– Um Laboratório de Administração!

Recebo a seguinte pergunta de um ex-aluno, desistente do curso de Administração:

“Professor, por que as universidades não tem laboratórios para a graduação em Administração de Empresas?” (Henrique, via e-mail)

Caro Henrique, os laboratórios de Adm de Empresas são as próprias instituições em que você trabalha. É impossível graduar-se (em um boa faculdade, lógico), sem estar no mercado. O estágio é essa condição que você pede! Teoricamente, é lá que você pode errar e ganhar experiência pelo erro, pois você exerce a condição de aprendiz dentro da empresa. Entretanto, sabemos que na prática não é assim que funciona. O estagiário é muitas vezes cobrado como um profissional já formado. Além de que, muitas correntes educacionais defendem que o estudante deve realizar seus estudos durante a manhã; as tarefas acadêmicas ao domícilio às tardes; e o descanso merecido à noite. Mas para estes, um questionamento: e a prática da administração, onde fica?

– Doutores com Q.I.

Impressionante a máfia que ronda algumas universidades, nos cursos de pós-graduação. Em matéria-denúncia da Revista Época dessa semana, é deflagrado um esquema suspeito com muita subjetividade nas avaliações de candidatos à Mestrados e Doutorados.

Confesso que é complicado o sistema de eliminação pós-entrevistas; há argumentos que mostram a necessidade de tal; embora há os contras. Aqui, há a brincadeira de Q.I. como “quem indicou”, ao invés de “Quociente de Inteligência”

Compartilho abaixo, extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI108447-15223,00.html

DOUTORES COM Q.I., por Ana Aranha e Marco Bahé

Nas seleções para pós-graduação, o “Quem Indicou” pode valer mais que o mérito acadêmico dos candidatos. É possível acabar com esse favoritismo?

Ninguém duvida do mérito acadêmico dos alunos aprovados nos vestibulares das melhores universidades do país. A disputa pelas vagas é tão concorrida que a aprovação exige meses de estudos e preparação exclusiva. A maior prova disso foi a comoção em torno do vazamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que pretende substituir os vestibulares como principal forma de acesso às universidades. Devido ao furto de dois cadernos de questões, o exame foi cancelado e 4 milhões de alunos esperaram dois meses para prestá-lo. Quem conseguir passar pelo filtro do Enem, entrar na universidade e se formar vai ter provavelmente de fazer um esforço diferente se quiser avançar para a pós-graduação. Em vez de virar a noite revisando o conteúdo de matérias para provas, vai ter de bajular um orientador, pedir cartas de recomendação, submeter-se a entrevistas cheias de critérios subjetivos para conseguir entrar num curso de mestrado.

Por princípio, uma seleção para a pós-graduação não pode ser como o vestibular. Exige conhecimentos específicos e capacidades de argumentação e abstração que uma prova de múltipla escolha não é capaz de captar. Por isso, cada curso de pós-graduação tem autonomia para selecionar seus alunos. O problema é que alguns abusam dessa prerrogativa e deixam a decisão na mão dos poucos profissionais que compõem a banca. Com a concentração de poder, começam os problemas. Nos últimos anos, candidatos entraram com ações na Justiça para questionar os métodos de seleção de cursos de pós-graduação das melhores universidades do país. As ações denunciam favorecimento de candidatos próximos a professores e sugerem que, em algumas das mais qualificadas bancas de seleção do país, o famoso Q.I. (“Quem Indicou”) tem um peso maior do que o potencial acadêmico na escolha dos futuros mestres e doutores.

Essa é a suspeita levantada pela candidata ao mestrado em política social na Universidade de Brasília (UnB) Arryanne Vieira Queiroz. Formada em Direito e delegada da Polícia Federal, Arryanne, em novembro, entrou com um mandado de segurança na Justiça Federal e um pedido de ação civil no Ministério Público Federal em que pede a suspensão do processo seletivo na UnB. Seu principal argumento é a falta de transparência. Quando soube que não havia sido aprovada na prova de conhecimentos específicos, Arryanne procurou saber sua nota com o objetivo de pedir a revisão de algumas questões. A UnB respondeu que as notas não seriam divulgadas. “Não faz sentido. Como posso recorrer sem saber se tirei 5 ou 0?”, diz Arryanne. “Não tinha elementos para argumentar. Fiz um recurso no escuro.”

O recurso apresentado por Arryanne foi recusado. Ao final do processo, ela teve outra surpresa. Descobriu que um dos dez candidatos aprovados é genro da coordenadora do programa de pós-graduação, Potyara Pereira. Com essa informação, ela decidiu entrar na Justiça. “Ele pode ter conquistado essa vaga por mérito próprio. Mas, como o processo é obscuro, fica a suspeita. Além de não ter direito a defesa, os candidatos não podem fiscalizar seus concorrentes.” A coordenadora da banca da seleção, Marlene Teixeira Rodrigues, diz que a professora Potyara Pereira não participou da escolha dos alunos para o mestrado em política social da UnB devido a sua relação de parentesco com um dos candidatos. “A professora Potyara pediu para ser mantida distante do processo”, diz Marlene Rodrigues. Ela afirma também que a divulgação das notas só é feita ao final do processo de seleção por causa de uma regra estabelecida no edital do concurso.

Não é a primeira vez que a UnB sofre acusações de favorecimento na seleção para a pós-graduação. Em 2005, o MPF moveu diversas ações contra a universidade devido à falta de clareza e objetivo nos critérios de escolha dos alunos de mestrado e doutorado. Segundo o procurador da República Carlos Henrique Martins, uma das denúncias foi motivada por uma pergunta feita pela banca do mestrado para antropologia. “Um professor queria saber como o candidato iria se manter financeiramente ao longo do curso. É um critério que não tem relação com o mérito acadêmico”, diz Martins.

Em 2005, a UnB firmou um acordo com o MPF e se comprometeu a mudar seus procedimentos. A promessa, aparentemente, foi esquecida. No edital para o mestrado em antropologia, ainda consta a exigência de uma “declaração de tempo e meios financeiros de que (o candidato) dispõe para cursar o mestrado”. José Pimenta, coordenador da pós-graduação do curso, diz que “ninguém vai deixar de entrar devido às condições financeiras”. Por que, então, a seleção ainda faz a pergunta? “Só para ter mais elementos sobre os candidatos”, afirma Pimenta.

Além da UnB, a pós-graduação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) também foi alvo de ações do MPF. Muitos dos processos de seleção da UFPE não tornavam públicos os critérios que seriam levados em conta pelas bancas. Entre os alunos da universidade, são muitos os relatos de favorecimento acobertados pela falta de transparência. Todos os depoimentos colhidos por ÉPOCA foram feitos sob a condição de anonimato. Os alunos têm medo de sofrer perseguição. A principal queixa é que seria preciso se aproximar de professores influentes para conseguir uma vaga. Segundo alunos do Departamento de Geografia, a pós-graduação seria “dominada” por grupos de professores que decidem, sem prestar contas, quem entra e quem sai. “Eu tive de passar um ano como aluna ouvinte até que um professor me ‘adotasse’. Eles só querem orientar quem já conhecem”, diz uma mestranda. “Se você vier de faculdade privada, então, há muito preconceito. Não é raro alunos tentarem mestrado em outros Estados, pois aqui há famílias dominando o departamento.” Segundo um candidato ao mestrado em Direito, mesmo com nota 8 na prova específica e 9 na de língua estrangeira, ele foi eliminado da disputa depois de dez minutos de entrevista. “Outros candidatos com pontuação muito inferior a minha nas fases anteriores foram aprovados”, diz.

Depois da ação movida pelo MPF, a UFPE elaborou parâmetros para todos os cursos. Passou também a exigir a publicação dos critérios em espaços de acesso público – como a internet. Entre as principais mudanças está o fim da exigência das cartas de recomendação. As cartas davam margem para que alguns candidatos fossem beneficiados só por causa do prestígio de quem os recomendava. As entrevistas também perderam peso. Elas não podem mais classificar nem eliminar candidatos.

Segundo o diretor de Pós-Graduação da UFPE, Fernando Machado, os problemas já tinham sido detectados antes da ação do MPF. “A ação serviu para acelerar um processo que acontecia lentamente”, afirma. “Cerca de 80% do editais lançados neste semestre já seguem os novos parâmetros.” Muitos professores da UFPE criticaram, porém, as mudanças nos processos de seleção. Eles argumentam que o acordo com o MPF feriu a autonomia universitária.

“Sendo uma universidade pública, a UFPE é obrigada a seguir os princípios da impessoalidade, legalidade e publicidade. Assim como o mérito como critério de acesso ao ensino superior”, afirma o procurador da República Antonio Carlos Barreto Campelo.

As medidas tomadas pelo MPF para tornar mais transparentes os processos de seleção para a pós-graduação são importantes para tornar o sistema menos suscetível a injustiças. Mas nem elas são capazes de eliminar totalmente a subjetividade na escolha dos candidatos. “Temos parâmetros claros, mas alguma margem de subjetividade sempre fica”, diz Romualdo Portela de Oliveira, coordenador da pós- -graduação em educação da Universidade de São Paulo (USP). A principal brecha para a subjetividade se abre quando o número de aprovados excede o número de vagas. Como há um número limitado de vagas por orientador, e os candidatos apontam seus orientadores no início do processo, a seleção final pode ficar a cargo do professor que está com excesso de alunos. Nesse caso, um candidato aprovado, com condições de cursar a pós-graduação, pode ficar de fora da seleção só porque o orientador preferiu trabalhar com outros alunos – talvez por uma relação anterior. “É uma discussão controversa”, afirma Portela. “Eticamente, é razoável que orientador e orientado não discutam antes, já que aí se estabelece uma relação privilegiada. Mas também é natural que alguns sejam próximos, devido aos projetos de iniciação científica na graduação.”

O uso da entrevista como um dos critérios de seleção também costuma gerar controvérsias. Há relatos de que concorrentes recebem tratamento desigual. Uma candidata a mestrado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), que pede que seu nome e curso não sejam identificados, diz que foi prejudicada pelo entrevistador. Em 2006, depois de passar na prova de inglês e na de conhecimentos específicos, ela chegou à entrevista em décimo lugar numa seleção em que havia 20 vagas. “A entrevista começou, e percebi que o entrevistador estava empenhado em prejudicar meu discurso. Ele era agressivo e intimidador, interrompia minha fala para dizer: ‘Não é isso que eu quero saber’.” Segundo ela, havia outros professores na banca, mas só ele falou. “Foi um comportamento acintoso. Ficou claro que ele queria me prejudicar.” Depois da entrevista, a aluna caiu para a 21ª posição e ficou de fora da seleção.

Para tentar evitar favorecimento ou perseguição, a recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE) é que a entrevista não seja eliminatória e sirva apenas para somar pontos na classificação dos concorrentes. Mesmo assim, ela continuaria sendo estratégica, pois a distribuição de bolsas entre os aprovados costuma ser de acordo com a classificação. “O processo deve ter critérios claros e oferecer condições de igualdade”, afirma Paulo Barone, presidente da Câmara de Ensino Superior do CNE. “Mas não dá para exigir objetividade total. Avaliação de mérito é sempre difícil de medir.”

Como a objetividade total é impossível, a Justiça costuma dar razão às universidades nos processos movidos pelos alunos contrariados. Apenas os casos mais gritantes chegam ao CNE, que pode fazer recomendações aos cursos sobre os critérios de seleção. Há alguns anos, algumas universidades federais exigiam que o candidato ao curso de pós-graduação apresentasse uma empresa patrocinadora de seu projeto para conseguir uma vaga no mestrado profissional. Trata-se de uma modalidade de mestrado que está crescendo no país, na qual os alunos desenvolvem projetos voltados para o mercado. Segundo Barone, a exigência de uma “empresa madrinha” fere o princípio de igualdade de condições de acesso. Por esse motivo, as universidades começaram a perder ações na Justiça, e o CNE passou a desaconselhar esse tipo de critério de seleção.

Não há hoje no Brasil um órgão regulador dos processos de seleção da pós-graduação. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão ligado ao Ministério da Educação, faz o controle da qualidade dos cursos. Mas não dá diretrizes para a seleção nem avalia os processos. “Esses questionamentos só estão acontecendo porque a demanda pela pós teve crescimento chinês”, afirma Jorge Guimarães, presidente da Capes. Ele tem razão. Na última década, as matrículas no mestrado e doutorado dobraram. O aumento da procura é reflexo da crescente escolarização da população e da demanda por mão de obra qualificada do mercado. Com mais gente competindo pelas vagas, porém, as universidades estão diante do desafio de aumentar a transparência da seleção para a pós-graduação para acabar com os feudos acadêmicos em um país que pede mais mérito e qualificação.

– ENEM: Começou torto, terminou torto

Lamentável a frequência de candidatos para o ENEM. Depois do escândalo que envolveu a prova na data inicial, a realizada neste domingo, segundo a Folha de São Paulo na edição desta última segunda-feira, teve uma abstenção de 38% no Brasil. O maior índice, assustadoramente, foi o da cidade de São Paulo: 47%.

Alguns motivos:

– descrédito da lisura da prova;

– não aceite das notas por algumas instituições de ensino superior;

– rodada final do campeonato brasileiro (é mole?).

Para ajudar, após o término da prova foi divulgado um gabarito errado. Trapalhada total

Entretanto, vejo uma nota positiva sobre a realização das provas: a flexibilidade de horário para alunos que professam crenças religiosas que guardam o sábado. Para estes, a prova pode ser realizada na noite de sábado, onde não infrigiria seus preceitos (embora tivessem que entrar com os demais). Atitude respeitosa e salutar para o convívio democrático.

– Cancelada a Questão do ENADE

Lembra daquela polêmica questão do ENADE, que fazia propaganda do Governo Federal?

Clique aqui para relembrá-la: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2009/11/18/a-prova-virou-panfleto/

Pois é… usaram o bom senso e cancelaram a questão. Medida justa.

– Protestos indevidos

Leio aqui que estudantes protestaram contra as portas fechadas nas escolas que iriam prestar o Enem, em São Paulo.

Simplesmente as portas estavam fechadas pois… deu o horário!

O aluno que tem a cara-de-pau de reclamar de uma instituição que cumpre o horário deveria protestar contra si próprio, contra sua irresponsabilidade e seus descuidos.

– A Pedagogia é uma Jabuticaba?

Compartilho interessantíssimo artigo sobre como a educação pode ajudar os mais pobres, publicado na Folha de São Paulo, em 17/08/2009, Pg 3, e reproduzido (com as devidas citações) pelo Jornal da Ciência.

Vale a pena lê-lo!

Extraído de: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=65451

A PEDAGOGIA É UMA JABUTICABA?

A escola pode mudar a vida das populações mais pobres, mas essa é ainda uma realidade de poucos países. Qual o segredo?” POR João Batista Araujo e Oliveira – psicólogo, doutor em educação, é presidente do Instituto Alfa e Beto. Foi secretário-executivo do Ministério da Educação (1995).

A escola pode mudar a trajetória de vida das populações mais pobres. Não se trata de afirmação vazia. A evidência científica demonstra isso. Mas essa é ainda uma realidade de poucos países, notadamente Coreia, Hungria e especialmente Cuba.

Qual o segredo? Nenhum. A pedagogia não pode ser uma jabuticaba brasileira. Basta copiar o que fazem as boas escolas: programas de ensino claros, professores bem formados antes de entrar para o magistério, gestão escolar eficiente e uso de pedagogias adequadas. 

O Brasil recebe, agora em agosto, um expert internacional para discutir com nossos especialistas a importância da pedagogia. Trata-se do professor Martin Carnoy, que, sob o patrocínio da Fundação Lemann, lança aqui o livro “A Vantagem Acadêmica de Cuba”, em que compara a eficácia do ensino naquele país com a ineficácia de Chile e Brasil. 

Também em agosto um ciclo de seminários trará a seis capitais do país renomados especialistas como Clermont Gauthier (Universidade de Laval, Canadá), Roger Beard (Universidade de Londres), José Morais (Universidade de Bruxelas) e Nuno Crato (Academia Portuguesa de Matemática) para debater as pedagogias eficazes. O tema volta à cena e é um convite à reflexão. 

Quem faz diferença, professor ou pedagogia? A resposta: os dois. A pedagogia sozinha não faz nada. O professor sem pedagogia também não. Bom professor é o que usa as pedagogias adequadas. Resta saber quais são essas pedagogias adequadas. 

