– As Denúncias do Castelão!

Alguém já leu a Revista Veja desta semana?

Parabenizo a reportagem de Diego Escosteguy (Tem Gato na Copa… de 2014, Ed 30/06/2010, pg 76-77), a respeito da corrupção na Copa de 2014.

Nela, ele retrata o caso do estádio do Castelão, no Ceará. Se o Morumbi não serve, imagine o Castelão, onde as obras não começaram, o cronograma está hiper-atrasado, o consórcio para a reforma será formado por um grupo de amigos do Governo local e o know-how da construtora é o de ter construído… uma garagem!

Incrível, não? E a FIFA, neste caso, não se manifestou…

– Confidências de um Árbitro

Ainda repercute a conversa risonha do árbitro Stephane Lannoy para com o Luís Fabiano, após o gol polêmico da partida Brasil X Costa do Marfim.

O que teria dito? O que conversavam? Isso é imoral?

Para aqueles que estão fora do mundo da arbitragem, uma revelação: fatos como esse são corriqueiros! É que o francês escancarou a abordagem…

Explico: quando se tem um lance de gol duvidoso, e até então não há mais complicadores no jogo, o árbitro, disfarçadamente, procura o envolvido para se tirar a dúvida. Um exemplo simples: bola cruzada na área e os atletas 7 e 9 cabeceiam a bola. Ambos comemoram o gol como se fossem os marcadores. Depois de um certo tempo (nunca no frescor do lance) o árbitro se aproxima ou do 7 ou do 9 (longe da jogada, desapercebidamente) e pergunta quem finalizou. É claro que a resposta nunca será confiável, mas serve para ajudar o árbitro a decidir para quem vai dar o gol.

No lance de domingo (Luís Fabiano inicia a jogada após um toque da bola na sua mão (não intencional, portanto, legal) e finaliza a jogada com um chute após dominar a bola com o antebraço intencionalmente (mão, no futebolês, quer dizer também braço e antebraço). Lance ilegal e não visto pelo árbitro por ser um ponto cego para ele. Era lance para o bandeira, que pela imagem da TV, vê-se que estava encoberto por um zagueiro da Costa do Marfim.

O movimento do braço de Luís Fabiano leva o árbitro a acreditar que poderia ter sido irregular, embora ele não consiga ver se houve ou não o toque. Como em dúvida a decisão deve ser pró-ataque (e talvez a pintura da jogada tenha inibido uma anulação do lance), o fraco árbitro validou o gol sem ter certeza da legalidade.

É natural que o árbitro, depois de passado um tempo e fora do lance de jogo, se aproximasse do Luís Fabiano e dissesse: “pra mim você dominou no peito, já dei o gol, tudo bem. Mas diga a verdade: foi mão ou não? Não vai mudar nada, não vou dar cartão, mas fale a verdade”.

Parece inacreditável que isso aconteça, e mais incrível que o árbitro espere uma resposta sincera, mas é assim que acontece com árbitros que vacilam e não tem personalidade. Ele sabe que errou, e quer ouvir uma versão contrária do seu erro, a fim de tranqüilizar-se!

Você não veria um Dulcídio W Boschilla na mesma situação (ainda mais com o sorriso do francês), ou ainda um Paulo César de Oliveira. Mas tanto é verdade que Lannoy teve dúvidas, que persistiu em “compensar” seu erro na arbitragem. Cabeça de árbitro fazedor-de-média: “Se eu expulsar alguém da Costa do Marfim, reclamarão que além do gol duvidoso, prejudiquei os marfinenses expulsando-os”. Isso explica a não expulsão em jogadas violentas sobre os brasileiros.

Enfim, lembremo-nos de que o Campeonato Francês não é um primor… Confusões provindas de um árbitro que mostrou falta de personalidade num jogo de Copa do Mundo.

– Fantasia e Miséria na Copa

Não sei de onde veio a coluna original (extrai e menciono a reprodução publicada do site http://sergyovitro.blogspot.com/2010/06/fernando-de-barros-e-silva-fantasia-e.html), mas dou os créditos ao brilhante Fernando de Barros e Silva. Ele tratou com maestria a relação da Fantasia criada pelo futebol da Seleção Brasileira e a Realidade observada. A falsa impressão passada pelos comerciais de TV e a dureza do futebol demonstrado retratam com perfeição o contraste:

 

FANTASIA E MISÉRIA NA COPA

 

O momento mais emocionante do jogo entre Brasil e Coreia do Norte, ontem, aconteceu antes que a bola rolasse. Foi durante a execução do hino do país adversário, quando as câmeras flagraram o atacante Jong Tae-se se debulhando em lágrimas. A expressão de choro permaneceu em seu rosto durante a partida. Se ele jogasse como chora, estaríamos fritos.


Medíocre, sem brilho, apático, previsível. O Brasil fez uma estreia sofrível na Copa do Mundo. Tostão e Paulo Vinícius Coelho saberão explicar mais e melhor as deficiências dessa seleção de gladiadores. Mas mesmo aí, nessa identidade de “guerreiros da pátria” que foi forjada, com a mão de Dunga, para fins de mercado, há um abismo entre o que a propaganda vende e a mercadoria que foi entregue em campo.


A culpa, claro, não é dos atletas que lá estão. Vários deles, meninos assustados, visivelmente no limite das suas capacidades.


A seleção de Dunga é inimiga da fantasia. Isso torna mais flagrante, como ficou claro mais uma vez, o divórcio entre o que acontece dentro de campo e a parafernália de expectativas e entretenimento que se cria em torno dele. O business da Copa pede algo que o jogo não dá. Mas que é preciso arrancar dele ainda assim, nem que seja no gogó.


E ninguém exprime melhor essa necessidade do que Galvão Bueno, dublê de locutor esportivo e animador do país. Mal termina o jogo e a Globo nos oferece uma sequência de imagens tediosamente iguais da massa espremida em praça pública e se acabando ao som de alguma música ruim país afora.


Os clichês da brasilidade então inundam a tela: é o bundalelê do cantor Latino em São Paulo, é “essa coisa gostosa nas areias de Copacabana que contagia o país inteiro”, é “a chuva que não esfria o coração pernambucano”.


Tudo somado, é muita fantasia na TV para um espetáculo tão miserável. Ou muita miséria na TV para tão pouca fantasia em campo. Confundir tudo é a alma do negócio.

– Comprovando ou não a tese: Árbitro Forte surge de Campeonato Forte?

Amigos, nós estamos vendo graves erros de arbitragem na Copa do Mundo. E aí surgem comentários e teorias conspiratórias das mais diversas, tentando explicar pela ótica do torcedor os motivos de péssimas atuações: Fraudes, Incompetência ou Pessoalidades?

 

O fato relevante na Copa é a escolha tecnicamente equivocada de árbitros inexperientes e incompetentes oriundos de países com pouca ou inexpressiva tradição.

 

Mas existe uma tese, que discutiremos se é verdadeira ou não: Os árbitros se equivalem à força dos campeonatos de seus países?

 

Hipoteticamente, isso pode ser até lógico. Mas vamos tentar comprovar?

 

O Campeonato Inglês é forte. Por tabela, os árbitros ingleses são muito bons. Isso não se discute. Idem para a Argentina. Idem para o Brasil.

Faça ainda a mesma analogia para com o Campeonato Italiano; mas não a faça para o Campeonato Espanhol. Historicamente os árbitros da Espanha são os mais fracos da Europa. E daí você perguntará: mas o Campeonato de lá não é forte?

– Claro que não!

Como podemos dizer que é forte um campeonato de 2 times? O jogo que faz o Campeonato forte é Barcelona X Real Madrid, o resto é fácil de apitar. Vide os erros de arbitragem costumeiramente pró-Real ou pró-Barça.

 

Nossa tese de Campeonato Forte & Árbitro Forte está se comprovando… Continuemos?

 

Você poderá questionar: mas num passado bem recente tivemos o húngaro Sandor Puhl (apitando a final da Copa de 94) ou o dinamarquês Kim Nielsen. E atualmente, temos o colombiano Oscar Ruiz. Esses ótimos árbitros são de países que tem Campeonatos Nacionais fortes?

– Evidente que são bons árbitros de competições locais fracas.

