– A tecnologia e os costumes tradicionais se conciliando na Educação Escolar.

Jaume Carbonell, renomado pedagogo espanhol, deu uma entrevista muito bacana em sua última passagem pelo Brasil. Abordou a necessidade do professor não ditar pensamentos, mas ensinar o aluno a pensar. Também falou de algo importante: a precisão de usar as tecnologias para o aprendizado sem abrir mão das coisas boas dos costumes tradicionais, como, por exemplo, folhear um livro impresso!

Destaco a seguinte fala:

“A escola deve ir em consonância com os progressos culturais, científicos e tecnológicos. As tecnologias contribuem para grandes mudanças, possibilidades e oportunidades para uma melhor aprendizagem. No entanto, esse mundo tão acelerado está gerando um problema: a falta de atenção e concentração. Eu penso que não é o mesmo ler no celular e ler em um livro de papel, porque fazemos isso de maneiras diferentes. Então, o papel ainda precisa existir. Ler em um livro impresso traz uma leitura mais pausada, tranquila, profunda e crítica. A instituição de ensino deve proteger a infância desse mundo acelerado, deve ser um espaço tranquilo. E deve haver diálogo: a conversação do professor com os alunos é fundamental para que, conjuntamente, façam um bom uso das tecnologias“.

A conversa toda no link em: https://desafiosdaeducacao.grupoa.com.br/jaume-carbonell-entrevista/?fbclid=IwAR2eCBFNALLYYBe4CAMY29VYsIXAHr6RyrV-gTasZ0L6xVEJmMQlLwRnAqA

jaume carbonell

O pedagogo Jaume Carbonell: escola precisa fomentar a escuta e o respeito pela opinião divergente. Crédito: Rafaela Paludo/Desafios da Educação.

– Cu siguranță (Aristoteles).

Publicado originalmente em: Poezii din suflet, cu suflet, pentru suflet de Aura Popa: De n-aș fi fost la școală-aș fi avut o viață mai puțin bogată-n …

Continua em: Cu siguranță

– O custo em Educação e o retorno duvidoso (infelizmente)

Vi esse caso de “cálculo de gastos com escolas” versus “salário futuro”. É um exemplo extremista, mas… não teria uma certa razão discutir certos valores e o retorno?

Abaixo:

– Os Tipos de Comentaristas na Internet

Existe muita gente bacana comentando posts na Internet, não? Há os chatos, há os fanáticos e os malucos também.

Abaixo, uma classificação bem verdadeira:

(Extraído da Superinteressante, Ed Outubro/2014, pg 89).

COMO IDENTIFICAR OS BICHOS DIGITAIS

– Povo da Zoeira:

Posta conteúdos engraçados em discussões alheias, muitas vezes mudando o rumo da conversa para coisas anárquicas.

– Extremista Político:

De direita ou de esquerda, uns defendem o nazismo ou chamam de nazista quem discorda deles. Radicais.

– Sabichão:

Sommelier de qualquer coisa, tem opinião formada sobre tudo. Gosta de insultar a suposta ignorância ao seu redor.

– Ista:

Sonistas (fãs da Sony) e nintendistas (da Nintendo). Defendem suas marcas de games como torcidas organizadas. Ocorre também com Apple x Google x Windows.

– Conspirador:

Culpa tudo na conta do Governo. Ou duvida de tudo o que a grande mídia diz.

– Monossilábico:

Limita a participação como “legal” ou somente “lixo”.

– Troll de raiz:

Usa o anonimato para assediar outros usuários, sutil ou agressivamente.

– Fofo:

Traz sempre novas informações as discussões e responde pacientemente a todos.

– Confuso:

Xinga, mas é difícil dizer o quê e por quê. Dispara um repertório de clichês e preconceitos, mas não dá para entender o que defende.

E aí, que tipo de comentarista você é na Internet?

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Um muro bem inteligente:

Repare nos dizeres dessa pintura no muro escolar. Perfeito!

Numa instituição do Parque dos Ipês, verdades relevantes:

– SEBRAE, IBS e FUNAP: reeducando e reinserindo na sociedade.

Hoje estive encerrando mais um curso de Gestão Empreendedora pelo Sebrae / IBS Americas, em parceira com a Funap.

