– Os Homens do Apito das Primeiras Copas

O japonês Nishimura foi o árbitro escolhido para a abertura da Copa de 2014. E quem apitará a final?

Calma, é cedo para projeções, mas veja uma curiosidade: o 1o árbitro a apitar uma final de Copa do Mundo (1930) foi o belga John Langenus, no tempo em que o árbitro escolhia seu uniforme. E Langenus escolheu um elegante paletó com gravata, mas sem calça e sim com shorts e meiões. Independente da vestimenta, teve boa atuação e trabalhou nos Mundiais de 34 e 38.

Porém, neste mesma Copa do Mundo tivemos o primeiro árbitro brasileiro: o paraense Gilberto de Almeida Rego, protagonista da primeira invasão de torcida em jogos de Copa: aos 39 minutos do segundo tempo, encerrou inexplicavelmente a partida Argentina 1 x 0 França. Os torcedores invadiram o gramado e obrigaram (após longa demora) a reiniciar o jogo.

Enfim, em 1954 Mário Vianna apitou Suiça 2 x 1 Itália, anulando um gol considerado legítimo pela Azzurra. Contestado, apenas justificou: a FIFA é uma “camarilha de ladrões”.

Mas eram outros tempos do futebol… a tecnologia e as roupas são diferentes e a fiscalização por uma arbitragem mais padronizada e honesta são constantes.

Ou isso não acontece a contento como deveria?

arbitro+gordo.jpg

– Sociedade e a Analogia ao Futebol, segundo o Papa Francisco

Veja só que bacana: o Papa Francisco enviou uma mensagem para a Copa do Mundo. Nela, falou sobe as virtudes que surgem do esporte, o congraçamento entre os povos e a união entre as raças.

O mais curioso é que, cheio de analogias com o futebol, Francisco falou que, “assim como ‘ser fominha’ é ruim no futebol, no dia-a-dia da sociedade também”!

A gíria se refere ao jogador individualista, que só pensa no seu sucesso e esquece o coletivo.

Golaço, Papa!

Abaixo, a íntegra da mensagem:

“Queridos amigos,

É com grande alegria que me dirijo a vocês todos, amantes do futebol, por ocasião da abertura da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

A minha esperança é que, além de festa do esporte, esta Copa do Mundo possa tornar-se a festa da solidariedade entre os povos. Isso supõe, porém, que as competições futebolísticas sejam consideradas por aquilo que no fundo são: um jogo e ao mesmo tempo uma ocasião de diálogo, de compreensão, de enriquecimento humano recíproco. O esporte não é somente uma forma de entretenimento, mas também – e eu diria sobretudo – um instrumento para comunicar valores que promovem o bem da pessoa humana e ajudam na construção de uma sociedade mais pacífica e fraterna. Se, para uma pessoa melhorar, é preciso um “treino” grande e continuado, quanto mais esforço deverá ser investido para alcançar o encontro e a paz entre os indivíduos e entre os povos “melhorados”! É preciso “treinar” tanto…

O futebol pode e deve ser uma escola para a construção de uma “cultura do encontro”, que permita a paz e a harmonia entre os povos. E aqui vem em nossa ajuda uma segunda lição da prática esportiva: aprendamos o que o “fair play” do futebol tem a nos ensinar. Para jogar em equipe é necessário pensar, em primeiro lugar, no bem do grupo, não em si mesmo. Para vencer, é preciso superar o individualismo, o egoísmo, todas as formas de racismo, de intolerância e de instrumentalização da pessoa humana. Não é só no futebol que ser “fominha” constitui um obstáculo para o bom resultado do time; pois, quando somos “fominhas” na vida, ignorando as pessoas que nos rodeiam, toda a sociedade fica prejudicada.

A última lição do esporte proveitosa para a paz é a honra devida entre os competidores. O segredo da vitória, no campo, mas também na vida, está em saber respeitar o companheiro do meu time, mas também o meu adversário. Ninguém vence sozinho, nem no campo, nem na vida!”

22nov2013---papa-francisco-recebe-de-joseph-blatter-presidente-da-fifa-um-boneco-do-fuleco-mascote-oficial-da-copa-do-mundo-de-2014-em-visita-de-blatter-ao-vaticano-1385135559373_1024x682.jpg

– Sialkot estará em todos os jogos da Copa do Mundo no Brasil

Diversas publicações – das esportivas às de negócios – têm trazido reportagens sobre Sialkot e sua importância no Mundial.

Mas quem ou o quê é Sialkot?

Sialkot é uma cidade média do Paquistão onde é fabricada pela Adidas (através de terceiros) a Brazuca, a bola oficial da Copa. A mão de obra é baratíssima. As mulheres (que trabalham de burcas) recebem como salário delas apenas 100 dólares por mês. Aliás, e quanto custa a Brazuca nas lojas daqui (não a réplica oficial que também é fabricada lá, mas a “quente”, a própria do jogo)?

Exatamente R$ 399,99. Se você pagar em dinheiro vivo, acho que não receberá o troco.

Como tem gente no mundo inteiro ganhando dinheiro com a Copa. De maneira legal (moral ou imoralmente) e, sabemos também, ilegalmente (pela corrupção).

sp04_big.jpg

– Opiniões de Dom Diego

Maradona polemiza às vésperas da Copa. Disse ao jornal argentino Olé que “Messi é muito mais jogador do que Neymar da mesma forma como ele foi maior do que Pelé”.

Com ironia, reafirmou a insistência do entrevistador sobre a questão justificando que: “

O Neymar hoje é o Pelé… Mas a diferença entre Neymar e Messi é a mesma que existe entre Pelé e Maradona”.

Em relação a artilheiros no Mundial, para ele, Luiz Suarez, atacante uruguaio, é o melhor do mundo atualmente, a frente de Cristiano Ronaldo.

Ah Dieguito… me lembro de uma entrevista do húngaro Puskas, antes de falecer em 2006, que questionado quem era o maior jogador de todos os tempos (Pelé ou Maradona), declarou que “foi Di Stéfano, pois Pelé não vale concorrer”…

maradona3.jpg

– Políticos de Todos os Partidos e Estádios Desejados na Copa

Assistindo ao Programa Roda Viva (TV Cultura) da última 2a feira, me surpreendi com o depoimento do jornalista Juca Kfouri sobre José Serra, então governador de SP quando da escolha da cidade como sede para abrir o Mundial.

Questionado sobre o porquê do político não peitar as exigências da FIFA ao nosso estado e “dar um chute nos fundilhos de Valcke e Blatter”, justificou que se perdesse a abertura da Copa do Mundo “a Folha e o Estadão cairiam matando”.

Pois é: Aécio, que é oposição, gastou horrores no Mineirão. Eduardo Campos na Arena Pernambuco, idem. E até Marina Silva, pasmem, queria um estádio ecologicamente correto no Acre para que Rio Branco fosse cidade-sede.

Claro, os exemplos piores foram o Itaquerão e o Mané Garrincha, capitaneados por Lula/Kassab e Agnelo Queiroz.

Cá entre nós: para que tanto estádio? Se fará o quê com alguns elefantes brancos depois?

futebol-fome-imgaem_querosabermaiscm2010.png

– Yuichi Nishimura apitará Brasil x Croácia. O que esperar?

O japonês Yiuchi Nishimura (42 anos, há 10 como FIFA, árbitro que se dedica exclusivamente à arbitragem profissional e que declarou recentemente que seu hobby é correr), terá o privilégio de apitar a abertura da Copa do Mundo no Itaquerão.

No Mundial de 2010, apitou muito bem 4 jogos: Uruguai 0 x 0 França, Espanha 2 x 0 Honduras, Paraguai 0 x 0 Nova Zelândia e Brasil 1 x 2 Holanda.

