
Toxic love is the second part of the “Lost in Love” series by Guzaarish. The first part was very beautiful no doubt but this one has my heart. I …
Continua em: Toxic Love

Toxic love is the second part of the “Lost in Love” series by Guzaarish. The first part was very beautiful no doubt but this one has my heart. I …
Continua em: Toxic Love
Na região noroeste da China, um povo não-chinês sofre perseguições do Governo de Pequim: os uigures, que vivem numa região rica (que um dia foi seu território) onde têm costumes não-aceitos pelo Partido Comunista Chinês.
Mas… o mundo dá atenção a eles?
Não. Indispor-se com a China faz mal para os negócios...
Abaixo: http://petrel.unb.br/destaques/174-a-china-esta-cometendo-genocidio-contra-o-povo-uigur
A CHINA ESTÁ COMETENDO GENOCÍDIO CONTRA O POVO UIGUR?
por Barbara Garcia Galache
“entende-se por genocídio qualquer dos seguintes atos, cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso” (ONU, 1948).
O povo uigur
Os uigures são um povo asiático que no presente habitam o noroeste da China, na região de Xinjiang – oficialmente, Região Autônoma Uigur de Xinjiang – a qual atualmente é considerada uma região autônoma chinesa. Essa população habita há séculos o noroeste chinês. Ademais, de acordo com o canal de comunicação BBC, na região de Xinjiang vivem cerca de doze milhões de uigures – que são de maioria muçulmana (em grande parte da vertente sunita). Os uigures não são tão conectados- etnicamente, religiosamente e culturalmente – com o restante da China; uma vez que este povo tem seu próprio dialeto e é mais próximo a outras populações que habitam a Ásia Central (BBC, 2022).
A região é considerada extremamente estratégica para a China, desde os primórdios do comércio mundial com a Rota da Seda até a atualidade, com presença de gás natural, petróleo, produção de semicondutores e agricultura- com foco no algodão para a indústria têxtil, que produz a cerca de um quinto do algodão mundial (ibidem. BBC, 2022).
A região de Xinjiang conseguiu ficar independente do governo chinês em meados do século XX, mas em 1949, a região foi retomada pelo Partido Comunista Chinês (PCC) – que a mantém sob domínio até hoje (ibidem. BBC, 2022). Com isso, os uigures não possuem uma forte relação com o governo central ou relações harmoniosas, uma vez que o PCC os considera como um povo separatista. Será evendenciado que nos últimos anos foram registradas diversas violações de direitos humanos do governo chinês para com o povo uigur, como o trabalho forçado nos campos de algodão, retenção em campos de ‘reeducação’, violência sexual e reprodutiva. Além disso, o governo chinês tem incentivado a migração da população chinesa Han para a região de Xinjiang, com o objetivo de diminuir a maioria uigur muçulmana que está presente há séculos no noroeste da China.
Violações dos Direitos Humanos do povo Uigur
As violações dos direitos do povo uigur e a forte repressão são justificadas pelo governo chinês como uma forma de combater o terrorismo e evitar ligação dos uigures com o grupo terrorista Al-Qaeda. De acordo com o governo chinês, os uigures teriam sido doutrinados por extremistas do Estado Islâmico e aqueles estariam tentando incitar uma revolta armada para independencia da região (BBC, 2009). Ademais, o governo chinês também tenta coibir práticas religiosas muçulmanas, conversação no dialeto próprio e aplica punições para quem as segue. Essa série de violações ainda persistem, e nos últimos anos a China tem sido acusada de crimes contra a humanidade pelos atos cometidos contra a população uigur.
Como uma forma de averiguar as denúncias destes crimes, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) publicou, no dia trinta e um de agosto de 2022, um relatório para tratar da questão. O “OHCHR Assessment of human rights concerns in the Xinjiang Uyghur Autonomous Region, People’s Republic of China” traz à luz dos crimes cometidos pela China com os povos muçulmanos do Noroeste, ressaltando os pontos de detenção forçada, os campos de reeducação (chamados de Centros de Educação e Formação Profissional, Vetcs), direitos reprodutivos e direitos trabalhistas. O relatório aponta para “graves violações dos direitos humanos” e um possível crime contra a humanidade; aquele foi baseado em documentos enviados, leis e práticas do governo chinês e entrevistas com cerca de 40 pessoas – 24 mulheres e 16 homens; mais da metade dos entrevistados eram uigures e os demais, de outras etnias muçulmanas do noroeste da China – que estão ligados à região de Xinjiang. O documento foi feito de acordo com a metodologia padrão da ONU para veracidade das informações (ACNUDH, 2022).
Uma das principais violações do governo chinês para com o povo uigur é em relação ao trabalho forçado nos campos de detenção. De acordo com o site, acessado em 2022, do Escritório Internacional de Assuntos Trabalhistas – em inglês, Bureau of International Labor Affairs (ILAB) – dos Estados Unidos da América, o governo chinês mantém cerca de 1 milhão de uigures nestes campos de detenção; dentro disso, é estimado que uma parcela de cem mil uigures e outras minorias étnicas trabalhem em condições precárias e/ou forçadas. Ademais, esse tipo de violação dos direitos trabalhistas não ocorre apenas nos campos de detenção, também são registrados casos nos campos de algodão – não existe a detenção física das minorias muçulmanas, mas estas trabalham com forte cerceamento das autoridades chinesas (ibidem. BBC, 2022). Alguns dos produtos que são fabricados nestas condições são produtos da indústria têxtil, tomates, produtos para cabelo e os polissilícios – que são utilizados como matéria prima para construção de painéis solares. Além disso, nesses campos de detenção os uigures recebem salários extremamente baixos e são obrigados a permanecer nos campos, com contato restrito com seus familiares. (DOL, 2022). Em um primeiro momento a China negou as alegações de detenção forçada, mas depois alegou que era uma forma de prevenção ao terrorismo e uma forma de reeducar os uigures contra o extremismo islâmico.
À parte do trabalho forçado, também são feitas diversas outras violações de direitos humanos nestes campos de detenção; uma delas é feita referente aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres uigures detidas nesses locais. Existem relatos de esterilização forçadas nas mulheres, estupros constantes nos campos e métodos contraceptivos forçados nas uigures (como injeções contraceptivas ou inserção de DIU); uma ex-detenta uigur relatou à BBC que os guardas chineses retiravam as mulheres das suas celas para serem “estupradas por um ou mais homens chineses mascarados”, o que ocorria com certa frequência. Também foram feitos relatos de torturas, com choques, islamofobia – as mulheres tinham seus hijabs arrancados – e privação de alimentos para as detentas. (idem. BBC, 2021). A ex-detenta, que ficou cerca de nove meses presa, a uigur Tursunay Ziawudun, relata a série de abusos feitos nesses campos de detenção e a forma em que eram feitos os estupros nas mulheres uigures. (G1, 2021)
