– A Boba Polêmica do ursinho TED

Bombou no Twitter ontem as hastags TED e PROTÓGENES, se referindo ao fato do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB) estar revoltado com o ursinho TED.

Explico: estreará um filme onde o protagonista é um adulto que tem um ursinho de pelúcia com vida. Uma comédia não-infantil, com censura de 16 anos. Há insinuações sexuais e em determinado momento o urso e seu adulto fumam maconha.

Eu não gosto dessa temática. Não assistiria ao filme, nem recomendaria. Mas o deputado, desavisado, levou seu filho de 11 anos e ficou constrangido.

Ora, a culpa é do filme ou de Protógenes? O filme tem censura maior que a idade do filho dele; não é recomendado às crianças e não é um filme infantil. Não leu a sinopse?

Reitero: não gosto de filmes como esse. Mas aqui, quem pisou na bola foi o Protógenes.

– Um Pedaço das Nossas Infâncias: Os Estúdios Hanna-Barbera

Lembram-se de Jambo & Ruivão, Leão da Montanha ou Pepe Legal? Talvez não. Mas certamente você se lembra de Scooby Doo, Tom & Jerry e Flinstones. Por ironia do destino, esses personagens dos estúdios Hanna-Barbera surgiram após Walt Disney prometer e não contratar os animadores-fundadores da empresa, que resolveram desenhar por conta própria e tiveram liberdade de criar novas personagens. Hoje, o estúdio pertence a Warner Bross (WB).

Veja que história bacana, retirada da Wikipedia:

HANNA-BARBERA

Hanna-Barbera foi uma empresa de desenho animado criada pela dupla de cartunistas estadunidenses William Hanna e Joseph Barbera.[1] É uma das maiores produtoras de desenhos animados do mundo, estando situada em Los Angeles, no estado da Califórnia

HISTÓRIA

Eles se conheceram em 1937 e começaram a trabalhar juntos no estúdio de animação da Metro-Goldwyn-Mayer em 1939. Na década de 1940, enviaram seus desenhos para Walt Disney, que prometeu viajar até Nova Iorque na semana seguinte para contratá-los. Nunca apareceu.

O primeiro projeto de animação criado e desenvolvido pelos dois foi o desenho Puss Gets the Boot (1940), que iniciou a premiada e popularíssima série Tom e Jerry. Em 1944 foi fundado o estúdio Hanna-Barbera.

Com a popularização da televisão, Hanna e Barbera passaram a desenvolver novos trabalhos e personagens para a essa mídia a partir de 1957. Seu primeiro sucesso foi a série Jambo & Ruivão, seguido dos famosos Dom Pixote, Plic, Ploc & Chuvisco, Zé Colméia, Pepe Legal, Bibo Pai e Bob Filho, Olho Vivo e Faro Fino e Loopy De Loop (Loopy Le Beau), este último feito para exibição no cinema. Depois viriam as séries de horário nobre: Os Flintstones, Manda Chuva, Os Jetsons, Jonny Quest, dentre outros. No final da década de 1960 surgiria outro mega-sucesso: Scooby-Doo.

Em comparação com o trabalho cinematográfico anterior, a animação televisiva era bem precária, repetindo-se cenários de fundo e reaproveitando-se gestos e expressões dos personagens a exaustão. Mas o sucesso era garantido com as divertidíssimas gags que recheavam os episódios e alegravam tanto adultos como crianças.

Os desenhos Hanna-Barbera dominavam a programação infantil da televisão, até que em 1993 o monopólio Hanna-Barbera acabou.

Os estúdios da Hanna-Barbera foram, na década de 1990 comprados pela Turner Enterprises, conglomerado de comunicação do empresário Ted Turner — que inclui os canais de tevê por assinatura CNN, TNT e Cartoon Network — e o nome “HB” hoje é usado apenas nas produções anteriores à compra. As produções posteriores passaram a receber o rótulo “Cartoon Network Studios”. As únicas exceções foram O Laboratório de Dexter, Johnny Bravo, A Vaca e o Frango, Eu Sou o Máximo e As Meninas Superpoderosas, que utilizaram a logomarca “HB” até 1998, antes de adotar o seu rótulo definitivo.

Anos mais tarde, as empresas Turner foram adquiridas por outro conglomerado de comunicação, o “Time-Warner”, e a ex-Hanna-Barbera foi junto na transação. Muitos criticam tal aquisição como danosa à concorrência nos meios de entretenimento e jornalismo, já que ambas as empresas possuíam seus próprios departamentos de reportagens, filmes, séries de televisão e desenhos animados. Nesse último ponto, ainda não está claro o impacto que isto terá na qualidade das produções, já que a Hanna-Barbera e a Warner Bros. eram rivais ferrenhas na disputa pelos espectadores de desenhos.

Quando William Hanna morreu, em 22 de março de 2001, o estúdio Hanna-Barbera foi adquirido pela Warner Bros. Animation, e transformado no Cartoon Network Studios.

Em 18 de dezembro 2006 faleceu, com 95 anos, Joseph Barbera, por causas naturais.

Desenhos clássicos:

Os maiores sucessos infantis das décadas de 1950, 1960, 1970, 1980 e 1990 estão desde o fim da década de 1990 até o meio da década de 2000 perdendo espaço. Em 1993 os desenhos apareceram no canal Cartoon Network, mas tiveram baixa audiência. A partir daí os clássicos foram perdendo espaço até sumirem em 2008.

Em 1999 a Turner deu para HB sua segunda chance com o canal só dela, o Boomerang. No caso da América Latina, em menos de 10 anos o canal retirou de uma só vez todos os desenhos clássicos e agora exibe uma nova programação.

Recentemente, os desenhos de Hanna-Barbera voltaram à programação televisiva através de outro canal recém-criado pela Turner, denominado Tooncast. Os clássicos Tom e Jerry e Scooby-Doo estão atualmente na programação do canal Cartoon Network.

Guinness Book:

O desenho Scooby-Doo entrou no livro do Guinness Book como o desenho com mais episódios no ano de 2004, com 360 episódios.

– Série de TV Humaniza Figura do Árbitro. Vem aí: FDP

Para quem gosta de futebol, imperdível. Olha só a série da HBO onde o protagonista será um árbitro de futebol. Elementos e personagens de grande audiência não faltarão:

Extraído de: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2012/08/23/serie-de-tv-humaniza-figura-de-vilao-do-arbitro-e-usa-bandeirinha-gostosa-e-mae-briguenta.htm

SÉRIE DE TV HUMANIZA FIGURA DE VILÃO E USA BANDEIRINHA GOSTOSA E MÃE BRIGUENTA

Em tempos em que os homens do apito não saem das páginas esportivas em razão de polêmicas atuações, o universo da arbitragem ganha um esforço de humanização através da ficção. A série “FDP” estreia neste domingo no canal pago HBO [às 20h30, de Brasília] com a promessa de desconstruir a mais clássica figura de vilão do futebol, usando como trunfo alguns clichês deste ambiente como a bandeirinha sensual e a mãe de juiz.

Com direção de Adriano Civita, a série da produtora Prodigo Films contará com a primeira temporada de 13 episódios de 30 minutos. A história de “FDP” [uma sigla que até o torcedor menos afeito a arquibancadas vai reconhecer] gira em torno de Juarez Gomes da Silva. Interpretado por Eucir de Souza, o herói em questão é um árbitro correto que batalha seu caminho rumo à Copa do Mundo e precisa lidar com pressão no vestiário e ofertas de suborno. Mas enquanto as coisas caminham bem em campo, com oportunidade em jogo da Libertadores, a vida pessoal do juiz desmorona, graças ao fim de seu casamento. 

Neste pacote de descontrole da vida pessoal inclui-se uma separação após traição descoberta, a luta pela guarda do filho e o relacionamento com uma auxiliar de arbitragem, colega de campo.

Neste papel a série escalou a bela atriz Fernanda Franceschetto. Inspirada na experiência do futebol real de Ana Paula Oliveira, a personagem viverá na série a oportunidade de posar nua para uma revista masculina.

A figura da mãe de juiz também não poderia ficar de fora. Juarez Gomes da Silva aparecerá escoltado da genitora, que defenderá o filho de insultos e ainda tumultuará a vida cotidiana do protagonista.  

