NOVE ATITUDES QUE VOCÊ DEVE TER AGORA PARA PREVENIR A DEMÊNCIA NO FUTURO
Por mais que seja erroneamente relacionada à loucura, a demência não é uma doença específica, e sim uma categoria usada para definir diferentes quadros caracterizados pela deficiência cognitiva progressiva. Pessoas com demência têm dificuldade em memorizar coisas e de resolver problemas no dia a dia.
A doença de Alzheimer é a mais comum de todas as doenças que envolvem a demência, mas também existem outras como a demência frontotemporal, na qual o paciente muda o comportamento, e a demência com corpos de Lewy, na qual o indivíduo tem grandes alterações no desempenho durante o dia.
O risco de ter demência aumenta com a idade, mas ela também pode ser diagnosticada na meia-idade. Apesar de ela não ter cura, existem tratamentos e, claro, alguns meios de se prevenir. O importante é poupar nosso cérebro antes de ele envelhecer.
O cérebro ativo tem maior rede de sinapses (zonas de contato entre uma terminação nervosa e outros neurônios) e consegue melhorar. Pensando em formas de manter esse órgão saudável e ativo, o VivaBem uniu estudos e dicas da especialista. A seguir, você confere nove atitudes que você pode incluir agora em seu dia a dia para prevenir a demência na velhice.
Ter níveis baixos de colesterol e pressão arterial
Cientistas da Vanderbilt University, nos Estados Unidos, analisarem dados que relacionavam altos índices de colesterol a demências e descobriram que o índice está intimamente ligado ao surgimento das proteínas beta-amiloides, relacionadas ao surgimento do Alzheimer. Além disso, um estudo feito com camundongos e publicado em 2015 no periódico Hypertension mostrou que, na fase inicial do Alzheimer, apenas os animais hipertensos apresentaram redução da capacidade de memória. Além disso, os camundongos hipertensos apresentaram várias alterações cerebrovasculares.
Tratar a ansiedade
Um estudo publicado em janeiro deste ano no periódico The American Journal of Psychiatry sugere uma relação entre níveis elevados de beta-amiloide e a piora dos sintomas de ansiedade, suportando a hipótese de que transtornos neuropsiquiátricos podem representar uma manifestação antecipada da doença de Alzheimer. Segundo os pesquisadores, os resultados sugerem que os sintomas de ansiedade podem ser uma manifestação do Alzheimer antes do início da deficiência cognitiva.
Evitar o excesso de álcool
Além de aumentar o risco de câncer e provocar danos permanentes às células, o abuso de álcool também pode elevar as chances de a pessoa desenvolver demência precoce e Alzheimer, segundo um estudo feito com um milhão de pessoas e publicado no periódico The Lancet Public Health. Os resultados mostraram que dos 57 mil casos de demência de início precoce (antes dos 65 anos), a maioria (57%) estava relacionada ao consumo intensivo e crônico de álcool. Outro estudo publicado na Nature mostrou que a bebida alcoólica traz danos permanentes nas células.
Manter a mente ativa
Em uma palestra durante o 12º Fórum da Longevidade, ocorrido em outubro de 2017, em São Paulo, Pedro Calabrez, professor e pesquisador de neurociências da Unifesp, afirmou que o maior inimigo do cérebro ativo é a acomodação. E para manter o cérebro funcional você precisa aprender coisas novas. A palavra-cruzada é legal no começo, mas depois que você aprende e se adapta deve focar em aprender algo novo.
Ter amigos
Além de elevar o nível dos hormônios do estresse e inflamações, a solidão pode aumentar o risco de doenças cardíacas, artrite, diabetes tipo 2, demência e depressão. No entanto, uma pesquisa publicada em dezembro de 2017 por pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, revelou que relacionamentos positivos mantêm a memória funcionando ao longo dos anos. “Os relacionamentos sociais podem desempenhar um papel significativo na preservação de sua cognição”, disse Emily Rogalski, uma das autoras.
Preferir a dieta mediterrânea ou a MIND
Em 2006, uma pesquisa feita pela Universidade Columbia, nos Estados Unidos, descobriu que a dieta mediterrânea pode reduzir os riscos de Alzheimer em até 40%. Esse tipo de dieta é rica em peixes, azeite, amêndoas, grãos integrais, nozes, tomate e espinafre. Outra pesquisa mais recente, realizada em 2016 por pesquisadores da Universidade Rush, nos Estados Unidos, comprovou que a dieta MIND também pode reduzir o risco de a pessoa desenvolver a doença.
Esse plano alimentar prioriza o consumo diário de vegetais, nozes, feijões, peixes, aves, grãos integrais e azeite. A recomendação é evitar carnes vermelhas, manteiga, margarina, queijos, doces, frituras e fast-food. Segundo os cientistas, os seguidores da dieta MIND têm 53% menos chances de desenvolver Alzheimer e ainda foram avaliadas cognitivamente como se fossem 7,5 anos mais jovens.
Dormir bem
Ficar sem dormir tem vários riscos para a saúde, como hipertensão, diabetes e até Alzheimer. Uma pesquisa publicada em abril no periódico Proceedings Of The National Academy Of Sciences descobriu que quanto menos as pessoas dormiam, maior era o acúmulo de beta-amiloide no cérebro.
