– Luís Fabiano reclama de Perseguição dos Árbitros. Tem razão ou não?

Nesta semana, o atacante são-paulino Luís Fabiano declarou que:

Os árbitros, quando vêm apitar um jogo do São Paulo, vêm condicionados a me dar cartão amarelo. Isto está claro.”

Ora, sabidamente Luís Fabiano é um dos atacantes que mais recebe advertências no futebol brasileiro. Justa ou injustamente?

Faça um levantamento dos cartões recebidos do jogador. Normalmente, foram por reclamação excessiva, atitude inconveniente e desinteligência. São todos os árbitros que lhe aplicaram cartões que estão errados ou o atleta que precisa ter mais equilíbrio emocional?

É claro que jogadores com histórico polêmico têm maior atenção da arbitragem. Quando o árbitro vai apitar jogos do Kleber Gladiador, deve estar atento às suas cotoveladas frequentes. Em jogos do Santos, atenção a Neymar pelas simulações. Se o atacante for o corinthiano Emerson Sheik, redobre o cuidado. No São Paulo, cuidado com a indisciplina de Luís Fabiano.

Claro que o rótulo criado pelos atletas não pode ser fator decisivo para que o árbitro dê cartões injustos. Mas na dúvida, seu histórico é preponderante para a tomada de decisão.

Luís Fabiano não é perseguido pelos árbitros. Seu comportamento é que se torna inadequado. Se não fosse ótimo jogador, seria punido por seu clube, já que frequentemente fica suspenso pelo elevado número de tolos cartões.

Cafu, Romário, Zico ou Ronaldo davam trabalho para a arbitragem? Claro que não. Só jogavam bola.

E você: concorda ou discorda do sãopaulino? Deixe seu comentário?

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– Champions Emocionante com Brasileiro Pisando na Bola!

E na Champions League, a rodada de 3a feira foi bacana para quem gosta de futebol. Vamos lá?

Na Turquia, o Galatasaray tirou o 100% de aproveitamento do Manchester United com ótima partida do meio campista Felipe Melo. Teria lugar de volta na Seleção? Talvez.

Em Turim, a Juventus deu um baile no atual campeão europeu Chelsea, por 3 X 0. Com a bolinha que vem jogando, talvez o Corinthians não seja campeão em cima do time inglês no Mundial do Japão, pois, se bobear o Chelsea pode até tropeçar na semifinal.

Já na Catalunha, o Barcelona ganhou de 3 X 0 do Spartak. Pra variar, mais gols de Messi.

Na Ucrânia, o Shaktar fez 5 X 2 contra o Nordsjaelland, com destaque negativo ao péssimo comportamento do atacante brasileiro Luiz Adriano. Após o árbitro paralisar o jogo para atendimento de um atleta lesionado, o jogo recomeçou com um bola-ao-chão cobrado por William (ex-Corinthians e destaque do Shaktar) devolvendo a bola ao campo de defesa do adversário. Porém, seu companheiro Luiz Adriano resolveu dominar a bola e marcou um gol! Os dinamarqueses “nordsjaellandenses” ficaram bravos, os jogadores do time ucraniano sem graça, e a própria torcida do Shaktar vaiou seu jogador.

Veja o lance: http://www.youtube.com/watch?v=UrE4K5MDFco

Como desculpa, Luiz Adriano diz que a culpa foi do “seu instinto de artilheiro”. Não convenceu…

O treinador do Shaktar, Mircea Lucescu, envergonhado, mandou os seus comandados abrirem caminho para que o time da Dinamarca marcasse um gol para compensar o erro de Luiz Adriano. Ao menos, ele teve espírito esportivo (ops: nessa partida, 3 gols de Luiz Adriano e 2 de William).

Como é que o jogador não se manca que está completamente errado? É difícil entender…

– Amistoso vale o quê?

Nesta quarta-feira a Seleção Brasileira joga conta a Argentina pelo torneio Nicola Leoz.

Superclássico com time B? Torneio Nicola Leoz? Não dá…

Jogo as 22h, desse jeito, só para quem gosta de futebol (como eu… e meia dúzia de boleiros).

– Corinthians & Caixa: hora de pagar os Favores Eleitorais?

O Corinthians acertou um milionário patrocínio com a Caixa Econômica Federal. Há tempos sem parceiro master na camisa, o banco estatal resolveu colocar sua marca no mais popular time de SP. Porém, o jornalista da Revista Veja, Lauro Jardim, disse em Outubro no seu twitter e escreveu na própria publicação:

Depois da eleição, Lula se incumbirá de uma nova tarefa. Comprometeu-se com diretores do Corinthians a procurar grandes empresários e resolver de uma vez por todas o patrocínio das camisas do clube. Este ano, o clube de maior torcida de São Paulo, campeão brasileiro, da Libertadores e candidato ao título mundial, não conseguiu se acertar com ninguém. Pediu 35 milhões de reais por um ano.

Na mesma linha, o jornalista Ricardo Perrone lembrou na sua coluna no UOL desta terça-feira:

Antes da Caixa, cartolas do clube sondaram o Banco do Brasil, de capital misto, mas  ligado ao Governo. E responsável por fazer a ponte entre o BNDES, outro banco governamental, e a Odebrecht para o financiamento das obras do estádio do Corinthians. Construção que conta com incentivos da prefeitura. Caixa e Banco do Brasil estão sob a batuta do Ministério da Fazenda, comandado por Guido Mantega, com quem dirigentes corintianos se reuniram recentemente. O encontro foi para tentar agilizar a liberação do financiamento do BNDES para o Itaquerão. O dinheiro ainda não saiu. Menos mal que foi fechado o contrato com a Caixa. Com tantas digitais governamentais, a oposição corintiana já não diz que a diretoria depende de Ronaldo. Passou a dependência para o governo, onde o ex-presidente Andrés Sanchez tem boas relações. O atual diretor de seleções da CBF fez campanha para Fernando Haddad e tem trânsito com Lula. Além disso, recebeu José Dirceu e o deputado petista Vicente Cândido no lançamento de seu livro.”

É hora da devolução dos favores ou não? O pior de tudo é que parece novamente descaso com o dinheiro público, metido em negociatas…

– Rebaixamento do Palmeiras. Horas passadas… a Culpa é de quem?

Depois de muita gente estar de cabeça quente com o rebaixamento do Palmeiras, fica a questão: de quem é a culpa? Das organizadas, dos dirigentes, dos jogadores ou dos treinadores?

Avalie: no ano, Felipão teve melhor aproveitamento do que Gilson Kleina. Mas no Brasileirão, Scolari vinha em descendente, alcançando 27,7% de aproveitamento, contra 42,4% Kleina.

Já as torcidas organizadas conseguiram fazer o Palmeiras perder o mando, jogando longe de casa e colhendo prejuízos financeiros, viagens cansativas e logística conturbada. Sem contar que o “gol do rebaixamento” (simbólico, é claro) foi do Vagner Love, aquele que a Mancha Alviverde fez sair do clube por tentativa de agressão.

Tirone e seus dirigentes demoraram para tomar decisões. Kleber Gladiador pintou e bordou sem punições, sem contar as contratações duvidosas, como a de Adalberto Roman. Lembre-se ainda no Sal Grosso comprado para ganhar jogos…

Dos jogadores, vale lembrar do Valdívia. Ou melhor: vale esquecê-lo…

Próximo ao centenário do clube, com estádio novo a ser reinaugurado, as vésperas de um jogo festivo para o Marcos… tudo errado.

Pior: o Roto falando do Esfarrapado. Disse Mustafá Contursi:

Esse rebaixamento não tem comparação com o de 2002, pois naquela época o clube era organizado.”

Sem comentários…

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– Jogadores Juniores que se Tornam Iludidos Arrogantes

Muito ouço falar e ler sobre o jogador do Santos FC, Victor Andrade. Bom de bola, mas iludido pela carreira ascendente.

Não é fácil um garoto com pouca instrução começar a ganhar muito dinheiro, receber elogios da grande imprensa e ver os prazeres mundanos (carrões, mulheres e fama) surgirem tão facilmente. Carece-se de paciência e boa orientação.

