‘Want to know why and how cancel culture is bullying? Here is what makes it so to give you a better understanding of it and to help you to better …
Continua em: Cancel Culture is Bullying

‘Want to know why and how cancel culture is bullying? Here is what makes it so to give you a better understanding of it and to help you to better …
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A era das grandes explorações pode parecer algo do passado, com figuras históricas como Cristóvão Colombo e Marco Polo a dominarem os livros de …
Continua em: Exploradores Modernos Que Ultrapassaram Limites

Nike, Meta, Microsoft e outras grandes empresas estão abandonando as pautas Woke. As justificativas são: “já praticamos ações inclusivas e não permitimos discriminação ou qualquer forma de preconceito; assim, não há necessidade de gastos com um departamento específico.“
Agora, a Disney, nessa mesma tendência, anunciou: suas produções não terão viés político ou ideológico, mas serão para entreter!
Abaixo:
Acontece ou já aconteceu com você?
É a dita “sabedoria popular”…
Abaixo:

Sempre soube que o Reveillon tinha o sentido de “revelar, acordar, fazer algo novo”. Mas a explicação detalhada, as origens da celebração, eu não sabia!
Olha que legal o surgimento dessa festa, extraído da Revista Superinteressante Jan/2012, pg 48, por André Bernardo:
RÉVEILLON
Nem sempre 1º de janeiro foi o dia de ano novo. Povos da Mesopotâmia celebravam o ano novo há cerca de 4000 anos. Normalmente, a passagem era determinada pelas fases da lua ou pelas mudanças das estações. Não em 1º de janeiro, que só virou ano novo em 1582, com a introdução do calendário gregoriano no Ocidente. Até então, o Reveillon era festejado no dia 23 de março, coincidindo com o início da primavera no hemisfério norte, época em que as novas safras são plantadas. Daí a ideia de recomeço. Não por acaso, réveiller, em francês, quer dizer “acordar”. No Brasil, o branco virou padrão por simbolizar luz e bondade. Mas os hábitos variam de país para país. Por exemplo, dinamarqueses sobem em cadeiras para pular à meia-noite (preparar-se para os desafios) e peruanos arrumam as malas e dão uma volta no quarteirão (para realizar o sonho de viajar).

Imagem extraída de https://aloalobahia.com/notas/confira-as-festas-de-reveillon-pelo-brasil-que-ja-estao-com-ingressos-a-venda
Muita gente falando sobre o inglês “Boxing Day“. Afinal, é dia de compras ou de futebol?
Das duas coisas! A tradição dos países do Reino Unido reza que no dia 26 (sempre no dia seguinte ao Natal, exceto quando cai aos finais de semana, quando é postergado para a segunda-feira), o comércio coloca suas sobras de mercadorias em liquidações atrativas, provocando filas nas lojas. Além disso, no mesmo dia (que é feriado), se tem jogos de futebol de TODAS as divisões do campeonato. Assim, é mais do que Black Friday e mais do que evento esportivo, pois, afinal, é um dia de descanso com vida própria!
E aí, funcionaria um “Boxing Day” no Brasil, com lojas cheias e futebol da 4a até a 1a divisão?

Imagem extraída de: https://practicelanguagesonline.com/2016/12/11/reading-practice-boxing-day/
Extraído dias atrás do perfil de Noite de Copa (@Noitedecopa), o diálogo entre Zizinho e Puskas sobre o futebol brasileiro (de “O Cruzeiro”):
🇧🇷 Zizinho: Eu já joguei de beque, uma vez: é uma sopa!
🇭🇺 Puskas: Um bom atacante pode vir a ser um bom jogador de defesa; um bom jogador de defesa, raramente consegue ser bom atacante. Não que despreze o valor de um beque ou de um médio, mas eu admiro mais os atacantes. Dificilmente, um defensor me entusiasma como um atacante. Agora, por exemplo, tenho visto Nilton Santos, que é, indiscutivelmente, o maior jogador de defesa que já encontrei na minha vida. Mas nem por isso, ele me empolga mais que Didi.
🇧🇷 Zizinho: E qual o maior jogador brasileiro que você já viu?
🇭🇺 Puskas: Didi. Esse é perfeito: joga futebol num pedacinho de campo, passa, dribla, chuta, enfim, faz tudo o que um grande jogador pode e deve fazer com a bola.
🇧🇷 Zizinho: Você achou o futebol brasileiro muito violento?
🇭🇺 Puskas: Violento? O futebol aqui é uma brincadeira, ninguém toca em ninguém.
O Cruzeiro, 1957
” Mas não sabe se o eco é amigo ou inimigo. “ Cecília Meireles. O ECO MEIRELES, Cecília. Ou isto ou aquilo. Ilustração: Beatriz Berman. Rio de …
Continua em: Cecília Meireles

Minha filha Maria Estela, que vocês conhecem como Tetéia, criou livrinhos virtuais de personagens conhecidos! É uma ótima escritora-mirim.
Estão muito bem feitos, e ela pediu para eu publicar esse convite: leiam, pois vocês vão gostar!
Está nesse link o acesso: https://drive.google.com/drive/folders/1G0X1PDTpwo-HnuspBbUd-gGY2Sduqvq1
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Hoje faz 13 anos que o “Doutor Sócrates” morreu. Foi triste seu final de vida, pelas questões de saúde, mas é inegável que sua carreira foi marcada por luta pelos direitos do cidadão e do esporte.
Abaixo, uma reportagem para os mais jovens que não o conheceram, saberem mais desse mítico atleta,
Extraído de: https://placar.abril.com.br/blog/tbt-placar/socrates-o-craque-mais-politizado-que-o-brasil-ja-teve/
SÓCRATES, O CRAQUE MAIS POLITIZADO QUE O BRASIL JÁ TEVE
Capitão da seleção na década de 80 manteve voz ativa contra a ditadura e a favor das causas sociais. O Doutor sempre tinha algo a dizer, inclusive a PLACAR

Sócrates (1954-2011) foi o craque mais politizado do nosso futebol. Era quem imprimia em campo, com seus surpreendentes passes de calcanhar, e fora, com sua personalidade, a fuga dos padrões. Intelectualizado, formado em Medicina pela USP, o meia-atacante batizado em homenagem ao filósofo grego foi um grande pensador seja nos consultórios, nos estádios ou nos palanques. Sócrates foi capa de PLACAR diversas vezes e sempre tinha algo a dizer.
Em 1982, época de eleição para governador do Estado de São Paulo, PLACAR pediu para Magrão escrever seu plano perfeito de governo (veja no print abaixo).

Naquela época, Sócrates já denunciava a apatia da maioria dos atletas. “Acontece que, preso em sua própria incapacidade, o jogador é um medroso para se expressar e se sente acuado. Não o deixam crescer e atendem todas as suas exigências”, disse a PLACAR, em 1986. Sem ‘dar bola’ a um corporativismo que poderia colocar freios nas palavras, continuou: “Ele (jogador de futebol) gosta de ser tratado como um filhão, que não tem de batalhar nada. O sistema é viciante, com uma relação de idolatria ou severa punição. O jogador é uma eterna criança e gosta de ser, pois adorou o vício.”.
Inegavelmente, sua descontração e língua afiada era pura política, apesar de os boleiros de hoje morrerem de medo do termo. Nascido em Belém (PA) e criado em Ribeirão Preto (SP), Sócrates surgiu como atleta durante a ditadura militar, período antidemocrático do Brasil que durou entre 1964 e 1985. Chegou ao Corinthians, foi contestado no início e acabou virando ídolo.

