– O insensível calendário abusivo do futebol resultará em problemas.

Fico pasmo ao ver a omissão total do Sindicato dos Atletas quanto a questão da maratona de jogos dos atletas no Paulistão. Os clubes estão entrando em campo a cada 48 horas, sendo que eles não tem elenco suficiente para essa loucura, e nem conseguem treinar a contento. Por quê o silêncio?

Pense na Libertadores da América: como os plantéis cansados e sem tempo para treinar (vivendo do “pijama training” – expressão criada por Vanderlei Luxemburgo para dizer que o time sai do estádio e volta para o hotel dormir, até a próxima partida seguida) enfrentarão equipes descansadas e treinadas? É obvio o prejuízo físico, técnico e tático dos brasileiros – em decorrência do excesso de jogos e falta de treinamento.

E é só um problema para os grandes?

Veja só: Audax x Sertãozinho jogarão às 22h nesta 3a feira, pela A2 (seguindo o mesmo protocolo sanitário, a bolha de prevenção e arcando com os custos). E depois de amanhã, retornam a campo. Dia sim, dia não, tem jogo na 2a divisão! E por conta das dificuldades de infraestrutura desta categoria, temos coisas impensáveis: o “Clássico da Cidade Azul”, Rio Claro x Velo Clube Rioclarense, será jogado em Santa Bárbara do Oeste, por conta da falta de iluminação na casa do mandante.

Quer cenário tão insensível quanto esse, mas ao inverso?

Dos 150 clubes filiados à FPF em suas diversas divisões, 2 equipes profissionais amargam um recorde de inatividade pela indefinição do campeonato: faz 6 meses e 10 dias que Grêmio Osasco e Paulista não entram em campo! Essas equipes estavam na 3a divisão e caíram para a 4a. Como essa divisão (oficialmente chamada de 2a divisão Sub 23) ainda não tem nem previsão de início, os remanescentes dela estavam ativos há mais tempo do que os dois citados, por conta do calendário de 2020 que foi estendido. 

Quem os ajuda a se manterem vivos?

Nem Sindicato dos Clube, nem Federação Paulista de Futebol. E depois se fala da preocupação em democratizar o futebol, contra o elitismo e a favor dos pequenos (discurso muito ouvido por conta da Superliga)… O que nós, no Brasil, estamos fazendo para sermos coerentes com o discurso?

(Sobre a Superliga da Europa, citada acima, abordamos aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/04/19/calma-pessoal-da-superliga/)

Campeonato Paulista da Segunda Divisão Já Tem Data Para Começar

– O abismo entre os grandes e pequenos no futebol pandêmico.

A pandemia travou o mundo. Fez as empresas repensarem processos, profissionais se reinventarem e governos se adaptarem.

No futebol, depois de um início incerto na 1a onda e reposicionamentos na 2a, algumas coisas estão se tornando cristalinas:

Os grandes clubes estão abrindo muita distância dos pequenos co-irmãos, não porque os maiores se agigantam mais do que os humildes, mas porque o impacto da queda de ambos – dos grandes e dos pequenos – é desproporcional. O São Caetano, que perdeu por 5×1 do São Paulo, tem menos condições de sobrevivência pelas próprias pernas do que o seu adversário, que tem mais receita, patrimônio, torcedores-consumidores e amplitude de mercado. Em tese, o quarteto formado por SPFC, SEP, SCCP e SFC tende a “aguentar mais o tranco” do que os clubes do interior.

Quem tem elenco e estrutura, se saíra melhor nessa retomada, com maratona de jogos e intensidade de partidas: vide os resultados do sábado. Por exemplo, a vitória do Red Bull Bragantino fora de caso contra o São Bento (veja o poderio de um contra o outro).

Por fim: o preparo físico será fundamental. O São Paulo e o Santos, em seus jogos, nítida e naturalmente “tiraram o pé” em alguns momentos (mesmo com o resultado ruim para o Peixe). Poupar-se, há de ser uma necessidade.

O Paulistão (mais uma vez) terá como campeão um dos 3 grandes da Capital, somados ao Santos e ao Red Bull Bragantino. Nenhum outro time do Interior, por tudo isso que foi dito acima, tem condições de reverter o quadro por conta do cenário econômico-social do país.

– A noção inexata dos preços

Para onde tudo vai?

Uma das coisas mais baratas que existe é macarrão, mas… nos comércios de artigos de luxo que anda em alta em muitos lugares, um pote de massas custa mais de R$ 100,00!

Há quem pague, mas uma massa caseira bem simples ainda é mais saborosa e gostosa.

– O Consumo on-line ficará como herança destes tempos de Pandemia, comercialmente falando?

Com toda essa confusão envolvendo o Novo Coronavírus e o fechamento do Comércio, evidentemente que as empresas precisaram se reinventar!

Sabidamente, as pessoas estão com dificuldade econômica e precisam trabalharpois as empresas também quebram. Entretanto, diante do dilema financeiro-sanitário, não pode-se esquecer de que a Saúde vem em primeiro lugar (virá o bordão de que teremos “mais falidos do que falecidos”, uma infeliz invenção social). Delivery, Home Office e outras modalidades bem usadas nesse momento deixarão de ser alternativas para se consolidarem como costume.

O equilíbrio entre Trabalho e Bem-Estar é difícil, mas há de existir o quanto logo, para que as organizações não quebrem. Por isso, se faz relevante o apoio do Governo (ninguém quer que se #FiqueEmCasa eternamente, nem que se deixe de trabalhar).

Não confundamos relaxar a prevenção pela preocupação econômica, isso precisa ficar claro. Precisamos nos resguardar para o quanto antes sairmos da Quarentena e retomar a vida, que será, logicamente, diferente.

– Carlos França, o Chanceler da Lucidez!

Arre um elogio pertinente: a troca do chefe do Itamaraty, Ernesto Araújo, por Carlos França, foi ótima!

O embaixador nomeado para cuidar das Relações Exteriores foi corretíssimo no seu discurso: as 3 preocupações dele, no momento, serão: Insumos e Vacinas para conter a Pandemia, Economia e Meio Ambiente.

Como discordar dele? É um tripé que incomoda o Brasil hoje, que precisa ser levado a sério no seu trato com as outras nações. Para resolvê-lo, “construir pontes” é muito melhor do que “chutar o pau da barraca”, como o seu antecessor.

– A vaquinha solidária do Corinthians para pagar as contas. O que você pensa sobre isso?

Dias atrás, falamos sobre as dívidas e pendengas financeiras absurdas do Corinthians, e que não fogem muito do retrato da má gestão de Botafogo, São Paulo ou Santos, entre tantos outros. (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-tZC). E agora, leio que o Timão quer fazer uma “vaquinha virtual solidária” entre os torcedores, a fim de amortizar seu saldo negativo.

Trocando em miúdos: a diretoria gastou demais, está sem dinheiro e pede ajuda de doações dos torcedores para pagar as contas!

Dias atrás, falamos de algo parecido com a equipe paraense da Tuna Luso, que pediu a seus simpatizes o envio de pix em seu CNPJ, já que com a crise financeira estava com muitos problemas em seu caixa (reveja aqui: https://wp.me/p4RTuC-tLk). Mas… o Corinthians?

Um clube de torcida nacional, com milhões de torcedores (que podem ser consumidores), precisa chegar a tal ponto? Não seria, talvez, por ventura, quem sabe… (estou escolhendo as palavras), meio que… humilhante?

Seus rivais Palmeiras, Flamengo e Grêmio estão dando demonstrações de equilíbrio / sobra financeira (se preferir: dinheiro no cofre), e o Alvinegro tomando tal atitude?

Insisto: clubes de médio / pequeno porte, ou de torcida regional ou ainda novatos, há de se entender a dificuldade de recursos. Mas com apelo popular tão grande quanto ao Corinthians, não é algo irreal?

Não sei como funciona a lei para permitir tais doações, mas se for concretizado o desejo, corroboro a opinião do jornalista Ricardo Perrone, do UOL, que sugeriu condições para isso. Abaixo, o texto dele: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/perrone/2021/04/05/sete-exigencias-que-a-fiel-deveria-fazer-em-caso-de-vaquinha-por-dividas.htm

SETE EXIGÊNCIAS QUE A FIEL DEVERIA FAZER EM CASO DE VAQUINHA POR DÍVIDAS

Na última quinta (1°), membros da Gaviões da Fiel discutiram com a diretoria do Corinthians a possibilidade de criação de uma vaquinha para torcedores ajudarem a pagar dívida do clube, entre outros assuntos. Na opinião deste blogueiro, não será justo se a Fiel for convocada para ajudar a cobrir o estrago feito pela incompetência de seguidas administrações. A dívida é de R$ 956,9 milhões, sem contar o débito pela construção do estádio.

A torcida não foi ouvida antes de o clube contratar Luan, Araos, Ramiro, Davó, Everaldo, Richard, Jonathan Cafu e Sornoza, entre outros. Assim, não faz sentido ela ajudar a pagar a conta.

Porém, se o projeto sair do papel, os eventuais doadores deveriam exigir contrapartidas, já quem ninguém coloca dinheiro no clube sem uma compensação e/ou garantia. Abaixo sugestões do blog de pedidos que os torcedores deveriam fazer para abraçar uma eventual campanha de doação.

1 – Documento assinado pela diretoria no qual ela se compromete a usar o dinheiro apenas para pagar dívidas. Os débitos a serem quitados devem ser detalhados. Em caso de não pagamento, as quantias devem ser devolvidas.

2 – Prestação de contas publicada no site do Corinthians.

3 – Antes de a doação ser feita, o Conselho Deliberativo deve aprovar alteração estatutária que dê direito a voto ao sócio-torcedor.

4 – Inclusão no estatuto, antes de as doações começarem, de artigo que proíba o clube de pegar empréstimos com empresários. O descumprimento daria motivo para abertura de processo de impeachment.

