– A Aceleração do Ensino e o Jovem Universitário

O que dizer de um aluno pobre, carente, que lê desde os 2 anos e que entrou em 1º lugar na Universidade Federal do Paraná, no Curso de Química?

Veja que interessante a história deste jovenzinho que é bancado por uma empresa de pneus, além da discussão sobre a viabilidade da aceleração do ensino:

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,jovem-de-13-anos-passa-em-1-na-ufpr,308154,0.htm

JOVEM DE 13 ANOS PASSA EM 1º NA UFPR

O garoto Guilherme Cardoso de Souza, de 13 anos, é o mais novo aluno do curso de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ele foi o primeiro colocado no vestibular. Mas cursar a universidade é apenas uma das etapas de seu projeto: escrever um livro didático de química para ser utilizado no ensino médio e virar professor. Preciso estar graduado para editar meu livro, diz. O estudante, que mora na periferia de Curitiba, fez parte do projeto Bom Aluno, da empresa BS Colway, que garante estudos para crianças carentes.

O jovem entrou para o programa após sua mãe, Edina Lopes Cardoso, mandar uma carta para a empresa. Ele lê e escreve sozinho desde os 2 anos. Tentei colocá-lo em uma escola particular, mas não tínhamos dinheiro, conta. Souza terminou o ensino médio em 2008 e será o mais jovem aluno a ingressar na UFPR. Na rede paulista de ensino, isso não seria possível. Em São Paulo, embora a legislação brasileira admita, não é permitido aos alunos com altas habilidades pular séries.

Existem alguns especialistas que discordam dessa aceleração do ensino, pois acreditam que esse aluno deve ter uma convivência com pessoas de sua faixa etária, explica Maria Elizabete da Costa, coordenadora do Centro de Apoio Pedagógico Especializado (Cape), da Secretaria de Estado da Educação, que realiza um trabalho de treinamento de professores da rede para identificar alunos com essa característica e promover atividades extracurriculares que atendam às necessidades.

Para Martinha Dutra, da Secretaria de Educação Especial do MEC, a aceleração é possível nos casos em que o aluno demonstra um bom rendimento em todas as disciplinas. ?Me parece que esse é o caso do menino do Paraná, pois ele passou em primeiro lugar no vestibular.? Ela ressalta a importância de um acompanhamento psicológico com o estudante e sua família em situações como essa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

– Dois docentes em Sala de Aula ou Classes Pequenas?

Para melhorar a qualidade de ensino em SP, o Governo do Estado implantará em suas escolas 2 professores em cada sala de aula.

Será que vai funcionar?

Sinceramente, acho melhor reduzir o número de alunos por classes para que o professor tenha maior atenção com seus alunos, já que poderá personalizar mais suas aulas pois conhecerá melhor os discentes, além, claro, do desgaste menor.

E você, prefere o quê: salas grandes com 2 mestres ou salas reduzidas com poucos alunos?

É claro que, infelizmente, o custo com espaço físico e alocação da segunda opção é mais alto…

– Formação de Professores a Distância superará a de Docentes Presenciais

O “Estado de São Paulo” trouxe no caderno Opinião (06/01/2011) uma matéria interessante sobre a Formação dos Professores do Ensino Básico. Nela, há a informação que em 2015, a maioria dos docentes brasileiros terá se formado em Cursos On-Line de Ensino a Distância (EAD), superando os professores formados em cursos presenciais de faculdades.

Quais as implicações que isso pode trazer? Abaixo, compartilho o texto:

FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Com a expansão do ensino a distância, é cada vez maior o número de professores de ensino básico que estão se formando por meio de cursos online, com as aulas transmitidas por computadores e televisão. O sistema funciona por meio da distribuição de apostilas e livros e de uma plataforma na internet, que permite aos estudantes acessar aulas e sugestões bibliográficas. Ao final do período letivo, vários cursos aplicam provas escritas e provas práticas presenciais, enquanto outros se limitam a pedir fichamentos de leituras, relatórios de atividades de pesquisa e um trabalho de conclusão.

Em 2005, 11 mil pessoas concluíram licenciaturas a distância. Em 2010, foram quase 72 mil. Nesse período, o número de professores de ensino básico formados em cursos presenciais caiu, em média, 3,6% ao ano. Atualmente, os alunos de cursos a distância representam 30% do total de estudantes matriculados em licenciaturas. Há cinco anos, eles eram 5%.

Se esse ritmo se mantiver, em 2015 o número de professores de ensino básico graduados em licenciaturas online será maior do que o número de docentes formados nos tradicionais cursos presenciais. Por terem mensalidades muito baixas, os cursos a distância são os mais acessíveis para grande parcela da população, especialmente nas cidades do interior. Mas, se por um lado, a expansão das licenciaturas a distância permitirá ao País atender quantitativamente à demanda por professores de português, matemática, física, química, geografia e história, por outro lado, muitos especialistas encaram os cursos online com reservas, questionando a qualidade da formação por eles oferecida.

Segundo o Anuário Estatístico de Educação Aberta e a Distância, do MEC, o aluno de um curso a distância está na faixa etária de 30 a 35 anos, é casado, fez o ensino básico numa escola pública, trabalha de dia e tem um rendimento mensal de até três salários mínimos. Os defensores do ensino a distância dizem que o sistema ganhou credibilidade e que há cursos online tão bons quanto os tradicionais cursos presenciais. Mas, há três anos, o MEC suspendeu cursos de graduação a distância de quatro instituições públicas e privadas de ensino superior que, juntas, atuavam em mais de 1,2 mil municípios e atendiam quase 55% do total de alunos dessa modalidade educacional. Os cursos estavam defasados, a infraestrutura era precária e as apostilas eram fracas.

“Ninguém é contra o ensino a distância. Acontece que há um grande arsenal de conteúdo e tecnologia, mas que não é usado. Por exemplo, as instituições não dispõem de equipes suficientemente adequadas para o desenvolvimento dos cursos”, diz a professora Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas. “As críticas à qualidade do ensino a distância são generalizações sem evidência. Inverto a pergunta. Como está a qualidade no curso presencial?”, afirma o presidente da Associação de Educação a Distância, Fredric Michael Litto.

Lançada no País há 30 anos pela Universidade de Brasília, com base em experiência desenvolvida por universidades inglesas, a educação a distância teve um crescimento vertiginoso na última década. Em 2000, havia 10 cursos desse tipo na graduação, com um total de apenas 8 mil alunos. Em 2008, estavam credenciados no MEC 349 cursos de graduação, com 430 mil estudantes matriculados, e 255 cursos de pós-graduação lato sensu, com 340 mil estudantes.

No início, a educação a distância se limitava a cursos de especialização e fazia parte de programas de extensão universitária. Com o tempo, o número de cursos de especialização foi suplantado pelo número de cursos de graduação criados com o objetivo de formar professores para as escolas da rede pública de ensino fundamental e médio situadas em cidades do interior ou em zonas rurais.

Para os especialistas, o que deflagrou a expansão do ensino a distância foram os programas de substituição, na rede pública, dos docentes que não tinham diploma por professores devidamente graduados. Vencida essa etapa, o desafio agora é assegurar às licenciaturas a distância a mesma qualidade dos cursos presenciais.

– Aprender ou Passar no Vestibular?

Boa dica aos professores e pais engajados com filhos em idade pré-vestibular: o artigo de Joca Levy no Estadão de hoje: “Aprender ou Passar no Vestibular” (pg A2).

A neurose e ansiedade dos testes de treineiros faz com que a reflexão seja pertinente. Educação por objetivo específico ou para a vida?

– Curriculum Vitae: Novas vagas, estamos por aqui!

Amigos, apesar de continuar com minhas atuais atividades profissionais, confesso que a carestia está brava…

Alguém tem uma boa oferta de emprego para começarmos 2012 sorrindo?

Estou com disponibilidade em 2 noites para aulas no Ensino Superior, Palestras, Cursos, Bicos, Bate-bolas (desde que remunerado rsrsrs) e outras coisitas mais.

No curriculum, o email de contato. Como tenho alguns amigos que acompanham esta mídia, vale o toque. Quem sabe aparece algo que seja interessante para os dois lados?

CURRICULUM VITAE

 

1 – dados pessoais

 

· Rafael Porcari, 

 

– Email:

rafaelporcari@terra.com.br                    

 

– Blogs:

http://ProfessorRafaelPorcari.blog.terra.com.br

http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br

http:// http://www.redebomdia.com.br/blog/lista/109

 

– Site:

http:// http://www.ProfessorRafaelPorcari.hpgvip.com.br 

 

– Currículo Lattes:

http://lattes.cnpq.br/6921568045199692

 

 

2- escolaridade:

 

· Mestrado Stricto Sensu em Administração de Empresas:

Área: Gestão de Negócios, Linha de Pesq: Marketing, Tema: Adm Esportiva – UniSant’Anna, 2000.

 

· Especialização Lato Sensu em Administração e Marketing:

Pós-Graduação (Área de Concentração: Administração) – UniSant’Anna, 2004.

 

· Graduação em Informática, ênfase em Gestão de Negócios:

Tecnólogo – Faculdade de Tecnologia de Jundiaí – Fatec, 2004 (incompleto).

 

· Graduação em Administração de Empresas:

Bacharelado – Faculdade Ciências Econômicas, Contábeis e Adm Empresas Padre Anchieta, 1997.

 

3 – obras escritas

 

· Dissertação de Mestrado:

 

– O Novo Processo Administrativo do Futebol Brasileiro Frente a Profissionalização no Gerenciamento dos Clubes,

São Paulo/SP:2000, 148p – UniSant’Anna. (EDA/BN 290.998)

 

· Artigos Científicos:

 

Abordagem Legal e de Mercado da Profissionalização do Futebol Brasileiro,

Revista Gerenciais, São Paulo/SP:2003, ed 03 – 03, ano 01, pg 18-21. Uninove.

 

O Funcionamento Estrutural do Futebol Brasileiro e a Utilização do Marketing,

Revista Nife, São Paulo/SP:2001, ed 07 – 03/01, ano 08, pg 47-54. Publicação do Centro de Pós Graduação, Pesquisa e Extensão do Centro Universitário Sant’Anna, em co-autoria com o Prof Dr Nilton Nunes Toledo. (ISSN 1414.1736)

 

· Livros:

 

– Violência das Torcidas de Futebol – Historicidade da Violência entre Torcidas,

Jundiaí/SP:2003, Edição do Autor, 27p. (ISBN 85-904052-1-4)

 

– Uso e Desuso do Futebol – Breve Relato das Transformações Históricas do Futebol no Brasil (do Ludismo ao Uso Político, do Mercantilismo ao Assistencialismo),

São Paulo/SP:2003, Edição do Autor, 38p. (ISBN 85-904052-2-2)

 

– Elementos Estruturais do Futebol Como Produto,

São Paulo/SP:1999, 307p, no prelo. (EDA/BN 290.997)

 

· Artigos em Sítios Eletrônicos:

 

– Blog Pessoal (Blog do Professor Rafael Porcari),

(Com comentários e percepções articuladas sobre assuntos referentes à Administração de Empresas, Futebol, Política, Economia, Sociedade e Religião.

