– Atraso de Apenas 14 anos?

Pois é: mais uma refinaria dando dor de cabeça ao Governo Federal. Depois do abandono da Venezuela na obra de Abreu e Lima (onde era parceira), deixando dívidas e obras paradas, agora é a Refinaria Premium I, no Maranhão (a futura 5a maior do mundo).

A obra, segundo Lauro Jardim (Veja.com) era para ser entregue em 2015. Porém, alguns atrasos adiaram a concretização da obra para… 2029!

Prazo lago e folgado, hein?

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– 18 bilhões de calote?

Uau! Ouvi uma entrevista do presidente do Itau Unibanco falando sobre os motivos dos juros demorarem a cair no Brasil. O problema seria, principalmente, calote em linhas de giro de capital.

Sabem quanto o banco espera perder? Cerca de 18 bilhões de reais!

Quanto é que se tem que lucrar para poder ter tal perda?

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– Teremos uma Nova Fórmula para a Gasolina no Brasil?

Leio com preocupação: a ANP estuda a mudança na Adição do Álcool Anidro na Gasolina, que hoje é de 25%. Estão sendo realizados testes de rendimento e durabilidade nos motores de carros, com o aumento para 28, 30 e até 35%!

A idéia é ajudar indústria da cana e incentivar a produção. Aliás, vale o registro: o setor tem criticado bastante o Governo Federal. Alegam “abandono” na questão do Álcool.

O problema é: o Etanol, solução econômica e ecológica para o nosso país, vez ou outra tem suas grandes oscilações de preço.

Confesso ter medo dos petroleiros árabes e dos usineiros paulistas. Quem é mais feroz nas negociações?

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– A Crise do Interior por Culpa do Etanol

prosperidade do Interior Paulista com o agronegócio parece ter sido freada. A região de Ribeirão Preto, chamada antes de “Califórnia brasileira” e atualmente de “Vale do Silício do Etanol” sofre com o baque econômico.

Veja abaixo, extraído de Revista Exame, pg 40-42, ed 1042

COLHEITA DE PREJUÍZOS

Por Alexa Salomão e Daniel Barros

Se você quiser ser dono de uma usina, pegue um talão de cheques e passe o dia em Sertãozinho. É com essa frase que os empresários do setor de açúcar e álcool gostam de explicar a importância desse município no interior paulista. Apesar de estar a 350 quilômetros da capital e ter pouco mais de 100 000 habitantes, Sertãozinho ficou conhecida como o Vale do Silício do etanol. Lá estão usinas, canaviais e, especialmente, as principais indústrias de equipamentos para a montagem e a manutenção do parque sucroalcooleiro nacional. Quando o setor vai bem, Sertãozinho vai ainda melhor. Mas, se vai mal, a cidade se torna um retrato bem definido dos problemas. E o que ocorre neste momento.

”Chegamos a crescer mais do que a China”, diz Nerio Costa, ex-prefeito que se candidatou à reeleição e perdeu, segundo sua própria avaliação, por causa da retração econômica que se abateu durante sua gestão. “Mal sentei na cadeira de prefeito e veio a crise – um a um, cada segmento da cadeia foi pisando no freio, até que todo o setor ficasse em compasso de espera.”

Poucos setores no país tiveram tanto glamour na década passada quanto o de etanol. O combustível verde (para alguns entusiastas, verde e amarelo) foi apontado como o substituto do petróleo. Dispostos a participar de sua produção no Brasil, investidores de todo o mundo compraram usinas aqui. A participação de estrangeiros subiu de 3%, em 2006, para 33%, hoje. A petroleira anglo-holandesa Shell, o grupo agrícola francês Louis Dreyfus e a produtora de açúcar indiana Shree Renuka são apenas algumas das empresas de outros países presentes na produção nacional.

Em 2008, no auge da euforia etílica, o setor recebeu 10 bilhões de dólares em investimentos. De lá para cá, 41 usinas fecharam as portas. Já foram para o ralo 45 000 postos de trabalho no setor – o equivalente a 5% dos empregos. Um estudo do banco Itaú BBA sinaliza que as perdas podem estar só no começo: 90 dos 147 grupos empresariais em operação no Centro-Sul do país têm dívidas elevadas e metade corre o risco de fechar as portas. São negócios que já foram referência, como o grupo João Lyra, do deputado de mesmo nome, que tem usinas em Alagoas e Minas Gerais em recuperação judicial. Alexandre Figliolino, diretor do Itaú BBA para etanol e cana-de-açúcar, tem uma analogia particular para explicar a situação: “Os usineiros são como antílopes fugindo de um leão”, diz Figliolino. “O leão pegou os antílopes mais frágeis. Agora, começa a alcançar os fortes, e isso coloca em risco a saúde do setor.”

É o que se vê em Sertãozinho. No campo, o panorama é de queda na produtividade. “As pessoas reclamam que o agricultor chora demais, mas a situação aqui é dramática”, diz Luiz Carlos Tasso Júnior, produtor em Sertãozinho. Tasso caminha pelo canavial queixando-se de que não tem dinheiro nem para tratar direito o solo, muito menos para investir na aquisição de veículos. Usa tratores emprestados de um amigo e o ajuda a pagar o financiamento. A colheita é feita pela usina que comprar a cana. Em 2007, seus 120 hectares produziram 92 toneladas de cana por hectare. Na última safra, o resultado caiu para 74 toneladas. “Fiz dívida para refinanciar dívidas”, diz Tasso. “Hoje, só quitaria todas se vendesse tudo que tenho, até a casa onde moro.” Dados globais da produção mostram que essa é a realidade de boa parte de médios e pequenos agricultores de cana.

Em 2008, o setor colhia 85 toneladas por hectare. Na safra passada, a média estava em 68 toneladas por hectare – uma queda de 20%. “O valor da cana caiu, mas o preço dos insumos aumentou e as usinas cobram mais pela colheita”, diz Manoel Ortolan, presidente da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil. Os associados da entidade representam quase um terço da produção nacional. No ano passado, as margens passaram a ser negativas. O custo de produção fechou em 68 reais por tonelada de cana, mas o preço da cana ficou em 64 reais por tonelada.

O aperto na indústria sucroalcooleira começou recentemente. De 2008 a 2012,81 projetos de usinas foram postos de pé no país. Para dar conta da demanda, a indústria de Sertãozinho cresceu. O número de empresas passou de 500 para 700. A cidade absorveu mais de 3 000 profissionais e chegou a empregar 47 000 trabalhadores. Nos últimos dois anos. o número de postos retrocedeu aos níveis de 2008. Na região, que compreende sete cidades, o emprego acumula queda de 2% nos últimos 12 meses. Na indústria, o faturamento caiu até 70%.

A Smar, especializada na produção de sistemas de automação, perdeu 100 funcionários no último ano e não repôs nenhum. Nos meses mais críticos, paga os operários, mas pede aos executivos que esperem um pouco mais para receber os salários. Tem feito um esforço para manter os 120 engenheiros, responsáveis por criar novas tecnologias. Foram eles que garantiram nos Estados Unidos o registro de mais de 50 patentes, expostas como troféus em quadros nos escritórios da empresa. Entre seus orgulhos está um sistema de injeção que movimenta os motores do porta-aviões USS John F. Kennedy, da Marinha americana. Em 2009, a Smar trabalhava em três turnos, mas há meses opera com ociosidade de 30% da capacidade. “Cerca de 20% de meus clientes faliram”, diz o chileno Eduardo Munhoz, diretor comercial da divisão de açúcar e etanol da Smar. “Não dá para substituí-los da noite para o dia.”

Lucros no exterior

Para contornar as perdas, as empresas lutam por um espaço no concorrido e minguado mercado externo. É o caso da TGM. Especializada na fabricação de turbinas, neste momento tem 92% do faturamento garantido por exportações para Ásia, América Central e União Europeia. Waldemar Manfrin, sócio-diretor da TGM, tem orgulho em mostrar as estruturas gigantescas que produz para o mundo. “Em Brasília, dão incentivos para fogões, geladeiras e carros”, diz Manfrin. “Já o nosso setor foi esquecido. Se não exportássemos, estaríamos encrencados.” Em 2003, a TGM faturou 80 milhões de reais. No auge da euforia com o etanol, o resultado bateu quase em 700 milhões. Em 2012, ficou perto de 200 milhões graças às exportações.

Os efeitos negativos começaram a chegar ao comércio. Na Barão do Rio Branco, uma rua aprazível com árvores e canteiros de flores, que concentra o varejo de Sertãozinho, as lojas têm mais funcionários do que clientes. As vendas esfriaram desde a virada do ano. A Paulmem, loja tradicional de vestuário prestes a completar 40 anos, passou a década registrando aumentos de dois dígitos nas vendas, ano a ano. Em 2012, teve o primeiro Natal com alta de apenas um dígito: 6%.

Desde então, as vendas esfriaram mais. Para complicar, o novo empreendimento da família Ribeiro, dona da Paulmem, vai mal das pernas. O Shopping da Moda, inaugurado em outubro, ainda opera no vermelho. No fim de abril, a família desativou o estacionamento coberto para transformá-lo numa área de saldões. “O Dia das Mães foi bem fraquinho”, diz Erika Ribeiro, sócia do Shopping da Moda. “Agora, esperamos que os produtos mais baratos atraiam os clientes e melhorem as vendas.”

Como Sertãozinho depende da retomada do setor de etanol no resto do país, o comércio local pode ter de esperar. “Não há encomendas para a construção de usinas”, diz Antônio Eduardo Tonielo Filho, presidente da associação que reúne fabricantes de equipamentos para o setor de etanol. “São elas que impulsionam os elos da cadeia.” O mau humor que impera no setor espalhou-se pelo Brasil. O estado de Goiás, por exemplo, foi tomado pela euforia dos investidores a partir de meados dos anos 2000.

Inaugurou 11 usinas em 2008. Hoje, há mais de 40 projetos aprovados no estado, com incentivo fiscal garantido. Quinze deles contam até com licenciamento ambiental e podem iniciar o plantio da cana. Todos, porém, estão engavetados.
Já a cidade de Rolândia, vizinha a Londrina, no Paraná, entrou numa crise severa. A usina da cooperativa Corol foi um símbolo do progresso da cidade de 58 000 habitantes. Chegou a empregar 6% da força de trabalho local e a responder por 5% da receita da prefeitura. Em 2011, a usina foi à falência com uma dívida de 600 milhões de reais. Apenas 20% de seus empregados foram absorvidos em usinas da região. “No Paraná e em boa parte do Brasil, a indústria do etanol está localizada em pequenos municípios, que dependem fortemente da atividade”, diz Miguel Tranin, presidente da Associação de Produtores de Bioenergia do Paraná. “Quando a usina se vai, boa parte da riqueza local se perde.”