Mas será que garotos como ele têm tal aconselhamento? O que se vê hoje é uma quantidade de atletas jovens, que acham que jogam mais do que praticam na realidade, enganados por empresários que querem lucrar com eles.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– O Polêmico Cartão Amarelo de Neymar por Suposta Simulação. Merecido ou Não?

Cláudio Francisco Lima e Silva é o retrato perfeito da política da arbitragem da CBF. Sua atuação neste sábado, na partida entre Santos 2 X 0 Figueirense, mostrou todos os desejos, erros e gafes da Comissão de Árbitros. Vamos lá, em 3 tópicos, explicar o ocorrido:

1- Cláudio faz parte do elenco de árbitros com ótimo porte físico desejado pela CA-CBF. Alto, forte, vistoso e que correu muito em campo. Árbitros de média ou baixa estatura, ou que não tenham boa aparência na TV, não tem chances, mesmo que sejam ótimos tecnicamente. Reparem nas escalas: tem árbitro do porte físico dos irmãos Oliveira (Paulo César e Luiz Flávio), por exemplo? Claro que não, pois eles foram os últimos que entraram na elite sem esse conceito de árbitro “alto e forte”. Privilegia-se o físico, a aparência, a panca e o tamanho, mas não a competência.

2- Apesar de estar muito próximo da jogada e se posicionar bem, no lance polêmico da partida – infração em Neymar – o árbitro errou e marcou simulação de falta, aplicando o cartão amarelo e consequentemente tirando o atacante do jogo contra o Corinthians. E aqui vai a atenção: árbitros conhecidos, talentosos e respeitados, estão atentos a lances que possam envolver polêmica, sem desejá-los. Porém, certos árbitros esperam e desejam que existam lances duvidosos, a fim de poder aparecer e se destacar. Que Neymar simulava demasiadamente no começo da carreira (bem menos hoje), é verdade. Entretanto, o juiz da partida deve saber das características dos atletas sem nunca premeditar o defeito, pois pode influenciá-lo negativamente nas suas decisões em campo. Foi o caso de ontem: imagine na cabeça de um árbitro mediano, que busca seu espaço, ganhar minutos na mídia ao advertir Neymar por simulação em plena Vila Belmiro? Ele anseia por esse momento, e quando há dúvida, acaba errando justamente pela pré-disposição em punir (até mesmo inconscientemente).

Na jogada, Neymar sofre infração por ser desequilibrado. O jogador do Figueirense tenta alcançá-lo na corrida, e na velocidade há o toque involuntário que o derruba. Na Regra do Jogo, essa é a clássica situação de imprudência: quando um atleta não quer fazer uma falta, mas acaba cometendo (lembre-se: as infrações são classificadas em imprudentes, que são sem aplicação de cartão; temerárias, que merecem a advertência por amarelo; e de força excessiva, com expulsão pelo cartão vermelho).

O santista tinha o domínio de bola, vinha de uma jogada maravilhosa que, se culminasse em gol, estaria em todo o planeta se repetindo a exaustão (aplicou um chapéu no nascedouro do lance!). O árbitro não avaliou que estando de frente para o gol e nessa situação, seria improvável que ele se jogasse? Não fez a leitura do jogo?

Mesmo que um atleta se desequilibre sozinho, tropece e com sua queda impeça o adversário de prosseguir no lance, deve ser marcada a infração por imprudência. É diferente de uma jogada onde os atletas se machucam por casualidade ou acidente de trabalho, pois, na verdade, ambos foram vítimas do acaso. No lance referido, o jogador do Figueirense corre mais do que pode para alcançar Neymar e não tem tempo de tirar o pé, que bate no santista e o derruba. O atacante não tem culpa da imprudência do zagueiro e deve ter o lance marcado a seu favor.

Confesso que pelas imagens de TV, apesar de Neymar ter caído na grande área, não consegui ver se o toque se deu dentro ou fora dela (que é o local onde se configura o lance faltoso). Se foi fora, é falta. Se em cima da linha ou dentro da área, obviamente pênalti. Em ambos os casos não se deve aplicar o cartão amarelo para o atleta da equipe catarinense, por ser lance imprudente  (não entra a questão do chamado “impedir uma situação clara e manifesta de gol” – para ser ela, a meta deveria estar escancaradamente aberta, e seria vermelho).

3- A CBF quer renovar o quadro com um árbitro que já foi lançado na série A e não se firmou, que não apitou grandes jogos e que vem de um estado sem forte tradição no futebol, como o sergipano Cláudio Lima e Silva?

Dirão que Sidrack Marinho, que foi da FIFA, era do Sergipe. Ora, ele é caso de exceção, não regra cotidiana do futebol.

Para quem não se recorda, em 2010, Cláudio apitou Palmeiras 4 X 1 Avaí, e ao contrário do jogo de sábado, marcou um pênalti que não foi, protagonizando grande confusão posteriormente, custando-lhe uma suspensão do campeonato (e olha que o jogo era fácil…). O lance pode ser visto no YouTube, aos 5 m, nesse link: http://www.youtube.com/watch?v=Ge9KgZL-vws

E você, o que achou do lance? Deixe seu comentário:

– Dois Pênaltis Inexistentes em Dois Dias. Vamos entender?

Na quarta-feira, pênalti inexistente que poderia decidir em favor do Brasil. Na quinta-feira, pênalti inexistente que decidiu contra um time do Brasil. O que dizer dos lances de Brasil X Colômbia e Millonarios X Grêmio?

Nas duas partidas, observamos lances de erros técnicos de árbitros. Interpretaram mal as jogadas e caíram na simulação dos atletas. Vamos lá:

Brasil X Colômbia: aqui, o erro foi motivado pela inexperiência do árbitro americano em partidas envolvendo sulamericanos. Na cultura esportiva dos EUA, há pouco espaço para simulações. Em particular, no futebol, ludibriar o árbitro não é coisa comum por lá. Sendo assim, na jogada em que o atleta colombiano atinge somente a bola, legalmente tirando-a da posse de Daniel Alves, o contato físico entre o colombiano e o brasileiro é inevitável e normal de jogo. Porém, o lateral da Seleção Brasileira simula que o braço do atleta que o atinge na disputa de bola (sem força para derrubá-lo, involuntariamente), o impede de jogar e cai como se fosse empurrado propositalmente na disputa de bola. O árbitro caiu nesse golpe e marcou o pênalti. Erro pela falta de rodagem do apitador e por estar desacostumado com tal situação de unfair play.

Millonarios X Grêmio: Carlos Vera, equatoriano, sempre foi um árbitro comum, sem destaque internacional, embora com boa rodagem. O jogo pela Sulamericana foi de muito contato físico, e erros de marcação de supostas e verdadeiras cotoveladas (para ambas equipes) deixaram de ser anotadas. Porém, o lance decisivo ocorreu no final do jogo: o gremista Werley acompanha seu adversário, chega a colocar o braço no peito do colombiano, e este dobra as duas pernas e cai no chão dentro da área. Clássica simulação, o braço não impediria o jogador de seguir na jogada, não sendo infração; e o árbitro, que estava bem posicionado, marcou pênalti. Errou pela falta de coragem em mandar seguir o lance, situação inadmissível para quem ostenta o escudo FIFA e já tem experiência suficiente me competições internacionais, apesar da deficiência técnica.

E você, o que achou desses lances? Deixe seu comentário:

– Associação dos Árbitros quer R$ 4 milhões para Melhorar a Arbitragem Brasileira

Dinheiro traz competência?

-Talvez.

Capacitação técnica de empregados deve ser feita pelos patrões?

-Provavelmente.

Treinar in loco é condição sine qua non para qualquer profissional?

– Sem dúvida.

Após esses questionamentos, fica a reflexão: a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF) quer melhorar a qualidade da arbitragem brasileira, solicitando do Governo 4 milhões de reais para formação de árbitros a distância.

Ora, não seria melhor que a CBF, que é quem administra a arbitragem brasileira via Comissão de Árbitros, cuidasse da capacitação dos mesmos? E com treinos presenciais, nunca a distância? E por quê com dinheiro público, se são entidades de direito privado, e que possuem boas receitas?

