– O jogador ia ser atingido e pulou. Marca-se falta ou não?

Dias atrás, ouvi em uma rádio um jogador que sofreria uma falta e que resolveu pular dizer:

Se não pulo, me quebrava.

É nesse ponto que devemos ter atenção quanto às marcações das faltas: Quando é que o fato do atleta “Pular” invalida ou não uma infração?

A Regra 12 (Infrações e indisciplinas) diz que todo ato faltoso (dar um pontapé, agredir, cuspir) independe se atingiu ou não o atleta. O jogador que DAR ou TENTAR praticar a infração deve ser punido.

Se na disputa de bola, um zagueiro pratica um carrinho e, na iminência de atingir as pernas do seu adversário, este atacante pula para não se machucar, deve-se considerar falta (a mesma marcação de como se tivesse atingido), por essa condição da regra. A Regra do Jogo permite isso, pois, logicamente, se o atleta permanecesse esperando as travas de uma chuteira, fatalmente se lesionaria gravemente.

Portanto, pular para não ser atingido pode; e ainda ganha a falta ao seu favor.

O que não pode:

– Pular depois de perder uma disputa de bola, simulando a infração, tentando ludibriar a arbitragem/torcedores.

– Pular antes da disputa de bola se efetivar, abdicando da tentativa de domínio, deixando de jogar para tentar cavar uma falta.

A primeira situação, a da simulação, é um problema cultural brasileiro, onde os jogadores preferem enganar a arbitragem do que disputar lealmente o jogo, fato que não ocorre em torneios como a europeia Champions League

A segunda situação, a da abdicação do jogo, é outro problema tupiniquim, o de achar que “tudo é falta”, onde “encostou tem que parar o jogo”. Remete até mesmo a uma certa frouxidão, não obervada em torneios como a sulamericana Libertadores da América.

Portanto, pular para se preservar no momento de ser atingido, pode.

Claro, os jogadores agem aqui no Brasil dessa forma não tão correta (abdicar do jogo), e nas partidas internacionais, mudam de comportamento. É visível. Também os árbitros procedem da mesma forma, diferenciando o comportamento em partidas domésticas e internacionais, infelizmente.

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– O acerto de Daronco em Ponte Preta x Flamengo

Um lance polêmico no Moisés Lucarelli: aos 11 m do 1o tempo, a Macaca estava no ataque. A bola foi cruzada para a área do Mengão e Fábio Ferreira (AAPP) está em posição de impedimento. Porém, a bola é cabeceada por Wellington Paulista (AAPP), que vem de trás em posição legal. O árbitro assistente 1 Jorge Eduardo Bernardi se equivoca e anula o gol. Anderson Daronco, o juizão da partida, anula o tento e na sequência vai conversar com o bandeira. O árbitro corajosamente chama o lance para ele e confirma o gol outrora anulado (procedimento legal, já que não houve reinício do jogo).

Parabéns ao árbitro Daronco. Mas uma dúvida: a decisão foi em decorrência da sua sensibilidade e atenção ou existiu uma informação externa (que seria ilegal)?

Quero crer na 1a hipótese.

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– 3 perguntas sobre CR7 e outras observações:

Já falamos sobre a arbitragem da Champions League (clique aqui: http://wp.me/p55Mu0-Ws). Entretanto, me chamou a atenção o mau desempenho de Cristiano Ronaldo durante a bola rolando (justiça seja feita: bateu muito bem o pênalti decisivo do título).

Afinal, o português…

1- Jogou machucado?

2- Teve somente uma noite ruim?

3- Foi anulado pelo esquema tático de Simeone?

Qual a sua opinião?

Aliás, duas observações:

1- Qualquer que seja o adversário do Real Madrid na final interclubes da FIFA, haverá chances do time merengue não ser o campeão?

2- Pela 1a vez, CR7 é treinado por alguém que jogou mais bola do que ele (Zidane). Veremos um dia Messi na mesma condição?

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– Mourinho e Guardiola em Manchester. Viva a rivalidade no futebol!

Sempre brinco que equipes rivais são simplesmente adversários, não inimigos. Embora, sabemos que o fanatismo de um Corinthians x Palmeiras, Grêmio x Internacional, Flamengo x Vasco, entre outros, possa no desmentir.

E o que dizer dos dois times de Manchester, United x City?

Agora, dois treinadores espetaculares que duelaram no poderosíssimo Real Madrid x Barcelona por diversos jogos, respectivamente José Mourinho e Pep Guardiola, estarão por lá.

Alguém duvida que eles mudarão o conceito de futebol conjuntamente na Inglaterra?

Já estou na expectativa deste clássico da Premier League.

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– A Sábia decisão de Muricy

Muricy Ramalho faz bem em tomar a decisão de pedir demissão do Flamengo e encerrar (temporária ou definitivamente) a carreira de treinador. Vai cuidar da saúde, que tem lhe dado sustos ultimamente.

Todos aqueles que gostam do meio futebolístico evitam esse momento de parar. É verdadeiramente difícil.

Financeiramente, o treinador não terá preocupação. Deve descansar, curtir a família e, quem sabe, voltar ao futebol como comentarista esportivo. O que não pode é continuar se estressando como estava. Afinal devemos trabalhar para viver, e não viver só para trabalhar. E ele já trabalhou bastante…

Boa sorte ao Muricy neste novo momento da sua vida.

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– Os 5 lances de erros de arbitragem em Real Madrid x Atlético de Madrid

Uma decepção o árbitro inglês Mark Clattenburg. Talvez ele seja o número 1 da Premier League, onde recebe US$ 25,000.00 / mês. Lá, os árbitros são profissionais.

Escalado para a final da Uefa Champions League entre Real x Atlético, mostrou ser medroso e ruim tecnicamente. Fisicamente foi bem. Disciplinarmente razoável. Já o vi atuando em clássicos ingleses, e esperava muito mais dele.

Noite infeliz?

Talvez. Mas suas atitudes mostraram, principalmente no final do jogo, insegurança. Mas vamos lá:

Lance 1) A bola é cruzada na área e Bale toca de cabeça para Sérgio Ramos, em posição de impedimento ativo, marcar o gol. Lance difícil, que só bons auxiliares ou o auxílio da tecnologia poderiam ajudar. Aqui, absolva-se o árbitro e condene-se o bandeira Simon Beck, que está lá só para isso e foi escalado pela competência que tem.

Lance 2) Pepe (RMA) se antecipa na bola e a domina antes do atacante Fernando Torres (ATL), que o toca levemente, derrubando o zagueiro. É falta de ataque, mas o juizão se equivoca e marca pênalti, aplicando cartão amarelo. Pepe pagou pela fama de “caçador de canelas”. Na cobrança, outro erro: Griezmann chuta na trave e há invasão de área dos dois times! Deveria voltar a cobrança. Só que como provavelmente já tinha percebido que errou na marcação do pênalti, fez de conta que não viu…

Lance 3) Filipe Luís vai dividir uma bola com Pepe, que simula ter sido trancado no ombro, cai e pede a falta, alegando dores pelo golpe inexistente. O árbitro vê, mas não aplica cartão amarelo (seria o segundo dele, e portanto, estaria expulso). Na sequência, Filipe coloca a mão no rosto de Pepe que simula ter levado um tapa. Ainda assim o árbitro se acovarda e nada faz disciplinarmente.