Em um contexto sociopolítico em que a liberdade individual era negada, direitos civis caçados e opositores mortos e torturados, Sócrates encabeçou a Democracia Corinthiana, movimento que deu voz aos atletas nas decisões técnicas e políticas do clube. Mas até ele cansou. E não de correr com suas longas pernas pelos campos, mas da situação que o Brasil se encontrava.
Tanto que, em 1984, quando sua ida para a Fiorentina era assunto nos jornais, o ex-jogador foi capa de PLACAR. Vestido de Dom Pedro I, fez referência ao grito de independência e bradou: “Se o Brasil mudar eu fico”. O país demorou mais um pouco para se democratizar, e Sócrates não ficou. Sem ele, o movimento corinthiano foi perdendo forças, mas seu legado é eterno. Na mesma época, Sócrates participou ativamente do movimento Diretas Já, engajando-se com protagonismo na luta pelo poder do povo e na edição 727, na qual foi capa como figura política, ao ser perguntando pelo editor Juca Kfouri sobre quando as eleições, disse “Diretas já, diretas ontem”. Um ato político praticamente inimaginável para os dias atuais.

Além do posicionamento claro sobre a situação do país, ele não escondia o gosto pela cerveja e pelo cigarro; vícios que acabaram abreviando sua vida. Em outra dessas aparições, entrevistado em 1986, Sócrates afirmou: “Bebo, fumo e penso. Este é o país em que mais cachaça se bebe no mundo e parece que eu bebo tudo sozinho”.
Sua passagem pela Fiorentina não foi de sucesso. Já com 30 anos, o peso de não levar vida de atleta pode ter tirado boas atuações do meio-campista. Por outro lado, em entrevista a PLACAR em 1986, o próprio Sócrates diz que a passagem decepcionante no berço do Renascimento teve motivações políticas. “O futebol italiano é dominado pela Democracia-Cristã e eu era do lado do Partido Comunista Italiano. Os democratas-cristãos me aniquilaram.”. A política, de fato, não saía de sua cabeça— talvez de forma até exagerada em alguns momentos.
O Doutor jogou duas Copas do Mundo. Em 1982, sua primeira, brilhou dentro dos campos, junto à seleção brasileira que enchia os olhos do torcedor. Na seguinte, fora do auge, apesar de ter perdido um pênalti na eliminação para a França, Sócrates usou faixas na testa, manifestando-se contra a violência estatal praticada no México, sede da competição.

Magrão viveu diversas vidas em 57 anos. Nunca recusou impulsos, jamais se acovardou e deixou um legado de craque, com e sem chuteira. Aposentado, tornou-se escritor e manteve atuação política fervorosa. Queria morrer com o Corinthians campeão, e assim foi. Por complicações causadas por um quadro de problemas com álcool, Sócrates morreu no dia 4 de dezembro de 2011. No mesmo dia, após empate com o arquirrival Palmeiras, o Corinthians se tornou Campeão Brasileiro daquele ano, e atletas e torcedores o homenagearam com seu tradicional gesto, o punho erguido para cima. Pedido atendido.

Amanhã, 04/12, fará 13 anos que o “Doutor Sócrates” morreu. Foi triste seu final de vida, pelas questões de saúde, mas é inegável que sua carreira foi marcada por luta pelos direitos do cidadão e do esporte.
Abaixo, uma reportagem para os mais jovens que não o conheceram, saberem mais desse mítico atleta,
Extraído de: https://placar.abril.com.br/blog/tbt-placar/socrates-o-craque-mais-politizado-que-o-brasil-ja-teve/
SÓCRATES, O CRAQUE MAIS POLITIZADO QUE O BRASIL JÁ TEVE
Capitão da seleção na década de 80 manteve voz ativa contra a ditadura e a favor das causas sociais. O Doutor sempre tinha algo a dizer, inclusive a PLACAR

Sócrates (1954-2011) foi o craque mais politizado do nosso futebol. Era quem imprimia em campo, com seus surpreendentes passes de calcanhar, e fora, com sua personalidade, a fuga dos padrões. Intelectualizado, formado em Medicina pela USP, o meia-atacante batizado em homenagem ao filósofo grego foi um grande pensador seja nos consultórios, nos estádios ou nos palanques. Sócrates foi capa de PLACAR diversas vezes e sempre tinha algo a dizer.
Em 1982, época de eleição para governador do Estado de São Paulo, PLACAR pediu para Magrão escrever seu plano perfeito de governo (veja no print abaixo).

Naquela época, Sócrates já denunciava a apatia da maioria dos atletas. “Acontece que, preso em sua própria incapacidade, o jogador é um medroso para se expressar e se sente acuado. Não o deixam crescer e atendem todas as suas exigências”, disse a PLACAR, em 1986. Sem ‘dar bola’ a um corporativismo que poderia colocar freios nas palavras, continuou: “Ele (jogador de futebol) gosta de ser tratado como um filhão, que não tem de batalhar nada. O sistema é viciante, com uma relação de idolatria ou severa punição. O jogador é uma eterna criança e gosta de ser, pois adorou o vício.”.
Inegavelmente, sua descontração e língua afiada era pura política, apesar de os boleiros de hoje morrerem de medo do termo. Nascido em Belém (PA) e criado em Ribeirão Preto (SP), Sócrates surgiu como atleta durante a ditadura militar, período antidemocrático do Brasil que durou entre 1964 e 1985. Chegou ao Corinthians, foi contestado no início e acabou virando ídolo.

Em um contexto sociopolítico em que a liberdade individual era negada, direitos civis caçados e opositores mortos e torturados, Sócrates encabeçou a Democracia Corinthiana, movimento que deu voz aos atletas nas decisões técnicas e políticas do clube. Mas até ele cansou. E não de correr com suas longas pernas pelos campos, mas da situação que o Brasil se encontrava.
Tanto que, em 1984, quando sua ida para a Fiorentina era assunto nos jornais, o ex-jogador foi capa de PLACAR. Vestido de Dom Pedro I, fez referência ao grito de independência e bradou: “Se o Brasil mudar eu fico”. O país demorou mais um pouco para se democratizar, e Sócrates não ficou. Sem ele, o movimento corinthiano foi perdendo forças, mas seu legado é eterno. Na mesma época, Sócrates participou ativamente do movimento Diretas Já, engajando-se com protagonismo na luta pelo poder do povo e na edição 727, na qual foi capa como figura política, ao ser perguntando pelo editor Juca Kfouri sobre quando as eleições, disse “Diretas já, diretas ontem”. Um ato político praticamente inimaginável para os dias atuais.

Além do posicionamento claro sobre a situação do país, ele não escondia o gosto pela cerveja e pelo cigarro; vícios que acabaram abreviando sua vida. Em outra dessas aparições, entrevistado em 1986, Sócrates afirmou: “Bebo, fumo e penso. Este é o país em que mais cachaça se bebe no mundo e parece que eu bebo tudo sozinho”.
Sua passagem pela Fiorentina não foi de sucesso. Já com 30 anos, o peso de não levar vida de atleta pode ter tirado boas atuações do meio-campista. Por outro lado, em entrevista a PLACAR em 1986, o próprio Sócrates diz que a passagem decepcionante no berço do Renascimento teve motivações políticas. “O futebol italiano é dominado pela Democracia-Cristã e eu era do lado do Partido Comunista Italiano. Os democratas-cristãos me aniquilaram.”. A política, de fato, não saía de sua cabeça— talvez de forma até exagerada em alguns momentos.
O Doutor jogou duas Copas do Mundo. Em 1982, sua primeira, brilhou dentro dos campos, junto à seleção brasileira que enchia os olhos do torcedor. Na seguinte, fora do auge, apesar de ter perdido um pênalti na eliminação para a França, Sócrates usou faixas na testa, manifestando-se contra a violência estatal praticada no México, sede da competição.