Embora os cientistas ainda não tenham certeza sobre como o Alzheimer comece, o acúmulo de proteínas beta-amiloides e tau no cérebro —levando a uma quebra nas funções normais do órgão— é uma das principais características da doença.
Ter um companheiro
De acordo com um estudo publicado em novembro de 2017 no periódico Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry, quem vive sozinho tem 42% mais risco de desenvolver demência do que quem é casado. E sobrou até para quem perdeu o parceiro… Segundo os pesquisadores, os viúvos também têm 20% de chance a mais de ter a doença.
Mas segundo os pesquisadores, não é o casamento em si que reduz o risco de demência. O possível efeito protetor do casório está relacionado a ter um estilo de vida mais saudável e com mais estímulos sociais.
Fazer exercícios, principalmente correr
Uma pesquisa publicada no periódico Journal of Alzheimer’s Disease identificou que quanto menos atividade física a pessoa realiza, mais rápida é a deterioração de fibras nervosas vitais no cérebro. Além disso, outro estudo, publicado no periódico Neurobiology of Learning and Memory, descobriu que correr ajuda a proteger a memória dos impactos negativos que o estresse crônico provoca no hipocampo, parte do cérebro responsável pela memória e aprendizagem.
Fontes: Maisa Kairalla, geriatra e clínica geral
É importante cuidar do cérebro enquanto ele está ativo Imagem: Reprodução/Sanar
Existe um maravilhoso filme da Disney chamado “Encanto”, que se passa numa casa mágica no interior da Colômbia. Lá, cada morador tem dons extraordinários, exceto a garotinha Mirabel.
Sua irmã, Luiza,realiza todas as tarefas pesadas pois têm muita força. Seu dom é usado para o bem comum da comunidade em que mora. Tudo “sobrecai nas costas dela”! Até que a força começou a fraquejar, fazendo-a questionar: era a magia da casa mágica que estava acabando ou era a sua própria insegurança?
Vamos trazer para a nossa realidade?
Será que não carregamos o mundo em nossos ombros, e pela nossa fragilidade emocional, igual a de Luiza, tendemos a nos esgotarmos?
Devemos sempre fazer o bem e usar nossos talentos em prol do próximo. Mas somos humanos e limitados. Esse “Complexo de Luiza” (se é que podemos chamar essa situação por esse nome) acontece frequentemente, com todos nós. E nem nos damos conta!
Uma pausa. Um respiro. Um momento de alívio e sossego… muitas vezes, precisamos disso para nos reerguemos – além, claro, de entendermos que não podemos (e nem conseguimos) resolver todos os problemas do mundo. Mas para os que são possíveis, façamos com dedicação!
Cada vez mais a nossa sociedade tem que lidar com novas dores e desafios. Porém, “lidar e lutar com o sofrimento” tem sido um problema, no qual uma carga ainda maior de drogas e tratamentos surgem.
Nas angústias sociais e profissionais, para buscar o prazer e o bem-estar, contraditoriamente, podemos estar encontrando mais dores!
À CAÇA DE DOPAMINA: QUANDO A BUSCA PELO PRAZER GERA SOFRIMENTO
por Diogo Sponchiato.
Dopamina. Esse é o nome do principal neurotransmissor do prazer, um mensageiro químico que perambula nas conexões entre os neurônios, ativando a sensação de realização plena. Ocorre que os mesmos circuitos nervososresponsáveis pela sensação de deleite se ocupam do sofrimento.
No fundo, é como uma gangorra. Só que, se ficarmos a todo momento pesando para o lado prazeroso, o brinquedo pode quebrar e a gente cair no lado sofredor. É com comparações assim que a psiquiatra americana Anna Lembkenos explica como o cérebro humano, ávido por recompensas, não raro entra num círculo vicioso de compulsão.
Aprendemos a caçar prazer e desaprendemos a lidar com as dores do corpo e da mente, em um contexto de fácil acesso a um extenso cardápio de drogas, incluindo as digitais. O reflexo disso é o astronômico número de pessoas dependentes de substâncias lícitas e ilícitas, pornografia e redes sociais.
Na obra, Anna, que é professora da Universidade Stanford (EUA), utiliza seu próprio vício por “romances baratos” e histórias de seus pacientes para esmiuçar o desajuste entre nossa “fome” por dopamina e o ambiente ao redor. E, com base nos aprendizados que vieram com anos tratando casos de dependência, esboça um roteiro para enfrentarmos nossas compulsões.
Capa: Vestígio/Divulgação
Nação Dopamina Autora: Anna Lembke Editora: Vestígio Páginas: 256
VEJA SAÚDE: Em que medida a pandemia mexeu com o conceito de “nação dopamina”? Ela reconfigurou nossa busca por felicidade e prazer?
Anna Lembke: A pandemia abriu tanto um caminho de melhora quanto de piora para nossa crise atual com a dopamina, dependendo de quem você é. Para muitos, aumentou o consumo de substâncias e comportamentos viciantes, especialmente as drogas digitais. A quantidade de tempo que as pessoas estão passando online jogando games, surfando nas redes sociais e assistindo pornografia decolou pelo mundo.
