– Ué, Coringão mudou de Vontade?

Não era o Andrés Sanchez que falou, falou, falou… que o estádio do Corinthians, em primeiro lugar, era do Timão e não tinha vontade nenhuma de sediar abertura de Copa do Mundo?

Não era ele quem disse que não ampliaria o estádio?

Não era ele quem disse que se o estádio fosse para a Copa, a FIFA teria que bancar a diferença (se quizesse?)

Não era ele quem disse que o estádio seria dado pela Odebrecht em troca dos naming rights (que estavam evidentemente super-avaliados, conforme escrevemos anteriormente em um post)?

Parece que mudou de opinião… Veja no link do Estadão: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101106/not_imp635529,0.php

Novas Perguntas:

Quer dizer que o BNDES vai emprestar o dinheiro? Mas e o discurso anterior?

Quer dizer que 17 mil lugares fará com que o preço do estádio dobre de valor? É mais fácil construir 2 estádios…

BNDES empresta dinheiro para quem tem dívidas? Não sabia… Para mim é novidade!

Até 2014, tem coisa pra rolar ainda…

– Vamos trocar 2014 para 2018?

 

A FIFA está investigando possíveis vendas e compras de votos para a escolha das sedes de 2018 e 2022.

 

Dos países candidatos à próxima Copa, há muitos que praticamente já estão prontos. Alguém duvida que a Inglaterra, por exemplo, não estaria apta a receber uma Copa do Mundo hoje? A estrutura da Copa de 2006 na Alemanha permite que ela faça parte dessa lista também. Talvez até os americanos conseguissem se aprontar para uma emergência, mesmo sem tradição no esporte bretão mas com muita organização (embora já tenham passado pela experiência de 1994 e o futebol estar se tornando uma febre entre os homens).

 

Se os ingleses têm condições de sediar um mundial a qualquer momento, o que diremos do Brasil? Estaremos, pelo andar da carruagem, prontos para 2014?

 

Em tom jocoso, pergunto: não seria melhor o Brasil trocar a organização da Copa de 2014 para 2018, a fim de fazer algo bem feito, sem obras emergenciais e com definições baseadas em projetos técnicos e sustentáveis ao invés de politicagem?

 

Digamos que existisse essa possibilidade. E você, o que pensa dessa proposta? Deixe seu comentário:

– Estádio desmoronando!

 

Amigos, já recebi minha Revista Placar de Novembro/2010. E quem já a leu, se impressionará com o estádio Castelão de São Luís / MA. Capacidade para 80.000 pessoas, fechado há anos e prestes a desmoronar por falta de conservação.

 

Degradado ao extremo, é mais um exemplo que serve para refletir: vale fazer a Copa do Mundo no Brasil? Se sim, fazê-la em capitais onde não existe sustentabilidade no futebol?

 

As autoridades do Maranhão deveriam explicar o motivo do abandono… Afinal, a praça é pública, construída e mantida com o dinheiro dos impostos.

– Fielzão sai ou não sai?

 

Recomendo a leitura do diário esportivo Lance!, edição de hoje, página 2, coluna do Marcelo Damato: lá há uma explicação de que o estádio do Corinthians pode não sair.

 

Dêem uma lida, os argumentos são interessantes e lógicos. Bola dentro do jornalista!

– Propinas para 2018?

 

Leio no OESP, pg E7: “Denúncia de compra de votos abala a FIFA” (por Jamil Chade).

 

Quer dizer que tem suspeita dirigente de federação pedindo grana para votar em determinado país para a sede da próxima Copa do Mundo?

 

Grande novidade…

 

Veja o caso do Internacional-RS: tem grana na mão para reformar o Estádio Beira-Rio para a Copa 2014, mas a FIFA exige que ele pegue um empréstimo bancário. Sinistro.

– Copa e Transparência…

 

Na Folha de São Paulo de hoje: candidatas à Copa de 2018 são mais organizadas e transparentes do que a confirmada Copa de 2014, no Brasil.

 

Alguma novidade? Tava na cara que seria assim…

– O Adjetivo maior da Copa, segundo Pelé

 

Leio na edição de hoje do Jornal Lance, pg 2, por Maurício Oliveira, uma frase de Pelé sobre o que achou da Copa do Mundo:

A Copa do Mundo foi uma Merda! Porque as estrelas foram a bola (Jabulani) e a vuvuzela. Ninguém falou de craque, da seleção tal… Do bom futebol, entende?”

Entendo. Matou a pau. Penso como ele. Só não jogo como ele jogou… rsrs

 

– Chinelada na Paulistada? Ou Tiro no Próprio Pé?

Que bola fora via Twitter do prefeito carioca Eduardo Paes (PSDB-RJ), não? Ao ter a confirmação de que a sede da FIFA no Brasil para a Copa do Mundo-2014 será na cidade do Rio de Janeiro, ele comemorou twittando: “Chinelada na paulistada. É humilhante… Mostro a vista e mostro um negócio desses. Vai levar o que pra São Paulo?“.

Para quê isso, não? O Rio de Janeiro, assim como São Paulo, tem inúmeros defeitos e inúmeras virtudes. Que bobagem… parece picuinha de marica. Logo depois, talvez ciente da desnecessária citação, disse que era só uma inocente brincadeira.

Quando tentar alçar vôos mais altos na política (como outrora já sinalizou), ele terá que pedir votos ao eleitorado paulista também. E, claro, a frase será lembrada pelos adversários políticos.

Em suma: ao invés de exaltar as belezas naturais do seu estado, resolveu atacar o seu vizinho. Poderia ter ido dormir sem essa…

E você, o que pensa sobre isso? O centro nervoso da FIFA estará bem abrigado no Rio de Janeiro? Ainda: Eduardo Paes poderia ter ficado quieto?

– O Povo da Copa sem Esgoto, mas com Estádio de Futebol bem caro…

O que podemos dizer? Enquanto em Manaus o Vivaldão custará pelo menos 500 milhões de reais, arcado pelo governo, já que não há participação da iniciativa privada, apenas 11% da população da região tem esgoto. E o curioso é que não há verba para o saneamento básico, embora exista para a edificação da praça esportiva.

 

Coisas de uma Copa do Mundo no Brasil…

 

MAIS UMA LENDA DA AMAZÔNIA

 

No Amazonas, onde só 11% da população tem serviço de esgoto, o governo quer gastar 500 milhões de reais num estádio para a Copa.

 

Por Nicholas Vital, Revista Exame, edição de 08 de setembro de 2010, pg 59-61.

 

Matéria no link em PDF: http://www.copa2014.org.br/midia/namidia/1-292010152826-exame_0809_mais.pdf

– Fim do Sonho (ou da Ilusão) da África

A Copa do Mundo muda mesmo um país?

Será???

Compartilho uma interessante matéria do Estadão do último domingo (citações abaixo), onde, aparentemente, a ilusão acabou!

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,fim-da-copa-devolve-africa-do-sul-a-sua-realidade-de-pobreza-e-violencia,582593,0.htm

 

FIM DA COPA DEVOLVE ÁFRICA DO SUL À SUA REALIDADE DE POBREZA E VIOLÊNCIA

 

Governo sul-africano volta a se preocupar com ataques xenófobos, desemprego e desigualdade social crescente

 

Poucas horas depois de Iker Casillas levantar a taça de campeão do mundo, há exatos sete dias em Johannesburgo, o governo sul-africano ordenava que tropas ocupassem algumas das regiões mais miseráveis da cidade para frear uma tensão latente de ataques xenófobos contra imigrantes estrangeiros. No dia seguinte, funcionários de empresas de energia confirmavam a intenção de entrar em greve.

Passada a euforia, milhões de cidadãos continuavam desempregados e a África do Sul voltava à sua dura realidade. Depois que o circo da Copa do Mundo deixou o país, ficaram a pobreza, a aids, a violência, a desigualdade social e, principalmente, uma divisão profunda entre os líderes sobre qual deve ser o projeto de país para a África do Sul.

Para o mundo exterior, o presidente Jacob Zuma usou a Copa para mostrar uma nova imagem da África do Sul, capaz de realizar grandes eventos. Seu governo não esconde que quer receber os Jogos Olímpicos de 2020 e, principalmente, um lugar no Conselho de Segurança da ONU. Sem poder calcular os ganhos reais do Mundial, Zuma optou por um discurso ambíguo. “Não há preço para o que ganhamos ao abrigar essa Copa.”

Para ativistas sociais e parte da população, o que Zuma fez foi usar a Copa para criar uma espécie de cortina de fumaça sobre a real situação sul-africana. Analistas acreditam que a falta de serviços públicos, corrupção e discórdia entre os líderes está em seu ponto mais alto nos 16 anos de democracia do país.

Segundo o Conselho de Pesquisas de Ciências Humanas da África do Sul, “a proporção de pessoas vivendo na pobreza na África do Sul não mudou de forma significativa desde 1994”. “Na realidade, a camada mais pobre está mais pobre e a diferença social entre pobres e ricos aumentou”, diz a entidade num relatório que pretende “evitar o ufanismo na Copa” e “mostrar as coisas como são”.

