– Fracassando de Maneira Correta

Nós, brasileiros, costumamos encarar os empreendedores que passaram pela experiência do fracasso como condenados; sujeitos sem segunda chance e marcados eternamente.

Diferentemente, os americanos encaram os administradores que já viveram o fracasso como executivos experientes; pessoas que aprenderam o que não fazer e que sentiram na pele os danos, conhecedores dos erros que devem evitar.

A Revista Época Negócios, edição de Maio/2016, Caderno Inteligência, pg 137, traz um artigo inteligente de como fracassar no momento certo. Compartilho em: http://is.gd/FRACASSO

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– Arte, Grafite e Pichação!

Vejo com bons olhos a discussão sobre grafite versus pichação em São Paulo, chegando ao consenso de que os muros não podem ser vandalizados e os grafiteiros carecem de autorização para mostrar seu talento.

Aí fica outra coisa para ser debatida: por quê não usar as calçadas?

Isso, abaixo, é uma verdadeira obra-de-arte:

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– A Saia Masculina começa a virar moda no Brasil!

O que você acha disso: homens brasileiros usam cada vez mais “saia” como roupa de passeio.

Sem preconceito nem entrando na opção / preferência sexual de ninguém, mas… eu não me sentiria a vontade usando um vestido, por exemplo.

Motivos? Constrangimento e desconforto.

E você, homem, o que acha disso?

Extraído de ISTO É, ed 2463, pg 50

ELES ESTÃO DE SAIA

Por Camilla Brandasille

Nas passarelas da alta-costura masculina desde 1980, tendência chega aos guarda-roupas dos homens e enfatiza discussão sobre moda sem gênero

A primeira saia usada pelo artista baiano Leonardo França, 36 anos, foi emprestada da mulher. Foi depois de ouvir uma entrevista com Laerte, cartunista que ganhou manchetes ao expor sua preferência por vestir modelos femininos. França gostou do estilo e da mensagem que vestir a peça carregava. “Acho bonito esteticamente e, ao usá-la, tento expandir o entendimento de ser heterossexual experimentando coisas tidas como femininas, independentemente se vai coincidir com o que se chama pretensamente ‘de homem’ ou ‘de mulher’”, afirma. Depois das primeiras experiências com o traje, até então inusitado, decidiu ele mesmo entrar em uma loja e comprar sua saia, hoje uma peça usual em seu guarda-roupa. “Uso também para mostrar ao meu filho de três anos que ele pode utilizar elementos de vários universos.”

Construção social
Como França, outros homens, famosos e anônimos, têm aderido a essa tendência, que surgiu nas passarelas na década de 1980, em desfiles dos estilistas Jean Paul Gaultier, Giorgio Armani e Kenzo, como explica Astrid Façanha, professora de Moda do Centro Universitário Senac, em São Paulo. Na época restrita aos desfiles, hoje, mais de 30 anos depois, a moda tem ocupado ruas e vitrines, principalmente de marcas que surgem com uma proposta “genderless” (sem gênero). “Ainda que seja uma tendência contemporânea, é interessante perceber que em outras culturas e momentos históricos as saias eram peças masculinas”, afirma o estilista e consultor de moda Dudu Bertholini. Como na Grécia Antiga e no Império Romano, na Índia e na Irlanda dos “kilts”. “Então, se olharmos de um ponto de vista objetivo, a roupa não tem gênero. Nada vai dizer que isso ou aquilo é masculino ou feminino. São construções sociais que criamos ao longo da história.”

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– A verba polpuda às escolas de samba ligadas ao futebol em SP.

Quase R$ 5 milhões de reais foram distribuídos para as Escolas de Samba ligadas às torcidas organizadas de futebol. Os valores variam de acordo com a divisão (grupo especial, de acesso, etc., ou se preferir: 1a, 2a, 3a divisão).

Me preocupa em tempos de economia tanto dinheiro gasto, sendo que essas organizações têm suas arrecadações. Pior do que isso: essas escolas saem do noticiário esportivo e aparecem nas páginas polícias, normalmente envolvidas com brigas, armas, drogas e outras arbitrariedades. Claro que não se pode generalizar, mas costuma ser um fato frequente. Há gente muito boa e honesta que Samba, mas os cartolas dessas escolas…

Abaixo:

Gaviões da Fiel Torcida: R$ 1.181.546,88

Mancha Verde: R$ 1.181.546,88

Dragões da Real: R$ 1.181.546,88

Independente Tricolor: R$ 783.358,86

Torcida Jovem: R$ 186.932,10 

Camisa 12: R$ 93.541,02

Pavilhão 9: R$ 88.148,43

TUP: R$ 18.097,15. 

Não seria menos discutível e mais plausível que essa verba vultuosa fosse destinada aos hospitais públicos?

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– A Marmelada do Carnaval Carioca

Veja que coisa: A Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro determinou minutos antes da apuração do resultado do desfile de 2017 que não haverá rebaixamento! Isso significa que as duas últimas colocadas da 1a divisão não vão cair para a Segundona.

E a quem beneficia tal medida? Às agremiações que produziram acidentes, ferindo 32 pessoas e constrangendo a todos.

É lógico que a pequena Paraíso e a gigante Unidos da Tijuca (essa mais influente) pressionaram e a Liga aceitou. Que fique claro: elas não são vítimas para serem ajudadas, as duas escolas são CULPADAS e deveriam ser punidas, não ajudadas!

No futebol, isso se chama VIRADA DE MESA. Vergonhoso…

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– O Carnaval Começou? E pra Você?

Oficialmente, hoje é dia dos festejos do Carnaval (mesmo tendo começado antes). Tem muito folião festejando por aí! Há aqueles que esperam ansiosamente a época carnavalesca.

É cultura, gosto, modo de viver… Eu viveria muiiiiiito bem sem ele, mas respeito quem curte.

Pra mim, a época seria boa para descansar se não fosse necessário trabalhar. Aliás: não me entra na cabeça a rede bancária estar fechada na 2a feira, ontem, por culpa do Carnaval!

E você, o que acha das comemorações carnavalescas? Deixe seu comentário:

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– Que a verba do Carnaval realmente vá para a Saúde Pública.

Ainda rende a polêmica sobre a Prefeitura de Jundiaí não financiar o desfile das Escolas de Samba na cidade. Mas nesta, confesso, estou com o prefeito (desde que realmente a verba seja usada no Hospital São Vicente).

Me pesa a discussão Cultura versus Saúde. É claro que devemos respeitar àqueles que gostam do carnaval, mas ajudar os doentes vem em primeiro lugar.

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– É sincretismo, ecumenismo ou “tudo junto e misturado”?

Não é crítica, é curiosidade: o Carnaval, festa pagã que em muitos momentos é criticada, tem conotação diferente dependendo do lugar. Na Bahia, faz parte do dia-a-dia. No Rio de Janeiro, algo inusitado: conseguiu reunir diferentes profissões de fé num ato ecumênico improvável.

Abaixo, extraído de: https://carnaval.uol.com.br/2017/noticias/redacao/2017/02/20/ato-com-candomble-umbanda-e-catolicismo-lava-a-sapucai-para-o-carnaval.htm?cmpid=tw-uolnot

ATO COM CANDOMBLÉ, UMBANDA E CATOLICISMO LAVA A SAPUCAÍ PARA O CARNAVAL

Por Marcela Ribeiro

Banho de arruda, tambor, Pai Nosso e um único objetivo uniu grupos religiosos do candomblé, da umbanda e do catolicismo — representado por padre Antônio, da arquidiocese do Rio de Janeiro — na lavagem do sambódromo neste domingo (19).

Há 40 anos, Ruth Pinheiro participa deste momento e explica a importância do ato. “Nós trazemos a paz, a união, uma corrente do bem e do amor para que tudo dê certo durante o Carnaval”.

