– Lecionar em Universidade Federal ou Estadual?

O reitor da Unicamp, Prof Dr José Tadeu Jorge, escreveu um brilhante e esclarecedor artigo na Folha de São Paulo, Página A3, “Tendências e Debates”, sobre as diferenças e dificuldades dos professores de universidades públicas. E alerta: quem dá aula em Universidade Federal, hoje, pode ganhar até R$ 12.000,00 a mais do que seu colega de Universidade Estadual!

Abaixo:

O COMEÇO DO FIM

Não é por acaso que USP e Unicamp são as melhores universidades da América Latina e se situam, juntamente com a Unesp (Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”), entre as melhores do mundo. Um fator decisivo para conquistar suas posições destacadas foi o processo de autonomia com vinculação orçamentária iniciado no ano de 1989.

Desde então, responsabilidade, compromisso social e planejamento tornaram-se princípios fundamentais dos projetos dessas universidades, propiciando indicadores de qualidade e produtividade muito acima da média nacional.

A carreira de um professor universitário em instituições públicas é baseada no mérito. Nas universidades estaduais paulistas só é possível ingressar por concurso público e depois da obtenção do título de doutor. Um programa de doutorado exige, no mínimo, de quatro a cinco anos de intensa dedicação. O cargo final da carreira é o de professor titular, alcançado por cerca de 40% dos professores após 20 a 25 anos, em média.

Ao longo desses 26 anos de autonomia plena, as universidades públicas paulistas estabeleceram uma carreira atrativa, condição indispensável para conquistar a liderança qualitativa que hoje ostentam. Sem contar com os melhores professores e pesquisadores jamais teriam conseguido chegar aos níveis de qualidade que hoje ocupam.

Todo esse cenário, construído com muito esforço e dedicação, começa a ruir. Uma sequência de equívocos está conduzindo as universidades estaduais paulistas à vala comum dos serviços públicos burocráticos e pouco qualificados.

A raiz dos acontecimentos pode ser identificada em uma mudança constitucional aprovada em 2003, desrespeitando o conceito básico da própria Constituição, que permitiu tetos salariais distintos para atividades, fundamentalmente, iguais.

Tanto a Constituição Federal, com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação consagram o caráter nacional da educação. Não há distinção entre universidades federais e estaduais. Pelo contrário, os textos legais destacam a necessária articulação e integração entre os diferentes sistemas e níveis.

Trata-se de conceito idêntico ao que se aplica aos membros da magistratura federal e estadual, que, por decisão do Supremo Tribunal Federal, têm o mesmo teto salarial.

O teto salarial do sistema federal é de R$ 33.763. Assim, um professor universitário de uma universidade federal pode receber até esse valor. Entretanto, cada Estado da Federação pode fixar seu subteto. Dezesseis Estados optaram por definir o subteto com base no subsídio do desembargador (R$ 30.471,11) e quatro escolheram o de ministro do Supremo Tribunal Federal (R$ 33.763).

Apenas sete Estados fizeram a opção de limitar os salários aos subsídios dos seus governadores, entre eles São Paulo, onde o limite é de R$ 21.613,05. Esse valor só não é menor do que os subtetos dos Estados de Espírito Santo e Ceará.

A evidência é estarrecedora! Ser professor de uma universidade do sistema federal permite ganhar, por mês, cerca de R$ 12 mil a mais do que o mesmo professor em uma universidade estadual paulista, as melhores da América Latina.

Ótimo para as universidades federais, sentença de morte para as estaduais paulistas, que não mais conseguirão atrair os melhores professores e pesquisadores.

Dirigentes e legisladores estão, portanto, diante de opções que impactarão decisivamente a história: consolidar a conquista da condição de melhores universidades da América Latina ou condenarem essas instituições ao papel de meras figurantes no enredo do desenvolvimento social e econômico.

bomba.jpg

– A Procuradoria do STJD quer acabar com os Palavrões no Futebol!

Calma, o texto não é de hoje, mas sim de 25 de agosto de 2012. Há exatos 5 anos, o STJD discutia a “punição ou não” contra xingamentos diversos. A postagem da época, deste mesmo blog, aqui:

PALAVRÃO NÃO PODE MAIS?

Nesta quinta-feira, o Flamengo será julgado no STJD pelo fato da sua torcida chamar o jogador Loco Abreu de “viado”, na partida contra o Figueirense. A denúncia foi feita pelo procurador Maran Carneiro da Silva, que, segundo ele próprio, luta para “reverter a contracultura” do futebol.

A ideia do procurador é iniciar uma batalha contra ofensas em estádios, seja um xingamento contra o adversário ou um desabafo contra o árbitro, responsabilizando o time pelos seus torcedores.

Na partida entre Santos 1 X 3 Bahia, Paulo Henrique Ganso foi severamente hostilizado pelos torcedores do próprio time do Santos. O STJD iria atuar, como Maran Carneiro quer, denunciando a equipe santista?

Pior: no jogo Portuguesa 3 X 0 Palmeiras, os jogadores palmeirenses foram ofendidos pela sua revoltada torcida e ironizados pelo adversário. Indiciar-se-ão Lusa e Verdão?

Já a tarefa mais fácil será quanto aos árbitros: aproveita-se a animosidade cultural entre os torcedores e apitadores, e abre-se um processo contra os 20 clubes da série A. Ah, e não podemos nos esquecer dos da série B também.

No momento em que o STJD quer ser excessivamente politicamente correto, é inacreditável que passe pela cabeça de um procurador que existirão dias em que o torcedor dirá calmamente ao árbitro: “Professor, o senhor, na sua magnífica sapiência, se equivocou na não-marcação de um tiro penal a favor da nossa equipe. Tal falha se deve a má fama da sua genitora ou pela preferência sexual que julgo ser diferente da minha?”

O STJD está caprichando nesse ano. Ontem, por exemplo, mais um árbitro foi levado ao tribunal pelo fato do STJD discordar da cor do cartão. Curioso: a defesa do advogado do árbitro foi a de que o Cartão Amarelo aplicado por Marcelo de Lima Henrique na partida FLA X VAS (e contestado pelo STJD) teve “ação conjunta do sexteto de arbitragem”. Ou seja: os 6 árbitros em campo conversaram entre si e foram unânimes. É o conceito de cartão múltiplo criado no futebol. Argumento risível para indiciamento indevido (resultado: justa absolvição do árbitro).

E você: acredita que a manifestação do procurador Maran Carneiro da Silva em responsabilizar o clube contra ofensas das arquibancadas reduzirá o número de palavrões nos jogos?

Abaixo, extraído do Jornal “Extra” – RJ, link em: http://is.gd/mZR2Np

PROCURADOR QUER BANIR PALAVRÕES DO FUTEBOL

O politicamente correto invadiu os campos de futebol. Para a alegria das mães de árbitros e de jogadores que gostam de provocar as torcidas adversárias, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) quer limpar a boca dos torcedores que extravasam suas emoções de forma não tão polida. Só que quem pode pagar o pato por isso são os clubes. E o primeiro da lista é o Flamengo, que irá a julgamento nesta quinta-feira pelos gritos de “El Loco viado” de sua torcida no jogo contra o Figueirense, dia 8, em Florianópolis.
O Rubro-negro pode pagar não só o pato como também R$ 100 mil. Esse é o valor máximo da multa caso seja condenado no artigo 191, incisos I e III (deixar de cumprir uma obrigação legal ou de regulamento) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. A obrigação, no caso, seria conter seus torcedores.
A denúncia foi feita pelo procurador Maran Carneiro da Silva (PR). Ele se baseou no artigo 67 do código disciplinar da Fifa, que responsabiliza o clube pela conduta de sua torcida, e no artigo 13-A do Estatuto do Torcedor, que define as condições de acesso e permanência dos torcedores em um estádio.
Grosso modo, o que a Procuradoria do STJD espera é o que nem mães e professoras conseguiram. Só que ao invés de dar palmadas, pretendem controlar a boca dos torcedores fazendo doer no bolso de seus clubes.
– Hoje já não há tantos casos como arremessos de objetos e ofensas. O torcedor já sabe que pode prejudicar o seu clube – disse o procurador-geral Paulo Schmidt, que considera normal a denúncia de Maran. – A partir do momento que há ofensa, como, por exemplo, no caso da faixa xingando a mãe do Ronaldinho Gaúcho (no jogo entre Atlético-MG e Grêmio), este é o caminho normal.
No entanto, para Marco Aurélio Assef, advogado do Flamengo, o caso de Loco não se enquadra nos citados por Schmidt. Ele pretende mostrar que a torcida foi provocada pelo jogador ao beijar o escudo do Botafogo, sob a camisa do Figueirense.
– O Loco Abreu incitou a torcida do Flamengo, que apenas reagiu – disse o advogado, que reclamou da denúncia do STJD. – Além de exagero, é casuísmo. Quando no time adversário você tem um jogador que se destaca mais que os outros, é comum a torcida xingá-lo. Então porque só o Flamengo? E porque só nessa partida?
Quem também irá a julgamento é Leo Moura. Expulso contra o Figueirense, ele pode pegar cinco jogos de gancho. Nesta quarta, será a vez de Adryan, que pela entrada em Auremir, do Vasco, pode pegar de quatro a 12 jogos.

‘Um estádio de futebol não é território imune às leis e à educação’
Maran Carneiro, procurador do STJD, no processo nº 22 de 23/08/12
“A Procuradoria de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro, tomando por base a súmula elaborada pelo árbitro da partida realizada em 08/08/2012, (…), vem respeitosamente oferecer denúncia em desfavor de: (…) Clube de Regatas do Flamengo, em razão de sua torcida ter, a partir dos 44 minutos do segundo tempo, até o final da partida, entoado coro com a seguinte e repetida expressão: “El Loco viado”, assim o fazendo no intuito de nitidamente injuriar o atleta Washington Sebastian Abreu (…).
(…) Considerando-se que situações como a em tela são previsíveis, surge de crucial importância a penalização de clubes e federações justamente para que se logre impedir a perpetuação de tais condutas.
É mais do que chegado o tempo de a sociedade brasileira entender que um evento desportivo não pode ser justificativa para ofensas baixas e vis, da mesma forma que uma praça desportiva, seja uma cancha, ginásio ou um estádio de futebol, não é território imune de (sic) leis e de educação.
Muitos ainda acham que, por estarem no interior de um estádio de futebol, estão em lugar sem lei e que por isso podem, a seu bel-prazer, lançar ofensas, notadamente mediante o uso de palavrões.
É preciso reverter esta contracultura e isto começa com a punição daqueles que toleram e, por omissão, concordam com tais nefastas práticas”.

bomba.jpg

– Capriche na Mira para não ser Multado!

Se a moda pega… Na China, quem for ao banheiro e errar o xixi no mictório pagará multa equivalente a R$ 38,00!

Extraído de Revista Época, 21/08 pg 16

A ORDEM É CAPRICHAR NA MIRA

Sujou. Fiscais na cidade de Shenjen, no sul da China, passarão a multar em 100 yuan (R$ 38) os usuários de banheiros públicos masculinos que urinarem fora do mictório. O governo criou a lei para conter o que chamou de “uso grosseiro de um banheiro público” – parece que a coisa andava feia em Shenjen. A nova lei foi motivo de intenso debate em jornais locais e na versão chinesa do Twitter, o Weibo. A medida, que começará a valer em setembro, impõe alguns desafios para os homens da lei. Não se sabe que quantidade de urina precisa respingar fora do mictório para ser considerada uma infração. Uma gota já vale? Críticos afirmam que serão necessários inspetores em cada banheiro para cumprir a lei. Com os olhos bem abertos.

url.jpg

– Aluno de 15 anos soca a professora! Pode?

