– Os Bilhões Perdidos de Eike Batista

 

Quem ganha muito também pode perder muito. Com a queda das bolsas mundiais e a sobra de dólares no Brasil, em um dia, as ações de Eike Batista despencaram num só tremor. Catastrófico, por sinal.

 

Em alguns sites, se fala desde 1 bilhão até 11 bilhões de desvalorização de seus papéis. Calma, são papéis que valem muito, mas nesse tipo de investimento o que vale mesmo são a paciência, o momento adequado para negociar e, às vezes, sorte. Além de que Eike Batista ainda tem muito, e quando se tem dinheiro, é fácil fazer mais dinheiro.

 

O duro é quando não se tem nada e precisa se fazer algum…

– Nota Fiscal Paulista: Cadê o site no Ar?

 

Para receber, o governo recebe até por telepatia. Mas para pagar…

 

Hoje é dia de divulgar os valores da restituição dos créditos da Nota Fiscal Paulista. E conseguir entrar no site da Fazenda Estadual para solicitá-los é uma verdadeira epopéia… Claro que todo mundo quer saber quanto tem para receber no primeiro dia e congestiona. Mas eles não deveriam estar preparados para isso?

– Créditos da Nota Fiscal Paulista estão Próximos

 

O Programa de Devolução de parte do ICMS ao consumidor do “NF Paulista” é um sucesso. Dia 19, próxima terça-feira, haverá mais créditos liberados. Mas há inconvenientes:

 

– É uma parcela muito ínfima de devolução, se comparada com a arrecadação estadual;

– Combustíveis e medicamentos têm ICMS de substituição e a não-cumulação de créditos incomoda os consumidores e constrange os comerciantes desses setores;

– Por quê a devolução semestral? Faça a coisa mensal!

 

Quer queira ou não, é um trocado que ajuda.

– Gasolina de SP é 70% mais cara que a de NY!

 

Nossa Gasolina custa 25% a menos nas refinarias da Petrobrás, se comparada ao preço pago pelas distribuidoras dos EUA. Mas é 70% mais cara ao consumidor final do que lá!

 

E olha que a renda média do americano é beeeem maior do que a dos brasileiros.

 

 

Há 1 ano, a Gasolina no Brasil custava R$ 2,39 e o Etanol R$ 1,19. Hoje: R$ 2,79 e 2,29, respectivamente.

 

Extraído do Estado de São Paulo, 16/04, Economia. C2

 

GASOLINA CUSTA 70% A MAIS EM SÃO PAULO DO QUE EM NOVA YORK

 

Por Kelli Lima

 

O litro da gasolina custa, em média, US$ 1,73 na cidade de São Paulo, valor 70% maior do que o cobrado em Nova York e 105% maior do que na Rússia, um dos países emergentes do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Os dados são do estudo realizado pela Airinc, consultoria norte-americana especializada em preços globais.

Apesar de sair das refinarias da Petrobrás 25% mais barato do que de uma refinaria americana, o combustível chega ao consumidor muito mais caro do que em qualquer posto de revenda de lá.

A carga tributária no País representa 57% do valor do litro do combustível, perdendo apenas para os países europeus, onde a política de desestímulo ao uso de carros puxa para 70% o tributo sobre a gasolina.

A pesquisa considera a cotação do dólar em R$ 1,67. Sendo assim, o preço médio do litro do combustível na capital paulista foi de R$ 2,89. No ranking das Américas, preparado pela consultoria, o Brasil possui o maior preço entre seus vizinhos, todos com tributação menor.

Na Venezuela, os fortes subsídios do governo Hugo Chávez fazem com que o litro da gasolina custe US$ 0,01, o mais barato do mundo. Neste ranking mundial, países com reservas gigantescas, como Arábia Saudita e Líbia, estão entre os que apresentam os preços mais baixos, respectivamente com US$ 0,110 e US$ 0,14.

Os maiores preços estão na Turquia, com o litro da gasolina custando US$ 2,54, e na Eriteia, país africano que vive em conflito com sua vizinha Etiópia, US$ 2,53. Nas Américas, atrás do Brasil, estão o Chile US$ 1,57, Cuba (US$ 1,35) e Canadá (US$ 1,31). Nos Brics, o Brasil também lidera o ranking: China cobra US$ 1,11; Índia US$ 1,26 e a recém incluída África do Sul, US$ 1,27.

“Os impostos sobre a gasolina no Brasil sempre estiveram lá em cima”, lembra o diretor jurídico do Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis. Além do PIS/Confins, que representam cerca de 20% do total dos tributos que incidem sobre a gasolina, há o ICMS, determinado pelas secretarias de Fazenda de cada Estado, e ainda a Contribuição por Intervenção de Domínio Econômico (Cide), criada em 2001 como colchão para amortecer oscilações bruscas do acompanhamento da cotação internacional.

De lá para cá, o governo utilizou o mecanismo por três vezes. A primeira, em 2008, para anular o impacto no preço ao consumidor – e consequentemente na inflação – de alta repassada pela Petrobrás. A segunda no ano seguinte para retomar sua arrecadação, quando a Petrobrás reduziu o preço do combustível, também acompanhando o preço no mercado internacional.

A terceira foi no ano passado, quando começou a escalada de preços do etanol – que é acrescido à gasolina na proporção de 25% do litro.

Por conta da alta no preço do barril do petróleo e a pressão do governo para que a Petrobrás não repasse a oscilação para seus preços – o que teria forte impacto na inflação – já existem estudos para que a Cide seja alterada novamente.

– Morador de Rua pode ter Conta em Banco

 

Assunto interessante: um magistrado paulista determinou que, por motivos de cidadania, de responsabilidade social e financeira, moradores de rua poderão abrir contas poupanças em agências da Caixa Econômica Federal.

 

Tudo isso foi motivado pelo fato de um mendigo entrar na Justiça por, não tendo residência fixa, ser impossibilitado de abrir conta em banco. Em sua defesa alegou que para sair da miséria, precisa ter uma poupança para guardar suas economias. E nenhum banco o ajudava!

 

Aqui em Jundiaí, a Casa Santa Marta (entidade que ajuda andarilhos) teria que abrir uma agência da CEF! E falo sério, afinal muitas vezes nós vemos apenas o assistencialismo de voluntários mas não a prática do desejo de autossustentabilidade do Governo.

 

E você, o que acha disso: Mendigo ter conta em banco ajuda a resolver a mendicância? Deixe seu comentário:

– Banco Carrefour

 

O Itau Unibanco comprou mais um banco. Agora, o Banco Carrefour!

 

Alguém duvida que daqui 10 anos só teremos Bradesco, Itau Unibanco, CEF e BB como legítimos bancos nacionais? De tão fortes, compram todos os concorrentes e os pequenos estrangeiros.