A tensão entre as classes não desapareceu. A primeira euforia que tende a sumir é o sentimento pan-africano que Zuma tentou estabelecer com a Copa. Com a África do Sul eliminada, televisões, governo e rádios insistiam que a população local deveria torcer para Gana. Mas, com 25% de taxa de desemprego e atraindo imigrantes de países vizinhos, os sul-africanos vivem em conflito com os estrangeiros, lutando por espaço nas favelas e nos trabalhos. Explosões de violência contra estrangeiros foram registrados em 2008 e 2009. Agora, a “nação arco-íris” já teme o pior de novo.

Para grupos de direitos humanos, o fim da Copa deve intensificar os confrontos. Pelo menos 130 mil empregos temporários criados para o Mundial deixaram de existir. Tanto a Fundação Nelson Mandela como a ONG Pulse, da África do Sul, admitiram em declarações nesta semana que o risco de violência aumentou com o fim do evento.

“As ameaças de violência maciça relacionada como xenofobia voltaram”, admitiu Duncan Breen, do Consórcio para Refugiados e Migrantes na África do Sul. “Está na hora de o governo parar com o discurso de que a Copa nos uniu e passar a agir para evitar mortes”, disse.

Para a Anistia Internacional, o governo “limpou” as cidades de seus problemas, transferindo desabrigados e impedindo a entrada de estrangeiros.

Se não bastassem os problemas com estrangeiros, a insatisfação de trabalhadores de vários setores aumenta. Antes e durante a Copa, sindicatos ameaçaram entrar em greve como forma de pressionar por melhores salários. A gigante de energia Eskom evitou o pior, mas não descarta a hipótese de haver apagões ainda este ano.

Lilian, uma moradora do Soweto, ironizou o evento e o discurso do governo. “Nem percebi que a Copa era aqui”, disse. “As promessas eram que nossa vida mudaria. Agora, a Copa acabou e continuo desempregada. Se o governo teve dinheiro para gastar com estádios, por que não abriu um hospital para sua própria população”.

Dados oficiais mostram que o custo da Copa foi multiplicado por 11 entre 2004 e 2010. Segundo um grupo de ONGs locais, o dinheiro usado para o Mundial pelo governo seria suficiente para construir casas para 12 milhões de sul-africanos que vivem em favelas. Do outro lado, a Fifa arrecadou US$ 3,2 bilhões em renda com o evento e sem pagar um centavo sequer em impostos ao país sede. Para o CEO da Copa, Danny Jordaan, ver o Mundial dessa maneira é uma “prova de miopia”. “No longo prazo, todos vão ganhar”, garantiu.

O escritor sul-africano Rian Malan é de outra opinião. “A Fifa encorajou o governo a gastar bilhões que não tínhamos em estádios que não precisamos. Agora, infelizmente, ficaremos com dívidas por anos”, disse.

– A Lei da Calamidade Pública no Futebol

Os Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro, realizados há pouco tempo, deixaram um legado de dívidas e complicações: o Engenhão, estádio de futebol com uma das mais modernas pistas de atletismo do país, sucumbiu ao pré-abandono. O Complexo de Natação Maria Lenk, idem. Mas a pior parte deste desastre moral-organizacional do Pan-RJ foi o custo: dos R$ 520 milhões orçados, ele chegou ao final no valor de R$ 4 bilhões!

Agora, 6 anos precedendo as Olimpíadas do RJ e 4 da Copa do Mundo, o Governo Federal está usando uma brecha na lei: a possibilidade de contratação de funcionários sem concurso público, por motivo de calamidade pública!

Funciona assim: quando há algum desastre natural (alagamentos, deslizes de terra), há a possibilidade de contratar emergencialmente qualquer pessoa, a fim de agilizar o uso da mão de obra e o serviço. Salários e tarefas são definidos pelo contratante, sem burocracia.

Atraso em “obras da Copa do Mundo” é motivo para enquadrar como “calamidade pública”?

Evidente que não. Simplesmente estão adiantando o abominável “contrato emergencial”, sempre usado em atraso de obras e que não requer licitações. Vai que as obras não atrasem…

 

Imaginem o que vai rolar até 2014 e 2016! Haja dinheiro para impostos a fim de custear tudo isso…

 

Informações baseadas em: (matéria da FSP com citações abaixo): http://www1.folha.uol.com.br/esporte/766549-cabide-de-emprego-ronda-os-jogos-olimpicos-do-rio-2016.shtml

 

CABIDE DE EMPREGO RONDA RIO-16

 

Por Filipe Coutinho

 

O governo federal usou a lei de calamidade pública para abrir uma brecha que pode tornar a Rio-2016 um cabide de emprego olímpico, sem concurso público ou quantidade de cargos definida.

A seis anos dos Jogos, o governo já usa o expediente de evitar atrasos para nomear quantas pessoas quiser, com o critério que julgar mais apropriado, pelo tempo que achar necessário e com o salário que considerar justo.

A possibilidade de contratação temporária foi inserida em projeto de lei enviado à Câmara dos Deputados. A proposta cria a APO (Autoridade Pública Olímpica), órgão responsável pelo acompanhamento dos Jogos.

Pelo texto, a contratação será baseada na lei de calamidade pública, de 1993, que permite fazer nomeações temporárias em casos como crises no sistema de saúde e outras situações de emergência –o governo agora quer enquadrar atrasos nas obras.

Apesar de provisórios, os contratados poderão trabalhar por até três anos “excepcionalmente”. E mais: os contratos podem ter “sucessivas prorrogações”.

Os salários serão baseados em valores da administração pública ou de mercado.

O projeto de lei afirma que o custo com pessoal não pode passar do limite orçamentário da APO. A contratação deve ser feita por “processo seletivo simplificado”, com critérios a serem definidos.

Os deputados da Comissão de Administração Pública tiveram quase um mês para enviar emendas à proposta do governo. Só uma alteração foi sugerida, mas sem relação com os temporários.

A emenda, elaborada pelo deputado Walter Feldman (PSDB-SP), pede um integrante da Câmara e outro do Senado no conselho que comandará a APO.

 

COMISSIONADOS

 

A APO servirá ainda para criar 484 cargos comissionados, sendo 84 exclusivos do órgão, e outras 300 pessoas do serviço público serão convocadas, com remuneração extra de até R$ 5.000.

Os cargos poderão custar R$ 369 milhões até 2018, quando a APO será extinta.

A média salarial dos comissionados contratados pela APO é de R$ 16 mil. O chefe do órgão será nomeado pelo presidente da República e ganhará R$ 22 mil por mês. O mandato é de quatro anos, permitida a recondução.

Só para a APO começar a funcionar, o governo prevê gastar R$ 94 milhões.

Os 484 servidores terão como função fiscalizar obras e selecionar projetos.

A APO é um consórcio formado pelos governos federal, do Rio e prefeitura carioca. O projeto deve ser aprovado no Legislativo dos três governos. A criação do órgão foi uma garantia dada pelo Brasil ao Comitê Olímpico Internacional para a candidatura do Rio. A sede será na cidade.

 

MINISTÉRIO DO ESPORTE

 

O Ministério do Esporte nega que a APO (Autoridade Pública Olímpica) terá gastos excessivos com pessoal em razão da contratação de funcionários temporários. Para o ministério, esse expediente evita inchaço da máquina.

“A contratação ocorrerá apenas pelo período necessário. Com isso, evita-se inchaço no quadro com profissionais que terão função somente por determinado período de tempo”, diz a nota.

O ministério avalia que o salário dos cargos comissionados foi baseado em pesquisas de mercado e defende ainda que contratações temporárias serão necessárias.

“A APO terá necessidade de especializações em diversas áreas, e elas serão supridas por profissionais a serem contratados por períodos determinados, para o trabalho em certas fases do projeto.”

Segundo a assessoria do Ministério do Esporte, o modelo para o funcionamento da APO foi inspirado em outras edições dos Jogos.

“A quantidade de cargos está referenciada em experiências de outras cidades que organizaram os Jogos Olímpicos.”

O comitê Rio-2016 diz que não responde sobre a APO, já que o órgão é de responsabilidade dos governos federal, estadual e municipal.

– Ufanismo Esportivo X Patriotismo

Amigos, compartilho ótimo artigo de Vinícius Braccini, do blog Futebol – Paixão e Profissão, a respeito do ufanismo esportivo versus ação política. Para quem gosta da temática, ótima leitura para reflexão!

 

Extraído de: http://vbraccini.blogspot.com/2010/07/patriotismo-temporao.html

 

PATRIOTISMO TEMPORÃO

 

Depois de uma calorosa e desgastante, porém interessante discussão com meu filho adolescente sobre a paixão do brasileiro durante a Copa do Mundo, resolvi exteriorizar minha opinião sobre o assunto.