Outra violação apresentada pelo Australian Strategic Policy Institute (ASPI), é referente a repressão do governo chinês para diminuir as taxas de natalidade em Xinjiang. O estudo mostra que a partir de 2017, com o aumento dos centros de detenção e maior imposição das políticas de controle de nascimentos, as taxas de natalidade da região diminuíram em 48% (para os anos de 2017 a 2019). Tal queda é resultante dos esforços do governo chinês para diminuir a população uigur do noroeste da China e enfraquecer os povos muçulmanos da região (RUSER; LEIBOLD, 2021). Ademais, em outros estudos desse Instituto, estimaram que no ano de 2020, existiam cerca de 380 campos de reeducação em Xinjiang. (ibidem. BBC, 2022)
Em adição, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos coloca que “padrões de tortura ou maus-tratos, incluindo tratamento médico forçado e condições adversas de detenção, são críveis, assim como as alegações de incidentes individuais de violência sexual e de gênero” (ibidem. ACNUDH, 2022). A China nega estas alegações e coloca que não existe violação dos direitos humanos do povo uigur; também ressalta que o relatório seria uma forma das grandes potências – como Estados Unidos e países da União Europeia – de tentar diminuir o poder da China por meio destas ‘falsas’ alegações de crimes contra a humanidade. (ibidem. BBC, 2022)
Respostas internacionais às ações chinesas
A publicação do relatório da ACNUDH foi um marco para o debate internacional do tema, mas anteriormente a isso, diversos países, organizações multilaterais e sociedade civil já haviam se pronunciado sobre os acontecimentos. As respostas sobre o tema variam e vão desde a condenação das atrocidades feitas pela China contra o povo uigur até possíveis sanções sobre os produtos comercializados, que são decorrentes do trabalho forçado. No âmbito de organizações multilaterais, o G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) se posicionou contra o trabalho forçado em grupos minoritários por entes do Estado – percebe-se que apesar de não citarem a China, o posicionamento é referente a questão uigur. Em 2021, cerca de 43 países se pronunciaram sobre a violação dos direitos dos povos muçulmanos da região de Xinjiang e encorajaram que fosse publicado com agilidade o pronunciamento da ONU acerca do tema – que viria a acontecer apenas em agosto de 2022. Também foram feitos apelos de parlamentares de mais de quinze países requisitando respostas da ONU sobre a temática. Por fim, os povos uigures e muçulmanos pediram que algumas organizações internacionais se pronunciassem, como a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização para a Cooperação Islâmica (OIC, em inglês) (UHRP, 2022).
Outros posiocinamentos podem ser verificados, como a Bélgica, que reconheceu publicamente que as ações chinesas eram um crime contra a humanidade e um sério risco de genocídio; o Canadá, em 2021, reconheceu o genocídio do povo uigur, advertiu importadores canadenses sobre o comércio com a região de Xinjiang – ressaltando a importância da rastreabilidade dos produtos – e, por fim, cancelou vistos de alguns oficiais da polícia da região chinesa; a Alemanha chegou a anuciar que iria findar todas as deportações de uigures para a China. Os Países Baixos, por sua vez, aprovaram no parlamento que as ações da China remetem ao genocídio; a Turquia condenou as ações chinesas e pediu que o governo fechasse os campos de detenção. O Reino Unido reconheceu nacionalmente o genocídio do povo uigur e restringiu o comércio internacional com a região. (ibidem. UHRP, 2022)
Ao considerarmos algumas respostas dos países asiáticos, a Malásia decidiu, em 2020, que permitirá passagem segura dos uigures pelo país, caso estes queiram emigrar da China por motivos de insegurança; também decidiu que não irá extraditar uigures. Taiwan, por sua vez, criou o grupo “Uyghur-Taiwan Friendship”, em maio de 2021. Em 2022, o Japão aprovou uma resolução para que o governo monitore as violações de direitos humanos e implemente algumas sanções para Xinjiang; ademais, o governo japonês – e outros grupos como Japan Parliamentary Alliance on China (JPAC) – tem tentado dialogar com o governo chinês para buscar uma explicação sobre o tema e aplicar sanções para os oficiais da região. (ibidem. UHRP, 2022)
Como uma forma de resposta mais econômica para a questão, diversos países como Canadá, Reino Unido, União Europeia buscaram criar impedimentos para importações de produtos originários de Xinjiang e que estivessem relacionados ao trabalho forçado. A União Europeia suspendeu um Acordo de Investimentos com a China, depois que essa aplicou sanções aos membros do Parlamento Europeu que já reconheceram o genocídio uigur. O Canadá – que reconhe o genocídio uigur – baniu importações de produtos originados pelo trabalho forçado (tanto o produto como um todo ou se alguma parte tenha sido fabricada nessas condições). O governo noruguês cortou laços com uma companhia de tecnologia chinesa que tinha laços com o trabalho forçado. (ibidem. UHRP, 2022)
Os Estados Unidos da América – o grande rival da China no cenário internacional e por possuir interesses próprios no debate do assunto – procura com certa frequência levantar o debate da questão uigur. O interesse estadunidense está muito relacionado a um interesse de frear a o gigante asiático como uma das potências mundiais e ressalta-se que existem muitos outros casos de violações de direitos humanos que não são tão reconhecidos pelos EUA, como o caso da prisão de Guantánamo e as detenções sem julgamento de afegãos, com a desculpa de combate ao terrorismo (ONU, 2022).
Em 2021, o governo estadunidense reconheceu internacionalmente que o governo chinês está cometendo genocídio e crimes contra a humanidade desde 2017. Ademais, o governo norte-americano aprovou três leis referentes ao povo Uigur – o Ato de Proteção aos Direitos Humanos Uigures, o Ato de Prevenção ao Trabalho Forçado dos Uigures e o Ato de Políticas para os Direitos Humanos dos Uigures. Também, foram cancelados vistos de oficiais chineses da região. Em relação a economia, aplicou diversas sanções a produtos fabricados na região de Xinjiang e baniu todas as importações oriundas desta região chinesa, como por exemplo algodão e tomate. Ademais, os EUA também proibiram a exportação de produtos de alta tecnologia para quaisquer empresas conectadas ao trabalho forçado. (ibidem. UHRP, 2022)