– MG entra na briga pela Apple?

 

Ôpa, parece que MG entrou na briga pela Foxconn e consequentemente ser a capital do Ipad?

 

Falamos sobre o desejo das cidades em relação ao caso Apple/Foxconn em: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2011/04/13/foxconn-ipad-em-jundiai-ou-nao/

– Desrespeito das Distribuidoras de Combustíveis

 

Atenção: pode faltar combustível no próximo feriado prolongado!

 

A Petrobrás está segurando a Gasolina, a produção é insuficiente e as distribuidoras estão tendo cotas reduzidíssimas. Com 90% da frota de utilitários do país estando abastecendo Gasolina ao invés do Etanol, os estoques reduziram.

 

Conta contra a estabilidade, o fato do Brasil estar importando Petróleo, que está em alta no mercado internacional. Assim, se já não bastasse a alta no mercado interno, poderemos ter alta por causa do preço do barril no mercado externo.

 

Portanto, a dica é: não deixe o tanque do seu veículo vazio às vésperas do feriado. O preço vai subir e a oferta de produto pode ser escassa!

 

Opa: sobre o Etanol (Álcool combustível), esqueça! É a pior opção do mercado, já que burramente estamos exportando o etanol barato da cana-de-açúcar e estamos importando o etanol caro de milho dos EUA.

– Dilma e Hu Jintao: o Comércio e os Direitos Humanos

 

É difícil falar de ética ou de compromissos sociais e democráticos quando o assunto é dinheiro. Pelo menos, para os políticos!

 

Dilma está na China. Líbia, Afeganistão, Irã… todos são acusados de violarem os direitos humanos. Na China, que o faz com maestria, acompanhado de censura dura, tais reclamações só ficam no discurso.

 

A melhor definição para a ânsia comercial que li não veio de economista, mas de um humorista:

 

“Você já viu vendedor de shopping não vender porque o cliente bate na mãe?”

 

José Simão, Folha de São Paulo, 12/04/2011.

 

Perfeito. Não poderia ser melhor tal observação.

– Foxconn: iPad em Jundiaí ou não?

 

E a ansiedade dos detalhes da Foxconn no Brasil? Será mesmo que Jundiaí será a sede mundial dos iPads? A Apple tem com a Foxconn a sua montadora oficial de iPhones e iPads. A empresa, alíás, já tem 3 unidades aqui na cidade, montando para HP, Sony Ericson entre outras. Tê-la em seu município é o sonho de consumo de qualquer prefeito.

 

Ontem, a presidente brasileira Dilma e seu colega chinês Hu Jintao estiveram reunidos em Pequim e confirmaram que a empresa virá ao Brasil. As cidades de Jundiaí, Indaiatuba, Sorocaba e Manaus estão na briga, que é muito violenta!. Afinal, anunciou-se 100 mil empregos e 12 bilhões de dólares em investimentos!

 

O Jornal “Bom Dia Jundiaí” já houvera divulgado há dias que Jundiaí estava na briga. Hoje, o jornal descobriu que até um novo endereço na Junta Comercial foi registrado pela Foxconn (a matéria pode ser acessada em: http://is.gd/akrEus). E a surpresa: Rodovia Vice-Prefeito Hermenegildo Tonoli, km 1,5! Ou seja, no Jardim Carolina, aqui no Bairro Medeiros (quase do lado de casa…).

 

As autoridades municipais estão em festa. Afinal, será uma referência mundial. Mas…

 

Sem querer ser chato: a empresa alega que 100 mil empregos geram 400 mil pessoas próximas da empresa (afinal, conta-se a família). A Foxconn anunciou que concentrará essas pessoas numa “cidade inteligente”, uma espécie de vila criada por ela para abrigar tanta gente (Imagine uma vila Olímpica em época de Olimpíadas, mas permanente e com muito mais moradores).

 

Colocando na ponta do lápis: é uma cidade de 400 mil dentro de outra com… 350 mil (população de Jundiaí). Como comportar?

 

Aliás, o endereço é a ligação Jundiaí – Itupeva, e quem mora nesse trecho sabe o martírio que é a estrada. Se hoje é assim, imagina se estivesse a cidade inteira ‘multiplicada por 2’ tentando, por exemplo, usar o Trevo de Itupeva?

 

A Revista Época Negócios de dias atrás trouxe uma interessante matéria sobre a Foxconn, intitulada: “Uma Fábrica de Suicidas”, se referindo às péssimas condições de trabalho oferecidas e a fama de “mau patrão” da empresa (pode ser acessada em: http://is.gd/GRSvbL). Isso também é um fator complicador…

 

E você: acha que Jundiaí já ganhou a Foxconn ou ainda é cedo para comemorar? Deixe seu comentário.

 

Obs: a empresa quer montar os iPads até novembro desse ano.

– O Sumiço das Empregadas Domésticas e a Infeliz Afirmação de Delfim Neto

 

Está difícil arranjar empregas domésticas. Tal como jardineiros, pedreiros e outros tipos de mão-de-obra. A melhora da Economia traz isso. Aqui em Jundiaí, encontrar diaristas é algo raro!

 

Mas, falando nesse assunto…

 

Respirar fundo e pensar 2, 3, 4, 5 ou mais vezes é importante antes de falar. Principalmente se você é uma pessoa pública.

 

Um exemplo dessa semana: Delfim Neto. O ex-Ministro da Fazenda do governo militar, eleito inúmeras vezes deputado federal e respeitado economista (embora, particularmente, sempre questionei sua verdadeira competência – afinal – o período hiperinflacionário ocorreu na gestão dele), quando questionado no Canal Livre da TV Bandeirantes sobre o crescimento da classe média, falou sobre o fato da redução do número de empregadas domésticas no Brasil por terem subido de classe econômica.

 

E se referiu dizendo:

 

“Há uma ascensão social incrível. A empregada doméstica, infelizmente, não existe mais, Quem teve este animal teve. Quem não teve nunca mais vai ter.”

 

Quer falar sobre a infeliz afirmação? Deixe seu comentário:

– Etanol ou Gasolina hoje?

 

O Brasil vive uma situação difícil na área de combustíveis. Abordamos o assunto anteriormente (em: http://bit.ly/eImWpv ) e algumas considerações sobre o momento atual.

 

O QUE ABASTECER HOJE?

Sem dúvida: gasolina! A conta básica é que o custo-benefício empata quando o etanol está a 70% do preço da gasolina. Mas isso não é regra, pois depende do modelo do veículo, motorização… Mas a conta está, economicamente falando, a favor da gasolina.

