– Ótimo Acerto da Arbitragem e Vandalismo na Sulamericana

Numa fase em que os árbitros estão sempre sendo criticados, tivemos uma ótima atuação da arbitragem na Copa Sulamericana, mas que ficou esquecida devido a cenas de vandalismo.

Na partida Cerro Porteño (PAR) 2 X 1 Colón (ARG), o árbitro uruguaio Dario Ubriaco expulsou e depois “desexpulsou” corretamente um atleta, e fez isso com acerto!

Na jogada do segundo gol paraguaio, o atacante do Cerro chuta para o gol, e em cima da linha, o atleta argentino evita o gol tirando a bola com as mãos. Incontinente, o árbitro expulsa o jogador e marca pênalti. Porém, o bandeira estava atento e corre para o meio de campo, alertando o árbitro que a bola foi tirada dentro da área de meta.

Sem titubear, o árbitro desmarca o pênalti (isso é possível pois ele não havia recomeçado o lance) e anula o Cartão Vermelho (que era por evitar um gol) e reaplica o Amarelo ao zagueiro (por tentar evitar um gol e não conseguir).

Equipe de arbitragem atenta e entrosada é muito bom para o esporte! Mas se tivéssemos o novo sistema eletrônico a ser utilizado para avisar se uma bola entrou ou não, a decisão seria ainda mais rápida!

O lance pode ser assistido em: http://ht.ly/eJB6X

Infelizmente, a partida foi marcada por muita violência entre torcedores, jogadores e policiais. Se quiser, a assista em: http://www.youtube.com/watch?v=WFcoGzvk4Ck

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– País do Futebol, com estádios vazios?

Será que realmente somos o país do futebol?

Veja só: no ranking das maiores torcidas mundiais (levando-se em consideração média de ingressos por jogo), o Borussia Dortmund tem público maior de 80.000 pagantes por jogo. Real Madrid e Barcelona só não têm mais porque não cabe em seus estádios. Dos 100 com maiores médias de lotação, o brasileiro com maior média é o Santa Cruz (PE) com 36.000 aproximadamente. Dos times da série A, o Coringão é o 65o, com pouco mais de 29.000.

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– Brasileiros na Champions League

Shaktar Donetsk (UCR) 2 X 1 Chelsea (ING): Para os ucranianos, Alex Teixeira e Fernandinho; para os ingleses, Oscar. Melhor em campo: Willian.

Spartak (RUS) 2 x 1 Benfica (POR): Para os russos, Rafael Carioca e Jardel (contra). Para os portugueses, Lima.

A representatividade dos brasileiros nos clubes da Liga dos Campeões da Europa pode ser enganosa: eles são numerosos no Leste Europeu e em Portugal, provavelmente pela mão de obra barata, pelo fato dos magnatas ucranianos e russos invadirem o mundo do futebol e pela questão do custo-benefício.

Mas, e nos grandes? Quais brasileiros são titulares absolutos e indiscutíveis no Manchester United, Real Madrid, Barcelona, Internazionale…?

Em proporção, são raros nos grandes e fartos nos pequenos! Ou vai discordar? É a atual realidade…

– Ídolo não deve ser treinador

Sempre tive a seguinte convicção: jogador brasileiro que é ídolo em seu clube não deve se aventurar como treinador. Na Europa, é diferente pela cultura. Aqui, se o técnico não ganha, torcedores nem se importam com o passado de glórias.

Recentemente tivemos alguns exemplos: Fernandão e Falcão foram vaiados no Internacional. Bobô, nome maior do Bahia, também foi ofendido quando esteve no comando do Tricolor Baiano. Leão no Palmeiras também serve de exemplo.

Será que Rogério Ceni ou Marcos, caso quisessem ser treinadores no São Paulo ou Palmeiras, seriam exceções? Penso que não.

Bem faz Zico, que fez uma carreira fora do Brasil e nem cogita dirigir o Flamengo.

– Senna, Imortal!

Uma pausa na louca correria do dia-a-dia para assistir o documentário “Senna”, que apesar de ter sido lançado há algum tempo, só hoje assisti.

Sensacional…

De fato, Schumacher não teve concorrentes a altura como teve Ayrton Senna, nem políticos contrários e muito menos título garfado. A parte do filme que mostra o título que Prost levou na mão grande é impressionante.

Aliás, tão bacana quanto o documentário e o piloto, é a narração na voz do Galvão Bueno. É uma volta ao tempo, nervos e emoções à flor da pele! Sem contar a musiquinha “Tema da Vitória” (que curiosamente, a Globo não a fez para o Senna, que a imortalizou, mas para o Piquet!).

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– Feliz Aniversario, Pelé

A primeira vez que matei aula na vida, foi para assistir ao jogo dos 50 anos de Pelé no San Ciro, em Milão! Lá ocorreu um amistoso contra a “Seleção do Resto do Mundo” (o time tinha na ponta-esquerda Rinaldo! Aff…).

Tudo o que vi de Pelé em campo foi através de VT. Imagine o que devo não ter visto… Se jogasse agora, com a qualidade da bola, do material esportivo, dos gramados e com a existência dos cartões amarelos e vermelhos (a maior parte da carreira dele aconteceu antes do advento dos cartões), teria passado de 2000 gols!