O governo piorou a crise

O inferno astral do setor de etanol tem muitas razões. A crise financeira internacional cortou o crédito das usinas no momento em que estavam endividadas e comprometidas com fusões e expansões. O preço do petróleo caiu e a promessa de aumento das exportações de etanol para substituir o combustível fóssil não vingou. Problemas climáticos comprometeram a produção de cana. O tempo, a mãe natureza e as leis de mercado cuidariam de resolver questões como essas. Mas o que realmente jogou o setor de joelhos foi a política. Ao assumir a Presidência, Dilma Rousseff decidiu segurar o preço da gasolina e, assim, combater a inflação. A estratégia corroeu os resultados da Petrobras e, de quebra, tirou a competitividade do etanol. Em 2008, metade da frota nacional rodava com etanol. Hoje, só 20% dos veículos são abastecidos com álcool.

No fim de abril, o governo anunciou um pacote de ajuda ao setor, com a redução de tributos e a criação de novas linhas de financiamento. A UNICA, entidade que congrega as usinas, emitiu uma nota agradecendo a iniciativa, mas reivindicou ações de longo prazo. Segundo um político ligado ao setor, o governo ameaçou suspender o pacote se não tivesse o apoio oficial da UNICA. Uma semana depois, a entidade soltou uma nova nota, apoiando o pacote – e sem nenhuma menção a eventuais problemas. Não há, porém, como aplacar o descontentamento de quem sofre com a nova realidade do etanol. “As medidas não fazem cócegas nas empresas”, afirma Carlos Liboni, secretário de Indústria e Comércio de Sertãozinho. “O que está em jogo é maior do que vender álcool no posto: precisamos de uma política clara e de longo prazo para dar segurança aos investidores.”

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– É mesmo Dia dos Namorados?

Hoje é Dia dos Namorados, data criada pelo publicitário João Dória para alavancar as vendas que andavam paradas no mês de junho. Enquanto que no exterior o Dia dos Namorados é no Dia de São Valentino (Valentino’s day), aqui é na véspera de Santo Antonio (primeiro se comemora o namoro, depois o “casamenteiro”).

Olha só como comercialmente surgiu a data:

DIA DOS NAMORADOS

Nosso Dia dos Namorados (12 de junho) foi criado para ser uma data comercial, contrariando o tradicional Dia dos Namorados mundo afora (14 de fevereiro). Seu idealizador foi João Dória (pai do apresentador João Dória Jr,), que trabalhava na agência de publicidade Standard, e teve como missão bolar um evento comercial para a rede de lojas Cliper, grande varejista da época, que sempre se queixava das poucas vendas do mês de junho. Aproveitando a véspera do dia de Santo Antonio em 13 de junho, (que tem a fama de ser casamenteiro no Brasil, muito embora não exista essa fama no exterior), criou o slogan: “não é só de beijos que os namorados vivem”. Tal bordão se popularizou, e outras empresas passaram a comercializar com base no dia dos namorados.

A propósito de São Valentino, ele foi um bispo que viveu em Roma e morreu como mártir, pois durante o império de Claudius II, o governante impôs uma lei proibindo o casamento, já que acreditava que soldados solteiros eram mais despojados em combate, pois os casados acabavam pensando em seus familiares e não “renderiam” como desejado. E Valentino, ocultamente, ajudava os casais a celebrarem o Matrimônio. Foi preso e morto cruelmente.
Nesta data, na Inglaterra, é costume os casais trocarem doces. Na Itália, ocorrem jantares românticos. Na Dinamarca, os homens empastam rosas e pétalas e dão um buquê de flores conhecido como “flocos de pétalas”. No Japão, são as mulheres que presenteiam seus parceiros com chocolate. Opa, quero comemorar a data no melhor estilo japonês!!!!!

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– A Polêmica do McDonald’s Arroz e Feijão no Brasil

Há um mês, o Portal Bloomberg descobriu que há 4 anos o McDonald’s possui um “cardápio secreto” em 10% das suas lojas. Nele, há arroz e feijão e outros pratos executivos. Seus funcionários já sabiam e consumiam os produtos, mas nunca sugeriram aos fregueses.

O detalhe é que o cardápio não é divulgado propositalmente! Só é oferecido ao cliente se este solicitar, e fica escondido embaixo do balcão.

Loucura?

Não. Marketing!

Veja só, extraído de: http://g1.globo.com/economia/midia-e-marketing/noticia/2014/05/repercussao-e-fantastica-diz-mcdonalds-sobre-arroz-e-feijao.html

O CARDÁPIO SECRETO DO MCDONALD’’S

O McDonald’s do Brasil avalia como “fantástica” a repercussão da “revelação” para o público de que é possível comer arroz e feijão nas lojas da rede e reafirmou que o “item secreto” do cardápio está disponível aos clientes desde 2010 “por uma questão de transparência”.

“A explosão da repercussão foi fantástica para mostrar que servimos comida de qualidade para nossos funcionários e para, mais uma vez, ver a força incrível que tem a marca McDonald’s”, afirmou ao G1 o diretor de comunicação da empresa, Hélio Muniz, em entrevista por e-mail.

O “item secreto” do cardápio foi confirmado pelo McDonald’s nesta semana após reportagem da “Bloomberg” revelar que a rede possui uma lista de pratos executivos com arroz e feijão que fica escondida embaixo do balcão somente para os clientes que a solicitarem.

Questionado pelo G1 se desde 2010 o prato tem, de fato, sido comercializado nas lojas e não apenas oferecido aos funcionários, uma vez que a empresa nunca divulgou que tem arroz e feijão no cardápio, a Arcos Dorados, controladora da rede no Brasil, reafirmou que a opção está disponível, sim, há 4 anos, mas que “não houve e nem haverá” campanha de marketing com esse tema.

“Começamos a servir essa refeição a nossos funcionários em 2010 e decidimos disponibilizá-la aos clientes por uma questão de transparência. Não pensamos em fazer promoções, campanhas de marketing ou qualquer tipo de ofertas envolvendo o prato. Ele realmente é dos nossos funcionários e os clientes têm todo o direito de conhecê-lo e prová-lo, claro”, disse Muniz.

Ele esclareceu, entretanto, que o prato com arroz e feijão está disponível somente nas lojas próprias das rede, que correspondem a 83 dos 816 restaurantes da marca no país. Segundo o diretor, os franqueados também podem vender o prato, mas não é algo obrigatório. “É uma decisão de cada franqueado”, explicou.

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– Empresas em dificuldade e férias coletivas no Brasil

Samsung, Semp Toshiba, Yamaha… e tantas outras grandes empresas do país estão dando férias coletivas a seus funcionários.

Já viram como estão os pátios das montadoras?

E os estoques por aí?

Pior de tudo é ter gente que não acredita que o país está em crise…

Legado da dona Dilma ou acaso econômico?

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– A Inflação está aí e é Inegável!

Vá ao mercado e anote os preços. No mês que vem, reveja-os. “Cumé” que a inflação é só de 0,5 ou 0,6%?

Frutas dispararam! Não vale dizer que é só pela sazionalidade. Em 3 mercados encontrei esses preços aproximados: ameixa era R$ 9,99 e passou para quase R$ 30,00; pêssego era R$ 12,99 e passou para quase R$ 30,00; kiwi era R$ 6,99 e passou para quase R$ 15,00.

A Economia está ou não degringolando?

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– Petrobrás é a empresa mais endividada do mundo?

Estamos vendo as grandes críticas realizadas à Petrobrás. Mas veja: há quase 1 ano, a empresa brasileira já era a mais endividada do mundo!

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,petrobras-e-a-empresa-com-mais-dividas-no-mundo,1087347,0.htm

PETROBRÁS É A EMPRESA COM MAIS DÍVIDAS NO MUNDO

Segundo relatório do BofA, a dívida da empresa cresceu muito por causa do programa para elevar a produção offshore

A Petrobrás é agora a empresa mais endividada do mundo, segundo relatório divulgado pelo Bank of America Merril Lynch. “A dívida da Petrobrás cresceu rapidamente com a empresa implementando um ambicioso programa de investimento de US$ 237 bilhões para o crescimento de sua produção offshore”, informa o documento.

Segundo o BofA, um importante fator para a Petrobrás reverter a tendência de alta da sua alavancagem seria impulsionar o seu Ebitda (geração de caixa), o que ocorreria com um aumento de produção.

“Sem uma produção maior, a alavancagem continuará a crescer a menos que ocorra um forte aumento nos preços da gasolina e uma forte redução no programa de capex (investimento)”, segundo o documento. Para a equipe de análise, a produção da estatal deveria crescer para 3,8 milhões de barris por dia para que a alavancagem da empresa comece a cair.

“Os próximos 6 a 18 meses serão, esperançosamente, o início de uma importante virada para a Petrobrás em termos de produção”, ainda de acordo com o documento.

Outro ponto relevante é o aumento dos preços. “De acordo com a diretoria, um aumento adicional de preços é possível no curto prazo”, afirma a analista que assina o documento, Anne Milne, que julga difícil “dada a fraqueza no crescimento da economia, pressão inflacionária, um real fraco e risco de protestos sociais”.

Outro ponto que poderia ajudar na redução do endividamento da petrolífera seria a redução do programa de investimentos. “A empresa identificou US$ 29,5 bilhões em projetos que estão com baixa valorização”, destaca a analista. Ela frisa que movimento de venda de ativos e de joint ventures pode ajudar a Petrobrás, além de um amplo programa de redução de custos.

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– Parte da China desiste de vender carros no Brasil?

A chinesa Chery ainda investe na construção de uma fábrica de automóveis em Jacareí. Mas as demais…

Quer índice pior do que os atuais? A JAC Motors fechou metade das suas revendas no Brasil, e para ajudar, de cada 7 veículos vendidos, 1 tem sérias reclamações reclamadas pelos órgãos de proteção ao consumidor.

E quem comprou um carro chinês, para revender…

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– Segurando os Aumentos pré-Eleição?

De fato, o Brasil não é um país sério. A Petrobrás precisa aumentar os preços dos combustíveis. Não o faz pois não quer aumentar a inflação; ao menos, é o discurso público. O certo é que não passa de medida demagógica esperando passar as Eleições.