Durante a Copa 2010, muita discussão surgi, ou melhor, ressurgi em torno da hipocrisia patriótica. Isto é normal num País apaixonado por futebol. Paixão esta que chega ao ponto de parar a nação inteira, gostando ou não de futebol, cada brasileiro pára (por opção ou obrigação) para assistir aos jogos.

Defensores do patriotismo saem de seus esconderijos cobrando uma postura ética em relação ao verdadeiro sentido da palavra Patriotismo, como se exteriorizar uma paixão fosse uma afronta à nação. E bradam: “Porque não colocam a bandeirinha no carro o ano inteiro? Porque não colocam a bandeira na janela de casa sempre?”

Mas o que é Patriotismo? Segundo o Dicionário Aurélio, Patriotismo significa (s.m.) Amor à pátria.

Só como citação, Samuel Johnson (escritor, crítico e jornalista inglês) cita: “O patriotismo é o último refúgio de um canalha”.

Não vejo o futebol como patriotismo temporão, apenas como um esporte cativante, apaixonante e que faz seus fãs torcerem e acompanharem seus clubes e seleção com uma entrega superior aos outros esportes ou demais assuntos. Mal acabou esta Copa para nós, já se fala em 2014, no novo treinador, nas possibilidades, no conforto de não precisarmos de enfrentar as Eliminatórias, pois somos País sede. Apenas não faz sentido, sair pela rua afora, gritando de cara pintada, bandeirinha a tira colo, vuvuzela na mão.

É apenas futebol, acalmem-se! Nada que ferirá nosso senso patriótico, pois quando precisa, estamos à disposição! E não venham com papo de eleições, pois o falta de cultura, memória, ou caráter do brasileiro se vendendo para corruptos não nos faz menos patrióticos, apenas não sabemos votar! E quem sabe?

Torcemos para a seleção como torcemos para nossos clubes. Existem aqueles que viajam para assistir aos jogos de seus clubes para outras cidades, estados e país, existem aqueles que se pintam, fantasiam e fazem de tudo para torcer a incentivar seus clubes. Cantam o hino, gritos de incentivo, quando ganham tiram sarro com os amigos adversários, quando perdem sofrem com os rivais, enfim, este é o futebol, que alucina os brasileiros (uns mais outros menos), sejam com seus ídolos, clubes ou seleção. Analisando com calma, vemos que não é questão de patriotismo temporão, ou falso patriotismo, é questão de paixão, amor, entrega.

Aliás, vendo as imagens da Copa, nota-se que uma multidão de pessoas apaixonadas de todos os cantos do mundo acompanham e defendem as cores de sua bandeira, se pintam e pagam mico com uma naturalidade espantosa. E mais, um torcedor do Brasil, é torcedor sempre, seja na Copa, seja nas Eliminatórias, seja em amistoso, seja no vôlei, basquete, automobilismo, natação, ginástica, Olimpíadas, enfim, aonde tiver uma competição envolvendo um brasileiro, estão torcendo para o êxito de nossos representantes. Obviamente, guardando o que culturalmente cada um aprendeu, suas preferências, seu entendimento e sua paixão.

Brasil na Copa é a pátria de chuteiras, demonstramos nosso amor à pátria sim, mas quando precisamos ir às ruas de cara pintada lutar contra a repressão no final da década de 60, a favor das eleições diretas no fim da década de 80, estamos lá, presentes. Defendemos nossas riquezas, nossas divisas, nossas reservas, sempre. Apenas não agimos com a mesma paixão que sentimos pelo futebol, afinal, é paixão. Torcemos pelos atletas que jogam ou jogaram em nosso clube de coração, e torcemos o nariz para aqueles que vestem (ou vestiram) a camisa do rival. É natural, não se pode cobrar uma postura diferente, Copa do Mundo transcende barreiras, é um momento mágico. Há de se respeitar quem goste e quem não goste e ponto final!

Lembrem-se: Patriotismo, s.m. Amor à pátria.

Abraços e fiquem com Deus!

– Mais bem-sucedida da história, Copa da África tem efeito limitado na economia

Uma Copa do Mundo dá lucro mesmo? Para o país que a realiza, a geração de riquezas nem sempre é significativa. Mas para a FIFA, certamente! Segundo Vinicius Konchinski, da Agência Brasil, o lucro da entidade foi de (sente-se na cadeira) US$ 3,2 bilhões, antes mesmo da bola rolar (50% mais do que a Copa da Alemanha-06)!

 

E quem pagará a conta dos estádios construídos?…

 

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/economia/noticias/mais-bem-sucedida-historia-copa-africa-tem-efeito-limitado-economia-577584.html

 

Mais bem-sucedida da história, Copa da África tem efeito limitado na economia

 

Joanesburgo – A Copa do Mundo da África do Sul é a mais bem-sucedida da história: de acordo com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), US$ 3,2 bilhões (R$ 5,6 bilhões) haviam sido arrecadados pelo Mundial antes mesmo do primeiro jogo.

O valor recorde superou em 50% o montante arrecadado quatro anos antes, na Copa realizada na Alemanha em 2006. É referente ao pagamento de direitos de transmissão dos jogos e de uso de marca e a contratos de propaganda e publicidade.

Todo esse dinheiro foi direto para a Fifa, entidade organizadora do Mundial. Apesar de a África do Sul ser a sede de um dos eventos mais lucrativos do mundo, o efeito da Copa na economia do país é limitado, de acordo economistas e empresários.

Segundo o professor e membro do Conselho de Pesquisas de Ciências Humanas da África do Sul Udesh Pillay, a realização do Mundial deve contribuir com um aumento de, no máximo, 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) sul-africano. Coautor de um livro sobre os efeitos da Copa, ele chegou a prever um crescimento de 0,5% do PIB em 2010. Disse, entretanto, que essa estimativa não deve ser cumprida por dois motivos principais.

Segundo o professor, o primeiro é que um evento como a Copa do Mundo, via de regra, não traz muitos benefícios ao país que o sedia no que se refere à geração de riquezas. Outra razão, de acordo com Pillay, é que a África do Sul não se planejou como deveria para tirar o melhor proveito do que o Mundial pôde oferecer ao país.

“O governo caiu na ilusão da realização de uma Copa do Mundo”, afirmou. “Assumiu todas as responsabilidade e obrigações para sediar o Mundial. Já o lucro foi todo para a Fifa.”

Para ele, o ponto positivo do Mundial foi a aceleração de investimentos necessários, principalmente, na área de infraestrutura. Ele ressalta, porém, que tudo isso poderia ter sido feito independentemente do torneio e teria os mesmos efeitos.

“A Copa é, na verdade, uma catalizador de investimentos, disse. Faz que com o governo realmente aplique dinheiro em obras. Porém, o torneio em si faz muito pouco para a geração de riquezas.” O presidente da Câmara de Comércio e Indústria da África do Sul, Nereu Rau, concorda com Pillay. Também para ele, o maior beneficiado da Copa é mesmo a Fifa.

Rau afirmou que a África do Sul conseguiu melhorias. Registrou uma elevação repentina nos índices de transações comerciais durante os meses do Mundial. Esse aumento, porém, vai se transformar em retração logo após o torneio, colocando a África do Sul novamente no seu ritmo normal de crescimento. Isso porque, segundo ele, o país não fez da Copa uma oportunidade para os negócios sul-africanos. “Tínhamos que ter garantido que pequenas empresas também se beneficiassem”, disse. “Até os produtos licenciados vieram de fora do país. Foi um erro.”

Mesmo assim, Rau afirma que a Copa ajudou a melhorar a imagem da África do Sul no cenário global, o que pode trazer mais investimentos para o país. Pode também ajudar na recepção de outros grandes eventos esportivos, como as Olimpíadas. “O governo tem que trabalhar para usar a estrutura construída para a Copa em outras oportunidades, sugeriu Rau. “E quem sabe, na próxima vez, evitaremos os erros cometidos nessa Copa.”

– Jovialidade Contra Experiência na Arbitragem

Compartilho artigo de minha autoria, publicado aqui no blog e republicado pela Universidade do Futebol. Clique em: Universidade do Futebol

 

JOVIALIDADE CONTRA EXPERIÊNCIA NA ARBITRAGEM

 

Poderia até soar demagogo o título deste artigo. Ao contrário, ele vem dar o tom para um debate que certamente ocorrerá ao longo do ano: a renovação do quadro de árbitros do futebol brasileiro.

A Comissão de Árbitros da CBF anunciou que os árbitros a ingressarem no Quadro Nacional em 2010 deverão ter até 30 anos de idade. Tal medida servirá de subsídio para aplausos e vaias, de acordo com o enfoque desejado.

Uma renovação com nomes jovens e desconhecidos, a fim de realizar um trabalho de base, com treinamento técnico e teórico, é uma medida sensacional. Porém, dificultosa por alguns motivos: terão os clubes paciência para o amadurecimento desses árbitros? O trabalho de preparação dos nomes em treinamentos seria feito como? A estrutura financeira do futebol permitiria tal trabalho? Os jovens teriam a garantia de escalas?