 

– Blog Corporativo no Portal Bom Dia (Blog do Rafael Porcari),

(Destinados à assuntos globalizados trazidos para a realidade local)

 

– Blog Consultivo (Blog “Pergunte ao Árbitro),

(Exclusivo à elucidações de dúvidas sobre as Regras do jogo de Futebol e análises de partidas).

 

– Diversos Outros Artigos em Vários Endereços Acadêmicos, Comerciais e Esportivos na Internet.

 

4- atividades profissionais atuais

 

· Professor de Ensino Superior:

– Instituto Santanense de Ensino Superior (UniSant’Anna),

Instituição de Ensino Superior. (de Março/2004 a atual)

Lecionando disciplinas na área de Administração de Empresas:

o   Liderança;

o   TGA I e II;

o   Introdução à Administração;

o   Gestão das Organizações;

o   Teoria da Administração;

o   Teoria das Organizações;

o   Tópicos Especiais em Adm I, II e III;

o   Estratégia Empresarial;

o   Gerenciamento de Pequenas e Médias Empresas;

o   Prática de Negociação;

o   Administração de Conflitos;

o   Gestão Empreendedora;

o   Estudos Contemporâneos; e

o   Administração de Novos Negócios.

 

· Comerciante:

– Auto Posto Harmonia Ltda,

Comércio de Combustíveis e Lubrificantes. (de Junho/2000 a atual)

Sócio-proprietário trabalhando na gerência administrativa.

 

· Articulista em Esportes:

– Rede Bom Dia (Grupo Traffic),

Escrevendo blog sobre diversos assuntos atuais relativos a Esportes, Arbitragem e Bastidores (http:// http://www.redebomdia.com.br/blog/lista/109)

 

· Colunista de Arbitragem:

– Site ‘Voz do Apito’ (http://www.vozdoapito.com.br/coluna_porcari.php)

 

· Consultor em Futebol:

– Autônomo,

Desenvolvendo atividades, palestras e orientações sobre arbitragem, futebol, e administração esportiva.

 

· Blogueiro:

– Autônomo, com 2 blogs próprios:

Escrevendo textos e artigos sobre Administração, Política, Sociedade, produzindo o ‘Blog do Professor Rafael Porcari’ (professorrafaelporcari.blog.terra.com.br),

 

Além de editor do site especializado em Regras do Jogo de Futebol “Pergunte ao Árbitro”

(pergunteaoárbitro.blog.terra.com.br)

 

 

5 – atividades profissionais anteriores

 

· Árbitro de Futebol Profissional:

– Federação Paulista de Futebol (FPF),

Entidade Mantenedora do Futebol Paulista. (de Agosto/1996 a Maio/2010)

Tendo atuado na prestação de serviços como árbitro de futebol nos campeonatos profissionais da 1ª e 2ª  divisões, nas funções de Árbitro Principal e Quarto Árbitro.

 

· Professor de Ensino em Pós-Graduação Lato Sensu:

– Universidade Paulista (Unip),

Instituição de Ensino Superior. (2004)

Lecionando em Curso de Especialização em Gestão e Marketing Esportivo, nas disciplinas História Sócio-Cultural do Futebol e Reflexões Sócio-Mercadológicas do Esporte.

 

· Professor de Ensino Superior:

– Centro Universitário Nove de Julho (Uninove),

Instituição de Ensino Superior. (de Março/1999 a Janeiro/2004)

Lecionando disciplinas na área de Adm (TGA I e II, Introdução à Administração) para as Graduações em Adm Geral, Comércio Exterior, Marketing, RH e Análise de Sistemas, nos campi Vila Maria e Memorial da América Latina.

 

· Professor de Ensino Médio:

– Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau José Polli,

Instituição Pública de Ensino. (1998)

Lecionando como Professor de Ensino Médio nas disciplinas História e Geografia.

 

· Estagiário em Mercadologia:

– Caixa Econômica Federal,

Estatal Atuante no Setor Financeiro. (estágio de Agosto/96 a Janeiro/97).

 

· Estagiário em Logística:

– Akzo Nobel Ltda – Divisão Química,

Indústria de Produtos Químicos. (estágio de Novembro/95 a Julho/96).

 

· Comerciante:

– Nelson Porcari & Cia Ltda,

Comércio de Materiais para Construção. (de Agosto/88 a Outubro/95).

Empresa Familiar, trabalhando em diversas atividades.

 

6- outras atividades

 

· Leigo Voluntário:

– Paróquia São João Bosco,

Igreja Católica Apostólica Romana, Diocese de Jundiaí (de 1997 a 2006).

Trabalhando como leigo-voluntário na Coordenação dos grupos de catequese sacramental do Crisma para adolescentes, e na formação e desenvolvimento de grupos comunitários de jovens e retiros espirituais.

7 – outros cursos e participações

 

· Aluno Especial:

– Doutorado em Administração,

disciplina: Consultoria Empresarial – (FEA) – USP (2004).

– Doutorado em História Social,

disciplina: História Sociocultural do Futebol: Imposição Lúdica, Composições e Significações –  (FFLCH) – USP (2003).

· Administração Esportiva:

            – 1º Fórum do Futebol – FGV (GV Consulting) / Clube dos 13 / FPF (2003).

– Seminário “O Negócio Futebol” – Gazeta Mercantil (2000).

– Extensão em Administração Esportiva – ACEESP (1998).

– 1º Simpósio Internacional de Marketing Esportivo no Brasil – São Paulo (1997).

· Responsabilidade Social:      

            – XIX Encontro Terceiro Setor: Responsabilidade Social Corporativa – CIEE (2003).

– Seminário Nac. Antidrogas nas Escolas Superiores – SENAD/CIEE/GREA-USP/UNINOVE (2002).

– Seminário Resp Social – 3º setor, “A Construção de uma Nova Cultura” –  ABRH (2001).

· Qualidade:                      

– Seminário Sistema da Qualidade Total e ISO 9000 – Akzo Nobel (1996).

· Religião:              

– Doutrina Social da Igreja – Esc Cat Bispo Dom Gabriel P B Couto – Diocese de Jundiaí (2003 /2005).

– Curso de Teologia – Esc Cat Bispo Dom Gabriel P B Couto –  Diocese de Jundiaí (1998/1999).

· Arbitragem de Futebol:         

            – Curso de Formação de Novos Árbitros – EBF, Confederação Brasileira de Futebol (2006).

– Pré-temporada dos Árbitros de Futebol da 1ª Divisão (X, XI e XII edições) – FPF (2004, 2005, 2006).

– I Congresso Internacional dos Árbitros de Futebol – SAFESP (2006).

– Curso de Arbitragem Oficial de Futebol – EAFI, Federação Paulista de Futebol (1997).

– Curso de Arbitragem Amadora de Futebol – Liga Campineira de Futebol (1996).

· Saúde:                  

– Curso de Socorrista Internacional para RCV – Instituto do Coração (2005)

– Seminário Ressuscitação Cardiovascular e Primeiros Socorros – InCor/FPF/Rotary Clube (2004).

· Línguas:               

– Italiano: Curso de Cultura e Língua Italiana – Circolo Italiano di Jundiaí – São Paolo (1998/1999/2001)

– Inglês: Curso de Língua Inglesa – Angloschool Professional’s (1994)

 

8 – homenagens acadêmicas

 

– Professor Homenageado da Turma de Administração de Empresas 2007-2010 (1º Semestre) da UniSant’Anna – Salto (2011)

 

– Professor Paraninfo da Turma de Adm. de Empresas, Administração e Marketing e Análise de Sistemas 2005-2008 da turma de Administração 2006-2009 UniSant’Anna – Salto (2009 e 2010)

 

– Professor Homenageado da Turma de Administração de Empresas 2005-2008 (1º Semestre) da UniSant’Anna – Salto (2008)

 

– Professor Homenageado da Turma de Administração Geral e Marketing 2004-2007 (2º Semestre) da UniSant’Anna – Salto (2008)

– Por mais de 1 bilhão, Kroton compra Unipar

O grupo Kroton, dono de importantes instituições de ensino como a Faculdade Pitágoras, se torna o segundo maior no ramo educacional, ao comprar a Universidade do Norte do Paraná.

Agora, a Anhanguera (SP) é a número 1 do Brasil, com 281 mil alunos, seguida pelo Kroton (MG) com 264 mil e pela Estácio de Sá (RJ), com 247 mil.

Cá entre nós: a cifra de R$ 1.300.000.000,00 é impressionante, não? Negócio assustador, de quem realmente tem ‘bala na agulha’!

NEGÓCIO BATE RECORDE NO SETOR DE EDUCAÇÃO

Empresa mineira investe R$ 1,3 bilhão em busca da liderança do emergente mercado de turmas à distância. Kroton e Unopar terão receita de R$ 1,1 bi e 2º lugar do ensino superior privado, atrás da rival Anhanguera

Por Toni Sciarreta

O ensino superior privado brasileiro teve ontem a conclusão do maior negócio já feito no país.

A mineira Kroton Educacional fechou a compra da Unopar, instituição do norte do Paraná focada no ensino superior à distância, por R$ 1,3 bilhão -cifra que impressionou analistas e bancos de investimento, que viram as fusões e aquisições minguarem no segundo semestre por causa da crise global.

É o segundo meganegócio em menos de três meses do ensino privado brasileiro, setor visto como imune a crises potenciais e que caminha com o aumento de renda da classe média emergente.

Em setembro, a paulista Anhanguera comprou a Uniban por R$ 510,6 milhões.

A aquisição da Unopar fará a Kroton somar mais 162 mil alunos (145 mil de ensino superior à distância e o restante presencial) aos atuais 102 mil. Fica atrás em total de estudantes do ensino superior só da rival Anhanguera, que tem cerca de 281,7 mil alunos. A fluminense Estácio de Sá é a terceira no ranking, com 248 mil estudantes.

O ensino à distância é uma “mina” de geração de caixa, segundo Rodrigo Galindo, presidente da Kroton.

“A principal característica desse negócio é a forte geração de caixa e de elevado crescimento. O ensino à distância cresce mais rápido do que o presencial no Brasil”, disse Galindo, para explicar a aquisição aos analistas.

Neste ano, somente os 145 mil alunos de educação à distância deram uma receita estimada em R$ 416 milhões à Unopar. Somados ao faturamento de R$ 699 milhões da própria Kroton, a nova empresa terá receitas combinadas de R$ 1,1 bilhão.

A Unopar é a maior instituição de ensino à distância no país, à frente da Anhanguera, que tem 83 mil alunos nessa modalidade.

O trabalho é desenvolvido a partir de 469 polos de ensino à distância, verdadeiros centros de tecnologia, em 422 municípios do país.

Todos têm o aval do Ministério da Educação.

Além do ensino à distância, a Unopar tem 16 mil alunos de graduação e pós presencial nos campi de Londrina, Arapongas e Bandeirantes, no norte do Paraná.