Lance 4) Aos 47 minutos do segundo tempo, Carrasco arma um contra-ataque e Sérgio Ramos dá um carrinho certeiro por trás. É lance para Vermelho Direto, mas falta coragem e o árbitro aplica Amarelo. Errou de novo. 

Lance 5) No segundo tempo da Prorrogação, Pepe atinge com a sola o joelho do adversário Koke. Maldade pura! Lance para Vermelho, mas o árbitro só aplica o Amarelo. Está proibido expulsar?

Para mim, pelo que ganha no seu ofício, pelo que pode se preparar por ser profissional e pelo histórico, arbitragem muito aquém de uma final de UCL.

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– Cuca será punido pelo comunicador ou não?

Alberto Valentim, assistente técnico, foi flagrado com um rádio comunicador na partida entre Palmeiras 2×0 Fluminense. Supostamente, ele se comunicava com Cuca, que estava nas tribunas, suspenso por ser expulso no último jogo.

Mas ele poderia usar de tal artifício?

No Brasil, quando treinador era suspenso, ía a um camarote e acabava, indiretamente, dirigindo o time por rádio ou qualquer outro meio de comunicação. Não podia estar no banco como técnico, mas sua vontade e opinião chegavam ao seu substituto. Porém, a FIFA proibiu a comunicação da comissão técnica com auxiliares ou pessoas de fora a partir do momento que vetou rádios, celulares e afins (sobre o que “pode ou não” e a evolução das proibições, leia o texto no link em: http://wp.me/p55Mu0-VU).

Na Europa, tivemos um caso interessante e parecido em 2011. O francês Arsene Wenger, técnico do inglês Arsenal, foi expulso por mau comportamento na partida entre Arsenal X Barcelona nas Oitavas de Final da Champions League daquele ano (gesticulou contra as marcações do árbitro Massimo Bussaca, acirrando os ânimos dos seus atletas contra o juizão). Julgado, recebeu 2 jogos de suspensão.

No cumprimento da primeira partida de suspensão contra a Udinese, Wenger estava na arquibancada e foi flagrado conversando num telefone celular no mesmo momento em que seu substituto no banco também conversava em outro aparelhoA Comissão Disciplinar da UEFA entendeu que Wenger cometeu duas infrações por esse ato:

  1. por estar suspenso, não poderia conversar por rádio, celular, bilhete, recado ou qualquer outra forma com o banco.
  2. mesmo se estivesse calado na arquibancada, não poderia estar ali, já que a suspensão implica em estar proibido em estar dentro do estádio.

A defesa do treinador alegou que a punição foi confusa: Wenger imaginava que poderia pagar um ingresso e assistir ao jogo no meio da multidão, anonimamente, e não sabia que comunicadores estavam proibidos. Alegou ainda que conversava ao telefone com sua esposa que estava em casa, não com o treinador substituto.

Mesmo assim, a pena para Arsene Wenger foi aumentada em mais 2 partidas; ou seja, dobrou-se  a punição.

E você, o que acha? Cuca será punido como Wenger ou nada disso?

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– O pênalti por movimento antinatural de Figueirense 2×2 Santos

Para quem tem dúvida sobre a nova orientação da mão na bola, vale assistir o lance que originou o 1o gol do Santos em Santa Catarina.

A bola é cruzada para o ataque santista, e o defensor Ferrugem pula para disputá-la. Seus braços estão abertos, e durante a queda, ao invés de naturalmente os braços caírem, os mantém esticados esperando a bola bater em um deles (e é o que acontece). O árbitro Wagner do Nascimento Magalhães corretamente marcou pênalti.

Repare que o desvio ocorre mesmo ele tendo tempo para recolher o braço. É a chamada “intenção disfarçada”, o movimento antinatural dos braços.

Importante: a Regra não mudou, ele teve intenção e desejo de que a bola batesse no braço tirando o proveito. Nunca diga que pulou de maneira imprudente, pois a imprudência em lances de mãos e braços na bola continua não sendo falta.

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– Havia ou não Ponto Eletrônico em Palmeiras 2×0 Fluminense? E se havia…

Muita polêmica sobre a utilização de um suposto ponto eletrônico ou não do suspenso treinador Cuca e seu banco de reservas na partida do Allianz Arena entre Palmeiras 2×0 Fluminense.

Afinal, isso pode ou não pode?

Aliás, a questão sobre como jogador, treinador e seus auxiliares se comunicam tem sido discutida há algum tempo: tudo começou com Vanderlei Luxemburgo, então treinador do Corinthians, na final do Campeonato Paulista de 2001: Corinthians x Santos jogaram e descobriu-se que Luxemburgo orientava o meia Ricardinho através de um ponto eletrônico escondido em seu ouvido. Era permitido ou proibido?

Ninguém sabia se podia, pois a Regra nada dizia. Dias depois, em uma reunião da International Board (o Organismo que é “dono” das Regras do Futebol) determinou-se que seria proibida a comunicação eletrônica entre treinador e jogadores durante a partida.

Recentemente, passou a ser fato comum a comunicação via celular entre treinadores e seus assistentes. O próprio Luxemburgo, certa feita, assistia o 1o tempo das partidas nas arquibancadas, conversava com seu assistente via rádio e depois dirigia a equipe no 2o tempo no banco de reservas.

Após os estudos de uma equipe de força-tarefa da FIFA em 2011 (grupo formado por ex-atletas e estudiosos do futebol, que visava trazer sugestões), reforçou-se textualmente com a redação da orientação na Regra 4 (Equipamento dos Jogadores):

Os árbitros proibirão o uso de radiocomunicação entre jogadores e o corpo técnico”.

Mas aí veio uma nova modificação. Para 2013/2014, houve alteração do mesmo texto:

Os árbitros proibirão o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre os jogadores e/ou o corpo técnico”.

Aqui a alteração é mais profunda: a comunicação eletrônica por celulares ou rádios era proibida (portanto, a comunicação FALADA), mas nada impedia que a comunicação fosse REDIGIDA através de outro equipamento eletrônico “não sonoro” exceto os citados, como, por exemplo, via tablets ou notebooks. Onde estaria a proibição de que um treinador não poderia se comunicar com os atletas mostrando imagens e informações em um iPad com estatísticas em tempo real? Ou com informações de fora via email?

Agora, a proibição é EXTENSIVA A QUALQUER SISTEMA ELETRÔNICO DE COMUNICAÇÃO e não mais somente entre jogadores e treinadores, mas AMPLIADA ENTRE OS PRÓPRIOS INTEGRANTES DA COMISSÃO TÉCNICA. E um grande exemplo disso: José Mourinho costumava receber informações estatísticas on-line das partidas de seu assistente técnico via tablet, e as repassava através de bilhetinhos escritos a mão para seus jogadores. Isso (informação de fora), agora, não pode! Mas se o treinador quiser passar suas instruções por escrito em uma tecnologia rudimentar, como papel, somente com suas impressões pessoais, PODE!