“Trazemos essa veracidade do mundo do árbitro, com temas como a mãe do juiz. Como é ser mãe de juiz, um personagem que é xingado o tempo todo? A gente pensou como tornar a vida dele mais dura. Aí pensamos: ‘e se o namorado novo da mãe fosse argentino? Fica bem pior’. E o desafio era construir todo esse processo sem que você odeie esse cara, algo para simpatizar com a figura do árbitro”, conta o responsável pela série.

O diretor de “FDP” teve a ideia de mergulhar no universo da arbitragem após ouvir relatos de seu personal trainer, um juiz que milita que partidas de divisões inferiores. Para construir o cenário em torno de Juarez Gomes da Silva, Adriano Civita contou com a consultoria técnica do ex-juiz Salvio Spínola. O criador do projeto ainda diz ter se inspirado na série norte-americana Californication, que tem como protagonista outra espécie de anti-herói, um escritor que depois de experimentar o sucesso enfrenta dificuldades criativas e problemas pessoais.

“Ele é um árbitro correto, idôneo, mas que também é um ser humano. Alguém que não controla tudo que está a sua volta, não tem o resultado final sob seu controle”, afirma Civita.

“Meu esforço é esse [de fazer o protagonista cair no gosto da audiência], mas não posso concluir pelo público. Mas acho que todo mundo vai simpatizar com o Juarez. Um homem divorciado, que errou uma vez [traição conjugal], mas isso não o condena. Que pode não ver um lance, mas isso também não o condena. Tentamos entender uma pessoa que é xingada antes mesmo de começar a exercer a sua profissão”, acrescenta o diretor.

Durante os 13 episódios da temporada inicial, “FDP” visitará temas como homossexualidade no futebol, “mala preta” e “mala branca”, doping e ponto eletrônico. Mas os criadores da série prometem balancear a dose de ação futebolística com temas mais pessoais, para tentar cativar o público de perfil “não-boleiro”.

NEYMAR FAZ PONTA, E SÉRIE PODE TER MARADONA NA 2ª TEMPORADA

Uma das atrações especiais na primeira temporada de “FDP” é aparição especial de nomes conhecidos do mundo do futebol, como Neymar, Rivelino, Dentinho, o ex-jogador Rincón, a bandeirinha Ana Paula Oliveira e o jornalista Juca Kfouri.

Para a segunda temporada, em produção ainda sem confirmação, a ideia dos criadores da série é contar com uma ponta do astro argentino Diego Maradona.

“A gente falou com o Maradona, mas não deu, a agenda acabou não batendo. Mas é até bom, porque existe a chance de contar com ele na segunda temporada”, conta o diretor da série.

Além de personagens do mundo boleiro, a série “FDP” apresenta em sua ficha técnica nomes de peso como o escritor José Roberto Torero, como um dos roteiristas, e Katia Lund [da equipe de Cidade de Deus] na codireção.

Outro destaque da série promete ser o espalhafatoso bandeirinha Carvalhosa, interpretado pelo ator Paulo Tiefenthaler. Além de colega de arbitragem, o personagem é amigo de Juarez e divide confusões fora dos gramados com o protagonista.

– Um Exemplo de Como se Preocupar Precocemente com a Sexualidade

Que coisa mais sem sentido… Uma Comissão da Ucrânia avaliou desenhos de sucesso, e determinou que “Bob Esponja” é gay, “Os Simpsons” pode incentivar o consumo de drogas e “Teletubbies” deixa a pessoa alienada.

Cá entre nós? Quem deve regular isso são os pais! Se fosse assim, Pica Pau, Tom & Jerry e Chaves deveriam ser proibidos pela violência.

Falta do que fazer, não? Aliás, que excesso de preocupação com a sexualidade! O próprio criador do personagem já disse publicamente que o Bob Esponja é um simples personagem infantil assexuado…

Extraído de: http://is.gd/mZ9ILd

COMISSÃO DE DEFESA DA MORAL UCRANIANA DIZ QUE BOB ESPONJA É GAY

O popular personagem de animação Bob Esponja é homossexual, aponta um estudo elaborado pela Comissão Nacional sobre assuntos para a defesa da moral ucraniana citado nesta quarta-feira pelo jornal local Ukraínskaya Pravda.

A Comissão analisou algumas das principais séries de animação que estão na grade televisiva do país para propor a proibição daquelas que representam “uma ameaça real para as crianças”. De acordo com o estudo, séries como Os Simpsons, Uma Família da Pesada, Pokemon, Teletubbies eFuturama são “projetos especiais dirigidos à destruição da família e à propaganda do vício em drogas”. Essas animações representariam, assim, “um claro exemplo de propaganda do sexismo”, segundo o artigo publicado em um dos principais jornais ucranianos.

Para a psicóloga Irina Medvédeva, citada pelo estudo, as crianças com idades entre 3 e 5 anos que assistem a essas séries “tendem a imitar os trejeitos dos personagens e a fazer brincadeiras diante de adultos que não conhecem”. Neste sentido, Irina aponta que a série Teletubbies, por exemplo, segue “a criação proposital de um homem ‘subnormal’, que passa o dia todo diante da televisão com a boca aberta e engolindo qualquer informação” que conforme a “psicologia dos perdedores”.

Divulgação

– As Invenções de 2015

Estamos em 2012. E como todo aquele que foi adolescente na década de 80, já devo ter assistido inúmeras vezes a trilogia “De Volta para o Futuro”, com Michael J Fox e Christoffer Lambert.

Sabe o que é curioso? Por acaso, assisti o filme 2 (aquele em que Marty McFly vai para o futuro). O filme é ambientado em 1985, e a trama pula 30 anos à frente. Olha o sarro: em 2015, os carros voam! Os skates flutuam! Os tênis se auto-amarram, entre outras tantas coisas…

Fico pensando: as invenções malucas dos roteiristas de 1985 não aconteceram. Porém, estamos em 2012 e outras ainda mais malucas surgiram, as quais eles nem imaginavam…

– Ufa! Depois do Suor, Cineminha com Pipoca!

Depois de um sábado de muito trabalho e de semana complicada por vários aspectos, à tarde desligarei-me de tudo: só terei atenção para uma coisa…

– PRA UM FILMINHO COM A FAMÍLIA!!!

Que tal Valente, da Disney?

 

Filhinha Princesa e Mamãe Rainha-do-Lar adorarão!

– O Jogo dos Favelados

O que pensar sobre isso: uma empresa alemã criou o jogo cujo mérito é ser “Rei dos Favelados”, associando a imagem dos moradores de favelas (de acordo com as fases do game) com a de bandidos, mendigos e vagabundos. Exalta ainda as qualidades de ser favelado no Rio de Janeiro, e ironiza o restante do Brasil e as autoridades!

E o jogo é um grande sucesso no exterior… Extraído de: Uol Notícias

MP DO RIO INVESTIGA JOGO DOS FAVELADOS

Por Rodrigo Teixeira

“Torne-se um favelado! Grátis e sem riscos!” Essa é a bandeira do “Favelado Game” do site alemão http://www.faveladogame.com, que promove a violência e a busca por um “rei dos favelados” — e também enaltece a miséria de moradores em comunidades cariocas. Quem não achou graça na brincadeira promovida pelo site foi o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que abriu investigação para apurar abusos.

Moradores de comunidades como Vidigal, Vigário Geral, Complexo do Alemão, Cidade de Deus, entre outras, ficaram indignados como o site os retrata e denunciaram preconceito ao Ministério Público. No game, o jogador vira favelado e pode ganhar dinheiro catando lata ou cometendo crimes.

Na internet desde 2008, o jogo vem causando polêmica nos 30 países em que foi lançado. Aqui, o MP apura se há incentivo ao preconceito contra moradores de favelas e à prática de crimes.

Segundo a assessoria de imprensa do MP do Rio, ainda não houve denúncia, e a investigação está na fase inicial, levantando informações sobre o site em um procedimento interno da instituição. Um pedido de esclarecimento já foi pedido à empresa Farbflut Entertainment, sediada em Hamburgo, Alemanha, responsável pelo site. Se houver denúncia, a ação deverá ser encaminhada para o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

A Farbflut Entertainment GmbH afirma que os fundadores e diretores, Marius Follert e Niels Wildung, ambos com 21 anos, criaram o jogo em 2007,  e que o “Favelado Game” não faz um retrato fiel da realidade. “O jogo visa, através de sua concepção satírica, nem sempre politicamente correta, a alertar os jovens, de forma lúdica, sobre os problemas dos menores de rua, iniciando também uma discussão sobre as enormes diferenças entre as classes no Brasil”, afirmam em uma das páginas do site.