CONSOLIDAÇÃO

A aquisição foi costurada pelo Itaú BBA, maior banco de investimento no ramo de fusões, e será feita por meio da editora da Kroton.

Do total de R$ 1,3 bilhão, 80% serão pagos em três parcelas -R$ 650 milhões à vista, R$ 260 milhões em março de 2012 e os R$ 130 milhões restantes em um ano- e 20% em papéis da Kroton, que ontem recuaram 3,09%.

Para a rival Anhanguera, a consolidação da educação privada está só começando e terá novas operações.

“O mercado educacional brasileiro ainda está em processo de consolidação e são positivas essas movimentações, que demonstram a confiança do investidor na alta atratividade e na geração de valor”, disse, em nota.

– O Maomé do Apito e os Clubes da Montanha

Aquele dito árabe antigo sobre ‘Maomé e a Montanha’ é perfeito para uma discussão interessante sobre a conduta dos clubes e das comissões de arbitragem.

Muitas vezes, os clubes reclamam de critérios de arbitragem. Mas quantas agremiações têm em seus quadros Instrutores de Arbitragem ou Professores de Regra de Futebol na sua Comissão Técnica? Alguns, diz o folclore, têm até Pai-de-Santo oficial, mas acham caro ter algum profissional que ensine o jogador a evitar uma expulsão ou suspensão por cartões.

Ouço o seguinte: no Mundial de Clubes da FIFA, a Comissão de Arbitragem da FIFA chamou as equipes para ‘aula de regras’, mostrando lances a serem evitados e revelando critérios do torneio.

Por que aqui não se deixa a vaidade de lado, e faz-se o mesmo nos campeonatos regionais? Espera-se o clube pedir uma palestra para a Comissão de Arbitragem ir visitá-lo, ao invés das próprias Comissões obrigatoriamente visitarem os clubes. E olha que o torneio FIFA é muito mais importante para os clubes (logo, acredita-se que os times estariam mais atentos com critérios de arbitragem, e a Comissão de Árbitros FIFA não deveria se dar ao trabalho de ir ao encontro deles) do que com os estaduais.

Custa muito os instrutores de árbitros irem até as agremiações, orientando-as, durante as pré-temporadas? Dúvidas seriam esclarecidas, o árbitro seria poupado de “jogadores desavisados” e o número de cartões e jogadas de unfair play diminuiriam.

E você, o que acha disso? As Federações Estaduais deveriam dar palestras aos seus clubes filiados sobre critérios da arbitragem antes dos jogos? Deixe seu comentário:

– Universidade do Hambúrguer é cada vez mais Sucesso!

As universidades corporativas fazem sucesso em muitos lugares. A iniciativa da Rede McDonald’s com a Universidade do Hambúrguer tem sido interessante e, em destaque, se destacam os campi de Brasil e China.

Você sabia que é 3 vezes mais difícil entrar para a Universidade do McDonald’s brasileira do que no curso de Medicina da USP?

Extraído da Revista Superinteressante, Maio /2011, pg 26.

A UNIVERSIDADE DO HAMBÚRGUER

McDonald’s abre sua própria escola na China – e detona corrida às vagas

USP? PUC? Unicamp? Que tal um diploma… (continua em: http://is.gd/uIRCnd)

– Estudantes que Cursam o que Gostam são Minoria em SP

A Veja SP desta semana traz uma pesquisa interessante sobre os estudantes paulistanos:

28% dos estudantes escolheram uma faculdade por desempenhar a atividade profissional e/ou exigência profissional (não é a escolha que gostariam)

36% dos estudantes, depois de graduados trabalham na área que gostam.

Especificamente, a percentagem dos estudantes que escolhem estudar no que gostam é:

Administração: 18%

Artes: 11%

Comunicação: 10%

Direito: 9%

Engenharia: 9%

Abaixo, a matéria:

ESCOLHA SEM FUTURO

(…) Um levantamento mostra que 72% dos candidatos paulistanos escolhem o curso de nível superior motivados por aspectos pessoais e só metade deles segue carreira na mesma área após a formatura. Os outros 28% (continua em… Http://veja.io/educ)

– Sustentar ou Cortar?

Sabe aquela situação em que alguns clientes (já manjados) estão dando calote?

O coitado do comerciante, que tem quem manter as contas em dia, fica com o dilema: “Se sustentar a venda, fica ainda mais sem capital de giro; se cortar o cliente, corre o risco de não receber, pois, afinal, ele buscará crédito em outra praça para suprir a necessidade”.

E aí vem as desculpas habituais: “O meu cliente não pagou, aconteceu um problema no banco, esqueci…

Às vezes, é como aluno que falta com regularidade para gandaiar: mata a mesma tia 3 vezes no semestre, diz que teve problemas no trabalho… rsrsrs

Professores que lêem o blog sabem do que estou falando… Enquanto isso, o bom aluno abre o jogo: meu problema foi X ou Y.

Ossos do ofício… no comércio e na docência!

– As Melhores Universidades do Brasil e as Notas do IGC das Instituições de Ensino Superior

UFSCar, Federal de Viçosa e Unicamp – eis as 3 melhores universidades brasileiras, segundo o IGC divulgado hoje.

O Índice Geral de Cursos avalia: ENADE, Desempenho dos Professores e Estrutura. As notas variam de 1 (pior) até 5 (maior).

A relação completa pode ser acessada em: http://media.folha.uol.com.br/saber/2011/11/17/igc_2011.pdf (Extraído do suplemento SABER, da FSP).

Curiosidade: Faculdade Anchieta de Jundiaí, Uninove, Faculdade Sant’anna de Salto, CEUNSP, entre algumas às quais mantive ou mantenho relacionamento, levaram nota 3.

Entretanto, a quantidade de notas 1 e 2 é assustadora… Uma pena.

E aí, após consultar a lista no link acima, diga: surpreendeu-se com alguma nota? Deixe seu comentário:

– A Professora e o trabalho de Pedofilia

Surreal a professora paulista que pediu à aluna adolescente para entrar num chat e procurar um pedófilo para trabalho escolar.

Mesmo tendo boa intenção, a metodologia dela é perigosíssima… daqui a pouco vamos ver docente pedindo para aluno ir à boca de fumo, seguindo a mesma lógica.

A colega deu uma bobeada daquelas…

Para quem não viu a polêmica, abaixo, extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,professora-propos-encontro-de-aluna-com-pedofilo-afirma-mae-,798689,0.htm

PROFESSORA PROPÔS ENCONTRO DE ALUNA COM PEDÓFILO

Por José Maria Tomazela

Uma professora de português da Escola Estadual Professora Maria Ramos, de São Carlos, a 255 km da capital, pediu a uma aluna de 12 anos que marcasse um encontro com um pedófilo pela internet como tarefa. Em nota, a Secretaria Estadual da Educação informou que determinou o afastamento da professora e a investigação do caso.

De acordo com a mãe da menina, a professora escreveu um bilhete dirigido aos pais, informando sobre a tarefa. No texto, ela explica ter pedido à menina que entrasse numa sala de bate-papo com nome fictício, citando a idade real, para “analisar as propostas que receberia”. A docente teria justificado que o objetivo seria mostrar os riscos da internet.

Ela pediu aos pais que monitorassem as conversas online da menina. O bilhete pede a ajuda dos pais “para avaliar e vigiar essa conversa, já que meu único objetivo é mostrar a eles o risco desse tipo de conversa”.

No bilhete, a professora também solicitou que as conversas fossem impressas e anexadas no trabalho. Ela ainda afirma: “Qualquer questionamento, podem me procurar na escola”.

O caso foi levado ao Conselho Tutelar da cidade, na sexta-feira, pela mãe da menina, que viu o bilhete da professora no caderno e conversou com o marido, padrasto da criança. Ele foi até a escola reclamar com a direção.

De acordo com o relato da estudante, a professora separou a classe em três grupos e distribuiu trabalhos com temas diferentes. No grupo da garota, o tema era a pedofilia e, como ela revelou que tinha acesso à internet, a professora pediu que entrasse em um chat para encontrar um pedófilo.

A aluna foi incumbida de marcar um encontro com ele em frente à catedral, no centro de São Carlos. O plano da professora era levar a garota até o local para tirar foto do suposto pedófilo. A mãe disse que a filha ficou tão nervosa com a incumbência que chegou a chorar, com medo de falar com os pais sobre o pedido da professora.

Esclarecimentos. A conselheira tutelar Rosa Helena Polese informou ter enviado ofício para a Diretoria Regional de Ensino pedindo esclarecimentos sobre a conduta da professora. De acordo com a diretora regional Débora Gonzales Costa, a professora leciona na rede estadual há oito anos e nunca teve problemas com alunos.

O caso também chegou ao Ministério Público. O promotor da Vara da Infância e da Juventude, Marcelo Mizumo, ainda analisará se cabe providências. Ele disse que, em princípio, não parece ter havido prática de crime.

A professora foi procurada pela reportagem, mas um familiar informou que ela não vai falar sobre o caso com a imprensa.

– Universidade oferece Ufologia e Conscienciologia na Grade

Perdido no meu armário, leio uma edição antiga da Folha de São Paulo (Caderno Ciência A22, 30 de maio de 2010). Lá, há uma curiosa entrevista do Professor Álvaro Luiz Tranconi, Coordenador da UnB (Universidade de Brasília), sobre o Núcleo de Parapsicologia da instituição.

Na matéria, a divulgação das ciências estudadas: Ufologia, Astrologia, Energização e Conscienciologia.

O coordenador brasiliense reclama do preconceito sofrido pelo seu núcleo. Afinal, até uma feira mística com bruxos foi visitada por ele para adquirir novos conceitos.

Crenças devem ser respeitadas. Mas uma universidade pública oferecer tal programa de ensino… estudar o esoterismo e outras ciências ocultas?

A UnB não teria outra prioridade?

– O Legado dos Rebeldes da USP

Depois da invasão dos estudantes que eram contra a presença da PM no campus da USP, e que tinham a bandeira a favor da plena liberdade em fumar maconha sem ser incomodados na universidade, ficam algumas perguntas importantes:

1) A invasão da reitoria: quem vai pagar os prejuízos? O local é mantido por recursos públicos. Eu e você já estamos pagando…

2) Os estudantes se diziam democráticos. Mas se encapuzaram e muitos estamparam cartazes dizendo que queriam a liberação da maconha (afrontando com baseados de mentira no tamanho gigante, fotos estampadas pelos meios de comunicação) ali no local. No Capão Redondo não pode, mas no espaço da “elite dos estudantes” pode?

3) Alguns se declaravam comunistas. Mas, conforme a Veja desta semana, os líderes possuem carros de alto valor e usam roupas de grife. Cadê o proletariado?

4) Quantos daqueles estudantes têm emprego fixo?

5) Os estudantes rebeldes serão expulsos por tudo o que fizeram?

Os verdadeiros estudantes, aqueles de bem, certamente queriam (e querem) a PM na Cidade Universitária. O problema é engolir o discurso de que “os rebeldes são perseguidos, que é ditadura e outras bobagens desses arruaçeiros….”