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“Nós trazemos a paz, a união, uma corrente do bem e do amor”, explica Ruth Pinheiro, que participa do ato com Mariah da Penha

Ao lado dela, Mariah da Penha já perdeu as contas do tempo que participa da lavagem. “Trazemos axé. É um ano difícil, de acontecimentos e desastres, e pedimos a proteção do nosso pai Oxossi“, conta.

Antes da cerimônia, que antecedeu o desfile técnico da Mangueira, o público ouviu “Nossa Senhora”, de Roberto Carlos, e “Faz um Milagre em Mim, de Regis Danesse.

A lavagem começou com toque de tambores do centro espírita Vovó Carolina. Uma imagem de São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro, participou do cortejo, que além dos membros religiosos, trouxe muitas crianças de escolas de samba mirins.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira Dafne Mirelle, 7, e Arthur de Oliveira, 6, da Aprendizes da Penha, deu um show de fofura e talento.

Em sua estreia na Sapucaí, o pequeno Arthur não escondia a empolgação e o cansaço na avenida. Já Dafne não perdeu a pose e sambou sem parar em cima de botinha dourada de salto alto, enquanto ouvia dezenas de elogios e pedidos de fotos.

Estou emocionada. Que momento lindo“, dizia ela.

No final do cortejo, animado pela bateria da Unidos da Tijuca e com sambas famosos de Mangueira, Salgueiro, Portela e Vila Isabel, puxados por Dudu Nobre e outros cantores, uma bandeira chamou a atenção.

A imagem de Marcos Falcon, presidente da Portela, assassinado a tiros em setembro do ano passado, com os dizeres “Eterno Guerreiro”, homenageou o portelense e encerrou a lavagem do sambódromo, como um pedido de paz no Carnaval.

– Os Fantasmas da Realeza!

A Rainha Sílvia, da Suécia, declarou ao canal estatal do país que convive com fantasmas no Castelo de Drottningholm, o palácio em que vive.

Mas há um detalhe importante: são ectoplasmas bonzinhos, não fazem mal a ninguém e não a incomodam!

E o pior é que não é trollagem, ela disse mesmo… Aliás, como nações tão desenvolvidas ainda têm reis e rainhas a custo tão alto? Só pode estar sobrando dinheiro…

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– A ótima sugestão de passeio cultural e artístico é…

… a exposição de presépios do Museu “Solar do Barão”, na cidade de Jundiaí!

Arte pura: de biscuit até pecinhas em miniaturas dentro da casca de ovo, vale a visita. Abaixo, uma montagem com os 18 mais interessantes:

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– Dia das Bruxas ou Dia do Saci?

Tenho amigos que acreditam em Saci-Pererê. Aliás, são criadores de sacis e possuem até mesmo uma associação (ANCS – Associação Nacional dos Criadores de Saci)! E duvide deles para você ver…

Digo isso pois hoje é o Dia do Saci! A data foi criada em 2005, contrapondo-se à festa do HalloweenÉ uma espécie de resposta do folclore brasileiro a uma inculturação americana.

Entretanto, tanto o Saci como o Halloween tem origens diversas. Uma das estórias conta que o Saci era uma entidade indígena que conhecia as plantas, uma espécie de “deus das ervas”, e misturando-se com a cultura afro, virou negrinho e começou a fumar cachimbo. Depois, nossos escritores o tornaram mais simpático com gorrinho e molecagens! Já o Halloween tem origem Celta e era a festa das vésperas do Dia de Todos os Santos, uma celebração pagã que encontrou um sentido sincrético-religioso.

Dois textos abaixo sobre esse assunto, com as citações abaixo:

DIA DO SACI

O Saci, ou Saci-pererê, é um personagem bastante conhecido da mitologia brasileira, que teve sua origem presumida entre os indígenas da região das Missões, no Sul do país. Inicialmente retratado como um endiabrado, é uma criança indígena, com uma perna e de cor morena, com a diferença de possuir um rabo. Suas histórias se espalharam e chegando à Região Norte do Brasil, a mitologia africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, imagem que prevalece nos dias de hoje. Herdou também a cultura africana do pito, uma espécie de cachimbo, e da mitologia européia, herdou o píleo, um gorrinho vermelho.

Considerado uma figura brincalhona, que se diverte com os animais e pessoas, fazendo pequenas travessuras que criam dificuldades domésticas, ou assustando viajantes noturnos com seus assobios. O mito existe pelo menos desde o fim do século XVIII. O saci não tem amigos, vivendo solitário nas matas. Também conhecido como menino de uma só perna.

A função desta “divindade” era o controle, sabedoria, e manuseios de tudo que estava relacionado às plantas medicinais, como guardião das sabedorias e técnicas de preparo e uso de chá, mezinhas, beberagens e outros medicamentos feitos a partir de plantas.

Como suas qualidades eram as da farmacopéia, também era atribuído a ele o domínio das matas onde guardava estas ervas sagradas, e costumava confundir as pessoas que não pediam a ele a autorização para a coleta destas ervas.

O primeiro escritor a se voltar para a figura do Saci-Pererê foi Monteiro Lobato, que realizou uma pesquisa entre os leitores do jornal O Estado de S. Paulo, colhendo depoimentos sobre o nosso “diabinho”. O resultado foi publicado (1918) em forma de livro: ‘O Sacy-Pererê – resultado de um inquérito’; além de publicar ‘O saci’ – obra-prima sobre o folclore brasileiro – Lobato utilizou a figura do simpático diabrete no conto Pedro Pichorra, em que um menininho se vê confrontado com o seu medo ao Saci. Imortalizado nas histórias contadas à beira das fogueiras nas cidades do interior do Brasil, o Saci ganhou um novo e importante aspecto cultural nos livros de Monteiro Lobato e nas histórias em quadrinhos de Ziraldo, criador da ‘Turma do Saci Pererê’, alcançando desta forma, também as crianças da cidade grande. Figura ainda em muitas histórias do Chico Bento, personagem criada por Maurício de Sousa, típico caipira do interior paulista. Com a contribuição destes escritores o mito do Saci sobrevive à invasão das culturas estrangeiras amplamente divulgadas pela mídia. Com a transposição dos textos de Lobato para a Televisão, o Saci deixou o imaginário para ser personificado numa figura de carne e osso.

O Saci é apenas o mais famoso integrante do Dia das Bruxas nacional.

DIA DO HALLOWEEN

Todos os anos, na noite de 31 de outubro, milhões de crianças de toda a América do Norte pintam seus rostos, vestem fantasias e vão de porta em porta coletando doces. Os adultos freqüentemente decoram suas casas com figuras fantasmagóricas, esculpem rostos assustadores em abóboras e põem velas dentro delas para criar lanternas. Infelizmente, em meio a milhões de norte-americanos satisfeitos em suas fantasias, muitos são ademais muçulmanos. Esse artigo ira emitir alguma luz no significado e nas origens da véspera do Dia de Todos os Santos e porque muçulmanos não deveriam participar desta data.

Origens do festival da Véspera do Dia de Todos os Santos

O clássico festival celta (irlandês/escocês/galês), chamado “Samhain”, é considerado por muitos historiadores e eruditos o predecessor da atual Véspera do Dia Todos Santos. Samhain era o dia de Ano Novo dos celtas pagãos. Era também o Dia dos mortos, época em que se acreditava que às almas dos que morreram durante o ano era permitido acessar na “terra dos mortos”. Muitas crenças tradicionais e costumes associados ao Samhain continuam sendo praticados atualmente no dia 31 de outubro.

Os costumes mais notáveis são a prática de deixar oferendas como comida e bebida (hoje doces) para foliões mascarados e fantasiados e, o ato de acenderem fogueiras. Elementos desse festival foram incorporados ao festival cristão de Véspera de Todos os Santos, a noite que precede o Dia de Todos os Santos.

