– O mural do Zenit contra o Novo Coronavírus

O que todo mundo gostaria de fazer: dar um “basta” na Covid-19!

Veja só esse mosaico do Zenit, na Rússia: muito criativo.

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– O comércio ilegal de Plasma de curados por Covid-19.

Um dos tratamentos discutidos contra o Novo Coronavírus é o de “plasma imune”, onde supostamente pessoas curadas de Covid-19 estariam imunizadas e doariam seu sangue para que esse componente fosse usado em outras pessoas, por conta dos anticorpos.

Na Bolívia, nosso pobre vizinho, o tráfico de doações de sangue pode render entre R$ 2.500,00 a R$ 15.000,00. É mole?

Extraído de: https://brasil.elpais.com/internacional/2020-06-24/um-emprego-em-troca-de-uma-bolsa-de-plasma-sanguineo-na-bolivia.html

RECUPERADOS DA COVID-19 NA BOLÍVIA RECEBEM ATÉ OFERTA DE EMPREGO EM TROCA DE PLASMA SANGUÍNEO

Tráfico de doações de sangue como tratamento para a covid-19 prospera à margem da lei e reflete a desigualdade no acesso à saúde em um sistema hospitalar à beira do colapso

Por Fernando Molina

Na Bolívia, uma bolsa de 400 mililitros de plasma sanguíneo de uma pessoa recuperada de covid-19 pode ser trocada por um emprego, o pagamento de dívidas ou quantias em dinheiro que vão de cerca de 2.500 a mais de 15.000 reais. Esse tráfico é uma das consequências colaterais da aposta do Ministério da Saúde e da maioria dos hospitais bolivianos no plasma hiperimune, um componente do sangue de quem superou a doença e que, neste país, é considerado uma última esperança para os pacientes graves. A maioria das doações foi voluntária, mas as autoridades sanitárias reconhecem que houve “múltiplas violações” enquanto os incentivos para aqueles dispostos a doar o plasma se multiplicam: muitas empresas e negócios oferecem descontos ou presentes aos clientes que tiverem feito doações, e pelo menos duas universidades anunciaram que aceitarão alunos sem vestibular se comprovarem que foram doadores.

Vários países, inclusive o Brasil, estão fazendo pesquisas sobre o uso do plasma de pessoas convalescentes no combate do coronavírus. No procedimento, que já foi utilizado em outras epidemias, o plasma de um paciente curado é transferido para uma pessoa infectada. O objetivo é que os anticorpos presentes no plasma forneçam imunidade, ajudando na diminuição da infecção e da carga viral de pessoas com a doença. Porém, ainda não há estudos que demonstrem a eficiência desta terapia.

Na Bolívia, que registra nesta quarta-feira um total de 26.389 casos e 846 mortos, a pandemia gerou uma oportunidade para pessoas com recursos escassos que sobreviveram à enfermidade. Devido ao desespero das famílias dos doentes, há quem aceite em participar do negócio ilegal de venda de plasma, que prospera em meio ao colapso dos serviços sanitários e que pode ser sancionado com até oito anos da prisão. “O que distorceu a doação voluntária? O medo, transformado em pânico, de perder um familiar. Primeiro, as pessoas começam a pedir plasma nas redes sociais diante do primeiro diagnóstico, do primeiro resultado positivo, sem saber se seu familiar vai chegar à terapia ou se vai precisar ou não do plasma. Por via das dúvidas…”, conta o jornalista José Pomacusi, que cobre os efeitos da pandemia na cidade de Santa Cruz de la Sierra (no leste), a mais afetada pela covid-19 em todo o país. “Segundo, quem tem dinheiro ou uma empresa oferece um pagamento ou um emprego em troca do plasma. Há quem ofereça 500 dólares (2.576 reais) e quem chega a pagar até 3.000 (15.458 reais). Quem tem uma empresa oferece um emprego ao potencial doador, se vir que está desempregado”, afirma Pomacusi.

Em Santa Cruz e outras duas cidades, Trinidad e Cochabamba, os serviços médicos públicos e privados, em particular as UTIs, estão paralisados. Em La Paz, a sede de Governo, a situação é só um pouco melhor. A cada dia surgem relatos de pessoas que morrem logo depois de percorrerem vários hospitais sem encontrar um respirador que lhes permita suportar a infecção. “Não desejo a ninguém o que eu passei… Sei que tudo está paralisado, mas os médicos deveriam ser um pouco mais humanitários e tratar com paciência uma família que está com seu ser querido agonizando… Tenho uma raiva… Porque tudo que sai no noticiário é só para aparecer, porque não há os equipamentos necessários para salvar vidas. Tudo é uma mentira”, disse a filha de uma destas pessoas ao jornal El Deber.

A situação dos bancos de sangue, onde é feita a extração de plasma dos doadores, não é diferente. Em Santa Cruz só há uma máquina para aférese de plasma. Seus esforçados operadores conseguiram passar de 10 a 30 extrações por dia para responder à emergência, mas, mesmo assim, não dão conta da extraordinária demanda. Há semanas eles vêm solicitando a aquisição de mais duas máquinas, mas o Ministério da Saúde não lhes respondeu. Mesmo que a doação de plasma seja gratuita, quando o receptor não tem plano de saúde precisa pagar 3.200 bolivianos (2.400 reais) para acessar o banco de sangue. É um serviço público, mas a quantia é cobrada para repor os equipamentos e as substâncias usadas na extração. A soma ultrapassa em mais de 500 reais o salário mínimo nacional.

Não é a única dificuldade que os mais pobres devem enfrentar em busca de atendimento médico. Para que o plasma possa ser usado, é preciso que o doador prove que seus exames de covid-19 deram positivo, primeiro, e depois, que tenha o resultado negativo. Ou seja, que a pessoa efetivamente adoeceu e se curou. O problema está em que os serviços públicos não entregam um documento onde fique registrado que o resultado do exame foi positivo; isto só ocorre se o teste for feito em laboratórios privados. Esse empecilho burocrático complica a obtenção de doadores. Do outro lado, o beneficiário do plasma deve pagar de seu bolso o exame privado para verificar que o doador é negativo no momento da transfusão, já que os testes gratuitos oferecidos pelo Estado são escassos. Para isso, necessita de mais 1.000 bolivianos (750 reais).

Em suma, o tratamento com plasma só está à disposição dos bolivianos endinheirados, como também ocorre com os outros procedimentos contra a covid-19. Antes da pandemia, 60% dos leitos de UTI e 80% dos respiradores da Bolívia eram privados. Ainda não foram quantificadas eventuais mudanças no atual período.

Os hospitais privados cobram entre 500 e 1.500 dólares por dia de pacientes graves, sem contar a taxa pelo respirador. Um cidadão denunciou que teve que pagar 70.000 bolivianos (mais de 52.000 reais) por quatro dias de atendimento ao seu filho na clínica mais luxuosa de Santa Cruz. A maioria dos seguros privados não cobre os efeitos de uma pandemia, então apareceu um especial que custa cerca de 800 reais por ano. Ao mesmo tempo, os planos de saúde mistos, que são propriedade do Estado, das entidades patronais e sindicatos, e que no país são chamados de “caixas de saúde”, só autoriza a internação de pacientes que estejam com as mensalidades em dia.

Paciente recuperado doa plasma em um centro de saúde em La Paz, Bolívia, em 10 de junho.

Paciente recuperado doa plasma em um centro de saúde em La Paz, Bolívia, em 10 de junho.AIZAR RALDES / AFP

– Corremos o risco de ver gente com medo de quem já teve Covid-19?

O mundo, muitas vezes, é tóxico. Digo isso pois: e o receio que alguns relatam, informalmente, de conviver com pessoas que se contaminaram pelo Novo Coronavírus (mesmo estando curadas)?

