– A grande descoberta arqueológica do século XXI!

A Arqueologia é algo que fascina! E vejo essa incrível descoberta no Egito: 200 sarcófagos e 150 estátuas, além de um papiro de 9 metros.

O que será que descobriremos nessa maravilhosa descoberta histórica?

Abaixo, extraído de: https://jovempan.com.br/noticias/mundo/egito-revela-descoberta-arqueologica-gigantesca-papiro-de-nove-metros-e-uma-das-pecas.html

EGITO REVELA DESCOBERTA ARQUEOLÓGICA GIGANTESCA, INCLUINDO PAPIRO DE NOVE METROS

Mais de 200 sarcófagos e 150 estátuas de bronze foram encontradas e vão ser levadas para o Grande Museu Egípcio.

por KHALED DESOUKI / AF
Sarcófagos encontrados em um esconderijo que data do período tardio egípcio (por volta do século V aC) são exibidos após sua descoberta por uma missão liderada pelo Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, no cemitério de Bubastian na necrópole de Saqqara, a sudoeste da capital do Egito

Arqueólogos descobriram na necrópole de Saqqara, no sul do Cairo, no Egito, 250 sarcófagos e 150 estátuas de bronze. As peças foram apresentadas nesta segunda-feira, 30, e fazem parte do último de uma série de achados notáveis na região. As autoridades asseguram que essas descobertas facilitarão a “reescrever a história” deste período. Uma das 150 estátuas descobertas é do arquiteto, vizir e médico Imhotep, que também foi o inventor da pedra esculpida que revolucionou o mundo antigo, segundo o diretor do Conselho Supremo de Antiguidades do país, Mostafa Waziri. “Encontrar a tumba de Imhotep é um dos principais objetivos da missão arqueológica que já fez quatro temporadas de explorações arqueológicas no sítio”, acrescentou Waziri.

Além da estátua de Imhotep, outras de bronze que representam as divindades do panteão egípcio “Osiris, Isis, Hator, Ámon Min, Nefertum e Anúbis” foram reveladas, indicou o Ministério do Turismo e Antiguidades em comunicado. Em um dos 250 sarcófagos em madeira com múmias do século V a.C, está um papiro intacto e selado que foi transferido para o laboratório do museu egípcio da praça Tharir, no Caio, para ser restaurado. Com cerca de nove metros de comprimento, o papiro inclui certamente capítulos do Livro dos Mortos, segundo o diretor. Waziri assinalou que os sarcófagos seriam levados para o novo “Grande Museu Egípcio”, perto do planalto de Gizé, que as autoridades egípcias esperam inaugurar este ano após muitos adiamentos. Em janeiro de 2021, Egito já havia descoberto novos “tesouros” arqueológicos em Saqqara, entre eles 50 sarcófagos do Novo Império, de mais de três mil anos.

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O rosto de um dos sarcófagos encontrados em um esconderijo que data do período tardio egípcio (por volta do século V aC) após sua descoberta por uma missão liderada pelo Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, no Bubastian cemitério na necrópole de Saqqara, a sudoeste da capital do Egito
Estatuetas e estatuetas representando gatos e divindades egípcias encontradas em um esconderijo que data do período tardio egípcio (por volta do século V aC) são exibidas após sua descoberta por uma missão liderada pelo Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, no cemitério de Bubastian na necrópole de Saqqara, sudoeste da capital do Egito
Estatuetas representando as deusas egípcias (da esquerda para a direita) Ísis (Iset) e Néftis (Nebet-Het) encontradas em um esconderijo que data do período tardio egípcio (por volta do século V aC) são exibidas após sua descoberta por uma missão chefiada pelo Supremo do Egito Conselho de Antiguidades, no cemitério de Bubastian na necrópole de Saqqara, a sudoeste da capital do Egito
Créditos: KHALED DESOUKI / AFP
O rosto de um dos sarcófagos encontrados em um esconderijo que data do período tardio egípcio (por volta do século V aC) após sua descoberta por uma missão liderada pelo Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, no Bubastian cemitério na necrópole de Saqqara, a sudoeste da capital do Egito

– O BioCarvão das Terras Indígenas.

Em tempos de pesquisas sobre novos recursos energéticos ecologicamente corretos, da Amazônia vem a grande “sensação” entre cientistas americanos: o biocarvão utilizado em terras indígenas.