Eu sou contra tal receita a Associação dos Árbitros e a atribuição dessa responsabilidade a ela. E você?

Extraído de: http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/brasileiro/serie-a/ultimas-noticias/2012/11/15/anaf-que-r-4-milhoes-do-governo-federal-para-formar-arbitros.htm

APÓS PRESSÃO POR ERROS, ANAF QUER R$ 4 MILHÕES DO GOVERNO FEDERAL PARA FORMAR ÁRBITROS

por Rodrigo Matos

Sob pressão após erros recentes de arbitragem no Brasileiro-2012, a Anaf  (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol) reivindica que o Governo Federal dê R$ 4 milhões para projetos de formação de juízes no Brasil. Uma parte sairia diretamente do caixa do Tesouro Nacional e outra por meio da Lei de Incentivo ao Esporte.

Os pleitos dos árbitros já foram oficializados no Ministério do Esporte, que considera legítimos os pedidos e promete analisá-los. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que é responsável pela qualidade dos juízes, entende que a iniciativa é louvável.

Um dos projetos é para a viabilização de cursos de formação para árbitros à distância. Seu custo previsto é R$ 2,7 milhões, que, no plano da Anaf, deveriam ser bancado em convênio com o governo.  Uma universidade de Santa Catarina ficaria responsável por centralizar os cursos.

O outro projeto é para aperfeiçoamento de juízes, com um custo de R$ 1,3 milhão. A intenção é que seja colocado em prática por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. Sob pressão após erros recentes de arbitragem no Brasileiro-2012, a Anaf  (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol) reivindica que o governo federal dê R$ 4 milhões para projetos de formação de juízes no Brasil. Uma parte sairia diretamente do caixa do Tesouro Nacional e outra por meio da Lei de Incentivo ao Esporte.

– Paulo Schmitt e a Infeliz Dica!

Passou batido, mas é de uma barbaridade sem fim!

Paulo Schmitt, durante o julgamento do recurso do Palmeiras pedindo anulação do jogo entre Internacional X Palmeiras, recomendou que a equipe alvi-verde:

Não deveria tentar anular o jogo, mas sim lutar para a validação do gol de Barcos!

Meu Deus! São senhores como ele que militam no futebol? Defende o não julgamento de um erro de direito (ou seja, do que pode recorrer?) e sugere lutar algo que não se pode (erro de fato, cuja decisão é irrevogável).

São situações como essa que entristecem àqueles que amam o futebol…

– Milésimo Mequetrefe

Hoje o Brasil fará seu amistoso número 1000 da história da Seleção, contra a Colômbia, no MetLife Stadium (New Jersey, EUA).

Sinceramente… não deveria ser algo mais pomposo? Em Wembley, diante da Seleção do Resto do Mundo, por exemplo?

Acho que não dá para exigirmos mais do que temos, pela safra ruim e politicagem nefasta que ronda a CBF…

– Palestras de Ex-Presidentes: a Tabela de Preços

Leio uma edição antiga de uma revista (IstoÉ, Ed 2157, pg 49), uma interessante tabela de preços dos Ex-Presidentes da República para palestras corporativas.

Quer que Lula dê uma palavrinha na sua empresa? Por 1 hora, ele cobra R$ 200 mil.

Quer Fernando Henrique Cardoso? Em Promoção: R$ 150 mil.

Serve ex-ministro? Pedro Malan cobra R$ 35 mil.

Quer alguém do esporte? Se for do futebol, Zagallo costuma cobrar R$ 42 mil; se for do voleibol, tem o Bernardinho por R$ 35 mil.

Aproveite e compare com os outros ex-presidentes internacionais:

Tony Blair, ex-premier britânico: US$ 130 mil

Bill Clinton, ex-presidente americano: US$ 140 mil

Mikhail Gorbachev, ex-presidente soviético: US$ 50 mil.

Fica a pergunta óbvia: Vale tanto dinheiro para ouvi-los? Deixe seu comentário:

– Neymar na Seleção de 70?

Na semana passada, Roberto Rivelino, tricampeão mundial, estreou na TV Cultura no Programa “Cartão Verde”. E um de seus comentários me marcou. O Patada Atômica disse na ocasião:

A safra de jogadores hoje é ruim, só temos um ou outro se diferenciando dos demais. Mas o Neymar é craque; ele teria lugar na Seleção de 70!

Rivelino estava lá naquele timaço e arranjou uma vaguinha para o Neymar. Mas… você concorda com ele? Neymar teria vaga na Seleção de 1970?

Deixe seu comentário:

– Fluzão Campeão num Campeonato Fraco.

O Fluminense, merecidamente, é Campeão Brasileiro. Mas algumas coisas devem ser ditas sobre o torneio:

O Campeão da América, Corinthians, disputou o torneio sem a equipe principal em diversas rodadas. Claro, isso faz diferença e não é problema do Tricolor Carioca.

O melhor jogador do Brasil, Neymar, jogou menos da metade da competição por estar servindo a Seleção, enquanto o Flu não tinha desfalques. Também não é problema dos cariocas, mas deve se pensar nisso…

Uma final esvaziada: o palco do título foi num estádio com menos de 25% de lotação, sendo que o público do jogo que entra na história como “do título” com apenas 8.000 testemunhas!

Erros de arbitragens se fizeram presentes no torneio, mas não tiveram influência no título: àqueles que creditam aos árbitros a pontuação expressiva, lembrem-se que a equipe só perdeu 3 jogos e que também foi prejudicada (vide o gol mal anulado de ontem ou o jogo Fluminense X Atlético no primeiro turno…) Erros se compensam durante o torneio. O Atlético Mineiro, que talvez tenha sido o clube que mais reclamou, ontem foi beneficiado em São Januário contra o Vasco e não fez alarde sobre os erros-pró.

Enfim, particularmente acho que o torneio foi nivelado por baixo. Escolheria os 3 craques, pela ordem de boas atuações: Neymar, Fred e Ronaldinho Gaúcho. Revelação? Bernard. E no apito? Xi…

Seneme mais sofreu com contusões do que apitou. Vuaden foi bem, apesar que, na partida de ontem em Presidente Prudente, andou em campo e acabou o jogo visivelmente cansado. Talvez o nome seja Heber, embora me pareça estar com a barriga saliente.

Revelação do apito?

Fica vago. Sinto que nesse ano não revelamos nenhum bom nome novo. Triste.

E você? Quem escolheria como craque do Brasileirão, a revelação e o melhor árbitro?

– A Arbitragem do Paulistão para 2013

A Federação Paulista de Futebol divulgou os detalhes do Paulistão 2013, sem modificações no regulamento ou alterações significativas.

Vejo que a maior novidade estará na arbitragem. O presidente da Comissão de Árbitros, Cel Marcos Marinho, anunciou que teremos 25 árbitros apitando na série A1, quintetos fixos e que os Adicionais poderão falar.

Vamos entender, na prática, o que isso significa?

  • 1) Os 25 árbitros: o número de juízes da série A1 era 30, sendo que os nomes eram baseados no ranking da FPF – com colocação e pontuação nunca abertos ao público, nem aos próprios árbitros! Aqui, não importa o número, mas sim a qualidade dos árbitros. Antes, São Paulo possuía muitos nomes de árbitros para serem escalados em clássicos, incontestavelmente. Hoje, rarearam-se! Desprezou-se a experiência, valorizou-se a beleza e o condicionamento físico. Este é o cerne do problema, onde os árbitros foram abandonados pelas entidades de defesa da categoria e aceitam tudo passivamente.
  • 2) Quintetos fixos: há duas situações- ao longo do torneio, o entrosamento é natural e consequentemente melhora o rendimento. Mas como foram montados os quintetos? Imaginaram um árbitro trabalhar com dois bandeiras e dois adicionais de meta que não dão liga? O trabalho não flui! Infelizmente, não há consenso entre os integrantes do quadro de árbitros para a escolha de suas equipes, sendo que ela é determinada pela Comissão de Árbitros.
  • 3) Adicionais que falarão: ora, mas quem disse que eles não podiam falar? Aqui, na verdade, é que os AAA (adicionais de meta) serão cobrados para que sejam mais participativos do que foram no ano passado. Talvez por ter sido o primeiro ano de experiência em SP, muitos se intimidaram e foram meros expectadores, abdicando de participação mais efetiva.