 

ATENÇÃO

Os estoques de etanol começam a surgir. Como a safra está voltando ao pico, além do fato da chegada de etanol americano, somado ao momento em que a maioria dos motoristas está optando pela gasolina, O PREÇO DO ÁLCOOL (ETANOL) DEVE CAIR nos próximos dias.

Em contrapartida, como o consumo de gasolina aumentou e a produção não é suficiente, estamos importando gasolina do Oriente Médio. A gasolina, que já está em alta, deve aumentar ainda mais pelo fato do preço alto do mercado externo – situação admitida até mesmo pela Petrobrás.

 

Portanto, os motoristas devem ficar atentos nos próximos dias. A vantagem da gasolina, em 1 semana, pode virar. Mas esqueça os patamares anteriores, os combustíveis não terão uma redução na mesma proporção de que aumentaram, infelizmente.

– Greenpeace versus Petrobrás

 

Dias atrás, falamos das ações do Greenpeace em nossas aulas sobre ONG’s e Responsabilidade Social.

 

Olhem aí, queridos alunos: agora o alvo é a Petrobrás! E é uma ação na Nova Zelândia!

 

Extraído de: http://glo.bo/ezMBhX

 

O GREENPEACE CONTRA A PETROBRÁS

 

Uma frota com cerca de 20 barcos de ativistas, liderados pelo movimento Greenpeace, impede os trabalhos de exploração de gás natural da Petrobras na Nova Zelândia. Os defensores do meio ambiente temem que a exploração do produto na região possa causar um desastre semelhante ao ocorrido no Golfo do México, no ano passado, e protestam pelo fim das operações da embarcação Orient Explorer, da companhia brasileira.


No final do ano passado, a Petrobras recebeu autorização do governo neozelandês para verificar a existência de gás natural e petróleo na Bacia de Raukumara, na costa nordeste do país, e na semana passada o Orient Explorer iniciou os primeiros testes de perfuração na região.


Um porta-voz da Petrobras teria afirmado que a companhia está trabalhando dentro da legislação internacional e seguindo as próprias leis neozelandesas, e que a perfuração no local é “simples e segura”. A informação não foi suficiente para impedir que grupos de ambientalistas se aliassem a tribos maori – a população indígena neozelandesa – em uma batalha contra a Petrobras. Nesta terça-feira (5), os barcos dos ativistas chegaram bastante próximos ao Orient Explorer.


“Não temos confiança nessa companhia ou no governo quando dizem que nenhum dano ocorrerá ao que nos é caro. Não queremos nenhuma exploração de petróleo ou perfurações nas nossas águas”, afirmou Dayle Takitimu, da comunidade maori Te Whānau-ā-Apanui. A principal preocupação desse povo é que, caso seja mesmo descoberto petróleo, este venha a vazar no oceano, destruindo a cadeia natural local e acabando com os recursos naturais de que vivem os indígenas.


Em resposta, a Petrobras disse que o projeto estava apenas no início, e que ainda teria mais cinco anos de duração, tempo durante o qual seriam feitos investimentos em tecnologia segura. A companhia brasileira também voltou a afirmar seu compromisso e sua expertise no campo de exploração do petróleo, assegurando que um acidente dificilmente ocorra.

“Estamos comprometidos a levar nossos projetos da forma mais íntegra possível, valorizando a diversidade cultural e humana e promovendo a cidadania e o respeito pelos direitos humanos, o que inclui o direito aos manifestantes de expressar seus pontos de vista”, afirmou a Petrobras em um comunicado publicado nos principais jornais neozelandeses nesta terça.


O governo neozelandês também se mostrou contra uma possível parada nas operações da empresa brasileira, e afirmou que “o pior cenário” seria se a Petrobras resolvesse suspender suas atividades e retornar com o Orient Explorer para o Brasil. Os investimentos no setor de petróleo e gás na Nova Zelândia são uma prioridade do governo local, e a parceria com o Brasil se mostrou importante.


Segundo um porta-voz do Greenpeace, as embarcações de ativistas se manterão em alto mar e pedem ao Orient Explorer que cesse suas operações. O capitão do navio da Petrobras confirmou que esteja sendo pressionado por mensagens, mas disse que a empresa continuará realizando os testes.

– Brasil já é 1º. Mundo?

 

Jim O’Neill, presidente do Goldman Sachs e que criou o termo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) para se referir aos gigantes emergentes da economia, disse que chegamos ao desenvolvimento pleno:

 

“O Brasil não é mais um país emergente. Será uma das 5 maiores economias em 2050.”

 

Respeito-o. Mas com nossos indicadores sociais, estamos longe de ser primeiro mundo…

– SABMuller conseguiria comprar a Schin?

 

Segundo a Folha de São Paulo da última segunda-feira, a Schincariol estaria a venda por US$ 2 bilhões de dólares. A empresa, segundo o jornal, nega. A briga estaria entre a SABMuller e a Femsa, sendo que os mexicanos estão correndo por fora.

 

Caso se confirme, seria uma pena! Quanto mais forte o empreendedorismo nacional, melhor. Mas a guerra das cervejarias é cruel…

– Os Parceiros da RedeTV na Compra dos Direitos do Futebol

 

A pendenga dos direitos de TV continua, entre Globo, Record e RedeTV. No papel, a Globo perdeu e os direitos de 2012 a 2014 são da RedeTV.

 

Olha que curioso: segundo a Revista Exame, pg 30, Ed 988, por Maurício Onaga, os anunciantes concorrentes da Globo já compraram cotas da RedeTV. Na Globo, 3 patrocinadores-masters do futebol são: Itaú, Volks e Vivo. Na Rede TV, serão: Bradesco, GM e OI.

 

A briga será boa, hein?

– Jundiaí terá mesmo a Apple?

 

O “Bom Dia Jundiaí” levantou que a Foxconn, uma espécie de “montadora” da Apple, deseja construir iPhones e iPads em uma nova unidade para exportá-las ao mundo todo. E que nossa Jundiaí é uma das grandes candidatas a tal planta!

 

Tal notícia causou muita repercussão na cidade, tanto que a IstoÉ desta semana trouxe 3 páginas sobre o assunto. Abaixo:

 

JUNDIAÍ: A ESPERA DA APPLE

 

Cidade Paulista vive alvoroço após ser apontada como possível destino de uma linha de produção do fabricante do iPad

 

por Patrícia Diguê

 

A “terra da uva”, como é conhecida a cidade paulista de Jundiaí, a 60 quilômetros da capital, só tem pensado em uma outra fruta. Desde a semana passada, o apetite local é pela maçã. Mas não a de comer. Aliás, a maçã dos sonhos dos jundiaienses já está até mordida. É aquele símbolo da marca mais cobiçada de produtos eletrônicos do mundo, a americana Apple, que poderá escolher a cidade, sede de 90 multinacionais, para instalar sua primeira fábrica brasileira.