Compartilho em: https://youtu.be/n2tGbAIA35U

 

– Os números errados das previsões de Covid-19: bom ou ruim?

Felizmente, não tivemos 2 milhões de pessoas falecidas pelo Novo Coronavírus; mas infelizmente não ocorreram “somente 3 mil a 5 mortos” como Osmar Terra disse de maneira irresponsável. Nem que a pandemia iria embora rápido (como Jair Bolsonaro falou numa live com 1200 óbitos).

Se com mais de 52.000 falecimentos tivemos essa “quarentena de alguns”, imagine só se não a tivéssemos? Certamente, expostos, mais mortos e colapso hospitalar (é uma questão lógica, não precisa ser especialista em epidemiologia para afirmar isso – mais doentes, mais necessidade de leitos e falta de atendimento).

Além disso, precisamos pensar no futuro: estamos preparando para a Segunda Onda da Doença, que é comum em qualquer pandemia?

Fico imaginando aqueles que diziam (e foram muitos): “o H1N1 matou mais que o Covid19 e não teve toda essa comoção”. Num ano, perto de 800 mortos desta enfermidade no Brasil. Em 4 meses de Novo Coronavírus… quantos mesmo (vide abaixo)?

O triste é ver pessoas apaixonadas por política dizendo que “é torcida para o vírus”. Mas que argumento canalha para politizar a questão e não ser realista! Isso sim é “torcida para o político” , não torcendo para a preservação da vida.

Que Deus continue nos ajudando, pois está difícil.

Covid-19: Brasil registra 1.374 mortes em 24h; total ultrapassa 52 mil

– Você divulgaria os testes dos jogadores de futebol?

Eu, não!

Leio muita gente pedindo para que se divulguem os resultados dos jogadores que apontaram Covid-19 dos clubes grandes. Querem NOMES!

Pra quê?

A quem interessa se Cássio no Corinthians, Anthony no São Paulo, Luxemburgo no Palmeiras ou Sanchez no Santos foram contaminados, caso tivessem sido infectados? Só a eles e a seus familiares. São exames médicos! Se eles querem revelar o que acusou, é problema deles

Nestes tempos em que até causa de preconceito e discriminação os portadores do Novo Coronavírus sofrem (imagine só que absurdo), expor algo da vida privada é errado. Estão corretos os clubes em se divulgar apenas a quantidade de contaminados, e não quem são eles.

– A dor de cada um que perdeu uma pessoa querida durante a pandemia é irreparável!

Com tantas mortes diárias de Covid-19, parece que a importância de cada pessoa morta diminui. Como são muitos óbitos, “vulgarizou-se” o noticiário de que “hoje morreram XXX brasileiros”. É só “mais uma notícia”…

Não pode ser. Isso é muito triste. A empatia deve existir e não pode ser abandonada. Veja só que consideração importante:

Extraído de: https://renatonalini.wordpress.com/2020/06/22/ninguem-e-insubstituivel/

NINGUÉM É INSUBSTITUÍVEL

por Renato Nalini

Todos já ouvimos a afirmação “o cemitério está cheio de pessoas insubstituíveis”. Às vezes, é uma proclamação ditada com ironia e até sarcasmo. Não raro, de pessoas menores, incapazes de se comover com a partida daqueles que realmente fazem falta.

O mundo está administrando as cifras de mortos pela Covid19 como se fosse um ranking. Acompanhar os gráficos, as curvas, a escala e ritmo do aumento de óbitos parece um campeonato. Tétrico, porém instigante: até onde irá? Passaremos os Estados Unidos? Seremos o campeão mundial da desgraça?

Indague-se àquelas famílias que perderam entes queridos levados pela peste. Conformam-se com a circunstância de que outros tantos milhares também morreram e que no mundo não foi muito diferente?

O que restou para a humanidade que não soube zelar pelo ambiente, que persevera no egoísmo e na incapacidade de introjetar a dor alheia, é recuperar um sentimento muito falado, em prosa e verso, mas miseravelmente praticado. O amor.

É piegas falar em amor. Mas essa realidade que move o sol e as demais estrelas é uma experiência constante na vida humana. Quem não amou não viveu. É o amor que sustenta esse trajeto com tantas dificuldades, tantas más surpresas, tantos desencontros. Amor que existiu, sob a forma Eros, e que trouxe aquela sensação de loucura tão própria ao apaixonado. Era sábio o Código de Hamurabi ao vedar o testemunho de apaixonados. Estes perderam a razão.

Mas o amor filia, da amizade verdadeira. Aquela que nos faz sorrir ao lembrar de amigos queridos. Tantos deles já ingressos na porteira da qual não se retorna. E o amor ágape, que se pode experimentar constantemente, pois é o que nos faz amar filhos, netos e outros seres nos quais identificamos a permanência da espécie.

Miseráveis os que não conseguem se comover com as mortes que não são anônimas. Cada ser humano é irrepetível. É uma individualidade singular, heterogênea, que antes de nascer foi sonhado pelos que o conceberam. Alvo de carinho, de atenção e de cuidados, jaz hoje em covas coletivas, frustrando o ritual da despedida, estuprando o luto que é a única maneira até hoje encontrada de superar o sofrimento da separação.

_ José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – 2019-2020.

– A questão é: e se todos os brasileiros pudessem fazer o teste para Covid-19? O que mudaria?

Uma utopia, sabendo como funciona o país, mas… e se todos os brasileiros fizessem o teste para Covid-19, o que aconteceria?

Certamente, teríamos muita gente PODENDO DISPENSAR AS MÁSCARAS, pois estariam imunizados e não contagiaram mais ninguém. A estas, a volta ao trabalho, aos lazeres e outras atividades estaria PLENAMENTE liberada.

Saber-se-ia quem precisaria realmente estar em resguardo, permitindo que famílias soubessem quem deveriam temporariamente evitar o contato físico, e, o mais importante, aqueles que deveriam ser encaminhadas a um posto médico.

Por fim, o mundo seria “um pouco menos anormal”, menos mortes aconteceriam e a economia estaria melhor. Resta saber: tem-se dinheiro e estrutura para testar todo mundo?

Fica à livre discussão…

Testes rápidos para coronavírus: o que fazer na farmácia - Clinicarx

– Vitoriosos desde sempre!

Nós somos vencedores!

Não acredita nisso? Herdamos essa capacidade de quem nos gerou.

Reflita em: https://youtu.be/0dFpmyKzxpo

– Por quê o Covid-19 tem sido tão persistente no Brasil?

Mais de 1 milhão de infectados e 50.000 mortos (no período aproximado de 3 meses) pelo Novo Coronavírus. Virou rotina (e caiu a indignação) o número acima de 1000 mortos diários.

Ao invés do ritmo desacelerar, as mortes assustam e crescem assustadoramente no Interior, depois de se “fixarem na capital”.

De quem é a culpa?

  1. Do Governo Federal subestimar a agressividade da pandemia?
  2. Da incompetência das autoridades públicas estaduais e municipais?
  3. Do desleixo da população?
  4. Do Brasil em geral, por ter sido ingênuo em acreditar que “no calor o vírus não se propagaria”, que era “apenas uma gripezinha” e de desincentivar os cuidados mais rigorosos?

Como o Brasil foi um epicentro tardio, dava para ter aprendido com o Exterior, especialmente com quem sofreu antes. 

Que Deus nos ajude, pois nossos políticos não cuidam de nós.

– E a indústria do Entretenimento em meio a Pandemia?

Claro que o sacrifício é, em tese, de todos durante a crise do Novo Coronavírus. Uns mais, outros menos. Mas repare: e o Teatro, o Cinema e os Espetáculos? Fazer live de algumas coisas não dá. Quem banca o salário do atendente e/ou pipoqueiro?

Mas aí saia das grandes redes e pense no autônomo: e o casal que vive de música em casamentos / shows em festejos e outros? E aquela pequeno empreendimento de chácara de aluguel para eventos? E a dona do Buffet, os garçons e demais membros envolvidos?

