– Como interpretar CORRETAMENTE os casos de “mão na bola” e “bola na mão”

Uma mudança na orientação de marcação de infrações em jogadas de “Mão na Bola” e “Bola na Mão” foi colocada em prática a partir da Copa das Confederações-13, bem aceita no restante no mundo e um pouco confusa no Brasil. Não foi uma mudança na Regra do Jogo, mas Massimo Bussaca, o atual comandante da arbitragem mundial, alegou na época ser uma nova interpretação aos árbitros sobre lances duvidosos dessa natureza.

Hoje, só se deve marcar infração por uso indevido das mãos na bola (entenda-se por mãos: a mão, o braço e o antebraçose for uma ação deliberada (proposital/intencional). É uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva (lembrando que em qualquer outra falta deve se considerar ação imprudente, temerária ou brutalidade). A Regra 12 (infrações e Indisciplinas) diz que:

Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).

Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão);

– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);

– A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração;

– Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;

– Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, caneleira etc.) constitui uma infração.

A novidade, desde julho/2013, é: o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência) ou um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar. Trocando em miúdos:  pular/ se jogar na bola de maneira a qual a bola possa bater em seu braço, não se cuidando para evitar o contato).

Para muitos, tal orientação ajudou a justificar alguns pênaltis mal marcados. Foi o que aconteceu por aqui.

Vimos lances bizarros de pênaltis mal marcados: em um clássico entre São Paulo x Corinthians no Morumbi, o zagueiro Gil tenta tirar o braço da direção da bola em um chute a queima-roupa e ela bate em seu cotovelo. Nenhuma intenção clara, tampouco subjetiva de colocar a mão na bola. Mas virou, equivocadamente, pênalti… Vimos também uma barreira pulando e o jogador saltando com os dois braços erguidos. Se a bola bate neles, aí sim seria “movimento antinatural“, pois fisiologicamente, você não pula com os braços totalmente esticados e eretos para o alto.

Enfim, essa história de: “nova orientação” não tem segredo. Talvez todo o imbroglio tenha nascido única e exclusivamente da tradução/interpretação do texto, potencializada negativamente por má orientação.

Do jeito que está, é só chutar na mão que vira infração. Parece brincadeira de “Queimada”…

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– Como Reeducar o Futebol Brasileiro?

A última rodada do Campeonato Brasileiro foi perfeita para a discussão de novas reflexões sobre diversos atores do futebol. Vamos a elas?

1) REEDUCANDO JOGADORES PELA ARBITRAGEM

O número de cartões amarelos neste sábado e domingo foram impressionantes. Mas repare: a maioria por reclamação!

Sim, há um processo de busca do respeito ao árbitro implantado pela CBF em sua última circular divulgada pela Comissão de Árbitros antes do início do Brasileirão, em que se pede punição ao jogador que abusa das reclamações e atrapalha a arbitragem. Na verdade, jogador brasileiro é muito “nhenhenhém”! Cai em qualquer tranco, chia por qualquer lateral e quer ganhar muito no grito. Aí, quando vai para a Europa, se dá mal por achar que seu comportamento aqui era o normal e precisa se adaptar.

Não tem nada de “Regra Nova”, é simplesmente “cumprir a Regra não cumprida”. Ou seja: atleta tem que jogar bola e falar menos com o juiz. Dessa vez, aplaudo a iniciativa tomada pelo chefe dos árbitros, Sérgio Correa da Silva, e pelo fato de avisar a todos os treinadores da Série A sobre o rigor em tal fato.

No jogo entre Palmeiras 0x1 Goiás, Robinho, Valdívia e Leandro Pereira criticaram a “nova regra em que o jogador tem que ficar mudo”. Bobagem, é discurso de quem jogou mal e preferiu arranjar subterfúgio. Aliás, o próprio treinador Oswaldo de Oliveira condenou a chiadeira de seus jogadores dizendo que “os atletas foram avisados até por escrito que não deveriam reclamar, estavam cientes da orientação da CBF e são lembrados do comportamento adequado antes do jogo. Parabéns ao Oswaldinho, que não jogou a culpa da derrota na arbitragem.

2) REEDUCANDO A AUTO-SUFICIÊNCIA E A CULTURA

Em 1954, na Copa da Suíça, dois pecados aconteceram: a “sova” que o Brasil levou humilhantemente dentro de campo pela Hungria (na bola e na porrada) no episódio conhecido como a “Batalha de Berna”, além da conquista do vice campeonato húngaro.

Puskas, excepcional craque daquele período, entrou para a história por não ter vencido uma Copa do Mundo. Os húngaros eram conhecidos como tecnicamente muito bons, estudiosos e disciplinados. Um dos fatos mais marcantes foi a quebra da invencibilidade da Inglaterra em Wembley. O English Team nunca havia sido derrotado na história do futebol em sua casa, e, para surpreendê-los, estudiosos húngaros sugeriram que os atletas se aquecessem antes dos jogos. Ironizados pela torcida, os jogadores entraram antes do horário para o 1o aquecimento da história e… venceram por 6×3 os ingleses no jogo emblemático de Londres (em 1953).

Naquele período, o Brasil vivia o Complexo de Vira-lata, um trauma de incapacidade muito grande que destoa da arrogância e auto-suficiência de hoje. Em 1957, o húngaro Bela Guttmann chegou ao Brasil para treinar o São Paulo, radicalizando esquemas táticos e conceitos, e estes foram incorporados pelo seu assistente técnico, Vicente Feola, que os utilizou na Seleção Brasileira de 1958, trazendo o título mundial pela 1a vez ao nosso país, findando a história da inferioridade.

Nos dias atuais, o futebol húngaro é um mero figurante. Claro, tudo é fase, tudo passa. E nessa má fase do futebol brasileiro, onde ainda acreditamos que somos os melhores mesmo sem sermos e insistentemente não nos reeducamos nem nos reciclamos após o vexatório 7×1 da Alemanha em pleno território nacional, o São Paulo ousa em contratar um técnico estrangeiro. Sim, “ousa” em contratar Juan Carlos Osorio, colombiano e – aqui seu pecado maiorestudioso do futebol!

Ora, para alguns, vale o “marketing do malandro”: falar a língua do boleiro, deixar o último botão da camisa aberto para mostrar o umbigo na beira do gramado e gritar alguns palavrões sem sentido na área técnica. Parece ser depreciativo dizer que se estudou futebol, como se o teórico certamente fosse ruim na prática. E aí eu penso: xenofobia, cultura da ode à ignorância ou simplesmente arrogância e falta de humildade para admitirmos que não somos tão protagonistas como achamos que somos?

Torço para que Osório dê certo, a fim de que mais treinadores estrangeiros venham para cá e que eles façam o mesmo rebuliço que Bela Guttmann fez há quase 60 anos por aqui – no mesmo São Paulo FC.

3) REEDUCANDO O CONCEITO DE GRANDEZA

Na última rodada, dos 7 grandes clubes históricos do eixo Rio-SP que disputam a série A, (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama), apenas o Tricolor Paulista venceu o seu jogo. Será que os grandes não estão apenas se “achando grandes”? Falta jogar bola como grande.

4) REEDUCANDO A PACIÊNCIA E O PARÂMETRO

Oswaldo Oliveira, treinador do Palmeiras, foi aplaudido quando mudou completamente o jogo no 2o tempo de Corinthians x Palmeiras no Itaquerão e eliminou o rival. Também fez um bom trabalho nas finais contra o Santos, em que pese a derrota nos pênaltis. Mas foi perder novamente para o Goiás (mesmo com um bom 1o tempo), que a “batata começa a assar”.

Tite, treinador do Corinthians, foi aclamado quando venceu o São Paulo na Libertadores e em determinado momento creditava as atuações do Corinthians ao fim dos rachões em dia de treino e a intensidade de jogo. Depois do jogo contra o Fluminense, voltou-se a criticá-lo pela sonolência da equipe e da “empatite” e “Titebilidade” das explicações. E está invicto no Brasileirão!

Tudo isso – dos aplausos a vaias a Oswaldo e a Adenor Tite – tem o período exato de apenas um mês! Como o torcedor é passional…

Em suma: o apaixonado e o cartola precisam ver, sentir e sofrer “um choque de gestão no futebol”. Mais gente de fora para palpitar mudanças, oxigenação, reeducação, readaptação e tempo para a implantação de novas idéias. E os jogadores, mais profissionalismo dentro e fora do gramado. Se não dá para se reeducar pelo amor, parece que será pela dor! Para isso, algumas quebras de paradigmas – por bem ou por mal – são necessárias, além de muita paciência.

E você, o que pensa sobre tudo isso? Deixe seu comentário:

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– São Paulo 3 x 0 Joinville e o Gol irregular de Dória!

Para quem gosta de detalhes da Regra do Jogo, vale chamar a atenção: na partida entre São Paulo 3 x 0 Joinville, o 1o gol, marcado pelo zagueiro Dória, foi irregular. Explico:

Bruno cruzou a bola para a Grande Área. Ela viaja, passa por Luís Fabiano que estava em posição de impedimento mas sobra para Dória que saiu de trás e estava em posição permitida. A priori, gol legal, pois o zagueiro surgiu como surpresa por trás dos marcadores adversários.

Entretanto, perceba que quando a bola passa por Luís Fabiano, ele busca o cabeceio e se esforça para alcançá-la. Portanto, passou de impedimento passivo para impedimento ativo. Lembremo-nos que são 3 condições para sancionar o “offside”:

1- participar ativamente da jogada;

2- interferir contra um adversário;

3- tirar a vantagem da posição.

Aparentemente Luís Fabiano não tocou na bola (se tocasse, era a condição 1), mas ele levou a marcação junto dele, que automaticamente deixa a passagem livre para Dória surgir sozinho (condição 2). Assim, por manifestar interesse em dominar a bola e por tabela confundir o adversário, mesmo sem tocar na bola, o gol foi ilegal.

É claro que com o resultado de 3×0 e a falta de esboço na reclamação do Joinville, o lance passou batido. Mas vale a consideração! Para melhor ilustrar, vamos lembrar de Robinho, nas semifinais do Paulistão entre Palmeiras x Santos: o jogador que deu um corta luz o fez como drible (participando do lance) ou como forma de demonstrar não querer participar do lance? Aqui, LF demonstra claramente querer jogar.

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– A Copa América e seus árbitros! Bons nomes escolhidos?

A Copa América do Chile está prestes a começar, e a Conmebol divulgou “seus homens de preto”.

Para a competição, foram escolhidos os melhores árbitros (sempre o número 1) de cada país do continente (exceto o país-sede, Chile, com 3 nomes), além de convidados da Concacaf. Sendo assim, Sandro Meira Ricci será o nosso representante.

Gostou do nome?