Nos últimos 30 anos, os tigres asiáticos e os países desenvolvidos descobriram que a qualidade da educação é o seu trunfo na economia global. Isso tem suscitado inúmeros avanços no conhecimento sobre o que funciona em educação. Métodos de pesquisa mais rigorosos têm propiciado conhecimentos cada vez mais consistentes e seguros nesse campo. 

O que não funciona é quase tudo o que se apregoa nas faculdades de educação brasileiras. Os resultados disso são conhecidos. Confundimos pedagogia tradicional com tradição pedagógica e, usando esse pretexto, praticamente abolimos as pedagogias eficazes da sala de aula. 

Mas, afinal, o que funciona? Quais as pedagogias eficazes? O leitor vai se surpreender com a falta de novidades. 

Primeiro, precisamos ter objetivos claros sobre o que ensinar. Antigamente isso se chamava programa de ensino. Nos países desenvolvidos ainda responde por esse nome. 

Segundo, devemos ter metas ambiciosas, estabelecidas por escolas e professores. Nos países da OCDE, mais de 80% dos alunos atingem as metas mínimas ao final do ensino fundamental. 

Terceiro, o ensino deve ser organizado, o professor apresenta a matéria, explica, serve de modelo, dá exemplos, interage com os alunos. Revisões e a avaliação são frequentes -normalmente é semanal, no máximo, mensal. O dever de casa é regular -de todas, essa é a pedagogia mais eficaz. 

O resto são detalhes específicos de determinadas disciplinas. Alguns exemplos: o currículo em espiral, que repete um pouco de tudo a cada ano, pode ser eficaz no ensino da língua, mas é comprovadamente desastroso em matemática: é preciso saber diminuir antes de aprender a dividir, por exemplo. A contextualização excessiva em matemática, que pode servir para motivar, dificulta o processo de transferência de aprendizagem: o ensino mais eficaz é o que leva rapidamente à abstração. 

A superaprendizagem é fundamental -por isso os bons alunos sabem a tabuada de cor e resolvem muitos problemas. 

Em ciências, a aprendizagem sólida dos conceitos e a capacidade de relacioná-los são mais importantes do que usar ou não laboratórios ou atividades práticas. 

Saber fazer perguntas é mais significativo do que conhecer a resposta correta, mas fazer boas perguntas exige capacidade de observar e a orientação sobre o que e como observar. 

Na alfabetização, métodos fônicos são superiores aos demais. Na leitura, é essencial adquirir e desenvolver fluência para poder compreender o que se lê. Dominar a ortografia e a sintaxe libera o cérebro para cuidar do sentido do que se escreve. No ensino da língua, o ensino da gramática no contexto da sintaxe da frase é mais eficaz do que o ensino de regras de aplicação genérica. E por aí vai. 

Nada disso, é claro, funciona sem um professor que conheça o conteúdo, tenha o domínio da turma e a capacidade de ensinar de maneira organizada. Assegurado o conhecimento do conteúdo, o professor é tão bom quanto os métodos pedagógicos que domina. Portanto, o resgate do professor passa, necessariamente, pelo resgate da tradição pedagógica. 

A evidência científica em todas as áreas de ensino é francamente favorável ao modelo instrutivista em contraposição ao modelo construtivista.

– Metade da Mensalidade e o Dobro de Alunos

Bem simplista o título deste post, mas faz valer uma observação interessante: o aumento de 84% dos alunos da classe D nas Universidades (350 mil estudantes)!

Extraído de: Ig Educação

Em quatro anos, 677 mil estudantes das classes C e D entraram na universidade

por Erica Khingl

Em apenas quatro anos, 350 mil jovens da classe D entraram no ensino superior. São universitários com renda inferior a três salários mínimos, ou seja, R$ 1.400. O número equivale a um crescimento de 84% entre os anos de 2004 e 2008, o maior registrado entre todas as faixas de renda.

No mesmo período, 333 mil estudantes da classe C, de três a cinco salários, também experimentaram pela primeira vez a corrida pelo diploma.

Incapazes de atender a crescente demanda, as instituições gratuitas ficam à margem da democratização econômica do ensino superior. De acordo com estudo da Hoper Educacional, maior consultoria de mercado de ensino superior, 70% dos alunos do setor das instituições privadas concentram-se nas faixas de renda até 10 salários.

O que parece uma ótima notícia deve ser visto com cuidado, de acordo com o professor da Faculdade de Educação da UnB, Remi Castioni. “As avaliações do Ministério da Educação mostram que são essas as instituições que concentram as notas 2 e 3 no Enade. Na minha opinião, existe uma relação entre o baixo preço da mensalidade e a qualidade do ensino. Hoje existem faculdades que cobram R$ 199, como se fossem aqueles comércios baratos de R$1,99”, completa.

PREÇO

A queda no valor da mensalidade é a principal explicação para a entrada dos jovens mais pobres no ensino superior. De acordo com Ryon Braga, presidente da Hoper, em 1996 as mensalidades custavam em média R$ 840 (em valores atualizados). Hoje, a média é de R$ 457.

“O valor caiu pelo metade permitindo que mais alunos fizessem ensino superior”, avalia.

Ryon destaca que o Programa Universidade para Todos, o ProUni, só foi responsável por 5% da expansão. O programa do governo federal troca vagas de faculdades particulares por isenção de impostos. “Mas não acredito que baixo preço queira dizer baixa qualidade. Existem ótimas instituições que cobram pouco dos alunos e instituições ruins que cobram caro.”

Pelo estudo, ainda há margem para crescer. “Considerando que a média de comprometimento de renda familiar com o ensino superior está em torno de 13% da renda, podemos concluir facilmente onde está o maior obstáculo para ampliação da inserção de alunos de menor poder aquisitivo no ensino superior”, cita a conclusão da pesquisa.

Vale destacar que as outras classes econômicas ainda têm grande representatividade no ensino superior mas está perdendo território. A classe A representa 23,3% do alunado do ensino superior privado no Brasil, mas já parou de crescer há quatro anos.

A Classe B com 48,7% deste alunado continua a maior representante do ensino superior privado, mas apresenta crescimento de 29,3% nos últimos quatro anos, bem inferior ao crescimento da Classe C e D. “Se as taxas de crescimento forem mantidas na mesma proporção, no ano de 2012 já teremos mais pessoas das Classes C e D no ensino superior privado do que os representantes das Classes A e B”, completa Ryon.

– A Prova virou Panfleto

Que a Revista Veja está brigada com o Lula, é sabido. Que Lula usa e abusa bem da mídia, idem. Que o MEC, de repente, poderia fazer propaganda da gestão lulista e sugerir uma ideologia aos estudantes, para mim é assustador.

Digo isso devido a uma questão polêmica do Enade. Veja abaixo e tira suas conclusões:

Extraído de: http://veja.abril.com.br/181109/prova-virou-panfleto-p-082.shtml

O ENADE FAZ PROPAGANDA DO GOVERNO

Era só o que faltava: o exame aplicado pelo MEC nas universidades faz propaganda descarada do governo e ataca a imprensa. Por Bruno Meier:

QUESTÃO:

Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a crise financeira mundial era um tsunami no exterior, mas, no Brasil, seria uma ‘’marolinha’’, vários veículos da mídia criticaram a fala presidencial. Agora é a imprensa internacional que lembra e confirma a previsão de Lula. Considerando a realidade atual da economia, no exterior e no Brasil, é correto afirmar que houve, por parte dos críticos:

A) atitude preconceituosa
B) irresponsabilidade
C) livre exercício da crítica
D) manipulação política da mídia
E) prejulgamento

Resposta: A

É consenso que uma boa prova é aquela capaz de aferir – com isenção e objetividade – o nível de conhecimento do aluno. Por isso mesmo, o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), aplicado na semana passada a 1 milhão de universitários no país, é um exemplo de prova ruim. Das dez questões de conhecimentos gerais, comuns a todos os alunos das 23 áreas testadas pelo Ministério da Educação (MEC), quatro são propaganda escancarada do governo federal. A primeira, em seu enunciado, fala sobre o suposto sucesso de uma campanha do Ministério do Meio Ambiente para reduzir o uso de sacolas plásticas. A resposta considerada certa pressupõe que o aluno acredite que o programa está funcionando a pleno vapor. A segunda pergunta o que seria fatal à formação de novos leitores no país. Acertou, de novo, quem marcou a opção favorável ao governo: “A desaceleração da distribuição de livros didáticos pelo MEC”.

Para completar o absurdo, nas demais questões impertinentes, a propaganda e a ideologia se aliaram para atacar a imprensa, uma constante no governo Lula. Numa, o aluno é induzido a pensar que o presidente foi alvo de preconceito e críticas injustas ao dizer que a crise internacional não passava de uma “marolinha”. Na outra, com base num texto estapafúrdio que desqualifica o trabalho dos jornalistas que cobrem a Fórmula 1, o estudante é levado a assinalar que a imprensa é negligente e omissa em relação às “artimanhas” que caracterizariam o esporte. Resume o historiador Marco Antonio Villa: “Trata-se de uma prova obtusa e autoritária. A resposta certa é determinada à revelia da ciência e do bom senso”.

Criado pelo atual governo em 2004, para substituir o antigo Provão, o Enade tem o propósito de medir a qualidade dos cursos superiores no país. Como no ano passado, a prova foi concebida numa parceria entre comissões formadas por professores de cada área testada – a quem o MEC delega a elaboração das diretrizes gerais – e a empresa mineira Consulplan, especializada em concursos públicos, que se encarregou da confecção do exame propriamente dito. A VEJA, um funcionário da Consulplan, que acompanhou de perto o processo, disse, sem meias palavras: “Decidimos incluir questões sobre as ações do governo porque recebemos instruções claras dos profissionais que trabalharam para o MEC”. Não é o que afirmam tais profissionais. “Nas diretrizes que traçamos, não há nenhuma menção à inclusão de perguntas com viés ideológico”, afirma o professor Luis Carlos Bittencourt, do grupo dedicado à área de comunicação social.

Os valentes que usaram o exame para fazer propaganda e disseminar sua ideologia nefasta de ódio à liberdade de informação e opinião agora se escondem no anonimato. Nada mais típico. “Talvez seja preciso repensar o sistema de concepção da prova para o ano que vem”, limita-se a dizer Reynaldo Fernandes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, órgão vinculado ao MEC. Uma sugestão para o Enade de 2010 é incluir a seguinte questão:

Defina o exame de 2009:

a) Peça de propaganda do governo federal;
b) Panfleto anti-imprensa;
c) Teste de péssima qualidade acadêmica;
d) Todas as respostas anteriores.
Alguém tem dúvida sobre a alternativa correta?

– O Esforço dos Pobres nas Universidades

A coluna de Gilberto Dimenstein desta última segunda-feira traz um levantamento interessante: em breve, os pobres (entenda-se, pelo texto dele, das classes C, D, E) serão a maioria nas Universidades. E com um detalhe: desde já, se mostram alunos mais esforçados.

Compartilho, extraido de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u652993.shtml

POBRES NAS UNIVERSIDADES

O escândalo da minissaia de Geisy Arruda é apenas um detalhe de um fenômeno muito maior: a entrada dos mais pobres no ensino superior brasileiro. Em breve –e breve significa mais três ou quatro anos– as classes C, D e E serão maioria nas universidades.

Uma consultoria especializada em ensino superior (Hoper) informa que, de 2004 até 2008, o número de alunos da classe C cresceu 84%, e da classe D, 52%. Isso significa um batalhão de quase 680 mil pessoas.

São brasileiros com mais expectativas profissionais, já que, ao entrarem na faculdade, imaginam-se com mais chance de um bom emprego. É gente que, em geral, tende a tornar-se mais crítica e ciosa de seus direitos –vejam como Geisy Arruda defendeu seus direitos.

É também gente, que, em geral, tem mais garra. Não é fácil sobreviver ao ensino médio público, trabalhar à noite e estudar de dia.

Aposto que está aí o nascimento, aos poucos, de uma nova elite brasileira. Sem perder o olhar crítico e a demanda por mais qualidade de ensino, os acadêmicos deveriam olhar com menos preconceitos para o ensino superior privado.

Assim como é melhor um jovem concluir o ensino médio público, por pior que seja, é melhor ter quatro anos de uma escola privada no ensino superior.

Baseado na suspeita de que esse público tende a demandar mais cultura, fiz a experiência de levar a faculdades privadas a experiência do site Catraca Livre (www.catracalivre.com.br), para treinar os estudantes sobre como aproveitar a programação cultura gratuita da cidade de São Paulo. Rapidamente, uma parcela dos estudantes, segundo depoimentos de diretores das faculdades, começou a frequentar os eventos, até concertos de música erudita e ópera.

– A Decadência dos Cursinhos Pré-Vestibulares

Recebi um interessante material, publicado do Jornal da Ciência, a respeito da redução de até 80% dos alunos inscritos em cursinhos pré-vestibular. Motivo: as mudanças para o ingresso nas Universidades e a farta oferta de vagas na rede privada de ensino.

Extraído de: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=64963

Cursinhos perdem até 80% dos alunos

Auge foi nos anos 70 e 80, quando os vestibulares das principais universidades ainda valorizavam o chamado “decoreba”. Para consultor, expansão das faculdades particulares absorveu alunos menos preparados e ajudou a esvaziar os cursinhos

Com apogeu nos anos 70 e 80, quando eram uma etapa quase indispensável para os que tinham o objetivo de seguir estudos universitários, os cursinhos encolheram. Inexistem estatísticas oficiais sobre o setor, mas, após ouvir professores, empresários e consultores, a Folha apurou que os pré-vestibulares perderam de 70% a 80% das matrículas na comparação com a fase áurea.

Dono de uma consultoria educacional, Maurício Costa Berbel, aponta algumas causas. “Uma delas, certamente, foi o fato de os vestibulares das principais universidades e o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) terem aposentado a ideia de que o melhor candidato a uma vaga no ensino superior seja aquele com mais capacidade de memorização.”

Em vez disso, passou-se a valorizar o raciocínio e a transdisciplinaridade “e essa é uma característica difícil de ser aprimorada em classes com mais de cem alunos, como era comum nos principais cursinhos”, afirma o consultor.

Mas o fator principal da queda foi a proliferação dos cursos superiores particulares, que teve início em meados dos anos 90. Para dar uma ideia do tamanho da ampliação, há hoje 2.200 instituições de ensino superior nas quais ingressam por ano quase 1,5 milhão de alunos. No início dos anos 1970, as não mais de 200 universidades ofereciam 80 mil vagas por ano.

Realistas, alunos menos preparados se deram conta de que dificilmente entrariam nas disputadíssimas vagas de universidades públicas; era melhor ir direto para uma faculdade particular e poupar seis meses ou um ano de mensalidade de cursinho, afirma Berbel. Sintomaticamente, foram as turmas do período noturno, aquelas frequentadas pelo público obrigado a trabalhar durante o dia, as que mais sofreram com a mudança. Vários cursinhos já nem oferecem essa opção.

Em 2005, veio o ProUni (Programa Universidade para Todos), o qual, ao conceder vagas gratuitas em faculdades privadas para alunos de baixa renda, ampliando ainda mais a possibilidade de acesso ao ensino superior, trouxe mais dificuldades aos cursinhos. Desde sua criação, o ProUni já ofereceu 888 mil bolsas.

Outro fator que contribuiu para a queda foi o advento dos chamados “cursinhos populares”, a partir dos anos 90. Gratuitos ou com mensalidades que chegam a 1/ 10 do cobrado pelos tradicionais, eles geraram uma guerra de preços que acabou canibalizando o setor.

Quem ainda se dá bem no negócio dos cursos pré-vestibulares acabou reduzindo o número e o tamanho das turmas, focando-se em um público abonado, disposto a lutar por disputadíssimas vagas das melhores instituições, como medicina, engenharia e direito das universidades públicas.

Jorge Ovando, gerente de marketing do Intergraus – 900 alunos por ano, anuidades que em alguns cursos ultrapassam os R$ 10 mil -, explica que a aposta do grupo é em classes pequenas, extensas cargas horárias (mais de 44 horas por semana), tratamento personalizado. Opção idêntica fez, por exemplo, o curso Poliedro.