A questão não é Campeonato Local, mas Torneio! Vamos ao exemplo do húngaro citado: a quanto tempo um time da Hungria não disputa a Champions League? Assim, um árbitro da Hungria está livre para ser escalado em qualquer partida da Copa Européia, e terá oportunidade de apitar jogos do Manchester United contra Real Madrid, Internazionale, Bayern… é bem diferente apitar Grande X Grande do que Grande X Pequeno. Faça valer o mesmo para Oscar Ruiz: ele não é bom por ter experiência apitando na Colômbia, mas sim pela Libertadores da América.

 

Então, podemos concluir que países que possuem um grande número de times grandes (Inglaterra, Itália, Brasil) naturalmente terão um grande número de bons árbitros, já que há frequência de clássicos locais. E países com poucos grandes clubes (Espanha, França, Uruguai) tem maior dificuldade em ter grandes árbitros, já que há poucos clássicos domésticos. Países periféricos dos centros futebolísticos que não tem grandes clássicos podem ter grandes árbitros pela freqüência de escalas dos árbitros (e por serem neutros num torneio), como Colômbia, Suécia, Dinamarca.

 

Tranquilamente dá para afirmar que Grandes Árbitros surgem de Grandes Torneios (nacionais ou continentais). Dessa forma, podemos também dizer que um árbitro da Guatemala não poderá ser um grande árbitro apitando o campeonato guatemalteco ou a Copa dos Campeões da Concacaf. Vale o mesmo para árbitros de Mali, El Salvador, Benin, Seychelles, Angola ou Nova Zelândia.

 

O curioso é que todos esses países elencados acima têm árbitros na Copa! Claro, o fator competência é irrelevante para a FIFA, vale o fator político. Se a idéia é universalizar a Copa, mostrar que é um evento global, torna-se interessante colocar, se não seleções, árbitros de todos os cantos! O primeiro critério para a escalação na Copa é o de colocar um trio de arbitragem do mesmo país (árbitro e bandeiras italianos, por exemplo). O segundo critério é o de falar a mesma língua (por exemplo, árbitro paraguaio, bandeira espanhol e bandeira chileno). Nessas combinações, sobrarão elementos que foram para a Copa unicamente por política, e aí vem o terceiro critério: o de juntar elementos desparcerados, como por exemplo, o trio de EUA X ESL: árbitro de Mali, bandeira marroquino e bandeira angolano. Deu no que deu…

 

E você, o que está achando da arbitragem na Copa do Mundo?

 

(Isso não quer dizer que exista perfeição na arbitragem de bons árbitros. Veja o erro de ontem, na partida entre GAN X AUS: Rosseti, bom e experiente árbitro italiano, interpretou uma bola que bateu na mão de um australiano como um toque intencional que evitaria o gol, deu pênalti e expulsou o atleta. Ali era um lance para mandar seguir a jogada… não foi infração!)

 

Você também pode acessar esse post e outros no meu blog no Portal da Rede Bom Dia, clique em: http://blog.redebomdia.com.br/blog/rafaelporcari/comentarios.php?codpost=3083&blog=6&nome_colunista=963

– Toyota vai gerar 13.500 vagas de Trabalho

Antes da crise mundial, a Toyota anunciou a construção de uma grande unidade de produção em Sorocaba. O investimento era estimado em US$ 630 milhões, mas foi suspenso devido ao medo da recessão global.

Agora, os japoneses bateram o martelo e confirmaram a nova fábrica: 2.500 empregos diretos e 11.000 indiretos, segundo o jornal Nikkei. Bom para a nossa região! Veja os detalhes abaixo:

Extraído de: http://techon.nikkeibp.co.jp/bn/bnsearch.jsp?BID=1306&PUBLISH_FROM_RANGE=20080627,20080727&OFFSET=90

トヨタ、ブラジルのサンパウロ州で新工場用地を取得

トヨタ自動車は、ブラジルの生産・販売子会社であるToyota do Brasil社の新工場用地として、サンパウロ州Sorocaba市で約370万m2の土地を取得すると発表した。(記事を読む2008 07/16 17:03

Você deve ter percebido o seguinte: o valor de US$ 630 milhões, que é muito alto, foi o mesmo exigido oficialmente pela FIFA para aceitar o Morumbi na Copa do Mundo. Ainda bem que o São Paulo Futebol Clube não se meteu nessa roubada…

– Prejuízos ou Benefícios das Empresas na Parada para a Copa

Eu, particularmente, acho um absurdo a paralisação do trabalho para assistir Copa do Mundo. Coisa de Fanático! Mas respeito quem pensa o contrário. Chega a ser irritante alguns exageros de quem só torce nessa hora: Vuvuzelas, farra, bebida e depois briga. Mas isso é outra história. Vamos para o campo profissional?

Leio na Exame de 16/06/2010, ed 610, pg 120, Coluna Gestão e Ideias, a respeito sobre os executivos que são contra ou a favor à parada para asssitir os jogos da Seleção Brasileira. Libera-se ou não os funcionários?

Dois pesquisadores da Escola de Administração e negócios IMD (Suiça), Willem Smit e Karsten Jonsen, fizeram o seguinte levantamento:

ARGUMENTOS A FAVOR DE PARAR O SERVIÇO PARA ASSISTIR OS JOGOS:

– A Copa movimenta 12 bilhões de dólares e cria 170.000 vagas só no país sede. No mundo, os ganhos são incalculáveis;

– As horas de folga podem ser compensadas em períodos extras;

– Reunir os funcionários para ver os jogos aumenta a união da equipe.

ARGUMENTOS CONTRA PARAR O SERVIÇO PARA ASSISTIR OS JOGOS

– As perdas globais seriam superiores a 10 bilhões de dólares. Só no Brasil, o prejuízo será de 1,2 bilhão de dólares;

– China e Índia, que estão fora da Copa do Mundo, poderão levar vantagem por estarem fora, já que não parariam.

– Fãs de vôlei ou basquete podem, no futuro, também pleitear folgas.

E Você? O que pensa sobre isso? A favor ou contra a parada para assistir os jogos?

– Morumbi está Fora? Por que?

Morumbi fora da Copa, e de qualquer fase? Será que já começou o planejamento para que outras “verbas não oferecidas para os estádios inicialmente” sejam gastas?

Escreva: lá vem contratos emergenciais para as obras inacabadas em 2014…

– É hoje!

A Estréia do Brasil é daqui a pouco! Será que verdadeiramente estaremos “rumando ao hexacampeonato”?

 

Tomara! Estarei comentando o jogo, mas principalmente a arbitragem, que é a minha praia, pelo Twitter (ou tentarei), salvo imprevisto de última hora. Para seguir, acesse: www.twitter.com/rafaelporcari

 

Espero você!

– O Dia-a-Dia das Copas Anteriores

Amigos, compartilho “a Semana das Copas anteriores”, reproduzido do Prof José Renato Santiago, com detalhes interessantíssimos. Acessem em: http://joserenato.midiasemmedia.com.br/

 

Abaixo:

 

A Copa começou meia borocoxô, eita palavrinha hein?…Mas, para definir… acho que está bom… rs rs rs…

 

Nem sempre foi assim… nesta semana em meu blog http://joserenato.midiasemmedia.com.br/ irei publicar outras curiosidades e fatos históricos, tais como:

 

14 de junho de 1970… Brasil vence o Peru do técnico Didi, por 4 a 2.

15 de junho de 1958… Nas estréias de Garrincha e Pelé o Brasil derrota por 2 a 0 a União Soviética de Yashin…

16 de junho de 1954… Brasil estréia na Copa com uma goleada de 5 a 0 frente o México.

17 de junho de 1962… O Brasil conquista seu segundo título mundial, ao vencer a Tchecoslováquia por 3 a 1.

18 de junho de 1978… Na Batalha de Rosário… Brasil 0x0 Argentina…

19 de junho de 1958… Pelé faz história ao fazer um gol de placa, o da vitória, frente o País de Gales.

20 de junho de 1954… Um jogo que marcou a historia das Copas… Hungria 8×3 Alemanha… mas não era final…que foi bem diferente

 

Ao longo da semana, continuarei apresentando curiosidades sobre cada um dos jogos da Copa do Mundo…

 

Por fim, vamos lembrar algumas conquistas de equipes brasileiras:

 

Palmeiras Campeão da Taça Libertadores de 1999

 

São Paulo Campeão da Taça Libertadores de 1992

 

Grêmio Campeão da Copa do Brasil de 2001

 

Cruzeiro Campeão da Copa do Brasil de 1996

 

Um grande abraço,

 

José Renato Sátiro Santiago Junior

www.jrsantiago.com.br

http://twitter.com/jrsantiagojr

Skype: jrsantiagojr

– A Comédia da Copa do Mundo

Diogo Mainardi é o cara! Admiro sua coragem em escrever e opinar sem se preocupar com os possíveis processos judiciais. Amado e odiado, seu texto é irrepreensivelmente irônico e inteligente. Os lulistas o detestam, lógico, já que boa parte do seu discurso é antipetista.