Educação da família, valores morais e éticos, respeito e honestidade: são condições para um Brasil melhor. Mas quando leio que uma professora levou socos de um aluno por ter lhe chamado a atenção, penso: que país teremos no futuro?

Extraído de: http://jornaldesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/seguranca/noticia/2017/08/professora-e-agredida-por-aluno-em-indaial-no-vale-do-itajai-9875692.html

PROFESSORA É AGREDIDA POR ALUNO EM INDAIAL, NO VALE DO ITAJAÍ

Professora da rede pública relatou o incidente nas redes sociais

Uma professora da rede pública de Indaial, no Vale do Itajaí, foi agredida por um aluno dentro da escola nesta segunda-feira de manhã. A violência foi relatada pela vítima nas redes sociais e confirmada pela delegacia de Polícia Civil da cidade, que registrou o boletim de ocorrência.

O caso ocorreu em uma escola municipal no bairro dos Estados, em Indaial, nesta segunda-feira de manhã. Segundo o relato da professora de Língua Portuguesa Marcia de Lourdes Friggi, 51 anos, compartilhado por ela no Facebook, uma discussão teria iniciado após ela ter pedido que o aluno tirasse um livro do meio das pernas e colocasse em cima da mesa. O jovem de 15 anos teria se negado e xingado a professora, que o encaminhou até a diretoria.

Após relatar o caso na direção, o jovem teria começado a agredir a professora com socos. Ela ficou ferida e precisou receber pontos na altura do supercílio. Às 19h desta segunda-feira, a postagem no Facebook da professora já passava dos 80 mil compartilhamentos.

O secretário de Educação do município, Ozinil Martins de Souza, diz que a mãe do aluno foi chamada na escola na tarde desta segunda-feira e está a par da situação. Ainda segundo Souza, o rapaz já era acompanhado pelo Conselho Tutelar e teria entrevistas com psicólogos, mas não soube dizer os motivos. A secretaria, a direção da escola e o Conselho Tutelar vão decidir nesta terça-feira qual será o encaminhamento.

O adolescente é aluno da unidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) de Indaial e esta era a primeira aula que Marcia tinha com ele.

— Se o menino tem 15 anos e está no EJA, não completou os estudos no ano correto. Então, pode ter problemas de conduta ou desinteresse. Evidente que é uma atitude que a gente não concorda, precisamos ouvir os dois lados, entender o que levou o menino a ter uma reação tão violenta — diz o secretário.

Souza acrescenta que desde que assumiu a pasta, em janeiro, é o primeiro caso de agressão contra professores em escolas. Será marcada uma reunião com diretores das unidades escolares da cidade para abordarem o assunto.

A reportagem tentou contato com a diretoria da unidade de ensino, mas não teve retorno até o momento.

A Secretaria de Educação de Indaial também divulgou nota em que “repudia qualquer tipo de agressão física ou moral, independentemente da motivação” e que, após a ocorrência, a direção do centro de ensino prestou apoio à profissional e a levou até a delegacia e ao Hospital Beatriz Ramos, onde foi atendida e, depois, encaminhada para casa.

Marcia dá aulas no EJA com contrato por admissão de caráter temporário. Ela também é professora efetiva da rede estadual e leciona na Escola Prefeito Germano Brandes Júnior, em Indaial.

Em nota, o governo do Estado reiterou que Marcia é funcionária da rede estadual, onde presta 20 horas semanais de serviço, e que “lamenta o ocorrido e vai continuar acompanhando o caso”.

bomba.jpg

– As Crianças e o Fracasso

Na semana passada, uma interessante matéria nas Páginas Amarelas da Revista Veja: “O FRACASSO FAZ BEM ÀS CRIANÇAS”, trazida em uma entrevista da jornalista Stephanie Saches Feder com a ex-reitora de Stanford, Profa Dra Julie Lythcott-Haims.

O debate é: crianças precisam vivenciar a experiência do fracasso para aprenderem com os erros! Disse a doutora:

O que todos os pais que protegem os filhos têm em comum é o medo do fracasso. Eles temem que um fracasso arruíne a vida de seus filhos. E eles estão errados. O fracasso é talvez o melhor professor da vida (…) Os ‘adultos-crianças’ têm pouca confiança em si mesmos e não conseguem refletir com independência sobre as questões cotidianas. ‘Sou incapaz de fazer isso sozinho’, pensam. Afinal, durante toda a vida alguém sempre fez tudo por eles (…) Os pais têm que aceitar que o objetivo é criar aquela pequena pessoa para que ela seja capaz de se cuidar.

Como é difícil para o papai e a mamãe deixar seus filhos baterem asas e voarem sozinhos, não? Enquanto filho, imagino a dificuldade de meu pai. E, claro, a minha dificuldade futuramente…

E aí: concorda ou não concorda com o depoimento da professora?

bomba.jpg

– Compare a necessidade de um deputado com a de um professor!

Se você pudesse escolher um profissional para premiá-lo com o título de “indispensável” para o Brasil: escolheria um deputado federal ou um professor?

Pois bem: compare o salário e os auxílios de cada um deles. Abaixo: 

bomba.jpg

– Unicamp supera USP e é eleita a melhor da América Latina!

O renomado Times Higher Education divulgou: entre as 10 melhores universidades latino-americanas, metade são brasileiras e o topo é ocupado pela UNICAMP.

Extraído de: https://educacao.uol.com.br/noticias/2017/07/20/unicamp-ultrapassa-usp-e-ocupa-1-lugar-em-ranking-de-universidades-latinas.htm

UNICAMP PASSA USP E É A MELHOR INSTITUIÇÃO DA AMÉRICA LATINA SEGUNDO RANKING

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) é a melhor universidade da América Latina, segundo avaliação de um dos principais rankings universitários do mundo, o Times Higher Education, divulgado nesta quinta (20).

Com isso, a universidade ultrapassou a USP (Universidade de São Paulo), uma das instituições de ensino mais tradicionais do Brasil, que ocupou a primeira posição no ranking do ano passado e aparece em segundo lugar na avaliação de 2017.

O Times Higher Education é uma publicação britânica, considerada uma das principais avaliações educacionais do mundo todo, que analisa universidades desde 2011. No ranking global, a USP sempre esteve à frente da Unicamp. No ano passado, por exemplo, ficou no grupo das instituições entre o 251º e o 300º lugar, enquanto a universidade do interior paulista ficou no grupo 401º-500º. A classificação é feita em grupos a partir da posição 200.

Em 2016, a publicação britânica passou a fazer um recorte específico sobre as instituições de ensino superior da América Latina. 

Na avaliação, critérios como ensino, pesquisa, citações, visão internacional e transferência de conhecimento são utilizados como indicadores de desempenho das universidades.

Para Marcelo Knobel, reitor da Unicamp, a liderança da instituição na América Latina “é um orgulho”. Ele afirma que a universidade se destaca por ser inovadora desde a sua fundação, mantendo “um foco muito grande nas ciências aplicadas”, e por seu pioneirismo na criação da Inova, uma agência de inovação que estimula a pesquisa e o empreendedorismo dentro da própria Unicamp.

Knobel diz ainda que a “flutuação” de posições entre a USP e a Unicamp é algo que “faz parte do processo de rankings”. “As duas têm um corpo de professores, estudantes e funcionários de excelência”, avalia.

O reitor destaca que o desafio atual da Unicamp e de outras universidades paulistas é manter a qualidade de ensino em um momento “dramático” de crise financeira.

Assim como a USP, a Unicamp afirma ter um comprometimento com a folha de pagamento dos servidores superior à verba repassada pelo Estado de São Paulo, que vem de impostos como o ICMS.

Atualmente, o deficit da universidade está previsto em R$ 250 milhões. “A principal preocupação, agora, é atingir o equilíbrio financeiro”, afirma Knobel.

Procurada pelo UOL, a reitoria da USP ainda não comentou a listagem.

O Brasil no ranking

Ao todo, o Times Higher Education avaliou 81 universidades da América Latina. No quadro das 10 melhores instituições, o Brasil é o país mais presente, com 5 universidades na lista: além da Unicamp e da USP, aparecem no topo a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a Ufrj (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e a PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro).

Considerando as 50 melhores universidades da região, 18 são brasileiras –uma piora em relação ao ano passado, quando eram 23 instituições nesse quadro. 

“Muitas destas universidades melhoraram a sua pontuação total desde o ano passado, mas perderam terreno devido ao aumento da concorrência e porque outras instituições melhoraram em um ritmo mais rápido”, afirmou Phil Baty, editor dos rankings da Times Higher Education, em relatório.

Entre os países que ascenderam rapidamente no ranking da América Latina estão o Chile, com 15 universidades entre as 50 melhores (11 a mais do que no ano passado), a Colômbia, com cinco (no ano passado eram quatro), e a Argentina, que entra na avaliação pela primeira vez, com duas colocações nessa lista.

Segundo Baty, apesar de o Brasil gastar mais em pesquisa e desenvolvimento do que os outros países da região, o investimento ainda é pequeno. “Os salários dos pesquisadores também são muito baixos para os padrões internacionais e estão entre os mais baixos da região”, disse.

A análise do Times Higher Education é de que junto ao pouco financiamento para pesquisas, ao excesso de burocracia e a políticas mal-definidas para pesquisas, os baixos salários dos pesquisadores podem incentivar a saída desses estudiosos do país.

– Crianças podem errar!

Ou você é uma celebridade ou você é um ninguém. É rico ou pobre. É feliz ou depressivo. Parece que perdemos todas as nuances entre os extremos. Não toleramos coisas medianas ou boas o suficiente.

Esses radicalismos cada vez mais estão sendo usados para educar as crianças. Ou são perfeitas ou fracassadas, não podendo, então, errar nunca!

Crianças devem errar para aprender! Mas como “controlar esses erros” e até onde há a permissão para eles?

Carl Honoré, filósofo, fala sobre como os adultos tornam muitas vezes a fase infantil em fase de preparo “pré-stress”.

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2082/criancas-precisam-de-liberdade-para-errar-o-filosofo-escoces-diz-153093-1.htm

CRIANÇAS PRECISAM DE LIBERADADE PARA ERRAR

por Suzane Frutuoso

No dia em que o filósofo escocês Carl Honoré, 41 anos, foi chamado na escola do filho Benjamin, hoje com 10 anos, e ouviu da professora de artes que o menino desenhava muito bem, ele se encheu de orgulho e sonhou alto. Saiu de lá e foi fazer uma pesquisa na internet sobre escolas de educação artística. Já imaginava: “Estarei criando o próximo Picasso?” Mas, ao indagar o menino sobre o curso, levou um balde de água fria. “Não quero ir para uma aula na qual o professor vai me dizer o que fazer. Só quero desenhar”, disse Benjamin, com firmeza. “Por que os adultos têm que tomar conta de tudo?” Honoré percebeu quanto estava sendo um pai ansioso querendo dominar a felicidade simples do filho e transformá-la em realização. Ele entendeu também que não estava sozinho. Foi quando deu início às pesquisas do livro “Sob Pressão” (Ed. Record), recém- lançado no Brasil. “A ideia era retomar minha autoconfiança como pai e ajudar outros da mesma maneira”, diz Honoré, que também é pai de Susannah, 7 anos. Uma das principais vozes do movimento slow (por uma vida mais tranquila), o filósofo foi criado no Canadá e hoje mora em Londres. Ele domina o português porque morou no Brasil em 1988 e 1990 para trabalhar com meninos em situação de risco.