Falamos aos reeducandos do Centro de Ressocialização Ângelo Baratella sobre Empreendedorismo, Cidadania, Valores e Novas Chances. Foram 6 dias de intensa e prazerosa atividade, preparando os detentos para serem pessoas melhores. E, com a boa vontade que mostraram, serão!

É com a Educação que o Brasil sairá da crise!

– A importância em se redigir bem.

A diferença de uma simples crase

importância aos acentos, quando redigir qualquer texto. Veja a margem abaixo:

– Coisas bem simples que podem ser feitas diariamente no trato com as pessoas:

Algumas atitudes que não precisam de talento, mas de EDUCAÇÃO.

Bem rapidinho, em: https://youtu.be/3OMbTSy22C8

– Dia de Ressocializar!

Aula na… Penitenciária! Essa será a missão do dia!

Em: https://youtu.be/_bv7Z5SJzNQ

– Não trate mal seu próximo.

Se você for maltratado por alguém, respire fundo e faça a consideração abaixo:

Cá entre nós: nestes dias tão pilhados… tudo isso se faz necessário.

– Quando as Redes Sociais cansam!

Já reparou como tem gente que escreve de maneira violenta, arrogante ou odiosa nas redes sociais? Ou que publica uma vida inexistente de beleza e felicidade?

Pra quê?

Muitos ofendem o próximo com palavrões via Twitter, coisa que pessoalmente não fariam. Outros usam do Facebook para destilar veneno por X ou Y (na política isso acontece demais). No Instagram, um mundo de belas paisagens, sorrisos e outras coisas que encantam – quando, vez ou outra, surge um idiota ameaçando você de qualquer coisa que nunca se imaginou!

Novamente: pra quê?

Parece que nesse âmbito, as Redes Sociais tornaram-se a arquibancada do século XXI, onde se permite e se pode tudo! Pensa-se que é terra de ninguém, maltrata-se por qualquer coisa, se difama por bobagem e desrespeita-se a opinião alheia.

Uma derradeira vez: pra quê?

Por muitas vezes, as Redes Sociais se tornam Antissociais, nos levando a pensar: por quê estamos inseridos nelas?

E você: por quê está? Precisa mesmo delas?

Conheço muita gente que está fora e não sente necessidade de estar. Muitas vezes, penso: vale a pena abandoná-las… mas aí você repensa sobre os contatos que tem, as atividades profissionais que possam ser exercidas através delas e pela comodidade / diversão de estar nesse mundo virtual. E desiste de sair!

Enfim: use com moderação, sem deixar que se torne um vício. Não as faça como algo obrigatório, desconfie das publicações que ali existam e cuidado com suas postagens, pois, afinal, dependendo do teor, haters podem surgir. E aí você se cansará delas.

Resultado de imagem para Redes Antissociais

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer, favor informar para crédito na postagem.

– Ensinando as boas práticas!

Hoje estivemos trabalhando com os alunos do SENAI de Mairiporã – SP, em parceria com o SEBRAE e a Escola de negócios IBS Américas, levando conhecimento a eles sobre Marketing e Vendas.

Formar empreendedores, capacitá-los e falar sobre ética no trabalho: uma tarefa desafiadora e prazerosa! Vale a pena fazer isso.

É com a Educação que o Brasil sairia da crise…

– Abra coisas que nos fazem bem e protegem.

Uma ilustração bobinha, simples, mas profunda: 3 coisas que sempre devem ser abertas!

Veja a imagem e você entenderá o motivo…

– Indefensável.

Impressionante… ouvindo o #MorningShow da #JovemPan e indignado: Paulo Figueiredo consegue passar pano para o Douglas Garcia!
PARABÉNS, @paulacarvalho, pela sua sensatez e seu senso justo no jornalismo.

– A melhor maneira de fazer um bebê parar de chorar, segundo a Ciência.

Fazer uma criança chorona dormir ou ao menos se acalmar pode ser uma tarefa árdua. Um estudo publicado hoje no periódico Current Biology destacou o …

Continua em: A melhor maneira de fazer um bebê parar de chorar, segundo a ciência

– Primeiros Passos: ADM! Mais um curso do Sebrae, ajuntando a sociedade.