– Mais Alunos nas Universidades; Menos Formandos…

Números do MEC divulgados ontem:

Alunos matriculados nas universidades do Brasil: o número aumentou em 110%. Entretanto, nas instituições privadas, apenas 45% dos alunos se formarão.

Ou seja, dos calouros do primeiro semestre, menos que a metade terminarão o curso superior. Os concluintes caem em proporção no Brasil…

Isso quer dizer o quê? Que o acesso à faculdade está mais fácil: maior número de vagas, mais instituições e processos seletivos mais frouxos. Porém, por serem alunos despreparados no ensino médio, não conseguem acompanhar a cobrança do ritmo universitário.

De fato, precisamos repensar o ensino desde o fundamental. Não há escolha.

– FFLCH (tá feia a coisa, Parece Guerrilha!), Drogas e a Palavra de Içami Tiba

Quer dizer que os manifestantes da FFLCH/USP invadiram a reitoria na madrugada e estendem faixas no prédio?

Esses caras são a mente pensante e futuro da nação?

Lutam pelo direito de fumar maconha livremente no Campus?

Não querem a PM por lá?

E o resto da USP discorda de tudo isso… quem está certo?

Ouvi o respeitadíssimo dr Içami Tiba dizer em uma recente entrevista:

São filósofos, não médicos, que defendem a legalização da maconha. Não é um problema social para sociólogos discutirem, mas um problema de saúde, reservado pela autoridade médica. E os médicos acham um absurdo legalizar a maconha.”

Falar o quê? Estou com o dr Içami Tiba! E você?

– A Incrível Falta de Professores da USP

Sobram vagas para professores de Economia na USP?

É mais ou menos isso… A redução no quadro docente e a falta de especialistas em algumas áreas tem feito a USP mudar a grade curricular para poder tocar seus cursos. 

Extraído de OESP, 08/08/2011, pg A15 

FEA-USP PERDE DOCENTES E REVÊ GRADE DE CURSO

Por Carlos Lordelo

A Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP vai enxugar a grade do curso de Economia em razão da falta de professores para lecionar matérias optativas eletivas. Das 50 disciplinas à disposição dos alunos, cerca de metade é oferecida com regularidade. Os estudantes precisam cursar entre 9 e 13 para se formar.

Departamento de Economia da FEA tem hoje 69 professores. Desses, 17 já passaram da idade de se aposentar e 3 estão licenciados. Há duas décadas, estima-se em 120 o número de docentes. À medida que o contingente foi diminuindo, algumas disciplinas praticamente deixaram de existir, pois haviam sido criadas como resultado de pesquisas de professores.

Alunos dizem que matérias como Economia Agrícola, Economia do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Economia e Responsabilidade Social não abrem turmas há pelo menos três anos.

A faculdade enfrenta dificuldades para recompor o quadro de professores, entre outros motivos, por causa do aquecimento da economia. Profissionais bem formados estão sendo disputados pelas empresas. Além disso, a FEA sofre concorrência de instituições privadas – como a Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Insper – que também atraem professores iniciantes. No ano passado, a USP não conseguiu preencher duas vagas abertas para docentes de Economia.

A reportagem tentou contato com o diretor da FEA, Reinaldo Guerreiro, mas ele está viajando. O chefe do Departamento de Economia, Denisard Alves, e a coordenadora do curso, Vera Fava, não quiseram se manifestar.

Os professores do departamento têm até o dia 2 de setembro para votar as mudanças na grade. As alterações ainda devem ser apreciadas por órgãos colegiados da FEA e da universidade. Se aprovadas, passarão a valer para os ingressantes a partir de 2013.

Duas propostas estão em jogo. A primeira, da coordenadora Vera Fava, prevê a reorganização das eletivas em 10 módulos – matérias de seis créditos-aula e dois créditos-trabalho que seriam ministradas por entre dois e quatro professores. Além das obrigatórias, o aluno cursaria cinco módulos para se formar. Hoje, duas matérias funcionam nesse esquema: Organização Industrial e Antitruste e Avaliação de Políticas Sociais. Créditos-trabalho servem para compensar o aluno pelas atividades extraclasse.

A outra sugestão veio do professor Rodrigo De Losso. A ideia é adicionar dois créditos-trabalho às obrigatórias centrais do curso (Macroeconomia, Microeconomia e Econometria), o que implicaria a redução da carga horária destinada às matérias optativas de 26% da grade para 16%. “Temos muito mais eletivas no currículo do que seria salutar, considerando o número de professores do departamento”, disse o docente ao Estadão.edu.

Pela proposta, a FEA também teria de fazer uma faxina nas optativas de Economia, sendo obrigada a oferecer 15 disciplinas todo ano. Para colar grau, o aluno precisaria pegar oito. “Queremos que nosso aluno seja um exemplo de formação em Economia.” Segundo De Losso, as mudanças vão aumentar a eficiência do departamento. “Hoje é uma confusão, porque tem um monte de disciplinas em que professores ministram aulas para 10, 12 alunos.”

DEBATE: Estudantes ouvidos pela reportagem sob a condição de anonimato fizeram ressalvas às duas propostas, mas dizem preferir a do professor De Losso. Eles acham a ideia dos módulos difícil de ser executada porque exige sintonia entre os docentes que lecionam a mesma disciplina. “Além disso, acabaria com as matérias atuais e passaríamos a ter eletivas totalmente novas”, afirmou uma aluna do 2.º ano.

Por outro lado, disse essa mesma estudante, a limpeza proposta por De Losso facilitaria a vida do aluno na hora de planejar sua formação. “Da forma como é hoje, não dá para saber quais e quando as eletivas serão oferecidas.”

Apesar de não ter feito nenhuma optativa até agora, um calouro acredita que a mudança do currículo vai afetar a “pluralidade” do curso. “A universidade deveria ser um espaço de debate. Quanto menos professores e matérias, menos espaço para a circulação de ideias.”

Outro aluno, do 3.º ano, se diz preocupado porque a faxina na grade poderia deixar de fora disciplinas que são ministradas por docentes aposentáveis, a exemplo de Economia Política Contemporânea e Metodologia da Economia. “As propostas são uma ameaça à diversidade que poderíamos ter em nossa formação. Mas a falta de professores talvez seja uma realidade a que temos de nos adaptar.”

– Os Maconheiros da USP

Calma! O título se refere à pequeníssima porção, mas barulhenta, de alunos revoltos com a Polícia Militar.

Alunos (alguns poucos) da FFCHL armaram a maior confusão, pedindo que a Polícia Militar se afastasse do campus. Com mensagens revolucionárias e imbecis, protestam pelo fato de quererem FUMAR MACONHA sem serem incomodados.

Pode?

Dias atrás, a PM foi solicitada para patrulhar a Universidade, devido a violência no local. Funcionou, a onda de crimes diminuiu. Mas essa parcela de estudantes acha que está acima do bem e do mal. A polícia prendeu estudantes que estavam com considerável quantidade de maconha. Quer dizer que portar, fumar, levar a outro e fazer apologia é permitido?

Ridículo. A lei é para todos.

Segundo pesquisa da própria instituição, mais de 60% da FEA e de outros institutos É A FAVOR DA POLÍCIA, e condenam os alunos da FFCHL.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Florzinha ou Florezinhas?

Sou ignorante mesmo!

Só hoje soube que é válido, devido ao acordo ortográfico, os seguintes plurais terminado em “R” e no diminutivo:

Florzinha: Florezinhas ou Florzinhas

Barzinho: Barezinhos ou Barzinhos.

Será que devemos nos reeducar a partir do zero? Sim, pois manter-se atualizado não está sendo suficiente…

– MEC estuda processar Jornalista que burlou o Enem

Um repórter do “Jornal do Commércio” conseguiu enviar o tema da Redação do Enem durante o horário das Provas. Seu intuito era provar a falha na segurança do esquema de aplicação das provas.

Entretanto, ao invés de punir os responsáveis pela segurança do Enem, resolveu processar o repórter!

Extraído de: http://is.gd/T5Ua7C

MEC ESTUDA PROCESSAR REPÓRTER QUE DIVULGOU TEMA DA REDAÇÃO DO ENEM.

O MEC (Ministério da Educação) estuda processar o repórter que burlou a segurança do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e enviou mensagens de celular de dentro do local de prova enquanto o exame era realizado.

Funcionário do Jornal do Commercio de Pernambuco, o repórter enviou torpedos informando ao jornal que o tema da redação era “trabalho”, numa tentativa de mostrar a falha na segurança do Enem. Segundo reportagem no site do periódico, o jornalista teria entrado na sala de aula com um celular ligado no bolso, se encaminhado ao banheiro e enviado a mensagem.
A assessoria de imprensa do ministério nega que tenha havido falha na segurança e não confirma o tema da redação. Segundo o assessor ouvido pelo R7, “falha seria se ele [o repórter] tivesse recebido o gabarito da prova, e não enviado uma mensagem com o tema da redação”.

O repórter afirma, no texto publicado pelo Jornal do Commercio, às 13h26, que não foi advertido por usar lápis durante o Enem, mas que o fiscal o orientou a guardar o relógio de pulso, que também é proibido durante a prova.

A prova teve início às 13h, e o tema só poderia se tornar público às 15h, quando os primeiros alunos poderiam ser liberados dos locais de prova.

– Um Laboratório de Administração de Empresas?

Recebo a seguinte pergunta de um ex-aluno, desistente do curso de Administração:

“Professor, por que as universidades não tem laboratórios para a graduação em Administração de Empresas?” (Henrique, via e-mail)

Caro Henrique, os laboratórios de Adm de Empresas são as próprias instituições em que você trabalha. É impossível graduar-se (em um boa faculdade, lógico), sem estar no mercado. O estágio é essa condição que você pede! Teoricamente, é lá que você pode errar e ganhar experiência pelo erro, pois você exerce a condição de aprendiz dentro da empresa. Entretanto, sabemos que na prática não é assim que funciona. O estagiário é muitas vezes cobrado como um profissional já formado. Além de que, muitas correntes educacionais defendem que o estudante deve realizar seus estudos durante a manhã; as tarefas acadêmicas ao domícilio às tardes; e o descanso merecido à noite. Mas para estes, um questionamento: e a prática da administração, onde fica?

– Feliz Dia dos Professores!

A Educação, que é tão importante para a sociedade, é pouco valorizada nesse país. Pior: um dos principais instrumentos para levá-la às pessoas – o professor – é o mais esquecido dessa cadeia educacional…

Mas não é dia de lamentação. É dia de alegria e reflexão. Feliz ‘nosso dia’ assim mesmo!

Ser Professor não é só educar: é levar a cidadania; trazer a esperança; incentivar; fazer pensar; ajudar e ter fé.

Em suma, ser professor não é ofício; é vocação! Exige disposição, prazer, amor e dedicação.

Retorno?

O retorno é garantido: mentes brilhantes que você ajudou a formar. Sim, apenas ajudou, pois o esforço verdadeiro é do aluno.