A China está cometendo genocídio contra o povo Uigur?
Grandes avanços estão sendo feitos internacionalmente para tentar frear os crimes contra o povo uigur – como sanções econômicas, diminuição nos fluxos comerciais com Xinjiang, reconhecimento de diversos países sobre o problema e o relatório do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH). No relatório foi concluído que estão sendo feitas graves violações de direitos humanos; apesar disso, esse falhou em conseguir nomear – no relatório foi apresnetado que estavam sendo feitas graves violação o que de fato está acontecendo na China, o genocídio de uma minoria étnica
De acordo com a Convenção sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio de 1948, o genocídio é caracterizado por “atos, cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso” (ONU, 1948). Esses atos são referentes ao “assassinato de membros do grupo; dano grave a integridade do grupo; submeter o grupo a condições que ocasionem destruição física; medidas para impedir os nascimentos do grupo; e transferir menores do grupo para outro” (ONU, 1948). Percebe-se que diversos atos que caracterizam o genocídio estão sendo feitos pela China para com os uigures – como os campos de detenção, o controle da natalidade dos uigures e esterilizações forçadas, os estupros contra a integridade física das mulheres e/ou o trabalho forçado para homens e mulheres.
De fato existem uma série de fatores e interesses de outras potências – como EUA e UE – de frear a ascensão da China como a maior potência mundial e ressalta-se que muitos outros casos de trabalho forçado/detenção arbitrária ao redor do mundo não são tão noticiados como esse, por uma série de interesses dos grandes atores internacionais. Mas é inegável a série de violações aos direitos humanos, crimes contra a humanidade e genocídio que estão ocorrendo com os uigures em Xinjiang.
Referências
BBC. Apple e Nike são acusadas de usar ‘trabalho forçado’ de minoria muçulmana na China. BBC, [S. l.], p. 1-1, 24 jul. 2020. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-53534525. Acesso em: 10 set. 2022.
BBC. Campos de detenção: por que China foi punida por seu tratamento a muçulmanos. BBC, [S. l.], p. 1-1, 24 mar. 2021. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-56495323. Acesso em: 10 set. 2022.
BBC (China). Entenda a questão dos uigures na China. BBC, [S. l.], 7 jul. 2009. World, p. 1-1. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2009/07/090707_entenda_uigures_tp. Acesso em: 10 set. 2022.
BBC (China). Who are the Uyghurs and why is China being accused of genocide?. BBC, [S. l.], 24 maio 2022. World, p. 1-1. Disponível em: https://www.bbc.com/news/world-asia-china-22278037. Acesso em: 9 set. 2022.
BUSINESS Standard. China braces for US ban on import of products from Xinjiang province. Business Standard, [S. l.], p. 1-1, 23 jun. 2022. Disponível em: https://www.business-standard.com/article/international/china-braces-for-us-ban-on-import-of-products-from-xinjiang-province-122062300184_1.html. Acesso em: 10 set. 2022.
CONVENÇÃO SOBRE A PREVENÇÃO E PUNIÇÃO DO CRIME DE GENOCÍDIO, 1948, Nova Iorque. Convenção sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio […]. [S. l.: s. n.], 1948. Disponível em: https://www.oas.org/dil/port/1948%20Conven%C3%A7%C3%A3o%20sobre%20a%20Preven%C3%A7%C3%A3o%20e%20Puni%C3%A7%C3%A3o%20do%20Crime%20de%20Genoc%C3%ADdio.pdf. Acesso em: 9 set. 2022.
FINLEY, Jo Smith. UN report on China’s abuse of Uyghurs is stronger than expected but missing a vital word: genocide. The Conversation, [S. l.], 5 set. 2022. Global, p. 1-1. Disponível em: https://theconversation.com/un-report-on-chinas-abuse-of-uyghurs-is-stronger-than-expected-but-missing-a-vital-word-genocide-189917. Acesso em: 10 set. 2022.
G1. ‘Objetivo deles é destruir todo mundo‘: uigures em campos de ‘reeducação‘ na China relatam estupros sistemáticos. G1, [S. l.], 5 fev. 2021. Mundo, p. 1-1. Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/02/05/objetivo-deles-e-destruir-todo-mundo-uigures-em-campos-de-reeducacao-na-china-relatam-estupros-sistematicos.ghtml. Acesso em: 10 set. 2022.
ILAB. Department of Labour. Against Their Will: The Situation in Xinjiang. DOL, [S. l.], p. 1-1, 12 jul. 2022. Disponível em: https://www.dol.gov/agencies/ilab/against-their-will-the-situation-in-xinjiang. Acesso em: 10 set. 2022.
MURPHY, Matt; DRURY, Flora; WONG, Tessa. Uyghurs: China may have committed crimes against humanity in Xinjiang – UN. BBC, [S. l.], 1 set. 2022. World, p. 1-1. Disponível em: https://www.bbc.com/news/world-asia-62744522. Acesso em: 9 set. 2022.
ONU. Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos. Relatório, 1, 31/08/2022. OHCHR Assessment of human rights concerns in the Xinjiang Uyghur Autonomous Region, People’s Republic of China, [S. l.], p. 1-48, 31 ago. 2022. Disponível em: https://www.ohchr.org/sites/default/files/documents/countries/2022-08-31/22-08-31-final-assesment.pdf. Acesso em: 10 set. 2022.
ORGANIZAÇÃO das Nações Unidas. Especialistas condenam violações contínuas em Guantánamo e pedem fechamento da prisão. ONU Notícias, [S.L.], P. 1-1, 12 jan. 2022. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/168023-especialistas-condenam-violacoes-continuas-em-guantanamo-e-pedem-fechamento-da-prisao. Acesso em: 21 set. 2022.
ORGANIZAÇÃO das Nações Unidas. Relatório sobre a China cita “graves violações de direitos humanos” em Xinjiang. ONU News, [S. l.], p. 1-1, 1 set. 2022. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2022/09/1799872. Acesso em: 10 set. 2022.
RUSER, Nathan; LEIBOLD, James. Family De-planning: The Coercive Campaign to Drive Down Indigenous Birth-rates in Xinjiang. ASPI International Cyber Policy Centre, [s. l.], p. 1-36, 27 maio 2021. Disponível em: https://s3-ap-southeast-2.amazonaws.com/ad-aspi/2021-05/Family%20deplanning%20v2.pdf?IO4rxtbW_Up5C6usSJ4EpMFHm6khL7uF. Acesso em: 10 set. 2022.
SHARE America. Quem são os uigures?. Share America, [S. l.], p. 1-1, 29 jan. 2019. Disponível em: https://share.america.gov/pt-br/quem-sao-os-uigures/. Acesso em: 10 set. 2022.
UYGHUR Human Rights Project. International Responses to the Uyghur Crisis. UHRP, [S. l.], p. 1-1, 1 ago. 2022. Disponível em: https://uhrp.org/responses/. Acesso em: 10 set. 2022.