Na sua última circular antes do início do Paulistão 2014, a FPF reforçou esse lembrete no capítulo 20 das suas orientações:

É PROIBIDO o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre jogadores e/ou comissão técnica. Exemplo: treinador para assistente fora do campo, conforme alt Regra 4, pg 29 do Livro de Regras.[Lembro que não é só fora do campo, mas dentro também].

Eu, particularmente, acho um retrocesso proibir a comunicação externa. Se o clube tem uma equipe técnica profissional e que se atenta a detalhes do jogo para ajudar o treinador, isso deveria ser uma evolução bem vinda ao futebol. Porém, entendo também o que os legisladores da Regra pretendem: se um árbitro não tem um celular para ligar a alguém com imagens e perguntar se foi pênalti ou não, seria desproporcional que treinadores tivessem essa informação privilegiada.

Resta aos mais espertos utilizarem alternativas. Imaginaram bolinhas de papel voando das arquibancadas com informações ao banco? Quem disse que a rudimentar tecnologia de “escrita no papel” está proibida? O texto é claro: somente a eletrônica está proibida.

E nas arenas européias, onde torcedores e comissões técnicas estão próximas: que tal a comunicação boca-a-boca, onde um torcedor assiste o jogo em tempo real via Web em som alto e “sem querer” o treinador escuta?

Alternativas criativas existem! Ou você acha que não? O que não pode, de fato, reforço, é a eletrônica.

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– Lambanças de Flamengo 2×2 Chapecoense

O árbitro Diego Almeida Real teve uma noite infeliz em Volta Redonda, ao dar dois pênaltis inexistentes (1 para cada time) em Flamengo 2×2 Chapecoense.

Aos 10m do 1o tempo, Lucas Gomes (CHA) invade a área e Juan (FLA) vai disputar a jogada. O atacante adianta a bola e se joga. É simulação, mas o árbitro, estando longe do lance, marca pênalti e dá amarelo ao zagueiro. Errou. O detalhe: Lucas ficou no chão fingindo que estava todo dolorido…

Aos 49m do 2o tempo, um Flamenguista cabeceia a bola, ela bate nas costas de um zagueiro catarinense, reboteia e bate despretensiosamente no braço de Marcelo (que estava próximo, com o braço colado ao corpo) e que leva um susto. Nada a se marcar, mas… juizão dá pênalti ao Mengão! Errou absurdamente.

Fica a dúvida: equívoco por deficiência técnica ou fez média pelo erro anterior?

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– Revivendo: Impedimento por “lançar involuntariamente a bola”

Um texto bacana de 31/05/2010, publicado neste blog, falando sobre uma jogada quando a bola é lançada pela zaga e sobra a um adversário em impedimento. Vale dar uma “revivida” nas diversas situações:

LANÇAMENTO DE ZAGA PARA ADVERSÁRIO?

Futebol é apaixonante por certos detalhes. Ontem, no jogo Corinthians X Santos, o atacante santista Marquinhos estava em impedimento a 44 cm. Distância significativa, não dá para reclamar, gol bem anulado. Mas vejo com surpresa uma reclamação que mostra certo desconhecimento da regra. A de que embora o bandeira Ednilson Corona tenha acertado no impedimento pela posição do jogador, o árbitro Sálvio Spinola houvera errado por não perceber que a bola partiu da zaga corinthiana.

Quem usa desse argumento, reclama por conhecer PARCIALMENTE a Regra 11, que se refere ao impedimento. Essa regra é uma das mais curtinhas do futebol, e justamente por isso você tem que dar muita importância a cada palavra do seu texto.

Vamos usar alguns exemplos simples, comparando com o lance reclamado:

1- Zagueiro recua a bola para o goleiro e esta é interceptada por um atacante adversário impedido, que domina a bola (segue o jogo, bola que vem do adversário não tem impedimento).

2- Zagueiro chuta a bola pra frente, bate na cabeça do seu COMPANHEIRO e sobra para o atacante adversário impedido (segue o jogo, o desvio não muda nada, valia o chute no momento da POSSE DE BOLA do zagueiro).

3- Zagueiro chuta a bola pra frente, bate na cabeça do seu ADVERSÁRIO e sobra para o atacante impedido (não segue o jogo; marca-se impedimento, lembrando que o desvio de um atleta da equipe que ataca é diferente do desvio de um atleta que defende; valia o momento do TOQUE/DESVIO NA BOLA do atacante).

Poucos se atentaram ao fato de que um jogador não estará em impedimento se a bola é “lançada” pelo seu adversário, mas estará em impedimento se for “lançada ou tocada” por seu companheiro. A palavra “tocada” é desprezada por muitos, mas é ela quem faz a diferença! Na regra, lançar ou tocar tem interpretações diferentes. Ela significa que se a bola for desviada ou resvalada num atacante, e por conta do desvio cair no pé de um atacante que estava em posição de outrora impedimento passivo, imediatamente este mesmo atacante passa a estar em impedimento ativo.

Resumindo: uma bola que seja lançada deliberadamente ou tocada sem intenção através de um desvio para o seu companheiro em impedimento, tem o mesmo peso para a sanção técnica.

Assim, tanto Sálvio quanto Corona acertaram na marcação e mostraram conhecer bem as regras do jogo, neste lance específico

Cá entre nós… será que os jogadores, torcedores, treinadores, jornalistas e até nós, que militamos na arbitragem de futebol, sabemos de todos os detalhes da regra?

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– Torcida Organizada pressionar jogador funciona?

Eduardo “Gaguinho” Ferreira, diretor adjunto de futebol do Corinthians, declarou sobre a pressão da torcida organizada exercida aos jogadores na última semana:

Foi uma reunião produtiva, os torcedores sempre trazem mensagens de apoio e conselhos.

Pergunte aos atletas e treinadores de quaisquer equipes se eles gostam de tal “apoio” e da “doçura” que os organizados dessas agremiações os tratam.

A propósito, depois da reunião, o Corinthians perdeu para o Vitória… será que o apoio foi pequeno ou demasiado?

O Timão não pode ser refém de Torcidas Organizadas. Nem de diretores que comungam com seus ideais. 

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– Flávio Guerra encerra a Carreira de Árbitro

Um fim melancólico: Flávio Rodrigues Guerra, o mesmo da polêmica entre Corinthians x Santos no Brasileirão passado e que, mesmo suspenso pelo STJD, foi escalado pelo Cel Marcos Marinho (involuntariamente ajudando a derrubá-lo do cargo), “pendurou o apito“.

Segundo o site ApitoNacional.com, Guerra irá comentar futebol pela Rede Família, já que seus compromissos profissionais atrapalhavam a carreira de árbitro.

Na verdade, sem o Coronel Marinho na Comissão de Árbitros Paulista e “queimado” no quadro nacional por Sérgio Correa devido à lambança de outrora, o agora ex-árbitro ficou sem clima e oportunidade para apitar.

Boa sorte ao Guerra no seu novo desafio!

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– Os gols polêmicos de Fluminense 2×2 Santa Cruz

Reclamações aos montes em Volta Redonda. Vamos aos lances?