O significado do nome “hallow-even” (Véspera do Dia de Todos os Santos) foi o que nos deu o nome “halloween”. Até recentemente, em algumas partes da Europa acreditava-se em que nessa noite os mortos andavam entre eles e que as bruxas e feiticeiros voavam com eles. Preparando-se para isso, fogueiras eram feitas a fim de repelir esses espíritos maléficos.

No século XIX, brincadeiras de bruxas foram substituídas por travessuras de crianças. O espírito do samhain, uma vez acreditado ser selvagem e poderoso, é agora reconhecido como sendo maligno. Devotos cristãos começaram a rejeitar esse festival. Eles descobriram que os supostos deuses, deusas e outros seres espirituais das religiões pagãs eram trapaças diabólicas. As forças espirituais as quais as pessoas experimentaram duramente o festival eram certamente reais, mas eram manifestações do mal que desencaminhava as pessoas para o culto de falsos ídolos. Conseqüentemente, eles rejeitaram os costumes associados à Véspera do Dia de Todos os Santos, incluindo todas as representações de fantasmas, vampiros e esqueletos humanos – símbolo dos mortos, do diabo e de outras malignas criaturas. É preciso ser notado também que, ate hoje, muitos adoradores de “satã” consideram a noite a noite de 31 de outubro como sendo a mais sagrada e, muitos devotos cristãos hoje continuam se distanciando desse festival pagão.

Texto 1- Extraído de: CLIQUE AQUI

Texto 2 – Extraído de: CLIQUE AQUI

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– Descanse em Paz, Cláudio Pastro

Que pena! Sou admirador do trabalho de Cláudio Pastro e só soube hoje do seu falecimento.

Tenho um maravilhoso livro dele sobre ambiente, simbolismo e arquitetura de templos católicos. Várias igrejas têm suas obras de arte muito bonitas.

Uma artista que sabia expressar a fé em representações. Que repouse no lugar merecido e dedicado à quem evangeliza (como fez pelo seu trabalho).

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– O ódio às Pessoas que Pensam!

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os ‘com-diploma’, começando com jornalistas e aqueles ‘que escrevem artigos em jornais’”

Refletiram a opinião acima? É do Consultor em Administração Stephen Kanitz, uma das mentes mais brilhantes do Brasil. Ele fala sobre o ódio de alguns sobre uma elite intelectual, a caça à classe média e a perseguição pelos órgãos de imprensa.

Quando ser inteligente torna-se repugnante (para alguns)…

A ONDA ANTIINTELECTUAL

por Stphen Kanitz

Por que o PT odeia tanto o PSDB, se ambos têm o mesmo ideário e adotam basicamente os mesmos programas?

Por que Lula rompeu com a ala intelectual de sociólogos, filósofos, antropólogos, historiadores e economistas de seu partido que lhe deram apoio total?

Quando Lula critica as elites, ele se refere à elite intelectual, não à elite empreendedora que ele admira. Quanto mais o PSDB batia na tecla de que Lula não tinha diploma, mais ele subia nas pesquisas eleitorais.

Tudo isso são sintomas de um perigoso antiintelectualismo que cresce na América Latina. A eleição de Hugo Chávez e Evo Morales mostra o mesmo fenômeno. O povo latino-americano se cansou do silêncio, da soberba e da incompetência de sua elite intelectual, que pouco cria e só copia teorias como Inflation Targeting, por exemplo.

Essa onda antiintelectual não é resultado do obscurantismo nem do populismo, como acham alguns. É resultado dos mirabolantes planos elaborados às pressas por professores de fala difícil que nunca pisaram num chão de fábrica (ao contrário de Lula), que nunca ouvem ninguém e tanto sofrimento e confusão trouxeram à nação. A classe média, normalmente responsável pelo crescimento de uma nação, foi alijada do poder por intelectuais de gabinete, e por isso ela vota maciçamente no PT.

Na China, os intelectuais foram ativamente perseguidos durante a famosa Revolução Cultural. As universidades permaneceram fechadas por praticamente dez anos, para o desespero deles. Hoje, o povo chinês acredita que foi justamente isso que colocou o país no eixo. “Os intelectuais foram obrigados a fazer algo que nunca fizeram, a trabalhar no campo como nós”, disse-me um porteiro de hotel em Beijing. “Os líderes de hoje são justamente aqueles que por dez anos não foram educados por intelectuais”, comentou nosso taxista em Xangai. A história do mundo está repleta de “revoltas das massas”, queimando livros e intelectuais.

Nos Estados Unidos, a intelligentsia é malvista, como gente que somente usa o intelecto e nada mais, que só critica e nada produz de prático ou pragmático.

Definir-se como “intelectual”, como muitos fazem, é visto como uma atitude elitista e arrogante. Afinal, todo ser humano, por mais humilde que seja, tem de usar o intelecto para desempenhar sua função, desde o porteiro do prédio até o motorista do ônibus escolar de seu filho.

Essa é a verdadeira questão por trás da atual crise do PSDB. Desde 2004, há uma divisão declarada no partido entre “os que trabalham e os que escrevem artigos de jornal”, como disse em público um de seus mais destacados membros do baixo clero.

Quais as conseqüências práticas de tudo isso?

Em primeiro lugar, a América Latina não está dando uma guinada para a esquerda, como acreditam alguns, mas uma perigosa guinada contra a intelligentsia nacional, ou seja, justamente o contrário. É o feitiço virando contra o feiticeiro, o que tantas vezes ocorre na história, a começar pela Revolução Francesa.

Em segundo, os investidores internacionais percebem que não correm perigo na América Latina, tanto que o risco Brasil nunca esteve tão baixo, justamente porque eles acreditam que Lula não fará loucuras em seu segundo mandato presidencial, se for reeleito. Eles têm certeza de que ele não usará teorias heterodoxas nunca antes testadas, e sim o bom senso, na medida do possível.

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os “com-diploma”, começando com jornalistas e aqueles “que escrevem artigos em jornais”. Seria o fim da imprensa como a conhecemos.

Deixar de lado os intelectuais, como muitos países fazem, obviamente não é a solução. Exigir que sejam mais pragmáticos, mais realistas, menos dogmáticos é uma forma mais acertada de resgatar a verdadeira função deles.

Toda nação precisa de centenas de milhares de pessoas que analisem seus problemas corretamente e apresentem não dogmas do passado, mas soluções para o futuro. Mas, se essa onda sair do controle, quem irá defender nossos intelectuais contra um movimento que muitos deles ajudaram a iniciar?

– “O Juramento” é literatura obrigatória para quem gosta de futebol. 

Estive no lançamento do livro de ficção do jornalista Flávio Prado, intitulado “O Juramento“, nesta última segunda-feira no Club Homs.

Gente de bem ali presente, várias personalidades importantes do futebol brasileiro, além de outras notórias pessoas – dos treinadores Leão, Muricy Ramalho, Milton Cruz até o Padre Marcelo Rossi. Claro, além de vários colegas de profissão do Flávio.

Sobre o livro: uma imensa viagem no imaginário! Que leitura agradável, trazendo alguns exemplos de fatos verídicos do futebol com desfechos alternativos.

Quer que eu conte algum? Nada disso, compre o livro que valerá a pena!

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– Um mundo machista tentando salvar as mulheres da diabetes.

Se a mulher quer trabalhar, deve pedir ao marido.

Dirigir? Tem que ter uma autorização especial.

No mundo machista árabe (abaixo), uma conquista: elas poderão participar de eventos para recuperar a saúde contra a diabetes!

