– Lula e a Demagógica Declaração sobre a Eliminação da Inglaterra

Está em todos os sites importantes o que o ex-presidente Lula declarou durante a convenção do PT, neste final de semana:

É a primeira vez que uma equipe de futebol perde por excesso de qualidade dos nossos estádios. A Inglaterra não estava acostumada a jogar em um campo da qualidade dos que temos aqui

Aí é sacanagem… até para ser demagogo há limites! Será que o Lula perdeu a noção do ridículo?

Do jeito que vai, só falta ele dizer, em caso de conquista do hexacampeonato da Seleção Brasileira, que foi por causa da Dilma.

Dirá?

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– Balanço dos 10 dias de Copa: Arbitragens, Clima e Destaque dos Jogos e Atletas.

Depois de uma grande quantidade de jogos da Copa do Mundo, como avaliar a competição?

O ambiente é ótimo! Todos os problemas de infraestrutura, atrasos nas obras, superfaturamento e desvios de verbas foram esquecidos (mas não deveriam) pelas ótimas partidas de futebol. Dá para contar nos dedos os pouquíssimos jogos entediantes, pois, verdade seja dita, não dá para desligar o televisor.

Na maior parte dos jogos, uma equipe marca o gol e na sequência o outro desforra e a disputa fica aberta. As torcidas não param de cantar um minuto sequer e as imagens dos estádios com a exuberante paisagem brasileira ajudam a vingar o bordão de que essa é a “Copa das Copas”. Talvez pelos times da América do Sul estarem avançando e o sangue latino mais exacerbado? Pode até ser.

Destaque para jogadores que estão decidindo e jogando bem: Robben, Van Persie, Benzema… Aliás, Benzema é o “artilheiro azarado”, pois deixou de ter 3 gols na sua conta: contra Honduras chutou ao gol e depois da lambança do goleiro tentando fazer a defesa foi creditado como gol contra. Perdeu um gol na cobrança de pênalti contra a Suíça e no mesmo jogo, nos acréscimos, partindo para o ataque, fez o gol quase no instante em que o insensível juizão apitava o final da partida (e o gol não valeu).

Mas há destaque para outros jogadores que estão literalmente “salvando a Pátria”: Messi que o diga contra o Irã e Klose contra Gana.

Aliás, Klose marcou e igualou o recorde de tentos marcados em Mundiais do Fenômeno R9. O gozado é que parece não ter existido tanto incômodo por parte da torcida brasileira. No tempo em que o artilheiro era imortalizado como “RRRRonaldinho”, todos amavam o jogador. Hoje, como empresário Ronaldo Nazário, o carisma parece ter se perdido.

Mas não são apenas os jogadores que tem decido os jogos. A arbitragem também!

Nishimura que o diga no Brasil x Croácia (pênalti inexistente em Fred), Mirolad Mazic em Argentina x Irã (pênalti não marcado de Zabaleta em Dejagah) e o neozelandês Peter O’Leary em Nigéria x Bósnia (anulando o gol por impedimento mal marcado do seu assistente).

E o mais curioso: nenhum erro contra grandes Seleções! Parece que os países pequenos sofrem pela camisa deles não ser tão tradicional…

Lembrando ainda: o bandeirinha colombiano que anulou dois gols mexicanos estava escalado para o jogo entre Coréia do Sul x Argélia, mas foi dispensado.

Sejamos justos: alguns erros técnicos dos árbitros passaram desapercebidos em grandes jogos e não foram tão discutidos pela boa qualidade e emoção das partidas. Disciplinarmente, algumas atuações ficaram a desejar na não aplicação de cartões. Isso me parece mais uma orientação da Comissão de Arbitragem: não vulgarizar advertências e expulsões. Aí deve-se tomar cuidado: poupar cartão é bom até onde não descumpre a regra.

O certo é que as duas grandes atuações de Sandro Meira Ricci (sem patriotismo ou corporativismo) me fazem dizer que, junto com seus assistentes Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen, são credenciais para apitar uma finalíssima, caso o Brasil seja eliminado nas 4as-de-final (que é a fase na qual a FIFA dispensa muitos árbitros pelo critério da neutralidade). E avalie: os bandeiras brasileiros não erraram nada, fizeram seu dever ajudando o árbitro, que não vacilou na marcação ou não de pênaltis e outras infrações. Sem contar o fator sorte: apitou dois bons jogos e o trio entrou para a história com a primeira “confirmação de gol pela tecnologia” da história.

É claro que o Brasil estando na decisão dois nomes ganham peso para a Final: o árbitro inglês Howard Webb ou o espanhol Carlos Velásques, já que suas seleções foram eliminadas ainda na primeira fase. Uma espécie de “prêmio de consolação” a seus países.

Enfim: nesta segunda-feira teremos Brasil x Camarões com a arbitragem sueca de Jonas Eriksson. Para mim, fraquinho. O árbitro já fez notórias lambanças na Liga dos Campeões demonstrando dificuldades na questão técnica. Disciplinarmente é razoável e fisicamente está em fase excelente (essa Copa é a dos árbitros corredores, a FIFA exigiu muito deles nesse quesito). Não questiono a experiência dele, já que tem um bom currículo, mesmo não atuando tão bem. O medo é: está capacitado para interpretar simulações e malandragem dos jogadores brasileiros?

A FIFA tem grande preocupação nesse jogo não pela arbitragem, mas pela manipulação de resultados. Explico: o chefe de segurança da entidade, Ralf Mutschke (o homem encarregado em garantir a lisura das partidas) declarou publicamente que “esse jogo é de alto risco e grande vulnerabilidade”, devido a uma possível ação de apostadores. Como Camarões já está eliminado da Copa do Mundo e seus atletas brigaram muito por dinheiro antes do embarque, não seria improvável que agentes buscassem corromper jogadores acertando que o time perca por um número X de gols, ajudando apostas ilegais.

E você: o que tem achado do Mundial até agora? Particularmente, acho que temos uma “imagem da Copa” bem marcante: a dos torcedores japoneses, após o jogo da sua Seleção, limpando a sujeira do Arena das Dunas.

É questão educacional…

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– As Exigências de Maradona para a Sportv

Quer dizer que a Sportv havia acertado com Diego Maradona para ser comentarista na Copa e, segundo o jornalista Lauro Jardim (Veja), ele, na hora H, fez algumas exigências extras?

Se não bastasse um helicóptero à disposição, pediu:

– Gravar os programas dos estúdios da TV Venezuelana na qual está comentando jogos;

– Dinheiro a mais para ser depositado na conta de um laranja;

– Brasileñas à sua disposição na sua estadia ao Brasil.

Folgado esse argentino, não?

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– A Espanha Eliminada e os Favoritos da Copa

E o Tic Tac, Taka Taka, Toque-toque ou algo que valha acabou?

O sistema de jogo da Espanha baseado em posse de bola constante parece ter sido ineficiente. Encantou o mundo por um período, mas se acomodou. Ou se esgotou?

Os adversários aprenderam a jogar contra ele. E, cá entre nós, os jogadores espanhóis se mostraram apenas “bons”, não ótimos. A geração campeã do mundo em 2010 decaiu e envelheceu.

Claro, isso não os faz menores do feito da África do Sul. Aqui no Brasil, apenas diminuíram o brilho. Mas o detalhe impressiona: os 3 últimos campeões mundiais europeus (França, Itália e Espanha) foram eliminados na 1a fase da Copa seguinte.

Em relação ao Mundial de 2014, minhas fichas estão (pela ordem) em: Holanda, Alemanha, Argentina, Brasil e Itália.

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– Terminada a Rodada 1, o que achou da Copa até agora?

E todas as Seleções já fizeram suas estreias na Copa do Mundo 2014. Qual a sua avaliação delas?

As minhas observações:

DECEPÇÕES – Uruguai (pela expectativa criada), Espanha (pela falibilidade do esquema) e Brasil (seriam dois empates se não fosse beneficiado pelo erro do árbitro).

SURPRESA POSITIVA – Futebol encantador da Holanda, Garra e Preparo Físico da Itália em Manaus e o Ambiente dos Estádios.

SURPRESA NEGATIVA – A cara de pau de Felipão defendendo o árbitro Nishimura e criticando o árbitro Çakir. A esta altura da sua carreira, não precisava encenar e choramingar. Imaginava que, consagrado como é, não usaria mais tais artifícios.

O ÓBVIO – A Alemanha jogando bem, Cristiano Ronaldo rendendo pouco por culpa da sua Seleção e Messi sendo contestado.

O CRAQUE – O melhor em campo até agora? Robben!

O PEREBA – Akinfeev, o goleiro russo pelo frango contra a Coréia do Sul.

O CUMPRIDOR – Sandro Meira Ricci. Com tantos erros (graves ou desapercebidos), apitou muito bem sua partida e ainda contou com a sorte por entrar na história sendo o primeiro árbitro a confirmar um gol com a ajuda da tecnologia.