Parabéns ao Pelé e ao Edison no seu(s) aniversário(s) (como ele mesmo desassociou sabiamente a figura dos dois). Igual outro Pelé, dificilmente teremos. Maradonas e Messis – também raros – surgirão; mas Pelé…

– Pitacos da Última Rodada do Futebol

-Depois que Ronaldinho Gaúcho foi flagrado nas Olimpíadas-08 conversando no celular recebendo a medalha brasileira, fiquei com o pé atrás com ele. Mas é inegável que está jogando um bolão! Contra o Fluminense, ontem, chamou a responsabilidade para si. Merece voltar à Seleção? Hum… duvidoso. Eu não levaria!

-E o Messi? Marcou 3 gols no jogo La Coruña 4 X 5 Barcelona, e está perto de superar a incrível marca de 75 gols de Pelé em uma temporada (Messi tem 71).

-O Palmeiras sobrevive no campeonato. Depois do último domingo, achei que o time não conseguiria se salvar. Mas, dependendo do espírito de luta da equipe, quem sabe não foge do rebaixamento. Porém, continuo achando que no jogo Fluminense X Palmeiras teremos matematicamente o campeão e o rebaixado.

-Na Alemanha, o Bayern conseguiu a expressiva marca de 8 jogos consecutivos de vitórias no início do campeonato. Tudo bem que o Campeonato Alemão não é lá essas coisas, mas 100% de aproveitamento não dá para desprezar.

-Por fim: Vuaden tem feito ótimas atuações desde que publicamente foi anunciado que é o substituto imediato de Seneme na Copa-14, caso o árbitro paulista não consiga superar a dificuldade física. E já que falamos de arbitragem, parabéns ao São Paulo, que em 3 jogos só tomou 2 cartões amarelos (nos 2 jogos anteriores ao do Flamengo, conseguiu não tomar nenhum cartão!)

– A Injusta Anulação do Gol de R49 em Atlético Mineiro X Fluminense

Neste domingo, Atlético Mineiro e Fluminense fizeram uma bela partida pelo Brasileirão. Jogo emocionante, disputado, com chances para ambos os clubes.

Entretanto…

Aos 21 minutos, Ronaldinho Gaúcho fez um golaço de falta, daqueles que vale ver e rever. Mas não valeu. O árbitro Jailson Macedo anulou por ter visto Leonardo Silva empurrando com suas costas a barreira.

Preciosismo da marcação? Acertou no lance?

Para mim, não. Explico: Leonardo Silva tenta deslocar a barreira e abrir espaço para que seu companheiro cobre a falta. Entretanto, a bola vai por cima dos atletas cariocas, que apesar da tentativa do jogador atleticano, conseguem saltar sem sucesso para desviá-la.

Todo mérito da espetacular cobrança de falta foi por água abaixo pela anulação do lance. A ação de Leonardo Silva nada interferiu na jogada, e, confesso, não dava para marcar nada nem se fosse no meio de campo! Lance legal.

Mas há um detalhe interessante: perceberam que Leonardo Silva começa a se mexer e “supostamente” deslocar a barreira (escrevo “supostamente” por entender que não foi falta) ANTES da cobrança do toque de Ronaldinho? Se o árbitro achou que havia algo de errado, teria que parar o lance, advertir verbalmente o atleta e mandar que o Gaúcho cobrasse novamente, já que o ocorrido aconteceu com a bola sem ter entrado em jogo!

Detalhe sensacional, não?

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– A Ambulância da Vila Belmiro. Quem errou?

Nesta semana, vimos o triste episódio na partida entre Santos X Atlético Mineiro, onde um atleta não conseguia ser socorrido pelo fato da ambulância não poder entrar no campo de jogo.

Ora, uma das exigências mais rigorosas das autoridades se refere às condições de socorro aos atletas, desde o trágico falecimento do jogador Serginho (São Caetano).

Desde aquele fato, a Federação Paulista de Futebol exige que seus filiados (e essa exigência vale para as competições regionais e internacionais) se adequem corretamente para que seus estádios sejam liberados para partidas de futebol. Após a vistoria oficial, a entidade dá o aval ou não.

Basicamente, a recomendação é: deve existir uma ambulância para cada 10 mil torcedores (e ao menos uma ambulância que tenha acesso para entrar e sair do campo de jogo a qualquer momento, pensando nos atletas) e que esteja obrigatoriamente equipada com um desfibrilador.

Para o início das competições, é a própria FPF quem confere as obrigatoriedades. Durante os campeonatos, é a equipe de arbitragem quem tem tal competência (motivo: o árbitro deve fazer a vistoria antes do início do jogo, ao chegar no estádio, 2 horas antes do horário da partida, para caso encontre alguma irregularidade, ter tempo de informar os responsáveis e corrigi-las).

Assim, na prática, o quarto-árbitro confere se há uma ambulância com desfibrilador e se, caso ocorra alguma emergência, possa entrar e sair do gramado (tal procedimento é necessário pois é ele quem fiscaliza se não existe modificação significativa pós vistoria da FPF que impeça os procedimentos adequados tais como construções, novos alambrados, degraus, mudança em portões de acesso). Feito isso, comunica o árbitro, que é quem tomará qualquer decisão de começar ou não uma partida por irregularidades.