Nishimura não costuma poupar cartões amarelos, nem vacila nos vermelhos (Felipe Melo que o diga ao ser expulso por ele devido a uma dura entrada na Copa da África do Sul). Bem fisicamente, sempre está próximo dos lances (as vezes, próximo até demais). Naquela ocasião, particularmente achei Nishimura o melhor árbitro do torneio (embora a finalíssima tenha sido apitada pelo inglês Howard Webb.

Porém, na Copa das Confederações 2013, Nishimura apitou Espanha x Uruguai e não gostei dele naquela oportunidade, errando lances fáceis tecnicamente e se posicionando mal. Entretanto, neste mesmo ano ganhou o prêmio de melhor árbitro asiático. Quero crer que a atuação foi uma exceção à sua boa regularidade.

Boa sorte ao japônes! Ele terá como assistentes, na próxima 5a feira, os seus compatriotas Sagara e Nagi.

100703worldcupbrasiholandaGettyImages03.jpgwidth=600.jpg

– O que veremos da Arbitragem na Copa do Mundo?

A Copa do Mundo bate às portas. As equipes de futebol estão se preparando e a da arbitragem também (trabalhando no Centro de Futebol do Zico, no RJ).

O que esperar no Mundial dos juízes de futebol?

Sobre orientações da FIFA, a atenção deverá ser para:

  • Simulações: os árbitros coibirão tentativas de engodo. Se jogar na área e cavar faltas será punido com o rigor do cartão amarelo.
  • Recuperação de tempo perdido: nada de 1 minuto no 1o tempo e 3 no segundo! A ordem é: acrescentem de verdade o tempo perdido com atendimento a atletas lesionados e retiradas de dentro do campo de jogo. Não nos assustemos com 4, 5 e 6 minutos de acréscimos.
  • Observação de mensagens debaixo da camisa: recados com conotação religiosa e política estão proibidos. Em tese, se aparecer “Jesus é meu Senhor”, “Alá seja louvado” ou “Democracia na Síria” embaixo do uniforme (por descuido ou por intenção), o atleta será punido.

Mas há novidades e atenção especial também quanto a Regra:

  • o uso da tecnologia para determinar se a bola entrou totalmente em um gol, através do relógio e dos sensores específicos (testados no Mundial de Clubes).
  • – sempre esperar ao máximo para decidir se um jogador em impedimento passivo realmente se tornou ativo, verificando se a conclusão da jogada se dá por alguém em posição legal e se o supostamente impedido atrapalhou o lance. Portanto, não vale zagueiro parar na jogada pedindo impedimento pois poderá se dar mal.
  • – lembrar que a bola que sobra de um rebote para um jogador que estava a frente da linha da bola mas não estava na jogada, não é mais impedimento. Aqui, em especial, já vem do ano passado e não vimos situações assim: se um jogador chuta para o gol, a bola bate em um zagueiro e cai nos pés de um atacante sozinho na ponta esquerda que despretensiosamente a recebe, o lance deverá seguir como válido (a FIFA entende que essa bola não foi lançada deliberadamente para um jogador em impedimento). É diferente do atacante que está na pequena área, impedido, esperando um rebote.
  • – permitir o uso de “vestimentas da cabeça”: está liberado o uso de véus para as mulheres e turbantes para os homens. Na prática, se algum jogador de país árabe fizer questão de usar algo na sua cabeça (mesmo com o calor do Brasil), não estará irregular! E como a Regra trata disso como “roupa não proibida”, pergunto: e se um atleta de linha fizer questão de usar boné para se proteger do sol? Goleiro já costuma fazer, mas e zagueiro ou centroavante? Proibir-se-á ou não?

Penso que não. Se turbante é chamado de veste de cabeça, por quê boné não pode ser encarado assim também?

Treino-Aberto-Arbitros-Janeiro-DivulgacaoFIFA_LANIMA20140606_0220_51.jpg

– Maracanã de 50 há uma semana do início do Mundial

Li trechos do livro “1950: o Preço de uma Copa”, de Diego Salgado, Beatriz Farrugia, Gustavo Zucchi e Murilo Ximenes (Editora Letras do Brasil).

Vejam que curioso e como a história se repete:

1) O grande problema às vésperas do Mundial de Futebol há 64 anos atrás era a influência econômica e política, além dos atrasos nos estádios. Faltando 7 dias para a abertura da Copa, o Maracanã, estádio do primeiro jogo, possuía andaimes!

2) Na abertura do torneio, o entorno do estádio estava repleto de obras inacabadas.

3) Carlos Lacerda, influente político na época, discursou: “as obras são eleitoreiras; há muito interesse que se construa certos estádios para pares políticos, a fim de ganhar o povo com demagogia.

4) Quando o Brasil aceitou ser sede de 50, houve a afirmação de que não haveria investimento público, somente privado. Soa familiar?

5) “Por que essas obras não são revertidas para construção de hospitais e escolas?”, reclamava a oposição da época.

Se a organização da 1a Copa do Mundo se assemelha demais com a da 2a, tomara que a final (cujo palco será o mesmo) tenha desfecho diferente.

Em tempo: em valores corrigidos, o Maracanã de 1950 foi orçado em 260 milhões de reais. Ao final das contas, custou 410 mi.

Primeiro-jogo-do-Brasil-no-Maracana-em-1950-contra-o-Mexico-size-598.jpg

– Entendendo o gol mal anulado de Hulk

Brasil 1 x 0 Sérvia. Mas houve um gol mal anulado pela arbitragem paraguaia.

O que aconteceu?

Repare na foto (abaixo): o bandeira está bem posicionado, mas o lance é do outro lado do campo, longe do seu campo de visão. Considere a rapidez do lance, o fator chuva, claridade, e tantas outras situações.

Bandeira bom tem que ser vesgo”, diria o poeta: um olho na linha da zaga e outro no cara que vai lançar a bola. E foi isso o que aconteceu no Morumbi! O árbitro assistente estava esperando o exato momento do lançamento da bola, e quando ele ocorre, Hulk já aparece na frente aos olhares do bandeira. Digo “aos olhares do bandeira” pois foi o tempo para ele se concentrar na mudança de lance 1 (lançamento) para lance 2 (onde estava o atacante nesta hora). Aí perdeu o acerto da marcação.

Humanamente, não dá. Parece lance fácil (e é médio), mas é possível explicar o equívoco da forma relatada. Faça um exercício em qualquer rascunho: TENTE IMAGINAR O BANDEIRA COM O CAMPO DE ALCANCE DA VISÃO NA BOLA E NA LINHA DO PENÚLTIMO HOMEM, no mesmo instante. Um olho no canto esquerdo e outro no direito…

Difícil, né? Mas por ser FIFA, o bandeirinha paraguaio tinha que acertar. Afinal, é da elite!

1.png

(foto extraída de: https://twitter.com/102greatgoals/status/475017777196322817/photo/1)

– Copa de 1970, Sílvio Santos e Chacrinha

Curiosidade de algo bacana: olha só um cartaz publicitário sobre a Copa do Mundo de 1970, jogo Brasil x Inglaterra, com a deixa para assistir o programa Sílvio Santos e o Chacrinha!

E hoje a gente assiste pela Internet, grava, faz o que quer com a transmissão… Mas um detalhe: ainda prefiro narração via rádio!

Anúncio+Antigo+-+brasil-inglaterra-copa.jpg

– E os Estrangeiros estão chegando para a Copa do Mundo! Já garantiu o seu ingresso?

Que legal ver as Seleções treinando no Brasil, em fotos com cenários paradisíacos. Muitos já chegaram, mas há curiosidades na preparação: A Inglaterra tenta se aclimatar treinando com muitos agasalhos vestidos sobre outros tantos! Pura desidratação (em minha modesta opinião). E parece que não deu certo: o English Team empatou com o Equador no amistoso da 4a feira.