Ao se cadastrar no site, o usuário recebe a seguinte mensagem em seu e-mail, “Aí cumpadi, bem-vindo ao Rio de Janeiro! Aqui a vida é superdiferente da do resto do Brasil. A cerveja é mais gelada; a gororoba, mais gostosa; os animais, mais diferentes; e a música, muito mais maneira que no resto da terrinha. Mas para ser um favelado bem-sucedido, você vai ter que ralar! Quem quiser conquistar o Maraca vai ter que acordar cedo e ficar de olhos bem abertos”.

Ao criar perfil, o jogador escolhe a favela e, depois, quanto mais arriscado o crime que cometer, mais dinheiro ele ganha. O usuário ganha ainda uma barata  como animal de estimação, que se alcançada uma determinada pontuação pode ser trocada por outros animais.

Também recebe um copo para mendigar em determinados “pontos de esmola” espalhados pela cidade virtual do Rio de Janeiro. No perfil do site é possível o usuário receber esmolas de seus amigos da rede social Orkut. Também é possível explorar jogos de azar na cidade.

O site dita o humor do avatar “favelado”. “Você está mal-humorado e agressivo”, por exemplo. Também é permitido entrar para uma gangue para aprender golpes de luta e praticar crimes. O usuário deve fazer sua tarefa diária, que varia de guardar os “trecos” da gangue em um banco a cometer crimes pela cidade para poder reinar em comunidades cariocas.

– Acabou a Programação Infantil na TV Aberta?

A Revista Veja, em seu site (veja.com) trouxe uma bacana matéria sobre o “fim da babá eletrônica”, ou seja, a televisão!

Muitas vezes, a TV aberta serviu para a distração das crianças. Hoje, os pequenos são fãs do Discovery Kids, NickJr ou Cartoon. Em breve, teremos o Gloob, canal infantil a cabo da Globo.

Repararam que a Globo não tem muitas opções infantis na programação? E com a próxima estreia do programa da Fátima Bernardes, o pouco que resta acabará.

Parece que a TV a cabo é uma tendência. Pena que nem todos podem pagar.

Apesar dessa observação, fica a minha impressão: se pudermos evitar que nossas crianças sejam distraídas pela TV, ótimo! Isso seria demonstração de que conseguimos dispensar nosso tempo com elas, o que é muito mais instrutivo e carinhoso.

– Juízes com Ciúmes dos Árbitros Modelos?

A mídia divulgou hoje que o Programa “A Fazenda 5”, da TV Record, terá o árbitro de futebol baiano Diego Pombo, da CBF.

Muitos criticam o moço por dividir a sua carreira de arbitragem com a de modelo. Ora, a atividade é profissional, digna como qualquer outra. Além do que, o árbitro não consegue viver exclusivamente das suas taxas de arbitragem.

Os críticos dirão que a atividade de “modelo” atrai holofotes e expõe demais o árbitro. Guilherme Ceretta de Lima, aspirante a FIFA por São Paulo, é outro que costuma ser criticado por também ser modelo.

Se o árbitro desempenhar bem sua função em seus jogos, que mal há? Não vale dizer que a carreira de modelo é incompatível, pois tal justificativa parece ser mais ciúme do que preocupação alheia.

Caso Diego Pombo esteja no programa, surgirão os defensores da ética da arbitragem, querendo crucificar o moço. Bobagem.

Boa sorte ao árbitro na Record, mas não contará com minha audiência, por um motivo bem simples: DETESTO Big Brothers e Fazendas da vida…

– HQ: Politicamente Correto ao Extremo?

O Mundo dos Quadrinhos busca o Entretenimento, correto?

Ao mesmo tempo, se adapta aos tempos. Porém, tenho receio quando se deturpa um personagem. O Superman, por exemplo, é o baluarte da Justiça. O Batman tem suas características próprias. E por aí vai.

Leio que o Lanterna Verde, para ser um herói mais atualizado, passará a ser homossexual.

Nada contra a orientação sexual do personagem. Mas não gosto de heróis que mudam suas características originais. É como reescrever as origens e o histórico dele.

Imaginaram se, de repente, outro herói fosse construído num personagem antigo? Não gosto.

Se querem um herói homossexual, que possa surgir um novo integrante da Liga da Justiça, não alterar o que já existe, forçosamente.

– Meu novo Hobby

Gosto de correr, de mexer com jardinagem, de curtir  natureza e de assistir um bom filme. Gosto mais é de passar o dia com a família!

Entretanto, nos últimos dias tenho curtido um novo hobby: fotos! Já escrevi que nunca gostei de ser fotografado, tampouco de fotografar. Mas, talvez pelas correrias da semana, comecei a pegar gosto!

Neste último final de semana, deixei os temas sobre administração, futebol ou política um pouco de lado. É para o sábado e domingo não ser tão sisudo…

Uma amostra?

– Apesar de tudo, não contem com minha audiência!

A Globo começou a exibir a novela “Avenida Brasil”, onde utiliza o tema futebol para elevar o ibope. Bacana, ótimos atores, mas não conta com minha simpatia nos capítulos iniciais.

Motivo?

Não gosto de novelas, e me recuso a sofrer desnecessariamente. Por acaso, assisti um capítulo onde Murilo Benício e Adriana Esteves davam show de interpretação. Porém, uma linda menininha roubou a cena com uma atuação magistral. Mas, apesar do folhetim contar com ótimos atores, a história tão sofrida da garotinha me fez mudar de canal.

Madrasta malvada, criança abandonada no lixão, maus-tratos incessantes… Se é ficção, por que perderei meu tempo com tal apelação da audiência?

Já decidi: só vou assistir a filmes de comédia, romance e aventura. Nada que contenha dramalhões ou terror. A vida é tão sofrida… por que invadir nossos lares gratuitamente com coisas tristes (e que são fictícias, não levam a nada)?

Não me venham dizer que isso desperta a consciência social. Não preciso assistir novela para exercer cidadania!

E você, o que pensa sobre isso?

– Playcenter tem data marcada para fechar!

Nostalgia: o sonho de cada criança há 30 anos atrás (falo por mim, inclusive) era ir ao Playcenter! E não é que o tradicional parque de diversões fechará no dia 29 de julho?

Seus administradores querem revitalizar o negócio, mudando o foco. Hoje, sua capacidade é de 7000 pessoas e se reduzirá a 4500. Os grandes brinquedos serão vendidos, pois o novo parque que ali surgirá será destinando apenas às crianças (previsão de abertura em 2013).

Sinais dos tempos: os grandes parques estão em fase difícil mesmo. Playcenter e Hopi Hari que o digam!

– Hábitos de Dancin’Days!

Uma novela em que as cenas de pessoas fumando apareciam em 90% das cenas; onde não existe protetor solar ou bronzeador, mas óleo de urucum; rugas nas mocinhas eram constantes; cabelos eram no estilo poodle; sexo nem se pensava; e uso de expressões “grilo na cuca” e “transar” tinham sentido completamente diferente!

Veja como o dia-a-dia retratado em Dancin’Days, de 1978, é completamente diferente do nosso! Curiosidades da novela da Globo, que agora chega em DVD, em: http://is.gd/z3zqdr

Hilário!

– My Little Pony é sensação entre… Homens Adultos?

Minha filha Marina, de quase 3 anos, adora! Mas tipicamente é um desenho bobinho para crianças de 4 anos.

Estamos falando de “My Little Pony”, um desenho inocente de pôneis femininas feito para inocentes menininhas. Entretanto…

As ‘poneizinhas” conquistaram homens adultos!

Como explicar o fato da audiência alta do Discovery Kids nos EUA para esse desenho ser composta por 85% de homens adultos, heterossexuais e com nível superior?