No interior do estado de SP, nas divisões de acesso, é comum que os clubes se socorram aos hospitais públicos para obtenção de ambulâncias sem custo e de desfibrilador. Também é extremamente comum que partidas atrasem por falta do veículo e até mesmo deixem de ser realizadas, por diversos motivos (a não disponibilidade do veículo; a necessidade da ambulância para emergência em hospitais do município ou até mesmo a falta de acordo entre Clubes e Secretaria de Saúde).

Outro problema é a decisão sobre o local onde a ambulância permanecerá durante a partida. Muitos estádios não tem espaço para que ela fique dentro do gramado, sendo que em algumas situações, é comum que ela fique próxima a algum portão, do lado de fora, com a chave do mesmo em poder de algum PM que fica de prontidão.

Em jogos da Primeira Divisão, esses problemas normalmente são diminutos pela importância maior do torneio e pela crença de que, se está na elite do futebol, tudo está devidamente adequado e nos conformes.

O que aconteceu na Vila Belmiro foi claro: descuido na aprovação para o início do campeonato, vista grossa da arbitragem ou relaxo na vistoria pré-jogo, além do sentimento de que “nunca acontecerá algo mais grave”.

Lamentável. É necessário acontecer algum incidente para que se dê maior atenção?

– Dia da Independência Corinthiana em Calendário Oficial?

Coisas de quem não tem nada a propor: vereador paulistano Goulart propôs que o dia 04 de julho (data em que o Corinthians venceu sua primeira Libertadores da América) seja comemorado no Calendário Oficial de Eventos do Município como “Dia da Independência Corinthiana.

Caramba… o nobre político não tem mais nada a fazer? Tanta coisa necessária à população da capital paulista e projetos demagógicos como esse são sugeridos?

Se aprovado, muda o quê em benefício da sociedade em geral?

O pior é que o político foi reeleito e ainda recebe por tal desempenho no seu trabalho. Lamentável!

– Multa para Jogadores que simularem na NBA. E no Brasil?

A NBA (Liga Americana de Basquete) quer evitar o unfair play. Dias atrás, resolveu tomar medidas duras contra os jogadores que tentarem enganar os árbitros. Eles serão multados automaticamente em 5 mil dólares, e a reincidência custará 30 mil (o sêxtuplo da multa inicial).

Os atletas estão reclamando. Fica a questão: tentar ludibriar o árbitro faz parte do jogo ou deve ser evitado?

No Brasil, há muitos atletas de futebol que intrinsicamente levam a cultura do ”levar vantagem em tudo”. Para esses, é algo normal. Na Europa, anomalia.

Mas traga isso ao nosso Brasileirão: já imaginaram se a CBF institucionalizasse tal pena? As simulações marcadas pelos árbitros iriam ter chiadeira, já que a pena financeira ainda existiria. Mas e os lances “achados” pela Promotoria e julgados pelo STJD?

Meu Deus, o campeonato viraria um circo e a idéia não vingaria…

– Desgostos de Ceder Jogadores à Seleção

Me recordo de Márcio Santos e Aldair como sensacional dupla de zaga na Seleção de 94. Entraram por acaso, os titulares eram Mozer e Ricardo Gomes. E foram espetaculares! Porém, certo dia, Márcio Santos foi convocado para jogar um amistoso (daqueles bem mequetrefes) e pisou num buraco do gramado, machucando gravemente. Foi devolvido ao Ajax sem condições de jogo, nem com pedidos de desculpas.

Agora, Marcelo voltou lesionado ao Real Madrid. Imagino o que o seu treinador, Mourinho, deve estar xingando. O time tem que emprestar o atleta para jogar contra o Iraque e o Japão, e o devolve machucado.

Voltou entregue numa embalagem para presente, com uma fitinha e um sorriso amarelo?

É muita cara de pau…

Não está na hora de se reformular calendário, escolha e critérios para amistosos da Seleção? Sabidamente, os jogos são comercializados pelo detentor dos direitos. Mas o contrato é inquebrável e inegociável?

– Sustentabilidade do Apito

Piadinha que surgiu durante a semana, depois de mais árbitros suspensos:

A arbitragem brasileira é marcada pela sustentabilidade: toda rodada tem árbitro na reciclagem”.

Pior é que tal gozação faz sentido… Teremos outros nomes nesse domingo?

– O Fator “Arbitragem” no Brasileirão nas últimas rodadas

Nas rodadas derradeiras do Brasileirão, os nervos de jogadores, torcedores e dirigentes estão à flor da pele. Claro: agora, vale rebaixamento, título, classificação para a Libertadores…

Se a ansiedade é grande para os clubes, a preocupação com a arbitragem é na mesma proporção. E, infelizmente, na reta decisiva, os árbitros estão pressionados. Eles darão conta do recado?

Vivemos uma entressafra na arbitragem devido a vários fatores: má gestão da Comissão de Árbitros, falta de bons nomes, impaciência no processo de renovação e politicagem.

Ontem, prova de tudo isso pode ser vista, acumulada em 2 jogos: Fluminense X Ponte Preta e Atlético-MG X Sport, apitados respectivamente por Nielson Dias (PE) e Flávio Guerra (SP).