Mainardi foi contratado recentemente pela Rádio Jovem Pan para comentar a Copa do Mundo. E no rádio se sai tão brilhante quanto na TV ou no papel. Uma de suas crônicas falava sobre como deveria ser o dia de folga da Seleção Brasileira na África do Sul: Luís Fabiano jogando golfe, Elano filosofando sobre pensadores e Robinho tirando músicas clássicas com um violino, entre outros ‘delírios’.

Entretanto, ele se supera na sua coluna semanal na Veja de ontem (www.veja.com/diogomainardi de 12/06/2010), ao retratar a sua identificação com os jogadores. Para ele:

“o jogador do Brasil com o qual me identifico é Felipe Melo. Ele me representa. Vai Felipe Melo! Mostre ao mundo do que é capaz uma pessoa sem talento, sem juízo e sem discernimento”.

Sensacional a tirada, não? Ele faz ainda analogia com Susana Vieira e Lula no Irã. Abaixo:

 

A COMÉDIA DA COPA

 

Susana Vieira e eu na Copa do Mundo. Susana Vieira comentará as partidas na TV. Eu comentarei as partidas no rádio. Por quê? Porque ninguém se interessou em me contratar para comentar a Divina Comédia, de Dante Alighieri. Susana Vieira é minha Beatriz na Cidade do Cabo e em Johannesburgo.

Eu sou um cronista como Nelson Rodrigues. Eu sou um reacionário como Nelson Rodrigues. Eu sou pago para fazer comentários sobre a Copa do Mundo como Nelson Rodrigues. Agora só tenho de me tornar um Nelson Rodrigues.

Eu fui da literatura para a imprensa, da imprensa para o rádio. É por isso que simpatizo com Robinho. Ele tem uma trajetória semelhante à minha: do Real Madrid para o Manchester City, do Manchester City para o Santos. Eu simpatizo também com Kaká. Melhor dizendo: eu o idolatro. Eu gostaria de ganhar um dos maiores salários de todos os tempos para permanecer sentado no banco de reservas, tirando a franja da testa. Eu sou bom em matéria de tirar a franja da testa. Mas o jogador do Brasil com o qual realmente me identifico é Felipe Melo. Sempre que, durante o programa de rádio, Wanderley Nogueira me passa a bola, eu me embanano todo e, como Felipe Melo, acabo recuando para o zagueiro. Na Copa do Mundo, minha torcida será inteirinha para ele. Ele me representa. Vai, Felipe Melo! Mostre ao mundo do que é capaz uma pessoa sem talento, sem juízo e sem discernimento.

O melhor personagem desse time do Brasil, no entanto, é o técnico Dunga. O que me atrai nele – e Nelson Rodrigues seguramente concordaria comigo – é aquele seu aspecto de coronel da Operação Bandeirante. Se Carlos Alberto Parreira, em 2006, perdeu a Copa do Mundo porque convocou apenas jogadores lesados e fora de forma, Dunga, em 2010, resolveu dobrar a aposta, convocando jogadores ainda mais lesados e fora de forma. Num momento como o atual, em que o Brasil é dominado pelo populismo mais ordinário, Dunga ignorou os apelos da arquibancada e repudiou Ganso e Neymar. Ganso e Neymar consagraram-se em partidas contra o Rio Branco e o Guarani. Escalá-los numa Copa do Mundo contra a Espanha e a Inglaterra seria o mesmo que escalar Lula para negociar com o regime genocida iraniano.

Dante Alighieri usou a Divina Comédia para fazer proselitismo contra o papa Bonifácio VIII, colocando-o no Inferno, enterrado num fosso, só com as pernas de fora. Eu uso o rádio para fazer proselitismo contra o PT. Do amistoso com o Zimbábue, um sinal do apoio de Lula a Robert Mugabe, essa mistura de Mussolini com Grande Otelo, aos aloprados da CBF, que se comportam como os aloprados do PT, eu sempre dou um jeito de condenar essa gente ao castigo eterno. Agora só tenho de me tornar um Dante Alighieri. E Susana Vieira me conduzirá à Luz.

– Faltou Imaginação, Sobrou Imaginação

Quem foi o iluminado que resolveu colocar o representante Sul-coreano ao lado do representante Norte-coreano, durante a cerimônia de abertura da Copa do Mundo? Eles viraram às costas um para o outro e nem se olharam!

Outro mais sensato resolveu o problema: durante a festa, arranjou o representante do Vaticano para sentar entre eles.

Aleluia!

– E a Copa começa com Dunga e seus Talibans!

E hoje começa a Copa do Mundo! Não falarei sobre o nível técnico nem projeções, apenas quero reproduzir um artigo de Roberto Pompeu de Toledo, da Revista Veja de 19/05/2010, sobre Dunga, Cerveja, Garra e Guerra.

Irônico e inteligente, extraído de: http://veja.abril.com.br/190510/talibas-chuteiras-p-178.shtml

TALIBANS DE CHUTEIRA

“A Copa do Mundo, na doutrina Dunga, é um calvário que é preciso escalar sem medir prejuízos, físicos ou morais, para fincar lá no alto o pendão verde-amarelo”

A temporada de Copa do Mundo começa mal. Logo de saída, o técnico Dunga nos ameaça com patriotismo. Nada menos do que patriotismo! Um anúncio de cerveja na televisão, no ar faz algumas semanas, já batia na mesma infausta tecla. Um desesperado Dunga, esbravejando iracundas palavras de ordem e gesticulando como um possesso, num cenário cheio de sugestões de verde-amarelismo, pregava que para ganhar no futebol só sendo “guerreiro” – no caso, “guerreiro” como os consumidores da cerveja em questão. Na entrevista em que divulgou a lista dos convocados, na semana passada, o técnico ofereceu novas manifestações de seu ardor cívico. Disse que a mãe, professora de história e geografia, o ensinou a ser patriota. Insistiu em que cada um dos jogadores convocados tem de “mostrar patriotismo”. E tome expressões como “doar-se pelo país”, “comprometimento”, “responsabilidade”. A Copa do Mundo, na doutrina Dunga, é um calvário que é preciso escalar sem medir prejuízos, físicos ou morais, para fincar lá no alto o pendão verde-amarelo.

O anúncio da cerveja, ou antes a série de anúncios, pois se trata de mais de um filme, com variações sobre o mesmo tema, já nos ensinava que Copa do Mundo é “guerra”. Vai-se para um jogo do Mundial, segundo prega uma das peças publicitárias, “como quem vai para uma batalha”. Alguns jogadores aparecem em cena secundando o técnico no ímpeto belicoso. “É o Brasil contra o resto do mundo”, anuncia o locutor. “Vamos para a guerra juntos.” As tomadas épicas exibidas a seguir evidenciam que os atletas estão prontos para a missão sagrada. “Raça”, pede o locutor. Tanto jogadores quanto torcida devem se irmanar na “raça”. Quando o time entra em campo, não é um time. São os marines desembarcando em Bagdá, ainda mais temíveis por se acharem anabolizados pelos teores guerreiros inerentes ao consumo da cerveja. O resto do mundo que se cuide.

O anúncio é a expressão de uma filosofia (decifre-a quem for capaz) que combina os efeitos da cevada fermentada, o nacionalismo e o bom desempenho no esporte. De quebra, explica que a Copa do Mundo não é, como pensariam os mais desavisados a respeito das competições ou dos congressos internacionais, uma oportunidade no mínimo interessante para sair um pouco da própria casca e deparar com outros panoramas, outras gentes e outros costumes, ainda que se tenha de disputar um campeonato. É a arena em que ou se fará correr o sangue do inimigo ou se deixará o próprio sangue.