Extraído de: http://revistadasemana.abril.com.br/edicoes/86/ambiente/materia_ambiente_468369.shtml

BIOCARVÃO NO COMBATE AO AQUECIMENTO GLOBAL

Os Estados Unidos – e alguns outros países – “descobriram” uma técnica ancestral, a terra preta dos índios. Produto da ocupação humana na Amazônia há milhares de anos, onde detritos orgânicos e restos de fogueira conferem fertilidade ao solo normalmente argiloso da floresta, foi rebatizada de biocarvão, ou biochar, do inglês biological charcoal, para ficar mais internacional. “Tornou-se o último grito da moda contra o aquecimento global”, escreve Marcelo Leite, colunista de ciência da Folha de S.Paulo.

O biocarvão é feito de resíduos orgânicos, ou biomassa, como madeira, plantas e até adubo de galinha, queimados pelo processo conhecido como pirólise – temperaturas superiores a 400ºC, com pouco ou nenhum oxigênio. Além de aumentar a produtividade agrícola quando misturado ao solo, o biocarvão pode ajudar a resgatar dióxido de carbono (CO2) da atmosfera e fornecer energia. Quando morrem, as plantas liberam CO2 que absorveram novamente no ambiente, mas a pirólise retém de 20% a 50% desse carbono.

Os gases produzidos durante o processo de queima podem ser usados como combustível. É o “ouro negro” da agricultura, afirmam cientistas ouvidos pela CNN.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– A Inovação Tecnológica deve vir das Universidades ou das Indústrias?

Olha que discussão interessante: Nicolsky, renomado cientista, diz que estamos à beira de um “apagão tecnológico”, e afirma: a inovação não deve vir das universidades, mas das pesquisas industriais!

De muita valia aos pesquisadores e acadêmicos, abaixo, extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI78102-15259,00-SEGUIMOS+PARA+UM+APAGAO+TECNOLOGICO.htm:

SEGUIMOS PARA UM APAGÃO TECNOLÓGICO

O físico Roberto Nicolsky diz já ter acreditado que tecnologia se desenvolvia na universidade. Deixou a carreira de executivo em empresas para voltar à academia, como professor, e ajudar no desenvolvimento tecnológico do país. Convenceu-se de que o lugar da inovação é na indústria, que conheceria as necessidades do mercado. Hoje, dirige a Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec), que conta entre seus associados com os principais representantes do empresariado, como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Nicolsky diz que a política brasileira privilegia apenas as universidades e que a falta de tecnologia na indústria mina nossa competitividade e bloqueará o crescimento do Brasil. “Teremos um apagão tecnológico”, afirma.

QUEM É
É físico. Nasceu na Rússia e mudou-se para o Brasil com 8 anos. Tem 71 anos
O QUE FAZ
É diretor-geral da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec), associação de empresários para promover a competitividade da indústria

O QUE FEZ
Trabalhou em indústrias paulistas até tornar-se professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Coordenou a criação do protótipo de um trem que se move pelos trilhos usando levitação magnética   

ÉPOCA – Por que o senhor diz que haverá um apagão tecnológico?
Roberto Nicolsky –
Podemos ter bloqueio do crescimento econômico do país em questão de anos, por falta de tecnologia. O deficit entre o que exportamos e o que importamos está crescendo ano a ano. Como a indústria brasileira está atrasada tecnologicamente – passou décadas sem investir em inovações que diferenciassem seus produtos e processos industriais –, perdeu em competitividade. Temos de importar matérias-primas e máquinas para nosso setor industrial e só contamos com as exportações do agronegócio e da mineração para cobrir essas despesas. Para ter uma ideia, para pagar um único notebook você precisa vender 4 toneladas de carne ou 5 toneladas de soja.