Perguntar não ofende: que ajuda as autoridades dão a esse pessoal profissional, do grande ao pequeno, que vive exclusivamente desse ramo?

– O tuíte de Honda, do Botafogo, é significativo:

Acho que o astro japonês do Botafogo Keisuke Honda tem razão nas suas dúvidas, não? Recomeçar o Cariocão agora – e ironicamente ao lado de um Hospital de Campanha?

Veja, abaixo. Só com o “Inglês Básico” você já consegue entender…

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– O descontrole da Pandemia em Jundiaí

Somente ontem, 9 mortes por Covid-19 em Jundiaí e 250 novos casos. Nossa cidade, como muitas outras do Interior, relaxaram no comportamento e na prevenção e começam a pagar um preço muito caro.

É lógico que o equilíbrio entre isolamento social x economia e trabalho é uma utopia, nunca se chegará em consenso. Mas algumas coisas evitáveis, como aglomerações, festas e reuniões sem prevenção ajudariam demais para conter o contágio. Também é sabido que tanto tempo falando sobre o Novo Coronavírus e esperando a pandemia passar deixaram as pessoas cansadas e impacientes (afinal, há quanto tempo se vive esse martírio)?

A questão é: tenhamos paciência, sejamos prudentes, saiamos o mínimo possível e façamos a prevenção adequada. O momento é crítico e deve-se alarmar as pessoas desse perigo. Aqui, aproveito e toco num tema sensível: embora eu respeite quem faça isso, me desagrada postagens do tipo: “Viva, já curamos tantas pessoas” e coloca o número em grande destaquem disfarçando os óbitos e casos confirmados. Tal manipulação de palavras serve como esperança para quem está enfermo, mas acaba fazendo com que o menos esclarecido não dê importância à doença, parecendo que ela se cura com facilidade.

Não adianta dizer que é estratégia para não provocar pânico, pois o momento exige que as pessoas sejam alertadas, mostrando a realidade, e não minimizando pela forma de se expor os números.

– As sequelas do Covid-19 em tetraplégicos

Por ser algo muito novo, seus efeitos são imprevisíveis: veja o caso das sequelas de Covid-19 na senadora paulista Mara Gabrilli, que se tornou paraplégica há 26 anos após um acidente e que, curada do Novo Coronavírus, sente espasmos, dores musculares fortes, perda de memória recente, mudanças no olfato e no paladar!

O que ainda descobriremos sobre essa maldita doença?

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/06/senadora-relata-sequelas-da-covid-19-e-prolonga-afastamento.shtml

SEQUELAS DE COVID 19

Por Cristina Camargo

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– Teremos Peru neste Natal com amigos e família?

Visitando um sítio com este belo peru, veio a brincadeira – que tem um pouco de verdade: conseguiremos saborear uma ave como esse exemplar, reunidos em grande alegria, sem nos preocupar mais com o Novo Coronavírus em 25 de dezembro?

Tomara que sim…

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– Um circo chamado “Cariocão”!

Que vergonha a forçada de barra para reiniciar o Campeonato Carioca! Comparem: a Espanha, cujo epicentro do Coronavírus foi há dois meses aproximadamente, voltou a ter uma partida profissional na 5a feira. No Rio de Janeiro, que nem no pico de contágio chegou, quer voltar na marra a jogar depois de amanhã!

Se os números fossem frios, a lógica mandaria retornar daqui há 60 dias com as atividades profissionais. Mas considere: sem leitos sobrando, com hospitais de campanha envolvidos em corrupção, tendo as autoridades sanitárias feito tamanha confusão, qual o prazo ideal para se pensar na volta? No mínimo, no final de Agosto.

Analise: alguns clubes do Rio de Janeiro não tem 11 jogadores profissionais inscritos (como acontece também com a segunda e terceira divisão de SP). Como contratar e treinar atletas nesse prazo absurdo?

Aguardemos se concretizará a “volta do futebol ou não”. Impossível que pessoas sérias não tomem providências.

– Gustavo Cabral, o pesquisador de Oxford, e a pesquisa da vacina para Covid-19

Gustavo Cabral: já ouviu falar dele?

Um baiano que levantava às 3h da manhã, trabalhava num açougue e… dormia na aula de tanto cansaço. Reprovou 3 vezes a 8a série, não desistiu e ingressou na faculdade. Formado, depois de muito esforço, se tornou um renomado pesquisador. É ele um dos integrantes do grupo de trabalho que estuda uma vacina contra o Covid-19 em Oxford.

Ele deu uma entrevista muito interessante falando sobre o Novo Coronavírus, vacina, ensino e pesquisa; também elogiou no Brasil a FAPESP e tratou de outras coisas, como:

“Se há troca de informações para desenvolver vacina entre laboratórios? Esquece. Somente pesquisadores de universidades públicas fazem isso”.

“Malária não tem vacina. Lembram da promessa de uma vacina para o Zika Vírus. Cadê?”

‘Tomar hidroxicloroquina é um perigo! Se você tem um coração que funciona bem, toma isso para ver o que acontece. Ela tem muitos efeitos colaterais.”

“Pedi um reagente em Oxford às 11h e tive ele às 15h. No Brasil, quando fiz a mesma coisa, pedi no meio do mês de Abril e chegou em Maio!”

“Reinfecção do Novo Coronavírus? Se existe? Lembre que o vírus da gripe muda. Os vírus são mutáveis. E se fizer a vacina e o vírus mudar, tem que mudar a vacina.”

Em tom bem descontraído, vale assistir o inteligente, esforçado e espirituoso pesquisador. Um exemplo de persistência na vida!

Está em: https://www.youtube.com/watch?v=a7IK1pgYftc

– Haverá preconceito (ou já há) por se aproximar de quem teve Covid-19?

Perguntas para se fazer brevemente:

Quem está imunizado, tem que usar máscara para evitar o preconceito? Refletindo sobre tal situação, se você não transmite mais o novo coronavírus não teria o porquê das máscaras. Apenas deve-se usá-la para tranquilizar a pessoa do lado.

– Há medo de se aproximar de quem já teve Covid-19? Não deveria se ter… Teremos que ter cuidado para não confundir as coisas: uma pessoa curada é a mesma pessoa de sempre.

– Quem sofreu com a recuperação, teve todo o apoio psicológico para estar reintegrado na sociedade?

A grande preocupação, e que não podemos deixar de pensar é: haverá por algum tempo PRECONCEITO sobre quem foi exposto ao Novo Coronavírus?

– Gripe Espanhola 1918 versus COVID-19 em 2020

Vale estudar o passado para entender o presente!

Sobre as pandemias separada por mais de um século,

em: https://youtu.be/zpaYPIVLReQ

– O ineditismo de uma pandemia em meio a globalização!

Nas festas de final de ano 2019, quem imaginou que 2020 seria um ano tão travado? Aliás, o “ano novo” não começou mesmo, e, pelo jeito, não começará de verdade do jeito que gostaríamos já que estamos em meados de junho.

Quantas pessoas você conhece que passaram por uma pandemia e se recordam como ela foi? As mais idosas vivas (centenárias) eram crianças quando ocorreu a última, a da Gripe Espanhola, que durou de 1918 a 1920 (portanto, há 100 anos).

Repare nesses números: crê-se que a Influenza tenha atingido meio bilhão de pessoas, com 50 milhões de mortos. Mas considere:

– O mundo estava saindo da Primeira Guerra Mundial, então as economias pegaram o efeito da pandemia já cambaleadas;

– A Globalização era algo muito ínfimo. De tal forma, a doença “não viajava” como ela faz hoje, se concentrando nos centros mais populosos próximos de onde ela ganhava corpo.