Tanto o discurso de Dunga como a publicidade da cerveja obedecem à mesma concepção de futebol das torcidas organizadas. Os estádios são hoje o território delas. Os coros, as músicas e as coreografias se sucedem durante os jogos. É bonito de ver, mas é assustador cruzar com elas na rua. A noção que as congrega é a de “nação”. Fala-se na “nação alvinegra”, na “nação tricolor”. A preferência por um clube traveste-se de patriotismo. Como exige todo patriotismo, o passo seguinte é eleger um inimigo. O inimigo é o que veste uma cor diferente e entoa um coro diferente. Que fazer com ele? Ora, inimigo se combate. Estraçalha-se, ao primeiro encontro na estação de metrô. O embate de torcidas organizadas tem causado mortos e feridos, no Brasil e mundo afora. Dunga e a cerveja endossam a mesma lógica nacionalista que as embala. A mensagem que deixam no ar é que as torcidas organizadas estão certas.

O técnico da seleção transmite uma visão sacrificial do futebol. No seu repertório, ao “comprometimento” e à “doação” soma-se a “superação”. (“Superação” é palavra da moda. Por “superação” entende-se até conseguir fazer regime para emagrecer.) Na entrevista da convocação ele disse que não gosta de se pôr como vítima e que seu propósito é ser feliz. O conjunto do discurso, no entanto, aponta para o inverso. Ele é vítima de críticos que não reconhecem o valor de “todo um trabalho”, por ele feito ao longo de três anos e meio com “coerência”. Mas não importa. A infelicidade é o caminho pelo qual se chega ao triunfo. A alegria que pode (e em princípio até deve) haver numa disputa esportiva desaparece sob os imperativos da renúncia e da abnegação. Futebol é jogo, e jogo é brinquedo. Paulo Mendes Campos escreveu uma vez que a bola é o mais perfeito brinquedo jamais inventado. Dunga e a cerveja, com seus arrebatamentos cívicos, seu espírito “guerreiro” e sua busca de inimigos, passam longe das noções de jogo e brinquedo. Sob a inspiração deles, quem entra em campo é o talibã de chuteiras.

– Torcer para a Seleção ou para o Time do Coração?

Como o clima é de Copa do Mundo, vamos a uma enquete (sem muita base científica, apenas uma impressão para saber de que lado o seu coração pende mais no futebol):

Voltemos a Janeiro! O ano do futebol vai começar, e você tem uma das 3 opções para escolher:

O Brasil ganhar o Hexa na Copa do Mundo; ou

O time grande para o qual você torce ganhar a Libertadores, Copa do Brasil ou o Campeonato Brasileiro; ou

O seu time local ganhar o Campeonato Regional ou não cair de divisão!

Por exemplo: você é brasileiro, corinthiano e nascido em Jundiaí. O que você prefere: Seleção Brasileira Hexacampeã; Coringão com a Taça Libertadores ou o Paulista FC não caindo para a Segunda Divisão?

Ao final vamos contabilizar, ok? Aguardo seu voto e não vale o meu…

 

Clique aqui no blog do portal Bom Dia para contabilizar o voto.

– O que Esperar da Arbitragem para a Copa do Mundo?

A Copa do Mundo vai começar, as seleções se aprontam, torcedores gelam suas cervejas, locutores afinam suas gargantas e o clima de festa começa a embalar.

 

Vamos para o campo futebolístico: as equipes ganham entrosamento, fazem amistosos ou jogos-treinos e realizam seus últimos acertos. Mas o calcanhar-de-Aquiles da FIFA, a arbitragem, não está no mesmo nível de preparação.

 

Como não? Alguém dirá: os árbitros estão há 3 anos e meio trabalhando para essa Copa, realizaram simpósios, treinos, preparação física apurada… Mas o essencial, que só pode ser feito na reta final, ficou esquecido: dar aos juízes RITMO DE JOGO.

 

Os árbitros sulamericanos, até por força das competições que ocorriam no período pré-Copa, estão mais preparados para a dinâmica do jogo do que os europeus, cujos campeonatos se encerraram antes.

 

Para quem não é árbitro, é importante fazer a seguinte comparação: se um atleta fica 30 dias parado, lesionado ou de férias, por melhor que seja o seu condicionamento físico, ainda sofrerá para ter ritmo de jogo. Imagine o árbitro! Tempo de bola para se posicionar nas jogadas, rispidez de faltas, reflexo para a marcação dos lances, discernimento para a escolha do cartão a ser aplicado (ou não), além de outras coisas, dependem muito da freqüência de partidas apitadas. Um mês parado é algo sofrível para um juiz, cujos treinos são diferentes dos de jogadores. Aliás, treino de árbitro é o próprio jogo!

 

Os árbitros da Copa apitaram quantos amistosos internacionais nesse período? Eles estão reclusos, quase que incomunicáveis (numa cidadela a 30 km de Petrória), aguardando a competição.

 

Esperemos que a arbitragem vá bem, para o bem do esporte. Mas esqueçam a não-existência de lances e decisões polêmicas. Afinal, elas fazem parte do futebol.

 

E você, o que espera dos árbitros na Copa do Mundo?

– Golpe Norte-Coreano, Contra-Golpe da FIFA

Que não há santos no mundo do futebol, isso é sabido. Então vamos lá: a FIFA exige que as seleções que disputarão a Copa do Mundo inscrevam 23 jogadores, sendo eles 3 goleiros. Mas como a Coréia do Norte é um país fechado, cujos jogadores em sua maioria são ilustres desconhecidos, a Federação Local inscreveu o atleta Kim Myong-won, do Amrokgang de Poyangyang, como o terceiro goleiro. Acontece que ele é centroavante, e como ninguém conhece a fundo os norte-coreanos, só agora a burla veio à tona.

A seleção asiática alega ter inscrito 20 jogadores de linha e 3 goleiros; a FIFA alega que ela inscreveu 21 jogadores de linha e 2 goleiros DE OFÍCIO. Assim, para que a equipe não tire proveito desse golpe, a entidade que organiza a Copa da África tomou uma atitude inusitada, e que vai contra as regras dentro de campo: anunciou que “os 3 jogadores listados como goleiros só poderão jogar nesta posição durante a Copa do Mundo”. Avisou ainda que comunicará aos times no momento de sua chegada à África (nem todas as equipes já estão no continente) e reforçará o aviso no dia do jogo.

 

Tudo seria muito bom se não existisse um enorme problema: tal determinação vai contra a regra do jogo!

 

Entendamos o seguinte: a Regra 3 (Jogadores), fala de 11 atletas em campo (com um mínimo de 7 para se iniciar um jogo – esse mínimo depende de cada país, na Argentina é apenas 3 durante a partida, para se evitar o cai-cai quando há muitos expulsos), sendo que um deles será o goleiro. A Regra 4 (Equipamento dos Atletas) fala que o goleiro deve vestir roupas diferentes dos seus companheiros de linha, dos adversários e dos árbitros, a fim de distingui-lo, pelo fato dele poder usar as mãos em determinadas situações. Fora isso, o goleiro é um jogador como outro qualquer.

 

1) Imaginem a hipotética situação: no Campeonato Brasileiro, o São Paulo FC, por exemplo, conquista o torneio com antecipação, e na última partida no Estádio do Morumbi, após uma vitória parcial de 5 X 0, o treinador resolve homenagear o Rogério Ceni e o manda para a linha: sai o meio-campista Marlos e entra Bosco. Bosco será identificado como novo goleiro (ou seja, atleta com permissão de usar as mãos em determinadas situações) e Rogério perde a possibilidade de usar as mãos (por isso deve vestir uma camisa de linha; senão uma branca, original com o seu número 1, qualquer outra (com aviso que ele continua como número 1 embora não esteja estampado) e o árbitro será avisado que a partir de agora ele não é mais goleiro.

 

2) Imaginem outra situação: por ter queimado as 3 substituições, nesse mesmo jogo hipotético, e querendo homenagear RC, o atleta Richarlysson (acreditemos que tenha facilidade em jogar no gol) troca de posição com o Rogério para que ele jogue na linha. Num momento em que a bola esteja parada, Ricky põe uma camisa diferente dos demais atletas de linha e assume o gol; Rogério veste uma branca (como citado acima, e seus números permanecem iguais para efeito de marcação do árbitro, independendo da alteração) e tudo bem. Rogério não poderá mais usar as mãos e Richarlysson fará uso dessa faculdade, por ser o novo goleiro. E esse troca-e-destroca poderá acontecer ao longo do jogo, pois goleiro é posição, qualquer atleta pode fazê-lo a qualquer instante, desde que se comunique o árbitro (se não o fizer, aplica-se o cartão amarelo, mas a troca continua).