O XAROPE – Massimo Bussaca, o chefe dos árbitros, querendo que acreditemos que lances como o pênalti cavado de Fred foram advindos de orientações.

O ESTRAGA-PRAZERES – o técnico que coordena as transmissões dos jogos pela TV. Não existe o botão “replay” para ele? Lance polêmico demora a ser reprisado…

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– Paralisar ou não os jogos da Copa para Hidratação?

A FIFA está sendo criticada pelos treinadores por não permitir que os árbitros interrompam os jogos para a hidratação. Não se sabe se é uma recomendação formal da entidade ou se os árbitros estão fazendo vistas grossas aos calor.

Na partida Alemanha x Portugal, o treinador Paulo Bento solicitou ao árbitro sérvio a paralisação e nada houve. Nos jogos Espanha x Holanda e Itália x Inglaterra também os pedidos para a pausa foram ignorados.

Aqui no Brasil estamos acostumados a ter dois minutos para uma Parada para Hidratação (brinca-se a chamando de “Parada Hidráulica”) quando há alta temperatura. E onde estaria o problema no Mundial?

A verdade é que existe a preocupação para que esse momento não se torne uma Parada Técnica. Nos jogos do Campeonato Brasileiro e Paulista, é visível que os treinadores aproveitam esse instante para orientar suas equipes e passar novas instruções, o que não é permitido (a Recomendação da CBF e FPF é que nessa pausa os jogadores se aproximem do banco de reservas, bebam água e as Comissões Técnicas se mantenham isentas quanto às orientações).

Mas o que fazer?

Nada. O bom senso seria a permissão, mas há o seguinte fato: é permitido que os atletas se hidratem a qualquer momento da partida, sem sair do campo de jogo, recebendo copos de água na linha lateral e ali bebendo, sem paralisar a partida.

Em contrapartida, há o argumento de que o árbitro deve paralisar a partida em situações de condições climáticas adversas. Se quando cai uma forte chuva, ou há raios, ou nevasca forte, a partida é paralisada aguardando a melhora do clima, por quê não com o calor em excesso?

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– Os comentaristas de Arbitragem na Copa do Mundo e suas histórias

A Rede Globo sempre foi pioneira nas transmissões esportivas com inovações. Foi assim com a dupla Arnaldo César Coelho & José Roberto Wright como analistas de arbitragem.

Nesta Copa do Mundo, o time foi reforçado: Arnaldo permanece só em jogos com o Galvão Bueno; Leonardo Gaciba, Renato Marsiglia, Paulo César de Oliveira e Márcio Rezende de Freitas (este, direto da afiliada Globo Minas) reforçam a equipe de comentaristas.

Arnaldo tem o curriculum ter apitado uma final de Copa; Gaciba quase foi a uma, se não fosse a dificuldade psicológica do difícil teste físico; Marsiglia esteve em um Mundial; PC não foi embora pudesse ter ido; e Márcio Rezende foi em duas!

E sobre esse último, fico imaginando como reagem os torcedores colorados e santistas ao ouvirem seus comentários!

Márcio apitava com elegância! Cabeça erguida, sabia se impor. Porém, ficou marcado pelo fatídico Campeonato Brasileiro de 95 na final entre Santos x Botafogo (chamando estranhamente para si até mesmo a marcação de impedimento importante, cuja obrigação era do bandeira) e de 2005, no Corinthians x Internacional (ambos no Pacaembu), onde não marcou decisivo pênalti em Tinga. Acrescente na conta Cruz Azul x Boca Jrs, decisão da Libertadores da América que o fez evitar vôos para o México…

Mas é sobre o jogo de 2005 que quero falar: por culpa daquele erro, muito se falou de armação pró-Timão. E alguém já ouviu a versão do Márcio sobre aquela partida?

Eu ouvi, da boca dele (junto com 34 árbitros e 40 bandeiras) em um congresso de arbitragem em 2006. Veja que curioso, ele disse mais ou menos com essas palavras:

Eu estava encerrando minha carreira, e aquela semana era importante para mim. Queria dar o meu melhor para fechar com chave de ouro minha história na arbitragem. Eu estava escalado para as Eliminatórias da Copa em Quito, o jogo era Equador x Uruguai e foi lá que recebi a notícia que estava escalado para Corinthians x Internacional. Sabia da importância do jogo, mas deveria me concentrar naquela partida decisiva para a Copa do Mundo, já que as duas Seleções jogavam sua vida naquele jogo. Mas deu tudo errado! Antes de entrar em campo, na entrada, olhei para trás e jogadores uruguaios e equatorianos estavam quebrando o pau junto à bandeira do Fair Play no meio das crianças. O Uruguai perdeu e dei azar de voltar no mesmo avião da torcida uruguaia que estava indo para Montevideo com escala no Brasil. No domingo, no Pacaembu, era meu último jogo, a chance de arrebentar e fazer uma grande arbitragem. No lance em que o Tinga caiu, achei que era simulação. Quando me aproximei dele, ele levantou e disse: ‘não dá amarelo não, professor, não dá amarelo’. Aí tive certeza que ele se jogou. E quando acabei a partida, vi muitos jornalistas se aproximando de mim. Eu estava feliz, achei que era para falar da minha despedida dos gramados e dar parabéns pela ótima atuação e me surpreendi com as perguntas sobre o lance do pênalti. E quando eu vi pela TV… queria morrer de tanta raiva. Foi pênalti e eu errei no último lance difícil da partida derradeira da minha carreira”.

Importante registrar: ele “manda muito bem” em seus comentários na TV, analisa com perfeição e observa detalhes relevantes do jogo.

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– Marcelo e o Unfair Play que contagiou!

Depois da simulação de Fred e a falha do árbitro Nishimura, os jogadores deveriam evitar atitudes antidesportivas como aquela, já que se tornaram visadas (em que pese as infelizes declarações de Fred e Scolari reafirmando a penalidade – e que não existiu).

Pior do que elas foi Massimo Bussaca, o homem forte da arbitragem da FIFA, tentando convencer que o lance foi faltoso e que havia a orientação da Comissão de Árbitros para que, em situações como aquela, marcar a infração. Posteriormente, Joseph Blatter declarou que o árbitro daquela ocasião foi absoluto correto.

Pois bem, seguindo esta lógica, nesta 3a feira o árbitro turco Cuneit Çakir que apitou Brasil x México deveria ser punido, correto?

Claro, afinal, no segundo tempo da partida, o zagueiro mexicano coloca a mão no ombro do lateral esquerdo Marcelo igualmente como o croata fez com Fred, dentro da área. O brasileiro cai e pede pênalti.

E aí, Mr Bussaca? Como foi dito que houvera sido dada a orientação para que em jogadas assim se marcasse tiro penal, e considerando que o japonês acertou e foi prestigiado (ao menos, no discurso), portanto, o turco errou. Lances idênticos e decisões diferentes dos árbitros.

Brincadeiras a parte, é claro que o árbitro acertou hoje ao não marcar o pênalti. O único erro dele foi não dar o cartão amarelo ao Marcelo.

E você, gostou do jogo? Deixe seu comentário:

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– O Gol da Tecnologia representa o quê na Evolução da Arbitragem de Futebol?

Na partida entre França 3 x 0 Honduras, o segundo gol foi histórico, mas não pela discussão se o tento foi do atacante franco-argelino Benzema ou contra do goleiro hondurenho Valladares. Foi marcante por ser gol confirmado pelo chip da bola.

Sou a favor da tecnologia no futebol, ajudando a legitimar placares e tirando dúvidas de lances, diminuindo resultados alterados por injustos erros. Mas…

Já repararam que há uma louvação excessiva para essa tecnologia?

Vamos discutir: todo o sistema custa € 250 mil para a instalação, é composto de 7 micro-câmeras estrategicamente colocadas nos postes e travessão. Cruzando as informações com o sensor, envia a mensagem GOAL (gol) ao relógio do árbitro quando a bola atravessa por inteiro a linha da meta. Ela foi arduamente testada em diversas competições, e após sua validação pela FIFA, foi usada oficialmente na Copa das Confederações 2013, Mundial Interclubes 2013 e agora na Copa do Mundo 2014.

Assim, avalie: tamanho gasto e com tal quantidade jogos, somente no jogo de Porto Alegre essa tecnologia foi necessária! Em todos os outros jogos disputados nesse tempo ela não teve relevância alguma.

Para mim, o simbolismo da validação do gol de ontem é apenas um pequeníssimo passo da FIFA. Há muito que ser trabalhado, pois pense: onde estavam as tecnologias disponíveis para corrigir o grave erro de Yiuchi Nishimura na marcação de pênalti na partida Brasil x Croácia, ou para corrigir a anulação por impedimento dos 2 gols mexicanos contra Camarões, ou ainda para dirimir as dúvidas se Diego Costa realmente sofreu ou cavou o tiro penal no jogo Espanha x Holanda?

