O Brasil (números oficiais) possui 6,6% da sua população composta por analfabetos acima de 15 anos, ou, se preferir, 11 milhões de brasileiros. É muita gente! A taxa de analfabetismo salta para 13,9% da população no Nordeste.
Mas um número mais assustador ainda pode ser o de analfabetos funcionais. O Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (INAF) mostrou que 30% da população não consegue interpretar textos simples! É quase 1/3 da população e que, sabemos, boa parte está na escola e não consegue melhorar seus conhecimentos.
Aí vem outra observação: o que se tem feito para acabar com esse problema? Nos diversos últimos governos (sabidamente, de ideologias diferentes entre si) não tivemos nenhuma medida drástica / prioritária. Seria, portanto, má gestão da Educação, falta de recursos para investimentos ou, na pior das hipóteses, manter o povo ignorante?
8 LIÇÕES APÓS UM ANO DE ENSINO REMOTO DEVIDO A PANDEMIA
Alunos equipados com notebook foram uma minoria, e a maioria faz contato com professores por WhatsApp. Imagem: Getty Images
No momento em que a alta de mortes por covid-19 no Brasil torna ainda mais complexas as discussões sobre volta às aulas presenciais, o ensino remoto continua a ser a rotina de muitas famílias — assim como não ter acesso à educação à distância continua a ser a realidade de grande parte da população mais vulnerável.
Mas um ano sem precedentes na história veio acompanhado também de lições inéditas para professores, alunos e pesquisadores.
A BBC News Brasil compilou alguns estudos nacionais e internacionais que ajudam a traçar um retrato da educação na pandemia para entender o que funcionou e o que ainda precisa melhorar.
1 – O enorme impacto da demora do poder público e da baixa conectividade
Foram analisados os meios usados para as aulas (como TV ou internet), seu alcance e qualidade entre as diversas etapas de ensino e os materiais e tecnologias oferecidos aos alunos.
Os resultados, mensurados entre março e outubro de 2020, mostram um cenário bem ruim: a nota média dos planos estaduais no Índice de Educação à Distância foi de 2,38 (de 0 a 10) e de 1,6 para os das capitais.
Chamou a atenção dos pesquisadores a demora na apresentação de um plano depois do fechamento das escolas. Em média, as capitais levaram 43 dias, e os Estados, 34.
Também faltou supervisão para verificar se alunos estavam de fato acompanhando as aulas e houve pouca oferta de formas de acesso, dando aparelhos ou a conexão de internet para que os estudantes conseguissem assistir às aulas online.
“A quase totalidade dos Estados decidiu pela transmissão via internet, (mas) apenas cerca de 15% deles distribuíram dispositivos e menos de 10% subsidiaram o acesso à internet”, escrevem os pesquisadores Lorena Barberia, Luiz Cantarelli e Pedro Schmalz.
No Brasil, poucas redes se preocuparam em fornecer meios para os alunos se conectarem. Imagem: Getty Images
A maioria dos planos falhou em oferecer estratégias de interação com professores, e também de supervisão e estímulo à presença, concluiu o estudo.
“Este é um elemento crucial para políticas de ensino remoto, por permitir interações que considerem as necessidades e dificuldades específicas de cada aluno, sobretudo em um contexto de elevadas taxas de abandono escolar.”
“Temos de cobrar do gestores que as políticas para a educação estejam na mesma velocidade da pandemia. Não podemos deixar que passem meses ou semanas sem intervir e ‘no próximo semestre melhoramos'”, diz Barberia à BBC News Brasil.
“O que choca é, em geral, ainda não ter um plano B (entre os gestores)”, acrescenta ela, citando como exemplo a interrupção das aulas na cidade de São Paulo quando, em março passado, as escolas voltaram a fechar por conta da fase emergencial no Estado.
Para Luiz Cantarelli, outros problemas graves foram a falta de coordenação nacional por parte do Ministério da Educação e os cortes orçamentários substanciais na área, que vão dificultar investimentos em acesso ao ensino remoto em 2021.
Cantarelli recorda que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetou, por questões orçamentárias, projeto de lei aprovado no Congresso que previa investimento em acesso gratuito à internet para alunos e professores da rede pública.
2 – WhatsApp virou o principal meio de aula
Diante desse pouco acesso a planos de dados ou a dispositivos, a alternativa de muitas famílias e professores tem sido se conectar via WhatsApp.
Uma pesquisa do Instituto Península apontou que 83% dos professores mantinham contato com alunos por meio dos aplicativos de mensagens (e foi pelo WhatsApp que ocorreu a absoluta maioria das interações), muito mais do que pelas próprias plataformas de aprendizagem (34%).
Isso mostra que a imagem de um estudante fazendo aulas diante de um tablet ou notebook corresponde à realidade de um número restrito de crianças, diz Inés Dussel, pesquisadora de educação no México que recentemente participou de um seminário virtual brasileiro sobre tecnologia e ensino, promovido pelo instituto Itaú Social.
Dussel afirma à BBC News Brasil que o mesmo fenômeno ocorreu em todo o continente. “O uso do WhatsApp foi uma grande surpresa, mas é porque não temos outras ferramentas (massificadas de conexão) na América Latina”, aponta.
“A maior parte do ensino foi feita pelo celular e, geralmente, por um celular compartilhado (entre vários membros da família). Então, é algo muito desafiador.”
Mas o WhatsApp tem seus limites: evidências indicam que alunos conseguem passar mais tempo de aula diante de computadores do que diante de celulares, aponta um guia de boas práticas escolares durante a pandemia elaborado pela Ofsted, a agência governamental britânica que supervisiona as escolas do país.
3- Depois de conectar, engajar com o ambiente remoto
“Só oferecer computador ou conectividade ou distribuir apostilas pode não ser suficiente para um engajamento produtivo”, diz o estudo da Universidade do Estado da Geórgia.
“Felizmente, mensagens direcionadas ou incentivos são uma forma relativamente barata e escalável de aumentar o engajamento parental online e melhorar o desempenho dos estudantes.”
Entre as estratégias que aumentaram o uso das plataformas de estudo estão o envio de mensagens que incentivavam os pais a entrar na plataforma de ensino para acompanhar o progresso dos filhos.
E conversas entre professores e as famílias para ressaltar que as tarefas ainda precisam ser entregues pelos alunos mesmo à distância.
4 – Simplicidade e foco no essencial
Na avaliação da Ofsted, “não é necessário complicar em excesso os recursos (de aprendizagem) com muitos gráficos e ilustrações que não acrescentam conteúdo”.