 

3) Imaginem uma terceira situação, mais improvável: Rogério sai da grande área e fica jogando no meio campo, com o mesmo Ricky no gol, mas sem trocarem efetivamente de posição. RC continua sendo o goleiro, embora esteja numa posição do campo não habitual, sendo ele o único do time do SPFC que pode usar as mãos; Richarlysson, embora esteja embaixo da trave, ainda é jogador de linha e não pode usar as mãos. Seus uniformes permanecem os mesmos, e apesar do risco e do inusitado, o jogo segue normalmente.

 

A regra permite tudo isso. Está nas leis do jogo. A decisão da FIFA é equivocada. Lembram-se do goleiro mexicano Jorge Campos, que vestia roupas exóticas? Ele abandonava o gol, o treinador do México colocava o goleiro reserva em campo no lugar do centroavante e Jorge Campos ia para a linha. Com essa determinação anunciada, isso não poderia ocorrer.

 

Não seria melhor que a FIFA excluísse Kim Myong-won da competição, como punição à tentativa de burla, deixando a Coréia com 20 atletas de linha e 2 goleiros de ofício? Seria algo mais sensato e justo, além de não mexer na Regra do Futebol para o evento em que se espera, ela seja cumprida na integridade (afinal, é na Copa que se quer ver conhecimento maior de regras e melhores jogos, já que teoricamente os melhores jogadores e melhores árbitros lá estarão).

 

O que você pensa sobre isso? Alguém tem razão em reclamar? Gostaria da sua opinião.

– O Anti-Carisma de Dunga

Em qualquer seara, um dos pontos para a conquista do público é demonstrar simpatia. Acima da simpatia, é ainda mais necessário o CARISMA.

Mas como definir o que é Carisma?

Até a segunda metade do século XIX, o vocábulo Carisma se referia exclusivamente a um termo religioso. Dizia o apóstolo São Paulo em uma de suas cartas que Carisma é um dom extraordinário de Deus que envolve as pessoas, através do Espírito Santo, e cita-os baseado na sua observação e experiência de fé. Quem mudou o sentido desta palavra foi o eclético alemão Max Weber, que por sua excepcional formação (economista, sociólogo, músico, advogado e teólogo – e defensor ferrenho do capitalismo; sua obra é a contraposição do comunismo de Karl Marx), em um de seus trabalhos (o Socialismo da Burocracia) altera o entendimento “do que é ser carismático”. Para ele, carisma é um dom que Deus dá às pessoas para que elas possam envolver [outrém].

O entendimento é que Carisma sai do contexto religioso e passa para o social. E dentro da sociedade, pessoas carismáticas envolvem, lideram, comandam ou manipulam pessoas e opiniões. Para o bem, ou para o mal. Compare Madre Teresa de Calcutá e Hitler. Ambos são carismáticos. Ambos fascinavam e de modos diferentes: para a prática da solidariedade ou da guerra, do amor ou da força. Ambos encantavam e conquistavam seguidores.

Vemos que pessoas com Carisma conseguem adeptos. Lula e FHC, opositores partidários, são carismáticos. O falecido papa João Paulo II e o sumido terrorista Osama Bin Laden também. Normalmente, os carismáticos contam com inúmeros simpatizantes de suas ações, opiniões e propósitos, sejam legais ou ilegais; morais, amorais e imorais.

Já que definimos o que é Carisma, vai a pergunta: a Seleção Brasileira de Futebol é Carismática hoje?

Sejamos realistas: vivemos um momento diferente de entender o que é Seleção. Outrora, éramos um país chamado de “pátria de chuteiras”. Hoje, o país começa (bem aos poucos) perder a característica de monocultura esportiva e o capitalismo faz com que cada vez mais o time deixe de ser um patrimônio público e assuma a condição de time particular que representa o Brasil em competições internacionais. Isso é condenável? Talvez não. Talvez seja sinal dos novos tempos. A CBF não é uma ONG nem uma entidade filantrópica, é uma entidade privada. No esporte, não soa bem o uso dessa terminologia, mas é assim que funciona.

O problema é que tínhamos jogadores carismáticos em outras copas: Gérson, Pelé, Garrincha, Rivelino, Sócrates, Zico. O carisma desses atletas se confundia com o alto rendimento dentro de campo. Dá para comparar a simpatia e talento de Clodoaldo com a má-educação nas entrevistas e brutuculidade de Felipe Mello? Jogador de antes se desdobrava a atender respeitosamente aos repórteres, e hoje qualquer cabeça-de-bagre só atende a coletiva após filtro do assessor de imprensa.

O fato dos atletas da Seleção não atuarem em sua maioria no Brasil acaba diminuindo o carisma da mesma por parte do torcedor. Os jogadores da Europa apenas chegam, se isolam, jogam e partem logo após o jogo. Não vivem o país, não sentem o calor ou o temor da torcida, não se ambientam com o sentimento nacional, que cada vez mais diminui. São ilustres estrangeiros em seu próprio país. Não ter um número significativo de atletas dos clubes locais impede a torcida de estar mais apaixonada, de se envolver. É a prática do anti-carisma (claro que não estou discutindo ou promovendo escalação de uma seleção nacional com atletas locais, pois talvez não teríamos competitividade suficiente, nem jogador simpático ou sorridente; apenas chegando a uma conclusão lógica da empatia do torcedor com o time).

Torcedores do Flamengo defenderiam a escalação do Léo Moura; os atleticanos do Diego Tardelli, os corinthianos do Roberto Carlos, os gremistas do Victor, os sãopaulinos do Rogério Ceni. E assim os brasileiros torceriam pelos jogadores de seus times, e esses mesmos, por viverem aqui, estariam mais interados da cobrança e investidos de responsabilidade maior.

Confesso que é mais gostoso torcer assim. Torci pela convocação do Victor pelo Dunga e pela (dificílima mas especulada) do Nenê pela seleção espanhola. Passaram por Jundiaí, seriam simpáticas suas convocações a nós daqui. Aumentaria o interesse dos torcedores jundiaienses. Aliás, nosso amigo multienciclopediático Thiago Baptista de Olim (jornalista do Bom Dia e conhecedor profundo do esporte local e nacional – http://blog.redebomdia.com.br/blog/thiagoolim/) poderia nos ajudar: quais jogadores que passaram pelo Paulista FC já jogaram pela Seleção?

Dito (ou escrito) tudo isso, começamos a fechar o pensamento: estamos diante da mais antipática e sem-carisma Seleção Brasileira de Futebol de todos os tempos. E talvez por isso (olha que incrível) tenha tudo para ser um sucesso na Copa do Mundo! Sim, é a grande favorita justamente pelo anticarisma do treinador. Não sorri, não dá entrevista, não agrada e ao mesmo tempo demonstra não ter compromisso com ninguém, a não ser com seu trabalho. Na convocação, Dunga e Jorginho procuravam dar uma patada nos jornalistas a cada pergunta. Mas é inegável: contrariando o dito popular de que “Seleção é momento”, Dunga montou um time com cara de vencedor ao longo dos seus 3 anos e meio de trabalho. Não tem jogadores carismáticos como Ronaldinho Gaúcho ou Neymar (embora alguns contestem o carisma desses atletas), abdicou do futebol-arte pelo de resultado. Conquistou tudo o que disputou em torneios oficiais e convenceu nos números.

Fica claro que a filosofia coerente adotada pelo treinador é a do pragmatismo. A eficácia ao invés da eficiência. A conquista da vitória ao invés do futebol alegre. Está na moda no mundo da administração o termo efetividade. Ser efetivo é ter eficácia e eficiência em plenitude. No futebol, ser efetivo é ganhar e jogar bonito. Dunga não se preocupa com a eficiência (o melhor modo de fazer), mas com a eficácia (alcançar o resultado). Mesmo que isso faça dele o menos carismático dos treineiros.

E o risco é justamente esse: com os carismáticos, há muita tolerância nas derrotas e fracassos. Os antipáticos tem que vencer para convencer. Dunga está sendo ousado a arriscar tanto: isola a seleção, destrata jornalista e se mostra imune às críticas de torcedores. E por mais irônico que possa ser, nesses novos tempos do futebol, esse é um dos caminhos para a conquista do Hexa (não confundamos antipatia com incompetência). É um linha difícil de atuação em qualquer setor de atividade, seja ela esportiva, política ou empresarial. Mas com muita seriedade, pode frutificar em vitória.