Magrão viveu diversas vidas em 57 anos. Nunca recusou impulsos, jamais se acovardou e deixou um legado de craque, com e sem chuteira. Aposentado, tornou-se escritor e manteve atuação política fervorosa. Queria morrer com o Corinthians campeão, e assim foi. Por complicações causadas por um quadro de problemas com álcool, Sócrates morreu no dia 4 de dezembro de 2011. No mesmo dia, após empate com o arquirrival Palmeiras, o Corinthians se tornou Campeão Brasileiro daquele ano, e atletas e torcedores o homenagearam com seu tradicional gesto, o punho erguido para cima. Pedido atendido.

Eu e a Tetéia fomos na Feira literária infantil no Jd Público de Bragança Paulista. Que legal! Tudo gratuito e bem preparado.
Olhe a Emília do Sítio do Pica Pau Amarelo, fazendo sua dança, em: https://youtube.com/shorts/WZLq6r9afVE?si=1F5Msd8fhk0sCE4-
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O “Dia de Ação de Graças” nos EUA, o “Thanksgiving Day”, é uma data muito bonita! E, com tanta influência e globalização que sofremos, é de se admirar que algo bom como essa celebração não tenha caído no gosto do brasileiro, mas sim outras datas, como o Halloween.
Compartilho, extraído de: https://www.todamateria.com.br/dia-de-acao-de-gracas/
DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS: ORIGEM, HISTÓRIA E CURIOSIDADES
por Daniela Diana, Professora licenciada em Letras
O Dia de Ação de Graças, em inglês “Thanksgiving Day”, precede as comemorações natalinas, sendo celebrado nos Estados Unidos toda 4ª quinta-feira de novembro, e no Canadá, toda 2ª segunda-feira do mês de outubro.
Em ambos locais, o Dia de Ação de Graças é considerado feriado nacional.
Significado da Data
Essa data expressa a gratidão por todas as coisas boas que aconteceram ao longo do ano. Originalmente, a data decorria após a época das colheitas, justamente para agradecer a fartura da produção agrícola.
Por isso, as famílias se reúnem em comemoração manifestando carinho e agradecimento. Ao lado do Natal e do Réveillon, o Dia de ação de Graças é um dos feriados mais importantes dos Estados Unidos e do Canadá.
Curioso notar que este dia, que não está associado a nenhuma religião, se popularizou com o passar dos anos, sendo assim, comemorado por todos, independentemente do credo.
Comemorações e Tradições
A tradição nos Estados Unidos e no Canadá é agradecer pelos bons momentos, reunir a família em um jantar onde é servido abóboras, tortas de maçãs e de nozes, cookies, batatas-doces, purê de batatas, molho de cranberry e peru.
Ademais, o Dia de Ação de Graças é celebrado com festas, missas, orações e desfiles. A loja Macy’s é responsável pela maior parada que acontece no mundo no Dia de Ação de Graças. Conhecido como Macy’s Thanksgiving Day Parade, o desfile realiza-se em Nova Iorque desde 1924.
Pintura de Jean Leon Gerome Ferris que retrata o primeiro Thanksgiving (The First Thanksgiving, 1621). Crédito: Imagem extraída de https://www.todamateria.com.br/dia-de-acao-de-gracas/
O folclore escandinavo é rico em lendas e mitos que revelam uma diversidade impressionante de criaturas fantásticas. Desde gigantes e trolls até …
Continua em: Criaturas do Folclore Escandinavo

If you like it, feel free to share it! It will help me a lot!
Continua em: Philosophy Quote By Friedrich Nietzsche: “Healthy introspection, without…”

Do ano passado, uma ótima experiência:
Fábrica da Infância Japy, em Jundiaí!

Como as crianças são bem cuidadas aqui ❤️.

Tudo gratuito. Parabéns, Prefeitura.

Grupo gatos gordos, em: https://youtu.be/HbQOveVv2L0?si=Wlp_C68in43sGfCK
Tenho amigos que acreditam em Saci-Pererê. Aliás, são criadores de sacis e possuem até mesmo uma associação (ANCS – Associação Nacional dos Criadores de Saci)! E duvide deles para você ver…
Digo isso pois hoje é o Dia do Saci! A data foi criada em 2005, contrapondo-se à festa do Halloween. É uma espécie de resposta do folclore brasileiro a uma inculturação americana.
Entretanto, tanto o Saci como o Halloween tem origens diversas. Uma das estórias conta que o Saci era uma entidade indígena que conhecia as plantas, uma espécie de “deus das ervas”, e misturando-se com a cultura afro, virou negrinho e começou a fumar cachimbo. Depois, nossos escritores o tornaram mais simpático com gorrinho e molecagens! Já o Halloween tem origem Celta e era a festa das vésperas do Dia de Todos os Santos, uma celebração pagã que encontrou um sentido sincrético-religioso.
Dois textos abaixo sobre esse assunto, com as citações abaixo:
DIA DO SACI
O Saci, ou Saci-pererê, é um personagem bastante conhecido da mitologia brasileira, que teve sua origem presumida entre os indígenas da região das Missões, no Sul do país. Inicialmente retratado como um endiabrado, é uma criança indígena, com uma perna e de cor morena, com a diferença de possuir um rabo. Suas histórias se espalharam e chegando à Região Norte do Brasil, a mitologia africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, imagem que prevalece nos dias de hoje. Herdou também a cultura africana do pito, uma espécie de cachimbo, e da mitologia européia, herdou o píleo, um gorrinho vermelho.
Considerado uma figura brincalhona, que se diverte com os animais e pessoas, fazendo pequenas travessuras que criam dificuldades domésticas, ou assustando viajantes noturnos com seus assobios. O mito existe pelo menos desde o fim do século XVIII. O saci não tem amigos, vivendo solitário nas matas. Também conhecido como menino de uma só perna.
A função desta “divindade” era o controle, sabedoria, e manuseios de tudo que estava relacionado às plantas medicinais, como guardião das sabedorias e técnicas de preparo e uso de chá, mezinhas, beberagens e outros medicamentos feitos a partir de plantas.
Como suas qualidades eram as da farmacopéia, também era atribuído a ele o domínio das matas onde guardava estas ervas sagradas, e costumava confundir as pessoas que não pediam a ele a autorização para a coleta destas ervas.
O primeiro escritor a se voltar para a figura do Saci-Pererê foi Monteiro Lobato, que realizou uma pesquisa entre os leitores do jornal O Estado de S. Paulo, colhendo depoimentos sobre o nosso “diabinho”. O resultado foi publicado (1918) em forma de livro: ‘O Sacy-Pererê – resultado de um inquérito’; além de publicar ‘O saci’ – obra-prima sobre o folclore brasileiro – Lobato utilizou a figura do simpático diabrete no conto Pedro Pichorra, em que um menininho se vê confrontado com o seu medo ao Saci. Imortalizado nas histórias contadas à beira das fogueiras nas cidades do interior do Brasil, o Saci ganhou um novo e importante aspecto cultural nos livros de Monteiro Lobato e nas histórias em quadrinhos de Ziraldo, criador da ‘Turma do Saci Pererê’, alcançando desta forma, também as crianças da cidade grande. Figura ainda em muitas histórias do Chico Bento, personagem criada por Maurício de Sousa, típico caipira do interior paulista. Com a contribuição destes escritores o mito do Saci sobrevive à invasão das culturas estrangeiras amplamente divulgadas pela mídia. Com a transposição dos textos de Lobato para a Televisão, o Saci deixou o imaginário para ser personificado numa figura de carne e osso.
O Saci é apenas o mais famoso integrante do Dia das Bruxas nacional.
DIA DO HALLOWEEN
Todos os anos, na noite de 31 de outubro, milhões de crianças de toda a América do Norte pintam seus rostos, vestem fantasias e vão de porta em porta coletando doces. Os adultos freqüentemente decoram suas casas com figuras fantasmagóricas, esculpem rostos assustadores em abóboras e põem velas dentro delas para criar lanternas. Infelizmente, em meio a milhões de norte-americanos satisfeitos em suas fantasias, muitos são ademais muçulmanos. Esse artigo ira emitir alguma luz no significado e nas origens da véspera do Dia de Todos os Santos e porque muçulmanos não deveriam participar desta data.
Origens do festival da Véspera do Dia de Todos os Santos
O clássico festival celta (irlandês/escocês/galês), chamado “Samhain”, é considerado por muitos historiadores e eruditos o predecessor da atual Véspera do Dia Todos Santos. Samhain era o dia de Ano Novo dos celtas pagãos. Era também o Dia dos mortos, época em que se acreditava que às almas dos que morreram durante o ano era permitido acessar na “terra dos mortos”. Muitas crenças tradicionais e costumes associados ao Samhain continuam sendo praticados atualmente no dia 31 de outubro.
Os costumes mais notáveis são a prática de deixar oferendas como comida e bebida (hoje doces) para foliões mascarados e fantasiados e, o ato de acenderem fogueiras. Elementos desse festival foram incorporados ao festival cristão de Véspera de Todos os Santos, a noite que precede o Dia de Todos os Santos.
O significado do nome “hallow-even” (Véspera do Dia de Todos os Santos) foi o que nos deu o nome “halloween”. Até recentemente, em algumas partes da Europa acreditava-se em que nessa noite os mortos andavam entre eles e que as bruxas e feiticeiros voavam com eles. Preparando-se para isso, fogueiras eram feitas a fim de repelir esses espíritos maléficos.
No século XIX, brincadeiras de bruxas foram substituídas por travessuras de crianças. O espírito do samhain, uma vez acreditado ser selvagem e poderoso, é agora reconhecido como sendo maligno. Devotos cristãos começaram a rejeitar esse festival. Eles descobriram que os supostos deuses, deusas e outros seres espirituais das religiões pagãs eram trapaças diabólicas. As forças espirituais as quais as pessoas experimentaram duramente o festival eram certamente reais, mas eram manifestações do mal que desencaminhava as pessoas para o culto de falsos ídolos. Conseqüentemente, eles rejeitaram os costumes associados à Véspera do Dia de Todos os Santos, incluindo todas as representações de fantasmas, vampiros e esqueletos humanos – símbolo dos mortos, do diabo e de outras malignas criaturas. É preciso ser notado também que, ate hoje, muitos adoradores de “satã” consideram a noite a noite de 31 de outubro como sendo a mais sagrada e, muitos devotos cristãos hoje continuam se distanciando desse festival pagão.
Texto 1- Extraído de: CLIQUE AQUI
Texto 2 – Extraído de: CLIQUE AQUI