5 – Criação de artigo no estatuto definindo que todas as contratações de funcionários do clube devem ser feitas por processo seletivo criado por empresa especializada. Não poderão se candidatar às vagas parentes e pessoas que tenham ou já tiveram relação profissional com diretores, conselheiros, funcionários e patrocinadores do Corinthians.

6 – Mudança no estatuto que defina que apenas diretores profissionais contratados por processo seletivo possam atuar nas categorias de base. Conselheiros e sócios ficariam proibidos até de frequentar o departamento e de integrar as delegações em viagens.

7 – Novo artigo no estatuto que torne inelegível no clube por período a ser definido todos os integrantes de uma diretoria que aumente a dívida do Corinthians, a menos que o alvinegro seja ressarcido por eles. Esses dirigentes também perderiam direito a voto no conselho e para presidente, além de não poderem ocupar nenhum cargo enquanto durar a punição.

A seguir, os valores bilionários recebidos pelos clubes de futebol, divulgados pela Pluri Consultoria, compreendendo o período anterior ao da pandemia:

– Pobre bolso…

Dia de preparar documentação para cálculo do… Imposto de Renda!

Como se paga imposto neste país, meu Deus!!!

É de chorar literalmente

Imagem

– Ovos de Páscoa ou Ovos de Ouro?

E os preços dos Ovos de Páscoa?

Caramba, estão custando uma fortuna! Seriam eles de ouro, não de chocolate?

Chegará um tempo em que compraremos ovos pagando em 10 vezes, ou teremos a modalidade de consórcio.

Com a carestia atual, como é que alguém ousa cobrar tanto dinheiro por algumas gramas de chocolate? Compare o peso dos ovos e das barras de chocolate.

– Acredite: nesse momento, é preferível estar na 4a do que na 3a divisão paulista.

Um exercício racional, lúcido, financeiro e social, pode nos dizer algo que aparentemente é contraditório: jogar a Série B da FPF, em 2021, pode ser melhor do que a Terceirona.

Compartilho, a partir da realidade do Paulista de Jundiaí:

Já imaginaram se o Galo estivesse na A3, que desespero todos nós estaríamos?

É óbvio que estar na 3a divisão é melhor do que na 4a, mas considere que a tendência é termos o início do Paulistão dessa categoria quando os índices da Pandemia serem menos críticos como os de agora.

E o que implica isso?

Muita coisa: mais segurança sanitária para os atletas (menos risco de contágio dessa cepa tão agressiva e que tem atacado os mais jovens), menos despesas de prevenção (os protocolos estão mais rigorosos, caros e frequentes), e menos deslocamentos (existe o risco de fechamento de cidades quando o índice for mais elevado de leitos ocupados – previsto para os próximos 10 dias). E, se a vacinação for mais intensa, há a chance de torcida nos estádios nas rodadas finais da Bzinha (considerando-a no final do ano, coisa que não será na A3).

Assim, CIRCUNSTANCIALMENTE, quem está na 2a divisão Sub23 (ou 4a divisão ou B), momentaneamente está mais seguro financeiramente e sanitariamente do que na A3, com perspectivas mais animadoras ao longo do torneio.

Considere ainda: na reunião de 2a feira, o futebol continuou proibido em todo o Estado de SP. À noite, a FPF se reuniu com o Ministério Público e ainda assim continuou proibido. E qual o próximo passo?

Sabendo-se que o Comitê de Contingência do Governo do Estado de SP não é o proibidor do futebol profissional neste momento, mas sim o MP (isso ficou bem claro no discurso das autoridades), a FPF nessa 3a feira cedo deverá apresentar em conjunto com os órgãos de fiscalização uma proposta mega-preventiva (e cara) de intensificação de protocolos de cuidados, possivelmente incluindo isolamento dos atletas do dia da testagem até o dia do jogo, e sendo recusada, levar as partidas para outro estado.

A decisão deve sair na hora do almoço / tarde, dependendo de MG, que deverá fechar o estado nas próximas horas. Até o jogo Palmeiras x São Bento, marcado para Belo Horizonte no Estádio Independência, pode estar comprometido. Aí as opções seriam ES e MS, como se especulou.

Já imaginaram na A3, o custo de exames, isolamentos e viagens para um Paulista x Comercial em Campo Grande ou Cariacica? Afinal, a decisão vale para todas as divisões do Estado de São Paulo.

Por tudo isso, é melhor estar na Bzinha (repito: neste momento), com a perspectiva futura de um campeonato mais tranquilo e até mesmo com possibilidade de torcida presente nas rodadas finais, dependendo da involução da crise do COVID.

Times de futebol incentivam a prevenção ao coronavírus | Exame

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Há 31 anos, Collor sequestrava nossas poupanças!

Dia triste do Brasil: em 16 de março de 1990, Fernando Collor de Melo congelava a poupança (e o Overnight também). Decretava feriado bancário e deixava malucos os cidadãos.

Um dia antes, no Jornal Nacional, Zélia Cardoso, a Ministra da Economia, dizia: “se eu tivesse dinheiro para guardar, deixaria na poupança”.

Enganou todo mundo…

bomba.jpg

– Qual das ondas será, ao final das contas, mais violenta? Sem resposta…

Há exatamente um ano…

São de tamanhos e impactos diferentes, mas ambas terríveis. 

Uma mexe com a vida, o outro com o bolso, que de certo ponto, também mexe com a vida. E a vida, sabemos é inegociável.

Mas ao final dessa turbulência, qual delas terá trazido piores impactos, independente do tamanho?

Compartilho, extraído do Facebook do Prof Marcos Eberlin, esse comentário perfeito:

ONDAS

O grande perigo é exagerar no combate da primeira e substimar a segunda onda. Mas como? Hora de dobrar o joelho e pedir sabedoria aos nossos governantes. Ninguém, absolutamente ninguém, sabe qual a melhor estratégia!

Só Ele sabe, e é Ele que devemos invocar, na hora da angústia.

Que dobremos todos os nossos joelhos, não somos mais da esquerda ou da direita, crentes ou ateus, negros ou brancos, ricos ou pobres, SOMOS TODOS NAVEGANTES DO MESMO BARCO.

Que cesse o motim

E que Deus ilumine nosso comandante e sua equipe para que cheguemos todos a um porto seguro.

90659309_2753355581386549_7274497593701302272_n

Imagem extraída da Internet, autor desconhecido.

– Novo Aumento dos Combustíveis faz a Gasolina acumular 54% de alta no ano!

Cá entre nós: enquanto o discurso das autoridades fica no blablablá, nós vamos pagado a conta…

Novo aumento nos combustíveis? E a inflação nunca mostra isso?

Em: https://www.band.uol.com.br/noticias/petrobras-volta-a-reajustar-precos-da-gasolina-e-do-diesel-16326466

PETROBRÁS VOLTA A REAJUSTAR OS PREÇOS

Os preços da gasolina e do diesel vão passar por reajuste mais uma vez em 2021. A informação foi confirmada pela Petrobras nesta segunda-feira (8). Essa é a sexta alta do ano nos preços da gasolina e a quinta no valor do litro do diesel.

A partir desta terça-feira (9), o valor médio de venda da gasolina passa a ser de R$ 2,84 por litro, uma alta de R$ 0,23. Já a média do diesel, reajustado pela quinta vez, vai ser de R$ 2,86 por litro, o que representa um aumento de R$ 0,15.

Segundo a estatal, as mudanças são fundamentais para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido, sem riscos de desabastecimento. Ainda de acordo com a empresa, as variações são associadas ao mercado internacional e à taxa de câmbio e têm influência limitada sobre os preços percebidos pelos consumidores finais.

Desde o início de 2021, a gasolina subiu 54% nas refinarias, enquanto o diesel acumula alta de 41,6%. No comparativo com o mês de dezembro de 2020, o diesel passou de R$ 2,02 para R$ 2,86. Já a gasolina, de R$ 1,84 para R$ 2,84.

Os reajustes ocorrem em meio à troca de comando da Petrobras, onde o presidente Jair Bolsonaro anunciou a decisão de mudar o comando da estatal, tomada em 19 de fevereiro, após o quarto reajuste no preço dos combustíveis. O general Joaquim Silva e Luna será indicado para o lugar de Roberto Castello Branco, cuja gestão se encerra em 20 de março.

Dias após o anúncio de Bolsonaro, quatro membros do conselho de administração da Petrobras disseram que não querem ser reconduzidos aos cargos por razões pessoais. Eles ocupavam os postos com indicação do governo federal, que é o acionista majoritário que controla a estatal.

Em 1º de março, um decreto e uma medida provisória editados por Bolsonaro reduziu a zero as alíquotas da contribuição do PIS/Cofins sobre a comercialização e a importação do óleo diesel e do GLP (gás de cozinha).

Desde o início de 2021, a gasolina subiu 54% nas refinarias, enquanto o diesel acumula alta de 41,6%

Desde o início de 2021, a gasolina subiu 54% nas refinarias, enquanto o diesel acumula alta de 41,6%
(Shutterstock / Anna Lurye)

– Coitado do bolso do papai…

Se você é pai de menina como eu, sabe que as crianças pequenas estão enlouquecidas atrás dos… Shopinks!

São objetos com carinhas delicadas, fofos e engraçadinhos, mas custam muito caro!!!

Pobres de nós, papais…

– Vá à feira livre. É bom e barato!

Barato ou Caro?

frutas que são demasiadamente caras. Porém, dependendo do lugar, podem ser ainda mais abusivos os preços.

Na feira livre (feira “raiz” mesmo), sempre se encontra coisas boas e baratas. Para uma salada de frutas nutritiva, por exemplo, hoje comprei:

2 Pitayas $ 1,90 = 3,80
1 Goiaba $ 1,80 = 1,80
2 Kiwis $ 1,65 = 3,30
1 Manga $ 1,70 = 1,70
TOTAL = R$ 10,60

Quanto elas não custariam num “supermercado gourmet”, desses que estão na moda?