E a Itália? Treinou dentro de uma… sauna (para simular a umidade da Amazônia)! É mole? Também não deve ter dado certo, pois empatou com a fraquíssima Seleção de Luxemburgo.

Pior é o México: chegará ao Brasil já com as passagens de volta compradas com data do… dia seguinte à 1a fase.

Que pessimismo!

Aproveitando: a FIFA divulgou ingressos remanescentes para a Copa do Mundo: Honduras e Suíça (em Manaus) e Bósnia e Irã (em Salvador), entre outros jogos fracos, tem bilhetes sobrando (a R$ 350,00).

Viva a Copa! Viva mesmo?

ingresso.jpg

– Lálas, o admirador incompreendido da Copa

Alexis Lálas, ex jogador da Seleção de Futebol dos EUA (e hoje cartola da US Soccer e MLS), tentou ser simpático com nosso país e causou polêmica. Ao chegar ao Brasil, tuitou:

Primeiro dia no Rio. Não fui roubado e nem meus órgãos internos foram extipardos”.

Mais a frente, ele fala em outros tuítes sobre as belezas que vê, da paisagem, do trânsito e de outras comparações com seu país – sempre elogiando a capital carioca. Elogia até mesmo o Aeroporto do Galeão, dizendo que as malas foram recebidas mais rápido que de costume nos terminais de desembarque dos EUA.

Porém, algumas pessoas leram apenas os 140 caracteres da mensagem do microblog e acharam que era uma piada de mau gosto feita contra a Cidade Maravilhosa. Nada disso… era uma ironia contra seus compatriotas que falavam da “criminalidade e selvageria excessiva” do RJ.

Lálas quis apenas bendizer o Rio de Janeiro e foi mal interpretado. Coisas do pouco espaço que um post no Twitter permite.

lalas_5otb1.jpg

– Neymar precisa de Dopping Psicológico?

Contra os grandes e pequenos, aqui no Brasil, Neymar arrebentava. No Barcelona, alternou boas e más atuações. Mas repare: depois do 1 x 0, o garoto sempre cresce!

Cada vez mais penso que o camisa 10 da Seleção (craque, sem sombras de dúvida), consegue render melhor quando seu nome é gritado nas arquibancadas. Muita gente dá o nome a isso de dopping psicológico, carga extra motivacional ou qualquer coisa que o valha.

Puxe pela memória: na adversidade do placar, contra grandes adversários e jogando fora de casa, não me recordo de atuação decisiva. Me ajudem a lembrar de alguma?

Talvez seja esse o fator decisivo para o Brasil vencer a Copa do Mundo: uma ótima participação de Neymar, jogando em casa e tendo o nome ovacionado pela galera.

Ou nada disso? Essa história de “pilhagem e motivação” é balela?

Deixe seu comentário:

esporte-futebol-amistoso-brasil-panama-goiania-neymar-bicicleta-20140603-015-size-598.jpg

– Gente diferente que se relaciona com seus semelhantes. Sabem quem são?

Black Blocs se juntam ao PCC para fazerem, juntos, terrorismo em São Paulo, segundo reportagem de capa do Estadão.

Está faltando comando a este país, infelizmente…

Extraído de: http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,black-blocs-prometem-caos-na-copa-com-ajuda-do-pcc,1503308

BLACK BLOCS PROMETEM CAOS NA COPA COM AJUDA DO PCC

Protagonistas das ações mais espetaculares da rede anarquista não foram nem sequer fichados pela polícia

Os black blocs que executaram as ações de grande repercussão do ano passado continuam fora do radar da polícia, e prometem transformar a Copa do Mundo “num caos”. Para isso, alguns deles esperam que o Primeiro Comando da Capital (PCC), a organização que domina os presídios paulistas e emite ordens para criminosos soltos, também entre em campo. Não se trata de uma parceria, mas de uma soma de esforços.

Com o compromisso de não identificá-los, o Estado ouviu 16 desses black blocs, em seis encontros, na última semana. À diferença dos adolescentes que os imitaram em depredações, e que acabaram arrolados em um inquérito do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), eles são adultos, seguem tática desenvolvida há décadas na Europa e nos Estados Unidos, não têm página no Facebook nem querem aparecer.

Dos 20 que formam o núcleo da rede, apenas um foi fichado, porque foi detido em uma manifestação. Movem-se na sombra do anonimato, articulam-se nacionalmente, e nunca haviam dado entrevista antes. Preocupados com sua imagem perante a opinião pública, decidiram falar, pela primeira vez. “Vamos estourar de novo agora”, promete o mais veterano deles, de 34 anos, formado em História na USP e com matrícula trancada no curso de Psicologia.

“A gente vai devolver o troco na moeda que o Estado impõe”, ameaça o ativista, que trabalha para um hospital público de São Paulo. “O caos que o Estado tem colocado na periferia, por meio da violência policial, na saúde pública, com pessoas morrendo nos hospitais, na falta de educação, na falta de dignidade no transporte, na vida humana, é o caos que a gente pretende devolver de troco para o Estado. E não na forma violenta como ele nos apresenta. Mas vamos instalar o caos, sim. Esse é um recado para o Estado.”

“A gente tem certeza de que o crime organizado, o PCC, vai causar o caos na Copa, e a gente vai puxar para o outro lado”, continua o veterano. “Não temos aliança nem somos contra o PCC. Só que eles têm poder de fogo muito maior do que o MPL (Movimento Passe Livre, que iniciou as manifestações, há um ano, com ajuda dos black blocs). Pararam São Paulo”, acrescentou, lembrando as ações do PCC na década passada.

O veterano e uma bailarina de 21 anos, que abandonou um curso em uma universidade pública para se dedicar exclusivamente à causa, contaram que membros do PCC receberam bem na Penitenciária do Tremembé (interior paulista) dois black blocs presos na manifestação de junho do ano passado do MPL. “Colocaram colchões para eles.” Igualmente, o Comando Vermelho acolheu um ativista preso no Rio.

“Os ‘torres’ respeitam o que fazemos, por causa do nosso idealismo”, explica o veterano, usando o jargão que designa os líderes do PCC. “Eles fazem por lucro e a gente, contra o sistema. Não nos arriscamos por dinheiro, mas para que a mãe deles também seja atendida pelo SUS.” O veterano prossegue: “Sou nascido e criado na ZL (zona leste). Conheço muito a cara do PCC. Somos os nerds do lado da casa deles. O crime organizado respeita a gente porque nasceu de mentes pensantes. Por isso talvez não nos coloquem na cadeia”, interpreta, intrigado com o fato de a polícia não os incomodar. “Porque vamos fazer uma revolução lá.”

O veterano, que cita o anarquista canadense George Woodcook e os Racionais MC, emprega “a tática”, como eles a chamam, desde 2001, quando “quebrou” o Parque d. Pedro, no centro de São Paulo. Em princípio, a função assumida pelos black blocs é a de resistir à repressão e proteger os manifestantes, interpondo-se entre eles e a polícia. Mas também a provocam, quando acham politicamente conveniente fazer com que ela perca o controle e a razão diante da opinião pública, de modo a atrair simpatia para um movimento.

Foi assim há um ano, na Praça da Sé, em protesto do MPL, quando o veterano, protegendo-se apenas com sua mochila, investiu contra a polícia de choque. Pegos de surpresa, os policiais dispararam bombas de gás lacrimogêneo, que atingiram a multidão, enquanto ele saía de cena, ileso. A partir dali, intensificaram-se os distúrbios.

Os black blocs, que não são um grupo estruturado, mas uma rede, que vai se formando espontaneamente, no contato nas ruas, queimaram carros de emissoras de TV e da polícia, depredaram 14 bancos (em 40 minutos) e a sede da Prefeitura. Protegidos por barricadas e beneficiados pela surpresa e pelo despreparo da polícia, não foram pegos.