ÉPOCA – Em que ponto estamos nesse caminho para o apagão tecnológico?
Nicolsky –
Não posso dizer que ele vai acontecer com certeza porque a economia tem um alto grau de imprevisibilidade. Mas é o risco que corremos se continuarmos com a política atual. Entre 2007 e 2008, a diferença entre o que importamos e o que exportamos passou de US$ 33 bilhões para US$ 57 bilhões, considerando apenas três setores da indústria: eletroeletrônica, química e bens de capital (máquinas usadas na indústria). O aumento do deficit aconteceu porque o Brasil teve uma taxa de crescimento de 5%, um pouco maior que nos anos anteriores. Agora, se quisermos continuar a crescer, vamos importar mais matérias-primas, mais máquinas. Vai chegar um ponto em que o agronegócio, a mineração e os investimentos estrangeiros não conseguirão pagar essa conta. O país deixará de crescer, a renda dos trabalhadores diminuirá e aumentará o desemprego.

ÉPOCA – Por que o Brasil não consegue tornar sua indústria competitiva?
Nicolsky –
Porque falta tecnologia. Primeiro, em razão do modelo de industrialização adotado no passado. Nas décadas de 1960 e 1970, o Brasil resolveu montar suas indústrias apenas importando tecnologia dos países desenvolvidos, sem se preocupar em aprimorá-la ou em desenvolver a sua própria. E o país nunca contou com uma política que corrigisse essa situação. Nem temos uma política tecnológica, o que temos é uma política conjunta para ciência e tecnologia. O problema é que ciência e tecnologia são completamente diferentes. Ciência se faz na universidade, para produzir conhecimento e capacitar recursos humanos altamente qualificados. Tecnologia se faz na indústria para atender à demanda dos clientes e tornar um produto mais competitivo. Só que no Brasil temos um único ministério para essas duas áreas, o da Ciência e Tecnologia.

ÉPOCA – Por quê?
Nicolsky –
É uma junção curiosa, que era comum na Espanha e em Portugal, e acabou se propagando pela América Latina. Depois da entrada dos países ibéricos na comunidade europeia, houve uma separação. Em Portugal, a tecnologia, sob o nome de inovação, foi para o Ministério da Economia, que no Brasil corresponde ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A ciência ficou junto com o Ensino Superior. Esse também é o modelo da Alemanha. Lá eles têm o Ministério da Educação e Ciência. A tecnologia fica no Ministério da Produção e Tecnologia.

ÉPOCA – Qual é o problema de tentar integrar o desenvolvimento científico ao tecnológico?
Nicolsky –
Acabamos adotando políticas de incentivo e modelos de financiamento nos mesmos moldes para duas áreas que são completamente distintas. No caso da ciência, as políticas em vigor dão certo. Elas são tão eficientes que a publicação de artigos científicos brasileiros em revistas internacionais quase triplicou em seis anos. Hoje, somos o 13º país no ranking dos que mais publicam artigos, resultado do aumento das verbas destinadas a bolsas para cientistas e abertura de novos laboratórios. O mesmo não ocorre com a área tecnológica. Se olharmos o Produto Interno Bruto brasileiro, a participação da indústria de manufatura tem diminuído. Não adianta investir só nas universidades: elas, no máximo, podem dar uma ideia para a indústria desenvolver uma tecnologia com base em um novo conhecimento. Mas, no geral, as ideias vindas da universidade estão fora da realidade porque a verdadeira demanda vem dos clientes, dos usuários dos produtos da indústria.

ÉPOCA – O melhor caminho não é tentar aproximar a universidade das necessidades da indústria? Não é esse o objetivo da lei de inovação, que libera cientistas ligados a universidades para trabalhar em empresas?
Nicolsky –
Isso só funciona em determinados setores industriais de países desenvolvidos. Para que haja transferência de tecnologia diretamente da universidade para a indústria, é preciso que elas estejam no mesmo nível. Só que a universidade brasileira está próxima do conhecimento de ponta, e a indústria brasileira está 30 anos atrasada. Uma indústria não dá saltos. Anda passo a passo. Ela só pode criar um novo produto depois de ter total domínio do anterior. Em geral, isso acontece a partir de demandas dos consumidores. A Embraer percebeu que havia um mercado para aeronaves de 50 lugares porque entendeu a necessidade de seus clientes. Fez um projeto desse tipo, melhor que o da concorrente, a canadense Bombardier. Mas só conseguiu isso porque já tinha feito outros aviões, como o Tucano, o Xingu, o Bandeirantes, o Brasília.