Imagem extraída de: https://www.hypeness.com.br/2017/12/china-colhe-dna-e-biometria-de-minoria-muculmana-em-vigilancia-disfarcada-de-programa-de-saude/
Estivemos na #ANIME-Nipo, em Bragança Paulista. É impressionante a força dessa expressão cultural entre os jovens!
A minha filha mais velha adorou! A pequena foi aprender. Eu “num tendi nadica de nada”… mas é legal.

Muito legal! Porque os italianos são diferentes do restante da Europa…
Vale a pena assistir,
em: https://youtu.be/tzQuuoKXVq0.

The island of Cuba has a long and complex history, marked by periods of colonization, revolution, and political upheaval. From the arrival of the …
Continua em: Cuba’s rich history.
Quem decretou que é feriado no Carnaval?
Carnaval, por incrível que possa parecer, é dia útil de trabalho. Conceder folga ou não depende do patrão (ou se o município que você reside assim entender)
E aí? Vai peitar os foliões?
Não dá… é Custo-Brasil!
Extraído de: http://www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/carnaval.htm
LEGISLAÇÃO
A Lei nº 9.093/95, que dispõe sobre feriados civis, estabelece que sejam feriados somente aqueles declarados em Lei Federal ou Estadual, quando se tratar da data magna do Estado.
São considerados também feriados religiosos os dias de guarda conforme o costume ou tradição local declarados em Lei Municipal, os quais não poderão ser em número maior do que 4 (quatro) dias no ano, já incluso neste, a sexta-feira da paixão de acordo com o art. 2º da referida lei.
Não obstante, a Lei nº 10.607/2002, que dispõe sobre os feriados nacionais, alterou o art. 1º da Lei nº 662/49, concomitante com a Lei 6.802/80, estabelecendo que sejam feriados nacionais os dias:
1º de janeiro → (Confraternização Universal – Ano Novo);
Sexta-feira da Paixão → Data móvel (art. 2º da Lei nº 9.093/95)
21 de abril → (Tiradentes);
1º de maio → (Dia do Trabalho);
7 de setembro → (Independência do Brasil);
12 de outubro → (Nossa Senhora Aparecida);
2 de novembro → (Finados);
15 de novembro → (Proclamação da República); e
25 de dezembro → (Natal).
ENTENDIMENTO
Com base na legislação não há dúvidas quanto aos feriados nacionais uma vez que estão expressos em Lei Federal.
Quanto aos demais feriados que a Lei Federal outorga aos municípios, há que se verificar quais os feriados municipais estão expressos em lei, limitados ao total de 4 (quatro) feriados no ano.
Partindo desse pressuposto, se não houver uma lei municipal estabelecendo que o carnaval seja feriado, o trabalho neste dia será normal e o não comparecimento ao trabalho, acarretará prejuízos salariais ao empregado. Haverá prejuízo da mesma forma no caso da quarta-feira de cinzas.
Normalmente temos os possíveis feriados determinados por lei municipal, observado o limite acima, os quais podem variar dependendo dos respectivos costumes ou tradições de cada região:
Corpus Christi → Data móvel
Aniversário da Cidade → Data determinada pelo município
Carnaval → Data móvel
Padroeiro(a) da Cidade → Data determinada pelo município
Outros → Data determinada pelo município.

Imagem extraída de: Freepik
Eu não consigo entender: a Lei Rouanet não deveria ser para financiar artistas mais humildes, permitindo acesso popular à cultura?
Por quê a Disney precisa de recursos públicos brasileiros para o Disney On Ice, cobrando horrores do preço do ingresso? Não faz sentido! É dar dinheiro a quem já tem, sem criar ingresso acessível a quem precisa.
Pelo valor que o Carnaval tem a alguns brasileiros (ou para boa parte), talvez fosse melhor não ter jogos de futebol profissional nesses dias, não?
Vide o público nos estádios: diminuto nessa época.
Eu sei, o calendário brasileiro é enrolado, mas… dava para melhorar, né?
Arte extraída de: https://viladeutopia.com.br/pausa-do-futebol-no-carnaval-indica-que-novas-mudancas-precisam-acontecer/amp/
Personagens famosos da literatura infantil, como o Saci Pererê, a Cuca, o Visconde de Sabugosa, a Emília, o Menino Maluquinho, e a Bruxinha …
Continua em: Bloco das Emílias e Viscondes homenageia a literatura no centro de SP | Agência Brasil