Extraído de: http://is.gd/EMCk4J

POR QUE MARMANJOS GOSTAM DE PÔNEIS

Uma animação infantil destinada a meninas conquistou homens adultos

Por Tônia Machado

O aniversário do paulistano Gabriel Morato teve um tema inusitado para um homem prestes a completar 32 anos: pôneis coloridos. Morato, que dividiu a festa com a mulher, Melissa, de 31, foi quem escolheu a decoração. Havia pelúcias no formato dos bichos – personagens do desenho animadoMy little pony – A amizade é mágica – e projetor para exibir os episódios. Morato é fã da animação que conta a história de seis pôneis fêmeas que, durante suas aventuras na cidade de Ponyville, mostram a importância da amizade. Sim, a animação, transmitida no Brasil desde novembro pelo canal a cabo Discovery Kids, foi criada para entreter meninas entre 4 e 6 anos. Mas acabou conquistando uma geração de homens barbados. Eles têm até nome: bronies, uma junção das palavras inglesas brother, irmão, e ponies, pôneis. Nos Estados Unidos, onde a onda dos marmanjos que gostam de pôneis começou, uma pesquisa feita pelo site Herd Census, criado por um fã, concluiu que 85% dos admiradores do desenho são homens. Eles têm, em média, 21 anos, a maioria cursou faculdade e é heterossexual. “A série trata de assuntos que muita gente já viveu”, diz Morato. “Você se reconhece nas situações e, muitas vezes, nos personagens.”

A imagem de pôneis coloridos é familiar a quem viveu a infância nas décadas de 1980 e 1990. Os pôneis de que Morato é fã são uma nova versão do desenho que fez sucesso há 25 anos na televisão e nas brincadeiras das meninas, na forma de bonecos. A animação já teve três gerações. Foi a mais recente, a quarta, lançada em 2010 nos EUA, que conquistou o público masculino. O mistério parece insondável: por que homens adultos, esse mesmo tipo que gosta de futebol e cerveja, se interessariam pela história de uma fêmea de pônei estudiosa com dificuldades de socialização, a Twilight Sparkle (algo como Brilho do Crepúsculo)? Ela é enviada à cidade de Ponyville por sua mentora, a Princesa Celestia, para aprender sobre amizade. Lá, conhece Applejack, Rarity, Fluttershy, Rainbow Dash e Pinkie Pie. Tão enigmático quanto o motivo para o desenho ter uma legião peculiar de admiradores é a origem dos nomes. Não haveria algo mais fácil de lembrar?

Os fãs dizem que a animação não tem nada de bobinha. “Cada episódio passa uma mensagem interessante”, diz o estudante e brony Igor de Moraes, de 24 anos. “O humor é adulto e cada personagem tem uma característica bem definida”, afirma o programador paulistano Vitor Takayanagi, de 27 anos, outro brony. Applejack representa a honestidade. A tímida e delicada Fluttershy, a bondade. Pinkie Pie é a mais alegre da turma, encarna o bom humor. A valente Rainbow Dash mostra lealdade, e Rarity generosidade. Os bronies creditam o sucesso da nova versão dos pôneis à americana Lauren Faust, criadora de outras animações de sucesso, comoMeninas Superpoderosas. Lauren modernizou os traços das personagens e criou histórias mais elaboradas.

uem não se convenceu dos motivos de admiração dos bronies pode buscar explicações na psicologia. Identificar-se com um desenho infantil pode ser uma maneira de expressar emoções reprimidas pela vida adulta. “Isso permite manifestar sentimentos sem comprometer a identidade”, diz o psicólogo Oswaldo Martins Rodrigues Junior, do Instituto Paulista de Sexualidade. Outra hipótese é o desenho funcionar como catarse para purgar séculos de emoções abafadas pela máxima “meninos não choram”. “O homem cansou de ser super-herói e está valorizando elementos considerados femininos”, afirma a psicóloga Yvette Piha Lehman, da Universidade de São Paulo (USP). O psicólogo Florêncio da Costa Junior, da Universidade Estadual Paulista, também atribui a existência dos bronies à fluidez dos papéis de gênero. “Os homens têm mais espaço para manifestar emoções tidas como femininas.”

Os bronies sofrem preconceito. Muitos não assumem para seus amigos e familiares que gostam do desenho por medo de ser considerados infantis ou gays. Para driblar ofensas na internet, onde mantêm blogs e fóruns de discussão desde antes de a animação estrear no Brasil, adotaram uma atitude “paz e amor”. Ou, como eles chamam no universo brony, “amor e tolerância”. “Achamos que a melhor maneira de responder era não reagir”, diz o estudante de ensino médio Felipe Martins Fontes, de São Paulo (ninguém pode dizer que os ensinamentos do desenho não surtem efeito). Fontes organizou, em novembro, o primeiro encontro de fãs no país, o BRonyEncontro, no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na capital paulista. Um segundo encontro está previsto para acontecer no Rio de Janeiro, em março.

Veja o vídeo em: http://www.youtube.com/watch?v=QH5j52Z-ugA&feature=player_embedded

– Aplicativo Turma da Mônica!

Coisas sensacionais da tecnologia: você já pode se desenhar como personagem da Turma da Mônica!

Fiz os desenhos da minha família pelo iPhone, mas dá para fazer pelo site www.queroserturmadamonica.com.br . Muito bacana.

Fiquei bem mais bonito no desenho! Kkk Um pouco mais velho, é verdade.

No meu tempo de criança, computador nem na manivela! E hoje…

– BBB: a Culpa é do Bebum?

Detesto programas como Big Brother Brasil, mas respeito quem goste. E leio na mídia que um participante, embriagado, foi expulso por manter uma relação sexual com uma moça mais embriagada que ele, e, por ela estar desacordada (de tanto beber), caracterizou-se como estupro (já que a relação não foi consentida, autorizada por ela).

A Polícia Civil entrou no caso, a Secretária Especial da Defesa da Mulher também, e tudo mais. Mas uma coisa não é destacada: a Globo não faz as festas justamente para as pessoas se embriagarem, aprontarem pelo efeito do excesso de álcool e ter Ibope? Ela não seria co-responsável por incentivo a bebida?

Que tal se as festas do BBB fossem regadas a água e sucos naturais de fruta? Aí não daria audiência, né…

Dizem que o Pedro Bial, constrangido, justificou que o participante foi expulso por conduta indevida. E a moça saiu do ar por horas alegando dentista. Ora, não é mais fácil dizer a verdade sobre a expulsão e que a moça estava dando depoimento à PM?

Futilidade total…

– Cinderela e Pinóquio: A Transformação de Malvados em Bonzinhos

Ora, ora, ora… Cinderela, por trás daquele rostinho angelical, era uma vingativa menina que tentou matar a madrasta má?

E o Pinóquio? Batia no seu vovô Gepeto?

Coisas impensáveis no mundo infantil tratadas nesta matéria sobre a personalidade original dos personagens que há tempos encantam as crianças. Sabe quem transformou esses politicamente incorretos em graciosos heróis? Walt Disney!

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Mente-aberta/noticia/2011/12/pinoquio-nunca-foi-santo.html

PINÓQUIO NUNCA FOI SANTO

A reedição do romance original mostra que Disney mudou a alma do boneco que não podia mentir

Por LUÍZA KARAM

Os estos ingênuos e o olhar dócil com que estamos acostumados a imaginar Pinóquio, o boneco de madeira que tem vida, não são verdadeiros. Pinóquio de verdade é um traquinas. Ele mostra a língua, zomba e dá pontapés no velho Geppetto, que o esculpiu a partir de um pedaço de madeira falante. Tudo isso ainda nos capítulos iniciais do romance As aventuras de Pinóquio – História de um boneco (CosacNaify, 360 páginas, R$ 79,90, tradução de Ivo Barroso), escrito em 1881, que chega às livrarias em edição especial.

“Pinóquio é uma espécie de Macunaíma”, diz Andrea Lombardi, professor de literatura italiana, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele compara a transgressão e a vagabundagem do boneco às do herói sem nenhum caráter de Mário de Andrade. Soa estranho. A versão que se tornou mais popular de Pinóquio é o desenho animado de Walt Disney, lançado em 1940. O boneco-menino conta mentiras e se mete em confusões depois de desobedecer a sua consciência, personificada por um Grilo Falante. No fim, aprende a lição e se arrepende. Pinóquio, escrito há 130 anos pelo comediante italiano Carlo Lorenzini (1826-1890), conhecido como Collodi, também pretendia ser didático – ao estilo da época. A literatura e o teatro de então traziam personagens rebeldes e desbocados. Eles eram, de alguma forma, postos na linha, vigorosamente. Concebida como um folhetim semanal de histórias infantis, a história de Collodi terminava no capítulo XV, com a morte de Pinóquio por enforcamento. Como os leitores protestaram, ele voltou à vida, e a história terminou 21 capítulos depois, com final feliz. A fada e o nariz que cresce quando Pinóquio mente – essenciais na versão de Disney – só surgiram nessa segunda parte do romance.