ISTOÉ – Qual o problema de pais que, como o sr., tentam desde cedo lapidar a vocação infantil? Carl Honoré – Não há nada errado em encorajar o talento de um filho. Pelo contrário. É uma das principais responsabilidades dos pais identificar suas paixões e ajudá-los a desenvolvê-las. Mas existe uma grande diferença entre incentivar um talento e colocar a criança sob pressão, numa corrida obsessiva mirando o topo. A infância serve para descobrirmos quem somos e no que somos bons gradualmente, sem ninguém decidindo por nós. Deveria ser um tempo de experimentação em uma série de atividades diferentes. Focar logo cedo em algo leva ao perigo de se fechar para outras opções. Você limita os horizontes da criança no momento em que ela deveria estar aberta para um mundo de possibilidades. Uma criança não é um projeto que você pode modular. Ela é uma pessoa que precisa de permissão para ser protagonista de sua própria vida.

ISTOÉ – Mas a sociedade acredita que talento bom é talento precoce, certo?
Honoré – Talento precoce não é garantia de futuro brilhante. Crianças mudam conforme crescem, especialmente na adolescência. O menino que dribla espetacularmente os amigos, como o jogador Robinho fazia aos 6 anos, pode ser um atleta medíocre aos 13. Crianças precisam de espaço e liberdade para cometer erros, fazer más escolhas, ficar em segundo lugar no pódio. É assim que elas aprendem a trabalhar seus pontos fortes e descobrirão no que são boas. Claro que há casos de crianças prodígio que treinam com afinco seus talentos naturais e alcançam benefícios – na música, por exemplo. Mas é importante lembrar que é uma minoria. Nossa cultura exige perfeccionismo. Isso torna difícil para nós, pais, segurar expectativas e ajudar nossos filhos a desenvolver todo potencial que têm sem cair na fantasia de que eles podem ser os próximos Pelé, Paulo Coelho ou Caetano Veloso.

ISTOÉ – Como a pressão, com atividades que em tese melhorariam o desempenho no futuro, pode ser prejudicial?
Honoré – É possível acabar para sempre com o desejo dela por algo de que goste. Acelerando o processo de aprendizado, frequentemente não se aprende tão bem. Uma professora de música de Londres me contou sobre uma menina que começou a estudar violino aos 3 anos. Ela saltou à frente de seus pares. Mas aos 6 a técnica dela era tão distorcida que precisou passar meses reaprendendo o básico. As outras crianças que ela tinha ultrapassado acabaram deixando-a para trás.

ISTOÉ – Quais são os problemas do mundo contemporâneo que já afligem as crianças?
Honoré – Estamos em um momento único da história da infância na qual somos pressionados a oferecer uma infância “perfeita” aos nossos filhos.

Uma série de tendências convergiu ao mesmo tempo para produzir uma cultura da perfeição. A globalização trouxe mais competição e incertezas sobre o mercado de trabalho, o que nos deixa mais ansiosos em preparar os filhos para a vida adulta. A cultura do consumo alcançou a apoteose nos últimos anos. O próximo passo é criar uma cultura de expectativas elevadas: dentes, cabelos, corpo, férias, casa, tudo deve ter perfeição. E crianças perfeitas fazem parte desse retrato. É uma cultura do tudo ou nada.

Ou você é uma celebridade ou você é um ninguém. É rico ou pobre. É feliz ou depressivo. Parece que perdemos todas as nuances entre os extremos. Não toleramos coisas medianas ou boas o suficiente.

ISTOÉ – Por que isso acontece?
Honoré – Porque os pais dessa geração perderam a autoconfiança. O que nos torna iscas fáceis de empresas que criam produtos desnecessários para cuidar de crianças. Ao mesmo tempo, a sociedade é profundamente impaciente. Queremos tudo agora. E achamos complicado recuar e deixar as coisas acontecerem. Sou pai e sei como é confuso criar uma criança nos dias de hoje. O foco do livro não é demonizar os pais. É nos fazer menos culpados e inseguros em relação aos nossos filhos.

ISTOÉ – Como, então, incentivar o talento das crianças de modo saudável?
Honoré – Primeiro, não pressionando os muito pequenos. No esporte, há um número recorde de crianças com lesões graves, como rompimento dos ligamentos, porque estão treinando como profissionais. Quando crescem, deixam o esporte de lado por perderem o prazer de praticá-lo devido à competição que viveram muito jovens. Para medir a paixão de um filho por algo é necessário observar, ouvir e ler os sinais dele. Se nunca fala sobre uma atividade que pratica pode ser sinal de que não está completamente engajado naquilo. Se dorme no carro a caminho da atividade ou tem olheiras, provavelmente está sendo exigido demais. Se você tem de brigar para que um filho se dedique ao que faz, talvez seja hora de parar. A resistência contínua é sinal de que a atividade não é a ideal para a criança. Ou não é o momento certo. Também é crucial não deixá-la preocupada em relação ao desempenho. Encoraje-a a se dedicar constantemente, mas sem pressa. O pai do golfista Tiger Woods permitiu que ele fosse adiante num ritmo comedido. Sua política era fazer Tiger se desenvolver em seu próprio ritmo, nada além disso. E olhe como funcionou!

ISTOÉ – Existem paralelos entre crianças com excesso de atividades extracurriculares e crianças exploradas em trabalhos infantis?
Honoré – Talvez existam. Em ambos os casos, elas são prejudicadas ao serem impedidas de viver uma infância apropriada. O tempo delas não lhes pertence realmente. Criadas assim serão menos criativas. Estão tão preocupadas em agradar aos adultos e fazer tudo certo que não aprendem a pensar por si sós e a olhar para dentro de si mesmas. Sofrem com stress. Como têm cada minuto organizado e supervisionado por adultos, mais tarde descobrirão que é difícil viver por conta própria. Nunca amadurecerão. Há pouco tempo, soube do caso de um professor que pediu a um rapaz de 19 anos que desligasse o celular em aula e ouviu: “Por que você não resolve isso com a minha mãe?” Há pais que estão indo a entrevistas de trabalho com os filhos negociar salários e benefícios.

ISTOÉ – Parece que os pais de hoje sofrem justamente por terem inúmeras possibilidades e não saberem o que é melhor. Eles estão apavorados?
Honoré – Muito. Eles têm um mundo de conselhos, alertas e opções – e ficam sem saber o que fazer. E quando não sabemos o que fazer acabamos fazendo o que todo mundo está fazendo. Pais confiantes são resistentes ao pânico e à pressão, conseguindo assim encontrar o caminho para educar seus filhos. Não existe fórmula mágica para educar. Cada criança é única, assim como cada família. O segredo é encontrar a fórmula que funciona melhor para você e seu filho.

ISTOÉ – Há no Brasil pais escolhendo a escola dos filhos de 5, 6 anos conforme um ranking daquelas cujo ensino garante o ingresso nas melhores universidades. Eles estão certos?
Honoré – É o mesmo fenômeno aqui na Inglaterra. Eles querem que o filho entre numa boa universidade. O problema é o sistema para chegar lá. As melhores escolas são tão obcecadas em alcançar as maiores pontuações nos exames de avaliação que a educação sofre falhas. Há colégios hoje que são como fábricas com uma linha de produção. É uma escolha difícil para os pais. Não se pode esperar que sacrifiquem o futuro de seus filhos. Então, acredito que seja a única coisa que esses pais podem fazer nas atuais circunstâncias. Mas há outro ponto a ser lembrado. Criar um mundo perfeito para seu filho, no qual tudo é gerado de acordo com as necessidades dele, em que as emoções dele sempre vêm primeiro, não é uma preparação razoável para a vida adulta. Não é assim que o mundo real funciona. Nem todos aqueles que vão para as melhores escolas particulares e mais renomadas universidades são mais felizes, saudáveis e bem-sucedidos.

O que é fundamental na educação de uma criança?
Honoré – Elas precisam de tempo e espaço para explorar seu próprio mundo. Precisam de amor e atenção. Devem ter permissão para se arriscar.

Há um movimento na Inglaterra contra festas de aniversário esbanjadoras. Muitos pais estão limitando os presentes que os filhos recebem ou até os proibindo. Estão reaprendendo a dizer não. Investimos tempo, dinheiro e energia num currículo matador para nossos filhos, mas tendemos a vacilar na disciplina. Do mesmo modo, crianças precisam dizer não para nós às vezes. Vejo uma mudança se aproximando. Pelo mundo, escolas estão revendo a obsessão por exames e evitando o excesso de atividades acadêmicas para que os alunos tenham tempo de relaxar, refletir e aprender coisas sozinhos.

Há pouco tempo uma escola escocesa eliminou a lição de casa para as crianças de 3 a 13 anos. Em um ano, as notas em matemática e ciências melhoraram 20%.

ISTOÉ – Há outros exemplos?
Honoré – Sim. Para que os jovens voltem a se interessar por esportes, as ligas esportivas estão reprimindo o abuso de pais que enfatizam a importância de ganhar a qualquer custo. Recentemente, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) reformulou o formulário de matrículas com ênfase num número menor de atividades extracurriculares que os alunos considerassem importantes para a futura carreira e optassem por assuntos que lhes despertassem paixão. Até mesmo Harvard está revendo o excesso de atividades, como mostra uma carta da direção encaminhada aos novos alunos.

“Você pode equilibrar melhor sua vida se participar de algumas atividades por puro divertimento, mais do que daquelas que imagina que serão um diferencial para conseguir emprego. As relações humanas que você construir com seus colegas pode ter uma influência maior em sua vida futura do que o número de cursos que você fará.” O título: “Vá devagar: absorvendo mais de Harvard fazendo menos.”

dia%20.jpg

– Você sabe quais são as piores faculdades do Brasil?

De 2109 instituições de ensino superior avaliadas pelo MEC, mais de 300 foram consideradas insatisfatórias.

Sabe quais são elas?

O link está em: https://exame-abril-com-br.cdn.ampproject.org/c/exame.abril.com.br/carreira/as-piores-faculdades-do-brasil-segundo-avaliacao-do-mec/amp/

bomba.jpg

– A arte de ser um radical babaca!

Que lamentável!

Um fanático radical atacou com agressões verbais o jornalista Alexandre Garcia no aeroporto. 

O rapaz, mal educado e fazendo propositalmente a filmagem (provavelmente para aparecer), dá uma aula de “como ser idiota“.

Maldito fanatismo político, seja de esquerda ou de direita!

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=i-L15LHlbok

– A indevida brincadeira do “E se nada der certo”?

Em tempos politicamente corretos, valorizar todas as profissões e respeitar o trabalho alheio é fundamental. Não só por educação, mas por cidadania. Todo trabalho, sendo honesto, é plausível.

Ganhou atenção o evento “E se nada der certo?”, promovido pelos alunos do Instituto Evangélico de Novo Hamburgo (IENH-RS), que fizeram a seguinte brincadeira (com aval do próprio IENH): se você não passar no vestibular, e se nada der certo, você vai… (e se vestiam conforme a profissão do que se tornariam se não entrassem numa boa faculdade).

Pois bem: os alunos da elite gaúcha se vestiram de garçons, frentistas, domésticas, caixas de supermercado, atendentes do McDonalds, garis, cozinheiros, faxineiras…

Que sem graça e que sarro desrespeitoso! Não são nobres tais profissões / profissionais?

Se você estiver desempregado e precisar trabalhar honestamente, não aceitaria ser varredor de ruas? Qual o pecado?

Retrato uma consideração de Maurício Bento do Huffpost Brasil (vide em: https://is.gd/kDNqwZ), onde ele lembra quais empregos tiveram profissionais de sucesso:

O primeiro emprego de Michael Dell, fundador da marca de computadores Dell, foi lavador de louça.

O primeiro emprego de Marissa Mayer, CEO do Yahoo, foi caixa de supermercado.