Para reforçar o anti-carisma: o uniforme de passeio da Seleção! Amigos, que coisa descaracterizada promovida pela Nike! A camisa de passeio mostrada ontem, na visita do time ao presidente Lula, é semelhante ao extremo com a camisa de jogo da seleção da Nova Zelândia de 4 anos atrás. Curiosamente, são do mesmo fornecedor. Faltou criatividade. Não que eu seja conservador nem saudosista (embora ainda tenha uma grande saudade: a de ver em campo a camisa tricolor do Paulista de 1984, com calções e meias brancas), defendo os terceiros ou quartos uniformes e a livre expressão criativo-poética em material de treino. Mas que dessa vez não tem nada de Brasil na roupa… ah, não tem.

O espaço está aberto. Quer falar sobre o carisma seja da Seleção ou de qualquer outra área? Deixe seu comentário aqui.

 

– Que Cara Chato esse tal de Dunga!

Hoje sai a convocação da Seleção Brasileira. Ontem, no RJ, Dunga evitou a imprensa. Aliás, a marra e a má educação do treineiro é brincadeira! Cada pergunta dos jornalistas era um coice como resposta. O cara é uma figura pública, deveria entender esse assédio. Aliás, deveria respeitar o trabalho da imprensa, que é maltratada por ele.

É entendível que Dunga queira calar, mas não é justo dar patadas! Faz parte do seu cargo.

– Adidas vem com tudo para brigar pelo Brasil

Um contrato em branco! Imagine só: a Adidas vem para o Brasil, tenta tirar o patrocínio da Nike para com a Seleção Brasileira, e entrega a folha para a CBF preencher os valores. Quanto o Brasil pedir, a Adidas pagará para vestir a amarelinha na Copa de 2014!

Extraído de: Ribeiro, Marili (OESP, Economia, pg 15, 09/05/2010)

ADIDAS VEM COM TUDO PARA BRIGAR PELO BRASIL

Com investimento em marketing no Brasil 30% acima do que foi aplicado na última Copa do Mundo – a de 2006 na Alemanha, que teve verba recorde por abrigar a sede da companhia -, a Adidas do Brasil indica sua disposição de explorar a maior vitrine do futebol no mundo. A Copa da África do Sul, como reconhece Rodrigo Messias, diretor de marketing da empresa, é um bom ensaio para a “guerra” por espaço que será travada com a arquirrival Nike em 2014.

A perspectiva da Adidas do Brasil é dobrar o tamanho do negócio de produtos voltados à prática de futebol no País ainda este ano. Para essa estratégia de crescimento manter o atual ritmo, será fundamental destacar sua presença no ano em que a disputa global será realizada no Brasil, em 2014.

A cada Copa do Mundo as vendas de produtos relacionados ao futebol aumentam entre 20% e 30%, pelas projeções da companhia. Em 2006, a Adidas faturou 1,2 bilhão só com futebol. Vendeu 15 milhões de bolas e 500 mil uniformes da seleção alemã, que segue sendo uma das 12 que patrocina este ano. Com esses indicadores, fica fácil entender porque os fabricantes de artigos esportivos guerreiam pela atenção de consumidores embalados pelo clima de disputa movida pela bandeira nacional, que ocorre a cada quatro anos.

No caso do Brasil, a Adidas tem ficado atrás da sua maior concorrente na hora de chamar a atenção do grande público. Afinal, a Nike é, desde 1997, a patrocinadora oficial da seleção brasileira. O atual contrato só vai expirar em 2014, depois da esperada Copa no País. O último campeonato mundial no País foi em 1950. Embora o valor do contrato da Nike não seja declarado, é sabido que a empresa americana paga por ano à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) 47 milhões, fora o fornecimento dos materiais para os atletas.

A seleção do Brasil é um ícone global. Assinar seu uniforme não tem preço – dizem os publicitários, plagiando um conhecido slogan do meio -, e a própria Adidas sabe disso. “No mundo, e especialmente na Europa que é o berço da prática futebolística, a marca Adidas é líder, tanto em faturamento de vendas, como em lembrança da marca”, conta Paulo Ziliotto, gerente de marketing da Adidas no Brasil. “Dados da pesquisa NPD Sports Tracking Europe referentes a junho de 2009, mostram que a Adidas tem 34 % do mercado global e 50% de participação de mercado na Alemanha, onde a empresa nasceu.”

A liderança mundial em vendas, entretanto, não garante a visibilidade que gostariam de ter no País de chuteiras. Assim, como os dois executivos reconhecem, a disputa pelo patrocínio da seleção brasileira segue no portfólio de ambições do marketing da companhia. Ziliotto, por seu lado, sabe que 2010 funcionará como um pré-vestibular, ou uma espécie de treinamento avançado para alavancar a briga pela conquista do mercado nacional em 2014. “A campanha de comunicação desta Copa é a maior e mais longa já realizada pela empresa no Brasil”, diz.

Na primeira semana de junho, uma bola gigante, com 15 metros de diâmetro, será instalada no shopping Eldorado, em São Paulo, para promover a Copa da África do Sul. “Vamos oferecer a experiência de assistir a uma partida de futebol em Johannesburgo. Vamos reproduzir o típico colorido africano e o barulho das “vuvuzelas”, que são longas cornetas sopradas sem parar pelas torcidas para animar os jogos”, explica Ziliotto.

A verba investida não é revelada. Cerca de metade se concentrará na internet. A Adidas aposta nesse canal para cativar público apaixonado por futebol com um farto histórico de participação em Copas da empresa. Em 1954, a Alemanha ganhou o torneio com as chuteiras de travas, que revolucionaram o esporte.

– Japão não Conhece La Paz…

Leio que a seleção de futebol do Japão levará muito oxigênio para a Copa da África, já que jogará em alturas assustadoras (segundo eles); afinal sua sede terá quase 1000 metros de altitude.

Tão de brincadeira. Isso é café pequeno perto de algumas cidades bolivianas, equatorianas ou colombianas. Imaginem se jogassem em Potosí ou na peruana Cuzco, acima de 4000 metros? Não conseguiriam nem descer do avião…

– A Era Dunga, debatida no Museu do Futebol

Amigos, haverá mais um encontro no ciclo de palestras sobre as Copas do Mundo, a ser realizado pelo Memofut + Museu do Futebol. Agora, a temática será “A Era Dunga”, com Maurício Noriega e Gustavo Carvalho.

Abaixo, a programação, com entrada TOTALMENTE GRATUITA, enviada pelo jornalista José Renato Santiago:

O BRASIL NAS COPAS – “A ERA DUNGA (1990/1994/998)”

 Palestra com MAURÍCIO NORIEGA e GUSTAVO CARVALHO sobre O BRASIL NAS COPAS DO MUNDO DE FUTEBOL

 

O Grupo Literatura e Memória do Futebol – MEMOFUT em parceria com o Museu do Futebol está promovendo uma série de reuniões, aos sábados pela manhã, apresentando a participação do Brasil em Copas do Mundo de Futebol

 

Programação:

8 de maio – sábado

Horário: 10h às 12h

 Palestra: “A ERA DUNGA (1990/1994/1998)”  com MAURÍCIO NORIEGA – Jornalista, apresentador e comentarista do canal SPORTV. Autor do livro “Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro” (2009) e GUSTAVO CARVALHO – Jornalista, Engenheiro e Pesquisador, membro do MEMOFUT e autor do livro “Milani – O Craque Aviador” (2009) e co-autor do livro “Copas do Mundo – Das Eliminatórias ao Título”, (2006).

 

Local: Auditório Armando Nogueira -Museu do Futebol – Praça Charles Miller – Estádio do Pacaembu

Entrada gratuita

 

Para mais informações sobre eventos do Museu do Futebol, acesse:

Museu do Futebol – www.museudofutebol.org.br     

– O Vídeo Oficial da World Cup 2010

A cantora Shakira teve a honra de gravar a música oficial da Copa do Mundo da África, e o lançou neste domingo (Shakira abrirá a Copa com um show e Andrea Boceli cantará no encerramento). Música empolgante, vibrante, com imagens marcantes e que me chamou a atenção por um detalhe: em determinados momentos, enfatiza David Beckham, Ronaldo e Zidane em ação. Curiosamente, ambos estarão fora da Copa, por diferentes motivos (em plena forma, eles seriam novamente um sucesso).