O Amor é sentimento, paixão e emoção. Tem uma linguagem muito própria, muito poética. Envolve o carinho, respeito, paciência, cumplicidade, …
Continua em: Um amor em forma poética
Aqui no Brasil, credita-se a Santo Antonio a fama de padroeiro dos namorados e santo casamenteiro. Entretanto, o verdadeiro padroeiro dos casais apaixonados, mundo afora, é São Valentim, que se celebra hoje.
Porém, como seria inviável dois dias dos namorados por aqui, comercialmente se aproveitou a data e transformamos o dia mundial dos namorados em DIA DA AMIZADE. Aliás, quantos “dias do amigo” temos no Brasil, já perceberam?
Gostou, ou é muito artificial?
Se não gostou, olha o porque São Valentim é o dia mundial dos namorados (da Wikipedia):
SÃO VALENTIM E SUA HISTÓRIA
São Valentim (ou Valentinus em latim), é um santo reconhecido pela Igreja Católica e igrejas orientais que dá nome ao Dia dos Namorados em muitos países, onde celebram o Dia de São Valentim. O imperador Cláudio II, durante seu governo , proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objectivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens, se não tivessem família, alistar-se-iam com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega, Astérias, filha do carcereiro, a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram apaixonando-se e, milagrosamente, a jovem recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentim”, expressão ainda hoje utilizada. Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.
Você já ouviu falar da turística cidade de Meknes?
Eu nunca! Mas leio no Blog “Viajologia” (citação e link abaixo) que é uma cidade marroquina formada por descendentes do cruel sultão Moulay Ismail, ditador que construiu uma muralha com 10.000 cabeças decapitadas, teve 500 mulheres e 888 filhos. Seus feitos estão no Guiness Book!
Não tenho nenhuma vontade de passear por lá…
MEKNES, A CIDADE DO SULTÃO QUE TEVE 888 FILHOS COM MAIS DE 500 MULHERES
Por Haroldo Castro, De Meknes, Marrocos
O Reino do Marrocos possuiu várias capitais imperiais. Além da renomada Marrakech, da cultural Fes e da política Rabat, a pequena Meknes também faz parte desta coleção de cidades onde muros e mosaicos vibram com a História do país que possui milênios de realizações humanas.
Meknes foi capital durante pouco mais de meio século (entre 1672 e 1727), fruto da decisão do temível Moulay Ismail, o mais cruel dos soberanos marroquinos. Para intimidar seus adversários, o segundo Sultão da dinastia Alauíta teria decorado a muralha de Meknes com 10 mil cabeças decapitadas. Mais de 30 mil pessoas foram assassinadas durante os primeiros 20 anos de seu governo. Outras 25 mil trabalharam como escravos para construir Meknes. Seu exército era formado por 150 mil negros trazidos do sul do Saara.
Mas não apenas de sangue viveu Moulay Ismail. Hoje, ele é mais conhecido por seu extenso harém e o alto grau de fertilidade de suas mais de 500 esposas. O sultão teria tido um total de 888 descendentes e é considerado pelo Livro de Recordes Guinness como o ser humano que teve, comprovadamente, o maior número de filhos no mundo – o livro considera a marca de 867 descendentes, a lenda prefere o cabalísitico 888.
Moulay Ismail também era um amante das artes. Contemporâneo do rei Luís XIV da França, o sultão tinha grande admiração pela corte francesa e chegou a pedir a mão da bela Marie Anne, filha bastarda (e mais tarde legalizada) de Luís XIV. Obviamente, ao saber que ela teria de compartilhar o sultão com centenas de mulheres, Marie Anne não aceitou o convite para fazer parte do harém. Mas ambos monarcas trocaram embaixadores e o marroquino inspirou-se nos palácios franceses para construir Meknes, dita como a Versailles do Marrocos.
Uma das mais belas obras arquitetônicas de Meknes é Bab El Mansur, concluída em 1732 (foto acima). Suas proporções majestosas fazem dela uma joia da cidade imperial e é considerada como a porta mais bonita do país.
Em frente, está a Praça Lahdim ou das ruínas, fazendo alusão ao fato que a esplanada foi demolida e redesenhada diversas vezes. Durante a época do sultão, a praça era usada como local de julgamento, onde o soberano pronunciava as sentenças de morte, e também como espaço para receber, com toda pompa, embaixadores e enviados do estrangeiro. Depois da morte de Moulay Ismail, a praça virou um grande mercado a céu aberto. O aspecto atual data de 2007, quando a praça foi demolida e remodelada novamente.
Continua em: http://glo.bo/1bXa2bm

Imagem extraída do link acima.
Uma pérola da televisão brasileira: o Dr Enéas Carneiro (ele mesmo, do bordão “meu nome é Enééééaaaas”) sendo revivido pela TV Cultura no YouTube, no “Roda Viva Retrô”.
Sensacional! De 1994 (ele era candidato a Presidente do Brasil), logo após a URV ser implementada e virando Real, falando de vários assuntos dos dias passados e que são atuais. Comparou os dois candidatos à época, FHC e Lula, e sugeriu um concurso de inteligência para escolher o mais preparado Presidente da República, ao invés de Eleições.
Impressiona, chega a ser folclórico em alguns momentos mas é importante para se entender aquele momento histórico do país.
Em: https://youtu.be/l3EU9bsFkAE
O Prêmio Sesc de Literatura está com inscrições abertas para sua 20ª edição. Podem concorrer, autores com obras inéditas nas categorias Romance e …
Continua em: Inscrições estão abertas para autores com obras inéditas | Gazeta Digital
O cantor cearense Fágner deu uma interessante declaração sobre as “músicas sem futuro”. Disse que:
“Eu e os da minha geração continuamos cultuados pela qualidade do que a gente fez e faz. Mas a inutilidade das novas canções de sucesso me preocupa. É uma música que não tem futuro. O que essa moçada vai ouvir daqui a alguns anos, para lembrar de passagens de suas vidas? É tudo descartável, não vai ficar.”
De fato, há muitos cantores com sucesso de uma canção só. E que depois de alguns anos nem mais são lembrados.
A boa música, sem dúvida, ultrapassa gerações.

Imagem extraída de: https://oviadmin.hu/index.php?menu=cikk&id=275;

No vazio de nós Sentimos as dores outras Somatizarmos Absorvemos Sofrendo um sofrimento sem sentido Pois não é nosso Apenas se apropriou do espaço do…
Continua em: Poemas experimentais – Ocupe o oco do seu ser
Panetones fazem parte da cultura do final de ano. Sua versão “pascoalina”, as colombas pascais, também foram introduzidas e se tornaram comuns às mesas festivas.
O problema é: o preço! Repararam o quanto estão diversificados e caros? Dos tradicionais de frutas aos modificados de chocolate, surgiram os Havana e Kopenhagen – deliciosos, mas que viraram “pães ostentação”.
Do jeito que está, vou no mais econômico (como o abaixo):

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.
Moça iluminada!
Na biblioteca 📚, pensamentos 💭 de luz 💡 enquanto minha Marina lê.
Brilhe, garota 🌟.