Não gosto do Halloween. Respeito quem possa gostar, mas a origem pagã, de celebração dos condenados, vai contra a minha crença.
Repito: se você gosta, divirta-se, mas não tente me convencer de que é só uma “brincadeirinha de doces e travessuras”. O simbolismo da data não me agrada, eu gosto de celebrar a vida!
Sou católico, e a liturgia do dia seguinte fala das bem-aventurança e da vitória dos santos! É Dia de Todos os Santos, onde homens e mulheres triunfaram ganhando a Vida Eterna!
Percebeu a diferença? Alguns à noite, sem saber as raízes, celebram Halloween, que é uma festa dos mortos condenados. Outros, dos viventes na Jerusalém Celeste.
De novo: quem gosta, fique a vontade. Mas por favor, não insista comigo.
Hollywood tem uma longa história de transformar eventos reais em grandes produções cinematográficas, mas, por vezes, a precisão histórica é …
Continua em: Batalhas Históricas Que Hollywood Retratou Completamente Errado

Good morning/afternoon/evening/night! Is this the right time for a new quote?
Continua no original em: Books Quote By Abraham Lincoln: “Books serve to…”

É possível definir em poucas linhas a literatura? Vejamos!
continua no link em: O que é a literatura?

Participamos hoje da Festa da Linguiça de Bragança Paulista. Quanta coisa gostosa!
Tem até um Pé-de-linguiça, veja só:
Diversão? Andamos de Carreta Furacão:
E quem tem criança, como eu… diversão pura:
Participe. Entrada franca.
A 27ª Bienal do Livro de São Paulo promete ser um dos maiores eventos literários do ano no Brasil, reunindo centenas de autores nacionais e …
Continua em: Tudo Sobre a Bienal do Livro de São Paulo 2024: Como Comprar Ingressos, Datas, Atrações e Mais

Hoje é comemorado o Dia da Independência do Brasil. Mas algo curioso sobre nosso libertador: Descobriu-se em 2013 que a Hispanic Society of America, em Nova York, possuía algumas cartas do imperador brasileiro Dom Pedro I. E eram inéditas!
Tais cartas foram divulgadas. E não é que as cartas eram para a amante do imperador, a Marquesa de Santos? E nosso libertador usava nomes como “Demonão” ou “Fogo foguinho”, chamando a amante de “Titília”.
A Imperatriz Leopoldina, sua esposa, deve se revirar ao túmulo ao saber de tais relatos. Leiam o que Dom Pedro escrevia:
“Ontem mesmo fiz amor de matrimônio para que hoje, se mecê estiver melhor e com disposição, fazer o nosso amor de devoção. Aceite, meu benzinho, meu amor, meu encanto e meu tudo, o coração constante. Deste seu fiel amante, o Demonão.”
Desde aquele tempo não dá para confiar em político, não? O imperador dizia a amante que fez sexo só por compromisso com a esposa e que o fogo estaria com a amante! Cara-de-pau o Dom Pedro!

Imagem extraída de: https://www.gestaoeducacional.com.br/dom-pedro-i-quem-foi-biografia-e-feitos/
O que significa “Ter o Rei na Barriga”?
Aqui:
Essa imagem mostra o quão difícil é administrar um país como o Brasil. Sendo de tamanho continental tão diverso culturalmente, várias nações caberiam dentro dos nossos estados.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem souber, informar para crédito.
Por José Horta Manzano – Artigo publicado no Correio Braziliense de 30 agosto 2024 Todo povo tem um conjunto de características próprias que o distinguem. …
Continua no link em: O jeitinho

Neste dia 22, a rica história de “causos e contos” do nosso país está em festa: é Dia do Folclore, de brindarmos nossas manifestações culturais populares.
No imaginário, as lendas e tradições são inúmeras! E, por termos um território tão vasto, se multiplicam conforme a região.Qual seria seu personagem do Folclore Brasileiro mais significativo?