Aqui vai a relação completa:

PAÍS ÁRBITROS                       FUNÇÃO
ARGENTINA  NESTOR PITANA Árbitro
HERNÁN MAIDANA Árbitro Assistente
JUAN PABLO BELATTI Árbitro Assistente
BOLÍVIA RAUL OROSCO Árbitro
JAVIER BUSTILLOS Árbitro Assistente
JUAN P. MONTAÑO Árbitro Assistente
BRASIL  SANDRO RICCI Arbitro
EMERSON DE CARVALHO Árbitro Assistente
FABIO PEREIRA Árbitro Assistente
CHILE ENRIQUE OSSES Árbitro
JULIO BASCUÑAN Árbitro
JORGE OSORIO Árbitro
CARLOS ASTROZA Árbitro Assistente
MARCELO BARRAZA Árbitro Assistente
RAUL ORELLANA Árbitro Assistente
COLÔMBIA WILMAR ROLDÁN Árbitro
ALEXANDER GUZMÁN Árbitro Assistente
CRISTIAN DE LA CRUZ Árbitro Assistente
EQUADOR CARLOS VERA Árbitro
CHRISTIAN LESCANO Árbitro Assistente
BYRON ROMERO Árbitro Assistente
PARAGUAI  ENRIQUE CÁCERES Árbitro
RODNEY AQUINO Árbitro Assistente
CARLOS CÁCERES Árbitro Assistente
PERU VICTOR H. CARRILLO Árbitro
CESAR ESCANO Árbitro Assistente
JONNY BOSSIO Árbitro Assistente
URUGUAI *DARIO UBRIACO

*Apresentar provas físicas no dia 25/05/15

Árbitro
MAURICIO ESPINOSA Árbitro Assistente
CARLOS PASTORINO Árbitro Assistente
VENEZUELA JOSÉ ARGOTE Árbitro
JORGE URREGO Árbitro Assistente
JAIRO ROMERO Árbitro Assistente
CONCACAF A confirmar os 2 trios arbitrais

– O Contrato Secreto da CBF!

E não é que, o que todos desconfiavam, realmente é verdade?

Na Seleção Brasileira, há ingerência de terceiros na convocação dos boleiros, provada pela matéria do premiado jornalista Jamil Chade, no Estadão do último sábado.

Ele trouxe os detalhes do “contrato secreto” com os árabes da Kentaro/ISE e provou a venda da autonomia da convocação do Escrete Canarinho.

Primeiramente Ricardo Teixeira, depois Marco Polo Del Nero, ganharam muito dinheiro permitindo cláusulas aos compradores dos direitos de comercialização dos jogos da Seleção de refutarem jogadores que não fossem midiáticos ou que não atendessem interesses de marketing. Dependendo da ausência de alguns nomes, as taxas pagas poderiam ser reduzidas a 50% como “penalidade”. 

Quer mais prova do que esse escândalo de que a Seleção Brasileira não é e nunca foi do povo, nem composta dos melhores? É uma Seleção Privada!

Com a palavra Mano Meneses, Felipão e Dunga, treinadores presentes nesse período do contrato. 

O pior é que os clubes ficam sem os seus atletas “para servirem” a CBF.

Não deveriam mais liberar os jogadores!

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– Boca Jrs x River e a Lei do Mais Forte

Ainda estamos no tempo em que o “mais bandido” ganha – ou ao menos tenta ganhar – no futebol sulamericano. Vide o último e lamentável episódio protagonizado pelos barrabravas argentinos, hooligans da pior espécie travestidos de torcedores de futebol.

Os membros da “La 12”, a maior e mais violenta torcida organizada do Boca Júniors, conseguiram atingir com uma mistura de gás pimenta e ácido muriático os adversários do River Plate. Sabidamente, os dirigentes argentinos  têm ciência que esses organizados são ligados ao narcotráfico e nada fazem. Pior: conseguem ingressos e benefícios junto a diretoria boquista (alguma semelhança com a relação entre as grandes torcidas organizadas do Brasil e seus cartolas?).

Duas pisadas de bola dos atletas do Boca Júniors:

1) Aplaudiram a torcida após o incidente;

2) Apoiaram o depoimento do ítalo-argentino Osvaldo, atacante do time, que declarou que “5 mafiosos gordos de terno eliminaram o Boca”, se referindo à Comissão da Conmebol que excluiu o time devido ao incidente.

A verdade é que os jogadores parecem não ter se sensibilizado de tudo isso. Para mim, a pena (eliminação do Boca Jrs na Libertadores-15 e multa de 200 mil dólares) é branda demais! Mas ainda assim há gente que defende a violência, a malandragem e o vale-tudo no esporte.
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– As Boas Idéias Propostas por Sálvio Spínola e Carlos Simon

Sempre aprendi: pior que não ler um jornal, é ler apenas um único! Assim, gosto de ouvir sempre várias opiniões sobre os assuntos que me interesso, filtrando o joio do trigo e com os bons conhecimentos solidificar uma opinião.

Para tanto, ouço e leio das coisas boas às ruins, sempre tomando o cuidado de não me empolgar com aqueles que sou fã e admiro e, ao contrário, respeitando até mesmo àqueles que sei que escrevem com desprezo ou chapa-branquismo.

Pois bem: Sálvio Spinola escreveu (como sempre faz em seus bons textos na ESPN.com) algumas medidas para a melhora do futebol. Paralelamente, vejo algumas boas idéias semelhantes às que Carlos Eugênio Simon também escreveu em seu blog do canal concorrente, no FOXSports.com.

Vi nas páginas virtuais desses dois comentaristas de arbitragem que existem críticas sobre a posição deles, como as de Marco Antonio Martins (presidente da ANAF) e a de Marcelo Marçal (editor do ApitoNacional.com.br, em seu próprio site) que, em suma, discordam de que a CBF seja a responsável pelo patronato dos árbitros e tecem tênues críticas aos mesmos por terem sido, no caso de Simon, influente membro da vida sindical gaúcha, e no caso de Sálvio, ex-cartola da Conmebol.

Eu, na minha humilde opinião, SOU TOTALMENTE FAVORÁVEL ao conjunto de idéias desses dois ex-árbitros da FIFA.

Em especial, defendo incontestavelmente quanto a urgente profissionalização da arbitragem, que deveria ser assumida pela milionária CBF, pagando FGTS, 13o, INSS e assinando um contrato de médio prazo com os chamados “árbitros de elite”. E na mesma importância, sou crítico ao modelo adotado de mistura entre dirigentes sindicais e cartolas das comissões de arbitragens / vedores / observadores ou seja lá como for. Afinal, como o cara pode ser defensor do árbitro presidindo o Sindicato e ao mesmo tempo trabalhando para o patrão (CBF / Federações Estaduais)? E junte-se a eles a opinião do ex-árbitro Alfredo dos Santos Loebeling, que em recente entrevista à Rádio Jovem Pan criticou o fato de que gente incapacitada há muito comanda a arbitragem, citando, em especial o Coronel Marcos Marinho. Euclydes Zamperetti Fiori, ex-árbitro, escreve toda semana essa realidade no Blog do Paulinho.

O que mais me deixa indignado é que a cartolagem do apito, ao invés de receber humildemente as críticas, solta as mais manjadas pérolas e desculpas para a fuga do mea culpa, como: “quando estava lá não dizia isso”; “este que critica nunca fez nada”; “reclama mas é frustrado por não estar / ter chegado lá”, e outros subterfúgios de arrogância.

O certo é: há 10 anos são as mesmas pessoas que comandam a arbitragem paulista e ela perdeu em dignidade, sem revelar ninguém! E no cenário nacional, o mesmo grupo vive e sobrevive há perder de anos, nada fazendo de diferente ou revolucionário!

Para quem gosta do assunto, compartilho os dois textos que, confesso, gostaria de tê-los escrito tamanha a precisão nas feridas tocadas!

Abaixo, compartilho:

            A) Carlos Eugênio Simon

O APITO NO BRASILEIRÃO 2015

Extraído de: http://www.foxsports.com.br/blogs/view/199912-o-apito-no-brasileirao-2015

A bola começou a rolar nos gramados brasileiros no final de semana em mais uma edição do Campeonato Nacional, o Brasileirão. É certo que juntamente com a competição também retornarão as críticas e as polêmicas em relação ao trabalho de árbitros e assistentes, que este ano não mais poderão contar com a presença dos  árbitros assistentes adicionais, aqueles que ficavam atrás da meta, do gol.

É natural que ocorram reclamações contra a atuação dos homens e das mulheres do apito e das bandeiras, visto que o futebol é um esporte que envolve paixões intensas. Porém, é possível adotar algumas providências capazes de diminuir a ocorrência de erros e, também, preservar a autoridade e a integridade moral do árbitro. 

Em primeiro lugar, não pode ocorrer o que aconteceu no ano passado, quando a confusa orientação de bola na mão ou mão na bola acarretou várias penalidades marcadas equivocadamente. Também é imprescindível que a Comissão Nacional de Arbitragem da CBF dê respaldo total aos árbitros, posicionando-se a favor do profissional sempre que o mesmo for alvo de agressões e avaliações que vilipendiem a sua honra. Num mundo ideal, o árbitro deveria se preocupar apenas em apitar o jogo, e para que isto ocorra é preciso ter tranquilidade, apitar com alegria e gostar do que se está fazendo, (depois de 5 anos longe dos gramados, as vezes me imagino correndo na diagonal…). Assim sendo, é também no sentido de garantir minimamente esta tranquilidade que a Comissão de Arbitragem deve atuar. E não apenas ela. Igualmente a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf) tem por obrigação ser mais atuante, presente e incisiva na defesa dos interesses da categoria. Entendo que sendo membro, diretor, secretário ou presidente da Anaf os mesmos não deveriam ter nenhum tipo de vínculo, como por exemplo delegado, observador, etc… da CBF – assim sendo teriam mais independência para encaminhar as reivindicações dos seus associados.

Buenas, amigos, apesar da fragilidade das condições favoráveis para que a arbitragem exerça o seu ofício com serenidade, torço para que os árbitros e assistentes realizem um bom trabalho no Brasileirão. A bola está rolando, boa sorte aos que estão no campo de jogo.

            B) Sálvio Spinola Fagundes Filho

17 MEDIDAS SIMPLES QUE A CBF PODE ADOTAR PARA MELHORAR A ARBITRAGEM BRASILEIRA

Extraído de: http://espn.uol.com.br/post/507343_17-medidas-simples-que-a-cbf-pode-adotar-para-melhorar-a-arbitragem-brasileira

São 17 as regras do futebol, e, por analogia, elenquei 17 ações de simples aplicabilidade que a CBF pode adotar para melhorar a arbitragem brasileira.

Dizer que está tudo bem na arbitragem é fugir do problema, é se esconder ou viver em outro mundo. Usar de dados estatísticos para mostrar eficiência na arbitragem é enganar a si mesmo.

A arbitragem precisa melhorar, se fortalecer e ganhar credibilidade do mundo do futebol.Erros acontecerão em qualquer lugar que tenha jogo de futebol, aliás, eu cometi muitos, não falo do árbitro e sim da instituição arbitragem.

Durante mais de 20 anos estive nos campos apitando jogos e hoje convivo com jornalistas, jogadores, treinadores e dirigentes, e, em todos os segmentos tem unanimidade: A arbitragem não está bem.

O futebol mudou, está mais veloz. A tecnologia evoluiu com muito mais câmeras e melhor resolução, e a arbitragem ficou estagnada.

Sim, ficou estagnada, nada foi feito nos últimos 20 anos, apenas mais cobrança aos árbitros, rigor no teste físico, alguns cursinhos, mas na estrutura nada foi feito.

Vamos às propostas, lembrando que sempre que uso o termo árbitro, serve para os assistentes e para as mulheres:

1) EXCLUIR DA RESPONSABILIDADE DO ÁRBITRO AS ROTINAS ADMINISTRATIVAS

A CBF tem que atribuir ao Delegado do Jogo as responsabilidades administrativas do evento, deixando o árbitro com a única função (que já é muita) de cumprir as regras, apitar o jogo. Funções administrativas com gandulas, mascotes, imprensa, câmeras, hino, minuto de silêncio, horário de entrada das equipes, faixas de protesto e muito mais, tem que ser da entidade e não do árbitro, como fez a FIFA na Copa do Mundo.