ÉPOCA – Leis como a de Inovação e a do Bem, que permitem a dedução do investimento em pesquisa, não ajudaram a desenvolver a indústria?
Nicolsky –
A Lei de Inovação e a do Bem são longas e complicadas. Além delas, existem várias outras que foram aprovadas recentemente. A política científica e tecnológica está imersa em uma sopa de leis que ninguém sabe interpretar. É ótimo para que pessoas ligadas à universidade, que dominam o Ministério da Ciência e Tecnologia, as interpretem do jeito que quiserem. A verba do ministério é de R$ 6,6 bilhões. Para as políticas de incentivo à inovação industrial são direcionados só R$ 660 milhões, o equivalente a apenas 10% da verba.

ÉPOCA – O senhor sugere tirar dinheiro das universidades?
Nicolsky –
Não é isso. A universidade toca lá seus projetos com o dinheiro que existe. Se o ministério devolvesse para a indústria tudo o que toma dela, já seria um ganho. Os fundos setoriais recolhem das empresas que foram privatizadas uma porcentagem a ser revertida em pesquisa na indústria. São R$ 3 bilhões. Mas transfere para as empresas R$ 600 milhões. E o resto? Vira apenas uma carga tributária a mais. É uma farsa dizer que isso é um fomento.

ÉPOCA – Ainda há tempo para reverter o apagão tecnológico que o senhor prevê?
Nicolsky –
Sim. A Índia é um exemplo de que isso é possível. Em 1995, ela promulgou sua lei de incentivo à inovação, que não é restritiva como a brasileira. Em 1998, três anos depois, ela superou o número de patentes do Brasil. Em 2008, fez 634 patentes, seis vezes o número de patentes brasileiras. O Brasil fez 101.

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Imagem extraída da Internet. Crédito da charge nela própria.

– Não discuta com ignorantes que se acham sábios e não querem aprender.

Não adianta você discutir com sabichões, que não aceitam argumentos contrários ou metralham alguém sem conhecimento. Nem com jovens afoitos que não respeitam os mais velhos.

Roda na Internet, desde a última semana, um tuíte com um vídeo de Gerson, o “Canhotinha de Ouro”, um dos gênios da Seleção Tricamepã de 1970. Nele, ele critica Chay, do Botafogo, por segurar demais a bola.

Eis que foi ironizado por, digamos, um “jovem desavisado” que não o conhecia! Pode um botafoguense não conhecer Gerson, Nilton Santos ou Mané Garrincha?

Aliás, muitos torcedores sabem quem são os ídolos que tornaram seus times grandes, ou os desconhecem? Afinal, há time que “só é grande hoje” por conta dos craques do passado.

Vale a observação do comentário, abaixo: 

– Ouça (e filtre) conselhos.

No cotidiano, encontramos pessoas que querem nos ajudar (e outras não).

Normalmente ouvimos daquelas de boa vontade, muitos conselhos sobre resoluções e decisões a tomar. Por quê não nos fazermos ouvintes?

Escute experiências, seja atencioso e filtre o necessário. Todo conhecimento e toda reflexão são benquistos; afinal, “não somos donos da verdade” e precisamos aprender continuamente.

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– Mitos que os Jovens Empreendedores Costumam Acreditar.

Cada vez mais os jovens brasileiros querem empreender. Mas, para muitos, não é fácil, devido aos medos e a falta de dinheiro. Saiba 7 mitos que existem no ideário do administrador:

Extraído de: http://exame.abril.com.br/pme/noticias/7-mitos-que-os-jovens-empreendedores-ainda-acreditam

7 MITOS QUE OS JOVENS EMPREENDEDORES AINDA ACREDITAM

Não buscar sócios com conhecimentos complementares é um dos erros dos jovens empreendedores

por Priscila Zuini

Está comprovado: ter um negócio próprio é o sonho de maioria dos jovens brasileiros. Segundo uma pesquisa realizada pela Cia de Talentos em parceria com a Nextview People, 56% dos ouvidos disseram que pretendem empreender em algum momento da vida.

Os jovens também são maioria entre os que já empreendem. De acordo com o levantamento GEM 2012,33,8% dos negócios iniciais estão nas mãos de pessoas entre 25 e 34 anos. “O empreendedorismo está consolidado na cabeça do jovem como opção de vida, o que não está é o preparo desse jovem”, diz Bruno Caetano, diretor-superintende do Sebrae/SP.