A grande preocupação será: os árbitros escolhidos são realmente os merecedores? Serão eles fruto de escolha política ou meritocrática, ressuscitando o assunto já tratado em relação aos bandeiras, cuja polêmica foi (e está sendo) enorme?

Para quem não viu, a pendenga dos bandeiras pode ser acessada no link:

http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/13892/A+Polemica+Lista+dos+Bandeiras+da+FPF

Enfim, esperemos que o trabalho de preparação dos árbitros seja melhor realizado, e que durante o campeonato tenhamos escalas sem vetos ou de resultados de sorteios antecipados pela imprensa. Aliás, nesse item, uma calmaria à FPF, já que o Jornal da Tarde não existe mais (lembrando a divulgação antecipada de que Paulo César de Oliveira seria sorteado para Corinthians X Palmeiras)…

– STJD: Vergonha Nacional

Se a safra de jogadores é ruim, a dos membros do Superior Tribunal de Justiça Desportiva é pior!

Ontem, os membros do STJD nem deram bola para o recurso do Palmeiras pedindo a  anulação do jogo contra o Internacional e recusaram a queixa por 9 X 0.

Sou a favor da tecnologia do futebol, sou a favor da Justiça nos placares, mas sou contra o descumprimento da Regra. O que houve na partida polêmica é que o gol de mão foi anulado com procedimentos proibidos: ou seja, com ajuda externa!

Reafirmo uma opinião por conhecimento de causa, já que exerci a função de quarto-árbitro em muitas partidas da Série A: em um campo tão grande como o Beira-Rio, com muitos jogadores encobrindo a visão, no bololô, com seus afazeres, o quarto-árbitro não viu a mão de Barcos!

Certamente, na confusão, ao ouvir a reclamação de mão, houve a consulta externa. E como não poderia ter tomado a decisão baseada em informação de fora, o discurso foi afinado para que se diga que foi a atenção do quarto-árbitro quem decidiu.

Ninguém espera 7 minutos para reiniciar o jogo da maneira que foi.

Recordando: esse mesmo Tribunal, que nem deu atenção a esse provável erro de direito, um dia anulou São Paulo 5 X 1 Botafogo, transferindo os 3 pontos ao time carioca e o salvando do rebaixamento… Lembram-se?

O STJD não é uma casa séria, mas nociva ao futebol. Lamentável.

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– Estádios da Copa: de 1,9 bilhão para 6,7 bilhões!

Os números são da Revista Veja (Coluna Panorama, ed 07/11/2012, pg 66): segundo o jornalista Vitor Caputo, a previsão de gastos com reforma e construção de estádios para a Copa do Mundo 2014 era de R$ 1,9 bi. Hoje, ela já está em 6,7 bi.

Quer outro número assustador?

Ricardo Teixeira, mentor da Copa por aqui, em declaração conjunta com o Ministro dos Esportes da época, Orlando Silva, proclamou em 2007 que não haveria dinheiro público em estádios. Hoje, 91% das obras do 12 estádios saíram do governo federal / estadual ou municipal.

Eu nunca quis Copa do Mundo por aqui. E você?

– Qual o Esporte Preferido do Jovem Brasileiro?

Para os esportistas, números interessantes: Datafolha e ONG “O Brasil que vive o Esporterealizaram uma pesquisa junto a população jovem brasileira fazendo a seguinte pergunta:

-“Quais as atividades esportivas que você mais gosta, independente de praticá-las ou não?

Para mim, que sou do tempo em que o esporte no 1 do país era o futebol, seguido pelo basquetebol, não me surpreende que o voleibol seja dono hoje da 2a colocação. Mas me surpreende ver que o “Bola ao Cesto” está em 9o lugar na preferência nacional!

A pesquisa pode ser conferida no link original:

https://desolate-sea-3351.herokuapp.com/downloads/o_brasil_que_vive_o_esporte.pdf

Os resultados são os seguintes:

  1. Futebol: 57%
  2. Voleibol: 42%
  3. Natação: 39%
  4. Academia/Musculação: 37%
  5. Dança: 35%
  6. Caminhada: 27%
  7. Futsal: 26%
  8. Ciclismo: 18%
  9. Basquetebol: 16%
  10. Capoeira: 15%
  11. Ginástica Olímpica: 13%
  12. Motociclismo: 12%
  13. Corrida / Running: 11%
  14. Vôlei de Praia: 11%
  15. MMA: 11%
  16. Boxe: 10%
  17. Automobilismo: 9%
  18. Handebol: 9%
  19. Karatê: 8%
  20. Skate: 7%
  21. Judô: 7%
  22. Tênis: 6%
  23. Tênis de Mesa: 5%
  24. Futvolei: 4%
  25. Surf: 3%
  26. Vela: 1%
  27. Rugbi: 1%
  28. Jiu Jitsu: 1%

Se compararmos os dados entre Homens e Mulheres, temos muitas diferenças. Veja:

O sexo Masculino prefere-

  • Futebol: 77%
  • Futsal: 40%
  • Natação: 36%
  • Voleibol: 35%.

Entre o sexo Feminino-

  • Dança: 54%
  • Voleibol: 49%
  • Natação: 41%
  • Futebol: 36%

E você, concorda com esses dados? Quais os seus esportes preferidos?

– Massa ou Rubinho?

Felipe Massa foi entrevistado pelo jornal espanhol AS. E quando o repórter pediu uma comparação dele com Rubens Barrichello, respondeu:

Tenho melhor porcentagem de vitórias do que ele, perdi um campeonato na última volta, ganhei seis corridas naquele ano. Isso Rubens não fez”.

Ah, não concordo. Rubinho foi mais emocionante, audacioso e técnico do que Massa. Além do que, sabemos que Felipe aceitou mais passivamente a questão de ser segundo piloto da equipe Ferrari, coisa que Barrichello não se conforma (vide o GP da Áustria).

E pra você: Rubens Barrichello ou Felipe Massa?

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– Platini e o erro de 3 cm

Em entrevista à Rádio Rai 2 (Itália), o presidente da UEFA, Michel Platini, radicalizou contra o uso da tecnologia no futebol e a favor do uso dos adicionais de meta. Na última sexta-feira (02/11), declarou que:

Se usada, cada impedimento seria decidido com recurso da tecnologia, assim como cada entrada dura, cada saída de bola do campo, porque o árbitro pode enganar-se a qualquer momento. Então, quanto tempo duraria um jogo? Quatro ou cinco horas? [A tecnologia] não pode solucionar todos os erros do futebol. Nas decisões de gol pode haver margem de erro de até três centímetros. Cinco árbitros conseguem ver todas essas infrações que aconteçam no jogo, se não fosse assim eles não teriam de ter outro trabalho.”

Ora, há tempos que ele se manifestava contra a tecnologia. Mas aqui ele está irredutível! Ninguém defende a tecnologia para decidir lances de arremesso lateral a cada saída de bola, mas sim a oportunidade de usá-la em jogadas decisivas, polêmicas e não tão claras. Mas o que me chama a atenção é a afirmação de que podemos ter com a nova tecnologia para confirmação de gol-não-gol uma margem de erros de 3 cm (portanto, alta!).

Existe mesmo essa margem de erro?

Se sim, por que não foi divulgada pela FIFA, já que tal diferença é relevante?

Consideremos: quem disse que o erro pode ser de 3 cm é o presidente da UEFA, uma autoridade significativa, não um fanático torcedor comum.

E agora?

Eu sou a favor do uso da tecnologia, de maneira ponderada, em situações previamente a serem definidas e com rápidas decisões de um “árbitro de monitor”, que poderia ser um 4o árbitro experiente ou até mesmo um árbitro de ponta jubilado (já imaginaram que hoje eles poderiam ser Sálvio Spinola, Wagner Tardelli, Cleber Abade)?

A discussão deveria ser: qual e quando usar a tecnologia. Claro: e a eficácia dela, já que se existe a margem de 3 cm, ela não serve.