Um grande ponto a favor seria o condicionamento físico, num momento em que o futebol é muito mais corrido do que jogado. O ponto negativo, claro, a inexperiência.

Já a renovação com nomes alternativos (não necessariamente tão jovens), a fim de oxigenar a atual relação, dando oportunidades a talentos das federações estaduais que até então, por número de vagas escassas, não apareceram no cenário nacional, se adotada para 2010 será contestada: de onde viriam esses nomes jovens a serem indicados? Quem os garantiriam ou os respaldariam em caso de pressão de dirigentes? Como não queimar jovens talentos e lançá-los em jogos adequados?

Um grande ponto a favor de nomes “alternativos” seria a experiência adquirida em campo em contrapartida dos novatos. O ponto negativo, claro, é o vício que poderão carregar pelos anos de apito (e entenda-se na linguagem do árbitro de futebol como “vício” os costumes e hábitos adquiridos na maneira de apitar e no estilo de arbitragem, difíceis de serem eliminados ao longo do tempo).

E aí virá a discussão. O que é mais necessário hoje: jovialidade ou experiência?

Para responder tal questão, leve em conta os fatores:

– Condicionamento físico;
– Capacidade de fazer a leitura do jogo durante a partida;
– Conhecimento de artimanhas e características de atletas já trabalhados em outras partidas;
– Histórico de arbitragem;
– Rodagem em campeonatos e clubes diversos;
– Respeitabilidade adquirida ao longo dos anos;
– Idade madura do árbitro (qual é a maturidade do jogador e a do árbitro?)

Tal tema é de dificílimo trato. E a implantação de tal projeto carece de força e apoio. Desejo boa sorte a Sérgio Correa nesta ousada empreitada. E que os clubes tenham paciência em entender o processo de renovação proposto.

Vale lembrar que tal assunto não se restringe apenas ao mundo do futebol. No dia-a-dia, em qualquer seara, se discute sobre a renovação profissional, o momento dela, e o costumeiro debate: jovens ou seniors? No mundo da administração, isso é cotidianamente questionado.

– Pão e Circo

Quando ganhamos a Copa de 70, o Brasil vivia o auge do período militar e de repressão.

Em 78, a Argentina festeja em meio a ditadura.

Na Copa de 2006, a Itália amargurava uma crise econômica violenta devido ao Euro.

Hoje, sofrendo com 20% da população desempregada, a Espanha comemora a conquista Taça do Mundo.

 

Festejar espanta os males, não? É rir para não chorar…

– História de uma Véspera de Copa do Mundo

A Copa do Mundo se encerra amanhã. Assim, independente de quem seja o vencedor no jogo do próximo domingo, vale tentar entender que tipo de paixão arrebatadora é o futebol. Compartilho a curiosa história reproduzida pelo Estadão de dias atrás:

 

Extraído de: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100629/not_imp573442,0.php

 

AMERICANA REALIZA SONHO DE CRIANÇA

 

POR Christian Carvalho Cruz

 

Fã de Pelé, Stacey, de 50 anos, contraria a família e economiza US$ 8 mil em 4 anos para assistir ao Mundial

 

Uma torcida multicolorida, engrossada por seguidores de seleções já desclassificadas, ajudou a empurrar o Brasil ontem no Ellis Park. Além do nosso verde-amarelo, havia também o dos sul-africanos (em grande número) e australianos, o azul japonês, o verde camaronês e até o azul e branco argentino ? para provocar. Um grupo de hermanos destacou-se nas arquibancadas brandindo um cartaz: “Diego está esperando.”

Logo abaixo deles, a professora americana Stacey Nickson, vestindo camiseta, blusa, casaco, gorro, cachecol e tênis da seleção brasileira, contava sua saga particular. Ela economizou US$ 8 mil nos últimos quatro anos para estar na Copa da África. “Só para ver o Brasil. Tenho ingressos para os sete jogos. Se vocês forem desclassificados dou meus tíquetes e vou embora.”

Stacey vive em Auburn, sul dos EUA. Conta que se apaixonou pelo futebol brasileiro quando era criança, por causa de Pelé. “Menos pela maneira que ele jogava e mais pelo que representava. Pelé fez as crianças negras de todas as partes acreditarem que há lugar no mundo para elas. Isso foi fundamental na minha formação.”

Assistindo ao penta pela TV em 2002, ela decidiu se dar o maior presente de aniversário quando completasse 50 anos: seguir a seleção na Copa. E aqui está. Segundo Stacey, sua família a chamou de maluca quando anunciou que realizaria o sonho. “E se o Brasil perde? Você vai desperdiçar seu dinheiro à toa”, lhe disseram. Ela respondeu: “Não se preocupem. Sou torcedora do Chicago Cubs (time de beisebol), que não ganha nada desde 1909. É uma questão de amor.”

– Custou caro a Teimosia!

Dunga aceitou pagar o risco de comprar briga contra a boa educação. Seu jeito odioso de dar entrevistas, o excesso do pseudo-patriotismo do seu auxiliar Jorginho, além da má convocação, ocasionaram essa má-fama que encobriu o bom trabalho tático (descartando-se o jogo da Holanda, claro).

O preço de Dunga já foi avaliado dias atrás. Leia só: O RISCO DO ANTICARISMA

– As 4 Potências do Apito nas Copas do Mundo

Enviado pelo Professor, Jornalista e amigo Robson Marcelo via Twitter.

 

Extraído de: http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/as-4-potencias-do-apito-em-copas-do-mundo/

AS 4 POTÊNCIAS DO APITO EM COPAS DO MUNDO

Por Bráulio Lorentz (Revista Superinteressante, citação acima)

O time da Inglaterra foi campeão da Copa do Mundo uma só vez, mas os inventores do futebol são tetra quando o assunto é arbitragem, graças à escalação do inglês Howard Webb para a final do próximo domingo (dia 11). É ele quem comanda Holanda e Espanha, partida que decide o Mundial. Juízes de 13 países diferentes já foram escalados para finais de Copa, sendo que em quatro delas o escolhido foi um da terra da Rainha. França, Itália e Brasil – na segunda posição entre as potências do apito – só tiveram dois juízes em finais.

Bélgica (Jean Langenus, em 1930), Suécia (Ivan Eklind, em 1934), a então União Soviética (Nikolaj Latychev, em 1962), Suíça (Gottfried Dienst, em 1966), Alemanha (Rudolf Gloeckner, em 1970), México (Edgardo Codesal Mendez, em 1990), Hungria (Sandor Puhl, em 1994), Marrocos (Said Belqola, em 1998) e Argentina (Horacio Elizondo, em 2006) têm uma indicação apenas.

É com uma mãozinha das confederações de cada continente que a Fifa elege os árbitros para cada Copa do Mundo. Por isso, todas as confederações são representadas, o que explica a presença de juízes de países nada relevantes no mapa do futebol. Nas quartas de final deste ano, estavam lá árbitros da Guatemala (Carlos Batres comandou Paraguai e Espanha) e Uzbequistão (Ravshan Irmatov apitou Argentina X Alemanha).

Veja quais são as potências do apito:

Inglaterra –

 quatro finais

Além de Webb, que apita a final deste ano, outros três foram agraciados. Em 1950, George Reader apitou Brasil e Uruguai. O triunfo britânico é completado por William Ling (1954) e John Taylor (1974).

 

Brasil –

duas finais

Ninguém conseguiu repetir a dose como o Brasil, único bicampeão na sequência. Em 1982, o escalado foi Arnaldo Cézar Coelho (hoje comentarista da Rede Globo). Na competição seguinte, em 1986, foi a vez de Romulado Arppi Filho.

 

França –

duas finais

As escalações de juízes franceses em disputas de títulos são separadas por 20 anos. Em 1938, o homem de preto da final foi George Capdeville. Já em 1958, o primeiro título do Brasil teve a presença de Maurice Guigue.

 

Itália –

duas finais
Foi com a assoprada de Sergio Gonella que os argentinos comemoraram sua primeira conquista de Copa do Mundo, em 1978. O carequinha Pierluigi Collina fechou a dobradinha italiana em 2002, na final entre Brasil e Alemanha.

Obs: Convido a clicar no post anterior (Politicagem na Final da Copa do Mundo) sobre minhas considerações em relação à escala de Webb.

– Politicagem na Final da Copa do Mundo

Que tal: um inglês apitará a Final da Copa do Mundo; um mexicano apitará a decisão do terceiro e quarto lugares.

 

Curiosamente, a FIFA abandona o critério de árbitro de continente neutro utilizado na Copa até agora.

 

Mais curioso é o fato que Blatter pediu desculpas à Inglaterra e ao México pela eliminação de suas equipes em jogos com erros de arbitragem.

 

Seria… prêmio de consolação?