Depois, vemos o cancelamento do aumento do imposto da cerveja e do refrigerante. Motivo: esperar passar a Copa do Mundo, a fim que o Brasileiro festeje alegremente. No fundo, é para evitar a medida antipopular que poderia diminuir a popularidade do Governo…

Será que até quando viveremos em clima de interesses escusos? Ninguém pensa no cidadão comum, só em benefício eleitoral?

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– Empreendedores Inusitados da Copa do Mundo

Tem gente que não perde tempo para os negócios de oportunidade esporádica.

O polêmico “empreendedor da noite” Oscar Maroni (jundiaiense do bairro da Ponte São João), de tantos casos e causos no seu folclórico e sedutor clube de relacionamentos “Bahamas” (situado na Avenida dos Bandeirantes, próximo ao Aeroporto de Congonhas), está aproveitando o Mundial de Futebol.

Olhem só a propaganda de seu negócio estampada em outdoors: a imagem diz tudo! A chuteira, a bola, a…

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– Consumo Responsável em Alta?

Olha que interessante essa matéria: empresas que sugerem o consumo moderado de seus produtos. O marketing pelo pseudo antimarketing?

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/359718_NAO+COMPRE+MEUS+PRODUTOS+

“NÃO COMPRE MEUS PRODUTOS”

A grife americana Patagonia faz sucesso recomendando a seus clientes que não consumam em excesso – inclusive artigos da própria marca

Por Luisa Purchio

Algumas empresas se tornam ícones de seu tempo graças ao estrondoso sucesso financeiro. Outras por criar marcas que ajudam a transformar o mundo. Há um terceiro e raro grupo que faz história porque realiza as duas coisas ao mesmo tempo. Nesta categoria está a grife de roupas californiana Patagonia (sem acento mesmo), identificada como uma das corporações mais inovadoras do mundo. A Patagonia faz sucesso sugerindo para seus clientes que comprem pouco – inclusive produtos da própria marca. Afinal, pregam seus executivos, o consumo excessivo faz mal ao planeta. Se faz mal ao planeta, é ruim para a companhia também. A Patagonia é o símbolo máximo do chamado “capitalismo consciente”, conceito baseado na ideia de que a contribuição das empresas para a sociedade deve ir além do lucro. Para reconhecer companhias que, a exemplo da Patagonia, buscam um mundo melhor, a ISTOÉ criou o prêmio “As Empresas Mais Conscientes do Brasil”

O jeito Patagonia de ser é obra de seu fundador, o alpinista, surfista, ambientalista e, por acaso, empresário, Yvon Chouinard. Adepto de esportes radicais, Yvon começou a praticar alpinismo em 1953, aos 14 anos. Em 1972, ao viajar com amigos para escalar, ele percebeu que os pitões (ferramenta pregada na montanha para dar suporte à escalada) da época eram de ferro e precisavam ser deixados na rocha, o que resultava numa agressão à natureza. A criação de um pitão de alumínio foi o ponto de partida para que desenvolvesse uma série de equipamentos amigos do meio ambiente e que deram origem à grife. Os produtos logo começaram a ser cobiçados por aventureiros e, mais tarde, por pessoas sem vocação esportiva, mas engajadas no respeito ao planeta. O discurso e a prática de Yvon o fizeram bilionário. Hoje uma empresa global, a Patagonia fatura R$ 1,5 bilhão por ano.

“O sucesso da Patagonia se dá pela coerência do processo”, diz Ismael Rocha, especialista em responsabilidade social da ESPM. “Não é só discurso.” Há dois anos, a empresa realizou uma ação ousada; em plena Black Friday – dia em que os americanos vão às compras de forma compulsiva –, colocou no “The New York Times” o anúncio “Don’t buy this jacket” (“não compre esta jaqueta”). Detalhe: a jaqueta era da marca Patagonia. O objetivo era convidar os americanos a refletir sobre o consumo desen­freado. Para aumentar a vida útil de seus produtos, a empresa repara os danos causados pelo cliente, sempre a preços camaradas. O modelo de negócios tem se mostrado tão eficiente que a Patagonia pretende investir em áreas distintas de sua vocação original, como a de alimentos. A empresa já produz salmão e agora pretende lançar uma linha de sopas. “Existe uma legião de pessoas com dinheiro para gastar e que se preo­cupa com os danos do seu consumo”, diz Luciana Stein, diretora da Trendwatching, uma das maiores empresas mundiais de pesquisa de tendências de consumo. São pessoas assim que a Patagonia fisgou – e que deverá continuar seduzindo por um longo tempo.

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– Etanol ou Gasolina no Tanque?

Faça as contas: a tabela mostra a relação de preço entre Gasolina e EtanolVeja o preço da gasolina na coluna da esquerda e até QUANTO o etanol deixa ou não de ser vantajoso (na coluna da direita). Por exemplo: se a Gasolina está R$ 2,75, o Etanol passa a ser desvantajoso a R$ 1,92:

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– Disparates Salariais entre Gêneros e outros Indicadores

Mulheres com mestrado ganham menos do que homens; negros representam apenas 2% da população que chega ao Doutorado. Outros números interessantes revelados por UOL Educação, extraído de:http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/04/23/mulheres-com-mestrado-ganham-menos-do-que-homens-titulados.htm

MULHERES COM MESTRADO GANHAM MENOS DO QUE HOMENS TITULADOS

O número de mulheres com mestrado no Brasil é maior que o número de homens com a mesma titulação. Elas representam 53,5% dos mestres no país e eles, 46,5%. No entanto, em termos de remuneração, as mulheres ganham em média R$ 5.438,41, 28% a menos que os homens, que recebem R$ 7.557,31. Os dados foram divulgados nessa segunda-feira (22) pelo CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos) no estudo “Mestres 2012: Estudos da Demografia da Base Técnico-Científica Brasileira”.

Segundo o estudo, que utiliza dados do final de 2009, as mulheres têm uma participação maior (71%) nas áreas de linguística, letras e artes. Na área de ciências sociais aplicadas, onde a remuneração é maior, as mulheres representam 43,2% dos empregados.

Na segunda área de maior remuneração, as engenharias, as mulheres têm a menor participação relativa entre os empregados, 27,9%.

Os números mostram que, dentro de uma mesma carreira, ocorre diferenciação. Nas engenharias, homens com mestrado ganham em média, R$ 8.430,18. As mulheres com a mesma formação e carreira, recebem em média, R$ 6.133,98. Em linguística, letras e artes, carreira em que são maioria, as mulheres recebem em média R$ 4.013,87 e os homens, R$ 4.659,60.

Um dos fatores para essa diferença salarial, explica a coordenadora técnica do projeto, Sofia Daher, assessora técnica do CGEE, é que existem “menos mulheres em cargos de confiança, nos quais os salários são maiores”.

DISTÂNCIA REGIONAL

A diferença aparece também entre as regiões. “Em 2010, a remuneração média mensal dos mestres que eram mulheres era 44% menor do que a dos homens nas regiões Sudeste e Sul. Nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, a diferença era respectivamente 38% e 37% enquanto que na Região Norte era 18%”, diz o estudo.

“A diferença de remuneração por gênero é algo que temos que pensar e melhorar. A educação corrige uma parte, mas não corrige totalmente a distinção que está na sociedade”, diz o presidente do CGEE, Mariano Laplane. O mesmo, segundo ele, se aplica para a população negra.

Os brancos, que correspondem a 47% da população, representam 80% dos mestres e doutores. Os pardos, que são 42% da população, representam 16% dos mestres e 12% dos doutores. Os negros são 8% da população, 3% dos mestres e 2% dos doutores.

Em dados gerais, de 1996 a 2009, a formação de novos mestres cresceu 10,7% no país. O Distrito Federal é a unidade federativa com maior número de mestres por habitante, 5,4 mestres por mil habitantes entre 25 e 65 anos de idade. Cerca de 43% desses profissionais atua na área de educação. A titulação oferece um aumento de salário –  mestres recebem 83% a mais que graduados e doutores 35% a mais que mestres.

“O mestrado é um treinamento rápido, de dois anos, que atende a uma demanda maior que o doutorado. O mestrado atende a uma demanda do setor produtivo da nossa economia. Temos conseguido expandir a etapa de ensino para regiões mais carentes, para formar mão de obra qualificada”, diz Laplane.

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– E a China está falsificando Ovos de Galinha!

Você tem dúvida sobre a qualidade e procedência de alguns produtos chineses? Já viu similares pirateados de eletrônicos ou falsificações grosseiras?

Pasme: agora, os chineses estão fazendo cópias de… Ovos!

Cuidado, pois eles fazem mal à saúde.

Extraído de: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/vasto-mundo/so-faltava-essa-fabricantes-piratas-inventam-ovo-artificial-e-mortifero-na-china/

OVO MADE IN CHINA

Elas já falsificaram quase tudo, de eletrônicos a remédios. Mas agora fábricas chinesas piratas apresentam sua nova invenção: o ovo que não é ovo.

Você está andando na rua, passa por um vendedor e vê a oferta: ovos pela metade do preço. Compra uma dúzia, leva para casa e põe na geladeira.

A surpresa acontece quando vai prepará-los. Não são ovos de verdade. São ovos falsificados: uma mistura de gelatina, resina, parafina, gesso, corantes e outras substâncias, que engana o olhar, mas não o paladar – ao colocar o ovo na panela, surge um odor de produto químico sugerindo que aquilo não é comestível.

Se mesmo assim alguém comer o ovo, corre risco de saúde – pois ele contém um ingrediente perigoso, óxido de alumínio. “Ele pode causar retardamento mental”, afirma a nutricionista Viviam Ragasso. A Universidade do Sul da China também estudou os ovos falsos e constatou que seu consumo pode gerar danos neurológicos.

A venda de ovos químicos é um golpe típico do sul da China – tão lucrativa que existem até DVDs piratas ensinando a fazer o produto. Só na primeira metade do ano passado, foram registrados 15 mil casos de violação das leis de segurança alimentar no país, que vive uma epidemia de comida falsa ou adulterada. Tudo porque, na China, o trabalho humano é incrivelmente barato – mais barato até que o das galinhas.

A trapaça alimentar vai além dos ovos químicos. Nos últimos anos, uma fórmula de leite em pó adulterada com melamina (uma espécie de plástico) matou pelo menos seis bebês na China e deixou centenas hospitalizados.