Extraído de OESP, 18/09/2016, Caderno Internacional, página A17

SAUDITAS CRIAM PLANO ESPORTIVO PARA MULHER

Por Jamil Chade

Na Arábia Saudita, mulheres só viajam, trabalham ou mesmo se casam com a autorização de um homem. Outra batalha é dirigir. Mas um pequeno passo foi dado no mês passado num direção contrária. O governo de Riad anunciou a escolha da princesa Reema bin Bandar al-Saud para comandar o departamento de esporte feminino do país. O objetivo da iniciativa não envolve o desempenho esportivo, mas sim combater uma epidemia da diabetes.

Reema sabe que introdução do esporte para as meninas promete ser um desafio social. “Temos fronteiras culturais e preciso garantir que as atividades que queremos promover estejam dentro dessas fronteiras”, disse a princesa, filha do ex-embaixador saudita nos EUA. “Mas o que é universal é o bem-estar, fitness e saúde. Todos os homens e mulheres devem ser saudáveis.”

As 13 milhões de meninas e mulheres do reino saudita têm a segunda pior taxa de diabete do mundo. “Os dados são chocantes. Comemos de forma errada e precisamos encorajar as pessoas a se move”, admitiu a representante da nobreza saudita. “Temos um plano de infraestrutura. Mas a forma de pensar afeta como você vai agir. Agora, precisamos mudar a forma que essas garotas pensam. Elas precisam pensar que têm o direito de serem saudáveis.”

A princesa admite que nem sempre as meninas sabem que têm o direito de fazer esportes. “Para algumas dessas garotas, um dos obstáculos pode ser sua comunidade. Para outras, pode ser até a família. Mas nosso papel é o de criar a mensagem correta e programas que façam os familiares se sentirem confortáveis de que o que estamos fazendo é uma agenda de saúde. Não há nada além disso”, afirmou a princesa.

A princesa garante também que, quando conta seus planos para as mulheres sauditas, a resposta tem sido positiva. “Eu vou abrir portas. Mas se quisermos mudar as coisas, são as meninas que terão de participar. Podemos criar leis e infraestrutura. Mas se elas não participarem, não há sentido. Precisamos incentivar as meninas e explicar que sua saúde é importante para a nação e para suas crianças”, disse.

Para que essa mudança ocorra, uma nova infraestrutura será criada nos próximos meses. “As mulheres precisam de privacidade”, disse a nova responsável pelo esporte feminino saudita. “As mulheres não querem tirar o véu diante de homens. Não querem compartilhar banheiros, nem os aparelhos de exercício. Existem muitos negócios no mundo erguidos com base na privacidade da mulher, até mesmo nos EUA. No nosso caso, é uma necessidade.”

Um dos próximos passos é o de definir uma lista de modalidades esportivas que, sem muita adaptação, poderão ser praticadas e oferecidas às meninas. No total, serão 14 esportes que estarão nesse programa sem conflito cultural e permitirá incentivar as mulheres a se exercitar. Para conhecer experiências de diversos países, ela tem promovido viagens aos EUA, Europa e o Brasil.

Por cinco anos, a princesa implementou um plano nacional para tornar mais feminino o comércio no país. Entre suas missões, estava a criação de locais exclusivos para mulheres e a geração de postos de trabalho para as profissionais. Ela criou lojas com vestiários apenas para mulheres, atraindo uma clientela considerável. Isso exigiu criar um sistema de transporte para levar as funcionárias desses locais, além de colocar seus filhos em locais seguros. Agora, ela promete fazer o mesmo no esporte. “Estamos em 2016. Não podemos ser obrigadas a escolher entre ter filhos e trabalhar ou fazer exercícios”, disse.

A iniciativa é um passo considerado como positivo por entidades de direitos humanos que duramente criticam o regime, como a Human Rights Watch. “As mulheres estão mudando o jogo” , disse a ONG. “Mulheres e meninas na Arábia Saudita precisa ser capazes de realizar seus sonhos de participar de eventos esportivos, do primário à conquista de uma medalha de ouro”, afirmou Minky Worden, representante da Human Rights Watch.

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– A infeliz afirmação do Secretário de Cultura de Jundiaí sobre pichadores.

Em ano eleitoral, devemos tomar certos cuidados. Portanto, não vale fazer demagogia extrema que o cara acaba falando coisa que não deve.

Nesta sexta-feira, ouvi o Secretário de Cultura de Jundiaí em entrevista ao jornalista Adilson Freddo (em seu programa matinal na Rádio Difusora) falando sobre arte. Tratou-se sobre Grafite e, em determinado momento, quando questionado sobre pichações, o Secretário saiu com uma pérola:

Pichar também é uma arte, uma arte de protesto. Existe um dito (…) de que ‘quem picha está incomodado e instigando o acomodado’”.

Que bobagem!

O Adilson ainda deu oportunidade para ele dar uma corrigida, e neca de pitibiriba.

Certamente o representante público se mancará que foi infeliz no seu discurso. Quanto dão de prejuízo os pichadores destruindo os bens públicos? As obras históricas vandalizadas?

Vai me convencer que isso é protesto?

Pior: essas gangues ainda dão prejuízos aos moradores, enfeiam e desvalorizam os imóveis. Não merecem o nosso respeito e cometem crime, não arte.

Uma pena tal discurso equivocado do Secretário (mas reitero: uma gafe, ele próprio não deve pensar isso).

Por quê os pichadores não picham a própria casa deles? Aliás: e o recente episódio dos pichadores que assassinaram o dentista em Pirituba? Que momento delicado.

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– Festas Juninas ou Joaninas?

Tanto faz. Juninas são as festas folclóricas dedicadas aos santos em Junho, feitas de um jeito caipira (assim como Julinas são as de Julho). Joaninas são as festas caipiras dedicadas a São João Batista.

O que importa é: são sempre cheias de guloseimas, com ambiente familiar e de ótimo propósito.

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– Hoje é dia de Portugal. Viva Camões!

Celebra-se hoje o dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas. Motivo? São dois:

1) É o dia de falecimento do poeta Luís de Camões, que propagou mundo afora a língua que falamos.

2) Também é dia do Santo Anjo da Guarda de Portugal, protetor da nação lusitana.

Sendo assim, dia 10 de Junho é feriado na nossa Pátria-Mãe. E o mais curioso é: quando Portugal viveu a ditadura, era o Feriado do “Dia da Raça”. Em tempos politicamente corretos, tal título não seria adequado…

Ainda: com tantos assassinatos à língua portuguesa, como a criação de demagogos verbetes e termos (“Presidenta” me dói…), vale um dos poemas de Camões:

Amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói, e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;

É um andar solitário entre a gente;

É nunca contentar-se de contente;

É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Qualidade indiscutível!

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– 118 anos de Lampião, Rei do Cangaço

Se vivo fosse, Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como “Lampião“, faria 118 anos.

Bandido, matador, terrorista sanguinário. Mas no Folclore e na história, para alguns, uma lenda do Sertão, justiceiro e amigo dos pobres.

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– A Saudade de Pixinguinha…

No dia 23 de abril de 1897 nascia Pixinguinha, o pai de um dos ritmos mais prazerosos de se ouvir: o Chorinho! Por isso, hoje se celebra o Dia do Chorinho!

Carinhoso é o carro-chefe das suas obras-primas. Mas sabia que a letra da canção só veio anos mais tarde, com o compositor João de Barro?

Ouça essa maravilha: http://www.youtube.com/watch?v=EGWg4YpS1ls

– Curto e Grosso: Começamos 2016 agora ou não?

Dizem que o Brasil só começa depois do Carnaval. Para mim, em questão de trabalho e pagamento de contas, não. Para recebimentos, sim, infelizmente.

Vamos ver se agora o país começa a engrenar. Afinal, hoje já é dia 15 de fevereiro!

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– Carnaval é festa ou é briga?

Não sou chegado em carnaval, mas respeito quem gosta. E vendo a apuração na TV… caramba!