Originalmente, a Cultura Woke era uma filosofia de inclusão às ditas (como eram chamadas antigamente) minorias. Muitas empresas passaram a adotar programas de contratação para negros, LGBTs, deficientes e outros públicos específicos, mostrando a correta preocupação com a equidade.
Porém, a Cultura Woke transitou por questões ideológicas e se perdeu! Passou a ser uma bandeira do radicalismo de Esquerda (aqui, um lembrete: qualquer ideologia, de Direita ou de Esquerda, se radical, torna-se indevida) e militou de maneira intransigente contra qualquer opinião contrária. Se a pessoa não era socialista, cancele-se! Se defende oportunidades idênticas para heteros ou homossexuais, torna-se homofóbico automaticamente, pois dentro desse radicalismo há a necessidade de reparação histórica. Se é católico, protestante, conservador? Rotula-se automaticamente como fanático religioso pois o que vale é o cosmos universal.
Todas essas formas intolerantes praticadas (por quem defende, em tese, a tolerância) potencializaram um “mercado do medo”. Empresas criaram departamentos exclusivos para lidarem com essas questões, com medo de cancelamentos dos grupos wokes radicais (que fazem muito barulho). A Disney(1), por exemplo, introduziu essa filosofia em seus desenhos e filmes, e, principalmente, com bandeiras libertárias e de ideologia sexual. Depois de amargar prejuízos, trocou o presidente da empresa que anunciou o fim da cultura woke na cia.
O termo woke significa, numa tradução livre, ter uma “agenda acordada, despertada”, no sentido de que o mundo tem um novo padrão comportalmental, relacional, dentro das culturas modernas ou sentimentos de filosofia “new age / nova era”.
Diante de tantos excessos, grandes empresas passaram a repensar suas agendas, onde perceberam um cego modismo e caíram no erro de, ao invés de praticarem a inclusão cidadã, respeitosa, acabavam fazendo uma equivocada apologia às bandeiras woke e desrespeitavam quem não tinha o mesmo pensamento (como se o público woke fosse dono da verdade e da sabedoria do mundo). A Nike(2), por exemplo, retirou sua publicidade woke e voltou a falar de igualdade e cidadania, sem buscar “lacração”.
Tudo isso se potencializou ainda mais nos últimos dias: as declarações de Elon Musk sobre o vírus mortal Woke (https://wp.me/p4RTuC-ZhE), a grita para que o mundo se tornasse “woke na marra” (https://wp.me/p4RTuC-Zsn) e o episódio do deboche da Santa Ceia nas Olimpíadas 2024 travestido de “não nos referimos à Santa Ceia” (aqui: https://wp.me/p4RTuC-Zr1) potencializaram a mudança de rumo. A Microsoft (3), inclusive, demitiu o “departamento woke” da empresa alegando que para cidadania e inclusão, já trabalha naturalmente com a causa, sem precisar levantar uma bandeira e ter tais custos, entre outras justificativas.
Abaixo, as matérias citadas:
(1) BOB IGER DIZ QUE A DISNEY WOKE ACABOU
(https://bcharts.com.br/t/e-agora-bob-iger-diz-que-a-disney-woke-acabou/180295)
O CEO da Disney, Bob Iger, enfatizou que a empresa se concentraria em entreter sobre o avanço de “qualquer tipo de agenda”, logo depois que a gigante da mídia sobreviveu a uma luta por procuração travada por acionistas ativistas.
Questionado durante a sessão anual de perguntas e respostas da reunião anual de acionistas da Disney em 3 de abril se a empresa apenas forneceria entretenimento e ficaria fora da política, Iger disse que o trabalho da Disney era “entreter, em primeiro lugar”.
“Sempre acreditei que temos a responsabilidade de fazer o bem no mundo, mas sabemos que nosso trabalho não é avançar nenhum tipo de agenda”, disse ele na reunião transmitida ao vivo. “Ento que eu estiver no trabalho, continuarei a ser guiado por um senso de decência e respeito, e sempre confiaremos em nossos instintos.”
É uma mensagem que Iger está interessado em enviar desde seu retorno como CEO em novembro de 2022.
Durante uma chamada de analista em abril de 2023, foi-lhe feita uma pergunta semelhante sobre “promover a agenda acordada”.
“Eu sou sensível a isso”, ele respondeu. “Nossa principal missão precisa ser entreter e, em seguida, através do nosso entretenimento, continuar a ter um impacto positivo no mundo. E eu estou falando muito sério sobre isso. Não deve ser orientado pela agenda.”
Então, em setembro, ele disse aos investidores que a empresa “acalmaria o barulho” quando se tratasse de guerras culturais, informou a Reuters.
Ele dobrou a mensagem na cúpula DealBook de novembro quando disse que os filmes de sua empresa estavam muito focados em mensagens e não priorizavam contar histórias de qualidade.
“Os criadores perderam de vista qual seu objetivo número um precisava ser” — para entreter — ele disse na cúpula.
“Eu usei ‘Pantera Negra’ como um ótimo exemplo disso apenas em termos de promover a aceitação, ou o filme ‘Coco’, que a Pixar fez sobre o Dia dos Mortos”, acrescentou. “Eu gosto de poder fazer isso, entreter e se você puder infundi-lo com mensagens positivas, ter um bom impacto no mundo, fantástico. Mas esse não deve ser o objetivo.”
Iger estava até disposto a colocar um alfinete na longa rivalidade entre o governador da Flórida. Ron DeSantis e Disney sobre a chamada lei “Don’t Say Gay” do estado. Em um movimento surpreendente, a Disney e a Flórida resolveram sua disputa legal em março.
Nos últimos anos, a Disney se tornou um alvo de políticos conservadores como DeSantis e vozes de mídia social — incluindo, mais recentemente, Elon Musk. Alguns criticam a empresa por incluir personagens e elementos LGBTQ+ em histórias — como um beijo do mesmo sexo em “Lightyear” e personagem não binário em “Elemental” — enquanto outros se desfenderam de uma Ariel Negra na recente “Pequena Sereia”.
O distanciamento de Iger do que alguns chamaram de “agenda acordada” veio quando ele lutou contra uma luta por procuração do investidor ativista Nelson Peltz.
Peltz fez da Disney uma prancha de sua campanha, questionando “Pantera Negra” e “As Maravilhas” da Marvel que lançaram protagonistas negras e femininas, respectivamente.
“Por que eu tenho que ter uma Marvel que é só mulher? Não que eu tenha algo contra as mulheres, mas por que eu tenho que fazer isso? Por que não posso ter Marvels que são as duas? Por que eu preciso de um elenco todo preto?” Ele disse em uma entrevista ao Financial Times no mês passado.
Não importa o quanto Iger insista que o foco da empresa seja o entretenimento, a Disney provavelmente ainda produzirá conteúdo que reflita o mundo ao seu redor e introduza novos personagens — Iger deixou claro que esses filmes ainda podem ser perfeitamente divertidos.
(2) NIKE ABANDONA CULTURA WOKE E RESGATA VALORES EM SUPERCOMERICAL
(https://www.updateordie.com/2024/08/07/nike-abandona-cultura-woke-e-resgata-meritocracia-em-super-comercial-narrado-por-willem-dafoe/)
A Nike abandona a cultura woke e adota a meritocracia em seu novo comercial, narrado por Willem Dafoe, destacando conquistas individuais e esforço pessoal.
O novo comercial da Nike, intitulado “Vencer não é para todos” e estrelado por grandes nomes do espeorte como Kobe Bryant, LeBron James, Giannis Antetokounmpo, Kylian Mbappé, Serena Williams, se afasta da cultura woke e abraça a meritocracia, gerando polêmica e debate sobre os valores éticos da competitividade no esporte.
Mensagem central: “You can’t win them all, but you should sure as hell try.”
Polêmica gerada entre a militância progressista e defensores da meritocracia.
