– O Breve Currículo dos 4 possíveis sucessores de Del Nero

É sabido que Marco Polo Del Nero, presidente da CBF e que supostamente seria o elemento “número 12” das investigações do FBI, tentou arquitetar sem sucesso a mudança no estatuto da entidade no que se diz respeito a “Sucessão”. Eis que a Revista Isto É desta semana trouxe à tona um breve histórico sobre os 4 vice-presidentes da CBF e que tem chances de assumir o comando, por idade  mais avançada (o critério para a vaga):

  1. Delfim Peixoto: há mais de 30 anos como presidente da Federação Catarinense de Futebol, adversário de Marco Polo. 
  2. Fernando Sarney: filho de José Sarney, foi investigado pela Polícia Federal por transações financeiras suspeitas. 
  3. Marcus Vicente: o mais afinado com Marco Polo, deputado federal pelo PP, com contas reprovadas em 2005, 2006 e 2014.
  4. Gustavo Feijó: prefeito de Boca da Mata (AL), teve a candidatura a deputado federal barrada pela Lei da Ficha Limpa. 

Algum deles alcançará o poder? E quem seria o seu preferido, caso Marco Polo saia da entidade?

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– Messi ou Marcelinho Carioca? A Comparação Indevida!

Avalie: Mario Sérgio, ex-jogador, ex-treinador e comentarista de TV quis polemizar ou foi somente uma frase mal dita? 

Veja só o que ele disse:

O Lionel Messi é um jogador de lampejos. Não é como o Marcelinho Carioca, que era mais constante, participava os noventa minutos, armava, chutava, batia falta e escanteio

É opinião a qual se deve respeitar. Mas confesso não entender quando Mário Sérgio julga Messi como “jogador de lampejos”. Isso dá a impressão de que Messi é irregular (e até mesmo o absurdo de se entender que joga menos do que Marcelinho). Ora, como ele seria inconstante se constantemente leva “Bolas e Chuteiras de Ouro” para casa?

Todo aquele que opina está arriscado a errar. Me recordo da polêmica criada sobre o Corinthians ser a melhor equipe do Brasil no começo do ano – e de fato era, quando jogava muito bem com a tal da “intensidade” pregada pelo seu treinador, Tite. O problema é que o time oscilou muito no período final do Paulistão e início do Brasileirão, iludindo a todos (incluindo eu).

Enfim, uma avaliação pode ser sempre questionada, embora, sejamos bem racionais: Marcelinho com Messi não dá. A não ser que o critério seja: bater faltas!
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– Parem o mundo, o Futebol enlouqueceu!

Sintomas que o futebol, esporte mais popular do planeta, está em hecatombe! Será que não temos que reavaliar alguns conceitos?

1- O atual campeão carioca (Vasco da Gama) e o atual campeão paulista (Santos) estão na Zona do Rebaixamento do Brasileirão.

2- O único time brasileiro na Libertadores (Internacional) tem como treinador um uruguaio; o time brasileiro líder do campeonato nacional (São Paulo) tem um treinador colombiano. Cadê os treinadores tupiniquins?

3- Gareca, ex-treinador palmeirense, disputou 9 partidas no BR-14 e conseguiu 4 pontos (14,8% de aproveitamento). Osório, atual treinador são paulino, em 2 jogos pelo BR-15 fez 6 pontos (100% de aproveitamento).

4- Allianz Parque: Nos gols, Palmeiras 2×1 Fluminense. Nos cartões, Palmeiras 0x8 Fluminense. Seria um time com ótimo equilíbrio emocional versus um desequilibrado? Dá-lhe meritocracia do apito… Aliás, quantos clássicos nacionais apitou Dewson de Freitas para ser árbitro da FIFA e poder apitar um jogo como esse?

5- Semifinais da Copa do Mundo Sub20: teremos Brasil x Senegal e Sérvia x Mali. Detalhe: nas quartas-de-finais, Senegal bateu o Uzbequistão, e Mali eliminou a ALEMANHA!

6- Na Europa, as Ilhas Faroe venceram a Grécia nas eliminatórias da Eurocopa! Zebra dos Faroenses ou ruindade dos gregos?

São por fatos como esse que o futebol enlouquece o nosso dia-a-dia…
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– A Culpa é do Árbitro, do Spray ou do Neymar?

Neymar tomou um cartão indevido no primeiro jogo da Copa América por “tirar o excesso de espuma da bola”. É isso ou não? Ou o árbitro percebeu que ele mudou a bola de posição para tirar vantagem e o brasileiro foi sancionado justamente?

Na linguagem policial, tudo isso seria chamado de “DESINTELIGÊNCIA”. Mas, em suma, creio que Neymar tomou o Amarelo sem merecer.

Veja esse link: http://is.gd/ZUxfqL . Você percebe que no minuto 1’23” é nítido que o árbitro mexicano não soube usar o spray e encharcou o local de espuma. Neymar somente tira o excesso de espuma. Um jogador peruano reclama com o árbitro que o atacante está mudando o posicionamento da bola para tirar vantagem. Nada disso!

O fato é que o spray era uma novidade ao árbitro, que não estava acostumado a usá-lo. Repare que em alguns momentos do jogo, as marcas de espuma forte e abundante que ele usava permaneciam marcadas na grama muito mais do que o que estamos acostumados.

O fato de Neymar limpar a espuma excessiva, aos meus olhos, não pode ser encarado como indisciplina. Ele também não tira vantagem do lance, ao re-ajeitar a bola (como todo batedor costuma fazer em qualquer parte do mundo).

Portanto: cartão não merecido!

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– A Seleção da CBF vence mas não convence!

Há tempos que a Seleção Brasileira deixou de ser do “povo” e se tornou um apanhado de jogadores que, provavelmente, são convocados com restrições de muitos e pressão de outros. 

Mais do que a falta de bom futebol, falta CARISMA! Se você encontrar Éverton Ribeiro ou Douglas Costa na rua, talvez não os reconheça. Jogadores desconhecidos, questionáveis e de centros do futebol de qualidade duvidosa.  David Luis não convence. Tem marketing e basta! Vivemos da Neymardependência e mais nada.

A questão é: onde estão os talentos brasileiros?

A base é ruim ou é “viciada por negócios escusos” que sufocam os verdadeiros craques que não tem oportunidade? Difícil responder… Dunga está invicto há 11 jogos. Mas qual torcedor brasileiro sem empolga com isso?

 

– Promessas de Aldo Rebelo há 2 anos (sobre a Copa de 2014)!

Re-assisti uma entrevista de Aldo Rebelo no Roda Viva. Uma pérola resgatada: as promessas não cumpridas do então Ministro dos Esportes em Abril/13!

Ele atacava os jornalistas quando contestado sobre gastos e atrasos das obras. E hoje… deu no que deu!

Veja sua fala sobre “legado dos estádios” e a “Copa Privada”,

Vídeo está em: http://www.youtube.com/watch?v=TnyXNi7b81Q

– Faça o seu preço que o Manchester City paga!

O atacante argentino Sérgio Kun Aguero, artilheiro do Campeonato Inglês pelo endinheirado Manchester City, ganhou, literalmente, um cheque em branco do sheik Mansour bin Zayed Al-Nahyan, o mecenas árabe que enriqueceu os Citizens!

Aguero foi procurado pelo espanhol Real Madrid, e para não perder o atleta, o dono do City simplesmente mandou ele pedir o quanto quiser de salário para permanecer no time, já que, para ele, dinheiro não é problema!

Assim é fácil, hein?
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– Série C parou pela Copa América?

A 3a divisão do futebol brasileiro (a Série C do Brasileirão) está paralisada pela CBF. Motivo: a realização da Copa América no Chile.

Taí algo que nunca entenderei: por quê a Série A, que fornece jogadores para a Seleção Brasileira continua sendo jogada, e a série C (que não tem interferência alguma) é a que fica sem jogar?

Coisa de gênio! Quantos jogadores da Terceirona o Dunga convocou?
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– Euricão, Suicídio, Fair Play e a Arbitragem Feminina e Gay. O que dizer?