É prazeroso o ofício de professor. Hoje eu estive na unidade do CRAS de Bom Jesus dos Perdões, levando a uma turma de empreendedoras um pouco de conhecimento através do Programa Primeiros Passos (organizado pela IBS – Américas / Sebrae).

A Educação é que fará o Brasil crescer! Incentivemos quem tem vontade de aprender.

– 4 Apps para Matar a Preguiça de Estudar Inglês!

Falar inglês significa conviver com o idioma o máximo possível – o que pode ser feito através de leitura, lazer (filmes, séries), estudos , viagem (…

Continua em: 4 Apps para Matar a Preguiça de Estudar Inglês!

– Não custa nada…

Simples e não requer esforço (além da imagem ser autoexplicativa).

Abaixo:

Discorda?

Imagem extraída da Web (autoria desconhecida, quem souber, informar para crédito na postagem).

– Aulas na Cadeia: mais uma experiência.

E hoje terminamos mais um curso pelo Sebrae / IBS Américas / Funap: foram 6 dias de aula do curso “Sebrae na Comunidade: REESCREVENDO MINHA HISTÓRIA”, para os alunos que estão na condição de reeducandos na Penitenciária / Centro de Ressocialização Ângelo Fernando Baratella, em Bragança Paulista.

Estiveram 20 pessoas que em breve terminarão suas penas. Havia empresário, cafeicultor, pecuarista, professor, pintor, fotógrafo, servente de pedreiro, entre outras atividades. A idade variou entre 20 e 60 anos. Logicamente, todos estavam lá porque cometeram algum crime, e eu não poderia perguntar (e nem tinha a curiosidade de saber) a infração que praticaram.

O importante é: falamos de trabalho honesto, abordamos sobre novas perspectivas de vida e a necessidade de recomeçar na sociedade, corrigindo as falhas de outrora, evitando cometer os percalços de antes e lutando para uma total reinserção. Como base, o empreendedorismo, a busca de empregabilidade e outras nuances.

Tomara que, futuramente, todos tenham se reencontrado como cidadãos valorosos, não prejudicando mais ninguém.

– Vamos pintar?

Pintar é uma arte! E essas crianças são ótimas artistas.

Ou seriam… bagunceiras?

O importante é que estão se divertindo!

🎨🖼👩‍🎨👨‍🎨 #pintura #educação #felicidade

– Aulas bem preparadas…

Desligando o celular.

Nesta 6ª feira, neste prédio branco, sem identificação e bem discreto, é onde lecionaremos…

Aliás, aqui é um desafio – mas que ajuda na busca da cidadania!

Sabe onde é?

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– Preparando aulas e buscando ajudar!

Próximas aulas preparadas!

Fazer o que se gosta é muito bom…

Falaremos a uma turma de reeducandos numa Penitenciária sobre noções de Adm de Empresas. E acho isso incrível: tentar ressocializar as pessoas através da Educação!

– E quando você tem um “dia de Bia”?

Há certas situações nas quais você deve tomar cuidado para não fazer bobagem.

Respirar fundo, contar até 3 ou simplesmente se desconectar para não magoar profundamente alguém num momento em que você está tomado pela forte emoção (especialmemte se ela for negativa), é importante. A ausência de um diálogo, vez ou outra, é melhor do que uma discussão aflorada pelo nervosismo.

Digo isso por este meme, abaixo, da “Bia”. Veja e responda: já teve vontade de imitá-la?

Aqui:

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Pobre povo afegão…

A cada notícia que leio sobre o povo afegão, me questiono: o que será dessa gente? E das mulheres de lá? A mais recente é: depois de 1 ano da saída dos EUA, um protesto por educação às meninas é reprimido pelo governo local.

Desde o tempo de Alexandre, o Grande (Macedônia) que aquela região é invadida e a população fica ainda mais sofrida. Eles foram explorados por imperialistas britânicos, comunistas soviéticos e capitalistas americanos. Mas, sem dúvida, a pior das torturas é o Talebã, intimamente ligado a Al Qaeda.

  • Quando terão liberdade para ser uma nação independente, e as pessoas serem simplesmente cidadãos ou sonharem em ter voz?