A notícia veiculada por um jornal local (“Rede Bom Dia”) de que a Foxconn, empresa de Taiwan que já fabrica produtos das gigantes Sony e da HP em Jundiaí, quer ampliar suas instalações na cidade para produzir Macs, iPhones, iPods e iPads colocou o município nas páginas de jornais e sites tanto do Brasil quanto do Exterior. “‘O Bom Dia’ nunca foi tão citado, o Brasil inteiro noticiou, e chegou até na ‘Forbes’”, disse o jornalista Fábio Pescarini, que trouxe à tona a informação, sobre a conceituada revista americana de economia. Dezenas de jornais e sites reproduziram a matéria do jornal local ao longo da semana passada.

Desde então, não se fala de outra coisa na cidade de 380 mil habitantes. “Quem sabe o Steve Jobs (CEO da empresa) não vem para inaugurar a fábrica?”, sonha a assessora de imprensa da prefeitura, Cíntia Souza, que está se desdobrando para atender a enxurrada de ligações de jornalistas querendo saber da novidade. A prefeitura, porém, diz que só pode revelar que a Foxconn, que tem duas fábricas na cidade, solicitou estudos para instalar uma terceira planta. Foxconn e Apple tampouco confirmam, mas na cidade é dado como certo que a fábrica virá.

“A gente gostaria de dar esta notícia, porque os produtos da Apple, além de desejados, têm alto valor agregado, o que gera mais renda e empregos”, afirma o prefeito Miguel Haddad, que tem um tablet iPad, adquirido em uma viagem ao Exterior. Ele está confiante que a Foxconn, que já é a montadora da Apple na China, elegerá a terra da uva para fabricar seus produtos.

O principal atrativo, conforme o prefeito, é a infraestrutura urbana e a logística da cidade (próxima ao porto, aeroportos e polos consumidores e servida de estradas e ferrovias), facilidades que já atraíram quase mil indústrias de 30 diferentes segmentos nas últimas décadas, entre elas o maior centro de distribuição da Casas Bahia, Coca-Cola, Itautec, TAM e Siemens. “As empresas vêm para cá e já têm tudo na porta”, afirma Haddad, já sonhando com um iPad 2 (lançado mundialmente este mês) “Made with pride in Jundiaí” (feito com orgulho em Jundiaí), o slogan do Conselho Municipal de Relações Internacionais. A Foxconn, presente em 14 países e empregadora de 1,3 milhão de pessoas, a maioria na China, também tem instalações em outras três cidades brasileiras: Indaiatuba e Sorocaba, em São Paulo, e Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais. Em Jundiaí, abriu a primeira fábrica em 2007 e a segunda, em 2009, tornando-se a maior empregadora do município, com mais de três mil funcionários.

“A possibilidade de uma indústria como a Apple em Jundiaí tem mexido com toda a comunidade”, afirma o diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Jundiaí, Mauritius Reisky. “A instalação da empresa seria motivo de grande orgulho”, ressalta. Não é de hoje que a Apple, ícone de inovação no mundo digital, namora o Brasil para instalar mais uma linha de produção. O último flerte aconteceu quatro meses atrás, quando o empresário Eike Batista anunciou que negociava com montadoras da marca na Ásia e até anunciou o valor do investimento, US$ 1,6 bilhão. “Sim, a gente quer trazer (a Apple) porque a gente (o Brasil) tem de pagar duas vezes e meia o preço de um iPad”, declarou o megaempresário na ocasião.

Por causa dos rumores da semana passada, algumas publicações, incluindo a “Forbes”, relacionaram os planos do empresário, o oitavo homem mais rico do ano, à movimentação da Foxconn em Jundiaí. “Bilionário Batista pode realizar desejo de abrir fábrica da Apple no Brasil”, diz a reportagem. A assessoria de Eike não confirma a história, mas reafirmou que o grupo de Eike, o EBX, mantém o interesse em atrair fabricantes de tecnologia digital. Porém, ressalta que o local seria o Superporto do Açu, que a empresa está construindo em São João da Barra, no norte do Estado do Rio de Janeiro. Será que Jundiaí vai levar a melhor?

– Brasil e Cana-de-Açúcar: o Ineditismo desde o Século XVI

 

Estamos importando 200 milhões de litros de álcool. Nunca fizemos nada parecido.

Desde o século 16, exportamos álcool e açúcar para o mundo. Parece que, depois de 500 anos, mudamos a história. Para pior… 

Vide o triste episódio dos combustíveis brasileiros, em: http://bit.ly/eImWpv

“Dá-lhe” Brasil…

– Crise dos Combustíveis: Brasil colocará Água na Gasolina!

 

Uma das situações mais inusitadas que poderia se imaginar está acontecendo em nosso país: a falta de combustíveis.

 

Em meio a crise, a Folha de São Paulo deste sábado (23/03/2011, Caderno Mercado, pg B1 à B12), traz um levantamento crítico do panorama.

 

Manchete de capa:

 

“CONTRA ALTA DO ÁLCOOL, BRASIL VAI COLOCAR MAIS ÁGUA NA GASOLINA”

 

Para a composição da gasolina brasileira, há a adição de 25% de álcool anidro. Como falta álcool, o Brasil adicionará 1% de água para segurar os preços.

 

E por que falta álcool?

 

O Etanol (álcool combustível) está sofrendo o período da entressafra. Entretanto, a maior parte da produção (que está baixa) está sendo exportada aos EUA. Assim, os produtores exportam o etanol produzido pela cana-de-açúcar (que é de boa qualidade e preço baixo), deixando os consumidores brasileiros sem o produto.

 

Para evitar que os postos de combustíveis fiquem sem etanol nas bombas, uma outra submanchete do jornal:

 

“BRASIL IMPORTARÁ ÁLCOOL DOS EUA”

 

Como os usineiros estão vendendo álcool de cana para os EUA, para se evitar a falta, o Governo importará 200 milhões de litros de álcool de milho dos… EUA! Isso mesmo: vendemos nosso álcool bom e barato para os americanos e compramos o álcool caro que os EUA procuram não usar.

 

Assim, os preços do Álcool nas bombas sobe; e como há álcool na Gasolina, outra manchete da Folha:

 

“ÁLCOOL VAI A R$ 2,80 (EM POSTOS DA CAPITAL) (…) GASOLINA JÁ ULTRAPASSA R$ 3,09”.