– Se não Tiver Cursos de Graduação, Lato Sensus estará proibido!

Um cerco se fecha: instituições de ensino só poderão ministrar cursos de pós-graduação se possuírem graduação. Ou seja: sem ensino superior, não pode oferecer Lato Sensus!

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/166281_POS+GRADUACAO+NA+BERLINDA

O MEC DEIXA DE RECONHECER O DIPLOMA DE ESPECIALIZAÇÃO OU MBA EM INSTITUIÇÕES QUE NÃO TÊM CURSOS DE GRADUAÇÃO

por Rachel Costa

Escolas de pós-graduação lato sensu estão às voltas com o Ministério da Educação (MEC), que decidiu não reconhecer mais a validade de seus cursos. Estão nessa lista instituições respeitadas que usam sua expertise no mercado para oferecer especializações ou MBAs, mas não possuem graduação. Por essa singularidade, o MEC lhes concedia uma autorização especial, válida apenas para a oferta dos cursos de pós. Exemplos são a Fundação Dom Cabral, em Minas Gerais, e o Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (Iep), em São Paulo. A decisão do Conselho Nacional de Educação (CNE), em vigor desde o mês passado, pôs fim ao cadastro especial para essas instituições não educacionais, que permitia o reconhecimento do diploma dessas escolas. “Não acho justo termos o credenciamento cortado por razões que não sejam de qualidade”, diz a gerente-coordenadora da pós-graduação da Fundação Dom Cabral, Silene Magalhães. 

Por hora, liminares garantem a oito, das 123 instituições vetadas, o direito de continuarem chanceladas pelo MEC. “O número crescente de liminares obtidas na Justiça é prova de que não há sustentação para essa suspensão”, argumenta Marcelo Nunes, presidente da Associação Brasileira de Instituições de Pós-Graduação. Juntas, as instituições não educacionais recebem cerca de 150 mil alunos por ano e respondem por 20% do mercado de pós-graduação lato sensu brasileiro. “Havia um número cada vez maior de pedidos e não conseguíamos mais atender à demanda”, diz Paulo Speller, presidente da Câmara de Educação Superior do CNE, para justificar a decisão pelo descredenciamento. “Um médico, por exemplo, poderia se juntar a seu sócio e pedir a autorização para oferecer um curso por meio da clínica deles.” Nem todos concordam com o argumento e há vozes divergentes dentro do próprio CNE: 18 dos 25 conselheiros do órgão votaram. Foram nove votos favoráveis ao parecer, quatro contra e cinco abstinências. “Fui contra e acho que a decisão foi tomada de modo precipitado, sem o devido debate”, avalia Paulo Barone, do CNE.
Outra alegação para o fim do cadastro especial seria a de que não é necessário um carimbo do MEC para garantir a qualidade desses cursos. “Quem tem de dizer se eles são bons é o mercado”, disse Paulo Speller. Opinião rebatida por quem atua na área. Roberto Padilha, diretor de ensino do braço educacional do Hospital Sírio-Libanês, argumenta que não adianta mudar as regras para as instituições se o contexto em que elas estão inseridas seguirá igual. “Sabemos que a qualidade do nosso curso não deixará de ser reconhecida pelo mercado, mas o aluno, quando for prestar concurso público, continuará tendo de apresentar o diploma com o carimbo do MEC”, disse. A mesma exigência é feita a quem dá aula, como Anderson Alves, 36 anos, aluno do MBA de marketing da Escola de Administração e Negócios (Esad), em Brasília. “Eu dou aula. As universidades que me contratam exigem o diploma reconhecido pelo MEC.”

– Tecnologia X Forma de Estudar!

Uma discussão bacana: até onde os métodos tradicionais de estudo funcionam? Com o advento da tecnologia, estudar pode ser algo diferente. E nesta matéria, abaixo, uma reflexão: não estaríamos próximos do ensino oral, via computadores?

Interessante, extraído de Época Negócios, Caderno inteligência, pg 66-68.

AFINAL, A DECOREBA FUNCIONA?

POR Lelivaldo Marques Filho e Robson Viturino

Há muito os educadores discutem qual seria a melhor forma de aprender: a elaboração dos conceitos ou as técnicas de memorização? Em busca de uma resposta, a edição de janeiro da revista Science indica que, no futuro, é provável que a pedagogia empreenda algumas mudanças nos métodos de aprendizado. Segundo um estudo divulgado na publicação, estudantes estimulados a ler textos, resgatar e reconstruir o conhecimento em intervalos regulares obtêm melhores resultados do que os colegas que recorrem à criação de mapas conceituais – aqueles diagramas em que os “nós” representam conceitos e as conexões entre esses “nós” simbolizam a relação entre os conceitos.

Para confrontar as duas técnicas, os pesquisadores da americana Purdue University realizaram um experimento em que 200 alunos estudaram textos de diferentes disciplinas científicas. Na primeira prova, próxima das seções de estudo, não houve diferença significativa no resultado. No entanto, uma semana depois, quando se mediu o sucesso da retenção no médio prazo, o grupo que se valeu de técnicas de resgate regular da informação colheu resultados 50% melhores do que seus colegas. As avaliações incluíam tanto perguntas literais, cuja informação estava diretamente no texto, quanto questões que requeriam interpretação.

De acordo com os autores do estudo, Jeffrey D. Karpicke e Janell R. Blunt, atualmente há uma tendência entre pedagogos no sentido de encorajar práticas baseadas no “estudo elaborado” em detrimento da velha e boa releitura. Os maiores interessados no assunto estão no mesmo barco. Karpicke e Blunt dizem que os próprios estudantes, antes que vissem o que diz a pesquisa, avaliaram que a primeira técnica seria a mais eficiente para solidificar o aprendizado.

Para os pesquisadores, a prática de resgate das informações sugere uma nova visão de como a mente funciona. “O resgate não é apenas uma leitura do conhecimento estocado na mente – o ato em si de reconstrução do conhecimento aumenta o aprendizado. Esta perspectiva da dinâmica da mente humana pode pavimentar uma via para o desenho de novas atividades educacionais”, afirmaram, no artigo que ganhou as páginas da Science.

 

Máquinas acionadas pela voz e linguagem visual irão
aposentar a palavra escrita, afirmam cientistas


Estendendo o horizonte de discussão, alguns cientistas já estão estudando como seria o aprendizado em um mundo sem textos. O futurólogo William Crossman supõe que, em 2050, a palavra escrita vai ser uma tecnologia obsoleta e, acredite se quiser, cairá em desuso como forma de armazenar conhecimento. A interação com computadores que respondem a comandos de voz e o avanço da iconografia terão chegado a tal ponto que não se ensinará mais os alunos a ler e escrever, diz ele. Todo o conhecimento e as informações do dia a dia virão desses repositórios interativos e inteligentes de informação.

Em seu livro VIVO [Voice-In/Voice-Out]: The Coming Age of Talking Computers (algo como “A nova era dos computadores que falam”), Crossman chega a descrever com detalhes como seria um dia normal na vida de uma família embebida dessa cultura oral. Desde o despertar até o final do dia, as atividades de uma mãe e seus dois filhos em idade escolar são realizadas sem nenhum contato com informação escrita.

É uma alegoria do futuro, como várias que vimos no passado. Algumas se configuram e outras não. Mas vale a pergunta: será mesmo possível aprender com profundidade sem o distanciamento e a introspecção que a leitura exige? Ou essa questão é apenas fruto de nossa tendência de nos apegar ao que já conhecemos?

– Brasil comemora a USP entre as 200 melhores. É para fazer festa?

É motivo para festejar?

Saiu mais um ranking das universidades mundiais (que parecem ter virado moda). E neste último, divulgado ontem, a USP apareceu entre as 200 melhores, na 178º posição, sendo a melhor latino-americana.

Ué, o país do futuro, da Copa de 2014, das Olimpíadas de 2016, da nova potência econômica, e de tantos outros adjetivos que se queira dar, está tão rabeirinha do que as outras e ainda achamos graça?

Amigos, se ela é a melhor da América Latina, é porque as demais do nosso continente estão péssimas. Percebam que estamos sozinhos no meio das outras 199 européias, americanas e asiáticas?

Incrível. Contentamo-nos com pouco. Parabenizo a USP, claro, pois é uma ilha de excelência em meio a tanta coisa que vemos por aí. Mas você não acha discrepante tal relação festiva se compararmos com o que há lá fora?

Fico pensando nas ‘últimas universidades em qualidade’ no Brasil. Como queremos nos chamar de potência se nosso referencial não passa pela Educação?

Triste. Simplesmente é esse o sentimento. Talvez seja por isso que aceitamos com tanta passividade a corrupção, o demando, a imoralidade, e elogiamos contraditoriamente àqueles que querem levar vantagem sobre outrem, o espertalhão, o malandro…

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– Os Novos Parceiros dos Universitários: Igrejas e ONGs

Entrar para a Faculdade é um sonho para muitos brasileiros. E para concretizá-lo, às vezes precisa-se de uma ajuda.

A Folha de São Paulo traz uma matéria interessante: estar ligado a uma ONG ou a alguma Igreja pode ser um bom passo para o ingressante. Abaixo:

Em: http://www1.folha.uol.com.br/saber/980890-faculdades-pagam-ongs-e-igrejas-para-captar-novos-alunos.shtml

FACULDADES USAM ONGS E IGREJAS PARA CAPTAR NOVOS ALUNOS

Surgiu uma nova figura no meio universitário. Associações de moradores, líderes comunitários, ONGs e igrejas agora estão sendo intermediários entre as faculdades privadas e os jovens trabalhadores de menor renda que se tornaram o principal público-alvo de algumas instituições.

De acordo com o texto, as entidades intermediárias são remuneradas de duas formas: pelos alunos –que pagam uma taxa semestral ou anual para ter o nome incluído no cadastro para bolsas de estudo– e pelas faculdades, que chegam a pagar R$ 100 por matriculado.

As faculdades justificam a contratação da rede de intermediários dizendo que isso é mais eficiente e barato do que gastar com publicidade nas mídias convencionais.

Instituições de São Paulo como Uniban –recentemente adquirida pelo grupo Anhanguera–, Universidade de Guarulhos, UniRadial –ligada ao grupo Estácio de Sá–, Faculdade Sumaré e UniSant’Anna são algumas das que aderiram à prática.

– Anhanguera compra Uniban por mais de ½ bilhão

Segundo o Estadão deste domingo (citação aqui neste link), por R$ 510 milhões, a Anhanguera Educacional comprou a Uniban, tornado-se a 2ª maior instituição do mundo. Meta: 1 milhão de alunos.

Uau! Dispensa comentários. Abaixo:

ANHANGUERA COMPRA UNIBAN POR R$ 510 MILHÕES

Com os 55 mil alunos da Uniban, a Anhanguera vai ultrapassar a marca de 400 mil alunos, tornando-se o 2º maior grupo de ensino superior do mundo

Por Karina Ninni e Renato Cruz

A Anhanguera Educacional, maior grupo privado de educação superior da América Latina, fechou na sexta-feira à noite a compra da Uniban, por R$ 510 milhões, segundo fontes de mercado. Trata-se da maior aquisição da história do setor no País. A operação deve ser comunicada ao mercado amanhã.