– A Tecnologia para o Árbitro de Futebol: a Demagogia e a Realidade

Nesta Copa do Mundo, muitos erros de arbitragem têm sido observados. É verdade que as super-câmeras podem mostrar lances mais detalhados, e até ludibriar o telespectador (uma mão nas costas pode dar a impressão de falta em slow-motion, o que na dinâmica do jogo pode não ter ocorrido, por não se ter a noção de força exercida no lance). Mas a observação de erros provindos de flagrantes da câmera lenta e de erros grotescos que dispensariam qualquer câmera mostra que a preparação para a Copa do Mundo foi falha e que, acima, disso, chegamos no exato momento em que a tecnologia deve entrar em auxílio da arbitragem.

Muitos têm medo da introdução de recursos tecnológicos. Se ela chegar de maneira radical, mudará o esporte, é claro! Mas ninguém quer mudanças abruptas. A tecnologia vem chegando de mansinho, e veja os exemplos: bandeiras eletrônicas e rádios-comunicadores para o quarteto de arbitragem. Desafio qualquer árbitro que negue a ajuda sensível que esses equipamentos nos trazem!

Por que não permitir que o capitão de uma equipe peça a revisão de uma decisão do árbitro em algum momento capital? Dê a cada equipe o direito de um pedido revisional, isso não diminui a autoridade do árbitro.

Tomemos como exemplo o jogo Argentina X México: Após o lance do gol argentino (em claríssimo impedimento e erroneamente confirmado), e antes do reinício do jogo (essa deve ser uma condição sine qua non), o capitão mexicano Rafa Marques poderia pedir ao árbitro que avaliasse com seus bandeiras e o quarto árbitro a decisão tomada, através do replay no telão ali mesmo já instalado.

Pensou que emoção adicional à partida? Ao público? À audiência da TV?

A sugestão seria essa: um pedido por equipe, em situações de gol confirmado ou não, antes do reinício do jogo. Em impedimentos paralisados sem a conclusão da jogada, interpretações de pênaltis ou avaliação de aplicação de cartões, não caberia o pedido (pelo fato de serem situações interpretativas e mais subjetivas).

 

Avalie o que a simples medida teria evitado:

1)      Salvaríamos a Irlanda da desclassificação da Copa do Mundo,

2)      anularíamos o gol do Luis Fabiano na segunda rodada,

3)      não anularíamos o gol norte-americano pelo árbitro de Mali,

4)      confirmaríamos o gol da Inglaterra contra a Alemanha, e

5)      não daríamos o gol irregular da Argentina.

 

Quanta coisa ‘consertada’ em uma única Copa!

 

Na minha carreira como árbitro, sempre ouvi falar que o empecilho é a universalização da regra. Ora, bandeira eletrônica e rádio não estão na regra, mas são usados em campeonatos de maior prestígio. A Copa do Mundo é o torneio de maior prestígio existente, e lá se incluem o quarto e o quinto árbitro em alguns jogos, devido à sua importância. Assim sendo, por que não permitir o recurso televisivo? O custo financeiro seria zero, justamente pelos estádios já terem telões, e o ganho moral seria altíssimo!

 

Tecnologia já, dona FIFA. Por favor.

 

E você, o que pensa sobre isso? Gostaria da sua opinião!

 

Você pode ler esse post e outros em meu blog no Portal da Rede Bom Dia: http://blog.redebomdia.com.br/blog/rafaelporcari/comentarios.php?codpost=3173&blog=6&nome_colunista=963

– Sorteiam-se Maridos durante a Copa!

Você já ouviu falar sobre o Second Sexe?

 

É um site francês, dedicado a mulheres e seu universo, como qualquer outro site voltado ao mundo feminino. Mas uma curiosidade: o Second Sexe promoverá o sorteio de 100 modelos masculinos para trocarem “inocentes beijos e carícias” com as esposas que se sintam abandonadas pelos seus maridos durante os jogos da Copa do Mundo. Com o patrocínio de um fabricante de desodorantes, a campanha foi lançada com o slogan: “tenho outras intenções para passar os 90 minutos”.

 

Para sorte dos franceses, a França foi eliminada. E para sorte dos brasileiros, a promoção só vale para eles!

– A Gafe do Ano: Extra & Folha de São Paulo

Alguns erros no mercado publicitário não podem passar batidos. Veja o gravíssimo entrevero entre o Grupo Pão de Açúcar e a Folha de São Paulo: nesta quarta, a Folha publicou um anúncio do Hipermercado Extra (pertencente ao Grupo Pão de Açúcar), agradecendo a Seleção apesar da eliminação pós-jogo do Chile.

 

Sabemos que o Brasil, ao contrário, se classificou!

 

Normalmente, os departamentos publicitários enviam dois tipos de anúncios pós-eventos esportivos: o da derrota e o da vitória. Acontece que a Folha publicou o anúncio errado… mas assumiu a culpa!

 

Conclusão: Abílio Diniz, o dono do grupo, não aceitou o mea culpa da Folha e diz que processará a todos!

 

Extraído de: http://hexabr.blog.terra.com.br/2010/06/29/abilio-diniz-classifica-anuncio-trocado-como-erro-inadmissivel/

 

ABÍLIO DINIZ CLASSIFICA ERRO DE ANÚNCIO COMO INADMISSÍVEL

 

A história foi longe! A publicação de um anúncio errado do supermercado Extra no jornal Folha de São Paulo de hoje mobilizou o alto escalão das empresas envolvidas. A peça publicitária dizia “A ‘I qembu le sizwe‘ (Seleção) sai do Mundial. Não do coração da gente“, fazendo menção a uma eliminação do Brasil na Copa. A frase aponta justamente o contrário do que aconteceu no jogo de ontem, quando o Brasil se classificou para as quartas de final diante do Chile.

O empresário Abílio Diniz, presidente do Grupo Pão de Açúcar (ao qual pertence o Extra), manifestou desagrado com o ocorrido no seu perfil pessoal (TWITTER):

 

“Como Presidente do Conselho de Adm do GPA, peço desculpas aos brasileiros e jogadores da Seleção.”

 

O pedido de desculpas foi o desfecho de uma sequência de tweets em que Diniz aponta que “a Folha de São Paulo cometeu um grave erro com o anúncio do Extra, o que é inadmissível“. Ao assumir a voz do Grupo, o empresário diz que não apoia a impunidade e que tomarão as providências para responsabilizar os culpados. “Estou ao lado dos que se indignaram com o anúncio publicado erroneamente pelo jornal“, afirma ao mesmo tempo em que classifica o jogo de ontem, do Brasil contra o Chile como “o melhor jogo” da Seleção de Dunga nesta Copa.

Ainda no final da manhã de hoje, a assessoria de imprensa do Grupo Pão de Açúcar emitiu nota oficial à imprensa lamentando o ocorrido da página D11 da Folha. Os assessores voltaram a dizer que o jornal se retratará publicamente com a correção do anúncio.

A Folha de São Paulo, por sua vez, não fugiu da responsabilidade. O jornal não apenas admitiu o erro como também confirmou a publicação de uma errata na edição de amanhã.

“Segundo o departamento de publicidade, o erro foi do jornal“. E a nota complementa: “A Folha de S.Paulo esclarece que no dia 29/6/2010, no Caderno Copa 2010, pág D11, foi publicado equivocadamente um anúncio do Hipermercado Extra, devido a problema ocorrido na área de inserção de anúncios. Lamentamos o erro.“

Abílio Diniz, a assessoria de imprensa do Grupo Pão de Açúcar e o perfil do supermercado Extra no Twitter divulgaram a imagem da peça correta. Nela, a mensagem era “Wafa, wafa” que, no idioma zulu, significa “Vai que dá!”.


por Ana Brambilla

– Com o Rival no Peito!

Já imaginaram o Corinthians com o escudo do Palmeiras no peito?

Impensável.

 

E o da Coréia do Norte com a do Sul?

 

Também não dá. E vice-versa nem pensar também.

Pois é: passou batido, mas a Nike, patrocinadora de diversas seleções na Copa do Mundo, propôs uma ação de marketing controversa. Na partida entre Holanda X Camarões, pôde-se observar, abaixo do escudo da Federação Holandesa, uma bandeira de Camarões ao lado da holandesa. Ou seja, a camisa é personalizada para o jogo.

Já vi tal ação na bola do jogo (que é neutra). Mas uma seleção estampando a bandeira do adversário é novidade!

Imagine se na final da Copa do Mundo tivermos Brasil X Argentina. Os brasileiros gostariam da bandeirinha dos hermanos no peito? Já os argentinos devem ficar despreocupados. Afinal, a Adidas não tentou nenhuma ousadia como essa.

E você? O que pensa do escudo do seu time rival na camisa do seu clube de coração? Imaginaram o escudo da Ponte Preta na camisa do Guarani ou na do Paulista de Jundiaí?

– As Denúncias do Castelão!

Alguém já leu a Revista Veja desta semana?