O primeiro emprego de Doug McMillon, CEO do Walmartfoi descarregador de caminhão no almoxarifado da empresa.

Eles deram certo duas vezes, por reconhecerem a dignidade dessas profissões, como por terem aproveitado as oportunidades e crescido na carreira.

Quem não deu certo foi Eduardo Cunha, que já foi presidente da Câmara, mas foi cassado e preso.

Quem não deu certo foi Antonio Palocci, que já foi ministro da Fazenda de Lula, mas está preso.

Quem não deu certo foi Aécio Neves, que foi grampeado pedindo dinheiro ilegal, contribuiu para a prisão da própria irmã, Andrea Neves, teve seu mandato suspenso e pode ser preso a qualquer momento.

Quem não deu certo foi Dilma Rousseff, cujas políticas destruíram a economia do País, abriram espaço para corruptos como Joesley Batista se tornarem grandes e que acabou em impeachment.

Quem não deu certo foi Marcelo Odebrecht, que já foi presidente de uma das maiores empreiteiras do mundo e hoje está preso.

As pessoas humildes e honestas que ajudam e servem mais de 200 milhões de brasileiros diariamente, essas deram muito certo. Jovens que não reconhecem isso é que podem acabar dando muito errado.

Perfeito! Bons profissionais começam com humildade, dignificando o trabalho duro e respeitando o seu próximo!

bomba.jpg

– Bons Cursos via Web de Ótimas Universidades

A divulgação é pequena, mas as ofertas são boas: cursos a distância (EAD) da Unicamp e da USP.

Vale a divulgação e o compartilhamento entre amigos.

Abaixo, extraído de: http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2015/05/11/usp-e-unicamp-lancam-cursos-a-distancia-gratuitos.htm

USP E UNICAMP LANÇAM CURSOS A DISTÂNCIA GRATUITOS

O Coursera, uma das principais plataformas de ensino online do mundo, lançou neste mês seus primeiros cursos em língua portuguesa. As formações, gratuitas, são ministradas por instituições renomadas, como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos.

Os cursos da plataforma – com vídeos, simulações e exercícios – não têm data para começar ou terminar, o que facilita a participação dos alunos. O conteúdo é gratuito e cobra-se apenas uma taxa de 85 dólares (cerca de R$ 300) para emissão de certificado. O Coursera tem 12 milhões de usuários no mundo, sendo 500 mil no Brasil.

A USP oferece dois cursos: um sobre história da contabilidade e outro sobre linguagem de negócios nessa área. O primeiro estará disponível na próxima semana e o segundo, em agosto. Outras formações da USP já devem ser abertas nos próximos meses.

A Unicamp oferece, a partir deste mês, um curso de processamento digital de sinais, voltado para engenheiros. A ideia é mostrar como se criam aplicativos para converter músicas, imagens, vídeos e outros sinais em formato digital.

O segundo programa, para julho, mira interessados em empreender. A Unicamp também planeja criar cursos online abertos de Português para Estrangeiros e Física Básica.

Os chamados Moocs (sigla em inglês para cursos gratuitos, online e dirigidos ao grande público) são uma tendência em grandes universidades estrangeiras. A oferta dessas aulas virtuais também é uma estratégia para aumentar o alcance de instituições brasileiras de ponta.

Já a Fundação Lemann lança neste mês o programa de gestão para aprendizagem. O objetivo é discutir novos conceitos de planejamento estratégico nas escolas.

O Coursera ainda traduziu dois dos seus cursos mais populares. Um deles, da Universidade da Califórnia, trata de como o cérebro absorve informações para melhorar hábitos de aprendizado. O outro, da Universidade de Michigan, discute estratégias de sucesso nos negócios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
bomba.jpg

– Dia do Desafio 2017 em Jundiaí

Gostaria de parabenizar os organizadores do “Dia do Desafio” em Jundiaí (competimos com Uberlândia-MG), em especial à àrea de Esportes e de Cultura do município, pela manhã gostosa que passamos nesta quarta-feira.

Minha filha participou com seus colegas do Projeto Guri, unindo música e atividade física (cultura e esporte são sinônimos de educação para a mente e para o corpo). Saíram da sede (vizinha do Teatro Polytheama) e foram caminhando até o Solar do Barão. Em frente à Catedral Nossa Senhora do Desterro (Matriz), se reuniram em outras atividades – tocando, cantando, pulando e se exercitando. 

Aqui, um vídeo de 30 segundos da festa no Centro da Cidade. Isso sim vale a pena: iniciativa eficaz de socialização, prática sadia e educacional, além de ser de baixo custo

Assista o vídeo em: https://m.youtube.com/watch?v=mJd0FyRzpXc


Algumas fotos abaixo:

Mais um derradeiro e bacana vídeo:

– As Mochilas de Jequié são o retrato do descaso das autoridades da Educação Infantil

Ou não são pessoas da área educacional, ou não estão nem aí com as crianças: em Jequié-BA, a Prefeitura comprou 18 mil mochilas para os alunos das escolas públicas. Só que elas são ENORMES, quase do tamanho dos pobres pequenos.

O Prefeito de lá ou o seu Secretário da Educação não têm bom senso? Isso causa lesões na coluna!

Que feio…

bomba.jpg

– Trocando Educação ao Povo por Mordomia ao Parlamentar!

Que loucura está o Rio de Janeiro, não? A Cidade carioca e o Estado fluminense quebraram! E pensar que a euforia das Olimpíadas foi tão recente… (e o ex-governador Cabral preso).

Em Jundiaí, outra cidade preocupada com as contas: cargos comissionados da antiga e da nova gestão em questionamento, preocupação com a Previdência Municipal e outras medidas de quem está na pindaíba.

Leio algo ainda pior: em Miracema do Norte, a primeira (e ex) capital do Tocantins: o prefeito de lá, no final do ano passado, para economizar, simplesmente encerrou as aulas da rede pública de ensino no dia 1o de Novembro, determinou dever de casa até 2017 e decretou férias!

Economizar com Educação é necessário? Não seria melhor cortar as mordomias das esferas municipal, estadual e federal?

Um suplente de senador que seja empossado por 1 dia já ganha o super plano de previdência do Senado vitaliciamente (com Sírio Libanês e Albert Einstein). Os ex-presidentes (incluindo Collor e Dilma, que sofreram impeachment), possuem um cartão corporativo de vale combustível, com cota polpuda, perpetuamente!

Assim a conta não fecha mesmo…

bomba.jpg

– Que arrependimento em abrir mão do que se gosta…

Confesso: tive que abrir mão (por diversos motivos) das aulas em que eu seria docente do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). Que remorso…

Lecionar é uma paixão. Me realizo na sala de aula, me sinto bem! E por força maior, não pude aceitar a minha contratação após o concurso público (mesmo tendo sido aprovado com louvor na aula-teste).

Vida que segue… Voltarei à vida acadêmica assim que estiver liberado!

bomba.jpg

– A Geração Z vem aí!

Nós constantemente falamos sobre a Geração Y, que, afinal de contas, são os jovens executivos que estão tentando revolucionar a Administração de Empresas.

Mas e a Geração Z (chamada por muitos como Geração @)?

Compartilho um interessante material da Revista Exame, sobre quem são esses adolescentes / jovens que poderão revolucionar ainda mais o mundo dos negócios, e, por que não, a sociedade!

Destaque para as crenças e valores dessa moçada que vem por aí.

Extraído de: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/geracao-quem-sao-e-como-se-comportam

GERAÇÃO Z: QUEM SÃO E COMO SE COMPORTAM

Os teens de hoje que têm entre 13 e 18 anos em breve tomarão o poder do mercado de consumo, assim como os seus “antepassados”, a Geração Y. Eles nasceram e vivem na era digital, estão interconectados, super informados, têm um sentimento crítico elevado, são egocêntricos, precisam ser reconhecidos e procuram seus próprios momentos de fama. Para eles, as marcas continuam sendo relevantes em suas vidas para construir sua identidade, aponta a pesquisa “Geração @ e as Mudanças dos Consumidores Teens”.

O estudo realizado pela Enfoque Pesquisa de Marketing no Brasil e apresentado ontem, dia 22, na sede da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa mostra um adolescente cuja vida passa 24 horas por dia nas telas. Principalmente a do computador, para acessar a internet, em que 77% preferem passar o seu tempo, contra 66% da Televisão e 54% do celular. Mas eles não consumem uma mídia de cada vez.

Enquanto estão na internet, os teens multitarefa ouvem música, falam ao telefone e assistem à TV, nesta ordem. O ambiente digital é um território conquistado por eles e onde têm suas próprias linguagens. A disputa pela atenção deste público é cada vez mais feroz. Tudo que se passa na vida deles hoje tem uma tela. Eles não consomem mídia, mas sim conteúdo que os permite interagir e compartilhar, principalmente nas redes sociais.

Geração Display

As redes sociais são parte fundamental na vida dos adolescentes brasileiros para se socializarem, conhecer pessoas, ter reconhecimento e auto-estima. Em seus perfis, eles se mostram como querem ser vistos, geram e compartilham conteúdo constantemente. “Os teens de hoje são autores e protagonistas de seus momentos”, afirma Zilda Knoploch, CEO da Enfoque Pesquisa de Marketing (foto). “É uma geração display. São obcecados por se verem e serem vistos. Até o processo de paquera mudou. Primeiro ele se mostra e depois conhece”, explica.

Agora, as marcas precisam conhecer e interagir com esses jovens que Zilda chamou de Geração @, também denominada por Geração Z. Eles são adolescentes nascidos após 1995. A forma de fazer Marketing tem que ser diferente. “Temos que entrar na vida destas pessoas, acompanhar a vida delas e se relacionar. Não é mais um discurso da marca para o teen, mas uma conversa entre os dois”, diz a CEO da Enfoque.

É uma interação sem fim que tem como base o conteúdo. As marcas que não tiverem conteúdo e um propósito estarão fora do jogo. Elas precisam preencher um espaço que está vago na mente dos novos adolescentes que se mostram sem perspectivas, uma vez que 52% das mais de 1.500 pessoas entrevistas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, das classes A, B e C, se mostram abertos a morar em outro país. Elas não têm confiança nas empresas, nos políticos, nem no Estado, mas 70% dos garotos e garotas confiam na Igreja, seguida da Seleção Brasileira de Futebol, do Exército, da Rede Globo e dos Bancos.

Atitudes diferentes, mas nem tanto

Em meio a uma fase de transição, os novos teens se mostram materialistas e extremistas em relação às suas emoções. Assim como a Geração Y, querem tudo para ontem e alguns deles já sentem falta de tempo para fazer tudo que gostam. É um fenômeno decorrente da maior gama de atividades diárias além da escola, principalmente nas classes AB. Seus ídolos não estão no esporte, mas sim na família, sendo a mãe a principal.

Sobre o futuro, a maioria não tem ideia do que acontecerá a eles, apenas querem desfrutar o hoje. A diferença é que, na classe A, alguns desejam estudar e trabalhar no exterior. O vasto acesso a informação lhes permite sentir que o mundo cabe em suas mãos. Num ambiente de excessos, a opinião de seus amigos é confiável e mais influente que a das marcas.

A música está presente em todas as situações que este jovem passa, formando a trilha sonora da vida dele mais do que no passado. O que não muda, segundo a pesquisa, é que as marcas continuam representando os códigos de moda para esta geração, seja como pertencimento, para obter status ou até mesmo se diferenciar.

imgres.jpg

– Universitários que se formam no Brasil versus os que trancam matrícula

Um número preocupante divulgado pelo Ministério da Educação: aproximadamente 1 milhão de brasileiros concluíram o ensino superior, contra 1,2 milhão de trancaram suas matrículas.