E, o que me dói mais: as meninas! Deixarão de serem exploradas, não usarão mais as burcas e poderão estudar?

Que mundo é esse… o duro é ler gente que descreve o grupo terrorista como “libertário”.

Venda de burca dispara e mulheres protestam no Afeganistão: veja vídeo | Exame

Imagem extraída da Web.

– E se te tratarem mal?

Você acha que, quando alguém te trata com má vontade, a culpa é sua?

Normalmente, não! A culpa pode ser do mal educado que está com problemas em casa, desforrando na sua pessoa os problemas que ele não consegue resolver.

Seja sempre cortês; superior, resiliente, desprovido de vingança... trate bem mesmo aos que não correspondem à sua expectativa. Isso faz muito bem para o ego!

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Pequenos gestos para a Cidadania.

Estamos assistindo Red Bull Bragantino x Corinthians pelo Brasileirão Sub 17.

Crianças e mulheres aos montes, cadeiras bem limpinhas e até saquinho para ensinar a não jogar sujeira no chão nós ganhamos.

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Os pequenos se tornaram o público alvo; afinal, são os consumidores do futuro.

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– Em quais grupos de atividade o brasileiro mais confia?

Uma pesquisa sobre confiabilidade global mostra: professores e cientistas são os grupos mais confiáveis para os brasileiros. Na parte de baixo da lista… os políticos!

Abaixo, extraído de: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/professores-e-cientistas-sao-os-mais-confiaveis-para-brasileiros-diz-pesquisa-veja-lista/

PROFESSORES E CIENTISTAS SÃO OS MAIS CONFIÁVEIS PARA BRASILEIROS, DIZ PESQUISA.

Considerando todos os países da pesquisa, instituto Ipsos aponta que “políticos em geral” integram grupo dos menos confiáveis em ranking de confiabilidade – Por Léo Lopes e Bárbara Brambilada, da CNN

Os três grupos que os brasileiros mais confiam são, respectivamente, professores, cientistas, e médicos, segundo o ranking de “Confiabilidade Global”, divulgado nesta terça-feira (9) pela Ipsos, uma das maiores empresas de pesquisa do mundo.

O pódio brasileiro praticamente coincide com o ranking geral, com a única diferença de que o primeiro e o terceiro lugar se invertem.

Na descrição da metodologia, os pesquisadores apontam que as amostras colhidas no Brasil reproduzem o perfil da população mais urbana, com maior nível de instrução e renda maior do que outros cidadãos.

“Os resultados da pesquisa devem ser vistos como refletindo as visões do segmento mais “conectado” de sua população”, apontou a Ipsos.

Para a pesquisa, foram ouvidos virtualmente 21.515 participantes, de idades que variam de 16 a 84 anos, entre os dias 27 de maio de 10 de junho deste ano.

Além do Brasil, estão incluídos África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, China, Colômbia, Coreia do Sul, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Hungria, Índia, Itália, Japão, Malásia, México, Peru, Polônia, Reino Unido, Suécia e Turquia.

Menos confiáveis no ranking mundial

Considerando todos os países da pesquisa, a Ipsos apontou que “políticos em geral”, “ministros de governo” e “executivos de publicidade” são os grupos menos confiáveis no ranking de confiabilidade.

Eles angariaram 12%, 16% e 18%, respectivamente, da confiança de todos os participantes do levantamento.

“À medida que saímos do período de pandemia, o estado de confiança nas profissões parece praticamente inalterado”, afirmou o pesquisador da Ipsos, Mike Clemence, em comunicado.

“O quadro é semelhante com as profissões em que o mundo menos confia: como nos anos anteriores, são políticos e publicitários. No geral, pouco mais de um em cada dez acha que os políticos são confiáveis, e esse número é ainda menor em grande parte da América Latina, bem como na Hungria, Polônia e Espanha”, acrescentou.

Confiança nas Forças Armadas

A pesquisa também apontou que o Brasil está entre os países com menor nível de confiança nas Forças Armadas.

O ranking indicou que 30% dos brasileiros confiam nas Forças Armadas – um dos menores índices entre os 28 países analisados.