2) ARBITRAGEM COMANDADA POR PROFISSIONAIS COM CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DE PESSOAS

A arbitragem brasileira deve ser comandada por profissionais com dedicação exclusiva, profissionais estes com capacitação em gestão e principalmente na gestão de pessoas, não priorizando as técnicas militares, como se usa hoje. Atualmente a arbitragem brasileira é comandada por 2 ou 3 pessoas com dedicação exclusiva para gerenciar mais de 500 árbitros. Algumas federações estaduais tem a estrutura organizacional da arbitragem muito superior a da CBF.

3) CONTRATAR UM INSTRUTOR TÉCNICO POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO PARA QUALIFICAÇÃO E CORREÇÕES TÉCNICAS

São tantos Instrutores técnicos no Brasil e nenhum com definição oficial para instruir e fazer correções diretamente com o árbitro. Com a definição do instrutor técnico chancelado pela CBF o árbitro vai ficar mais confortável para receber a informação e se empenhar para corrigir.

4) CONTRATAR UM PREPARADOR FÍSICO POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO PARA MONITORAMENTO DA CAPACITAÇÃO FÍSICA DO ÁRBITRO

Cada vez mais o árbitro precisa ser atleta, estando com o preparo físico em dia. Com o monitoramento pela CBF, ela terá informações diárias das atividades realizadas por cada árbitro e a Comissão de Arbitragem terá subsídios para escalar o árbitro. O modelo atual de apenas fazer testes físico já está ultrapassado, a entidade tem que estar presente no dia a dia do árbitro e parar de pensar que o árbitro tem que ser auto didático, na sua cidade, no seu estado se preparando, isso não acontece.

5) A CBF ASSUMIR A RESPONSABILIDADE PELO ÁRBITRO

É a principal mudança e mais urgente. Desde 2003 o calendário do futebol brasileiro mudou drasticamente com o Estatuto do Torcedor. A CBF passou a ter campeonatos de abril a dezembro, e nada mudou na arbitragem brasileira, os árbitros continuam sendo formados pelas Federações e são “emprestados” para a CBF, para atuarem em jogos organizados pela entidade nacional. Passou da hora de inverter isso, os árbitros tem que ser da CBF e quando as Federações precisarem pede “emprestado”. A CBF precisa ter seus árbitros de janeiro a dezembro e passar a formar árbitro, não apenas qualificar.

6) DEFINIÇÃO NOMINAL DOS ÁRBITROS QUE ATUARÃO POR SÉRIE

O árbitro não sabe que campeonato vai apitar e o mundo do futebol não sabe quais árbitros vão atuar no campeonato. No ano passado, em 38 rodadas, na série A, 15 árbitros apitaram 1 jogo e, na série B, 23 apitaram somente 1. Por quê? Não tiveram boa atuação? Ninguém sabe. E pior, o árbitro que foi bem fica mais revoltado, porque fica esperando nova escala e ela não vem.

A CBF pode definir 50 árbitros e 100 Assistentes para Séries A e B. Utiliza-se 2/5 por rodada, sendo possível fazer rodízio e não repetir árbitros nas equipes.

Define-se outro grupo para séries C e D, e outro grupo para jogos Amadores.

7) MERITOCRACIA

É o melhor modelo, escala e acesso de divisão por mérito, capacidade, bom desempenho. Estando os árbitros sobre a responsabilidade da CBF, a entidade deixa de cumprir pedidos das federações para escalar seus árbitros e premia somente os melhores, com critério técnico, sem divisões por estados.

8) RODÍZIO NA ESCALA DOS ÁRBITROS

Definir o critério de escalas com ampla divulgação, onde o árbitro não pode atuar em jogos da mesma equipe, no máximo dois jogos na casa da equipe e outros dois fora.

9) FEEDBACK PÓS-RODADA COM TODOS OS ÁRBITROS USANDO SISTEMA DE CONFERÊNCIA

O modelo é adotado no México, país também com grande extensão territorial. Não adianta enviar e-mail exclusivo para o árbitro do jogo ou no grupo de watsapp, todos os árbitros precisam saber o que pensa a comissão e os instrutores.

10) TECNOLOGIA DA LINHA DO GOL

Já comprovado sua eficiência. São 20 estádios para Série A e a tecnologia não será utilizada. A justificativa para não implantar é o custo. Conversei com alguns profissionais de publicidade e todos falaram que várias empresas de tecnologia tem interesse em patrocinar este projeto, é apenas uma questão de querer, e colocar o departamento de marketing para trabalhar. Em conversa com o assistente da Copa Marcelo Van Gasse, primeiro árbitro assistente a ter gol validado com uso da tecnologia, no jogo França x Honduras, ele deu uma declaração muito importante: “A tecnologia não ajuda somente para validar ou não o gol, ajuda muito no impedimento e nas demais atribuições, porque tiramos das nossas costas a responsabilidade de ver se a bola entra ou não, ficamos mais leve e isso ajuda a acertar.” Por que não implantar?

11) ALTERAR A FORMA DE REMUNERAÇÃO DOS ÁRBITROS

O Brasil é o país que mais paga para um árbitro por jogo, mas é o que menos paga por ano. Para se ter uma ideia, um árbitro FIFA na série A ganha por jogo R$ 3.800,00, e este mesmo árbitro para apitar a Copa Libertadores ganha US$ 800,00, aproximadamente R$ 2.400,00. O árbitro precisa de segurança financeira para se organizar na vida. No mundo tem vários modelos de remuneração muito melhor que o adotado no Brasil. A CBF pode copiar, por exemplo, a AFA. Lá, os árbitros argentinos tem uma remuneração mensal e mais uma pequena taxa por jogo. Esse modelo dá mais tranquilidade aos homens do apito e da bandeira e permite a CBF adotar mais cobranças, mais eficiência, mais dedicação.

Pode-se também implantar remuneração indireta, como: pacote de tv por assinatura, academia de ginástica, suplemente alimentar, e outros. A vantagem desta remuneração é o retorno para o próprio futebol, porque qualifica o árbitro e melhora as atuações. Na dificuldade financeira o árbitro não assiste seu jogo porque não tem dinheiro para pagar tv por assinatura, não treina porque não paga academia, economiza onde pode. Este tipo de remuneração pode gerar economia de impostos, onde toda taxa do árbitro é tributada.

12) PRONUNCIAMENTO DA COMISSÃO DE ARBITRAGEM NO PÓS-RODADA


Um dos principais problemas da arbitragem brasileira é a credibilidade, todos desconfiam. A arbitragem brasileira é composta de pessoas honestas e a forma de mostrar esta credibilidade é acabar com a “caixa-preta”. A Comissão de Arbitragem deve se pronunciar oficialmente ou com habitualidade ou nos momentos críticos, nos grandes erros, nas grandes polêmicas. A FIFA utilizou deste expediente na Copa do Mundo, o Presidente da Comissão de Arbitragem deu pronunciamentos e respondeu perguntas dos jornalistas. Esta é a única forma de falar com o torcedor e conquistar a credibilidade e não atendendo a um veículo ou outro.

13) BUSCA DE TALENTOS

Sendo a CBF responsável por formar e capacitar, a entidade tem que ter “experts” em arbitragem para identificar talentos e desenvolver estes árbitros. Ninguém chega a ser árbitro de alto nível só por querer, depende da sequência nas escalas e crescimento na carreira. Não é aceitável que a CBF emita circular dizendo que não aceitará árbitros “fracos”, o árbitro não é um prestador de serviço que está na sociedade à disposição da entidade, o árbitro tem apenas um empregador: a CBF. E é a entidade que dá as oportunidades para o desenvolvimento do árbitro, se tem árbitro “fraco” é porque a escola, o instrutor e a comissão erraram.

14) DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE PARA GERENCIAMENTO DE ESCALAS

Dizem que tem. Nunca vi. E, se tem, está parametrizado com erros. Como pode o árbitro mineiro Claysson Veloso apitar a final do Campeonato Mineiro (jogo tenso) no dia 26 de abril, dois dias depois estava em Juiz de Fora como quarto árbitro no jogo Tupi x Atlético PR e dois dias depois no interior da Bahia apitando Jacupiense x Náutico (3 jogos em 5 dias), ou o caso do também mineiro Igor Benevenuto que apitou no dia 14 de abril, em Florianópolis Avaí x Operário MT e no dia seguinte estava em São José dos Campos, interior paulista, apitando Santos x Londrina, e o paulista Vinicius Furlan que no domingo apitou a final do Campeonato Paulista Palmeiras x Santos, com muitos questionamentos, e na quarta feira estava em Capivari, interior paulista, como quarto árbitro no jogo Capivariano x Botafogo (escala desproporcional, depois de apitar a final foi escalado como quarto árbitro em momento inoportuno). São muitos os exemplos que um software resolveria, fica a impressão que o controle é feito em um papel ou em um caderno, vai ter erro.

15) RESGATAR A ALEGRIA DE APITAR UM JOGO DE FUTEBOL

Cada vez mais o árbitro está tenso, apreensivo e com medo, e isso é o preâmbulo para o erro. Como sempre dizia o sábio Armando Marques: “o árbitro precisa gostar de ser árbitro” ou “apitar um jogo de futebol é desfrutar do que você gosta de fazer”. Para resgatar a alegria de apitar um jogo de futebol é necessário o fortalecimento dos árbitros, com apoio e não com temor ou ameaças, onde alguns instrutores se colocam mais importantes que os árbitros, causando medo antes dos jogos.

16) DEPARTAMENTO DE ARBITRAGEM COM INDEPENDÊNCIA E ISENÇÃO

A escala do árbitro tem que ser técnica, por mérito e a comissão de arbitragem não pode atender a favores ou pedidos de nomes para apitar jogos de determinadas equipes. Atuar com isenção, sem favores políticos.

17) TRANSPARÊNCIA NOS CONTRATOS DE PUBLICIDADE QUE ENVOLVA OS ÁRBITROS

Sim, a CBF é uma entidade privada, mas negociar o “corpo”, a “imagem” do árbitro e não trazer o árbitro para participar destas negociações ou deixa-los cientes dos valores pactuados é no mínimo exploração. O árbitro não fala nada porque teme retaliações, e as entidades representativas dos árbitros são fracas e comprometidas com a CBF, mas é um item de total desmotivação que cria uma relação de antipatia do árbitro com a CBF.

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– Deus x Diabo jogaram pela Libertadores?

Corinthians e São Paulo foram eliminados na Copa Libertadores da América. O Timão justifica mal futebol e alguns dizem que a culpa é no atraso do pagamento dos salários. Já o Tricolor não manteve o ritmo do jogo de ida e sucumbiu nos tiros penais.

E quem classificou? Deu mérito a quem?

O Guaraní paraguaio, algoz corinthiano, creditou ao conjunto e desenho tático do seu treinador espanhol. Mas o Cruzeiro…

Em entrevista à Fox Sports, o goleiro Fábio, capitão da equipe mineira, em toda e qualquer pergunta repetia que a vitória foi do Senhor, dizendo incansavelmente “Glória a Deus que me curou a todo o questionamento. Chegou a ser hilário o repórter perguntar derradeiramente o que ele achava da vitória cruzeirense marcar a despedida do seu colega de ofício Rogério Ceni e ele não responder a questão, entoando um discurso religioso e louvores ao Céu.

RESPEITO TODA E QUALQUER RELIGIÃO, mas se você ouvir a fala de Fábio, se assusta com tamanho fanatismo e se questiona: Quer dizer que “quem rezou mais ganhou”? Esqueça os esquemas táticos, treinos físicos ou capacitações: o que valeu foi a fé?

Repito: respeito toda e qualquer religião, mas tal discurso leva-se a entender que Deus é quem marca gols ou defende os chutes no futebol, em demérito ao “maldito, diabólico e inimigo” adversário.