Segundo Gol do Fluminense: dizem que o nascedouro do escanteio aconteceu de maneira irregular, com Fred impedido. Não consegui assistir o lance, tampouco achei o link. Mas certamente a conclusão dele foi irregular: viram a posição de Gerson? O escanteio é cobrado, há o bate-rebate e o atacante do Flu está na frente do goleiro. Ele está impedido segundo a regra 11 por interferir contra o adversário. Porém, a arbitragem nada fez.

Antigamente, quando um jogador estava impedido, ele corria para fora do campo ou para dentro do gol tentando demonstrar que abdicava de participar da jogada. Hoje, lembremos que nas novas orientações, quando um jogador entrar dentro do gol, deve ser considerado em impedimento ativo. Sendo assim, como justificar ato passivo de Gerson na frente do goleiro? Portanto, gol ilegal.

Segundo Gol do Santa Cruz: o lance do pênalti em Grafite. Indiscutível erro. O atacante “fura” o cruzamento, chuta estando em desequilíbrio na tentativa de continuar a jogada. O árbitro marca convictamente o pênalti, e repare nas imagens que o bandeira número 2 está incrédulo, vacilando para correr no posicionamento de tiro penal. Aliás, ele poderia ter ajudado o árbitro Jailson Macedo a desmarcar o equívoco.

E se tivéssemos o árbitro de vídeo em vigência? Será que o placar seria 1×1 ao invés de 2×2?

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– O Gol anulado de Ponte Preta 2×1 Palmeiras: acerto ou erro da arbitragem?

Muita reclamação por parte do Verdão a respeito do gol anulado por impedimento de Gabriel de Jesus no jogo do Moisés Lucarelli. Procede a chiadeira ou não?

Para mim, acerto do bandeira Daniel Zioli, corroborado pelo árbitro Leandro Vuaden. Explico: a bola é cruzada, o zagueiro da Macaca toca nela e ela cai nos pés de Gabriel que estava a frente, em posição de impedimento, no nascedouro da jogada.

Impedimento ativo claro. Desvio de bola não tira impedimento (há raríssima exceção da regra). O toque do zagueiro não é um novo lance, nem uma nova jogada criada. A bola foi lançada para o ataque por um palmeirense, visando os jogadores companheiros de frente. Se um pontepretano a toca ou não, é irrelevante nesse caso.

Alguns entendem que o fato do zagueiro ter ido disputar a bola e a tocado possibilitou uma nova jogada – e sendo assim, seria um toque de bola da defesa para o adversário, situação na qual não existe o impedimento (como uma bola recuada erroneamente ao adversário, por exemplo). Respeito quem pensa assim, mas discordo. Não foi um domínio de bola tocado para trás, foi um desvio acidental que de nada modificou a condição de impedimento (já que o jogador do Palmeiras lança a bola para o ataque palmeirense, não para a zaga campineira).

Por fim, há quem possa ainda interpretar como a nova orientação do começo desta década: uma bola que é desviada pela zaga e que caia nos pés de um jogador em impedimento mas que não estava na jogada e que nem tinha a pretensão de recebê-la, não é mais impedimento (por exemplo, um chute para o gol, a bola bate num defensor e sobra para um atacante sozinho, em posição de impedimento, próximo ao mastro de escanteio) Não foi o caso também, na minha humilde avaliação.

E você, o que achou? Deixe seu comentário:

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– As escalas nonsense da CBF

Duas escalas infelizes da Comissão de Árbitros da CBF. Totalmente evitáveis e que parecem duas coisas: provocativas ou ingênuas.

Os treinadores de futebol pediram que no Campeonato Brasileiro de 2016 os 4os árbitros fossem neutros, ou seja, não sejam do mesmo estado da federação do time mandante (hábito praticado para evitar custos). A CBF atendeu o pedido e passou a escalar esses árbitros de outros estados. A idéia é evitar que 4os árbitros “da casa” tivessem mais intimidade com o time do seu estado do que com o visitante, já que estes convivem com frequência nos regionais.

E não é que a CA escalou bandeiras da casa? No ano passado, tentou-se quebrar o paradigma dizendo que todo mundo é neutro e não existe árbitro paulista ou carioca, mas sim ‘brasileiro’. Depois de muita reclamação, a ideia foi abandonada.

Nesta próxima rodada, teremos 4os árbitros de fora, mas no São Paulo x Internacional teremos o assistente FIFA de SP, Emerson Augusto Carvalho. É excelente bandeira, comprovadamente respeitado e competente, mas sua escala poderia ser evitada. Falta bandeira de outros estados? Certamente, o time gaúcho achará provocação e desejará que se “faça média” no 2o turno, quando jogarem Internacional x São Paulo, escalando um bandeira local também.

Por que não escalar todo mundo de fora? Parece que a CBF quer arranjar um debate desnecessário…

A outra bobeada: para a decisão do Campeonato Brasileiro Feminino (Rio Preto/SP x Flamengo/RJ), foi escalado o árbitro paulista Douglas Marques das Flores! Ué, se pede ajuda às mulheres e se reclama tanta falta de incentivo ao futebol feminino, mas os árbitros e os bandeiras são masculinos? Não tem lógica… Não existem novas árbitros no quadro? Não há renovação?

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– Os dois pênaltis reclamados em Atlético Mineiro 2×1 São Paulo

O Galo de Minas Gerais chiou bastante do árbitro uruguaio Andrés Cunha após a eliminação pela Libertadores. Com ou sem razão?

1) O lance em que o zagueiro Maicon agarra o adversário: sim, pênalti claro e indiscutível, pois ele aproveita que o árbitro não está olhando e impede o prosseguimento da tentativa de avanço do jogador do CAM. O juizão não viu pois acompanhava a jogada que acontecia no lado esquerdo do campo de defesa são-paulino. Se existisse o árbitro de vídeo, quem sabe fosse possível reclamar.

2) O puxão de Leonardo Siva: nem todo puxão de camisa é pênalti! Jogador malandro valoriza e cai, e se o juiz for fraquinho, marca a infração. Mas se o árbitro for bom, sabe que deve existir força suficiente para impedir o prosseguimento da jogada para se marcar falta ou pênalti. E não foi o caso de ontem. Leonardo Silva tentou cavar.

Algumas outras observações:

3) Para mim, os dois goleiros falharam nos gols sofridos.

4) Imaginem a “alegria” do presidente atleticano em por no lápis o custo benefício de Robinho. No jogo mais importante do ano até então, o jogador mais caro do clube não pode jogar.

5) Maicon está fazendo a função que Lugano deveria fazer. Cá entre nós: será que a Seleção Brasileira não precisava de um zagueiro “com cara de mau” na zaga, como ele, ao invés de David Luís?

6) Uma dúvida cuja resposta não encontrei: já tivemos algum campeão da Libertadores da América que conquistou o torneio mesmo com derrota “na baixitude” (ou seja, em casa) por algum time boliviano? Creio que não…

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– Micos Recentes no Ataque! Qual o maior?

E o atacante Leandro Damião acabou sendo um fiasco no Real Betis, sem jogar com frequência e tampouco marcar gols. Voltará ao Santos FC? Terá clima, depois de querer sair do clube apresentando um atestado de pobreza?