– Há 8 anos… sobre o Novo Aumento dos Combustíveis.

Essa vem da Revista Veja há muito tempo (Ed 13/02/2013, pg 51), mas poderia ser atual, já que haverá um novo reajuste dos preços dos combustíveis.

Na Matéria intitulada “Um Mau Exemplo“, por Marcelo Sakate, há a conta da composição dos Preços da Gasolina nos Estados Unidos e aqui no Brasil. Repare na inflação dos valores e na carga tributária. Abaixo:

Veja que absurdo: na terra do Tio Sam, em reais, o preço pós-refino é de 1,52 (no BR – 1,37). Porém, lá se paga de impostos 0,26 (no BR – 1,00!). Somando-se os Custos de Distribuição e Revenda, nos EUA o valor é de 0,22 (no BR – 0,43)Assim, o custo da Gasolina em média no nosso país é de R$ 2,80, sendo que nos EUA é de R$ 2,00. Mas lembre-se: eles tem uma renda per capita 3 vezes maior que a nossa

imgres.jpg

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– E a Greve dos Caminhoneiros?

Parece que ainda “não pegou” a Greve dos Caminhoneiros, iniciada ontem. Pouca adesão, aparentemente.

Me recordo do cenário caótico em maio de 2018. Lembram-se como foi? Eu era dono de um Posto de Combustível e senti na pele…

Recordando em: https://professorrafaelporcari.com/2018/05/24/atualizando-a-crise-dos-combustiveis/

Mas o problema da crise dos combustíveis não é simplesmente preço. É mais profundo! Compartilho o que foi escrito na época, e que se faz atual. Abaixo, extraído desse mesmo blog:

A INSENSIBILIDADE DOS PROTESTOS

Sinceramente, eu não imaginava que essa paralisação dos caminhoneiros durasse tanto tempo. Talvez nem os próprios motoristas de caminhão (e/ou patrões, se provado um locaute) imaginavam a força que tinham.

Agora apareceram os “entendidos” do custo do mundo petrolífero, com as mais diversas teses da paralisação, que vão desde: aumento do custo devido à crise internacional; rompimento do acordo nuclear entre EUA x Irã, diminuindo a oferta de petróleo do país persa (em especial à França); aumento do preço no Exterior devido a abertura da embaixada americana em Jerusalém (causando tensão no Oriente Médio); alta do dólar no Brasil; e, principalmente, escassez de produto.

De tudo isso, saiba: a verdade é que o problema REAL se deve à política de equiparação de preços brasileiros ao mercado internacional, promovida pela Petrobrás, ocasionando reajustes diários no preço dos combustíveis.

O Brasil privilegia o transporte rodoviário, movido ao Óleo Diesel. Assim, tudo que se transporta em caminhões sofre o impacto da alta do frete, e a diferença de preço precisa ser repassada. Nos últimos 10 meses, o Óleo Diesel subiu 60%! Imagine a revolta dos motoristas de caminhão ao ouvir que a inflação oficial é menor do que 1%…

Cito alguns exemplos: no dia 02 de maio, paguei R$ 3,02 da distribuidora pelo Diesel S10 (sou sócio-proprietário de um posto de combustíveis). No dia 19, quando recebi a última carga de diversos produtos, o preço por litro era de R$ 3,596!

Como administrar (e aceitar) um aumento de R$ 0,57 no litro, promovido sucessivamente nesses 17 dias, sem reclamar?

Pior do que tudo isso é o percentual de impostos! Veja só: na tabela de composição de preços oficial da Petrobrás, sem os diversos tributos, a Gasolina custava no mesmo dia 19 o valor de R$ 2,068. Eu paguei R$ 4,0255 para revender a R$ 4,299 (margem bruta de R$ 0,274, insuficiente para a rentabilidade do negócio, que deve girar na base de R$ 0,33 brutos a fim de “empatar os custos”). O Diesel S10 custava, na mesma data, R$ 2,3488 sem impostos, chegando ao posto revendedor a R$ 3,596. Neste produto, a margem adequada para a revenda é de R$ 0,26.

Não é imposto demais? Entendo a Petrobrás precisar cobrir seu déficit (causado pelos desmandos desde o Governo FHC, ampliados pelo Petrolão do Governo Lula e escancarado na gestão Dilma Roussef, cujo vice era Michel Temer, o atual chefe de Estado). POR QUÊ O GOVERNO NÃO CORTA SUAS DESPESAS E DIMINUI OS IMPOSTOS, ao invés de forçar que o consumidor final – a população – pague a conta da corrupção?

Infelizmente, vivemos coisas distintas nesses últimos dias: o anúncio do incompetente Pedro Parente, o executivo da Petrobrás (que já foi Ministro de Estado) de que havia acordo e a greve acabado. Mentira! Forçou-se uma situação que não estava acontecendo, pois, afinal, nessa reunião estavam vários envolvidos, MENOS OS GREVISTAS

Agora, fala-se da utilização da autoridade militar para resolver a situação. Não vai ocorrer, pois são duas coisas bem distintas:

A 1a, é o uso da Força Nacional para desobstruir as estradas, tirando os caminhões do acostamento e coibindo os manifestantes que ateiam fogo em pneus. Na prática, os soldados chegarão até os motoristas que forçosamente estão parados (sim, alguns são intimidados mesmo) e permitirão que possam chegar ao seu destino final.

A 2a, é entrar na base e liberar os tanqueiros! Os motoristas de caminhões-tanque estão em greve dentro de propriedades privadas, como a REPLAN (Refinaria de Paulínia), onde ficam as bases de um conglomerado de empresas de distribuição de petróleo. Que ninguém imagine um soldado “trepando na boleia” e dirigindo o “Bruto” de alguém. São esses motoristas – os que levam caminhões especificamente de combustíveis – que travam a saída dos produtos. Esses, estão exercendo o direito de greve dentro do recinto. Não se pode fazer nada, a não ser chegar em um acordo com eles.

A verdade seja dita: a causa é justíssima! O Modus Operanti, aí é outra discussão (em especial quando acontece a possibilidade de escassez de mantimentos). Mas por quê Michel Temer não desce do seu pedestal e aceita reduzir os impostos SEM TRANSFERÊNCIAS de carga tributária (que é o que foi proposto, e com redução de 15 dias apenas)? Cadê o bom senso das autoridades?

As consequências são graves: Transporte Coletivo suspenso no domingo e ponto facultativo na segunda-feira aqui na minha cidade, Jundiaí.

Eu, que sou proprietário, tomei medidas de contenção pessoais: gastar combustível? Neca. Só para emergências e necessidades inadiáveis.

Aliás, um verdadeiro pandemônio por aqui! O Etanol e a Gasolina acabaram no meio de semana, o Diesel S10 ontem e o Diesel Comum ainda tenho 1000 litros em estoque (obviamente, como as transportadoras estão paradas e as vans + camionetes novas não utilizam mais esse produto, chamado também de S500, era esperado que sobrasse).

Vendemos todos os nossos produtos ao preço da bomba aos nossos clientes, sem explorar nem ser oportunista, ao valor de: E – R$ 2,799, G – R$ 4,299, D – R$ 3,799 e S – R$ 3,899. Infelizmente, vimos relatos em nossa cidade de maus concorrentes que “sacanearam” os fregueses vendendo Gasolina a mais de R$ 6,00 e o Etanol a R$ 4,00. É necessário o consumidor lembrar que o produto não subiu nesses dias e o estoque vendido era o do preço normal.

Às 08h, vejo que, consultando os preços cadastrados à minha empresa (Auto Posto Harmonia) caso o produto chegasse hoje, estaria na bomba para venda a: E – R$ 2,899, G – R$ 4,354, D – R$ 3,679 e S – R$ 3,755.

ATUALIZADO – A última mensagem recebida às 08h30 da IPIRANGA (sou revendedor desta bandeira) diz que as bases continuam todas paralisadas, como aconteceu nos dias desta semana. Tudo imprevisível! Pode resolver a tarde, amanhã ou segunda-feira. O certo é: quanto mais tarde, pior!

Vista da REPLAN – Paulínia / SP

– Quem quer comprar bicicletas ou patinetes motorizados da Yellow?

A febre das bicicletas e patinetes da Yellow passou. Pudera, a empresa, que não conseguia ter lucro e tinha muitos custos com manutenção e equipamentos avariados / roubados, faliu.

E para onde foram as bikes?

Olhe só:

Em: https://www.cnnbrasil.com.br/business/2021/01/28/onde-foram-parar-as-bicicletas-da-yellow-leiloes-vendem-bikes-por-r-380

ONDE FORAM PARAR AS BICICLETAS DA YELLOW

Bastava caminhar um pouco pelos grandes centros, especialmente em São Paulo, para esbarrar com uma bicicleta amarela da Yellow. Ao custo de R$ 1, era possível andar por 15 minutos pela cidade, facilitando pequenos deslocamentos, como aqueles entre a residência até uma estação do metrô, por exemplo.

O cenário mudou completamente mesmo antes da pandemia. Em janeiro do ano passado, a empresa, por problemas financeiros, paralisou as suas operações e retirou as suas bicicletas das ruas. Mais tarde, viria o pedido de recuperação judicial da Grin, que foi a empresa resultante da fusão entre Yellow com a Grow, no começo de 2019.

Porém, algumas delas estão reaparecendo – mesmo que aos poucos. Diversos sites de leilão começam a vender as bicicletas por valores até que considerados módicos perto de bicicletas convencionais. O site de leilões Freitas Leiloeiro, por exemplo, tem o lance mínimo de R$ 380 por unidade. O leilão acontece até o dia 25 de fevereiro.

Logo, diversas bicicletarias estão aproveitando a oportunidade. A Cia Bike, localizada no bairro da Santa Cecília, já comprou mais de 350 bicicletas da Yellow por R$ 350 cada uma em leilões. Victor Hugo Duran, dono da Cia Bike, conseguiu vender as mesmas bicicletas por R$ 550. E, agora, só possui mais 100 à disposição.