Ora, esse deus é o Deus do amor ou um deus de conveniência?

O discurso proselitista do goleiro Fábio impressiona pelo fanatismo que cega: se Deus faz um time ganhar o jogo, ele menospreza e faz perder seus filhos que rezaram/ oraram a ele do outro time?

O futebol está ficando chato nas entrevistas. Parece que Deus abençoou Fábio e amaldiçoou Lucão, Luís Fabiano e Souza.

Fiz 4 anos de teologia no Centro Catequético da Diocese de Jundiaí. E um dos nossos professores, Padre Lucas, sempre correlacionava os 10 Mandamentos com o Pai Nosso, trazendo o questionamento:

Se eu rezo ‘santificado seja o vosso nome’ e sei que ‘não devo tomar o Santo Nome de Deus em vão’, tenho que tomar cuidado para não se atribuir ou proclamar equivocadamente um falso Deus ou um Senhor manipulável, avacalhando a sagrada fé.”.

Será que com tanta guerra, pobreza, discórdia e intolerância, Deus (tão bondoso e generoso), agirá para que um time de futebol perca em campo? Certamente ele se preocupa muito mais com coisas necessárias do que as fúteis como o futebol.

Talvez, na lógica de Fábio, seja por isso que nenhum clube hinduísta, muçulmano, budista ou até mesmo ateu tenha vencido uma importante competição. E viva Salvador /BA, onde todo BaVi (em tese) termina empatado. Ou não termina?

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– Atrasar salário não é estar bem!

Historicamente, o São Paulo FC se gaba – e com razão – de ser um clube organizado, profissional e com ótima infraestrutura.

Entretanto, às vésperas do importante jogo contra o Cruzeiro pela Libertadores da América, soube-se que os jogadores estão com os salários atrasados em 45 dias.

Mas a resposta da diretoria soa com um pouco de arrogância (como a maioria dos times que devem salários), pois, segundo ela, “são apenas os direitos de imagem atrasados em 45 dias por culpa do fluxo de caixa”.

Ora, atrasado um dia, atrasado de fato! Salário é algo sagrado e custa-me crer que, em pleno século XXI, alguns clubes tenham como diferencial o pagamento em dia. Qualquer atraso deve ser condenável.

Com altíssimos salários pagos e gastos muitas vezes indevidos, incluindo-se neles as comissões legais mas imorais pagas a empresários, os 4 grandes clubes paulistas dão um tiro no pé em suas gestões. Hoje, os noticiários falam de “meses de atraso no direito de imagem” de Santos e Corinthians, além do palmeirense Cleiton Xavier reclamar de não-pagamento. MESES! E, sabemos, o Direito de Imagem é na maior parte das vezes o verdadeiro salário dos atletas.

Negocia-se mal e depois a torneira seca. De onde pingar mais dinheiro?
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– Árbitros de Corinthians x Guaraní (PAR) e Cruzeiro x São Paulo

Imagine só: se você tem um árbitro muito jovem e outro veterano, sendo o primeiro inexperiente e o outro muito rodado, tendo um clássico e um jogo de grande contra pequeno, em qual jogo você os escalaria?

Pois bem: para Corinthians x Guaraní do Paraguai, no Itaquerão, teremos o experientíssimo chileno Enrique Ósses, de inúmeras decisões internacionais e clássicos da América do Sul. Já para Cruzeiro x São Paulo, no Mineirão, teremos o novatíssimo uruguaio Andrés Cunha, jovem e desconhecido para a maioria.

Cá entre nós: a lógica e o bom senso não mandariam a inversão desses árbitros? No clássico brasileiro, árbitro habituado a tal jogo. No jogo entre grande e pequeno, árbitro mais jovem.

E você, o que acha dessas escalas?

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– O assassinato da Série A

Acompanho em gênero, número e grau as idéias do jornalista Heitor Freddo sobre o Brasileirão e a importância que a CBF deu (ou melhor, não deu) a ele.

Segue texto e link para o post e blog de Heitor (abaixo):

Avatar de Heitor FreddoHeitor freddo

Grandes clubes dependem de ídolos. A torcida precisa para se animar e a história exige, para fazer jus ao peso daquela camisa.

Grandes jogadores formam as seleções nacionais. Logo, se o seu time tem um ídolo, nada mais natural do que torcer para que ele dispute os principais torneios entre países.

O problema é que no Brasil isso significa a morte do Campeonato Brasileiro.

Vem aí a Copa América. Ontem foi o último dia para os técnicos entregarem as listas dos convocados. Última chance de dar uma facada no peito do torcedor de grandes clubes brasileiros.

A seleção de Dunga já era conhecida e o torcedor do Santoa já sabe o peso de ter Robinho entre os convocados. P Peixe vai perder seu melhor jogador, o cara que ganhou o Paulistão, por 8 jogos. E veja quais são os adversários: Sport, São Paulo, Ponte Preta, Atlético-MG, Corinthians, Internacional, Fluminense e…

Ver o post original 220 mais palavras

– Times Paulistas Ciganos versus Magnatas Europeus

É sabido que grandes investidores – empreendedores, malucos ou mafiosos – gastam muito dinheiro no futebol da Europa.

O francês PSG se agigantou com os petroeuros de um príncipe catari; o inglês Manchester City cresceu com os dólares de um emir; diga-se o mesmo do seu co-irmão Chelsea (antes, uma “Portuguesa da Inglaterra”) com o bilionário russo Abramovich; e por aí vai.

Aqui o cenário é diferente: empresários compram pequenos times do futebol para fazer negócios. Vide o mineiro Tombense, de Eduardo Uram. Lembram do Iraty de Juan Figger?

Agora, vemos tal fenômeno no Estado de São Paulo: tivemos o Guaratinguetá virando Americana FC, saindo do Ninho da Garça no Vale do Paraíba e pousando na Princesa Tecelã. Depois assistimos o Grêmio Barueri se transformar em Grêmio Prudente e do ABC migrar para o Noroeste Paulista. E, em breve, outra situação inusitada: o Oeste da quente e agrícola Itápolis se tornará mais um time da Região Metropolitana de São Paulo, trocando a terra da laranja e da goiaba por Osasco.

Mário Teixeira, executivo de sucesso do Bradesco e apaixonado por futebol, tentou fazer outrora uma parceria com a Portuguesa de Desportos. Não deu certo. Findado o Paulistão e sem possibilidade de manter ativo o seu clube, o Audax de Osasco (ex-Pão de Açúcar Esporte Clube) por culpa de falta de campeonato (não pense no sacrilégio de acreditar que fosse por falta de dinheiro), resolveu encerrar o vínculo com seus atletas e dissolver sua equipe até o ano que vem. Dessa forma, arrendou o time do Interior para disputar a Série B do Brasileirão, remontando o Oeste, agora em Osasco.

O interessante é que tudo isso é feito, felizmente, de maneira honesta e dentro da lei. Claro, com dinheiro.

Enquanto isso, nenhum magnata, mecenas apaixonado ou árabe afortunado resolve brincar de futebol com outros times… nosso Paulista de Jundiaí que o diga, tentando arranjar fundos e boas idéias para a disputa da Copa Paulista com as forças vivas da cidade.
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– Os 3 pontos da Rodada 1 valem tanto quanto os da 38

No Campeonato Brasileiro de pontos corridos, há alguns detalhes que passam despercebidos. Um deles é a questão das vitórias nas primeiras rodadas, quando o torneio “ainda não pegou” e podem “acumular gordura”.

Vide São Paulo e Corinthians: arriscaram com seus times reservas/ mistos e conseguiram 3 pontos. E é inevitável não refletir a decisão do Cruzeiro em levar o jogo para Cuiabá. Entenda: mesmo jogando em casa (com time reserva), perdeu para o Corinthians e levou um pequeno número de torcedores cruzeirenses. Marcelo Oliveira, o treinador, reclamou que havia mais torcedores do Timão na Arena Pantanal do que do time mandante.

Já imaginaram se na Rodada 38 do Brasileirão estiverem empatados na liderança o Cruzeiro e o Corinthians? Os 3 pontos necessários para um título na última rodada valerão a mesma coisa dos 3 pontos da Rodada Inicial. Aí vai doer no coração ter jogado com time reserva e ter vendido o mando de jogo…

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– Quase dois anos de Mudanças nas Orientações na Regra de Futebol…

1- Vanderley Luxemburgo discutiu com o gandula no Morumbi, no jogo entre São Paulo x Flamengo, pois a bola não foi dada na mão do seu jogador (ela foi rolada pelo chão).

2- Rafael Silva comemorou um gol no Maracanã subindo as escadarias que levavam à arquibancada e não foi punido.

3- As dúvidas entre bola na mão e mão na bola continuam agitando os programas esportivos, graças ao tal do “movimento anti-natural” que apareceu numa recomendação e aqui se entendeu tudo errado!

4- Na final do Mineirão, Jô recebe em impedimento uma boa desviada e a polemica nasce. Tirou ou não a condição ilegal? E tantas outras discussões ocorreram nos últimos dias…

Tudo isso por um único problema: a COMUNICAÇÃO da FIFA!

Entenda: em 01 de julho de 2013, um “pacotão” de alterações foi promovido no futebol, mas pouco foi debatido sobre elas. Jogadores, treinadores, jornalistas e até árbitros demoraram um pouco para assimilação (alguns, até hoje não assimilaram).

São 9 destaques que resumo abaixo:

1- Está proibido que atletas zombem da torcida adversária em comemorações de gol; bem como nos estádios em que não há alambrados separando a torcida e do campo (onde existem as escadas de segurança) ocorram comemorações exaltadas (como a proibição, por exemplo, de um jogador que sai do campo de jogo e vai comemorar na torcida). Para essas situações: cartão amarelo

2- Há tempos a FIFA autorizou a permanência de até 12 reservas no banco de suplentes, mas somente em 2014 o Brasil adotou a medida. Nos estádios da 1a divisão do Brasileirão, há as adaptações pertinentes pois os espaços eram diminutosMas e no interior do Brasil? Convocar 23 atletas para uma partida muitas vezes não tem sido tarefa fácil. No Paulistão, continuou-se com 18.

3- Numa circular da FPF de 22/07/13, uma curiosidade: a Comissão de Árbitros sugere cuidados com os acréscimos, pois “5 ou 10 segundos em excesso podem modificar o jogoOra, quando se aponta 3 minutos de acréscimos, significa que não se pode acabar a partida antes desse tempo, e que o jogo vai ter NO MÍNIMO 3. Acabar o jogo entre 3’00 e 3’59” é o correto. Se precisar de mais 10 segundos, avise ao quarto-árbitro que terá mais um minuto de acréscimo, para que seja possível acabar o jogo entre 4’00 e 4’59”.

4- No mesmo documento citado no item acima, está avisado que os árbitros estão PROIBIDOS de pedir a bola para encerrar o jogo. Deve-se apitar o final a partida, simplesmente. Para mim, pura bobagem tal orientação.

5- Qualquer faixa ofensiva (racista, homofóbica, religiosa, xenófoba, política, que faça apologia à violência ou que cause constrangimento) deve ser retirada pelo policiamento. Se não for possível, a partida deverá ser interrompida. Fica a pergunta: e se existir uma faixa escrita: “Fora Marco Polo”, e o torcedor insistir com ela, não terá jogo?

6- Antes dos jogos, os árbitros deverão se reunir com os gandulas, que agora têm um procedimento padrão: devem rolar a bola somente pelo solo aos atletas. Os gandulas estão proibidos de jogar a bola pelo alto ou de colocar ela no local do reinício do jogo.