Os dois times mandantes brigam pelo título. Os dois são fortes politicamente. Os dois reclamam sistematicamente de arbitragem (Alexandre Kalil que o diga; já que, mesmo quando não tem lances errados contra seu time, adora “jogar para a torcida”). Os dois jogaram contra times pequenos e fracos politicamente.

Ora, Guerra, respeitosamente, não é árbitro de 1a divisão. Nielson já deu mostras que tecnicamente é fraco e também não merece a quantidade de jogos que recebeu na série A.

Para quem assistiu as duas partidas (fáceis de se apitar e que os árbitros se complicaram), perceberam os claros erros a favor dos mandantes. Nada de má intenção, mas de má condição técnica. E é isso que me preocupa: esses árbitros foram escalados em condições de suportar pressão? Apitar jogos do Fluminense, Flamengo, Corinthians, Atlético Mineiro, entre outros, precisa-se ter colhão. Não dá para experimentar árbitros com esses times expressivos ou escalar gente de baixa qualidade técnica, principalmente nesse momento do campeonato.

Fico pensando: teríamos que trazer árbitros de fora do país, por falta de contingente capacitado? Enquanto que as federações abrem inúmeros cursos de arbitragem, colocando muita gente para apitar, sem dar sequência de jogos e boas condições de preparação a eles, erra-se em querer conseguir talento pela quantidade de nomes, não pela boa preparação de alguns poucos bons candidatos.

Nos pontos corridos, pelo número de jogos, normalmente os erros se compensam. Mas há exceções, como qualquer regra: times grandes e fortes politicamente, podem ter erros contrários em menor número, por vários motivos; um deles: árbitros mais gabaritados em seus jogos fora de casa / e menos competentes e mais suscetíveis a pressão em casa; a contrapartida será lógica: se alguém é beneficiado, os clubes pequenos e de força política menos expressiva terão o prejuízo.

A questão é: carece-se de inteligência e independência nessa atual fase do campeonato para fazer as escalas.

Exemplo? Nielson Dias tem no ano a péssima atuação na partida Grêmio X Santos (além de outras ruins ao longo do campeonato) e continua prestigiado. Expulsou equivocadamente Neymar e sentiu a pressão do Estádio Olímpico. E ainda assim foi para Fluminense X Ponte Preta. Ora, acho justo a queixa da Ponte Preta, que teve 4 jogadores pendurados recebendo o cartão amarelo para a próxima partida contra o Sport/PE (aqui, vem a observação do presidente da equipe campineira, Márcio Della Volpe, de que o árbitro também é de Pernambuco…), fora o pênalti equivocado.

Em suma: precisa-se de árbitros que não tenham medo de time grande, nem sintam pressão de dirigentes politicamente fortes e que sejam competentes. Traremos árbitros de fora? Para eles, é mais fácil: vem, apita e vai embora, sem se preocupar com veto.

Observação: o Náutico reclamou sistematicamente das arbitragens. Nas últimas rodadas, só tivemos FIFAs apitando jogos dele… vale a pena chiar?

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– Acabou o Brasileirão!

Palmeiras Rebaixado e Fluminense Campeão. Depois da rodada desse final de semana (ainda temos o segundo tempo dos jogos das 18h30), não tenho dúvida de que os classificados para a Libertadores e os rebaixados para a Série B são os atuais 4 ponteiros e os 4 lanterninhas.

Aliás… o Palmeiras terá que reinaugurar o Palestra Itália na Segundona? Que mico!

 

– Estádios Brasileiros serão Classificados com Estrelas, como Hotéis

O Ministério dos Esportes, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, num ambicioso projeto de 5,4 milhões de reais, irá classificar os 150 estádios com mais de 10.000 lugares com estrelas.

Para a Copa do Mundo, só entrarão os considerados 5 estrelas. Os que obtiverem apenas 1 estrela, terão atenção maior do Governo (como se dará a “atenção”, ainda não foi divulgado).

Para a avaliação, os critérios serão:

– segurança,

– sistema de monitoramento de torcida,

– capacidade de dispersá-la em pouco tempo,

– área para visitantes, e,

– conforto (pontos cegos, cadeiras adequadas e banheiros).

Será que esses itens, caso obtenham a nota máxima, seriam suficientes para considerar um estádio 5 estrelas? Você teria algum outro critério?

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– Lance Armstrong: Herói ou Vilão?

O megacampeão de ciclismo Lance Armstrong, pessoa do bem, que mantém instituições de caridade e participa frequentemente de promoções de solidariedade, sofreu com câncer nos testículos. Recuperou-se e voltou a ser campeão.

É o típico esportista que tem meu respeito pelas conquistas e pela responsabilidade social. Porém, tempos atrás, denunciou-se que ele ganhou seus títulos com uso de dopping. Agora, se ventila que ele tinha um extremo esquema de dopping também para outros de sua equipe!

Em pouco tempo, virou de herói para vilão. Seus patrocinadores e fãs descartam todas essas denúncias; seus críticos e outros ciclistas, não.

E aí: em quem acreditar? Nos denunciantes ou no até então ciclista campeão?