 

Nesse crítico cenário, não compensa abastecer etanol (álcool), e portanto, os consumidores migram para a gasolina. Entretanto, com a alta do consumo e o fato de todos estarem abastecendo gasolina, a Petrobrás não consegue produzir o suficiente. Quando o consumo estava equilibrado (metade da frota de carros de passeio abastecendo gasolina e metade álcool), tínhamos a auto-suficiência da gasolina. Agora, com tantos carros abastecendo gasolina, falta produto também.

 

Encerramos com outra manchete:

 

“PETROBRAS TRAZ GASOLINA DO EXTERIOR”

 

Hoje o país produz 380 mil barris de gasolina / dia. Importará 3 milhões de barris, volume que não era importado há 40 anos.

 

CUIDADOS:

 

Com a crise, 4 golpes na praça:

1) Gasolina Formulada – ao invés do produto refinado pela Petrobrás, há a produção de gasolina em “laboratórios”.

2) Gasolina Batizada – antes, o golpe era acrescentar álcool. Hoje, o golpe é acrescentar Naftalina líquida, que dá explosão no carro e depois faz o veículo parar.

3) Álcool Molhado – a adição de água nos tanques de álcool enganando o consumidor.

4) Álcool “Metanol” – o álcool sintético americano, extremamente explosivo e poluente, ao invés do álcool biocombustível.

5) 1 litro “econômico” – Quem garante que o litro vendido tem 1000 ml?

 

ABASTEÇA EM POSTOS DE CONFIANÇA. NESSE MOMENTO, A CREDIBILIDADE ESTARÁ ACIMA DE QUALQUER OUTRO FATOR.

– Mais um Programa Assistencialista no Brasil? Vem aí a Bolsa Dona-de-Casa!

 

A deputada Alice Portugal (PT-SC) quer criar um regime especial de aposentadoria para as mulheres, a chamada “Bolsa Cor de Rosa”.  A idéia é dar um salário extra mensal às mulheres donas-de-casa, como complemento à renda. Justifica que muitas mulheres trabalham a vida inteira para o seu marido e são abandonadas.

 

A questão é polêmica: pagar uma bolsa—dona-de-casa é algo exagerado ou necessário no país? Deixe seu comentário:

 

Abaixo, extraído de: http://elbigodonmardiiito.blogspot.com/2011/03/bolsa-rosa-contas-no-vermelho.html (que reproduziu de Exame).

 

BOLSA ROSA, CONTA NO VERMELHO

 

Não fosse por um detalhe crucial – de onde tirar o dinheiro -, a criação de um regime de aposentadoria para milhões de donas de casa brasileiras de baixa renda até poderia fazer sentido. Há diversos projetos de lei em tramitação na Câmara para reconhecer os direitos das mulheres dedicadas integralmente às tarefas domésticas. Mas eles ignoram o impacto econômico que isso teria nas contas públicas. A deputada Alice Portugal (PT-SC), defensora da criação dessa espécie de bolsa cor-de-rosa, afirma que “muitas vezes, após 35 anos de casamento, o marido vai embora e ela (a mulher), que prestou serviços a vida inteira, não tem amparo”. Caso a bondade seja aprovada, haverá custo adicional de 5,4 bilhões de reais por ano. No ano passado, só a previdência voltada para os empregados do setor privado fechou com déficit de 44 bilhões de reais. A dos servidores públicos teve rombo de 50 bilhões.

– Faltará Combustível no Brasil?

 

Poderá faltar combustível no Brasil? Talvez…

 

O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabriele (segundo Jean Peter, da Rádio Bandeirantes, no Jornal em 3 Tempos) confirmou que não haverá aumento nos preços da Gasolina nesse ano no Brasil.

 

Ora, em que país vivemos? Ou melhor, em qual país vive o presidente? Nesta última semana, a Gasolina subiu cerca de R$ 0,15 nas distribuidoras, por conta do aumento do preço do Anidro. Além do preço estar em alta, faltam combustíveis!

 

O Etanol sofre pela interminável entressafra e pelo aumento das exportações do Brasil aos EUA. Em contrapartida, a Cosan (gigante do setor), por exemplo, anunciou a importação de álcool de milho dos americanos. Exportamos o álcool de cana mais barato aos EUA e compramos o álcool caro deles? Loucura!

 

Como os donos de veículos estão optando pela Gasolina ao invés de Álcool nos carros bicombustíveis (pelo preço excessivamente caro no mercado), um efeito colateral aconteceu: a Petrobrás não dá conta de refinar a quantidade de Gasolina necessária. Ou seja: aumentou o consumo e a frota de veículos, mas a produção se compensava com o álcool no mercado interno. Sendo assim, algumas distribuidoras de combustíveis começaram a racionar as vendas, impondo cotas de compras.

 

Se nada for feito, poderá faltar combustível na virada do mês devido a redução de estoques no Brasil. Incrível!

– Subway supera McDonald’s em número de Lojas no Mundo

 

Segundo o “The Wall Strett Journal”, o McDonald’s não é mais a maior rede fast food do mundo. Ao menos, em número de lojas. A Subway hoje possui 33.749 lanchonetes, contra 32.737 do concorrente. Mas em volume de vendas, o McDonald’s ainda é o líder mundial: 24 bilhões de dólares / ano, US$ 9 bi a mais do que o Subway.

 

No Brasil o principal concorrente do McDonald’s é a brasileira Habib’s, seguido pela brasiliense Giraffas e com o incômodo do Burger King em fase inicial.

– E a JAC Motors parece que chegou mesmo!

 

A montadora chinesa JAC Motors chegou enfim pra valer no Brasil. Com 150 milhões de reais para serem gastos com publicidade, a empresa invadiu Facebook, Twitter, Orkut e outras mídias. Almeja ainda patrocinar o Flamengo, para popularizar sua marca no meio do futebol (quem fez isso foi a Hyundai com o Fluminense, lembram?)

 

Nos anos 80, eu não confiava em carros japoneses. Hoje eles são excepcionais.

Nos anos 90, eu não botava fé em carros coreanos. Hoje, me convencem.

Na primeira década dos anos 2000, eu não acredito em carro chinês. Será que na próxima década os respeitarei?

 

Sinceramente, a cultura empresarial japonesa, coreana e chinesa, às vezes parecida, pode ser diferente demais em alguns aspectos. Por isso a minha desconfiança. Hoje, não compraria um carro chinês de forma alguma!

– Álcool a R$ 2,30? A Abrupta Subida do Preço do Etanol

 

Dias atrás conversamos sobre o aumento dos preços do álcool combustível (em: http://bit.ly/gJoOKS ) . Cada vez mais há a migração dos carros bicombustíveis para a opção gasolina.