Esse movimento não significa que os grupos empresariais que mantinham os cursinhos estejam em extinção. Ao longo das últimas três décadas eles diversificaram suas atividades. Boa parte se expandiu para atender também o ensino médio e o fundamental. Alguns se tornaram universidades (são de proprietários de antigos cursinhos algumas das maiores universidades do país).

Exemplo disso é a Unip, que nasceu do cursinho Objetivo, com suas 130 mil matrículas (a USP tem 86 mil). Procurado pela reportagem para falar sobre o encolhimento do cursinho, o Objetivo não quis se pronunciar.

O encolhimento é apenas a manifestação econômica da cultura que se constituía em elogio do saber enciclopédico, do chamado decoreba. Acabaram-se as aulas-show, em que professores inventavam paródias musicais para alunos memorizarem equações da cinemática, doenças causadas por protozoários, elementos químicos halógenos ou o número de pés no filo dos artrópodes.

– Butiques de Ensino: as Faculdades Premium

No máximo 50 alunos por salas, professores atuando no mercado de trabalho, poucos e bons cursos. Mensalidades caras, lógico. Esse é o panorama das “faculdades-butiques”, assim chamadas pela Revista Veja desta semana. Abaixo, a matéria que fala a respeito das faculdades premium:

Extraído de: http://veja.abril.com.br/211009/butiques-ensino-p-140.shtml

BUTIQUES DE ENSINO

Poucos alunos, instalações de primeira e preço nas alturas. Essa é a fórmula de um grupo de faculdades que já figuram entre as melhores do país.

por Cintia Borsato e Renata Betti

Está se consolidando no ensino superior brasileiro um gênero de instituição que já ganhou até apelido: a faculdade-butique. O termo talvez remeta à ideia de mau ensino, mas não é disso que se trata – pelo contrário. Assim como na hotelaria, que já adota essa terminologia há tempos, as faculdades-butique se ancoram na ideia da exclusividade: têm número reduzido de cursos, turmas pequenas, instalações de primeira e mensalidades nas alturas. Um ranking recém-divulgado, com base em dados do Ministério da Educação, mostra que, entre as 21 melhores instituições de ensino superior do país – as únicas com nota máxima no ranking oficial, de um total de 2 000 –, dez se enquadram nessa categoria. Na aferição, que considera variáveis tais como desempenho dos alunos, nível dos professores e produção acadêmica das instituições, as “butiques” chegam a superar boas universidades públicas do país. Algumas delas não são exatamente novas – a exemplo da Fundação Getulio Vargas, que encabeça o ranking nacional. Fundada em 1944, pode-se dizer que ela foi precursora no Brasil de um gênero que, só agora, começa a se fazer presente de maneira mais visível. Ao lado da FGV, aparecem nomes bem menos conhecidos, como o gaúcho Instituto Superior de Educação Ivoti, campeão em pedagogia, e a Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, de Campinas. Aberta há apenas seis anos, é a melhor de odontologia do país.

O vestibular dessas faculdades chega a ser tão concorrido quanto o da USP ou o da Unicamp. Pela peneira, só passam os bons alunos – aqueles que teriam ótimas chances de ingressar numa universidade pública. O que os faz, então, optar por uma faculdade privada pela qual pagam até 2 500 reais por mês? Parte da resposta está na ligação mais estreita que as instituições destacadas pelo MEC costumam ter com o mercado de trabalho. Numa faculdade como a Facamp, de Campinas, outra do ranking, 95% dos professores têm emprego nas áreas em que lecionam (ao passo que em universidades públicas o número gira em torno de 20%). Isso os torna aptos a trazer para classes como a da estudante de direito Laura de Macedo, 19 anos, uma visão bem prática. “Não queria um curso muito teórico”, diz ela, que, amparada financeiramente pelos pais, levou isso em conta ao desistir de cursar uma faculdade pública. Os alunos formados nas faculdades-butique são cobiçados pelas grandes empresas – onde levam, em geral, não mais que três meses para arranjar emprego, enquanto a média para os recém-formados é de um ano, de acordo com a Companhia de Talentos, especializada em recrutamento. “As empresas vão à caça desses jovens”, diz Sofia Esteves, à frente da consultoria, fazendo uma ressalva: “Como na universidade só convivem com colegas de perfil semelhante, às vezes têm dificuldade em se adaptar ao ambiente mais diversificado das empresas. Falta-lhes jogo de cintura”.

O fenômeno das instituições menores e especializadas surge na contramão de uma tendência que vem se acentuando no Brasil desde a década de 60. De lá para cá, as universidades públicas – praticamente as únicas existentes no país até os anos 90 – foram se agigantando com o objetivo de suprir a altíssima demanda brasileira por ensino superior. Numa frente mais recente, o governo também deu incentivos para que as faculdades privadas expandissem sua oferta de cursos para além dos oito que, segundo a lei, são o mínimo necessário para que uma instituição de ensino superior possa pleitear o status de universidade. Avalia Claudio de Moura Castro, articulista de VEJA e especialista em educação: “É difícil preservar a excelência em grande escala. O resultado para o ensino não é bom”. Nos Estados Unidos, mesmo universidades que não são exatamente pequenas nem especializadas numa única área, como Harvard e Yale, não chegam a ter mais do que 15 000 alunos – algo como um terço do que têm as grandes universidades brasileiras – e se beneficiam disso. Por razões óbvias: em modelos mais enxutos, é naturalmente mais fácil zelar pelo padrão do ensino. No Brasil, a Faculdade São Leopoldo Mandic é um exemplo extremo disso. Seus 130 alunos têm aulas com cinquenta doutores em odontologia, um deles o próprio dono, José Luiz Junqueira, 58 anos, dentista desde os 21. “Quem não ama falar sobre obturações e canais dentários é tratado aqui como ET”, diz ele.  

Nos Estados Unidos e em alguns dos países da Europa, núcleos universitários desse tipo prosperaram há mais de um século. Como no caso brasileiro, eles são uma minoria – mas se encarregam bem da tarefa de formar um grupo de profissionais de alto padrão em áreas diversas. Algo que não fará mal ao Brasil. Suprir a demanda por gente qualificada é imperativo numa economia que se pretende moderna e globalizada. “Um bom conjunto de universidades é pré-requisito básico para qualquer país inovar e enriquecer”, diz o economista Maílson da Nóbrega. Os números do MEC mostram que, para a maior parte do ensino superior brasileiro, falta ainda um longo caminho até a excelência acadêmica. As faculdades-butique são bem-vindas.

– Feliz Dia dos Professores!

Enviado pela Marlene, nossa querida bisa, da Sant’Anna-Salto:

Oração do Professor

Dai-me, Senhor, o dom de ensinar,
Dai-me esta graça que vem do amor.
Mas, antes do ensinar, Senhor,
Dai-me o dom de aprender.
Aprender a ensinar
Aprender o amor de ensinar.
Que o meu ensinar seja simples, humano e alegre, como o amor.
De aprender sempre.
Que eu persevere mais no aprender do que no ensinar.
Que minha sabedoria ilumine e não apenas brilhe
Que o meu saber não domine ninguém, mas leve à verdade.
Que meus conhecimentos não produzam orgulho,
Mas cresçam e se abasteçam da humildade.
Que minhas palavras não firam e nem sejam dissimuladas,
Mas animem as faces de quem procura a luz.
Que a minha voz nunca assuste,
Mas seja a pregação da esperança.
Que eu aprenda que quem não me entende
Precisa ainda mais de mim,
E que nunca lhe destine a presunção de ser melhor.
Dai-me, Senhor, também a sabedoria do desaprender,
Para que eu possa trazer o novo, a esperança,
E não ser um perpetuador das desilusões.
Dai-me, Senhor, a sabedoria do aprender
Deixai-me ensinar para distribuir a sabedoria do amor.

PARABENS PROFESSOR

Carinhosamente
Marlene (bisa) .

– A Fraude do ENEM e a posição do MEC

Que loucura! O jornal “O Estado de São Paulo” conseguiu as provas do ENEM que seriam aplicadas no próximo final de semana. Ou seja, fraude comprovada!

E quem pagará a conta dos prejuízos financeiros, morais e éticos. Como fica a confiabilidade? O que fazer com o que já foi impresso? Claro, a prova já foi cancelada.

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI4014609-EI8398,00-Haddad+MEC+e+PF+nao+excluem+ninguem+de+suspeitas+em+fraude.html

Haddad: MEC e PF não excluem ninguém de suspeitas em fraude

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira que o governo e a Polícia Federal (PF) não excluem nenhum suspeito no episódio de fraude das provas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), cujos exercícios seriam submetidos aos alunos neste fim de semana.

Ao todo, o Ministério estima que os prejuízos pela impressão das provas e a consequente anulação delas tenha representado montante de cerca de R$ 30 milhões.

O Ministério da Educação cancelou na madrugada desta quinta-feira a realização do Exame Nacional do Ensino Médio, que seria aplicado neste final de semana para mais de 4 milhões de pessoas em todo o País. O cancelamento teria ocorrido em virtude do vazamento da prova. As provas seriam aplicadas nos dias 3 e 4 de outubro em 113.857 salas de 10.385 escolas do País.

– Esclarecimento UniSant’Anna

Amigos, nossa coordenação enviou comunicado a nós, professores, e repasso na íntegra aos queridos alunos, em referência a matéria publicada no jornal local:

FACULDADE SANT’ANNA DE SALTO – ESCOLA SANT’ANNA KIDS

ESCLARECIMENTO PÚBLICO

 

Diante da matéria veiculada em 19 de setembro de 2009 em um dos veículos de comunicação da Estância Turística de Salto, temos a esclarecer à população, que sempre acompanhou e participou das ações educacionais, culturais, esportivas e sociais promovidas ou apoiadas pela Faculdade Sant’Anna:

1)     O Instituto Santanense de Ensino Superior (Faculdade Sant’Anna de Salto) foi convidado pelos Poderes Legislativo e Executivo a se instalar na cidade de Salto em agosto de 1997;

2)     A Prefeitura de Salto sancionou em 30 de dezembro de 1997 a Lei Municipal 2051/97, aprovada pela Câmara de Vereadores, concedendo o uso do prédio onde hoje está instalada, para fins educacionais;

3)     O contrato de concessão entre a Prefeitura Municipal e Instituto Santanense de Ensino Superior foi assinado em 30 de dezembro de 1997;

4)     O alvará de licença para instalação e funcionamento foi expedido pela Prefeitura Municipal de Salto em 16 de abril de 1998;

5)     As instalações da Faculdade Sant’Anna de Salto foram inauguradas em 28 de setembro de 1998, tendo sua primeira turma iniciado o curso no ano de 1999. Já a Escola Bilingue Sant’Anna Kids iniciou suas atividades em fevereiro de 2005;

6)     Em 2009, após o Tribunal de Justiça considerar inconstitucional a concessão do Estádio Municipal, a Prefeitura, em sua defesa, citou outras concessões existentes, entre elas a concessão da Abadia de São Norberto à Sant’Anna;

7)     Em 6 de maio de 2009, o Tribunal de Justiça de São Paulo, julgou procedente a inconstitucionalidade da concessão;

8)     Em 6 de agosto de 2009 o Tribunal de Justiça emitiu documento aos Poderes Legislativo e Executivo de Salto, sobre a decisão tomada em 6 de maio;

9)     Tal documento foi recebido pelo Gabinete do Prefeito da Estância Turística de Salto em 21 de agosto de 2009 e não no mês de setembro conforme divulgado;

10)  De posse do documento do TJ/SP, o Prefeito da Estância Turística de Salto decide, em 10 de setembro de 2009, notificou a Faculdade Sant’Anna, documento este, entregue em 18 de setembro de 2009.

11)  Convêm esclarecer, ainda, à comunidade local, em especial a todos os alunos (e responsáveis legais) dos cursos de ensino básico (infantil, fundamental e médio) e de graduação, que atualmente está pendente de julgamento, os recursos apresentados tanto pela Prefeitura como pela Câmara Municipal de Salto, questionando diversas inconsistências existentes na decisão do TJ/SP, e, por tal razão, a eficácia dessa decisão estaria interrompida até que sejam apreciados os referidos recursos pelo Tribunal Paulista, sem prejuízo dos recursos cabíveis que serão interpostos oportunamente às Instâncias Superiores (STJ e STF), onde serão levados todos os argumentos jurídicos, aliado à comprovação fática e documental, para a manutenção das instalações da Faculdade Sant’Anna e da Escola Sant’Anna Kid’s na Abadia de São Norberto, uma vez que todo o processo de concessão de uso do imóvel foi embasado pela legislação vigente à época, especificamente, com observância à Lei Orgânica Municipal.

12)  Por fim, a Diretoria da Faculdade Sant’Anna, acompanhada de sua assessoria jurídica, estiveram reunidos, nesta última quarta-feira (23/09), com o Exmo. Sr. Prefeito de Salto, Prof. Geraldo Garcia, também acompanhado do Exmo. Sr. Secretário de Negócios Jurídicos e da Ilma. Procuradora Municipal responsável pelo caso, onde ficou ajustado que a Faculdade Sant’Anna irá lançar mão de todos esforços para contribuir com informações e documentos que possam enriquecer e auxiliar na fundamentação da elaboração dos recursos que serão apresentados perante o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal, uma vez que ambos os representantes (Poder Público local e Sant’Anna) acreditam na reforma integral da decisão do TJ/SP, pois confiantes na constitucionalidade e na legalidade da Lei de Concessão nº 2.051/97, e, via conseqüência, na manutenção da Faculdade Sant’Anna e da Escola Sant’Anna Kid’s na cidade de Salto/SP. 

Pelo exposto, fica evidenciado que as decisões destacadas na matéria veiculada em 19 de setembro último, datam de maio de 2009, não levando em consideração o recurso protocolado em 29 de julho de 2009 no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, pelos representantes dos Poderes Executivo e Legislativo (partes integrantes do processo), conjuntamente com a Assessoria Jurídica da Faculdade Sant’Anna.

Diante dos fatos, a Faculdade Sant’Anna reforça sua missão de formar cidadãos que saibam pensar e agir, comprometidos com o desenvolvimento e justiça social, reitera sua filosofia de apoio ao esporte amador e profissional em âmbito nacional e internacional, sem jamais ter manifestado interesse em assumir praças esportivas na cidade de Salto.  Endossa, ainda, o seu compromisso na manutenção de todos os investimentos já iniciados tanto para a melhoria dos cursos existentes (Educação Infantil, Fundamental, Médio e Superior), quanto na ampliação das instalações para o recebimento de novos cursos.

 

Faculdade Sant’Anna de Salto       Escola Bilingue Sant’Anna Kids

– Financiamento Estudantil terá Abatimento e/ou Perdão?

Não sei até onde vai a informação e a aprovação ou não da medida. Mas sugiro que àqueles que têm dívidas junto ao FIES, que procurem informações nos órgão competentes, já que algumas outras notas dizem que “dívidas podem ser reduzidas ou abatidas“.

Extraído de: http://diarionet.terra.com.br/educacao.action.aspx?idPageItem=10231

COMISSÃO APROVA REDUÇÃO DE 50% DE DÍVIDA DO FIES

Por Carlos Rangel, DiárioNet, em 11/09/2009

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou proposta que permite a redução da dívida com o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) de mutuários formados em direito que prestarem serviços para a Defensoria Pública e formados em cursos de licenciatura que derem aulas na rede pública de educação básica; além de formados em ciências de saúde que exerçam sua profissão em municípios onde haja carência de profissionais e serviços básicos de saúde.

A proposta também estende os financiamentos do Fies aos alunos de nível médio de cursos profissionalizantes. Permite ainda a utilização do saldo de conta vinculada no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), em nome do mutuário do Fies, para amortização ou liquidação do saldo devedor, informa a Agência Câmara.

O texto aprovado foi o substitutivo do deputado Jofran Frejat (PR-DF). A proposta tramita simultaneamente nas comissões e no plenário, por estar submetida ao regime de urgência constitucional, sendo uma das que trancam a pauta de votações.

Pela proposta, os graduados em direito poderão abater 1% ao mês do saldo devedor a cada mês trabalhado na Defensoria Pública da União, dos Estados e do Distrito Federal, mediante contratação ou prestação de serviços voluntários. Na área de educação, a proposta aprovada estabelece que o Fies abaterá 2,5% mensais do saldo devedor dos estudantes graduados em licenciatura que exercerem a profissão de professor em efetivo exercício na rede pública de educação básica, com jornada mínima de 20 horas semanais.