Também houve um caso em que melancias começaram a explodir. Motivo: para produzir – e ganhar – mais, agricultores chineses estavam usando florclorfenurão, um produto químico que acelera o crescimento do vegetal.

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– Uma Meia Verdade no Futebol Brasileiro!

E as declarações do jogador Rui Cabeção após ser eliminado na Copa do Brasil pelo Mixto-MT?

Falou sobre arbitragem, CBF, sociologia do futebol e outros temas importantes. Mas algo forte dito foi que:

A maioria dos jogadores de futebol jogam 3 meses e ficam desempregados no resto do ano. E estes caras incompetentes que fazem calendários na CBF não estão nem aí”.

Claro, se referiu aos clubes que só jogam os estaduais e ficam de fora das 4 divisões nacionais.

Sim, é verdade que a maioria dos jogadores brasileiros ganha pouco, vive de estaduais que são de curta duração e que a CBF maltrata os clubes. Porém, são muitos os clubes de aluguéis, empresários que nada contribuem e aproveitadores que vivem do futebol esporádico, fazendo com que numerosos clubes falidos insistam em jogar profissionalmente, deixando dívidas e atrapalhando / inchando as tabelas.

Se diz que “os times grandes precisam também dos pequenos para sobreviverem”. Mas quando são minúsculos e em excesso, aí a situação é inversa: essas agremiações sobrevivem explorando a disponibilidade do grande.

Enfim, vale pensar: se o clube pequeno se sustenta e está inserido numa das divisões profissionais do Brasileirão, tudo bem. Mas se vive de apenas 3 meses de estaduais e sempre está devendo, se preocupar com a sua sobrevivência não se transforma em ato de caridade?

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– 13 Conselhos para se Negociar com Chineses

A Revista Época Negócios (Ed de julho/2011, por Dárcio Oliveira) traz 13 interessantíssimos conselhos para quem quer negociar com chineses.

Por exemplo: não interrompa um pensamento de chinês, estude qual estado da China você vai, seja o mais formal possível, comemore antes (e nunca depois), e outros tantos conselhos.

Abaixo:

SILÊNCIO, CHINÊS PENSANDO!

Em seu último dia como presidente da Vale, Roger Agnelli soltou uma curiosa frase sobre a dificuldade de negociar com os clientes chineses, o ganha-pão da mineradora. A um grupo de jornalistas, disse: “Tive de comer muito escorpião para fechar todos aqueles contratos”. Soou como metáfora. Não é. Escorpiões são iguaria comum na culinária chinesa. Come-se de tudo que é jeito: frito, assado, empanado ou mergulhado em molho agridoce. E os chineses adoram convidar potenciais sócios para banquetes com carne de cobra ou lagarto e aperitivos como besouros ou escorpiões. Em geral, os empresários e executivos sentem nojo no princípio, mas depois do primeiro milhão de dólares começam a aceitar melhor as iguarias. Conforme o valor dos contratos aumenta, os pratos vão parecendo mais e mais saborosos.

Comer escorpiões é apenas uma das inúmeras esquisitices, para os costumes ocidentais, do mundo dos negócios chinês. Negociadores de primeira viagem podem sofrer com as diferenças culturais – e até perder negócios. Por isso, selecionamos 13 conselhos de gente experiente no assunto. Por que 13? Para os chineses, o número 1, na casa da dezena, significa “definitivo”. O 3 representa “vida”, “nascimento” ou “evolução”. A combinação dos dois, pronunciada como “shi-san”, significa, para eles, “crescimento garantido”. Ou bons negócios.

(OS 13 Conselhos estão na revista em: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI245857-16363,00-SILENCIO+CHINES+PENSANDO.html clique no link ao lado)

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– Preço dos Combustíveis é elevado por quais motivos?

Pergunta básica ao consumidor brasileiro: o que encarece a Gasolina, o Diesel ou o Etanol?

Resposta simples: impostos altos, má gestão da Petrobrás e corrupção na administração da empresa.

Veja essa matéria abaixo e reflita: 90 bilhões de reais é um valor maior que muitos PIBs mundo afora. E é esse o custo de contratos suspeitos sem licitação da Petrobrás.

Em: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/04/1436864-petrobras-fecha-r-90-bi-em-contratos-sem-licitacao.

PETROBRAS FECHA R$ 90 BI EM CONTRATOS SEM LICITAÇÃO

A Petrobras assinou pelo menos R$ 90 bilhões em contratos nos últimos três anos sem fazer qualquer tipo de disputa entre concorrentes, escolhendo, assim, o fornecedor de sua preferência.

O valor contratado sem licitação corresponde a cerca de 28% dos R$ 316 bilhões gastos pela Petrobras entre 2011 e 2013 com empresas que não pertencem à estatal ou que não são concessionárias de água, luz, entre outras.

As modalidades normalmente adotadas pela administração pública, como concorrência e tomada de preços, representam menos de 1% dos contratos da Petrobras. Em 71% dos casos, a forma de controle é mais branda, como carta-convite.

O levantamento da Folha foi feito em registros de extratos de contratos disponíveis da companhia. Eles apontam ainda que compras bilionárias, serviços previsíveis e outros sem complexidade foram dispensados de concorrência. Em suas justificativas, a estatal alega, principalmente, que o contratado era um fornecedor exclusivo ou que havia uma emergência.

Para dispensar as disputas, a Petrobras se baseia num decreto de 1998 que lhe dá poderes para firmar contratos de forma mais simplificada que a prevista pela Lei de Licitações, promulgada em 1993.

Esse decreto usa os mesmos termos da lei –como concorrência, convite, dispensa, inexigibilidade– para classificar as formas de contratação. A principal diferença é que a estatal pode dispensar a disputa em compras de valores elevados, o que é proibido pela Lei de Licitações.

Desde 2010, a companhia briga na Justiça com o Tribunal de Contas da União, que a proibiu de contratar por esse formato. O TCU alega a necessidade de uma lei para que a estatal possa realizar os procedimentos simplificados.

Para continuar assinando contratos com base no decreto, a Petrobras se vale de uma decisão provisória (liminar) do Supremo Tribunal Federal, que lhe permitiu manter o procedimento até uma decisão definitiva da corte.

Em 2009, a análise dos contratos sem concorrência foi um dos focos da CPI da Petrobras no Senado, que acabou praticamente sem nada investigar. Caso vingue a instalação de uma nova CPI, em discussão no Congresso, essas contratações estarão na mira dos congressistas.

A análise dos contratos indica que o volume sem disputa começou a diminuir em 2012, com a chegada da nova diretoria da estatal comandada por Graça Foster. Mas, como em 2013 também foram reduzidos os gastos totais da empresa, o percentual contratado sem concorrência voltou a aumentar e chegou a 30%.

No caso do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), por exemplo, chamam a atenção os valores: duas obras –R$ 3,9 bilhões e R$ 1,9 bilhão– não tiveram concorrência em 2011. A Petrobras apresentou como justificativa para as obras das estações de tratamento de água e esgoto do complexo dessa refinaria, tocada por um consórcio liderado pela UTC Engenharia, falta de tempo hábil para uma disputa. As obras estão anunciadas desde 2006.

No caso da obra chamada Pipe Rack (suportes para tubulações), cujo consórcio é liderado pela Odebrecht, a Petrobras achou o preço da concorrência elevado e preferiu chamar um grupo de construtoras para fazê-la. Mas, como recebeu vários aditivos depois, a obra está mais cara que o previsto inicialmente.

Duas companhias, a Vallourec Tubos e a Confab Industrial, são contratadas em valores que ultrapassam os R$ 20 bilhões, sob a alegação de que o material delas é exclusivo. Ambas são fornecedoras de tubos. A exclusividade também foi a justificativa para contratar a BJ Services e a Schlumberger, responsáveis pela cimentação de poços de petróleo.

Até contratos como terceirização de pessoal dispensam concorrência. Em 2012, a Personal Services ganhou R$ 38 milhões sem disputa sob a alegação de emergência para oferecer apoio administrativo.

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– As Lojas de Amostras Grátis

No Japão, lojas que dão amostras grátis de seus produtos se tornaram um modismo. E esse mesmo modismo está chegando no Brasil, com algumas redes abrindo suas filiais aqui.

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/67674_PODE+VIR+QUE+E+DE+GRACA?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

PODE VIR QUE É DE GRAÇA

por João Loes

Chegam ao Brasil as lojas de amostras grátis, de onde é possível levar, sem pagar, produtos de até R$ 100

Imagine entrar em uma loja com os últimos lançamentos de marcas consagradas de todos os setores, escolher o equivalente a R$ 500 em compras e sair sem pagar nada – nem ser preso por roubo. Isso será possível no mês que vem, com a inauguração da primeira loja de amostras grátis do País, na cidade de São Paulo. Nela, consumidores associados poderão escolher até cinco produtos para levar para casa, com a condição de que respondam a um questionário virtual de avaliação. E para se associar basta desembolsar uma anuidade simbólica que não passa dos R$ 15. Este modelo de negócios, batizado de tryvertising – uma fusão das palavras try (experimentar) e advertising (propaganda) –, desembarca no Brasil depois de quatro anos de sucesso no Japão, na Espanha e nos Estados Unidos. “Corri para me cadastrar”, conta a socióloga paulistana Cristiane Donini, 40 anos. “Como posso levar sem pagar, acho que vou me sentir mais livre para experimentar produtos que eu não levaria se tivesse que pagar.”

Dar diferentes opções de amostras grátis para o consumidor é a novidade dessas lojas. Embora sejam usadas pela indústria da propaganda, as amostras, de maneira geral, chegam ao comprador em potencial sem muito critério, como um sachê de xampu em uma revista, bebidas em um bar ou produtos em supermercados. O produto pode até acabar nas mãos de quem interessa, mas o risco de que a amostra seja esquecida ou descartada é enorme. No tryvertising um importante filtro entra em ação logo de início: o da escolha do comprador, pois ele quer o produto. “Com isso, a avaliação que recebemos é mais relevante”, explica João Pedro Borges Badue, publicitário e sócio da Sample Central!, uma rede internacional de lojas de amostras grátis que abre sua filial brasileira em junho, também em São Paulo. “Culturalmente, o brasileiro é curioso e aberto ao que é novo”, lembra Badue, que investiu R$ 4 milhões na empreitada com sócios como a agência Bullet e a empresa de pesquisas Ibope. No primeiro ano, eles esperam recuperar o investimento faturando R$ 7 milhões.