“É uma bicicleta forte e que funciona para passeios leves. É uma ótima pedida para levar para a praia, por exemplo”, diz ele.

Mas quem está vendendo essas bicicletas? Como a Yellow entrou em recuperação judicial, qualquer venda feita por ela deveria destinar o dinheiro para o pagamento das dívidas.

Segundo Paulo Campana, advogado do escritório Veirano, que está tocando a recuperação judicial da startup, que chegou a receber mais de US$ 150 milhões em investimentos, as vendas não estão sendo feitas por ela. A Caloi, fabricante das bicicletas, que está tocando as vendas. Procurada, a Caloi não quis comentar.

A Caloi, aliás, é a maior credora na recuperação judicial da Grow. Dos R$ 38 milhões devidos a diversos fornecedores e também trabalhadores, a Caloi tem a receber R$ 15 milhões da Grin.

No total, segundo o plano de recuperação judicial, a empresa tem R$ 3,7 milhões em ativos a ser vendidos – entre bicicletas e patinetes.

Durante o processo de retirada das bicicletas, diversas foram destruídas por causa do mau estado. E vídeos pipocaram nas redes sociais.

Futuro da Grin

De acordo com Campana, a empresa não vai parar as operações – para tranquilizar credores que ainda têm dinheiro a receber. A ideia é, após a pandemia passar, retornar apenas com os patinetes, que seriam mais rentáveis do que as bicicletas. Então, se quiser uma bicicleta da Yellow, é melhor aproveitar o leilão.

Porém, sob a ótica dos negócios, o patinete também precisa se provar como rentável. A Uber, por exemplo, desistiu da empreitada em julho de 2020, menos de cinco meses depois de entrar nesse mercado.

Explica-se: além do custo alto de adquirir tantos produtos, o preço de manutenção também é caro. Quem mora em grandes metrópoles deve lembrar de bicicletas e patinetes jogados na rua, muitos deles bem avariados por mau uso.

Para quem não lembra, a Yellow, que foi fundada por Eduardo Musa, Ariel Lambrecht e Renato Freitas, antigos fundadores do aplicativo 99 em agosto de 2018. Cinco meses depois, anunciaram a fusão com a mexicana Grin, que tinha a especialidade em patinetes.

A expectativa era que logo a empresa se tornasse um unicórnio (startup avaliada em US$ 1 bilhão). Mas uma série de problemas financeiros e de gestão, como brigas entre os acionistas, causou a derrocada da companhia.

Bicicleta dá lucro?

Um modelo que, até agora, tem se mostrado resiliente é o da startup Tembici. A companhia que surgiu como um projeto patrocinado pelo banco Itaú, ganhou pernas e pedalou sozinha (com o perdão do trocadilho). Hoje, atua em cinco cidades diferentes no Brasil, além de Buenos Aires, na Argentina, e Santiago, no Chile.

O modelo dela é diferente da Yellow. Em vez de deixar a bicicleta em qualquer canto, o usuário é obrigado a estacioná-la em uma estação após o uso. Menos conveniente para o cliente, mas mais rentável para a empresa: existem menos avarias, em média, em suas bicicletas. Outro detalhe importante é que a empresa sempre tem patrocinadores em suas estações e bicicletas, aumentando os ganhos.

Em junho desse ano, a empresa levantou R$ 270 milhões em uma rodada de investimentos. O dinheiro está sendo utilizado na expansão e na criação de novos negócios – como uma linha de bicicletas convencionais e elétricas para entregadores do aplicativo iFood, além da expansão das versões movidas à eletricidade para usuários convencionais.

Segundo Tomás Martins, CEO da Tembici, os negócios vão bem e, inclusive, novos aportes devem aparecer por aí.

Bicicleta e patinetes da Grin: Só um deles deve voltar às ruas / Foto: Divulgação/Grin

– Como evitar o aumento do Diesel?

De Outubro a Dezembro, seguindo a equiparação de preços da Petrobrás estabelecida na gestão Temer, o Diesel já subiu 20,2%. Nesta semana, novo reajuste de 4,4% nas refinarias (a Gasolina, em 2021, já teve aumento de 13,4%).

A verdade é: com a alta dos preços dos alimentos, mais um aumento no frete é prejudicial à Economia (pois ele é repassado integralmente à comida). Desatrelar os reajustes com o parâmetro estrangeiro faz com que a estatal possa ter prejuízos. Assim… como resolver esse problema com os caminhoneiros, que ameaçam entrar em greve?

Mais sobre o aumento em: https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2021/01/4902683-petrobras-anuncia-reajuste-de-5–na-gasolina-e-de-44–no-diesel.html

– Kiwi a R$ 55,00 o quilo???

Entendo que o kiwi está em falta e o preço disparou (já beira R$ 30,00 o quilo). Mas o Golden, que costuma ser um pouco mais caro, a R$ 54,99, chega a ser constrangedor, não?

Imagem

– A Saída da Ford do Brasil!

Importar carros da Argentina para o mercado brasileiro: com essa decisão, a FORD, que já sinalizava que sairia do Brasil há tempos, concretiza sua vontade.

Nada de escolher um culpado exclusivo (no caso, o Governo Atual). A coisa é muito mais complexa.

Abaixo, extraído de: https://www.infomoney.com.br/negocios/ford-fecha-fabricas-anuncia-fim-da-producao-de-carros-no-brasil-em-2021-e-demite-mais-de-5-mil-funcionarios/?fbclid=IwAR2MgpIIFUQ-OQbAmcdj_avvsWF6tOLOQ6zFut9dGTWRzJFj8x8U0uloZDc

FORD ANUNCIA FIM DA PRODUÇÃO DE CARROS NO BRASIL

A Ford anunciou, nesta segunda-feira (11,) o fechamento de suas fábricas no Brasil, como parte do plano de reestruturação da empresa na América do Sul. Em nota, Jim Farley, presidente e CEO da Ford, afirmou que a decisão foi “muito difícil”, mas necessária para a criação de um negócio saudável e sustentável.

A assessoria de imprensa da Ford confirmou ao InfoMoney que serão encerradas as operações nas plantas de Camaçari (BA), Taubaté (SP) e da Troller (em Horizonte, CE) ainda em 2021. Também informou que as vendas dos modelos Ka, EcoSport e do Troller T4 serão interrompidas quando acabarem os estoques dos veículos.

A assessoria afirmou ainda que a montadora manterá apenas as fábricas na Argentina e no Uruguai na América do Sul, além do Centro de Desenvolvimento de Produto, na Bahia, o Campo de Provas, em Tatuí (SP), e sua sede regional em São Paulo. Os serviços de assistência ao consumidor seguem funcionando nas operações de vendas, peças de reposição e garantia para os clientes no Brasil.

Com a decisão, a empresa disse que vai demitir 5 mil funcionários no Brasil e na Argentina. A Ford não especificou quantas demissões serão feitas em cada país, mas afirmou que os brasileiros respondem pela maior parte dos desligamentos. A montadora declarou que vai trabalhar “em estreita colaboração com os sindicatos e outros parceiros no desenvolvimento de um plano justo e equilibrado para minimizar os impactos do encerramento da produção”.

“Estamos mudando para um modelo de negócios ágil e enxuto ao encerrar a produção no Brasil, atendendo nossos consumidores com alguns dos produtos mais empolgantes do nosso portfólio global. Vamos também acelerar a disponibilidade dos benefícios trazidos pela conectividade, eletrificação e tecnologias autônomas suprindo, de forma eficaz, a necessidade de veículos ambientalmente mais eficientes e seguros no futuro”, diz a nota divulgada pela Ford.

Crise na indústria automotiva brasileira?

Sergio Vale, economista-chefe e sócio da MB Associados, avalia que a indústria automotiva está passando por grandes desafios nos últimos anos, motivados tantos por fatores estruturais, como o menor desejo das pessoas por automóveis, até questões mais pontuais, como a crise econômica de 2015 e a pandemia.

“Na saída desta crise, especificamente, será certo o aumento da desigualdade de renda e a demora para a queda do desemprego. Haverá menos espaço para compra de automóveis no ritmo que se viu na primeira década do século. Por isso, continuaremos a ver reestruturações na indústria como nesse caso”, diz Vale.

Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, comenta que a Ford já vinha sinalizando que pretendia encerrar a produção no Brasil. “Tanto que em 2019 a empresa encerrou as atividades da fábrica de caminhões no ABC Paulista, mas a pandemia acelerou a saída do país. É uma notícia extremamente ruim para o mercado brasileiro, não só por conta dos empregos diretos que a Ford gera, mas também pelos indiretos, por meio das empresas-satélite, como os fornecedores de autopeças. O impacto vai ser bem significativo”, diz.

Ainda que a Ford tenha mencionado 5 mil demissões, apenas a fábrica de Camaçari tem mais de 4 mil funcionários. Nas três fábricas brasileiras, são 5,3 mil. O governo da Bahia já procura uma nova dona para a fábrica, e está de olho nas empresas chinesas.

Agostini destaca ainda que a montadora deve passar a importar mais veículos para o Brasil de fábricas instaladas em países vizinhos, que possuem ambientes de negócio mais favoráveis que o brasileiro. “A Ford anunciou que vai continuar produzindo carros na Argentina, que tem custos menores de produção, principalmente porque nossos encargos trabalhistas e custos de energia são muito altos. Então, ela deve manter operações no Uruguai e Argentina e os carros da Ford devem passar a ser ainda mais importados desses países”, completa.

Para Milad Kalume Neto, diretor de novos negócios da consultoria automotiva Jato Dynamics, a decisão da Ford tem como principal objetivo manter operações que tenham finanças melhores – como as de Argentina e Uruguai. O grande complicador nas contas brasileiras são fábricas que não operam com capacidade plena, segundo ele.

“Argentina e Uruguai têm produções menores, então vemos uma maior acomodação em termos de volume. Não é mais necessário ter plantas no mercado brasileiro. A indústria automotiva não tem mais o volume das décadas anteriores, ainda que seja bastante relevante”, diz Kalume Neto, que acrescenta que o mercado automotivo brasileiro tem capacidade para produzir 5 milhões de veículos anualmente – mas a projeção de vendas internas de veículos novos está em cerca de 2,4 milhões para 2021. As demissões vêm acontecendo no setor há algum tempo.

A pandemia afetou o mercado automotivo principalmente entre março e abril de 2020 – mas o segmento já ensaiou uma recuperação no final do último ano. “Temos uma tendência satisfatória, então não creditaria essa decisão apenas à pandemia. A Ford vem perdendo fatia de mercado, com uma gama de lançamentos bastante desatualizada. Sim, ela ainda vende modelos como o Ka, mas é uma venda principalmente para a pessoa jurídica [como locadoras]. Não é uma venda tão lucrativa como a para a pessoa física.”

Decisão inédita

Em 2020, a Ford representou 7,4% do mercado de automóveis no Brasil, segundo dados da Fenabrave, entidade que representa as concessionárias de veículos.

O Ford Ka foi o 5º carro mais vendido no Brasil em 2020. Se somados os emplacamentos das versões hatch e sedã (Ka Plus) do Ka, o modelo teria sido o 2º mais vendido do país no ano passado. A marca torna a notícia ainda mais impressionante, já que é uma das primeiras vezes na história da indústria automotiva brasileira que uma montadora anuncia o fechamento da produção no país, mesmo com seus modelos figurando entre os top 5 mais vendidos no Brasil.

Ainda segundo os especialistas, o EcoSport, que também não será mais produzido em território nacional, foi um dos carros que inaugurou no Brasil e no mundo o conceito de SUV compacto – um dos modelos de maior sucesso de vendas na atualidade, não só no caso da Ford, como de outras montadoras.

Para Raphael Galante, economista que trabalha no setor automotivo há 14 anos e consultor na Oikonomia Consultoria Automotiva, apesar das sinalizações anteriores da Ford, conforme mencionou Agostini, uma decisão dessa magnitude não era esperada. “Havia uma série de conversas de concessionários e empresários com diretores da Ford sobre expansão, com a chegada de produtos como a van comercial Transit e o SUV Bronco. A impressão da indústria é que foi uma decisão de cima para baixo, vinda de Detroit [sede da montadora nos EUA] e que ninguém por aqui estava esperando”, afirmou.

Além disso, ele comenta que o impacto nas redes de concessionários será gigante. “São cerca de 350 concessionárias da Ford no país, que viram hoje seus negócios naufragarem. A grande maioria deles vende o Ka sedan e hatch e a EcoSport. Haverá um enxugamento radical dessas redes”, diz.

Em nota enviada à imprensa, o Ministério da Economia lamentou a decisão da Ford. “A decisão da montadora destoa da forte recuperação observada na maioria dos setores da indústria no país, muitos já registrando resultados superiores ao período pré-crise. O ministério trabalha intensamente na redução do Custo Brasil com iniciativas que já promoveram avanços importantes. Isto reforça a necessidade de rápida implementação das medidas de melhoria do ambiente de negócios e de avançar nas reformas estruturais”, diz o comunicado.

O que muda para o consumidor?

Para Kalume Neto, é difícil dizer se os preços dos carros da Ford irão subir e quanto. “Ficamos sujeitos à variação cambial e aos custos internacionais de logística agora. Ao mesmo tempo, temos um mercado extremamente competitivo para automóveis no Brasil. Não dá para colocar preços descolados da concorrência.”

Em termos de estoque, existe o risco de faltar veículos no curto prazo, até o fluxo proveniente de Argentina e Uruguai se estabelecer. “Pode haver um tempo de espera. Mas a tendência é termos veículos suficientes para o mercado em médio e longo prazo”, diz o diretor da Jato Dynamics. Vale lembrar o que o estoque de venda de veículos no país já está no menor nível da história.

Ações da Ford sobem em Nova York

As ações da Ford, listadas na Nyse, a bolsa de valores de Nova York, apresentavam alta de mais de 3% por volta das 17h20, em meio à queda dos principais índices acionários do mercado americano.

Andres Castro, analista de ações da Berkana Patrimônio, afirma que a receita gerada pela Ford na América do Sul vinha caindo ao longo dos últimos anos. “Já chegou a representar quase 10% em 2010 e hoje em dia não passa de 3% do total gerado pelo grupo. Além disso, a rentabilidade operacional das operações na América do Sul é muito volátil e baixa quando comparada à rentabilidade da unidade da América do Norte. Logo, como uma operação pequena e baixa rentabilidade, os investidores gostaram da medida”, comenta.

Apesar do ânimo dos investidores, com o fechamento das operações, a Ford prevê um impacto de aproximadamente US$ 4,1 bilhões em despesas não recorrentes, incluindo cerca de US$ 2,5 bilhões em 2020 e US$ 1,6 bilhão em 2021.

Próximos passos

A Ford seguirá atendendo a região com seu portfólio global de produtos, incluindo alguns dos veículos mais conhecidos da marca, como a nova picape Ranger produzida na Argentina, a nova Transit, o Bronco, o Mustang Mach 1, e planeja acelerar o lançamento de diversos novos modelos conectados e eletrificados.

“Os consumidores na América do Sul terão acesso a um portfólio de veículos conectados, e cada vez mais eletrificados, incluindo SUVs, picapes e veículos comerciais, provenientes da Argentina, Uruguai e outros mercados, ao mesmo tempo em que a Ford Brasil encerra as operações de manufatura em 2021”, disse a empresa em nota.

O InfoMoney contatou a Anfavea, a associação que representa as montadoras, mas a entidade apenas respondeu que não vai fazer comentários sobre a saída da Ford no Brasil. “Trata-se de uma decisão estratégica global de uma das nossas associadas. Respeitamos e lamentamos. Isso corrobora o que a entidade vem alertando há mais de um ano sobre a ociosidade local, global e a falta de medidas que reduzam o Custo Brasil”.

– E ao pagar o Imposto, me sinto como…

… um bobão!

Acabei de pagar os IPVAs deste ano.

Sabe a sensação que me inflama? A de trouxa, tonto, enganado por um valor irrecuperável…

Pra quê pagar IPVA? Não pagamos uma quantidade absurda de impostos quando compramos um veículo? Ele se desvaloriza e continuo pagando imposto, além de seguro e pedágio?

É uma sede arrecadatória incansável.

bomba.jpg

– O Fim do “X,999”

O impacto psicológico de certos preços muitas vezes funciona na cabeça do consumidor. Mas como ilusão…

Um tênis que custa R$ 300,00, se anunciado por R$ 299,99, pode parecer mais barato. E se pagar em dinheiro, não verá o R$ 0,01 de troco.

São estratégias comerciais. Uma outra, com respaldo governamental, é a 3a casa do Real nos preços dos combustíveis. O litro do combustível não costuma ser anunciado por R$ 4,00, mas sim por R$ 3,999. Porém, aqui vai algo importante: permite-se o aumento das casas decimais monetárias por fins econômicos! O custo do combustível às vezes tem 5 ou 6 dígitos à direita do zero para o revendedor, impactando a economia, já que como o produto é vendido em grande quantidade, o acumulado das vendas faz relevante diferença. Uma carreta de gasolina pode variar em até R$ 100,00 a mais, por culpa desse milésimo.

Agora, uma novidade: o Governo, através de debates com a ANP (Agência Nacional de Petróleo) estuda proibir a subdivisão dos centavos, arredondando os valores.

Fatalmente, alguém vai perder e alguém vai ganhar dinheiro com isso…

– Sumiram os “cascos” das cervejas?

Eu nunca vi isso: falta vasilhame na praça?

Não sou de beber álcool, mas procurei a cerveja Antárctica Original em garrafa para meu cunhado Augusto (é a preferida dele). E nos diversos mercados que circulei, não a achei!

Em alguns, a desculpa é a falta de garrafa. Em outros, nem em lata tem, já que como está em falta o vidro, esta se torna a outra opção.

Seria uma tímida retomada econômica acompanhada de desabastecimento de produção?

Talvez.

Foto: acervo pessoal.

– O Bitcoin e a bolha das Tulipas: mais para Facebook ou mais para MySpace?

Há 3 anos…

Um bitcoin chegou a valer 6 centavos de dólar. Em 28 de setembro de 2017 (hoje), está em US$ 15,000.00 aproximadamente. Como entender o dinheiro virtual, a moeda criptografada?

Quando surgiu a mania das “bolhas de negócios da Internet”, surgiram grandes empresas no mundo virtual que faziam dinheiro “do nada”, em uma fase passageira, e que quase sempre não vingavam. Eram, em analogia, as chamadas “bolhas” –  que ganhavam tamanho, presença, mas… ESTOURAVAM!

Lembram do “MySpace”, tão badalado no surgimento da internet? Hoje não vale mais nada. Porém, o tímido Facebook tomou proporções incríveis e agora domina o ambiente virtual.

No mundo real pudemos ver as diversas empresas de Eike Batista formarem essa bolha e o dinheiro nunca aparecer. Hoje, nada valem também.

Em tempos passados, a quantidade de sal obtida chegou a ser uma riqueza (daí o termo SALário). O veludo também era algo de valor absurdo. Mas talvez o que mais tenha se aproximado da empolgação atual da moeda virtual Bitcoin, que se valoriza assustadoramente (o texto abaixo a explica) mais se parece com a “febre das Tulipas”, na Holanda do Século XVII. Naquela época, nos Países Baixos, a flor era considerada uma riqueza natural e valia muito dinheiro, sendo que pessoas investiam nas plantas como se comprassem commodities nos dias atuais.

Entenda abaixo, extraído do Portal do Bitcoin, por Victor Sá, essa loucura da moeda criptografada que tanto se tem falado:

BOLHA DO BITCOIN E A MANIA DAS TULIPAS

Assim como muitos em Wall Street estão otimista com o bitcoin, um dos analistas financeiros solitários que previam um aumento quando a moeda digital era apenas seis centavos agora tem uma visão extremamente negativa.

“Uma tripla baixa – o padrão das ondas de Elliott, a psicologia otimista e até mesmo os fundamentos sob a forma de gargalos na blockchain – levará ao colapso as criptomoedas”, escreveu o analista Elliott Prechter na edição de 13 de julho do boletim informativo The Elliott Wave Theorist.

“A atividade de preços e o sentimento maníaco que levaram aos preços presentes superam até a mania das Tulipa”, disse ele. “O sucesso do Bitcoin gerou mais de 800 clones (alt-coins) e só aumenta. A maioria dos quais são esquemas de pump-and-dump”.

“No entanto, os investidores os anunciam ansiosamente”, acrescentou Prechter.

Ele é o filho do famoso analista técnico Robert Prechter, que popularizou o Elliott Wave, usando-o para prever o crash do mercado de ações de 1987 e publica um boletim de notícias desde 1979. No entanto, o debate sobre a precisão do Elliott Wave cresceu após Robert Prechter chamar o final do mercado de alta dos anos noventa, cinco anos antes de terminar.

O princípio é uma forma sofisticada de análise técnica amplamente seguida por traders que analisa os ciclos de sentimento em uma tentativa de prever o desempenho do mercado – cinco ondas normalmente sinalizam uma desaceleração.

Em relação ao bitcoin, “sob o modelo de ondas de Elliott, o que estamos vendo, estamos fazendo uma quinta onda final desde os seis centavos”, disse o Prechter filho à CNBC em uma entrevista por telefone na quinta-feira. “Isso não implica que ele vai para zero. Isso não implica que ele vá para seis centavos. Eu acho que isso acontecerá com os clones [altcoins]”.

Bitcoin

Em setembro de 2010, Elliott Prechter escreveu no The Elliott Wave Theorist sobre bitcoin quando ele estava 6 centavos. Poucos no mundo financeiro consideravam seria a moeda digital na época.

“Isso provou ser a oportunidade de compra não apenas de uma vida, mas até agora de todos os tempos”, disse Prechter.

O Bitcoin atingiu um recorde de US $ 3000 em junho, 50.000 vezes o preço em 2010.

Para Prechter, as previsões do bitcoin aumentarem dramaticamente relembra 1999, antes da explosão da bolha dotcom.

Mania das Tulipas

Ele disse que a emoção supera a mania das tulipas na Holanda no início dos anos 1600.

Como Investopedia diz, as tulipas se tornaram uma mercadoria tão apreciada que, em 1636, eles estavam sendo negociados em muitas bolsas holandesas e “muitas pessoas trocaram ou venderam bens para participar da mania do mercado de tulipas”.

“Como qualquer bolha, tudo chegou ao fim em 1637, quando os preços caíram e as vendas de pânico começaram”, de acordo com o artigo. “As tulipas logo se trocaram em uma fração do que valiam, deixando muitas pessoas em ruína financeira”.

“A tecnologia avançou muito, mas a psicologia humana ainda é a mesma”

Como muitos entusiastas da moeda digital, ele vê um potencial significativo nas criptomoedas para automatizar as indústrias bancárias e legais.

“O futuro distante das criptomoedas é brilhante”, disse Prechter no relatório. “A tecnologia é como a internet em 1999: estava prestes a conquistar o mundo, mas o NASDAQ ainda caiu quase 90% durante o ponto de encontro de 2000-2002”.

Mas o bitcoin pode não ser parte desse futuro.

“É muito cedo para saber se o Bitcoin é o Facebook ou o MySpace”, disse Prechter

– Índice Big Mac mostra empobrecimento da população.

A última divulgação do índice Big Mac (saiba mais abaixo) mostrou: o brasileiro está 16% mais pobre!

Extraído de: https://jovempan.com.br/opiniao-jovem-pan/comentaristas/samy-dana/pelo-indice-big-mac-brasileiro-esta-mais-pobre.html

ÍNDICE BIG MAC MOSTRA BRASILEIRO MAIS POBRE

Para fazer o cálculo, pega-se o preço do Big Mac aqui no Brasil ou em outro país e se divide pelo preço do Big Mac nos Estados Unidos, o país da moeda de referência

por Samy Dana

O que aconteceu com a economia brasileira durante a pandemia? O brasileiro está mais rico ou mais pobre? E em relação aos demais países? Para ter uma resposta, vamos apelar a um Big Mac. O sanduíche do McDonald’s é usado pela revista britânica “The Economist” desde 1986 para comparar o custo de vida nos países e se a sua moeda está valorizada ou desvalorizada em relação ao dólar. O princípio é o da paridade do poder de compra, teoria econômica que prevê que as taxas de câmbio de um país tendem a se desvalorizar na mesma proporção do aumento do preço de um determinado produto que, no caso, é um Big Mac.

De início, pode parecer complicado, mas é uma conta simples: pega-se o preço do Big Mac aqui no Brasil ou em outro país e se divide pelo preço do Big Mac nos Estados Unidos, o país da moeda de referência. Medir dessa maneira o poder de compra é possível porque o sanduíche da rede americana é feito de modo padronizado, com os mesmos ingredientes, dois hambúrgueres, alface, queijo e cebola, etc, não importa o país. Se a receita é padrão, também deviam ser os preços. Isto é, o Big Mac devia custar o mesmo em todo lugar. Mas não custa, porque o aluguel da loja, salários dos funcionários e publicidade, entre outros custos, mudam de país para país.

Big Mac
Brasil R$ 20,90
EUA US$ 5,71

Dólar
20,91 ÷ 5,71 US$ 3,66
Dólar em 7/2020 US$ 5,34
Diferença +31,5%

No Brasil, em julho, um Big Mac custava R$ 20,90. Nos Estados Unidos, custava US$ 5,71. Convertido o preço em reais pelo preço americano, dá US$ 3,66. Esse deveria ser o valor do dólar no Brasil. Só que neste mesmo o mês o dólar estava em R$ 5,34, próximo do patamar atual, aliás. Ou seja, custava 31,5% a mais do que o valor ideal. O que permite dizer que é o percentual em que o real estava subvalorizado em relação à moeda americana. Nosso poder de compra é menor na mesma proporção. Como em janeiro a diferença estava em torno de 15%, dá para dizer que o poder de compra do brasileiro caiu 16 pontos percentuais em seis meses.

– A “Cesta Natalina” da Rede Globo.

Devido a Pandemia, muitos costumes mudam. A Rede Globo, por exemplo, que personalizava cestas natalinas aos seus funcionários, fez algo diferente: segundo alguns noticiários, resolveu trocar o mimo por um valor de R$ 600,00, a fim de que os colaboradores gastem com o que desejarem.

Taí uma boa ideia: ao invés de Champagne ou Panetone, uma forma monetizada de agradar. Ou não?

Cá entre nós: nesta época, com as dificuldades de todos, qualquer coisa é bem aceita. E “seiscentão” é um presente parrudo!

– A “bandeira 2” da Energia Elétrica.

No auge da pandemia, o Governo Bolsonaro reduziu a tarifa de energia elétrica, já que o consumidor residencial estava gastando mais por ficar em casa.

Leio que a tarifa de Energia Elétrica vai passar para a tarifação “Bandeira Vermelha 2”! Confesso que não sabia que existia algo além da Bandeira Vermelha…

O resumo de tudo isso é: “não existe almoço grátis”: reduziu-se naquela oportunidade e agora desforra-se tudo de uma vez…

– O Impressionante Império Polishop

O Empreendedor João Appolinário, dono da Rede Polishop, mostra como se tornar um bilionário com inovação, produtos inusitados e a dica promocional: persistência e convencimento na propaganda!

Extraído de IG empresas (clique aqui para a citação)

APPOLINÁRIO, DA POLISHOP, FATURA 1 BILHÃO COM PRODUTOS NÃO CONVENCIONAIS

Empresário se desfez de concessionária do pai para vender o “7 Day Diet”, em 1999. Agora, vai abrir megalojas, quatro vezes maiores que as atuais

Por Cláudia Facchini

João Appolinário, que fundou a Polishop há onze anos, diz que, se precisar comprar uma simples mesa para sua cozinha, terá de ir a uma loja da Casas Bahia, e que as pessoas às vezes lhe perguntam se possui todos os produtos que vende. “Seria impossível ter tudo em minha casa”, afirma.

O empresário faz sucesso com um conceito que foge do tradicional. Appolinário não revela quanto fatura, mas estima-se que o seu grupo já venda mais de R$ 1 bilhão, número não confirmado por ele.

Na Polishop, o consumidor encontra aquele tipo de produto que nunca soube que precisava – embora tenha vivido sem ele até hoje em muitos casos. E não são artigos vistos facilmente em qualquer lugar, como na Casas Bahia.

A Polishop não vende uma escada, mas uma escada dobrável, que pode ser configurada de 14 diferentes formas e que cabe no armário da lavanderia. Ela não vende uma poltrona, mas uma poltrona que faz massagem e pode custar R$ 6 mil.

“Os produtos precisam ser inovadores”, afirma Appolinário, que já chegou até mesmo à Argentina, onde a Polishop vende pela internet e pela TV. O grupo também exporta produtos para 40 países.

Mas nem todas as inovações dão certo, admite Appolinário. O empresário conta que possui em casa uma máquina de fazer pizza, mas que esse produto não está à venda na Polishop. “Achei que seria um grande sucesso. Eu mesmo adoro. Mas acabei desistindo de vender”. Ele não sabe bem por que a máquina não agradou, mas supõe que as mulheres não queiram correr o risco de ter de fazer pizza em casa e perder a esperada oportunidade que de ir ao restaurante.

Megalojas experimentais

A Polishop possui, além de seu site, 140 lojas em shopping centers, vende pela TV e por catálogo. Até o fim do ano, a rede chegará a 150 filiais e, se inventarem algum novo canal de venda, a Polishop estará lá. “Ser multicanal está no DNA da empresa”, diz Appolinário, que, começou, em 1999, aos 36 anos de idade, vendendo pela TV. A primeira loja física da Polishop foi aberta em 2003.

Na verdade, o empresário colocou o seu primeiro pé no varejo ao vender pela TV e por catálogo o “7 Day Diet” (dieta de sete dias), divulgada na época pelo piloto Emerson Fittipaldi.

O pai de Appolinário foi dono de uma concessionária Ford em São Caetano do Sul, onde Samuel Klein também fundou a Casas Bahia. Em 1998, após voltar da Flórida, nos Estados Unidos, e assumir a concessionária, Appolinário decidiu vender a empresa e partir para novos negócios, numa época em que o comércio eletrônico dava seus primeiros passos e a internet começava a revolucionar os hábitos de consumo no mundo.

Agora, a nova investida de Appolinário são megalojas experimentais, de aproximadamente 1 mil metros quadrados de área de vendas. Nessas lojas, os clientes poderão ver os produtos em funcionamento e manuseá-los, como uma máquina de lavar ou uma chapinha para cabelo, por exemplo. “Ali, não terá um aviso de que é proibido tocar nos produtos. Pelo contrário, vamos dizer: sente-se, experimente, mexa”, diz Appolinário, que irá abrir a primeira unidade nesse conceito no começo de 2012. O objetivo é chegar a 10 unidades nos próximos meses.

Atualmente, as lojas da rede possuem uma área bem menor, entre 200 e 250 metros quadrados. Se somadas todas as filiais, a Polishop possui hoje cerca de 25 mil metros quadrados de área de vendas. Para 2012, a previsão é agregar outros 12 mil ou 15 mil metros quadrados. “Deste total, 6 mil já estão contratados”, diz Appolinário.

Campeã de vendas

Para algumas marcas, como o “juicer”, processador de alimentos da Philips Walita, a Polishop já se transformou em um dos maiores revendedores.

Um dos seus produtos mais emblemáticos é o grill elétrico George Foreman, que foi lançado pela rede em 2005 e que, na época, foi visto com ceticismo pelos concorrentes. “Hoje, o grill é uma categoria importante, mas, antes, as pessoas acreditavam que, no Brasil, ninguém iria se interessar por um grill elétrico”, afirma Appolinário.

Entre os carros-chefes da Polishop também estão os aparelhos de ginástica, categoria em que a varejistas já se transformou em dos maiores revendedores do País. São aparelhos que prometem resultados incríveis, como o Energy Turbo Charger , que estimula “todos os músculos do seu corpo sem sair do lugar”.

As propagandas persuasivas são a alma do negócio da Polishop. Appolinário, enquanto fala ao iG,  caminha pelos estúdios onde os comerciais são gravados na nova sede da empresa, na zona Sul cidade de São Paulo. Tudo é produzido em casa, do cenário e roteiro à gravação.

– É melhor ficar banguela?

Um desabafo: ir ao dentista, no Brasil, está cada vez mais difícil!

Como qualquer serviço é caro… e plano odontológico, cá entre nós, está com o preço nas alturas.

O jeito é: cuidar da saúde bucal preventivamente.

– Economia em Pequenas Coisas para Lucros Maiores

Veja que conta interessante (antiga, mas atual): segundo a Revista Veja (Ed 28/07/2010, pg 98), 1 quilo a menos transportado por um avião faz com exista uma economia de 11.500 galões de combustíveis por ano, ou US$ 23,000.00. Numa empresa com 100 aviões, isso representa 2,3 milhões de dólares.

Conta rápida: um forno de avião pesa cerca de 100 quilos. Assim, apenas no equipamento de uma única aeronave, uma empresa economiza 2 milhões. Se tiver 100 aviões, deixa-se de gastar US$ 200,000,000.00.

Dá para entender por que não se serve mais comida quente mas lanche frio em avião?

imgres.jpg

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– E se tivéssemos um lockdown no final do ano (o 1o do país)? Qual seria a reação?

Algumas nações europeias estão adotando o lockdown para conter a 2a onda de Covid_19, mesmo tendo sofrido economicamente durante a pandemia, com a finalidade de minimizar prejuízos humanitários (e econômicos também, por conta de outras nuances que podem ser trabalhadas em um próximo artigo).

Aqui no Brasil, não vivemos lockdown em momento algum, mas uma quarentena de alguns dias em lugares específicos. Pelas projeções comparativas, se seguirmos o calendário europeu da doença, possivelmente a segunda onda se aproxime no final de 2020.

  • Teria clima, entre Natal e Reveillón, de nova quarentena ou lockdown?

Claro, inimaginável pela cultura e pelos padrões da nossa população. O melhor é: prevenir-se, a fim de evitar tal evento em nosso Brasil.

Cada vez mais países europeus retomam lockdown contra nova onda de covid-19  | Notícias internacionais e análises | DW | 01.11.2020

– Globalizar ou Não?

Lembram-se que protestávamos, num determinado período, contra tudo? Na época em que George W Bush propôs a criação da ALCA, supostos protestantes promoveram grande vandalismo na Avenida Paulista.

Compartilho um texto brilhante sobre a inteligência daqueles que são contra ou se recusam a discutir a Globalização e acordos mundiais (na visão de um cidadão italiano global). Aliás, redescuti-se o Brexit novamente…

Extraído de MARANESI, Ezio. in AFFARI, Revista da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria, nº 90, pg 06-07.

GLOBALIZAR OU NÃO?

Globalização não é um palavrão. É um fato indiscutível, inevitável, como a alternância entre o dia e a noite… “quem pode parar o rio que corre para o mar?”, balbuciava Gigliola Cinquentti em uma famosa canção dos anos 60. Quem pode parar a globalização, um processo tão antigo quanto o mundo, movido pelo instinto, pela curiosidade, pelo egoísmo e pela fraqueza humana? Os gregos, os romanos, os árabes e muitos outros povos globalizaram os seus costumes no âmbito dos seus domínios; o tomate, a batata, e mais recentemente o kiwi e mil outros produtos da terra e da indústria provenientes de outros territórios invadiram o mundo. Por que é motivo de revolta a difusão mundial do Big Mac?

Até a pouco tempo, o processo, ainda que perenemente em atividade, não era percebido, e não havia a consciência de sua dimensão e suas conseqüências. Nos nossos dias, a velocidade dos transportes e das comunicações fez explodir o problema, com suas conseqüências benéficas ou maléficas. O novo medicamento que cura doenças antes incuráveis é distribuído em poucos meses nos 5 continentes, a última bolsa de Prada é exposta simultaneamente nas lojas das cidades mais ricas do mundo, a afta epizoótica expande-se rapidamente de um país a outro. Contra a globalização todos protestam, de modo mais ou menos incisivo de acordo com o credo político e o nível cultural. Protesta o filósofo nos debates culturais e protesta o energúmeno nas ruas de Seattle, de Nice, de Roma, e de modo mais amador, na Avenida Paulista. O protesto é confuso: inclui de fato a política econômica dos governos, o neo-liberalismo (outra palavra blasfema), os produtos modificados biologicamente, a poluição, etc.. São talvez causas santas mas, em geral, oportunamente instrumentalizadas. Não se protesta infelizmente contra a ignorância e o egoísmo que tornam possíveis os vários abusos que a globalização comporta.

Estamos nos contradizendo: nós que protestamos, desejamos ser globalizados! Depois da guerra, os italianos, individualistas como são, sonhavam em “fazer a América”. Nos anos 70 e 80, na Albânia, país hermeticamente fechado, seus habitantes sonhavam em ter um carro. Os chineses, no seu uniforme cinza e triste, sonhavam com os coloridos vestidos ocidentais. Hoje são todos, alguns mais, outros menos globalizados. Só os povos que morrem de fome ou de aids, que silenciosamente pedem para fazer parte da aldeia globalizada, não podem entrar. Eles de fato não podem pagar. Há uma outra exceção: o Taliban, mas esta é uma outra estória.

Protestamos portanto, se achamos que seja justo protestar, mas sem quebrar vidraças. Vamos nos sentir livres para escolher o fettuccine caseiro se detestamos o hambúrguer, recusemos alimentos geneticamente modificados se pensamos que sejam perigosos. Este tipo de liberdade não está ao alcance de todos: cansa e exige cultura. É muito mais cômodo e fácil deixar-se conduzir pelas estratégias da psicologia das massas, que conhecem a fundo as nossas fraquezas e nos dizem que gostamos e o que devemos fazer. Desse modo, nos sentimos livres para comprar tudo o que não nos serve.

O problema, aqui banalizado, é na realidade muito mais sério, e sob alguns aspectos dramático. Já que a natureza humana é o que é, e todas as religiões do mundo poderão só aplacar os seus aspectos menos nobres, a globalização seguirá o seu inexorável curso, glorioso sob certos aspectos, perverso sob outros. Se o mundo, tão diferente, tão belo e interessante, tende a tornar-se uniforme, plano, chato e triste, se os modelos de comportamento dominantes tendem a ser universalmente adotados, o único modo para manter a nossa identidade cultural é nos ligar aos nossos valores e adotar a nossa pequena “aldeia” cujos habitantes tenham afinidades autênticas e não formais. Esta aldeia deve ser defendida de todos aqueles que gostariam de vê-la igual a todas as outras aldeias da terra.

Neste nosso pequeno mundo, haverá sempre espaço para uma torre de Pisa que ninguém determinará que deve ser endireitada, sustentando que qualquer desvio da norma é conceitualmente perigoso. Haverá lugar para todas as manifestações culturais. Se os povos e tribos da Terra mão conseguem manter a sua identidade cultural, tudo será globalizado: alimentos, vestimentas, gostos e pensamentos. Sob o escuro estelar americano, espiados pelas câmeras e por outros “Big Brothers” que controlarão os nossos comportamentos, nos nutriremos tristemente com o único queijinho insosso mas asséptico que a indústria produzirá para todos. Até mesmo Orwell, um genial profeta terrorista, empalideceria perante essa perspectiva.

Nós italianos talvez soframos menos que os outros: no fundo o espaguete é nosso. Desde que supere o miojo.

– O Consumismo como Doença

Nós, enquanto administradores comerciais, queremos vender. Queremos que os consumidores comprem à vontade!

Nós, enquanto consumidores, tomamos cuidados para não nos endividarmos. Mas, às vezes, o IMPULSO nos prejudica.

Digo isso pela interessante matéria sobre o “Consumo como Vício / Doença“. As vezes, me identifiquei aqui… é necessário cuidado!

Extraído de: RIBEIRO, Carina. Revista IstoÉ, pg 70-72, ed 2088, 18/11

CONSUMO: QUANDO O DESEJO DE COMPRAR VIRA DOENÇA

O endividamento crônico atinge milhões de brasileiros e pode ser uma porta de entrada para o vício do consumo compulsivo

Nunca foi tão fácil conseguir crédito. Às vésperas do Natal, o mercado pouco exige do pagador. A compra é parcelada a perder de vista, sem entrada. O financiamento, pré-aprovado, é quase ilimitado. Para quem sabe gerir dinheiro, isso significa boas oportunidades. Para quem gasta sem pensar e adquire o que não precisa, pode ser a perdição total. Neste grupo, os mais vulneráveis são os compradores compulsivos, parte significativa dos 22% dos brasileiros que possuem dívidas impagáveis e de 85% das famílias que têm despesas superiores ao rendimento, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Neste caso, o consumismo desenfreado é uma doença.

Um dos sinais de desequilíbrio é o alto grau de irritação diante da impossibilidade de comprar e a impulsividade do ato. “São pessoas que compram sozinhas, optam por objetos repetidos, sem utilidade, e escondem as aquisições dos familiares”, afirma Tatiana Filomensky, coordenadora do grupo de atendimento dos compradores compulsivos no Hospital das Clínicas de São Paulo. “Eles saem para comprar um terno e voltam com uma televisão.” Seis anos atrás, apenas três pacientes estavam em tratamento. Neste ano, são 24 e há 50 nomes em lista de espera.

A aquisição de produtos idênticos ou inúteis e o medo de encarar os débitos são características do consumista patológico. É o que ocorre com a administradora M.S., 40 anos, que coleciona bijuterias, sapatos, bolsas e calças do mesmo modelo e da mesma cor. Há quatro anos, quando sua dívida chegou a R$ 25 mil, ela decidiu frequentar os Devedores Anônimos (DA), em São Paulo. “O guardaroupa estava cheio e nada me interessava”, diz a administradora, que ganhava R$ 5 mil e gastava R$ 500 em cada ida ao shopping. Ela lamenta não ter construído um patrimônio nem priorizado a família. “Comprava tudo para mim e nada para o meu filho. Hoje me culpo por isso”, diz.

Diante da vergonha do endividamento crônico, é comum que os compulsivos escondam a fatura bancária dos familiares. “Eu não queria admitir a dívida e escondia as compras da minha esposa”, afirma o físico C.A., 61 anos. Uma de suas manias é preencher o freezer até o limite com os mesmos alimentos, das mesmas marcas, mesmo ciente de que não serão consumidos no prazo de validade. “Se o freezer não estiver lotado, tenho a sensação de escassez”, explica o físico, que há um ano entrou para o DA. Para quitar parte de suas dívidas, certa vez conseguiu um empréstimo de R$ 9 mil – e gastou o valor em três dias. “Nem lembro o que comprei.” A necessidade de manusear valores o levava diariamente ao caixa eletrônico. “O barulho da maquininha liberando o dinheiro me fazia bem”, diz o físico, que fazia saques duas vezes por dia. “Me sentia mal em aniversários e casamentos porque tudo era de graça. Corria das festas para lojas para comprar.” O resultado: três cartões de crédito estourados, eletrôcheque especial no limite e uma dívida de R$ 22 mil.

A compulsão por compras costuma vir acompanhada de outros vícios, segundo pesquisa da Universidade da Carolina do Norte (EUA). “Há um parentesco entre as diversas formas de manifestação”, diz o psiquiatra Miguel Roberto Jorge, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Por exemplo: um jovem que compra de forma impulsiva pode migrar para o alcoolismo ou vício em jogos na terceira idade.

Grande parte dos endividados crônicos sofre de consumo compulsivo, mas há os que entram neste rol por incapacidade de gerir seu negócio ou sua conta bancária. O empresário W.P., 50 anos, deve 15 vezes seu patrimônio. O rombo financeiro comprometeu a renda de toda a família e surpreendeu a esposa e os filhos, que desconheciam a situação. A dívida destruiu um casamento de 25 anos e levou os familiares a cogitar a interdição judicial. “Fui expulso de casa”, conta. O caos foi o resultado de empréstimos e créditos com sete instituições financeiras. Ele foi parar no hospital quando a sua dívida aumentou 85% com a bola de neve dos juros. “Me afundei. Recorri a agiotas e sofri ameaças.” Apesar de não dispor mais de bens pessoais para se desfazer, o empresário acredita que ainda pode quitar a dívida. Enquanto isso, se esforça para pagar a fatura mínima do cartão de crédito. O advogado José Serpa Júnior, especialista em direito do consumidor, alerta que o pagamento mínimo é uma das armadilhas que dão falso conforto ao endividado. “Em um ano o débito triplica”, explica. Entre as recomendações do tratamento médico para compulsivos está não pagar a conta do cartão. “É uma forma de o paciente ter o nome sujo e não poder obter o crédito”, afirma Tatiana Filomensky.

O poder das instituições financeiras diante dos superendividados tem sido questionado pela Justiça. Em duas sentenças inéditas, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou obanco Itaú por fornecer crédito consignado acima das possibilidades dos endividados crônicos. “Não se trata de fazer apologia à figura do mau pagador ou de instituir o calote público, mas de analisar a responsabilidade financeira pela má concessão de crédito em valor muito superior à capacidade de endividamento do cliente”, afirma o relator, o desembargador Marcos Torres. Segundo especialistas, os idosos são as maiores vítimas nesses casos. “Eles são um filão pelo crédito descontado na folha”, afirma o advogado José Serpa Júnior.

É o caso do ex-auxiliar judiciário É o caso do ex-auxiliar judiciário Davi Prado Bortolato, 66 anos, que se aposentou com R$ 4.650, mas só recebe R$ 800 líquidos. Viciado em em préstimos, não resiste a um dinheiro fácil. “Abria a conta em um banco para cobrir o outro. No final, estava enrolado com seis financeiras”, diz Davi, que alega ter sido seduzido pela promessa do crédito sem juros para a terceira idade. O descontrole financeiro se tornou uma dívida de R$ 40 mil. “A raiz do endividamento está na distorção do que é essencial, necessário e supérfluo e nas reais condições de pagamento”, afirma Ari Ferreira de Abreu, especialista em contabilidade e finanças familiar. “O fútil é importante, traz felicidade”, diz o professor. “Desde que não comprometa o que é essencial.”

– Cias aéreas brasileiras têm 6 bilhões de reais em prejuízo nos últimos 3 meses.

A crise econômica causada pelo Coronavírus atingiu demais as Cias Aéreas. As brasileiras, por exemplo, perderam mais de 15 bilhões no último semestre!

Vejam outros números assustadores, extraído de: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/10/23/anac-dados-aereas.htm

AZUL, GOL E LATAM TÊM PREJUÍZO de R$ 6,2 BI  NO TRIMESTRE

As três principais empresas aéreas brasileiras — Azul, Gol, Latam — tiveram juntas um prejuízo de R$ 6,2 bilhões no segundo trimestre. O resultado corresponde a uma variação negativa de 399,6%, na comparação com lucro líquido de R$ 191,8 milhões registrado no mesmo período de 2019.

Esse foi o pior resultado obtido em um trimestre pelas empresas aéreas em toda a série histórica, iniciada em 2015. Os dados foram divulgados hoje pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) com base nas demonstrações contábeis informadas pelas empresas.

Nos seis primeiros meses do ano, juntas, as companhias aéreas brasileiras acumulam prejuízo total de R$ 15,7 bilhões, o equivalente a uma margem líquida negativa de 129,6%, ante prejuízo líquido de R$ 107,2 milhões registrado no mesmo período de 2019.

A pandemia do coronavírus foi a principal causa para as perdas no setor de aviação. No segundo trimestre deste ano, houve redução de 90% na demanda por transporte aéreo (RPK), de 88% na oferta de transporte aéreo (ASK) e de 91% na quantidade de passageiros pagos transportados, na comparação com mesmo período de 2019.

Crise provoca mudanças nos custos e receitas das empresas

A retração do setor aéreo provocou mudança na composição das receitas e dos custos das empresas. A venda de passagens aéreas passou de 86,3% das receitas no segundo trimestre do ano passado para 51,8% no mesmo período deste ano.

As receitas de carga e mala postal também apresentaram redução no mesmo período apurado, de 33,3%. Entretanto, a representatividade das receitas obtidas por esses serviços passou de 4,7%, em 2019, para 27% este ano.

Em relação aos custos operacionais, com a redução de voos, houve uma queda expressiva da representatividade do combustível e de pessoal.

Esses indicadores representaram 5,4% e 6,7%, respectivamente, dos custos e despesas dos serviços aéreos públicos, o que corresponde à redução de 90,6% e 78,5% em relação ao mesmo período de 2019. No segundo trimestre do ano passado, esses custos representaram 29,6% e 16,1%, respectivamente.

– Você conhece as pessoas mais ricas do Brasil?

Você sabe quem são as 10 maiores bilionários brasileiros hoje, segundo a Forbes?

Em: https://www.youtube.com/watch?v=nnQ_I0b4hrY