7- Uma das mais importantes modificações: está proibido rádio ou telefone celular em campo. Acabou a comunicação eletrônica entre treinador fora de campo e assistente técnico no banco de reservas. Se um treinador for expulso, não poderá se comunicar com aparelho junto com seu auxiliar (e em qualquer situação, treinador expulso ou que dê preferência por assistir ao jogo na arquibancada, não poderá se comunicar por qualquer modalidade: seja por telefone, por email, por bilhete ou gritando com seus atletas); mas… e se for na Rua Javari ou na Comendador Souza, onde os bancos de reservas ficam ao lado dos alambrados? Fernando Diniz, pelo Audax, dirigiu sua equipe aos berros na arquibancada em 2013, após ser expulso nesse ano num jogo pelo Paulistão da A2. Recentemente, um assistente técnico do Palmeiras foi expulso pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro na partida contra o Atlético Paranaense em Curitiba, pela Copa do Brasil, por fazer uso do rádio. Sem contar que Osvaldo de Oliveira, expulso no Paulistão, deu orientações aos seus jogadores que se aproximavam dele na arquibancada, contra o Santos.

8- A mudança da interpretação de mão na bola: lances de atletas que pulem com os braços extremamente abertos propositalmente e que a bola bata neles não devem ser considerados involuntários. A idéia, segundo uma corrente, é de: quem “se faz por descuidado” tende a querer interferir na jogada. Sendo assim, não seria um acidente de trabalho ou casualidade, mas sim uma intenção faltosa disfarçada. Portanto, deve-se avaliar o movimento anti-natural dos braços que vise ludibriar o árbitro. NÃO CONFUNDA COM IMPRUDÊNCIA (mão na bola continua valendo somente a intenção). Aqui, não mudou a Regra, mas sim acrescentou-se o alerta para que o árbitro fique atento ao jogador malicioso, que deixa o braço bater na bola ao invés de tirá-lo ou ainda que, por exemplo, numa barreira pule com eles erguidos tentando bloquear a bola (lembrando que bola que bate na mão que protege o rosto ou partes íntimas, incluindo-se os seios no futebol feminino, NÃO É INFRAÇÃO). Infelizmente, no Brasil a orientação foi confusa e creditada a um suposto erro de entendimento do instrutor Jorge Larrionda, que houvera dito que a maioria dos lances de mãos seria pênalti. No final de 2014, em um simpósio da CBF, tentou-se minimizar tais situações. Os erros diminuíram, mas não acabaram.

9- O novo entendimento de “impedimento ou não” em lances desviados em adversários: Se um atacante chutasse para o gol e a bola desviasse num adversário, mas sobrasse para seu companheiro que estivesse do outro lado do campo, ele estava impedido por tirar vantagem de uma posição. Agora, bola desviada que sobre para um atleta que não participava originalmente da jogada, mesmo ele estando mais próximo da linha de fundo do que dois adversários e a bola (a definição clássica de impedimento), é lance legal. Mas atenção: aqui, a bola foi desviada e caiu para alguém que não participava do lance, sendo diferente da situação na qual um jogador esteja sozinho e receba uma bola de rebote de goleiro, ou ainda quando lhe é lançada uma bola e ela bate no zagueiro (pois, afinal, a bola era para ele e ele a recebeu mesmo após bater no adversário). Para ambas situações continua sendo impedimento. Continua valendo a máxima: desvio não tira impedimento (com exceção ao lance modificado).

E aí, há quase dois meses com tais modificações, você já sentiu muitas diferenças? Tem visto dificuldade em interpretá-las?

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– Hoje não era dia para ter a Abertura do Brasileirão!

Em um calendário utópico e ideal, hoje não era para ter “Rodada de Abertura” do Brasileirão.

Justo no Dia das Mães?

Pense: Quantas pessoas estariam indispostas a deixar o convívio do seu lar para ir a uma partida de futebol?

Almoço mais tarde, confraternização mais longa, tudo levando à diminuição de público. Mais: logo na Rodada 1, por culpa da Libertadores, São Paulo, Corinthians; Cruzeiro; Atlético Mineiro e Internacional jogando com equipes reservas.

A Primeira Rodada deveria ser com festa, pompa, com todos os clubes mostrando força máxima e em dia ideal. Nunca hoje!
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– O Saudosismo da F1: Nelson Piquet, Ayrton Senna, Fittipaldi…

Estou assistindo ao GP de Fórmula 1 na Globo. É deprimente não ter brasileiros para se torcer por vitória, já que Massa nada aspira e Nasr ainda é iniciante.

Acho que só melhorarei quando colocar vídeos do YouTube com Senna, Piquet…

Que saudade desses caras! 

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– O Departamento de Ética do Futebol Brasileiro!

Cruz-Credo… A CBF criou uma diretoria de Ética e Transparência. Para chefiá-la, convidou o deputado federal Marcelo Aro.

E ele é um bom nome?

Avalie: Marcelo é filho do José Guilherme Ferreira e sobrinho de Elmer Guilherme, cartolas que reinaram na Federação Mineira de Futebol por muitos anos.

O detalhe é que seu pai e seu tio foram afastados de seus cargos em 2003 pelo Ministério Público, que pediu prisão preventiva a eles, denunciados então por formação de quadrilha, falsificação de documentos e apropriação indébita.

Pelo parentesco, parece que as referências não são boas. Aliás, é mais um da bancada da bola a assumir cargo na CBF.
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– Planejamento é com a CBF! Gallo que o diga…

E não é para criticar?

Marco Polo Del Nero bancou Alexandre Gallo na Seleção Sub20. O fortaleceu ainda na gestão Marin. Disse que ele estava garantido no cargo quando balançou no final do ano e, justo agora que o treinador convocou a equipe para o Mundial da Categoria, às vésperas da competição, demitiu-o.

Isso é planejamento?

O gozado é que o novo técnico (seja ele quem for) vai para a Copa do Mundo Sub 20 com jogadores que ele não convocou.

Fica valendo o sentimento: #GER7x1BRA.
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– Sem salário mas ganha; sem salário mas perde?

Há coisas no futebol que merecem semanas de discussão.

Santos e Corinthians estão com salários atrasados – e não é de “só” um mês.

O Peixe jogou muito, se doou em campo e conquistou o Paulistão.

O Timão deixou de ser vibrante, se acomodou e jogou sonolento na Libertadores.

1) Será que os fatores “final de campeonato”, “bom papo da diretoria” e “clima do vestiário” ajudaram o time da Vila Belmiro, fazendo com que o atraso do pagamento fosse deixado de lado nesse momento?

2) Ao mesmo tempo, será que o imbróglio da renovação de Guerrero, o estádio a pagar e conflitos com a diretoria do time do Parque São Jorge estão sendo determinantes para que o atraso no pagamento fosse levado à discussão nesse momento?

Em tese, pode ser isso. E será que é?

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– O Paradigma das escalas será quebrado?

Se der problema, a fumaça vai ser grande…

Sempre defendi que nas escalas do Campeonato Brasileiro devem estar os melhores, sejam de onde for. A CBF pensa diferente: busca talentos de estados não tão importantes para o cenário da 1a divisão, a fim de permitir maior quantidade de árbitros “neutros”. Vide Sidrack Marinho, juiz do Sergipe que, pelo fato de morar em um estado em que não tínhamos times na elite, podia apitar qualquer confronto que não existiria crítica.

Pois bem: quando começaram a fazer a experiência dos Adicionais (AAA), eles eram do mesmo estado do clube mandante. As críticas surgiram por ser uma “economia burra”. Até que, após algumas contestações, eles passaram a ser de estados vizinhos dos clubes mandantes.

Agora, logo na Rodada 1, no Morumbi, teremos uma surpresa: para São Paulo x Flamengo, teremos como árbitro Marcelo de Lima Henrique (Carioca e que hoje apita pelas Federação Pernambucana) e como bandeira o paulista Marcelo Van Gassen.

Nada que os desabone, ao contrário, eles são competentíssimos! A questão é: essa quebra de paradigma será por toda a competição? É um teste ou é pra valer?

Tomara que não tenhamos lances polêmicos. Já imaginaram se dá um azar e há um pênalti pró-Flamengo ou um gol impedido pró-SPFC?

Confio na honestidade e na qualidade da arbitragem de ambos. Mas que tal fato é curioso, ô se é!

Em tempo: nas redes sociais, já ressuscitaram uma fotomontagem ridícula em que o Marcelo está vestindo uma camisa do Mengão. NÃO É FOTO REAL, esqueçam isso. Infelizmente, mais um troll aprontando por aí…

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– Surpresa? Quem pediu Amarilla no São Paulo x Cruzeiro?

Falamos dias atrás sobre o fato de ser muito difícil escalar dois árbitros brasileiros para os confrontos de ida e volta entre o Tricolor e a Raposa pela Libertadores da América. Habilitados, teríamos apenas Héber, Péricles e Wilton Sampaio (vide tal assunto em: http://wp.me/p4RTuC-ctg).

Porém, surpreendentemente, a Conmebol escalou o paraguaio Carlos Amarilla para o confronto no Morumbi. Ele é o mesmo árbitro que apitou Corinthians x Boca Jrs, no momento em que as relações políticas entre Andrés Sanches & CBF eram péssimas, além do imbróglio que envolveu o próprio Timão e a Confederação Sulamericana em decorrência da morte do garoto Kevin Spada em Oruro e a perda de mandos de jogo. Na oportunidade, Amarilla era constantemente escalado nos amistosos da Seleção Brasileira com trânsito constante no Brasil (ele é casado com uma brasileira). Sua atuação foi absurdamente desastrosa, principalmente em lances capitais que um árbitro do seu gabarito não costuma errar, prejudicando e eliminando a equipe brasileira com dois gols anulados e dois pênaltis não marcados (relembre a análise da arbitragem daquela partida contra o Boca Juniors em: http://wp.me/p4RTuC-b0).

Entretanto, ontem, à Rádio Bandeirantes em seu programa esportivo noturno, o presidente Carlos Miguel Aidar, ao vivo, disse que em conjunto com o Cruzeiro, acordaram em pedir à Conmebol um árbitro estrangeiro, já que:

Um árbitro de fora é melhor pois não sente a pressão de ter apitado jogos aqui. Antes a Conmebol era pobre e precisa colocar árbitros do mesmo país; agora, ela é rica e não tem mais esse problema. Inclusive estará no Regulamento da Libertadores no ano que vem que em confronto de equipes do mesmo país a arbitragem será estrangeira.

Mas por quê justamente o Amarilla, malquisto aos olhos dos torcedores? Será que a Conmebol, pressionada e criticada pelas equipes anteriormente, quis demonstrar força e escalar justo o paraguaio (que nunca mais apitou por aqui desde aquele dia) como provocação?

Fica a dúvida: será que teremos Wilmar Roldán, o chamado “Castrilli da Colômbia” no jogo de volta, de tantas boas arbitragens na América do Sul mas de azares e má atuações em jogos envolvendo brasileiros?

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– “Salário” dos Árbitros para o Brasileirão 2015. Justo ou não?

Boa notícia aos juízes de futebol: a CBF determinou novas taxas para os jogos apitados. Avalie se “vale o quanto paga”:

Para apitar a Série A do Brasileirão, independente se Fla-Flu ou jogo de time pequeno, um árbitro do atual quadro da FIFA (ou ex-pertencente ao quadro) receberá R$ 3.450,00. Se for da série B, R$ 2.700,00. Série C: R$ 2.100,00 e, se for na última divisão (FIFA odeia apitar série D…): R$ 1.850,00.