Confesso que não vi manifestação da FIFA sobre essa declaração de Platini. Alguém viu?

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– Elenco de Série B ou de Libertadores?

O Palmeiras está próximo de amargurar o segundo rebaixamento da sua história. Triste. E, curiosamente, no mesmo ano em que conquistou a Copa do Brasil e por conseguinte a vaga para a Libertadores da América.

Fica a dúvida: como planejar o elenco de 2013?

Se fosse um time rico e bem administrado, formaria uma equipe com jogadores rodados em torneios de acesso para subir da Série B para a A, e outro de estrelas experientes em torneios sulamericanos para reconquistar a América.

Claro que não será assim…

Certamente, no ano em que o trio de ferro paulista jogará a Libertadores, o São Paulo buscará o tetra, o Corinthians o bi, e o Palmeiras cumprirá tabela…

Alguma dúvida?

– Qual o Futuro do Adriano Imperador?

Imperador de Milão, da Gávea, da Vila Cruzeiro e do Boteco da esquina…

Adriano faltou pela enésima vez a um treino, pós-balada com Mc Ticão! De craque de bola, decisivo na Copa América em que Parreira o convocou, a um mero e visível alcoólatra.

Alguém tem dúvida de que ele está doente? Sim, alcoolismo é doença e precisa ser tratado. E com urgência, pois a grande quantidade de dinheiro que já ganhou, aparentemente inesgotável, vai acabar. Vai beber todo o dinheiro que faturou na Itália, no Flamengo e no Corinthians.

Qual a solução? Jogar num dos países árabes abstêmicos, já que lá não se permite bebida alcoólica, sob a custódia de algum sheik muito poderoso. Ou internação.

E aí? O que é melhor?

Aliás, ele anunciou que só voltar a a jogar em 2013… Perdeu a noção ou a fonte de renda é inesgotável.

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– Guarani, vice campeão paulista, e quase caindo para a 3a divisão…

Paulista de Jundiaí e Santo André foram vice-campeões paulistas e campeões da Copa do Brasil. Hoje, um está fora de qualquer série do Brasileirão, o outro caiu para a 4a divisão.

Lembrei disso pois o atual vice-campeão paulista, o Guarani, luta contra o rebaixamento para a C.

Qual a interpretação desses números? De que Campeonato Estadual não é parâmetro confiável. Infelizmente… É a prova da debilidade dos nossos regionais.

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– Caiu no Conto do Churrasco?

Quando treinador do Palmeiras, Luís Felipe Scolari prometeu ao centroavante Barcos que, caso alcançasse a meta de 27 gols na Temporada 2012, pagaria churrasco a ele até o fim do ano.

Barcos cumpriu a promessa. E agora, como faz para receber, já que Felipão é mais seu treinador?

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– SPFC X FLU: Recuo involuntário pode?

Neste domingo, Luís Fabiano mostrou que “craque também tem seus dias de cabeça de bagre”.

Após um ataque do São Paulo, a bola foi desviada por Edinho, e acabou virando um recuo de bola involuntário ao arqueiro Diego Cavaglieri. O árbitro não tem que marcar nada, segue o jogo, pois um recuo deve ser um lance deliberado de um atleta da equipe para seu próprio goleiro.

E não é que o Luís Fabiano conseguiu receber um cartão amarelo por reclamação nesse lance? Cobrar que ele entenda de regra parece ser impossível e não dá; portanto, que se cobre equilíbrio emocional.

Ainda bem que ele é artilheiro, pois se não fosse, as críticas seriam enormes.

– A Burla que Pode Revolucionar o Futebol

Qualquer árbitro de futebol que se atentou às declarações do Procurador da Justiça Desportiva Paulo Schmidt, percebeu que ele simplesmente disse algo que revolucionaria o mundo do futebol. Para ele:

Não há elemento na regra ou no código da Fifa em que se proíba o quarto-árbitro de ter auxílio externo. Procurei e não encontrei nenhuma referência.”

Sua fala se refere a Regra 5 e remete à confusão entre Internacional X Palmeiras, ocorrida no último sábado e que ganhou grande repercussão. Pela interpretação pessoal de Schmidt, a Regra do Jogo veta o uso de auxílio externo ao árbitro do jogo, mas não ao quarto-árbitro!

Ora, por essa lógica, as partidas de futebol disputadas até agora deixaram de usar a tecnologia por ignorância mundial dos árbitros, de suas comissões de arbitragem, dos jogadores de futebol e da própria FIFA, já que a Internacional Board (a entidade que é a gestora das Regras) já permitia influência de fora, como a televisiva.

É de se espantar que uma autoridade como ele defenda que, na teoria, o árbitro não pode ver uma imagem e tomar uma decisão durante o jogo; mas se a imagem for vista pelo quarto-árbitro e este lhe informar, aí pode!

Mas o que diz a Regra?

A regra diz que se o árbitro tomou uma decisão, ele só poderá modifica-la (desde que não tenha reiniciado o jogo), se for avisado por um dos bandeiras ou quarto-árbitro (e dos árbitros adicionais de meta, quando eles existirem, pois estão em testes oficiais da FIFA).

Portanto, o árbitro só pode tomar a decisão com as imagens do que viu no momento do lance ou com o auxílio de alguém do sexteto de arbitragem. Não vale informação de delegado, observador, assessor, membro de Comissão de Arbitragem, nem de qualquer meio eletrônico, já que a Regra não cita a permissão do uso desses elementos/ meios tecnológicos. A Regra apenas diz “o que pode”! Portanto, qualquer outra forma de influenciar a decisão do árbitro, “não pode”!

Tal texto está no original do Livro de Regras do Jogo FIFA, pg 25:

The referee may only change a decision on realising that it is incorrect or, at his discretion, on the advice of an assistant referee or the fourth official, provided that he has not restarted play or terminated the match”.

Se preferir, a tradução oficial do Livro fornecido pela CBF, pg 32:

O árbitro somente poderá modificar uma decisão se perceber que a mesma é incorreta ou, a seu critério, conforme uma indicação de um árbitro assistente ou do quarto árbitro, sempre que ainda não tiver reiniciado o jogo ou terminado a partida”.

Ora, se o árbitro, que é autoridade principal, só pode marcar o que viu sem ajuda externa, por quê o quarto-árbitro poderia ter um facilitador a mais? Ele também não pode ter acesso a consulta externa, como ao delegado do jogo ou do uso de TV, assim como o árbitro. E caso pudesse fazer uso de imagem de TV, seria da emissora A, da B ou da C? E se a partida não tivesse transmissão televisiva?

Por todos esse motivos, a equipe de arbitragem não pode usar as imagens de TV. Caso pudesse, ela seria normatizada nas regras do jogo e seria citada. Dr Paulo Schmidt, infelizmente, derrapou com os seus conhecimentos de regras de futebol nesse item.

Mas há uma irregularidade no pós-partida, importante para ser debatida: na Regra 5, temos que o árbitro:

provides the appropriate authorities with a match report, which includes 
information on any disciplinary action taken against players and/or team officials and any other incidents that occurred before, during or after the match” (pg 25)

Se preferir, do livro da CBF:

remeterá às autoridades competentes um relatório da partida, com informação sobre todas as medidas disciplinares tomadas contra jogadores e/ou funcionários oficiais das equipes e sobre qualquer outro incidente que tiver ocorrido antes, durante e depois da partida” (pg 32).

Aí vem a questão: 7 minutos de paralisação não é um incidente? Está relatado tal situação que ocorreu durante a partida Internacional X Palmeiras?

Como é de conhecimento público, não foi informado nada sobre o incidente nos documentos do jogo.

Se realmente foi o quarto-árbitro quem informou o árbitro sobre a irregularidade do gol de Barcos, obrigatoriamente ele deveria relatar o fato. Está no Livro de Regras, na Regra 5 em um capítulo especial chamado: “O Quarto-Árbitro e o Árbitro Assistente Reserva”. Lá está escrito que o quarto-árbitro:

He assists the referee to control the match in accordance with the Laws of the Game. The referee, however, retains the authority to decide on all points connected with play (pg 57) (…) After the match, the fourth official must submit a report to the appropriate authorities on any misconduct or other incident that occurred out of the view of the referee and the assistant referees. The fourth official must advise the referee and his assistants of any report being made (pg 119)”.

