árbitro for caloteiro, não apita por estar com o nome negativo no SPC ou Serasa (em campeonatos estaduais ou nacional). Mas e se o árbitro levar calote?

As associações de defesa do árbitro devem dar a vida pelos seus associados. Na luta pelos direitos de quem pertence a um sindicato, cooperativa ou associação, sempre a mesma deve se esforçar contra aqueles que prejudicam um árbitro, seja ele qual for.

Me custa a crer que árbitros que deixam o quadro nacional ou a carreira, SEM RECEBER TAXAS, deixam de ter apoio destas! Ué, não trabalharam vinculados a ela?

Um caso que me assombra justamente pelo… descaso: Em 31 de Julho de 2010 (1 ano e meio atrás), Brasília X Araguaína jogaram pela Série D do Campeonato Brasileiro. Um trio paulista apitou o jogo, formado por Robério Pereira Pires (bom árbitro que apitou as duas primeiras rodadas iniciais do Paulistão, mas sacado do quadro nacional), Dante Mesquita Júnior (outro caso curioso: número 13 do ranking paulista, de muitíssimos jogos da série A do Campeonato Brasileiro, e que curiosamente não figurou na lista da Renaf – tendo encerrado prematuramente a carreira aos 39 anos) e Giovani Canzian (que também parou).

Quanta gente boa fora da lista nacional, não?

Imagine os árbitros de pontos diversos do estado de São Paulo se encontrando no aeroporto, bancando deslocamento até o embarque, custeando passagem de avião, hospedagem, alimentação, além dos dias fora de casa e a ausência do lar. E na hora de receber…

Onde está a Associação Nacional dos Árbitros para brigar com o time do Brasília, equipe que não pagou as despesas?

Onde está a Comissão de Árbitros da CBF para agilizar o processo, defendendo seus árbitros?

Onde está o respeito às pessoas que tiram o minguado dinheiro do bolso para trabalhar e não recebem o que é justo?

Perceberam que aqui os árbitros pagaram para apitar?

Absurdo.

Por mais que elas estejam trabalhando, estamos em 2012. Demora tanto para executar um calote de Julho/2010?

Ao menos, o Sindicato Paulista poderia tentar fazer um contato com a Associação Nacional para ajudar. Será que é tão difícil (quase 18 meses) para cobrar o time da Capital Federal? Talvez o próprio Arthur Alves Júnior, secretário da ANAF e presidente do SAFESP, fosse o canal ideal de intercessão para o recebimento dessas taxas atrasadas. Acredito que deve estar trabalhando para isso.

Importante: tentado o contato por email com Robério, e nada obtido. Tentado o contato telefônico com Dante, e o mesmo tudo confirmou. Tentado contato telefônico com Canzian, e nada obtido.

Será que a culpa muitas vezes não é dos próprios árbitros, que não exigem com toda a sua força o direito que têm? Afinal, as entidades estão lá, independentes, para servi-los.

Ou não funciona bem assim, não só no futebol como na sociedade?

Tomara que os árbitros consigam receber logo suas taxas. São gente honesta, trabalhadora, cujo soldo é justo e necessário.

– Súmulas-Tchê com Wilsinho Ferreira

Você já ouviu falar do blog Súmulas-Tchê?

A página é um espaço bacana de recordação aos amantes do futebol-arte dos anos passados. Lá, botinudo não entra!

Nele, além de lembrança de jogadores que deixaram saudades no gramado, há fichas técnicas, escalações e tudo o mais.

Para ilustrar ainda mais a página, um amigo está sendo destacado pela sua entrevista: Wilsinho Ferreira, ex-Palmeiras e Paulista de Jundiaí!

Como é bom ver gente boa mostrando que tem o que falar. Parabéns Wilsinho!

Aproveito, e envio o link para compartilhar esse gostoso bate-papo. Acesse em:  http://sumulastche.wordpress.com/2011/12/26/wilsinho/

– Corinthians X Linense: Ah, se o Árbitro Pudesse Falar…

Há situações no futebol as quais o tempo mostra que precisam ser modificadas. Uma delas, indubitavelmente, é o comportamento do árbitro por imposição das Comissões de Árbitros, referente a entrevistas.

Sempre fui a favor de que o árbitro pudesse dar uma mini-coletiva após o jogo, para elucidar situações polêmicas. Na Itália, após a partida, os árbitros ficam a disposição para explicar algumas decisões. Nada de sabatina, apenas uma satisfação de poucos minutos e poucas palavras para esclarecer dúvidas.

Ontem, tal medida seria importante para o sexteto de arbitragem capitaneado por Marcelo Rogério na partida entre Corinthians X Linense, válido pela Rodada 03 do Paulistão 2012.