Eurico Miranda, polêmico presidente do Vasco da Gama, realmente é uma figura ímpar. Sem papas na língua, em entrevista à Rádio “DIA FM” na última 4a feira, ao ser questionado sobre Fair Play, respondeu:

“Futebol é uma guerra. Até na pelada é uma guerra. Você entra para ganhar, não pode ter essas babaquices para lá, para cá, colocar a bola para fora. Por qual motivo tem que devolver, porra? Sabe o que isso ocasiona? O jogador fingir que está contundido, colocar a bola para fora sem motivo.”

Sobre mulheres e homossexualismo na arbitragem, ele ampliou o tema e foi mais enfático! Disse que:

Futebol não pode ser apitado por veado. Veado que apita futebol pode se comprometer. Mulher tem que apitar jogo das mulheres, não tem que apitar jogo dos homens. Mas não tenho e nunca tive nada contra gay, tenho contra veado“.

Sobre os problemas extra-campo do jogador Bernardo e sua suposta tentativa de suicídio, disse Eurico:

“É um problema dele. Eu sempre fui adepto de uma filosofia diferente: o problema que o jogador tem fora do trabalho, desde que não comprometa a instituição e não traga reflexos a sua produção, não tenho nada com isso. Ele está com o contrato suspenso por 20 dias por problema comportamental. Por este tempo, não tem relação”.

E aí, o que achou das declarações de Eurico Miranda?

Deixe seu comentário:
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– A prova do esquecimento do Futebol Feminino!

A Copa do Mundo de Futebol pára o planeta Terra, certo?
Certo. Mas e a Copa do Mundo de Futebol Feminino, que está ocorrendo no Canadá?

Com tantos escândalos no futebol, Copa América em vias de começar, Brasileirão a todo o vapor, o Mundial das meninas foi deixado de lado. Nem a boa estréia brasileira, com a vitória sobre a Coréia do Sul por 2×0 , com gols de Formiga (37 anos, a mais velha jogadora a marcar em uma Copa) e de Marta (sempre a nossa craque da Camisa 10, agora, recordista mundial em gols em Copas – são 15), chamou a atenção.

Parabéns a essas guerreiras. Sem apoio, sem popularidade e sem campeonatos perenes, as atletas brasileiras se doam pela Amarelinha. Ah se no masculino tivéssemos essa mesma disposição…
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– A culpa é dos treineiros, dos boleiros ou dos conselheiros?

Palmeiras e Fluminense devem ser, dos clubes da série A, os recordistas mais recentes em demissões de treinadores. Agora, o bola da vez foi Oswaldo de Oliveira, cobrado pelo time pelo fato dele “não marcar gols”. E justo quando chega um novo centroavante… ele é demitido. Parece-me um erro repetido. Gareca, treinador argentino, trabalhou sem Valdívia e sem Fernando Prass. Quando ambos voltariam ao time… foi dispensado!

São 3 opções para tentar entender o fenômeno das demissões contínuas de técnicos no futebol brasileiro (em 6 rodadas, já são 7 demitidos). Escolha a que melhor explica tal fato:

1) Os treinadores, em sua maioria, são incompetentes e encontrar o ideal é um desafio.

2) Os jogadores são ruins, e como ninguém troca um elenco inteiro, é mais fácil trocar o treinador para tentar algo novo com os mesmos nomes;

3) Os dirigentes esportivos são fracos e não suportam a pressão, contratando treinadores de maneira equivocada e os demitindo à primeira situação ruim.

Faça sua escolha. Ou haveria uma quarta alternativa para explicar a “dança dos técnicos”?
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– A falta de sensibilidade da Associação dos Árbitros ocorre por qual motivo?

Li a declaração abaixo no site especializado em arbitragem “Voz do Apito”, do jornalista Pedro Paulo de Jesus, e procurei ir à fonte comprovar se não era um equívoco. E não era…

Sentem-se em suas cadeiras: o diretor e tesoureiro da ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol), Salmo Valentim, após ouvir o depoimento do presidente da CBF Marco Polo Del Nero aos deputados nessa 3a feira, disse que:

“ – O que vimos hoje em Brasília foi a mais fiel tradução de um dirigente contemporâneo que investe na arbitragem por ser opcionalmente um árbitro de coração. Marco Polo Del Nero ensinou gratuitamente como se deve administrar as leis esportivas com transparência, ética e lealdade. É a primeira vez que vejo um Presidente da CBF falar abertamente sobre a formação de uma criança desde a base, indagando aos parlamentares que o Brasil é o único país do mundo que não autoriza que menores de 14 anos possam praticar esportes (…) O depoimento do Presidente nada mais é do que a mudança do esporte nacional através de um homem que merece o nosso respeito. O seu depoimento foi histórico!”

Respeito Salmo Valentim, sua pessoa e integridade, assim como aqueles que comungam de tal opinião. Mas discordo completamente de tudo o que foi dito!

Marco Polo FUGIU da Suíça na iminência de ser preso. No relatório do FBI ele é classificado como um “numeral” do esquema. Os contratos secretos da CBF, divulgados com exclusividade por Jamil Chade no Estadão, mostram a anuência de Marco Polo, José Maria Marin e Ricardo Teixeira. Sem contar o fato de ter acabado com a força da arbitragem paulista, matado os times do interior que estão com o pires na mão e tornado-se um ditador, que não largará o osso até ser (se for) preso.

Para a arbitragem, em específico, lamento em não tratar a sério o mais importante tema: a Verdadeira Profissionalização, onde a riquíssima CBF deveria ter um grupo de elite assalariado, com FGTS, INSS, 13o e demais direitos registrados na CTPS. Infelizmente, os próprios sindicatos e associações de árbitros DEFENDEM a pseudo-profissionalização, com árbitros formando cooperativas de trabalho – as quais, curiosamente, os mesmos dirigentes de sindicatos e associações comandam!

Lamentavelmente, só no Brasil os dirigentes de sindicatos desta categoria defendem o patrão ao invés do próprio sindicalizado. Por quê será?

Em tempo: vejo patrocínios diversos nas camisas dos árbitros. Quanto eles recebem em dinheiro e por direito de arena por tal exposição HOJE?

Hum… Que relação pacífica entre os cartolas do apito e da CBF, não?

#GER7x1BRA.
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– Pelé e Ronaldo: Diferenciar é preciso no Esporte!

Para quem gosta de futebol, é fundamental separar a genialidade de alguns ídolos de seus deslizes pessoais

Não dá para comparar o Pelé do Edson; afinal, merece nossos pêsames aquele que apoiou Blatter declaradamente na eleição da FIFA. Já dizia Romário (mesmo eu, a contragosto, tendo que concordar): “Pelé, calado, é um poeta”.

Mais do que diferentes são Ronaldinho Fenômeno e o Ronaldo Nazário. São pessoas distintas, indiscutivelmente! Ver o magrelo e carismático Ronaldinho em 1998 e 2002 com a camisa da Seleção Brasileira contrasta assustadoramente com o antipático Ronaldão político e homem de negócios

Enfim: ídolos de barro, os quais preferimos a recordação apenas dentro das 4 linhas. 

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– Drogas, Nepotismo, Truculência: o futuro da CBF nas mãos de Marco Polo, Delfim Peixoto ou Fernando Sarney?

O atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero (que fugiu de Zurique para não ser preso no dia das Eleições da FIFA), pode não continuar no cargo atual (isso é público e notório). Mas contraditoriamente, nesta semana, Marco Polo foi promovido pela FIFA para Vice-Presidente do Comitê Organizador da Copa de 2018, função que tem como único elemento superior a ele Michel Platini.

Se sair da CBF, discutem-se mudanças no estatuto com dois nomes interessados: Fernando Sarney (sim, filho de José Sarney), que desde os tempos de Ricardo Teixeira é um dos vices da entidade, e Delfim Peixoto, há 30 anos mandando ditatorialmente na Federação Catarinense e que, descoberto pela Folha de São Paulo, tem praticado nepotismo em sua administração, empregando a nora e o filho (que responde por agressão e drogas).

Assustador!