Mas receberam a adesão de cerca de 100 adolescentes, que, numa explosão de fúria, ou por terem apanhado da polícia nas manifestações ou por ressentimentos trazidos da periferia onde moram, partiram para um quebra-quebra descontrolado, de tudo o que aparecesse na frente. Incluindo carros, lanchonetes e bancas de revista cujos donos pouco têm a ver com os “símbolos do capitalismo” visados pela doutrina anarco-socialista que predomina entre os black blocs. O núcleo original, então, saiu de cena. Voltou há uma semana, em uma manifestação pacífica na Praça da Sé. “A gente estava bem armado”, disse o veterano, sem detalhar o tipo de arma. Eles têm usado coquetéis molotov, pedras e escudos improvisados.

“A ação black bloc é mais incisiva e intensa numa manifestação pacífica”, afirma o veterano. Segundo ele, as ações têm de ter uma razão de ser. “Não vejo sentido em quebrar banco na Copa”, exemplifica. Mas a violência contra bens materiais – e não contra seres vivos, com exceção de policiais – é justificada pelos praticantes da tática. E desculpada, no caso da ação “aleatória” de adolescentes da periferia. “Não existe o errado e o certo”, pondera. “É a revolta dele.”

Frustração. “Ocupamos durante cinco meses a frente da Assembleia Legislativa, cheios de boas intenções”, lembra um estudante de Direito de 22 anos. “Apresentamos uma pauta de reivindicações. Não deu em nada. Manifestação pacífica não dá resultado.”

“No último ano, houve 30 protestos, 4 muito violentos, que foram os mais noticiados”, contabiliza um profissional de Marketing e estudante de Ciência Política de 32 anos, que doutrina os black blocs e seus seguidores com textos anarquistas. “Os outros não receberam uma linha.”

A socióloga espanhola Esther Solano, professora da Universidade Federal de São Paulo e pesquisadora dos black blocs, vê uma distorção nessa atenção dada às depredações. “Num país onde mais de 50 mil pessoas são mortas por ano, como é possível essa histeria com 40 garotos?”, pergunta. “Um país que naturaliza tanto a sua violência não tolera ver a violência na Avenida Paulista.” O veterano acrescenta: “No Brasil, choca mais 14 bancos quebrados do que a polícia matar 6 crianças”.

“A manifestação não pode ser pacífica, sendo que é resposta à repressão estatal e capitalista”, argumenta um rapaz de 18 anos, que estuda e trabalha, mas não quis dar mais detalhes sobre si mesmo. “O Estado sendo opressor, esmagando a população, obrigando a morrer na fila do SUS, isso é violento, e a resposta é autodefesa.” O veterano completa: “É legítimo quebrar banco. Quantas pessoas os bancos quebram por dia?” Com relação a depredar bens públicos que depois terão de ser reparados com dinheiro dos impostos, ele responde: “O imposto já é roubado. Dizer que o dinheiro vai sair do nosso bolso é mentira, porque já saiu. Alguém tem saúde digna? Então não reclame de vandalismo.”

Contágio. Os black blocs acreditam que sua revolta esteja se espalhando pelas camadas mais pobres da população. “O bagulho que mais gostei da semana passada foi a greve dos motoristas”, disse a moça de 21 anos, que vive da renda de um aluguel. “Estamos mostrando na rua a tática, e queremos que as pessoas se apropriem”, acrescenta uma estudante de Ciências Sociais “na casa dos 30”, que, como muitos deles, tem receio de fornecer detalhes nesta reportagem e finalmente entrar no radar da polícia. “A barricada é útil quando o Choque chega para desocupar uma área”, exemplifica. “Uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) foi queimada em uma favela do Rio em protesto contra a violência policial.”

Sete membros do núcleo participaram da ocupação da Câmara Municipal do Rio, no ano passado. Eles também estão associados a um grupo no Recife, uma das cidades do Nordeste que visitaram. “Fomos fazer campo de base”, disse o veterano. Ativistas colombianos e venezuelanos vieram trocar experiências com eles. A bailarina está interessada nos zapatistas, e prepara-se para ir visitá-los no México. Ela gosta do filósofo germano-americano Herbert Marcuse, ideólogo da contracultura, para quem “não temos que quebrar o sistema nem por dentro nem por fora, mas por suas brechas”.

Alguns abandonaram estudos e trabalho para se dedicar à causa em tempo integral. Outros a conciliam com uma vida “normal”. Têm carros e cedem seus apartamentos para a “causa”. O repórter do Estado esteve em dois “aparelhos”, para usar um termo dos anos 70, na região da Avenida Paulista. Num deles, o anfitrião calçava pantufas de ursinho. Em duas situações, o repórter viu black blocs dando esmolas na rua. Pessoalmente, são gentis e educados, em contraste com a imagem de violência associada a eles.

O perfil social dos black blocs é variado. Alguns são pobres e moram na periferia. Outros são de classe média baixa e vivem na região central da cidade. O repórter conheceu apenas um caso de um rapaz de classe alta, cujos pais moram em um bairro nobre de São Paulo. Depois de ler o primeiro texto anarquista, aos 13 anos, pediu para seus pais pararem de pagar escola para ele. Hoje com 18 anos, mora com a namorada na região oeste de São Paulo, trabalha e estuda, e participa das ações mais ousadas dos black blocs.

Polícia. Quase todos concluíram, abandonaram ou fazem faculdade. E sofreram violência policial. Quando o veterano tinha 14 anos, a polícia veio despejar sua família do barraco em que viviam, no Parque São Luís, na zona norte de São Paulo. “Estávamos devendo o aluguel e parece que o dono tinha um parente militar, porque a polícia não pode chegar assim, sem um mandado”, recorda. “Um policial alterou a voz com a minha mãe, entrei na frente e ele deu um tapa na minha cara. Eu nunca tinha apanhado, nunca tinha tacado pedra na polícia. Hoje, jogo coquetel molotov com gosto.”

“A maioria dos presos é punk”, diz o veterano. “A gente ‘cola’ muito com os punks. São inteligentes, não são vândalos”, continua, empregando esse termo para quem depreda aleatoriamente, sem seguir a tática, que preconiza ações com motivo claro. “Não cobrem a cara. Em tudo o que eles acham justo, eles estão. A polícia prende os punks e, por causa da cor da roupa, diz que são black blocs.”

Um rapaz de 20 anos conta que aderiu à tática depois de levar três balas de borracha da polícia – uma na perna esquerda e outra nas costas, no distúrbio na Rua Maria Antonia, no dia 13 de junho; e uma no estômago, na manifestação do 7 de Setembro, a que teve a maior participação de black blocs e de seus seguidores adolescentes.

“Não vejo sentido em quebrar banco, mas vejo a polícia como órgão repressor, e nosso papel é proteger os manifestantes”, assinala o rapaz, que estuda Direito em uma faculdade privada, com 100% de bolsa do ProUni, e faz estágio em uma imobiliária. Ele mora em um bairro da região central com a mãe, empregada doméstica.

A bailarina afirma ter sido assediada sexualmente por policiais, antes de aderir à tática.

Um programador de 32 anos que apoia o movimento acredita que seu pai, que era dono de um bingo, tenha sido morto por policiais, por não pagar a quantia exigida por eles para manter o negócio funcionando, quando se tornou ilegal, em 1998. Seus conhecimentos profissionais são valiosos para os black blocs, que se apoiam na atividade de hackers. No primeiro encontro com o repórter do Estado, o veterano lhe disse: “O seu CPF não é de São Paulo”, para deixar claro que o havia investigado.