Na área de saúde, o Fies perdoará o saldo devedor de quem exerça sua profissão em municípios onde haja carência de profissionais e serviços básicos de saúde por, no mínimo, dois anos, com vínculo empregatício com instituição pública de saúde. A proposta estabelece as seguintes proporções: 50% de abatimento do saldo devedor para quem se estabelecer nas regiões Norte e Nordeste; 25% para quem se estabelecer na região Centro-Oeste; e 12,5% para quem se estabelecer nas regiões Sul e Sudeste.

– As 10 Universidades mais Concorridas do Brasil

Compartilho uma interessante reportagem, extraída do IG Educação (Clique aqui para original e referência), a respeito das instituições de ensino superior mais concorridas do Brasil. Para nós que vivemos o ambiente acadêmico, vale a pena dividir a informação:

QUAIS AS FACULDADES MAIS DIFÍCEIS DE ENTRAR?

O vestibular para o acadêmico de 2009 já acabou, mas aqueles alunos que querem garantir uma vaga numa boa universidade em 2010 devem começar a estudar desde já.

Os processos seletivos podem variar: algumas universidades avaliam os candidatos através de redações e provas, entrevistas ou contabilizam pontos de desempenho durante todo o colegial. A seguir você conhece as 10 universidades mais difíceis e concorridas do País.

1- ITA – Instituto Tecnológico da Aeronáutica
A Instituição já chegou a ser considerada umas das mais difíceis de entrar no mundo. No Brasil, devido ao seu processo longo e cansativo de testes, a fama ainda continua.

No total, o ITA aplica quatro provas: três de química, matemática e física, em dias diferentes, e mais uma que abrange inglês e português, num único dia. Consegue se classificar o aluno que atingir nota maior ou igual a 4 em cada uma das matérias, totalizando uma média geral de, pelo menos, 5 pontos.

As inscrições para a prova começam em agosto e elas são aplicadas em dezembro. São cerca de 8 mil candidatos inscritos para apenas 150 vagas.

2- USP – Universidade de São Paulo
Até o ano passado, o vestibular da USP se resumia apenas em 2 etapas: uma prova de múltipla escolha e outra dissertativa. Na primeira prova, o candidato tinha que alcançar uma nota de corte (cada curso tem a sua). Na segunda, acertar uma quantidade mínima de questões.

A USP instalou também o Programa de Avaliação Seriada (PASUSP), para estudantes de escolas públicas, já adotado em outras universidades brasileiras como a Universidade de Brasília e a Universidade Federal de Uberlândia. Nesse sistema, o estudante da rede estadual realiza provas ao final de cada ano do ensino médio. No final do segundo grau, ele obtém uma média de desempenho que pode lhe dar até 12% de bônus sob a nota da 1ª e 2ª fase do vestibular.

A USP está, atualmente, na 87ª posição no ranking mundial de melhores universidades. Na América Latina, ela é a 2ª mais bem conceituada.

3- UnB – Universidade de Brasília
O vestibular da universidade acontece em apenas uma fase e é dividido em dois dias consecutivos de provas, um sábado e um domingo.

Na primeira avaliação, o aluno faz uma redação, responde questões de língua estrangeira (que pode ser de inglês, francês ou espanhol) e também questões de ciências sociais (história, geografia e português). Na segunda prova, ele passa pelas questões de matemática, física, química e biologia.

As questões são divididas entre valores A e B. O aluno que erra uma pergunta A, perde ponto, enquanto o que erra uma questão B, não perde. O candidato tem que atingir uma nota de corte mínima, que varia de curso para curso, para que sua redação seja lida.

A UnB realiza provas de admissão duas vezes ao ano e tem cerca de 20 mil inscritos por vestibular.

4- FGV – Fundação Getúlio Vargas
Os vestibulares da FGV, uma das mais difíceis de entrar do Brasil, variam de acordo com o curso escolhido pelo candidato, mas quase sempre são divididos em duas fases diferentes.

No curso de administração, por exemplo, a prova é feita em apenas uma fase e é dividida em dois horários diferentes no mesmo dia: um para questões discursivas de matemática aplicada e outro para questões objetivas de matemática, história, geografia e português.

As escolas de Direito e Economia dividem a admissão em duas fases eliminatórias. Por ano, são cerca de 400 vagas preenchidas em cada filial da faculdade.

5- Unicamp – Universidade Estadual de Campinas
Posicionada no 159° no ranking de melhores faculdades do mundo, a Unicamp conta com cursos nas áreas de humanas, exatas biológicas. Para preencher as mais de 3.400 vagas, são cerca de 50 mil candidatos por ano.

As provas de admissão acontecem em 2 fases, entre novembro e janeiro. A primeira prova inclui redação e 12 questões dissertativas de matemática, física, química, biologia, história e geografia. Na segunda etapa, o candidato tem oito provas dissertativas de Língua Portuguesa, Química, Ciências Biológicas, Inglês, Matemática, Geografia, História e Física.

Alguns cursos da Unicamp, como Dança e Música, Artes Visuais, Artes Cênicas e Arquitetura e Urbanismo ainda exigem que o candidato passe por provas de aptidão para cursar a faculdade.

6- IME – Instituto Militar de Engenharia
Não é à toa que o vestibular do IME é um dos mais difíceis do País. São, no total, 5 dias de provas, sendo a primeira com 40 questões de múltipla escolha incluindo matemática, física e química.

Nos dias seguintes, o candidato faz mais 4 provas, incluindo 10 questões discursivas cada nas áreas de português e inglês, matemática, física e química.

Para não ser desclassificado do vestibular, o aluno deve obter nota maior ou igual a 5 em cada prova discursiva e média final igual ou superior a 5.

7- UEL – Universidade Estadual de Londrina
Os vestibulandos da Universidade Estadual de Londrina não têm que saber apenas matemática, química, português, geografia e história. Além das matérias tradicionais do vestibular brasileiro, quem quer entrar num dos mais de 40 cursos de graduação da faculdade deve conhecer disciplinas como Filosofia, Artes e também sociologia.

A admissão da universidade é feita em 3 dias diferentes. No primeiro, o candidato responde a 60 questões gerais de múltipla escolha. No segundo, faz as provas de Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira e Redação. No último dia, o aluno faz provas mais específicas, relacionadas ao curso que escolheu.

8- UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro
A maior universidade federal brasileira tem suas mais de 2.800 vagas nas áreas de humanas, biológicas e exatas super disputadas.

A seleção dos candidatos é feita em dois dias: o primeiro conta com provas de conhecimento geral de 48 questões de Matemática, Física, Química, Biologia, Geografia e História, e o segundo com provas específicas para cada curso.

9- UNESP – Universidade Estadual Paulista
O vestibular da faculdade é feito em 3 dias diferentes. No primeiro deles, o aluno responde a uma prova de 64 questões de Matemática, Química, Biologia, Geografia, História, Física e Inglês (ou Francês). Na segunda prova os candidatos fazem provas específicas para cada curso. Já na última avaliação, além da prova de Português, o aluno faz uma prova escrita.

10- UFU – Universidade Federal de Uberlândia
Na Universidade Federal de Uberlândia, a relação candidato/vaga chega a bater a casa dos 80 candidatos por vaga no curso de Medicina. Em cursos como Engenharia e Veterinária, a média é de 21 pessoas por vaga.

Antes das provas multidisciplinares, candidatos de alguns cursos, como Arquitetura e Urbanismo, Design de Interiores, Música e Artes Visuais, devem passar por uma prova de habilidade específica. Se forem aprovados, partem para a próxima etapa.

Nessa fase, a prova avalia os conhecimentos adquiridos ao longo do Ensino Fundamental e o Ensino Médio em provas de Biologia, Filosofia, Física, Geografia, História, Língua Estrangeira (Inglês, Espanhol ou Francês), Língua Portuguesa, Literatura, Matemática, Química e Sociologia. Quem passa nessa prova ainda deve fazer uma última prova, dessa vez com questões a serem respondidas discursivamente.

– MEC proíbe novas vagas em cursos ruins e divulga lista!

O MEC divulgou publicamente a relação de universidades com cursos ruins que tiveram suas vagas trancadas. Foram 2500 vagas, algumas próximas a nós… Veja os cursos e universidades:

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u619136.shtml

MEC fecha 2.500 vagas em cursos mal avaliados; veja lista

Por Larissa Campos, FSP, Brasília.

O Ministério da Educação decidiu fechar cerca de 2.500 vagas em cursos de graduação que apresentaram má qualidade em avaliações. A medida será mais drástica em relação a outros cinco cursos, cujo vestibular será suspenso.

O anúncio do fechamento de vagas em instituições de todo o país se dá na mesma semana em que o Inep (órgão do MEC para avaliações) constatou que 737 mil universitários cursam escolas ruins.

O corte de vagas vai atingir 78 cursos que apresentaram desempenho insatisfatório e cuja nota baixa foi confirmada por técnicos em visitas às instituições. Todos tiveram conceito de curso 1 e 2 (a escala vai de 1 a 5) e terão redução de 30% das vagas oferecidas.

Para a secretária de Educação Superior, Maria Paula Dallari Bucci, os cortes são necessários para evitar que “más práticas” proliferem em algumas instituições de ensino.

“É uma política de estabelecer consequências às avaliações. Toda a lógica do trabalho é atribuir consequências onde há deficiências”, afirmou. De acordo com o MEC, as medidas estarão publicadas hoje, no “Diário Oficial” da União.

A redução de vagas atingiu cursos oferecidos por instituições de ensino como as universidades Estácio de Sá e Gama Filho, ambas no Rio de Janeiro.

Na Estácio de Sá, a redução de vagas será de 52 vagas em dois cursos de fisioterapia. Em um outro, na prática, não haverá corte de vaga. Isso porque a regra do MEC diz que as vagas seriam reduzidas até o limite de 40, mas um dos curso de fisioterapia oferecidos hoje já funciona com 36 alunos.

Na Gama Filho, na graduação de enfermagem e de farmácia 169 vagas serão cortadas. Em São Paulo, a Uniban também terá 29 vagas a menos nos cursos de enfermagem (em São Bernardo do Campo) e fisioterapia (em Osasco).

As universidades Gama Filho, Estácio de Sá e Uniban disseram desconhecer qualquer determinação do MEC sobre redução do número de vagas.

Quatro instituições terão de suspender o vestibular para um total de cinco cursos e, em todos os casos, não poderão sequer receber transferências de alunos vindos de outras instituições de ensino superior.

O Centro Regional Universitário do Espírito Santo do Pinhal (SP) também sofreu restrição para educação física.

As faculdades e universidades que tiveram resultado insatisfatório em 2008 também sofrerão medidas. As instituições que tiveram IGC (Índice Geral de Cursos) 1 ou 2 terão os pedidos de abertura de novos cursos arquivados pelo MEC.

NOME CURSO MUNICÍPIO
ABEU – CENTRO UNIVERSITÁRIO FISIOTERAPIA BELFORD ROXO
CENTRO REGIONAL UNIVERSITÁRIO ESPÍRITO SANTO DO PINHAL FISIOTERAPIA ESPÍRITO SANTO DO PINHAL
CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO ENFERMAGEM SÃO PAULO
CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA ENFERMAGEM RIO DE JANEIRO
CENTRO UNIVERSITÁRIO CLARETIANO EDUCAÇÃO FÍSICA BATATAIS
CENTRO UNIVERSITÁRIO CLARETIANO EDUCAÇÃO FÍSICA BATATAIS
CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS SERVIÇO SOCIAL SÃO PAULO
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ANÁPOLIS FISIOTERAPIA ANÁPOLIS
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ARARAQUARA FARMÁCIA ARARAQUARA
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BARRA MANSA FARMÁCIA BARRA MANSA
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JOÃO PESSOA EDUCAÇÃO FÍSICA JOÃO PESSOA
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE SANTO ANDRÉ ENFERMAGEM SANTO ANDRÉ
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VÁRZEA GRANDE EDUCAÇÃO FÍSICA VÁRZEA GRANDE
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VÁRZEA GRANDE ODONTOLOGIA VÁRZEA GRANDE
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO ODONTOLOGIA SÃO LUÍS
CENTRO UNIVERSITÁRIO FLUMINENSE ODONTOLOGIA CAMPOS DOS GOYTACAZES
CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE JI-PARANÁ EDUCAÇÃO FÍSICA PARANÁ
CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA BENNETT FISIOTERAPIA RIO DE JANEIRO
CENTRO UNIVERSITÁRIO MOACYR SREDER BASTOS FISIOTERAPIA RIO DE JANEIRO
CENTRO UNIVERSITÁRIO MOURA LACERDA EDUCAÇÃO FÍSICA JABOTICABAL
CENTRO UNIVERSITÁRIO MOURA LACERDA EDUCAÇÃO FÍSICA JABOTICABAL
CENTRO UNIVERSITÁRIO NILTON LINS ENFERMAGEM MANAUS
CENTRO UNIVERSITÁRIO NOSSA SENHORA DO PATROCÍNIO EDUCAÇÃO FÍSICA ITU
CENTRO UNIVERSITÁRIO NOSSA SENHORA DO PATROCÍNIO EDUCAÇÃO FÍSICA ITU
CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL – UNIPLAN FARMÁCIA BRASÍLIA
CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO CAMILO – ESPÍRITO SANTO ENFERMAGEM CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM
ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA DE ASSIS EDUCAÇÃO FÍSICA ASSIS
FACULDADE DE AMERICANA EDUCAÇÃO FÍSICA AMERICANA
FACULDADE DE AMERICANA ENFERMAGEM AMERICANA
FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E DA SAÚDE EDUCAÇÃO FÍSICA LAURO DE FREITAS
FACULDADE DE IMPERATRIZ ODONTOLOGIA IMPERATRIZ
FACULDADE DE VINHEDO EDUCAÇÃO FÍSICA VINHEDO
FACULDADE DO CLUBE NÁUTICO MOGIANO EDUCAÇÃO FÍSICA MOGI DAS CRUZES
FACULDADE DO CLUBE NÁUTICO MOGIANO FISIOTERAPIA MOGI DAS CRUZES
FACULDADE ESTÁCIO DE SÁ DE CAMPO GRANDE FARMÁCIA CAMPO GRANDE
FACULDADE JUSCELINO KUBITSCHEK ENFERMAGEM BRASÍLIA
FACULDADE NOVO MILÊNIO SERVIÇO SOCIAL VILA VELHA
FACULDADE SÃO LUCAS ENFERMAGEM PORTO VELHO
FACULDADE UNIÃO DAS AMÉRICAS ENFERMAGEM FOZ DO IGUAÇU
FACULDADE UNIÃO DAS AMÉRICAS SERVIÇO SOCIAL FOZ DO IGUAÇU
FACULDADES ASSOCIADAS DE UBERABA – FAZU AGRONOMIA UBERABA
FACULDADES INTEGRADAS DE CIÊNCIAS HUMANAS, SAÚDE E EDUCAÇÃO DE GUARULHOS FISIOTERAPIA GUARULHOS
FACULDADES INTEGRADAS DO TAPAJÓS ENFERMAGEM SANTARÉM
INSTITUTO BAIANO DE ENSINO SUPERIOR FISIOTERAPIA MACEIÓ
INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DE ALAGOAS FISIOTERAPIA MACEIÓ
INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DE VERDE ENFERMAGEM RIO VERDE
INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DE TERESINA FISIOTERAPIA TERESINA
INSTITUTO UNIFICADO DE ENSINO SUPERIOR OBJETIVO FARMÁCIA GOIÂNIA
UNIVERSIDADE BANDEIRANTE DE SÃO PAULO ENFERMAGEM SÃO BERNARDO DO CAMPO
UNIVERSIDADE BANDEIRANTE DE SÃO PAULO FISIOTERAPIA OSASCO
UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO FISIOTERAPIA RIO DE JANEIRO
UNIVERSIDADE CATÓLICA DO SALVADOR EDUCAÇÃO FÍSICA SALVADOR
UNIVERSIDADE CATÓLICA DO SALVADOR ENFERMAGEM SALVADOR
UNIVERSIDADE CATÓLICA DOM BOSCO FARMÁCIA CAMPO GRANDE
UNIVERSIDADE DA REGIÃO DA CAMPANHA EDUCAÇÃO FÍSICA BAGÉ
UNIVERSIDADE DA REGIÃO DA CAMPANHA FARMÁCIA BAGÉ
UNIVERSIDADE DA REGIÃO DA CAMPANHA FISIOTERAPIA BAGÉ
UNIVERSIDADE DE CRUZ ALTA FARMÁCIA CRUZ ALTA
UNIVERSIDADE DE CUIABÁ ENFERMAGEM CUIABÁ
UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO EDUCAÇÃO FÍSICA SOLEDADE
UNIVERSIDADE DO GRANDE ABC ENFERMAGEM SANTO ANDRÉ
UNIVERSIDADE DO GRANDE ABC FARMÁCIA SANTO ANDRÉ
UNIVERSIDADE DO GRANDE ABC FISIOTERAPIA SANTO ANDRÉ
UNIVERSIDADE DO GRANDE ABC NUTRIÇÃO SANTO ANDRÉ
UNIVERSIDADE DO OESTE PAULISTA ENFERMAGEM PRESIDENTE PRUDENTE
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ FISIOTERAPIA RIO DE JANEIRO
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ FISIOTERAPIA RIO DE JANEIRO
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ FISIOTERAPIA RIO DE JANEIRO
UNIVERSIDADE GAMA FILHO ENFERMAGEM RIO DE JANEIRO
UNIVERSIDADE GAMA FILHO FARMÁCIA RIO DE JANEIRO
UNIVERSIDADE IGUAÇU EDUCAÇÃO FÍSICA NOVA IGUAÇU
UNIVERSIDADE IGUAÇU FARMÁCIA NOVA IGUAÇU
UNIVERSIDADE IGUAÇU FARMÁCIA NOVA IGUAÇU
UNIVERSIDADE IGUAÇU ODONTOLOGIA NOVA IGUAÇU
UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL ODONTOLOGIA TORRES
UNIVERSIDADE PARANAENSE NUTRIÇÃO UMUARAMA
UNIVERSIDADE TIRADENTES FARMÁCIA ARACAJU
UNIVERSIDADE VALE DO RIO DOCE ENFERMAGEM GOVERNADOR VALADARES

– Apenas 1% das Universidades Obtém Conceito Máximo do MEC

Amigos, o MEC divulgou alguns números importantes. Apenas 1% das universidades conseguiram alcançar os níveis de excelência desejados. Dado sujeito a várias interpretações: excesso de rigor do MEC ou excesso de deficiências das instituições de ensino?