Veja, extraído de: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2015/06/06/possivel-sucessor-de-del-nero-da-poder-a-filho-que-responde-por-trafico.htm

POSSÍVEL SUCESSOR DE DEL NERO DÁ PODER A FILHO QUE RESPONDE POR TRÁFICO

Se o atual presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Marco Polo del Nero, deixar o cargo antes do fim de seu mandato, segundo o estatuto da entidade, assumirá o posto o atual vice-presidente mais velho da entidade, Delfim Peixoto Filho.

Se isso ocorrer, a CBF será comandada por um cartola que preside a Federação Catarinense de Futebol ininterruptamente há 30 anos e que emprega na entidade a nora e o próprio filho, Delfim Peixoto Neto. O filho do cartola tem um passado de polêmicas, chegou a passar um ano preso por tráfico de drogas em 2007 (quando já trabalhava na federação) e até hoje responde pelo crime na Justiça catarinense.

O atual vice da CBF é presidente da FCF (Federação Catarinense de Futebol) desde 1985. Em 2007, nomeou seu filho Delfim Peixoto Neto como assessor especial da presidência, logo depois deste ter deixado uma clínica de tratamento de usuários de crack, onde estava graças a uma condenação judicial por porte de droga.

Três meses depois, ele foi preso em flagrante por tráfico de drogas portando 132 gramas de crack, adquiridas em um bar onde funcionava uma rinha de canários, no município de Camboriú, no litoral catarinense. A polícia havia grampeado seu telefone e descobrira que ele iria ali comprar a droga para, depois, revender a uma terceira pessoa.

Durante o processo criminal, o filho do vice-presidente da CBF alegou que era viciado desde os 16 anos, e que a droga era para consumo próprio. Disse que fumava de dez a 15 gramas de crack por dia e, eventualmente, fazia uso também de drogas injetáveis. Afirmou ainda que não precisava traficar para ter dinheiro, já que trabalhava para o Joinville Esporte Clube e também na FCF, e que também a sua esposa trabalhava na FCF.

Uma testemunha de defesa confirmou o que dizia Peixoto Neto, e contou também que já tinha visto o acusado chegar para trabalhar na FCF exalando o cheiro da droga e portando algumas pedras de crack no bolso e nas mãos.

Os argumentos da defesa não convenceram a Justiça, que condenou o filho do presidente da FCF a cinco anos e cinco meses de prisão por tráfico de drogas. Em agosto de 2008, quando ele já estava há um ano cumprindo pena, foi solto da cadeia, pois seus advogados conseguiram a anulação do julgamento, sob a alegação de que o magistrado que julgara o caso não detinha os requisitos legais para fazê-lo.

De acordo com André Lozano, do escritório RLMC Advogados, especialista em direito e processo penal, a anulação do primeiro julgamento se deu em virtude da “inobservação do princípio do juiz natural”. “O juiz que deveria julgar o caso se declarou impedido por motivos pessoais. O novo juiz que assumiu não pertencia à vara que deveria ser a responsável pelo processo. Assim, a defesa obteve a anulação”.

O processo, então, voltou à estaca zero, e Peixoto Neto agora aguarda em liberdade pelo novo julgamento, que está marcado para o próximo dia 30 de julho.

Ao deixar a prisão, ele voltou a trabalhar na FCF, onde está até hoje. Ele atua como delegado da federação em jogos oficiais, representa o pai em compromissos e viagens ligadas à federação e auxilia o gabinete da presidência em assuntos gerais.

No dia 11 de julho de 2010, Peixoto Neto estava no estádio do Joinville acompanhando a final da Copa de Santa Catarina, disputada entre o time da casa e a equipe de Brusque. Os visitantes acabaram por sagrar-se campeões.

Um minuto após o apito final, Delfim Peixoto Neto, acompanhado de dois amigos (sendo um deles árbitro oficial da FCF), invadiu uma das cabines de rádio do estádio e espancou o narrador de Brusque Rodrigo Santos, que ainda estava no ar quando foi agredido. O áudio pode ser ouvido abaixo:

No dia seguinte à agressão, o presidente da FCF convocou uma entrevista coletiva para dizer que lamentava o episódio e que não aprovava a conduta do filho. Apesar disso, seu cargo como assessor especial da presidência foi mantido.

Na última sexta-feira (5), o jornalista Rodrigo Santos falou com o UOL Esporte sobre o ocorrido: “Ele (Delfim Peixoto Neto) já entrou me dando um soco na cara e sem falar nada. Eu caí no chão e tomei chutes por todos os lados”. Santos contou que a ira do filho do cartola foi despertada pelo fato de o jornalista ter noticiado que um vice-presidente da FCF havia dito que Peixoto Neto influenciava na escolha dos árbitros das partidas oficiais em Santa Catarina, e que muitas vezes a federação dizia que havia um sorteio mas, na realidade, o juiz era escolhido pela vontade dos cartolas.

“Por causa disso, a FCF teve que transmitir via internet o sorteio do árbitro para a final da Copa de Santa Catarina. Daí, quando o time dele, o Joinville, perdeu, ele ficou muito bravo”, conta Santos.

Novamente, o presidente Peixoto Filho deu entrevista para dizer que, sim, seu vice-presidente havia dito aquilo que o jornalista noticiara, mas que ele estava equivocado, que não havia tal prática de burlar os sorteios de arbitragens dentro da FCF.

Três anos depois, em julho de 2013, depois da vitória do Marcílio Dias por 3 a 0 contra o Hercílio Luz, no estádio Gigantão das Avenidas, em Itajaí, Delfim Peixoto Neto subiu as arquibancadas para tirar satisfação contra um colunista esportivo catarinense chamado Zélio Prado, de 62 anos. Ele cuspiu na cara do jornalista e o agrediu com socos. A ação foi filmada por uma equipe de TV local.

Na última sexta-feira (5), o UOL Esporte conversou com o presidente da FCF e vice-presidente da CBF, Delfim Peixoto Filho. Perguntou do motivo da contratação do filho como assessor especial da FCF. “Ele entende muito de futebol, é um ótimo assessor e me ajuda muito”, disse o cartola. Perguntou sobre a relação do filho com as drogas. “Ele nunca foi traficante. O delegado qualificou assim porque não gosta de mim. Ele era viciado, mas está completamente recuperado.” Perguntou, finalmente, se ele não acredita que seria nepotismo contratar o próprio filho e a nora para trabalhar na federação. “Nepotismo? Como assim, nepotismo? Nepotismo acontece em instituição pública! A FCF é uma entidade privada”. O UOL Esporte procurou Peixoto Neto na Federação Catarinense, mas não conseguiu contato.

Abaixo, como ficou o jornalista Rodrigo Santos após o espancamento que sofreu.
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– O pênalti equivocado de São Paulo 2 x 0 Grêmio

Bobeada do árbitro Péricles Bassols Cortes no jogo entre os tricolores paulista e carioca na noite de sábado. Vamos discutir o lance?

A bola está no ataque são-paulino e é levantada na área. O gremista Marcelo Oliveira está no caminho dela e tenta evitar o contato com as mãos recolhendo os braços, e pela velocidade do lance, não consegue o desvio total.

Aparentemente, nenhum desejo intencional de dominá-la, nem intenção subjetiva, tampouco movimento antinatural. Simplesmente o chute veio rápido, à queima roupa, e antes que o jogador conseguisse se desvencilhar da bola, ela bate nele. Ao invés do jogo seguir, o árbitro marca pênalti. Errou!

Infelizmente, até na Champions League (Barça 3×1 Juve) vimos lances de mão na bola marcados erroneamente (vide a análise desse jogo em: http://wp.me/p55Mu0-s2).

Para se marcar lances infracionais de bola na mão, recorde-se:

Só se deve marcar infração por uso indevido das mãos na bola (entenda-se por mãos: a mão, o braço e o antebraço) se for uma ação deliberada (proposital/intencional). É uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva (lembrando que em qualquer outra falta deve se considerar ação imprudente, temerária ou brutalidade). A Regra 12 (infrações e Indisciplinas) diz que:

“Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).

Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão);

– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);

– A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração;

– Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;

Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, etc.) constitui uma infração.”

A novidade, desde julho/2013, é: o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência) ou um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar. Trocando em miúdos:  pular/ se jogar na bola de maneira a qual a bola possa bater em seu braço, não se cuidando para evitar o contato).