XE9A5ACD424574F1A9814FF38F80032D6.jpg

– Dicas dos EUA para americanos que virão à Copa

Ora essa! O Governo dos Estados Unidos divulgou uma série de dicas/aconselhamentos ao cidadão que virá ao Brasil assistir a Copa do Mundo.

Veja só se algumas delas são válidas ou não:

  1. “Carreguem camisinhas compradas em seu país natal, pois, ao comemorar gols, as pessoas podem incentivar viajantes a fazer sexo sem proteção, especialmente se álcool e drogas estiverem envolvidos
  2. “Opte por acomodações entre o 2º e o 6º andares nos hotéis. Um quarto no 1º andar de um hotel pode oferecer acesso mais fácil para criminosos. Quartos no 7º andar e acima podem dificultar a fuga em caso de um incêndio”.
  3. “É recomendável tomar injeções contra sarampo, rubéola, caxumba, difteria, tétano, coqueluche, catapora, poliomielite e gripe. Se possível, também para hepatite A e B, febre amarela e raiva.”
  4. Não nadar em rios e lagos.”
  5. “Cuidado com sequestros-relâmpago, crimes de rua e furtos em lugares públicos, como aeroportos, recepção de hotéis e estações de ônibus, pois a taxa de homicídios é quatro vezes maior que a dos EUA e a de outros crimes é tão alta quanto“.
  6. “A polícia costuma usar gás lacrimogênio e unidades montadas para dispersar manifestantes políticos, tenha cuidado”.
  7. “Se souber de protestos nas proximidades, permaneça dentro de um local com portas e janelas fechadas”.

E aí, preocupações pertinentes ou não? Aliás, se você fosse americano e recebesse esse guia, como reagiria?

usa-soccer-1.jpg

– Vai ter Olimpíada no RJ? Eu queria estar em NY!

A Copa do Mundo está chegando. Mas veja:

1) Ontem, o Ministro da Justiça José Eduardo Cardoso anunciou que o Exército garantirá o trânsito das Seleções. À noite, 5 bandidos tentaram atacar sua filha que escapou dos meliantes por estar num carro blindado.

2) Manaus sofre crise elétrica, e as termoelétricas ameaçam parar durante o Mundial porque o pagamento do Governo está atrasado há 5 meses.

3) Viracopos vai estar em obras durante a Copa; Cumbica está com saguões improvisados e Dilma diz que os Aeroportos estão prontos.

Aí você se recorda que a Copa é espalhada pelo país, e que os Jogos Olímpicos de 2016 estão concentrados em um único lugar: na cidade do Rio de Janeiro.

Nunca antes atrasou-se tanto com um evento. O COI está assustado, e ventila-se que Londres foi procurada como plano B, por ter sediado a última edição. Claro que isso não vai acontecer. Mas… que tal trocar RJ com Tóquio e sediarmos 2020?

Bem faz o prefeito de Nova York, Bill de Blasio. Não quer se candidatar às Olimpíadas de 2024 e declarou:

Queremos tomar decisões de desenvolvimento baseados em políticas públicas sólidas e não ir a uma direção particular apenas para atender as necessidades de um evento de 17 dias. A cidade tem outras prioridades e não quer concentrar recursos para um evento curto. Saia as ruas e pergunte ao cidadão de Nova Iorque se ele quer que a cidade e seus esforços sejam direcionados para um evento de três semanas em dez anos, ou se deve arregaçar as mangas e lidar com todos os demais desafios imediatos? Acho que a vasta maioria diria: ‘prefiro assistir ao evento em um telão grande em minha casa’. É o que penso.

Boa! Enquanto isso gastamos o que temos e o que não temos, fadados ao fracasso.

Rio2016TM_logo.png

– O Roubo já acabou, segundo Joana Havelange

Ela é a principal executiva do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo 2014. E disse:

o que tinha de ser gasto, roubado, já foi”.

Infeliz declaração de Joana Havelange, neta de João Havelange e filha do ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira.

Além disso, deve ser mentira. Será que tudo o que tinha que ser roubado para a Copa do Mundo já foi contabilizado no bolso dos picaretas?

Talvez não… Mas alguém na sua posição deveria defender a lisura, não o aceite de tal situação e, de certa forma, uma certa confissão de corrupção.

O texto que foi postado no Instagram dela foi um conformismo pelos desfalques e clamor por uma boa Copa:

Não apoio, não compartilho e não vestirei preto em dia nenhum de jogo do Mundial. Quero que a Copa aconteça da melhor forma. Não vou torcer contra, até porque o que tinha de ser gasto, roubado, já foi. Se fosse para protestar, que tivesse sido feito antes. (…) Meu protesto contra a Copa será nas eleições. (…) Vai ter Copa e vai ser lindo! O Brasil sabe e pode fazer, aliás, está fazendo!

E aí? O que você achou de tal mensagem, vinda justamente de alguém questionável em um evento marcado por atrasos e polêmicas?

joana_havelange1.jpg

– 100 anos de Copa América no Primeiro Mundo!

E em 2016 teremos o centenário da Copa América. Para festejar, a Conmebol resolveu elaborar a competição com 16 times: todos os filiados da América do Sul, além de 6 países indicados pela Concacaf (que provavelmente serão Canadá, Estados Unidos, México, Honduras, Costa Rica e uma outra Seleção convidada).

A competição ocorrerá nos EUA. E como bom organizador, já definiu que as sedes serão: Los Angeles, New Jersey, Houston e Washington.

Será que os americanos conseguirão deixar tudo pronto em apenas dois anos? Terão tempo suficiente para tal façanha? Se em 7 o Brasil ainda não conseguiu se aprontar para a Copa do Mundo…

Ironia a parte, fico pensando: Tóquio tem praticamente tudo pronto para as Olimpíadas de 2020. Alemanha e Inglaterra tem infraestrutura pronta para uma Copa do Mundo a qualquer momento. Os Estados Unidos nem se preocuparão com a organização para a Copa América, já que lá tudo funciona. E o Brasil?

Obras do Mundial atrasadas; Olimpíadas só no papel; e os políticos, enquanto isso…

Cenário desanimador, infelizmente.

copa-america-centenario.jpg

– E o Itaquerão segundo a Revista Exame?

Só agora li a polêmica e bombástica reportagem sobre a construção da Arena Corinthians que saiu nesta semana na Exame (ed 1066, 28/05/14, pg 42 a 54 – isso mesmo, 12 páginas, matéria de Maria Luiza Filgueiras e Thiago Bronzatto, intitulada: “A SAGA DE ITAQUERA”).

Qualquer pessoa sensata deve ter tido duas reações: a primeira, de espanto pelas negociatas escancaradas; a segunda, de revolta pelo mau uso do dinheiro público e facilitações burocráticas!

Alguns dados:

1- O Itaquera Stadium (como está sinalizado nas ruas da capital paulista) será o segundo estádio com custo por assento mais caro da história das Copas.

A- Estádio Mané Garrinha (Copa 2014 no Brasil): R$ 20.538,00 por assento

B- Arena Corinthians (Copa 2014 no Brasil): R$ 17.647,00 por assento

C- Arena Amazônia (Copa 2014 no Brasil): R$ 14.791,00 por assento

D- Maracanã (Copa 2014 no Brasil): R$ 14.171,00 por assento

E- Allianz Arena (Copa 2006 na Alemanha): R$ 13.900,00 por assento

F- Stade de France (Copa 1998 na França): R$ 11.100,00 por assento

G- Soccer City (Copa 2010 na África do Sul: R$ 8.900,00

Como se vê, os estádios brasileiros são os mais caros do mundo e o do Corinthians custou o dobro do principal estádio do último Mundial…

2- Custo Parcial. O dinheiro, até agora, veio de financiamentos por organismos estatais:

A- R$ 420 milhões por Incentivos fiscais da Prefeitura de São Paulo;

B- R$ 400 milhões pelo PróCopa através do BNDES;

C- R$ 350 milhões como Adicional da Caixa Econômica Federal.