Os caras se matam, os juízes incrivelmente DEIXAM de dar nota e a pancadaria rola solta.

Cadê o discurso “da comunidade”, do empenho do povo sofrido? Fica jogado para trás?

A gente de bem que faz o Carnaval acaba se misturando com os briguentos que não sabem perder. Sem contar com a desorganização que impera na Liga das Escolas de Samba.

Que feio o que foi visto no Anhembi. Quando se resolverá tudo isso?

Primeiro, tiraram a presença da torcida da apuração. Agora, tirarão os representantes?

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– KidZania: Gostei, mas poderia ser melhor!

Recentemente fui ao KidZania, um empreendimento extremamente inteligente, educativo e divertido. É um Parque de Diversões Temático, voltado às profissões, idealizado para as crianças e com parceria de grandes e reconhecidas empresas. Ótima opção de lazer, com muita variedade e aprendizado.

Porém, algumas coisas positivas e negativas:

POSITIVAS

Renomadas empresas: Burger King, Pizzeria 1900, Nikkon, TAM, Yakult, Folha, CBN e outras empresas estão no parque e disponibilizam uma estrutura incrível!

Diversas áreas de conhecimento: as crianças aprendem profissões de todos os tipos, sendo que a descoberta das vocação é sempre induzida à elas.

NEGATIVAS

Limite de entrada de crianças em sala é baixo, e a espera se torna muito grande. Impossível brincar no Parque inteiro sem ter que ir em 3 oportunidades e dessa forma o período do funcionamento é curto.

Caríssimo! Tudo tem o preço exorbitante, das atrações aos souvenirs.

A idéia do KidZania é ótima, mas infelizmente, não é para qualquer criança, financeiramente falando.

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– A culpa é da cultura de quem?

O presidente do Irã acumula os cargos de líder civil e religioso, de acordo com a Teocracia lá imposta. O atual, Hasan Rowhani, esteve na França e foi recebido com pompa; afinal, foi comprar 118 aeronaves francesas para a Iran Air.

Nessas ocasiões, deve-se abrir “exceções” dos críticos, certo?

Para muitos, o negócio comercial supera as barreiras culturais. Mas uma gafe foi cometida: os muçulmanos não consomem bebidas alcoólicas e consideram isso um pecado, e as autoridades francesas convidaram Hasan para degustar vinhos em um evento realizado… em sua homenagem!

Aí não dá…

Melhor foi o encontro de Hasan Rowhani no Vaticano com o Papa Francisco. Na despedida, o Pontífice agradeceu sua visita e pediu para ele lutar contra o terrorismo. O clérigo iraniano, em resposta, disse: “Ore por mim, foi muito bom estar contigo”.

Será que é tão difícil promover a paz entre povos de culturas tão diferentes?

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– Desprezo do Mundo Desenvolvido pela insignificância social protagonizada pelo EI e pelo Boko Haram.

De novo, o ISIS (EI – Estado Islâmico da Síria e do Iraque), o grupo terrorista que toma a força diversas cidades no Oriente Médio, manda decapitar inocentes que pensam diferente da sua doutrina fanática e radical. E o mundo… só lamenta e nada faz!

Se tais assassinatos ocorressem no Ocidente, estaríamos enlouquecidos e clamando por Justiça e Paz. Mas lá, onde a Pobreza se concilia contraditoriamente com o Petróleo e a Religião, se ignora e se despreza o Inferno que lá virou.

Aliados do EI, o Boko Haram, que atua na África, faz a mesma coisa que seus admirados terroristas, concentrando ataques às escolas e periferias. Mas ambos praticam um ritual nojento e condenável: eles usam as mulheres reféns como escravas sexuais, utilizando-se de um trecho do Alcorão (traduzido pela interpretação exclusiva de interesse particular desses fundamentalistas) de que as mulheres do inimigo devem ser suas servas e realizarem favores – incluindo o sexo.

Claro que o livro de fé do povo muçulmano, o Alcorão (o Corão) não diz nada disso. Nem que se deve matar cristãos. Nem que se deve escravizar ou decapitar quem pensa diferente. Nem que crianças devem se tornar mártires em guerras. E nada dessas barbaridades que o mundo vê e se cala…

Um dia, Sílvio Berlusconi, numa gafe, se referiu ao mundo árabe como terra de “cidadãos de 2a categoria”. Parece que é assim mesmo que as nações ricas pensam: que todos se matem!

Triste. Enquanto isso, esses bandidos loucos matam pobres inocentes, que não tem auxílio de ninguém.

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– DICA: a Biblioteca para Deficientes Visuais do Sesc Jundiaí:

A boa dica veio da amiga Erika Oliveira Giollo: você sabia que aqui em Jundiaí, no Sesc, há uma ótima biblioteca para deficientes visuais?

E aberta a todos, desde aqueles que enxergam com alguma dificuldade até os que tem óculos de alto grau?

Compartilho da sua postagem no Facebook:

“Sesc Jundiai

Na Biblioteca estão disponíveis equipamentos para acessibilidade a deficientes áudio visuais. O Scanner e capaz de digitalizar qualquer texto e transformá-lo em audio para deficientes visuais. Nunca foram usados. Vamos divulgar antes que virem sucata.”

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– O discurso odioso do rebaixado!

Caramba! O pronunciamento do Paulo Serdan, presidente da Mancha Verde, na sua fala motivacional à sua diretoria, abre alas ou sei lá como se chama, em voz odiosa e com palavras maldosas, conclamando para uma guerra no desfile das escolas de samba foi impagável! Digno de registro a quem quer algo que NÃO REPRESENTE O ESPÍRITO CARNAVALESCO. Não tenho o áudio disponível, mas as emissoras de rádio mostraram, é só buscar na Internet.

Ridículo, a Liga deveria proibir declarações como aquela. Não pediu empenho, pediu ódio.

Carnaval não é alegria? Parecia uma convocação para uma luta ao inferno, e com “sangue no zóio”.

Busquem na Web, vocês se indignarão como eu. E como consequência, a Mancha Verde (ou Alviverde) caiu para a 2a divisão do Carnaval.

Já imaginaram se os jogadores e diretoria do Palmeiras agissem como a torcida faz em protesto contra o rebaixamento no Carnaval?
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– O Melhor da Festa da Uva 2015 de Jundiaí

Sem puxar a sardinha para nosso lado, mas… além das deliciosas uvas e dos ótimos shows e eventos da Festa da Uva de Jundiaí, um dos destaques será a dupla de sertanejo universitário Sérgio Luiz & Felipe.

Não é porque são nossos primos, mas a altíssima qualidade da banda torna obrigatório o prestígio à apresentação deles.

Que tal? Domingo próximo, dia 25, às 16h30.

Abaixo a programação:
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– Se hoje lembrássemos o dia do “Não Fico”…

Foi em um dia 09 de janeiro que Dom Pedro Rafael Gabriel (e mais vários nomes) de Orleans e Bragança disse que ficava no Brasil e não voltaria para Portugal, onde se tornaria Dom Pedro IV. Em 1822! E virou “Dia do Fico”.

E se Dom Pedro não quisesse ficar?

Quando teria sido nossa independência?

Seríamos um só Brasil ou da colônia surgiriam outros países?

Economia: como estaríamos?

Não existe achismo, mas… o que você acha?

Ah se pudéssemos criar realidades alternativas, só por curiosidade.

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– Os Municípios que não promoverão Carnaval de Rua por Economia

Gostei do que li!

Em Ribeirão Preto, as autoridades municipais cancelaram a promoção pública do Carnaval de Rua (pelo segundo ano consecutivo), devido as dificuldades econômicas e necessidade de investimentos em áreas prioritárias, como Saúde e Educação.

Ótimo pensar assim, é o contrário da política do “pão e circo” que ilude tanto o cidadão.