Vídeo em: https://www.youtube.com/watch?time_continue=4&v=pwLergHG81c&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fwww.updateordie.com%2F&source_ve_path=Mjg2NjQsMjg2NjQsMjg2NjY
(3) MICROSOFT DEMITE TIME DE DIVERSIDADE POR NÃO SER MAIS NECESSÁRIO
(extraído de https://www.poder360.com.br/poder-tech/microsoft-demite-time-de-diversidade-por-nao-ser-mais-necessario/)
A Microsoft demitiu uma equipe que atuava para garantir diversidade, equidade e inclusão dentro da companhia. Em comunicado interno, um líder de equipe justificou que a política “não é mais crítica para os negócios”.
“O verdadeiro trabalho de mudança de sistemas associado a programas DEI [diversidade, equidade e inclusão] em todos os lugares não é mais crítico para os negócios ou inteligente como era em 2020”, escreveu o funcionário da big tech em um e-mail enviado para milhares de funcionários, ao qual o site Business Insider teve acesso.
Conforme o texto, a equipe foi eliminada a partir de 1º de julho, acompanhando “mudanças nas necessidades de negócios”. Não foi informado o número de funcionários demitidos.
Procurado pelo site, o autor do e-mail não se pronunciou sobre o caso.
O porta-voz da companhia Jeff Jones afirmou, em comunicado, que os compromissos da Microsoft com diversidade “permanecem inalterados”. E completou: “Nosso foco na diversidade e inclusão é inabalável e seguimos firmes nas nossas expectativas, priorizando essa responsabilidade e nos destacando neste trabalho”.
Em tese, não era “para ser o que se tornou” a cultura Woke. Uma filosofia cultural inclusiva e respeitosa, e que se tornou radical, intolerante ao pensamento contrário e com viés perigoso.
Entenda melhor, a partir dessa reportagem da BBC (trecho extraído de https://www.bbc.com/portuguese/internacional-63547369.amp)
WOKE
Para algumas pessoas, ser woke é ter consciência social e racial, questionando paradigmas e normas opressores historicamente impostos pela sociedade. Já para outros, o termo descreve hipócritas que acreditam que são moralmente superiores e querem impor suas ideias progressistas sobre os demais.
Os críticos da cultura woke questionam principalmente os métodos coercitivos adotados por pessoas que eles acusam ser “policiais da linguagem” — sobretudo em expressões e ideias consideradas misóginos, homofóbicos ou racistas.
Um método que vem gerando muito mal estar é o “cancelamento”: o boicote social e profissional, normalmente realizado por meio das redes sociais, contra indivíduos que cometeram ou disseram algo que, para eles, é intolerável.
Para as pessoas woke, trata-se de uma forma de protesto não violento que permite empoderar grupos historicamente marginalizados da sociedade e corrigir comportamentos, especialmente nos setores mais privilegiados que, até agora, eram parte do status quo e persistiam sem punição, nem mudança.
Mas os críticos afirmam que o cancelamento é a correção política levada ao extremo e que ele atenta contra a liberdade de expressão e “os valores tradicionais norte-americanos”.
O termo woke tornou-se sinônimo de políticas liberais ou de esquerda, que defendem temas como igualdade racial e social, feminismo, o movimento LGBTQIA+, o uso de pronomes de gênero neutro, o multiculturalismo, a vacinação, o ativismo ecológico e o direito ao aborto.
São políticas associadas, nos Estados Unidos, ao Partido Democrata do presidente Joe Biden e à ala mais liberal, que inclui políticos americanos como os congressistas Bernie Sanders e Alexandria Ocasio-Cortez.
Por outro lado, a ala mais extrema do Partido Republicano, liderada pelo ex-presidente americano Donald Trump, acredita que essas políticas representam não só uma ameaça aos “valores da família”, mas também à própria democracia, que se pretenderia “substituir por uma tirania woke”.
Em 2020, um dos eixos centrais da campanha para a reeleição de Trump foi combater os chamados woke lefties (“esquerdistas despertos”) que, segundo ele, praticam o “fascismo da extrema esquerda”.
O então presidente afirmou que a “cultura do cancelamento” estava “expulsando as pessoas dos seus trabalhos, envergonhando os dissidentes e exigindo a total submissão de qualquer pessoa que não esteja de acordo”.
“É a própria definição de totalitarismo”, acusou o líder republicano.
Já para os democratas, o autoritário é Trump, algo que, segundo eles, ficou demonstrado quando ele se recusou a deixar o poder após sua derrota eleitoral e seus simpatizantes invadiram o Capitólio.
Longe de equilibrar o debate, os dois primeiros anos do governo Biden aprofundaram a polarização entre os dois setores. Segundo o centro de pesquisas norte-americano Pew Research Center, “hoje, os democratas e os republicanos estão ideologicamente mais afastados do que em qualquer outro momento nos últimos 50 anos”.
Sobre a cultura Woke utilizada à exaustão na Disney (e revista pela empresa), em: https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=_sZLmSdPcAk
Eu não sei se admiro ou me assusto com o bilionário Elon Musk. Pela Neurolink, Tesla e outros projetos, admiro a sua inteligência. Em outros momentos, assusto com a sua aparente ganância.
Nessa entrevista ao famoso Jordan Peterson, que repercutiu mundialmente, ele falou sobre tudo: de tecnologia, futuro, família e vida. Mas me impressionou bastante quando falou sobre o seu filho Xavier.
Ter um filho transgênero não é o fim do mundo. Precisa-se ver a realidade da pessoa! Entretanto, aqui ficou algo não tão claro: o filho tinha disforia de gênero, ou foi iludido à mudança?
De qualquer forma, é doloroso para pai e filho tal momento, que precisa ter sutileza para ser vivenciado e colaboração mútua. Afinal, são mudanças radicais.
De tudo o que eu li, ouso me identificar em um aspecto: eu também me assusto com a IMPOSIÇÃO de muitos à cultura woke (de uma maneira mais deformada). O fanatismo é assustador.
ELON MUSK
Por Eli Vieira
A entrevista que o bilionário Elon Musk concedeu ao psicólogo canadense Jordan Peterson na última segunda (22) vai direto ao assunto: trataram de inteligência artificial, a vantagem de ter filhos, Trump e o futuro da humanidade. Musk havia passado a noite quase toda acompanhando o treinamento do Grok, o chat de inteligência artificial de sua rede social X, mas estava de bom humor.
Peterson, que não achou muita graça das piadas do entrevistado no começo, não estava em sua melhor forma, como comentou James Innes-Smith, colunista da revista britânica conservadora The Spectator: “interrompeu a linha de pensamento do convidado com seus apartes muitas vezes longos”. De fato, em trechos foi difícil acompanhar a conclusão de raciocínio de Musk por causa das interrupções. Ainda assim, os dois homens influentes conversaram sobre os temas mais sensíveis dos nossos tempos.
Inteligência artificial
“O propósito declarado do Grok é entender o universo”, afirmou Elon Musk. Mas, confessa o empresário, a versão disponível para os usuários do X “ainda é uma ordem de magnitude mais fraca que o ChatGPT”. A segunda versão do Grok deve ser lançada no próximo mês e alcançar o GPT-4. Em dezembro, diz Musk, será lançado o Grok 3, que “será a inteligência artificial mais poderosa do mundo”.
“O que diabos você está construindo?”, perguntou Peterson. Para Musk, o horizonte é fazer algo mais inteligente que toda a humanidade. “Por que você confia em si mesmo nesse front?”, indagou o psicólogo. “Não confio em mim mesmo completamente”, afirmou o bilionário, prometendo que seu programa de inteligência artificial existe para beneficiar a humanidade e que, ao contrário dos concorrentes, será livre do “vírus mental woke”, ou seja, do identitarismo, um desdobramento do progressismo focado em identidades que tem alterado normas e leis por todo o Ocidente.