Na educação digital remota, a plataforma não deve ser muito complicada de usar, nem as aulas devem ser elaboradas demais. “A aula remota geralmente se beneficia de uma interface direta e simples”, diz a agência em seu guia sobre o que funcionou melhor no ensino remoto britânico, publicado em janeiro de 2021.
O WhatsApp foi uma ferramenta muito importante na educação na América Latina na pandemia. Imagem: Reuters
Sendo assim, a recomendação é “focar no básico” ao adaptar o currículo. “Cuidado para não oferecer muito conteúdo novo de uma só vez. Antes, tenha certeza de que pontos fundamentais foram entendidos plenamente. (…) Leve em conta o conhecimento ou conceitos mais importantes que os alunos precisam entender e foque neles.”
Em muitos casos, diz a Ofsted, “praticar e exercitar habilidades prévias pode ser útil, como escrita à mão e aritmética simples”.
5 – Feedback e colaboração são ‘mais importantes do que nunca’
Ainda segundo a Ofsted, embora dar um retorno aos alunos (ou feedback) sobre as atividades feitas à distância seja mais difícil do que no ensino presencial, é algo que ganhou ainda mais importância neste momento, por melhorar a motivação e o desempenho deles.
“É importante que os professores mantenham contato regular com os alunos. (…) Alguns habilitaram o envio de emails automáticos para perguntar em que etapa da atividade os estudantes estão. Isso também passa a percepção de que os professores estão ‘assistindo’ enquanto os alunos aprendem remotamente”, diz a agência.
Inés Dussel observou a mesma coisa durante a pandemia: colaborar é importante, para alunos e professores.
“Aprendemos que precisamos dos demais: comparar estratégias, falar com outros professores e dar mais oportunidades de trabalho coletivo, mesmo que seja cada um na sua casa”, afirma.
Uma das iniciativas que chamaram sua atenção foi feita em uma turma de pré-escola na Argentina: “A professora pediu que os alunos lessem os poemas e editou um vídeo com todos juntos, transformando a leitura em uma produção coletiva”, explica.
Diários compartilhados da vida durante a pandemia também deram certo em muitas escolas.
Guia britânico sugere estimular autonomia e cooperação entre alunos, para melhorar resultados do ensino remoto. Imagem: Reuters
Mas as iniciativas do tipo se beneficiam, em grande parte, da conexão prévia entre professores, alunos e famílias, acrescenta Dussel.
“(A pandemia) ressaltou a importância do vínculo anterior entre escolas e comunidades”, diz a pesquisadora. “Nas escolas que não tinham esse vínculo, as coisas (atividades remotas colaborativas) não funcionaram tão bem.”
6 – É momento de estimular autonomia e independência
A Ofsted também concluiu, a partir de revisões de estudos, que é possível obter melhores resultados quando se estimula a autonomia dos estudantes no ensino remoto, claro que levando em conta suas idades e circunstâncias.
“Estimular os alunos a refletir sobre seu trabalho ou avaliar estratégias que vão usar se travarem (em alguma parte da tarefa) foram destacadas como (ações) valiosas”, aponta a agência.
“Evidências mais amplas sobre metacognição e autorregulação sugerem que alunos carentes tendem a se beneficiar em particular de apoio explícito que os ajude a trabalhar de modo independente, por exemplo, criando checklists ou planejamentos diários.”
Mais do que fazer aulas expositivas, é o momento de “pedir ideias e participação dos jovens”, diz à BBC News Brasil Rebeca Otero, coordenadora de educação no Brasil da Unesco, braço da ONU para a educação e cultura. “Queremos formar cidadãos globais, capazes de qualificar o planeta.”
Um dos exemplos citados por ela é o do Imprensa Jovem, programa criado em 2005 como uma agência de notícias formada oir alunos da rede municipal de ensino em São Paulo.
Durante a pandemia, o projeto migrou para o ambiente digital, mas manteve os alunos engajados construindo conteúdo para, entre outras coisas, combater a desinformação em torno da covid-19 e ensinar jovens a identificar notícias verdadeiras ou falsas.
“Isso incentiva seu protagonismo e sua autonomia para aprender, se comunicar e saber buscar informações”, afirma Otero.
7- Para muitas crianças, o ano foi duro (e as perdas serão sentidas por toda a sociedade)
“Embora seja difícil prever exatamente como o fechamento das escolas vai afetar o desenvolvimento futuro dos estudantes, (os economistas americano e alemão) Eric Hanushek e Ludger Woessmann estimam que estudantes da educação básica impactados pelos fechamentos podem esperar uma renda 3% menor ao longo de toda sua vida para cada três meses de ensino efetivamente perdido”, diz estudo recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre a educação na pandemia.
As possíveis perdas econômicas derivam de dificuldades concretas. Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com 9,4 mil adolescentes brasileiros, ouvidos entre junho e setembro do ano passado, apontou que 59% diziam ter falta de concentração e 47,8% afirmavam estar entendendo pouco das aulas à distância.
Em dezembro, quando o Instituto Península entrevistou 2,9 mil professores do país, 60% disseram que seus alunos remotos não estavam evoluindo no aprendizado. E 91% acreditavam que isso aumentará a desigualdade educacional entre os alunos mais pobres.
Um terceiro estudo, feito com professores de pré-escola em duas cidades pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal apontou sinais de que crianças de 4 e 5 anos estavam com mais dificuldades de expressão oral e corporal, principalmente as mais vulneráveis, que têm menos oportunidades de pintar, desenhar, recortar e ouvir histórias dentro de casa.
Pesquisas apontam exaustão de professores. Imagem: Reuters
São retratos que evidenciam as dificuldades que aguardam as redes de ensino e escolas ao longo deste ano letivo.
“Todos trabalharam em condições muito adversas (em 2020), com muitas perdas”, conclui Dussel.
“Vamos precisar pensar em como agrupar os alunos e averiguar os que tiveram ensino mínimo ou nulo e decidir como enfrentar essa ruptura, com aulas ou encontros extras, com anos (letivos) de transição. (…) O poder público será fundamental para isso. Ou teremos uma situação de enorme precariedade.”
8 – A exaustão dos professores, em números
Os professores se reinventaram e, em sua maioria, aprenderam novas formas de se conectar e ensinar durante a pandemia. No entanto, a experiência tem deixado muitos deles exauridos.