A divergência entre as histórias de Collodi e de Disney vai além das ênfases neste ou naquele aspecto da trama. Tudo é distinto. As cenas do desenho se passam em paisagens coloridas, alegres. No original, a atmosfera é sombria e assustadora. As roupas que vestem o boneco no filme são, no livro, um casaco feito de papelão, sapatos de cortiça e um chapéu de miolo de pão. Para o escritor Italo Calvino (1923-1985), autor do posfácio da edição brasileira, o romance captura o clima de “vadiagem e de fome, de hospedarias mal frequentadas”, comuns na sociedade italiana da época.

Para além de seus méritos próprios, o sucesso da história de Collodi tem explicações sociais. Em 1880, a unificação italiana acabara de acontecer, mas a união de pequenos Estados numa só monarquia não foi acompanhada pela padronização da língua. Reinavam os dialetos, a comunicação era precária, e o país passava por uma crise de identidade. Quando surgiu o primeiro capítulo de A história de um boneco, a Itália dava seus primeiros passos em direção a uma língua própria. À medida que Pinóquio ganhava humanidade, contribuía para a identidade nacional e se tornava querido pelos leitores. Com Pinóquio, Collodi emergiu do anonimato para a fama – e nunca mais escreveu nada notável. O sucesso do boneco serviu ao menos para que ele fosse promovido à chefia do jornal Il Giornale Per I Bambini.

O conto Pinóquio atraiu Disney pela facilidade de ser visualizado. “Pode ser contado em muitos formatos, pois é fácil fantasiar as imagens capazes de completar cada cena”, diz o professor Lombardi. Os desenhos da nova versão de Pinóquio são a prova disso: o artista paulistano Alex Cerveny usou de técnica do século XIX para dar luz a personagens de expressão e figura divertidas. Pinóquio não foi o único filme inspirado em clássicos infantis que Disney modificou.

Ele mexeu fundo em suas fontes de inspiração. Em Alice no País das Maravilhas, perdeu-se grande parte do nonsense perturbador do livro. Cinderela, cujo original também foi escrito na Itália, começa, na verdade, com o assassinato da madrasta, sob encomenda da própria Gata Borralheira. Os elementos sarcásticos ou violentos são amenizados, mas os traços essenciais não são deixados de lado. Alice, na versão da Disney, ainda conversa com o coelho branco. Cinderela conta com a ajuda de uma fada madrinha. O nariz de Pinóquio também continuou a crescer – e segue crescendo, e assustando as crianças, 130 anos depois.

– Propaganda Enganosa das Emissoras?

Quando garoto, não existia TV a Cabo ou até mesmo DVD. Para ter um vídeo cassete era necessário entrar em consórcio! Assim, como não dava para ir ao Cinema com freqüência, ficava esperando a Globo anunciar os filmes do ano seguinte.

Normalmente, no final do ano, ela anunciava para o ano novo todos os sucessos que os adolescentes queriam ver e não podiam, até porque era difícil ter locadora de filmes por perto.

Agora leio que a TV Record anunciou para 2011 que exibiria 12 filmes de sucesso! E exibiu só 1…

Ô dona Record, mentir é feio… Os anunciantes e o público podem não gostar!

Extraído de: http://is.gd/Qrxt4U

RECORD ENCERRA O ANO EXIBINDO APENAS 1 DOS 12 FILMES PROMETIDOS

O ano de 2011 está chegando ao fim e a Record entrará em 2012 com dívida com o telespectador fã dos grandes filmes. A emissora não chegou nem perto de cumprir a promessa feita em 2010, quando anunciou as novidades para este ano.

Com a chamada “O Melhor do Cinema vai invadir a tela da Record”, o canal prometeu a exibição de 12 blockbusters e só exibiu 1 ao longo de todo o ano. “Velozes e Furiosos 4” foi a única produção anunciada e veiculada – e mesmo assim, com certo atraso, afinal o filme foi ao ar há aproximadamente uma semana, no dia 21 deste mês.

Títulos de respaldo nos cinemas e de grande potencial na TV como “A Troca”; “Duplicidade”; “Tá Rindo do Quê?”; “Os Piratas do Rock”; “Inimigos Públicos”; “Intrigas de Estado”; “Linha de Passe”; “Coraline e o Mundo Secreto”; “O Corajoso Ratinho Desperaux” e “Bastardos Inglórios” foram engavetados e seguem sem exibição prevista.

A ausência dos filmes se deve, em parte, à redução que as sessões tiveram na grade da Record. A “Tela Máxima”, nas noites de domingo, era a principal vitrine para o cinema do canal. Até 2009, a mesma ocupava faixas entre 21h e 22h. Com a chegada do “Programa do Gugu”, os filmes foram deslocados para as 23h. Sem sucesso no Ibope, a sessão foi extinta e substituída pelo “Repórter Record”, de Marcelo Rezende.

A “Super Tela” acabou sendo a única sessão fixa restante e com permissão legal para que filmes de qualquer faixa etária fossem veiculados. A emissora ainda mantém o “Cine Aventura” nas tardes de sábado, porém este segue dedicado ao público infanto-juvenil, impossibilitando assim a exibição dos títulos mencionados.

EM TEMPO

Paralelo a situação da Record, o SBT conta com um quadro mais favorável. Dos 18 filmes anunciados para 2012, 12 já foram exibidos e o décimo terceiro irá ao ar na próxima sexta-feira (30), “Noites de Tormenta”.

– E o Tambaqui pede Socorro!

O Conselho Nacional da Pesca e Aquicultura vai proibir em 2012 a pesca do Tambaqui por 4 anos! Àqueles que gostam de pescar no Pantanal ou Amazônia, uma grande dor!

Motivo?

A quantidade diminuta do peixe!

Há 15 anos, se retirava 12 mil toneladas por ano do peixe. Hoje, reduziu-se para 2,8 mil toneladas.

Não há piracema que agüente…

– Os Muppets no Cinema. Eles voltaram. Mas cadê o Caco?

Os Muppets, bonecos que faziam sucesso entre a garota do final dos anos 70/80, voltaram! E agora pertencem à Disney, ganham nova roupagem e estréiam no cinema nesse final de semana.

Entretanto, nesse mundo cada vez mais globalizado, o Sapo Caco mudará de nome: virará Kermit, para ser conhecido mundialmente. É a mesma estratégia que fez a fadinha que conhecíamos como Sininho mudar o nome para Thinker Bell, do Ursinho Puff virar Pooh, ou do Super-Homem virar Superman…

Extraído de: http://is.gd/AQ75jJ

POR QUE ELES MUDARAM DE NOME?

A mudança de Caco para Kermit segue uma estratégia da indústria de entretenimento de unificar a identidade de personagens em todo o mundo. Por que abrir mão de nomes que marcaram a infância pode ser uma ideia lucrativa

Antes do início de Os Muppets nos cinemas brasileiros, os espectadores assistirão a uma cena em que Kermit explica a mudança de nome. Numa visita ao Rio nos anos 1970, quando foi se apresentar a um produtor de cinema, o personagem tossiu. O som foi interpretado como “Caco”, o que gerou uma confusão. A personagem Piggy nega a história. Diz que Kermit usou um nome falso para aprontar no Carnaval e que agora ele deve ser chamado de Kermit, o nome pelo qual sempre foi conhecido nos Estados Unidos.

Curiosamente, essa é a única justificativa dada pela Disney para a mudança de nome: questionados, representantes do setor comercial da empresa dizem que essa é a versão oficial. A mudança também será adotada em outros países. Em Portugal, Kermit deixará de ser o Sapo Cocas, e na Espanha não atenderá mais pelo nome de Gustavo.

Segundo o empresário Jaime Troiano, autor do livro As marcas no divã, a adoção de uma identidade global para os personagens segue uma tendência criada na indústria de alimentos e produtos de limpeza. “Nos anos 1970, quando o mercado era mais fragmentado, as empresas adotavam nomes diferentes para aumentar o apelo regional”, diz. “Hoje, como é muito mais fácil ter acesso a informações sobre produtos de outros países, as marcas se unificaram para fortalecer sua identidade.” A mudança também reduz os custos, pois evita a necessidade de adaptar embalagens de brinquedos e produtos relacionados aos personagens em cada país.