A pioneira no Brasil será o Clube Amostra Grátis, que abre as portas em 11 de maio num espaço de 400 m2. “Como não temos vínculos fortes com agências de publicidade, podemos aumentar a variedade de amostras grátis em nossas gôndolas”, diz Luis Gaetta, publicitário e fundador do clube. Ter uma carteira variada de clientes expondo é fundamental, pois parte do faturamento das lojas decorre da venda dos espaços nas gôndolas às empresas que querem exibir seus produtos. Somadas, as expectativas de cadastro de clientes no primeiro ano das duas lojas chega a 60 mil pessoas. Parece que dar opinião finalmente virou um negócio lucrativo para todos.

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– Empresas Inovadoras Sofrem como Outras Quaisquer

Olha que bacana: a Revista Época trouxe uma matéria interessante sobre inovação e inovadores, além das dificuldades que elas possuem no dia-a-dia, especialmente em relação aos rumos e a concorrência.

Abaixo, extraído de: http://is.gd/1o4SW7

AS EMPRESAS DO MUNDO DIGITAL NÃO SÃO TÃO DIFERENTES ASSIM

Elas têm a fama de ser irreverentes e inovadoras. Na realidade, sofrem dos mesmos dramas que todas as corporações

por Rafael Barifouse

Toda empresa digital que se preze narra uma história épica para definir sua origem. É a garagem onde Steve Jobs e Steve Wozniak criaram o primeiro computador pessoal e a Apple. O encontro fortuito entre Larry Page e Sergey Brin, a dupla do Google, na Universidade Stanford. Ou a solidão de Mark Zuckerberg em seu dormitório de Harvard, onde nasceu o Facebook. Seus fundadores costumam proclamar-se ícones de novas corporações, cujos princípios misturam a informalidade nos trajes e os ideais comunitários da contracultura à ambição inovadora e à competitividade dos grandes empreendedores. O mundo corporativo tradicional é visto como um ambiente de torpor e sisudez. Os empreendedores digitais nunca estão interessados apenas no negócio – querem mudar o mundo. Tal narrativa costuma vir embalada em palavras de ordem e slogans revolucionários – “Pense diferente”, da Apple; ou “Não seja mau”, do Google. “É uma promessa atraente. Entretanto, sugere uma nova leva de livros de negócios, essas corporações não agem de modo tão diferente. Elas podem não ser exatamente más, mas sua abordagem da influência e do crescimento persegue um caminho bem repisado, implacável”, escreve na revista The New Yorker o jornalista Nathan Heller. “Atrás delas, paira a sombra pesada das empresas disseminadas, gananciosas e tacanhas de outrora.”

Um dos livros recentes é A eclosão do Twitter (Companhia das Letras), de Nick Bilton, repórter e colunista do jornal The New York Times. Até há pouco tempo, a lenda original do Twitter era narrada assim: Jack Dorsey era engenheiro da Odeo, uma empresa de rádio on-line à beira da falência que pedira aos funcionários ideias em busca de uma salvação. Dorsey propôs um sistema de mensagens em que o usuário informava o que fazia. A ideia, prossegue a lenda, surgiu quando ele era criança – e voltou anos mais tarde, quando viu um sistema parecido em táxis.

Essa versão da gênese do Twitter foi reproduzida por toda reportagem que tentou narrar as transformações trazidas pelas mensagens de 140 caracteres. Bilton conta que não foi bem assim. Ele relata uma criação bem mais colaborativa. Dorsey teve a ideia, mas não teria feito nada com ela se o criador da Odeo, Noah Glass, não o tivesse estimulado. Foi Glass quem batizou a empresa e deu ênfase à conexão de pessoas. Evan Williams ajudara Glass, seu amigo, a abrir a Odeo com o dinheiro ganho com a venda da rede de blogs Blogger ao Google. Foi sob seu comando que o Twitter se converteu numa forma de compartilhar o que ocorria no mundo, por meio de informações e  notícias, não apenas relatos narcisistas do tipo “o que estou fazendo”. Como instrumento de mobilização no Oriente Médio e canal de notícias em tempo real, o Twitter ganhou fama mundial. Por fim, Biz Stone, o quarto cofundador, foi seu eixo moral. Lutou para manter o serviço politicamente neutro, ao negar pedidos do governo por informações dos usuários. Sem qualquer um dos quatro, o Twitter dificilmente seria o que é hoje. “Esse tipo de mito é comum no Vale do Silício”, diz Bilton. “Um cara diz que teve uma ideia no bar e, anos depois, ela vira  um negócio bilionário. Raramente é verdade. As pessoas contam essa história para aparecer bem na foto, mas normalmente é algo construído por um grupo. Quando a lenda funciona, essas pessoas ganham o poder que buscavam.”

Como quase sempre acontece quando há poder e dinheiro envolvidos, disputas pelo controle do Twitter se seguiram. De forma intensa para os padrões do Vale do Silício. Considerado inapto para gerir a empresa, Glass foi tirado do comando por Williams, com apoio de Dorsey. Foi apagado da história do Twitter. Dorsey assumiu a presidência, e não fez um bom trabalho. Insatisfeito, Williams obteve o apoio de investidores para demitir o amigo e assumir o posto. Magoado, Dorsey peregrinou pela imprensa contando a origem do Twitter como seu grande protagonista. Depois levou a cabo a segunda parte da revanche. Como Williams demorava para decidir e tinha um fraco por contratar amigos, deixou insatisfeitos os investidores. Dorsey captou a insatisfação, a levou ao conselho e tirou Williams da presidência. Nada disso chegou ao mercado. Para todos os efeitos, o Twitter era uma típica empresa digital, repleta de mentes brilhantes que mudavam o mundo enquanto jogavam videogame e pebolim. Parte disso era verdade.

Pouco depois da demissão de Williams, o rapper Snoop Dog fez um show improvisado no refeitório do Twitter. Cantava e fumava maconha, enquanto os funcionários dançavam sobre as mesas, enebriados. Quando soube da balada, Dick Costolo, o novo presidente, ficou furioso. Prometeu que seria a última vez que algo assim ocorreria. “Está na hora de o Twitter crescer”, afirmou. Desde então, o número de usuários mais que dobrou (para 550 milhões), a receita multiplicou-se por dez (hoje são US$ 583 milhões por ano), e os funcionários fora de 200 para 2.300. No início de novembro, o Twitter entrou na Bolsa de Valores com valor de US$ 25 bilhões.

A transição da adolescência para a fase adulta corporativa parece ser inescapável às companhias digitais. Nesse período, jovens empreendedores descolados se transformam em capitalistas preocupados com prazos, resultados e capitalização da companhia. A lenda original desvanece e dá lugar à gestão profissional e aos conflitos de acionistas. Mas o mito original ainda circula, como imagem externa (e eterna) da empresa.

Dois outros livros citados por Heller – um sobre a Amazon, outro sobre a disputa entre Apple e Google – revelam que o exemplo do Twitter não é exceção. Os fundadores dessas companhias se consideram sujeitos excepcionais, que abriram empresas para criar um jeito novo de fazer negócios e mudar o mundo. Aos poucos, suas empresas foram assumindo contornos tradicionais. Seus objetivos nobres deram lugar às metas que guiam corporações desde a fundação da Companhia das Índias Orientais. Se fazem um bom trabalho, conseguem manter um verniz de irreverência, enquanto sua imagem pública se descola cada vez mais da realidade do dia a dia.

O Google afirma ter surgido com a missão de organizar e oferecer informação por meio de um sistema de busca. Hoje, mais de 90% de seu faturamento vem de uma das mais antigas fontes de receita: publicidade (foram US$ 50 bilhões em 2012). Seu lema – “não seja mau” – é uma forma de dizer que age com ética e pensa antes no interesse público. Mas a ética do Google foi questionada neste ano, quando a presidente do Conselho de Contas Públicas do Reino Unido, Margaret Hodge, acusou a empresa de vender publicidade por meio da filial na Irlanda e receber por isso pela filial nas Bermudas, para evitar pagar de impostos. Também não parece ter pensado no interesse público quando foi flagrada bisbilhotando a conexão de internet de americanos enquanto seus carros fotografavam as ruas para seu serviço de mapas.

Em Dogfight: como Apple e Google foram à guerra e começaram uma revolução, o autor Fred Volgstein adiciona outro fato desabonador à biografia da empresa. Conta como Steve Jobs sentiu-se traído com o lançamento do sistema de celulares Android pelo Google. Larry Page e Sergey Brin, seus fundadores, se consultavam com Steve Jobs. Eric Schmidt, presidente do Google na época, era membro do conselho da Apple e assegurara a Jobs que fazer programas para o iPhone era mais importante do que o Android, um projeto secundário. Sentindo-se traído, Jobs prometeu ir à guerra com o Google. Não adiantou. O Android lidera como software para smartphones, com 80% do mercado.

A Apple não escapa ilesa no relato de Volgstein. A empresa – que cresceu sob o slogan “Pense diferente” – ganha dinheiro com versões aperfeiçoadas de produtos criados por outras companhias. O iPod, diz Volgstein, surgiu três anos depois que o mercado de tocadores de música fora desbravado pela fabricante Rio. Nem o iPhone foi o primeiro smartphone nem o iPad o primeiro tablet – embora ambos tenham inventado seus respectivos mercados. Volgstein diz que a Apple se promove como uma marca que incentiva o livre-pensamento e a criatividade, quando, na verdade, é uma empresa paranoica por controle, que patenteia tudo o que pode para bloquear a concorrência. A liberdade proporcionada por seus produtos não se reflete em sua forma de fazer negócio. O livro conta como Jobs optou por um tipo incomum de parafuso, para que só técnicos credenciados pela Apple fossem capazes de abrir seus produtos. Até mesmo a imagem visionária de Jobs sai arranhada. Ele não gostava de lidar com empresas de telecomunicação nem da ideia de unir um telefone a um tocador de mídia. Teve de ser empurrado a fazer o iPhone, assim como a incluir a letra “i” no nome do aparelho. Mesmo os computadores brancos, hoje ícones da Apple, foram, de início, recusados por ele.

Um dos principais capitalistas de risco americano, John Doerr dá um conselho aos empreendedores: “Seja missionário, não mercenário”. Entre os beneficiários do dinheiro (e dos conselhos) de Doerr está Jeff Bezos, da Amazon. Em The everything store, o jornalista Brad Stone conta como Bezos acredita seguir o mantra de Doerr ao estabelecer como missão da Amazon simplificar o comércio eletrônico. A Amazon transformou o comércio on-line numa indústria bilionária. Conquistou admiração por seus preços baixos e eficiência – e virou um gigante global que fatura US$ 75 bilhões por ano. Mas o livro sobre a Amazon mostra como ela pode ser agressiva.