Parabenizo a reportagem de Diego Escosteguy (Tem Gato na Copa… de 2014, Ed 30/06/2010, pg 76-77), a respeito da corrupção na Copa de 2014.

Nela, ele retrata o caso do estádio do Castelão, no Ceará. Se o Morumbi não serve, imagine o Castelão, onde as obras não começaram, o cronograma está hiper-atrasado, o consórcio para a reforma será formado por um grupo de amigos do Governo local e o know-how da construtora é o de ter construído… uma garagem!

Incrível, não? E a FIFA, neste caso, não se manifestou…

– Confidências de um Árbitro

Ainda repercute a conversa risonha do árbitro Stephane Lannoy para com o Luís Fabiano, após o gol polêmico da partida Brasil X Costa do Marfim.

O que teria dito? O que conversavam? Isso é imoral?

Para aqueles que estão fora do mundo da arbitragem, uma revelação: fatos como esse são corriqueiros! É que o francês escancarou a abordagem…

Explico: quando se tem um lance de gol duvidoso, e até então não há mais complicadores no jogo, o árbitro, disfarçadamente, procura o envolvido para se tirar a dúvida. Um exemplo simples: bola cruzada na área e os atletas 7 e 9 cabeceiam a bola. Ambos comemoram o gol como se fossem os marcadores. Depois de um certo tempo (nunca no frescor do lance) o árbitro se aproxima ou do 7 ou do 9 (longe da jogada, desapercebidamente) e pergunta quem finalizou. É claro que a resposta nunca será confiável, mas serve para ajudar o árbitro a decidir para quem vai dar o gol.

No lance de domingo (Luís Fabiano inicia a jogada após um toque da bola na sua mão (não intencional, portanto, legal) e finaliza a jogada com um chute após dominar a bola com o antebraço intencionalmente (mão, no futebolês, quer dizer também braço e antebraço). Lance ilegal e não visto pelo árbitro por ser um ponto cego para ele. Era lance para o bandeira, que pela imagem da TV, vê-se que estava encoberto por um zagueiro da Costa do Marfim.

O movimento do braço de Luís Fabiano leva o árbitro a acreditar que poderia ter sido irregular, embora ele não consiga ver se houve ou não o toque. Como em dúvida a decisão deve ser pró-ataque (e talvez a pintura da jogada tenha inibido uma anulação do lance), o fraco árbitro validou o gol sem ter certeza da legalidade.

É natural que o árbitro, depois de passado um tempo e fora do lance de jogo, se aproximasse do Luís Fabiano e dissesse: “pra mim você dominou no peito, já dei o gol, tudo bem. Mas diga a verdade: foi mão ou não? Não vai mudar nada, não vou dar cartão, mas fale a verdade”.

Parece inacreditável que isso aconteça, e mais incrível que o árbitro espere uma resposta sincera, mas é assim que acontece com árbitros que vacilam e não tem personalidade. Ele sabe que errou, e quer ouvir uma versão contrária do seu erro, a fim de tranqüilizar-se!

Você não veria um Dulcídio W Boschilla na mesma situação (ainda mais com o sorriso do francês), ou ainda um Paulo César de Oliveira. Mas tanto é verdade que Lannoy teve dúvidas, que persistiu em “compensar” seu erro na arbitragem. Cabeça de árbitro fazedor-de-média: “Se eu expulsar alguém da Costa do Marfim, reclamarão que além do gol duvidoso, prejudiquei os marfinenses expulsando-os”. Isso explica a não expulsão em jogadas violentas sobre os brasileiros.

Enfim, lembremo-nos de que o Campeonato Francês não é um primor… Confusões provindas de um árbitro que mostrou falta de personalidade num jogo de Copa do Mundo.

– Fantasia e Miséria na Copa

Não sei de onde veio a coluna original (extrai e menciono a reprodução publicada do site http://sergyovitro.blogspot.com/2010/06/fernando-de-barros-e-silva-fantasia-e.html), mas dou os créditos ao brilhante Fernando de Barros e Silva. Ele tratou com maestria a relação da Fantasia criada pelo futebol da Seleção Brasileira e a Realidade observada. A falsa impressão passada pelos comerciais de TV e a dureza do futebol demonstrado retratam com perfeição o contraste:

 

FANTASIA E MISÉRIA NA COPA

 

O momento mais emocionante do jogo entre Brasil e Coreia do Norte, ontem, aconteceu antes que a bola rolasse. Foi durante a execução do hino do país adversário, quando as câmeras flagraram o atacante Jong Tae-se se debulhando em lágrimas. A expressão de choro permaneceu em seu rosto durante a partida. Se ele jogasse como chora, estaríamos fritos.


Medíocre, sem brilho, apático, previsível. O Brasil fez uma estreia sofrível na Copa do Mundo. Tostão e Paulo Vinícius Coelho saberão explicar mais e melhor as deficiências dessa seleção de gladiadores. Mas mesmo aí, nessa identidade de “guerreiros da pátria” que foi forjada, com a mão de Dunga, para fins de mercado, há um abismo entre o que a propaganda vende e a mercadoria que foi entregue em campo.


A culpa, claro, não é dos atletas que lá estão. Vários deles, meninos assustados, visivelmente no limite das suas capacidades.


A seleção de Dunga é inimiga da fantasia. Isso torna mais flagrante, como ficou claro mais uma vez, o divórcio entre o que acontece dentro de campo e a parafernália de expectativas e entretenimento que se cria em torno dele. O business da Copa pede algo que o jogo não dá. Mas que é preciso arrancar dele ainda assim, nem que seja no gogó.


E ninguém exprime melhor essa necessidade do que Galvão Bueno, dublê de locutor esportivo e animador do país. Mal termina o jogo e a Globo nos oferece uma sequência de imagens tediosamente iguais da massa espremida em praça pública e se acabando ao som de alguma música ruim país afora.


Os clichês da brasilidade então inundam a tela: é o bundalelê do cantor Latino em São Paulo, é “essa coisa gostosa nas areias de Copacabana que contagia o país inteiro”, é “a chuva que não esfria o coração pernambucano”.


Tudo somado, é muita fantasia na TV para um espetáculo tão miserável. Ou muita miséria na TV para tão pouca fantasia em campo. Confundir tudo é a alma do negócio.

– Comprovando ou não a tese: Árbitro Forte surge de Campeonato Forte?

Amigos, nós estamos vendo graves erros de arbitragem na Copa do Mundo. E aí surgem comentários e teorias conspiratórias das mais diversas, tentando explicar pela ótica do torcedor os motivos de péssimas atuações: Fraudes, Incompetência ou Pessoalidades?

 

O fato relevante na Copa é a escolha tecnicamente equivocada de árbitros inexperientes e incompetentes oriundos de países com pouca ou inexpressiva tradição.

 

Mas existe uma tese, que discutiremos se é verdadeira ou não: Os árbitros se equivalem à força dos campeonatos de seus países?

 

Hipoteticamente, isso pode ser até lógico. Mas vamos tentar comprovar?

 

O Campeonato Inglês é forte. Por tabela, os árbitros ingleses são muito bons. Isso não se discute. Idem para a Argentina. Idem para o Brasil.

Faça ainda a mesma analogia para com o Campeonato Italiano; mas não a faça para o Campeonato Espanhol. Historicamente os árbitros da Espanha são os mais fracos da Europa. E daí você perguntará: mas o Campeonato de lá não é forte?

– Claro que não!

Como podemos dizer que é forte um campeonato de 2 times? O jogo que faz o Campeonato forte é Barcelona X Real Madrid, o resto é fácil de apitar. Vide os erros de arbitragem costumeiramente pró-Real ou pró-Barça.

 

Nossa tese de Campeonato Forte & Árbitro Forte está se comprovando… Continuemos?

 

Você poderá questionar: mas num passado bem recente tivemos o húngaro Sandor Puhl (apitando a final da Copa de 94) ou o dinamarquês Kim Nielsen. E atualmente, temos o colombiano Oscar Ruiz. Esses ótimos árbitros são de países que tem Campeonatos Nacionais fortes?

– Evidente que são bons árbitros de competições locais fracas.

A questão não é Campeonato Local, mas Torneio! Vamos ao exemplo do húngaro citado: a quanto tempo um time da Hungria não disputa a Champions League? Assim, um árbitro da Hungria está livre para ser escalado em qualquer partida da Copa Européia, e terá oportunidade de apitar jogos do Manchester United contra Real Madrid, Internazionale, Bayern… é bem diferente apitar Grande X Grande do que Grande X Pequeno. Faça valer o mesmo para Oscar Ruiz: ele não é bom por ter experiência apitando na Colômbia, mas sim pela Libertadores da América.

 

Então, podemos concluir que países que possuem um grande número de times grandes (Inglaterra, Itália, Brasil) naturalmente terão um grande número de bons árbitros, já que há frequência de clássicos locais. E países com poucos grandes clubes (Espanha, França, Uruguai) tem maior dificuldade em ter grandes árbitros, já que há poucos clássicos domésticos. Países periféricos dos centros futebolísticos que não tem grandes clássicos podem ter grandes árbitros pela freqüência de escalas dos árbitros (e por serem neutros num torneio), como Colômbia, Suécia, Dinamarca.