Se for árbitro CBF 1 (os melhores do quadro nacional mas que não foram à FIFA), receberão por apitar a série A, B, C e D, respectivamente: R$ 2.350,00, R$ 1.700,00, R$ 750,00 e R$ 600,00.

Lembrando: se o jogo for fora do seu estado, adicione R$ 500,00.

Pode parecer muito, mas e se o árbitro apitar 1 partida por mês? Se ele se machucar, vai para o INSS ou que use seu plano de saúde. FGTS e Férias, esqueça! Ainda: é ele, recebendo o que ganha, que decidirá se um centroavante como Luís Fabiano (que recebe R$ 450.000,00/ mês sofreu ou não pênalti de um zagueiro qualquer que ganhe R$ 200.000,00.

Pela responsabilidade, atribuições do cargo e dificuldades da carreira, ganha pouco ou ganha muito?

Algo a mais: os observadores, delegados, tutores (aquele pessoal que fica engravatado, sentadinho, assistindo o jogo e que as vezes são membros das Comissões de Arbitragem), receberão… R$ 500,00! Se o jogo for em SP e ele vier do RJ, pula para R$ 1.000,00!

É mole?
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– Análise da Arbitragem de Caldense 1×2 Atlético Mineiro

Um erro do bandeira foi determinante para o título do Galo sobre a Veterana em Minas Gerais. Mas o pior é que ele foi justificado como correto por um erro de comentário de arbitragem!

Entenda: Luan cruza a bola para Jô, que está em posição de impedimento. O zagueiro número 3 da Caldense tenta desviar a bola e consegue tocá-la; porém, mesmo resvalada, chega a Jô que a coloca para dentro da meta. Gol irregular.

Roger Flores, comentarista da Sportv, disse que o gol foi legal pois houve o desvio do adversário, e isso é uma recente mudança da Regra do Jogo, na qual soube após um curso de atualização promovido pela Rede Globo ao pessoal de esportes. Roger se equivocou…

O que mudou foi o seguinte: no pacotão de novas orientações da FIFA em julho de 2013 (no qual entrou a história da intenção subjetiva da mão na bola, movimento antinatural e outras coisas), surgiu um novo entendimento de “impedimento ou não” em lances desviados em adversários. Entenda:

ANTES, se um atacante chutasse para o gol e a bola desviasse num adversário, mas sobrasse para seu companheiro que estivesse do outro lado do campo, ele estava impedido por “tirar vantagem de uma posição.

AGORA, a bola desviada que sobre para um atleta que não participava originalmente da jogada, mesmo ele estando mais próximo da linha de fundo do que dois adversários e a bola (a definição clássica de impedimento), é lance legal. Mas atenção: é bola que foi desviada e caiu para alguém que não participava do lance, sendo diferente da situação na qual um jogador esteja sozinho e receba uma bola de rebote de goleiro, ou ainda quando lhe é lançada uma bola e ela bate no zagueiro (pois, afinal, a bola era para ele e ele a recebeu mesmo após bater no adversário). Para ambas situações continua sendo impedimento. Continua valendo a máxima: desvio não tira impedimento (com exceção ao lance modificado).

Para quem tem o livro Trívia FIFA (o conjunto de perguntas e respostas oficial e complementar às Regras do Jogo), esse lance era a questão 238, que hoje foi alterado. Há quatro anos, tivemos no Campeonato Paulista no jogo Americana x Santos (no Décio Vita) um lance similar.

PORTANTO, Jô estava em impedimento ativo e o Gol foi mal confirmado pelo bandeira Guilherme Dias Camilo, sendo lance difícil para o árbitro Emerson de Almeida Ferreira chamar a responsabilidade para ele. Mas imagine: se Lucas Pratto estivesse na ponta-esquerda, adiantado, sozinho, próximo da bandeira de escanteio, sem expectativa de receber o cruzamento de Luan, em impedimento passivo, e recebesse a bola por culpa de uma força maior do desvio do zagueiro, ele poderia continuar a jogada, já que é esse tal novo entendimento.

Eu penso numa seguinte situação: e se numa cobrança de falta, um jogador ficar adiantado, e um bom cobrador de faltas tentar tabelar com a barreira a fim de que disfarçadamente a bola sobre sozinha por um desvio? Como provar a intenção de lançar a bola através de uma burla da regra ou de uma inocente desviada?

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– Análise da Arbitragem de Santos 2×1 Palmeiras

Jogo muito difícil de se apitar na Vila Belmiro. Em cartões amarelos, Santos 2×5 Palmeiras. Em cartões vermelhos, Santos 1×2 Palmeiras. Em gols com a bola rolando, Santos 2×1 Palmeiras. Na decisão por tiros penais, Santos 4×2 Palmeiras.

No começo do 1o tempo, existiu um reclamação muito tímida de um suposto pênalti de Werley empurrando, fora do lance de bola, Vitor Hugo. Não foi, acertou o árbitro em ignorar. No começo do 2o tempo, Valdívia sofre um empurrão por trás de Chiquinho, dentro da área, estando em posição de impedimento. Também acertou em não marcar nada.

Claro, existiram muitas faltas no jogo e isso proporcionou muitos cartões. As advertências corretas foram: Dudu (4m, corretamente por cama de gato), Valdívia se estranhando com Chiquinho (9m, mas Chiquinho também deveria ter sido advertido), Valência (15m) por matar o contra-ataque em Valdívia, Gabriel por matar o contra-ataque de Robinho (24m), Victor Ramos aos 59m por segurar Ricardo Oliveira pela camisa e posteriormente o 2o Amarelo e consequentemente o Vermelho por dar uma sola em Valência, David Braz (86m) por falta em Rafael Marques e (ufa) Lucas aos 88m por carrinho desnecessário.

Porém, existiram alguns erros como: Dudu que simulou uma falta aos 17m alegando ter sido empurrado por Werley e Ceretta “caiu” na dele, bem como uma falta por ação temerária de Ricardo Oliveira em Leandro Pereira no final do 1o tempo. Mas me chamou a atenção o carrinho de Gabriel em Lucas Lima aos 68m, que era para Amarelo (ele já tinha) e consequentemente a expulsão. Osvaldo de Oliveira percebeu o vacilo do árbitro e tirou de campo seu jogador.

O grande questionamento aconteceu no final do 1o tempo: em uma cobrança de falta, fora do lance de bola e antes do chute, Dudu e Geuvânio estão se agarrando. No desfecho do agarra-agarra, Dudu segura Geuvânio e ambos caem. Ceretta resolve expulsar os dois. Para mim, ERROU. Exagero total! Será que a pilhagem de torcedores nas redes sociais que ora o acusavam de santista/ ora de palmeirense no pré-jogo ali lhe influenciou?

Enfim, entre erros e acertos no difícil trabalho da tarde de domingo, o destaque positivíssimo foi o bandeira Emerson Augusto Carvalho, que soube discernir muito bem o lance do 1o gol santista: Valência lança a bola para o ataque e havia dois atletas em impedimento passivo e que não participam da jogada (inclusive David Braz). Robinho, que vinha de trás, a domina em condição de jogo, avança e cruza para trás da linha da bola a David Braz, que finaliza ao gol, agora em condição legal. Acrescente ao mesmo árbitro assistente o acerto no difícil lance de anulação por impedimento do gol do palmeirense Amaral.

Parabéns ao Santos Futebol Clube, campeão, e à Sociedade Esportiva Palmeiras, pois, afinal, o vice-campeonato significa ser o 2o melhor da competição!

(em tempo: já imaginaram se na injusta expulsão de Geuvânio o árbitro estivesse ainda com a camisa patrocinada pela Crefisa? Pipocariam teorias da conspiração a là “Era Parmalat”…)

______________________________________

Abaixo, o lance a lance da partida:

– 4 minutos, Amarelo ao Dudu por cama de gato em Valência e reclamação.

– 9 minutos, Chiquinho e Valdívia dividem uma jogada, Valdívia vai um pouco mais forte por baixo e Chiquinho devolve soltando o braço. Só Valdívia leva Cartão Amarelo, faltou dar ao santista.

– 15 minutos, Valência leva Cartão Amarelo por falta em Valdívia, matando o contra-ataque.

– 16 minutos, ataque palmeirense entra na área, dupla santista rouba a bola limpamente mas palmeirense pede pênalti. Ceretta nada deu, acertadamente.

– 17 minutos, Werley e Dudu dividem, Dudu se joga e Ceretta marca falta, não foi.

– 24 minutos, Gabriel faz falta pra matar o ataque de Robinho e recebe Amarelo. Correto.

– GOL do Santos: excelente trabalho do bandeira Emerson Carvalho. Valência lança a bola para o ataque e havia dois atletas em impedimento passivo e que não participam da jogada (inclusive David Braz). Robinho, que vinha de trás, a domina em condição de jogo, avança e cruza para trás da linha da bola a David Braz, que finaliza ao gol.

– Após o gol, no reinício do jogo, aos 44m, Ricardo Oliveira tenta roubar a bola e pratica uma falta temerária por trás em Leandro Banana, que se revolta. Era para Cartão Amarelo. Ceretta não deu e errou.

– 45 minutos: em uma cobrança de falta, fora do lance de bola e antes do chute, Dudu e Geuvânio estão se agarrando. No desfecho do agarra-agarra, Dudu segura Geuvânio e ambos caem. Ceretta resolve expulsar os dois. Para mim, errou.

– 59 minutos: Victor Ramos segura Ricardo Oliveira pela camisa derrubando-o. Cartão Amarelo bem aplicado.

– 68 minutos: Gabriel (que já tinha Cartão Amarelo) dá um clássico carrinho para cartão amarelo em Lucas Lima, o qual não foi mostrado. Se Lucas Lima não pula, é atingido me cheio e se machuca. Errou Ceretta, tem que aplicar e seria expulsão do Palmeirense. Em seguida, Osvaldo Oliveira o substitui…

– 69 minutos: Mais uma falta do Valdívia, e mais um sorriso irônico e expressões desrespeitosas à arbitragem. Se o chileno jogasse na Europa, já teria sido advertido.

– 71 minutos: Victor Ramos vai com o pé alto e atinge com a sola o jogador Valência. Já tinha Cartão Amarelo, e recebe outro por ação temerária. Expulso corretamente.

– 86 minutos: Cartão Amarelo para David Braz após falta em Rafael Marques. Correto.

– 87 minutos: Emerson Carvalho novamente acerta um lance difícil, agora a anulação do gol de Amaral, em impedimento.

– 88 minutos: Lucas faz falta desnecessária na lateral do campo. Correto.
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– Análise da Arbitragem de Paulista 1 x 4 São Caetano

Boa arbitragem do trio formado por Maurício Fioretti, Marcos Gonzaga e Gustavo Chacon. Claro, o jogo não exigiu. Partida fácil de se apitar e fez o be-a-bá do apito corretamente.

Aplicou na medida certa os cartões (26 faltas no jogo, 10×16 no placar), os poucos impedimentos foram assinalados e/ou não marcados e nenhum lance violento. Foi bem coibindo a cera.

A se destacar: Luiz Eduardo (SCA) e Jader (PAU) trocaram empurrões, após falta do jogador do Azulão. Ambos levaram Cartão Amarelo, corretamente. Se Jader, quando empurrado, não revidasse, só o adversário ficaria amarelado. Valeu para o jogador ganhar experiência.

Resultado ruim para o Galo em jogo morno de se assistir. Público de 661 pagantes e, na arrecadação final: prejuízo de R$ 10.210,00.

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– Juiz de Futebol tem time do Coração?