Tomara que tais lances, que haviam diminuido, não sejam frequentes no Brasileirão.

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– A mão que tirou a artilharia de Neymar

E a Liga dos Campeões da Europa 2014/2015 acabou com um jogo sensacional. Dentro de campo, um show. Fora, idem.

Mas é de arbitragem que falaremos: Neymar acabou terminando a competição dividindo a artilharia com Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. E se não foi artilheiro isolado, é por culpa de alguém bem identificado: CÜNEYT ÇAKIR, o árbitro turco.

Çakir despontou muito bem na Europa, apitando grandes clássicos na UEFA. Indicado para a final do mundo interclubes entre Chelsea 0x1 Corinthians, mostrou ótimas condições de se manter por um bom tempo como um dos principais juízes do mundo.

Entretanto, depois desse jogo no Japão… nunca mais vi uma só atuação boa! Desaprendeu a apitar?

Foram 3 erros em Berlim:

1 – Vidal (JUV) abusou das faltas. Será que por ter dado cartão amarelo cedo a ele, ficou receoso de expulsá-lo com a aplicação de um 2o (e merecido)? O chileno deu oportunidade para ser novamente advertido.

2 – Daniel Alves (BAR) faz falta normal de jogo em Pogba (JUV). Dentro da área, é pênalti. Vendo e revendo o lance, talvez tenha sido traído pelo corpo do brasileiro que encobria o francês. Seria a única explicação do erro.

3- Neymar (BAR) cabeceia a bola para o gol, que bate despretensiosamente em sua própria mão. Não há intenção alguma de dominar a bola com a mão, tampouco é um salto com movimento antinatural do braço. O árbitro errou ao atender o chamado do seu árbitro assistente adicional que comunicou a suposta mão intencional. Se confirmado o gol, Neymar seria artilheiro isolado da Champions League. E questiono: se Neymar fosse zagueiro em sua própria área, o árbitro teria coragem de marcar um pênalti por tal lance? Lembrando que no começo do jogo, Neymar cruzou uma bola que bateu tão involuntariamente quanto esta em um zagueiro italiano, e na oportunidade, Çakir mandou o lance seguir.

Enfim, fica o registro que com apenas 23 anos o atacante Neymar já tem um título de Libertadores da América e outro da Liga dos Campeões da Europa. E que o ex-sãopaulino Douglas também apareceu na foto oficial com a taça!

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– Sábio Falcão

À antiga Revista Alpha (Janeiro/2012, por Adriano Silva), Paulo Roberto Falcão, o Rei de Roma e um dos mais clássicos jogadores da Seleção Brasileira de todos os tempos, disse:

Craque não tem dia de pereba, alguma coisa sai

Concorda ou discorda dele? Antes, reflita: qual o conceito de craque? Pergunta lógica, pois, nos dias atuais, o cara jogou um pouquinho de bola e já é chamado de craque.

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– E se o Marin resolvesse falar?

José Maria Marin está trancafiado, praticamente incomunicável e visivelmente abandonado pela CBF e por seu parceiro Marco Polo Del Nero.

Aparentemente, ninguém mais é amigo dele. E Del Nero disse na coletiva pós-fuga da Suíça que nada sabia, nada viu, não tem nada a ver e… só faltou dizer que nem o conhecia!

Imaginem em um exercício de futurologia se Marin, querendo curtir a velhice fora da cadeia, fizesse um acordo de delação premiada, a là J Hawilla?

O que será que esses homens de negócio devem saber, não?

Aliás: o FBI já divulgou até que em 1998, na França, houve corrupção. Imagine em 2014 o que não deve ter acontecido!

Quando será que surgirão os nomes de políticos brasileiros nesses relatórios…

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– Análise da Arbitragem de São Paulo 3×2 Santos. Como foi o árbitro?

Jogo fácil de apitar, com atuação razoável de Thiago Duarte Peixoto.

A destacar os acertos técnicos em lances mais difíceis e a dificuldade em aplicar a Lei da Vantagem, já observada em outras atuações. O ponto negativo: o mau uso da advertência dos cartões e a postura disciplinar.

Vamos por partes:

1- SOBRE OS GOLS:

33m – 1o Gol do São Paulo: o Tricolor abriu o placar com um chutaço de Michel Bastos na cobrança de falta. Foi frango de Wladimir ou golaço? Gol legal, sem discussão.

44m – 1o Gol do Santos: o Peixe está no ataque, a bola é chutada e Denilson está entre a sua trajetória e o gol. O volante são-paulino (visto pela câmera de trás) está com o braço direito aberto, o recua levemente ao corpo (se a bola bate neste momento, não é infração pois ele tenta retirar o braço e não existe avaliação de imprudência, e sim de intenção), mas quando ela se aproxima, Denilson faz o movimento antinatural de abri-lo um pouco mais, deixando a nítida impressão de que desejava que a bola batesse nele. Tiro penal muito bem marcado, com aplicação correta do Cartão Amarelo. Aliás, pênalti que o goleiro Rogério Ceni espalmou por se adiantar, mas antes de mandar voltar a cobrança (será que voltaria?), Ricardo Oliveira fez o gol de empate do Santos.

46m – 2o Gol do Santos: Na volta do 2o tempo, em lance que parecia estar em impedimento (só parecia, pois o bandeira 2 mandou seguir corretamente, já que o atacante santista saiu em condição legal em alta velocidade) ocorreu a virada no placar: 1×2, em uma falha (ou não?) de Rogério Ceni, com direito à comemoração de Ricardo Oliveira + metade do time com “mini-culto religioso” (respeito toda e qualquer crença, mas essa de que “Deus ajuda a um time de futebol ganhar e a outro perder” – mesmo que existam irmãos nas duas agremiações, me desagrada e irrita).

49m- 2o Gol do São Paulo: Thiago Mendes cobra escanteio na cabeça de Paulo Miranda, que subiu sozinho para cabecear. Me recordo ter ouvido falar que o auxiliar Milton Cruz e o treinador Osório estudaram na 3a feira sobre o posicionamento da defesa do Santos FC em bolas levantadas na área em cobranças de escanteio. Parece que deu certo…

83m- 3o gol do São Paulo: Carlinhos avança na área e é infantilmente derrubado por Daniel Guedes. Pênalti fácil de se marcar, foi um simples pé-com-pé. Sem polêmica, que resultou no gol tricolor.

2- SOBRE OS OUTROS CARTÕES NÃO CITADOS AINDA:

Correto o cartão Amarelo a Michel Bastos por “apelar” e agarrar Lucas Lima que partia em contra-ataque; (23m). Mas não sei dizer se, aos 48 minutos, Renan Ribeiro foi punido corretamente por reclamação estando como reserva. O que houvera falado? Difícil saber. O certo é que Thiago Peixoto o advertiu e sem diálogo emendou o mesmo Cartão para Rogério Ceni que reclamou. Nunca vi dois cartões amarelos para dois goleiros praticamente de maneira simultânea. E aqui sou obrigado a concordar com Rogério Ceni, que lembrou o fato do abuso de postura do árbitro em seu último jogo em Curitiba, quando o Thiago não soube aplicar a advertência verbal e teatralizou nos cartões. Até o adversário David Braz reclamou do árbitro e disse concordar com Rogério!

Por fim, ainda tivemos outros 4 cartões amarelos no segundo tempo por jogadas mais duras, todos corretamente aplicados.

Com relação ao Cartão Vermelho a Marquinhos Gabriel, ao final da partida, um grande erro do lance: o santista reclamou que foi agarrado na camisa por Hudson, o juiz entende que aquele lance não era suficiente para marcar a falta e mandou seguir. Segundo a súmula, Marquinhos disse: “foi falta caralho, vai tomar no seu cú, porra“. O problema é que a bola estava no pé do jogador do SPFC em contra-ataque! Há de se esperar a definição do lance para dar o cartão, pois parar a jogada é beneficiar o infrator. Erro primário!