“Acordo e durmo pensando nas coisas inacabadas que tenho que fazer”, disse uma professora quando questionada em pesquisa da Fundação Carlos Chagas no ano passado, à qual 80% dos docentes afirmaram que estavam gastando mais tempo planejando aulas, principalmente os que ensinam nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.
Além disso, a maioria deles disse que estava conciliando isso com o aumento de suas tarefas domésticas (ou com ajudar os próprios filhos nas tarefas escolares).
Uma grande dificuldade que se apresentou nos meses finais de 2020, quando algumas redes públicas e privadas retomaram as atividades presenciais, foi dar conta do ensino híbrido. Alguns professores tiveram de dar aulas simultaneamente para alunos presenciais e remotos.
“Isso exige muito do professor, desde a conexão até a atenção dividida”, explica Inés Dussel.
O Instituto Península também questionou os professores brasileiros quanto a seu estado de ânimo em dezembro: 53% disseram estar mais cansados do que antes.
Mas, a despeito disso, 61% contaram que estão motivados para ensinar em 2021.
• MESTRADO STRICTO SENSU EM ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS:
Área: Gestão de Negócios; Linha de Pesquisa: Marketing; Tema: Administração Esportiva – UniSant’Anna, 2000.
• ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU EM ADMINISTRAÇÃO E MARKETING:
Pós-Graduação (Área de Concentração: Administração) – UniSant’Anna, 2004.
• GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS:
Bacharelado – Faculdade Ciências Econômicas, Contábeis e Adm Empresas Padre Anchieta, 1997.
3 – obras escritas
• DISSERTAÇÃO DE MESTRADO:
– O Novo Processo Administrativo do Futebol Brasileiro Frente a Profissionalização no Gerenciamento dos Clubes,
São Paulo/SP:2000, 148p – UniSant’Anna. (EDA/BN 290.998)
• ARTIGOS CIENTÍFICOS:
– Abordagem Legal e de Mercado da Profissionalização do Futebol Brasileiro,
Revista Gerenciais, São Paulo/SP:2003, ed 03 – 03, ano 01, pg 18-21. Uninove.
– O Funcionamento Estrutural do Futebol Brasileiro e a Utilização do Marketing,
Revista Nife, São Paulo/SP:2001, ed 07 – 03/01, ano 08, pg 47-54. Publicação do Centro de Pós Graduação, Pesquisa e Extensão do Centro Universitário Sant’Anna, em co-autoria com o Prof Dr Nilton Nunes Toledo. (ISSN 1414.1736)
• LIVROS:
– Violência das Torcidas de Futebol – Historicidade da Violência entre Torcidas,
Jundiaí/SP:2003, Edição do Autor, 27p. (ISBN 85-904052-1-4)
– Uso e Desuso do Futebol – Breve Relato das Transformações Históricas do Futebol no Brasil (do Ludismo ao Uso Político, do Mercantilismo ao Assistencialismo),
São Paulo/SP:2003, Edição do Autor, 38p. (ISBN 85-904052-2-2)
– Elementos Estruturais do Futebol Como Produto,
São Paulo/SP:1999, 307p, no prelo. (EDA/BN 290.997)
• ARTIGOS EM SÍTIOS ELETRÔNICOS:
– Diversos artigos em vários endereços acadêmicos, comerciais e esportivos na Internet.
4- atividades profissionais atuais
• INFLUENCER BLOGGER / CRIADOR DE CONTEÚDO:
– Blog “DISCUTINDO CONTEMPORANEIDADES, do Professor Rafael Porcari”.
Textos com comentários e percepções articuladas sobre assuntos referentes a Administração de Empresas, Futebol, Política, Economia, Sociedade, Comportamento e Religião (de 2007 a atual).
– Blog “PERGUNTE AO ÁRBITRO”.
Exclusivo a elucidações de dúvidas sobre as Regras do Jogo de Futebol, análises de partidas e opiniões sobre temas desta área (de 2010 a atual).
– Vlog “DISCUTINDO CONTEMPORANEIDADES, do Professor Rafael Porcari”.
Vídeos na mesma temática do blog homônimo, citado acima (de 2018 a atual).
• CONSULTOR EDUCACIONAL E EMPRESARIAL:
– PJ DISCUTINDO CONTEMPORANEIDADES – Inteligência e Debates MEI.
Lecionando em Cursos de Capacitação Empreendedora, assessorando PME no Planejamento Estratégico e discussões gerais na área de Marketing, Vendas e Adm em Geral. (de 2021 a atual).
5 – atividades profissionais anteriores
• COMERCIANTE:
– Auto Posto Harmonia Ltda,
Comércio de Combustíveis e Lubrificantes. (de Junho/2000 a Agosto 2018)
Sócio-proprietário trabalhando na gerência administrativa.
• PROFESSOR DE ENSINO SUPERIOR:
– Instituto Santanense de Ensino Superior (UniSant’Anna),
Instituição de Ensino Superior. (de Março/2004 a Fevereiro/2012)
Lecionando disciplinas na área de Administração de Empresas:
o Atualidades voltadas à Adm / Estudos Contemporâneos / Tópicos Especiais em Adm I, II e III;
o TGA I e II / Introdução à Administração / Gestão das Organizações;
o Teoria da Administração / Teoria das Organizações;
o Liderança / Estratégia Empresarial / Empreendedorismo / Gestão Empreendedora;
o Gerenciamento de Pequenas e Médias Empresas / Prática de Negociação;
o Administração de Conflitos / Administração de Novos Negócios.
– Centro Universitário Nove de Julho (Uninove),
Instituição de Ensino Superior. (de Março/1999 a Dezembro/2003)
Lecionando disciplinas na área de Adm (TGA I e II, Introdução à Administração) para as Graduações em Adm Geral, Comércio Exterior, Marketing, RH e Análise de Sistemas, nos campi Vila Maria e Memorial da América Latina.
• ÁRBITRO DE FUTEBOL PROFISSIONAL:
– Federação Paulista de Futebol (FPF),
Entidade Mantenedora do Futebol Paulista. (de Agosto/1996 a Maio/2010)
Tendo atuado na prestação de serviços como árbitro de futebol nos campeonatos profissionais da 1ª e 2ª divisões, nas funções de Árbitro Principal e Quarto Árbitro.
• ESTAGIÁRIO EM MERCADOLOGIA:
– Caixa Econômica Federal,
Estatal Atuante no Setor Financeiro. (estágio de Agosto/96 a Janeiro/97).