O índice do Brasil empata com a Polônia e fica à frente de Colômbia (29%), África do Sul (28%) e Coreia do Sul (25%).

O resultado brasileiro contrasta com o ranking geral, que considera todos os países da pesquisa, no qual as Forças Armadas são consideradas o 4º grupo mais confiável.

Confira o ranking de confiabilidade do Brasil:

Professores – 64%
Cientistas – 61%
Médicos – 59%
Pesquisadores – 37%
Homens/Mulheres comuns – 36%
Jornalistas – 34%
Membros do clero/sacerdotes – 30%
Membros das Forças Armadas – 30%
Polícia – 29%
Apresentadores de notícias da TV – 28%
Juízes – 28%
Funcionários públicos – 24%
Advogados – 20%
Líderes de negócios – 20%
Executivos de publicidade – 18%
Banqueiros – 14%
Ministros de governo -13%
Políticos em geral – 9%

Grupo dos professores é o que os brasileiros mais confiam

Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil

– Mais livros e boa leitura, ao invés de Redes Sociais…

Desintoxacar-se da Internet, muitas vezes, é ótimo!

Gostei da charge abaixo e compartilho, pois é bem real (e necessária):

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Olimpíada Canguru de Matemática!

Que legal! Minha filha Marina ganhou a medalha de bronze na Avaliação Canguru de Matemática, e a recebeu com muita alegria. Pudera, puxou a mãe…

Estamos felizes demais com o desempenho dela ❤️🥉 🏆✌️. Para quem conhece essa prova, sabe o quão qualificada é!

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Pai coruja…

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Pudera!

– Communication between daughter and father becomes more complex as the daughter grows up.

Communication between daughter and father becomes more complex as the daughter grows upFathers and daughters – from a psychiatrist’s point of view. …

Continua em: Communication between daughter and father becomes more complex as the daughter grows up

– Virtude de Pai para educar o Filho.

Há algo mais verdadeiro na relação entre pais e filhos do que a máxima abaixo?

Duas coisas que os filhos devem obter de seus pais: Raízes e Asas

(Goethe)

Algo a contestar? Perfeito!

Como é importante um pai educar seus filhos

– O racismo que não cessa… Giovana Ewbank, Bruno Gagliasso e filhos:

Por Vitor Martins, extraído do seu LinkedIn (um texto sobre o racismo sofrido pelos filhos negros do casal de artistas da Globo, que foram ofendidos por uma turista branca em um restaurante em Portugal):

Todas as pessoas negras são alvo do racismo, sem exceção.

Seja no trabalho;
Seja no hospital;
Seja na escola;
Seja no culto religioso;
Seja durante as férias;

Em qualquer lugar, a qualquer momento, independente da sua condição financeira e de vida, da sua formação educacional, pessoas negras estão sempre sujeitas ao racismo.

Titi e Bless são apenas duas crianças, mas são duas crianças negras. E mesmo sendo apenas crianças, o racismo não os escapa, não os poupa.

Eles possuem a mesma condição financeira, os mesmos pais que Zyan – o irmão branco mais novo deles dois. A diferença é que Zyan nasceu com a cor do privilégio social, nasceu branco, e Titi e Bless nasceram com o estigma daqueles que tem sua humanidade negada. E, embora nem Zyan, nem Titi e Bless tenham pedido pra nascer onde nasceram ou qualquer culpa, independente de quais fossem suas vontades, o racismo irá sempre oferecer realidades extremamente opostas.

Era só mais um dia de férias, mas ele infelizmente ele precisou ser interrompido pela “programação normal”, o racismo.

Espero que Gio, Bruno e Zyan estejam bem. E, principalmente Titi e Bless, que são apenas crianças negras buscando viver o melhor da vida e suas respectivas infâncias.

– O que é educar?

A Educação verdadeira, com “E” maiúsculo, não é ficar dando respostas prontas. É ensinar a desenvolver o espírito crítico!

Compartilho:

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– Bandido Pobre e Bandido Rico, Criação e Educação.

O que difere um bandido pobre de um rico, se ambos cometem crimes?

Talvez, apenas a sua condição econômica.