DUAS OBSERVAÇÕES FINAIS

1 – Vulgarizou-se o Amarelo. Concordo que o comportamento do jogador brasileiro é péssimo, mas reeducá-lo por maus educadores não dá. Banalizou-se a aplicação de Cartões e extinguiu-se a Advertência Verbal. Não é por aí. Em particular, reitero o que escrevi anteriormente: Thiago é bom árbitro mas precisa fazer menos “caras e bocas” na hora de advertir, pois está confundindo a autoridade com arrogância.

2 – Público de 13.800 pagantes em um clássico como São Paulo x Santos? Parece que o futebol não é mais tão atrativo…

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– A Cusparada de R$ 20.000 do Flamengo. Justo?

Para se refletir: na partida contra o Sport-PE, um torcedor flamenguista cuspiu contra o árbitro, quando este saia do gramado. A Sportv flagrou o ato e o torcedor foi identificado.

Citado em súmula, o fato foi a julgamento e o clube será obrigado a pagar R$ 20.000,00 de multa por “não tomar providências de segurança”.

É justo?

A diretoria alegou que irá processar o torcedor, que foi identificado. Mas… esse seria o modo correto de punição? Que o clube tenha responsabilidades diversas sobre seus torcedores, ok. Mas a este ponto?

Vale discutir… E você, concorda ou não com o STJD, que impôs a multa?

Abaixo, a foto da cusparada e o torcedor em destaque:

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– E agora, FIFA, quem poderá nos defender?

E Joseph Blatter renunciou. Reeleito para o 5o mandato na última sexta-feira, resolveu abdicar da FIFA 4 dias depois.

O motivo?

Disse que “percebeu que não estava mais governando para a família do futebol”.

Ok, discurso padrão para quem quer sair a fim de não se complicar mais ainda. A pressão é grande e agora surge a tona que o FBI estaria em sua cola também (o que seria lógico).

Se pudesse, tenho certeza que Blatter faria como Marco Polo Del Nero: fugiria para o Brasil abandonando o barco e largando lá o seu par, Marin.

Até as novas eleições da FIFA, Blatter terá algum tempo para esconder algumas coisas que o possam incriminar ainda mais. E depois?

Qual o futuro da FIFA? E do futebol?

O príncipe Ali bin Hussein, seu último opositor, seria um nome natural. Mas não dá receio em colocar o futuro do futebol mundial em suas mãos, em que pese o jordaniano tenha ótimo currículo “extra-campo”?

E Michel Platini? Não nos esqueçamos que o francês, que hoje preside a UEFA, apoiou amplamente a escolha da Copa no Catar e se sugere que, através de negociatas dele, o PSG foi comprado pelo atual endinheirado catariano que preside o clube (irmão do sheik que banca a Copa de 2022).

Quem correria por fora seria Luís Figo? O português era candidato e desistiu na última semana, alegando que as chances seriam mínimas.

Uma quarta via seria algum executivo da inglesa FA, que historicamente (e principalmente com a escolha da Rússia para 2018) está crítica ao extremo com a FIFA.

Por fim: a 5a via, de ontem a tarde, como “zebra”: Zico, que se manifestou em suas redes sociais interessado em discutir a possibilidade de se candidatar. Mas chegará à FIFA sem ter chegado à CBF? Não creio nem um pouco, embora seja um bom nome.

E você: quem sugeriria para Presidente da FIFA?

Em tempo: o triste de tudo isso é ver que o futebol brasileiro só começa a ser repensado por força desses agentes externos. Como dói a incapacidade de auto regeneração nacional…

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de São Paulo x Santos, Rodada 5

Thiago Duarte Peixoto apitará no Morumbi o clássico São Paulo x Santos. Ele trabalhou em todas as Rodadas do Brasileirão neste ano (Fluminense 1x 0 Joinville Figueirense 0 x 0 Vasco da Gama, Atlético Paranaense 1 x 0 Atlético Mineiro) exceto no último domingo (provavelmente, poupado para este San-São).

Educador Físico em Barretos, há muito tempo Thiago está na labuta, apesar da juventude. Mas neste ano conseguiu maior destaque ao ser escalado para a semifinal do Campeonato Paulista entre Corinthians x Palmeiras, com atuação ruim no 1o tempo (perdendo lances de vantagem e sentindo a pressão de tal jogo importante), mas melhorando bastante no 2o tempo (provavelmente tendo ganhado confiança). Para ler a análise daquela partida, clique em: http://wp.me/p55Mu0-px.

Claro, sabemos que apitar uma partida pelo porte da que ele apitou é difícil, ainda mais por ter sido questionado antes do jogo por conta de uma foto com a camisa do Corinthians, onde uma ação solidária que praticou quase o complicou. Vide esse caso em: http://wp.me/p55Mu0-pl.

Thiago corre bastante, é forte fisicamente e tem abdicado de conversas dentro de campo. Vide sua postura, em certo ponto questionável, na partida entre os Atléticos Paranaense e Mineiro. Após expulsar um atleta, ficou com pose, parado e nariz empinado o escutando. Não gostei de tal ato, o árbitro deve dar o cartão e fazer o jogo seguir. Pareceu-me um teatro desnecessário, que irrita o jogador.

Enfim: tecnicamente é razoável/bom e disciplinarmente está bem. É uma aposta da CBF, que já o indicou como Aspirante ao quadro da FIFA.

O que me preocupa – e que não aprecio – é o questionamento do presidente do Santos FC, Modesto Roma, pressionando a arbitragem antes dela entrar em campo, repetindo o que fez durante as finais do Paulistão: assim como almoçou com a cúpula da FPF numa 3a feira na semana da final contra o Palmeiras (sendo amplamente divulgado que o assunto era ARBITRAGEM e ele esteve assistindo o sorteio dos árbitros), dessa feita, segundo o Jornal Lance de hoje, Modesto almoçou ontem com Marco Polo Del Nero sendo “discutido o mesmo menu”: QUALIDADE DOS ÁRBITROS!

Imagino que do ponto de vista santista, ele está corretíssimo. Do ponto de vista dos juízes, isso é ruim.

No contraponto de tudo isso, o delegado do jogo será Roberto Perassi, instrutor FIFA da FPF e CBF, que juntamente com o Cel Nilson Monção deram palestras de “regras e comportamento para com os árbitros” aos jogadores do São Paulo FC na semana passada; Perassi esteve em Porto Alegre como Delegado da CBF no jogo contra o Internacional-RS no último domingo e estará na mesma função no Morumbi nesta 4a feira também.

Boa sorte ao árbitro e que a única preocupação seja aplicar as Regras em campo!

Em tempo: independente do resultado da partida, o placar será creditado nas estatísticas a Osório (que já trabalha há 3 dias no SPFC mas não pode sentar no banco em decorrência do visto de trabalho) ou para Milton Cruz?

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– Você acredita na desculpa da FIFA?

Depois dos escândalos de corrupção no futebol mostrarem propinas na Copa América e em transações da Conmebol e FIFA, as denúncias alcançaram a compra de votos das Copas de 2018 e 2022. Isso era esperado. Nas últimas horas, o New York Times trouxe à tona valores financeiros de dinheiro sujo também na Copa de 2010.

Não dá para não ter a expectativa: só estão faltando comprovações da Copa de 2014, onde “honestos cartolas” e “políticos confiáveis” administraram verbas polpudas e públicas.

A propósito, sobre 2010, a FIFA admite que Jérôme Valcke, secretário geral e braço direito de Blatter, transferiu 10 milhões de dólares que vieram do Governo da África do Sul a contas de Jack Warner (da Concacaf e acumulando função de tesoureiro da FIFA), mas não como dinheiro de propina, mas sim como “CONTRIBUIÇÃO PARA AJUDAR A DIÁSPORA DE SUL-AFRICANOS NO CARIBE”.

Ah, tá! Acredito. E você, acredita também?

Em tempo: a Polícia Federal indiciou Ricardo Teixeira por 4 suspeitas de crimes, entre eles, a movimentação de quase ½ bilhão de reais em sua conta corrente (pessoa física mesmo!) durante a organização da Copa do Mundo no Brasil.

Já imaginou como deve ser transacionar quase 500 milhões, sendo pessoa física? O esforço de negócios deve ser grande… São numerários de multinacional, sendo impossível um mero mortal justificar.

Mensalão e Petrolão parecem ter encontrado um esquema à altura para rivalizar com o maior roubo de todos os tempos em solo nacional. Se não em valores, mas em moralidade.