Será que o custo-benefício para se confirmar o 2o gol francês de uma vitória fácil não é muito alto e menos irrelevante do que o valor a ser gasto no desenvolvimento de tecnologias mais eficazes para correção de erros e auxílio à arbitragem muito mais importantes do que esse?

Está na hora de, a partir do exemplo do histórico 15 de junho, rediscutir a má vontade e preconceito que se tem com as imagens de TV para ajudar o árbitro. E se os treinadores croatas e mexicanos pedissem aos 4o árbitros de suas partidas para reverem as decisões dos juízes de seus jogos? Uma TV à mesa (que custa muito menos que € 250 mil) poderia resolver a situação e trazer menos prejuízo ao resultado do jogo. E os árbitros assistentes adicionais, os AAA que ficam atrás do gol? Não seriam importantes ao Mundial, evitando os “agarra-agarras” na área? Na partida Uruguai x Costa Rica eles seriam importantíssimos, em especial nos lances em que Diego Lugano foi agarrado e/ou agarrou.

Por fim, uma curiosidade: o árbitro não é obrigado a aceitar a decisão do chip. Se Sandro Meira Ricci (o brasileiro que apitou França x Honduras) não quisesse aceitar o sinal do relógio, poderia mandar o jogo seguir, já que a orientação da FIFA é que o “árbitro deve estar convencido da confiabilidade do seu equipamento”.

Aliás, falando de Sandro, ótimo trabalho dele com os assistentes Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen. Mostrou toda a sua competência (e contou com a sorte ao participar do momento marcante da estréia da interferência do meio eletrônico). O lance crucial da arbitragem não foi o gol polêmico confirmado com acerto, mas sim a correta marcação do pênalti que abriu o placar. Tranco faltoso (ombro nas costas) do zagueiro hondurenho no atacante francês, e aplicação correta do segundo cartão amarelo (resultando na expulsão).

Sobre isso, Luís Suárez, treinador de Honduras, disse:

Wilson fez uma falta e já tinha amarelo. Não havia o que fazer, o juiz foi correto”.

É bom ouvir declarações de bom perdedor e não lamúrias e choros demagógicos. Pior: ouvir falas forçadas (e duras de engolir até agora) como a de Scolari, justificando que viu 10 vezes o lance de Fred e que marcaria pênalti…

Em tempo: a FIFA não quer que se repita lances duvidosos nos telões dos estádios. Entretanto, até os replays na transmissão pela TV aberta eles estão sendo evitados. Mas que exagero, Mr Blatter!

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– Super Copa!

Sem dúvida, a 1a grande zebra da Copa do Mundo apareceu: Uruguai 1 x 3 Costa Rica. A 1a surpresa tinha sido a larga vitória da Holanda contra a Espanha (pelo largo placar, claro), e agora, outro placar surpreendente.

Alguém acertou esse resultado no Bolão? Ninguém, evidente. E agora o chamado “Grupo da Morte” (Uruguai, Itália e Inglaterra) pegará fogo.

Cá entre nós: a Copa do Mundo está com jogos muito legais! Talvez a mais emocionante dos últimos tempos. E o clima assim permite.

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– Brasil 3 x 1 Croácia: Arbitragem que decidiu!

Yiuchi Nishimura foi elogiado por mim na Copa do Mundo de 2010. Apitou muito bem!

Depois disso, apitou a final do Mundial Interclubes entre Internazionale x Mazembe, também com boa atuação.

Na Copa das Confederações de 2013 foi mal, em especial no Espanha x Uruguai.

Porém, foi eleito mesmo assim melhor árbitro asiático.

Recentemente, Nishimura se tornou árbitro com dedicação plena e profissional na arbitragem, privilégio de poucos. É um dos poucos árbitros do último Mundial a estar presente no Brasil.

Porém, COMETEU UM ERRO DECISIVO NA PARTIDA ENTRE BRASIL X CROÁCIA: Fred se apoia no zagueiro e desaba, tentando e conseguindo cavar o pênalti que não deveria ser marcado mas foi.

Alguns poderão falar do braço do croata empurrando/ segurando Fred. Esqueça, ele não foi forte suficientemente para cometer a infração e sua queda foi em movimento antinatural.

Por ser um jogo difícil e no momento do lance a partida estar parelha, é lógico que o juizão foi o responsável pela vitória. E isso traz uma pressão muito grande aos outros árbitros que apitarão jogos do Brasil: os adversários usarão o erro de hoje como argumento para teorias da conspiração de que há uma boa vontade para o Escrete Canarinho (joga em casa, problemas políticos do país, manifestações populares…).

E aí, o que achou da partida? Deixe seu comentário:

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– Não adiantou esconder…

Coisas da Copa do Mundo: Dilma Roussef, Joseph Blatter e outros afáveis políticos /dirigentes discutidos pela sociedade só apareceram no último momento da cerimônia de abertura da Copa do Mundo, a fim d ese pouparem de “homenagens”.

A estratégia não deu certo: dá-lhe vaias…

Se a popularidade dela é tão ruim, como está à frente das pesquisas de intenção de voto à reeleição?

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– Os Homens do Apito das Primeiras Copas

O japonês Nishimura foi o árbitro escolhido para a abertura da Copa de 2014. E quem apitará a final?

Calma, é cedo para projeções, mas veja uma curiosidade: o 1o árbitro a apitar uma final de Copa do Mundo (1930) foi o belga John Langenus, no tempo em que o árbitro escolhia seu uniforme. E Langenus escolheu um elegante paletó com gravata, mas sem calça e sim com shorts e meiões. Independente da vestimenta, teve boa atuação e trabalhou nos Mundiais de 34 e 38.

Porém, neste mesma Copa do Mundo tivemos o primeiro árbitro brasileiro: o paraense Gilberto de Almeida Rego, protagonista da primeira invasão de torcida em jogos de Copa: aos 39 minutos do segundo tempo, encerrou inexplicavelmente a partida Argentina 1 x 0 França. Os torcedores invadiram o gramado e obrigaram (após longa demora) a reiniciar o jogo.

Enfim, em 1954 Mário Vianna apitou Suiça 2 x 1 Itália, anulando um gol considerado legítimo pela Azzurra. Contestado, apenas justificou: a FIFA é uma “camarilha de ladrões”.

Mas eram outros tempos do futebol… a tecnologia e as roupas são diferentes e a fiscalização por uma arbitragem mais padronizada e honesta são constantes.

Ou isso não acontece a contento como deveria?

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– Sociedade e a Analogia ao Futebol, segundo o Papa Francisco

Veja só que bacana: o Papa Francisco enviou uma mensagem para a Copa do Mundo. Nela, falou sobe as virtudes que surgem do esporte, o congraçamento entre os povos e a união entre as raças.

O mais curioso é que, cheio de analogias com o futebol, Francisco falou que, “assim como ‘ser fominha’ é ruim no futebol, no dia-a-dia da sociedade também”!

A gíria se refere ao jogador individualista, que só pensa no seu sucesso e esquece o coletivo.

Golaço, Papa!

Abaixo, a íntegra da mensagem:

“Queridos amigos,

É com grande alegria que me dirijo a vocês todos, amantes do futebol, por ocasião da abertura da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

A minha esperança é que, além de festa do esporte, esta Copa do Mundo possa tornar-se a festa da solidariedade entre os povos. Isso supõe, porém, que as competições futebolísticas sejam consideradas por aquilo que no fundo são: um jogo e ao mesmo tempo uma ocasião de diálogo, de compreensão, de enriquecimento humano recíproco. O esporte não é somente uma forma de entretenimento, mas também – e eu diria sobretudo – um instrumento para comunicar valores que promovem o bem da pessoa humana e ajudam na construção de uma sociedade mais pacífica e fraterna. Se, para uma pessoa melhorar, é preciso um “treino” grande e continuado, quanto mais esforço deverá ser investido para alcançar o encontro e a paz entre os indivíduos e entre os povos “melhorados”! É preciso “treinar” tanto…

O futebol pode e deve ser uma escola para a construção de uma “cultura do encontro”, que permita a paz e a harmonia entre os povos. E aqui vem em nossa ajuda uma segunda lição da prática esportiva: aprendamos o que o “fair play” do futebol tem a nos ensinar. Para jogar em equipe é necessário pensar, em primeiro lugar, no bem do grupo, não em si mesmo. Para vencer, é preciso superar o individualismo, o egoísmo, todas as formas de racismo, de intolerância e de instrumentalização da pessoa humana. Não é só no futebol que ser “fominha” constitui um obstáculo para o bom resultado do time; pois, quando somos “fominhas” na vida, ignorando as pessoas que nos rodeiam, toda a sociedade fica prejudicada.