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI3950740-EI8266,00-Apenas+das+universidades+obtem+conceito+maximo+do+MEC.html

Apenas 1% das universidades obtém conceito máximo do MEC

Apenas 21 entre as 2 mil instituições de ensino superior avaliadas em 2008 pelo Ministério da Educação (MEC) obtiveram nota máxima no Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC). O indicador, que foi divulgado pela primeira vez no ano passado, atribui notas às faculdades e universidades, levando em consideração a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação. De acordo com a pontuação, as instituições são classificadas em faixas que vão de 1 a 5.

Entre as universidades com a maior avaliação (IGC 5), 11 são públicas e dez privadas. A nota mais alta ficou com a Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape), do Rio de Janeiro, que é particular. O Instituto Tecnológico da Aeronáutica, que é federal, ficou com o segundo lugar, seguido pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), estadual. Em último lugar no ranking (com IGC 1), está a Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais de Maceió (FAMA), que é privada.

De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, o IGC foi criado para subsidiar o trabalho das comissões que fazem as avaliações in loco nas instituições. Se a visita confirmar as condições inadequadas da oferta de ensino nas instituições que obtiveram IGC 1 e 2, elas podem sofrer sanções que incluem o descredenciamento.

“Dependendo da gravidade da situação, ela pode ter o número de vagas reduzidos nos cursos deficientes, a suspensão temporária ou definitiva do processo seletivo e, em último caso, o descredenciamento da instituição”, explicou.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernando, ressaltou que as medidas de saneamento só são aplicadas se a visita in loco confirmar o IGC 1 ou 2.

“Independente dos aspectos de regulação, o IGC tem uma função fundamental que é orientar o público sobre a qualidade do ensino oferecido em cada instituição”, ponderou.

Do total das instituições avaliadas, 884 (44%) obtiveram IGC 3, considerado razoável. Dezoito instituições ficaram com IGC 1 e 570 com IGC 2, considerados ruins, o que representa quase 30% do universo de entidades avaliadas.

Mais de 300 instituições ficaram sem conceito porque não houve participação mínima dos alunos de alguns cursos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). A nota da prova é um dos fatores que compõem o Conceito Preliminar de Curso (CPC), utilizado para o cálculo do IGC. O CPC também leva em conta as chamadas “variáveis de insumo”, que consideram corpo docente, a infraestrutura e o programa pedagógico.

– Algumas Idiotices de Universitários

Só podemos lamentar os trotes universitários que ainda insistem em acontecer. Como é que futuros bacharéis, sejam advogados, administradores, médicos ou quaisquer outras profissões, podem aceitar pacificamente isso? 

Fico pasmo com tamanhas idiotices que são praticadas em trotes. Mas veja só a falta de limites: na UFF, até a prática de sexo oral foi exigida!

Triste… Extraído de: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3937735-EI8139,00-Universidade+repudia+trote+que+envolveria+sexo+oral.html

Universidade repudia trote que envolveria sexo oral

A Universidade Federal Fluminense (UFF) emitiu neste domingo um comunicado em que diz repudiar a atitude de alunos veteranos que teriam aplicado um trote violento em calouras do curso de Direito. Na última quarta-feira, veteranos teriam obrigado as alunas consideradas “bonitas” a fazerem sexo oral ou beijá-los na boca em troca de não irem às ruas para arrecadar a quantia de R$ 250. Uma das alunas conseguiu escapar ao cerco dos veteranos e denunciou os estudantes.

“A UFF repele os trotes que geram constrangimento, violência e discriminação, assim como os que obrigam os alunos a se humilharem para arrecadar dinheiro nas ruas”, diz a nota.

O reitor Roberto Salles determinou que a direção da faculdade de direito abra uma comissão de sindicância para apuração dos fatos. O reitor garantiu que, apontados os culpados, os responsáveis serão punidos “exemplarmente”.

– Os “Novos Chavez” da Revolução Bolivariana

O que dizer das novas leis voltadas à educação do hermano Hugo Chávez? Depois de praticamente fechar os órgãos de comunicação que não falam coisas que agradam à imagem do ditador venezuelano, o “democrata” presidente conseguiu a aprovação de um novo plano pedagógico. Nele, o governo institui uma cartilha do pensamento bolivariano; institui o plano de ensino com pensamento chavista; institui o antiamericanismo como assunto em disciplina; institui cotas para alunos indicados pelo governo; institui os professores que podem ou não lecionar… Só falta instituir o que pode ou não pensar. Mas será que já não instituiu?

O pior é que nosso Guia-Mestre Lula ainda morre de amores por esse ditador…

Extraído de: http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1335470&seccao=EUA%20e%20Am%E9ricas

LEI VERDE PARA CRIAÇÃO DE NOVOS CHAVISTAS

Deputados aprovaram proposta que opositores de Hugo Chávez consideram servir apenas os interesses da sua “revolução”. Jornalistas foram agredidos por apoiantes  do Presidente durante as manifestações.

Simón Bolívar, o libertador das Américas no século XIX, defendia a autodeterminação nacional e a unidade latino-americana. É o herói do Presidente venezuelano, Hugo Chávez, e dá nome a tudo o que tem a ver com a sua “revolução”. É com base nesta “doutrina bolivariana” que se baseia a nova lei da Educação, aprovada por unanimidade pelos deputados ao fim de dez horas de debate. Mas a polémica lei não agrada a todos e os protestos acabaram em violência.

A oposição – reduzida a seis deputados que romperam com o Governo após a última eleição boicotada pelos partidos anti-Chávez – considera que a nova lei é apenas uma forma de o Presidente doutrinar os estudantes em consonância com os seus ideais socialistas. A própria responsável pela metrópole de Caracas, Jacqueline Farías, nomeada pelo líder venezuelano, chegou a afirmar que a lei permitirá formar os “Chávez do futuro”.

Isto porque a nova legislação prevê um maior controlo estatal sobre os programas educativos e dá aos conselhos comunais (órgãos locais vinculados ao Governo de Chávez) um papel “pedagógico libertador para a formação de uma nova cidadania e construção dos sujeitos sociais de transformação”. Para a oposição, isso significa que em causa estão os ideais do socialismo do século XXI, que são defendidos pelo Governo, mas não deviam ser pelo Estado.

Segundo ministro da Educação, Héctor Navarro, que insistiu para que a lei fosse aprovada antes do regresso às aulas, em Setembro, esta é necessária por muitas razões. “Tem a ver com o currículo, o funcionamento das escolas, a sua incorporação nas comunidades, a ampliação do conceito de comunidade educativa, a melhor definição de democracia e a autonomia universitária”, explicou. “Achamos que a família é fundamental no processo educativo, mas também pensamos que a devemos acompanhar”, acrescentou, em referência aos críticos que dizem que o Estado está a substituir a família.

Milhares de manifestantes, que apoiam e são contra esta nova lei, marcharam até à Assembleia Nacional na quinta-feira. A sessão durou dez horas e terminou já de madrugada. A proposta foi aprovada por unanimidade, tendo os deputados da oposição optado por abandonar a sala, dizendo que não houve um verdadeiro debate e que muitos legisladores estavam a votar sem sequer lerem o texto.

“Não usam a palavra ‘socialismo’ mas isso é o que querem introduzir nas nossas escolas”, disse um dos manifestantes, o engenheiro Ray González, de 59 anos. Do outro lado da barricada, os simpatizantes de Chávez gritavam: “Educação primeiro para o filho do operário e educação depois para o filho do burguês.” O exaltar dos ânimos acabou por obrigar a polícia a usar gás lacrimogéneo para separar ambos os lados.

Apesar disso, uma dúzia de jornalistas do Ultimas Noticias e do El Mundo foram agredidos, alegadamente por apoiantes do Presidente. Os jornalistas encontravam-se no espaço por iniciativa própria a distribuir panfletos contra a nova lei. Isto porque o artigo 50.º estabelece que os órgãos de comunicação estão proibidos de publicar informações “que causem medo nas crianças, incitem ao ódio, atentem contra os valores saudáveis do povo venezuelano, a saúde mental e física da população”.

Esta não é a primeira vez que os jornalistas protestam. No início do mês, quando o Governo anunciou a apresentação de uma proposta de lei para os “crimes mediáticos”, ouviram-se imediatamente as vozes críticas. O projecto acabou por ser suspenso. Mas a relação de Chávez com os media não é a melhor (ver caixa), pelo que esta não será a última vez que os profissionais da comunicação saem à rua.

Quem também está contra a nova lei é a Igreja Católica, que critica a proibição da educação religiosa durante o horário escolar. O Governo garante que, ao estabelecer a laicidade da educação, não ameaça a Igreja mas permite que pais e filhos escolham a sua religião. Contudo, para os críticos, a lei tem como objectivo interferir em milhares de escolas privadas que são administradas pela Igreja.

A oposição já indicou que pretende submeter a lei a referendo. “Chegou a hora de reagir, não vamos aceitar esta lei, vamos pedir um referendo para perguntar ao povo se a aceita ou não. Lanço um apelo ao povo para que defenda a Constituição, que está a ser violada”, disse Ismael García, líder do Podemos (ex-aliado de Chávez).

– A Volta às Aulas em meio da Gripe Suína

A maioria das instituições de ensino públicas e algumas privadas retornaram às aulas somente hoje. Distribuição de máscaras, cartazes informativos e outras ações preventivas ganharam destaque nas escolas; tudo contra a Gripe Suína.

Ações louváveis e politicagem. Várias autoridades fizeram-se presentes para as câmeras de TV, e um novo mote para debate: a reposição das aulas perdidas! Fala-se em aulas aos sábados, fala-se de aumento de minutos por aula, fala-se… fala-se… e fala-se.

O certo é que acabará o semestre e o conteúdo programático das escolas já foi prejudicado. Como contemplá-lo integralmente será tarefa do professor, já que nem todos os docentes têm sábados livres para lecionar.

– Bullying: Problema Sério Ignorado pelas Famílias

É cada vez mais sério o problema de bullying nas escolas brasileiras. Bullying é o ato de colocar apelidos, rotular ou gozar de outrém, principalmente às crianças. Estas, constrangidas, tendem a diminuirem o rendimento escolar, se introverterem e sofrerem caladas.

Parece coisa simples ou boba, mas na cabecinha de uma criança não é assim que funciona. Vira trauma. Se para os adultos já é difícil passar por essa situação, imagine aos adolescentes?

Agora, novos estudos se direcionam ao tratamento do bullying, extraído de: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1196656-5603,00-BULLYING+PASSA+A+SER+ACOMPANHADO+POR+PEDIATRAS+NOS+ESTADOS+UNIDOS.html

Bullying passa a ser acompanhado por pediatras nos Estados Unidos

Especialistas querem acompanhar tanto vítimas quanto agressores. Ideia é tentar achar maneiras de prevenir e corrigir comportamento.

Perri Klass Do ‘New York Times’

Na década de 1990, realizei exames físicos em um garoto da quinta ou sexta série da rede pública de ensino de Boston (Costa Leste dos EUA). Perguntei a ele qual era sua matéria preferida: ciências, definitivamente. Ele tinha ganhado um prêmio na feira de ciências e iria competir em uma feira com várias outras escolas.
O problema é que havia algumas crianças na escola perturbando-o diariamente por ele ter ganhado a feira de ciências. Ele era provocado, empurrado e, ocasionalmente, até agredido. A mãe do menino balançou a cabeça e se perguntou se a vida dele seria mais fácil se ele deixasse para lá essa coisa de feira de ciências.
O “bullying” (assédios e provocações) produz reações fortes e altamente pessoais. Eu me lembro do meu próprio sentimento de ofensa e identificação. Ali estava uma criança bastante inteligente, amante da ciência, possivelmente um futuro (insira aqui seu gênio favorito), atormentado por brutos. Isso foi o que fiz pelo meu paciente: aconselhei a mãe a telefonar para o professor e reclamar. Encorajei o menino a seguir com seu amor pela ciência.
Essas são três coisas que eu sei que deveria ter feito: não contei à mãe que o bullying pode ser evitado, e que isso depende da escola. Não chamei o diretor ou sugeri que a mãe o fizesse. Não pensei um segundo sequer nos provocadores, e qual seria o prognóstico para a vida deles.

Contra os bullies
Nos últimos anos, pediatras e pesquisadores dos Estados Unidos têm dado aos bullies (provocadores) e suas vítimas a atenção que, há tempos, eles merecem – e recebem na Europa. Ultrapassamos a ideia de que “crianças são assim mesmo”, de que o bullying é uma parte normal da infância ou o prelúdio de uma estratégia de vida de sucesso. Pesquisas descrevem riscos no longo prazo – não só para as vítimas, que podem ter mais tendência a sofrer de depressão e pensamentos suicidas, mas aos próprios provocadores, que têm menos probabilidade de concluir os estudos ou se manter no trabalho.
No mês que vem, a Academia Americana de Pediatria irá publicar a nova versão de uma diretriz oficial sobre o papel do pediatra na prevenção da violência entre os jovens. Pela primeira vez, haverá uma seção sobre o bullying – incluindo uma recomendação para que escolas adotem um modelo de prevenção, desenvolvido por Dan Olweus, professor e pesquisador de psicologia da Universidade de Bergen, Noruega. Ele foi o primeiro a estudar o fenômeno do bullying escolar na Escandinávia, na década de 1970. Os programas, disse ele, “funcionam na esfera escolar, de classe e individual; eles combinam programas preventivos e lidam diretamente com as crianças identificadas como provocadoras, vítimas, ou ambos”.
Robert Sege, chefe do ambulatório de pediatria do Boston Medical Center e principal autor da nova diretriz, afirma que a abordagem de Olweus concentra a atenção no maior grupo de crianças, aquelas que observam a tudo. “A genialidade de Olweus”, disse ele, “é que ele consegue reverter a situação da escola. Assim, as outras crianças percebem que o provocador é alguém com problemas em controlar seu próprio comportamento, e a vítima é alguém a quem eles podem proteger”.
O outro autor, Joseph Wright, vice-presidente sênior do Children’s National Medical Center, em Washington, e presidente do comitê da academia pediátrica de prevenção à violência, observa que um quarto de todas as crianças relata ter se envolvido em bullying, seja como provocador, seja como vítima. Proteger as crianças de lesões intencionais é uma tarefa central para pediatras, disse ele, e a “prevenção do bullying é um subconjunto dessa atividade”.