– Mônica, Cebolinha e Maurício de Souza em Entrevista

Da turma da Mônica, o Cebolinha é o único quem usa sapatos. Por quê? Ou por que a Mônica é a baixinha, já que todos têm a mesma altura?

Leitores da Veja SP entrevistaram Cebolinha e Mônica, e muitas curiosidades sobre as personagens foram reveladas. Olha que legal. Extraído de: http://is.gd/hnPEyA

O CEBOLINHA É LEGALZINHO, MAS PARA NAMORAR…

Por Catarina Cicarelli

·         Com 52 anos de existência, a Turma da Mônica já viveu muitas aventuras. Foi tema de parque, virou filme e atualmente se apresenta no espetáculo “O Mundo do Circo”. Eles até ganharam um novo gibi, onde aparecem adolescentes. Mas, apesar de tanta história, várias coisas continuam as mesmas – inclusive a eterna briga entre Mônica e Cebolinha. A partir das perguntas enviadas por leitores de VEJA SÃO PAULO, a dupla de personagens e seu criador, Mauricio de Sousa, explicam algumas curiosidades sobre a turminha. Você sabe por que o Cebolinha é o único que usa sapato? E as roupas dos personagens, que são sempre as mesmas?

Cebolinha, seu nome é Carlos Filho Menezes da Silva. Quando surgiu o apelido? (Marcos da Rocha)
Meu nome original é Luiz, mas o apelido veio quando eu jogava bola com o irmão mais novo do Mauricio, lá no bairro do São João, em Mogi das Cruzes. E o apelido foi dado pelo pai dele, por causa dos meus cabelos que brotavam do alto da minha carequinha como fios no alto de uma cebola. A dislalia, colocada no personagem, também veio de mim mesmo. Eu troco as letras R por L de verdade. Mas só falando. Quando escrevo, eu não troco nada.

Mônica, você gosta de se chamar assim? (Beatriz Aline dos Santos Belo, 9 anos, de São Paulo, SP)
Adoro meu nome. É forte, bonito, feminino.

Vocês nunca vão trocar de roupas? (Luciano Piantonni)

Para quê? Gostamos da roupinha que o Mauricio usou para nos desenhar. Tanto que temos um guarda-roupa cheio de roupinhas iguais. Para passeios e outros momentos especiais, às vezes, trocamos de roupa.Mônica, quantos anos você tinha quando ganhou o Sansão? (Beatriz Alves Monteiro, 23 anos, de Curitiba, PR)
Eu tinha quase 7 anos quando ganhei o Sansão. Mas antes disso já havia ganho outros coelhinhos menores. Fui juntando. Tenho uma boa coleção. Mas prefiro este mais novo e maior, que vive se comunicando com a cabeça do Cebolinha quando ele apronta comigo.

Por que o Cebolinha chama a Mônica de baixinha se eles são do mesmo tamanho? (Victoria)
Mauricio: Talvez porque com seu cabelinho espetado ele fique com alguns centímetros a mais de altura.

Mônica, era mais fácil perseguir o Cebolinha quando ele queria roubar o Sansão ou agora que ele foge dos seus beijos? (Clarissa Viana, 24 anos, de São Paulo, SP)
Menino é tudo igual. Pequeno ou crescido. O Cebola continua a me dar trabalho. Agora de outro jeito. Mas um dia eu o pego de jeito. Embora eu ainda não saiba muito bem por que estou correndo atrás dele.

Por que o Cebolinha é o único a usar sapatos? (Mariana Medeiros)
Mauricio: Porque criei o personagem quando ainda tinha tempo para desenhar sapatos. Fazia somente duas tiras por dia. Depois que comecei a desenhar mais tiras e tabloides, ainda sozinho, sem equipe, tinha que economizar tempo, mão de obra e vieram os personagens descalços (Mônica, Magali, Cascão). E personagem, quando nasce de um jeito, é difícil mudar.

Mônica, você nunca pensou em usar aparelho pra consertar seus dentes e finalmente deixar de ser perseguida pelo Cebolinha, que a chama de dentuça? (Samanta Oliveira, 15 anos, de Murphys, Califórnia-EUA)
Mamãe me levou ao dentista e ele disse que eu vou poder botar aparelho daqui a uns dois anos. Enquanto isso, ainda é cedo para eu encarar isso. Disse que depois eu vou ficar linda. Não gostei do comentário.

Mônica, você se imagina namorando o Do Contra ou o Cebola? (Mariana Passos Netto, 15 anos, de Salvador, BA)
Ainda tenho dúvidas. O Do Contra é um pãozinho. O Cebola é legalzinho, às vezes. Mas namorar, mesmo, a sério, ainda vou pensar um pouco.Vamos em breve ter outro parque da Turma da Mônica em São Paulo? (Alexandra Valerio, 40 anos, de Guarulhos, SP)
Mauricio: Naturalmente vamos ter um novo parque. Ainda em planejamento. Mas, enquanto isso, temos milhões de caminhos para chegar até as crianças. Desde as revistas, livros, brinquedos e um circo lindo até pracinhas itinerantes, sites…

– De volta para o Futuro: Nike, McFly e a ação de Responsabilidade Social

A Nike resolveu vender 1500 pares de tênis iguais ao modelo que ela própria fez para o filme “De Volta para o Futuro 2”. E sabem quanto arrecadou? Quase 10 milhões de dólares.

O bacana é que toda a receita foi doada à Fundação de Michael J. Fox (o ator principal da triologia) que hoje sofre de Mal de Parkinson. O dinheiro servirá para financiar novas pesquisas da doença e assistencialismo aos pobres que sofrem desse mal.

Olha o tênis, com 11 imagens, em: http://is.gd/dd6QGT

– Estou entre eles: o Ibope da Tv Paga!

Por diversos afazeres, pouco assisto TV. Vez ou outra um filme, mas com muita freqüência desenhos do Discovery Kids com minha filhinha. E com boa audiência, Sportv devido ao futebol.

Leio o Ibope no horário nobre da TV a cabo: Sportv na primeira posição, a frente do segundo colocado, o Discovery Kids, com 55% a mais, seguido pelo Telecine.

Deu para entender porque a Globo joga tudo para seu canal ao cabo? TV aberta só com 1 jogo no final de semana. Saudoso tempo de futebol no sábado às 16h…

– Os Novos 3 Patetas!

Curly, Moe e Larry? Eles voltaram!

Em breve, estreará uma refilmagem dos ícones trapalhões: os 3 Patetas, agora, na versão século XXI.

Para quem se lembra da nostálgica série, ainda em branco e preto aqui vai um link bacana sobre as filmagens: http://is.gd/w7BlOI

E aí fico com a dúvida: um deles, Curly, foi substituído em alguns anos da série. Quem era ele? E por quê foi trocado?

– Princesas Disney em Versão Real

Não tem nada a ver com Administração, Futebol, Política, ou qualquer outro tema recorrente.

Mas é que estou tão por dentro do ‘mundo da fantasia’ graças a minha filhinha, que foi impossível deixar essa matéria passar batido.

O Blog 7X7, de Isabel Clemente, traz um trabalho artístico das versões reais das Princesas da Disney, feitas por uma artista da Finlândia.

Pena que não tem nem a Cinderella e nem a Branca de Neve…

O link está em: http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/2011/10/21/princesas-disney-mais-reais/

– Disney Fairies by Marina Porcari

Para quem tem o aplicativo da Thinker Bell no seu iPhone (a Sininho do Peter Pan, versão Disney), uma atualização legal no aplicativo foi introduzida: tirar foto ao lado da fada artesã mais sapeca do imaginário das menininhas!

Essa foi feita pela própria Marina, com a fada-das-águas:

Legal, não? Entretenimento para a família. A foto do pai feioso não ajuda muito, mas pelo menos ela se diverte!

– Porque não me ufano com o futebol…

1-Torcedores profissionais que agridem atletas, impunidade e violência que sai das arquibancadas e vai às ruas. E tem gente que ainda vai ao estádio?

2-Seleção Brasileira forrada de nomes contestáveis, jogadores de empresários e não de clubes, jogo feio e pseuda vitória. Em duas bobeadas mexicanas, ganhamos injustamente o jogo. E há gente que vê isso como algo positivo?