 

Tranquilamente dá para afirmar que Grandes Árbitros surgem de Grandes Torneios (nacionais ou continentais). Dessa forma, podemos também dizer que um árbitro da Guatemala não poderá ser um grande árbitro apitando o campeonato guatemalteco ou a Copa dos Campeões da Concacaf. Vale o mesmo para árbitros de Mali, El Salvador, Benin, Seychelles, Angola ou Nova Zelândia.

 

O curioso é que todos esses países elencados acima têm árbitros na Copa! Claro, o fator competência é irrelevante para a FIFA, vale o fator político. Se a idéia é universalizar a Copa, mostrar que é um evento global, torna-se interessante colocar, se não seleções, árbitros de todos os cantos! O primeiro critério para a escalação na Copa é o de colocar um trio de arbitragem do mesmo país (árbitro e bandeiras italianos, por exemplo). O segundo critério é o de falar a mesma língua (por exemplo, árbitro paraguaio, bandeira espanhol e bandeira chileno). Nessas combinações, sobrarão elementos que foram para a Copa unicamente por política, e aí vem o terceiro critério: o de juntar elementos desparcerados, como por exemplo, o trio de EUA X ESL: árbitro de Mali, bandeira marroquino e bandeira angolano. Deu no que deu…

 

E você, o que está achando da arbitragem na Copa do Mundo?

 

(Isso não quer dizer que exista perfeição na arbitragem de bons árbitros. Veja o erro de ontem, na partida entre GAN X AUS: Rosseti, bom e experiente árbitro italiano, interpretou uma bola que bateu na mão de um australiano como um toque intencional que evitaria o gol, deu pênalti e expulsou o atleta. Ali era um lance para mandar seguir a jogada… não foi infração!)

 

Você também pode acessar esse post e outros no meu blog no Portal da Rede Bom Dia, clique em: http://blog.redebomdia.com.br/blog/rafaelporcari/comentarios.php?codpost=3083&blog=6&nome_colunista=963

– Toyota vai gerar 13.500 vagas de Trabalho

Antes da crise mundial, a Toyota anunciou a construção de uma grande unidade de produção em Sorocaba. O investimento era estimado em US$ 630 milhões, mas foi suspenso devido ao medo da recessão global.

Agora, os japoneses bateram o martelo e confirmaram a nova fábrica: 2.500 empregos diretos e 11.000 indiretos, segundo o jornal Nikkei. Bom para a nossa região! Veja os detalhes abaixo:

Extraído de: http://techon.nikkeibp.co.jp/bn/bnsearch.jsp?BID=1306&PUBLISH_FROM_RANGE=20080627,20080727&OFFSET=90

トヨタ、ブラジルのサンパウロ州で新工場用地を取得

トヨタ自動車は、ブラジルの生産・販売子会社であるToyota do Brasil社の新工場用地として、サンパウロ州Sorocaba市で約370万m2の土地を取得すると発表した。(記事を読む2008 07/16 17:03

Você deve ter percebido o seguinte: o valor de US$ 630 milhões, que é muito alto, foi o mesmo exigido oficialmente pela FIFA para aceitar o Morumbi na Copa do Mundo. Ainda bem que o São Paulo Futebol Clube não se meteu nessa roubada…

– Prejuízos ou Benefícios das Empresas na Parada para a Copa

Eu, particularmente, acho um absurdo a paralisação do trabalho para assistir Copa do Mundo. Coisa de Fanático! Mas respeito quem pensa o contrário. Chega a ser irritante alguns exageros de quem só torce nessa hora: Vuvuzelas, farra, bebida e depois briga. Mas isso é outra história. Vamos para o campo profissional?

Leio na Exame de 16/06/2010, ed 610, pg 120, Coluna Gestão e Ideias, a respeito sobre os executivos que são contra ou a favor à parada para asssitir os jogos da Seleção Brasileira. Libera-se ou não os funcionários?

Dois pesquisadores da Escola de Administração e negócios IMD (Suiça), Willem Smit e Karsten Jonsen, fizeram o seguinte levantamento:

ARGUMENTOS A FAVOR DE PARAR O SERVIÇO PARA ASSISTIR OS JOGOS:

– A Copa movimenta 12 bilhões de dólares e cria 170.000 vagas só no país sede. No mundo, os ganhos são incalculáveis;

– As horas de folga podem ser compensadas em períodos extras;

– Reunir os funcionários para ver os jogos aumenta a união da equipe.

ARGUMENTOS CONTRA PARAR O SERVIÇO PARA ASSISTIR OS JOGOS

– As perdas globais seriam superiores a 10 bilhões de dólares. Só no Brasil, o prejuízo será de 1,2 bilhão de dólares;

– China e Índia, que estão fora da Copa do Mundo, poderão levar vantagem por estarem fora, já que não parariam.

– Fãs de vôlei ou basquete podem, no futuro, também pleitear folgas.

E Você? O que pensa sobre isso? A favor ou contra a parada para assistir os jogos?

– Morumbi está Fora? Por que?

Morumbi fora da Copa, e de qualquer fase? Será que já começou o planejamento para que outras “verbas não oferecidas para os estádios inicialmente” sejam gastas?

Escreva: lá vem contratos emergenciais para as obras inacabadas em 2014…

– É hoje!

A Estréia do Brasil é daqui a pouco! Será que verdadeiramente estaremos “rumando ao hexacampeonato”?

 

Tomara! Estarei comentando o jogo, mas principalmente a arbitragem, que é a minha praia, pelo Twitter (ou tentarei), salvo imprevisto de última hora. Para seguir, acesse: www.twitter.com/rafaelporcari

 

Espero você!

– O Dia-a-Dia das Copas Anteriores

Amigos, compartilho “a Semana das Copas anteriores”, reproduzido do Prof José Renato Santiago, com detalhes interessantíssimos. Acessem em: http://joserenato.midiasemmedia.com.br/

 

Abaixo:

 

A Copa começou meia borocoxô, eita palavrinha hein?…Mas, para definir… acho que está bom… rs rs rs…

 

Nem sempre foi assim… nesta semana em meu blog http://joserenato.midiasemmedia.com.br/ irei publicar outras curiosidades e fatos históricos, tais como:

 

14 de junho de 1970… Brasil vence o Peru do técnico Didi, por 4 a 2.

15 de junho de 1958… Nas estréias de Garrincha e Pelé o Brasil derrota por 2 a 0 a União Soviética de Yashin…

16 de junho de 1954… Brasil estréia na Copa com uma goleada de 5 a 0 frente o México.

17 de junho de 1962… O Brasil conquista seu segundo título mundial, ao vencer a Tchecoslováquia por 3 a 1.

18 de junho de 1978… Na Batalha de Rosário… Brasil 0x0 Argentina…

19 de junho de 1958… Pelé faz história ao fazer um gol de placa, o da vitória, frente o País de Gales.

20 de junho de 1954… Um jogo que marcou a historia das Copas… Hungria 8×3 Alemanha… mas não era final…que foi bem diferente

 

Ao longo da semana, continuarei apresentando curiosidades sobre cada um dos jogos da Copa do Mundo…

 

Por fim, vamos lembrar algumas conquistas de equipes brasileiras:

 

Palmeiras Campeão da Taça Libertadores de 1999

 

São Paulo Campeão da Taça Libertadores de 1992

 

Grêmio Campeão da Copa do Brasil de 2001

 

Cruzeiro Campeão da Copa do Brasil de 1996

 

Um grande abraço,

 

José Renato Sátiro Santiago Junior

www.jrsantiago.com.br

http://twitter.com/jrsantiagojr

Skype: jrsantiagojr

– A Comédia da Copa do Mundo

Diogo Mainardi é o cara! Admiro sua coragem em escrever e opinar sem se preocupar com os possíveis processos judiciais. Amado e odiado, seu texto é irrepreensivelmente irônico e inteligente. Os lulistas o detestam, lógico, já que boa parte do seu discurso é antipetista.

Mainardi foi contratado recentemente pela Rádio Jovem Pan para comentar a Copa do Mundo. E no rádio se sai tão brilhante quanto na TV ou no papel. Uma de suas crônicas falava sobre como deveria ser o dia de folga da Seleção Brasileira na África do Sul: Luís Fabiano jogando golfe, Elano filosofando sobre pensadores e Robinho tirando músicas clássicas com um violino, entre outros ‘delírios’.

Entretanto, ele se supera na sua coluna semanal na Veja de ontem (www.veja.com/diogomainardi de 12/06/2010), ao retratar a sua identificação com os jogadores. Para ele:

“o jogador do Brasil com o qual me identifico é Felipe Melo. Ele me representa. Vai Felipe Melo! Mostre ao mundo do que é capaz uma pessoa sem talento, sem juízo e sem discernimento”.