Repetição
Por definição, o bullying envolve repetição. Uma criança é repetidamente alvo de provocações ou ataques físicos – ou, no caso do chamado bullying indireto (mais comum entre garotas), rumores e exclusão social. Para um programa antibullying de sucesso, a escola precisa entrevistar as crianças e descobrir os detalhes – onde e quando isso ocorre. Mudanças estruturais podem ajudar a lidar com lugares vulneráveis – o cantinho do playground fora da vista, o portão de entrada da escola na hora da saída.
Então, disse Sege, “ativar os observadores” significa mudar a cultura da escola; através de discussões em sala, encontro de pais e respostas consistentes a cada incidente, a escola deve transmitir a mensagem de que o bullying não será tolerado.
O que eu devo perguntar na hora do check-up? Como vai a escola, quem são seus amigos, o que você faz no recreio? É importante abrir a porta, especialmente para as crianças na faixa etária mais provável para o bullying, para que vítimas e observadores não tenham medo de falar. Os pais dessas crianças precisam ser motivados a exigir que as escolas ajam, e os pediatras provavelmente precisam estar prontos para falar com o diretor. Nós devemos acompanhar a criança, a fim de garantir que a situação melhore, além de verificar a saúde emocional dela e buscar ajuda, se necessário.
E ajudar os provocadores, que também são, afinal, pacientes pediátricos? Alguns especialistas temem que as escolas simplesmente suspendam ou expulsem os agressores, sem prestar atenção a uma forma de ajudá-los e às suas famílias a aprender a viver de outra forma. “As políticas de tolerância zero das escolas distritais estão, basicamente, empurrando o problema para frente”, disse Sege. “Temos de ser mais sofisticados.”
A forma como entendemos o bullying mudou, e provavelmente mudará ainda mais. Por exemplo, nem mencionei o cyberbullying. No entanto, todos que trabalham com crianças precisam começar com a ideia de que o bullying tem consequências a longo prazo e é evitável. Eu ainda sentiria a mesma raiva, em nome do meu paciente vencedor da feira de ciências, mas agora eu vejo seu problema como uma questão pediátrica – e espero ser capaz de oferecer um pouco mais de ajuda, um pouco mais de acompanhamento, com base apropriada em pesquisas científicas.

– Professores a R$ 7.000,00, segundo projeto paulista

Sempre questiono que os profissionais que trabalham nos pilares sociais – saúde, educação, e segurança – deveriam ser os de maior remuneração pública. São eles que garantem bases sólidas para uma comunidade melhor.

Os médicos da Rede Pública atendem pessimamente; claro, é infinitamente menor seu salário frente os da iniciativa privada e a desmotivação e desrespeito imperam. Os policias trocam tiros com bandidos a troco de um mísero salário para sobreviver, sem FGTS ou pagamento de horas extras. Os professores, entam… xi… Além da falta de estrutura educacional do Estado, o baixo salário, convivem ainda com a falta de educação de muitas crianças, que são levadas à escola pelos pais que “procuram educá-las lá” (como se o lar não fosse a primeira escola).

Agora, leio que na próxima terça-feira que o governador José Serra apresentará um projeto para os professores com valorização real da sua função, com salários variando entre R$ 3,5 mil a R$ 7 mil.

Tomara que passe um anjinho e diga “amém”. Abaixo, informação e crítica por Gilberto Dimenstein:

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u603923.shtml

Salário de professor pode chegar a R$ 7 mil em São Paulo

O governador de São Paulo, José Serra, vai lançar na próxima terça-feira projeto para que um professor da rede estadual tenha um salário de até R$ 7 mil e um diretor, R$ 8 mil –os valores são cerca do dobro que essas categorias atingem atualmente, depois de chegar ao máximo da carreira.

Mas, para chegar lá, eles terão de submeter a vários testes, não faltar às aulas e ficar pelo menos três anos na mesma escola. Foi o jeito encontrado de reduzir a rotatividade e o absenteísmo, além de estimular a formação.

Todo o processo vai demorar 12 anos, dividido em quatros exames a cada três anos. Se aprovado, o candidato terá um aumento de 25% no salário. Mas a nota exigida será maior a cada exame, indo de 6 a 9, tornando mais difícil atingir o salário máximo.

Uma das ideias é fazer com que os professores e diretores sejam ajudados presencialmente ou em cursos a distância a realizar os exames.

Ninguém será obrigado a fazer os exames, mas, aí, terá se submeter aos aumentos regulares, baseados em tempo de serviço e diplomas –um professor com 40 horas/aulas ganha, no final da carreira, cerca de R$ 3.800 mensais.

A educação é apontada como uma das áreas mais vulneráveis da gestão do PSDB em São Paulo –a imensa maioria dos alunos sai do ensino médio sem saber ler e escrever adequadamente. Neste ano, foi lançada a obrigatoriedade para que todo professor que passe no concurso tenha de ficar pelo menos quatro meses estudando até ir para sala de aula.

– Jornalismo Sem-Terra

Essa é inédita: a Universidade Federal do Ceará está criando curso de graduação em jornalismo EXCLUSIVO a estudantes do MST!

Loucura, demagogia, ou real necessidade?

Extraído de: http://www.linearclipping.com.br/cnte/detalhe_noticia.asp?cd_sistema=93&codnot=816254

Universidade já recebeu aval do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária, diz coordenadora

por Carmen Pompeu e Roldão Arruda

A Universidade Federal do Ceará (UFC) vai oferecer, a partir de janeiro, o primeiro curso de jornalismo no Brasil voltado para estudantes ligados ao Movimento dos Sem-Terra (MST). O curso, segundo a professora Márcia Vidal Nunes, coordenadora de pós-graduação da área de comunicação social da universidade, já foi aprovado pelo Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), ligado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Ainda de acordo com a professora Márcia Vidal, serão ofertadas 60 vagas anuais. O curso terá duração de quatro anos e o acesso será feito através de vestibular.

As aulas serão ministradas pelos próprios professores do curso de comunicação da Federal do Ceará. Além das disciplinas comuns, os jovens ligados ao MST terão matérias voltadas para temas da área rural. Parte das aulas será ministrada na universidade e parte, nas comunidades dos assentados.

Instituído em 1998, o Pronera destina-se a estimular a educação nas áreas de reforma agrária em todo o País. Inicialmente era voltado sobretudo o combate ao analfabetismo. Mais tarde passou a apoiar o ensino profissionalizante e a formação universitária.

Hoje a maior parte dos recursos do Pronera são destinados ao financiamento de turmas especiais nas universidades. Dos R$ 9 milhões destinados ao programa neste ano, quase 60% são para o ensino superior. Foi quase a mesma média de 2008, quando os recursos eram de R$ 58 milhões.

O Pronera possui convênios com quase 50 universidades públicas. Os sem-terra contam com cursos especiais nas áreas de geografia, história, direito, agronomia, artes, pedagogia e outros. Agora passarão a contar com o curso de jornalismo.

CONTESTAÇÃO

A criação dos cursos especiais, porém, tem sido cada vez mais contestada. Em junho, a Justiça Federal determinou a extinção do curso de direito agrário da Universidade Federal de Goiás, destinado só para assentados.

De acordo com a decisão do juiz Roberto Carlos de Oliveira, da 9ª Vara Federal, o curso especial, com critérios diferenciados de seleção dos candidatos, feria “os princípios da igualdade, legalidade, isonomia e razoabilidade do direito brasileiro”.

Em Pelotas, no Rio Grande do Sul, a criação de um curso de medicina veterinária para assentados também foi parar na Justiça. O procurador Max dos Passos Palombo, que impetrou ação civil pública contra o funcionamento do curso, alegou inconstitucionalidade. “O assentado da reforma agrária não constitui nenhuma categoria jurídica jurídica à parte que justifique a criação de cursos exclusivos para eles. Trata-se de um privilégio”, disse ele

No Ceará, o Pronera estimula atividades voltadas para assentados há onze, em parceria com as duas universidades públicas do Estado – a Federal do Ceará e a Estadual. Além de jornalismo, os assentados já contam com cursos de educação para jovens e adultos, a partir dos 15 anos, com conteúdo programático do 1º ano ao 4º do ensino fundamental, e de escolarização. No nível superior, são ofertados curso de pedagogia da terra, e de pós-graduação. O objetivo é qualificar profissionais para os programas de assistência técnica do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

– Saudades do Mundo Acadêmico

Quando em aula, sentimos falta de férias. Quando em férias, não vemos a hora de voltarmos às aulas!

Que bicho é esse que pica e motiva os professores? Há uma semana da volta às aulas, a saudade dos alunos é grande! Talvez pelos projetos reservados a eles nesse próximo semestre.

Voltaremos com tudo!

– MEC Notifica 35 Universidades Particulares

O MEC está trabalhando! Ontem, ele notificou alguns Centros Universitários (muitos conhecidos e próximos de nós) pelo número insuficiente de professores com Mestrado e Doutorado.

A seguir, a relação das instituições:

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u601080.shtml

MEC NOTIFICA 35 UNIVERSIDADES PARTICULARES

por Ângela Pinho

O Ministério da Educação notificou ontem 35 instituições privadas de ensino superior que, segundo a pasta, não cumprem os percentuais mínimos de professores com dedicação integral ou com títulos de mestre e doutor estabelecidos pela legislação. Ao todo, elas oferecem quase 10% das vagas em cursos universitários no Brasil.

Elas terão 90 dias para resolver o problema. Caso continuem irregulares, estão sujeitas a processos administrativos que poderão culminar com o descredenciamento de cursos.

A medida atinge 11 centros universitários e 24 das 87 universidades privadas do país, como a PUC-MG e duas das maiores em número de alunos, a Universidade Presidente Antônio Carlos (MG) e a Universidade Salgado de Oliveira (RJ).

Sete das 35 instituições notificadas não poderão abrir novas vagas até comprovarem a regularidade da situação, já que a situação delas foi considerada mais grave.

A lei estabelece que as instituições de ensino superior devem ter um terço do corpo docente com dedicação integral. Para professores com título de mestre e doutor, centros universitários têm que respeitar a proporção de 20%, e universidades, de um terço. A diferença é que universidades têm mais autonomia para abrir vagas.

A Folha tentou contatar, na tarde de ontem, a Anup (Associação Nacional das Universidades Particulares), mas ninguém atendeu os telefones disponíveis no site da entidade.

IES UF
Universidade Vale do Rio Doce MG
Universidade Santa Úrsula RJ
Universidade Salgado de Oliveira RJ
Universidade Presidente Antonio Carlos MG
Universidade Potiguar RN
Universidade Positivo PR
Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) SP
Universidade José Rosário Vellano MG
Universidade Iguaçu (Unig) RJ
Universidade Gama Filho RJ
Universidade Fumec MG
Universidade do Vale do Rio Sinos (Unisinos) RS
Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) SC
Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) SC
Universidade de Sorocaba (Uniso) SP
Universidade de Santo Amaro SP
Universidade de Cruz Alta (Unicruz) RS
Universidade de Caxias do Sul RS
Universidade da Região de Campanha RS
Universidade da Amazônia PA
Universidade Católica de Petrópolis RJ
Universidade Católica de Pernambuco PE
Universidade Castelo Branco RJ
PUC-MG MG
Conservatório Brasileiro de Música RJ
Centro Universitário Radial SP
Centro Universitário Metropolitano de São Paulo (Unimesp) SP
Centro Universitário Luterano de Manaus (AM) AM
Centro Universitário do Triângulo MG
Centro Universitário do Distrito Federal DF
Centro Universitário de Santo André SP
Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas AM
Centro Universitário da Cidade RJ
Centro Universitário da Bahia BA
Centro Universitário Capital SP

– O Bilionário da Educação, Chaim Zaher, Dono do COC

Se você não conhece Chaim Zaher, é melhor ler sua história: ele pode ser o homem mais rico do négocio de “Ensino Privado” no país. Um ex-franqueado do Colégio Objetivo, que almeja em pouco tempo ter 1 milhão de alunos estudando nos COC’s.

Matéria interessante, extraída da IstoÉDinheiro, ed 614 de 15/07/09, pg 54-58 (por Leonardo Attuch).

 

A FÓRMULA SECRETA DO BILIONÁRIO DA EDUCAÇÃO

 

De porteiro de escola a dono de rede de ensino

 

Corria o mês de outubro de 2007, quando o empresário Chaim Zaher, à época dono de uma promissora rede de ensino particular no interior de São Paulo, se viu diante de uma encruzilhada. Ele estava pronto para lançar ações na Bovespa, mas os banqueiros que o assessoravam trouxeram uma péssima notícia.

O preço de lançamento dos papéis não seria de R$ 40, como havia sido planejado, mas de no máximo R$ 33, em razão da crise imobiliária americana, que já causava os primeiros estragos. Chaim quase desistiu, mas antes ligou para o economista Paulo Guedes, um velho amigo e também fundador do Banco Pactual. Eis o diálogo:Zaher ouviu o conselho e convidou o economista para um encontro com sua família em Ribeirão Preto. Todos, a começar pela esposa Adriana, teriam de ser convencidos.

O jantar começou pouco antes da meia-noite e foi até às 3h do dia seguinte. Tomada a decisão, o SEB -, Sistema Educacional Brasileiro foi para o IPO – um dos últimos antes da tempestade global – e levantou R$ 400 milhões. “Foi a decisão mais acertada que tomamos”, disse Zaher à DINHEIRO (leia sua entrevista à página 58). “Para acabar com aquela indecisão de ‘pulo ou não pulo´, colocamos uma asa-delta nas costas dele e o empurramos morro abaixo”, brinca Guedes.

Com o dinheiro levantado no IPO, Zaher colocou em marcha a maior máquina de aquisições do setor educacional brasileiro. Em dois anos, ele investiu quase R$ 200 milhões em 12 operações e triplicou de tamanho – a mais recente foi a compra, na semana passada, da tradicional rede Pueri Domus, de São Paulo, por R$ 41 milhões.

Com quase 500 mil alunos, o SEB detém a marca COC, líder no interior paulista, e outras renomadas, como o Dom Bosco, no Paraná, e o Inei, em Brasília. Ao todo, tem valor de mercado de R$ 604 milhões e deve fechar 2009 com receita próxima a R$ 450 milhões. Como tudo isso aconteceu? “Maktub”, responde Zaher. De acordo com a sabedoria árabe, já estava escrito. Só isso.

O maktub esteve presente em vários momentos da vida deste empresário que nasceu em Beirute, no Líbano, e que, com apenas seis anos, veio para o Brasil. Sua família pousou em Araçatuba e, ainda menino, Zaher começou a ajudar o pai, Zein Zaher, no trabalho como mascate.

Aos 18 anos, quando o velho Zein se instalou em Pereira Barreto, Zaher decidiu voltar para Araçatuba, onde arrumou um emprego num cursinho local, chamado Prever. Foi porteiro, bedel de alunos e vendedor de matrículas. Em pouco tempo, já entendia como funcionava a gestão de uma escola, enquanto, nas horas vagas, trabalhava como rádio-ator e colunista social.

E, lá pelos idos de 1972, ele enxergou uma ameaça: a chegada de cursinhos da capital paulista, como Anglo e Objetivo, que invadiam o interior. Foi então que ele decidiu sugerir ao patrão, o empresário Waldir Suliani, que buscasse um parceiro.Resultado: acabou demitido. “Em vez de cair em depressão, percebi que havia conquistado minha liberdade”, diz Zaher.

Seus primeiros parceiros foram os professores do Colégio Equipe de São Paulo, que também estavam criando um cursinho. Mas Zaher já enxergava o Objetivo, do empresário João Carlos Di Genio, como o grupo mais profissional do setor. E, em 1976, ele conseguiu agendar uma reunião com o professor Jorge Bryhi, braço direito de Di Genio, não sem antes realizar uma pequena peripécia.