E qual será em 2017?

bomba.jpg

– Cursos Preparatórios para Enem e Pré-Vestibular gratuitos!

O Instituto Federal São Paulo (IFSP), que está instalado no Complexo Argos, irá aceitar até a 6a feira (24 de fevereiro) a inscrição para cursos preparatórios para o Enem e visando o Vestibular. E de graça!

Vale a divulgação. Informações no email: jundiai@ifsb.edu.br ou pelo telefone (11) 2448.8500

bomba.jpg

– O Pré Carnaval Carioca e a Turma do Xixi?

Não é que de novo há gente abusando do “direito a fazer xixi” em qualquer lugar?

Neste final de semana, 300 pessoas foram presas por urinar na rua, em público, durante os desfiles pré-carnavalescos no Rio de Janeiro.

Cá entre nós: sabemos que é uma tremenda falta de educação, turbinada por muita bebida. Mas até para ser trouxa tem limite, não?

bomba.jpg

– Como identificar um ótimo professor?

O artigo de Gustavo Ioscpe na Revista Veja (Ed 13/02/2013) é uma das boas coisas que mentes brilhantes criam. Independente se você for professor ou aluno, tenho certeza que gostará:

COMO IDENTIFICAR UM BOM PROFESSOR

Vou fazer uma pergunta fácil: você teve algum Professor especial, que fez diferença na sua vida? Se você passou mais de dez anos estudando, aposto que não apenas a resposta foi positiva, como imediatamente lhe veio à mente aquele(a) Professor(a). Agora, uma pergunta mais difícil: você poderia descrever as qualidades desse Professor especial, de forma que seus atributos pudessem ser copiados por todos os outros Professores em atividade?

Uma série de estudos demonstra que um bom Professor exerce influência substancial sobre seus Alunos, não apenas durante o período Escolar mas por toda a vida. Boa Educação melhora a saúde, diminui a criminalidade e aumenta o salário. Eric Hanushek, pesquisador de Stanford, calcula que um Professor que esteja entre os 25% do topo da categoria e que tenha uma turma de trinta Alunos gera, a cada ano, um aumento na massa salarial desses Alunos de quase 500 000 dólares ao longo da vida deles. O problema é que, mesmo que todos saibam intuitivamente quem é um bom Professor, ainda não conseguimos explicar e decompor o seu comportamento de forma que seja possível identificar os
bons profissionais, promovê-los e reproduzir a sua atuação. Os estudos estatísticos, que se valem de dados facilmente quantificáveis, nos trazem alguns bons indícios — por exemplo, a experiência do Professor só importa nos dois a cinco primeiros anos de carreira; Professores que faltam às aulas têm Alunos que aprendem menos; Professores que obtiveram notas melhores em testes padronizados, estudaram em universidades mais competitivas e têm mais habilidade verbal exercem impacto positivo sobre o aprendizado dos Alunos; quanto mais sindicalizados os Professores, mais eles faltam e mais insatisfeitos estão com a carreira; e Professores com expectativas mais altas para seus Alunos também obtêm resultados superiores. Essas são todas variáveis “de fora”; estudos mais recentes começam a entrar na Escola e na sala de aula e tentam explicar os componentes de um bom Professor.

Um estudo lançado em janeiro representa um grande passo à frente (esse e todos os outros estudos citados aqui estão em http://www.twitter.com/gios-chpe). Patrocinado pela fundação Bill & Melinda Gates, ele conseguiu criar um “mapa da mina” para a identificação de bons Professores, depois de acompanhar milhares de Professores e Alunos em sete distritos Escolares americanos (incluindo Nova York, Dallas e Denver) ao longo de três anos. Normalmente, só cito neste espaço estudos publicados em revistas acadêmicas ou simpósios, que são revisados e criticados por outros acadêmicos, porque é pequena a probabilidade de uma fundação privada reconhecer em um relatório que, “depois de três anos de esforços e milhões de dólares gastos, não encontramos nada de relevante”. Nesse caso, porém, creio que a exceção é justificada, não apenas por se tratar de uma fundação séria, que chamou pesquisadores renomados para o trabalho, mas também por seu design inovador.

Em 2009-2010, o estudo tentou criar instrumentos que identificassem Professores competentes. Chegou a um menu de três itens: observação de Professores em sala de aula, questionários preenchidos pelos Alunos e ganhos dos Alunos em testes padronizados, ou seja, quanto os Alunos daquele determinado Professor ganhavam em aprendizado de um ano a outro nesses testes (equivalentes ao nosso Enem ou Prova Brasil). Fez-se um trabalho cuidadoso para estabelecer quem deveria observar os Professores, quantas vezes e olhando para quais dimensões; como inquirir os Alunos; e no quesito valor agregado, teve-se a precaução de controlar uma série de variáveis dos Alunos (status social, situação familiar etc.) para que se pudesse isolar a qualidade do Professor, não do Aluno.

Mesmo com todos esses cuidados, ainda há muito que não sabemos nem controlamos que pode interferir nos resultados. Pode ser que os melhores Alunos procurem os melhores Professores, ou que os melhores Professores escolham dar aulas para turmas ou séries melhores, e aí o que pareceria o impacto do Professor seria uma complexa interação entre Professores e Alunos que inviabilizaria qualquer análise. (Seria como examinar a eficácia de um médico julgando apenas a taxa de cura dos seus pacientes. Se os casos mais complicados procuram os melhores médicos, ou se os melhores médicos procuram os pacientes mais intratáveis, é provável que os melhores médicos e os piores tenham pacientes com expectativa de vida similar, apesar de terem competências radicalmente distintas.) A fundação então conseguiu fazer o que se faz nas ciências exatas para isolar o efeito de uma variável: no ano seguinte, distribuiu os Professores aleatoriamente. A turma a que cada um ensinaria foi totalmente determinada por sorteio. Mais de 1 000 Professores, atendendo mais de 60 000 Alunos, participaram. E os resultados são fascinantes.

Em primeiro lugar, a performance esperada dos Professores ficou muito próxima da performance real (ambas medidas pelo aprendizado de seus Alunos). Ou seja, os Professores identificados como bons através das observações de seus pares, questionários de Alunos e valor agregado em anos anteriores continuaram, grosso modo, sendo bons Professores ensinando a turmas aleatoriamente escolhidas.

Em segundo lugar, foi possível sofisticar o modelo. Testaram-se quatro variações das ferramentas de avaliação dos Professores, e notou-se que uma das melhores combinações era aquela que dava peso igual (33% a cada um) aos três componentes (performance em teste, observação e questionário de Alunos). Quando alguns Professores reclamam que é reducionismo avaliá-los somente pela performance de seus Alunos em testes, aparentemente têm razão: é melhor adicionar essas duas outras variáveis. Também se testaram vários modelos diferentes de observação Docente, desde aquele em que o Professor é avaliado por seu diretor até versões mais complexas. Os modelos mais confiáveis se mostraram aqueles em que o Professor foi avaliado por pelo menos quatro observadores, em aulas diferentes, sendo dois deles pessoas da administração da Escola (é importante que seja mais de uma para evitar a influência de conflitos/preferências pessoais) e dois, outros Professores, treinados para a tarefa.

Nenhum estudo é definitivo, muito menos um feito por uma fundação, e nada garante que os mesmos achados serão encontrados no Brasil, ainda que normalmente o que apareça nos Estados Unidos também se verifique aqui. Mas, ante o modelo atual, obviamente fracassado, em que o Professor é contratado por concurso no início da carreira e depois fica esquecido em sua sala de aula, fazendo o que bem entender e sendo promovido por nível de estudo e experiência, o horizonte descortinado por essa pesquisa é bem mais promissor. Precisamos encontrar e premiar os bons Professores. E ter ferramentas objetivas e mensuráveis para tirar os maus profissionais da sala de aula. Sem isso, dificilmente sairemos dessa pasmaceira.

imgres.jpg

– Sirius e o investimento de R$ 1,5 bi

Talvez uma das últimas ou (poucas) grandes obras do Brasil. O impressionante, bilionário e futurista acelerador de partículas síncroton, em forma de anel, que está sendo construído em Campinas, supervisionado pelo LNLS.

Extraído de: http://epoca.globo.com/ciencia-e-meio-ambiente/noticia/2017/01/o-acelerador-de-particulas-de-r-15-bilhao.html

A MÁQUINA DE 1,5 BILHÃO DE REAIS

No meio da maior crise econômica da história recente, o Brasil concentra seu investimento tecnológico em um novo acelerador de partículas.

Quem circula pelo polo de alta tecnologia de Campinas, no interior de São Paulo, cruza estradinhas bucólicas pontuadas pelos campi de algumas grandes empresas. São, na maioria, instalações de concreto, cercadas por imensos estacionamentos e quase monótonas quando vistas pelo lado de fora. Um prédio branco salta à vista: parece um estádio de futebol construído em um lugar improvável. “Aqui do meio é que você tem uma noção do real tamanho do prédio”, diz o engenheiro Oscar Vigna, um homem alto e vermelho, queimado das muitas horas passadas sob o sol,  supervisionando as obras do prédio que vai abrigar o Sirius, um equipamento que funciona como um microscópio gigante.

A máquina tem um nome complicado: acelerador de partículas do tipo síncrotron. É a ferramenta que os cientistas usam para entender a estrutura atômica das substâncias com as quais vão trabalhar. Algo importante para o desenvolvimento de novos medicamentos, para o aprimoramento de materiais usados na construção civil, na exploração de petróleo e em uma infinidade de outras áreas. Uma máquina imensa, usada para desbravar universos em miniatura. Quando estiver pronto, o Sirius acumulará números parrudos. O prédio de 68.000 metros quadrados abrigará um equipamento com formato de anel e circunferência de 500 metros. Para proteger as pessoas da radiação liberada pelo funcionamento da máquina, planejada para ser a mais avançada desse tipo em todo o mundo, o conjunto será blindado por 1 quilômetro de paredes de concreto. Uma barreira com 1,5 metro de espessura e 3 metros de altura.

Dos números do Sirius, o que mais impressiona é o preço: R$ 1,5 bilhão. É o projeto científico mais ambicioso já levado a cabo no Brasil. Ou é essa a esperança de seus construtores. Sua construção ainda está em andamento. Espera-se que esteja pronto em 2019. E, com a crise econômica e política que aflige o Brasil, o gigantismo do projeto parece ameaçado. “O Sirius é prioritário, mas seria ingenuidade nossa dizer que não há preocupação”, afirma o físico Antônio José Roque, diretor do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), que encabeça o projeto. Desde que o Sirius começou a ser discutido em Brasília, em 2008, a ciência nacional foi do melhor ao pior dos mundos. Entre 2000 e 2013, as verbas para fazer ciência no Brasil cresceram a patamares inéditos para depois despencar, levadas pelos reveses econômicos do segundo governo Dilma. Cientistas deixaram o país e projetos foram postos de lado. O Ministério da Ciência não admite que o Sirius esteja ameaçado: “Num momento como o atual, um projeto como o Sirius traz oportunidades que ajudam o Brasil a sair da crise”, diz a Pasta em nota. Manter as obras dentro do cronograma exigirá repasses de R$ 500 milhões em  2017, nos cálculos do pessoal do LNLS. Mas a primeira versão de 2017, encaminhada pelo governo ao Congresso, fala em destinar apenas R$ 365 milhões. Em 2016, o orçamento proposto pelo governo – R$ 270 milhões – já sofrera reduções. Fechou em R$ 182 millhões.