Com os 55 mil alunos da Uniban, a Anhanguera ultrapassa a marca de 400 mil alunos, tornando-se o segundo maior grupo de ensino superior do mundo, atrás apenas da americana Apollo Group, dona da Universidade de Phoenix. A marca de 400 mil alunos estava prevista para ser alcançada no fim de 2012.

A nova instituição terá cerca de 10 mil professores. Controlada pelo Pátria Investimentos, a Anhanguera está comprando a operação de educação da Uniban por R$ 380 milhões e mais 13 imóveis do grupo por R$ 130 milhões. A Uniban tem 13 câmpus, sendo nove em São Paulo, dois no Paraná e dois em Santa Catarina. Imóveis que pertenciam à Uniban mas não eram usados para fins educacionais não foram incluídos no negócio.

“A compra foi divulgada oficialmente no sábado somente para os diretores, coordenadores de curso e coordenadores de câmpus, mas o boato já corre na instituição há mais de um mês”, afirmou um funcionário da Uniban que não quis se identificar, acrescentando que havia um clima de apreensão entre professores e staff administrativo.

Ciclo- A compra da Uniban encerra o segundo ciclo de aquisições da Anhanguera, que reforçou seu caixa em dezembro de 2010 com uma emissão de R$ 844 milhões em ações. Nos últimos nove meses, a empresa adquiriu instituições de ensino que atendem 100 mil alunos.

O número inclui a aquisição, em abril deste ano, da Faculdade Anchieta e da Faculdade de Tecnologia Anchieta, de São Bernardo, por R$ 74,8 milhões. No ciclo anterior de aquisições, a empresa havia levado dois anos e meio para comprar instituições com 150 mil alunos.

Agora, a prioridade da Anhanguera é consolidar as operações compradas. Os câmpus da Anhanguera, com a última aquisição, passam a ter capacidade para 700 mil alunos. O grupo tem como objetivo alcançar, entre 2014 e 2015, a marca de 1 milhão de alunos, incluindo os atendidos por sistema de educação a distância.

Isso elevaria a participação da empresa no mercado de educação superior brasileiro de 8% para 15% em alunos atendidos. A compra da Uniban faz da Anhanguera líder na Grande São Paulo, com 110 mil alunos.

Mudança- A Uniban adotará os modelos acadêmicos da Anhanguera, será incorporada nos programas de ensino a distância e oferecerá aos alunos mais acesso a financiamento, segundo fontes do mercado.

Apesar de a Anhanguera estar optando pelo crescimento orgânico depois dessa aquisição, o mercado brasileiro de educação superior deve continuar a se consolidar.

O potencial de expansão do mercado é alto, por causa desse movimento de consolidação, das tecnologias de educação a distância e da expansão do crédito estudantil. Nos Estados Unidos, 80% dos alunos universitários têm acesso a crédito, enquanto no Brasil essa fatia ainda está em 5%.

– Suposto Esquema de Favorecimentos na Seleção de Mestrandos e Doutorandos?

Impressionante a máfia que ronda algumas universidades, nos cursos de pós-graduação. Em uma matéria-denúncia da Revista Época (citação abaixo), é deflagrado um esquema suspeito com muita subjetividade nas avaliações de candidatos à Mestrados e Doutorados.

Confesso que é complicado o sistema de eliminação pós-entrevistas; há argumentos que mostram a necessidade de tal; embora existam os contras-argumentos. Aqui, há a brincadeira de Q.I. como “quem indicou”, ao invés de “Quociente de Inteligência”.

Compartilho abaixo, extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI108447-15223,00.html

DOUTORES COM QI

por Ana Aranha e Marco Bahé

Nas seleções para pós-graduação, o “Quem Indicou” pode valer mais que o mérito acadêmico dos candidatos. É possível acabar com esse favoritismo?

Ninguém duvida do mérito acadêmico dos alunos aprovados nos vestibulares das melhores universidades do país. A disputa pelas vagas é tão concorrida que a aprovação exige meses de estudos e preparação exclusiva. A maior prova disso foi a comoção em torno do vazamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que pretende substituir os vestibulares como principal forma de acesso às universidades. Devido ao furto de dois cadernos de questões, o exame foi cancelado e 4 milhões de alunos esperaram dois meses para prestá-lo. Quem conseguir passar pelo filtro do Enem, entrar na universidade e se formar vai ter provavelmente de fazer um esforço diferente se quiser avançar para a pós-graduação. Em vez de virar a noite revisando o conteúdo de matérias para provas, vai ter de bajular um orientador, pedir cartas de recomendação, submeter-se a entrevistas cheias de critérios subjetivos para conseguir entrar num curso de mestrado.

Por princípio, uma seleção para a pós-graduação não pode ser como o vestibular. Exige conhecimentos específicos e capacidades de argumentação e abstração que uma prova de múltipla escolha não é capaz de captar. Por isso, cada curso de pós-graduação tem autonomia para selecionar seus alunos. O problema é que alguns abusam dessa prerrogativa e deixam a decisão na mão dos poucos profissionais que compõem a banca. Com a concentração de poder, começam os problemas. Nos últimos anos, candidatos entraram com ações na Justiça para questionar os métodos de seleção de cursos de pós-graduação das melhores universidades do país. As ações denunciam favorecimento de candidatos próximos a professores e sugerem que, em algumas das mais qualificadas bancas de seleção do país, o famoso Q.I. (“Quem Indicou”) tem um peso maior do que o potencial acadêmico na escolha dos futuros mestres e doutores.

Essa é a suspeita levantada pela candidata ao mestrado em política social na Universidade de Brasília (UnB) Arryanne Vieira Queiroz. Formada em Direito e delegada da Polícia Federal, Arryanne, em novembro, entrou com um mandado de segurança na Justiça Federal e um pedido de ação civil no Ministério Público Federal em que pede a suspensão do processo seletivo na UnB. Seu principal argumento é a falta de transparência. Quando soube que não havia sido aprovada na prova de conhecimentos específicos, Arryanne procurou saber sua nota com o objetivo de pedir a revisão de algumas questões. A UnB respondeu que as notas não seriam divulgadas. “Não faz sentido. Como posso recorrer sem saber se tirei 5 ou 0?”, diz Arryanne. “Não tinha elementos para argumentar. Fiz um recurso no escuro.”

O recurso apresentado por Arryanne foi recusado. Ao final do processo, ela teve outra surpresa. Descobriu que um dos dez candidatos aprovados é genro da coordenadora do programa de pós-graduação, Potyara Pereira. Com essa informação, ela decidiu entrar na Justiça. “Ele pode ter conquistado essa vaga por mérito próprio. Mas, como o processo é obscuro, fica a suspeita. Além de não ter direito a defesa, os candidatos não podem fiscalizar seus concorrentes.” A coordenadora da banca da seleção, Marlene Teixeira Rodrigues, diz que a professora Potyara Pereira não participou da escolha dos alunos para o mestrado em política social da UnB devido a sua relação de parentesco com um dos candidatos. “A professora Potyara pediu para ser mantida distante do processo”, diz Marlene Rodrigues. Ela afirma também que a divulgação das notas só é feita ao final do processo de seleção por causa de uma regra estabelecida no edital do concurso.

Não é a primeira vez que a UnB sofre acusações de favorecimento na seleção para a pós-graduação. Em 2005, o MPF moveu diversas ações contra a universidade devido à falta de clareza e objetivo nos critérios de escolha dos alunos de mestrado e doutorado. Segundo o procurador da República Carlos Henrique Martins, uma das denúncias foi motivada por uma pergunta feita pela banca do mestrado para antropologia. “Um professor queria saber como o candidato iria se manter financeiramente ao longo do curso. É um critério que não tem relação com o mérito acadêmico”, diz Martins.

Em 2005, a UnB firmou um acordo com o MPF e se comprometeu a mudar seus procedimentos. A promessa, aparentemente, foi esquecida. No edital para o mestrado em antropologia, ainda consta a exigência de uma “declaração de tempo e meios financeiros de que (o candidato) dispõe para cursar o mestrado”. José Pimenta, coordenador da pós-graduação do curso, diz que “ninguém vai deixar de entrar devido às condições financeiras”. Por que, então, a seleção ainda faz a pergunta? “Só para ter mais elementos sobre os candidatos”, afirma Pimenta.

Além da UnB, a pós-graduação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) também foi alvo de ações do MPF. Muitos dos processos de seleção da UFPE não tornavam públicos os critérios que seriam levados em conta pelas bancas. Entre os alunos da universidade, são muitos os relatos de favorecimento acobertados pela falta de transparência. Todos os depoimentos colhidos por ÉPOCA foram feitos sob a condição de anonimato. Os alunos têm medo de sofrer perseguição. A principal queixa é que seria preciso se aproximar de professores influentes para conseguir uma vaga. Segundo alunos do Departamento de Geografia, a pós-graduação seria “dominada” por grupos de professores que decidem, sem prestar contas, quem entra e quem sai. “Eu tive de passar um ano como aluna ouvinte até que um professor me ‘adotasse’. Eles só querem orientar quem já conhecem”, diz uma mestranda. “Se você vier de faculdade privada, então, há muito preconceito. Não é raro alunos tentarem mestrado em outros Estados, pois aqui há famílias dominando o departamento.” Segundo um candidato ao mestrado em Direito, mesmo com nota 8 na prova específica e 9 na de língua estrangeira, ele foi eliminado da disputa depois de dez minutos de entrevista. “Outros candidatos com pontuação muito inferior a minha nas fases anteriores foram aprovados”, diz.

Depois da ação movida pelo MPF, a UFPE elaborou parâmetros para todos os cursos. Passou também a exigir a publicação dos critérios em espaços de acesso público – como a internet. Entre as principais mudanças está o fim da exigência das cartas de recomendação. As cartas davam margem para que alguns candidatos fossem beneficiados só por causa do prestígio de quem os recomendava. As entrevistas também perderam peso. Elas não podem mais classificar nem eliminar candidatos.

Segundo o diretor de Pós-Graduação da UFPE, Fernando Machado, os problemas já tinham sido detectados antes da ação do MPF. “A ação serviu para acelerar um processo que acontecia lentamente”, afirma. “Cerca de 80% do editais lançados neste semestre já seguem os novos parâmetros.” Muitos professores da UFPE criticaram, porém, as mudanças nos processos de seleção. Eles argumentam que o acordo com o MPF feriu a autonomia universitária.

“Sendo uma universidade pública, a UFPE é obrigada a seguir os princípios da impessoalidade, legalidade e publicidade. Assim como o mérito como critério de acesso ao ensino superior”, afirma o procurador da República Antonio Carlos Barreto Campelo.