Sensacional a tirada, não? Ele faz ainda analogia com Susana Vieira e Lula no Irã. Abaixo:

 

A COMÉDIA DA COPA

 

Susana Vieira e eu na Copa do Mundo. Susana Vieira comentará as partidas na TV. Eu comentarei as partidas no rádio. Por quê? Porque ninguém se interessou em me contratar para comentar a Divina Comédia, de Dante Alighieri. Susana Vieira é minha Beatriz na Cidade do Cabo e em Johannesburgo.

Eu sou um cronista como Nelson Rodrigues. Eu sou um reacionário como Nelson Rodrigues. Eu sou pago para fazer comentários sobre a Copa do Mundo como Nelson Rodrigues. Agora só tenho de me tornar um Nelson Rodrigues.

Eu fui da literatura para a imprensa, da imprensa para o rádio. É por isso que simpatizo com Robinho. Ele tem uma trajetória semelhante à minha: do Real Madrid para o Manchester City, do Manchester City para o Santos. Eu simpatizo também com Kaká. Melhor dizendo: eu o idolatro. Eu gostaria de ganhar um dos maiores salários de todos os tempos para permanecer sentado no banco de reservas, tirando a franja da testa. Eu sou bom em matéria de tirar a franja da testa. Mas o jogador do Brasil com o qual realmente me identifico é Felipe Melo. Sempre que, durante o programa de rádio, Wanderley Nogueira me passa a bola, eu me embanano todo e, como Felipe Melo, acabo recuando para o zagueiro. Na Copa do Mundo, minha torcida será inteirinha para ele. Ele me representa. Vai, Felipe Melo! Mostre ao mundo do que é capaz uma pessoa sem talento, sem juízo e sem discernimento.

O melhor personagem desse time do Brasil, no entanto, é o técnico Dunga. O que me atrai nele – e Nelson Rodrigues seguramente concordaria comigo – é aquele seu aspecto de coronel da Operação Bandeirante. Se Carlos Alberto Parreira, em 2006, perdeu a Copa do Mundo porque convocou apenas jogadores lesados e fora de forma, Dunga, em 2010, resolveu dobrar a aposta, convocando jogadores ainda mais lesados e fora de forma. Num momento como o atual, em que o Brasil é dominado pelo populismo mais ordinário, Dunga ignorou os apelos da arquibancada e repudiou Ganso e Neymar. Ganso e Neymar consagraram-se em partidas contra o Rio Branco e o Guarani. Escalá-los numa Copa do Mundo contra a Espanha e a Inglaterra seria o mesmo que escalar Lula para negociar com o regime genocida iraniano.

Dante Alighieri usou a Divina Comédia para fazer proselitismo contra o papa Bonifácio VIII, colocando-o no Inferno, enterrado num fosso, só com as pernas de fora. Eu uso o rádio para fazer proselitismo contra o PT. Do amistoso com o Zimbábue, um sinal do apoio de Lula a Robert Mugabe, essa mistura de Mussolini com Grande Otelo, aos aloprados da CBF, que se comportam como os aloprados do PT, eu sempre dou um jeito de condenar essa gente ao castigo eterno. Agora só tenho de me tornar um Dante Alighieri. E Susana Vieira me conduzirá à Luz.

– Faltou Imaginação, Sobrou Imaginação

Quem foi o iluminado que resolveu colocar o representante Sul-coreano ao lado do representante Norte-coreano, durante a cerimônia de abertura da Copa do Mundo? Eles viraram às costas um para o outro e nem se olharam!

Outro mais sensato resolveu o problema: durante a festa, arranjou o representante do Vaticano para sentar entre eles.

Aleluia!

– E a Copa começa com Dunga e seus Talibans!

E hoje começa a Copa do Mundo! Não falarei sobre o nível técnico nem projeções, apenas quero reproduzir um artigo de Roberto Pompeu de Toledo, da Revista Veja de 19/05/2010, sobre Dunga, Cerveja, Garra e Guerra.

Irônico e inteligente, extraído de: http://veja.abril.com.br/190510/talibas-chuteiras-p-178.shtml

TALIBANS DE CHUTEIRA

“A Copa do Mundo, na doutrina Dunga, é um calvário que é preciso escalar sem medir prejuízos, físicos ou morais, para fincar lá no alto o pendão verde-amarelo”

A temporada de Copa do Mundo começa mal. Logo de saída, o técnico Dunga nos ameaça com patriotismo. Nada menos do que patriotismo! Um anúncio de cerveja na televisão, no ar faz algumas semanas, já batia na mesma infausta tecla. Um desesperado Dunga, esbravejando iracundas palavras de ordem e gesticulando como um possesso, num cenário cheio de sugestões de verde-amarelismo, pregava que para ganhar no futebol só sendo “guerreiro” – no caso, “guerreiro” como os consumidores da cerveja em questão. Na entrevista em que divulgou a lista dos convocados, na semana passada, o técnico ofereceu novas manifestações de seu ardor cívico. Disse que a mãe, professora de história e geografia, o ensinou a ser patriota. Insistiu em que cada um dos jogadores convocados tem de “mostrar patriotismo”. E tome expressões como “doar-se pelo país”, “comprometimento”, “responsabilidade”. A Copa do Mundo, na doutrina Dunga, é um calvário que é preciso escalar sem medir prejuízos, físicos ou morais, para fincar lá no alto o pendão verde-amarelo.

O anúncio da cerveja, ou antes a série de anúncios, pois se trata de mais de um filme, com variações sobre o mesmo tema, já nos ensinava que Copa do Mundo é “guerra”. Vai-se para um jogo do Mundial, segundo prega uma das peças publicitárias, “como quem vai para uma batalha”. Alguns jogadores aparecem em cena secundando o técnico no ímpeto belicoso. “É o Brasil contra o resto do mundo”, anuncia o locutor. “Vamos para a guerra juntos.” As tomadas épicas exibidas a seguir evidenciam que os atletas estão prontos para a missão sagrada. “Raça”, pede o locutor. Tanto jogadores quanto torcida devem se irmanar na “raça”. Quando o time entra em campo, não é um time. São os marines desembarcando em Bagdá, ainda mais temíveis por se acharem anabolizados pelos teores guerreiros inerentes ao consumo da cerveja. O resto do mundo que se cuide.

O anúncio é a expressão de uma filosofia (decifre-a quem for capaz) que combina os efeitos da cevada fermentada, o nacionalismo e o bom desempenho no esporte. De quebra, explica que a Copa do Mundo não é, como pensariam os mais desavisados a respeito das competições ou dos congressos internacionais, uma oportunidade no mínimo interessante para sair um pouco da própria casca e deparar com outros panoramas, outras gentes e outros costumes, ainda que se tenha de disputar um campeonato. É a arena em que ou se fará correr o sangue do inimigo ou se deixará o próprio sangue.

Tanto o discurso de Dunga como a publicidade da cerveja obedecem à mesma concepção de futebol das torcidas organizadas. Os estádios são hoje o território delas. Os coros, as músicas e as coreografias se sucedem durante os jogos. É bonito de ver, mas é assustador cruzar com elas na rua. A noção que as congrega é a de “nação”. Fala-se na “nação alvinegra”, na “nação tricolor”. A preferência por um clube traveste-se de patriotismo. Como exige todo patriotismo, o passo seguinte é eleger um inimigo. O inimigo é o que veste uma cor diferente e entoa um coro diferente. Que fazer com ele? Ora, inimigo se combate. Estraçalha-se, ao primeiro encontro na estação de metrô. O embate de torcidas organizadas tem causado mortos e feridos, no Brasil e mundo afora. Dunga e a cerveja endossam a mesma lógica nacionalista que as embala. A mensagem que deixam no ar é que as torcidas organizadas estão certas.

O técnico da seleção transmite uma visão sacrificial do futebol. No seu repertório, ao “comprometimento” e à “doação” soma-se a “superação”. (“Superação” é palavra da moda. Por “superação” entende-se até conseguir fazer regime para emagrecer.) Na entrevista da convocação ele disse que não gosta de se pôr como vítima e que seu propósito é ser feliz. O conjunto do discurso, no entanto, aponta para o inverso. Ele é vítima de críticos que não reconhecem o valor de “todo um trabalho”, por ele feito ao longo de três anos e meio com “coerência”. Mas não importa. A infelicidade é o caminho pelo qual se chega ao triunfo. A alegria que pode (e em princípio até deve) haver numa disputa esportiva desaparece sob os imperativos da renúncia e da abnegação. Futebol é jogo, e jogo é brinquedo. Paulo Mendes Campos escreveu uma vez que a bola é o mais perfeito brinquedo jamais inventado. Dunga e a cerveja, com seus arrebatamentos cívicos, seu espírito “guerreiro” e sua busca de inimigos, passam longe das noções de jogo e brinquedo. Sob a inspiração deles, quem entra em campo é o talibã de chuteiras.