Dias atrás, ouvi uma autoridade policial (na Rádio Bandeirantes, mas não consegui ouvir seu nome e patente) falando sobre os menores delinquentes, provindos de periferia. Sobre eles, ponderou que:

Há uma geração de adolescentes e jovens criados com valores de bandidos. Eram crianças que se acostumaram a frequentar cadeia, vendo os parentes detidos lá e que viam no ato do banditismo um caminho a ser herói. Ser ladrão se tornou sonho para alguns! Onde estariam os valores morais que deveriam ser ensinados em casa?

Pois é: muitas vezes, quem deveria ensinar os bons valores talvez não esteja por lá, sendo que se torna preocupante o futuro dos filhos de pais e mães bandidos.

Entretanto, como justificar o aumento de criminosos na classe média? Alguns, erroneamente creditam a criminalidade a um fator econômico ao invés de educacional. Porém, vê-se em destaque as chamadas “gangues de playboys”: adolescentes e jovens que cresceram com boas condições financeiras, e que enveredam para o crime a fim de se sustentarem com prazeres e vaidades: dinheiro para ostentação de carros, participação em baladas e consumo de drogas.

Estes mais abastados financeiramente caíram em desgraça por qual motivo?

Fica nítido que o problema é educacional. Não adianta caros colégios se a primeira educação, a básica, formadora e influenciadora – a do lar – possui falhas gravíssimas ou inexiste. E que tantos batedores de carteira, playboys ou políticos corruptos cometem o mesmo crime: o de desrespeitar a dignidade humana.

Do mesmo jeito que um criminoso atira gratuitamente simplesmente pelo medo de reação da vítima, criminosos do colarinho branco sugam as verbas de hospitais carentes e já capengas. A estes, a vida do cidadão de bem nada vale.

Dificuldades dos professores no Brasil exigem mudanças urgentes na educação

Imagem extraída de https://professorheldernogueira.com.br/dificuldades-dos-professores-no-brasil-exigem-mudancas-urgentes-na-educacao/

– Meus 6 dias na cadeia.

Eu vivi nesses últimos dias uma experiência bem diferente: lecionei na Penitenciária de Bragança Paulista (seis manhãs) a um grupo de 20 reeducandos. A temática: “Seja a mudança de sua vida”, falando de ações empreendedoras em busca de recomeços!

Essas aulas foram pelo Sebrae em parceira com a FUNAP, organizadas pela IBS Americas. E me impressionei com a excelente proposta pedagógica oferecida a mim, bem como a qualidade do material sugerido, escolhido “a dedo” para o trabalho.

Como a maioria dos brasileiros, eu nunca tinha estado numa cadeia. E a sensação não foi de medo, mas de tristeza. Explico: ali é um Centro de Ressocialização, e meus alunos foram os considerados “quase-prontos” para voltar à sociedade, com tempo de pena quase cumprido à totalidade. Todos estavam lá por bom comportamento.

Fui orientado a ir com camisas que não fossem das cores: amarelo, branco e cáqui, por motivo de serem as cores padrões das roupas de quem está vivendo o cárcere. Me pediram para tomar cuidado com o vocabulário: palavras como executar, pena, morte e várias outras deveriam ser evitadas, pois poderiam remeter a lembrança de crimes cometidos. Vestuário mais simples, sem relógio, corrente ou qualquer outro metal. Celular ou outro equipamento que seja de comunicação, nem pensar. Na mão, apenas as folhas das aulas.E para adentrar à instituição, passei pela revista e pelo detector de metais.

Todos esses cuidados são necessários, embora ali fosse uma penitenciária de segurança mínima. São regras e devemos cumprir.

Quando chegou a hora de sair da recepção à sala de aula, fui encaminhado para entrar na área dos detentos. Meu Deus… que sensação horrível! As celas são escuras, com camas em L em 3 andares, entre corredores estreitos. Deve ser sofrível dormir naquele lugar pequeno e coletivo. E ficar o dia inteiro por lá? Ver as pessoas lá dentro foi um choque, confesso que me senti mal. 

Cheguei à sala de aula e ali estavam 20 pessoas me esperando. Um reeducando-monitor (com faculdade e pós-graduação, empresário e extremamente esclarecido cidadão) me orientava sobre as regras. É uma função especial dentro das cadeias, onde os presos têm respeito inconteste com ele.