As medidas tomadas pelo MPF para tornar mais transparentes os processos de seleção para a pós-graduação são importantes para tornar o sistema menos suscetível a injustiças. Mas nem elas são capazes de eliminar totalmente a subjetividade na escolha dos candidatos. “Temos parâmetros claros, mas alguma margem de subjetividade sempre fica”, diz Romualdo Portela de Oliveira, coordenador da pós- -graduação em educação da Universidade de São Paulo (USP). A principal brecha para a subjetividade se abre quando o número de aprovados excede o número de vagas. Como há um número limitado de vagas por orientador, e os candidatos apontam seus orientadores no início do processo, a seleção final pode ficar a cargo do professor que está com excesso de alunos. Nesse caso, um candidato aprovado, com condições de cursar a pós-graduação, pode ficar de fora da seleção só porque o orientador preferiu trabalhar com outros alunos – talvez por uma relação anterior. “É uma discussão controversa”, afirma Portela. “Eticamente, é razoável que orientador e orientado não discutam antes, já que aí se estabelece uma relação privilegiada. Mas também é natural que alguns sejam próximos, devido aos projetos de iniciação científica na graduação.”

O uso da entrevista como um dos critérios de seleção também costuma gerar controvérsias. Há relatos de que concorrentes recebem tratamento desigual. Uma candidata a mestrado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), que pede que seu nome e curso não sejam identificados, diz que foi prejudicada pelo entrevistador. Em 2006, depois de passar na prova de inglês e na de conhecimentos específicos, ela chegou à entrevista em décimo lugar numa seleção em que havia 20 vagas. “A entrevista começou, e percebi que o entrevistador estava empenhado em prejudicar meu discurso. Ele era agressivo e intimidador, interrompia minha fala para dizer: ‘Não é isso que eu quero saber’.” Segundo ela, havia outros professores na banca, mas só ele falou. “Foi um comportamento acintoso. Ficou claro que ele queria me prejudicar.” Depois da entrevista, a aluna caiu para a 21ª posição e ficou de fora da seleção.

Para tentar evitar favorecimento ou perseguição, a recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE) é que a entrevista não seja eliminatória e sirva apenas para somar pontos na classificação dos concorrentes. Mesmo assim, ela continuaria sendo estratégica, pois a distribuição de bolsas entre os aprovados costuma ser de acordo com a classificação. “O processo deve ter critérios claros e oferecer condições de igualdade”, afirma Paulo Barone, presidente da Câmara de Ensino Superior do CNE. “Mas não dá para exigir objetividade total. Avaliação de mérito é sempre difícil de medir.”

Como a objetividade total é impossível, a Justiça costuma dar razão às universidades nos processos movidos pelos alunos contrariados. Apenas os casos mais gritantes chegam ao CNE, que pode fazer recomendações aos cursos sobre os critérios de seleção. Há alguns anos, algumas universidades federais exigiam que o candidato ao curso de pós-graduação apresentasse uma empresa patrocinadora de seu projeto para conseguir uma vaga no mestrado profissional. Trata-se de uma modalidade de mestrado que está crescendo no país, na qual os alunos desenvolvem projetos voltados para o mercado. Segundo Barone, a exigência de uma “empresa madrinha” fere o princípio de igualdade de condições de acesso. Por esse motivo, as universidades começaram a perder ações na Justiça, e o CNE passou a desaconselhar esse tipo de critério de seleção.

Não há hoje no Brasil um órgão regulador dos processos de seleção da pós-graduação. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão ligado ao Ministério da Educação, faz o controle da qualidade dos cursos. Mas não dá diretrizes para a seleção nem avalia os processos. “Esses questionamentos só estão acontecendo porque a demanda pela pós teve crescimento chinês”, afirma Jorge Guimarães, presidente da Capes. Ele tem razão. Na última década, as matrículas no mestrado e doutorado dobraram. O aumento da procura é reflexo da crescente escolarização da população e da demanda por mão de obra qualificada do mercado. Com mais gente competindo pelas vagas, porém, as universidades estão diante do desafio de aumentar a transparência da seleção para a pós-graduação para acabar com os feudos acadêmicos em um país que pede mais mérito e qualificação.

– Fazer Faculdade? Aumento em 150% do Salário!

A OCDE (Organização para o Comércio e Desenvolvimento Econômico) divulga um estudo que mostra que, no Brasil, quem faz faculdade tem salário maior em 156% dos que não estudaram. É a maior diferença num universo de 30 países estudados.

Algumas considerações para um importante debate:

1) É claro que fazer um curso superior é necessário. Porém, já estamos no patamar onde o diferencial não é mais “ter faculdade”, mas sim a pós-graduação. Qualquer Lato Sensus ou MBA pode alavancar a carreira do profissional. Faculdade deve ser encarada como início, e não destino final dos estudantes.

2) Tais números são de um Brasil generalizado. Em núcleos mais desenvolvidos, como SP-Capital, SP-Interior, RJ, os números provavelmente devem ser diferentes dos de regiões mais remotas do país. Ter curso superior em grande metrópole é diferente do que em zona retirada.

3) Dependendo da atuação profissional, os valores podem modificar sensivelmente. Áreas do conhecimento que geram mais oportunidade de trabalho obviamente tem diferenças das áreas onde não há oferta.

E você, quer comentar sobre isso? Sente essa diferença no seu ambiente de trabalho? Deixe seu comentário:

FAZER FACULDADE NO BRASIL PODE AUMENTAR O SALÁRIO EM 150%

Por Pedro Peduzzi, Agência Brasil

Investir em uma formação de ensino superior resulta em ganhos futuros. A conclusão faz parte de relatório divulgado hoje (13) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo o documento, no Brasil, ter curso superior resulta em um aumento de 156% nos rendimentos. É o mais alto índice entre todos os 30 países pesquisados.

O estudo aponta que, nos países analisados, em média, um indivíduo que concluiu a educação superior recebe pelo menos 50% a mais do que uma pessoa com ensino médio concluído.

De acordo com a OCDE, no Brasil, 68,2% dos indivíduos que completaram a universidade ou um programa avançado de pesquisa ganham duas vezes mais que a média de um trabalhador. O estudo aponta, ainda, que 30,1% dos brasileiros entre 15 e 19 anos não estão estudando e que, desses, 16,1% estão empregados, 4,3% estão desempregados e 9,7% não estão na força de trabalho.

A população brasileira de 15 a 29 anos e com mais estudo é a que tem menor probabilidade de estar desempregada. Entre a população dessa faixa etária que está fora do sistema educacional, 6,2% dos graduados da educação superior estão desempregados. Na mesma situação, estão 10,2% dos jovens que concluíram o ensino médio e 5,58% dos que não concluíram esse nível de ensino.

A falta de qualificação de nível médio é, de acordo com o estudo, “um sério impedimento para encontrar emprego”. Jovens que não concluem o ensino médio e que não estão estudando estão 21 pontos percentuais menos propensos a encontrar um emprego.

A OCDE avalia que há um “alto nível de vulnerabilidade” na educação brasileira, principalmente entre os estudantes com 15 anos de idade. Cerca de 50% deles apresenta baixa pontuação em leitura. Entre os países que participaram do estudo, a média é 19%.

Além disso, o risco de obter essa pontuação baixa é uma vez e meia maior para estudantes com desvantagem de origem socioeconômica; 1,3 para os meninos em relação às meninas; e 1,3 para estudantes cujos pais têm baixo nível de escolaridade.

O relatório aponta também que, entre 2000 e 2008, o Brasil foi o país que mais aumentou os gastos por aluno da educação primária até o segundo ciclo da educação secundária (ensino médio), equivalente a uma elevação de 121%.

“O mundo reconhece que o Brasil fez, na última década, o maior esforço de investimento na educação básica entre todos os países avaliados [pela OCDE]”, comemorou o ministro da Educação, Fernando Haddad, após participar da abertura de um congresso internacional sobre educação, ocasião em que comentou o relatório.

No entanto, a OCDE disse também que o total do produto nacional investido pelo Brasil em educação continua abaixo da meta da organização. No Brasil, o percentual do Produto Interno Bruto (PIB) destinado à educação cresceu 1,8 ponto percentual, passando de 3,5%, em 2000, para 5,3%, em 2008. A média da OCDE ficou em 5,9% em 2008. Para Haddad, se o país mantiver “o passo dos investimentos”, conseguirá alcançar o percentual dos países ricos.

– Reforma Ortográfica virará “Revolta Ortográfica”?

O acordo da língua portuguesa, que visava uniformizar a língua nos países que falam o idioma da nossa Pátria-mãe, vingou em partes.

No Brasil, ainda é permitido usar as duas formas – o português que usávamos e as novas regras ortográficas.

Mas se você não consegue aceitar que ‘ideia’ está tão correto quanto ‘idéia’ e que ‘vôo’ será substituído por ‘voo’, uma luz: 2012 é o ano para o Governo terminar a transição, e isso não quer dizer que a terminará!

Portugal está com outro prazo: 2012 será para os órgãos públicos, e a população terá até 2015 para se acostumar. Angola vai votar o aceite em 2013. Guiné Bissau vai além: 2015 será o prazo para aceitar ou não as mudanças. Moçambique nem criou a lei ainda!

Estaríamos naufragando no acordo ortográfico?

E você, o que acha das mudanças na Língua Portuguesa? Deixe seu comentário:

– Como Melhorar o Ensino?

Uma matéria bacana sobre como buscar a melhora na qualidade de ensino: identificação dos bons professores e o desafio de cumprir o planejamento didático/ calendário. Fruta da pesquisa que pode ser acompanhada no site: www.paramelhoraroaprendizado.org.br

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI254236-16376,00.html

OS CAMINHOS PARA MELHORAR O ENSINO

Por Ricardo Paes de Barros

Uma escola com bons professores e onde o calendário escolar é efetivamente cumprido faz enorme diferença no aprendizado dos alunos. Esta é uma das principais mensagens contidas em quase 200 dos melhores estudos científicos, nacionais e internacionais, recentemente analisados e organizados pelo Instituto Ayrton Senna em parceria com o movimento Todos pela Educação. Ao todo, 25 atributos dos sistemas educacionais, escolas e professores foram considerados, cobrindo cinco áreas: recursos da escola, plano e práticas pedagógicas, gestão da escola, gestão da rede de ensino e condições das famílias.

Esses estudos comprovam que a qualidade da escola e, em particular, do professor importa, e muito, para o aprendizado do aluno. Por exemplo, a diferença entre o aprendizado de um aluno que tem aula com os melhores professores e o de outro que tem aula com os piores corresponde a 68% do aprendizado típico em um ano letivo (ver gráfico). Infelizmente, no entanto, nem a qualidade da escola nem a do professor podem ser inferidas a partir de características básicas comumente observadas. Uma boa escola não é necessariamente aquela com boa infraestrutura, nem um bom professor é necessariamente aquele com pós-graduação. Os atributos de uma boa escola e de um bom professor são muito mais sutis. Identificá-los representa um desafio permanente para pais e gestores escolares.