O Brasil já conta com um acelerador de partículas, o UVX, também localizado em Campinas. O projeto começou em 1985, por iniciativa dos físicos Ricardo Lago e Ricardo Rodrigues. Foi inaugurado em 1997 com pompa e a presença do então presidente Fernando Henrique Cardoso.  Era o início do LNLS, uma instalação com tecnologia avançada e – coisa inédita no Brasil – aberta para ser usada por pesquisadores de qualquer universidade ou empresa do país e do mundo. Seus construtores entraram para a história do laboratório como heróis improváveis: em um país assolado pela inflação, puseram de pé um equipamento único em toda a América Latina e raro no mundo inteiro. Mas, no começo dos anos 2000, a máquina dava sinais de cansaço. A tecnologia avançara e o UVX ficara obsoleto, em comparação a outros síncrotrons espalhados pelo mundo. “Nós sabíamos que precisávamos construir um acelerador novo”, diz José Antônio Brum, diretor do LNLS entre 2001 e 2008. “Era isso ou fechar as portas.” Em 2008, Brum pediu à equipe do laboratório que desenhasse um pré-projeto do novo acelerador. A proposta foi entregue ao então ministro da Ciência, o físico Sérgio Rezende, durante uma visita ao laboratório. As avaliações preliminares adiantavam que seria um projeto caro,  de R$ 600 milhões. Rezende não se incomodou: “Eu disse ao Brum: ‘Vá em frente, que a gente arruma o dinheiro’”, afirma o ex-ministro.

bomba.jpg

– O pós-doutoramento não existe?

Um polêmico artigo do Professor Cláudio de Moura Castro em sua coluna na Revista Veja, (ed 2513, pg 75). Ele fala que o título de pós-doutor é pura invencionice brasileira!

Imagine terminar seu doutorado, se esforçar em busca da honraria de um Ph.D (philosophy doctor). e…

Leia e tire as suas próprias conclusões do texto do autor: exagero com ar de arrogância ou realidade que põe o dedo na ferida?

CRIAÇÕES BRASILEIRAS

No campo da educação, os inventos brasileiros são poucos. Mas pipocou um novo. Já havia percebido, e avivou-me a memória um blog de Simon Schwartzman: inventamos o pós-doutor! Em todas as sociedades, em algumas mais do que em outras, há palavras mágicas que se acoplam ao nome de certas pessoas. No Império, alguns eram premiados com o título de barão, conde ou visconde. Mais adiante, o título de coronel era oficialmente atribuído a potentados locais — ou usurpado com impunidade. No Vaticano, sempre houve o comércio de ungir comendadores, a bom dinheiro.
Quando um título universitário era uma prenda rara, ser “doutor” separava os escolhidos da plebe. Os anéis, um para cada profissão, identificavam os seus envaidecidos portadores. Durante o curso, antes da assinatura de cartas, convinha apor a expressão ”saudações universitárias”. Até hoje, há prisão especial para os sacrificados que conseguiram vencer a barreira do diploma.
Mas inflou-se o número de diplomados. E, pela lei da oferta e da procura, “doutor” deixou de ser grande coisa. Providencialmente, aparecem os cursos de mestrado, criando um degrau acima para diferenciar do povaréu os seus detentores. Mas a palavra tem fragilidades. Qualquer mestre-escola é chamado de mestre. E havia mestres-ferradores, instalando ferraduras em muares.

Vivas, aparece um novo título, o Ph.D.! É o verdadeiro doutor, com tese defendida diante da namorada, da mulher ou até dos netos. Recupera-se assim a superioridade, nos píncaros nobiliárquicos da vida acadêmica. É até possível comprar baratinho um desses diplomas, em países vizinhos. Mas não é fácil escapar incólume, pois o território é bem defendido pelas autoridades do MEC. Até aqui, nada de novo, pois quase todos querem ser um pouquinho mais do que o próximo.

Tampouco há algo de errado nisso, que, aliás, só faz enriquecer intelectualmente o proprietário. E, como atesta quem vos escreve, obter um doutorado em uma universidade de primeira linha é um processo longo, penoso e merecedor de algum reconhecimento.

Mas acontece que os Ph.Ds. se autorreproduzem. Mais se formam, mais professores disponíveis para os programas de doutoramento que pipocam por aí. A cada ano, produzimos 17000 doutores. Essa inflação é ótima para o país, mas uma catástrofe para os previamente glorificados por tal diploma.

Era preciso providenciar um novo patamar de status. Entra em cena a criatividade brasileira: cria-se o pós-doutor. Mas acontece que o tal pós-doutor é um título vazio ou inexistente, pois não há cursos de pós-doutoramento. Na prática, autointitulam-se pós-doutores aqueles que passaram alguns meses em uma universidade no exterior.

Dado o isolamento acadêmico do Brasil, nada mais bem-vindo do que arejar nossos professores com um período no exterior. Mas, como há milhares de universidades, das esplêndidas às vergonhosas, só Deus sabe por onde andaram e o que realizaram os pós-doutores. Um ano trabalhando em um estudo conjunto com um pesquisador de boa cepa é um uso irreprochável dos recursos do patrocinador. Mas acontece que não há nenhum filtro para conseguir uma salinha em alguma universidade e lá passar um tempo. Alguns são convidados para ministrar seminários ou cursos. Há os que fazem pesquisa e interagem com colegas. Alguns assistem a aulas como ouvintes, não é má ideia. Outros passeiam pelo campus ou fazem turismo. Ninguém fica sabendo o que aconteceu. Inexiste o prêmio de ser aceito por boas universidades, pois, como elas não oferecem notas, diplomas nem mesmo certificados, aceitam alegremente quem aparece. Afinal, não há desempenho, bom ou ruim, para comprometer a instituição. Quase qualquer um pode ser visiting scholar, mesmo em universidades de primeira linha. É uma alternativa para autoridades destronadas. Pode ser uma esplêndida ideia passar um ano em uma boa universidade estrangeira. Documentando que o tempo foi bem aplicado, contribui para o currículo. Mas o título de pós-doutor é pura invencionice brasileira. Simplesmente, não existe.

bomba.jpg

– Homem ou Mulher? As 12 expressões de sexualidade!

Que tempos modernos… para alguns, um pouco difíceis para adaptação.

É o meu caso: nada de homofobia ou algo equivalente, mas apenas uma questão pessoal baseada na minha cultura e valores. Aprendi que o homem casa com a mulher e forma a família para ter filhos.

Sim, o assunto é espinhoso e respeito o gosto sexual de cada um (e tenho o meu: heterossexual, bem definido). Mas achei curioso: João Luiz Vieira, Doutor em Educação Sexual e autor de diversos livros sobre o assunto, elencou 12 (DOZE) ‘tipos” sexuais.

Abaixo, extraído de: http://epoca.globo.com/vida/romance-urbano/noticia/2015/07/nem-todo-mundo-faz-sexo-do-jeito-que-voce-acha-que-deve-ser-o-mais-certo.html

Nem todo mundo faz sexo do jeito que você acha que deve ser o mais certo

onze sexos (Foto: )
(Foto: Thinkstock/Getty Images)

“Não me pergunte quem sou e não me diga para permanecer o mesmo” , introdução de Arqueologia do Saber, Michel Foucault (1926-1984)

Lembro-me de em criança um tio implicar comigo quando eu usava “coisa” para pedir algo. Ele dizia que tudo tem nome, até o que não existe. A sociedade gosta de substantivar até a metafísica. Alfabetos e ideogramas, símbolos gráficos usados para representar uma palavra ou um conceito abstrato, foram criados para que a comunicação entre humanos fosse inteligível. A sexualidade não se livrou disso. O substantivo é inerente a uma espécie complexa como a nossa, em que a fricção de genitais ou o orgasmo não são pares no desejo porque o estado emocional decorrente deles nos interessa com peso igual ou até maior. 

Depois dessa preliminar, queria apresentar-lhe os 11 sexos elencados pelo psiquiatra, psicoterapeuta e sexólogo Ronaldo Pamplona da Costa em seu livro homônimo de 2005. Seu trabalho minucioso ainda hoje serve de base para muitos estudos a respeito desse mosaico que é nossa expressão sexual. Ele nomina essas demandas, que, provavelmente, ganharão companhia num futuro nem tão distante assim. Eu incluiria uma 12ª. Qual? Leia abaixo.

Se você ainda se restringe a meia dúzia delas, vou precisar desenhar a diferença entre identidade (quem eu sou) com orientação (o que eu desejo). Um dado relevante: a orientação afetivo-sexual é primária porque não existe “para sempre” quando falamos de libido e desejo, ou seja, o lado direito da coluna abaixo pode ser completamente questionado diante de um amor.

Tabela sobre os 11 sexos (Foto: época )

Como disse acima, eu incluiria uma 12ª categoria, os assexuais, que negam a prática sexual, mas não deixam de representar uma identidade. Os assexuais se dividem entre românticos, que se envolvem afetivamente, e os aromânticos, que preferem lamber os beiços por chocolates a corpos nus. Há ainda subdivisões entre eles, heteromânticos, homoromânticos e biromânticos. Publicamos matéria recente sobre esses grupos, aqui mesmo no Romance Urbano. Vamos, então, aos outros 11, segundo o psiquiatra e, de repente, você não se sentirá sozinho ou esquisito porque, graças a Eros, há paladar para todos as línguas.

1º Homem heterossexual

Essa é fácil. São homens que se identificam com o masculino e têm interesse afetivo-sexual por mulheres heterossexuais, o encontro entre pênis e vagina os satisfazem. Sobre sexo anal falaremos na semana que vem, porque ele também está no jogo nesse sexo.

2º Mulher heterossexual

São mulheres que se identificam com o feminino e têm interesse afetivo-sexual por homens heterossexuais, o encontro entre vagina e pênis as satisfazem e, provavelmente, do pênis com o ânus.

3º Homem homossexual

Discriminado em sociedades primariamente evoluídas, ele se identifica com o masculino e deseja um outro masculino na cama, ou o encontro entre dois pênis.

4º Mulher homossexual 

Igualmente discriminada em sociedades limitadas, embora seja objeto de fetiche de homens heterossexuais, ela se identifica com o feminino e deseja um outro feminino na cama, ou o encontro entre duas vaginas.

5º Homem bissexual    

Esse precisa se explicar o tempo inteiro. Os homens heterossexuais acham que são homossexuais que não se assumiram, e gays tendem a acham que eles fazem jogo duplo. Nem uma coisa, nem outra. Eles nasceram biologicamente perfeitos, não apresentam disfunções orgânicas relacionadas à sexualidade, e crescem comportando-se de forma masculina. Eles se sentem homens, mas há um desejo equalizado entre homens e mulheres, não necessariamente ao mesmo tempo.

6º Mulher bissexual     

Ela nasceu biologicamente perfeita, não apresenta disfunções orgânicas relacionadas à sexualidade, e cresce comportando-se de forma  feminina. Ela se sente mulher. Mais discretas que os homens bissexuais (ou não), sentem desejo por homens e mulheres, não necessariamente ao mesmo tempo.

7º Homens travestis

Travesti é um homem que nasceu macho, educado como menino, mas tem uma identidade de gênero diversa. Ele tem identidade de gênero masculina, desenvolvida através do reconhecimento de seu corpo biológico e da educação, mas se sente TAMBÉM feminino. Homem e mulher simultaneamente. O travesti masculino deseja, primariamente, um homem para se relacionar  e sabe, biologicamente, que é homem e não deseja eliminar o seu órgão sexual masculino. Há casos de homens heterossexuais que, durante a relação sexual com sua companheira, vestem lingeries. Isso é uma parafilia chamada travestismo, mas só falarei sobre ela em outra coluna. 