Assista clicando em: http://www.youtube.com/watch?v=_ztr96RbMW8&feature=related

– O Brasil nas Copas: A Era “Telê”

Para quem gosta de futebol, o programa é imperdível: André Fontenelle, da Revista Época, será o palestrante do encontro promovido pelo Memofut + Museu do futebol, em relação ao tema: A era Telê: 1982/1986, dando sequência as palestras sobre o Brasil nas Copas. Acontecerá sábado, das 10:00 às 12:00h, com entrada gratuita. Abaixo:

O BRASIL NAS COPAS – “A ERA TELÊ (1982/1986)”

 Palestra com ANDRÉ FONTENELLE e MARCELO UNTI sobre O BRASIL NAS COPAS DO MUNDO DE FUTEBOL

O Grupo Literatura e Memória do Futebol – MEMOFUT em parceria com o Museu do Futebol está promovendo uma série de reuniões, aos sábados pela manhã, apresentando a participação do Brasil em Copas do Mundo de Futebol

 

Programação:

24 de abril – sábado

Horário: 10h às 12h

Palestra: “A ERA TELÊ (1982/1986)”  com ANDRÉ FONTENELLE – Editor-executivo da revista Época. Trabalhou anteriormente nos jornais O Globo, Folha de S. Paulo e Lance e nas revistas Placar e Veja. É co-autor do livro “Todos os Jogos do Brasil” (2006) e MARCELO UNTI – Advogado, membro do MEMOFUT e colecionador de futebol de botão e de escudos. Possui um acervo com mais de 1.300 revistas e 500 livros.

 

Local: Auditório Armando Nogueira -Museu do Futebol – Praça Charles Miller – Estádio do Pacaembu

Entrada gratuita

 

Para mais informações sobre eventos do Museu do Futebol, acesse:

Museu do Futebol – www.museudofutebol.org.br       

Telefone: (11) 3664-3848

– Isenção de Impostos: eu também quero!!!

De janeiro de 2011 até dezembro de 2015 a FIFA, a emissora geradora das imagens da Copa do Mundo do Brasil e todos os seus parceiros para o evento terão ISENÇÃO DE IMPOSTOS!

Chorando por pagar tantos impostos (principalmente em época de Imposto de Renda), inconformado com os impostos que pago no meu comércio, é um tapa na cara ler tal notícia.

Quem tem mais e deveria pagar, é isento. O que tem pouco, paga a conta. Que Brasil é esse?

A notícia tá aqui: ISENÇÃO DE IMPOSTOS PARA A COPA DE 2014 NO BRASIL

– 2014 com 4 anos de Antecedência

Muitas empresas estão se preparando para ações de marketing para a Copa do Mundo no Brasil em 2014. Algumas já antecipam ações para 2010, como um “laboratório” de negócios, como a Coca-Cola, Ambev e o McDonald´s. Não só as fazem para preparação, mas para evitar gafes. Assim, compartilho algumas interessantes estratégias e promoções:

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0965/negocios/eles-2014-ja-comecou-544204.html

PARA ELES, 2014 JÁ COMEÇOU

por Lucas Amorim

Nas últimas semanas, os alunos da escola Diep Sloot Combined, na periferia de Johannesburgo, maior cidade da África do Sul, vêm encarando uma dupla jornada de “trabalho”. Quando não estão em aula, passam o dia percorrendo ruas de terra batida em diversos bairros para coletar latinhas e garrafas PET para reciclagem. A mesma rotina se repete em outras 199 escolas públicas do país, que a partir de junho vai sediar a Copa do Mundo de futebol, o maior evento esportivo do planeta em audiência – na última edição, em 2006, 2,8 bilhões de pessoas assistiram a pelo menos um jogo. A motivação da garotada, ao contrário do que geralmente acontece em regiões empobrecidas, não é econômica. É esportiva. Eles participam de uma promoção criada pela Coca-Cola que vai distribuir 20 000 ingressos para as partidas às escolas mais bem colocadas nesse inédito concurso nacional de reaproveitamento de embalagens. O andamento da promoção vem sendo acompanhado de perto não apenas pelos sul-africanos mas também por um grupo de seis executivos da subsidiária brasileira da Coca-Cola, responsáveis por áreas que vão do marketing às finanças. Na última quinzena de março, eles estiveram em Johannesburgo para visitar estádios, bares e restaurantes e conversar com os organizadores da promoção. Outra equipe já tem viagem marcada para o período da Copa. “A África do Sul está servindo como um grande laboratório para a Coca-Cola no Brasil”, diz Luciana Feres, diretora de marketing da unidade brasileira da empresa. “Estamos avaliando uma série de ideias que podem funcionar por aqui em 2014.” Embora a Copa no Brasil só comece oficialmente daqui a quatro anos, a empresa já designou Michel Davidovich, atual diretorgeral da Matte Leão, para dirigir uma equipe que deve chegar a 200 pessoas dedicadas a trabalhar com o torneio.

Em eventos de tamanha importância como a Copa do Mundo, é natural – e até esperado – que as empresas patrocinadoras se preparem com certa antecedência para o espetáculo. Qualquer deslize diante do público pode rapidamente se converter num desastre – ou, no mínimo, em desperdício de dinheiro. A própria Coca-Cola já viveu uma situação parecida. Na Copa de 1994, a cervejaria Kaiser (na época uma empresa da Coca) era uma das patrocinadoras da TV Globo, que transmitia o campeonato. Mas foi sua maior concorrente, a Brahma, que mais apareceu ao lotar os estádios com suas torcidas uniformizadas e bancar jogadores que comemoravam seus gols levantando o indicador da mão direita (o sinal de “número 1”, mote de sua campanha publicitária na época). É justamente para evitar tropeços que os patrocinadores estão correndo para aprender com a experiência sulafricana – trata-se da primeira vez na história que duas Copas consecutivas serão realizadas em países emergentes.

Nessa busca por ideias matadoras, algumas empresas têm apontado caminhos originais – algo cada vez mais raro no pasteurizado universo do marketing esportivo. Para mexer com a paixão dos torcedores, a cervejaria ABIn-Bev decidiu testar na África do Sul a Copa do Mundo da Cerveja, um campeonato de futebol amador que reúne equipes formadas por consumidores de diversos países. Cada uma delas será representada por uma das 60 marcas que compõem o conglomerado: Brahma para a “seleção brasileira”, Quilmes para a argentina, Budweiser para a americana, e assim por diante. As finais acontecerão em estádios sul-africanos, paralelamente ao torneio oficial (as eliminatórias no Brasil começam em maio). “Essa é uma das iniciativas que têm tudo para arrebentar por aqui”, diz Marcel Marcondes, diretor de marketing da Brahma. “Em geral, a Copa dobra as vendas de nossos produtos no mês dos jogos, mas queremos que 2014 comece a se refletir em nosso balanço em 11 de julho deste ano, dia da final sul-africana.”

ALÉM DE EXPOR SUAS MARCAS dentro dos estádios, algumas empresas planejam aparecer em eventos paralelos à Copa. É o caso da Sony. Logo após o encerramento do torneio na Alemanha em 2006, a companhia japonesa desbancou a Philips como a próxima patrocinadora oficial dos Fan Fests, festivais de rua que reúnem milhares de torcedores. Em 2010, a Sony pretende transformar o evento em uma enorme vitrine para promover a tecnologia de transmissão em 3D, hoje a maior novidade do mercado de eletrônicos. Além de fornecer os telões, a empresa estuda transmitir os jogos pelo celular. “O Fan Fest é uma das principais atrações da Copa”, diz Lucio Pereira, gerente de marketing da Sony. “Queremos que o Brasil conte com um número recorde deles. É por isso que estamos começando a trabalhar agora.” A julgar pela envergadura adquirida pelo evento, dá para ter uma ideia do porquê de tamanha expectativa. Estão previstos Fan Fests em nove cidades da África do Sul e outros sete espalhados pelo mundo. Juntos, eles devem reunir um público de aproximadamente 25 milhões de pessoas.