Se preferir, na tradução oficial da CBF, o quarto-árbitro:

Ajudará o árbitro a controlar a partida de acordo com as regras do jogo. O árbitro, todavia, continua com a autoridade para decidir sobre todas as ocorrências do jogo (pg 118) (…) Depois da partida, o quarto árbitro deverá apresentar um relatório às autoridades competentes sobre qualquer falta ou outro incidente que tenha ocorrido fora do campo visual do árbitro e dos árbitros assistentes. O quarto árbitro informará ao árbitro e a seus assistentes sobre a elaboração de qualquer relatório. (pg 119)”.

Se foi o quarto-árbitro quem viu a mão de Barcos, fora do campo visual do árbitro, por que não informou em documento (se foi ele quem realmente viu)?

Sobre o confuso lance de Internacional X Palmeiras, outros textos anteriores podem ser acessados em:

-Seis minutos são demais:

http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/13868/Seis+minutos+sao+demais%21

-O Polêmico gol anulado em Inter-RS X Palmeiras:

http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/13835/O+Polemico+Gol+anulado+em+Inter-RS+X+Palmeiras

– Uma dúzia de questionamentos: Meritocracia Abandonada na Arbitragem Paulista

A coisa está feia no mundo do apito. Se já não bastassem as confusões nas quais alguns árbitros vêm protagonizando, ora culpados por erros cometidos em jogos, ora vítimas de culpas impostas injustamente pelo STJD, temos agora outra situação vexatória protagonizada pela cartolagem do apito. E dessa vez, com antecedência: a escolha dos árbitros assistentes para o Paulistão 2013!

Entenda: o Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo divulgou uma lista de 48 nomes de bandeiras que trabalharão no Campeonato Paulista da série A1 do ano que vem. Doze observações:

CONSIDERAÇÃO 1: Não deveria ser a Federação Paulista de Futebol quem deveria divulgar a relação? Quem promove o evento é ela, o Sindicato deve lutar pelos direitos dos seus associados!

CONSIDERAÇÃO 2: Por quê é que os bandeiras foram selecionados agora, e os árbitros ainda não foram divulgados? Qual o motivo para tanto suspense? Qual a pendenga que impede a exposição pública dos nomes?

CONSIDERAÇÃO 3: Em São Paulo, existe o ranking da arbitragem, onde não há pontuação, tampouco colocação. Os grupos são divulgados em relação nominal por ordem alfabética, e ao invés de serem divulgados ao final da temporada (se é ranking, deveria funcionar como um campeonato: os melhores, depois dos torneios, liderariam a classificação), tem os nomes divulgados no site da FPF em épocas diferentes: um ano em janeiro, outro dezembro, neste em março… Ou seja, ranking nebuloso e ao mesmo tempo nefasto, pois impede de que o árbitro saiba quanto ele dista do seu companheiro para chegar à elite.

CONSIDERAÇÃO 4: na lista divulgada, temos os seguintes nomes:

  • Alberto Poletto Masseira
  • Alex Alexandrino
  • Alex Ang Ribeiro
  • Alexandre Basilio Vasconcellos
  • Anderson J. Moraes Coelho
  • Bruno Salgado Rizo
  • Carlos Augusto Nogueira Junior
  • Claudenir Donizeti Gonçalves
  • Daniel Luis Marques
  • Daniel Paulo Ziolli
  • Danilo Ricardo Simon Manis
  • David Botelho Barbosa
  • Edson Rodrigues dos Santos
  • Eduardo Vequi Marciano
  • Emerson Augusto de Carvalho
  • Everson Luiz Luquesi Soares
  • Fabio Rogerio Baesteiro
  • Fabricio Porfirio de Moura
  • Fausto Augusto Viana Moretti
  • Giuliano Neri Colisse
  • Gustavo Chacon Moreno
  • Gustavo Rodrigues de Oliveira
  • Herman Brumel Vani
  • Humberto Lellis T. Leite
  • João Edilson de Andrade
  • Junivan Rodrigues de Souza
  • Leandro Matos Feitosa
  • Leonardo Schiavo Pedaline
  • Maiza Teles Paiva
  • Marcelo Carvalho Van Gasse
  • Marcelo Ferreira da Silva
  • Marcio Luis Augusto
  • Marco Antonio de A. Motta Jr
  • Marco Antonio Gonzaga da Silva
  • Maria Eliza Correa Barboza
  • Maria Nubia Ferreira Leite
  • Mauro André de Freitas
  • Miguel Cataneo R. da Costa
  • Patricia Carla de Oliveira
  • Paulo de Souza Amaral
  • Renata Ruel Xavier de Brito
  • Ricardo Pavanelli Lanutto
  • Risser Jarussi Correa
  • Rogerio Pablos Zanardo
  • Sergio Cardoso dos Santos
  • Tatiane Sacillotti S. Camargo
  • Vicente Romano Neto
  • Vitor Carmona Metestaine

Nela, vejo a importante ausência de alguns nomes que trabalharam em clássicos, que estão há um certo tempo na CBF e  e que costumam atuar com ótimo desempenho. E, num exaustivo trabalho de tabulação de dados, percebe-se que os bandeiras que foram preteridos são:

  • Claudson Begiatto – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Reinaldo Rodrigues – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 40 anos
  • Willian Turola – Trabalhou em 2 Campeonatos Paulistas e tem menos de 35 anos
  • Luis Nilsen – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 40 anos
  • Ricardo Busette – Trabalhou em 2 Campeonatos Paulistas e tem menos de 35 anos
  • Servio Buciolli – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Carlos Funari – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Celso Barbosa – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Fabio Freire – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Jumar Nunes – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Marcio Jacob – Trabalhou em 2 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Mauricio Alexandrino – Trabalhou em menos de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • João Bourgalber – Aposentado por idade
  • Rafael Ferreira – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Leandro Santos – Trabalhou em 2 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Osny Silveira – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Rodrigo Aragão – Trabalhou em 1 Campeonato Paulista e tem mais de 35 anos de idade
  • Caio Mesquita – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem menos de 35 anos
  • Matheus Camolesi – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Maurício Ferronato – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos

CONSIDERAÇÃO 5: Gostaria de, sinceramente, perguntar a cada um desses bons bandeiras que não estarão no Paulistão 2013: será que foram chamados à entidade para receber a informação sobre os motivos da não convocação para a Primeira Divisão, depois de bons serviços prestados? Houve alguma satisfação?

Arrisco-me a dizer que, na maioria, não tiveram qualquer explicação sobre suas ausências. O árbitro é usado, colocado de lado e abandonando. E fica lá, ignorante dos seus erros (se é que eles existiram).

CONSIDERAÇÃO 6: Se acreditarmos que a dispensa em massa da série A1 se deve a renovação, estaremos errados. Cito alguns que permaneceram, mesmo tendo mais de 5 anos de casa: David Botelho, Mauro André, Giuliano Colisse, Junivan Souza, Risser Jurassi, Alexandre Basílio, Claudenir Donizeti, Eduardo Vequi, Marco Motta.

Aqui, não julgo a competência deles (pois são bons), mas a ausência dos companheiros semelhantes a eles. O que apitaram de diferente? Ou a que se submetem?

Dos novatos, temos: Alex Ang, Edson Rodrigues, Everson Luquesi, Gustavo Chacon, João Edilson, Leonardo Pedaline, Marcelo Ferreira e Sérgio Cardoso. Não vale argumentar que são jovens de 18 anos com muito potencial, já que alguns tem mais de 35 anos de idade (se a desculpa for a idade).

CONSIDERAÇÃO 7: O que justifica nomes bem colocados no ranking (somente os próprios árbitros sabem seu ranqueamento, e não sabem dos seus companheiros), despencarem sem ter cometido erros?  Cito: Celso Barbosa (Santos x São Paulo – 2010), Rafael Ferreira (Palmeiras x Corinthians – 2011), Claudson Begiatto (Santos x Corinthians – 2008), Luiz Nilsen (Corinthians x Santos e São Paulo x Santos – 2012) e Carlos Funari (São Paulo x Corinthians – 2011).