– A desinformação era diferente da falta de informação. Explico: hoje, morre-se menos porquê temos mais informação de boa qualidade e as pessoas sabem corretamente como se precaver (caso pesquisem). Naquele tempo, não tínhamos “informação via satélite” e nem sonhávamos com a Internet e por esse motivo, a falta de cuidado e de alertas era maior. Boatos, como os de hoje, existiam também (na versão de Fake News daquele período de época). Porém, pela falta de recursos tecnológicos, era mais difícil desmentir. Hoje, temos informação de boa qualidade duelando contra as mentiras. Naquela época, a pouca informação lutava contra a desinformação (a informação errada, mas não proposital) e a boataria (nossas Fakes News de hoje).

– A Medicina, evidentemente, é muito mais avançada hoje do que há 100 anos – não só pelas drogas descobertas mas também pelo intercâmbio de médicos e troca de pesquisas em tempo real.

Diante de tudo isso, vemos uma questão político e social que nos traz medo e incertezas, com empresas quebrando e simultaneamente ocorrendo revoltas de lados ambíguos da população (contra ou não o isolamento).

O problema do capital de giro e prejuízos do Mercado nunca vai se equilibrar com o dano das mortes. Não existe “preço pela vida”, mas deveria se existir o bom senso de otimizar e se programar para a pausa das atividades. Diante desse impasse (ou melhor, dessa imprudência das autoridades), ninguém conseguiu resolver a contento.

Todos os setores hoje são atingidos. Talvez depois da Segunda Guerra Mundial, tenha sido a primeira catástrofe global que vivemos. Se ela não for, certamente é na questão de acompanhamento e debates on-line.

Por curiosidade: a APEA, que era a “Federação Paulista de Futebol de então”, anunciou a suspensão do Campeonato Paulista de 1918 devido à epidemia de Gripe Espanhola citada anteriormente (e que matou 35 mil brasileiros). Os jogos foram retomados no fim do ano, e o campeonato foi concluído no início de 1919, com o Paulistano-SP campeão. E importante: o presidente Rodrigues Alves foi uma das vítimas.

Se o Brasil parou por quase 1 ano há 102 anos, tendo 35 mil mortos totalizados e com as condições precárias de saneamento básico e saúde da 2ª década do século XX, compare com o número de vítimas atuais em nosso país.

É lógico que temos culpados por tudo isso: o descuidado em impedir a entrada do vírus no país (quando houve as notícias dos primeiros casos da Itália, a Argentina fechou imediatamente a entrada de italianos e voos procedentes de lá). Nosso Presidente da República pouco ajudou nos exemplos de prevenção e debochou por diversas vezes da pandemia (sem contar que não evitou aglomerações); em contrapartida, os Governadores não se esforçaram em tomar cuidado com a compra de respiradores ou na montagem de Hospitais de Campanha a preços honestos, permitindo (consciente ou não) a corrupção. Por último, ninguém preparou as empresas para dias de fechamento: fizeram as pessoas ficarem em casa antes do pico e as liberaram durante esse período mais crítico (deveria ser exatamente o contrário). Fizemos tudo errado (mesmo tendo outras nações que começaram antes com o Novo Coronavírus e que poderiam ter servido de modelo para nós).

Contra o Covid, precisamos sem dúvida de Ciência, de boa Gestão da Saúde Pública, de Cidadania, de Solidariedade e para não enlouquecermos.

Repare nos conselhos contra a Pandemia da Gripe Espanhola há 100 anos:

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Por último, acrescente algumas notícias dos jornais da época:

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Images extraídas da Web, autoria desconhecida.

– Jundiaí sofrendo com o Novo Coronavírus!

O Hospital de Campanha do Exército está pronto para operar no 12º GAC; afinal, o Hospital São Vicente registrou 90% de ocupação nos leitos da UTI. Os particulares, beirando o colapso.

Agora, chega-se à marca de 100 mortos por Covid-19 em nossa cidade. O que está acontecendo?

Que as autoridades e a população façam sua parte.

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– Quem disse que a OMS falou que assintomáticos não transmitem Covid-19? A verdade que foi “recortada” por alguns interesses…

É terrível quando se existe a falta de ética, a má intenção e se promove informação incompleta para ganhar repercussão. Digo isso porquê ontem, na OMS, foi divulgado um estudo chinês (alertado que era um “pequeno estudo”) sugerindo que boa parte dos assintomáticos de Covid-19 não transmitem o Novo Coronavírus.

Pois bem: hoje, a própria OMS disse que NÃO DIVULGOU que assintomáticos não transmitem o Novo Coronavírus, mas mostrou simplesmente esse trabalho citado. Mas como os memes sobre isso bombaram aqui no Brasil?

O problema foi que alguns fanáticos produziram a parte que interessava e reproduziram em nosso país. Parece que começaram a acreditar em estudos chineses desacreditados… vai entender…

Abaixo: https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2020/06/09/oms-nega-que-evidencias-concluam-que-assintomaticos-nao-repassam-virus.htm

OMS NEGA QUE EVIDÈNCIAS CONCLUAM QUE ASSINTOMÁTICOS NÃO REPASSAM VÍRUS

por Jamil Chade

A OMS nega que tenha dado qualquer sinal de que esteja defendendo para a possibilidade de uma abertura mais rápida das economias e que estudos tenham concluído de forma definitiva que pessoas sem sintomas não repassam o covoronavírus. Para a agência de Saúde, não existem dúvidas: pessoas assintomáticas também transmitem o coronavírus. O que não se sabe é qual a proporção dessas pessoas que, de fato, tem a capacidade de contaminar outras.

Ontem, a chefe da unidade de doenças emergentes da OMS, Maria Van Kerkhove, afirmou que algumas pesquisas indicam que pacientes assintomáticos têm poucas chances de transmitir a covid-19. Ela, porém, citou apenas um estudo de pequeno porte. Imediatamente, milícias digitais do governo iniciaram uma campanha para indicar que tal declaração significaria o fim das quarentenas.

Na manhã de terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro repetiu os comentários de suas redes sociais, indicando que espera uma “reabertura mais rápida” após a divulgação da Organização Mundial de Saúde (OMS) ontem, de que a disseminação assintomática do coronavírus é “muito rara”. Bolsonaro, como já havia feito no passado, voltou a distorcer a informação da OMS. Para ele, “o pânico começa a se dissipar”. “Quem sabe poderemos voltar à normalidade que tínhamos no começo deste ano”, disse.

Nesta terça-feira, Van Kerkhove negou que haja uma mudança de recomendação da OMS e explicou que a comunidade internacional hoje não sabe dizer qual é a proporção de pessoas transmitindo o vírus.

Segundo ela, o que se sabe é que a maior parte da transmissão vem de pessoas que tem sintomas. Mas existem aqueles quem não desenvolvem sintomas. O problema é que não se sabe qual o tamanho dessa população. Estudos indicam que isso poderia variar de 6% a 41%. “O que sabemos é que algumas pessoas que não têm sintomas podem transmitir o vírus”, insistiu.

Ela admite que a ciência ainda precisa entender melhor tal fenômeno. Mas esclareceu que, ao falar sobre o caso na segunda-feira, ela fazia referência a um número limitado de estudos realizados em situações específicas. “Não era uma política da OMS”, disse a técnica, chamando o caso de um mal-entendido.

De acordo com Maria, alguns modelos estimam que até 40% da transmissão poderia estar ocorrendo por pessoas assintomáticas.

Ela ainda pediu ajuda dos governos para entender ainda quando uma pessoa é mais infecciosa. Um dos estudos aponta que tal momento é quando o paciente desenvolve sintomas, momento em que ele tem mais vírus no corpo. “Estamos só no começo disso tudo”, afirmou.

Absolutamente convencidos

Michael Ryan, diretor de operações da OMS, também adotou o mesmo tom. “Estamos absolutamente convencidos de que a transmissão por pessoas assintomáticas está ocorrendo, a questão é saber quanto”, afirmou.