Musk ajudou a fundar a que hoje é sua principal concorrente em inteligência artificial, a OpenAI. Ele diz que a ideia para a organização veio de conversas com Larry Page, um dos fundadores do Google. “A opinião de Larry é que no fim nós vamos fazer upload das nossas mentes para computadores, e seremos todos robôs”, previu o empresário, informando também que foi chamado de “especista” pelo amigo.
O termo “especista” vem de defensores dos direitos animais como o filósofo australiano Peter Singer. Significa priorizar seres humanos acima de animais de uma forma supostamente imoral. “Você é um especista”, disse Peterson. “O rótulo está correto”, respondeu Musk.
Interessado na origem da consciência, o empresário fez um breve resumo do que a ciência descreve sobre a história do Universo: de um começo com o Big Bang há 13,8 bilhões de anos atrás, em que existia só o hidrogênio, até as estrelas formarem elementos químicos mais pesados que possibilitaram o surgimento da Terra há 4,54 bilhões de anos e a origem e evolução da vida até os seres humanos. “Se você deixar o hidrogênio no Sol por tempo suficiente, ele começa a falar consigo mesmo” — ele simplifica. Ele acredita que a inteligência artificial poderá ser consciente como o ser humano no futuro.
Essa é uma das coisas que o preocupam a respeito da segurança da IA. Para ele, a ideia de Page de deixar humanos obsoletos mostra falta de cautela no assunto. “Eu disse: ‘em que time você está, Larry? Precisamos assegurar que a humanidade floresça e cresça’. Foi aí que ele me chamou de especista. [Eu disse] ‘acho que sou pró-humanos. O que você é?’ Foi a gota d’água”, disse, e assim Musk decidiu que uma organização sem fins lucrativos como a OpenAI original, “o oposto do Google”, era necessária.
Desde então, após doar 15 milhões de dólares, Elon Musk deixou o projeto. Ele tem atacado o chefe executivo da OpenAI, Sam Altman, por trair o propósito original da organização, que criou uma subsidiária com fins lucrativos e não publica o ChatGPT em código aberto. Ele está considerando apelar para o litígio.
“A OpenAI é a líder em inteligência artificial. E estou preocupado que eles injetaram o vírus mental woke no treinamento. Também vimos isso na Gemini, do Google, a níveis absurdos. Se você pedisse uma imagem dos fundadores dos Estados Unidos, dava um grupo de mulheres negras. Reescreveram a história”, disse Musk. “Foi um momento de cair o queixo”, comentou Peterson.
Pró-natalismo
“Paul Ehrlich é um maníaco genocida, um ser humano terrível, seus livros causaram danos à humanidade”, disse Musk, que tem 11 filhos, a respeito do cientista nonagenário que tem promovido há décadas a ideia de que a humanidade está à beira de um colapso por excesso de população.
O empresário acredita que o abandono da religião tem relação com a queda das taxas de natalidade no Ocidente. Há estudos que corroboram esta opinião. Ele pensa que a queda da taxa de fecundidade vem da prosperidade em si e que acontece “em toda civilização”. “Há uma tendência ao hedonismo”, a busca do prazer pelo prazer, afirmou.
Trump
Elon Musk disse que não é verdade que ele doou pessoalmente 45 milhões de dólares para a campanha de Donald Trump para a presidência, mas que ajudou a iniciar um Comitê de Ação Política pelo candidato. Seu apoio a Trump é por um retorno à meritocracia e à “menor quantidade de intervenção do governo possível” na liberdade. “A mão do Estado fica mais pesada a cada ano”.
Uma das queixas de Musk contra os democratas, além da ascensão do identitarismo, é que o governo Biden processou sua empresa de carros elétricos, Tesla, por não contratar estrangeiros que buscam asilo nos Estados Unidos. “Foi lawfare, foi político”, afirmou. O empresário apoiou Joe Biden para presidente, e Hillary Clinton antes dele.
Sobre o apoio a Trump, Musk disse que “não segue cultos de personalidade”, mas é o candidato com menos vícios, a quem ele passou a admirar mais por sua “coragem instintiva e verdadeira” depois da tentativa de assassinato em 13 de julho.
“Precisamos de uma mudança no governo. Muitos anos atrás, o Partido Democrata costumava ser o partido da meritocracia, da liberdade pessoal e da liberdade de expressão. Agora são o partido da censura sob a desculpa do ‘discurso de ódio’. O Partido Republicano agora é o partido da meritocracia — não é sem defeito, há extremistas, mas é um sistema bipartidário, você tem que escolher um”, afirmou o empresário.
Sentido da vida e religião
Elon Musk disse que passou por uma crise existencial no fim da infância e leu extensamente textos religiosos como a Bíblia e o Corão, e a filosofia de pensadores como Friedrich Nietzsche e Arthur Schopenhauer. Mas foi na leitura da obra de comédia e ficção científica “O Guia do Mochileiro das Galáxias” (Ed. Arqueiro, 2020), de Douglas Adams, que encontrou propósito na passagem a respeito de uma civilização que cria um supercomputador para responder qual é o sentido da vida, e a resposta foi “42”. A piada de Adams é que a pergunta foi mal formulada, por isso a resposta do computador foi incompreensível.
O autor britânico deu então um insight ao Elon de 13 anos de idade, que se sentiu mais feliz ao perceber que “somos ignorantes sobre muitas coisas. Devemos querer ser menos ignorantes. O que pudermos fazer para melhorar nosso entendimento do Universo e ter mais perguntas para fazer a respeito da resposta, que é o Universo, é bom. Chamo de religião da curiosidade”.
“Passamos por momentos tristes e felizes, dizer que a vida é só sofrimento é uma afirmação ridiculamente falsa”, afirmou.
Peterson compartilha que resolveu uma crise existencial com a mesma idade. Ele o fez pelo estudo do mal. “Li história como se eu fosse o perpetrador, não a vítima”. Os dois concordam que crises do tipo são necessárias para “endireitar” uma pessoa.
“Estou no fim das contas grato pela minha vida? Sim”, disse Musk. Certa vez, ele foi espancado até quase morrer. “Por que você não é amargo a respeito disso?”, perguntou Peterson. “Pode-se tomar o caminho da vingança. Sentir que o mundo lhe tratou de forma injusta”, disse o empresário, que cresceu na África do Sul. “A noção do perdão é importante, é essencial. Se você não perdoar, olho por olho deixa todos cegos. Acredito bastante nos princípios do cristianismo, acho que são muito bons”.
Elon Musk se diz um “cristão cultural”. Para ele, princípios cristãos levam a sociedades melhores. Mas repete: sua religião é a “religião da curiosidade”, que “expande a consciência”, o que implica “aumentar a população do mundo, não a diminuir”. Ele conclui: “ter um filho é um voto pelo futuro”.
Confissões de Musk sobre seu filho disfórico
“As crianças são um deleite”, afirmou Musk. “Por quê?”, perguntou Peterson. Os dois debateram e concordaram que a resposta é o amor mútuo que se desenvolve entre pais e filhos. O empresário disse que convenceu muitas pessoas a terem filhos, e nenhuma delas se arrependeu.
Peterson refletiu sobre a passagem bíblica em que Jesus diz que é necessário ser como criança para entrar no reino dos céus. Para o psicólogo, tem a ver com a capacidade das crianças de deslumbramento com coisas com as quais os adultos se acostumam ao ponto de ignorar.
No fim da conversa, Peterson tocou no assunto da transição de gênero em crianças que sofrem de disforia de gênero, uma persistente vontade de mudar de sexo. “Por que você está engajado nesta batalha?”, perguntou o psicólogo.