Não tem; ou melhor, teve no passado.

Tinha. Tivera. Não tem mais.

A qualquer árbitro de futebol que lhe for perguntado sobre o seu time de coração, teremos uma mesma resposta: “Eu tinha um time quando era criança, hoje meu time é a arbitragem”.

E é bem por aí mesmo. Juiz não torce para time X ou Y, torce para ele mesmo, a fim de que seu trabalho o ajude em vôos mais altos, que se resumem em chegar a FIFA e a Copa do Mundo.

Claro, no imaginário do torcedor mais exaltado (e entenda por “exaltado” o termo “fanático”) passam coisas pré-jogo como:

– “o árbitro é flamenguista e vai entrar em campo para prejudicar o time vascaíno”;

ou, pós-jogo:

– “ele só deu pênalti para o Internacional-RS pois é colorado”.

Digo isso pois alguns trolls (aquele tipo de internauta que cria situações, factoides ou tumultos) colocaram nas redes sociais imagens antigas de Guilherme Ceretta de Lima (árbitro da final entre Santos x Palmeiras) no Instagram, em um bate papo com Rafael Cabral, ex-goleiro santista, falando de uma “comemoração” (em publicação de anos atrás).

Pronto! Criou-se o vínculo de que Ceretta supostamente é torcedor do Santos. Uma das comunidades palmeirenses criou um meme com a manchete “Santista Ceretta apitará Santos x Palmeiras”. Há outros mais afoitos dizendo que esta mensagem foi após se divulgar a escala de domingo!

Ora, tenha a santa paciência, não vale a polêmica. Ceretta é de Votorantim, cidade vizinha de Sorocaba, terra de Rafael Cabral, hoje no Nápole. São interioranos que se conhecem, e a foto que circula é de 2010 ou 2011 (repare que não há data), remetendo a um bate papo do aniversário de familiares…

O problema é que, sem querer, o árbitro (que é uma pessoa pública) ganha a fama, involuntariamente, de santista; coisa que ele não é, nem foi.

Quem milita no meio da arbitragem (e eu militei como árbitro por 16 anos), ri da preocupação de torcedores em saber qual time o árbitro torce, como se ele, árbitro, fosse torcedor também!

É inevitável e inegável que todo juiz de futebol, quando criança, torcia por algum time. Mas você não consegue levar isso aos gramados! O “encanto” se quebra na primeira falta reclamada do time que outrora foi o seu.

Há 21 anos, quando pela 1a vez trabalhei em um jogo Sub 15 da equipe que eu torcia na infância, tinha a preocupação de saber se eu separaria as coisas. E me assustei! É como tratar um amigo de longa data como desconhecido nos primeiros minutos. Depois você não se impressiona mais com ele. E, ao término do jogo, você está “batizado” dessa situação, incólume.

Como você vai torcer para um time que reclama das suas marcações? Um chute no ar de Valdívia, um gol de Guerreiro, uma falta cobrada por Rogério Ceni ou uma pedalada de Robinho não lhe dão mais prazer algum; o que vale é apitar corretamente o pênalti, amarelar uma simulação, expulsar um botinudo!

REPITO e INSISTO: a menor das preocupações de torcedores é com a cor da camisa que o árbitro torcia quando criança.

E por que Ceretta, Claus, Luiz Flávio ou outro qualquer não divulgam para quem torciam? Por motivos óbvios, ué! Vide os jornalistas que assumem serem torcedores de alguém: mesmo sendo profissionais em seu ofício, são obrigados a aguentar a trollagem e a desconfiança de fanáticos – e isso enche o saco! Se sem se assumirem os árbitros já são vítimas disso, imagine declarando? Além disso, em um Brasil de educação tão pobre, veríamos os bandidos que se travestem de “torcedores” e que aterrorizam estações de metrô, ruas e praças públicas ameaçando a vida de árbitros, desnecessariamente.

Uso o exemplo do meu humilde blog: quando comento um lance de erro de arbitragem a favor do Corinthians, sou chamado de palmeirense; se a favor do Palmeiras, viro são-paulino; assim como já virei corinthiano, santista…

É por isso que admiro os EUA: lá o cara se assume democrata ou republicano e nem por isso tem a vida contestada. Nem sofre com fanáticos pseudo-torcedores…

O meu medo é que aconteça a mesma pressão ocorrida com o árbitro Thiago Duarte Peixoto, que às vésperas do Derby Paulistano teve uma foto de doação de camisa do Corinthians ao Hospital do Câncer de Barretos exposta como se fosse um torcedor apaixonado. Se Ceretta errar a favor do Santos, a foto seria a prova de quem o acusa! Se errar a favor do Palmeiras, será porque quis provar que não era!

Durma-se com um barulho desse. Ô vida de árbitro… se já não bastasse a patrulha que fazem sobre suas atividades profissionais fora da arbitragem alegando incompatibilidade (Ceretta é modelo fotográfico e tem uma confecção), ainda essa!

Desejo boa sorte a ele, já elogiado e criticado nesse espaço. A propósito, sobre sua escala falamos nesse post: http://wp.me/p55Mu0-qt .

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– Qual era o segredo da FIFA?

Lembram-se de que, às vésperas da Copa das Confederações (e já faz quase 2 anos), o presidente da FIFA Joseph Blatter, deu uma entrevista coletiva sobre a competição e falou sobre a arbitragem do torneio?

Não nos esquecemos! Disse ele naquela oportunidade que abriria mão do uso de árbitros adicionais (AAA), mas que:

Durante a Confederation Cup o 4o árbitro, além de suas funções habituais, usará uma tecnologia até agora não discutida e que será testada em sigilo.

Pois é. O torneio acabou, o Brasil venceu, já passou a Copa do Mundo e nem a Comissão de Árbitros ou a própria FIFA revelaram o que foi testado secretamente. O uso de equipamento eletrônico para a confirmação da bola que ultrapassa totalmente a linha não era segredo. Então, o que teria estado às mãos do 4o árbitro que ninguém nunca viu e nem sabe?

Na necessidade de se conseguir alguma novidade ou metodologia inovadora em benefício ao futebol, criam-se expectativas até mesmo frustrantes. Eu mudaria algumas coisas para ajudar a arbitragem, e em especial, o uso de imagens para lances duvidosos (em situações específicas a se regulamentar).

E você, o que faria se pudesse ajudar a mudar o futebol?

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– Guilherme Ceretta de Lima na final do Paulistão! O que esperar?

Foram 8 árbitros no globinho após a fase 1. E 7 foram sorteados para 7 jogos sem repetir um só sequer, restando para o 8o jogo (a Final) o 8o árbitro, que virou “bola cantada”.

Probabilisticamente, tal evento é raro. Mas aconteceu. E a lógica e a coerência foram rendidas. Luís Flávio foi guardado dos grandes jogos, “escondido” nos sorteios dos mata-matas e… de tanto que foi falado que seria sorteado, não foi! Talvez os motivos estejam bem explicados no “PORÉM” nesse link: http://wp.me/p55Mu0-qq .

A FPF conseguiu escolher 8 árbitros para 8 jogos das fases eliminatórias. Luís Flávio de Oliveira (FIFA), o número 1 de SP, acabará o Paulistão sem ter apitado nenhum jogo decisivo. Ceretta será o único a ter apitado dois jogos dessa fase. E, acreditem, acabou-se por nenhum dos 2 árbitros FIFAS paulistas serem escalados para as finais.

Guilherme Ceretta começou a carreira muito bem. Fez grandes e bons jogos. Entretanto, foi ultrapassado na corrida pelo escudo da FIFA por Raphael Claus e Luís Flávio de Oliveira.
Alguns alegam que o ofício de modelo (sua atividade profissional) atrapalhou a carreira. Discordo, creio que ele consegue separar bem as coisas. Outros alegam que fisicamente não está tão bem. Concordo, ele realmente teve problemas nos testes físicos mas já os superou.

A crítica que faço está bem nítida na memória: um certo “desprezo” a jogos menos importantes, nos quais ele não costuma vibrar. Vide o ano passado, uma ruim atuação em Oeste x Paulista (em: http://wp.me/p55Mu0-eS) e com o mesmo defeito em Botafogo x Paulista (vide em: http://wp.me/p55Mu0-dO).

No histórico, Claus teria problemas na Vila Belmiro por ter expulsado Serginho Chulapa que posteriormente invadiu o campo para lhe questionar. O problema do sobrenome Oliveira pesou contra Luís Flávio. Ceretta não teve vetos do Palmeiras e, no jogo que apitou do Santos contra o XV de Piracicaba, uma boa atuação EXCETO o “pênalti de queimada” (o lance de mão na bola e bola na mão).

Espero um bom jogo e desejo uma boa arbitragem. E peço desculpas publicamente ao amigo Luís Flávio, já que, sem querer, “secamos ele”. Aliás, deveria procurar uma BENZEDEIRA: o único dos 8 não sorteados e, de tão preservado, ficou de fora de tanto que deu na cara…

Pela matemática, a proporção foi incrível: 7 ÁRBITROS SORTEADOS NÃO-REPETITIVAMENTE em 7 jogos, sendo que no penúltimo jogo foram Claus, Thiago Peixoto, Vinícius Furlan e Luís Flávio.

Acho que valeu o tal do “almoço modesto”!
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– Quem apitará a final do Paulistão? Conto aqui:

A tendência diz que será Luiz Flávio de Oliveira, a não ser que dê tudo errado. Explico:

Não se deve repetir os nomes dos mata-matas (a lógica, o bom senso e a METODOLOGIA adotada mostram isso). Portanto, foram selecionados 8 árbitros para as fases eliminatórias: Flávio Rodrigues de Souza, Marcelo Aparecido Ribeiro, Marcelo Rogério, Guilherme Ceretta de Lima, Raphael Claus, Thiago Duarte Peixoto, Vinícius Furlan e Luís Flávio Oliveira.

Vejam só: nas quartas-de-final,

  1. Flávio Rodrigues de Souza apitou Corinthians x Ponte Preta,
  2. Marcelo Aparecido Ribeiro apitou São Paulo x Red Bull,
  3. Marcelo Rogério apitou Palmeiras x Botafogo,
  4. Guilherme Ceretta de Lima apitou Santos x XV de Piracicaba.

Nas Semifinais:

  1. Raphael Claus apitou Santos x São Paulo,
  2. Thiago Duarte Peixoto apitou Corinthians x Palmeiras.

Nas finais:

  1. Vinícius Furlan apitou Palmeiras x Santos,
  2. e Luís Flávio Oliveira… é o que sobrou! Seria ele o árbitro a ser sorteado para Santos x Palmeiras?

Na verdade, algumas considerações:

– Falamos há 1 mês que Luís Flávio estava sendo poupado de jogos de apelo midiático; claro, não se pode queimar um bom cartucho;

– O Universo conspirou que sobrassem os teoricamente 4 melhores árbitros para as semifinais, sobrando Luís Flávio no último jogo;

– Ele é FIFA, o melhor ranqueado do Estado de São Paulo. Seria o árbitro número 1 do Estado de São Paulo esquecido para a Finalíssima?

PORÉM…

– Sabemos que a semana foi cheia na Barra Funda. O Palmeiras tem restrições com a família Oliveira (não por culpa de LF, mas do seu irmão Paulo César, que nunca “deu química” nos jogos do Verdão).

– O Jornal Lance publicou na 3a feira que Modesto Roma almoçou com a cúpula da FPF. Tema do almoço: ARBITRAGEM.

– Meu medo é que, de tanto que falamos do Luís Flávio, ele seja tirado de cena… Mas algum nome terá que ir no globinho da sorte junto ao dele!