O Carnaval é uma bela festa popular, mas nem todos gostam. E gastar dinheiro para 3 dias de farra não deveria ser tão necessário do que melhorar as escolas e hospitais, que seriam mais úteis e perenes.

Outros municípios estão agindo dessa forma. Tomara que a “moda” continue!

Festa com dinheiro privado, tudo bem. Mas com o dinheiro dos nossos impostos, aí é questionável.

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– Novos e Antigos heróis da Marvel

Confesso: Adoro quadrinhos e aventuras de super-heróis. Sou fã do Superman! Mas, claro, curto os demais.

E não é que a Marvel prepara um pacotão de novos heróis e deseja destacar alguns esquecidos?

O Capitão América envelhecerá e será substituído; Thor será indigno do Martelo de Odin e uma mulher será a nova deusa do Trovão; e o Homem Aranha verá sua namorada se transformar em Mulher Aranha – e, acreditem, ele próprio será substituído por um garoto pobre, negro e latino.

Surpreendam-se! Extraído da Epoca.com:

Aos 75 anos, a Marvel quer contar a história dos desajustados em quadrinhos

A editora de quadrinhos de sucessos como o Homem-Aranha e os X-Men ganhou fama ao criar heróis pouco convencionais e abordar questões sociais relevantes, como preconceito racial e homofobia. Em 2014, ao completar 75 anos, abriu espaço para personagens femininas e aumentou a diversidade étnica de suas revistas

RAFAEL CISCATI
05/12/2014 16h21
Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Kamala Khan, a heroína muçulmana filha de paquistaneses. Aos 75 anos, a Marvel abre espaço para personagens femininas e diversidade étnica (Foto: Divulgação/Marvel)
Sana Amanat estava no ginásio quando dois aviões se chocaram contra as Torres Gêmeas, em 2001. Sana nasceu nos EUA em uma família muçulmana, e foi criada em um subúrbio de Jersey City, cidade vizinha à Nova York. No dia seguinte aos atentados, foi abordada por um colega de escola com quem nunca conversara: “Fale para o seu povo parar de nos atacar”. Confusa, não soube como responder à provocação: “Nos atacar? Eu pensei que eu também fosse um dos ‘nós’”, disse, enquanto narrava o incidente durante uma palestra do TEDx no início deste ano. A família de Sana veio do leste asiático. Mesmo nascida nos EUA, a menina sentia que não se encaixava perfeitamente. De repente, Sana era uma intrusa e sua cultura era sinônimo de terrorismo. Mais de uma década se passou desde então. Hoje, Sana trabalha na Marvel, uma das maiores editoras de quadrinhos em todo o mundo. Lá, ajudou a editar títulos importantes, como Wolverine e Homem-Aranha. No início de 2014, Sana tornou-se a responsável por um dos maiores sucessos recentes da Marvel, ao colocar nas páginas de uma revista as histórias de uma intrusa como ela.

>> O homem que matou os X-Men
>> E se os super-heróis fossem desenhados como as super-heroínas?

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Sana e a escritora G. Willow Wilson criaram Kamala Khan, uma garota de 16 anos que, sem aviso, adquire superpoderes e decide usá-los para proteger a vizinhança onde mora. Nada muito diferente de outros heróis – o Homem-Aranha surgiu com uma história parecida. A diferença é que Kamala é muçulmana. Filha de paquistaneses emigrados para os Estados Unidos, a menina encontra dificuldade para conciliar as expectativas e a cultura da família aos hábitos e expectativas da sociedade ocidental em que nasceu. Antes de ganhar superpodres, passa a maior parte do tempo on-line, escrevendo fanfictions – histórias fictícias criadas por fãs – da Capitã Marvel, sua heroína favorita e uma das personagens mais antigas da Marvel. Inspirada pela Capitã, Kamala veste um uniforme e assume o nome de Miss Marvel. Quando Ms. Marvel  nº1 chegou às bancas, em fevereiro, o sucesso de vendas foi imediato. O título inaugurou uma sequência de lançamentos que, ao longo do ano, mudaram a cara de diversos heróis, dando lugar de destaque a personagens femininos e de diferentes etnias. Acostumada a tratar de questões sociais nas páginas dos quadrinhos, a Marvel ficou ainda mais progressista.

Kamala Khan, segunda da esquerda para a direita, com o irmão, o pai Yusufi, a mãe Misha e o amigo Bruno (Foto: AP)  (Foto: AP)
Kamala Khan, segunda da esquerda para a direita, com o irmão, o pai Yusufi, a mãe Misha e o amigo Bruno (Foto: AP) (Foto: AP)

2014 foi um ano importante para a Marvel. Nascida como Timely Comics em 1939, a editora completou 75 anos em novembro. Marcou a data com modificações em alguns de seus principais títulos. Desde o mês passado, o Capitão América é negro. Quando Steve Rogers, o Capitão América original, começa a envelhecer aceleradamente, seu parceiro, Sam Wilson, assume sua identidade e legado. Alguns fãs ficaram contrariados com a mudança mas, de maneira geral, ela foi bem recebida: “Eu recebi uma foto de uma sala de aula com vários alunos negros”, disse Rick Remender, o autor da série, à CNN. “As crianças pulavam, com a imagem do Sam logo atrás delas. Isso é relevante culturalmente”. Thor também mudou. Considerado indigno, o filho de Odin perdeu o martelo. Seu lugar foi ocupado por uma mulher.

>> Nova heroína da Marvel será uma adolescente muçulmana

Hoje, as personagens femininas têm nove títulos dedicados a elas – o maior número em 75 anos. Lançamentos para 2015 já foram programados, como uma série estrelada por Gwen Stacy, a namorada de Peter Parker, no papel de Mulher-Aranha. E a tendência a diversificar os personagens, em termos étnicos e de gênero, chegará aos cinemas em 2016 e 2017, com os lançamentos dos filmes da Capitã Marvel e do Pantera Negra – o primeiro super-herói negro dos quadrinhos, criado em 1966.

>> A guerra dos super-heróis

Parte dessas mudanças é atribuída a pressões internas. “As grandes editoras sempre tiveram problemas com questões de representação – de gênero ou raça”, diz Matthew Smith, professor de estudos de mídia da Universidade Wittenberg e autor do livro O Poder dos quadrinhos: histórias, formas e cultura. “Isso acontecia por que as editoras eram controladas por homens brancos e heterossexuais, que pensavam escrever somente para adolescentes homens, brancos e heterossexuais”. Desde 1939, o quadro de funcionários da Marvel mudou. Há, agora, maior diversidade étnica e maior número de mulheres entre os autores e editores. Com eles, mudou a forma de narrar histórias.

>> GamerGate e a guerra contra mulheres nos videogames

Entre os roteiristas da Marvel, Kelly Sue DeConnick chama atenção pela baixa estatura, pelos vivos cabelos vermelhos e pela disposição a, segunda ela própria, “deixar as pessoas desconfortáveis para que minha filha não precise fazer o mesmo”. Desde 2012, Kelly Sue escreve as histórias da Capitã Marvel. Tornou Carol Danvers, uma personagem clássica, em símbolo feminista. Carol surgiu em 1969, na revista do Capitão Marvel original. Uma oficial de segurança da Nasa, Carol surpreendeu o capitão pela beleza. Mesmo depois de tornar-se uma heroína poderosa,com o nome de Miss Marvel, Carol continuou a ser conhecida pelas curvas. Lutava contra o crime em trajes diminutos. Kelly Sue mudou a trajetória da personagem.

Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Carol Danvers em dois momentos: como Miss Marvel e, a partir de 2012, como Capitã Marvel, nas histórias escritas por Kelly Sue. O apelo sexual exagerado sumiu, as roupas mudaram e as tramas ficaram mais complexas (Foto: Divulgação/ Marvel)

Em 2012, Carol assumiu o posto de Capitã Marvel, substituindo o ex-namorado morto. Com a transformação, Kelly Sue aproveitou para mudar o uniforme da heroína: em lugar do maiô pouco prático, a personagem passou a usar macacão de aviadora. As histórias cresceram em complexidade. Nas páginas da sua própria revista, a Capitã Marvel já chegou a dizer – e provar – que é mais poderosa que o Capitão América. Os fãs foram ao delírio – na internet, criaram grupos que celebram a personagem, os Carol Corps. O quadrinho virou sucesso de vendas. Era o que a editora pretendia.

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O X-Man Jean Paul Beaubier, o Estrela Polar (à esquerda, de joelhos). Ele foi o primeiro herói assumidamente gay. As histórias dos X-Men foram  associadas, ao longo dos anos, à luta pelos direitos dos homossexuais  (Foto:Divulgação/ Marvel)

Desde os anos 1960, a Marvel estabeleceu tradição em se arriscar para conquistar mercados. Ao longo dos anos, isso significou tratar de temas com relevância social – como preconceito racial, homofobia e sexismo – na esperança de conquistar o apreço do público. “A Marvel fez jogadas menos seguras que seus competidores desde o começo”, diz Sean Howe, autor de Marvel, a história secreta. “Já em Marvel nº1, os protagonistas – Tocha Humana e Namor, o príncipe submarino – aterrorizavam os cidadãos comuns. Depois disso, no começo dos anos 1960, Stan Lee e Jack Kirby se especializaram em contar as aventuras dos azarões”.

>> Marvel confirma casamento homossexual em X-men

Em lugar do homem branco, forte e moralmente irrepreensível – ainda que vindo de outro planeta – os heróis da Marvel eram garotos magrelos, famílias briguentas e jovens excluídos. Na primeira história de O Quarteto Fantástico, em 1961, os heróis brigam entre si o tempo todo. O Homem-Aranha não passava de um garoto pobre e órfão e Os X-Men eram temidos, odiados e frequentemente associados à causa gay. Esse histórico deu à empresa disposição para criar personagens pouco convencionais e que, frequentemente, incorporavam questões sociais em voga na época de sua criação.

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O Pantera Negra, o primeiro super-herói negro a aparecer nas revistas de uma grande editora. Rei de uma poderosa nação africana, ele ganhará filme próprio em 2017 (Foto: Divulgação/ Marvel)

“Onde quer que se vejam leituras a se suprir, para os leitores da ‘geração de agora’, a Marvel vai empreender esforços para dominar essa tendência e atender a essa demanda”, dizia um memorando do departamento de Marketing  da Marvel, que circulou pelos corredores da empresa em início dos anos 1970, reproduzido no livro de Howe. Foi essa a ambição por trás da criação de Luke Cage-herói de aluguel. Criado em 1972, Cage foi o primeiro herói negro a ter título próprio na história dos quadrinhos americanos. “A criação da revista foi uma tentativa da Marvel de fazer sucesso na esteira do filme Shaft”, diz Howe. Shaft, de 1971, conta a história de um detetive negro que combate a máfia italiana no Harlem. Faz parte do movimento blaxploitation, que pretendia levar às telas americanas filmes dirigidos e protagonizados por negros. Antes disso, em 1966, a editora criara o Pantera Negra, o primeiro herói negro a surgir em um quadrinho de grande circulação. Rei de Wakanda, um rico país africano dono de avançada tecnologia, o Pantera Negra apareceu nos gibis três meses antes do surgimento do Partido dos Panteras Negras, que lutava pelos direitos civis dos afroamericanos. A semelhança do nome foi mera coincidência.

Lidas agora, essas primeiras histórias podem soar inadequadas ou mesmo panfletárias. Com exceção do Pantera Negra, os personagens negros eram associados a um passado de pobreza e violência. Estereótipos também eram usados ao retratar personagens femininas. Na década de 1970, os roteiristas à frente da Ms. Marvel, por exemplo, introduziam na história questões sobre beleza e trabalho. Carol trabalhava em uma revista feminina. Era preciso deixar claro que uma heroína, por ser mulher, vivenciava experiências diferentes das vividas por um homem: “É difícil escrever sobre as experiências dos outros quando você nunca vivenciou nada semelhante”, diz Smith, da Universidade Wittenberg. “Acho que havia muitos homens brancos de classe média tentando entender o que significava crescer nos EUA sendo negro. Eles não sabiam muito sobre isso, não mais do que aquilo que viam no noticiário ou que eram capazes de descobrir através do contato com seus poucos amigos negros. Mesmo assim, acho que é preciso dar-lhes crédito por, ao menos, tentar”.

Agora ao 75 anos, a Marvel tem a vantagem de contar com autores para quem essas experiências não se resumem ao telejornal. Isso se reflete nas histórias. O novo Homem-Aranha, Miles Morales, é um garoto negro de ascendência latina. Nasceu em uma família pobre mas feliz. Kamala Khan, muçulmana, é só uma adolescente normal. A afirmação de sua religião não é ponto central da história. Hoje, Kelly Sue costuma dizer que mal pensa na Capitã Marvel como mulher ao escrever. Ao ser escritas por uma roteirista, as histórias da personagem ganharam fluidez.

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O Homem-Aranha do universo Ultimate. Miles Morales é um adolescente negro de ascendência latina (Foto: Divulgação/ Marvel)

Isso não significa que não exista mais espaço para diversificação. Há novos autores escrevendo, mas a indústria ainda é dominada por homens. O historiador especializado em quadrinhos Tim Hanley analisa os números da indústria mensalmente, para saber quantas mulheres trabalharam nas revistas publicadas. No levantamento de setembro, o último divulgado, 548 homens participaram da criação dos quadrinhos da Marvel, contra 61 mulheres.

Além disso, por mais que seja animadora, essa onda progressista é vista com ressalvas. Muitos acreditam que essas mudanças não devem durar. “Às vezes, ler quadrinhos é como jogar um jogo de tabuleiro”, diz Smith. “Não importa o quanto você avance, acaba sempre voltando para o ponto de partida”. Leitores assíduos já se acostumaram a acompanhar mudanças, como a morte de um personagem, que duram dois ou três anos até ser revertidas. Tudo volta a ser como antes. Sucessos como Ms Marvel  – a revista da Kamala Khan – devem continuar. Mesmo que o título seja cancelado, a personagem ganhou fôlego o bastante para resistir, integrada a algum grupo de super-heróis. E, ainda que efêmeras, essas mudanças deixam marcas na cultura popular: “Os quadrinhos permitem que as empresas experimentem novidades, como colocar personagens homossexuais em papéis de destaque. Ou criar protagonistas femininas. E podem fazer isso porque o investimento inicial é pequeno”, diz Smith. “Os quadrinhos são um laboratório da cultura popular americana.”

Enquanto crescia, Sana Amanat, a editora da Ms Marvel, disse que não encontrava personagens parecidos com ela nos programas que assistia. Diferente de seus colegas – que podiam comer carne de porco e nadar usando biquínis – Sana precisou encontrar refúgio para o próprio desajuste na ficção. Encontrou o que precisava na série animada dos X-Men: “Havia uma mulher negra com cabelo branco que podia manipular o tempo; um homem peludo e azul; uma garota tímida que não podia tocar ninguém”, disse Sana. “Essas pessoas eu conseguia entender, porque eles também eram diferentes. E, mesmo assim, os X-Men aceitavam quem eles eram, e defendiam essa identidade”. Os X-Men, heróis perseguidos pelo preconceito, diziam a ela que estava tudo bem em ser diferente.

Quando começou a trabalhar com quadrinhos, Sana achou muito natural a ideia de criar um personagem que fizesse o mesmo. Um personagem com o qual garotas como ela poderiam se identificar: “Todos nós queremos ser heróis”, diz Sana. “E não seria incrível se os heróis se parecessem conosco?”