“Ambos – sintomáticos e assintomáticos – contribuem para transmissão. A questão é saber qual é a proporção de cada um”, disse Ryan.

Ele da um exemplo: uma pessoa que está num restaurante e bem. Mas de repente começar a se sentir com mal-estar e febre. “É nessa etapa que uma pessoa pode estar transmitindo”, disse. “Temos de admitir: não é um vírus fácil de parar”, afirmou.

Para ele, o que se sabe é que a melhor forma de combater o vírus é a de saber onde ele está para poder suprimir a transmissão. Ou seja, ampliar o número de testes.

Ryan deixou claro que a OMS continua mantendo a mesma recomendação em termos de resposta de distanciamento social e que nada mudou por enquanto. Ele lembra que os números da pandemia continuam aumentando. “Estamos subindo ainda a montanha. Precisamos adotar as medidas, pois sabemos que funcionam”, afirmou.

Para ele, se houver uma operação maior dos governos para identificar os surtos, com amplos testes, existiria a possibilidade de não ter de colocar em confinamento 100% da população. Mas, para isso, a tarefa será a de identificar e testar. “Isso pode ter êxito para parar a doença e ainda ajudar a economia”, defendeu. Nos últimos dias, a OMS vem apontando como as estratégias de confinamento funcionaram no esforço de barrar o vírus.

Manipulação

Bolsonaro, porém, escolheu apenas certos trechos da reunião para usar na defesa de uma abertura mais rápida da economia. Ele não citou a mesma diretora da OMS alertando minutos antes que o combate contra a pandemia estava “longe de terminar” e que o “maior risco” neste momento é a complacência por parte de governos. Nada disso, porém, foi citado pelo presidente brasileiro.

Na mesma coletiva de imprensa, a OMS pediu que o Brasil mantivesse a transparência nos dados e, num recado velado, apelou para que a América do Sul mostrasse liderança política.

A OMS também deixou claro que a situação internacional está piorando, e não melhorando. Entre sábado e domingo, o mundo registrou o maior número de casos em seis meses, com 136 mil novos diagnósticos positivos.

Nada disso foi mencionado por Bolsonaro. “Ontem a OMS também disse que a transmissão de pessoas assintomáticas é praticamente zero. Muitas lições serão tomadas. Isso pode sinalizar a uma abertura mais rápida e do comércio e a extinção de medidas mais rígidas autorizadas pelo STF e por prefeitos e governos estaduais. O governo federal não participou disso. Vai ter muita discussão”, disse Bolsonaro durante a 34ª reunião do Conselho de Ministro.

“Esse pânico que foi pregado lá atrás por parte da grande mídia começa talvez a se dissipar levando em conta o que a OMS falou por parte do contágio dos assintomáticos”, completou o presidente.

Maria van Kerkhove - OMS - Christopher Black/OMS

Maria van Kerkhove – OMS Imagem: Christopher Black/OMS

 

– Jacindamania

E a Nova Zelândia foi a primeira nação a erradicar o Novo Coronavírus!

Neste momento, a jovem premier neozelandesa Jacinda Ardern tem sido elogiada por seu engajamento na luta (e vitória) contra a pandemia. Mas quem é ela, que está roubando os holofotes para suas ações?

Abaixo, extraído de: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/2020/06/08/quem-e-jacinda-ardern-premie-da-nova-zelandia

JACINDA ARDERN

Nesta segunda-feira (8), o mundo voltou sua atenção para a Nova Zelândia após o anúncio de que o país erradicou os casos ativos de Covid-19. A face da gestão de crise bem sucedida, que dará fim às restrições de isolamento social, é a da primeira-ministra Jacinda Ardern, de 39 anos.

Em menos de dois anos como premiê, a líder do Partido Trabalhista neozelandês roubou os holofotes em outras ocasiões. Ela ficou conhecida por levar sua filha de três meses a uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) e virou exemplo por sua reação aos ataques terroristas contra as mesquitas de Christchurch, em março de 2019.

Mas, em meio à alta de popularidade que a permitiria governar sem coalizão, alcançando 56,5% de aprovação no último mês de maio, a premiê encara também críticas pela postura da agência de serviços sociais de seu governo, que estaria tratando crianças da minoria nativa maori de maneira “desumana”.

Saiba mais sobre a trajetória de Ardern, a terceira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra na Nova Zelândia e a segunda líder mais jovem da história do país.

‘Jacindamania’

Eleita em outubro de 2017, com apenas 37 anos, Ardern chegou ao cargo mais importante do governo neozelandês com apenas três meses à frente do Partido Trabalhista.

Ela era filiada à legenda desde os 17 anos e assumiu o grupo depois que seu antecessor, Andrew Little, decidiu renunciar no início da campanha eleitoral, quando o partido passava por uma baixa nas intenções de voto.

Mas, em agosto de 2017, depois que Ardern assumiu o posto, surgiu a “Jacindamania”, um grupo de entusiastas da então parlamentar e líder da oposição, que incluía principalmente a população mais jovem, simpática às suas visões a favor do casamento homoafetivo e do aborto.

A porcentagem de votos do partido trabalhista pulou para pouco mais de 37%, suficientes para formar um governo com o apoio do NZ First (“Nova Zelândia Primeiro”, um partido populista anti-imigração) e do esquerdista Green Party (“Partido Verde”), dando fim a nove anos de dominância dos conservadores.

Ardern nasceu em Hamilton, a sétima maior cidade da Nova Zelândia, mas cresceu em uma pequena cidade rural chamada Murupara, conhecida pela presença dos Tribesmen, uma gangue de motoqueiros que praticavam roubos.

Sua mãe era funcionária de um refeitório escolar e seu pai policial em Morrinsvile, município de 7 mil habitantes, o que, segundo a primeira-ministra, formou sua maneira de enxergar a política.

“Isso (crescer em cidades pequenas) irá influenciar para sempre a maneira que eu enxergo o trabalho que faço e as políticas que tenho em mãos para desenvolvimento”, disse ela em entrevista ao site local RNZ em 2017.

Na juventude, Ardern trabalhou como DJ e foi mórmon por alguns anos. O seu perfil não convencional atraiu milhares de pessoas para as convenções do partido e aumentou o interesse da imprensa pelo governo.

Mas nem toda atenção foi positiva. Nos primeiros meses no novo cargo, a premiê enfrentou questionamentos sobre sua aparência e sobre sua habilidade de governar o país com possíveis filhos, encarados como comentários sexistas por membros do partido, já que as mesmas perguntas nunca eram aplicadas sobre homens.

Gravidez durante o mandato

Em 21 de junho de 2018, apenas 8 meses após assumir o cargo de primeira-ministra, Ardern deu à luz sua primeira filha, Neve, de sua relação com o apresentador de televisão Clarke Gayford.

Ela foi a primeira premiê do país a ter um filho durante o mandato, e tirou apenas seis das 18 semanas de licença-maternidade previstas por lei na Nova Zelândia, se mantendo disponível para possíveis urgências.

Em uma resposta involuntária aos questionamentos midiáticos, Ardern viralizou nas redes sociais ao ser fotografada com a bebê, então com apenas três meses, na reunião da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Acompanhada de seu namorado, que se tornou noivo apenas em 2019, Ardern foi registrada brincando com a filha enquanto aguardava para discursar na cerimônia, que homenageou o centenário de Nelson Mandela.

Seu companheiro, Gayford, cuidou da criança enquanto a primeira-ministra falava para outros líderes internacionais, e brincou com a situação inusitada. “Gostaria de ter capturado o olhar assustado de uma delegação japonesa dentro da ONU ontem, que entrou numa sala de reuniões no meio da troca de fraldas”, escreveu em seu perfil no Twitter.