• ESTAGIÁRIO EM LOGÍSTICA:
– Akzo Nobel Ltda – Divisão Química,
Indústria de Produtos Químicos. (estágio de Novembro/95 a Julho/96).
• COMERCIANTE:
– Nelson Porcari & Cia Ltda,
Comércio de Materiais para Construção. (de Agosto/88 a Outubro/95).
Empresa Familiar, trabalhando em diversas atividades.
6- outras atividades
• LEIGO VOLUNTÁRIO:
– Paróquia São João Bosco,
Igreja Católica Apostólica Romana, Diocese de Jundiaí.
Trabalhando como leigo-voluntário na Coordenação dos grupos de catequese sacramental do Crisma para adolescentes, e na formação e desenvolvimento de grupos comunitários de jovens e retiros espirituais (de 1997 a 2006 e de 2012 a 2018).
• COMENTARISTA EM ESPORTES:
– Rádio Difusora,
Comentando ao vivo as arbitragens de futebol dos campeonatos profissionais, tanto nos estádios quanto em estúdios. (de 2014 a atual).
– VTV Campinas/ VTV Litoral / TV Sorocaba,
Participações semanais no programa Futebol Esporte Show nas retransmissoras regionais do SBT, analisando partidas realizadas e comentando sobre rodadas futuras. (de 2014 a 2017).
– Rede Bom Dia / Diário de São Paulo,
Escrevendo artigos no Portal Web (e outros na Edição Impressa, quando existia a publicação em seus diversos jornais do grupo e em suas diversas praças) sobre assuntos atuais relativos a Esportes e Bastidores. (de 2010 a 2015).
• PROFESSOR EVENTUAL DE ENSINO EM PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU:
– Universidade Paulista (Unip),
Instituição de Ensino Superior. (2004)
Lecionando em Curso de Especialização em Gestão e Marketing Esportivo, nas disciplinas História Sócio-Cultural do Futebol e Reflexões Sócio-Mercadológicas do Esporte.
• PROFESSOR EVENTUAL DE ENSINO MÉDIO:
– Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau José Polli,
Instituição Pública de Ensino. (1998)
Lecionando como Professor de Ensino Médio nas disciplinas História e Geografia.
7 – outros cursos e participações
• ALUNO ESPECIAL:
– Doutorado em Administração,
disciplina: Consultoria Empresarial – (FEA) – USP (2004).
– Doutorado em História Social,
disciplina: História Sociocultural do Futebol: Imposição Lúdica, Composições e Significações – (FFLCH) – USP (2003).
– Graduação em Informática com Ênfase em Negócios,
Tecnólogo – Faculdade de Tecnologia de Jundiaí – Fatec, 2004 (incompleto).
• ADMINISTRAÇÃO ESPORTIVA:
– 1º Fórum do Futebol – FGV (GV Consulting) / Clube dos 13 / FPF (2003).
– Seminário “O Negócio Futebol” – Gazeta Mercantil (2000).
– Extensão em Administração Esportiva – ACEESP (1998).
– 1º Simpósio Internacional de Marketing Esportivo no Brasil – São Paulo (1997).
• COMENTÁRIOS, REPORTAGEM ESPORTIVA E NARRAÇÃO:
– Curso Livre de Aperfeiçoamento – Cursos Prados (2019).
• RESPONSABILIDADE SOCIAL:
– XIX Encontro Terceiro Setor: Responsabilidade Social Corporativa – CIEE (2003).
– Seminário Nac. Antidrogas nas Escolas Superiores – SENAD/CIEE/GREA-USP/UNINOVE (2002).
– Seminário Resp Social – 3º setor, “A Construção de uma Nova Cultura” – ABRH (2001).
• QUALIDADE:
– Seminário Sistema da Qualidade Total e ISO 9000 – Akzo Nobel (1996).
• RELIGIÃO:
– Doutrina Social da Igreja – Esc Cat Bispo Dom Gabriel P B Couto – Diocese de Jundiaí (2003 /2005).
– Curso de Teologia – Esc Cat Bispo Dom Gabriel P B Couto – Diocese de Jundiaí (1998/1999).
• ARBITRAGEM DE FUTEBOL:
– Linha de Atuação da Arbitragem Brasileira e Atualizações das Regras do Jogo, CBF (2020)
– Curso de Formação de Novos Árbitros – EBF, Confederação Brasileira de Futebol (2006).
– Pré-temporada dos Árbitros de Futebol da 1ª Divisão (X, XI e XII edições) – FPF (2004, 2005, 2006).
– I Congresso Internacional dos Árbitros de Futebol – SAFESP (2006).
– Curso de Arbitragem Oficial de Futebol – EAFI, Federação Paulista de Futebol (1997).
– Curso de Arbitragem Amadora de Futebol – Liga Campineira de Futebol (1996).
• SAÚDE:
– Curso de Socorrista Internacional para RCV – Instituto do Coração (2005)
– Seminário Ressuscitação Cardiovascular e Primeiros Socorros – InCor/FPF/Rotary Clube (2004).
• LÍNGUAS:
– Italiano: Curso de Cultura e Língua Italiana – Circolo Italiano di Jundiaí – São Paolo (1998/1999/2001)
– Inglês: Curso de Língua Inglesa – Angloschool Professional’s (1994)
8 – homenagens acadêmicas
– Professor Homenageado da Turma de Administração de Empresas 2007-2010 (1º Semestre) da UniSant’Anna – Salto (2011)
– Professor Paraninfo da Turma de Adm. de Empresas, Administração e Marketing e Análise de Sistemas 2005-2008 da turma de Administração 2006-2009 UniSant’Anna – Salto (2009 e 2010)
– Professor Homenageado da Turma de Administração de Empresas 2005-2008 (1º Semestre) da UniSant’Anna – Salto (2008)
– Professor Homenageado da Turma de Administração Geral e Marketing 2004-2007 (2º Semestre) da UniSant’Anna – Salto (2008)
Nesses tempos pandêmicos onde “dia sim, dia também” muda-se a programação das aulas, esforçar-se para que a criançada aprenda bem suas matérias escolares é fundamental.
Os horários dos pais ficam uma loucura, mas o esforço vale a pena.
Ops: logicamente que a rotina de trabalho e os afazeres pessoais “vão para o vinagre”…
Ensinar o aprendizado escolar aos filhos em casa, de fato, não é fácil. Pouquíssimos tem condições para isso, levando-se em conta: o tempo, a paciência e a intelectualidade.