Marcelo tem um dos melhores preparos físicos (se não o melhor) de todo o quadro. Firme em suas decisões, posiciona-se bem em campo; não faz parte do quadro nacional da CBF unicamente pela burra política da idade.

Porém, um lance “esquisito” fez com que as críticas à sua arbitragem fossem ressonantes. Após a equipe do Linense cobrar um escanteio, o jogador Fabão, com 2,04 m pula e cabeceia para o gol, abrindo o placar. Entretanto, o gol é anulado por suposta falta no jogador do Corinthians (Danilo).

Veja o lance: http://is.gd/ANULADO

Marcelo Rogério está bem posicionado. Fabão pula sem se apoiar em Danilo, permitindo que ele participe normalmente da disputa de bola. O árbitro adicional (AAA) está olhando para o lance também. Tudo parece legítimo, mas o gol é anulado.

Mas… Alguém ouviu o árbitro para afirmar que o gol foi anulado por suposta infração contra Danilo? Claro que não. É por isso que as mini-coletivas pós-jogo seriam fantásticas para evitar as teorias da conspiração que hoje predominam sobre a partida. Se pudéssemos ouvi-lo, talvez a repercussão seria menor.

Repare no lance que além da boa colocação, há algo importante: somente dois jogadores comemoram o gol do Linense. Os demais, já estão voltando para a sua posição. Será que a jogada não estava parada antes? E dessa situação, surge a hipótese 1:

– Por ventura, quando da cobrança do escanteio, não houvera acontecido uma falta fora do lance de bola entre Fabão e Danilo, e quando a bola é cabeceada, o árbitro já teria apitado? Se sim, justificaria a passividade da maioria dos atletas.

Outro detalhe, de onde pode vir a hipótese 2:

– O AAA2 Adriano de Assis Miranda está olhando para o lance frontalmente; já o árbitro Marcelo Rogério está um pouco mais longe, os enxergando de lado. Quem se encarrega de observar a cobrança do escanteio é o árbitro, bem como a trajetória da bola até a grande área. Com os AAA, é possível dividir aquela zona de disputa entre AAA e árbitro assistente, que no caso, era a bandeira 2 Tatiane Sacilotti, que os vê de outro ângulo ainda. Teriam árbitra assistente ou AAA visto algo e informado ao árbitro? Se sim, há a explicação da rápida reposição de bola, pois o árbitro nem foi ao local da infração e Julio Cesar cobrou o tiro livre a seu favor imediatamente.

Se formos ainda mais detalhistas, podemos perceber que Danilo não alcança a bola e Fabão o faz com facilidade. E dela nasce a hipótese 3:

– Teria entendido o árbitro que Fabão usou de força desproporcional ao disputar a bola com Danilo, e nessa diferença de força marcou falta? Se sim, considerou a desigual diferença de tamanho do atleta do Linense, usada para se sobrepor ao “baixinho” Danilo.

São 3 hipóteses de defesa do árbitro, e, aparentemente, a mais popular e elementar seria a hipótese 4 (ao qual, num primeiro momento, comungo):

Por um equívoco, o árbitro entendeu que Danilo sofrera infração de Fabão pelo fato do mesmo não dividir a jogada com boa disposição. Árbitros buscam muitas vezes entenderem reações de atletas para decidirem, e ao ver Danilo totalmente passivo, pode ter se iludido de que ele recebeu a falta. E falta não foi… Danilo bobeou, e o zagueiro Fabão aproveitou-se da altura e pulou legalmente em busca dela, sem impedir que o corinthiano a disputasse.

Pode ser que uma imagem diferente apareça hoje ou alguém manifeste uma 5ª situação. Mas o certo é que o silêncio forçado ao qual os árbitros são submetidos impede o esclarecimento, força a imagem de antipatia e nem permite o mea culpa caso quisesse assumir um erro, coisa natural aos seres humanos que não são dotados de replay nas suas decisões.

Diante de tudo isso, fico imaginando; ontem, escrevi sobre a importância dos adicionais e a sugestão de AAA mais experientes (http://is.gd/gYMvwb). Respeitando os AAAs de ontem, mas já imaginaram se tivéssemos Cleber Abade, agora com 46 anos, ou qualquer outro mais rodado naquela posição? Se Marcelo se equivocou, este poderia ter sido corrigido pelo ex-árbitro central e agora AAA de elite.