Depois de esperar horas por uma audiência, ele decidiu se trancar no banheiro de uma escola, onde dormiu até o dia seguinte. E quando Bryhi voltou ao Objetivo, Zaher já estava lá esperando por ele. Na mesma hora, tornou-se franqueado da rede. A atitude foi tão inusitada que o próprio Di Genio quis conhecê-lo. E quando Zaher soube que o dono do Objetivo era também da região de Araçatuba, os dois se tornaram amigos – Di Genio foi até seu padrinho de casamento. No Natal de 1984, após ter trabalhado quatro anos como franqueado do Objetivo, Zaher recebeu uma ligação do amigo Di Genio:

– Você quer mesmo uma oportunidade para crescer e sair de Araçatuba? Venha para Ribeirão Preto e ficaremos meio a meio na escola – disse Di Genio.

– Aceito, respondeu Zaher.

Assim que desligou o telefone, Zaher, aquele mesmo personagem que havia dormido num banheiro para conseguir sua primeira audiência no Objetivo, começou a fazer as malas para se mudar para a “cidade grande”. Desta vez, como sócio.

À época, o grande concorrente do grupo de Di Genio era o COC, um cursinho criado por professores de medicina que ia de vento em popa. A tal ponto que era capaz de fretar um jatinho para trazer em primeira mão as listas de aprovados na Fuvest, num tempo em que ainda não existia internet.

E mais uma vez Zaher executou uma pequena proeza. Alugou um helicóptero, pousou nas proximidades da Universidade de São Paulo e chegou em Ribeirão Preto mais cedo do que os concorrentes, que tinham de tomar um avião em Congonhas. Com o tempo, o pêndulo virou em favor do Objetivo. A tal ponto que o próprio COC foi colocado à venda, em 1986.

E foi Zaher quem apareceu para comprá-lo, num negócio que o afastou do antigo mentor. “Aprendi tudo com o Di Genio, mas precisava seguir meu próprio caminho.”

De lá para cá, o COC, que virou parte integrante do SEB, decolou. É o maior grupo de ensino médio do País, com mais alunos do que o próprio Objetivo. Uma das razões é a aliança desenvolvida com escolas públicas.

Várias prefeituras do interior tornaram-se parceiras de Zaher ao adotar o método de educação conhecido como Name, Núcleo de Apoio à Municipalização do Ensino. Desenvolvido pelos professores do COC, ele tem melhorado drasticamente os indicadores da educação pública.

Os alunos das escolas públicas de Adolfo, uma pequena cidade de 3,9 mil habitantes no interior paulista, ficaram em primeiro lugar na avaliação do Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado pelo MEC. E as prefeituras pagam cerca de R$ 160/ano por aluno para ter acesso ao material didático do COC – hoje, mais de 100 mil alunos da rede pública estão integrados a esse sistema de ensino.

“Além de rei do ensino médio privado, o Chaim também tem a chave para melhorar rapidamente os indicadores do setor público”, diz o economista Guedes. O sonho do dono do SEB é chegar a um milhão de alunos. E os especialistas do setor dizem que isso é plenamente viável. “A educação ainda é extremamente pulverizada e o processo de consolidação está apenas começando”, diz Ryon Braga, da Hoper Consultora, especializada em educação.

As sócias do Pueri Domus tomaram a decisão de vender a escola, com mais de 40 mil alunos, ao perceberem a tendência de concentração do setor. “Constatamos que se não fizéssemos parte de um grande grupo econômico, não conseguiríamos concorrer no mercado”, disse a diretora Fernanda Simeoni, filha da fundadora Beth Zocchio, ao jornal Valor Econômico.

Outra grande avenida de crescimento é o setor público e Zaher tem conversado com o ministro da Educação, Fernando Haddad, para convencê-lo da necessidade de se criar um Prouni para o ensino médio – em vez de comprar vagas apenas em universidades, o governo bancaria bolsas de estudos de alunos carentes em escolas privadas.

Outra grande aposta de Zaher é a educação a distância, que já responde por 13% das receitas do grupo, que também atua no ensino superior. Para isso, o SEB investiu fortemente em tecnologia. Além de aulas interativas, que podem ser transmitidas para mais de 150 cidades ao mesmo tempo, as escolas estão implantando lousas eletrônicas, com duas telas simultâneas.

Se um professor ou palestrante estiver transmitindo sua aula, os alunos poderão encaminhar perguntas instantaneamente. “Educação hoje combina conteúdo e tecnologia”, diz Tadeu Terra, diretor de material digital e editorial do COC. E, como os investimentos são altos, os ganhos de escala são fundamentais. No processo de crescimento de suas escolas, Zaher recorreu frequentemente a outras peripécias. Uma delas foi o marketing de emboscada.

Na Copa de 1998, na França, ele conheceu um torcedor que sempre era flagrado pelas câmeras da Globo com uma grande faixa do Corinthians. Zaher então o convenceu a abrir também uma faixa do COC. Assim, sua marca apareceu espontaneamente em vários jogos da Copa de 2002 e em muitos outros dos campeonatos brasileiros. Certa vez, o torcedor foi surpreendido por um policial, mas se saiu com maestria. Disse que COC significava “Comissão Organizadora do Corinthians”. Foi por essas e outras que o grupo se tornou o maior do País em educação privada. Maktub, como diriam os árabes.

– Crianças Analfabetas no Brasil

Há 27 anos, quase metade das crianças de até 8 anos não eram alfabetizadas. O número caiu, mas podia ser melhor… Para se ter idéia, entre as crianças ricas de até 7 anos, quase 100% são alfabetizadas; na classe pobre, 49%.

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u593920.shtml

BRASIL TEM 11,5% DE CRIANÇAS ANALFABETAS SEGUNDO IBGE

Apesar dos avanços, o Brasil ainda tem 11,5% das crianças de oito e nove anos analfabetas.
Este percentual já foi bem maior (47% em 1982), mas, na atual década, vem caindo em ritmo mais lento, segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE. De 2001 a 2007, a redução foi de apenas 2,5 pontos.

Uma criança não alfabetizada com mais de oito anos de idade apresenta dificuldades não apenas em português, mas em todas as outras disciplinas, já que sua capacidade de compreender textos é limitada.

É normal que, a medida que um indicador melhore, seu ritmo de queda reduza. O problema é que, se continuar caindo na mesma velocidade de 2001 a 2007, o Brasil dificilmente cumprirá a meta de ter até 2022 toda criança plenamente alfabetizada aos oito anos de idade, estipulada pelo movimento Todos Pela Educação.

A situação é mais grave no Nordeste (23% de crianças analfabetas), especialmente no Maranhão (38%), Alagoas (29%) e Piauí (27%).

O dado do IBGE, porém, não dá um diagnóstico completo, pois se baseia só na informação de pais sobre se seus filhos sabem ler e escrever um bilhete simples. O instrumento que mais se aproxima deste objetivo é a Provinha Brasil, teste do MEC que avalia o nível de alfabetização no 2º ano do ensino fundamental. Como a prova é feita e corrigida pelas próprias redes, sua divulgação fica a critério do Estado ou município.

Resultados obtidos pela Folha com as secretarias que já divulgaram o exame mostram que, na cidade do Rio, em Belo Horizonte e no Distrito Federal, mais de um terço dos estudantes estavam abaixo do nível considerado adequado.

Eles não necessariamente são analfabetos, mas apresentam dificuldades até mesmo para ler frases curtas ou palavras mais complexas.

No Rio e no Distrito Federal, o percentual de alunos abaixo do adequado foi de 37% e, em Belo Horizonte, 35%. São Paulo ainda não divulgou os dados.

Repetência

Para o especialista em avaliação educacional Ruben Klein, a principal explicação para o analfabetismo entre crianças cair em ritmo mais lento é a repetência na primeira série.
Uma tabela elaborada por ele mostra que a trajetória da repetência na primeira série tem comportamento idêntico ao verificado na taxa de analfabetismo aos 8 e 9 anos.

Em 1982, o censo escolar do MEC registrava que 60% das crianças desta série eram repetentes. A taxa diminuiu quase pela metade até o ano 2000, quando registrou-se 32% de crianças repetentes.

O problema foi que, a partir daí, a queda se deu em ritmo mais lento e, em 2005 (último ano da série histórica do pesquisador), ela estava em 29%, uma redução de apenas três pontos percentuais na primeira metade da década.

Klein pondera que essas crianças não alfabetizadas na idade correta acabam aprendendo tardiamente. Prova disso é que, aos 15 anos, o percentual de analfabetos na Pnad oscila entre 1% e 2% desde 2002.

“Mas é uma alfabetização muito simples e grosseira, longe de ser suficiente, e que compromete a qualidade da aprendizagem, já que eles chegam aos 14 ou 15 anos de idade com um atraso muito grande em relação à série que deveriam estar cursando”, diz o especialista.

Os dados do IBGE mostram também que a alfabetização varia de acordo com a renda.
Em famílias mais ricas (mais de cinco salários mínimos per capita), aos cinco anos de idade, quase metade (47%) das crianças já se alfabetizaram. Entre as mais pobres (menos de 1/4 de salário mínimo per capita) o percentual é de 10%.

Aos sete, praticamente todas as crianças mais ricas já se alfabetizaram, mas a taxa entre as mais pobres é de 49%.

– A Tecnologia a Serviço da Educação

São ações como esta que deveriam ser louvadas e incentivadas. Veja:

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI71842-15228,00-COMO+A+TECNOLOGIA+ESTA+TRANSFORMANDO+A+EDUCACAO+NA+AMAZONIA.html

COMO A TECNOLOGIA ESTÁ TRANSFORMANDO A EDUCAÇÃO NA AMAZÔNIA

Conheça três projetos que estão semeando esperança em povoados isolados no meio da floresta

Luciana Vicária, de Xapuri, Acre

Ainda está escuro quando Alessandro Nascimento calça os chinelos e escova os dentes. Com um caderno na mão, duas bananas na bolsa e o sonho de se tornar astrônomo, o menino de 9 anos enfrenta duas horas de caminhada até chegar à escola. Alessandro dorme na escola a semana toda. À noite, estende a rede no refeitório. “Assim não preciso caminhar tudo de novo. E aproveito para ver as estrelas”, diz o pequeno morador do Seringal São Pedro, no Acre, extremo oeste da Amazônia. Alessandro tem como ídolo o astrofísico Marcelo Gleiser.

Mais da metade dos 5 milhões de crianças que vivem na floresta não termina o ensino fundamental, de acordo com dados do governo do Amazonas. “É tarefa para caboclo iluminado”, dizia o ex-governador do Acre Jorge Viana. As raríssimas formaturas na floresta são comemoradas com fogos de artifício, fogueira, quadrilha e até padre. Os alunos que terminam o ciclo básico (9ª série) aproveitam até para se casar na colação de grau. “A façanha equivale a um título de doutor”, diz o professor Lissandro Augusto, do Seringal São Pedro. Os alunos têm de vencer não só a distância, mas também a fome e a falta de recursos. Como não deixar se perder o sonho de Alessandro?

Tanto o governo federal quanto as entidades não governamentais já tentaram impulsionar o ensino na floresta. Na primeira tentativa, na década de 80, foi montada uma grande operação para construir escolas em locais isolados. Nos anos 90, o governo organizou caravanas para transportar os alunos de sua casa até os centros educacionais mais próximos. Nenhuma das tentativas vingou. “A solução não estava em vencer a distância fisicamente, mas em encurtá-la com tecnologia”, diz Marcos Resende Vieira, diretor da Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed).

Foi assim que há dez anos a educação na floresta entrou em um processo lento – mas progressivo – de virtualização. Os primeiros resultados aparecem agora: a internet, os materiais em DVD e as videoconferências inverteram os números trágicos. A evasão escolar diminuiu 30%, os professores passaram a frequentar cursos on-line e o desempenho dos alunos melhorou 35%. Agora existe ensino médio na floresta.

A primeira grande experiência chegou com o Telecurso, que foi adotado como política do Estado no Acre. Os professores têm apoio de materiais extras em DVD e contato permanente com especialistas de todas as áreas do conhecimento. “A nota das crianças aumentou 1,5 ponto. E a distorção idade-série, que atingia 52% das crianças, diminuiu para 30% nas salas do Telecurso”, afirma Vilma Guimarães, gerente de Educação da Fundação Roberto Marinho.

A segunda experiência acontece na fronteira da Amazônia brasileira com outros países. O Exército abriu seus 38 pelotões de fronteira para educar crianças a partir do 6º ano. “O objetivo era atender os filhos de militares em missões temporárias. Mas filhos de civis que moram na região também acabaram nos procurando”, diz o major Robson Santos Silva, membro da Abed. As crianças recebem material didático, têm o apoio de um tutor e acesso a um canal exclusivo na internet. “Quando os pais voltam para a cidade de origem, as crianças estão preparadas para prestar o vestibular.” A iniciativa beneficiou 1.600 alunos.

O terceiro grande projeto chegou recentemente, com a Escola Técnica Aberta do Brasil (Etec), uma iniciativa do Ministério da Educação. A escola oferece ensino fundamental e colegial técnico a distância a quem mora longe das grandes cidades. São mais de cem salas de aula na floresta e potencial para atender 30 mil alunos. As aulas a distância funcionam dentro de escolas que já existem, com professores e videoconferências. “Com pouco investimento, esse projeto deu grandes resultados”, afirma Helio Chavez, do Ministério da Educação. 

– Educar é Contar Histórias

Cláudio de Moura e Castro, na sua coluna semanal em “Veja” – (pg 30, ed 10 de junho de 2009), traz um texto que talvez seja a essência da educação de hoje: Educar é contar histórias. Um artigo inteligente, que nos faz pensar: como professores, cativamos nossos alunos com nossa performance? Como alunos, sentimo-nos atraídos pelas narrativas e contos dos nossos mestres, a fim de aprendermos algo?

“Bons professores eletrizam seus alunos com
narrativas interessantes ou curiosas, carregando
nas costas as lições que querem ensinar”

Abaixo, o ótimo trabalho de Cláudio de Moura Castro:

EDUCAR É CONTAR HISTÓRIAS

De que servem todos os conhecimentos do mundo, se não somos capazes de transmiti-los aos nossos alunos? A ciência e a arte de ensinar são ingredientes críticos no ensino, constituindo-se em processos chamados de pedagogia ou didática. Mas esses nomes ficaram poluídos por ideologias e ruídos semânticos. Perguntemos quem foram os grandes educadores da história. A maioria dos nomes decantados pelos nossos gurus faz apenas “pedagogia de astronauta”. Do espaço sideral, apontam seus telescópios para a sala de aula. Pouco enxergam, pouco ensinam que sirva aqui na terra.

Tenho meus candidatos. Chamam-se Jesus Cristo e Walt Disney. Eles pareciam saber que educar é contar histórias. Esse é o verdadeiro ensino contextualizado, que galvaniza o imaginário dos discípulos fazendo-os viver o enredo e prestar atenção às palavras da narrativa. Dentro da história, suavemente, enleiam-se as mensagens. Jesus e seus discípulos mudaram as crenças de meio mundo. Narraram parábolas que culminavam com uma mensagem moral ou de fé. Walt Disney foi o maior contador de histórias do século XX. Inovou em todos os azimutes. Inventou o desenho animado, deu vida às histórias em quadrinhos, fez filmes de aventura e criou os parques temáticos, com seus autômatos e simulações digitais. Em tudo enfiava uma mensagem. Não precisamos concordar com elas (e, aliás, tendemos a não concordar). Mas precisamos aprender as suas técnicas de narrativa.

Há alguns anos, professores americanos de inglês se reuniram para carpir as suas mágoas: apesar dos esplêndidos livros disponíveis, os alunos se recusavam a ler. Poucas semanas depois, foi lançado um dos volumes de Harry Potter, vendendo 9 milhões de exemplares, 24 horas após o lançamento! Se os alunos leem J.K. Rowling e não gostam de outros, é porque estes são chatos. Em um gesto de realismo, muitos professores passaram a usar Harry Potter para ensinar até física. De fato, educar é contar histórias. Bons professores estão sempre eletrizando seus alunos com narrativas interessantes ou curiosas, carregando nas costas as lições que querem ensinar. É preciso ignorar as teorias intergalácticas dos “pedagogos astronautas” e aprender com Jesus, Esopo, Disney, Monteiro Lobato e J.K. Row-ling. Eles é que sabem.