 

Compartilho interessante matéria da Folha de São Paulo deste sábado, caderno Economia, por Karla Domingues e Mauro Zafalon:

 

ÁLCOOL MANTÉM ALTA EM SP E JÁ CUSTA R$ 2,30 POR LITRO

 

A demanda por combustíveis supera as expectativas, devido à evolução da economia. A procura por álcool também está aquecida, o que permite reajustes de preços nas usinas e nos postos.

A avaliação é de Antonio de Padua Rodrigues, diretor da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar). Em anos anteriores, os consumidores já migravam para a gasolina quando a paridade estava em 65% da gasolina, o que não ocorre neste ano.

Mas, se o preço continuar subindo, mais consumidores irão para a gasolina. “Até porque as usinas não produzirão, nas próximas semanas, o suficiente para o patamar atual de demanda.”

A Folha apurou R$ 2,30/litro ontem em postos de São Paulo.

– Ôba-Ôba de Obama no Brasil

 

Barack Obama, presidente dos EUA, estará neste final de semana no Brasil, fazendo um “tour político” pela América Latina.

 

A sua assessoria já declarou que quando estiver no Rio de Janeiro, Obama quer subir ao Cristo Redentor, nadar em Ipanema e discursar na Cinelândia. Não poderá fazer tudo isso, o serviço de segurança não deixará. Ainda mais que os EUA conseguiram aprovar sanções na ONU contra a Líbia e que permitiria uma invasão militar. Mas, estando no Brasil, Obama pode se sentir ainda seguro…

 

O certo é que ele terá que discursar no Teatro Municipal e almoçará Feijão Tropeiro, Picanha, além de Sorvete de Graviola (esse é o cardápio oficial). E negociará Etanol e Petróleo com dona Dilma.

 

Você sabia que os EUA pagam 1/3 no valor do álcool de cana brasileiro em relação ao produzido lá, que é de milho? Mesmo com a alta taxa de subsídios no nosso produto, que os americanos visam proteger a indústria local…

 

Na verdade, a viagem é estratégica e importante comercialmente para os 2 países.

– Alta nos Preços dos Combustíveis assusta!

 

Incrível como certas declarações governamentais são repletas de demagogia!

 

O preço do Etanol fugiu totalmente do controle do Governo. As exportações aumentaram, o consumo também, mas a produção ao mercado interno não cresceu na mesma proporção!

 

Nos últimos dias, falta etanol em algumas regiões brasileiras. Claro, não interessa vender o produto aos brasileiros, mas sim exportá-lo. Vendemos álcool de cana ao estrangeiro e compramos absurdamente álcool de milho para o não desabastecimento do país!

 

O Anidro, álcool que é misturado na gasolina para a venda aos consumidores, disparou de  preço. Assim, o Etanol já custa mais de R$ 2,00 (em algumas localidades, passa dos R$ 2,20) e por tabela a Gasolina sobe também!

 

O duro é a Petrobrás dizer que está tudo bem, dizendo que os preços estão defasados se compararmos com o mercado externo e que a gasolina não vai subir, ignorando totalmente os fatores internos como, por exemplo, o álcool!

 

Veja abaixo a ridícula declaração do diretor de abastecimento da BR. Será que ele pensa que somos todos ignorantes? A sua fala é dessa semana:

 

(Extraído de: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/petrobras-promete-manter-preco-da-gasolina-apesar-da-alta-do-petroleo)

 

PETROBRAS NEGA AUMENTO NO PREÇO DA GASOLINA

 

Há um mês e meio acima da barreira dos 100 dólares o barril, a cotação internacional do petróleo passa ao largo dos preços internos dos principais combustíveis vendidos no país: gasolina, diesel e GLP. Na expectativa de uma reversão rápida do conflito no norte da África, a Petrobras mantém a intenção de não repassar a alta ao preço de refinaria.


“Nossa política aqui não vai mudar. Não há previsão de reajuste de preço, quer seja no diesel, na gasolina ou no GLP”, afirmou o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, em entrevista à Agência Estado.


O executivo argumenta que a companhia monitora a evolução internacional e trabalha com um limite para a cotação, que não quis revelar. Quando começou a seguir a política de descolamento com o mercado internacional, a estatal havia estipulado um limite de três meses para o cálculo da média de preços e a fixação de novos patamares, mas na prática não seguiu essa fórmula.

Costa, falando por hipótese, comenta que uma elevação do petróleo a 150 dólares exigiria uma reação “urgente” no mercado doméstico, mas não revela os parâmetros que estão sendo usados pela Petrobras, alegando que se trata de uma estratégia interna. “O tempo (limite para deflagrar um repasse) varia de acordo com o preço. Não dá para dizer que a cada três meses teremos uma variação em relação ao mercado internacional. Se o petróleo bater, daqui a pouco, 150 dólares o barril, obviamente vamos ter de pensar numa coisa urgente para resolver isso.”

– O Sucesso e a Falta dos iPads

 

Os EUA venderam 500 mil iPads 2 em apenas uma semana!

 

Claro, tais números trazem um lucro muito grande à Apple, que só não consegue ganhar mais por conta da falta de capacidade em aumentar a produção, fazendo com que faltem os produtos nas lojas. Isso explica a carência de iPhones nas lojas brasileiras.

 

Em suma: quanto for produzido, quanto venderá!

– Detalhes que Atrapalham as Grandes Empresas: as Aranhas da Mazda!

 

Nem sempre ter os mais altos índices de produtividade e qualidade tornam uma empresa perfeita e os clientes satisfeitos. A SORTE (que é algo subjetivo) também é um fator importante.

 

Veja que inusitado: clientes proprietários de carros Mazda descontentes com seus veículos. E a culpa não era da empresa, mas sim de aranhas! Uma determinada espécie do aracnídeo gosta do cheiro da gasolina, entra pelo escapamento e ainda assim não morre!

 

O caso é relatado abaixo, extraído de: http://www.noticiasautomotivas.com.br/mazda6-passa-por-recall-por-causa-de-aranhas/

 

MAZDA6 PASSA POR RECALL POR CAUSA DE ARANHAS

 

A Mazda está fazendo um recall para seu modelo 6 por causa de aranhas. Isso mesmo. Na América do Norte e América Central, 65.000 unidades do modelo estão sendo chamadas, pois concessionárias da marca já relataram 20 casos de aranhas fazerem seus lares dentro de um respiro da linha de combustível.

Por conta destes ninhos, o tanque poderia ter sua pressão aumentada demasiadamente, levando a rachaduras e até mesmo a incêndios. Das 65.000 unidades, 50.000 estão nos EUA e as outras 15.000 estão no Canadá, México e Porto Rico.