Embora as crianças mais crescidas / adolescentes tenham maior independência para isso, é obvio que a fiscalização e o auxílio dos pais deve ser presente. Para tanto, algumas condições ideais devem ser criadas em casa (como um ideal ambiente de estudo), além de atender à legislação (que está sendo regulamentada).
A versão final do projeto de lei que regulamenta o ensino domiciliar no Brasil deve ser votada em plenário na Câmara dos Deputados até junho. No texto, há a exigência de que pelo menos um dos responsáveis legais pelo aluno tenha diploma de ensino superior.
Além disso, os alunos que forem educados em casa devem estar associados a uma escola regular, que fará o monitoramento da aprendizagem. Segundo o projeto, as avaliações periódicas serão bimestrais (para educação infantil) ou anuais (para ensino fundamental ou médio).
Caso o estudante seja reprovado por dois anos consecutivos, perderá o direito ao “homeschooling”.
As normas estabelecidas pelo projeto de lei não satisfizeram todos os apoiadores do modelo de ensino. Ao G1, a Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned) afirmou que ainda não vai comentar o texto, porque está buscando revê-lo, já que “há uma série de inconsistências que serão debatidas com a relatora”.
Entre as críticas, a Aned menciona a exigência do curso superior para os pais dos alunos. “Se não houver mudanças, nós e a imensa maioria das famílias e organizações irão se manifestar de maneira contrária a essa proposta, pois pior que não ter um lei é ter uma lei ruim que inviabilize a prática”, afirma Rick Dias, presidente da Aned.
O tema é considerado prioritário no governo Bolsonaro, mesmo diante de problemas educacionais que afetam grupos maiores (exclusão digital, déficit de aprendizagem durante a pandemia e evasão escolar, por exemplo).
Pelo projeto, as famílias que decidirem educar seus filhos em casa deverão obedecer às seguintes normas:
matricular obrigatoriamente o estudante em escola regular, que fará um acompanhamento do que está sendo ensinado e aprendido;
entregar relatórios bimestrais a essa escola, mostrando os registros das atividades feitas pelo aluno;
comprovar que ao menos um dos responsáveis legais pela criança/jovem concluiu o ensino superior;
apresentar certidões criminais da Justiça Federal e Estadual ou Distrital de cada um dos pais ou responsáveis;
cumprir os conteúdos previstos na Base Nacional Comum Curricular, com a possibilidade de acrescentar mais disciplinas ou conteúdos;
comparecer a encontros presenciais semestralmente com tutores da escola;
permitir que o Conselho Tutelar faça inspeções do local onde o aluno aprende;
garantir a convivência em sociedade.
Para chegar à versão final do projeto, a relatora e deputada Luísa Canziani (PTB-PR) organizou oito debates, entre abril e maio, com especialistas em educação — parlamentares ligados ao assunto, representantes da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime), fundações de apoio à infância (Instituto Alana), associações ligadas ao “homeschooling” e pesquisadores da área.
Conversas com bancadas partidárias
A deputada Canziani afirmou nesta segunda (17) que buscará se reunir com as principais bancadas partidárias até o fim da semana, para buscar apoio e ouvir possíveis sugestões de mudanças.
Na terça, ela conversará com representantes do PSL (Partido Social Liberal).
“Se a gente achar que é conveniente fazer alguma alteração, não tem problema nenhum, se for pra melhorar e zelar por essas crianças — não só pelo aprendizado, mas pela integridade física delas”, disse a parlamentar em transmissão on-line.
Por mais que a educação domiciliar seja uma bandeira da atual gestão, o debate existe há quase três décadas no país: nos últimos 27 anos, projetos de lei foram apresentados para exigir a legalização do movimento. Em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a educação domiciliar não é inconstitucional, mas precisa de uma normatização para ser permitida.
Três anos depois, em março de 2021, um dos projetos de regulamentação avançou na Câmara, e a deputada Canziani foi nomeada relatora da matéria. Agora, depois dos debates com especialistas e da emissão de um parecer dela, o texto segue para votação.
De um lado, há quem alegue que os pais devem ter o direito de escolher como educar as crianças. Do outro, estão especialistas preocupados com as consequências pedagógicas e sociais de manter um aluno fora da escola.
Educadores críticos ao modelo apontam possíveis prejuízos na falta de interação, já que um dos maiores ganhos da escola regular é justamente proporcionar a convivência constante entre pessoas de diferentes universos.
Também afirmam que o ensino domiciliar poderia dificultar a identificação de casos de abuso infantil ou de violência doméstica, que seriam detectados pelos professores na sala de aula convencional.
Mesmo sem autorização, em 2019, mais de 11 mil famílias educavam crianças e jovens fora do ambiente escolar no país, segundo os dados mais recentes da Aned.
Numa sociedade impositiva como a nossa, onde a busca por “ser melhor” a cada instante se faz presente, precisamos refletir: nós, pais, ensinamos nossas crianças a serem menos competitivas e mais colaborativas?
Alunos de doutorado são mais parecidos com o resto do mundo do que costumávamos imaginar: eles também não sabem direito o que querem fazer da vida.
Quando decidem o que fazer após a formatura, costumam continuar na mesma direção, buscando uma instituição onde possam desenvolver uma pesquisa de pós-doutorado.
Em um estudo publicado na semana passada pela revista Science, os pesquisadores tentaram descobrir o porquê, tendo em vista as chances limitadas de se conseguir um emprego em tempo integral em nível superior, que geralmente representa o objetivo desse tipo de trabalho.
Os resultados não foram conclusivos. Contudo, os autores encontraram evidências de que muitos estudantes buscam um pós-doutorado no embalo do doutorado, ou como parte de uma estratégia de espera até que o emprego dos sonhos apareça.
Os autores, que ainda não fizeram o pós-doutorado, demonstraram claramente a necessidade de mais planejamento de carreira para estudantes de pós-graduação, além do fato de que estes devem refletir sobre as possibilidades de carreira antes mesmo de ingressar em um programa de doutorado.
“Essa provavelmente não é uma conclusão controversa“, afirmou Henry Sauermann, professor associado na Georgia Tech e um dos autores do estudo.
“Contudo, o interessante aqui é pensar se o doutorado é realmente o caminho certo em primeiro lugar.“
Uma lição talvez seja não fazer o doutorado até saber o que se quer fazer com ele. Mas isso talvez exija um estudo mais aprofundado.
Falta de dinheiro, de tempo, de disposição… nada disso pode ser desculpa para não querer aprender. Leia o que puder e analise; ache um horário em meio aos compromissos; sacuda seu ânimo!