A última lição do esporte proveitosa para a paz é a honra devida entre os competidores. O segredo da vitória, no campo, mas também na vida, está em saber respeitar o companheiro do meu time, mas também o meu adversário. Ninguém vence sozinho, nem no campo, nem na vida!”

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– Sialkot estará em todos os jogos da Copa do Mundo no Brasil

Diversas publicações – das esportivas às de negócios – têm trazido reportagens sobre Sialkot e sua importância no Mundial.

Mas quem ou o quê é Sialkot?

Sialkot é uma cidade média do Paquistão onde é fabricada pela Adidas (através de terceiros) a Brazuca, a bola oficial da Copa. A mão de obra é baratíssima. As mulheres (que trabalham de burcas) recebem como salário delas apenas 100 dólares por mês. Aliás, e quanto custa a Brazuca nas lojas daqui (não a réplica oficial que também é fabricada lá, mas a “quente”, a própria do jogo)?

Exatamente R$ 399,99. Se você pagar em dinheiro vivo, acho que não receberá o troco.

Como tem gente no mundo inteiro ganhando dinheiro com a Copa. De maneira legal (moral ou imoralmente) e, sabemos também, ilegalmente (pela corrupção).

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– Opiniões de Dom Diego

Maradona polemiza às vésperas da Copa. Disse ao jornal argentino Olé que “Messi é muito mais jogador do que Neymar da mesma forma como ele foi maior do que Pelé”.

Com ironia, reafirmou a insistência do entrevistador sobre a questão justificando que: “

O Neymar hoje é o Pelé… Mas a diferença entre Neymar e Messi é a mesma que existe entre Pelé e Maradona”.

Em relação a artilheiros no Mundial, para ele, Luiz Suarez, atacante uruguaio, é o melhor do mundo atualmente, a frente de Cristiano Ronaldo.

Ah Dieguito… me lembro de uma entrevista do húngaro Puskas, antes de falecer em 2006, que questionado quem era o maior jogador de todos os tempos (Pelé ou Maradona), declarou que “foi Di Stéfano, pois Pelé não vale concorrer”…

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– Políticos de Todos os Partidos e Estádios Desejados na Copa

Assistindo ao Programa Roda Viva (TV Cultura) da última 2a feira, me surpreendi com o depoimento do jornalista Juca Kfouri sobre José Serra, então governador de SP quando da escolha da cidade como sede para abrir o Mundial.

Questionado sobre o porquê do político não peitar as exigências da FIFA ao nosso estado e “dar um chute nos fundilhos de Valcke e Blatter”, justificou que se perdesse a abertura da Copa do Mundo “a Folha e o Estadão cairiam matando”.

Pois é: Aécio, que é oposição, gastou horrores no Mineirão. Eduardo Campos na Arena Pernambuco, idem. E até Marina Silva, pasmem, queria um estádio ecologicamente correto no Acre para que Rio Branco fosse cidade-sede.

Claro, os exemplos piores foram o Itaquerão e o Mané Garrincha, capitaneados por Lula/Kassab e Agnelo Queiroz.

Cá entre nós: para que tanto estádio? Se fará o quê com alguns elefantes brancos depois?

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– Yuichi Nishimura apitará Brasil x Croácia. O que esperar?

O japonês Yiuchi Nishimura (42 anos, há 10 como FIFA, árbitro que se dedica exclusivamente à arbitragem profissional e que declarou recentemente que seu hobby é correr), terá o privilégio de apitar a abertura da Copa do Mundo no Itaquerão.

No Mundial de 2010, apitou muito bem 4 jogos: Uruguai 0 x 0 França, Espanha 2 x 0 Honduras, Paraguai 0 x 0 Nova Zelândia e Brasil 1 x 2 Holanda.

Nishimura não costuma poupar cartões amarelos, nem vacila nos vermelhos (Felipe Melo que o diga ao ser expulso por ele devido a uma dura entrada na Copa da África do Sul). Bem fisicamente, sempre está próximo dos lances (as vezes, próximo até demais). Naquela ocasião, particularmente achei Nishimura o melhor árbitro do torneio (embora a finalíssima tenha sido apitada pelo inglês Howard Webb.

Porém, na Copa das Confederações 2013, Nishimura apitou Espanha x Uruguai e não gostei dele naquela oportunidade, errando lances fáceis tecnicamente e se posicionando mal. Entretanto, neste mesmo ano ganhou o prêmio de melhor árbitro asiático. Quero crer que a atuação foi uma exceção à sua boa regularidade.

Boa sorte ao japônes! Ele terá como assistentes, na próxima 5a feira, os seus compatriotas Sagara e Nagi.

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– O que veremos da Arbitragem na Copa do Mundo?

A Copa do Mundo bate às portas. As equipes de futebol estão se preparando e a da arbitragem também (trabalhando no Centro de Futebol do Zico, no RJ).

O que esperar no Mundial dos juízes de futebol?

Sobre orientações da FIFA, a atenção deverá ser para:

  • Simulações: os árbitros coibirão tentativas de engodo. Se jogar na área e cavar faltas será punido com o rigor do cartão amarelo.
  • Recuperação de tempo perdido: nada de 1 minuto no 1o tempo e 3 no segundo! A ordem é: acrescentem de verdade o tempo perdido com atendimento a atletas lesionados e retiradas de dentro do campo de jogo. Não nos assustemos com 4, 5 e 6 minutos de acréscimos.
  • Observação de mensagens debaixo da camisa: recados com conotação religiosa e política estão proibidos. Em tese, se aparecer “Jesus é meu Senhor”, “Alá seja louvado” ou “Democracia na Síria” embaixo do uniforme (por descuido ou por intenção), o atleta será punido.

Mas há novidades e atenção especial também quanto a Regra:

  • o uso da tecnologia para determinar se a bola entrou totalmente em um gol, através do relógio e dos sensores específicos (testados no Mundial de Clubes).
  • – sempre esperar ao máximo para decidir se um jogador em impedimento passivo realmente se tornou ativo, verificando se a conclusão da jogada se dá por alguém em posição legal e se o supostamente impedido atrapalhou o lance. Portanto, não vale zagueiro parar na jogada pedindo impedimento pois poderá se dar mal.
  • – lembrar que a bola que sobra de um rebote para um jogador que estava a frente da linha da bola mas não estava na jogada, não é mais impedimento. Aqui, em especial, já vem do ano passado e não vimos situações assim: se um jogador chuta para o gol, a bola bate em um zagueiro e cai nos pés de um atacante sozinho na ponta esquerda que despretensiosamente a recebe, o lance deverá seguir como válido (a FIFA entende que essa bola não foi lançada deliberadamente para um jogador em impedimento). É diferente do atacante que está na pequena área, impedido, esperando um rebote.
  • – permitir o uso de “vestimentas da cabeça”: está liberado o uso de véus para as mulheres e turbantes para os homens. Na prática, se algum jogador de país árabe fizer questão de usar algo na sua cabeça (mesmo com o calor do Brasil), não estará irregular! E como a Regra trata disso como “roupa não proibida”, pergunto: e se um atleta de linha fizer questão de usar boné para se proteger do sol? Goleiro já costuma fazer, mas e zagueiro ou centroavante? Proibir-se-á ou não?

Penso que não. Se turbante é chamado de veste de cabeça, por quê boné não pode ser encarado assim também?

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– Maracanã de 50 há uma semana do início do Mundial

Li trechos do livro “1950: o Preço de uma Copa”, de Diego Salgado, Beatriz Farrugia, Gustavo Zucchi e Murilo Ximenes (Editora Letras do Brasil).

Vejam que curioso e como a história se repete:

1) O grande problema às vésperas do Mundial de Futebol há 64 anos atrás era a influência econômica e política, além dos atrasos nos estádios. Faltando 7 dias para a abertura da Copa, o Maracanã, estádio do primeiro jogo, possuía andaimes!

2) Na abertura do torneio, o entorno do estádio estava repleto de obras inacabadas.

3) Carlos Lacerda, influente político na época, discursou: “as obras são eleitoreiras; há muito interesse que se construa certos estádios para pares políticos, a fim de ganhar o povo com demagogia.

4) Quando o Brasil aceitou ser sede de 50, houve a afirmação de que não haveria investimento público, somente privado. Soa familiar?

5) “Por que essas obras não são revertidas para construção de hospitais e escolas?”, reclamava a oposição da época.

Se a organização da 1a Copa do Mundo se assemelha demais com a da 2a, tomara que a final (cujo palco será o mesmo) tenha desfecho diferente.

Em tempo: em valores corrigidos, o Maracanã de 1950 foi orçado em 260 milhões de reais. Ao final das contas, custou 410 mi.

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– Entendendo o gol mal anulado de Hulk

Brasil 1 x 0 Sérvia. Mas houve um gol mal anulado pela arbitragem paraguaia.

O que aconteceu?

Repare na foto (abaixo): o bandeira está bem posicionado, mas o lance é do outro lado do campo, longe do seu campo de visão. Considere a rapidez do lance, o fator chuva, claridade, e tantas outras situações.