O consumo de álcool e maconha e as mortes por overdose de drogas também têm crescido em vários países. Ao mesmo tempo, a pandemia também tem sido um momento para se cuidar. Algumas pessoas começaram a reavaliar seu consumo e a pensar mais profundamente em como querem gastar seu tempo.
Nossa dependência pelo digital disparou. Tem solução para isso?
Está claro para mim que as mídias sociais e outros tipos de conteúdo digitalfuncionam como drogas. Quanto mais se consome, mais você quer. Nosso desejo por elas é infinito e a satisfação nunca é atingida. É um problema individual e coletivo, e assim requer soluções individuais e coletivas.
No livro, falo bastante sobre o que nós como indivíduos podemos fazer, assumindo que os governos, as corporações e as escolas se mobilizarão um pouco no curto prazo. Mas isso não deve eximir o papel das organizações.
Ao contrário, precisamos de leis, regulamentações e incentivos financeiros para ajudar a conter nosso consumo coletivo excessivo. Isso inclui inovações tecnológicas que ajudem a visualizar a natureza viciante dos produtos online, ferramentas para monitorar o consumo, desincentivo financeiro quando o consumo viola os limites saudáveis, proibição de anúncios de drogas digitais para menores e espaços livres de telas nas escolas.
A humanidade desaprendeu a lidar com o sofrimento? O aumento nas taxas de suicídio entre jovens seria um sintoma disso?
Nós redefinimos nossos níveis individuais e coletivos de dopamina nos isolando da dor e nos inundando de fontes de prazer. Eu acredito que estamos mais infelizes porque estamos mudando o ponto de ajuste hedônico do nosso cérebro.
Precisamos de pouca dor para experimentar o sofrimento e prazeres cada vez mais potentes para experimentar uma quantia módica de felicidade. Nossa antiga rede de fiação neurológica é lamentavelmente incompatível com o moderno ecossistema de superabundância.
Estamos nos medicando mais para tentar minimizar esse desajuste?
Estamos prescrevendo antidepressivos demais. Eles são ferramentas úteis em casos extremos, mas têm suas compensações e podem deixar de ser efetivos no longo prazo.
Há alguma compulsão que mais a preocupa atualmente?
Ando muito preocupada com o crescimento da compulsão por sexo e pornografia. Pessoas com essas condições se escondem por causa dos estigmas e mal-entendidos ligados a esses comportamentos. São compulsões que podem ser devastadoras e ameaçar a vida de indivíduos vulneráveis, sobretudo homens. A internet explodiu esse problema no mundo inteiro.
Pandemia resultou na piora ou no desenvolvimento de compulsões. Foto: Paula Daniëlse/Getty Images
A gente “meio que sempre sabe” (afinal, esportistas sempre defenderam causa). Mas veja que bacana essa publicação do BJSM (British Journal Sports Medicine): o quanto uma atividade física nos ajuda emocionalmente!
Já falamos sobre a série Ted Lasso (clique aqui: https://wp.me/p4RTuC-L1M). Pois bem: em alguns episódios, a saúde mental do treinador do AFC Richmond está em questão, pois ele sofre de Síndrome do Pânico.
Por tal motivo, a Apple promoveu um evento de todo elenco da série com o presidente dos EUA, Joe Biden, para colocar em visibilidade tal assunto tão importante: o Equilíbrio Mental!
ELENCO DE TED LASSO VISITA A CASA BRANCA EM FAVOR DA SAÚDE MENTAL
A Apple conseguiu essa semana um bom reforço no marketing de seu serviço de streaming, com figuras importantes do elenco de uma de suas principais séries visitando o Presidente dos Estados Unidos na Casa Branca.
Nesta segunda-feira (20), o ator Jason Sudeikis e mais outros quatro integrantes do elenco da série Ted Lasso visitaram o presidente Joe Biden em uma ação em prol da luta pela Saúde Mental, contra a Depressão.
Os atores participaram de uma sessão de perguntas e respostas que geralmente é ministrada pela porta-voz da Casa Branca, para levantar a questão de como a depressão é um problema crescente no país.
Depois disso, eles fizeram uma visita privada pelo local e puderam ter um tempo para conversar pessoalmente com Biden.
Claro que a ideia do governo não foi fazer propaganda para a Apple, mas o contrário: se aproveitar do enorme sucesso que a série Ted Lasso está tendo, para debater o assunto de Saúde Mental e assim pressionar o congresso para destinar mais verbas para este tema.
Durante as perguntas dos jornalistas, houve um momento de descontração quando um deles se apresentou como sendo “Trent Crimm, The Independent”, que é um dos personagens marcantes da série.
Quantas vezes nos culpamos por coisas que não deveríamos?
A auto-crítica deve existir, idem ao meu culpaquando erramos. Mas condenação eterna de erros, não. Aliás, muito menos se remoer pelas coisas que não dependem de nós!
Uma boa mensagem, abaixo, que nos mostra que precisamos ser mais benevolentes com nós mesmos.