Um corolário da importância da escola e do professor é a relevância da presença do aluno e do professor em sala de aula, da duração do calendário escolar e do tamanho da turma. Afinal, que eficácia poderia ter uma boa escola fechada, ou um bom professor que não dá aula, ou que tenha que dar aula para uma turma muito grande? Que eficácia poderia ter uma boa escola com bons professores e turmas pequenas, se os alunos não frequentam as aulas? A evidência é irrefutável: sempre que a escola e os professores são bons, quanto maior a interação entre docentes e alunos maior o aprendizado.

Vale ressaltar que destes estudos não emerge um padrão único para a ação que independa do contexto e da forma de implantação. Os caminhos a ser trilhados podem ser diversos e precisam ser adequados à realidade de cada escola e sistema educacional.

A identificação dos determinantes do aprendizado é uma área de pesquisa científica extremamente ativa. O esforço atual deve ser entendido apenas como o início de um longo processo que pretende acompanhar sistematicamente as novas descobertas na medida em que forem se revelando.

Para conhecer detalhes da pesquisa, acesse o site www.paramelhoraroaprendizado.org.br.

Ricardo Paes de Barros, especialista em políticas sociais e subsecretário da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República

– Revolta Ortográfica à Vista?

 

O acordo da língua portuguesa, que visava uniformizar a língua nos países que falam o idioma da nossa Pátria-mãe, vingou em partes.

 

No Brasil, ainda é permitido usar as duas formas – o português que usávamos e as novas regras ortográficas.

 

Mas se você não consegue aceitar que ‘ideia’ está tão correto quanto ‘idéia’ e que ‘vôo’ será substituído por ‘voo’, uma luz: 2012 é o ano para o Governo terminar a transição, e isso não quer dizer que a terminará!

 

Portugal está com outro prazo: 2012 será para os órgãos públicos, e a população terá até 2015 para se acostumar. Angola vai votar o aceite em 2013. Guiné Bissau vai além: 2015 será o prazo para aceitar ou não as mudanças. Moçambique nem criou a lei ainda!

 

Estaríamos naufragando no acordo ortográfico?

 

E você, o que acha das mudanças na Língua Portuguesa? Deixe seu comentário:

 

– Vereador ofende Professores de Inúteis!

 

Dario Bueno, DEM-Jacareí/SP. Um nome interessante!

 

Prezados eleitores e professores; nas próximas Eleições, lembrem-se desse vereador que escreveu no Facebook uma bobagem e confirmou que foi ele mesmo: “Professores são inúteis e não gostam de dar aula (…) o fracasso na Educação está na falta de vontade dos professores”.

 

Quanto ganha um vereador e quanto ganha um professor?

 

Quantas horas semanais trabalha um vereador e quantas trabalha um professor?

 

Quantos assessores tem um vereador e quantos tem um professor?

 

Em tempo: o nobre parlamentar Dario Bueno é conhecido como “Daniel Burro”.

 

Gostaria do seu comentário: o que acha disso?

 

Extraído de: Terra Educação

 

PROFESSORES SÃO INÚTEIS E NÃO GOSTAM DE DAR AULA

 

Um vereador de Jacareí (SP) causou polêmica na cidade ao escrever uma mensagem no Facebook criticando os professores. Dario Bueno (DEM), conhecido por Dario Burro, afirmou que os professores são inúteis e que não gostam de dar aula. Em entrevista ao Terra nesta quarta-feira, o parlamentar confirmou as críticas e disse que “o fracasso da educação está na falta de vontade dos professores”.

As declarações causaram indignação entre os educadores da cidade. Segundo o diretor estadual do sindicato dos professores, Roberto Mendes, a categoria está revoltada com a posição do parlamentar, que, ao invés de trabalhar para recuperar a educação, faz o contrário. “Ele nega a importância da escola, diz que ela não cumpre o seu papel”, afirma. O sindicato deve entrar com uma representação na comissão de ética da Câmara de Vereadores e com uma ação por injúria.

Dario não teme um processo e afirma que a atitude do sindicato é “repressora”. “Você não pode expressar sua opinião? Eles não aceitam o que eu digo porque eu coloquei o dedo na ferida”, afirma. De acordo com o vereador, a culpa pelo elevado número de analfabetos que ainda existe no País é dos educadores. “Eles deveriam parar de reclamar e trabalhar. Falam do salário, criticam os governantes, dizem que o problema são as famílias desestruturadas, mas na verdade usam isso como motivo para não dar aula”.

O político, que não chegou a concluir a graduação em Letras, trabalhou quatro anos como professor na rede municipal, estadual e particular da cidade, mas afirma que abandonou a profissão após assumir o cargo na Câmara Municipal. “Larguei para poder me dedicar à atividade parlamentar”. Segundo ele, por comodismo, os professores não aceitam um programa pedagógico mais dinâmico e tentam prejudicar o esforço daqueles que são dedicados. “Isso aconteceu comigo”, comenta.

Ele cita o esforço de Paulo Freire para promover a alfabetização como um exemplo positivo e questiona os educadores por não demonstrarem o mesmo esforço. “Cada município destina 25% do seu orçamento para a educação, mas como que com tanto dinheiro têm estudantes que chegam na 7ª série sem saber escrever?”. Ele afirma que, em Jacareí são liberados R$ 75 milhões anuais para promover a educação. “É muito dinheiro, era para termos todo mundo alfabetizado”, conclui.

O diretor do sindicato disse que os professores concordam que a educação está em crise, mas que a escola vive isso por causa da falta de estrutura, de condições de trabalho, pelos baixos salários. “Esse mesmo vereador que critica os professores ajudou a aprovar um reajuste que dobrou seu salário, de R$ 5 mil para quase R$ 10 mil. Ele não percebe a discrepância com um educador que, quando consegue receber o piso nacional, ganha R$ 1.100”, diz Roberto Mendes.  

– A Incrível Falta de Professores na FEA-USP

 

Sobram vagas para professores de Economia na USP?

 

É mais ou menos isso… A redução no quadro docente e a falta de especialistas em algumas áreas tem feito a USP mudar a grade curricular para poder tocar seus cursos.

 

Extraído de OESP, 08/08/2011, pg A15

 

FEA-USP PERDE DOCENTES E REVÊ GRADE DE CURSO

 

Por Carlos Lordelo

 

A Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP vai enxugar a grade do curso de Economia em razão da falta de professores para lecionar matérias optativas eletivas. Das 50 disciplinas à disposição dos alunos, cerca de metade é oferecida com regularidade. Os estudantes precisam cursar entre 9 e 13 para se formar.

O Departamento de Economia da FEA tem hoje 69 professores. Desses, 17 já passaram da idade de se aposentar e 3 estão licenciados. Há duas décadas, estima-se em 120 o número de docentes. À medida que o contingente foi diminuindo, algumas disciplinas praticamente deixaram de existir, pois haviam sido criadas como resultado de pesquisas de professores.

Alunos dizem que matérias como Economia Agrícola, Economia do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Economia e Responsabilidade Social não abrem turmas há pelo menos três anos.

A faculdade enfrenta dificuldades para recompor o quadro de professores, entre outros motivos, por causa do aquecimento da economia. Profissionais bem formados estão sendo disputados pelas empresas. Além disso, a FEA sofre concorrência de instituições privadas – como a Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Insper – que também atraem professores iniciantes. No ano passado, a USP não conseguiu preencher duas vagas abertas para docentes de Economia.

A reportagem tentou contato com o diretor da FEA, Reinaldo Guerreiro, mas ele está viajando. O chefe do Departamento de Economia, Denisard Alves, e a coordenadora do curso, Vera Fava, não quiseram se manifestar.

Os professores do departamento têm até o dia 2 de setembro para votar as mudanças na grade. As alterações ainda devem ser apreciadas por órgãos colegiados da FEA e da universidade. Se aprovadas, passarão a valer para os ingressantes a partir de 2013.

Duas propostas estão em jogo. A primeira, da coordenadora Vera Fava, prevê a reorganização das eletivas em 10 módulos – matérias de seis créditos-aula e dois créditos-trabalho que seriam ministradas por entre dois e quatro professores. Além das obrigatórias, o aluno cursaria cinco módulos para se formar. Hoje, duas matérias funcionam nesse esquema: Organização Industrial e Antitruste e Avaliação de Políticas Sociais. Créditos-trabalho servem para compensar o aluno pelas atividades extraclasse.

A outra sugestão veio do professor Rodrigo De Losso. A ideia é adicionar dois créditos-trabalho às obrigatórias centrais do curso (Macroeconomia, Microeconomia e Econometria), o que implicaria a redução da carga horária destinada às matérias optativas de 26% da grade para 16%. “Temos muito mais eletivas no currículo do que seria salutar, considerando o número de professores do departamento”, disse o docente ao Estadão.edu.

Pela proposta, a FEA também teria de fazer uma faxina nas optativas de Economia, sendo obrigada a oferecer 15 disciplinas todo ano. Para colar grau, o aluno precisaria pegar oito. “Queremos que nosso aluno seja um exemplo de formação em Economia.” Segundo De Losso, as mudanças vão aumentar a eficiência do departamento. “Hoje é uma confusão, porque tem um monte de disciplinas em que professores ministram aulas para 10, 12 alunos.”

 

Debate: Estudantes ouvidos pela reportagem sob a condição de anonimato fizeram ressalvas às duas propostas, mas dizem preferir a do professor De Losso. Eles acham a ideia dos módulos difícil de ser executada porque exige sintonia entre os docentes que lecionam a mesma disciplina. “Além disso, acabaria com as matérias atuais e passaríamos a ter eletivas totalmente novas”, afirmou uma aluna do 2.º ano.

Por outro lado, disse essa mesma estudante, a limpeza proposta por De Losso facilitaria a vida do aluno na hora de planejar sua formação. “Da forma como é hoje, não dá para saber quais e quando as eletivas serão oferecidas.”

Apesar de não ter feito nenhuma optativa até agora, um calouro acredita que a mudança do currículo vai afetar a “pluralidade” do curso. “A universidade deveria ser um espaço de debate. Quanto menos professores e matérias, menos espaço para a circulação de ideias.”

Outro aluno, do 3.º ano, se diz preocupado porque a faxina na grade poderia deixar de fora disciplinas que são ministradas por docentes aposentáveis, a exemplo de Economia Política Contemporânea e Metodologia da Economia. “As propostas são uma ameaça à diversidade que poderíamos ter em nossa formação. Mas a falta de professores talvez seja uma realidade a que temos de nos adaptar.”

– Volta às Aulas

 

Hoje voltamos às aulas no Ensino Superior (os trabalhos acadêmicos já começaram, mas na parte burocrática).

 

Bem-vindos de volta, queridos alunos! Trabalharemos bastante nesse semestre! Confesso estar com muitas saudades do ritmo de aulas.

 

Aula não é professor falando por todo o tempo, senão vira palestra. Tampouco escrever na lousa e esperar que copiem algo ou não, senão o professor poderia ser substituído por um escritor.

 

AULA, propriamente dita, é quando o professor instiga seus alunos, faz despertar o espírito crítico e os coloca em debate sobre os temas. É o que dá prazer e o que realmente faz sentido.