Bandeira bom tem que ser vesgo”, diria o poeta: um olho na linha da zaga e outro no cara que vai lançar a bola. E foi isso o que aconteceu no Morumbi! O árbitro assistente estava esperando o exato momento do lançamento da bola, e quando ele ocorre, Hulk já aparece na frente aos olhares do bandeira. Digo “aos olhares do bandeira” pois foi o tempo para ele se concentrar na mudança de lance 1 (lançamento) para lance 2 (onde estava o atacante nesta hora). Aí perdeu o acerto da marcação.

Humanamente, não dá. Parece lance fácil (e é médio), mas é possível explicar o equívoco da forma relatada. Faça um exercício em qualquer rascunho: TENTE IMAGINAR O BANDEIRA COM O CAMPO DE ALCANCE DA VISÃO NA BOLA E NA LINHA DO PENÚLTIMO HOMEM, no mesmo instante. Um olho no canto esquerdo e outro no direito…

Difícil, né? Mas por ser FIFA, o bandeirinha paraguaio tinha que acertar. Afinal, é da elite!

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(foto extraída de: https://twitter.com/102greatgoals/status/475017777196322817/photo/1)

– Copa de 1970, Sílvio Santos e Chacrinha

Curiosidade de algo bacana: olha só um cartaz publicitário sobre a Copa do Mundo de 1970, jogo Brasil x Inglaterra, com a deixa para assistir o programa Sílvio Santos e o Chacrinha!

E hoje a gente assiste pela Internet, grava, faz o que quer com a transmissão… Mas um detalhe: ainda prefiro narração via rádio!

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– E os Estrangeiros estão chegando para a Copa do Mundo! Já garantiu o seu ingresso?

Que legal ver as Seleções treinando no Brasil, em fotos com cenários paradisíacos. Muitos já chegaram, mas há curiosidades na preparação: A Inglaterra tenta se aclimatar treinando com muitos agasalhos vestidos sobre outros tantos! Pura desidratação (em minha modesta opinião). E parece que não deu certo: o English Team empatou com o Equador no amistoso da 4a feira.

E a Itália? Treinou dentro de uma… sauna (para simular a umidade da Amazônia)! É mole? Também não deve ter dado certo, pois empatou com a fraquíssima Seleção de Luxemburgo.

Pior é o México: chegará ao Brasil já com as passagens de volta compradas com data do… dia seguinte à 1a fase.

Que pessimismo!

Aproveitando: a FIFA divulgou ingressos remanescentes para a Copa do Mundo: Honduras e Suíça (em Manaus) e Bósnia e Irã (em Salvador), entre outros jogos fracos, tem bilhetes sobrando (a R$ 350,00).

Viva a Copa! Viva mesmo?

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– Lálas, o admirador incompreendido da Copa

Alexis Lálas, ex jogador da Seleção de Futebol dos EUA (e hoje cartola da US Soccer e MLS), tentou ser simpático com nosso país e causou polêmica. Ao chegar ao Brasil, tuitou:

Primeiro dia no Rio. Não fui roubado e nem meus órgãos internos foram extipardos”.

Mais a frente, ele fala em outros tuítes sobre as belezas que vê, da paisagem, do trânsito e de outras comparações com seu país – sempre elogiando a capital carioca. Elogia até mesmo o Aeroporto do Galeão, dizendo que as malas foram recebidas mais rápido que de costume nos terminais de desembarque dos EUA.

Porém, algumas pessoas leram apenas os 140 caracteres da mensagem do microblog e acharam que era uma piada de mau gosto feita contra a Cidade Maravilhosa. Nada disso… era uma ironia contra seus compatriotas que falavam da “criminalidade e selvageria excessiva” do RJ.

Lálas quis apenas bendizer o Rio de Janeiro e foi mal interpretado. Coisas do pouco espaço que um post no Twitter permite.

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– Neymar precisa de Dopping Psicológico?

Contra os grandes e pequenos, aqui no Brasil, Neymar arrebentava. No Barcelona, alternou boas e más atuações. Mas repare: depois do 1 x 0, o garoto sempre cresce!

Cada vez mais penso que o camisa 10 da Seleção (craque, sem sombras de dúvida), consegue render melhor quando seu nome é gritado nas arquibancadas. Muita gente dá o nome a isso de dopping psicológico, carga extra motivacional ou qualquer coisa que o valha.

Puxe pela memória: na adversidade do placar, contra grandes adversários e jogando fora de casa, não me recordo de atuação decisiva. Me ajudem a lembrar de alguma?

Talvez seja esse o fator decisivo para o Brasil vencer a Copa do Mundo: uma ótima participação de Neymar, jogando em casa e tendo o nome ovacionado pela galera.

Ou nada disso? Essa história de “pilhagem e motivação” é balela?

Deixe seu comentário:

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– Gente diferente que se relaciona com seus semelhantes. Sabem quem são?

Black Blocs se juntam ao PCC para fazerem, juntos, terrorismo em São Paulo, segundo reportagem de capa do Estadão.

Está faltando comando a este país, infelizmente…

Extraído de: http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,black-blocs-prometem-caos-na-copa-com-ajuda-do-pcc,1503308

BLACK BLOCS PROMETEM CAOS NA COPA COM AJUDA DO PCC

Protagonistas das ações mais espetaculares da rede anarquista não foram nem sequer fichados pela polícia

Os black blocs que executaram as ações de grande repercussão do ano passado continuam fora do radar da polícia, e prometem transformar a Copa do Mundo “num caos”. Para isso, alguns deles esperam que o Primeiro Comando da Capital (PCC), a organização que domina os presídios paulistas e emite ordens para criminosos soltos, também entre em campo. Não se trata de uma parceria, mas de uma soma de esforços.

Com o compromisso de não identificá-los, o Estado ouviu 16 desses black blocs, em seis encontros, na última semana. À diferença dos adolescentes que os imitaram em depredações, e que acabaram arrolados em um inquérito do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), eles são adultos, seguem tática desenvolvida há décadas na Europa e nos Estados Unidos, não têm página no Facebook nem querem aparecer.

Dos 20 que formam o núcleo da rede, apenas um foi fichado, porque foi detido em uma manifestação. Movem-se na sombra do anonimato, articulam-se nacionalmente, e nunca haviam dado entrevista antes. Preocupados com sua imagem perante a opinião pública, decidiram falar, pela primeira vez. “Vamos estourar de novo agora”, promete o mais veterano deles, de 34 anos, formado em História na USP e com matrícula trancada no curso de Psicologia.

“A gente vai devolver o troco na moeda que o Estado impõe”, ameaça o ativista, que trabalha para um hospital público de São Paulo. “O caos que o Estado tem colocado na periferia, por meio da violência policial, na saúde pública, com pessoas morrendo nos hospitais, na falta de educação, na falta de dignidade no transporte, na vida humana, é o caos que a gente pretende devolver de troco para o Estado. E não na forma violenta como ele nos apresenta. Mas vamos instalar o caos, sim. Esse é um recado para o Estado.”

“A gente tem certeza de que o crime organizado, o PCC, vai causar o caos na Copa, e a gente vai puxar para o outro lado”, continua o veterano. “Não temos aliança nem somos contra o PCC. Só que eles têm poder de fogo muito maior do que o MPL (Movimento Passe Livre, que iniciou as manifestações, há um ano, com ajuda dos black blocs). Pararam São Paulo”, acrescentou, lembrando as ações do PCC na década passada.

O veterano e uma bailarina de 21 anos, que abandonou um curso em uma universidade pública para se dedicar exclusivamente à causa, contaram que membros do PCC receberam bem na Penitenciária do Tremembé (interior paulista) dois black blocs presos na manifestação de junho do ano passado do MPL. “Colocaram colchões para eles.” Igualmente, o Comando Vermelho acolheu um ativista preso no Rio.

“Os ‘torres’ respeitam o que fazemos, por causa do nosso idealismo”, explica o veterano, usando o jargão que designa os líderes do PCC. “Eles fazem por lucro e a gente, contra o sistema. Não nos arriscamos por dinheiro, mas para que a mãe deles também seja atendida pelo SUS.” O veterano prossegue: “Sou nascido e criado na ZL (zona leste). Conheço muito a cara do PCC. Somos os nerds do lado da casa deles. O crime organizado respeita a gente porque nasceu de mentes pensantes. Por isso talvez não nos coloquem na cadeia”, interpreta, intrigado com o fato de a polícia não os incomodar. “Porque vamos fazer uma revolução lá.”

O veterano, que cita o anarquista canadense George Woodcook e os Racionais MC, emprega “a tática”, como eles a chamam, desde 2001, quando “quebrou” o Parque d. Pedro, no centro de São Paulo. Em princípio, a função assumida pelos black blocs é a de resistir à repressão e proteger os manifestantes, interpondo-se entre eles e a polícia. Mas também a provocam, quando acham politicamente conveniente fazer com que ela perca o controle e a razão diante da opinião pública, de modo a atrair simpatia para um movimento.