E você, o que achou do lance? Deixe seu comentário:

– Paulista X Santos: a Pendenga dos Uniformes

Na partida deste último domingo, o árbitro Vinícius Dias Gonçalves Araújo e seu Quarto Árbitro Junior César da Silva cometeram um grande erro ao forçar a mudança de uniformes do Paulista FC na tarde/noite em Jundiaí, na partida contra o Santos.

Funciona assim: o time visitante OBRIGATORIAMENTE deve vestir uniformes de cores diferentes da equipe mandante. Quem joga em casa escolhe a sua roupa, e sendo assim, o Paulista poderia vestir seu uniforme no. 1.

Normalmente, quando as equipes chegam ao estádio, o Quarto Árbitro vai aos vestiários e confere os uniformes das equipes. Todas as peças do uniforme devem ser diferentes entre os times (Camisa, calção e meias). Os goleiros devem vestir cores que os diferenciem dos jogadores de linha da sua equipe e da adversária, lembrando que, em dificuldade de encontrar cores tão diferentes, ao menos a camisa deve ser diferente, podendo o calção e a meia serem iguais ao da sua equipe.

Se o Paulista quisesse jogar (pela ordem Camisa-calção-meia) com as cores: listrada tricolor-branco-branco, o Santos deveria evitar a camisa listrada bicolor (pois seria escura como a do Paulista), bem como calções  e meias brancos. Assim, a equipe da Vila Belmiro deveria jogar de branco-preto-preto. Tanto o goleiro santista quanto o jundiaiense deveriam usar cores diferentes de todas acima citadas, e na impossibilidade, poderiam jogar com calções e meias das cores dos seus companheiros de linha.

Em havendo dúvidas sobre os uniformes, o Quarto Árbitro informa ao Árbitro que decidirá a situação. O procedimento padrão será o de alertar a equipe visitante para providenciar o uso de cores distintas a do mandante, à pena de não iniciar a partida. Na impossibilidade de uso do uniforme ideal por motivos inusitados (roubaram o fardamento, tamanho que não entra, ou qualquer outra coisa), a decisão do árbitro deve ser flexibilizada pelo problema ser pontual.

No Jaime Cintra, o Santos se negou a trocar de uniforme por questões estéticas. Se o Paulista mudou o seu uniforme por gentileza entre os dirigentes, que chegaram nesse acordo, tudo bem. Mas se o time de Jundiaí foi obrigado pela arbitragem, tal ação foi equivocada. Errou o árbitro, sucumbiu ao time grande.

Caso insistisse, o Paulista poderia ter entrado em campo com o seu uniforme número 1, o Santos teria que voltar ao vestiário para a troca e o árbitro deveria relatar o atraso da partida a fim de que a equipe santista fosse multada.

– Sugestão às Federações sobre os Árbitros Assistentes Adicionais (AAA)

Debatendo com amigos, consegui formar uma opinião sobre os árbitros adicionais. A boa experiência, testada a algum tempo na Europa e também no Brasil, deveria sempre se utilizar de árbitros mais experientes e calejados do que o árbitro principal.

Explico: percebam que nos jogos em que há mais participação dos árbitros assistentes adicionais (AAA), estes são geralmente do mesmo nível ou mais rodados que o árbitro central? E se fizermos uma discussão sobre o tema, levantamos as seguintes reais hipóteses:

um árbitro adicional jovem, em um lance duvidoso, se sentiria mais intimidado a dirimir uma dúvida de um árbitro experiente. E, por lógica, dificilmente um árbitro experiente, em dúvida, acataria uma opinião duvidosa de um novato.

em dúvida, o árbitro central experiente, entre a sua própria opinião e a do novato, ficará com a dele mesmo.

um AAA experiente poderia ser mais contundente, incisivo e preciso na hora de informar a um árbitro central do que um novato, e justamente a contundência adquirida pelos anos de carreira faz com que a decisão seja mais precisa e melhor tomada.

imaginaram o lance em que um AAA jovem informe o árbitro experiente e ele não tome a decisão baseada na informação? O time que se sentir prejudicado irá infernizar a atuação daquele AAA pelo resto da partida.

uma decisão do árbitro central tomada por ajuda do AAA experiente, claramente será acatada com maior aceite.

imaginaram a segurança de um árbitro novato em seu primeiro clássico, tendo como AAA os veteranos Seneme e Paulo César de Oliveira? Para uns, exagero na escala. Para o árbitro, respaldo para o seu debute. Para o jogo, segurança garantida.

Vou além. Penso na autorização da FIFA para árbitros que deixem o quadro por idade-limite de 45 anos, possam trabalhar por mais tempo na função de AAA. Já imaginaram um clássico nacional de grande apelo (Fla-Flu, por exemplo), com os AAA como Cléber Abade e Carlos Eugênio Simon?