Um episódio foi a compra da Quidsi, dona do site Diapers.com, de produtos para bebês. Depois que sua oferta foi recusada, a Amazon baixou em 30% os preços de seus produtos para bebês. A Quidsi reajustou seus valores. A Amazon baixou ainda mais os dela, arcando com milhões de dólares em prejuízo. A Quidsi cedeu. A postura belicosa da Amazon é tão conhecida no mercado de tecnologia que os investidores seguem uma regra: só investir em empresas que não estejam no caminho de Bezos. A atitude hostil não começa da porta da empresa para fora. Stone retrata  a Amazon como um lugar difícil de trabalhar, onde a retenção de funcionários é a menor entre as companhias de tecnologia. Segundo ele, isso reflete uma cultura em que todos são incentivados a desafiar uns aos outros. Bezos é o primeiro a deixar a civilidade de lado. É descrito como bem-humorado e cativante, mas é capaz de explodir se algo sai errado, de dizer: “Você é preguiçoso ou só incompetente?” ou “Desculpe-me. Será que tomei minhas pílulas de estupidez hoje?”. Bezos pode ser visionário, mas age como um tirano da velha guarda. Isso não quer dizer que seja uma farsa. Os criadores de Google, Apple, Amazon e Twitter realmente acreditam trabalhar por um objetivo maior. O equívoco é pensar que seus ideais se refletem nas práticas corporativas.

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– Estamos nos distanciando do Futebol Premium?

Antes, o brasileiro se gabava que na Europa, “todo mundo era cintura dura”. Sim, havia um fundo de verdade, já que o futebol moderno, originário da Inglaterra, foi reinventado no Brasil graças à miscigenação de raças e, sejamos justos, com uma pitada de racismo; afinal, registra-se historicamente que o “dribling game”, termo que deu origem ao drible, surgiu da ginga dos negros que fugiam das faltas não marcadas pelos árbitros da época.

Quando nasci para a vida futebolística (anos 80), os clubes brasileiros mediam forças de igual para igual com os estrangeiros. Me recordo que em 86 se admirava quantos jogadores que jogavam fora do país poderiam ser convocados por Telê Santana… (Hoje, Scolari tem poucas peças dos campeonatos internos para convocar). Quando se falava de futebol europeu, lembrava-se da tragédia da violência dos hooligans e dos chuveirinhos ingleses.

No final dos anos 90, começou o êxodo de brasileiros à Europa. Os times europeus se organizaram melhor, os campeonatos se firmaram como um sucesso e as duras leis contra os torcedores brigões vingaram.

Hoje, ainda persistem alguns mais fanáticos em quererem equiparar nossas equipes com as da Europa. Loucura…

1- Nossos melhores jogadores estão lá fora, nas grandes ligas (vide Barcelona x Atlético de Madrid, recheado de brasileiros);

2- nossos medianos atletas estão no Leste Europeu (na Rússia e Ucrânia, há equipes com mais da metade do elenco formadas por ilustres bazucas desconhecidos), e

3 – nossos veteranos e os de ‘segundo escalão‘ permanecem no Brasileirão.

Vejam a Bundesliga (Alemanha) ou Premier League (Inglaterra): ocupação total das arquibancadas, futebol sem chutão e jogadores selecionáveis até em times pequenos.

Nos apequenamos internamente?

Claro, temos um campeonato nacional extremamente competitivo, com baixo nível técnico e com as promessas em campo cada vez mais comprometidas com transações ao exterior. Clubes falidos e perda de torcedores às equipes de fora.

Estamos nas 4as de final da Liga dos Campeões da Europa, e jogam: Chelsea x PSG, Real Madrid x Borussia Dortmund… e pela Libertadores da América, temos Real Garcilasso x Defensor, Botafogo (em véspera de greve de jogadores) x Unión Espanhola.

Não dá para comparar.

O Flamengo de Zico batia tranquilamente Barcelona, Internazionale ou Liverpool. Idem ao São Paulo de Raí, ganhando amistoso na Espanha ou título mundial no Japão frente ao Barcelona. Também o Palmeiras de Evair fazia frente aos europeus, tanto como o Corinthians bem montado de Tite. O Santos de Pelé? Dispensa comentários…

E hoje, qual time brasileiro venceria um co-irmão europeu de mesma grandeza?

Ou mudamos o futebol brasileiro, com administração profissional dos gestores tentando fortalecer os clubes nacionais, promovendo intercâmbio, capacitação de treinadores e amistosos no exterior, ou encaremos a realidade: os times do Brasil estão se apequenando! E se diga ao mesmo aos hermanos: cadê Boca Juniors, River Plate, Peñarol e Nacional? Deram vez ao Santa Fé, Emelec, Zamora e Strongest no cenário Sulamericano?

E se os grandes estão assim, imagine os pequenos! Veja abaixo as dívidas dos principais clubes brasileiros (apenas uma amostra recente, já que o montante dos times em impostos devidos ao Governo atualmente é de R$ 3,2 bilhões – e há quem queira o Proforte para o perdão das contas):

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– O Perdão da Petrobrás

Dias atrás falamos da crise da Petrobrás provocada pela suspeitíssima negociação da refinaria de Pasadena (vide em: http://is.gd/oLdl9w). Agora, outro escândalo financeiro: o perdão ao calote da venezuelana PDVSA na parceira para a construção da refinaria de Abreu Lima (PE). Desde o projeto inicial de R$ 2,5 bilhões até os investimentos em acordo (total de R$ 20 bilhões), nada foi pago.

O acordo foi assinado entre os ex-presidentes Lula e Hugo Cháves, mas Dilma não fez questão de cobrar e a Petrobrás perdoou…

Caramba, e ninguém se incomoda com isso?

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– Você acredita em Especialistas e sabe tomar decisões sem influência?

Já ouviu falar da economista e consultora britânica Noreena Hertz?

Ela leciona na University College London, e foi orientadora de vários governantes em diversos assuntos: questões econômicas, negociações de paz e imbrólhos diplomáticos. E entrevista à Revista Época desta semana (pg 68-71, ed 824 à Marcos Coronato), falou sobre a idolatria a alguns especialistas e aos modelos pré-definidos para tomadas de decisões. Disse ela:

É claro que as opiniões, educação e treinamento com especialistas são importantes e devem ser levados em conta, mas especialistas erram muito (…) Nunca ouça um especialista só, questione as opiniões deles e busque informações”.

Mas gostei mesmo sobre quando ela fala da influência digital! Veja:

Vivemos uma era de distração digital, de e-mails e redes sociais. Mantemo-nos num estado hormonal de estresse constante e podemos ficar viciados. Recomendo que você tire folgas digitais, ao menos uma vez por semana, sem checar e-mail ou entrar nas redes sociais. Um dos melhores procedimentos que você pode adotar antes de tomar uma decisão, privada ou profissional, é delimitar um tempo e espaço para apenas pensar. É incrivelmente difícil fazer isso hoje”.

Concordo e assino embaixo. Precisamos muitas vezes buscar a calmaria para a reflexão e para podermos melhor pensar!

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– A Refinaria Suspeita de Superfaturamento da Petrobrás

Que coisa… quer dizer que a presidente Dilma Roussef, quando comandava a Casa Civil e era a presidente do Conselho Gestor da Petrobrás, autorizou com as bençãos do presidente Lula a compra de uma refinaria de petróleo em Pasadena, no Texas, por 360 milhões de dólares (50% das ações). Por culpa de cláusulas contratuais, posteriormente, comprou mais 50 % das ações da sua sócia, a belga Astra Oil, por US$ 1,18 bilhão (ou 2,76 bilhões de reais)!

Detalhe: a belga Astra Oil havia comprado (um ano antes) sua parte por 40 milhões… E após pagar mais de R$ 3 bilhões de reais (no total da transação), a Petrobrás a vendeu por US$ 460 milhões de dólares.

O Tribunal de Contas da União investiga o caso como superfaturamento e evasão de divisas.

Em resumo: nessa brincadeira o país perdeu quase 2 bilhões de reais com a refinaria… e a gente se matando para pagar impostos nesse país!

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– Crise do Etanol Brasileiro e da Gasolina Venezuelana

Há 17 anos o combustível tem seu preço subsidiado na Venezuela. Hoje, o preço da gasolina custa US$ 0,04, e devido a crise local, será reajustado.

Nicolas Maduro, presidente do país, disse que não é aumento de preços, mas sim o “início de uma cobrança” que será feita por culpa da crise promovida pela oposição política.

Se lá ainda assim a Gasolina é barata e aqui cara, no Brasil teríamos a opção do Etanol, com tecnologia de ponta e ecologicamente correta.

Mas…

O Editoral da Folha de São Paulo explica tudo. Abaixo:

USINA DE CRISES

(FSP, Editorial, 13/03/2014)

Seria de esperar que o governo elaborasse políticas para explorar a vantagem do Brasil com etanol –e, se for incapaz de fazer isso, que ao menos não atrapalhe o setor.

Espremida entre o aumento do custo de produção e o represamento dos preços da gasolina, a indústria brasileira de açúcar e etanol tem perdido fôlego financeiro.

Desde janeiro, seis usinas entraram em processo de recuperação judicial, segundo estudo da consultoria MBF Agribusiness. O montante equivale a todos os pedidos registrados nos últimos dois anos. Desde 2008, são 56 estabelecimentos em tal situação.

A crise se agravou no período mais recente pela queda nos preços do açúcar no mercado internacional. Cerca de dois terços dos grupos estariam operando com prejuízo.

A cadeia de suprimento de equipamentos está comprometida. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar, desde 2010 houve queda de 50% no faturamento, com a perda de 50 mil empregos.

A deterioração vem de alguns anos, quando o governo começou a dar passos atrás na modernização que empreendia com sucesso desde os anos 1990.

A criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), em 2001, com alíquotas diferenciadas, deu competitividade ao setor –a taxação do etanol era menor que a da gasolina.

A política de correção dos preços internos da gasolina, por sua vez, que até 2006 acompanhou mais de perto as cotações internacionais, também contribuía para que a rentabilidade do biocombustível não fosse comprometida.