Enfim: a posição de camisa 9 se tornou rara. E alguns clubes demoram em acertar atacantes, que por diversas circunstâncias se tornam micos.

Num passado não tão distante, vimos o Corinthians sofrendo com Adriano Imperador ou Roger Chinelinho, que não emplacaram. Agora, sofre com Alexandre Pato e André Balada.

E aí: qual deles foi o maior “pepino” para o Timão?

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– Os Estaduais mudaram os Conceitos sobre os Professores?

Quem disse que Campeonato Estadual não vale nada?

Há 1 mês, Corinthians x Grêmio poderia ser a projeção de uma semifinal da Libertadores da América! Tite era o treinador-sensação para os paulistas e Roger o grande capitão dos gaúchos.

Agora…

Após serem eliminados dos regionais, começou a se questionar a qualidades dos técnicos. E depois de caírem da Libertadores, a coisa azedou de vez. Na Arena de Itaquera, os dois times mostraram um modorrento futebol, difícil de se assistir.

Trinta dias (ou duas eliminações) fazem um estrago no futebol, não?

Opinião volátil de quem elogiava ou consequência de mau momento?

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– E se a Eleição da FIFA para melhor do Mundo fosse hoje?

Imaginemos que a escolha do craque da temporada seguisse o calendário europeu: nesse 1o semestre, estariam na lista Neymar, Cristiano Ronaldo e Messi?

Provavelmente teríamos a hegemonia quebrada: Luis Suárez levaria o prêmio!

Como Luisito fez gols! Nesses primeiros meses, seria justo o título de melhor do mundo pelo que jogou. 

Concorda ou discorda?

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– O erro de arbitragem consertado em tempo hábil no Palmeiras 4x 0 Atlético Paranaense

Uma tarde, digamos, atrapalhada do árbitro carioca Bruno Arleu de Araújo no Allianz Parque.

Mau posicionado dentro de campo, embora razoável tecnicamente, se destacou por um lance curioso: aos 36 minutos do 1o tempo, estando ele longe da jogada, viu Paulo André (CAP) se enroscar numa disputa de bola com Lucas Barrios (SEP). Foi falta do zagueiro sobre o atacante, mas o árbitro equivocadamente interpretou ao contrário. Errou, e marcou falta de ataque do paraguaio (simulação ou falta de ataque?), aplicando o cartão amarelo a ele (e sendo o segundo, teria que ser expulso).

Após a lambança, o bandeira 1 Luiz Cláudio Regazone provavelmente o informou do erro e o juizão voltou atrás, para a legitimidade do lance. O cartão foi retirado e “re-aplicado” a Paulo André, e a falta remarcada para a equipe paulista.

Em tempos de tantas mudanças de regras, será que o árbitro estudou tanto os detalhes do livrinho que se esqueceu do be-a-bá?

Claro que não. Foi simplesmente um erro ocorrido por estar distante do lance e corrigido pelo assistente. Mas um detalhe: acabar a partida aos 45 minutos do 2o tempo não dá. Não existiram paralisações ou substituições para o acréscimo?

Em tempo: nos acostumemos a ver relógios marcando 50, 51 e 52 minutos no Brasileirão em jogos com parada para hidratação. Não se parará mais o cronômetro em tais situações, e o árbitro deve se comprometer a recuperar essa pausa após os 45 minutos.

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– O Humilde Ibra vai embora de Paris

Ibrahimovic é um atacante polêmico. Ótimo jogador, mas de declarações e atitudes discutíveis. Sempre jogando em grandes equipes, não fica muito tempo nelas. Agora, ao deixar o PSG, “humildemente” declarou:

“Cheguei como um rei, vou embora como uma lenda”.

Discordo. Chegou como um craque briguento de comportamento dúbio. Irá embora do mesmo jeito, tendo feito sucesso por lá na medida do possível.

E você, pensa o quê sobre ele?

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– Você teria alguma sugestão de Mudanças na Regra do Futebol, nesse momento de novas orientações entrando em vigor?

Xingar o árbitro valerá pênalti, se feito dentro da própria área; os calções térmicos (que ficam escondidos debaixo dos shorts) deverão ser idênticos a todos os atletas (cores e modelos), mas as chuteiras poderão ser coloridas para cada um dos atletas; jogador que evitar uma situação clara e manifesta de gol em disputa de bola não receberá mais cartão vermelho, mas amarelo. Se o goleiro adiantar no pênalti receberá amarelo, e se o batedor praticar a paradinha ilegal, levará Cartão Amarelo e terá um tiro livre indireto marcado contra a sua equipe. Além disso, o árbitro não precisará mais sinalizar a vantagem com os dois braços, mas apenas com um.

Aqui relatei algumas orientações curiosas das novas orientações da Regra válidas a partir de 01 de junho (e no Brasileirão, a partir da Rodada 1). Claro que há outras relevantes, como pênaltis marcados por infrações fora da área entre outras (vide o “pacotão” em: http://wp.me/p55Mu0-Ug ).

A pergunta é: o futebol (a prática e suas regras) precisam de modificações ou não? Você teria alguma sugestão?

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para São Paulo x Atlético Mineiro, 11/05/2016 (Jogo de Ida da Libertadores da América).

Ele é persona non grata ao Tricolor Paulista: Wilmar Roldán, o árbitro colombiano que um dia, ao jornal argentino Olé, declarou que seu grande ídolo no esporte era o argentino Javier Castrilli (o árbitro do famoso episódio do pênalti decisivo de Corinthians x Portuguesa pelo Campeonato Paulista na década de 90). Considerado o sucessor em importância de Oscar Ruiz junto à Conmebol, foi apelidado de “Castriilli da Colômbia”.

O mal-estar entre Roldan e o time do São Paulo começou em 2011, quando discutiu com Richarlysson (que tentou agredi-lo) na partida entre Libertad x São Paulo pela Copa Sulamericana. Naquela oportunidade, o lateral esquerdo Juan acusou o juizão de chamar atletas de “macaco”. Mas com muito prestígio na Conmebol, nada aconteceu a Roldan.

Na Libertadores de 2013 (ano que Wilmar Roldan apitou a final da Libertadores entre Atlético Mineiro x Olímpia, conquistada pelo Galo), o colombiano conduziu São Paulo x Arsenal de Sarandi, tendo acontecido confusão ANTES do início do jogo: o Arsenal entrou com os shorts da mesma cor que o SPFC, e como é o visitante quem deve usar cores diferentes do mandante, o time do Morumbi se recusou a jogar de camisa branca e calção preto em seus domínios. Roldan obrigou o time da casa a trocar o uniforme e o clima ruim se instaurou. Durante o jogo, uma bola bateu despretensiosamente no braço do lateral Cortês, Roldan se equivocou e marcou pênalti ao Arsenal. Posteriormente, não marcou um suposto e duvidoso pênalti por empurrão em Luís Fabiano (que foi expulso após o término da partida por reclamação), nem um outro suposto pênalti reclamado por Oswaldo (este, com acerto ao árbitro pois foi simulação).

Em 2015, Roldan apitou São Paulo 1×0 San Lorenzo pela Libertadores, ocasião em que houve muita reclamação por um gol legal mal anulado de Centurion.