CONSIDERAÇÃO 8: Por não serem profissionais, os árbitros se submetem a escalas de toda e qualquer natureza. Por exemplo: campeonatos varzinos, amadores, de clubes, no terrão, etc… Tais torneios servem para jovens iniciantes ou para árbitros amadores, que devem ser escalados pelo Sindicato da Categoria, que funciona (mesmo talvez não devendo ser) como empresa de arbitragem. É constrangedor que um árbitro da série A1, que esteja nessa relação, que trabalhe nesses jogos e divida seu espaço com novatos. Os bandeiras da elite, nas folgas, devem se recuperar e descansar, e não fazer jogo a valor de taxa irrisória, sujeitando-se a lesões e agressões.

CONSIDERAÇÃO 9: Um árbitro dessa relação que se recuse a bandeirar jogos por míseros trocados em periferias da capital, a fim de ficar com a família ou curtir o descanso dos jogos oficiais, sentiria algum constrangimento em abdicar dos jogos?

CONSIDERAÇÃO 10: Não seria importante o Sindicato dos Árbitros defender os seus associados e instigar os critérios da Federação Paulista? Penso que seria importante que esses árbitros, que pagam suas mensalidades e devem ser atendidos, pressionem suas entidades de defesa. Porém, nem Sindicato dos Árbitros ou Cooperativa dos Árbitros se manifestaram. No site do Sindicato, nada do descontentamento. No da Cooperativa, parece que há meses nada é publicado.

CONSIDERAÇÃO 11: Neste difícil momento para os árbitros, não há uma clara incompatibilidade de cargos? Safesp e Coafesp (Sindicato e Cooperativa) são presididos por funcionários da Federação Paulista de Futebol. Se o árbitro recorrer ao presidente do Safesp, sr Arthur Alves Júnior, como ele reclamará a Comissão de Árbitros da FPF, da qual o dirigente faz parte? Ou se escolher o caminho da Cooperativa, solicitando ajuda do presidente Silas Santana, como este fará já que ele é Ouvidor de Árbitros da FPF? Nada em questionar a lisura desses senhores, que são honestos  e conhecidos no meio do futebol, mas sim de discutir: não traz constrangimento?

CONSIDERAÇÃO 12: Por quê a FPF não abre publicamente as notas, punições e premiações aos árbitros? Nada disso aconteceria…

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– 6 minutos são demais!

Alguém quer me convencer que o quarto-árbitro Jean Pierre viu a mão do Barcos e avisou o árbitro, na partida de sábado entre Internacional X Palmeiras?

Mentira deslavada. Pôxa, fui árbitro e assim como eu, todo árbitro sabe que:

  • 1) O quarto árbitro dificilmente veria aquela mão, pois está longe da jogada, a quase 60 metros, e com um pelotão de atletas à frente dele, sendo que a mão foi do lado encoberto!
  • 2) Ninguém percebeu que o quarto árbitro estava de costas, preparando uma substituição? Como ele viu?
  • 3) Quando um lance polêmico como esse acontece e o quarto árbitro percebe, imediatamente avisa o árbitro, grita no microfone, gesticula, abre os braços, faz alguma coisa. Ele levou quase 7 minutos para avisar o juizão!

A CBF só não pode admitir que o árbitro recebeu uma informação do 4o árbitro advinda de interferência externa pois seria erro de direito e a partida teria que ser anulada. Para mim, foi justamente isso o que aconteceu! Porém, como o calendário é apertado, não se tem datas, dá muito trabalho refazer jogo… ficará o “dito pelo não dito”.

Para quem não leu sobre o que a Regra permite nessas situações, o link pode ser acessado em: http://is.gd/goldebarcos .

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– Nova Delhi vale a pena?

Ontem assistimos ao GP de F1 da Índia. País exótico, rico culturalmente e emergente. Porém… extremamente poluído!

Alguém conseguia ver o Céu Azul por lá?

Crescer economicamente, tudo bem. Mas com qualidade de vida é fundamental!

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– Lance Armstrong: Joguei a Toalha!

Desisti. Meu Herói caiu: Lance Armstrong é culpado! Por mais que eu tentasse e tivesse esperança de que provassem sua inocência, um ídolo do esporte sucumbi.

O ciclista ganhou 7 títulos do Tour de France; foi o atleta mais submetido a antidopings, sofreu com câncer de testículos (que se alastrou para pulmão e cérebro, com chance de 20% de cura e mesmo assim sarou), retornou e ganhou mais títulos.

Com as comprovações de dopping, ele perdeu todos os patrocínios, inclusive o vitalício com a Nike.

Como conseguiu enganar a todos?

Seu mega-esquema de compra de autoridades, falsificação de resultados e substâncias ultramodernas que não eram flagradas. Mas será que acontece só no ciclismo?

A dúvida: E a luta contra o câncer infantil e sua exemplar fundação? Lembram-se das pulseirinhas de borracha amarelas que viraram febre anos atrás?

Uma pena que alguém tenha conseguido enganar por tanto tempo, tanta gente!

Por fim: um erro tirarem seus títulos e deixarem o Tour de France, nas edições vencidas por Lance, sem vitoriosos. Ao invés de deixar o título vago, a entidade responsável deveria ter dado aos segundos colocados, pela lógica colocação.

– O Polêmico Gol anulado em Inter-RS X Palmeiras

Uma situação que certamente gerará muita reclamação: aos 17 minutos do segundo tempo, estando a partida Internacional 2 X 1 Palmeiras, Hernan Barcos empata o jogo. Porém, o gol fora com um golpe deliberado com a mão; portanto, ilegal.

Entretanto, o árbitro alagoano da FIFA Francisco Carlos Nascimento não observou a infração e confirmou o gol. Seu bandeira mais próximo correu para o meio campo (gesto que indica a legalidade do lance). Mas antes de se reiniciar o jogo, o árbitro mudou de idéia e anulou o gol, marcando infração ao Internacional pelo uso indevido das mão do atacante palmeirense.

Visivelmente, a decisão foi tomada por uma informação recebida. E isso pode?

Depende. O árbitro pode mudar qualquer decisão tomada antes de permitir o reinício da partida, se percebeu algum equívoco no seu ato. Ou seja: se marcou um pênalti e antes do cobrador chutar a bola percebe que houve um engano, pode voltar atrás na sua decisão.

Sendo assim, desde que o Internacional não tenha tocado na bola, ele pode reconsiderar a decisão de validar ou não o gol do Palmeiras. O problema é: a origem da informação!

O árbitro pode receber informação sobre alguma irregularidade de qualquer lance através dos bandeiras, dos adicionais da linha de meta (AAA) e do quarto árbitro, pois eles formam o sexteto de arbitragem. Claro, sem o uso de recursos eletrônicos.

Se o delegado da partida (é o elemento normalmente postado próximo ao 4o árbitro e que representa a CBF, habitualmente caracterizado pelo terno e gravata) passar alguma informação ao árbitro (ou para o quarto árbitro, bandeira ou adicional, que repassaria ao árbitro), o procedimento se torna ilegal. Delegado de jogo não faz parte da equipe da arbitragem.

A crítica quanto ao jogo deste sábado por parte do Palmeiras é que o árbitro houvera sido informado pelo delegado da partida, Gerson Baluta, após ele ter visto a irregularidade numa TV ou sido informado por alguém com imagens.

Ora, aqui nem importa se a informação veio de imagem de TV ou não; importa é que, caso a informação veio do Delegado da Partida, ele é um terceiro que não pode ter tal poder.

Como nada foi provado (até agora), certamente teremos na súmula e demais documentos do jogo que o gol foi anulado com certa demora pois a informação veio do árbitro adicional da linha de meta ou do quarto-árbitro via rádio-comunicador, tornado assim todo o procedimento legal.