Total: 1,17 bilhão de reais.

Em tempo: alguns empréstimos isentam a Odebrecht como fiadora, caso o Corinthians não pague a Caixa, por exemplo.

3- Há 4 processos de investigação por 3 órgãos:

A- Suspeitas de Garantias Irreais: O Ministério Público Federal investiga o clube que deu como garantias terrenos ao BNDES na Zona Leste no valor de R$ 1,2 bi. Porém, foram avaliados 30% a mais do que imóveis prontos.

B- Incentivos Fiscais Suspeitos: O Ministério Público de São Paulo, através do promotor Marcelo Milani, declarou que o impacto das verbas liberadas pelo BNDES é tão alto e estranho que suplanta o Mensalão.

C- Dados Não Revelados: O Tribunal de Contas da União acusa o BNDES de não mostrar com clareza as cláusulas dos empréstimos e esconder as informações verdadeiras sobre a liberação de crédito.

D- Favorecimento: O TCU apura a facilitação de verbas sem capacidade de pagamento comprovada.

4- Pessoas Responsáveis na Construção:

A- Presidente Lula, buscando reforçar seu nome entre os eleitores corinthianos, marcou reuniões entre Andrés Sanches com Emílio e Marcelo Odebrechet em um resort na praia de Comandatuba. Ali acordaram o estádio.

B- Marcelo Odebrecht: lucrar com as obras do Estádio e manter bom relacionamento da sua construtora com o Governo Federal.

C- Andrés Sanches: Usar o estádio como palanque à sua candidatura como Deputado Federal.

D- Gilberto Kassab: o então prefeito queria trazer a abertura da Copa para a cidade de São Paulo a qualquer custo

5- Receitas Ilusórias para pagar os empréstimos do Estádio ao Governo até 2028 e a Odebrechet (em R$):

A- Faturar 120 milhões por ano com bilheteria (o Milan arrecada 79 milhões).

B- Faturar 95 milhões com camarotes (o Maracanã arrecada 10 milhões).

C- Faturar 60 milhões por ano com naming rights (a Arena O2 do Arsenal, em Londres, fatura 22 milhões).

D- Faturar 40 milhões por ano com shows (o Morumbi arrecada 4 milhões; em breve, a Arena do Palmeiras concorrerá com os outros dois estádios).

E- Faturar 30 milhões com cobrança de entradas a turistas por ano em visitas ao Itaquerão (o Museu do Futebol no Pacaembu fatura 2 milhões).

Vai pagar o estádio com essas verbas?

A PERGUNTA/DÚVIDA FINAL: tudo isso remete a uma grande irresponsabilidade do Governo Federal e demais autoridades, que arriscaram um estádio inteiro financiado sem garantias de pagamento (já que quem deve é o Corinthians e a Odebrecht é um “avalista em termos” – sem responsabilidade de quitação em caso de calote (incrível isso!); ou tudo foi planejado justamente para não pagar, sabendo que tal engenharia financeira apenas mascararia os números, enganando a opinião pública e iludindo os cidadãos?

O medo (não só meu, mas de todos) é: o temor de que o Governo tenha arquitetato dar um estádio de 1,2 bilhão de reais a um clube de futebol (seja ele qual for) em troca de populismo e desvios de verbas por corrupção, sendo que há tantas prioridades em nosso país que deveriam ser priorizadas com tal montante.

O que você acha? Deixe sua opinião:

revista+exame+itaquerão+corinthians+copa+do+mundo.jpg

– Motivos para não acreditar na Honestidade dos Gastos da Copa

Você sabia que a Arábia Saudita inaugurou em 01 de maio a “Cidade do Esporte Rei Abdullah”, um complexo esportivo que contém:

· 3 campos de futebol para treino;

· 6 quadras de tênis;

· Estacionamento para 45.000 veículos (isso mesmo: quarenta e cinco mil!);

· 1 estádio de Atletismo;

· 1 ginásio Poliesportivo;

· 1 mesquita para 500 pessoas

· 1 estádio de futebol para 60.000 pessoas.

Tudo com muito luxo e repleto de mimos para as autoridades reais sauditas.

Valor total em reais: 1,11 bilhão.

Aqui no Brasil, só o Estádio Mané Garrincha (Brasília), segundo o Tribunal de Contas do DF, custará quando pronto (somando as obras que ainda faltam no entorno) R$ 1,90 bilhão!

Não nos esqueçamos: são 12 estádios para a Copa do Mundo…

A que preço custará esse evento ao país, não?

estadio_manegarrincha_britojunior_div01.jpg

– Pelé está na moda!

Há poucos dias do Mundial de Futebol, Pelé é capa de várias revistas europeias. E fotos históricas!

Extraído de: http://uolesporte.blogosfera.uol.com.br/2014/05/20/revista-francesa-publica-foto-misteriosa-de-pele-na-capa/

FOTOS DE PELÉ

Por Maurício Stycer

Em tempo de Copa do Mundo no Brasil, é natural que o assunto seja tema de capa de inúmeras revistas estrangeiras. Menos óbvio é observar nas bancas a permanência de Pelé como uma das imagens mais representativas do futebol brasileiro no exterior.

Duas revistas europeias recorreram ao “rei” para ilustrar suas edições de junho.

A edição britânica da “Esquire” usa uma conhecida foto do craque, ainda menino, com a camisa da seleção brasileira em 1958. Os elogios maiores da publicação, porém, são para Sócrates, chamado pelo editor Alex Bilmes de “o homem mais cool a já ter pisado em um campo de futebol”. A revista chegou às bancas também com outras cinco capas, dedicadas a Bobby Moore, Cruyff, Maradona, Zidane e Beckenbauer.

Já a francesa “Fisheye”, dedicada ao universo da fotografia, estampa em sua capa uma imagem menos batida, na qual Pelé aparece com a camisa da seleção paulista de futebol. Segundo o diretor de redação, Benoit Baume, a foto foi escolhida para “sacralizar uma época em que o esporte profissional não era dominado pelo dinheiro e os heróis cunhavam sua fama sem a ajuda da comunicação.”

No texto, intitulado “A foto misteriosa do rei Pelé”, o editor revela que teve dificuldades em identificar a situação em que o craque aparece. Segundo ele, a foto foi encontrada nos arquivos do tradicional jornal “L´Équipe”.

A imagem, porém, não tinha legenda. Pesquisando, conta ele, junto a um site especializado em camisas de futebol, a revista foi informada que “se tratava da camisa do Santos usada em 1973-74”. Um erro grosseiro, claro. O escudo que aparece na foto mostra claramente o “FPF”, da Federação Paulista de Futebol, e não o do Santos.

Benoit conta que ficou desconfiado da informação porque 1974 foi o último ano em que Pelé jogou pelo Santos e suas imagens desta época, com 34 anos, não batem com a do jovem que aparece na foto escolhida.

Prosseguindo em sua pesquisa, a revista descobriu que a foto é dos anos 60, mas ficou com um pé atrás, porque a imagem é em cores, um recurso não muito utilizado naquela época. Outro mistério é o local onde foi registrada a imagem.

Trata-se, sim, com certeza de uma imagem da década de 60. Só não tenho certeza do estádio em que Pelé posa para as lentes do fotógrafo.

Em tempo: O texto rendeu algum debate no Twitter e no Facebook. Segundo alguns leitores, tudo indica que a foto foi tirada em dia de jogo da seleção paulista no Brasileiro de 1959. O curioso é que a equipe só entrou em campo para disputar – e vencer – o torneio entre janeiro e fevereiro de 1960. A foto, portanto, seria dos primeiros meses de 60.

peleesquire.png

pelefisheye1.png

– Itaquerão já em reformas?