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– A CBF é o Brasil que dá certo, Parte 2

Um dia, Carlos Alberto Parreira teve a infelicidade em dizer que “a CBF é o Brasil que dá certo.

Não é que Gilmar Rinaldi, supervisor da Seleção Brasileira, questionado nesta 2a feira, fez questão de reafirmar a frase?

Claro, como funcionário da entidade ele tinha que ter cuidado nas palavras. Mas… não poderia dar uma resposta menos piegas e forçada?

Com tudo o que sempre desconfiamos e o que vemos agora nos escândalos da FIFA, onde a CBF está envolvida até o pescoço, tal afirmação é de enlouquecer.

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– Neymar, a carretilha e a opinião de Xavi

Cada vez mais Neymar brilha na Espanha – com bom futebol e com alguns debates gerados.

Na decisão da Copa do Rei contra o Atlético de Bilbao, duas polêmicas: o drible da carretilha que ele deu sobre um marcador (gerando reclamações de deboche) e a afirmação pós jogo de Xavi, que disse:

Ele é tão bom que, quando Messi parar, será seu substituto. Será o melhor jogador do mundo, não tenho nenhuma dúvida. Ele tem uma personalidade incrível. Eu sabia que ele era famoso no Brasil, sabia que era um jogador do mais alto nível, mas ele continua sendo muito humilde e tem uma boa influência em nosso vestiário.”

E aí? Concorda ou discorda de Xavi?

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– Voltamos aos tempos de outrora?

Taubaté x Votuporanguense voltaram aos tempos dourados do futebol interiorano. Decidindo a 3a decisão paulista, ambos tiveram lotação máxima em seus estádios. Na Ida, 3×0 para a Votu; na Volta, 4×0 para o Burro da Central.

Ao mesmo tempo em que o glamour de antes é redescoberto, as ações condenáveis: pneus de ônibus furado, rojão na porta do estádio, e outras coisas condenáveis, persistem em conviver…

Isso é ruim demais para o futebol!

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– Dois clássicos, dualidades de dificuldade!

No Itaquerão e no Maracanã, dois jogos importantíssimos e dois tipos de posturas de arbitragens diferentes, com graus de dificuldade diversos. Vamos falar sobre eles?

1) Em São Paulo, no Corinthians 0x2 Palmeiras, tivemos uma atuação muito boa de Vinícius Dias Gonçalves Araújo. Neste ano, durante o Paulistão, quando apitou o empate entre Corinthians x Santos, Vinícius teve ótima participação em um jogo sem lances polêmicos. O roteiro se repetiu: nenhum lance difícil para interpretação, jogadores preocupados em jogar apenas futebol e faço o mesmo comentário daquela feita: o árbitro foi bem, apitou o be-a-bá e deixo uma ressalva: o policiamento em não se “destacar” com trejeitos, ou seja: ser mais discreto na aplicação de cartões e marcação de faltas. Do restante, está indo bem – com sorte e competência.

2) No Rio de Janeiro, no Flamengo 2×3 Fluminense, jogo chato para Sandro Meira Ricci. E aqui fazemos o breve histórico: quando era aspirante à FIFA, Sandro foi o melhor do Brasil por 2 anos. Se tornando FIFA, diminuiu um pouco o ritmo em jogos nacionais, mas nas partidas internacionais manteve-se muito bem. No pré-Copa, mal. Durante a Copa, bem. No pós-Copa… a fase ruim não passa nunca! Vide o pênalti de Pará (FLA) em Vinícius (FLU), no começo da partida: Pará dá um tranco legal em disputa de bola e o adversário valoriza a queda ou o flamenguista empurrou e desequilibrou com os braços o atacante tricolor?

Para mim: lance limpo, onde há viril mas legal disputa de bola e de espaço. Lembremo-nos que o tranco físico nessas condições é permitido.

Quanto a expulsão de Giovanni em Marcelo Cirino, Sandro estava longe da jogada e repare que quem de pronto o avisa é o bandeira 2. Não tenho dúvida de que o Cartão Vermelho surgiu durante a conversa entre bandeira e árbitro quando Sandro se aproximava da jogava.

Se era para Vermelho?

Imagine o bico da chuteira em chute frontal em sua canela… Dói ou não? Nesta, estou com Ricci!

A verdade é: por enquanto, o Campeonato Brasileiro não tem apresentado jogos de grande grau de dificuldade. Aguardemos as próximas rodadas.
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– A desistência do Príncipe é o chute inicial para as mudanças!

Ali bin Hussein era um ilustre figurante no mundo do futebol há alguns dias. O único candidato de oposição na eleição da FIFA.

Seu histórico? Príncipe da Jordânia, irmão do atual rei do país (Abdulla II), amante dos esportes, criador de uma liga paralela de futebol na Ásia e que posteriormente (e em comum acordo com os cartolas) foi fundida com a atual Confederação Asiática de Futebol. Recentemente, conseguiu convencer a International Board e fez lobby para liberar os “turbantes e véus para atletas muçulmanos” (as vestimentas de cabeça) em jogos profissionais. Estudou em colégios ocidentais e tem promovido programas de integração pela “Paz no Esporte” no Oriente Médio, incentivando a prática do Futebol Feminino com finalidade de diminuir a discriminação contra as mulheres árabes. Com apenas 39 anos, abandonou o 2o turno das eleições por se sentir ofendido ao perceber que os votos prometidos por pares do colégio eleitoral da FIFA migraram para Blatter.

O que pode parecer uma derrota para o mundo do futebol – o 5o mandato do Suíço – pode, ao mesmo tempo, alimentar uma cisão. Platini ameaçou convocar os países europeus a boicotarem a Copa da Rússia (algo duvidoso). Mas por quê não um levante contra o atual status quo?

A FA (A “CBF” da Inglaterra) sempre se levantou contra a FIFA, tanto que nos primórdios da história relutou em se associar com a entidade. Por quê não defender a bandeira de uma nova Associação, paralela e concorrente da FIFA?

O Futebol é um esporte popular e a FIFA é uma empresa particular. Não seria maravilhoso um movimento de formação de grandes outras Federações, mais abertas, transparentes e honestas?

O grande problema é que os atuais mandatários mundo afora estão amarrados nesse esquema hostil e corrupto. Mas a bola está pingando: quem será o príncipe, o cartola ou o libertador do futebol no século XXI, a fim de trazer esperança a quem gosta realmente do esporte?

Tudo o que escrevo aqui em relação à FIFA e seus associados, serve integralmente à CBF e suas federações estaduais. E dentro dela, seus pares e estruturas arcaicos, viciados e eternos diretores-funcionários que mamam nas tetas do futebol.

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– Na Rodada 4, haverá melhor comportamento dos jogadores com os árbitros?

Nas 3 primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro de 2014, tivemos 8 Cartões Amarelos por reclamações contra a arbitragem no total dos 30 jogos.

Nessas 3 primeiras em 2015, com mesmo número de jogos, tivemos 33 cartões amarelos. Mais que o QUÁDRUPLO!

A busca pelo bom comportamento dos jogadores em relação à arbitragem é justa. Mas chamo a atenção: cuidado para os abusos dos juízes!

Aliás, se a Regra não mudou e sempre foi a mesma, por quê os árbitros não a cumpriram em 2014 e deixaram as reclamações ocorrerem a vontade? O comandante da arbitragem é ainda o mesmo, os nomes dos árbitros idem, e os cartolas que o chefiam, quase os mesmos (afinal, já há 1 na cadeia).

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– A Profecia de Novo Rei do Século XXI completa 2 anos.

Há exatamente dois anos, o Barcelona (via Twitter) anunciava Neymar como contratação e dava as boas vindas ao “Novo Rei do século XXI”.

A profecia de 2013 se concretizará?

Republico um interessante texto sobre aquele dia publicado neste blog, com uma afirmação curiosa na matéria: “Neymar é o maior jogador brasileiro depois de Pelé”.

Já é mesmo?

Abaixo:

NOVO REI DO SÉCULO XXI: PROFECIA OU MARKETING?