O mergulho nas oportunidades da África do Sul tem servido também para dar lições importantes aos executivos das empresas patrocinadoras. A principal delas diz respeito ao cronograma das ações de marketing – se não for cumprido à risca, pode colocar a perder um orçamento milionário. A unidade sul-africana da bandeira de cartões Visa, por exemplo, fez um enorme esforço para instalar cabos de fibra óptica e terminais de atendimento em 17 000 pontos no país, algo considerado vital para um evento que costuma atrair mais de 500 000 turistas. Mas acabou deixando para a última hora a implantação de um sistema que permite ao torcedor utilizar o cartão de crédito diretamente nas catracas dos estádios, ponto central de sua estratégia de comunicação. “Para evitar que isso aconteça por aqui, já estamos conversando com os responsáveis pela construção dos estádios”, diz Luis Cássio de Oliveira, diretor de marketing da Visa no Brasil. Na operação brasileira da rede de fast food McDonald’s, o senso de urgência também já foi instalado. Depois de enviar três executivos de marketing à África do Sul em dezembro, a empresa percebeu que é preciso construir lojas perto dos estádios e dos hotéis com grande concentração de turistas – e, como isso leva tempo, o melhor é começar a busca por terrenos em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro imediatamente. Para o pessoal de empresas como McDonald’s, Visa e Coca-Cola, a largada para a Copa de 2014 definitivamente já foi dada.

Laboratório de luxo

Algumas ideias que serão testadas durante a Copa do Mundo na África do Sul – e que poderão ser replicadas no Brasil em 2014

COCA-COLA

A unidade da empresa em Johannesburgo organizou um campeonato nacional de reciclagem de latinhas e garrafas com 200 escolas públicas de todo o país. As vencedoras serão premiadas com 20 000 ingressos para assistir aos 64 jogos do mundial de futebol. A ideia é envolver a população mais carente no campeonato

AMBEV

Paralelamente ao evento oficial, será organizada a Copa do Mundo da Cerveja. Trata-se de um campeonato de futebol amador, reunindo equipes dos principais países onde a empresa está presente. Os jogos acontecerão dentro de estádios sulafricanos no mesmo período da Copa

MCDONALD’s

A maior rede de fast food do mundo vai aproveitar a Copa para ampliar sua presença nos países emergentes. Para isso, tem prospectado pontos próximos a estádios e hotéis para a abertura de novas lojas – inclusive no Brasil. Além disso, está em estudo a realização de um reality show para escolher as garotas que vão dançar nos intervalos dos jogos

CISCO

Na África do Sul, a Cisco vai fornecer tecnologia à prefeitura das cidadessede. A polícia sul-africana, por exemplo, vai usar dez minicaminhões equipados com telas de monitoramento ligadas em tempo real às delegacias. A empresa já está conversando com autoridades brasileiras para trazer as unidades móveis ao Brasil em 2014

Fonte: empresas

– Sem Muita Graça…

Quando criança, adorava as figurinhas e os álbuns. Quase todas de futebol! Do Burrochaga eu tinha muitas para trocar!

O álbum oficial da Copa da África sai nessa semana. Tem figurinha do Ronaldinho Gaúcho (ué, ele será convocado?). Tem 17 jogadores (mas não são mais de 20?). Não tem Júlio Baptista (mas ele vai!!!)

Ficou sem graça… Antecedência demais com nomes errados. Ou sem alguns.

– Paradinha liberada para a Copa do Mundo 2010

Paradinha liberada no Mundial da África. Atenção, PARADINHA, não PARADONA

Compartilho interessante material com uma entrevista do árbitro Carlos Eugênio Simon ao jornalista Diogo Oliver, do Zero Hora, a respeito do que será ou não permitido em relação à “paradinha” na próxima Copa. A propósito, segundo a coluna reproduzida abaixo, na próxima 6a. feira Simon será confirmado como árbitro na Copa do Mundo da África do Sul. Parabéns ao nosso colega brasileiro, torceremos por ele!

Extraído de: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&newsID=a2798225.xml&channel=13&tipo=1&section=Geral&source=widget

SIMON AVISA: PARADINHA ESTÁ LIBERADA NA COPA

Boa, muito boa notícia para a Seleção Brasileira que vai disputar a Copa da África. A paradinha está liberada na Copa do Mundo da África do Sul.Sabe aquela polêmica sobre a paradinha ser uma humilhação, quase um crime cometido pelo atacante contra o indefeso goleiro na hora do pênalti? E que, sendo assim, seria extirpada do futebol para todo e sempre? O presidente da Fifa, Joseph Blatter, chegou a colocar a discussão nestes termos, ao defender o fim do artifício.

Ficou só nisso. Não teve reunião da International Board, a entidade encarregada de regular as normas de arbitragem, nenhuma circular foi despachada para os árbitros da Fifa mundo afora, nada aconteceu desde então.

É o que garante Carlos Simon, que será anunciado na sexta-feira pela terceira vez seguida como um dos árbitros da Copa do Mundo. Feito, aliás, histórico. Um recorde para a arbitragem gaúcha e brasileira.

No Mundial de Clubes da Fifa, realizado em Dubai, nos Emirados Árabes, o assunto foi amplamente debatido pelos juízes em um encontro, antes de a bola rolar. O próprio Simon levantou o assunto para debate, já que a paradinha praticamente só acontece no Brasil.

Mais ainda: ele mesmo, Carlos Simon, com a experiência de quem já viu toda sorte de formas de cobrar o pênalti desta forma no Brasil, reino da paradinha, simulou com seus companheiros situações no campo.

— Tá liberado. Fica valendo a habilidade do batedor do pênalti, como diz a regra 14: é permitido fazer finta no tiro penal. Não pode ser aquele exagero, que configure conduta antidesportiva. Mas pode ter paradinha, sim — afirma Simon.

Portanto, tudo vai depender da interpretação de cada árbitro na Copa. Simon, por exemplo, já definiu alguns limites:

— Claro que não vou deixar dançar a chula antes de chutar. Nem ultrapassar a linha de bola, volta e bater. Mas parar, de repente chutar o chão antes de cobrar, pode — ensina Simon, que vai largar o apito após a Copa e não apenas sonha como fará de tudo para ajudar o amigo Leonardo Gaciba, de quem foi o principal incentivador na carreira, a herdar o seu escudo da Fifa.

Então, ficamos assim: a paradinha, inventada por Pelé, que ganhou contornos polêmicos depois dos exageros cometidos por alguns na tentativa de enganar os goleiros, está liberada para a Copa. Até ordem em contrário.

– Reinserção de Presos no Mercado de Trabalho pelo Futebol

CBF, Clube dos 13, Ministério dos Esportes e Conselho Nacional de Justiça celebram um acordo para conseguir emprego a ex-detentos: Projeto “Começar de Novo” irá colocá-los para trabalharem nas obras visando a Copa do Mundo de 2014.

Ótima iniciativa. Também seria louvável se eles trabalhassem enquanto presos, a fim de pagarem pela sua estadia nos presidios, e reinserir os desempregados honestos do Brasil.

Extraído de: http://www.gazetaesportiva.net/nota/2009/12/08/613402.html

CLUBE DOS 13 E CNJ FIRMAM PARCERIA

por Paulo Amaral e Valter Amaral

Idealizado pelo Conselho Nacional de Justiça – CNJ -, o projeto “Começar de Novo” tem como principal objetivo incentivar a população a adotar a reinserção de ex-detentos no mercado de trabalho. Nesta terça-feira, graças ao ministro Gilmar Mendes, presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, o projeto ganhou um forte aliado: o Clube dos 13.

A entidade, através de seu presidente, Fábio Koff, mostrou apoio incondicional ao projeto social e acompanhou a Confederação Brasileira de Futebol, que também havia mostrado seu apoio ao “Começar de Novo” no final do mês de outubro.

“Esse é um projeto de alto alcance, pois a reinserção dos presos ao mercado de trabalho pode ser muito facilitada com a ajuda do Clube dos 13 e o apoio da CBF”, simplificou Fábio Koff, avalizando a possibilidade dos ex-detentos trabalharem nas obras de reforma do Maracanã e outras visando a Copa de 2014.

“Recolocar no mercado é a forma mais clara de evitar que os ex-detentos voltem à criminalidade. Isso é uma obrigação não só da CBF ou do Clube dos 13, mas de todos os cidadãos brasileiros”, opinou o presidente da entidade que comanda o futebol no país, Ricardo Teixeira.

Depois de assinar o contrato de parceria com o Clube dos 13 durante o Footecon no Rio de Janeiro, o ministro Gilmar Mendes, presidente do CNJ, celebrou o que considerou um ‘gol de placa’ para o sucesso do projeto.

“Vimos na rodada do final de semana todos os clubes entrando em campo com faixas do CNJ mostrando compromisso com esse projeto que dá nova chance aos apenados. Hoje (terça) reforçamos essa parceria com a CBF e com a Fifa e isso foi importante na perspectiva dos direitos humanos”, ressaltou.