Atentados em Christchurch

No dia 15 de março de 2019, um atirador invadiu mesquitas na cidade de Christchurch, em um ataque terrorista que deixou 51 mortos.

Ao comentar os acontecimentos, transmitidos ao vivo nas redes sociais do terrorista, Ardern sempre optou por não citar seu nome e pediu para que os veículos jornalísticos não mostrassem seu rosto, para evitar dar publicidade ao criminoso.

Como alternativa, a premiê formou um grupo pluripartidário para visitar a família das vítimas. As imagens das visitas de Ardern, sempre com a cabeça coberta por um hijab (véu sagrado da religião muçulmana), em respeito às tradições das famílias afetadas, viraram símbolo de sua postura em meio à crise de segurança, elogiada por especialistas políticos.

Apenas seis dias depois do atentado, a primeira-ministra determinou também a proibição da venda de fuzis e outras armas semiautomáticas no país e a aplicação de uma multa de 4 mil dólares e até três anos de prisão para quem não entregasse o armamento já adquirido dentro do período de adaptação à lei.

Minoria Maori

Mas apesar dos pontos altos de sua gestão, Ardern também enfrenta críticas sobre sua postura diante da minoria maori, povo nativo da Nova Zelândia.

Segundo o jornal britânico The Guardian, a agência de serviço tutelar da Nova Zelândia cometeu “violações sem precedentes de direitos humanos” contra crianças maori.

As informações foram fornecidas por Naida Glavish, líder de um inquérito realizado pelos próprio povo nativo, que ocupa a Nova Zelândia desde 10 anos D.C, praticamente isolados até a grande onda de colonização do país pelos ingleses, em 1841.

Em fevereiro, a investigação, que havia começado há seis meses, apontava que funcionários do serviço social teriam realizado inúmeras tentativas de tirar um bebê da etnia de sua mãe pouco depois do nascimento.

O relatório detalha o que as famílias chamam de “recorte racial”, espalhando o medo entre famílias Maori de que seus filhos possam ser retirados de seus lares, e o abuso de poder de funcionários do serviço social do governo.

Com relatos de incidentes em que policiais armados, com cachorros, foram enviados para retirar as crianças de suas famílias biológicas por “falta de higiene”, delitos antigos que já foram punidos e ligação de antigos parceiros com gangues locais.

Mais de 1.000 famílias Maori foram entrevistadas pelo inquérito, que mostrou que os casos não são isolados e que parentes próximos dos pais que perdem custódia não tem permissão para pleitear a guarda das crianças, o que é previsto pela lei neozelandesa.

“Para nós não existe nenhuma possibilidade de permitirmos que isso continue”, falou Glavish ao Guardian. “Atingimos um nível em que já passou dos limites.”

Ardern não comentou o caso. Já o Ministério das Crianças, responsável pela agência do Conselho Tutelar, respondeu às acusações afirmando que todos os casos de crianças Maori, que são 13, de acordo com o órgão, são “altamente emocionais, desafiadores e complexos”, e afirmou que os críticos não levam em conta o bem estar dos menores.

Covid-19

Nesta segunda-feira (08), a Nova Zelândia completa 17 dias sem novos casos de contaminação por Covid-19.

As medidas duras de Ardern foram muito elogiadas como responsáveis pelo sucesso da contenção da pandemia no país. Foram sete semanas de isolamento social rígido.

No dia 23 de março, a premiê anunciou que os 5 milhões de neozelandeses tinham 48 horas para se preparar para um bloqueio que excluiria apenas trabalhadores essenciais de uma quarentena obrigatória de quatro semanas.

Nas últimas três semanas, ela já ensaiava pequenas flexibilizações, com brechas para caminhadas respeitando o distanciamento social.

Apesar de duras, as medidas foram bem sucedidas, com apenas 1.132 casos e 22 mortes no território do país. “Estamos confiantes que eliminamos a transmissão do vírus na Nova Zelândia por agora”, declarou a premiê em um comunicado televisionado, afirmando que os Kiwis, como são apelidados os cidadãos do país, “se uniram de maneiras nunca antes vistas para destruir o vírus.”

Segundo Ardern, ela fez uma “pequena dança” em sua sala de estar para celebrar a conquista do país, também uma grande conquista para seu governo.

Premiê da Nova Zelândia, Jacinda Ardern

– O Covid-19 se sentiu à vontade ontem…

Importante observar: independente da ideologia política de cada um, das motivações que levam as pessoas para participarem de uma manifestação, o descuido de todos foi algo a se condenar no último domingo!

Respeitando cada boa intenção dos grupos (não julgarei aqui), a pandemia está aí nas nossas portas, os cuidados devem ser seguidos e, logicamente, o grande inimigo no momento é o contágio assustador do Novo Coronavírus, que está vitimando inocentes todos os dias.

Imagine o sentimento das pessoas, em quarentena e desejosas de liberdade, vendo tais atos?

Sem fanatismo político e usando de serenidade: vamos nos prevenir! É isso que o Brasil pede agora. Quanto antes vencermos a enfermidade, antes voltaremos à normalidade.

Obs: perceba que estou falando de prevenção, não estou defendendo nenhum lado das ruas.

– Eu não acredito em informações de ditaduras. E você?

Sou muito cético quando ouço teorias das conspirações. Aliás, elas existem aos milhares (ou milhões).

Não podemos ser ingênuos também em crer nas informações de ditaduras, nem nos auto-sabotarmos de que tudo é mentira. Porém, tenho muita descrença quando notícias e dados surgem por voz oficial de algumas nações como Venezuela, Cuba, Coreia do Norte e China (temo, logicamente, pela suposta tentativa de maquiagem de números do Brasil, visto o que está acontecendo nos dados sobre mortos do Covid-19).

Leio a matéria do parecer da China para a OMS, sobre suas atitudes urgentes no combate ao Novo Coronavírus. Será que são reais? Não teriam as autoridades do PC Chinês revelado o que sabiam somente quando perderam o controle da enfermidade? 

Leia e conclua, extraído de: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2020/06/07/china-diz-que-agiu-com-rapidez-e-transparencia-em-relacao-ao-coronavirus.htm

CHINA DIZ QUE AGIU COM RAPIDEZ E TRANSPARÊNCIA NA EPIDEMIA

Autoridades chinesas divulgaram um longo relatório hoje sobre a resposta do país à pandemia do novo coronavírus, defendendo as ações de seu governo e dizendo que a China forneceu informações de maneira oportuna e transparente.

O relatório diz que a China “não perdeu tempo” em compartilhar informações como a sequência do genoma do novo vírus com a Organização Mundial da Saúde (OMS), bem como com os países e organizações regionais relevantes.

Uma investigação da Associated Press descobriu que os laboratórios do governo estavam segurando o mapa genético do vírus por mais de uma semana em janeiro, atrasando sua identificação em um outro país e o compartilhamento de informações necessárias para desenvolver testes, medicamentos e uma vacina.

O presidente da Comissão Nacional de Saúde, Ma Xiaowei, não abordou as descobertas específicas no relatório da AP, mas disse que este alegado atraso “contraria seriamente os fatos”.

Ele acrescentou que havia muitas incógnitas na fase inicial do surto e que levou tempo para reunir evidências e descobrir as características do novo vírus.

“O governo chinês não atrasou ou encobriu nada”, disse ele. “Em vez disso, relatamos imediatamente dados de vírus e informações relevantes sobre a epidemia à comunidade internacional e fizemos uma importante contribuição para a prevenção e controle da epidemia em todo o mundo.”

Ele assinalou uma série de ações do governo a partir de uma linha do tempo detalhada no relatório do governo. A linha do tempo diz que a China começou a atualizar a OMS regularmente em 3 de janeiro e que o chefe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China informou o chefe do CDC dos EUA em 4 de janeiro.