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– Dia da Padroeira do Brasil e da Patrona dos Árbitros de Futebol

Poucos sabem, mas na década de 90, em eleição entre os árbitros de futebol, Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi escolhida como padroeira da categoria. Motivo: sendo que a Maria é Mãe de Cristo, necessária seria sua benção e invocação para que fosse eleita também a Mãe dos Árbitros (tão lembrada nos gramados).

Há quase 9 anos, por indicação do Padre Ton Ferreira, o então bispo de Jundiaí, Dom Amaury Castanho (que se tornou conhecido nacionalmente por suas cartas à imprensa defendendo radicalmente os valores cristãos), aprovou e reconheceu oficialmente a Oração do Árbitro de Futebol, que não existia até então, direcionada ao Filho de Deus por invocação de Nossa Senhora Aparecida.

Abaixo, reconhecida pelo Vaticano, a oração aos árbitros de futebol devotos de Maria, neste dia onde ela é lembrada não só por ser padroeira do Brasil, mas também como patrona dos Árbitros de Futebol.

ORAÇÃO DO ÁRBITRO DE FUTEBOL

Senhor Jesus Cristo,

Tu, que conheces o íntimo de cada um de nós, tem piedade de todo o teu povo.

Pedimos tuas bênçãos para todas as pessoas que estão envolvidas na prática esportiva: árbitros e jogadores, torcedores e policiais, gandulas e jornalistas, fiscais e dirigentes das nossas federações.

Nós te amamos, mas sabemos de nossas fraquezas. Humildemente, te suplicamos a proteção, visando não as vitórias ou honrarias humanas, mas a um bom, honesto e seguro trabalho. Acima de tudo, que seja feita a tua santa e bendita vontade.

Tudo isso te pedimos por intercessão de Maria Santíssima, a quem carinhosamente temos por mãe, invocada como Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil e Patrona dos Árbitros de Futebol.

Amém.

COM APROVAÇÃO ECLESIÁSTICA DO SR BISPO DA DIOCESE DE JUNDIAÍ, DOM AMAURY CASTANHO, EM 04/12/2002

– Um Tribunal Torcedor?

Jonas Lopes Neto é o auditor que indiciou Ronaldinho Gaúcho por uma entrada violenta não apitada por Heber Roberto Lopes. Nada foi; a jogada era de jogo perigoso... No máximo, tiro livre indireto.

Porém, parece que a moda agora é querer “reapitar o jogo”. Se o árbitro não marcou, por quê o auditor quis marcar? Ele é árbitro de futebol? Entende das 17 regras?

Se o indiciamento tivesse ocorrido após a consulta de um colegiado de árbitros que declarasse ter sido erro grave do árbitro, tudo bem! Mas nada disso aconteceu. O fato relevante é que o auditor já se declarou flamenguista (embora, ressalte que não atua com sentimentalismo).

Ora, se é assim, não deveria postar fotos polêmicas de R10 no Facebook, pois é incompatível com sua ética. Eis a imagem:

Tá de brincadeira, né? Não me parece que quem coloca na sua página tal foto não tenha uma certa simpatia da pessoa… Bope intimando um ex-flamenguista que abandonou o barco?

– Brasil X Iraque: observações!

O Brasil jogou na Suécia mais um daqueles amistosos que, se levado a sério, não vale como jogo. Vale como treino!

E o que deve valer em um treino?

Experimentar como está, in loco, Kaká. Para isso valeu. Ou ainda observar um novo quarteto-mágico, formado por Neymar (muito menos individualista nesta oportunidade, Kaká, Oscar (que um dia foi chamado de “novo Kaká”) e Hulk (como alguns têm má vontade com ele…).

Fico pensando: será que Mano Menezes andou perdendo tanto tempo com a turma do Leste Europeu e só agora resolveu convocar jogadores com reais condições?

O ponto negativo: estádio vazio, adversário ruim… concordo que precisa treinar, mas não poderia deixar de sacrificar os clubes durante o Brasileirão e realizar jogos por aqui?

Aliás: meu glorioso Paulista de Jundiaí, mesmo na triste pindaíba que se encontra, seria um adversário mais gabaritado que o Iraque…

– Fluminense Campeão e distorções do Brasileirão

Já na reta final do Campeonato Brasileiro, o Fluminense, jogando bem, é líder com 9 pontos de vantagem do segundo colocado. Com bom treinador e ótimo elenco, já é campeão. Duvido que alguém tire a diferença.

Mas será que se o torneio fosse disputado sem times mistos por culpa da Libertadores / Copa do Brasil, sem desfalques da Seleção e outras interferências, o Tricolor Carioca levaria tão fácil?

Eu acredito que não. Corinthians, Santos e São Paulo estariam no páreo.

Na parte debaixo da tabela, se o Palmeiras perder hoje, fica a 9 pontos de diferença do primeiro que se salva. Por coerência: se isso acontecer, o Verdão não se salva mais.

Claro que matematicamente dá para mudar o panorama. O problema é: e a na prática?

– Vasco X São Paulo sem Dedé e Lucas

A Seleção Brasileira joga contra o Iraque, na Suécia, num acanhado estádio de 20 mil lugares, e desfalca Vasco da Gama e São Paulo Futebol Clube dos seus melhores atletas. Sem contar que os clubes se enfrentam hoje, valendo a luta pela vaga na Libertadores.