⚡️ #inteligência #saber #cultura
Roda o mundo a imagem do treinador da Seleção Japonesa, Hajime Moriyasu, cumprimentando os torcedores após a derrota contra a Croácia. Algo corriqueiro para eles, não tão comum para nós. Afinal, o reconhecimento dos fãs pelo trabalho do técnico e o reconhecimento do mesmo pelo carinho demonstrado, não costuma ser uma via de mão recíproca no Brasil.
No Japão, aquele que está à frente de um grupo sempre é respeitado e demonstra ser respeitador: um professor, um chefe ou qualquer outro cargo de liderança. É questão de cultura.
Limpar a sujeira produzida no estádio pela torcida, organizar o vestiário por parte dos atletas, ou outro gesto de organização e respeito, também são hábitos culturais que precisamos aprender…
Imagem extraída de: Getty Images, em: https://www.goal.com/en-in/news/tragedy-to-ecstacy-japan-coach-hajime-moriyasu-redemption-in-doha-after-stunning-win-over-spain/blt6987d38a94dd413f
Disse o irlandês Roy Keane ao canal britânico ITV (ele comenta a Copa do Mundo nessa emissora) sobre os gols brasileiros serem comemorados com dança:
“Eu não consigo acreditar no que vejo. Nunca vi tanta dança. É como assistir ao Strictly [Come Dancing, espécie de Dança dos Famosos]. (…) Eu sei que tem o ponto da cultura, mas acho realmente desrespeitoso com o adversário. São quatro (gols) e eles fazem toda vez. A primeira dancinha ou seja lá o que façam, tudo bem. E então o técnico se envolve. Não fico feliz com isso. Não acho isso nada bom“.
Não me consta que o ex-jogador e atual comentarista Roy Keane tenha sido um atleta exemplar, defensor do Fair Play e engajado em causas politicamente corretas (aliás, quando jogava, ele “quebrou” com um pontapé violento Alf-Inge Haaland – o pai do atual atacante do Manchester City – que teve que encerrar a carreira). E ainda reclama de uma dancinha de comemoração de gol. Que cara chato!
Vamos lá: qual o problema em comemorar seu gol numa Copa do Mundo dançando? É o momento de extravasar! Sem ter ofendido ninguém, tudo bem.
Não houve deboche ao adversário, houve festa de quem conseguiu seu objetivo! E aqui vai um ponto positivo a Tite: um gestor de grupo que sabe demonstrar aos seus liderados que confia neles (todos os jogadores convocados entraram em campo, além da própria dança realizada). O treinador soube ser elegante quando questionado, defendendo a comemoração e diplomaticamente não atacando Roy Keane. Foi excelente! Aliás, participando dela, Tite se mostrou um líder participativo e carismático.
Pela lógica do reclamante: quando sair o gol, que o atleta grite: “Viva, que desenlace bem afortunado da nossa jogada”; que os seus companheiros aplaudam polidamente o marcador do tento; que os torcedores levantem-se e possam saudar educadamente o acontecimento, e que todos se policiem em não proferir palavrões! Ah, e não nos esqueçamos: que o artilheiro vá até o goleiro e peça desculpas pelo gol obtido, que prejudica o trabalho do adversário.
Claro que todo o país tem a sua cultura e ela deve ser respeitada. A Seleção Brasileira, ao dançar, não desrespeita ninguém (é até uma bobagem insistir nesse tema). A Seleção Inglesa, mais séria, pensa diferente. Mas… será que no seu íntimo, Roy Kaine não queria se confraternizar como os brazucas fazem?
Quando você não consegue namorar a moça bonita que tanto sonhou, desdenha dela e vê defeito. Talvez seja isso…
Começo a torcer para um Brasil x Inglaterra nesse Mundial! E que a próxima música seja um Chorinho ao rival.
Em tempo: sensacional o comentário do treinador do Botafogo FR, Luís Castro, que está no Reino Unido com o Fogão (empatou com o Crystal Palace em amistoso por 0x0) e que foi entrevistado pelo Sportv:
A primeira coisa que faço quando chego a um país é observar a cultura do país. Roy Keane não percebe a cultura do futebol brasileiro, da Seleção Brasileira, então se pronuncia de forma deselegante. Todos nós sabemos que não é desrespeito, é uma grande união entre treinador e jogadores, um conjunto de sinergias que pode catapultar a grandes conquistas. Ficaria muito admirado se Tite ficasse quieto, não comemorasse e os jogadores não passassem confiança. Todo o povo brasileiro estaria preocupado. Agora, isso (a comemoração) deixa muito otimista todos que gostam da Seleção Brasileira. Roy Keane não entende a cultura do país. Quando cheguei aqui, quis entender a cultura do Brasil e do Botafogo, para me adaptar o mais rapidamente. Quando cheguei ao Oriente Médio e a Kiev, fiz ao mesmo. É algo que não deve perturbar minimamente o mundo do futebol, porque o Roy Keane nos habituou a manifestações pouco elegantes e até muito arrogantes. É mais uma que faz ao longo da sua carreira.

Imagem extraída de: Shaun Botterill Collection Getty Images Sport
Hoje (04/12/2024) faz 13 anos que o “Doutor Sócrates” morreu. Foi triste seu final de vida, pelas questões de saúde, mas é inegável que sua carreira foi marcada por luta pelos direitos do cidadão e do esporte.
Abaixo, uma reportagem para os mais jovens que não o conheceram, saberem mais desse mítico atleta,
Extraído de: https://placar.abril.com.br/blog/tbt-placar/socrates-o-craque-mais-politizado-que-o-brasil-ja-teve/
SÓCRATES, O CRAQUE MAIS POLITIZADO QUE O BRASIL JÁ TEVE
Capitão da seleção na década de 80 manteve voz ativa contra a ditadura e a favor das causas sociais. O Doutor sempre tinha algo a dizer, inclusive a PLACAR

Em 1982, época de eleição para governador do Estado de São Paulo, PLACAR pediu para Magrão escrever seu plano perfeito de governo (veja no print abaixo).

Naquela época, Sócrates já denunciava a apatia da maioria dos atletas. “Acontece que, preso em sua própria incapacidade, o jogador é um medroso para se expressar e se sente acuado. Não o deixam crescer e atendem todas as suas exigências”, disse a PLACAR, em 1986. Sem ‘dar bola’ a um corporativismo que poderia colocar freios nas palavras, continuou: “Ele (jogador de futebol) gosta de ser tratado como um filhão, que não tem de batalhar nada. O sistema é viciante, com uma relação de idolatria ou severa punição. O jogador é uma eterna criança e gosta de ser, pois adorou o vício.”.
Inegavelmente, sua descontração e língua afiada era pura política, apesar de os boleiros de hoje morrerem de medo do termo. Nascido em Belém (PA) e criado em Ribeirão Preto (SP), Sócrates surgiu como atleta durante a ditadura militar, período antidemocrático do Brasil que durou entre 1964 e 1985. Chegou ao Corinthians, foi contestado no início e acabou virando ídolo.

Em um contexto sociopolítico em que a liberdade individual era negada, direitos civis caçados e opositores mortos e torturados, Sócrates encabeçou a Democracia Corinthiana, movimento que deu voz aos atletas nas decisões técnicas e políticas do clube. Mas até ele cansou. E não de correr com suas longas pernas pelos campos, mas da situação que o Brasil se encontrava.
Tanto que, em 1984, quando sua ida para a Fiorentina era assunto nos jornais, o ex-jogador foi capa de PLACAR. Vestido de Dom Pedro I, fez referência ao grito de independência e bradou: “Se o Brasil mudar eu fico”. O país demorou mais um pouco para se democratizar, e Sócrates não ficou. Sem ele, o movimento corinthiano foi perdendo forças, mas seu legado é eterno. Na mesma época, Sócrates participou ativamente do movimento Diretas Já, engajando-se com protagonismo na luta pelo poder do povo e na edição 727, na qual foi capa como figura política, ao ser perguntando pelo editor Juca Kfouri sobre quando as eleições, disse “Diretas já, diretas ontem”. Um ato político praticamente inimaginável para os dias atuais.