Estude. Isso é importante para a sua vida. A mensagem abaixo é verdadeira:
Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer, favor informar para crédito na postagem.
Nesses últimos dias, tenho, por falta de tempo, acordado ainda mais cedo do que de costume. Estou fazendo uma capacitação para novos cursos de Gestão e Empreendedorismo do Sebrae, em parceria com a IBS Americas – Escola de Negócios.
As madrugadas foram intensas, mas valeu a pena. Neste sábado, encerrei o último módulo, tornando-me apto para outros desafios como docente.
Não se deve deixar a preguiça tomar conta da alma, nem o desânimo nortear a conduta.
Por tudo isso… feliz! O esforço é sempre recompensado com a satisfação.
Repost de 2 anos, mas atual (especialmente nessa época pandêmica):
Pressão da sociedade, insensibilidade dos docentes e despreparo dos alunos: alguns problemas que estão fazendo as universidades se preocuparem com a saúde mental dos estudantes.
TRANSTORNOS MENTAIS ENTRE JOVENS PREOCUPAM UNIVERSIDADES
A euforia sentida por Evair Canella, 25, ao entrar em Medicina na Universidade de São Paulo (USP) se transformou em angústia e tristeza. Ao encarar a pressão por boas notas, a extenuante carga horária de aulas, as dificuldades financeiras para se manter no curso e os comentários preconceituosos por ser gay, ele foi definhando. “Tinha muitas responsabilidades, com muitas horas de estudo.” Em maio, no 4.º ano do curso, foi internado no Instituto de Psiquiatria da USP, com depressão grave. Ficou lá durante um mês e segue com antidepressivos e acompanhamento psicológico.
Situação parecida viveu a estudante de Engenharia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Bárbara (nome fictício), de 21 anos, que trancou a matrícula após desenvolver um quadro de ansiedade e depressão que a levou à automutilação e a uma tentativa de suicídio no fim de 2016. Ela passou por tratamento, mudou de cidade e de faculdade, e retomou em agosto os estudos.
Relatos como esses se tornaram cada vez mais frequentes e mobilizam universidades e movimentos estudantis a estruturar grupos de prevenção e combate aos transtornos mentais. As ações, para oferecer ajuda ou prevenir problemas como depressão e suicídio, incluem a criação de núcleos de atendimento mental, palestras e até o acompanhamento de páginas dos alunos nas redes sociais.
Dados obtidos pelo Estado por meio da Lei de Acesso à Informação dão uma ideia da gravidade do problema. Apenas na UFSCar, foram 22 tentativas de suicídio nos últimos cinco anos. Nas universidades federais de São Paulo (Unifesp) e do ABC (UFABC), cinco estudantes concretizaram o ato no mesmo período. Mapeamento feito pela UFABC mostrou que 11% de seus alunos que trancaram a matrícula em 2016 o fizeram por problemas psicológicos.
A falta de compreensão de parte dos docentes é uma das principais queixas. “Alguns parecem ter orgulho em pressionar, reprovar”, conta Bárbara.
O psicólogo André Luís Masieiro, do Departamento de Atenção à Saúde da UFSCar, diz que a busca por auxílio psicológico está frequentemente ligada à exigência constante que se faz dos jovens. “Sem dúvidas há um aumento do fenômeno da depressão em universitários. A ameaça do desemprego e do fracasso profissional são fatores desencadeantes de depressão.”
A UFSCar informou ainda que, entre outras iniciativas, distribuiu cartilha de práticas de acolhimento em saúde mental para docentes e funcionários que recebem alunos em situação de sofrimento psicológico.
Para combater o problema, instituições tentam, aos poucos, se aproximar dos alunos. Na Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, são estratégias a indicação de professor mentor para quem teve mudança repentina no rendimento acadêmico e a participação de grupos estudantis nas redes sociais.
Na Federal de Minas Gerais (UFMG), foram criados neste ano dois núcleos de saúde mental, após dois suicídios entre alunos. Até então, só a Medicina tinha atendimento do tipo. “Se um fato já aconteceu, é sinal de que falhamos no processo”, diz a vice-reitora Sandra Almeida.
Já a Federal da Bahia (UFBA) criou, também em 2017, programa para prevenir e ajudar alunos, principalmente os de baixa renda. “Os cotistas sofreram rejeição, até mesmo de alguns professores”, diz o psicanalista e assessor da UFBA Marcelo Veras.
MOBILIZAÇÃO
Alunos também têm criado grupos para auxiliar colegas e sensibilizar as instituições. A principal iniciativa do tipo foi a Frente Universitária de Saúde Mental, criada em abril por alunos de instituições públicas e privadas de São Paulo.
O movimento surgiu após tentativas de suicídio na Medicina da USP. “Eram muitos alunos com esgotamento, sem acompanhamento adequado, e percebemos que isso não era particularidade da Medicina”, conta a aluna do curso Karen Maria Terra, de 23 anos, da Frente. Eles organizaram, em junho, uma semana de palestras para abordar questões sobre a saúde mental. A página do grupo no Facebook tem 27 mil seguidores.
Alunos da Veterinária da USP também criaram uma página no Facebook para desabafar. “Com o tempo, começaram a aparecer relatos de problemas de saúde e, este ano, o que mais tem é depressão e ansiedade”, diz Bianca Cestaro, 30.
A alegria da minha filha em fazer dever de maneira interativa com a escola: ver o sorriso na atividade do jogo da memória é algo prazeroso!
Gostaria de registrar: a professora fica on-line, conversando via celular, e a escola é Municipal(Maria das Graças Palombello, Bragança Paulista / SP). No mesmo horário de aula, ela fica 100% a disposição, enviando os conteúdos e nós os realizando.
É só dar condições aos professores, que eles mostram sua competência e superação! Aliás: palmas para a Prô Carol!
Em tempo: obviamente, há o sacrifício da disponibilidade e paciênciados pais (não é fácil arranjar esse tempo conciliando com o trabalho), além da estrutura tecnológica (internet de bom sinal, ambiente adequado e outras coisas).
Apesar de tudo isso… precisamos que as coisas voltem ao normal logo, não? Afinal, nada disso substitui o relacionamento presencial e a interação com os amiguinhos da mesma idade.
EDUCAÇÃO INFANTIL – Aqui em casa, a atividade escolar de hoje foi baseada no “Livro dos Números, Bichos e Flores”, c/ vídeo aula de contagem e desenho.