– Dia das Bruxas ou Dia do Saci?

Tenho amigos que acreditam em Saci-Pererê. Aliás, são criadores de sacis e possuem até mesmo uma associação (ANCS – Associação Nacional dos Criadores de Saci)! E duvide deles para você ver…

Digo isso pois hoje é o Dia do Saci! A data foi criada em 2005, contrapondo-se à festa do HalloweenÉ uma espécie de resposta do folclore brasileiro a uma inculturação americana.

Entretanto, tanto o Saci como o Halloween tem origens diversas. Uma das estórias conta que o Saci era uma entidade indígena que conhecia as plantas, uma espécie de “deus das ervas”, e misturando-se com a cultura afro, virou negrinho e começou a fumar cachimbo. Depois, nossos escritores o tornaram mais simpático com gorrinho e molecagens! Já o Halloween tem origem Celta e era a festa das vésperas do Dia de Todos os Santos, uma celebração pagã que encontrou um sentido sincrético-religioso.

Dois textos abaixo sobre esse assunto, com as citações abaixo:

DIA DO SACI

O Saci, ou Saci-pererê, é um personagem bastante conhecido da mitologia brasileira, que teve sua origem presumida entre os indígenas da região das Missões, no Sul do país. Inicialmente retratado como um endiabrado, é uma criança indígena, com uma perna e de cor morena, com a diferença de possuir um rabo. Suas histórias se espalharam e chegando à Região Norte do Brasil, a mitologia africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, imagem que prevalece nos dias de hoje. Herdou também a cultura africana do pito, uma espécie de cachimbo, e da mitologia européia, herdou o píleo, um gorrinho vermelho.

Considerado uma figura brincalhona, que se diverte com os animais e pessoas, fazendo pequenas travessuras que criam dificuldades domésticas, ou assustando viajantes noturnos com seus assobios. O mito existe pelo menos desde o fim do século XVIII. O saci não tem amigos, vivendo solitário nas matas. Também conhecido como menino de uma só perna.

A função desta “divindade” era o controle, sabedoria, e manuseios de tudo que estava relacionado às plantas medicinais, como guardião das sabedorias e técnicas de preparo e uso de chá, mezinhas, beberagens e outros medicamentos feitos a partir de plantas.

Como suas qualidades eram as da farmacopéia, também era atribuído a ele o domínio das matas onde guardava estas ervas sagradas, e costumava confundir as pessoas que não pediam a ele a autorização para a coleta destas ervas.

O primeiro escritor a se voltar para a figura do Saci-Pererê foi Monteiro Lobato, que realizou uma pesquisa entre os leitores do jornal O Estado de S. Paulo, colhendo depoimentos sobre o nosso “diabinho”. O resultado foi publicado (1918) em forma de livro: ‘O Sacy-Pererê – resultado de um inquérito’; além de publicar ‘O saci’ – obra-prima sobre o folclore brasileiro – Lobato utilizou a figura do simpático diabrete no conto Pedro Pichorra, em que um menininho se vê confrontado com o seu medo ao Saci. Imortalizado nas histórias contadas à beira das fogueiras nas cidades do interior do Brasil, o Saci ganhou um novo e importante aspecto cultural nos livros de Monteiro Lobato e nas histórias em quadrinhos de Ziraldo, criador da ‘Turma do Saci Pererê’, alcançando desta forma, também as crianças da cidade grande. Figura ainda em muitas histórias do Chico Bento, personagem criada por Maurício de Sousa, típico caipira do interior paulista. Com a contribuição destes escritores o mito do Saci sobrevive à invasão das culturas estrangeiras amplamente divulgadas pela mídia. Com a transposição dos textos de Lobato para a Televisão, o Saci deixou o imaginário para ser personificado numa figura de carne e osso.

O Saci é apenas o mais famoso integrante do Dia das Bruxas nacional.

DIA DO HALLOWEEN

Todos os anos, na noite de 31 de outubro, milhões de crianças de toda a América do Norte pintam seus rostos, vestem fantasias e vão de porta em porta coletando doces. Os adultos freqüentemente decoram suas casas com figuras fantasmagóricas, esculpem rostos assustadores em abóboras e põem velas dentro delas para criar lanternas. Infelizmente, em meio a milhões de norte-americanos satisfeitos em suas fantasias, muitos são ademais muçulmanos. Esse artigo ira emitir alguma luz no significado e nas origens da véspera do Dia de Todos os Santos e porque muçulmanos não deveriam participar desta data.

Origens do festival da Véspera do Dia de Todos os Santos

O clássico festival celta (irlandês/escocês/galês), chamado “Samhain”, é considerado por muitos historiadores e eruditos o predecessor da atual Véspera do Dia Todos Santos. Samhain era o dia de Ano Novo dos celtas pagãos. Era também o Dia dos mortos, época em que se acreditava que às almas dos que morreram durante o ano era permitido acessar na “terra dos mortos”. Muitas crenças tradicionais e costumes associados ao Samhain continuam sendo praticados atualmente no dia 31 de outubro.

Os costumes mais notáveis são a prática de deixar oferendas como comida e bebida (hoje doces) para foliões mascarados e fantasiados e, o ato de acenderem fogueiras. Elementos desse festival foram incorporados ao festival cristão de Véspera de Todos os Santos, a noite que precede o Dia de Todos os Santos.

O significado do nome “hallow-even” (Véspera do Dia de Todos os Santos) foi o que nos deu o nome “halloween”. Até recentemente, em algumas partes da Europa acreditava-se em que nessa noite os mortos andavam entre eles e que as bruxas e feiticeiros voavam com eles. Preparando-se para isso, fogueiras eram feitas a fim de repelir esses espíritos maléficos.

No século XIX, brincadeiras de bruxas foram substituídas por travessuras de crianças. O espírito do samhain, uma vez acreditado ser selvagem e poderoso, é agora reconhecido como sendo maligno. Devotos cristãos começaram a rejeitar esse festival. Eles descobriram que os supostos deuses, deusas e outros seres espirituais das religiões pagãs eram trapaças diabólicas. As forças espirituais as quais as pessoas experimentaram duramente o festival eram certamente reais, mas eram manifestações do mal que desencaminhava as pessoas para o culto de falsos ídolos. Conseqüentemente, eles rejeitaram os costumes associados à Véspera do Dia de Todos os Santos, incluindo todas as representações de fantasmas, vampiros e esqueletos humanos – símbolo dos mortos, do diabo e de outras malignas criaturas. É preciso ser notado também que, ate hoje, muitos adoradores de “satã” consideram a noite a noite de 31 de outubro como sendo a mais sagrada e, muitos devotos cristãos hoje continuam se distanciando desse festival pagão.

Texto 1- Extraído de: CLIQUE AQUI

Texto 2 – Extraído de: CLIQUE AQUI

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– Disney e mais uma Princesa: Moana

A Disney realmente é insuperável. Depois do sucesso Frozen, mais uma princesa será lançada: Moana, uma princesinha filha de um rei polinésio, que fará uma viagem pelo Pacífico Sul para cumprir a missão dos seus ancestrais.

Alguém duvida de filas nas portas dos cinemas e uma enxurrada de brinquedos nas lojas?

Seria Moana uma Lillo (do Lillo & Sticht) adolescente?

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– Homenagem de Maurício de Sousa a Ariano Suassuna

Parabéns para a bem bolada homenagem do desenhista Maurício de Sousa ao genial Ariano Suassuna, falecido nessa semana:

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– Machado de Assis, eterno!

E hoje se comemora o 175o ano do nascimento de Machado de Assis.

Teria sido ele o maior escritor do Brasil? Será que as gerações futuras discutirão se Paulo Coelho o superará/superou?

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