Além do posicionamento claro sobre a situação do país, ele não escondia o gosto pela cerveja e pelo cigarro; vícios que acabaram abreviando sua vida. Em outra dessas aparições, entrevistado em 1986, Sócrates afirmou: “Bebo, fumo e penso. Este é o país em que mais cachaça se bebe no mundo e parece que eu bebo tudo sozinho”.
Sua passagem pela Fiorentina não foi de sucesso. Já com 30 anos, o peso de não levar vida de atleta pode ter tirado boas atuações do meio-campista. Por outro lado, em entrevista a PLACAR em 1986, o próprio Sócrates diz que a passagem decepcionante no berço do Renascimento teve motivações políticas. “O futebol italiano é dominado pela Democracia-Cristã e eu era do lado do Partido Comunista Italiano. Os democratas-cristãos me aniquilaram.”. A política, de fato, não saía de sua cabeça— talvez de forma até exagerada em alguns momentos.
O Doutor jogou duas Copas do Mundo. Em 1982, sua primeira, brilhou dentro dos campos, junto à seleção brasileira que enchia os olhos do torcedor. Na seguinte, fora do auge, apesar de ter perdido um pênalti na eliminação para a França, Sócrates usou faixas na testa, manifestando-se contra a violência estatal praticada no México, sede da competição.

Magrão viveu diversas vidas em 57 anos. Nunca recusou impulsos, jamais se acovardou e deixou um legado de craque, com e sem chuteira. Aposentado, tornou-se escritor e manteve atuação política fervorosa. Queria morrer com o Corinthians campeão, e assim foi. Por complicações causadas por um quadro de problemas com álcool, Sócrates morreu no dia 4 de dezembro de 2011. No mesmo dia, após empate com o arquirrival Palmeiras, o Corinthians se tornou Campeão Brasileiro daquele ano, e atletas e torcedores o homenagearam com seu tradicional gesto, o punho erguido para cima. Pedido atendido.

Extraído dias atrás do perfil de Noite de Copa (@Noitedecopa), o diálogo entre Zizinho e Puskas sobre o futebol brasileiro (de “O Cruzeiro”):
🇧🇷 Zizinho: Eu já joguei de beque, uma vez: é uma sopa!
🇭🇺 Puskas: Um bom atacante pode vir a ser um bom jogador de defesa; um bom jogador de defesa, raramente consegue ser bom atacante. Não que despreze o valor de um beque ou de um médio, mas eu admiro mais os atacantes. Dificilmente, um defensor me entusiasma como um atacante. Agora, por exemplo, tenho visto Nilton Santos, que é, indiscutivelmente, o maior jogador de defesa que já encontrei na minha vida. Mas nem por isso, ele me empolga mais que Didi.
🇧🇷 Zizinho: E qual o maior jogador brasileiro que você já viu?
🇭🇺 Puskas: Didi. Esse é perfeito: joga futebol num pedacinho de campo, passa, dribla, chuta, enfim, faz tudo o que um grande jogador pode e deve fazer com a bola.
🇧🇷 Zizinho: Você achou o futebol brasileiro muito violento?
🇭🇺 Puskas: Violento? O futebol aqui é uma brincadeira, ninguém toca em ninguém.
O Cruzeiro, 1957
O “Dia de Ação de Graças” nos EUA, o “Thanksgiving Day”, é uma data muito bonita! E, com tanta influência e globalização que sofremos, é de se admirar que algo bom como essa celebração não tenha caído no gosto do brasileiro, mas sim outras datas, como o Halloween.
Compartilho, extraído de: https://www.todamateria.com.br/dia-de-acao-de-gracas/
DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS: ORIGEM, HISTÓRIA E CURIOSIDADES
por Daniela Diana, Professora licenciada em Letras
O Dia de Ação de Graças, em inglês “Thanksgiving Day”, precede as comemorações natalinas, sendo celebrado nos Estados Unidos toda 4ª quinta-feira de novembro, e no Canadá, toda 2ª segunda-feira do mês de outubro.
Em ambos locais, o Dia de Ação de Graças é considerado feriado nacional.
Significado da Data
Essa data expressa a gratidão por todas as coisas boas que aconteceram ao longo do ano. Originalmente, a data decorria após a época das colheitas, justamente para agradecer a fartura da produção agrícola.
Por isso, as famílias se reúnem em comemoração manifestando carinho e agradecimento. Ao lado do Natal e do Réveillon, o Dia de ação de Graças é um dos feriados mais importantes dos Estados Unidos e do Canadá.
Curioso notar que este dia, que não está associado a nenhuma religião, se popularizou com o passar dos anos, sendo assim, comemorado por todos, independentemente do credo.
Comemorações e Tradições
A tradição nos Estados Unidos e no Canadá é agradecer pelos bons momentos, reunir a família em um jantar onde é servido abóboras, tortas de maçãs e de nozes, cookies, batatas-doces, purê de batatas, molho de cranberry e peru.
Ademais, o Dia de Ação de Graças é celebrado com festas, missas, orações e desfiles. A loja Macy’s é responsável pela maior parada que acontece no mundo no Dia de Ação de Graças. Conhecido como Macy’s Thanksgiving Day Parade, o desfile realiza-se em Nova Iorque desde 1924.
Pintura de Jean Leon Gerome Ferris que retrata o primeiro Thanksgiving (The First Thanksgiving, 1621). Crédito: Imagem extraída de https://www.todamateria.com.br/dia-de-acao-de-gracas/
Não é curioso que a Budweiser, que pagou um dinheirão para ser patrocinadora da Copa do Mundo e teve sua cerveja proibida por lá, premie a cada jogo com o prêmio “Homem do Jogo”?
Valência foi o primeiro jogador eleito, carregando o troféu com a marca da cervejaria, com o fundo repleto de propaganda da cerveja, com a Bud exposta e, ao mesmo, tempo, impedida de vender nos estádios.
Coisas que o Marketing tem que enfrentar…
Imagem extraída de Fifa.com
Nascido em Azinhaga, Portugal, em 16 de novembro de 1922, José Saramago, prêmio Nobel de literatura de 1998, era um homem curioso. Comunista de …
Continua em: José Saramago faria cem anos hoje – Matinal Jornalismo