Manter a concentração da minha pequena foi difícil, mas valeu a pena! Novos tempos requerem esse esforço – porém, é divertido!
Nestes tempos de pandemia, os docentes precisam se virar. Tornaram-se “apresentadores-didáticos” gravando aulas por EAD (Ensino a Distância), mostraram toda a sua paciência no Ensino Remoto (Aulas por Vídeo ao Vivo, cobrando interação dos alunos) ou sofrendo para ter jogo de cintura no Ensino Híbrido (dando atenção aos poucos presenciais e simultaneamente às câmeras).
Complicado. Mas vejo pelos professores das minhas crianças: dispostos, carinhosos e vocacionados, mesmo nas dificuldades.
Sempre foi difícil ser mestre em nosso país, mas nestes períodos incomuns, mais ainda!
Nesta semana, terminamos mais um curso de capacitação pelo Sebrae. Lecionei a essa turma de Jundiaí sobre Empreendedorismo, Marketing, Finanças e Formalização do Negócio!
É muito bom ensinar, abrir horizontes e motivar essas pessoas sedentas de oportunidade e saber. Agradeço nestes momentos por ser professor.
Uma matéria da Revista Veja do ano passado (ed 21/02/18, pg 30), despretensiosamente encontrada no meu revisteiro, traz uma informação importante: pessoas mais estudadas estão indo embora do nosso país para viver no Exterior.
Abaixo esse assunto tão interessante:
QUATRO SINAIS DE QUE O PAÍS VIVE UMA FUGA DE CÉREBROS
Mais emigrantes têm nível superior – levantamento realizado pela consultoria especializada em expatriação JPJ Partners sobre uma base de dados composta de 240 clientes revela que, nos últimos quatro anos, o porcentual de pessoas com formação superior que se mudaram para os Estados Unidos subiu de 83% para 93%.
Mais famílias inteiras se mudaram – Há quatro anos, 41% dos expatriados pesquisados eram casados e, destes, 63% tinham pelo menos um filho. Hoje, o percentual de expatriados casados subiu para 68% e o dos expatriados casados copm um filho ou mais atingiu 83%.
A faixa etária dos expatriados aumentou – Até 2013, 61% dos pesquisados que haviam se mudado para os Estados Unidos tinham até 29 anos. Hoje, a massa migratória majoritária, que chega a 57% do total, tem entre 30 e 49 anos – justamente a fase em que os indivíduos tendem a ter uma carreira mais consolidada e maior poder aquisitivo.
Quem foi não pretende voltar – 92% dos pesquisados dizem não ter planos de voltar a viver no Brasil nos próximos três anos. As principais razões para a saída são, pela ordem: a violência, a instabilidade econômica e a corrupção.
Quanta polêmica na Justiça para as voltas às aulas… No mundo ideal, as escolas seriam ambientes diferenciados, valorizados pela sociedade, com os professores vacinados urgentemente pelas autoridades, logo após os profissionais da saúde.
Só que…
As instituições de ensino, por conta própria, têm que se virar com os protocolos sanitários. Pobres diretores das escolas…
Enquanto isso, os pais se dividem em enviar as crianças ou não para as aulas. Não é o meu caso, mas essa imagem abaixo diz muita coisa sobre “pai e mãe desesperados” para o reinício:
Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.
BRASIL CAI PARA ÚLTIMO LUGAR NO RANKING DE STATUS DO PROFESSOR
Menos de 1 em cada dez brasileiros acha que professor é respeitado em sala de aula
Por Fabrício Vitorino
Muito trabalho, salários menores do que se imagina, falta de respeito dos alunos e um dos piores sistemas educacionais do mundo. É assim que o brasileiro vê a profissão de professor, o que fez o Brasil cair para a última posição do ranking de prestígio de docentes. A pesquisa, realizada em 35 países, foi divulgada na noite desta quarta-feira (7) pela Varkey Foundation, entidade dedicada à melhoria da educação mundial.
O resultado do Brasil se torna ainda mais alarmante se comparado ao do cenário global, que registrou uma melhora na percepção do status dos professores. Vale lembrar que, na última edição da pesquisa, em 2013, o país ocupava a penúltima posição dentre os 21 pesquisados. A avaliação de 2018, por sua vez, foi realizada em 35 países – acompanhando as avaliações do PISA –, e foram entrevistadas mil pessoas entre 16 e 64 anos.
E se no ranking de prestígio geral o resultado não é bom para o Brasil, nos recortes específicos os dados também são muito desanimadores. Menos de 1 em cada 10 brasileiros (9%) acha que os alunos respeitam seus professores em sala de aula – também o último lugar do ranking. Para efeito de comparação, a China é país com a melhor avaliação: lá, 81% das pessoas acreditam que os docentes são respeitados pelos alunos.
Para Sunny Varkey, fundador da Varkey Foundation, o índice fornece provas de que o status dos professores na sociedade, seu prestígio e a forma como são enxergados, tem influência decisiva no desempenho dos alunos na escola.
Vale lembrar que a Varkey promove anualmente o Global Teacher Prize, o “Nobel da Educação”, que premia os melhores educadores do ano. A última edição, realizada em março, em Dubai, Emirados Árabes, foi vencida pela britânica Andria Zafirakou, e teve o professor brasileiro Diego Mahfouz Faria Lima entre os dez finalistas.
A pesquisa também mostra que há pouca compreensão do trabalho e da remuneração dos professores. Enquanto os entrevistados acreditam que os docentes trabalham, em média, 39,2 horas por semana, os profissionais relatam 47,7 horas dedicadas semanalmente ao ofício de ensinar – quase 20% a mais. Por outro lado, as pessoas estimam que os professores têm salário médio inicial de US$ 15 mil, enquanto, na verdade, a remuneração é de US$ 13 mil, em média. Há ainda a percepção de que os salários não sejam justos: os brasileiros defendem que um docente em início de carreira deva ganhar o equivalente a US$ 20 mil por ano – um aumento de US$ 7 mil.
O levantamento mostra ainda que 88% dos brasileiros consideram a profissão de professor como sendo de “baixo status” – o segundo pior lugar do ranking mundial, perdendo apenas para Israel, onde 90% dos cidadãos pensam da mesma forma. Talvez por isso, apenas 1 em cada cinco brasileiros incentivariam o filho a ser professor, a sétima pior posição global. Em comparação, na Índia, 54% dos pais dizem que encorajariam o filho a ensinar.