Utopia para você? Talvez para mim também. Mas é inegável que esses árbitros, com experiência maior do que os demais, salvariam o árbitro central e o jogo de muitas situações de erro. A propósito, quando o árbitro tem maior experiência, já viveu de tudo no campo e sabe dos atalhos para não precisar correr tanto, tem que parar de apitar por culpa da idade… Não é curioso?

Quem sabe o tema não seja interessante para ser discutido pelas instituições que cuidam dos árbitros? Já que o uso dos AAA é em caráter experimental, as Federações, Sindicatos e Associações poderiam solicitar a permissão do uso de árbitros com até 50 anos de idade para essa função.

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

– Paulista X Santos: é vantagem ou desvantagem jogar contra Reservas?

Hoje teremos Paulista X Santos pela 3ª rodada do Paulistão. O Santos virá aqui para Jundiaí sem a sua força máxima. E isso é bom ou ruim?

Depende. Teoricamente é mais complicado jogar contra os atletas que venceram a Libertadores, como Neymar e Ganso. No papel, é melhor jogar contra a equipe reserva.

Mas…

Leve em conta: como os ‘medalhões’ ainda não tinham estreado, se jogassem em Jundiaí, ainda estariam sem ritmo, pensando em não se machucar devido a Libertadores…

Mais: os reservas de hoje a noite vão querer mostrar serviço. Muricy Ramalho está fazendo um “vestibular” para saber quem fica e quem sai.

Por fim: a renda poderia ser maior se o time titular viesse, não?

Depois dessas considerações, chego à conclusão: eu preferia o Santos Titular contra o Galo… mas o que valerá será a vitória! O Paulista vai conseguir mais 3 pontos, 100% de aproveitamento?

– 10 Coisas que um Árbitro de Futebol não deve fazer

Já publiquei anteriormente, em 2009, mas vale o resgate: compartilho vídeo engraçadíssimo do “Midiagol”, enviado pelo colega árbitro Daniel Destro do Carmo, sobre 10 coisas que devemos evitar em campo, quando árbitros:

1-Agir como Cheeleader;

2-Comemorar um Gol;

3-Se empolgar com a trave, achando que é “bastão de dança”;

4-Usar o apito como flauta;

5-Usar o gramado como horta;

6-Desejar aparar a grama durante a partida;

7-Andar no carrinho da maca;

8-Ajudar o goleiro a defender o gol;

9-Apitar sentado confortavelmente na sombra;

10-Chutar o atleta machucado caído no chão!

Veja um exemplo prático do árbitro fazendo tais coisas nesse vídeo. É de morrer de rir!

Em: http://www.youtube.com/watch?v=NGC-Kj3DlZo

– Vale Pênalti Cobrado com o Calcanhar?

Já respondi esta questão algumas vezes no Blog “Pergunte ao Árbitro” (http://is.gd/kZWxzb), mas novamente ela aparece. Claro, é inusitada e gera curiosidade. Vamos lá, repetindo a resposta anterior…

Sim!

Vale pênalti de calcanhar, de cabeça, de barriga, de joelho… e até de pé! Com qualquer parte do corpo que seja permitido jogar.

A regra diz que a bola tem que ser chutada para frente (aqui, o termo “chutada” se estende a “cobrada”, e cobrar é fazê-la se mexer, rolar). Também exige que o jogador que irá cobrar o tiro penal seja identificado.

Qual o problema então?

O problema é: haja coragem do cobrador… será achincalhado por todos!

Detalhe: chutar pra frente quer dizer que ela pode ser passada para um companheiro; ou seja, pênalti em dois lances! Me recordo que o jogador Euller, o “filho-do-vento”, no final de sua carreira, tocava a bola para um companheiro que vinha na corrida a fim de fazer o gol.

Bobagem, não?

– R$ 4 milhões e Luxemburgo vai embora!

Ora essa: ouço que a multa rescisória de Vanderlei Luxemburgo é de 4 milhões de reais. O ambiente insuportável criado por ele e por Ronaldinho Gaúcho, segundo as informações da imprensa, é notório.

Aí fica a dúvida: ele está preocupado em permanecer no cargo ou não? Lucraria mais em atividade ou parado?

Se continuar vencendo no Cariocão, tudo bem. Mas se for eliminado da Libertadores pelo Potosí… aí sim é vergonhoso!

Você, no lugar da Patrícia Amorim, ciente dos valores rescisórios de Ronaldinho Gaúcho e Luxemburgo, analisando o custo-benefício, faria o quê? Mandaria os dois embora, ficaria com eles ou demitia um ou o outro?

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