Caso exista alguma imagem que prove a interferência do Delegado, ele e o árbitro provavelmente serão suspensos e um bom advogado tentará usar o argumento de “erro de direito” (quando o erro do árbitro surge de uma irregularidade por desconhecimento ou não uso correto da Regra do Jogo), o que resulta em anulação da partida.

A ironia é: se comprovada alguma irregularidade, ela, mesmo indevida, corrigiu uma injustiça da partida. Trocando em miúdos: o Palmeiras reclama da anulação de um gol de mão, reconhecido pelos seus atletas e pela sua equipe técnica como irregular!

É por situações assim que discutir regras de futebol é apaixonante.

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– A Redução de Vagas para o Brasileirão Série D

A CBF reduziu de 40 para 32 vagas o número de clubes da 4a Divisão do Campeonato Brasileiro. Assim, São Paulo ficou sem uma vaga.

A justificativa da entidade é que o torneio fica mais competitivo. O problema não é o elevado número de clubes, mas as equipes selecionadas! Há vagas para todo o Brasil sem a preocupação da condição técnica, e aí que reside a dificuldade. Respeitosamente, como o Acre poderá ter o mesmo número de representantes que Rio de Janeiro ou São Paulo?

Na prática, isso representa que mais uma equipe tradicional do interior de São Paulo terá apenas 3 meses de futebol profissional (Fevereiro, Março e Abril), já que depois do Paulistão, para não fechar as portas, disputa-se o Campeonato Nacional em uma das suas 4 divisões. E quem não tiver vaga, dispensa o elenco e disputa a deficitária Copa Paulista com elenco amador, a fim de que o prejuízo seja menor.

De fato, são heroicos os clubes que remanescem no cenário esportivo e que disputam apenas o Estadual.

– Palmeiras X Fluminense em BH?

Para muitos, uma ideia brilhante: oferecer o Estádio Independência a custo zero para o Palmeiras mandar seu jogo contra o Fluminense. Bom para o Atlético Mineiro, que torce contra o Tricolor Carioca; bom para o Verdão, que terá uma torcida entusiasmada, embora seja de torcedores de ocasião.

Quem sugeriu oportuna cessão do estádio, embora não identificado, certamente é atleticano. Os mineiros estão enfurecidos na segunda colocação do Brasileirão, emburrados com os erros de arbitragem pró-Flu. Claro, torcedor se esquece dos erros pró-ATL…

O detalhe é que a CBF proibiu recentemente que um clube mande seus jogos fora da jurisdição de sua Federação. Para o Palmeiras jogar em MG, deverá justificar junto à FPF e à CBF os motivos de não mandar seus jogos em SP, e aí solicitar uma autorização especial.

Será que, caso solicite a mudança de jogo, a CBF aceitaria? Se o Palmeiras tiver a solicitação negada, os adeptos das diversas teorias conspiratórias dirão que é uma recusa em benefício carioca…

Chororô. A verdade é que time bom ganha em casa, com 10, como visitante e até do árbitro desonesto. E nesses quesitos, com regularidade, Atlético Mineiro e Fluminense são os melhores.

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– SPFC X LDU: A Troca da Experiência pela Juventude

Ontem tivemos uma desastrosa arbitragem no empate sem gols envolvendo São Paulo X LDU-Loja (ECU), pela Sulamericana. O árbitro Julio Quintana abusou do direito de errar e foi protagonista de um lance que marca a carreira de qualquer árbitro: o aceite da pressão e a insegurança no 3o pênalti não marcado (isso mesmo: terceiro).

No começo do jogo (12m), Ademilson recebeu a bola dentro da área e foi atingido pelo zagueiro Vera num lance chamado popularmente de “passar o rodo”. O árbitro nada marcou.

O São Paulo ainda teve um segundo pênalti cometido pelo próprio Vera, onde a infração cometida dentro da área foi marcada fora, transformando pênalti em tiro livre.

Mas o erro mais emblemático ocorreu ao final do primeiro tempo: Vera (novamente ele) tenta proteger uma bola que está para sair pela linha de fundo, Paulo Miranda se aproxima para disputa-la, e o equatoriano abandona a bola barrando o são-paulino com o corpo e soltando o braço no pescoço do adversário. Pênalti. O árbitro corre apontando a marca do cal, os jogadores da LDU o cercam e o pressionam. Quando Rogério Ceni já se aproxima para cobrar… eis que o árbitro informa que o braço estendido não era para a marca do cal, mas para o bico da pequena área, marcando tiro de meta.

Engana que eu gosto…

Nesse lance, a dúvida é: o árbitro deu o pênalti, sentiu a pressão dos equatorianos e voltou atrás? Ou foi aconselhado pelo bandeira que, naquele instante, marcava saída de bola e poderia ter dito algo a ele?

Para não dizer que o árbitro foi tendencioso, vide a falta de Rodolpho em Alcivar, que partia ao ataque e em situação eminente de gol e foi atrapalhado com falta pelo sãopaulino. Nada marcou o árbitro…

Julio Quintana é jovem e faz parte do processo de renovação da arbitragem do Paraguai. Tanto lá como cá, vivemos o mesmo erro: trocar a experiência pela juventude.

A FIFA exige testes físicos, já há algum tempo, exagerados. Não são para árbitros de futebol, mas para equipes de atletismo. Para isso, busca juízes mais jovens, abrindo mão da experiência tão necessária para se apitar jogos de grande importância. São desejados corredores, não apitadores.

Por essa mentalidade da FIFA, as confederações continentais e nacionais começaram com o discurso de renovação, mal feita e viciada por interferências políticas. A arbitragem de ontem é fruto disso: árbitro jovem, bem fisicamente mas sem rodagem. Quando o árbitro está mais velho, que conhece com perfeição os atalhos do campo e está maduro o suficiente para saber todas as manhas e artimanhas, ele tem que parar?

Não precisamos nos espelhar no jogo de ontem, mas no próprio Brasil: a quem você confiaria uma boa arbitragem entre Argentina X Uruguai, Fla-FLU, Grenal ou Corinthians X Palmeiras? Ao rodado Sálvio Spínola, alijado do quadro por ser “velho”, ou ao árbitro que o substituiu na FIFA, o jovem alagoano Francisco Carlos do Nascimento?

A propósito, vai de mal a pior a nova gestão da Comissão de Árbitros da CBF: o Cel Aristeu Leonardo Tavares, que era Ouvidor da Arbitragem e virou presidente da Comissão (que substituiu Sérgio Correa, que era o presidente e foi realocado para o recém criado Departamento dos Árbitros) continua com os mesmos erros da gestão anterior: má escalas, falta de capacitação e de treinamento aos árbitros, além de outros, como a não divulgação das escalas em tempo exigido pela Lei no site da CBF (por 3 oportunidades) ou a escala dupla de árbitros: na 4a, o goiano André Luís Castro apitou Botafogo X Figueirense; nesta 5a, apita Fluminense X Coritiba. Só tem ele para escalar?

Arbitragem: um sério problema onde não se encontra dirigentes capazes e de boa vontade para resolvê-lo.

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– Messi já está para Pelé ou Não?

Seria louco caso discordasse que Lionel Messi é hoje o maior jogador de futebol do planeta. Mas há muita gente querendo compará-lo a Pelé. Lembro-me que a imprensa espanhola já fez isso com Ronaldo Nazário e Ronaldinho Gaúcho, ambos no auge da carreira.

Não dá para dizer que Messi é maior que Pelé, ou ainda que Maradona. Afinal, Messi sempre jogou em grandes esquadras! Toda formação do Barcelona até hoje foi repleta de selecionáveis.

Maradona transformou o pequeno Nápoli em grande time da Europa. O Bayern de Munique era pequeno antes de Beckenbauer. Idem a Cruyff & Ajax. Zidane transformou a modesta Seleção Francesa em campeã mundial. O próprio Santos era time médio em destaque antes de Pelé. Messi começou entre craques e ruma com asas próprias. Mas a frente de Pelé e Maradona, campeões mundiais?

Depois de 2014, com a Copa do Mundo, podemos avaliar melhor. Que Messi é assombroso, claro que é. Mas Pelé e Maradona foram mais.

Certamente, ao final da carreira dele, poderemos ter a verdadeira sensação de qual posto estará Messi.