Diante do cenário caótico, é natural que os brasileiros classifiquem seu sistema de ensino como ruim – melhor apenas que o egípcio: enquanto o Brasil leva nota 4,2, o país africano é avaliado em 3,8 por seus cidadãos. Nossa vizinha Argentina ganhou nota 5,4 e a Finlândia, líder do ranking, foi avaliada com 8 na escala que vai de zero a dez.
Mas, afinal, o que faz com que os brasileiros tenham essa percepção negativa sobre a educação no país e seus professores? Para Pilar Lacerda, diretora da Fundação SM e ex-secretária de educação básica do Ministério da Educação, a falta de respeito para com os docentes é um sintoma de vários problemas. O primeiro deles é que o modelo da escola é obsoleto.
“Temos um modelo educacional marcado pelo modelo das escolas no início do século 20, com um desenho completamente diferente. As crianças recebiam as informações na escola, e, hoje, recebem milhares de informações fora da escola. Se você tem uma educação que não prioriza a interpretação, a reflexão, não é à toa que tenha uma campanha presidencial feita com Fake News. As crianças recebem essa montanha de informações, do YouTube, WhatsApp… E quando chegam na escola, ela ainda é analógica. Os professores escrevem no quadro e as crianças copiam. É um livro em texto, ainda monodimensional, sendo que as crianças enxergam tudo de forma multidimensional. O professor foi formado para trabalhar dessa maneira tradicional, arcaica, obsoleta. Muitas vezes ele sente que tem que mudar, mas não tem a formação para mudar”, explica Pilar.
A educadora lembra ainda a desigualdade econômica e a violência urbana como fatores que prejudicam o ensino e afetam o professor, tanto no desenvolvimento da sua profissão quanto no cotidiano do trabalho. A educação em áreas vulneráveis será tema de seu painel selecionado para o South by Southwest EDU, festival realizado em março nos EUA que discute novas iniciativas educacionais.
“Muitas vezes o professor para o projeto no meio por conta de alunos assassinados, abandono de bairro por brigas de facções. É um cenário com uma indecente desigualdade socioeconômica. Os professores encontram situações de alunos de 8 a 10 anos em situação de extrema miséria. E quando a gente pensa na educação para todos, temos que pensar em educação para crianças cujos pais e avós não estudaram, que não têm acesso à literatura, cinema, teatro”, lembra.
Um outro fator a ser considerado é a mudança radical que a profissão de professor sofre a partir dos anos 1980 e 1990, após a Constituição de 1988 e a inclusão digital. “Quando você pergunta a essas crianças o que elas querem fazer quando crescerem, grande parte cita profissões que não existiam cinco anos atrás: youtuber, influenciadora digital… Mesmo professores na faixa dos 40 anos sequer sabem como se ganha dinheiro sendo youtuber, influenciadora digital. Isso não faz parte do desenho mental. Temos que ressignificar isso com os alunos, trabalhar com projeto de vida, qual o sonho profissional, aprofundar o diálogo”.
Para Mozart Neves Ramos, diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna, a crise na percepção do status dos professores – e consequentes falta de respeito e má remuneração – passa diretamente pela falta de atratividade do magistério no Brasil.
Ainda para Mozart, é necessária uma atuação mais adequada das universidades na formação dos professores. Para ele, os cursos são extremamente teóricos e pouco práticos, o que contribui para que os profissionais estejam pouco conectados com a escola. “Se a universidade não melhorar sua formação, não vamos ter uma qualidade na base para atingirmos a meta do ensino superior. Enquanto o mundo está se preparando para a revolução 4.0, nossos professores estão lidando com problemas do século 19, do século 20. O professor tem que ser um tutor, indutor de qualidade, que promova o trabalho em equipe, ele tem que ser formado em educação integral, coisa que as universidades não fazem.”
Por fim, Mozart lembra dos inúmeros casos de violência contra professores registrados nos últimos anos. Para ele, o problema é maior que apenas o campo da educação. “Essa pesquisa retrata um grave problema do Brasil, não só da educação brasileira. Quando a gente vê essas inúmeras reportagens de violência dos alunos contra professores, isso passa por um ponto central: é dever do estado e da família prover essa educação. O que hoje observamos é que as famílias estão delegando às escolas o seu papel, que é educar seus filhos. E quando falta essa educação familiar, ela se manifesta no ambiente escolar. E quem é a vítima desse processo? O professor”.
Já falava o saudoso Papa Peregrino, hoje carinhosamente São João Paulo II, em uma de suas mais belas encíclicas: “fé e razão são duas asas que nos elevam para o céu”!
Por que é tão difícil para alguns aceitar quea Ciência e a Fé são complementares, não rivais?
Qual o motivo que faz ateus serem cada vez mais racionais e antiteístas cada vez mais sedentos de “contra-catequizar” sobre Deus?
Grandes padres e grandes universidades católicas apoiaram a Ciência e por eles nasceram maravilhosos inventos e significativas descobertas.Isso não se lembra?
Enfim: tudo que circunda o infinito do Universo é por acaso, assim como a vida, na qual se crê por céticos cientistas que bilhões de combinações químicas a formaram, ao invés de ser um dom generoso pela Providência do Criador? Ou que esse próprio Deus moldou com sua criação o surgimento da célula vital?
Como é difícil falar da Fé e da Razão (de Religião e Ciência) a um mundo cada vez mais racionalista, materialista e descrente de esperança.
Abaixo, alguns tópicos criados para discussão com os crismandos da Paróquia São João Bosco, meses atrás, a respeito desses embates de “provar ou não”a existência do Criador:
Enfim: é tão bom, estudar, aprender, pesquisar, descobrir e revelar a partir da Inteligência que nos é dada pelo Espírito Santo, fonte de Amor do Pai e revelada pelo Filho que em Comunhão estão! A figura abaixo com a frase de Einstein é perfeita:
Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.
Li uma entrevista muito bacana dopsicoterapeuta, filósofo e educador australiano Richard Robbins na Revista Época. Ele fala bastante coisa sobreEquilíbrio Emocional, como, por exemplo, da relação dos jovens e seus problemas cotidianos.
Para o professor, os jovens, quando incomodados por dificuldades no cotidiano, precisam deestabilidade emocionalpara produzirem. E defende que se crie nas universidades uma disciplina voltada para o “Ensino de Emoções” a fim de maiores ganhos econômicos e produtividade na sociedade.
É dele a frase:
“Jovens são esponjas que assimilam rapidamente atitudes que se mostram eficazes para eles.”
Interessante. Mas… será que isso valesomente aos jovens?