Foi assim há um ano, na Praça da Sé, em protesto do MPL, quando o veterano, protegendo-se apenas com sua mochila, investiu contra a polícia de choque. Pegos de surpresa, os policiais dispararam bombas de gás lacrimogêneo, que atingiram a multidão, enquanto ele saía de cena, ileso. A partir dali, intensificaram-se os distúrbios.

Os black blocs, que não são um grupo estruturado, mas uma rede, que vai se formando espontaneamente, no contato nas ruas, queimaram carros de emissoras de TV e da polícia, depredaram 14 bancos (em 40 minutos) e a sede da Prefeitura. Protegidos por barricadas e beneficiados pela surpresa e pelo despreparo da polícia, não foram pegos.

Mas receberam a adesão de cerca de 100 adolescentes, que, numa explosão de fúria, ou por terem apanhado da polícia nas manifestações ou por ressentimentos trazidos da periferia onde moram, partiram para um quebra-quebra descontrolado, de tudo o que aparecesse na frente. Incluindo carros, lanchonetes e bancas de revista cujos donos pouco têm a ver com os “símbolos do capitalismo” visados pela doutrina anarco-socialista que predomina entre os black blocs. O núcleo original, então, saiu de cena. Voltou há uma semana, em uma manifestação pacífica na Praça da Sé. “A gente estava bem armado”, disse o veterano, sem detalhar o tipo de arma. Eles têm usado coquetéis molotov, pedras e escudos improvisados.

“A ação black bloc é mais incisiva e intensa numa manifestação pacífica”, afirma o veterano. Segundo ele, as ações têm de ter uma razão de ser. “Não vejo sentido em quebrar banco na Copa”, exemplifica. Mas a violência contra bens materiais – e não contra seres vivos, com exceção de policiais – é justificada pelos praticantes da tática. E desculpada, no caso da ação “aleatória” de adolescentes da periferia. “Não existe o errado e o certo”, pondera. “É a revolta dele.”

Frustração. “Ocupamos durante cinco meses a frente da Assembleia Legislativa, cheios de boas intenções”, lembra um estudante de Direito de 22 anos. “Apresentamos uma pauta de reivindicações. Não deu em nada. Manifestação pacífica não dá resultado.”

“No último ano, houve 30 protestos, 4 muito violentos, que foram os mais noticiados”, contabiliza um profissional de Marketing e estudante de Ciência Política de 32 anos, que doutrina os black blocs e seus seguidores com textos anarquistas. “Os outros não receberam uma linha.”

A socióloga espanhola Esther Solano, professora da Universidade Federal de São Paulo e pesquisadora dos black blocs, vê uma distorção nessa atenção dada às depredações. “Num país onde mais de 50 mil pessoas são mortas por ano, como é possível essa histeria com 40 garotos?”, pergunta. “Um país que naturaliza tanto a sua violência não tolera ver a violência na Avenida Paulista.” O veterano acrescenta: “No Brasil, choca mais 14 bancos quebrados do que a polícia matar 6 crianças”.

“A manifestação não pode ser pacífica, sendo que é resposta à repressão estatal e capitalista”, argumenta um rapaz de 18 anos, que estuda e trabalha, mas não quis dar mais detalhes sobre si mesmo. “O Estado sendo opressor, esmagando a população, obrigando a morrer na fila do SUS, isso é violento, e a resposta é autodefesa.” O veterano completa: “É legítimo quebrar banco. Quantas pessoas os bancos quebram por dia?” Com relação a depredar bens públicos que depois terão de ser reparados com dinheiro dos impostos, ele responde: “O imposto já é roubado. Dizer que o dinheiro vai sair do nosso bolso é mentira, porque já saiu. Alguém tem saúde digna? Então não reclame de vandalismo.”

Contágio. Os black blocs acreditam que sua revolta esteja se espalhando pelas camadas mais pobres da população. “O bagulho que mais gostei da semana passada foi a greve dos motoristas”, disse a moça de 21 anos, que vive da renda de um aluguel. “Estamos mostrando na rua a tática, e queremos que as pessoas se apropriem”, acrescenta uma estudante de Ciências Sociais “na casa dos 30”, que, como muitos deles, tem receio de fornecer detalhes nesta reportagem e finalmente entrar no radar da polícia. “A barricada é útil quando o Choque chega para desocupar uma área”, exemplifica. “Uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) foi queimada em uma favela do Rio em protesto contra a violência policial.”

Sete membros do núcleo participaram da ocupação da Câmara Municipal do Rio, no ano passado. Eles também estão associados a um grupo no Recife, uma das cidades do Nordeste que visitaram. “Fomos fazer campo de base”, disse o veterano. Ativistas colombianos e venezuelanos vieram trocar experiências com eles. A bailarina está interessada nos zapatistas, e prepara-se para ir visitá-los no México. Ela gosta do filósofo germano-americano Herbert Marcuse, ideólogo da contracultura, para quem “não temos que quebrar o sistema nem por dentro nem por fora, mas por suas brechas”.

Alguns abandonaram estudos e trabalho para se dedicar à causa em tempo integral. Outros a conciliam com uma vida “normal”. Têm carros e cedem seus apartamentos para a “causa”. O repórter do Estado esteve em dois “aparelhos”, para usar um termo dos anos 70, na região da Avenida Paulista. Num deles, o anfitrião calçava pantufas de ursinho. Em duas situações, o repórter viu black blocs dando esmolas na rua. Pessoalmente, são gentis e educados, em contraste com a imagem de violência associada a eles.

O perfil social dos black blocs é variado. Alguns são pobres e moram na periferia. Outros são de classe média baixa e vivem na região central da cidade. O repórter conheceu apenas um caso de um rapaz de classe alta, cujos pais moram em um bairro nobre de São Paulo. Depois de ler o primeiro texto anarquista, aos 13 anos, pediu para seus pais pararem de pagar escola para ele. Hoje com 18 anos, mora com a namorada na região oeste de São Paulo, trabalha e estuda, e participa das ações mais ousadas dos black blocs.

Polícia. Quase todos concluíram, abandonaram ou fazem faculdade. E sofreram violência policial. Quando o veterano tinha 14 anos, a polícia veio despejar sua família do barraco em que viviam, no Parque São Luís, na zona norte de São Paulo. “Estávamos devendo o aluguel e parece que o dono tinha um parente militar, porque a polícia não pode chegar assim, sem um mandado”, recorda. “Um policial alterou a voz com a minha mãe, entrei na frente e ele deu um tapa na minha cara. Eu nunca tinha apanhado, nunca tinha tacado pedra na polícia. Hoje, jogo coquetel molotov com gosto.”

“A maioria dos presos é punk”, diz o veterano. “A gente ‘cola’ muito com os punks. São inteligentes, não são vândalos”, continua, empregando esse termo para quem depreda aleatoriamente, sem seguir a tática, que preconiza ações com motivo claro. “Não cobrem a cara. Em tudo o que eles acham justo, eles estão. A polícia prende os punks e, por causa da cor da roupa, diz que são black blocs.”

Um rapaz de 20 anos conta que aderiu à tática depois de levar três balas de borracha da polícia – uma na perna esquerda e outra nas costas, no distúrbio na Rua Maria Antonia, no dia 13 de junho; e uma no estômago, na manifestação do 7 de Setembro, a que teve a maior participação de black blocs e de seus seguidores adolescentes.

“Não vejo sentido em quebrar banco, mas vejo a polícia como órgão repressor, e nosso papel é proteger os manifestantes”, assinala o rapaz, que estuda Direito em uma faculdade privada, com 100% de bolsa do ProUni, e faz estágio em uma imobiliária. Ele mora em um bairro da região central com a mãe, empregada doméstica.

A bailarina afirma ter sido assediada sexualmente por policiais, antes de aderir à tática.

Um programador de 32 anos que apoia o movimento acredita que seu pai, que era dono de um bingo, tenha sido morto por policiais, por não pagar a quantia exigida por eles para manter o negócio funcionando, quando se tornou ilegal, em 1998. Seus conhecimentos profissionais são valiosos para os black blocs, que se apoiam na atividade de hackers. No primeiro encontro com o repórter do Estado, o veterano lhe disse: “O seu CPF não é de São Paulo”, para deixar claro que o havia investigado.

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– Dicas dos EUA para americanos que virão à Copa

Ora essa! O Governo dos Estados Unidos divulgou uma série de dicas/aconselhamentos ao cidadão que virá ao Brasil assistir a Copa do Mundo.