8º Mulheres travestis       

Mulheres travestis são poucas e discretas. Não têm nenhuma disfunção orgânica e foram criadas como se do gênero feminino. As mulheres travestis comportam-se, na maioria das vezes, como homens, mas não rejeitam a sua condição biológica de mulheres e nem pensam em mudar de sexo.  Elas, porém, sentem necessidade de acrescentar caracteres sexuais secundários masculinos ao seu corpo: músculos, pelos e barba (adquiridos através de hormonização).

9º Mulheres transexuais 

Elas nascem com pênis e bolsa escrotal, mas se comportam e se sentem mulheres. Passam por momentos de crises de identidade violentas e sofridas, hormonizam-se e, na maioria das vezes, extirpam a genitália. Afinal, elas prefeririam ter uma vagina entre as pernas. Elas também não se veem como homossexuais porque a atração é por homens que se consideram heterossexuais. Ao se deparar com uma mulher transexual, com corpo feminino definido, e um homem, tenha certeza que está diante de um casal heterossexual. Alguns transexuais alteram apenas os caracteres sexuais secundários, como seios, forma do rosto e nádegas, e se adaptam à vida com sua genitália masculina.

10º Homens transexuais

A família tende a achar que a menina será homossexual. Como as mulheres transexuais, os homens trans desejam adequar o seu corpo biológico à sua identidade de gênero. Mas a situação é mais complicada porque as cirurgias são mais delicadas e, de certa maneira, restritas a alguns apectos sexuais secundários. Comum mesmo é realizar a mamoplastia masculinizadora, a retirada total dos seios. 

11º Intersexual  

A coisa é mais complicada por aqui porque tem a ver com problemas ligados aos cromossomos responsáveis pela nossa formatação sexual que podem enviar mensagens “erradas”, indicando formação de ovários e testículos ao mesmo tempo. Em linhas gerais, o indivíduo poderá nascer com órgão genital dúbio, em que os dois sexos, macho e fêmea, estão fundidos. Mas há diversas graduações de anomalias, como ausência de escroto e micropênis, úteros atrofiados, vulvas e vaginas mínimas, orifício no períneo. Esqueça a lenda que o intersexual tem os dois sexos desenvolvidos e que é como minhoca. Por que é preciso operar? Porque precisamos de UMA identidade genital. 

O que é que eu acho de todas essas rotulações? Ela é mais útil para quem é oprimido. O que significa, provavelmente, todos os 11 sexos, exceto os homens heterossexuais, que estão no topo da cadeia alimentar desde tempos imemoriais.

Identificando-se, certificando-se sobre a condução de seu desejo, descobrindo que você não é melhor nem pior que o vizinho, apenas diferente, chega-se à cidadania e o direito de ser o que nasceu para ser, e não estou falando de biologia. Estou falando de ressignificação e integração entre o que se é e o que aparenta ser.

Deu um nó na sua cabeça? Escreva para mim que eu tentarei esclarecer com mais detalhes: jluiz@edglobo.com.br. 

– Como resolver o problema da folha de pagamento da USP?

Algo de difícil resolução: a folha de pagamento da USP corresponde a 106% do orçamento mensal, sendo que aproximadamente 2000 funcionários ganham mais de R$ 20.000,00.

Se os professores mais consagrados exigem melhores salários ofertados (é assim que funciona mundo afora), e os salários precisam ser reduzidos pois tudo está comprometido, como a Universidade faz?

Dilema…

bomba.jpg

– ENEM não muda; mas adia, volta… e assim vai.

Curto e grosso: na última decisão da Justiça, enfim, o ENEM 2016 será no próximo final de semana (depois de se dizer que não mudaria a data, ter sido adiado e agora definitivamente na data originalmente marcada).

Compartilho dicas do ENEM 2016 através do Link “Portal Brasil”, em: http://portalbrasil10.com.br/enem/http://portalbrasil10.com.br/enem/

bomba.jpg

– E como fica a suspeita de Fraude da UNIP e da UNINOVE no ENADE?

Na semana passada, a Revista Veja divulgou uma reportagem onde a Universidade Paulista e o Centro Universitário Nove de Julho promoviam golpes para turbinar a nota no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes.

Até agora, nenhum desfecho do caso.

Compartilho, extraído de: http://m.folha.uol.com.br/educacao/2016/10/1825542-governo-apura-suspeita-de-fraude-de-unip-e-uninove-em-avaliacao-federal.shtml

GOVERNO APURA SUSPEITA DE FRAUDE DE UNIP E UNINOVE EM AVALIAÇÃO FEDERAL

O MEC (Ministério da Educação) promete abrir uma investigação para apurar supostas fraudes de universidades particulares no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), prova federal que mede a qualidade dos cursos e serve para regulação do ensino superior.

Dois dos maiores grupos educacionais particulares do país, a Unip e Uninove, usaram estratégias para manipular os resultados no exame, segundo reportagem deste final de semana publicada pela revista “Veja”.

Segundo a publicação, as instituições selecionavam só os melhores alunos para fazer a prova. Com os estudantes de baixo desempenho fora do exame, conseguiam notas médias mais altas.

Segundo a pasta, o caso também será encaminhado para uma investigação do Ministério da Transparência.

O Enade faz parte do sistema de avaliação do ensino superior. Pelas regras, a prova é obrigatória a todos concluintes dos cursos avaliados (um grupo de graduações é avaliado a cada três anos).

As notas compõem os indicadores de qualidade que definem a continuidade de um curso ou o funcionamento da instituição. Também são critérios para acesso a programas federais, como Fies (Financiamento Estudantil) e o ProUni (Programa Universidade Para Todos). Resultados positivos são ainda usados em propagandas.

ESTRATÉGIAS

Segundo a reportagem da “Veja”, a Uninove impedia que alunos ruins concluíssem o curso, chegando a não oferecer disciplinas em determinados semestres a esses estudantes. Outra estratégia era adiantar a formatura de alunos com baixo desempenho a partir de avaliações que nem sequer eram corrigidas.

Dessa forma, eles ficavam de fora do Enade. Coordenadores também alteravam respostas nos questionário de alunos, excluindo avaliações negativas ao curso. Para fazer isso, obrigavam os alunos a acessar as perguntas com uma senha padrão.

“Li alguns questionários e não estão bons. Mudei o que pude”, descreve uma diretora da Uninove, em mensagem reproduzida pela revista.

Na Unip, os melhores alunos eram escolhidos a partir de uma prova interna, similar à do Enade. Aqueles com pior desempenho eram reprovados propositalmente em várias disciplinas e, dessa forma, não faziam o exame.

Uma funcionária da Unip aparece em um vídeo de 2012, publicado no site da revista, orientando coordenadores a realizar essa prática. “A ideia é deixar alguma DP [dependência] para cumprir em agosto de 2013 para ficar fora do Enade”, afirma ela na reunião gravada.

A Folha não conseguiu falar com a Unip e Uninove. À revista as duas instituições negaram irregularidades no exame. Os casos citados são entre 2012 e 2013.

HISTÓRICO

Surgiram em 2012 denúncias de que a Unip fraudava o Enade ao inscrever no exame federal apenas alunos com bom desempenho.

Ainda sob o governo Dilma Rousseff, o MEC alterou, em março de 2012, as regras de participação no Enade. Além dos concluintes em dezembro, também passaram a fazer a prova estudantes que concluíssem o curso seis meses depois.

Era uma forma de exigir a participação daqueles que, por ventura, haviam tido a formatura postergada. No vídeo da “Veja”, entretanto, a funcionária da Unip cita formas de deixar alunos com DP em semestres anteriores. “Uma [DP] bastava na regra passada. Agora não basta mais”, diz.

Ainda em 2012, o MEC determinou auditoria presencial na Unip. O relatório final apontou que não havia irregularidades.

Na mesma época, a pasta admitiu que tinha informações de outras 30 instituições suspeitas de inflar o Enade. Não há notícias de punições.

bomba.jpg

– Tite diz o que qualquer profissional deve sempre fazer!

Estou me tornando cada vez mais fã da conduta e das ideias de Adenor Bacchi. Veja se esse dito não serve para todos nós, independente da área profissional.

Eu desafio o meu progresso e aquilo que eu posso melhorar. Eu tenho que me desafiar. Assim, eu posso crescer“.

Tite, treinador da Seleção Brasileira, no “Esporte em Debate” da Rádio Bandeirantes (20h, 25/10).

bomba.jpg

– A Nova Lei do Som dos Automóveis

Como é chato ser perturbado por pessoas sem educação que escancaram o rádio do seu veículo com volume insuportável, seja qual for a canção ou programa. 

Agora, a lei que regula isso mudou. Se o barulho for ouvido pra fora do carro, já é passível de multa. 

Abaixo no quadro bem explicado:

– O assustador mundo da Ostentação e Roubos entre os jovens!

É impressionante a matéria da Revista Época desta semana. Sob o título “ROUBO, LOGO OSTENTO”, em uma belíssima matéria dos jornalistas Aline Ribeiro e Helena Fonseca, conta-se um pouco a rotina de adolescentes e jovens em favelas e que vivem no mundo da ostentação.

Garotos roubam carros, celulares e tênis caros de pessoas descuidadas ou que se aproximam das suas comunidades, sem pudor algum, apenas para poderem desfilar nos locais de “fluxo” (lugares onde se encontram ao som de música alta e muita droga). Um dos alvos preferidos é a passagem de mulheres, que segundo os criminosos, são menos resistentes.

Os meninos, sem carteira de habilitação, praticam um ritual de andar a baixa velocidade com o braço para fora, chamando as meninas para um “rolê”. Meninas só querem sair com garotos motorizados (quem não tem carro, precisa roubar um). Aliás, a matéria conta a história de uma garota de 17 anos, que já tem um filho de 1 ano, e que relata ser “o máximo” sair sem calcinha, dançar funk e transar com um “menino de carrão”. O mais doloroso: ela diz que toda garota quer ser chamada de “novinha” e sentir os garotos soltando fumaça de maconha em sua boca.

O atual “kit ostentação” de sucesso nas periferias paulistanas é: boné Cyclone, camisa Lacoste, bermuda Rip Curl ou Quicksilver e tênis Mizuno Prophecy  ou Adidas “escama de peixe” (de R$ 1.000,00). Junto dessas marcas, carregam uma espécie de lança perfume, em sabores de coco, menta e chiclete, que custa R$ 5,00 o frasco e deve ser consumido sem moderação.

Desses jovens, 57% não vão à escola. Cerca de 42% nunca soube quem é o pai. Diante desses números, fica a questão: a relação de “falta de família e escolaridade” (valores fundamentais para a educação) é perceptível ou não?

bomba.jpg

Foto: R7.com, de “Funkeiros Ostentação”.

– Analfabetismo Brasileiro em 8,5%

Um número oficial interessante: em 2012, o Analfabetismo da População Brasileira é de 8,5%.

Bom ou ruim?

Imagine que a média é nacional; portanto, bem menor no Sul / Sudeste e bem maior no Norte / Nordeste.

Considere o seguinte: analfabeto é aquele que não sabe ler nem escrever. Se a pessoa saber apenas assinar o próprio nome, já está fora dessa estatística, pois é “semialfabetizado”. Sem contar aqueles que mal sabem ler e escrever (analfabetos funcionais) e que não estão contabilizados.

Em 1997, o índice era de 14,7%. A queda para 8,5% é boa, mas o número ainda é alto e o conceito de “alfabetização” utilizado é contestável.

url.jpg

– O ódio às Pessoas que Pensam!

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os ‘com-diploma’, começando com jornalistas e aqueles ‘que escrevem artigos em jornais’”

Refletiram a opinião acima? É do Consultor em Administração Stephen Kanitz, uma das mentes mais brilhantes do Brasil. Ele fala sobre o ódio de alguns sobre uma elite intelectual, a caça à classe média e a perseguição pelos órgãos de imprensa.