Fantástico! A torcida organizada do Corinthians arrebentou o setor destinado a elas no estádio novo. Primeira partida, mais de 70 cadeiras destruídas.

E olha que era inauguração, jogo de uma torcida só…

Fico pensando: e num confronto contra o São Paulo, Palmeiras, Santos…

Talvez isso seja prova maior do quão bandidos muitos desses caras são. Destruir a troco de quê?

Teste_Cadeiras_Itaquerao.jpg

– A Birra Boba do Diretor Corinthiano e a Cultura do Atraso

Na última quinta-feira, ouvi uma entrevista do repórter Fábio Seródio (Rádio Jovem Pan) com o diretor de futebol do Corinthians, Ronaldo Ximenes. Questionando-o sobre o estádio, referiu-se a Arena Itaquera e imediatamente foi advertido pelo cartola: “É Arena Corinthians!”, disse ele.

Na sequência, disse que o Timão jogaria na Arena Corinthians apenas contra o Figueirense e depois mandaria seus jogos no Estádio do Canindé.

Ué, pelo mesmo critério, não seria Estádio Osvaldo Teixeira Duarte?

Até a FIFA orientou e a Prefeitura sinalizou os acessos como Arena Itaquera (e para desespero dos mais fanáticos, de verde)! Porquê a vaidade?

Arena Itaquera remete ao bairro (ao estádio que está em Itaquera e é referência), assim como Estádio do Morumbi se refere ao Cícero Pompeu de Toledo, Vila Belmiro ao Urbano Caldeira, Maracanã ao Mário Filho e Pacaembú ao Paulo Machado de Carvalho.

Seria vergonha?

Claro que não. É obvio que o Corinthians não deseja que o apelido Itaquerão se popularize (embora já se popularizou) porque quer vender os “naming rights” da Arena e precisa dessa grana. Se não fosse pelo dinheiro, o nome ideal seria Estádio Vicente Matheus, o Itaquerão (ou “Colosso de Itaquera”, como um dia sonhou o folclórico presidente corinthiano falecido).

Ao invés de tal polêmica, o dirigente deveria se preocupar com as obras da praça esportiva. E sobre isso, passou batido o discurso do prefeito do RJ, Eduardo Paes, quando interpelado sobre o atraso nas construções das instalações da Copa do Mundo. O mandatário “tirou uma casquinha” do estádio do Corinthians na última sexta-feira. Disse:

O Brasil tem essa cultura de atraso mesmo, veja o puxadinho da cobertura do estádio de Itaquera que abrirá a Copa, também não vai estar pronto”.

E o pior é que é verdade… a cobertura dos assentos mais caros não ficará pronta a tempo. Mas talvez o mais triste é uma autoridade achar que atraso é “cultura” aceitável e normal.

O que você acha de tudo isso? Itaquerão deve ser evitado (e por tabela, Mineirão, Castelão, Vivaldão, e outros tantos nomes)? E a cultura do atraso pregada pelo prefeito carioca?

Deixe seu comentário:

estadio_itaquera01.jpg

– Qual a sua Seleção de Prioridades para o Brasil?

Nas brincadeiras que circulam nas redes sociais sobre a Copa do Mundo, há desde gozações bobinhas até questões políticas sérias.

Uma delas me chamou a atenção: 11 pontos prioritários escalados pelo povo! Gostei da Seleção, que compartilho abaixo:

10170933_769905193050145_8080938580305535876_n.jpg

– Visão Internacional sobre a Copa do Mundo

A respeitada revista alemã Der Spiegel representou muito bem o senso comum que o planeta está tendo do Brasil: uma Copa com riscos de protestos, reclamações sobre corrupção, dinheiro público mal gasto e uma sensação de violência urbana.

Tempos atrás, o brasileiro era conhecido como povo pacífico, cortês e dotado de um país como paradisíaco ponto turístico. Infelizmente isso parece estar mudando…

derspiegel.jpg

– O sucesso da Copa segundo o Político

É para rir ou para chorar?

O Secretário-Geral da Presidência Gilberto Carvalho declarou o que pensa sobre a realização da Copa do Mundo. Veja que curioso:

Tenho certeza que a Copa do Mundo será um sucesso e que a presidente Dilma Rousseff vai colher os frutos da escolha do Brasil em realizar a competição. Nosso erro foi a questão da comunicação. Faltou diálogo para explicar à população sobre o evento”.

Quer dizer que era só explicar para o povo que a Copa seria uma coisa boa? Que simples!

Tão usada é a Rede Nacional de Rádio e TV e esqueceram de exaltar o quão ótimo será o Mundial para a nação…

E tem gente que compra esse discurso...

740613_169479.jpg

– E se os Eventos Esportivos mudassem de sede?

Copa nos EUA? Olimpíadas em Tóquio? Cancelamento das Atrações Globais no Brasil?

Em alguns momentos da caminhada rumo ao Mundial de Futebol, a boataria sugeriu entregar a sede da Copa para os EUA, para a Alemanha ou qualquer outro, trazendo a tona a justa desconfiança sobre os atrasos das obras.

Agora, jornais da Europa alegam que o Comitê Olímpico Internacional consultou informalmente a Inglaterra, querendo saber se Londres poderia sediar novamente os Jogos Olímpicos, tamanha a preocupação com o Rio de Janeiro e seu não cumprimento dos prazos.

Me recordo de Atenas! Na época, a Grécia quase faliu para terminar as obras da Olimpíada-04, entregues semi-prontas e com um legado questionado. Na do Rio-16, o atraso tem sido ainda maior.

E o que fazer? Vejamos a Copa do Mundo: Itaquerão levado a teste às pressas e com muitas coisas a fazer (com custo altíssimo numa conta que demorará para fechar). E como testar os equipamentos e praças olímpicos, sem prazo de conclusão e, na hora derradeira, com contratos emergenciais a elevado valor?

O que poderia ser algo para elevar a auto-estima do brasileiro, pode surtir o efeito contrário…

olimpiadas-2016.jpg

– Times de São Paulo fora do Mundial e os 2 Representantes Cariocas

Após a convocação da Seleção Brasileira por Luís Felipe Scolari, percebeu-se que nenhum jogador de clube paulista estará vestindo a Amarelinha (embora muitos sejam nascidos em São Paulo). Dos clubes do Rio de Janeiro teremos o goleiro Jeferson (Botafogo) e Fred (Fluminense) – opostos em comportamento.

Se Jeferson é discreto e fala pouco, Fred gosta de aparecer. Amante das baladas noturnas, declarou que “deseja fazer gols em todos os jogos”.

Fará?

Excesso de confiança ou atitude de fanfarrão pelas declarações frequentes de Scolari, que garantem a titularidade a ele?

O problema é: quem é melhor do que Fred em sua posição?

O… ou o… Pois é, a safra é fraca!

Dissemos no nosso comentário na Rádio Difusora, nesta última 3a feira, que não deveríamos ter surpresas na convocação, e que se existisse, seria Henrique como “pagamento de dívida ao Palmeiras”, já que o ex-jogador foi dirigido por Scolari no rebaixamento da série B.

Será? Favor a amigo ou jogador de confiança?

O zagueiro que hoje joga no Nápole fez apenas 12 jogos como titular na Itália, sendo 3 na zaga e o restante como lateral direito. No Barcelona não deu certo.

Curioso é lembrar:

1- Scolari, demitido antes da consumação do rebaixamento alviverde para a série B, voltou a ser o treinador da Seleção e fez sua carreira renascer, ganhando de forma incontestável a Copa das Confederações.

2- Nosso zagueiro reserva caiu com ele para a série B, e nosso centroavante titular, não nos esqueçamos, foi rebaixado para a Segundona pelo Flu, embora, por culpa da Portuguesa, permaneceu na série A pela justa punição à Lusa.