Veja só se algumas delas são válidas ou não:

  1. “Carreguem camisinhas compradas em seu país natal, pois, ao comemorar gols, as pessoas podem incentivar viajantes a fazer sexo sem proteção, especialmente se álcool e drogas estiverem envolvidos
  2. “Opte por acomodações entre o 2º e o 6º andares nos hotéis. Um quarto no 1º andar de um hotel pode oferecer acesso mais fácil para criminosos. Quartos no 7º andar e acima podem dificultar a fuga em caso de um incêndio”.
  3. “É recomendável tomar injeções contra sarampo, rubéola, caxumba, difteria, tétano, coqueluche, catapora, poliomielite e gripe. Se possível, também para hepatite A e B, febre amarela e raiva.”
  4. Não nadar em rios e lagos.”
  5. “Cuidado com sequestros-relâmpago, crimes de rua e furtos em lugares públicos, como aeroportos, recepção de hotéis e estações de ônibus, pois a taxa de homicídios é quatro vezes maior que a dos EUA e a de outros crimes é tão alta quanto“.
  6. “A polícia costuma usar gás lacrimogênio e unidades montadas para dispersar manifestantes políticos, tenha cuidado”.
  7. “Se souber de protestos nas proximidades, permaneça dentro de um local com portas e janelas fechadas”.

E aí, preocupações pertinentes ou não? Aliás, se você fosse americano e recebesse esse guia, como reagiria?

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– Vai ter Olimpíada no RJ? Eu queria estar em NY!

A Copa do Mundo está chegando. Mas veja:

1) Ontem, o Ministro da Justiça José Eduardo Cardoso anunciou que o Exército garantirá o trânsito das Seleções. À noite, 5 bandidos tentaram atacar sua filha que escapou dos meliantes por estar num carro blindado.

2) Manaus sofre crise elétrica, e as termoelétricas ameaçam parar durante o Mundial porque o pagamento do Governo está atrasado há 5 meses.

3) Viracopos vai estar em obras durante a Copa; Cumbica está com saguões improvisados e Dilma diz que os Aeroportos estão prontos.

Aí você se recorda que a Copa é espalhada pelo país, e que os Jogos Olímpicos de 2016 estão concentrados em um único lugar: na cidade do Rio de Janeiro.

Nunca antes atrasou-se tanto com um evento. O COI está assustado, e ventila-se que Londres foi procurada como plano B, por ter sediado a última edição. Claro que isso não vai acontecer. Mas… que tal trocar RJ com Tóquio e sediarmos 2020?

Bem faz o prefeito de Nova York, Bill de Blasio. Não quer se candidatar às Olimpíadas de 2024 e declarou:

Queremos tomar decisões de desenvolvimento baseados em políticas públicas sólidas e não ir a uma direção particular apenas para atender as necessidades de um evento de 17 dias. A cidade tem outras prioridades e não quer concentrar recursos para um evento curto. Saia as ruas e pergunte ao cidadão de Nova Iorque se ele quer que a cidade e seus esforços sejam direcionados para um evento de três semanas em dez anos, ou se deve arregaçar as mangas e lidar com todos os demais desafios imediatos? Acho que a vasta maioria diria: ‘prefiro assistir ao evento em um telão grande em minha casa’. É o que penso.

Boa! Enquanto isso gastamos o que temos e o que não temos, fadados ao fracasso.

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– O Roubo já acabou, segundo Joana Havelange

Ela é a principal executiva do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo 2014. E disse:

o que tinha de ser gasto, roubado, já foi”.

Infeliz declaração de Joana Havelange, neta de João Havelange e filha do ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira.

Além disso, deve ser mentira. Será que tudo o que tinha que ser roubado para a Copa do Mundo já foi contabilizado no bolso dos picaretas?

Talvez não… Mas alguém na sua posição deveria defender a lisura, não o aceite de tal situação e, de certa forma, uma certa confissão de corrupção.

O texto que foi postado no Instagram dela foi um conformismo pelos desfalques e clamor por uma boa Copa:

Não apoio, não compartilho e não vestirei preto em dia nenhum de jogo do Mundial. Quero que a Copa aconteça da melhor forma. Não vou torcer contra, até porque o que tinha de ser gasto, roubado, já foi. Se fosse para protestar, que tivesse sido feito antes. (…) Meu protesto contra a Copa será nas eleições. (…) Vai ter Copa e vai ser lindo! O Brasil sabe e pode fazer, aliás, está fazendo!

E aí? O que você achou de tal mensagem, vinda justamente de alguém questionável em um evento marcado por atrasos e polêmicas?

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– 100 anos de Copa América no Primeiro Mundo!

E em 2016 teremos o centenário da Copa América. Para festejar, a Conmebol resolveu elaborar a competição com 16 times: todos os filiados da América do Sul, além de 6 países indicados pela Concacaf (que provavelmente serão Canadá, Estados Unidos, México, Honduras, Costa Rica e uma outra Seleção convidada).

A competição ocorrerá nos EUA. E como bom organizador, já definiu que as sedes serão: Los Angeles, New Jersey, Houston e Washington.

Será que os americanos conseguirão deixar tudo pronto em apenas dois anos? Terão tempo suficiente para tal façanha? Se em 7 o Brasil ainda não conseguiu se aprontar para a Copa do Mundo…

Ironia a parte, fico pensando: Tóquio tem praticamente tudo pronto para as Olimpíadas de 2020. Alemanha e Inglaterra tem infraestrutura pronta para uma Copa do Mundo a qualquer momento. Os Estados Unidos nem se preocuparão com a organização para a Copa América, já que lá tudo funciona. E o Brasil?

Obras do Mundial atrasadas; Olimpíadas só no papel; e os políticos, enquanto isso…

Cenário desanimador, infelizmente.

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– E o Itaquerão segundo a Revista Exame?

Só agora li a polêmica e bombástica reportagem sobre a construção da Arena Corinthians que saiu nesta semana na Exame (ed 1066, 28/05/14, pg 42 a 54 – isso mesmo, 12 páginas, matéria de Maria Luiza Filgueiras e Thiago Bronzatto, intitulada: “A SAGA DE ITAQUERA”).

Qualquer pessoa sensata deve ter tido duas reações: a primeira, de espanto pelas negociatas escancaradas; a segunda, de revolta pelo mau uso do dinheiro público e facilitações burocráticas!

Alguns dados:

1- O Itaquera Stadium (como está sinalizado nas ruas da capital paulista) será o segundo estádio com custo por assento mais caro da história das Copas.

A- Estádio Mané Garrinha (Copa 2014 no Brasil): R$ 20.538,00 por assento

B- Arena Corinthians (Copa 2014 no Brasil): R$ 17.647,00 por assento

C- Arena Amazônia (Copa 2014 no Brasil): R$ 14.791,00 por assento

D- Maracanã (Copa 2014 no Brasil): R$ 14.171,00 por assento

E- Allianz Arena (Copa 2006 na Alemanha): R$ 13.900,00 por assento

F- Stade de France (Copa 1998 na França): R$ 11.100,00 por assento

G- Soccer City (Copa 2010 na África do Sul: R$ 8.900,00

Como se vê, os estádios brasileiros são os mais caros do mundo e o do Corinthians custou o dobro do principal estádio do último Mundial…

2- Custo Parcial. O dinheiro, até agora, veio de financiamentos por organismos estatais:

A- R$ 420 milhões por Incentivos fiscais da Prefeitura de São Paulo;

B- R$ 400 milhões pelo PróCopa através do BNDES;

C- R$ 350 milhões como Adicional da Caixa Econômica Federal.

Total: 1,17 bilhão de reais.

Em tempo: alguns empréstimos isentam a Odebrecht como fiadora, caso o Corinthians não pague a Caixa, por exemplo.

3- Há 4 processos de investigação por 3 órgãos:

A- Suspeitas de Garantias Irreais: O Ministério Público Federal investiga o clube que deu como garantias terrenos ao BNDES na Zona Leste no valor de R$ 1,2 bi. Porém, foram avaliados 30% a mais do que imóveis prontos.

B- Incentivos Fiscais Suspeitos: O Ministério Público de São Paulo, através do promotor Marcelo Milani, declarou que o impacto das verbas liberadas pelo BNDES é tão alto e estranho que suplanta o Mensalão.

C- Dados Não Revelados: O Tribunal de Contas da União acusa o BNDES de não mostrar com clareza as cláusulas dos empréstimos e esconder as informações verdadeiras sobre a liberação de crédito.

D- Favorecimento: O TCU apura a facilitação de verbas sem capacidade de pagamento comprovada.

4- Pessoas Responsáveis na Construção:

A- Presidente Lula, buscando reforçar seu nome entre os eleitores corinthianos, marcou reuniões entre Andrés Sanches com Emílio e Marcelo Odebrechet em um resort na praia de Comandatuba. Ali acordaram o estádio.

B- Marcelo Odebrecht: lucrar com as obras do Estádio e manter bom relacionamento da sua construtora com o Governo Federal.

C- Andrés Sanches: Usar o estádio como palanque à sua candidatura como Deputado Federal.