Eu não escalaria Roldán para jogos do São Paulo. Sabe aquele árbitro que “não dá química” com certos clubes? É como Paulo César de Oliveira em jogos do Palmeiras: mesmo que fosse bem, sempre havia um “quê” a discutir.

Não nos esqueçamos: Carlos Alarcón, o paraguaio que há décadas escala árbitros na Conmebol e flagrado em esquemas com Julio Grondona (o mesmo cartola responsável por Amarilla no fatídico Corinthians x Boca), é quem promoveu a escala. Mesmo com o anúncio de que Wilson Seneme seria o chefe da Comissão de Árbitros da Conmebol (e que nunca ocorreu sua posse), Alarcón, sabe-se lá quais os motivos, continua vivo e forte em Assunção…

Tecnicamente: Roldán corre bastante em campo graças ao seu bom porte físico, tem posicionamento regular dentro de campo (às vezes, percebo que não se coloca bem para visualizar as jogadas), tem bom discernimento técnico de faltas ou disputas mais viris e é bastante rigoroso disciplinarmente. Quando quer, apita muito bem – embora, sejamos justos, a irregularidade e alternância de ótimas e ruins atuações tem sido frequentes.

O presidente Leco, do São Paulo FC, reclamou para a Conmebol de erros contra o seu time. Isso funciona?

Se o clube estiver afinado com a Confederação, na rodada seguinte, se jogar em casa, ganha de escala um árbitro fraco, suscetível à pressão. Se estiver “de mal”, ganha o mais rigoroso em seu jogo. A questão é: no jogo da volta, já está escalado o bom uruguaio Andrés Cunha.

Como Roldán reagirá as críticas pré-jogo? Certamente, pelo seu estilo e histórico, não vai querer bancar como o “cara que foi pressionado”…

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– O Pênalti não marcado em Mirassol 0x1 Santo André: entendo o movimento antinatural dos braços!

Quem quer entender o que é “a nova orientação da interpretação do uso indevido das mãos na bola“, vale assistir o lance reclamado (e não marcado pelo árbitro) pelo time do interior paulista contra o do ABC, na decisão de sábado da Série A2.

Lembrando: não existe imprudência para avaliar se uma bola bate na mão ou se a mão é colocada propositalmente. Existe apenas uma condição: MÃO INTENCIONAL, que pode ser explícita ou disfarçada.

O atacante do Mirassol avança, cruza a bola para a área e o defensor andreense pula com os dois braços levantados, nitidamente desejando ampliar o seu espaço, visivelmente de maneira antinatural, sem querer evitar um futuro toque da bola em seus braços.

Esse tipo de ação é o clássico exemplo de INTENÇÃO DISFARÇADA, ou seja, quando o atleta usa de um movimento antinatural dos braços. Ele pulou de uma forma que poderia ser evitada.

Para mão na bola, reforço que tem que existir intenção: explícita, quando o movimento é claro, ou disfarçada, quando o movimento é antinatural como o desse lance.

Vale ressaltar: lamentável a entrada de sinalizadores no estádio. A torcida de Santo André viaja mais de 500 km para assistir o jogo e usar esses artefatos sabidamente proibidos! Tenha paciência…

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(imagem: Agência Futebol Interior)

– Racing Club da Argentina demite Preparador de Goleiros Racista

Um bom exemplo: o Racing da Argentina demitiu Juan Carlos Gambandé, o seu preparador físico do time profissional, que na última semana, no Estádio independência, fez gestos de racismo contra a torcida do Atlético Mineiro (fez de conta que descascava uma banana na frente de negros apontando a eles, ironizando-os como macacos), durante a partida válida pela Libertadores da América.

Que não seja apenas uma decisão para fugir de uma penalidade da Conmebol, mas sim que tenha sido um espírito de contrariedade e filosofia do time argentino.

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– Acabando o 1o tempo da Arbitragem Brasileira em 2016

O calendário do futebol brasileiro, diferente do europeu, tem um começo do ano com torneios regionais e “um semestre” com mais de 6 meses para o Brasileirão.

Sendo assim, uma nova etapa finda no esporte. E esse “primeiro tempo”, como foi, se analisarmos a arbitragem em geral?

Nos estaduais, nenhuma novidade. Poucas polêmicas nos campeonatos, sem lances muito duvidosos e ou atuações horrorosas. Mas nada de excepcional também. Talvez a facilidade em se arbitrar os jogos esteja mostrando a diminuição da importância dos regionais. Em São Paulo, por exemplo, um árbitro que se destacou foi para o primeiro jogo da final (Flávio Rodrigues de Souza) e outro já renomado e que faz parte do quadro da FIFA (Raphael Claus) no 2o jogo. Parafraseando o ex-árbitro Sálvio Spinola, uma “escala de segurança”.

No âmbito nacional, mais politicagem do que arbitragem. Um discurso demagógico de que se utilizaria o árbitro de vídeo no Brasileirão (e desde março tenho reiterado: NÃO VAI USAR DE MANEIRA OFICIAL), e as mudanças de diversas orientações de regra que causam certa expectativa e curiosidade. Há, ainda, uma novidade: a Federação Pernambucana que “comprou o passe” (numa linguagem retrô futebolística) do carioca Péricles Bassols. Já se tornou frequente: sempre o pessoal de PE quer ter um árbitro FIFA em seus quadros. E um detalhe: agora, o Rio de Janeiro está sem nenhum árbitro FIFA!

No âmbito sulamericano, nada de diferente: Carlos Alarcon, o dirigente que há décadas manipula a arbitragem (declaradamente corrupto nas gravações de conhecimento público), continua “formando” árbitros sulamericanos. E não sai de lá nunca.

Nas demais competições internacionais, vejo a escolha do árbitro Heber Roberto Lopes para representar a Copa América Centenária uma forma equitativa de comparar o que pensa a CBF: o teoricamente melhor árbitro brasileiro, pré candidato à Copa de 2018, Sandro Meira Ricci, apitando a Olimpíada 2016, demonstrando que os Jogos Olímpicos são mais importantes para a entidade do que a Copa América hoje.

Uma observação final: ótima (e até certo ponto, surpreendente) atuação de Wilton pereira Sampaio no jogo Boca Júniors x Cerro Porteño. Apitou em nível maior do que faz aqui no Campeonato Brasileiro.

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– O Lance Curioso de Liverpool 3×0 Villarreal: Lallana tinha condições de jogo pelo braço do zagueiro que estava fora de campo ou não?

Pelas semifinais da Liga Europa (chamada jocosamente por alguns de “2a divisão da Champions League” – e que segundona!), um lance didático para quem gosta de discutir regras de futebol: o 3o gol do Liverpool.

Entenda: os ingleses tem a posse de bola, um jogador vai até a linha de fundo e cruza. O zagueiro que disputava a bola com ele fica no chão, com o corpo fora do campo de jogo, deixando apenas o braço dentro. Há um bate-e-rebate dentro da área e Lallana aproveita o rebote da tentativa de Sturridge e faz o gol.

Lallana, o marcador do gol, quando recebe a bola só tem o goleiro à sua frente para a disputa direta, e fora ele, o defensor do time espanhol que permanece fora de campo, com o braço para dentro.