Quem seria o seu árbitro da final?

Deixe os eu comentário:

(OPS: somente as 15h de hoje sairá o nome do “sortudo”.)

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– Entendendo Amarilla no jogo do SPFC: recado da Sulamericana?

Falamos, dias atrás, sobre as dificuldades de se encontrar árbitro brasileiro para apitar São Paulo x Cruzeiro pela Libertadores (os motivos estão em: http://wp.me/p4RTuC-ctg)

Pois bem. Para o Morumbi, já temos um nome: o paraguaio Carlos Amarilla!

Sim, ele mesmo. Lembram-se de Corinthians x Boca? Se não está lembrado, relembramos aqui: http://wp.me/p4RTuC-b0

Seria recado da Conmebol para quem “pede estrangeiro”? Talvez. O certo é: mudou o critério!

Aliás, é o debute de Amarilla no Brasil depois daquela suspeita arbitragem do Pacaembu. E creio que os dois times devem estar preocupados!
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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Paulista x São Caetano

Para o duelo entre o Galo x Azulão às 10h deste domingo, valendo pela última rodada da série A2, teremos a arbitragem de Maurício Antonio Fioretti, 43 anos, natural de Americana e agente de viagens.

Com 17 anos de carreira, a maior parte na A2 e na A3 e com participações na A1, Maurício tem como característica deixar o jogo correr. Não gosta de conversa dentro de campo, aplica muitos cartões e não titubeia no uso do Vermelho. É avesso a reclamações! No ano passado, não foi feliz na condução da partida entre Paulista 0x1 Red Bull, derrota com gol aos 49m do segundo tempo (para o histórico desse jogo, leia em: http://wp.me/p4RTuC-bvh)

Seu bandeira número 1 será o experientíssimo Marco Antonio Gonzaga da Silva, da Secretaria de Esportes de Aparecida, que fará um dos seus últimos jogos antes de se aposentar neste domingo. O bandeira 2 será Gustavo Chacon, vendedor de alimentos em Jaú, que fará apenas o seu 4o jogo. César Deolindo será o 4o árbitro.

Em tempo: há 2 anos e meio, Fioretti foi vítima de uma covarde agressão na partida da A3 envolvendo Marília x Independente de Limeira, por parte do zagueiro limeirense Sassá. O árbitro teve que se ausentar do gramado por algum tempo e fazer uso de cinta toráxica para se recuperar, após um golpe com a sola da chuteira no seu peito. Veja a agressão em: http://is.gd/JsHmq4.

Acompanhe a transmissão de Paulista x São Caetano pela Rádio Difusora Jundiaiense AM810 Jovem Pan Sat, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Domingo, jornada esportiva a partir das 9h00!

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– Escolha o árbitro para São Paulo x Cruzeiro!

Árbitros brasileiros estão sendo escalados para confrontos domésticos na Libertadores da América nos últimos anos. A exceção foi quando Alexandre Kalil conseguiu supostamente “desescalar” Heber e Vuaden dos jogos entre Atlético Mineiro x São Paulo, trazendo estrangeiros.

E para os confrontos entre São Paulo x Cruzeiro, a Conmebol manterá a risca ou trará árbitro de fora?

Veja só: Claus e Luiz Flávio estão fora por serem paulistas; Ricardo Marques é mineiro; Ricci foi péssimo no último jogo; portanto, teoricamente estão fora. Sobraram Leandro Pedro Vuaden (reprovado no teste da CBF) e que não deverá apitar, Anderson Daronco (RS) e Dewson Freitas (PA) que são novatos na FIFA e, costumeiramente, a Conmbeol não aproveita árbitros estreantes na Libertadores. Assim, temos disponíveis: Péricles Bassols Cortez (RJ), Wilton Sampaio (GO) e Heber Roberto Lopes (SC).

Desses 3 nomes, escolha 2: um para o Morumbi e outro para o Mineirão!

Você ficará com os brasileiros ou preferirá estrangeiros?
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– Comissão de Treinadores Notáveis da CBF funcionará?

Na última 2a feira, 17 dos 20 treinadores dos clubes de futebol da série A discutiram a atual situação dos campeonatos, das condições de trabalho, das angústias e dos esquemas táticos da atividade. O encontro foi promovido pela CBF em sua sede.

Dunga, treinador da Seleção Brasileira, esteve à frente das discussões. Junto a ele, Luís Felipe Scolari (o ex-treinador da Seleção) que foi convidado a se levantar da plateia e sentar-se ao lado do atual à mesa principal.

A idéia de Marco Polo Del Nero é criar uma “Comissão de Notáveis” a fim de dar ajuda e aconselhamento ao titular do cargo de treinador do Selecionado Canarinho.

Boa proposta, mas que pode esbarrar em alguns empecilhos:

– Luís Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira foram campeões da Copa do Mundo em 2002 e 1994, respectivamente. Porém, no último mundial, mostraram-se ultrapassados e desatualizados, sendo muito criticados. O que poderiam agregar ao Dunga?

Dorival Júnior e Vágner Mancini, que fizeram recentemente intercâmbio na Europa e se atualizaram, não estiveram no encontro. Tite, que ficou 1 ano estudando e se reciclando, idem! Não seriam eles os nomes mais recomendados à tal ajuda?

Marco Polo Del Nero, o atual presidente da CBF, pode até estar indo no caminho certo em promover tal simpósio. Mas não seria melhor o incentivo de cursos de atualização aos treinadores?

E você, o que pensa sobre isso?

Deixe seu comentário:

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– Árbitros do RJ se omitiram nas comemorações!

Eu me envergonho do comportamento dos árbitros cariocas nos dois últimos jogos do Vasco da Gama. Motivo: a FALTA DE CORAGEM em expulsar os jogadores que receberiam o 2o cartão amarelo.

No jogo entre Vasco x Flamengo (há uma semana), Rodrigo Nunes de Sá não aplicou o cartão amarelo para Gilberto por subir as escadarias da arquibancada e ir comemorar no meio dos torcedores. Seria o 2o cartão amarelo no atleta, e, portanto, teria que receber o Vermelho.

Neste domingo, na decisão entre Botafogo x Vasco, o árbitro Luiz Antonio Silva Santos repetiu o erro: Rafael Silva faz o gol decisivo em favor do Vasco e vai comemorar com a galera. Já tinha cartão amarelo, deveria receber o segundo e ser expulso, mas não recebe.

– Por quê?

Porque não quis dar ou estava desatento.

Se com a polêmica criada na semana passada após tal erro, era de se esperar que, caso acontecesse novamente, nenhum árbitro vacilaria em advertir com o cartão amarelo. E não foi isso o que aconteceu.

Duas coisas que me chamam a atenção:

1) A ousadia dos atletas em subirem para a torcida, e repetidamente!

2) A passividade dos árbitros. Teria sido feito um pedido pela Comissão de Árbitros da FERJ para que se faça vista grossa sobre isso?

Na Regra do Jogo, não há o que discutir: comemorações excessivas DEVEM ser punidas com cartão amarelo. E o que é comemoração excessiva?

Exemplos: atravessar o campo para comemorar e retardar o reinício de jogo, colocar a camisa sobre a cabeça e/ou desconfigurar o uniforme (goste ou não, é regra – Rivaldo fazia isso e depois parou de fazer), vestir uma máscara para comemorar (lembraram-se de Neymar na Libertadores?), ir até um orelhão fingir que está telefonando para alguém (era fato comum no Maracanã nos anos 80), debochar do adversário e incitar o torcedor (do seu ou de outro clube).

Sair de campo e ir em meio aos torcedores durante o jogo e sendo jogador que está na partida, por si só, já é para punição. Praticá-la em comemoração, chega a ser temeridade! E se a massa em êxtase invade o gramado?

Recordo-me de Fábio Simplício, ex-SPFC e que atuava no Palermo da Itália: em certa feita, fez um gol e subiu à arquibancada a fim de comemorar com um beijo apaixonado em sua noiva. Tomou o cartão amarelo…

Repito: estou IMPRESSIONADO com a omissão dos dois árbitros desses dois últimos jogos pelo descumprimento da Regra, bem como com a ousadia de Rafael Silva em repetir a infração na semana seguinte de uma polêmica de lance idêntico!

Será que o fez sabendo que não seria punido?

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– Análise da Arbitragem de Palmeiras 1×0 Santos

Antes da partida, em nossa análise pré-jogo, dissemos que Vinícius Furlan havia feito uma boa temporada, exceto o jogo em que foi muito exigido: Palmeiras x São Paulo na Fase 1 do Paulistão.

Pois bem: hoje, 3 erros de arbitragem em situações difíceis de jogo, que envolveram o árbitro e seus assistentes. Vamos a elas?

1 – GOL DO PALMEIRAS

Cleiton Xavier toca para Robinho, que está em posição de impedimento. A bola realmente estava em sua direção, e quando há a possibilidade iminente de domínio, Robinho abre as pernas para que ela chegue até Lucas, que cruza para Leandro Banana.

Participou ou não da jogada?

Em um primeiro momento, fiquei em dúvida. Revendo, fica claro que Robinho não abre as pernas para manifestar que está em impedimento passivo, mas sim para dar um corta-luz no seu adversário. Portanto, impedimento ativo e o gol ilegal. Mas veja só: um “abrir as pernas” que demonstrasse que desejaria abdicar da jogada deveria ser em lance rápido. Neste caso, havia tempo dele pular de lado, sair da bola ou expressar mais claramente que não quer participar da jogada. Provavelmente ele nem percebeu que estava em impedimento. Foi drible com o corpo, participação efetiva no lance. Errou o bandeira 2 Anderson Coelho na interpretação da jogada.

2- PÊNALTI NÃO MARCADO EM RAFAEL MARQUES

No final do 1o tempo, após uma tabela com Dudu, Rafael Marques recebe a bola dentro da área e Geuvânio o desequilibra levemente. Infração seja leve ou dura, não importa, é pênalti. Possivelmente o equívoco do árbitro seja por culpa da forma como Rafael Marques cai, talvez tentando valorizar a queda. Errou o árbitro Vinícius Furlan.

3- PÊNALTI EM LEANDRO BANANA

Paulo Ricardo corre junto com Leandro Banana, disputando a bola que está no ataque palmeirense. Ambos, no nascedouro da jogada, usam o braço. Próximo da área, o santista mantém o braço a frente e dificulta o avanço do atacante palmeirense. Ao perceber que está dentro da área, cai. O árbitro não marca, quem assinala é o bandeira. Errou o assistente Carlos Nogueira. Tamanha foi a confusão que o árbitro expulsa David Braz e ao perceber o erro o “desexpulsa”.

Em suma: jogo difícil e erros de arbitragem, em uma partida maluca onde os dois treinadores foram expulsos no intervalo e, pasmem, Serginho Chulapa foi o pacificador!

No próximo domingo, Luiz Flávio de Oliveira, provável sorteado (ou depois que aqui escrevemos não será mais?) terá muito trabalho.

EM TEMPO: Osvaldo de Oliveira foi flagrado na arquibancada depois de expulso. Tudo bem. Ali ele pode ficar, desde que não passe instrução ao seu time, seja por voz, por bilhete, por rádio ou de qualquer outra forma. Se ele for suspenso pelo Tribunal, aí não pode ficar nem no estádio, caso seja determinado.

URGENTE: VALDIVIA XINGOU O ÁRBITRO NO VESTIÁRIO E MESMO ESTANDO FORA DO JOGO FOI CITADO NA SÚMULA: http://www.fpf.org.br/sumulas2.php?cat=39&cam=73&jog=157&ano=2015

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