3-Jogador Hernanes sai da Europa, atravessa o Atlântico, desfalca os treinos da sua equipe, cansa, chega ao interior do México para entrar aos 48m do 2º tempo? Brasil precisa fazer tal alteração para matar o tempo? Novos tempos?

4-Nomes de respeito abandonam o país. Por que Zico aceita ir para o Iraque e não ficar aqui no Brasil? Dirigente ou treinador, traria credibilidade para qualquer equipe ou entidade. Abrimos mão de tal talento?

5-Venezuela ganhando da Seleção do melhor do mundo. Alguém duvida que se Messi jogasse na Espanha seu futebol seria muito melhor do que o da Argentina? E o pior é que tem brasileiro feliz pelo resultado! Nossa Seleção deve estar sobrando…

Falando bem claro: por mais que gostemos e vivemos do futebol, tal esporte está sendo decepcionante, não-exemplar e desestimulante. Uma pena.

E você, o que acha do atual momento do futebol, dentro e fora de campo? Deixe seu comentário:

– Corte Prendedor e o Sumiço de Cinderela das Lojas

Não é a Emília. É o corte de “Prendedor da Cinderela”, segundo a Marina! E ela disse que é o “Penteado do Reino Encantado quando ela não está de coroa…”

 

E não é que não existe DVD original da Cinderela na praça?

E sabe o motivo? A Disney solta filmes clássicos em certas épocas, e os retira do mercado para não desgastá-los. Por exemplo: os DVDs à venda agora são os da Thinker Bell, Bambi, Rei Leão, o Cão e a Raposa, Dumbo. Daqui há algum tempo, entram outros títulos antigos e estes deixam de ser distribuídos, e por aí vai.

Covardia, hein? Ô dona Disney, libera para as crianças, vai!

– Ni Hao, Kai-Lan ou Dora, a Aventureira?

Sinal dos tempos de globalização explícita: minha filha gosta da Dora, a menininha aventureira que com seus amiguinhos ensina inglês. A menina interage com os telespectadores,e a criançada se diverte com ela e seus amiguinhos.

Mas existe o desenho Ni Hao, Kai-Lan, produção chinesa idêntica ao da Dora. A cópia é impressionante, é um desenho igual! A única diferença é que ao invés de ensinar inglês, ela ensina… chinês!

E o mais incrível é que as crianças, se puderem, assistirão aos 2 sem preocupação alguma!

Plágio ou não, ao menos é bem educativo.

– Mercado de Cervejas no Rio & Carnaval

Me surpreendi com a nota da Revista Exame sobre as cervejas no RJ (segundo Marcelo Onaga, Coluna Primeiro Lugar (23/03/2011). Para 2012, deixará de existir o badaladíssimo Camarote Brahma no Sambódromo, passando a existir o Camarote Antárctica. Motivo: o mercado cervejeiro. Aliás, lá as cervejas mais vendidas são:

1) Antártica

2) Skol

3) Itaipava

4) Brahma

Não imagina que a Antártica ainda fosse líder em algum estado. Destaque que, das 4 mais vendidas, 3 são marcas AmBev…

– Obama-Aranha?

A Marvel recentemente promoveu a morte do personagem Homem-Aranha. Mas o Super-Herói continuará vivo, e olha que interessante: será um negro, latino e que se chamará Miles Morales. O sucessor de Peter Parker, em quadrinho recente divulgado, é a cara do Obama!

Casualidade, coincidência ou proposital?

– TV Senado seria um Cabidão de Empregos?

Leio na Istoé Ed 2157, pg 45, de que a estrutura da TV Senado tem estrutura e gastos compatíveis com a Globo! Só que a audiência…

A RedeTv tem 30 funcionários na Sucursal de Brasília; a Record, 80. A Globo: 400. Sabem quanto tem a TV Senado? Cerca de 340, sendo que 2/3 não-concursados.

A audiência no horário nobre é estimada em apenas 1.331 telespectadores no Brasil inteiro (que são quase 200.000.000).

Até que é muito… Quanto não custa para o bolso do contribuinte?

– Tectoy: da febre dos Mega Drivers ao Sumiço

Lembram-se de Master System e Mega Drive? Do Sonic? Pois é, eles eram do grupo Tectoy e foram sucesso no Brasil. Sabe o que aconteceu com a empresa?

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI254242-16642,00-A+TECTOY+PASSA+DE+FASE.html

A TECTOY PASSA DE FASE

A fabricante de games e brinquedos de maior sucesso no Brasil nos anos 90 vive uma crise que já dura 16 anos. Para sair dela, está virando uma prestadora de serviços

Por Guilherme Felitti

Muito antes de os cabelos ficarem grisalhos, no início dos anos 80, Fernando Fischer gastava horas brincando nos consoles Mega Drive. Seu jogo preferido era Castle of Illusion, onde Mickey Mouse resgatava a namorada Minnie de um castelo assombrado. Era um dos poucos videogames disponíveis no Brasil, pioneirismo da Tectoy, empresa que fazia a alegria de crianças e adultos fascinados pelos eletrônicos. Quem nasceu até o começo da década de 80 também deve se lembrar do ursinho falante Teddy Bear e da pistola Zillion, imbatíveis nas prateleiras. Pois bem. Essa Tectoy não existe mais. Caiu com a decadência da parceira japonesa Sega, que lhe garantia a exclusividade na venda dos melhores videogames da época. Como resultado, viveu os últimos 16 anos em crise, alternando produtos como quem tenta passar de fase em um jogo. Foi aí que Fischer voltou à história. O ex-cliente é o atual presidente da companhia.

Sua missão é tirar a Tectoy de seguidos prejuízos anuais iniciados em 1995. A intenção, agora, é abrir as portas das fábricas às empresas estrangeiras, tornando-se fornecedora de máquinas, mão de obra e logística. Fischer diz que existem negociações adiantadas com americanos, japoneses e chineses. Pode ser uma boa saída para retomar os tempos de grandes contratos e lucros fartos.

A primeira fase da Tectoy foi brilhante: ela vendeu 5 milhões de consoles do Master Systems e do Mega Drive e mais de 25 milhões de cartuchos, liderados pelo porco-espinho Sonic. Fora o Japão, não houve um mercado onde a parceira Sega tenha feito mais sucesso do que no Brasil. O jogo mudou de dificuldade para a Tectoy com o declínio da Sega. A desenvolvedora investiu em videogames que trocaram os cartuchos pelos CDs, mas estes nunca repetiram o sucesso dos antecessores. Os altos gastos no desenvolvimento e o baixo retorno obrigaram a japonesa a abandonar os consoles. Pior para a Tectoy.

Sem direção clara, a empresa passou os anos seguintes relançando produtos antigos na tentativa de reencontrar o sucesso (leia quadro). Lá fora, a briga entre Microsoft, Nintendo e Sony tomou as rédeas do mercado de games. A brasileira estava a anos-luz destes concorrentes. Em 2006, o endividamento correspondia a quase todo o seu patrimônio. Ou seja, a Tectoy estava prestes a falir. A primeira aposta de Fischer, pouco depois de assumir a presidência, foi apelar ao “DNA da empresa”: um novo videogame. Desenvolvido junto à Qualcomm, o Zeebo parecia o projeto perfeito para desafiar os índices galopantes de pirataria no Brasil – os jogos eram baixados por 3G. Doce ilusão. A pesada taxação de games e os altos custos no desenvolvimento tornaram o Zeebo caro demais e poderoso de menos para enfrentar o PlayStation 2, da Sony. O que deveria ser uma boia se tornou uma âncora – foram vendidos pouco mais de 30 mil consoles no Brasil, enquanto se esperava um número 20 vezes maior. Em vez da rentabilidade, o Zeebo aumentou a dívida. “Não fosse ele, a Tectoy já operaria no azul”, afirma Stefano Arnhold, presidente do conselho.

A empresa, então, deixou o projeto de lado, virou acionista minoritária na joint venture criada com a Qualcomm e tirou o Zeebo do seu dia a dia. Não eram os games, portanto, que garantiriam vida extra à Tectoy, mas a produção de DVDs, iniciada em 2003. Em cinco anos, o número de tocadores vendidos quadruplicou. Eles são, hoje, a principal fonte de receita da empresa. O restante vem, principalmente, dos consoles outrora campeões de vendas: com, no mínimo, 21 anos, os games respondem por um terço do faturamento da Tectoy. Enquanto alguns brasileiros se estapeiam para comprar iPads e iPhones, outros parecem blindados à rápida evolução da tecnologia: todo ano, ainda são vendidos quase 160 mil desses videogames por aqui. O Brasil é o único país que continua a produzir o Master System e o Mega Drive. Ainda assim, a Tectoy tem um balanço que cheira a naftalina.