A Mazda não sabe dizer porque as aranhas andam procurando abrigo ali e confirma que nenhum acidente foi causado por conta disso. Até agora.

– Um País sem Pobres?

 

O slogan do governo Lula era:

 

“Brasil – um país de todos”

 

Agora, Dilma terá como slogan:

 

“Brasil – um país sem pobres”

 

Sinceramente, o slogan é de uma picaretagem e de uma demagogia tão grande… Queria que os dois slogans fossem verdade, lógico! Mas sabemos que são utopias. O país realmente é de todos e não existem pobres?

 

Claro que sabemos do sentido dito “esperançoso”. Mas mesmo assim fica a minha ressalva.

 

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Fiat supera Volkswagen em Mês Histórico!

 

No melhor mês da história da indústria automobilística brasileira, a Fiat alcançou 23,4% do mercado, contra 21% da Volkswagen e 17,9% da Chevrolet. Mas o número mais relevante não é esse, e sim outro: após 20 anos consecutivos, o Gol perdeu a liderança de veículo mais vendido do Brasil para o Uno Mille, por exatos 481 carros!

 

Competência e inovação resultam nisso. Parabéns aos italianos da Fiat e aos engenheiros brasileiros da empresa.

– Resolvendo o Problema da Pobreza Próximo às Sedes da Copa

 

As agências internacionais informam: em Março, haverá a Copa do Mundo de Críquete em Bangladesh.

 

Tradicional e popular esporte no Sudeste Asiático, o Críquete visitará um dos locais mais pobres do mundo, com aproximadamente 700 mil pessoas esmolando nas redondezas de Chittagong, a região metropolitana que será sede do evento (lembremo-nos que Bangladesh é um país extremamente pobre e populoso).

 

Para resolver o problema da mendicância durante a competição, a Prefeitura local encontrou uma saída: doará US$ 2.00 para que cada mendigo circule por outras praças… (lembrando que 2 dólares aos bengaleses tem um poder aquisitivo diferente do que a nós).

 

É ou não “tapar o sol com a peneira”?

 

Talvez algum dirigente faça isso também em alguma cidade-sede para a Copa do Mundo de 2014…

E você, o que acha de tal inusitada resolução de problema? Deixe seu comentário:

– Preço dos Combustíveis Disparam no Brasil

 

Amigos, quem está com o tanque do seu veículo vazio, corra aos postos de combustíveis!

 

No último final de semana de fevereiro, as distribuidoras surpreenderam com aumentos significativos nos produtos. A culpa seria da entressafra e a conseqüente falta de produto. Com o aumento do Etanol (álcool), a Gasolina, por conter Anidro, sobe também. E, por incrível que possa parecer, segundo “O GLOBO”, em matéria de 25/02/2011, o Nordeste Brasileiro começou a importar Etanol dos EUA! Os preços em Fortaleza, por exemplo, regulam em R$ 2,799 para a Gasolina e R$ 2,299 para o Etanol.

 

Nesta última sexta-feira, as distribuidoras sediadas em Paulínia reajustaram seus produtos. Segundo as mesmas, a alta persistirá até o Feriado do Carnaval (provavelmente aproveitarão as viagens dos turistas no feriado prolongado), sendo que em meados de março o preço poderá cair, com a nova safra entrando no mercado.

 

Curiosamente, o ESTADÃO (citação abaixo) traz uma matéria sobre as exportações de etanol brasileiras aos EUA. Quer dizer: exportamos álcool de cana e importamos álcool de milho.

 

Acreditem se quiser!

 

Extraído de: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110221/not_imp682255,0.php

 

O ETANOL PERDE TERRENO

 

Além de grande consumidor mundial de etanol produzido a partir de cana-de-açúcar, o Brasil aspira a tornar-se um dos grandes exportadores mundiais do produto. Até agora, porém, a produção nacional de etanol tem-se caracterizado pela instabilidade, com variações de produção e preços que afetam o consumo interno e limitam a exportação. E o etanol vem perdendo mercado no País e no exterior. Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), foram vendidos diretamente nos postos 15 bilhões de litros de álcool hidratado em 2010, 8,5% a menos que no ano anterior, o primeiro recuo da demanda desde 2003. Por sua vez, o consumo de gasolina aumentou 17,5% em relação a 2009. Quanto às exportações do biocombustível, o Brasil ainda detém a liderança mundial, mas está ameaçado de perdê-la para o etanol produzido a partir de milho nos Estados Unidos, altamente subsidiado e protegido da concorrência externa por uma pesada sobretaxa.

É bem verdade que o aumento das importações de veículos movidos a gasolina puxou o consumo desse combustível. As compras de automóveis estrangeiros por brasileiros em 2010 se elevaram mais de 50% em comparação com 2009, custando US$ 8,54 bilhões ao País. Além disso, o etanol ficou bem mais caro para os carros bicombustíveis aqui fabricados. Os preços variam de região para região, mas, segundo a ANP, ficaram 77% aquém do preço da gasolina, quando, para atrair o consumidor, deveriam ficar abaixo de 70%. O governo, porém, não precisou diminuir o porcentual de adição de 25% de álcool anidro à gasolina, o que exigiu 22,2 bilhões de litros, um pouco menos que em 2009 (22,7 bilhões de litros).

Como ciclicamente ocorre, as cotações em alta do açúcar no mercado internacional fizeram as usinas destinar uma maior quantidade de cana para essa produção, o que foi agravado pela quebra de safra no Centro-Sul. Não são esperadas grandes mudanças neste ano, a se confirmarem as previsões de que as cotações do açúcar ainda seguirão elevadas.

Quanto ao etanol, a perspectiva é de que seus preços no mercado interno se mantenham estáveis, com variações sazonais. Segundo analistas, o preço do álcool hidratado com relação à gasolina só se tornará mais vantajoso se for autorizado um aumento dos preços dos derivados de petróleo em geral, com o objetivo de mantê-los em linha com as cotações no mercado internacional. Essa, no entanto, é uma medida que o governo evitará adotar para não agravar a inflação.

Uma forma de manter um diferencial competitivo do etanol é cobrar uma alíquota maior do ICMS sobre a gasolina, como já fazem os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. É duvidoso que outros Estados venham a fazer o mesmo, o que importará em novo recuo do etanol no mercado interno, como prevê Antonio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da Unica (Globo, 16/12). Segundo ele, serão produzidos no País, neste ano, entre 15 bilhões e 16 bilhões de litros de etanol hidratado, volume semelhante ao de 2010, o que significará perda de mercado, já que o consumo de combustíveis crescerá com o aumento da frota de veículos.