(Espl)orazione nell’ennesima mia primavera capita spesso d’accompagnarmi all’ipnotica musica della zampogna dei rimorsi il gonfiore fermentato degli …
Continua em: (Espl)orazione (oldies!!)
Lembram-se que protestávamos, num determinado período, contra tudo? Na época em que George W Bush propôs a criação da ALCA, supostos protestantes promoveram grande vandalismo na Avenida Paulista.
Compartilho um texto brilhante sobre a inteligência daqueles que são contra ou se recusam a discutir a Globalização e acordos mundiais (na visão de um cidadão italiano global). Aliás, redescuti-se o Brexit novamente…
Extraído de MARANESI, Ezio. in AFFARI, Revista da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria, nº 90, pg 06-07.
GLOBALIZAR OU NÃO?
Globalização não é um palavrão. É um fato indiscutível, inevitável, como a alternância entre o dia e a noite… “quem pode parar o rio que corre para o mar?”, balbuciava Gigliola Cinquentti em uma famosa canção dos anos 60. Quem pode parar a globalização, um processo tão antigo quanto o mundo, movido pelo instinto, pela curiosidade, pelo egoísmo e pela fraqueza humana? Os gregos, os romanos, os árabes e muitos outros povos globalizaram os seus costumes no âmbito dos seus domínios; o tomate, a batata, e mais recentemente o kiwi e mil outros produtos da terra e da indústria provenientes de outros territórios invadiram o mundo. Por que é motivo de revolta a difusão mundial do Big Mac?
Até a pouco tempo, o processo, ainda que perenemente em atividade, não era percebido, e não havia a consciência de sua dimensão e suas conseqüências. Nos nossos dias, a velocidade dos transportes e das comunicações fez explodir o problema, com suas conseqüências benéficas ou maléficas. O novo medicamento que cura doenças antes incuráveis é distribuído em poucos meses nos 5 continentes, a última bolsa de Prada é exposta simultaneamente nas lojas das cidades mais ricas do mundo, a afta epizoótica expande-se rapidamente de um país a outro. Contra a globalização todos protestam, de modo mais ou menos incisivo de acordo com o credo político e o nível cultural. Protesta o filósofo nos debates culturais e protesta o energúmeno nas ruas de Seattle, de Nice, de Roma, e de modo mais amador, na Avenida Paulista. O protesto é confuso: inclui de fato a política econômica dos governos, o neo-liberalismo (outra palavra blasfema), os produtos modificados biologicamente, a poluição, etc.. São talvez causas santas mas, em geral, oportunamente instrumentalizadas. Não se protesta infelizmente contra a ignorância e o egoísmo que tornam possíveis os vários abusos que a globalização comporta.
Estamos nos contradizendo: nós que protestamos, desejamos ser globalizados! Depois da guerra, os italianos, individualistas como são, sonhavam em “fazer a América”. Nos anos 70 e 80, na Albânia, país hermeticamente fechado, seus habitantes sonhavam em ter um carro. Os chineses, no seu uniforme cinza e triste, sonhavam com os coloridos vestidos ocidentais. Hoje são todos, alguns mais, outros menos globalizados. Só os povos que morrem de fome ou de aids, que silenciosamente pedem para fazer parte da aldeia globalizada, não podem entrar. Eles de fato não podem pagar. Há uma outra exceção: o Taliban, mas esta é uma outra estória.
Protestamos portanto, se achamos que seja justo protestar, mas sem quebrar vidraças. Vamos nos sentir livres para escolher o fettuccine caseiro se detestamos o hambúrguer, recusemos alimentos geneticamente modificados se pensamos que sejam perigosos. Este tipo de liberdade não está ao alcance de todos: cansa e exige cultura. É muito mais cômodo e fácil deixar-se conduzir pelas estratégias da psicologia das massas, que conhecem a fundo as nossas fraquezas e nos dizem que gostamos e o que devemos fazer. Desse modo, nos sentimos livres para comprar tudo o que não nos serve.
O problema, aqui banalizado, é na realidade muito mais sério, e sob alguns aspectos dramático. Já que a natureza humana é o que é, e todas as religiões do mundo poderão só aplacar os seus aspectos menos nobres, a globalização seguirá o seu inexorável curso, glorioso sob certos aspectos, perverso sob outros. Se o mundo, tão diferente, tão belo e interessante, tende a tornar-se uniforme, plano, chato e triste, se os modelos de comportamento dominantes tendem a ser universalmente adotados, o único modo para manter a nossa identidade cultural é nos ligar aos nossos valores e adotar a nossa pequena “aldeia” cujos habitantes tenham afinidades autênticas e não formais. Esta aldeia deve ser defendida de todos aqueles que gostariam de vê-la igual a todas as outras aldeias da terra.
Neste nosso pequeno mundo, haverá sempre espaço para uma torre de Pisa que ninguém determinará que deve ser endireitada, sustentando que qualquer desvio da norma é conceitualmente perigoso. Haverá lugar para todas as manifestações culturais. Se os povos e tribos da Terra mão conseguem manter a sua identidade cultural, tudo será globalizado: alimentos, vestimentas, gostos e pensamentos. Sob o escuro estelar americano, espiados pelas câmeras e por outros “Big Brothers” que controlarão os nossos comportamentos, nos nutriremos tristemente com o único queijinho insosso mas asséptico que a indústria produzirá para todos. Até mesmo Orwell, um genial profeta terrorista, empalideceria perante essa perspectiva.
Nós italianos talvez soframos menos que os outros: no fundo o espaguete é nosso. Desde que supere o miojo.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

O Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lançou numa terça-feira (13/04/2021) a exposição virtual Os Primeiros Brasileiros…
Continua em: Coleção indígena do Museu Nacional ganha exposição virtual — Existe Guarani em São Paulo — Existe Guarani em São Paulo
Descanse em paz, Boldrin… o homem do Som Brasil!
Que espaço legal! Há uma Biblioteca Infantil Municipal aqui em Bragança Paulista, ao lado do Jardim Público. Nela, há várias publicações incríveis, além de um espaço preparado com carinho para os pequenos!
Divulguemos e aproveitemos!

📕 🧒🏼 😃 #cultura #educação #lazer #leitura

Um paranorama das escolas de pensamento da filosofia greco-romana.
Continua em: As escolas filosóficas gregas
Muito legal!
Estivemos prestigiando a Peça Teatral “As Cigarras e as Formigas”, com esses jovens maravilhosos!
Valorizemos a arte dos nossos estudantes!

🎭 #cultura
Confira essa entrevista com Fabrício Carpinejar, que completa 50 anos, e fala sobre suas obras para o público infantojuvenil e sua infância
Continua em: 50 anos de Carpinejar: escritor lança livro infantojuvenil ‘A menina alta’ | Instituto Claro