É deste anacronismo que Fischer espera se livrar ao adotar a postura de porta de entrada para fabricantes estrangeiros de eletrônicos que queiram explorar o Brasil. “Fizemos uma sessão de terapia e vimos que tínhamos três coisas que caíam no mesmo cesto: manufatura de qualidade, habilidade excepcional com o varejo e áreas de pós-venda e call center”, diz. A estratégia é aproveitar o movimento de empresas estrangeiras que, para evitar a alta carga tributária, investem na fabricação nacional de eletroeletrônicos. Empresas que queiram produzir no Brasil sem investir em fábrica, estrutura logística ou telemarketing são o alvo da Tectoy. “Se o cliente quiser um dos serviços, tudo bem. Se quiser os três, tudo bem. É o nosso ‘kit McDonalds’.” Foi o caso da Humax, primeira parceria fechada no final de 2010. Pelo contrato de três anos, a Tectoy será um dos fornecedores de set-top boxes usados pelos clientes do serviço de TV por assinatura Sky. O centro da estratégia da Tectoy é sua fábrica em Manaus. Quanto maior a demanda da Sky, mais set-top boxes saem dali. Em um ano, a capacidade da fábrica foi quintuplicada e o número de funcionários mais que dobrou. Ainda assim, ela vem operando perto do limite e um novo contrato nos moldes deste exigiria uma segunda instalação.

Com a Humax, a empresa quebrou uma tradição financeira carregada desde sua fundação: como se especializou em vender brinquedos, os balanços da Tectoy sempre dependeram excessivamente do segundo semestre, com o Dia das Crianças e o Natal. Só nos primeiros seis meses de 2011, a Tectoy já faturou quase 80% da receita do ano passado inteiro. No novo balanço que Fischer espera apresentar em 2012, a prestação de serviços deverá ser a segunda fonte de receita. E, com o natural declínio da venda de DVDs, poderá se tornar o carro-chefe nos próximos anos. Parece um bom caminho para a Tectoy parar de perder dinheiro. Sob as rígidas regras da Comissão de Valores Mobiliários que regulam empresas de capital aberto, Fischer apenas meneia a cabeça quando questionado se, depois de 16 anos, a empresa voltará a dar lucro.

Ao tentar tirar seu visto para os Estados Unidos, o presidente encontrou uma atendente no consulado americano que lhe deu preferência quando viu a marca nos documentos. “Você trabalha na Tectoy?”, ela perguntou. Fischer torce apenas para que o prestígio da marca não se resuma a episódios como o do consulado – uma lembrança na cabeça de garotos e garotas agora crescidos.

– Planejamento Sério: a Lição do Senhor Barriga aos Administradores de Empresas

O ator Edgar Vivar, que viveu o Senhor Barriga no seriado Chaves, tão conhecido entre nós, dá uma entrevista bacana à Veja SP. Duas coisas marcantes: diz que o sucesso é seguir à risca os planejamentos e nunca improvisar; e fala sobre sua preferência no Brasil: ir à churrascarias… (lógico, não?)

Extraído de: abr.io/senhor-barriga

SENHOR BARRIGA: APRENDI A AMAR O BRASIL COM MEU AVÔ

Por Catarina Cicarelli

Conhecido por viver o Senhor Barriga e seu filho, Nhono, no seriado “Chaves”, Edgar Vivar, 66 anos, vem pela quinta vez ao país como principal atração do #4FunFest!, programado para o dia 18 de setembro, no Carioca Club. No ano em que a série mexicana completa 40 anos, ele promete mostrar imagens e fotos inéditas do programa que pertencem a seu acervo pessoal.
Em entrevista a VEJA SÃO PAULO, ele fala sobre a relação que tem com o Brasil, que começou quando ainda era pequeno por causa de seu avô, e diz o que faria se pudesse se vingar do Seu Madruga, seu eterno inquilino na série exibida pelo SBT e pelo Cartoon Network.

VEJA SÃO PAULO — O senhor já esteve várias vezes no Brasil. O que te faz voltar tanto para cá?
EDGAR VIVAR — Essa será a quinta vez que visito seu país e espero visitá-lo ainda muitas outras vezes. Perguntar por que gosto do Brasil implica recordar a minha infância. Meu avô paterno escreveu um livro de poemas cujo título era ‘Saudades’ e, quando eu perguntei o significado dessa palavra [que não existe em espanhol], ele me respondeu algo assim: ‘Você ainda é muito pequeno para compreender, mas, quando eu não estiver mais aqui, certamente entenderá o que significa’. Ele era um homem bom e sábio, estudioso de Machado de Assis.
VEJA SÃO PAULO — Em São Paulo, quais os lugares o senhor mais gostou de conhecer?
EDGAR VIVAR — São Paulo me faz sentir como se estivesse em casa. Gostos dos contrastes. De um lado, vida cultural rica, churrascarias e outras opções gastronômicas e multiétnicas, o lado colonial rico em histórias e os grandes edifícios modernos. Do outro, regiões não tão privilegiadas economicamente. Assim como no México.
VEJA SÃO PAULO — Aqui no Brasil a série continua sendo um sucesso. É assim também em outros países?
EDGAR VIVAR — Em maior ou menor escala, o mesmo acontece em todos os lugares em que até hoje os episódios são veiculados. São mais de 25 países.

VEJA SÃO PAULO — Em algum momento, já houve irritação por apenas ser lembrado como o personagem Senhor Barriga?
EDGAR VIVAR — No começo me incomodava, porque eu não tinha ideia da força que a figura do Senhor Barriga possui. Mesmo depois de 40 anos, o programa “Chaves” segue forte e, em alguns lugares, é uma espécie de objeto de culto. Hoje, isso não me incomoda. Talvez fique preocupado no dia em que as pessoas não me chamarem mais assim.

VEJA SÃO PAULO — Como eram os bastidores da série? Vocês se divertiam com as piadas e situações engraçadas?
EDGAR VIVAR — Mesmo o programa se passando em um ambiente descontraído, durante a gravação final nunca improvisamos nenhuma brincadeira ou piada que não tivesse sido ensaiada anteriormente. Acho que isso colaborou com o sucesso do programa.
VEJA SÃO PAULO — Qual foi o episódio da série que mais marcou o senhor?
EDGAR VIVAR — Tenho dois programas favoritos e inesquecíveis: quando o Senhor Barriga leva o Chaves para passar as férias em Acapulco e um dos programas de Natal.

VEJA SÃO PAULO — Seus personagens sempre sofriam nas brincadeiras da série. O senhor encarava tranquilamente situações cômicas como pancadas e tortas na cara?
EDGAR VIVAR — Acho que sempre existirá um sentimento de compaixão maior pela vítima, do que pelo que faz dos outros a sua vítima. E isso se aplica no caso do Senhor Barriga, nem tanto no do Nhonho. Todas as vezes que o Senhor Barriga chegava à vizinhança, Chaves o recebia com uma bolada ou algo do tipo. O público começava a rir antes que a própria cena acontecesse. Nunca levei para o lado pessoal.
VEJA SÃO PAULO — Se o senhor pudesse se vingar de todas as encrencas em que o Seu Madruga meteu o seu personagem, o que faria?
EDGAR VIVAR — O obrigaria a trabalhar muito. E estipularia um horário de trabalho em que ele tivesse de acordar muito cedo.
VEJA SÃO PAULO — O que o senhor fez depois de “Chaves”?
EDGAR VIVAR — Busquei me diversificar. Comecei fazendo teatro clássico. Depois, produzi peças e trabalhei em outros projetos de televisão, como “Vila Sésamo”, e no cinema. Tudo isso no México. Depois me mudei para a Argentina, onde também produzi uma minissérie e trabalhei em outra telenovela. Pouco depois fui convidado pelo diretor Guillermo Del Toro para trabalhar em “O Orfanato”, rodado na Espanha. Voltei para o México e, recentemente, participei de uma telenovela e de vários filmes que espero que o público brasileiro possa ver.

Edgar Vivar, o Senhor Barriga, promete mostrar fotos e vÃdeos dos bastidores de