Gol legal ou impedimento?

É gol legal. Alguém pode alegar que somente o braço está em campo, e como jogadores de linha não podem jogar com o braço, teoricamente esse atleta não está em campo e por isso não conta para a linha de impedimento. Realmente os braços não contam para a linha de impedimento (somente contam as partes que os jogadores de linha podem jogar: tronco, cabeça, pernas/ pé). Mas quem disse que o atleta está fora de campo por tal motivo?

O jogador do Villarreal dá condição de jogo pois um atleta que vai até a linha de fundo e por força da jogada sai momentaneamente de campo, para efeito da linha de impedimento, ainda está em jogo!

Ele não está fora do gramado porque saiu para atendimento médico ou troca de equipamento, nem está ausente esperando autorização para voltar. Ele está lá fora porque correu demais e ultrapassou a linha em disputa de bola (assim como disputa uma bola na linha lateral, quando alguém dá um drible da vaca, saindo do campo e voltando ao mesmo). Como não precisa de autorização do árbitro para voltar ao campo, ele permanece em jogo. Nesse caso, é irrelevante se a mão está em cima da linha ou não, pois mesmo se o corpo todo estivesse fora, o bandeira considera que ele está sobre a linha de fundo (repito: já que está fora por força da jogada).

Isso surgiu para evitar a seguinte trapaça: um jogador está dando condição, sozinho, próximo à linha de fundo. Ao ver que a bola vai ser cruzada e ele dá condição, sai de campo deliberadamente para deixar o adversário em impedimento. Assim, sair deliberadamente ou não para além da linha de fundo, considera-se que o jogador está sobre a linha.

Lembrando: se ele usa aquela mão para segurar um atleta dentro da área, é pênalti, pois o que sofre a infração está dentro da área.

E se ele estivesse totalmente fora do campo e cometesse uma infração contra seu adversário também fora de campo? Hoje, se marca bola ao chão no local onde ela se encontrava no momento da infração (não existe a marcação de falta pois “falta” tem que necessariamente ocorrer dentro das 4 linhas). Mas com as mudanças das orientações da Regra de Jogo, a partir de 1o de junho, deve se marcar tiro livre direto no ponto mais próximo da linha de fundo onde ocorreu a infração. E se for mais próximo da linha da grande área, será pênalti!

Assista ao lance em: http://espn.uol.com.br/video/596766_liga-europa-semifinal-volta-melhores-momentos-de-liverpool-3-x-0-villarreal

Em tempo: os espanhóis são conhecidos como Yellow Submarine. Foram perder justo na terra dos Beatles?

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– Análise da Arbitragem de Toluca 3×1 São Paulo

Não consigo assistir jogos pacíficos do árbitro colombiano Wilson Lamouroux. Sempre há clima nervoso e certas polêmicas.

Destaco quatro lances na partida de ontem – com a maioria de acertos, embora, sinceramente, não senti segurança em seu trabalho.

1- Aos 17m, a falta que origina o 1o gol do Toluca foi cobrada sem autorização. Correto. O jogador mexicano abriu mão da distância para agilizar a cobrança. Nada a reclamar, aqui a equipe brasileira teria que estar mais atenta.

2- Aos 13m, Rios (TOL) derruba Centurion (SPFC). O lance ocorreu dentro da área, sem muita dificuldade para arbitragem perceber. Entretanto, o árbitro marca tiro livre direto (portanto, fora da área). Para uma partida importante como essa, tal erro é relevante (até pelo placar do jogo naquele momento). E se já tivéssemos o recurso do Árbitro de Vídeo? O que aconteceria?

3- Aos 15m, gol de Triveiro. Aqui uma consideração: foi questionado se, caso a bola não entrasse, se poderia marcar ou não um pé alto do são-paulino que estava na disputa de bola. A resposta é: não! A bola vem a meia-altura, o atacante estava longe e ele salta para a frente a fim do cabeceio. O zagueiro não leva perigo a nenhum adversário nesse momento.

4- Centurion dá uma cusparada em Rios. Indefensável defendê-lo… Cuspir (ou tentar atingir com uma cusparada) é agressão e merece Cartão Vermelho direto. E aos 46 minutos do 2o tempo, só dá para puxar a orelha do argentino.

Importante: vendo e revendo os lances de impedimento, fico com a pulga atrás da orelha… são lances complicados (em Itaquera, também foram e os bandeiras acertaram em jogadas duvidosas dos dois lados). Pela dificuldade dos mesmos, dá para absolver os bandeiras que trabalharam no México. Mas e se fossem lances a favor dos brasileiros?

Xi…

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– As Irregularidades nas Cobranças de Pênaltis em Corinthians 2×2 Nacional-URU

Deu tudo errado para o torcedor do Timão na Arena de Itaquera na partida entre Corinthians 2×2 Nacional pela Libertadores da América!

A começar: quem permitiu a entrada de sinalizadores (proibidos desde o episódio que culminou na morte do garoto Kelvin Spada)? Não há revista da Polícia? Ninguém viu tamanho número de artefatos entrando no estádio? Haverá multa sobre o atraso da partida?

Vamos à parte que nos interessa – sobre o pênalti desperdiçado por André e as decisões do árbitro:

André, quando vai cobrar o pênalti, pratica a paradinha “proibida”. Ou seja: de acordo com as diretrizes da Regra 14 (Tiro Penal), as “fintas para confundir o adversário” são permitidas enquanto se corre para a cobrança (como parar durante o trajeto), mas proibidas quando já se completou a corrida de preparação. Dessa forma, a paradinha na hora de chutar é irregular, como feito ontem. Se fosse feita como em Corinthians x Audax no Campeonato Paulista, pelo próprio André, durante a corrida, tudo bem.

E o que o árbitro deve fazer?

Hoje, sob o rigor das Regras do Jogo de 2015/2016, as atitudes seriam diferentes das que tomaria a partir de 1o de junho próximo, quando mudarão várias orientações da Regra de Jogo para a temporada 2016/2017.

André corre, um companheiro dele invade a área por trás do árbitro. O goleiro está corretamente em cima da linha de meta. Quando ele dá a paradinha, o goleiro se adianta para a defesa, ludibriado por acreditar que o atleta chutaria.

O goleiro não deve ser punido, pois não se adiantou voluntariamente (ele foi enganado). O atleta que invadiu a área o fez antes da paradinha, este de maneira voluntária. Assim, hoje, deveria se marcar tiro livre indireto (“falta em dois toques”) para o Nacional no local onde foi cometida a invasão! O erro de Nestor Pitana não foi relevante pois a bola foi defendida (e sem rebote) pelo goleiro.

E se a bola entrasse no gol? Daí o tiro deveria ser repetido, pois houve invasão, independente de existir a paradinha ou não.

ATENÇÃO:

Com as novas orientações da Regra a partir do próximo dia primeiro de junho, quando há modificação na punição da paradinha:

– Independente da invasão existir ou não, de ser gol ou não, O ÁRBITRO ANULARÁ A COBRANÇA POR CULPA DA PARADINHA, aplicará cartão amarelo ao cobrador e MARCARÁ TIRO LIVRE INDIRETO AO ADVERSÁRIO NA MARCA DO PONTO PENAL!