Além das várias dificuldades de um negócio, os jovens costumam ter que lidar, muitas vezes, com a descrença. “Tem muitas pessoas que acham que precisam de mais capacitação ou vivência e não podem ter seu negócio próprio”, diz Marcelo Nakagawa, coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper. Veja abaixo alguns mitos sobre ter uma pequena empresa antes dos 30 anos.

1. Uma boa ideia basta

Muitas vezes, os jovens escolhem um hobby ou passatempo para transformar em negócio. “Muitos acreditem que basta ter uma boa ideia para que vire um negócio de sucesso”, diz Caetano.

Além de gostar da atividade, o jovem precisa se preparar para tirar o negócio do papel e não só apostar na sorte. “Ter uma grande ideia inovadora não é ter um grande negócio. Sem um time, a empresa cai por terra no primeiro contato com o cliente porque não vai ter quem execute”, alerta Nakagawa.

2. Empreender durante a faculdade é difícil

Largar a faculdade pelo negócio foi um passo para empreendedores como Mark Zuckerberg. Mas não é a regra. “Tem muitos que conseguem conciliar as duas coisas, principalmente quando o negócio é na área dele”, diz o professor do Insper.

Segundo ele, depende do empreendedor saber aproveitar os recursos e contatos da faculdade. “A dica que eu deixo é que ele se prepare para virar empreendedor. Está mais fácil para o jovem que está mais acostumado com o ambiente de escola, de estudo, de preparação”, sugere Caetano.

3. Negócios inovadores não têm concorrência

Confundir otimismo e ingenuidade é, para Nakagawa, um erro dos empreendedores mais jovens. “Ele tem que ser otimista, mas não pode ser ingênuo a ponto de achar que não tem concorrência”, diz. Segundo ele, é comum que nesta fase o empreendedor se sinta infalível. “Se o negócio der certo, vão aparecer dez negócios similares ao seu”, alerta o professor.

Outro mito, segundo ele, é achar que a concorrência vai demorar a reagir a sua inovação. “Em alguns casos é verdade. Em outros, é mito e o concorrente vai para cima e ocupa o espaço da startup”, explica.

4. Jovens têm mais chances de quebrar

Segundo Caetano, não há nenhum estudo que indique que empresas de jovens estão mais propensas ao fracasso. “Não há diferença significativa nas taxas de mortalidade de empresas chefiadas por jovens. Existe um preconceito da própria sociedade e os próprios jovens ficam inibidos de empreender”, justifica.

5. Reunir amigos na sociedade é melhor

Na universidade, muitos empreendedores reúnem um grupo de amigos da mesma turma para abrir um negócio. A afinidade pode parecer um bom motivo para estabelecer uma sociedade, mas pode ser uma armadilha. “Muitos começam a empresa com colegas da faculdade e o sócio é um espelho dele, com a mesma formação e os mesmos hábitos”, diz.

É preciso saber formar uma equipe que se complemente. “Basicamente, a regra é ter de alguém que sabe vender, alguém que sabe fazer e um terceiro sócio que cuide da gestão mais burocrática”, ensina o professor.

Para Caetano, achar que pode fazer tudo sozinho também pode acabar com o negócio. “É um erro fatal, precisa ter sócios que se complementem”, indica o executivo do Sebrae/SP.

6. O fracasso é o fim

Ninguém começa um negócio pensando em fracassar. Mas, se isso acontecer, não é o fim do mundo. “Uma questão que precisa ficar clara é que ele acha que não pode fracassar. É comum encontrar empreendedores que na primeira tentativa não deram certo, mas usaram isso como fonte de aprendizagem para negócios posteriores”, explica Caetano.

7. Um produto bom dispensa experiência

Assim como só uma boa ideia não é suficiente, o empreendedor não pode dispensar o conhecimento confiando apenas no produto ou serviço. “Achar que vai sustentar o negócio sem ter experiência em gestão é um erro”, diz Caetano. Outro mito é acreditar que as vendas vão acontecer facilmente. “Venda é uma estratégia, precisa ser estudada e exige dedicação”, afirma.

– Cabeça experiente com corpo jovem?

Calma, não é nenhuma analogia a experimento ou metamorfose qualquer que abordarei. Falarei sobre ter a experiência de vida e a sabedoria sensata que se tem quando mais maduro, somada com a disposição, ânimo e vigor da juventude. Para muitos, “cabeça de 40 num corpo de 20”!