Quando ser inteligente torna-se repugnante (para alguns)…

A ONDA ANTIINTELECTUAL

por Stphen Kanitz

Por que o PT odeia tanto o PSDB, se ambos têm o mesmo ideário e adotam basicamente os mesmos programas?

Por que Lula rompeu com a ala intelectual de sociólogos, filósofos, antropólogos, historiadores e economistas de seu partido que lhe deram apoio total?

Quando Lula critica as elites, ele se refere à elite intelectual, não à elite empreendedora que ele admira. Quanto mais o PSDB batia na tecla de que Lula não tinha diploma, mais ele subia nas pesquisas eleitorais.

Tudo isso são sintomas de um perigoso antiintelectualismo que cresce na América Latina. A eleição de Hugo Chávez e Evo Morales mostra o mesmo fenômeno. O povo latino-americano se cansou do silêncio, da soberba e da incompetência de sua elite intelectual, que pouco cria e só copia teorias como Inflation Targeting, por exemplo.

Essa onda antiintelectual não é resultado do obscurantismo nem do populismo, como acham alguns. É resultado dos mirabolantes planos elaborados às pressas por professores de fala difícil que nunca pisaram num chão de fábrica (ao contrário de Lula), que nunca ouvem ninguém e tanto sofrimento e confusão trouxeram à nação. A classe média, normalmente responsável pelo crescimento de uma nação, foi alijada do poder por intelectuais de gabinete, e por isso ela vota maciçamente no PT.

Na China, os intelectuais foram ativamente perseguidos durante a famosa Revolução Cultural. As universidades permaneceram fechadas por praticamente dez anos, para o desespero deles. Hoje, o povo chinês acredita que foi justamente isso que colocou o país no eixo. “Os intelectuais foram obrigados a fazer algo que nunca fizeram, a trabalhar no campo como nós”, disse-me um porteiro de hotel em Beijing. “Os líderes de hoje são justamente aqueles que por dez anos não foram educados por intelectuais”, comentou nosso taxista em Xangai. A história do mundo está repleta de “revoltas das massas”, queimando livros e intelectuais.

Nos Estados Unidos, a intelligentsia é malvista, como gente que somente usa o intelecto e nada mais, que só critica e nada produz de prático ou pragmático.

Definir-se como “intelectual”, como muitos fazem, é visto como uma atitude elitista e arrogante. Afinal, todo ser humano, por mais humilde que seja, tem de usar o intelecto para desempenhar sua função, desde o porteiro do prédio até o motorista do ônibus escolar de seu filho.

Essa é a verdadeira questão por trás da atual crise do PSDB. Desde 2004, há uma divisão declarada no partido entre “os que trabalham e os que escrevem artigos de jornal”, como disse em público um de seus mais destacados membros do baixo clero.

Quais as conseqüências práticas de tudo isso?

Em primeiro lugar, a América Latina não está dando uma guinada para a esquerda, como acreditam alguns, mas uma perigosa guinada contra a intelligentsia nacional, ou seja, justamente o contrário. É o feitiço virando contra o feiticeiro, o que tantas vezes ocorre na história, a começar pela Revolução Francesa.

Em segundo, os investidores internacionais percebem que não correm perigo na América Latina, tanto que o risco Brasil nunca esteve tão baixo, justamente porque eles acreditam que Lula não fará loucuras em seu segundo mandato presidencial, se for reeleito. Eles têm certeza de que ele não usará teorias heterodoxas nunca antes testadas, e sim o bom senso, na medida do possível.

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os “com-diploma”, começando com jornalistas e aqueles “que escrevem artigos em jornais”. Seria o fim da imprensa como a conhecemos.

Deixar de lado os intelectuais, como muitos países fazem, obviamente não é a solução. Exigir que sejam mais pragmáticos, mais realistas, menos dogmáticos é uma forma mais acertada de resgatar a verdadeira função deles.

Toda nação precisa de centenas de milhares de pessoas que analisem seus problemas corretamente e apresentem não dogmas do passado, mas soluções para o futuro. Mas, se essa onda sair do controle, quem irá defender nossos intelectuais contra um movimento que muitos deles ajudaram a iniciar?

– Colégio Dom Pedro II abomina termos masculinos e femininos aos alunos e libera saia para homens.

Em tempos de inclusão social e de diversidade, existem certos excessos. O quase bicentenário Colégio Dom Pedro II, no Rio de Janeiro, há 1 ano não usa mais o termo “aluno” ou “aluna”, mas “alunx” para distinguir os estudantes, a fim de deixá-los à vontade quanto a opção sexual.

Nesta semana, outra novidade: anunciou que meninos e meninas poderão escolher qual das opções de uniformes (masculina ou feminina) desejam frequentar as aulas. Ou seja: homens poderão escolher saias!

Novos tempos?

Extraído de: http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,colegio-pedro-ii-no-rio-libera-saia-para-meninos,10000077010

COLÉGIO PEDRO II LIBERA SAIA PARA MENINOS.

O tradicional Colégio Pedro II, escola federal fundada em 1837, não tem mais uniformes masculino e feminino. Na prática, o uso de saias está liberado para os meninos. Em 2014, estudantes fizeram um “saiato”, depois que uma aluna transexual vestiu a saia de uma colega e teve de trocar o uniforme. Desde maio deste ano, o Pedro II adota na lista de chamada o nome social escolhido por alunos e alunas transexuais.

Portaria publicada em 14 de setembro lista o uniforme, sem distinguir que peças são para uso masculino ou feminino. Anteriormente, as meninas deveriam usar saia e camisa branca com viés azul e os meninos, calça de brim e camisa totalmente branca.

“Não se trata de fazer ou não distinção de gênero. Trata-se de cumprir resolução do Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT (órgão ligado ao Ministério da Justiça). Eu apenas descrevo as opções de uniforme; deixo propositalmente em aberto, para o uso de acordo com a identidade de gênero”, afirmou o reitor Oscar Halac.

Ele reconhece que a decisão pode “causar certo furor” pelo fato de o Pedro II estar entre as escolas mais tradicionais do País. “Tradição não é sinônimo de anacronia. Mas pode e deve significar nossa capacidade de evoluir e de inovar”, disse.

De acordo com o reitor, a medida tem ainda o objetivo de “contribuir para que não haja sofrimento desnecessário” entre estudantes transexuais e levantar a discussão sobre tolerância e o respeito às diferenças. “A escola pública precisa sinalizar que é hora de parar de odiar por odiar.” Nesta segunda, não havia alunos de saia ou meninos e meninas que tenham trocado camisas nas unidades do Centro e zona sul. Halac disse acreditar que serão poucos os que adotarão saias. “Aqui dentro eles estão seguros. Lá fora, ainda não.”

bomba.jpg

– As mudanças na Educação no Brasil

E as Mudanças na Grade Curricular do Ensino Brasileiro?

Não entendi nada até agora. Que confusão o Governo Temer fez!

Isso sim é golpe, se confirmada as barbaridades: quer dizer que Educação Física não é mais obrigatória (justamente no país da última Copa do Mundo e Olimpíada)? Geografia e História serão opcionais? Depois confirmam essa maluquice, e na sequência falam em erro de comunicação?

Estão matando o Brasil… Até agora não sei o que DE VERDADE está mudando. Alguém sabe?

bomba.jpg

– Ranking de Universidades

Qualquer classificação por ranking (do que quer que seja), levará à discussão: as melhores de uma lista são, de fato, as “melhores”?

Pois bem: a Folha de São Paulo trouxe seu Ranking Geral das Universidades 2016 (RUF) das melhores do Brasil. Pela ordem, as 3 primeiras são: UFRJ, USP e UNICAMP.

Consulte a instituição de ensino da sua cidade, sabendo em qual posição que ela ficou no link do RUF, em: http://ruf.folha.uol.com.br/2016/

Também o Estadão trouxe um ranking, da Times Higher Education (THE), que pode ser consultado abaixo (nele, a USP é a 1a e a UNICAMP a 2a da América Latina, mas longe das demais do resto do mundo).

RANKING INTERNACIONAL EM: (ESTADÃO.COM)

USP E UNICAMP CAEM EM RANKING INTERNACIONAL DE UNIVERSIDADES

A Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) perderam posições no ranking de melhores instituições de ensino do mundo. É o que mostra a lista da revista britânica Times Higher Education (THE), uma das principais em avaliação do ensino superior no mundo. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 21.

Neste ano, a USP aparece em um grupo que está entre 251 e 300 melhores universidades. Após a posição nº 200, o ranking deixa de considerar as instituições de forma unitária e passa a considerá-las por grupos. No ano passado, a universidade aparecia no grupo 201-250.

É o pior resultado da USP desde 2012. Naquele ano, a instituição ficava em 158º lugar na lista. Mesmo assim, continua sendo a melhor universidade da América Latina, seguida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A instituição de Campinas caiu do grupo 351-400 para 401-500, deixando a USP como a única entre as 400 melhores do mundo.

O THE informou à reportagem que fez correções em seu ranking de 2015. No ano passado, havia sido divulgado que a universidade já tinha caído para a posição 251-300. Mas naquele ano a instituição se manteve, na verdade, no grupo 201-250, perdendo a posição só agora.

A novidade neste ano é a inclusão de duas instituições públicas paulistas entre as 800 melhores – a Universidade Federal do ABC (UFABC) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A avaliação do THE utiliza informações como número de citações em pesquisa, o nível de internacionalização, o grau de titulação dos professores, a transferência de conhecimento para a sociedade e outros aspectos.

O ranking geral ainda mostra universidades americanas e do Reino Unido no topo. Entre as 10 principais instituições, seis são americanas: Instituto de Tecnologia da Califórnia (2º), Universidade de Stanford (3º), MIT (5º), Universidade de Harvard (6º), Universidade de Princeton (7º) e Universidade de California, Berkeley (10º). No primeiro lugar está a Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Além das instituições tradicionais, a edição deste ano aponta para uma melhora das universidades asiáticas, que têm ganhado posições nas últimas edições: a Universidade Nacional de Cingapura, por exemplo, subiu de 26º para 24º lugar. A Universidade de Pequim, na China, melhorou e foi do 42º lugar para 29º.

“O Brasil precisará trabalhar duro para melhorar suas universidades à medida que a concorrência global fica mais acirrada caso queira alcançar a mesma tarefa ambiciosa”, analisa o editor do ranking, Phil Baty.

Apesar das inclusões, o editor faz ressalva às pioras das instituições brasileiras. “O Brasil perdeu terreno. Ambas de suas instituições líderes, a USP e a Unicamp, perderam posições, o que significa que existe apenas uma universidade brasileira dentre as 400 melhores, uma a menos do que no ano passado. No total, um terço de seus representantes caiu para um grupo inferior.”

Neste ano, a USP já perdeu posições em outro ranking da revista, que mede reputação acadêmica. A universidade caiu da faixa 51-60 para a faixa 91-100 em relação ao ano passado. O ranking existe desde 2011 e a USP foi inserida na relação em 2012. Harvard, nos EUA, ficou com o primeiro lugar.

CONTRAPONTO

Os dados contrastam com os resultados de outro ranking internacional, o QS World University, da publicação britânica Quacquarelli Symonds (QS). Nesta lista, a USP saiu do 143º lugar em 2015 para 120º neste ano, melhor posição já conquistada desde 2010, quando o ranking passou a ser divulgado. A Unicamp também melhorou: foi de 195º para 191º. Esta pesquisa considera também, além da reputação acadêmica e citações de artigos científicos, a reputação entre empregadores e proporção entre professores e alunos e número de estudantes e professores estrangeiros.

bomba.jpg