Já imaginaram se ontem a bola tivesse entrado, e na sequência o árbitro anulasse a cobrança e ao invés de manda-la repetir, a transformasse em tiro indireto ao Nacional, por culpa da paradinha? Sim, o time PERDE o direito do pênalti por culpa da cobrança com a burla. Essa será a nova orientação da Regra em menos de um mês.

Em tempo: no pênalti convertido por Marquinhos Gabriel, houve a mesma invasão de área, irregular, e o pênalti DEVERIA ter sido repetido (isso não muda nem hoje, nem a partir de 1o de junho).

Aliás, parabéns aos árbitros assistentes pois nos 3 primeiros gols da partida, existiram lances ajustados e difíceis de impedimento, não marcados corretamente e que resultaram nos gols. Foram muito bem os bandeiras nesses momentos.

OPS: Perguntar não ofende…

Já que o assunto é Libertadores da América, o Racing-ARG será punido em 2017, se estiver classificado para a Libertadores, pelo fato do membro da sua Comissão Técnica ter sido flagrado fazendo gestos de “descascar banana” aos torcedores do Atlético Mineiro, ironizando de maneira racista os negros como macacos?

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– Arbitragem para Olimpíadas 2016 definida. E o Brasil foi desprestigiado…

Definidos os nomes dos árbitros para os Jogos Olímpicos de 2016: serão 88 oficiais, sendo 18 árbitros e 32 bandeiras masculinos, 14 árbitras e 24 bandeiras femininas (representando os “seis” continentes, de acordo com a divisão geográfica da FIFA).

O Brasil estará representado por um trio masculino brasileiro: Sandro Meira Ricci, Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen, que foi o mesmo da Copa do Mundo de 2014 e que larga bem à frente dos demais árbitros e bandeiras para a Copa da Rússia 2018 (Wilton Sampaio é o substituto eventual de Ricci), além da bandeira catarinense Neuza Inês Back.

A observação é: sendo o Brasil país-sede, é inadmissível que não tenhamos uma árbitra central capacitada para o evento! Se está a contento a escolha masculina, fica a pergunta: não temos competência pela aptidão do quadro ou o trabalho de formação é mal feito? Ou ainda: faltou força política?

Vergonha.

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– E a parceria Paulista e MC Millan?

Logo após o final da série A2, escrevi neste blog que particularmente pensava que o Paulista PODERIA disputar a Copa Paulista (devido as desistências de clubes e pelo fato do número de equipes paulistas no Campeonato Brasileiro nas diversas divisões) e que DEVERIA jogar para se preparar para a A3 de 2017, já que a “Copinha” era desse nível e serviria para preparar o Galo para o ano que vem.

Por brincadeira, no dia 1o de Abril, fizemos um post desejoso de que uma mentira se tornasse realidade, com um magnata do leste europeu ou um sheik endinheirado chegando ao Jayme Cintra.

Caraca!

Está batendo na trave?

Muita calma nessa hora. Tudo está “no ar”. A diretoria conversa com um grupo inglês chamado MC Millan, que investiria na recuperação financeira do Paulista FC e que seria bancado por um sheik. Este grupo já teria pago o escritório de contabilidade que tinha uma pendenga financeira a receber, liberando os balanços do clube (retidos por falta de pagamento).

No atual momento conturbado, as pessoas que realmente gostam do Galo – e que tem competência para tomar decisões – devem ter muita cautela com as promessas.

  • Quanto é o valor a entrar?
  • Quais jogadores poderão chegar?
  • Quem dirigirá o clube?
  • O que querem em troca?
  • As garantias bancárias existirão?

Se tudo for “às claras”, honesta e transparentemente (e que seja vantajoso ao Paulista), ótimo! Um investidor que terá coragem em salvar do abismo um gigante que se apequenou de divisão. Se for mais um “rolo” (dos inúmeros que existem no futebol), que o Tricolor Jundiaiense fuja desses caras como o Diabo foge da Cruz, a fim de não cair em tentação.

A única coisa real, até agora, é: o Paulista foi convidado pela FPF para disputar a Copa Paulista, mas hoje não tem treinador efetivo e apenas 3 atletas profissionais (informação de Luiz Antonio Cobrinha de Oliveira no “Show de Bola” da Rádio Difusora).

O tempo urge. Aguardemos todos, ansiosamente, o próximo desfecho. Mas que nada seja feito atropeladamente pelo desejo de pôr o time em campo, pois um contrato é quase que um casamento. Para se separar depois…

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– E Wendell Lira? Prêmio Puskás e mais nada…

Que pena. Wendell Lira, o jogador que levou o prêmio do gol mais bonito de 2015 da FIFA (pelos eleitores via Internet), estava jogando no Vila Nova de Goiás. Entretanto, pelas más atuações e nenhum gol marcado, rescindiu amigavelmente o seu contrato.

É o mais novo jogador desempregado do futebol brasileiro!

Cá entre nós: ajudado pela força das correntes da web que turbinaram o voto em seu gol, somado pelo carisma do discurso humilde, estávamos querendo que um jogador comum se tornasse um craque instantâneo, coisa que ele não conseguiu e nem poderia.

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– Enfim, ponto positivo para as Olimpíadas do RJ

Olha só que interessante: o show de abertura dos Jogos Olímpicos Rio-2016 será com um cerimonial temático sobre a história da formação do povo brasileiro.

Em tempos nos quais a Comunidade Internacional faz vista grossa com a imigração de árabes, vale lembrar que também os europeus foram emigrantes.

Como um povo que emigra não pode aceitar quem em sua pátria imigra?

Boa e pertinente escolha. É o esporte trazendo a reflexão social global.

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– Uma Justiça Tardia na escala de Arbitragem para Audax X Santos

Já falamos durante a semana da boa indicação do árbitro Flávio Rodrigues de Souza para o primeiro jogo da final do Campeonato Paulista (vide aqui: http://wp.me/p55Mu0-Ue). Mas só agora tomei ciência de que seu assistente número 1 será Herman Brumel Vani.

Justíssimo! Herman há muito tempo tem trabalhado com dedicação. Trabalhamos vários jogos juntos e, dentre as partidas que destaco, me recordo de uma guerra em Olímpia (Olímpia 3×3 Taquaritinga), com uma equipe lutando pelo acesso à série A1 e a outra contra o rebaixamento à A3. Naquela disputa, chuvosa, pegada, com o alambrado balançado e muita pressão, fizemos uma arbitragem excepcional (Sabe aquele jogo para guardar com carinho na memória? Esse é um deles).

Herman já estava no quadro nacional, havia trabalhado em jogos da Série A1 do Brasileirão, mas por culpa da Comissão de Arbitragem que assumira o comando, não sei porque o árbitro não só deixou de pertencer ao quadro da CBF como foi deixado de lado na Série A1.

Teria sido por algum motivo político? Não sei. Pois condição técnica e física o bandeira tem e já houvera provado.

Quando se deve criticar, faço as devidas postagens. Idem para os elogios. Me parece que a Meritocracia está voltando a reinar na Nova Comissão de Árbitros. Que ela seja duradoura e eu não me decepcione com tal expectativa.

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