D- Gilberto Kassab: o então prefeito queria trazer a abertura da Copa para a cidade de São Paulo a qualquer custo

5- Receitas Ilusórias para pagar os empréstimos do Estádio ao Governo até 2028 e a Odebrechet (em R$):

A- Faturar 120 milhões por ano com bilheteria (o Milan arrecada 79 milhões).

B- Faturar 95 milhões com camarotes (o Maracanã arrecada 10 milhões).

C- Faturar 60 milhões por ano com naming rights (a Arena O2 do Arsenal, em Londres, fatura 22 milhões).

D- Faturar 40 milhões por ano com shows (o Morumbi arrecada 4 milhões; em breve, a Arena do Palmeiras concorrerá com os outros dois estádios).

E- Faturar 30 milhões com cobrança de entradas a turistas por ano em visitas ao Itaquerão (o Museu do Futebol no Pacaembu fatura 2 milhões).

Vai pagar o estádio com essas verbas?

A PERGUNTA/DÚVIDA FINAL: tudo isso remete a uma grande irresponsabilidade do Governo Federal e demais autoridades, que arriscaram um estádio inteiro financiado sem garantias de pagamento (já que quem deve é o Corinthians e a Odebrecht é um “avalista em termos” – sem responsabilidade de quitação em caso de calote (incrível isso!); ou tudo foi planejado justamente para não pagar, sabendo que tal engenharia financeira apenas mascararia os números, enganando a opinião pública e iludindo os cidadãos?

O medo (não só meu, mas de todos) é: o temor de que o Governo tenha arquitetato dar um estádio de 1,2 bilhão de reais a um clube de futebol (seja ele qual for) em troca de populismo e desvios de verbas por corrupção, sendo que há tantas prioridades em nosso país que deveriam ser priorizadas com tal montante.

O que você acha? Deixe sua opinião:

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– Motivos para não acreditar na Honestidade dos Gastos da Copa

Você sabia que a Arábia Saudita inaugurou em 01 de maio a “Cidade do Esporte Rei Abdullah”, um complexo esportivo que contém:

· 3 campos de futebol para treino;

· 6 quadras de tênis;

· Estacionamento para 45.000 veículos (isso mesmo: quarenta e cinco mil!);

· 1 estádio de Atletismo;

· 1 ginásio Poliesportivo;

· 1 mesquita para 500 pessoas

· 1 estádio de futebol para 60.000 pessoas.

Tudo com muito luxo e repleto de mimos para as autoridades reais sauditas.

Valor total em reais: 1,11 bilhão.

Aqui no Brasil, só o Estádio Mané Garrincha (Brasília), segundo o Tribunal de Contas do DF, custará quando pronto (somando as obras que ainda faltam no entorno) R$ 1,90 bilhão!

Não nos esqueçamos: são 12 estádios para a Copa do Mundo…

A que preço custará esse evento ao país, não?

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– Pelé está na moda!

Há poucos dias do Mundial de Futebol, Pelé é capa de várias revistas europeias. E fotos históricas!

Extraído de: http://uolesporte.blogosfera.uol.com.br/2014/05/20/revista-francesa-publica-foto-misteriosa-de-pele-na-capa/

FOTOS DE PELÉ

Por Maurício Stycer

Em tempo de Copa do Mundo no Brasil, é natural que o assunto seja tema de capa de inúmeras revistas estrangeiras. Menos óbvio é observar nas bancas a permanência de Pelé como uma das imagens mais representativas do futebol brasileiro no exterior.

Duas revistas europeias recorreram ao “rei” para ilustrar suas edições de junho.

A edição britânica da “Esquire” usa uma conhecida foto do craque, ainda menino, com a camisa da seleção brasileira em 1958. Os elogios maiores da publicação, porém, são para Sócrates, chamado pelo editor Alex Bilmes de “o homem mais cool a já ter pisado em um campo de futebol”. A revista chegou às bancas também com outras cinco capas, dedicadas a Bobby Moore, Cruyff, Maradona, Zidane e Beckenbauer.

Já a francesa “Fisheye”, dedicada ao universo da fotografia, estampa em sua capa uma imagem menos batida, na qual Pelé aparece com a camisa da seleção paulista de futebol. Segundo o diretor de redação, Benoit Baume, a foto foi escolhida para “sacralizar uma época em que o esporte profissional não era dominado pelo dinheiro e os heróis cunhavam sua fama sem a ajuda da comunicação.”

No texto, intitulado “A foto misteriosa do rei Pelé”, o editor revela que teve dificuldades em identificar a situação em que o craque aparece. Segundo ele, a foto foi encontrada nos arquivos do tradicional jornal “L´Équipe”.

A imagem, porém, não tinha legenda. Pesquisando, conta ele, junto a um site especializado em camisas de futebol, a revista foi informada que “se tratava da camisa do Santos usada em 1973-74”. Um erro grosseiro, claro. O escudo que aparece na foto mostra claramente o “FPF”, da Federação Paulista de Futebol, e não o do Santos.

Benoit conta que ficou desconfiado da informação porque 1974 foi o último ano em que Pelé jogou pelo Santos e suas imagens desta época, com 34 anos, não batem com a do jovem que aparece na foto escolhida.

Prosseguindo em sua pesquisa, a revista descobriu que a foto é dos anos 60, mas ficou com um pé atrás, porque a imagem é em cores, um recurso não muito utilizado naquela época. Outro mistério é o local onde foi registrada a imagem.

Trata-se, sim, com certeza de uma imagem da década de 60. Só não tenho certeza do estádio em que Pelé posa para as lentes do fotógrafo.

Em tempo: O texto rendeu algum debate no Twitter e no Facebook. Segundo alguns leitores, tudo indica que a foto foi tirada em dia de jogo da seleção paulista no Brasileiro de 1959. O curioso é que a equipe só entrou em campo para disputar – e vencer – o torneio entre janeiro e fevereiro de 1960. A foto, portanto, seria dos primeiros meses de 60.

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– Itaquerão já em reformas?

Fantástico! A torcida organizada do Corinthians arrebentou o setor destinado a elas no estádio novo. Primeira partida, mais de 70 cadeiras destruídas.

E olha que era inauguração, jogo de uma torcida só…

Fico pensando: e num confronto contra o São Paulo, Palmeiras, Santos…

Talvez isso seja prova maior do quão bandidos muitos desses caras são. Destruir a troco de quê?

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– A Birra Boba do Diretor Corinthiano e a Cultura do Atraso

Na última quinta-feira, ouvi uma entrevista do repórter Fábio Seródio (Rádio Jovem Pan) com o diretor de futebol do Corinthians, Ronaldo Ximenes. Questionando-o sobre o estádio, referiu-se a Arena Itaquera e imediatamente foi advertido pelo cartola: “É Arena Corinthians!”, disse ele.

Na sequência, disse que o Timão jogaria na Arena Corinthians apenas contra o Figueirense e depois mandaria seus jogos no Estádio do Canindé.

Ué, pelo mesmo critério, não seria Estádio Osvaldo Teixeira Duarte?

Até a FIFA orientou e a Prefeitura sinalizou os acessos como Arena Itaquera (e para desespero dos mais fanáticos, de verde)! Porquê a vaidade?

Arena Itaquera remete ao bairro (ao estádio que está em Itaquera e é referência), assim como Estádio do Morumbi se refere ao Cícero Pompeu de Toledo, Vila Belmiro ao Urbano Caldeira, Maracanã ao Mário Filho e Pacaembú ao Paulo Machado de Carvalho.

Seria vergonha?

Claro que não. É obvio que o Corinthians não deseja que o apelido Itaquerão se popularize (embora já se popularizou) porque quer vender os “naming rights” da Arena e precisa dessa grana. Se não fosse pelo dinheiro, o nome ideal seria Estádio Vicente Matheus, o Itaquerão (ou “Colosso de Itaquera”, como um dia sonhou o folclórico presidente corinthiano falecido).

Ao invés de tal polêmica, o dirigente deveria se preocupar com as obras da praça esportiva. E sobre isso, passou batido o discurso do prefeito do RJ, Eduardo Paes, quando interpelado sobre o atraso nas construções das instalações da Copa do Mundo. O mandatário “tirou uma casquinha” do estádio do Corinthians na última sexta-feira. Disse:

O Brasil tem essa cultura de atraso mesmo, veja o puxadinho da cobertura do estádio de Itaquera que abrirá a Copa, também não vai estar pronto”.

E o pior é que é verdade… a cobertura dos assentos mais caros não ficará pronta a tempo. Mas talvez o mais triste é uma autoridade achar que atraso é “cultura” aceitável e normal.

O que você acha de tudo isso? Itaquerão deve ser evitado (e por tabela, Mineirão, Castelão, Vivaldão, e outros tantos nomes)? E a cultura do atraso pregada pelo prefeito carioca?

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