Por Rafael Porcari, 29/03/2013, Jornal Bom Dia Jundiaí, Caderno de Esportes, pg 06.

Neymar finalmente concretizou sua transferência ao futebol europeu. E o departamento de marketing do seu novo clube, o Barcelona, caprichou. Via Twitter, deu as boas-vindas ao “Novo Rei do Século XXI”.

Ora, no futebol sabidamente o título de Rei pertence ao Pelé, atleta do século. É evidente que se faz alusão ao fato do jogador ser oriundo do Santos e ser uma promessa valiosa, com possibilidades de ser eleito o melhor do mundo.

Mas fica a instigante questão: no século XXI, o atual “Rei do Futebol” é o argentino Lionel Messi (pelos números e prêmios recebidos). Neymar o desbancará, sendo o título dado pelo clube catalão uma visão profética do sucesso da Jóia Santista, ou apenas uma bela e otimista recepção?

Em tempo: das diversas homenagens recebidas neste final semana, ouvimos rasgados e justos elogios. Mas um me pareceu ufanista e exagerado: ao término de Santos x Flamengo, Cleber Machado citou Neymar como “maior jogador brasileiro depois de Pelé”.

No Santos, pode realmente ser. Mas e dos brasileiros: Neymar já superou Romário, Ronaldo Nazário e Ronaldinho Gaúcho?

Aliás, taí um exercício dificílimo: comparar atletas! Minha memória futebolística remete a Zico. Antes dele, não assisti os craques que conheço. Pelé, só em vídeo (e cada vídeo…). Hoje, a tecnologia e a globalização permitem maiores possibilidades e mais gente vê os craques atuais. Fico perguntando: e se Zizinho, Arthur Friedenreich, Leônidas da Silva e tantos outros tivessem as mesmas mídias que Messi e Cristiano Ronaldo tem hoje? Estendo a Puskas, Di Stefano…

Enfim: Neymar destronará Messi ou não? Como não tenho bola de cristal, não ousarei palpitar.

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– O substituto de Del Nero e A Fuga de Quem perdeu o Respeito

Marco Polo Del Nero abandonou o Congresso da FIFA, fez check-out no Hotel e… escafedeu-se! Abdicou de votar na Eleição da entidade e sumiu.

Fugiu para não ser preso?

Que baita solidariedade ao seu comparsa, ou melhor, sócio, digo, vice-presidente, José Maria Marin.

Quem tem medo, teme… Ou não?

Com que moral esse homem voltará ao Brasil para presidir a CBF? Que rumos ele tem a dar para o Futebol Brasileiro?

Diante disso, tudo o que provém dele passa a ser, no mínimo, suspeito – incluindo Seleção Brasileira, campeonatos, etc..

Perguntar não ofende: não dá um frio na espinha em saber que, no lugar de Del Nero e Marin, entra Delfim Peixoto, aquele que revela as mais belas bandeirinhas catarinenses e expulsou a exuberante Fernanda Colombo do quadro, além de se vangloriar de há anos estar no poder?

Continuaremos na mesma… quem poderá salvar o futebol brasileiro?

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– Os Corruptos da FIFA e as Reações Pós Prisão

Muitos se assustaram com a prisão de José Maria Marin e outros dirigentes da Conmebol e da Concacaf. Susto pela prisão (coisa que não acontece no Brasil), mas nenhuma surpresa quanto ao seu envolvimento com corrupção. Aliás, malandro foi o Grondona (da AFA), que morreu antes de ir para a cadeia!

A verdade é: pense em algum nome de cartola do esporte, independente do cargo que ele exerça.

– Pensou?

No senso-comum (a impressão popular), ele pode ser ligado ao termo “corrupto”?

– Para a maioria, qualquer nome, sim!

A verdade é que todos sempre suspeitaram de Marco Polo, Marin, Ricardo Teixeira. Mas e provas e ação popular?

Havelange e Ricardo Teixeira foram pegos na Suíça. Não estão na cadeia pois trocaram as penas pela confissão e pagamento de multa (por isso estão soltos). NÃO NOS ESQUEÇAMOS: CONFESSARAM QUE COMETERAM CRIMES.

O azar de Marin é que ele não foi preso pela Suíça, mas por policiais suíços em colaboração com o FBI. Nos EUA, é cadeia mesmo! Ou delação premiada, como “Jota” Hawilla fez pagando milhões de dólares de devolução por crimes. As acusações envolvem corrupção, propina e outros atos ilegais que passaram pelo território americano, e é por isso que a Polícia Americana entrou na história. Aparece agora a informação de que o dinheiro sujo a ser lavado por Marin passou pelo Banco Itaú de Nova Iorque.

E o cenário “pós esteja preso” é sempre igual: os amigos somem! Me recordo que quando estourou o caso da Máfia do Apito, os amigos do Vale do Paraíba de Edilson Pereira de Carvalho desapareceram (mas estão até hoje no comando do futebol em várias searas…). Idem aos colegas de Paulo Danelon. Tem cara que jurava de pé junto que nunca trabalhou em jogo algum com eles… Vide Marco Polo, dizendo que os acordos eram do tempo de Ricardo Teixeira (sendo que Marin É O VICE ATUAL de Marco Polo), ou Walter Feldman alegando que tudo isso era coisa do passado. E assinam a nota no (pasmem) Edifício José Maria Marin, a nova sede da CBF!

Já a FIFA é cara de pau mesmo. Está suja como pau de galinheiro, mas Blatter alegou que está feliz pois em seu mandato a corrupção começou a ser passada a limpo. Pena que nada sabia para cortar essa navalha tão doida antes…

Você conhece algum chefe de empresa ou de estado que se diz vangloriado da mesma forma e cita os amigos e companheiros de traidores?

Marin é octagenário e rico. Poderia estar curtindo a velhice com os netinhos, em paz, não na cadeia. A ganância o cegou.

Tomara que tudo isso seja só o começo de um novo momento no futebol.

Ah, e quase esqueci – se por uma medalhinha dos garotos da Copa SP Marin se sujou, o que não faria com tanta grana fácil?
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– Árbitros do mesmo estado é para arranjar confusão!

Há tempos que estamos falando sobre a iniciativa da CBF em escalar árbitros nascidos em mesmos estados dos times em que estão apitando, mudando o critério de neutralidade de hoje. Por exemplo: em um jogo entre Paulistas x Cariocas, um Gaúcho apita, nos moldes atuais.

Com o intuito de demonstrar a honestidade do árbitro, deixando de considerar os árbitros como regionais, e sim nacionais, Sérgio Correa da Silva resolveu fazer testes: colocou árbitros nascidos em mesmo estado do clube que apita: na Rodada 1, o carioca Marcelo de Lima Henrique apitou São Paulo x Flamengo, sendo que o juiz está trabalhando pela Federação Pernambucana. Heber Roberto Lopes, paranaense, em um jogo do Atlético Paranaense, sendo que ele apita pela Federação Catarinense. Em ambos casos os bandeiras eram do estado do outro time.

Agora, na rodada 4, ampliará a experiência com FIFAS que apitam no mesmo estado: Vuaden e Daronco, ambos da Federação Gaúcha, apitarão respectivamente Internacional x São Paulo e Goiás x Grêmio.

A idéia é mostrar que não existem árbitros de federações, mas todos da confederação. Num mundo ideal, ótimo! Mas é nesse momento de turbulência do futebol brasileiro (vide as reclamações das equipes, prisão de José Maria Marin, reclamações formais do Santos FC à CA-CBF, e tantos outros poréns), que se fará tal teste de credibilidade?

É claro que os árbitros são honestos. Mas há certos complicadores: imagine no Beira-Rio, se aos 49 minutos do 2o tempo o gaúcho Vuaden dá um pênalti duvidoso pró-Inter? Ou se o bandeira paulista Marcelo Van Gassen (que será o assistente 1) anula um gol colorado no fim do jogo? A discussão será grande!

PARA QUÊ POLEMIZAR?

Quando existia a experiência dos AAA (árbitros adicionais assistentes), eles eram do mesmo estado do clube mandante, e foi preciso trocar o critério de escala pois os clubes em unanimidade reclamavam de tal fato e chamavam esse tipo de coisa como “economia burra”, pois gastava-se menos com passagens aéreas.