Fico pensando: eu não fiz nada grave ou de muito errado na minha fase jovem (embora eu ainda seja jovial de alma). Sempre procurei ser ponderado, mesmo com os impulsos normais da mocidade. Mas com 44 anos, a gente está mais calejado e reflete muitas coisas ao ver jovens radicais, que não viveram ainda nada na vida, debatendo política, por exemplo, como se fossem “senhores da razão”.

Aí eu me auto-questiono: se eu vejo os erros do excesso da imprudência e falta de vivências dos moços, me cobro para ter ouvidos sempre abertos aos mais velhos que já viveram coisas que eu não vivi.

Isso não significa ser antiquado ou retrógrado, mas sábio e prudente. E lembrando: claro que os jovens tem boas ideias, criatividade e visões inspiradoras – e isso deve ser valorizado sempre! Mas conciliar a experiência com a jovialidade é o ideal!

Assim, repito: a maturidade ajuda a otimizar as “visões de mundo” que temos, e a juventude nos dá fôlego / hormônios / ímpeto para colocar as coisas em prática.

É por isso que devemos ter um espírito jovem, hoje e sempre, para nunca nos acomodarmos em nosso conhecimento contínuo e nos propósitos da vida.

– Evolução Profissional dos Químicos – da Idade Média aos Dias Atuais!

Hoje é Dia do Químico. Com as novas tecnologias e cada vez mais novas descobertas, a profissão se revoluciona diariamente e a ritmo frenético.

Pois bem: para celebrar a data, um especial da Revista Superinteressante sobre os Químicos na Idade Média!

Bacana, extraído de: http://is.gd/3grQ0S

COMO ERA O LABORATÓRIO DE UM ALQUIMISTA MEDIEVAL?

por Luiz Fujita

Era escuro e bagunçado, ou seja, nada parecido com um laboratório de química atual. No meio dessa zona, os alquimistas eram pessoas comuns que manipulavam ingredientes minerais e vegetais a fim de produzir ouro a partir de outros metais. Essa busca pelo nobre metal tinha uma motivação mais espiritual do que materialista, já que, para eles, transformar metais comuns em ouro seria um jeito de libertar a essência divina que existe em todas as coisas. O nobre ideal, porém, não convenceu a Igreja Católica, que, no século 14, proibiu a alquimia – nessa época, os alquimistas eram perseguidos como servos do demônio – e a prática só voltou a ser socialmente aceita no século 15.

Ouro que é bom, nada… Banho-maria, porcelana e uma série de compostos químicos surgiram nos porões dos alquimistas!

VOVÔ DA MARVADA
O destilador, criado pelos alquimistas por volta do ano 800, é usado até hoje em laboratórios químicos. O instrumento separa líquidos misturados e funciona assim: a mistura é fervida e o líquido que evapora mais cedo sobe até o topo do destilador, onde vira gotas que escorrem para outro recipiente

BRINCANDO COM FOGO
O fogo era usado na maioria dos experimentos, para queimar materiais e para ferver líquidos. Por isso, era comum instalar o laboratório na cozinha. Para tocar as experiências em outros cômodos da casa, usava-se um fogareiro, parecido com uma churrasqueira portátil, e um soprador, que mantinha o fogo aceso

QUÍMICA DO AVESSO
Os alquimistas foram mais eficientes para destruir do que para criar ouro. É que eles descobriram uma substância chamada água-régia, que corrói o precioso metal amarelo
Vitriol (cristal de sulfato) + Nitrato de potássio (cinzas de madeira + xixi) + Água-forte (ácido nítrico) + Cloreto de amônia (sal de vulcão) + Água-régia (ácidos nítrico e clorídrico)

BALANÇA, MAS NÃO CAI
Outros recipientes usados na química atual têm origem na alquimia, como os cadinhos – potes de metal ou porcelana, de alta resistência, usados para fundir metais. Os alquimistas também mediam as quantidades de ingredientes com balanças para poder repetir os experimentos que dessem certo

MAGOS DO PORÃO
O ambiente de trabalho dos ancestrais dos químicos era sujo e escuro. Para manter segredo sobre suas atividades e descobertas, o alquimista realizava experimentos sozinho, enfurnado em um sótão ou em um porão, à luz de velas. O cheiro era forte por causa da mistureba de materiais

PROJETOS PARALELOS
Transformar metais comuns em ouro era fichinha para aqueles que também tentavam descobrir um elixir que curasse tudo e desse a vida eterna. Outro desafio era misturar ingredientes para fazer surgir uma criatura surreal: o homúnculo – havia até receita de como criar o pequeno ser!

RECEITA DE SUCESSO
Rodeados por livros e pergaminhos, os alquimistas registravam os experimentos e descobertas a fim de compartilhar com os colegas. Para evitar que roubassem fórmulas e instruções, os caras faziam anotações cifradas – com gravuras no lugar das palavras, por exemplo:
• A alquimista Maria, a Judia, esquentava recipientes com água fervente, dando origem ao termo “banho-maria”
• Explosões eram comuns e, às vezes, tão violentas que matavam o alquimista
• A porcelana foi trazida para o Ocidente pelo alquimista alemão Johann Böttger, no século 18
• Uma das receitas de homúnculo leva sêmen humano magnetizado, enterrado em cocô de cavalo!

O sonho dourado de alquimistas europeus e árabes nunca virou realidade. Chineses buscaram, em vão, a receita da vida eterna.

EUROPEUS
Não fabricaram ouro, mas revelaram alguns tesouros. O inglês Roger Bacon criou uma lente que concentrava raios do Sol e acendia velas. O suíço Paracelso foi um dos primeiros médicos a tratar a epilepsia como doença

ÁRABES
Fizeram grandes descobertas químicas. Abu Musa Jabir Hayyan, por exemplo, descobriu o ácido nítrico. Até algumas palavras usadas na química, como álcool, foram introduzidas pelos alquimistas árabes

ASIÁTICOS
Os chineses perseguiam a imortalidade por meio de boa alimentação, prática de exercícios físicos e poções. Algumas receitas, porém, levavam direto para a cova, contendo arsênico e mercúrio na fórmula.

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– O ineditismo de uma pandemia em meio a globalização!

Tudo o que está escrito nesta postagem redigida há 1 ano, vale para hoje. Abaixo:

Nas festas de final de ano 2019, quem imaginou que 2020 seria um ano tão travado? Aliás, o “ano novo” não começou mesmo, e, pelo jeito, não começará de verdade do jeito que gostaríamos já que estamos em meados de junho.

Quantas pessoas você conhece que passaram por uma pandemia e se recordam como ela foi? As mais idosas vivas (centenárias) eram crianças quando ocorreu a última, a da Gripe Espanhola, que durou de 1918 a 1920 (portanto, há 100 anos).

Repare nesses números: crê-se que a Influenza tenha atingido meio bilhão de pessoas, com 50 milhões de mortos. Mas considere:

– O mundo estava saindo da Primeira Guerra Mundial, então as Economias pegaram o efeito da pandemia já cambaleadas;

– A Globalização era algo muito ínfimo. De tal forma, a doença “não viajava” como ela faz hoje, se concentrando nos centros mais populosos próximos de onde ela ganhava corpo.

– A desinformação era diferente da falta de informação. Explico: hoje, morre-se menos porquê temos mais informação de boa qualidade e as pessoas sabem corretamente como se precaver (caso pesquisem). Naquele tempo, não tínhamos “informação via satélite” e nem sonhávamos com a Internet e por esse motivo, a falta de cuidado e de alertas era maior. Boatos, como os de hoje, existiam também (na versão de Fake News daquele período de época). Porém, pela falta de recursos tecnológicos, era mais difícil desmentir. Hoje, temos informação de boa qualidade duelando contra as mentiras. Naquela época, a pouca informação lutava contra a desinformação (a informação errada, mas não proposital) e a boataria (nossas Fakes News de hoje).

– A Medicina, evidentemente, é muito mais avançada hoje do que há 100 anos – não só pelas drogas descobertas mas também pelo intercâmbio de médicos e troca de pesquisas em tempo real.

Diante de tudo isso, vemos uma questão político e social que nos traz medo e incertezas, com empresas quebrando e simultaneamente ocorrendo revoltas de lados ambíguos da população (contra ou não o isolamento).