Já as exportações brasileiras de etanol em 2010 ficaram em torno de 1,5 bilhão de litros, superando por pouco as vendas externas americanas do sucedâneo de milho, estimadas em 1,3 bilhão de litros. E este ano não começa bem nessa área: em janeiro, a exportação de etanol foi de 95,3 milhões de litros, 60,3% abaixo do volume no mesmo mês do ano passado.

Vê-se que falta muito ainda para que o Brasil possa recuperar a competitividade interna do etanol e seja capaz de exportar regularmente o produto em volumes significativos, de modo a transformá-lo em uma commodity no mercado internacional. Cabe à iniciativa privada vencer esse desafio, e investimentos de grande vulto estão sendo feitos ou são planejados para aumentar a oferta de etanol. A principal ajuda que o governo pode dar é fazer gestões nos foros internacionais e junto aos países desenvolvidos para superar as resistências protecionistas ao produto brasileiro.

– A confusão do Shopping Campineiro Servindo de Exemplo à Jundiaí

 

Que verdadeiro imbróglio o problema do Shopping Iguatemi em Campinas!

 

A questão é a seguinte: este shopping (que chegará em Jundiaí em breve) cobrava R$ 4,00 do seu estacionamento. Resolveu reajustar o valor em R$ 5,00, e, imediatamente, o PROCON entrou na Justiça, alegando que 25% era aumento abusivo. E conseguiu barrar o novo preço!

 

Liminar vem, liminar vai, e a confusão persiste. O Shopping é privado e alega que investe em comodidade ao seu público (A e B), e que o índice não é baseado na inflação, mas sim no custo em conforto.

 

Sinceramente, respeito o PROCON, mas… não há algo mais importante a fazer? Se os clientes do Iguatemi estão incomodados, há diversas outras opções de Shopping na região. E, aparentemente, não há incômodo para eles.

 

Que tal o PROCON se preocupar com a Telefônica, CPFL e outras empresas que abusam dos consumidores e são reconhecidamente problemáticas nas questões de respeito ao cliente?

 

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

– Kadhaphi, Gaddafhi ou o Equivalente na Economia Brasileira

 

Já li em diversas revistas e jornais várias formas para se escrever o nome do ditador líbio. Assim, tratemos-o pela escrita mais simples: Kadafi. E o que ele tem a ver conosco?

 

Muita coisa.

 

A Líbia é grande produtora de petróleo, e com a crise interna do povo que pede democracia em seu território, as exportações do “Ouro negro” pararam. Consequentemente, já aumentou o preço do barril do petróleo no mercado internacional. E, nós brasileiros, mesmo dentro da nossa auto-suficiência na produção, corremos o risco de ver o preço do combustível ser majorado, já que a Petrobrás acompanha o preço nacional com base nos preços internacionais (é como se ainda importássemos petróleo para refiná-lo em Gasolina).

 

Pior: chegando nas proximidades do pico da entressafra da cana-de-açúcar, o preço do Etanol ainda ganha fôlego para (quem sabe derradeiro) aumento no valor. E como a Gasolina contém 20% de álcool anidro em sua composição…

 

Assim, vale a pena manter-se atento: deixar o tanque do veículo cheio, nos próximos dias, é sinal de prudência e economia…

– Quem Vai Transmitir o Quê?

 

Uma grande confusão vem sendo observada na negociação dos direitos de transmissão dos jogos de TV para o Campeonato Brasileiro no próximo triênio.

 

Aparentemente, de um lado: Globo, CBF, Corinthians e Clubes Cariocas. Do outro: Demais Emissoras de TV, Clube dos 13, e desafetos de Ricardo Teixeira.

 

O imbróglio se resume a um simples fato: a Globo não quer concorrer com as outras Redes e sim fazer a prevalência da parceria de até então, tendo como aliados a CBF e o Corinthians. Mas o Clube dos 13 quer dinheiro, e vê numa licitação com envelopes fechados a possibilidade de ganhar mais receitas. Corinthians e Flamengo querem privilégios financeiros nos novos contratos. E assim a disputa segue.

 

Dentro de um mercado competitivo, democrático e capitalista (e sendo a CBF e os Clubes de Futebol entidades de direito privado), nem haveria necessidade de licitação. É simples e pura negociação com quem quer que seja. Mas num ambiente complexo como o da Política do Futebol, tratar de dinheiro em grupo é muito difícil. Há vaidades, interesses particulares e muita desunião, que são ingredientes perfeitos para sobrepor objetivos coletivos e desagregar parceiros.

 

Teoricamente, todos podem negociar juntos. Ou em separado, se assim desejarem. Mas, claro, fica a suposição: se os grandes conseguirem contratos vantajosos individualmente, o que poderá ocorrer com os pequenos?

 

Digo isso apegado por um debate realizado há muito tempo, no meu saudoso período de mestrando: na época, discutíamos a diferença em “mandar jogos” e “fazer o jogo”. A lei Pelé diz que em uma partida de futebol, quem realiza o espetáculo são os clubes. Alguns entendem (e aqui cito Ataíde Gil Guerreiro, do Clube dos 13, em entrevista a Wanderley Nogueira no Programa Pique da Pan, na noite de quarta) de que se os clubes realizam o espetáculo, seria razoável pensar que, se os clubes venderam seus direitos a emissoras diferentes, ambas redes de TV podem transmitir a partida. Outros entendem que o termo “realizar o espetáculo” cabe ao desenrolar de uma partida de futebol, ou seja, aos atores envolvidos num jogo de futebol, à partida em si no gramado. Assim, o mandante se responsabilizaria pela realização do evento em sua praça, tendo direitos e deveres. E dos direitos, a exploração de suas imagens na arena que realiza o evento.

 

Imaginem o seguinte jogo: Corinthians X Atlético-GO. Um vendeu os direitos à TV Globo, o outro só conseguiu vender à modesta Rede CNT. A pequena emissora poderia transmitir para todo o Brasil este jogo, já que o clube é visitante?

 

Certamente o grande clube faturará mais, enquanto os pequenos terão que se esforçarem mais para obterem contratos vantajosos. Por esse prisma, negociar em grupo ajuda os pequenos. Por outro lado, pode limitar o grande clube em obter recursos mais vantajosos.

 

Até agora, falamos sobre Negócios. Perceberam que não falamos sobre Ética?

 

E talvez esse ponto seja a concordância maior daqueles que acompanham esse capítulo importante do futebol brasileiro: a Ética dos Negócios ficou de escanteio em nome da ganância das negociatas. Uma pena.

 

Inegável a curiosidade de um possível fato inusitado: Já pensaram a Globo tendo os direitos exclusivos do Corinthians, a Record com os do São Paulo, a RedeTV com os do Palmeiras e a Bandeirantes com os do Santos?

 

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário: