– Consumo de Cocaína Mensurado Através do Esgoto

Uma dissertação de Mestrado revoluciona o estudo sobre os usuários de cocaína: trabalho mostra quanto cada casa consome de cocaína a partir do esgoto despejado na rede pública.

Infelizmente, em Brasília, o consumo grama/habitantes é o segundo maior do mundo, por esse método.

Extraído de: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI319659-18537,00-ESTUDO+USA+ESGOTO+PARA+MEDIR+USO+DE+COCAINA+EM+BRASILIA+A+CADA+DIA+DA+SEMAN.html

O CHEIRO DO RALO

As autoridades não precisam mais da urina para detectar o consumo de drogas: agora eles analisam o seu esgoto. Calma, não é nenhuma invasão de privacidade. O objetivo não é achar usuários, mas medir o consumo de drogas nas cidades brasileiras. A ideia começou a ser testada em 2010, quando se calculou que o consumo de cocaína de Brasília é de 0,4 grama por habitante por ano. Agora, o químico Rafael Feitosa descobriu que na região norte da capital federal se usa uma quantidade da droga duas vezes maior no fim de semana do que nos outros dias.

O trabalho é a tese de mestrado de Rafael e faz parte de uma parceria entre pesquisadores da Polícia Federal e da Universidade de Brasília para medir o consumo de drogas objetivamente, ou seja, calculando de fato o quanto de droga sai da população para o esgoto, em vez de simplesmente fazer estimativas baseadas no percentual de usuários. Mas como se faz essa conta?

“Sabe-se que 45% da cocaína que entra no organismo é convertida em benzoilecgonina. Nossa análise mede a concentração dessa substância, como os testes de urina”, explica Fernando Sodré, orientador de Feitosa. A diferença é que, nesse caso, as amostras têm concentrações muito menores do rastro de cocaína e muito maiores de, digamos, matéria orgânica. “Fazendo a dosagem da água que chega em cada estação de tratamento da cidade, temos um retrato fiel de cada região.”
O consumo de cocaína em Brasília é alto, comparado com o dos outros países em que a técnica foi empregada (ver quadro ao lado). Mas agora os pesquisadores querem fazer o mesmo em outras cidades. Outra parte do mestrado de Feitosa tratou de investigar a conservação das amostras de esgoto, para que elas possam ser enviadas de qualquer lugar do país para análise dos peritos. E o próximo passo da parceria é usar a técnica para medir também o consumo de anfetaminas e maconha.

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– E a Maconha na Capa da Veja?

Àqueles que defendem a legalização da Maconha, vale a pena dar uma lida na Revista Veja dessa semana.

O discurso de que a droga é inofensiva não cola mais. Os efeitos perniciosos à saúde são graves, bem como o prejuízo socio-familiar. Só quem tem viciados no seu convívio sabe o quão penoso é a recuperação da pessoa. Imagine das drogas mais pesadas então…

Drogas? Bah, tô fora. Que pena que o nosso vizinho Uruguai deve se tornar uma Amsterdã em breve, pois quer legalizar a maconha.

– Lance Armstrong: Joguei a Toalha!

Desisti. Meu Herói caiu: Lance Armstrong é culpado! Por mais que eu tentasse e tivesse esperança de que provassem sua inocência, um ídolo do esporte sucumbi.

O ciclista ganhou 7 títulos do Tour de France; foi o atleta mais submetido a antidopings, sofreu com câncer de testículos (que se alastrou para pulmão e cérebro, com chance de 20% de cura e mesmo assim sarou), retornou e ganhou mais títulos.

Com as comprovações de dopping, ele perdeu todos os patrocínios, inclusive o vitalício com a Nike.

Como conseguiu enganar a todos?

Seu mega-esquema de compra de autoridades, falsificação de resultados e substâncias ultramodernas que não eram flagradas. Mas será que acontece só no ciclismo?

A dúvida: E a luta contra o câncer infantil e sua exemplar fundação? Lembram-se das pulseirinhas de borracha amarelas que viraram febre anos atrás?

Uma pena que alguém tenha conseguido enganar por tanto tempo, tanta gente!

Por fim: um erro tirarem seus títulos e deixarem o Tour de France, nas edições vencidas por Lance, sem vitoriosos. Ao invés de deixar o título vago, a entidade responsável deveria ter dado aos segundos colocados, pela lógica colocação.

– Viciados em Crack e a Internação Compulsória

O prefeito carioca Eduardo Paes declarou na semana passada, em relação aos viciados em crack que ficam vagando nas ruas:

Não vou ficar vendo as pessoas se drogarem nas ruas e não fazer nada

Sua proposta é internar a força os andarilhos, que em forma de zumbis, assustam e atrapalham o dia-a-dia das cidades.

Claro que é polêmica tal proposta, mas dói ver a pessoa, completamente fora de si, definhando nas metrópoles. O quão nociva é a droga, que torna o dependente tão alienado.

O maior problema é a sociedade chamar locais de viciados como cracoliandia e considerar isso normal. Chegamos ao fundo do poço…

– Rolling Stones na Ativa?

Ôpa! Leio que os Rolling Stones querem fazer um último megashow antes de oficializarem a aposentadoria. Os integrantes têm entre 65 e 70 anos. Mick Jagger tem 69.

É inevitável lembrar: se não tivessem abusado do álcool e usado tantas drogas… Quão longevos seriam?

Aí virá o mais espirituoso e dirá “decerto não teriam feito tanto sucesso”.

Sou obrigado a concordar, mesmo não gostando da receita.

– A Boba Polêmica do ursinho TED

Bombou no Twitter ontem as hastags TED e PROTÓGENES, se referindo ao fato do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB) estar revoltado com o ursinho TED.

Explico: estreará um filme onde o protagonista é um adulto que tem um ursinho de pelúcia com vida. Uma comédia não-infantil, com censura de 16 anos. Há insinuações sexuais e em determinado momento o urso e seu adulto fumam maconha.

Eu não gosto dessa temática. Não assistiria ao filme, nem recomendaria. Mas o deputado, desavisado, levou seu filho de 11 anos e ficou constrangido.

Ora, a culpa é do filme ou de Protógenes? O filme tem censura maior que a idade do filho dele; não é recomendado às crianças e não é um filme infantil. Não leu a sinopse?

Reitero: não gosto de filmes como esse. Mas aqui, quem pisou na bola foi o Protógenes.

– A Triste Liderança do Brasil no Crack

Levantamento mundial mostra que o Brasil é o número 1 em consumo de crack, e estamos em 2º lugar no ranking da cocaína.

Me recordo que quando surgiu o crack, a notícia era que tal droga era “a pedra do Mike Tyson”, pois ele havia sido preso com esse entorpecente. Especialistas diziam que o crack não faria sucesso no Brasil, pois o uso dela não seria prático.

Ledo engano…

– Narcoestados?

Vi pouca repercussão sobre a entrevista à “Páginas Amarelas” da Revista Veja dessa semana, de Douglas Farah, consultor de segurança dos EUA, sobre os países vizinhos do Brasil e os traficantes. Para ele, Equador, Bolívia e Venezuela são estados aliados com terroristas da FARC, sendo que a Colômbia tenta os reprimir sozinha. A eles, se dá o nome de Narcoestados.

A matéria é um convite à reflexão: até onde estamos preocupados em cuidar das nossas fronteiras e realmente combater o tráfico de drogas? Somos o 2º maior mercado consumidor de Cocaína do Mundo!

Muito triste e preocupante. E ninguém faz nada…

– Células de Dinheiro com Dificuldade de Descontaminação

Já imaginaram quantas pessoas põe a mão no dinheiro, do trajeto da Casa da Moeda até as nossas mãos? E do nosso bolso pelo comércio afora, quantas e que tipos de pessoas as pegam? E em que ambiente elas passam? E como se contaminam?

Pois bem: Universidade comprova que 80% das cédulas de Real que circulam no Brasil contém resíduos de COCAÍNA. Nas notas de dólar, nos EUA (especificamente Washington), o número atinge impressionantes 95%.

Assustador, não? Mas acalme-se: a quantidade é insignificante para trazer danos graves à saúde, segundo o mesmo estudo.

Abaixo, a matéria extraída da Folha de São Paulo, 08/06/2011, Caderno cotidiano, pg 1

NOTAS DE REAL TEM TRAÇOS DA DROGA, DIZ ESTUDO

Um estudo realizado pela Universidade de Massachusetts em 2009 em mais de 30 cidades de cinco países concluiu que 80% das cédulas de dinheiro que circulam no Brasil têm traços de cocaína.
Foram avaliadas dez notas no país. O Brasil foi superado apenas por Canadá, que, de acordo com o teste, tem 85% das notas contaminadas, e Estados Unidos.

A pesquisa diz que cerca de 95% das notas de dólar que circulam em Washington têm vestígios de cocaína. Em Boston, Baltimore e Detroit, os índices são de 80%.
Ainda de acordo com dados da pesquisa, a China e o Japão foram os países que apresentaram o menor nível de cocaína no dinheiro em circulação.
De acordo com os cientistas, as cédulas conservam restos da droga quando são usadas como “canudo” para inalação. Essas notas podem acabar contaminado outras que não serviram para consumir cocaína.
Segundo Yuegang Zuo, o autor da pesquisa, de maneira geral aumentou o número de cédulas com vestígios da droga nos últimos anos.
“Não sabemos com certeza por que houve esse aparente aumento, mas ele pode estar relacionado à crise econômica mundial, que fez com que mais pessoas estressadas recorressem à cocaína”, disse.

– Drogas & Poder Decisivo

“O grande perigo das Drogas é que elas matam a coisa mais importante de que você vai precisar na vida, que é o poder de decidir. A única coisa que você tem na vida é o seu poder de decisão”.

 

Paulo Coelho, escritor, à Revista Veja Ed 08/06/2011, pg 153.

– Furgão Anti-Drogas e Anti-Estrangeiros

Os americanos são mesmo inovadores! Criaram um veiculo a paisana para procurar drogas escondidas e encontrar imigrantes em situação ilegal no país.

Olha que loucura (extraído de: Revista Superinteressante, Janeiro/2011, pg 11)

VAN ESPIÃ TIRA RAIO X NO TRÂNSITO

Furgão do governo dos EUA encontra drogas e imigrantes ilegais.

O veículo, que custa US$ 800 mil, tem um canhão de raios X que é apontado para os outros carros – e revela o que está dentro deles. Já são 100 vans espiãs rodando pelas ruas dos EUA. Segundo as autoridades, a quantidade de radiação emitida é pequena e não apresenta riscos à saúde.

FUNCIONAMENTO– Os raios X emitidos pela van atravessam o veículo que será escaneado e se perdem. Mas, ao bater em materiais orgânicos (como corpos ou drogas), parte deles é refletida – e volta para a van, onde é lida por um sensor).

– Bossa Nova e Reggae se beneficiaram da Maconha?

Ao menos, é o que Gilberto Gil declarou à Folha de São Paulo. Segundo ele, os intelectuais da Bossa e os adeptos jamaicanos do Reggae usaram as propriedades da Canabbis para potencializar suas obras.

Ah, não vale nem comentar. Em suma: fumar maconha deixa o sujeito inteligente?

Tenha santa paciência…

O Gilberto Gil, que hoje aniversaria, é gênio como músico. Mas horrendo na defesa das drogas.

– O Incentivo ao uso de Cocaína Começa com… Cigarro!

É isso mesmo. Para chegar até a Cocaína, há elementos que contribuem, e a Nicotina, segundo comprovação científica, é um deles. Abaixo, extraído da Science Translational Medicine.

Em: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5450641-EI8147,00-Nicotina+pode+abrir+a+porta+para+consumo+de+cocaina+diz+estudo.html

NICOTINA PODE ABRIR A PORTA PARA CONSUMO DE COCAÍNA, DIZ ESTUDO

A nicotina provoca mudanças no cérebro que podem abrir a porta para o consumo de cocaína, revela um estudo publicado nesta quarta-feira na revista Science Translational Medicine.

Estudos anteriores relacionaram o consumo de álcool e tabaco com o uso progressivo de outras drogas, como a maconha, mas agora o professor Amir Levine, da Universidade de Colúmbia, analisou a base biológica deste efeito e descobriu em um estudo com ratos que a nicotina aumentou a resposta à cocaína.

A resposta do animal foi mais positiva para cocaína quando os ratos que foram “pré-tratados” com nicotina depois receberam doses de nicotina e cocaína ao mesmo tempo.

Os pesquisadores sugerem que a nicotina aumenta a habilidade da cocaína para aceder e aumentar a expressão do gene FosB, que codifica uma proteína que é um fator de transcrição, ou seja, que regula muitos outros genes por sua vez envolvidos na resposta conductual perante a cocaína, explicou à Agência Efe Ruben Baler, do Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos Estados Unidos.

Baler apresenta também junto com a diretora deste Instituto, Nora Volkow, um estudo em perspectiva relacionado com o de Lavine, centrado nas mudanças epigenéticas (processos genéticos que não envolvem mudanças na sequência de DNA do animal) da nicotina.

Baler indicou que o tema geral tem a ver com a teoria de que as drogas são usadas em sequência, “primeiro as pessoas começam a usar uma droga que seja mais leve e pouco a pouco tendem a usar drogas mais pesadas, mais perigosas”.

Segundo o pesquisador, porém, “não está claro por que há uma sequência, se acontece por uma mudança morfológica que vai ocorrendo no cérebro e torna a pessoa ser mais vulnerável ao uso de drogas mais pesadas, ou se simplesmente a pessoa usa o que é mais acessível no início e depois usa outra coisa mais pesada”.

Para Baler, “possivelmente é uma combinação de ambos os fatores”, já que há evidências de que ocorrem mudanças estruturais funcionais em vários níveis no cérebro, de modo que o animal é mais sensível à cocaína.

“O que este estudo mostra de maneira bastante contundente em um modelo animal é que o uso crônico da nicotina durante sete dias de exposição muda basicamente parâmetros muito importantes no cérebro, o que faz com que o animal seja mais vulnerável e sensível aos efeitos da cocaína”.

– Efeitos Nocivos da Maconha

E a Holanda passou a considerar maconha um produto prejudicial à saúde.

Alguma novidade? Algo que não sabíamos.

Quer conhecer algo a  mais sobre essa praga?

Extraído de: http://jovempan.uol.com.br/jpamnew/destaques/campanha/index.php?lock=321 (por Izilda Alves)

EFEITOS NOCIVOS DA MACONHA

Holanda, o país que permitia a venda de maconha, muda radicalmente sua política sobre a erva: passa a considerar maconha prejudicial à saúde do usuário, à sociedade holandesa e à própria imagem do governo perante a comunidade internacional. O anúncio está no documento da JIFE( Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes), divulgado ontem em Brasília pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime.

A Holanda informou que pretende reduzir o número de coffee shops autorizados a vender maconha . Também vai tornar mais rigorosa a repressão contra o cultivo e a venda de drogas nas ruas do país.
“No documento , o governo holandês reconhece que esses coffee shops contribuem para desacreditar as políticas antidrogas do país.” O governo holandês informa também que vai promover campanhas de prevenção e repressão contra o uso de maconha. Irá fortalecer os serviços de tratamento para os dependentes da maconha.

NA CAMPANHA PELA VIDA, CONTRA AS DROGAS, TEMOS EXPLICADO E ALERTADO:

EFEITOS DA MACONHA

Maconha vicia, causando dependência física e psicológica. Contém THC (tetrahidrocanabinol), substância que causa alterações na memória, atenção, concentração e na noção de tempo e espaço. Maconha é dez vezes mais cancerígena que o tabaco.O THC é lipossolúvel, ou seja, solúvel em gordura, podendo ficar até 25 dias no cérebro do usuário. Atualmente, um único baseado pode conter até 40% de THC, a substância da maconha que vicia. . Maconha é apontada como a segunda causa de acidentes de carro com vítimas fatais.

MACONHA CAUSA ESQUIZOFRENIA

Maconha causa esquizofrenia, afirmam o psicoterapeuta Paulo Campos Dias, da Clínica Reviva, e a psiquiatra Lucinda do Rosário Trigo, diretora da Clínica Conviver, voluntárioe de Jovem Pan Pela Vida, Contra as Drogas. Esquizofrenia é uma doença mental grave, sem cura, e caracterizada por idéias delirantes, impressão de estar sob a influência de forças estranhas, por introversão e perda de contato com a realidade. Não tem cura.

O psicoterapeuta Paulo Campos Dias ,autor de pesquisas sobre maconha publicadas no Brasil e na Holanda, alerta:

-A maconha está induzindo pessoas a quadros psiquiátricos graves como a esquizofrenia e a psicoses agudas. Causa também síndrome amotivacional , perda da capacidade de fazer coisa simples. A maconha causa perfusões no cérebro. Lesiona o cérebro, causando perda de neurônios , tornando o cérebro esburacado. Por isso, faz perder a memória recente e provoca apagamentos.

A psiquiatra Lucinda do Rosário Trigo afirma:

-Está comprovado: maconha causaesquizofrenia e outras doenças psiquiátricas graves. Até algum tempo atrás, acreditava-se que a maconha desencadearia quadros psicóticos em pessoas que tivessem predisposição. Hoje, já está se revendo esse conceito e já se acredita que a maconha possa ser causadora de transtornos mentais, particularmente, a esquizofrenia. A maconha ao longo dos anos foi sendo progressivamente modificada geneticamente e o teor de THC, o princípio ativo da maconha foi sendo aumentado. Então, a maconha dos anos 60 que, em geral tinha 0,5% de THC hoje está aumentada em até 20% da taxas de THC, o que equivale que um baseado fumado significaria o mesmo teor de intoxicação de 40 baseados. Isso quer dizer que mesmo que a maconha seja consumida por um curto período de tempo o potencial de causar problemas à personalidade é muito grande.
Esquizofrenia , uma das doenças causadas pela maconha, significa perda da realidade, paranóia, delírios, impressão de estar sob influência de forças estranhas, profundas perturbações afetivas, introversão, e risco de violência para quem convive com o doente. São doenças que mudam totalmente vidas, relata a psiquiatra Lucinda do Rosário Trigo:

-Esses jovens nunca mais vão conseguir estudar, trabalhar, constituir famílias. Passaram a ser um ônus para suas famílias e para a sociedade. Vão precisar de várias internações. E quando estiverem em suas casas irão precisar de acompanhamento por enfermeiros ou parentes o tempo todo e de remédio para o resto de suas vidas. É um grande sofrimento para eles e para suas famílias.

NARGUILÉ ESTÁ SENDO USADO PARA FUMAR MACONHA em SP

Adolescentes estão usando Narguilé para fumar maconha, alerta o psicoterapeuta Paulo Campos Dias. Narguilé é um cachimbo usado por turcos, hindus e persas , composto de forninho, tubo e vaso de água perfumada que o fumo atravessa antes de chegar à boca. Lojas de São Paulo informam ter aumentando a venda pelo interesse de adolescentes e jovens por esses cachimbos. O especialista Paulo Campos Dias explica:

“Esse aparelho está sendo usado para disfarçar o cheiro da maconha . A fumaça passa pela água. Quando a mãe ou o pai entram no quarto, o que está próximo ao Narguilé é um maço de cigarro de cravo, por exemplo. ”

O psicoterapeuta chama a atenção para um fato que pode ser constatado pelos pais: “ O incrível é que apesar do uso ser diário,um único maço do cigarro de cravo, que está bem à vista no quarto, chega a durar dois meses. Se os pais observarem com cuidado, verão que o que está sendo fumado não é esse cigarro e sim a maconha.”

O autor de pesquisas sobre a maconha descreve o aumento do THC no baseados a partir da década de 80. THC é a substância que causa dependência química e física e pode provocar doenças psiquiátricas graves e até irreversíveis:

-em 1983, havia 13,5% de THC em cada baseado

-em 1990, aumentou para 35% em cada baseado

-em 2000, aumentou para 40% de THC em cada baseado

-em 2004, já se constatou 70% de THC em cada baseado

“O óleo de haxixe, que contém até 73% de THC , vem sendo pingado sobre cigarro normal”, alerta Paulo Campos Dias.

“Motivos”, afirma o especialista, “ de maconha já ser considerada droga pesada.”

MACONHA É PROIBIDA NO BRASIL MAS SEU USO ESTÁ BANALIZADO

Maconha é proibida no Brasil. Mas na prática, a realidade é outra. A erva, definida por especialistas, como droga perigosa, que pode causar doenças psiquiátricas graves, está banalizada. Em 29 cidades de São Paulo, constatamos que a maioria dos estudantes têm colegas que fumam baseado. Alunos, professores e policiais destas cidades confirmaram o fato durante apresentações da campanha Jovem Pan Pela Vida, Contra as Drogas, que tem apoio da Lincx-Serviços de Saúde. Nestas cidades, meninas e meninos de 12, 13, 14 anos já fumam maconha nas praças, nas ruas, nas festas ou até mesmo nos banheiros ou nas quadras de escolas. Fato que se repete na capital, em Atibaia, Alphaville, Barueri, Cotia, Diadema, Embu, Guarulhos, Indaiatuba, Itatiba, Itapevi, Itu, Jundiaí, Mairiporã, Mauá, Mogi das Cruzes, Morungaba, Osasco,Ribeirão Pires, Rio Claro, Salto, Santo André, São Bernardo do Campo, São Lourenço da Serra, São Roque, São Sebastião e em Taboão da Serra.

MACONHA PODE CAUSAR DERRAME

Maconha aumenta o risco de derrame, revela estudo feito nos Estados Unidos pelo Instituto Nacional Sobre Abuso de Drogas e pelo Instituto Nacional de Saúde. Os resultados indicam que a maconha atrofia vasos sangüíneos. Os pesquisadores alertam no estudo que já há vários casos de derrame entre jovens usuários de maconha. O estudo confirmou também que maconha potencializa o risco de perda de memória.

Os pesquisadores mediram com uma avançada tecnologia de ultra-som a corrente sangüínea no cérebro dos voluntários no início do estudo e após um mês de abstinência. Os valores encontrados revelaram que usuários de maconha apresentam vasos sangüíneos mais estreitos que doentes com pressão alta ou diabetes. A pesquisa constatou que os efeitos nos vasos sanguíneos continuam mesmo após um mês sem fumar maconha.

MACONHA VENDIDA PELA INTERNET

Maconha é livremente vendida pela Internet. Sites em português e em inglês, acessíveis a qualquer internauta no Brasil, vendem vários tipos de sementes, inclusive , a transgênica.
Um site da Holanda, por exemplo, diz, em bom português, que o cliente deve usar seu nome e endereço verdadeiros, “evitando a Caixa Postal”. Os traficantes afirmam que se o interessado der seu nome e endereço corretos, a entrega está garantida por via postal. As sementes da super maconha, por exemplo, são enviadas ao Brasil , em caixa branca, plana e com aviso de prioridade de entrega para o correio brasileiro.

Os sites indicam duas formas de pagamento para a erva e sementes importadas : ou em dinheiro (dólar ou euro) enviado pelo correio no endereço indicado no site ou por ordem de pagamento .
O inciso terceiro do artigo 13 da Lei 6538, de 1978, diz que os Correios não podem aceitar , nem entregar substâncias de uso proibido no País. Mas os Correios alegam que crime é atribuição da Polícia Federal. É necessário ter subsídios da PF para poderem impedir a entrega desse tipo de mercadoria. “Os Correios entregam mercadorias boas ou ruins”, alega a assessoria da estatal.

PAIS ATENTOS À CORRESPONDÊNCIA DOS FILHOS—Mais uma vez, a sociedade tem que se defender sozinha. Cabe aos pais ficarem atentos às correspondências internacionais recebidas por seus filhos , porque podem conter drogas. As atenções devem se voltar especialmente para remessas vindas da Europa e da América do Norte, destacando-se Canadá e Holanda. Nesses países, há sites especializados na venda de sementes de maconha e da própria erva pelo correio. Sites que são acessíveis a qualquer internauta brasileiro e podem levar mais jovens ao mundo das drogas, de onde poucos escapam.

– Dia Mundial Sem Tabaco

Desestimula-se o cigarro, libera-se a maconha?

São coisas assim que tornam o país incompreensível. Quanta publicidade para evitar o uso do fumo, recursos diversos gastos em campanhas antitabagistas, mobilização de alguns segmentos para acabar com o cigarro, lei antifumo, e, contraditoriamente, se discute a descriminalização da maconha, com claro e lógico aumento do consumo.

Quer dizer que deixamos o cara se intoxicar, gastamos com ele para se recuperar e abandonar o vício e depois fazemos movimento contra o uso?

Totalmente contraditório…

Se você nunca usou drogas ilícitas, nem experimente.

Se você nunca fumou, idem.

O maldito cigarro matou o meu avô.

– Descriminalização das Drogas: Beber não pode, mas Maconha pode?

Incoerências de um país: no momento em que o cerco contra o alcoolismo e contra a venda desregrada de bebidas está no auge, cresce o movimento para a descriminalização do uso da maconha.

Se o motorista beber, é pego pelo bafômetro. Mas se fumar a erva maldita, tudo bem.

Fora o incentivo ao fumo da droga. Mães e pais de viciados que digam sobre o desespero que vivem.

– Antidoping para Árbitros?

O jornalista Wanderley Nogueira, da Rádio Jovem Pan e da TV Gazeta, informa em seu blog que a FIFA cogita realizar o exame antidoping em árbitros de futebol. O texto pode ser acessado no link abaixo, e repare que ele questiona o leitor com a indagação: você aprova ou não?

Pois bem, aqui vai uma resposta ao questionamento e alguns dados interessantes.

O árbitro, hoje, é um dos elementos do jogo que mais corre em uma partida de futebol: cerca de 9,5 a 13 km/h, segundo os dados da Federação Paulista de Futebol. Tal número mostra que ele corre mais que muitos atletas em campo. O Prof Sérgio Cunha, do Departamento de Biomecânica da Unicamp, em recente estudo mostrou que os atletas correm até 11 km por jogo, dependendo da posição (vide: http://www.youtube.com/watch?v=htUVsmzy-B0)

Sendo assim, vale refletir: como o árbitro, com sua preparação amadora, sem os profissionais que os grandes clubes de futebol possuem, podem ser mais exigidos em campo do que os atletas?

São alguns fatores motivacionais que o ajudam: a carreira em si (necessidade de desempenhar o máximo para o sucesso profissional) e o doping psicológico (a busca em vencer desafios de grande monta). Fora o motivacional, vem o físico (cuidados com o corpo, nutricionista e treino a exaustão).

Em 15 anos de carreira (em jogos, mais de 700), nunca vi doping explícito ou ouvi relatos de árbitros que usavam substâncias ilegais para melhorar a performance; tudo que observei era dentro da normalidade, como vitaminas ou outros suplementos. Mas vi alguns colegas fazerem uso de drogas ilícitas e alguns de drogas lícitas, no pré-jogo e no jogo. Explico os momentos de uso:

Muitos árbitros, quando lesionados, relutam em pedir dispensa de escalas, preocupados com o prejuízo na carreira ou com o desgosto da Comissão que o escalou. Estes costumam fazer infiltrações, usarem drogas farmacológicas via oral ou até mesmo apelarem para uma arbitragem “menos corrida”, posicionando-se no meio do campo, apitando todas as faltas, a fim de não sentirem dor. Poucos ousam abrir mão dos jogos em que estão escalados.

O problema em si, durante o jogo, é o doping contra a dor de uma lesão, pela automedicação. Mas há algo mais grave: o doping pré-jogo, que não tem ligação alguma à preocupação em maior rendimento no gramado, mas que se constitui em descuido do corpo, falta de profissionalismo e um pouco de descomprometimento. E, claro, uma realidade social: o alcoolismo e o uso de narcóticos. Estes árbitros que usam são minoria, mas existem e estão nos gramados, conduzindo jogos.

Em jogos em que há pernoite, esses árbitros (normalmente mais jovens ou deslumbrados com um início financeiro rentável), abdicam do descanso e aproveitam a noite. E, longe de casa, muitas vezes no rico interior do estado, excedem nas bebidas alcoólicas. E, na “curtição”, como qualquer outro profissional/cidadão descuidado, pode cair nas drogas das mais leves como a maconha às mais pesadas como êcstasi. Já vi situações delicadas de colegas que quase perdem uma carreira por uso de tais substâncias, ao invés de se concentrarem para a partida.

Evidentemente que aqui o consumo é para o chamado “uso social”, não para o aumento de rendimento, pois os efeitos indesejáveis: cansaço, ressaca, larica e desconcentração o atrapalham nos jogos.

Importante: ambos os árbitros (que fazem uso do doping para o jogo com medicamentos e os que sofrem com o doping pré-jogo) entram em campo, de uma maneira ou de outra, fora das condições normais. Não são logicamente a maioria, mas existem e devem ter a atenção.

Àqueles que nada devem, em nome da responsabilidade, nada devem temer. Portanto, eu aprovo o doping surpresa nos árbitros.

Abaixo, o artigo de Wanderley Nogueira, extraído de: http://wanderleynogueira.blog.terra.com.br/2012/05/24/o-arbitro-e-o-doping/

O ÁRBITRO E O DOPING

O Congresso Médico da Fifa cogita fazer exames antidoping em árbitros.

Os responsáveis pelo setor afirmam que o “juiz é um atleta no campo e diante disso deveria ser submetido às mesmas regras”.

O assunto já começou a provocar opiniões favoráveis e contrárias.

Sou favorável.

E aqui, no Brasil, onde a profissão de árbitros vai passar a ser reconhecida como “profissional”, é o momento oportuno para sua implantação.

É de se esperar que todos os árbitros aplaudam a iniciativa.

Também considero árbitro de futebol um atleta.

E para evitar a suspeição de que alguns apitam “turbinados”, o controle virá em boa hora.

E você, aprova ou não ?

– USP promoverá a “Semana do Baseado”

Triste, mas real: alunos da FFLCH (faculdade de filosofia, letras e ciências humanas) da USP promoverão um evento em louvor às drogas, onde fumarão orégano em alusão à maconha. Se chamará “Semana do baseado”, onde se discutirá a liberação de entorpecentes.

Com tanta coisa mais importante a se fazer, com tanto doente viciado em drogas e com tanta família desestruturada por elas, a troco de quê esses maconheiros se acham acima do bem e do mal?

Lamentável.

– A Sedução das Drogas leva Whitney Houston

Uma pena. O elenco e repertório de artistas que estão em outro plano, vitimados por drogas, aumentou. Depois de tantos outros cantores nacionais e internacionais, Whitney Houston se soma a esta lista.

Na década de 90, a trilha sonora de “O Guarda Costa”, com Kevin Costern, foi um sucesso absoluto. Mas a maldita sedução das drogas é traiçoeira, e parece que a classe das celebridades, por motivos peculiares, é cada vez mais vitimada. Whitney é apenas mais uma.

Com tudo isso, ainda há idiotas que fazem alusão ao uso de entorpecentes. Triste e imbecil, não?

– O que os Estudantes preferem e quais seus Hábitos

Uma interessante matéria na Veja SP (citação abaixo), traz uma combinação de pesquisas realizadas pela Abril Mídia, IBGE e Ibope com estudantes entre 12 e 17 anos das redes público e privada de ensino, sobre comportamento dos estudantes. E nela, resultados interessantes: mais da metade dos alunos nunca seria professor; a minoria gosta de Química; quase 10% já usaram drogas ilícitas e 9% se apaixonaram por seus mestres.

Outros números sobre a realidade de ensino nessa faixa etária, abaixo:

Extraído de Revista Veja SP, Ed 0/02/2011, pg 31

AS PREFERÊNCIAS E HÁBITOS EM NÚMEROS

54% dos alunos não seriam professores;

23% experimentaram cigarro;

9% experimentaram drogas;

85% já colaram em provas;

18% consomem bebida alcoólica regularmente;

42% possuem smartphones;

9% se apaixonam pelos professores;

22% perderam a virgindade antes dos 15 anos;

55% praticam esportes;

29% foram vítimas de assalto;

40% sofreram com bullying;

21% causaram bullying;

9% preferem química, 12% português, 13% história; 16% idiomas, 17% matemática e 33% outras disciplinas;

38% seguirão carreira em Humanas, 18% exatas, 10% biológicas, 17% outras e 17% não sabem.

– Sucesso se Livrando das Drogas

Para quem não leu a entrevista de Robert Downey Jr, o ator de Homem de Ferro e Sherlock Holmes, perdeu uma boa leitura. Há 10 anos, estava falido e consumido pelas drogas. Ao tentar uma vida saudável, recuperou tudo o que perdeu! E aconselha Mel Gibson, vítima de alcoolismo, a fazer o mesmo.

Uma frase me chamou a atenção:

Como é bom estar limpo”.

Ótimo, não?

– As Grávidas da Cracolândia

A Folha de São Paulo de hoje traz uma matéria impressionante sobre as mulheres grávidas viciadas em crack.

Uma delas deu um depoimento assustador:

Meu bebê fica agitado, fumo uma pedra e pronto. Ele fica bonzinho”.

Senhor Jesus… Que fim do mundo! O que as malditas drogas fazem na vida de alguém…

– Cracolândia: Anjos Rebentos das Ruas são as maiores vítimas

Há uma canção da banda católica “Cantores de Deus” (não me recordo o nome) que fala sobre moradores de rua, chamados de “anjos maltrapilhos”. Na letra, há a preocupação em alertar as pessoas sobre as crianças que nascem no meio do nada, lembradas como “anjos rebentos das ruas”.

E aí vem o tema: como uma criança pode crescer em meio aos viciados em crack? Digo isso, pois vejo as ofensivas da Prefeitura de São Paulo naquela região degradada da capital paulista. Para quem já passou por lá, é assustador, triste e revoltante: pessoas andando como zumbis, totalmente drogadas, alienadas do mundo e mostrando a que ponto a dignidade humana desaba. Horrível!

Imagine as mães viciadas, que dormem em albergueres ou embaixo das pontes, inalando essa maldita droga ao lado dos seus filhos. Pior: isso acontece com frequência!

Gente, o que fazer?

E a droga rola solta por lá, os drogados usam a luz do dia sem serem incomodados e as autoridades (e nós, sociedade) nada fazem! Não nos mexemos! Não gritamos por isso!

E tem gente que defende a liberação de drogas… Pergunte ali se os usuários de crack não começaram pela maconha!

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Então Não é Droga, Não?

Uma hora achei que não ia voltar. Aliás, ainda não estou totalmente seguro de que voltei”.

Caetano Veloso, em entrevista ao Programa do Jô, falando sobre o chá do Santo-Daime. E depois tem gente que fala que a erva não é alucinógena…

E para você: essa bebida é droga ou não?

– Cigarro é o grande Indutor à Cocaína, diz Universidade

Talvez seja notícia velha, mas mesmo assim ela é comprobatória e reforça os cuidados com a saúde: pesquisa da Universidade de Columbia mostrou que a nicotina intensifica a ação do gene FosB, relacionado à dependência química. Assim, quem fuma cigarros tem chance de 78% maior do que os não fumantes em consumir cocaína.

Se o cigarro é uma porta de entrada, que tal deixar de fumar? A culpa de um vício indesejado pode não ser sua, mas dos agentes do cigarro, certamente é!

– FHC no Roda Viva: Drogas e Saúde Pública

Ontem, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso esteve no Roda Viva da TV Cultura (aliás, depois das últimas mudanças o programa voltou a ser bom). E falou sobre um tema controverso: liberação da Maconha. Argumentou que se morre mais gente por culpa do tráfico do que do vício.

Questionado se com a descriminalização o número de doentes por culpa do uso da maconha aumentaria, FHC disse que a solução é simples:

É só melhorar a Saúde Pública

Fácil, não? Ele ficou 8 anos no Governo e não vimos melhoras significativas. Lula ficou mais 8 anos, e nada. E diz: “só” melhorar a Saúde?

Quantos hospitais são construídos por ano no Brasil? Quantos você tem perto da sua casa?

Esse discurso é só para inglês ver. Belas palavras que enganam a sociedade.

– A Exclusiva Entrevista do traficante Nem

Sou madrugador. Faz bem acordar cedo. E escrevo esse post ouvindo, num clima de roteiro de cinema, a ocupação do morro da Rocinha. Pela Rádio Estadão ESPN (antiga Eldorado), há uma narração quase que minuto-a-minuto. Na madrugada, ruas desertas e poucas almas vivas que dão as caras na comunidade carioca. E essas mesmas raras pessoas acenam bandeiras brancas e ensaiam aplausos aos policiais.

Mas isso é apenas mais uma etapa de uma instalação da UPP (Unidade Pacificadora de Polícia). O ápice da ação se deu dias atrás, com a prisão do traficante Nem.

Veja que interessante: no último dia 04, a jornalista da Revista Época Ruth de Aquino, conseguiu subir o Morro da Rocinha de moto com a atual namorada do mega-traficante, e fez uma entrevista exclusivíssima com ele. E encontrou um sujeito com inteligência acima da média, politicamente esclarecido, preocupado em libertar as pessoas que sofrem do vício das drogas, Lulista de carteirinha e mengão de coração.

Acredita em tudo isso?

Compartilho a matéria, da revista Época desta semana (extraído de: http://is.gd/K4vLAh). Excepcional!

MEU ENCONTRO COM NEM

Por Ruth de Aquino

Era sexta-feira 4 de novembro. Cheguei à Rua 2 às 18 horas. Ali fica, num beco, a casa comprada recentemente por Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, por R$ 115 mil. Apenas dez minutos de carro separam minha casa no asfalto do coração da Rocinha. Por meio de contatos na favela com uma igreja que recupera drogados, traficantes e prostitutas, ficara acertado um encontro com Nem. Aos 35 anos, ele era o chefe do tráfico na favela havia seis anos. Era o dono do morro.

Queria entender o homem por trás do mito do “inimigo número um” da cidade. Nem é tratado de “presidente” por quem convive com ele. Temido e cortejado. Às terças-feiras, recebia a comunidade e analisava pedidos e disputas. Sexta era dia de pagamentos. Me disseram que ele dormia de dia e trabalhava à noite – e que é muito ligado à mãe, com quem sai de braços dados, para conversar e beber cerveja. Comprou várias casas nos últimos tempos e havia boatos fortes de que se entregaria em breve.

Logo que cheguei, soube que tinha passado por ele junto à mesa de pingue-pongue na rua. Todos sabiam que eu era uma pessoa “de fora”, do outro lado do muro invisível, no asfalto. Valas e uma montanha de lixo na esquina mostram o abandono de uma rua que já teve um posto policial, hoje fechado. Uma latinha vazia passa zunindo perto de meu rosto – tinha sido jogada por uma moça de short que passou de moto.

Aguardei por três horas, fui levada a diferentes lugares. Meus intermediários estavam nervosos porque “cabeças rolariam se tivesse um botãozinho na roupa para gravar ou uma câmera escondida”. Cheguei a perguntar: “Não está havendo uma inversão? Não deveria ser eu a estar nervosa e com medo?”. Às 21 horas, na garupa de um mototáxi, sem capacete, subi por vielas esburacadas e escuras, tirando fino dos ônibus e ouvindo o ruído da Rocinha, misto de funk, alto-falantes e televisores nos botequins. Cruzei com a loura Danúbia, atual mulher de Nem, pilo-tando uma moto laranja, com os cabelos longos na cintura. Fui até o alto, na Vila Verde, e tive a primeira surpresa.

Não encontrei Nem numa sala malocada, cercado de homens armados. O cenário não podia ser mais inocente. Era público, bem iluminado e aberto: o novo campo de futebol da Rocinha, com grama sintética. Crianças e adultos jogavam. O céu estava estrelado e a vista mostrava as luzes dos barracos que abrigam 70 mil moradores. Nem se preparava para entrar em campo. Enfaixava com muitos esparadrapos o tornozelo direito. Mal me olhava nesse ritual. Conversava com um pastor sobre um rapaz viciado de 22 anos: “Pegou ele, pastor? Não pode desistir. A igreja não pode desistir nunca de recuperar alguém. Caraca, ele estava limpo, sem droga, tinha encontrado um emprego… me fala depois”, disse Nem. Colocou o meião, a tornozeleira por cima e levantou, me olhando de frente.

Foi a segunda surpresa. Alto, moreno e musculoso, muito diferente da imagem divulgada na mídia, de um rapaz franzino com topete descolorido e riso antipático, como o do Coringa. Nem é pai de sete filhos. “Dois me adotaram; me chamam de pai e me pedem bênção.” O último é um bebê com Danúbia, que montou um salão de beleza, segundo ele “com empréstimo no banco, e está pagando as prestações”. Nem é flamenguista doente. Mas vestia azul e branco, cores de seu time na favela. Camisa da Nike sem manga, boné, chuteiras.

– Em que posição você joga, Nem? – perguntei.

– De teimoso – disse, rindo –, meu tornozelo é bichado e ninguém me respeita mais em campo.

Foi uma conversa de 30 minutos, em pé. Educado, tranquilo, me chamou de senhora, não falou palavrão e não comentou acusações que pesam contra ele. Disse que não daria entrevista. “Para quê? Ninguém vai acreditar em mim, mas não sou o bandido mais perigoso do Rio.” Não quis gravador nem fotos. Meu silêncio foi mantido até sua prisão. A seguir, a reconstituição de um extrato de nossa conversa.

UPP “O Rio precisava de um projeto assim. A sociedade tem razão em não suportar bandidos descendo armados do morro para assaltar no asfalto e depois voltar. Aqui na Rocinha não tem roubo de carro, ninguém rouba nada, às vezes uma moto ou outra. Não gosto de ver bandido com um monte de arma pendurada, fantasiado. A UPP é um projeto excelente, mas tem problemas. Imagina os policiais mal remunerados, mesmo os novos, controlando todos os becos de uma favela. Quantos não vão aceitar R$ 100 para ignorar a boca de fumo?”

Beltrame “Um dos caras mais inteligentes que já vi. Se tivesse mais caras assim, tudo seria melhor. Ele fala o que tem de ser dito. UPP não adianta se for só ocupação policial. Tem de botar ginásios de esporte, escolas, dar oportunidade. Como pode Cuba ter mais medalhas que a gente em Olimpíada? Se um filho de pobre fizesse prova do Enem com a mesma chance de um filho de rico, ele não ia para o tráfico. Ia para a faculdade.”

Religião “Não vou para o inferno. Leio a Bíblia sempre, pergunto a meus filhos todo dia se foram à escola, tento impedir garotos de entrar no crime, dou dinheiro para comida, aluguel, escola, para sumir daqui. Faço cultos na minha casa, chamo pastores. Mas não tenho ligação com nenhuma igreja. Minha ligação é com Deus. Aprendi a rezar criancinha, com meu pai. Mas só de uns sete anos para cá comecei a entender melhor os crentes. Acho que Deus tem algum plano para mim. Ele vai abrir alguma porta.”

Prisão “É muito ruim a vida do crime. Eu e um monte queremos largar. Bom é poder ir à praia, ao cinema, passear com a família sem medo de ser perseguido ou morto. Queria dormir em paz. Levar meu filho ao zoológico. Tenho medo de faltar a meus filhos. Porque o pai tem mais autoridade que a mãe. Diz que não, e é não. Na Colômbia, eles tiraram do crime milhares de guerrilheiros das Farc porque deram anistia e oportunidade para se integrarem à sociedade. Não peço anistia. Quero pagar minha dívida com a sociedade.”

Drogas “Não uso droga, só bebo com os amigos. Acho que em menos de 20 anos a maconha vai ser liberada no Brasil. Nos Estados Unidos, está quase. Já pensou quanto as empresas iam lucrar? Iam engolir o tráfico. Não negocio crack e proíbo trazer crack para a Rocinha. Porque isso destrói as pessoas, as famílias e a comunidade inteira. Conheço gente que usa cocaína há 30 anos e que funciona. Mas com o crack as pessoas assaltam e roubam tudo na frente.”

RecuperaçãoMando para a casa de recuperação na Cidade de Deus garotas prostitutas, meninos viciados. Para não cair na vida nem ficar doente com aids, essa meninada precisa ter família e futuro. A UPP, para dar certo, precisa fazer a inclusão social dessas pessoas. É o que diz o Beltrame. E eu digo a todos os meus que estão no tráfico: a hora é agora. Quem quiser se recuperar vai para a igreja e se entrega para pagar o que deve e se salvar.”

Ídolo “Meu ídolo é o Lula. Adoro o Lula. Ele foi quem combateu o crime com mais sucesso. Por causa do PAC da Rocinha. Cinquenta dos meus homens saíram do tráfico para trabalhar nas obras. Sabe quantos voltaram para o crime? Nenhum. Porque viram que tinham trabalho e futuro na construção civil.”

Policiais “Pago muito por mês a policiais. Mas tenho mais policiais amigos do que policiais a quem eu pago. Eles sabem que eu digo: nada de atirar em policial que entra na favela. São todos pais de família, vêm para cá mandados, vão levar um tiro sem mais nem menos?”

Tráfico “Sei que dizem que entrei no tráfico por causa da minha filha. Ela tinha 10 meses e uma doença raríssima, precisava colocar cateter, um troço caro, e o Lulu (ex-chefe) me emprestou o dinheiro. Mas prefiro dizer que entrei no tráfico porque entrei. E não compensa.”

Nem estava ansioso para jogar futebol. Acabara de sair da academia onde faz musculação. Não me mandou embora, mas percebi que meu tempo tinha acabado. Desci a pé. Demorei a dormir.

– Traficante Nem e a Destinação dos Recursos do Tráfico

Metade da grana ía para as autoridades públicas permitirem o serviço

Dá para confiar na palavra de bandidos?

O traficante Nem disse que metade do lucro com a venda de Drogas se destinava a propinas para que pudesse ‘trabalhar’ tranquilamente.

Verdade ou mentira?

O que o Capitão Nascimento, do filme Tropa de Elite, diria?

– Uma Nova Rocinha: BOPE, Drogas, Coelho, Peixe, Granadas e 1 milhão de dólares

A Favela da Rocinha terá uma Unidade Pacificadora da Polícia, a UPP, que tanto tem feito sucesso no Rio de Janeiro, libertando as comunidades carentes do controle do tráfico de drogas.

Anteontem, o líder do tráfico de lá, Nem, ordenou um toque de recolher em afronta à PM. Comércio, escolas e igrejas fechados. Pessoas dentro de casa. E o clima de medo perene.

Pois bem: essa noite o Batalhão de Operações Especiais, o BOPE, a tropa de elite da PM, mostrou porque é tão respeitada. Invadiu a favela, prendeu os traficantes Coelho e Peixe (“secretários do líder da favela”), e encontraram Nem dentro do porta-malas de um carro, escondido. Junto à ele, granadas, fuzis e bombas diversas, além de 1 milhão de dólares em dinheiro vivo, oferecido como propina aos soldados.

É ou não para dar parabéns à essa tropa de elite? Isso sim dignifica a instituição.

– O Legado dos Rebeldes da USP

Depois da invasão dos estudantes que eram contra a presença da PM no campus da USP, e que tinham a bandeira a favor da plena liberdade em fumar maconha sem ser incomodados na universidade, ficam algumas perguntas importantes:

1) A invasão da reitoria: quem vai pagar os prejuízos? O local é mantido por recursos públicos. Eu e você já estamos pagando…

2) Os estudantes se diziam democráticos. Mas se encapuzaram e muitos estamparam cartazes dizendo que queriam a liberação da maconha (afrontando com baseados de mentira no tamanho gigante, fotos estampadas pelos meios de comunicação) ali no local. No Capão Redondo não pode, mas no espaço da “elite dos estudantes” pode?

3) Alguns se declaravam comunistas. Mas, conforme a Veja desta semana, os líderes possuem carros de alto valor e usam roupas de grife. Cadê o proletariado?

4) Quantos daqueles estudantes têm emprego fixo?

5) Os estudantes rebeldes serão expulsos por tudo o que fizeram?

Os verdadeiros estudantes, aqueles de bem, certamente queriam (e querem) a PM na Cidade Universitária. O problema é engolir o discurso de que “os rebeldes são perseguidos, que é ditadura e outras bobagens desses arruaçeiros….”

– FFLCH (tá feia a coisa, Parece Guerrilha!), Drogas e a Palavra de Içami Tiba

Quer dizer que os manifestantes da FFLCH/USP invadiram a reitoria na madrugada e estendem faixas no prédio?

Esses caras são a mente pensante e futuro da nação?

Lutam pelo direito de fumar maconha livremente no Campus?

Não querem a PM por lá?

E o resto da USP discorda de tudo isso… quem está certo?

Ouvi o respeitadíssimo dr Içami Tiba dizer em uma recente entrevista:

São filósofos, não médicos, que defendem a legalização da maconha. Não é um problema social para sociólogos discutirem, mas um problema de saúde, reservado pela autoridade médica. E os médicos acham um absurdo legalizar a maconha.”

Falar o quê? Estou com o dr Içami Tiba! E você?

– Os Maconheiros da USP

Calma! O título se refere à pequeníssima porção, mas barulhenta, de alunos revoltos com a Polícia Militar.

Alunos (alguns poucos) da FFCHL armaram a maior confusão, pedindo que a Polícia Militar se afastasse do campus. Com mensagens revolucionárias e imbecis, protestam pelo fato de quererem FUMAR MACONHA sem serem incomodados.

Pode?

Dias atrás, a PM foi solicitada para patrulhar a Universidade, devido a violência no local. Funcionou, a onda de crimes diminuiu. Mas essa parcela de estudantes acha que está acima do bem e do mal. A polícia prendeu estudantes que estavam com considerável quantidade de maconha. Quer dizer que portar, fumar, levar a outro e fazer apologia é permitido?

Ridículo. A lei é para todos.

Segundo pesquisa da própria instituição, mais de 60% da FEA e de outros institutos É A FAVOR DA POLÍCIA, e condenam os alunos da FFCHL.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Drogas acabam até com a Beleza!

Estou vendo fotos da belíssima Lindsay Lohan. Ou melhor, da ex-belíssima! Rugas, olheiras, cara de doente.

A linda atriz (lembram-se da refilmagem de Herbei, o fusquinha?), se acabou com o álcool e os narcóticos. Cumpre pena alternativa trabalhando em um necrotério!

Que fim para uma celebridade hollywodiana. É isso o que dá usar drogas…

– Cássia Kis poderia ter ficado quieta…

Personalidades na mídia devem ter a sensibilidade de que influenciam as massas. Por exemplo: a atriz Cássia Kis declarou ontem ao jornal carioca “O Dia”:

Quando jovem eu experimentei chá de cogumelos e fumei maconha. Acho que todo mundo deveria pelo menos uma vez na vida fumar um baseado”.

Pra quê tal incentivo? Enquanto vivemos a degradação social por culpa das drogas lícitas e ilícitas, tal defesa da apologia do uso não colabora em nada por um mundo melhor… lamentável.

– PUC fecha campus devido à Festa da Maconha

Universidades sofrem.

Muitas vezes, as redondezas dos grandes centros universitários são assoladas pelo consumo e apologia às drogas. Porém, a PUC-SP tem vivido o problema mais sério: as aulas foram suspensas devido à realização nesta sexta da “Festa da Cultura Canábica”, ou Festival da Maconha, como preferir.

Quer saber a programação do evento? Veja nessa matéria do UOL. É surreal!

Extraído de: http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/09/15/reitor-da-puc-sp-suspende-aulas-e-fecha-campus-contra-festival-da-cultura-canabica.jhtm

PUC SUSPENDE AS AULAS POR FESTA DA CULTURA CANÁBICA

O reitor da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica), Dirceu de Mello, decidiu suspender as aulas e atividades administrativas dessa sexta-feira (16) no campus Monte Alegre, no bairro de Perdizes, zona oeste de São Paulo, por conta do “1º Festival de Cultura Canábica”. O evento está sendo organizado por estudantes e foi marcado para acontecer entre 16h de amanhã e 4h de sábado (17).

Os praticantes da cultura canábica defendem a descriminalização do uso da maconha (cannabis sativa) e cultuam objetos produzidos com a erva. Segundo os organizadores, o festival serve para  propagandear as duas causas.

O evento foi divulgado em redes sociais, e só no Facebook mais de 6.000 usuários confirmaram presença. Nos convites, os organizadores pedem para os convidados não consumirem maconha na festa porque suspeitam que haverá polícia no local.

Lariqueiro e Miss 4:20

Na programação do festival há cinco bandas alinhadas à causa, DJs, um desfile para eleger a “Miss 4:20” (4:20 significa consumir maconha), além de um concurso de culinária para premiar o melhor “lariqueiro” –no vocabulário dos “canábicos”, uma espécie de chef habilidoso em preparar lanches e pratos improvisados para saciar a fome resultante do consumo de maconha.

A suspensão das aulas no campus Monte Alegre foi determinada pelo reitor em ato publicado nesta quinta-feira (15). Dirceu de Mello também interditou toda área do campus para impedir a realização do festival.

Para justificar sua decisão, o reitor afirmou que nas festas realizadas às sextas-feiras na PUC há consumo de drogas e bebidas alcoólicas em pleno campus, além de barulho excessivo. O reitor citou ainda uma interpelação dirigida à universidade pelo Ministério Público e uma notificação do Programa de Silêncio Urbano (Psiu) da prefeitura.

Após a divulgação do festival, Mello pediu abertura de inquérito no 23º DP (Perdizes).