Lá encontrei: professor, garçom, apicultor, vereador, peão de boiadeiro, empresário, pedreiro, serralheiro e farmacêutico, das profissões que me lembro. A idade era de 20 a 60 anos. E ao vê-los, é impossível saber por qual crime estão pagando (e nem tive a curiosidade de perguntar, minha função era ajudá-los a recomeçar, e não falar sobre o que fizeram de errado, mas sim do que farão certo).

Olhos brilhando, sedentos de vontade de conversar, com histórias das mais diversas. Sonhadores, esperançosos e curiosos. Não tem como negar: fiquei impressionado em várias momentos. Por exemplo: um proprietário de Buffet me mostrou as cartas da família que recebia, com mensagens da neta. Conversando visivelmente emocionado sobre um determinado assunto que abordei (relacionei eles com os exemplos necessários de lisura e confiança), o Sr J. virou para mim com os olhos marejados e me disse: “Eu errei, foi uma só vez, e nunca mais farei nada parecido com esse erro”. Outro, o pintor F, me contou sobre a luta da esposa para visitá-lo, pois havia um custo de R$ 500,00 para cada viagem que ela fazia, e isso o entristecia demais. Um terceiro, o P, estava preocupado (e trabalhei bastante essa questão com ele) sobre o preconceito que teriam com ele fora do sistema carcerário.

Não é “Síndrome de Estocolmo”, nem paixão por bandido. É sentimento de que ali estão seres humanos que erraram, tornaram-se bandidos por uma oportunidade e estão arrependidos. São gente como a gente, e estão pagando por seus crimes. E querem conversar sobre tudo. Um deles não sabia o que era Pop-it (aquelas borrachas que imitam os plásticos bolhas). Outro não acreditava que o preço do gás estava acima de R$ 100,00! Ainda outro “rachou o bico de rir” ao saber que havia sido lançado um McPicanha que não tinha picanha, e ninguém foi preso como eles (brincadeira deles próprios). E por aí vai.

Durante as aulas, um respeito máximo. Todos querendo aprender e futuramente empreender. E algo bem curioso: você entra cheio de preconceitos no primeiro dia, imaginando algemas, rostos carrancudos, detentos com olhar duvidoso, e não tem nada disso! Nessa unidade (um centro de ressocialização) a coisa fluiu muito bem.

Lembro: eu sei que não dei aula para “santinhos injustamente trancafiados”, mas sei também que são pessoas pagando pelos erros e que todos nós merecemos uma segunda chance. Mostrar a eles que os equívocos devem ser esquecidos enquanto punitivos (mas lembrados como algo a ser evitado) e que vale a pena a vida honesta, de trabalho e com liberdade plena, foi algo muito confortante. Uma experiência que me faz entender o que Jesus Cristo quer falar em “ser caridoso” quando nos ensina a cuidar dos encarcerados, dizendo “estive preso e vieste me visitar”. Não deve ser nada fácil a rotina de quem cuida deles…

Por fim: junto a um dos reeducandos que não era eu aluno, quando terminei o último dia, ao me despedir, vi a luz do dia raiando na porta de saída (lá dentro não tem janelas, só são paredes e ventilação pelos furos de tijolos baianos, tornando o local escuro – e quando eu vi um “clarão de sol” na hora de ir embora, a sensação foi ótima), perguntei a ele se faltava muito tempo para sair do sistema penitenciário, e ele abriu um sorriso e respondeu: “Sim, só falta cumprir mais dois anos”!

Estar 4 horas diárias por 6 dias foi um período longo na cadeia, mesmo como visitante, pelo sistema em si. Imagine ficar “só” mais dois anos…

Torço para que as pessoas prejudicadas por esses detentos estejam gozando de plena tranquilidade e tenham reconstruído a vida. E para os próprios presidiários, desejo que quando eles saiam de lá, possam mostrar que são homens melhores para um mundo que lhes dê uma segunda chance!

Foto: Adécio Piran, divulgação de: https://www.folhadoprogresso.com.br/santarem-detento-e-encontrado-morto-em-penitenciaria/