As autoridades americanas criticaram a resposta precoce da China, aumentando a deterioração das relações entre Estados Unidos e China sobre comércio e tecnologia e protestos pró-democracia em Hong Kong.

Questionado sobre como a China iria reparar suas relações com o resto do mundo, o vice-ministro das Relações Exteriores Ma Zhaoxu disse que a cooperação sobre a pandemia melhorou os laços com a maioria dos outros países.

Sem nomear os Estados Unidos, ele disse: “Certos países vão contra a maré da história. Para disfarçar sua resposta inadequada à covid-19, eles insanamente mancharam e caluniaram a China. Em resposta a essa prática de bode expiatório, a China certamente reagirá.”

O relatório, que tem 66 páginas na versão em inglês, elogiou o sucesso da China em reduzir o aumento diário de novos casos para dígitos únicos em cerca de dois meses e a “vitória decisiva” na batalha para defender a província de Hubei e sua capital, Wuhan, em cerca de três meses.

Wuhan, onde os primeiros casos do vírus foram detectados no final do ano passado, foi a parte mais atingida pela China no surto. A cidade e logo depois grande parte da província de Hubei foram bloqueadas por cerca de dois meses e meio para impedir a propagação do vírus para o resto do país.

O relatório creditou ao líder chinês Xi Jinping a decisão de 22 de janeiro de interromper Wuhan cortando as ligações de transporte e proibindo as pessoas de sair ou entrar na cidade.

Documento da OMS diz que China atrasou liberação de informações ...

– A culpa é dos números divulgados pela TV?

Quer dizer que os números de Covid no Brasil, por determinação presidencial, passaram a ser divulgados depois do horário nobre / encerramento dos telejornais?

Que absurdo tal coisa… birra de criança? 

Tenta-se evitar a divulgação no horário costumeiro para não ter impacto negativo, mas aí entram os Plantões dos Telejornais e o estrago à imagem do Governo é pior. “Genial” ao contrário quem teve essa ideia…

Aliás, essa história de se destacar o número de curados e não dos de mortos nos releases é algo irresponsável. Explico: ao invés de mostrar a gravidade da coisa, quer-se dar uma impressão de “grande trabalho feito pelas autoridades públicas”, disfarçada pelo discurso de “esperança”. Nada disso! Deve-se divulgar o que é grave para alertar e prevenir as pessoas!

Essa negação da gravidade vai matar, infelizmente, mais gente no Brasil…

Plantão da Globo com novos dados da Covid-19 dá mais audiência que ...

– A falta de lógica na liberação do Campeonato Carioca. Série A imune e a B não? Qual o critério?

Wilson Witzel, governador do RJ, liberou a volta do futebol no Rio de Janeiro (sem público, após a péssima repercussão da fala do prefeito carioca Marcelo Crivella – anteriormente desejando com 50% de torcedores presentes e posteriormente mudando de fala para 30%).

Com a alta dos casos de Covid-19 no RJ e estando no pico (ou chegando nele), parece uma medida completamente sem sentido. Lamento. Poderia-se esperar mais um pouco, já que se existe um “momento exato” na pandemia de se fazer resguardo, seria justamente agora.

Entretanto, para maior surpresa, a FERJ proibiu em comunicado a volta dos trabalhos dos clubes de futebol de todos as categorias e divisões, EXCETO DA SÉRIE A!

Deu para entender? Eu não entendi. Compare com o Paulistão: na lógica, Palmeiras, Novorizontino ou Santo André estão mais imunes da contaminação do que Francana, Paulista ou Juventus?

Qual o estudo? Se for geográfico, é incoerente. Se financeiro, idem. Totalmente incompreensível…

Pobre futebol brasileiro, vítima novamente da despreparada cartolagem. A motivação seria o dinheiro, exclusivamente?

Aliás, teremos a mesma divisão sobre os árbitros? Juiz e bandeira da série A trabalham, da série B não? 

– O 3o recorde diário de Covid-19 e a reflexão perfeita do Dr Ligabó!

Não consigo tirar uma vírgula sequer do texto do Dr Wagner Ligabó, aqui de Jundiaí. Ele foi perfeito em sua análise sobre o 3o recorde diário de mortes por Covid-19 e fez uma comparação irretocável com os nossos vizinhos sul-americanos, além de falar das políticas públicas.

Parabéns ao consciente médico! Abaixo:

QUE BAITA VERGONHA! (texto do Facebook pessoal dele)

O Brasil é sui generis. Nunca pode ficar para trás em nada. Quer ser campeão em tudo! E com a COVID não poderia ser diferente. Estamos chegando lá!
Olhando os números da pandemia mundial, a cada dia, nosso país marcha célere para conquistar o título máximo da “desgraça pandêmica “ por culpa direta da falta de pulso, ignorância e teimosia de um presidente tresloucado, o mesmo que tem a coragem de dizer que “ lamenta mortes, nas elas são consequência de se estar vivo” quando questionado sobre as milhares de mortes pelo COVID, um dos maiores absurdos que ouvi ultimamente, denotando total desapego à vida do próximo e à saúde do seu país. Tanto é assim que demite dois médicos-ministros e coloca agora um comando militar no Ministério da Saúde e tudo bem.
Também temos governadores e prefeitos que não conseguiram segurar a pressão de ficar com a economia parada e facilitaram a flexibilização, algo irresponsável, e que com a colaboração de um povo que , em sua grande maioria, não respeita regras – chega a ser debochado até – que não dá a devida importância ao que está acontecendo, achando que “não vai pegar ou que é uma gripe mesmo” , não dando a menor bola aos conselhos sanitários preventivos de usar máscara, lavar mãos, álcool gel, troca de roupas, distanciamento mínimo, etc, etc.
E estamos tendo os resultados terríveis deste desleixo e vai piorar! Estamos no inverno e o vírus fica mais ligeiro!
O Brasil colou nos Estados Unidos! Hoje somos o segundo país em maior número de casos no mundo: 615.870 ! (sabendo-se que este número está subnotificado em 7 vezes!) e já somos o terceiro país em número de mortes: 34.039! Passamos a Espanha e agora também a Itália, e estamos só atrás do Reino Unido e da América do Norte do ídolo e líder Trump!
O Brasil é a terra da “hidroxicaipirinha”
E em pensar que nos nossos vizinhos “hermanos” , tão menos importantes que o Brasil, como algumas bestas dizem, a história foi bem outra. Por que será?
Na rival vizinha Argentina foram só 20.197 casos com 608 mortes até agora. Mesma coisa no Uruguai, com 832 casos e apenas 23 mortes !!! e no Paraguai, que ninguém dá bola, 1076 casos e 11 mortes e sem falsificação. Tem algo errado com a gente, não acham?
Um governo que não tem metas claras não chega a lugar nenhum e enquanto a política de interesses pessoais for maior que os reias interesses por um povo melhor, e este mesmo povo não se der o devido valor, continuará este vexame exposto, que vivenciamos desde sempre e agora muito mais escancarado.
Momento sombrio.E, respeitosamente, estou pouco me importando com quem discordar.

Coronavírus: Brasil e México batem tristes recordes diários de ...

– No Brasil, a Pandemia está sendo menosprezada. Ou não?

Mais de meio milhão de contaminados, quase 33.000 mortos e nas últimas 24 horas um recorde de 1349 falecimentos por Covid-19 em nosso país. E há quem insista em não chamar a atenção das mortes dessa pandemia, querendo destacar o número de recuperados. Tal estatística pode servir para dar esperança, mas não para fazer com que as pessoas deixem de crer no perigo deste Novo Coronavírus.

Sabe o que deixa indignado? A forma como se conduz a pandemia no Brasil!

Não está tudo errado? Justamente quando o isolamento deveria ser feito, fala-se em relaxamento – e com os hospitais lotados!

Incompreensíveis as políticas públicas de enfrentamento ao Coronavírus nas 3 esferas… não conseguimos aprender nada com os outros países que sofreram a pandemia antes, e que agora estão se recuperando?