Pior: provavelmente Dedé e Lucas serão reservas…

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– Diferença do Esportista Casado e do Solteiro

Homens solteiros vivem em função dos horários das competições; homens casados são obrigados a concedê-los às suas esposas…

Sobre como é dura a vida homens casados que querem curtir o seu futebolzinho na TV… por André Jung, na revista ESPN de Dezembro/2010 (artigo: o Caneco é dela).

A frase já diz tudo… verdadeira ao extremo!

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– Nuzman reeleito no COB?

Nessa semana, Nuzman foi reeleito para o Comitê Olímpico Brasileiro. Está se eternizando por lá…

Sem comentários. Quando eleito pela primeira vez, há décadas, Nuzman prometeu fazer nosso país uma potência olímpica em 8 anos.

Tá vendo alguma potência olímpica por aqui?

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– Real X Barça: adeus torcida brasileira…

Hoje teremos dois clássicos mundiais: Real Madrid X Barcelona e Milan X Internazionale. Porém, o jogo espanhol é o “jogão” da rodada. Cristiano Ronaldo X Messi, para alguns.

Fico pensando: cada vez mais as crianças estão torcendo para times estrangeiros, ao invés de clubes nacionais. É a globalização. Pudera, é utopia imaginar um clássico brasileiro parar o mundo…

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– Jogador Paulinho reencontra o Pai no Alambrado!

Paulinho, do Corinthians, reencontrou o pai no alambrado antes do jogo contra o Náutico, ontem, no Estádio dos Aflitos, depois de 12 anos. O choro do atleta foi impressionante. Emoção sincera…

Não viu? A história está em: http://is.gd/paulinho

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– O Pós-Jogo do Choque-Rei

Por diversos compromissos profissionais, não vi absolutamente nada nesta rodada do Brasileirão. Acabo de ligar o rádio e ler algumas coisas na Internet. E, em particular, fico feliz pelo fato do pressionado Paulo César de Oliveira ter sido elogiado pela sua atuação no clássico São Paulo X Palmeiras. Já havíamos dito que sua escala foi equivocada, desnecessária e incômoda, pelos motivos citados nos posts anteriores. Ainda bem que o árbitro foi competente (coisa que ele sempre é).

A nota a reforçar é: pra que ter corrido o risco?

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– Análise Pré-Jogo de São Paulo X Palmeiras

Neste sábado, teremos um Choque-Rei cercado de polêmica quanto a escalação do árbitro Paulo César de Oliveira para o jogo.

PC é um dos árbitros mais queridos por seus próprios colegas de ofício e até mesmo pelos jogadores dos times que apita. Fui testemunha em jogos de divisões menores de atletas que pediam fotos com o árbitro depois do jogo. Porém, existe uma exceção: o Palmeiras!

Paulo César sempre teve atuações questionadas em jogos do Alviverde, e na maior parte delas, corretas! Porém, quando os lances dúbios resultam contra a equipe reclamante, passa existir a má vontade do clube. E se eles ocorrem em sequência, torna-se um círculo vicioso perigoso.

O árbitro move um processo contra Luís Felipe Scolari, e não estava sendo escalado para jogos do Palmeiras. Como Felipão não é mais o treinador da equipe, o Cel Aristeu Leonardo Tavares, novo comandante da Comissão de Árbitros, resolveu colocá-lo no sorteio para o clássico.

Aqui, uma clara demonstração de indevida vaidade: há pouco tempo no cargo e com muitas queixas dos clubes (em especial, do Palmeiras), fica nítido de que Aristeu quis demostrar força com a simbólica escala de Paulo César como um não aceite de pedidos de veto.

Nada em alimentar as “Teorias da Conspiração” de que o São Paulo está demonstrando força política com a escala de um desafeto do adversário ou de que a CBF quer prejudicar deliberadamente o Palmeiras. Aqui, o episódio é de uma típica má gestão do dirigente do apito, deixando aflorar uma certa inexperiência em chefiar tal departamento.

Se há conflito, porque responder com polêmica desnecessária?

Paulo César está em saia-justa. Se o árbitro deixar que os jogadores reclamem ou simulem sistematicamente em campo, leva a fama de “banana”. Se for cumprir a regra e punir os excessos cometidos pelo desequilíbrio emocional dos jogadores palmeirenses (fato observado no Derby passado), críticos dirão que a escala por si só do apitador já era algo prejudicial.

Árbitro de longa carreira e vasta experiência, PC está acostumado a pressão e não costuma fraquejar. É bom que os atletas palmeirenses não queiram testá-lo, pois se isso ocorrer, certamente a equipe não termina com 11 em campo.

Me preocupa o pós-jogo: com tamanha violência no futebol, provocada pelas Organizadas, temo por represálias incentivadas por dirigentes irresponsáveis.

Por fim, errado está quem o escalou. Sobre a desnecessária escolha do nome de PC, um artigo bacana pode ser acessado em: http://is.gd/PCnoChoqueRei

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– Fim de Carreira de Schummi

E Michael Schumacher se aposentou pela segunda vez. Depois de uma extraordinária carreira com 7 títulos mundiais, ele parou mas não aguentou a tentação e voltou. Disputou 3 temporadas pela Mercedes, cometendo erros que nunca antes cometeu.