Elon Musk respondeu que seu envolvimento foi gradativo, e que avisou ao governador da Califórnia, Gavin Newsom, que tiraria suas empresas do estado se Newsom aprovasse uma nova lei que permite que escolas escondam a disforia das crianças de seus pais. O governador ignorou o aviso, e as empresas se mudarão para o Texas.
A transição “é maldade”, para Musk. “Quase toda criança passa por uma crise de identidade. É possível para adultos manipular essas crises para convencê-las que são de outro gênero”. Os bloqueadores de puberdade “são drogas de esterilização”, afirmou.
“Aconteceu com um dos meus meninos mais velhos”, contou Musk. “Me enganaram e assinei documentos para o Xavier, antes que eu entendesse o que estava acontecendo. Disseram que ele cometeria suicídio”.
“Não consigo imaginar um terapeuta fazendo algo pior que isso”, reagiu Peterson.
“Não explicaram para mim que os bloqueadores esterilizavam. Perdi meu filho, basicamente. Eles chamam de deadnaming [usar o ‘nome morto’ da pessoa trans] por uma razão. A razão é que o filho ‘morre’. Meu filho Xavier ‘morreu’, foi ‘morto’ pelo vírus mental woke. Então eu jurei destruir o vírus mental woke depois disso. Estamos fazendo progresso”, disse Musk. “Bem-vindo ao clube”, respondeu Peterson.
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Se você também se revolta com dados sobre analfabetismo no Brasil, que não levam em conta os analfabetos funcionais, o artigo abaixo é de muita valia.
Vivemos numa sociedade onde, infelizmente, credita-se o valor de alfabetizado àquele que sabe assinar o próprio nome. Mas não temos um sem-número de pessoas que não conseguem interpretar textos?
PARA ROMPER COM O ANALFABETISMO FUNCIONAL
por Priscila Cruz* (Estadão, 25/06/2017, pg 2)
A recente divulgação dos dados da oitava edição do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), pesquisa realizada pelo Instituto Paulo Montenegro e pela Ação Educativa, com apoio do Ibope, oferece um painel extenso e consistente dos níveis de alfabetismo de jovens e adultos brasileiros nos últimos dez anos.
Diferentemente das estatísticas fornecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que se baseiam em dados autodeclarados, o Inaf é realizado por meio de uma entrevista e um teste, avaliando efetivamente as habilidades de leitura, escrita e Matemática de brasileiros entre 15 e 64 anos de idade, classificando-os em quatro níveis de alfabetização: analfabetos, alfabetizados em nível rudimentar – estes dois considerados como analfabetos funcionais -, alfabetizados em nível básico e alfabetizados em nível pleno – considerados juntos como alfabetizados funcionalmente. É este último nível, o pleno, que precisamos universalizar, pois é a condição necessária para a inserção digna e autônoma na atual sociedade, crescentemente complexa.
Os dados revelam que o Brasil parece ainda não se ter dado conta da urgência e da gravidade dos problemas que enfrenta no campo da educação.
Ainda que se tenha reduzido a proporção de analfabetos funcionais e aumentado os que estão no nível básico, é preciso mais, bem mais. Nossas atenções devem estar voltadas para o nível pleno de alfabetismo – e aqui houve retrocessos preocupantes. Entre 2001 e 2011, o domínio pleno da leitura caiu de 22% para 15% entre os que concluíram o Ensino Fundamental II, e de 49% para 35% entre os que fizeram o ensino médio. Com ensino superior, 38% não chegam ao nível pleno.
Como referência, no nível pleno estão as pessoas que conseguem ler e compreender um artigo de jornal, comparar suas informações com as de outros textos e fazer uma síntese dele. Em Matemática, as que resolvem problemas envolvendo porcentuais e proporção, além de fazerem a interpretação de tabelas e gráficos simples.
Não conseguimos avançar do básico para o pleno, nível estagnado há dez anos. Mesmo que o Inaf não seja um indicador escolar, pesquisando até mesmo pessoas que nunca tiveram acesso à escola, podemos atribuir parte desses resultados, justamente, à falta de acesso e à insuficiente aprendizagem dos alunos ao longo da educação básica. Ainda hoje não conseguimos garantir que todas as crianças e todos os jovens estejam na escola e adquiram as habilidades esperadas em cada série em disciplinas básicas como Português e Matemática.
Tal situação evidencia a urgência de um investimento eficiente, consistente e focado nos anos iniciais. É neles que todo o problema começa, mas também é neles que a solução deve nascer.
Portanto, como sociedade, precisamos exigir que todas as crianças estejam plenamente alfabetizadas até os 8 anos de idade. Sem se perder em discussões ideológicas estéreis, sem concessões de espécie alguma. É um direito de nossas crianças, que precisa ser assegurado.
Esse é o primeiro passo, e ainda estamos muito longe de considerá-lo um patamar vencido. A Prova ABC – a primeira avaliação externa da alfabetização das crianças de 8 anos realizada em 2011 pelo movimento Todos Pela Educação, pelo Instituto Paulo Montenegro/Ibope, pela Fundação Cesgranrio e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) – mostrou que pouco mais de metade das crianças avaliadas apresentara aprendizado adequado em leitura e escrita no final do terceiro ano do ensino fundamental, e essa proporção cai para pouco mais de 40% em Matemática. As que não conseguem alfabetizar-se nessa etapa passam a acumular lacunas cada vez maiores, o que dificulta ou até mesmo impossibilita a sua aprendizagem nas etapas posteriores.
Dessa maneira, os dados revelados pelo Inaf 2012, somados aos indicadores produzidos pela Prova ABC, expõem o grande desafio educacional deste início do século 21: garantir a todos a alfabetização plena, pré-requisito para a garantia do aprendizado ao longo de toda a vida escolar de crianças e jovens.
Para mudar esse cenário é fundamental avançarmos rapidamente na agenda que deveria ter sido cumprida no século passado e romper com o descaso histórico com a qualidade da educação, direcionando muito mais esforços para assegurar que todos os alunos atinjam a competência em leitura, escrita e Matemática. E para isso é necessário começar pela base, desde a Educação Infantil.
O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) – a avaliação bianual realizada pelo Inep para monitorar a aprendizagem no final de cada ciclo – comprova essa tese. A pontuação média em Língua Portuguesa dos alunos do terceiro ano do ensino fundamental que não cursaram a Educação Infantil é de 169, enquanto a dos que a cursaram é de 187. Se a Educação Infantil tivesse uma qualidade muito boa no Brasil, esse impacto seria ainda maior.
Todas as evidências científicas apontam para a qualidade dos professores como fator determinante. Um bom professor é um ótimo começo. Assim, é preciso atrair os melhores professores para essa etapa do ensino, os mais experientes e mais bem preparados para trabalhar com as crianças que cursam os anos iniciais. As faculdades de Educação precisam ser reformuladas, colocando o foco na aprendizagem dos futuros alunos de seus alunos.
É vergonhoso que o país que tem o sexto produto interno bruto (PIB) do mundo esteja entre os piores em educação. Não obstante o Brasil conseguir acumular riquezas, não consegue distribuí-las de forma justa, e a má distribuição de renda é reflexo da educação de baixa qualidade.
Mais do que garantir escola para todos, é preciso universalizar a aprendizagem.
* DIRETORA EXECUTIVA DO MOVIMENTO TODOS PELA EDUCAÇÃO