– Tá tudo errado!

E o hoje foi a reabertura do Maxi Shopping em Jundiaí. O que dizer do aviso e da foto (clicada as 14h e reproduzida de maneira viral)?

Não vai dar certo… E a culpa seria de quem? Das autoridades, das pessoas, de todos?

– E como sobreviverão as empresas aéreas?

Com a crise global do Novo Coronavírus, os aviões praticamente estão todos no solo. Como as cias aéreas conseguirão sobreviver?

Pense no custo de uma empresa de aviação e como é complicada a situação: imagine as receitas de um vôo para os EUA (quanto custa uma passagem e o número de passageiros) frente o custo para levantar vôo (salários da tripulação e encargos, manutenção das aeronaves, tarifas internacionais, combustível e, logicamente, pense no investimento de uma aquisição de cada Airbus ou Boeing).

A conta não fecha. Tem que voar muito, e sempre com lotação máxima. A frequência de vôos precisa ser grande. E com os espaços aéreos fechados…

Não sobrarão muitas empresas aéreas rentáveis, a tendência é que quebrem – exceto as que têm grande aporte de petrodólares ou as estatais.

Aguardemos!

Onde estão as milhares de aeronaves paradas por causa da pandemia ...

– A alegria de ver um recomeço no Exterior e a preocupação com o Brasil!

Enquanto pessoas e autoridades dão mal exemplo no Brasil no combate ao Covid-19 (seja aglomerando-se ou não dando a devida importância ao exemplo da prevenção), a Espanha, que levou a sério os cuidados contra o Covid-19 quando os números dispararam, não registrou nenhuma morte ontem. Museus na Itália e demais pontos turísticos reabrindo. Futebol na Alemanha retornando (sem público). Na China, preocupando-se com uma “segunda onda”, algumas coisas passaram a ser restritivas. Mas no Brasil…

Estando no pico (ou próximo de), registra-se congestionamento de trânsito em São Paulo. No Rio de Janeiro, praias liberadas. E por aí vai…

Quem levou a sério os inúmeros cuidados, está voltando ao normal (ou, como gostam de falar, “novo normal”). Aqui, querem voltar antes do que se devia sem se prevenir como poderia. Não é bom sinal…

Alex Manente propõe que dinheiro recuperado pela Lava Jato seja ...

– A incoerência do discurso das Autoridades de Jundiaí quanto à Pandemia.

É contraditório ver o Secretário Municipal de Saúde, em entrevista à TVTec, dizer que essa semana será crítica aos jundiaienses devido ao pico do Covid-19, e, concomitantemente, o Prefeito liberar o Comércio mesmo com as restrições e segurança.

Ou pediu-se para ficar em casa antes da hora e agora que deveria-se fechar tudo, não se tem paciência, ou algum erro muito grave de planejamento aconteceu. Tudo correto, claramente, não está.

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FOTO: Extraído de RS Notícias

– Parabéns pela iniciativa, FPF! Mas… amplie aos árbitros e outras divisões!

Em que pese tantas críticas (merecidas) à Federação Paulista de Futebol, há de se elogiar a cautela que está tendo para a volta dos campeonatos de futebol no Estado de São Paulo, diferente da FERJ que, a todo custo, quer a volta “para ontem” do Cariocão (ignorando a Pandemia que vivemos).

Digo isso pois leio que a entidade fez um convênio com o Hospital Albert Einstein (que desenvolveu um novo teste de detecção para o Coronavírus, mais barato e tão eficaz quanto o usual) a fim de realizar testagem em todos os atletas da Série A1 do Paulistão (tudo pago pela FPF).

Para “tirar 10”, a FPF tem que fazer a mesma coisa com os atletas da A2 e da A3 (pois os clubes dessas divisões não tem dinheiro como os co-irmãos grandes da A1) e também com árbitros e bandeiras que trabalharão nesse retorno.

FPF prevê 3 mil testes para o Paulistão e avalia veto a grupo de risco

– O assustador dado comparativo de Covid em 2020 frente as outras causas de morte no mundo!

Qual tem sido a maior causa dos falecimentos no ano de 2020?

Em números globais (veja o quadro comparativo abaixo) é de Covid-19. Até 29 de maio, ocorreram quase 6 milhões de confirmações médicas de pessoas que contraíram o Novo Coronavírus, sendo que mais de 364.000 pessoas morreram (destas, quase 28.000 no Brasil, o novo epicentro da doença, até essa publicação).

Em 23 de maio de 2020, tínhamos pela ordem de maior causa de morte:

1 –COVID,

2 –Malária,

3- Desnutrição e

4- Homicídios.

Nos números acima, vê-se que, em um mundo utópico e perfeito, muita gente poderia estar viva ainda… Morrer de doenças nas quais há prevenção, morrer de fome e morrer vítima de violência não condizem com uma sociedade cidadã…

Na animação do link (clique no endereço abaixo) é possível ver como espantosamente os casos dispararam ao longo dos dias. No Brasil, infelizmente, morre-se mais de Covid diariamente do que todos os falecimentos de H1N1 ou dengue por ano! Veja os dados do Ministério da Saúde:

Covid em um único dia, 29 de maio de 2020: 1.124 casos

H1N1 nos 365 dias de 2019: 796 casos

Dengue nos 365 dias de 2019: 754 casos

O link citado (há uma animação da evolução) está em: https://app.flourish.studio/visualisation/2562261/

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Gráfico das quase 2 milhões de mortes em 2020 até a dada citada. Fonte: Global Deaths Due to Various Causes and COVID, em: https://is.gd/P7xZlq

– Não estamos todos loucos com o “relaxamento no pico do Covid”?

Confesso que devo ser muito burro e não entendo muitas coisas. Explico:

Antes, algumas autoridades imploravam para as pessoas não saírem. Fechou-se o Comércio repentinamente, sem planejamento e/ou preparação. A preocupação (verdadeira, sejamos justos) com o Novo Coronavírus foi politizada, com extremos dos dois lados: o “fecha tudo” de Dória e o “libera tudo” de Bolsonaro – este, lembremos, não fez esforço nenhum para evitar aglomerações.

Ok, defendo que, quem possa ficar em casa, fique. Se precisar trabalhar e não for Home Office, que faça com cuidado. Prevenção ao máximo! Mas justamente agora, com mais um dia consecutivo acima de 1.000 mortos nas últimas 24 horas, resolve-se relaxar o isolamento?

Peraí: quando é para se pensar em recolhimento total pois os números MOSTRAM e COMPROVAM que o pico está próximo, vai-se incentivar mais gente na rua?

Sinceramente, me parece que todo mundo (me refiro às autoridades Federal, Estaduais e Municipais) estão errados. Quando é para incentivar ficar em casa, não o faz?

A verdade é: “fechou-se antes demais” em alguns estados, como São Paulo, e judiou-se do Comércio, e na outra ponta (a União) fez uma campanha tão grande contra o fechamento que virou apologista da não-prevenção. E, agora, quando até mesmo um lockdown seria necessário (por um prazo curto, deste pico), muita gente não aguenta mais o isolamento, os empreendedores estão desesperados e as mentes de muitas pessoas perturbadas pela negação do perigo demonstradas pelo presidente.

Tá difícil nosso país! Não entendo mais nada.

ACRÉSCIMO: Li e concordo com o jornalista Paulo Mathias, que escreveu em seu twitter:

“Falei ontem: quem gritasse mais, tinha mais chance de sair da quarentena. Não deu outra. Ontem a Grande SP (menos a capital), estava enquadrada na Fase 1 do plano de reabertura. Os prefeitos não gostaram e reclamaram. Hoje pularam pra Fase 2. Repito: não tem ciência. Tem pressão.”

Qual a diferença entre distanciamento, isolamento, quarentena e ...