É incrível que a CBF promova tal coisa em algo tão sério como o Campeonato Brasileiro. Estou imaginando no Itaquerão, com 5 minutos de acréscimo, numa suposta partida entre Corinthians x Flamengo, um árbitro carioca marcar aqueles “pênaltis de queimada” ridículos que vez ou outra ainda vemos. Teremos assunto para uma semana inteira!

Se a proposta de tais escalas como “prova de que o árbitro é honesto”, como relatada em algumas mídias, partiu do presidente Marco Polo Del Nero, deveria ele vir a público esclarecer porque não demonstra apreço maior e profissionaliza o quadro de árbitros!

Detestei tal idéia. E você?

Aliás, leio no Lance.net que Roberto Perassi, instrutor de árbitros da FPF, esteve no Morumbi com o Cel Monção dando palestra sobre Regras aos jogadores do São Paulo FC. Curiosamente, é o próprio Perassi quem será o delegado do jogo entre Internacional x São Paulo.

Boa sorte ao Vuaden e aos bandeiras. Creio na lisura de todos esses citados, mas critico veementemente a falta de preservação e prudência das escalas, ou melhor, do sorteio.

No futebol, quanto menos burburinho e menor desconfiança, melhor para todos! A honestidade começa por aí.
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– Osório poderá enviar seus bilhetinhos no SPFC?

Juan Carlos Osório, colombiano, é o novo treinador do São Paulo FC. Respeitado por ser um estudioso, costuma ser flagrado anotando e passando informações aos seus jogadores em bilhetinhos do seu caderno de rascunhos.

E aí está algo curioso que os árbitros não poderão questionar: a comunicação escrita de informações advindas internamente ao campo de jogo e área técnica!

Aliás, a questão sobre “como jogador e treinador se comunicam” tem sido discutida há algum tempo: tudo começou com Vanderlei Luxemburgo, então treinador do Corinthians, na final do Campeonato Paulista de 2001: Corinthians x Santos jogaram e descobriu-se que Luxemburgo orientava o meia Ricardinho através de um ponto eletrônico escondido em seu ouvido. Era permitido ou proibido?

Ninguém sabia se podia, pois a Regra nada dizia. Dias depois, em uma reunião da International Board (o Organismo que é “dono” das Regras do Futebol) determinou-se que seria proibida a comunicação eletrônica entre treinador e jogadores durante a partida.

Recentemente, passou a ser fato comum a comunicação via celular entre treinadores e seus assistentes via celular. O próprio Luxemburgo, certa feita, assistia o 1o tempo das partidas nas arquibancadas, conversava com seu assistente via rádio e depois dirigia a equipe no 2o tempo no banco de reservas.

Após os estudos de uma equipe de força-tarefa da FIFA em 2011 (grupo formado por ex-atletas e estudiosos do futebol, que visa trazer sugestões), reforçou-se textualmente com a redação da orientação na Regra 4 (Equipamento dos Jogadores):

Os árbitros proibirão o uso de radiocomunicação entre jogadores e o corpo técnico”.

Mas aí veio uma nova modificação. Para 2013/2014, houve alteração do mesmo texto:

Os árbitros proibirão o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre os jogadores e/ou o corpo técnico”.

Aqui a alteração é mais profunda: a comunicação eletrônica por celulares ou rádios era proibida (portanto, a comunicação FALADA), mas nada impedia que a comunicação fosse REDIGIDA através de outro equipamento eletrônico “não sonoro” exceto os citados, como, por exemplo, via tablets ou notebooks. Onde estaria a proibição de que um treinador não poderia se comunicar com os atletas mostrando imagens e informações em um iPad com estatísticas em tempo real? Ou com informações de fora via email?

Agora, a proibição é EXTENSIVA A QUALQUER SISTEMA ELETRÔNICO DE COMUNICAÇÃO e não mais somente entre jogadores e treinadores, mas AMPLIADA ENTRE OS PRÓPRIOS INTEGRANTES DA COMISSÃO TÉCNICA. E um grande exemplo disso: José Mourinho costumava receber informações estatísticas on-line das partidas de seu assistente técnico via tablet, e as repassava através de bilhetinhos escritos a mão para seus jogadores. Isso (informação de fora), agora, não pode! Mas se o treinador quiser passar suas instruções por escrito em uma tecnologia rudimentar, como papel, somente com suas impressões pessoais, PODE!

Na sua última circular antes do início do Paulistão 2014, a FPF reforçou esse lembrete no capítulo 20 das suas orientações:

É PROIBIDO o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre jogadores e/ou comissão técnica. Exemplo: treinador para assistente fora do campo, conforme alt Regra 4, pg 29 do Livro de Regras.[Lembro que não é só fora do campo, mas dentro também].

Sendo assim, fique tranquilo, Osório! Se alguém te expulsar por dar um bilhetinho das informações que você colheu das suas próprias observações de jogo (portanto, sem informação externa ou por meio eletrônico falado ou ilustrativo), será abuso de autoridade

Já imaginaram a Comissão de Árbitros baixar uma norma contra isso? Seria totalmente tupiniquim!!!

Eu, particularmente, acho um retrocesso proibir a comunicação externa. Se o clube tem uma equipe técnica profissional e que se atenta a detalhes do jogo para ajudar o treinador, isso deveria ser uma evolução bem vinda ao futebol. Porém, entendo também o que os legisladores da Regra pretendem: se um árbitro não tem um celular para ligar a alguém com imagens e perguntar se foi pênalti ou não, seria desproporcional que treinadores tivessem essa informação privilegiada.

Resta aos mais espertos utilizarem alternativas. Imaginaram bolinhas de papel voando das arquibancadas com informação ao banco? E nas arenas européias, onde torcedores e comissões técnicas estão próximas: que tal a comunicação boca-a-boca, onde um torcedor assiste o jogo em tempo real via Web em som alto e “sem querer” o treinador escuta?

Alternativas criativas devem surgir! Ou você acha que não?

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– Como interpretar CORRETAMENTE os casos de “mão na bola” e “bola na mão”

Uma mudança na orientação de marcação de infrações em jogadas de “Mão na Bola” e “Bola na Mão” foi colocada em prática a partir da Copa das Confederações-13, bem aceita no restante no mundo e um pouco confusa no Brasil. Não foi uma mudança na Regra do Jogo, mas Massimo Bussaca, o atual comandante da arbitragem mundial, alegou na época ser uma nova interpretação aos árbitros sobre lances duvidosos dessa natureza.

Hoje, só se deve marcar infração por uso indevido das mãos na bola (entenda-se por mãos: a mão, o braço e o antebraçose for uma ação deliberada (proposital/intencional). É uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva (lembrando que em qualquer outra falta deve se considerar ação imprudente, temerária ou brutalidade). A Regra 12 (infrações e Indisciplinas) diz que:

Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).

Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão);

– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);

– A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração;

– Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;

– Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, caneleira etc.) constitui uma infração.

A novidade, desde julho/2013, é: o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência) ou um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar. Trocando em miúdos:  pular/ se jogar na bola de maneira a qual a bola possa bater em seu braço, não se cuidando para evitar o contato).

Para muitos, tal orientação ajudou a justificar alguns pênaltis mal marcados. Foi o que aconteceu por aqui.

Vimos lances bizarros de pênaltis mal marcados: em um clássico entre São Paulo x Corinthians no Morumbi, o zagueiro Gil tenta tirar o braço da direção da bola em um chute a queima-roupa e ela bate em seu cotovelo. Nenhuma intenção clara, tampouco subjetiva de colocar a mão na bola. Mas virou, equivocadamente, pênalti… Vimos também uma barreira pulando e o jogador saltando com os dois braços erguidos. Se a bola bate neles, aí sim seria “movimento antinatural“, pois fisiologicamente, você não pula com os braços totalmente esticados e eretos para o alto.

Enfim, essa história de: “nova orientação” não tem segredo. Talvez todo o imbroglio tenha nascido única e exclusivamente da tradução/interpretação do texto, potencializada negativamente por má orientação.

Do jeito que está, é só chutar na mão que vira infração. Parece brincadeira de “Queimada”…

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