Enfim: boa sorte ao Escrete Canarinho!

02_2.png

– A Surpresa de Felipão e a Lista Fajuta!

Grande expectativa para a convocação final da Seleção Brasileira, visando o Mundial. Por coerência, acredito que Scolari não trará nenhuma surpresa para a Copa do Mundo, sendo que todos os convocados serão os que têm sido chamados com frequência, os “Membros da Família Felipão”, como feito em 2002.

Nesse ano, não teremos ninguém a contestar. Nenhum nome acima da média para “o povo pedir”, nenhum craque injustiçado ou qualquer outro jogador. O elenco é limitado, sabemos disso.

Ontem, circulou uma suposta lista que vazou na Web, com timbre da CBF e logo da Copa. Nela continha os selecionáveis com assinatura do treinador. Mas constava HULCK (com L) e rubricado como “Felipão”. Scolari assina assim?

Para mim, lista fajuta que algum espertalhão soltou na Internet. E para você?

Logo mais saberemos…

0002048185392_img.jpg

– Valcke e seu Momento de Sinceridade!

Parece que a FIFA entregou os pontos em relação à organização da Copa do Mundo no Brasil. O secretario geral Jeromè Valcke admitiu na Suiça que a relação com os 3 níveis de Governo (Federal, Estadual e Municipal) foi um inferno, e que as cidades-sedes começarão o Mundial em obras e problemas de infraestrutura.

“Ah vá”? E a novidade, qual é? Todo mundo já imaginava isso…

Pensem, caros leitores, o que deve ter acontecido nos bastidores, naquelas reuniões secretas em restaurantes ou bares escuros, onde tudo pode acontecer?

Será que tivemos muitas negociações escusas? Propinas?

O que não dá para imaginar é o custo final da Copa ao Mundo, pago por nós… Inimaginável, sem sombra de dúvidas.

2012-487759067-2012011971520.jpg_20120119.jpg

– Empreendedores Inusitados da Copa do Mundo

Tem gente que não perde tempo para os negócios de oportunidade esporádica.

O polêmico “empreendedor da noite” Oscar Maroni (jundiaiense do bairro da Ponte São João), de tantos casos e causos no seu folclórico e sedutor clube de relacionamentos “Bahamas” (situado na Avenida dos Bandeirantes, próximo ao Aeroporto de Congonhas), está aproveitando o Mundial de Futebol.

Olhem só a propaganda de seu negócio estampada em outdoors: a imagem diz tudo! A chuteira, a bola, a…

Bm-Xhh5IUAAoUsw.png

– RAI e a Copa de 2014

A Itália se prepara para a Copa do Mundo. E a RAI, emissora líder em audiência por lá, fez uma propaganda sobre o Mundial no Brasil.

O esterótipo não falha: Rio de Janeiro, Cristo Redentor e Favelas!

Assista, clique em: https://www.youtube.com/watch?v=hRndR7ey7UA

rai-mondiali.jpg

– Dilma falou sério ao povo do Pará?

A presidente Dilma visitou Belém, e às rádios que a entrevistaram, falou sobre a Copa do Mundo:

Os aeroportos estão prontos, assim como os estádios também. Não haverá problema com a infraestrutura no Mundial”.

?

?

?

– Ela estava em sã consciência?

– Bebeu algumas típicas e deliciosas cachaças paraenses antes da entrevista?

– Se entupiu do ritmo paraense do momento, o tecnobrega, e depois foi ao encontro dos jornalistas?

– Confundiu-se com a data do dia, achando que era “Primeiro de Abril”?

Ou nada disso: apenas um surto de otimismo?

Será que a chefe do executivo do nosso país não está vendo as obras atrasadas, aeroportos problemáticos, superfaturamentos diversos, clima de insatisfação e tudo a mais que assola o povo? Não vê que para amenizar os problemas da falta de infraestrutura nas cidades-sedes, os prefeitos estão decretando feriados municipais?

Por fim: será que a dona Dilma vive mesmo no Brasil ou tal declaração, sincera e honestamente, foi pura demagogia para trazer aos menos informados uma sensação de tranquilidade?

copa+2014-DILMA.jpg

– Os Excluídos da Copa do Mundo

Sorte do Futebol que Moçambique era colônia portuguesa e assim o benfiquista Eusébio, o eterno Pantera Negra, conseguiu jogar uma Copa do Mundo (1966). Ou alguém imagina que no cenário de hoje, com tantas equipes fortes, o jogador moçambiquenho conseguiria disputar um Mundial pelo seu país natal?

Pois bem: um dos maiores de todos os tempos, George Weah, o liberiano que jogou por anos no Milan e foi Bola de Ouro da FIFA, viveu esse drama de ser um craque e ficar fora do Mundial pois seu país não conseguiu se classificar. Ibrahimovic ficará de fora agora em 2014 pelo fato da Suécia não ter tido uma boa geração. Gareth Bale, “cracaço” do Real Madrid, talvez seja a maior ausência na Copa do Mundo no Brasil devido a fragilidade de sua nação, o País de Gales. Acrescente outros: Petr Cech, goleiro da República Tcheca que está no Chelsea; Vidic, sérvio do Manchester United, ou ainda o craque da Bundesliga (campeonato alemão) Lewandowski, que infelizmente é polonês.

Não veremos esses jogadores bons de bola por aqui. Mas em compensação, ironicamente teremos Nekounamm (Irã), Spahic (Bósnia), Anastoupolus (Grécia), Bougherra (Argélia) ou Kosmina (Austrália)…

Aí é sacanagem!

Um desafio: que tal escalar a Seleção dos Excluídos de 2014? Garanto que seria um time competitivo, e, por quê não, lutaria pelo título?

Copa01.jpg

– Ressuscitando a história do Naming Rights do Itaquerão

Quando o então presidente do Corinthians Andrés Sanches anunciou a construção do seu estádio, ele próprio divulgou que os gastos seriam bancados pela venda dos direitos do nome da arena (os “naming rights”).

Simploria, publica e demagogicamente disse que a empreiteira Odebrecht daria um estádio de aproximadamente 300 milhões de reais, e como contrapartida o Corinthians pagaria esse valor permitindo que a construtora usasse o naming rights do estádio por 15 anos, usando-o como Arena Odebrecht ou revendendo o direito do nome para outra empresa por qualquer valor.

Ora, naquele dia da coletiva (foi em 31 de agosto de 2010), os naming rights das principais praças esportivas do mundo eram:

– Emirates Stadium: 90 milhões de dólares por 15 anos (Estádio do Arsenal – Inglaterra)

– Allianz Arena: 90 milhões de euro por 15 anos (Estádio do Bayern e do Munich 1860 – Alemanha – valores divididos entre as equipes)

– American Airlines Center: 195 milhões de dólares por 30 anos

– Gillete Stadium: 90 milhões de dólares por 15 anos.

Quer dizer que o estádio do Corinthians teria o naming rights mais caro do mundo?

Às vésperas da sua inauguração, o estádio não custou R$ 300 milhões, mas já está em R$ 1,09 bilhão. Os naming rights não foram vendidos pelo valor mínimo de 300 milhões, não são os mais caros do mundo e tampouco ficou de posse da Odebrecht.

Pergunta-se: qual o segredo para que um estádio bilionário seja construído e ainda não esteja pago? A Odebrecht tem garantias de pagamento ou será eternamente a proprietária?

Mistério… o mais curioso é que depois de tudo isso, ainda há aqueles que crêem que alguma autoridade vai interditar as obras. Se até agora os políticos só abençoaram a construção, alguém terá peito para barrar às vésperas da Copa do Mundo?

O certo é: o estádio não será pago com os naming rights de jeito algum. Ponto.

itaquerão.jpg