Houve, ademais, grande aumento da demanda interna de etanol a partir de 2003, com a tecnologia de carros flex, que em poucos anos passaram a representar 90% dos novos carros vendidos no país.

Completando o ciclo, os preços altos do petróleo levaram investidores a buscar alternativas. O Brasil oferecia o cenário ideal: tecnologia consolidada, baixo custo e forte cadeia de fornecedores.

Muito mudou nos últimos anos, contudo. A partir de 2006, o governo conteve o preço interno da gasolina. Para evitar repasses dos aumentos internacionais, a Cide foi progressivamente reduzida (até zero em 2012), eliminando o diferencial tributário em favor do etanol justamente quando cresciam os custos de produção.

A questão de fundo, que praticamente fez cessar novos investimentos no setor, é que deixou de haver uma política clara para a convivência da gasolina e do etanol, combustíveis com estruturas produtivas e rentabilidades diferentes.

A liderança do Brasil é inquestionável no que respeita ao etanol. Seria de esperar, portanto, que o governo elaborasse políticas para explorar essa vantagem –e, se for incapaz de fazer isso, que ao menos não atrapalhe o setor.

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– O iPhone mais caro do Mundo é brasileiro!

Responda rápido: um iPhone é caro?

Sim, claro.

Responda de novo: em que país é mais caro?

Acertou de novo: no Brasil!

A tabela e as explicações sobre isso são bem claras. Abaixo, extraído do “Blog do iPhone”:

OS 16 PAÍSES ONDE O IPHONE É MAIS CARO

Não precisamos ser óbvios em repetir uma notícia que damos desde 2008 e que se repete todos os anos: no Brasil, temos o iPhone mais caro do mundo. E isto é algo no qual não nos orgulhamos.

Mas como curiosidade, vamos listar os 16 países onde ele é mais caro, para entender melhor a situação.

O levantamento foi feito pela empresa MobileUnlocked, mas não incluía o Brasil. Nós incluímos.

País Preço (em dólar) Equivalente em Reais
1. Brasil US$ 1.223 R$ 2.799
2. Jordânia US$ 1.091 R$ 2.496
3. Turquia US$ 1.063 R$ 2.432
4. Romênia US$ 1.012 R$ 2.316
5. Hungria US$ 1.004 R$ 2.297
6. Grécia US$ 999 R$ 2.286
7. Malta US$ 985 R$ 2.255
8. Itália US$ 985 R$ 2.254
9. Dinamarca US$ 978 R$ 2.238
10. Lituânia US$ 958 R$ 2.192
11. França US$ 958 R$ 2.191
12. Suécia US$ 953 R$ 2.181
13. Polônia US$ 953 R$ 2.180
14. Noruega US$ 946 R$ 2.165
15. Finlândia US$ 944 R$ 2.160
16. Portugal US$ 944 R$ 2.160

Como se vê, o iPhone não é um aparelho barato em nenhum lugar do mundo. A diferença é que na maioria destes países listados, o salário mínimo é muito maior que o nosso e a população tem mais acesso aos produtos sem precisar fazer grandes esforços financeiros.

Na tabela, é interessante notar que o Brasil é o líder isolado, com um preço de quase US$200 a mais do segundo colocado. É muita coisa. E isso que estamos falando de países que também cobram taxas “exóticas”, como a França que põe um imposto de “cópia privada” sobre eletrônicos com capacidade interna de armazenamento, pois os usuários podem usar o iPhone para copiar músicas digitais e, por isso, este valor é repassado às gravadoras musicais.

O mais estranho é constatar que em todos os países o iPhone 5c de 32GB tem exatamente o mesmo preço do iPhone 5s de 16GB. No Brasil, a diferença entre os dois modelos é de R$400, quantia que já daria para comprar um Apple TV. Por que isso?

No início da semana, fizemos aqui um gráfico comparando a evolução de preços do iPhone no Brasil. Não tem sentido dizer que os preços aumentaram sem analisar o mesmo aumento do dólar no período. E neste ponto, a variação na moeda americana não é tão gritante quanto aquela em real.

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– Hering X Sulfabril. Uma cresceu e a outra faliu!

Me recordo que quando criança, minha mãe comprava roupas para mim e dizia: “as melhores camisas são da Hering e da Sulfabril, mas custam tão caras…” E me recordo que era na “Blumenau Malhas”, tradicional loja da Rua Barão de Jundiaí que hoje não existe mais.

A Hering cresceu, se multiplicou e praticamente não existe shopping sem lojas da malharia catarinense. Já a Sulfabril… faliu!

Abaixo, extraído de: http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2014/03/10/sulfabril-malharia-famosa-nas-decadas-de-1970-e-1980-vai-leilao-em-maio.htm#fotoNav=2

SULFABRIL VAI PARA LEILÃO

A empresa brasileira de malhas e confecções Sulfabril, que fez sucesso nos anos 1970 e 1980, vai a leilão no próximo dia 27 de maio.

A venda inclui tanto as marcas do grupo, avaliadas em R$ 40 milhões, quanto as unidades fabris, no valor de aproximadamente R$ 120 milhões. Duas das fábricas ainda estão em operação.

A Sulfrabril nasceu em Blumenau (SC) em 1947 e chegou a empregar mais de 5.000 funcionários. Suas coleções eram anunciadas no horário nobre da televisão e nas principais revistas do país, com garotas-propaganda como as atrizes Regina Duarte e Sandra Bréa.

A crise da empresa teve início em meados da década de 1990, com a abertura do Brasil ao mercado internacional. A falência foi decretada em 1999 e a empresa ficou com uma dívida estimada em R$ 119 milhões.

FALÊNCIA TRAMITA HÁ MAIS DE 14 ANOS

Apesar de o processo de falência estar em tramitação há mais de 14 anos, a empresa continua produzindo. Atualmente, ela está sob a administração de um síndico nomeado pela Justiça, o economista  e professor Celso Mario Zipf.

A decisão sobre a realização do leilão foi proferida em 25 de fevereiro pela juíza Quitéria Tamanini Vieira Peres. Na sua análise, ela disse que o leilão, após a longa tramitação do processo de falência, é uma “providência há muito esperada por constituir medida necessária à efetivação do pagamento dos créditos”.

Atualmente, a Sulfabril emprega 700 funcionários em duas unidades em atividade, em Blumenau e Ascurra (SC). O patrimônio da empresa inclui ainda duas unidades desativadas, em Gaspar e Rio do Sul, também em Santa Catarina.

A leiloeira catarinense Tatiane Duarte foi nomeada para administrar o leilão. “A venda inclui tanto os imóveis quanto os ativos localizados em cada unidade”, diz ela.

A SULFABRIL NÃO SE PRONUNCIOU SOBRE O LEILÃO.

Propostas devem ser entregues até 26 de maio

O leilão será realizado em modalidade de pregão, por carta fechada. Os interessados devem entregar as propostas até o dia 26 de maio, às 19h, no cartório da 1ª Vara Cível de Blumenau.

Também é necessário se cadastrar, até as 23h59 do mesmo dia, pela internet. A abertura das cartas será feita no dia 27 de maio, e será seguida de leilão entre os responsáveis pelas maiores ofertas.

A marca  e as unidades, avaliadas em cerca de R$ 160 milhões, serão oferecidas primeiramente em conjunto. Para ofertas à vista, o lance inicial é de 75% do valor de avaliação. Para propostas a prazo, o mínimo é o valor integral da avaliação, com pagamento de 30% à vista e saldo parcelado em até 36 vezes.

Terá prioridade o interessado que desejar adquirir  todos os bens de forma englobada, em lote único. Se não houver interessados para a compra englobada, serão abertas as propostas em lotes.

O primeiro lote, das marcas e das duas unidades operacionais (R$ 149,3 milhões), aceitará propostas a prazo. O segundo lote, da unidade desativada em Gaspar (R$ 7,1 milhões), e o terceiro, da unidade desativada Rio do Sul (R$ 3,7 milhões), contemplam apenas ofertas à vista, com pagamento de 30% em 72 horas e saldo em 15 dias.

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– As Empresas nas Mídias Sociais trazem Simpatia ou Amolação?

Como uma empresa pode se tornar transparente para o consumidor? Através do diálogo aberto com os seus clientes, as empresas conseguem ganhar a simpatia e a atenção daqueles que, afinal de contas, os sustentam!

John Elkington, um dos gurus da Administração de Empresas, escreveu dias atrás em sua coluna mensal na Revista Época Negócios (Maio/2010) sobre a importância dessas ações. Para ele, uma das formas das organizações entrarem em contato com as pessoas é através de redes sociais, como Twitter e Facebook.

Nós temos observados um sem número de empresas que assim procedem. Mas o que lhe parece o fato das mesmas usarem essas mesmas mídias para enviar propaganda de produtos? O contato vira Spam, aborrece e insatisfaz o cliente.

Uma das formas mais eficazes, incontestavelmente, ainda é o boca-a-boca. Independe do tamanho da empresa! A repercussão de um bom produto ou serviço acaba sendo um dos maiores índices de influência na decisão de compra. E esse tipo de mídia social, não virtual mas pessoal, pode ser visto em qualquer canto. Vá ao Centro de Jundiaí e use dos serviços de alguma loja local. Se for bem atendido, você fala aos seus amigos. Se for mal atendido, a cidade inteira saberá!

E você, o que pensa sobre os contatos das empresas: isso traz simpatia ou amolação?

Abaixo o artigo citado, extraído de ELKINGTON, John. A Voz das Empresas. Revista Época Negócios, pg 66., maio/2010:

A VOZ DAS EMPRESAS

O que se requer delas é que dialoguem nas mídias sociais de maneira franca e honesta, em vez de se buscar publicidade.

“Abrir-se é bom; fechar-se é ruim.” Ninguém esperava ouvir isso de um ex-executivo do alto escalão da Shell, mas quando Björn Edlund tomou a palavra durante o congresso “Só Meios”, sobre mídia social, sua franqueza foi brutal. Ele disse que “as grandes empresas têm a obsessão do controle, e não do diálogo”, mas acrescentou que o pensamento corporativo está começando a mudar.

Decorrida uma década de aventuras no mundo hipersaturado e prestes a entrar em colapso da Nova Economia, voltamos ao clima tenso em meados de 2009, com a realização de pesquisas sobre as implicações da nova onda de redes sociais para a transparência e a prestação de contas das empresas, bem como suas possíveis aplicações, tendo sempre a equação da confiança em mente.