A idade contou contra. Uma pena. Deveria ter parado por cima, mantido a primeira aposentadoria da Ferrari.

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– O Mico do “Superclássico”

Dá para chamar de superclássico um jogo onde a Seleção Brasileira joga com o time misto, e a Argentina, sem Messi e com atletas de equipes latinas (não é mistão, é equipe B ou C)?

Claro que não. Jogo marcado em cidade pequena, estádio acanhado e com pouco apelo. E que nem ocorreu por falta de energia elétrica!

Tanto a Canarinho como a Albiceleste estão se vulgarizando…

– A Injusta Queixa sobre Hulk

O atacante brasileiro Hulk, recentemente contratado pelo racista Zenit, tem sofrido por lá. O time é xenófobo (falamos sobre isso em: http://is.gd/Mmvhxr) e os próprios companheiros de clube andaram reclamando publicamente da sua contratação e de seu salário. No mínimo, deselegante.

Só que o desprestigiado atleta está marcando um gol por jogo. Na sua estréia, passou em branco. Nos dois jogos seguintes, dois gols. Na Liga dos Campeões, contra o Milan, outro gol.

O que os companheiros dele devem estar falando agora? Aliás: não imagino e nem quero imaginar como é jogar num lugar onde sua cor de pele é contestada e o faz ser inferiorizado (perante eles, e só na cabeça deles).

– A Escala Desnecessária de PC para São Paulo X Palmeiras

Há certas situações que, de tão lógicas, podem passar desapercebidas. Ao menos, é o que as pessoas de boa vontade querem crer para a escala de Paulo César de Oliveira no choque-Rei do próximo sábado.

Assim como Democracia não combina com Coréia do Norte, nem Leite com Manga ou muito menos Liberdade de Expressão com Cristina Kirchner, tampouco existe a harmonia entre PC e Palmeiras.

Ninguém duvida da capacidade técnica de Paulo César, da sua honestidade e hombridade. Mas não dá química com eles.

Nada de dizer que em alguma oportunidade na longa carreira de PC ele prejudicou deliberadamente o Palmeiras. Aliás, seus erros foram diminutos, normais e até inusitados. Ou alguém vê com frequência um impedimento em pênalti”, como ocorrido na partida do Paulistão contra o Barueri (e que nem culpa dele foi, já que o bandeira deve ter a corresponsabilidade nessa situação – inédita até à FIFA).

Me recordo perfeitamente do primeiro jogo de PC em jogos do Palmeiras e do último. No seu debute, o jogo era no Parque Antártica e o seu bandeira era o experiente Marinaldo Silvério (daí a minha lembrança: Marinaldo, conhecido como “Guarda-chuva”, era e é meu vizinho…). O Alviverde ganhou e teve 3 atletas expulsos: destaque para Djalminha, que falou horrores para o então desconhecido árbitro, que não vacilou e o mandou para chuveiro. Naquela feita, a saída do estádio foi de Veraneio da PM!

O último jogo, de lembrança a todos, foi a semifinal do ano passado pelo Paulistão: Corinthians X Palmeiras, no jogo do “fala muito” de Tite que culminou na expulsão correta de Scolari, partida cujo árbitro foi revelado pelo Jornal da Tarde antes do sorteio.

Fica a pergunta: com tal panorama, e com tanto árbitro (Seneme, Luiz Flávio, Claus, Braguetto, Guerra, Marcelo Ribeiro, Ceretta…) por que arranjar confusão?

Paulo César de Oliveira poderá fazer a melhor atuação de sua vida, mas a predisposição em criticá-lo pré e pós jogo são inevitáveis por parte de dirigentes e torcedores aficcionados (principalmente pelo fato do Palmeiras estar na Zona de Rebaixamento).

A minha dúvida é:

1-O Cel Aristeu esqueceu-se de que PC não pode ser escalado em jogos do Palmeiras, pois torna-se uma combinação altamente explosiva? (bem possível…),

2-A sua escala é uma demonstração de força, justamente para dizer que a CA-CBF não aceita vetos? (possível…),

3-É para “sacanear” o coitado do árbitro? (não creio…),

4-Ou enfim é para tirar o equilíbrio emocional do Palmeiras? (improvável…).

E você, o que pensa? Deixe seu comentário:

Eu desejo boa sorte ao competente árbitro e cidadão exemplar (que ele é).

– A Expulsão de Neymar na partida Grêmio X Santos

Neste domingo, no Estádio Olímpico, o árbitro Nielson Dias se equivocou em um lance envolvendo Neymar & Pará, gerando grande polêmica não só no lance referido, mas também em relação à carreira do atleta referido.

Na jogada, há uma disputa de bola envolvendo os dois jogadores citados. Pará cai, e no chão, atinge Neymar com a sola da chuteira em sua perna, nitidamente de maneira deliberada. Isso é chamado pela regra de “jogo brusco grave”, punível com Cartão Vermelho. Na sequência, o atingido revida com um pisão no adversário (também punível com Cartão Vermelho). Nielson expulsa apenas Neymar, e dá falta para o Grêmio.

Claramente o árbitro não viu a falta de Pará, e isso se deve ao mau posicionamento dele no lance, extremamente próximo da jogada. Em situações como aquela, você perde a noção do acontecido, já que a pequena distância atrapalha a verdadeira interpretação. Não se tem a real noção da intensidade ou não da violência, distorcendo a decisão do árbitro. Prova disso é que a partida foi reiniciada a favor da equipe do Sul (se tivesse visto a falta e não punido corretamente disciplinarmente, ele daria tiro direto ao Santos com expulsão de Neymar, já que deve-se cobrar a primeira infração nesses casos).

Portanto, errou ao expulsar apenas o jogador do Santos. E tal erro desencadeou outra questão: Neymar é perseguido?

Deve-se levar em conta o seguinte: No começo da carreira, o garoto se jogava excessivamente; simulava, dissimulava e até foi criticado pelo experiente Renê Simões que disse que “estava-se criando um monstro”.

Agora, mais experiente, outras observações devem ser feitas: de fato, Neymar apanha muito. Tornou-se visado, e tal situação trouxe outro complicador à arbitragem: saber diferenciar três coisas, que são

  • 1-quando simula;
  • 2-quando sofre a falta de verdade; e,
  • 3-quando cai para fugir da falta (que, pela regra, deve-se considerar infração sofrida, já que o jogador pode pular para não ser atingido e evitar se lesionar – lembremo-nos que para se marcar uma falta, deve-se considerar o “atingir ou tentar atingir o adversário”, e isso permite que o contato físico seja desnecessário para considerar infração).

Hoje, Neymar simula bem menos em partidas domésticas (embora, ainda persista no erro de reclamar faltas em lances legais de disputa de bola e que sejam viris, ‘desabando no solo’). Porém, ele sofre com o rodízio de faltas, e esse problema é verdadeiro: os jogadores se revezam para cometer infrações, a fim de atrapalhar o árbitro e confundi-lo. Tal situação é problemática, já que se deve estar atento para punir o atleta que exceda num imaginário número de faltas (a regra não dá um número exato) com a aplicação de cartão amarelo, mesmo que ele esteja cometendo a sua primeira falta no jogo (a punição é uma espécie de ‘falta coletiva’).

Além do rodízio de faltas, Neymar tem sido vítima da má interpretação dos árbitros quanto “cair por consequência da fuga de lesões”. Se o atleta vai atingi-lo e ele pula para se preservar, é falta. Vide um lance típico nesse ano: no Paulistão, na partida São Paulo X Santos, o goleiro Rafael dá um carrinho que atingiria inevitavelmente o atacante Luís Fabiano, dentro da área. Porém, ele pula para não ser atingido e cai, sem que o goleiro o toque. Isso é pênalti, e foi bem marcado; e lances como esse têm acontecido com frequência com Neymar e nada tem sido feito. Pior: em algumas oportunidades, é entendido erroneamente como simulação.

Portanto, deve-se estar atento e, principalmente, isento para apitar jogos com Neymar. Uso o termo “isento” pois há receio de que os árbitros, chateados por serem enganados em lances de cai-cai (reforço: que ocorrem com menor frequência hoje), possam, na dúvida, marcar contra o garoto em lances dúbios.

Neymar paga o preço de uma fama criada. E deve tomar cuidado para não alimentá-la, evitando reclamações excessivas, outras vezes indevidas, além de evitar “esperar faltas” quando vai dividir, provocando inevitáveis quedas, até em trancos legais.

Por fim, duas observações:

1- Nielson apitou Santos X Grêmio no 1o turno, com muitas reclamações gaúchas. Repete-o no jogo de volta no Sul? Sabidamente, o sorteio é dirigido, não aleatório. Poderia-se evitar tal escala…

2- Muricy disse que Neymar deveria sair para o Exterior. Ora, se aqui no Brasil ele cai nas divididas, e lá fora, onde inúmeras “faltinhas bobas” não são marcadas? Vide as próprias atuações de Neymar em partidas internacionais e em jogos com árbitros estrangeiros.

E você: o que acha do comportamento de Neymar e das faltas que reclama? Deixe seu comentário:


(foto: Gazeta Esportiva)

– O Exemplo de Klose passou Batido

Napoli e Lazio se enfrentaram na 3a feira. O atacante Klose fez um gol de mão, os seus companheiros comemoraram, o árbitro confirmou, e… eis que o jogador procurou o juizão e confessou que fez de mão!

E se tal lampejo de honestidade fosse observado no Brasil? O jogador seria condenado ou elogiado publicamente?

Caso raríssimo, e certamente utópico se por aqui.

Para quem não viu, aqui: http://www.youtube.com/watch?v=XoQhY2Zf0p4

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– Greve da NFL. E se fosse aqui?

O Futebol Americano está em crise. Os árbitros da Liga Profissional (NFL) entraram em greve por não acertar os salários, e os substitutos não estão desempenhando bom papel.

Aqui no Brasil, os árbitros poderiam se mobilizar contra pressões, condições de trabalho, assédio moral, falta de profissionalização da atividade, direitos trabalhistas, plano de carreira… Mas sabem quando o fizeram?

Nunca.

Alguém acredita que, na prática, as entidades representativas teriam coragem de promover uma greve nacional dos árbitros de futebol? Parariam o Brasileirão?

Esqueça. Utopia.