Poucos estudantes absorvem as abstrações, quando apresentadas a sangue-frio: “Seja X a largura de um retângulo…”. De fato, não se aprende matemática sem contextualização em exemplos concretos. Mas o professor pode entrar na sala de aula e propor a seus alunos: “Vamos construir um novo quadro-negro. De quantos metros quadrados de compensado precisaremos? E de quantos metros lineares de moldura?”. Aí está a narrativa para ensinar áreas e perímetros. Abundante pesquisa mostra que a maioria dos alunos só aprende quando o assunto é contextualizado. Quando falamos em analogias e metáforas, estamos explorando o mesmo filão. Histórias e casos reais ou imaginários podem ser usados na aula. Para quem vê uma equação pela primeira vez, compará-la a uma gangorra pode ser a melhor porta de entrada. Encontrando pela primeira vez a eletricidade, podemos falar de um cano com água. A pressão da coluna de água é a voltagem. O diâmetro do cano ilustra a amperagem, pois em um cano “grosso” flui mais água. Aprendidos esses conceitos básicos, tais analogias podem ser abandonadas.

É preciso garimpar as boas narrativas que permitam empacotar habilmente a mensagem. Um dos maiores absurdos da doutrina pedagógica vigente é mandar o professor “construir sua própria aula”, em vez de selecionar as ideias que deram certo alhures. É irrealista e injusto querer que o professor seja um autor como Monteiro Lobato ou J.K. Rowling. É preciso oferecer a ele as melhores ferramentas – até que apareçam outras mais eficazes. Melhor ainda é fornecer isso tudo já articulado e sequenciado. Plágio? Lembremo-nos do que disse Picasso: “O bom artista copia, o grande artista rouba ideias”. Se um dos maiores pintores do século XX achava isso, por que os professores não podem copiar? Preparar aulas é buscar as boas narrativas, exemplos e exercícios interessantes, reinterpretando e ajustando (é aí que entra a criatividade). Se “colando” dos melhores materiais disponíveis ele conseguir fazer brilhar os olhinhos de seus alunos, já merecerá todos os aplausos.

Claudio de Moura Castro é economista
claudio&moura&castro@cmcastro.com.br

– Péssimo Livro para Alunos da 3ª Série

Que gafe a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo cometeu! Em um programa de desenvolvimento da leitura dos estudantes da 3ª série do ensino fundamental, distribuíram um livro com palavrões, incitações ao sexo e pornografias diversas! A principal história é do cartunista Caco Galhardo, que em quadrinhos faz piadas com conotação sexual e vocabulário de gosto duvidoso.

Caco Galhardo, em entrevista a Folha de São Paulo nesta última terça-feira 19/05, respondeu ao jornalista Fábio Takahashi:

FOLHA- A sua história era para crianças de nove anos?

CG- Imagina, é uma HQ (história em quadrinhos) justamente para não ir à escola (…). Nessa eu tirei sarro, falando só baixaria.

FOLHA- Sabe como foi parar nas escolas?

CG- O cara que escolheu não leu o livro.

OBS: O Governador José serra admitiu que o Estado errou, e que abrirá sindicância para punir os culpados.

Extraído de: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1159630-5605,00-SP+DISTRIBUI+LIVRO+COM+PALAVROES+PARA+ESCOLAS+ESTADUAIS.html

A Secretaria Estadual da Educação de São Paulo distribuiu a escolas um livro com histórias em quadrinhos com palavrões e conotação sexual. Indicado para alunos de nove anos da terceira série do ensino fundamental, o livro “Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol”, com 11 histórias em quadrinhos de vários autores sobre futebol, chamou a atenção de coordenadores pedagógicos.

O material seria usado no programa Ler e Escrever, que reforça a alfabetização de crianças, e os alunos poderiam levar o livro para casa ou usar na própria escola.

A secretaria confirmou a compra dos livros, mas informou que esse foi apenas um dos mais de 800 títulos comprados. Segundo a pasta, foram distribuídos 1.216 exemplares, menos de 1% dos livros colocados à disposição das crianças. Os livros começaram a ser entregues às escolas na semana passada.

O governador José Serra (PSDB) disse que houve “falha” na escolha, pois o material é “inadequado para alunos desta idade”, e que já determinou o recolhimento da obra. Disse ainda que foi aberta uma sindicância e os responsáveis serão punidos. Os resultados da sindicândia devem sair em 30 dias.

Esse é o segundo caso de problemas com o material escolar registrado nas escolas estaduais de São Paulo neste ano. Em março, alunos da 6ª série do ensino fundamental receberam livros em que o Paraguai aparecia duas vezes no mapa e a Venezuela foi esquecida.

– O Crescimento das Universidades Corporativas no Brasil

Incentivadas nos EUA, as Universidades Corporativas estão crescendo cada vez mais no Brasil. Segundo Veja.com (nota abaixo), só no nosso país elas aumentaram 2.400%. Da reconhecida mundialmente Kellog’s University (sim, a do tradicional “sucrilhos”), à outros modelos, veja o panorama no Brasil:

Extraído de: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/universidades-corporativas-crescem-brasil-468630.shtml 

UNIVERSIDADES CORPORATIVAS CRECEM 2400% EM 10 ANOS

Por Luiz De França

Nascidas na década de 1970 nos Estados Unidos, as universidades corporativas (UCs) desembarcaram no Brasil nos anos 90 – em 1999, eram apenas dez em todo o país. Passada uma década, o número de empresas que investem nesse modelo de formação e aprimoramento de funcinários cresceu 2.400%, atingindo 250 unidades, segundo estimativas da professora Marisa Eboli, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), que organiza um ranking entre as companhias nacionais.

Para a especialista, o avanço do ensino corporativo se deve à necessidade de atualização permanente dos funcionários. “A velocidade da informação e das descobertas em todas as áreas do conhecimento é tão acelerada que o sistema de ensino formal não dá conta das novidades”, explica a professora. “No cenário de economia global, em que sustentabilidade e competitividade precisam andar juntas, as empresas tomam para si as rédeas do ensino”.

Na avaliação da professora, as empresas colhem ganhos evidentes com o investimento. “São consequências naturais da valorização dos funcionários: há melhora na qualidade do trabalho e a criação de um laço de compromisso dos colaboradores”, diz. No último levantamento feito pelo Guia Você S/A EXAME, 95% das 150 melhores empresas para se trabalhar em 2008 disseram adotar um modelo de educação corporativa como forma de apoiar o desenvolvimento pessoal e profissional dos empregados.

Centro de treinamento – Vale lembrar que o termo “universidade” na modalidade corporativa é uma espécie de marca fantasia, pois a instituição não é reconhecida pelo Ministério da Educação. A qualificação feita por ela está geralmente associada a instituições de ensino superior, principalmente quando há curso de pós-graduação envolvido.

Outro dado relevante: apesar de semelhanças, as universidades corporativas em nada lembram os programas de treinamento convencionais. Enquanto estes tentam solucionar deficiências individuais dos funcionários em relação a determinado conhecimento técnico, as universidades trabalham as necessidades da empresa de modo amplo. “A universidade corporativa é uma ideia abstrata que disponibiliza o conhecimento de forma organizada, assim como as instituições de ensino superior”, destaca Lucilaine Bordin Bellacosa, gerente de Desenvolvimento de Pessoas da CPFL Energia.

Na opinião de Armando Lourenzo, diretor da Ernst & Young University, o avanço das universidades corporativas não significa o fim dos centros de treinamentos, a partir dos quais muitas das UCs evoluíram. “O treinamento vai continuar sendo mais uma ferramenta para aprimorar as competências dos negócios”, acredita. Em março, a Ernst & Young University, braço da gigante de prestação de serviços na área de auditoria, recebeu o prêmio de melhor universidade corporativa brasileira, concedido pelo Centro Internacional de Qualidade & Produtividade dos Estados Unidos (IQPC, em inglês).

Mesmo confiante no crescimento das UCs no Brasil, Lourenzo ressalta que o alto custo para montar e manter uma unidade é um fator limitador da expansão do modelo no país, principalmente para as pequenas e médias empresas. Uma alternativa pode ser a aposta em universidades setoriais, que prestam serviço a um segmento da economia – e não apenas a uma empresa. “O Brasil já tem alguns exemplos de universidades setoriais, mas ainda são muito incipientes.”

Universidades corporativas são modelos para ascenção na carreira

Francisco Sobrinho tinha 20 anos quando começou a trabalhar como mensageiro de hotel, em 1978. Trinta e um anos se passaram e agora ele é responsável por 12 dos 24 hotéis da bandeira Ibis. Ele atribui boa parte da escalada profissional à Academia Accor, a primeira universidade corporativa do Brasil, introduzida pelo grupo hoteleiro francês Accor em 1992.

“Graças à academia tive oportunidade de aprender, aperfeiçoar meus conhecimentos adquiridos na prática e me desenvolver profissionalmente”, afirma Sobrinho, que concluiu no passado sua primeira graduação em administração. “O que eu vi na faculdade não era novidade porque eu já tinha uma base sólida dada pela academia”.

Segundo o diretor da Academia Accor América Latina, Jacques Metadier, uma das funções da instituição é identificar e preparar talentos para assumirem cargos de liderança na empresa. “Para isso, todo o funcionário que entra na companhia passa obrigatoriamente por nossa academia”, explica. Atualmente, a instituição é responsável por fomentar 60 novos cargos de gerentes, subgerentes e 200 postos de chefia para cerca de 60 empreendimentos do grupo previstos para os próximos dois anos na América Latina.

O Brasil foi o segundo país a implementar o programa de educação dentro do grupo. Só no ano passado, 19.000 treinamentos foram realizados. Metadier resume da seguinte maneira os ganhos da empresa com a academia: “Melhor e rápida integração de novos colaboradores, maior produtividade e foco no negócio e satisfação deles em trabalhar conosco”.

– O Ranking das Escolas, segundo o Enem

E saiu o resultado do Enem. Para a surpresa de muitos, os melhores colégios do país não estão em SP. Em contrapartida, já era esperado que as escolas particulares estivessem na ponta.

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u557685.shtml

Veja, abaixo, o ranking das escolas e em que posição a sua instituição se encontra:

Para ter acesso ao ranking, clique em:

 http://media.folha.uol.com.br/educacao/2009/04/28/enem-ranking.pdf

Quase 90% das escolas públicas têm nota abaixo da média no Enem

Das 26 mil escolas que foram avaliadas pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), 74% obteve nota abaixo da média nacional que foi de 50,52 pontos. Na rede pública, o índice de estabelecimentos com resultado inferior à média chega a 89%. O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) divulgou nesta terça-feira os resultados por estabelecimento de ensino em 2008.

Mais uma vez, foram as particulares que conquistaram os melhores resultados no exame. Das 20 melhores escolas, 15 são particulares e a maioria se concentra na Região Sudeste. Outras 6 mil escolas ficaram sem conceito porque tiveram número insuficiente de alunos participantes.

Pelo segundo ano consecutivo, o campeão do Enem foi o Colégio São Bento, do Rio de Janeiro. A média total obtida pela escola – incluindo a prova objetiva e a redação com correção de participação – foi de 80,58 pontos, em uma escala que vai de 0 a 100. São 30 pontos a mais do que a média nacional divulgada em novembro pelo Inep. Administrado por padres beneditinos, o colégio só recebe alunos do sexo masculino. A mensalidade para o ensino médio varia de R$ 1.616 a R$ 1.752.

Entre as escolas públicas, o melhor resultado ficou com o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais. A média obtida pelos alunos foi de 76,66 pontos, o terceiro melhor resultado no ranking geral.

– Alunos do ProUni que dirigem Pajero

O Tribunal de Contas da União – TCU, descobriu que 30 mil bolsistas do ProUni são estudantes que possuem muita renda. Criado para atender a classe média/baixa, o ProUni, segundo a Folha de São Paulo desta 5ª. Feira, Caderno Cotidiano, atende a alunos que possuem “Pajero”, “Ford Fusion”, e “Cherokee”.

Imagino que a revolta maior não é a nossa, mas sim a dos estudantes que economizam nas cantinas das universidades por falta de dinheiro.

Mais detalhes, da Agência Brasil: http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/04/23/e230422537.asp

 

TCU revela que bolsistas do ProUni têm carros de luxo

 

BRASÍLIA – Ao cruzar os dados de bolsistas do ProUni, programa do governo de financiamento educacional, e do Renavam, que reúne os registros de proprietários de automóveis no país, os auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) descobriram que cerca de mil jovens são proprietários de veículos de luxo. A renda máxima para obter o benefício deveria de ser de R$ 697,50, por membro da família. As informações são do jornal Folha de S.Paulo desta quinta-feira.

Também foram constatados outros tipos de irregularidades envolvendo mais de 30 mil bolsistas, cerca de 8% do total de beneficiários.

As constatações foram aprovadas pelo Ministério da Educação que pediu maior rigor na averiguação das informações fornecidas pelos candidatos.

– O Toque de Recolher dos Jovens e Adolescentes Interioranos

Vai dar muita discussão esse assunto: em Ilha Solteira, interior de SP, o juiz local, Dr Fernando Antônio de Lima, decretou que menores de idade deverão se recolher a seus lares, em determinados horários. Até 14 anos, 20:30h. Os de 15 e 16 anos, recolherão-se até às 22:00h. De 17 a 18 anos, às 23:00h.

O “Toque de Recolher”, apesar de, a primeira vista, dar a impressão até mesmo de ato folclórico (e talvez inconstitucional), ao contrário do que possa parecer, foi aprovado por mais de 90% das população daquela localidade! Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o magistrado alegou que a Lei vem forçar o cumprimento da brecha de que “os pais devem educar seus filhos”. Segundo o meritíssimo, os jovens, nesses horários, estão desacompanhados de pessoas adultas e responsáveis, estando mais abertos aos perigos da noite, como a violência, os maus costumes, as drogas lícitas e ilícitas. Ainda, ele esclareceu que o recolhimento dos adolescentes se dará por horário escalonado, justamente pelo fato de que quanto mais maduro, menor a possibilidade de má influência. Tal fato, complementou, poderá resultar em mais assiduidade na escola, melhor formação educacional  e boas notas nos estudos, pois os jovens poderão se dedicar mais a estas tarefas, do que permanecer na ociosidade.

Questionado sobre tal fato ser inconstitucional e a proibição do direito de ir e vir, o juiz defendeu que chamou toda a sociedade da sua comarca para a discussão, desde munícipes até igrejas, comércio, indústria  e outras entidades, e todos aprovaram a ideia. Disse ainda que o Prefeito Municipal e a Polícia estão de acordo, e que não haverá prejuízo na diversão dos jovens. Se eles quiserem ir à uma festa que dure até meia-noite, poderão fazê-lo, desde que acompanhados dos pais.

O que você acha disso?

É claro que tal medida parece descabida, mas ao mesmo tempo, pode ser considerada necessária. Parece lei de lugares que se encontram em “estado de sítio“, mas estamos distantes de Ilha Solteira para discutí-la mais a fundo.

A única afirmação de que podemos fazer é que, desde que tenha uma sólida formação familiar e educacional, um adolescente de 14 anos poderá ser mais maduro que um jovem de 25. Mas é impossível mensurar amadurecimento e personalizar permissões.

Por fim, segundo o Grupo Bandeirantes de Comunicação, na TV Band, tal polêmica foi pesquisada em um matutino, e 71% dos telespectadores aprovaram tal lei; já na Rádio Bandeirantes, a aprovação subiu para 85%. Itapura e Mirassol, outras cidades de SP, também poderão adotar tais medidas.

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3715453-EI8139,00-Toque+de+recolher+para+menores+comeca+a+valer+no+interior+de+SP.html

Toque de recolher para menores começa a valer no interior de SP

O toque de recolher para menores de idade começou a vigorar, na noitedessa segunda-feira, em dois municípios do interior deSão Paulo. São eles: Itapura e Ilha Solteira. As informações foram divulgadas pelo Jornal da Globo.

A partir de agora, crianças e adolescentes de até 14 anos ¿ desacompanhadas dos pais- só poderão ficar nas ruas e locais públicos até as 20h30. Os jovens entre 14 e 16 terão que voltar para casa às 22h e os que tiverem entre 16 e 18, às 23h. Quem descumprir as normas será encaminhado ao Conselho Tutelar.

 

A medida foiadotada pelo juiz da Vara daInfância e Juventude de Ilha Solteira, Fernando Antônio deLima, para garantir a integridade física e moral dos menores.