Embora a presença das empresas na mídia social ainda esteja no início, são grandes as oportunidades de maior transparência, envolvimento e colaboração. O que se requer delas é que participem desse diálogo, talvez difícil, de maneira honesta e franca, em vez de usar esse canal para fazer publicidade. Na verdade, o conceito mais difícil de entender para muitas empresas é o de que é preciso assimilar uma certa perda de controle, e que deixar o diálogo fluir sem interrupções, filtros e de uma maneira que encontre seu próprio equilíbrio resultará no feedback indispensável tanto de partidários quanto de críticos.

Tome-se como exemplo a Timberland e sua plataforma Vozes do Desafio, que se abriu à discussão e às dificuldades próprias das questões fundamentais de sustentabilidade, que vão desde normas aplicáveis à mão de obra da cadeia de suprimentos até a política de mudança climática.

Mesmo as empresas mais sofisticadas passam, às vezes, por momentos difíceis quando têm de lidar com a mídia social. Quem acompanha a página da Nestlé no Facebook viu, em março, o que pode acontecer quando a empresa tenta controlar a conversa. Em resposta à exigência do moderador de que os participantes parassem de modificar os logos da empresa, um deles tentou, com muito empenho, educar a Nestlé em relação aos benefícios da mídia social. “Participar da mídia social significa abraçar o seu mercado, participar dele e cultivar o diálogo, em vez de passar sermões.” Infelizmente, o moderador não compartilhava desse ponto de vista e deu a seguinte resposta: “Obrigado pela lição de boas maneiras. Considere-se abraçado. Contudo, esta página é nossa, somos nós que criamos as regras, sempre foi assim”. Seguiu-se uma avalanche de comentários que foi acompanhada de um pedido de desculpas da empresa.

Nos dois casos, as empresas fizeram contato – a página do Facebook da Nestlé tem, por incrível que pareça, mais de 90 mil fãs ativos. O impacto de ambas também foi grande, em razão da natureza viral dos blogs e tweets. Ao final, porém, foram o tom e o estilo que deixaram a Nestlé do lado errado da equação e a Timberland, do lado certo.

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– Bilionários da Forbes

A Forbes, tradicional publicação mundial de Negócios, trouxe a lista dos bilionários mundiais.

Bill Gates, da Microsoft, é o homem mais rico do mundo: 76 bilhões de dólares. O segue Carlos Slim, dono da Claro e outras empresas de comunicação, com 72 bi. Mas tem brasileiros na lista?

Ô se tem! São 64 afortunados do bilhão. O brasileiro mais rico do mundo é Jorge Paulo Lemann, com US$ 20 bi (dono da Anheuser-Busch Inbev, de multi marcas cervejeiras, Burger King, entre outros negócios – ele vive na Suiça depois do filho sofrer uma tentativa de sequestro).

O 2o brasileiro mais rico é o dono do banco Safra, Joseph Safra. E a lista segue com outros nomes conhecidos (família Civita, da Editora Abril, família Marinho, da Globo).

Porém, a revista destacou o “bilionário da fé”: Edir Macedo. O chamou de religioso mais rico do país com 1,1 bilhão de dólares e vários negócios espalhados no mundo. Morando em Atlanta-USA, não quis dar entrevista.

A curiosidade maior é que ele se recusa a dizer que é dono da Igreja Universal, mas sim um servo da entidade. Também não é o dono da TV Record, que está em mãos de outras pessoas ligadas ao conglomerado religioso. É um simples assalariado.

Nada contra, mas a pergunta é inevitável: como conseguiu se tornar bilionário se não é partícipe dos lucros dessas entidades? De onde veio tanto dólar?

Abaixo, extraído de:

http://www.forbes.com/profile/edir-macedo/

BRAZILIAN BILLIONAIRE BISHOP EDIR MACEDO IS NOW A BANKER, TOO

By Anderson Antunes, Contributor

Edir Macedo is one of the world’s richest religious leaders and a prominent media baron in Brazil. Last year he also became a banker. Raised Catholic, he converted to evangelical Christianity in the early 1970s. In 1977 he founded his own denomination in Rio de Janeiro, the Universal Church of the Kingdom of God, which grew into one of the biggest, most controversial religions in Brazil. The sect follows “prosperity theology,” which holds that faith and commitment to a church are rewarded with wealth. In July 2013 he finalized the acquisition of a 49% stake in privately-held bank Banco Renner, whose interest rates are among the highest in Brazil. The transaction has raised eyebrows in Brazil in part because Brazil’s central bank treated Macedo as a foreign investor since he is based in the U.S. The bulk of Macedo’s fortune comes from his ownership of Rede Record, Brazil’s second-largest broadcaster, which he acquired in 1990 from fellow billionaire Silvio Santos. It’s not clear where he got the money to buy the company. Brazil’s Public Ministry has probed the question for more than 10 years. Reports have suggested he used church funds. Macedo won’t comment. He also owns W67CI, an Atlanta-based Telemundo affiliate. His 2012 biography, “Nothing to Lose,” sold 1.2 million copies in Brazil. A sequel, “Nothing to Lose 2,” is already a best-seller. His daughter, Cristiane Cardoso, is also a best-selling author. Her latest book, “Protected Marriage,” sold more than 1 million copies.

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– O Covarde aumento de Combustíveis na Surdina

Alguém se deu conta que, enquanto os foliões se divertiam na segunda-feira de Carnaval, alguns impostos desse país tiveram a alíquota modificada? E em especial, os que compõe o preço dos combustíveis. Entre R$ 0,04 a R$ 0,07 foi o reajuste da Gasolina e do Diesel.

Dona Dilma divulgou publicamente? Houve “auê” sobre isso? No meio de um feriado onde todos estão viajando e o noticiário destaca apenas os desfiles das escolas de samba?

São nesses momentos que se vê como as táticas antipopulares são tomadas ardilosamente e na surdina…

Nesse mesmo período, o Etanol disparou nas bombas! Entressafra, baixa produção e desincentivo do Governo Federal são os motivos principais. Hoje, não compensa (na maior parte dos casos) abastecer com o combustível da cana-de-açúcar financeiramente falando. O único retorno tem sido o ambiental, já que ele é menos poluente.

O abandono do pró-alcool do século 21 se daria para o incentivo ao consumo da Gasolina na era pré-Sal? Lembre-se que anos atrás foi dito pelo ex-presidente Lula que o país era autossuficiente em Petróleo, embora, até hoje, nossas importações de combustível (em especial ao Diesel S500) são muito significativas.

Portanto, avise seu bolso: a realidade é mais dura do que parece – os preços aumentaram e ninguém foi avisado!

Parafraseio um amigo meu: “para quê dizer que o preço aumentou na segunda gorda e atravessar o samba na avenida?”

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– Ucrânia, Criméia e Rússia

Vai dar problema a confusão que envolve a Ucrânia…

O ex-país soviético está num impasse: o presidente anterior se recusa a participar do Mercado Comum Europeu e preferia um tratado de Livre Comércio com a Rússia. Deposto, o “presidente tampão” defende a entrada na Comunidade Européia. Porém, a Rússia não gostou e invadiu a Criméia, região ucraniana que é formada por descendentes russos e que tem simpatia pelo país vizinho. O restante da nação, não.

O presidente Putin alegou que o Exército invadiu a Ucrânia pois naquela região há cidadãos russos e precisa defendê-los. Já o seu colega americano Barack Obama discordou e pediu uma revisão  posicionamento, que logicamente será ignorada.

A questão é: 30% do gás da Europa é vendido pela Rússia e os gasodutos passam por lá; fora outros fatores econômicos.

Sinceramente, está fácil, fácil para a Criméia proclamar independência ou se tornar território da Rússia… E imagine o perigo nuclear que ali habita, entre os ex-comunistas!

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– A Rapidez das Viaturas Policiais nos EAU

Dubai, importante centro de negócios e lazer localizado nos Emirados Árabes Unidos, abusa do gasto do dinheiro do petróleo.

No ano passado, a Polícia local ficou famosa pela compra de vários Bugattis (modelo Veyron), veículos luxuosos que custam 500 mil dólares, a fim de equipar a sua frota.

Contentes com o desempenho, as autoridades de lá gostaram do conceito: agora, adquiriram novos carros, incluindo MacLarens e Auston Martins. Este, custando 665 mil dólares e podendo chegar a 330 km/h!

Parecidos com os Palios Weekend daqui, não?

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– 20 anos do Real

Se voltarmos ao passado, era um pesadelo. Lembro-me que no tempo do Cruzeiro, Cruzado, Novo Cruzado e aí por diante, a inflação judiava da gente!

A mercadoria chegava numa semana e na outra era reajustada. Tudo subia 20% ao mês! O salário era literalmente comido. Confesso que seria o fim-do-mundo imaginar esse cenário nos dias de hoje!

Tudo mudou com o Real, há 20 anos. Primeiro era URV (dividiu-se por 2750 e houve a paridade 1 dólar para 1 real). É verdade que muitos espertalhões aproveitaram e subiram os preços na conversão, mas o próprio mercado se encarregou de corrigí-los.

O presidente era Itamar Franco e o Ministro da Economia Fernando Henrique Cardoso. FHC, mentor do plano, se elegeu de lavada como presidente. Na reeleição, o adversário Lula não teve como criticar os primeiros anos do Real, e FHC levou de novo.

O fato é que 8 anos depois, na eleição de Lula x Geraldo Alckmin, o governador de São Paulo foi tímido na promoção do plano e Lula se beneficiou do momento da crise mundial e afrouxo econômico promovido por FHC.

Política a parte, viva o Plano Real! Certamente teríamos nos afundado se não fosse ele. Quem viveu os anos 80 sabe disso…

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– O Assustador Aumento do Etanol

Baixa produção com a entressafra, estoques inexistentes e boas vendas: sinônimo de aumento de preços para a indústria sucroalcooleira.

Os aumentos do Etanol têm sido constantes. Dia-a-dia os centavos a mais apareciam na bomba, e, nesta última semana, o preço disparou com reajustes elevadíssimos.

Grandes produtores, como Coopersucar e Cosan, já aumentaram. As distribuidoras repassaram. O Governo nada pode fazer (ou não quer fazer). Enfim… prepare o seu bolso, pois até Abril / Maio, a tendência será de alta no preço.

Aqui no estado de São Paulo a vantagem financeira é a Gasolina (que também está cara). Ecologicamente, o Etanol é melhor (por ser um álcool combustível). Portanto, fica a seu critério a melhor opção.

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