O problema do capital de giro e prejuízos do Mercado nunca vai se equilibrar com o dano das mortes. Não existe “preço pela vida”, mas deveria se existir o bom senso de otimizar e se programar para a pausa das atividades. Diante desse impasse (ou melhor, dessa imprudência das autoridades), ninguém conseguiu resolver a contento.

Todos os setores hoje são atingidos. Talvez depois da Segunda Guerra Mundial, tenha sido a primeira catástrofe global que vivemos. Se ela não for, certamente é na questão de acompanhamento e debates on-line.

Por curiosidade: a APEA, que era a “Federação Paulista de Futebol de então”, anunciou a suspensão do Campeonato Paulista de 1918 devido à epidemia de Gripe Espanhola citada anteriormente (e que matou 35 mil brasileiros). Os jogos foram retomados no fim do ano, e o campeonato foi concluído no início de 1919, com o Paulistano-SP campeão. E importante: o presidente Rodrigues Alves foi uma das vítimas.

Se o Brasil parou por quase 1 ano há 102 anos, tendo 35 mil mortos totalizados e com as condições precárias de saneamento básico e saúde da 2ª década do século XX, compare com o número de vítimas atuais em nosso país.

É lógico que temos culpados por tudo isso: o descuidado em impedir a entrada do vírus no país (quando houve as notícias dos primeiros casos da Itália, a Argentina fechou imediatamente a entrada de italianos e voos procedentes de lá). Nosso Presidente da República pouco ajudou nos exemplos de prevenção e debochou por diversas vezes da pandemia (sem contar que não evitou aglomerações); em contrapartida, os Governadores não se esforçaram em tomar cuidado com a compra de respiradores ou na montagem de Hospitais de Campanha a preços honestos, permitindo (consciente ou não) a corrupção. Por último, ninguém preparou as empresas para dias de fechamento: fizeram as pessoas ficarem em casa antes do pico e as liberaram durante esse período mais crítico (deveria ser exatamente o contrário). Fizemos tudo errado (mesmo tendo outras nações que começaram antes com o Novo Coronavírus e que poderiam ter servido de modelo para nós).

Contra o Covid, precisamos sem dúvida de Ciência, de boa Gestão da Saúde Pública, de Cidadania, de Solidariedade e para não enlouquecermos.

Repare nos conselhos contra a Pandemia da Gripe Espanhola há 100 anos:

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Por último, acrescente algumas notícias dos jornais da época:

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– Discurso de Nixon, caso o Homem Tivesse Fracassado na Chegada à Lua.

Há 8 anos, morreu Neil Armstrong, o primeiro astronauta a pisar na Lua. Mas e se ele não tivesse conseguido?

Olha qual o procedimento dos astronautas (por exemplo: como se envenenarem para uma morte mais rápida, caso algo desse errado) e o discurso do presidente americano Nixon, após a fatalidade:

Extraído de: http://super.abril.com.br/blogs/superblog/leia-o-discurso-presidencial-que-seria-usado-se-a-missao-apollo-11-tivesse-fracassado/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_super

DISCURSO PRESIDENCIAL QUE SERIA USADO SE A MISSÃO APOLLO 11 TIVESSE FRACASSADO

por Carolina Vilaverde

A missão que levou Neil Armstrong e Edwin “Buzz” Aldrin para a Lua podia ter dado muito errado. Em  julho de 1969, os dois astronautas americanos pisaram pela primeira vez na Lua e conseguiram retornar em segurança para a Terra. Mas, o risco de algo dar errado era tão grande que eles levaram uma cápsula de cianureto no macacão para abreviar a morte caso necessário.

Por isso, o redator de discursos do ex-presidente Richard Nixon, William Safire, fez questão de deixar uma fala preparada para caso a missão falhasse e os astronautas ficassem presos na Lua. Abaixo, você lê uma tradução livre do discurso que seria usado se uma tragédia acontecesse na missão espacial:

“EM CASO DE DESASTRE NA LUA:
O destino ordenou que os homens que foram à Lua para explorar em paz vão ficar na Lua para descansar em paz.
Esses bravos homens, Neil Armstrong and Edwin Aldrin, sabem que não há esperança de recuperação. Mas eles também sabem que há esperança para a humanidade em seu sacrifício.
Estes dois homens estão entregando suas vidas para o objetivo mais nobre da humanidade: a busca pela verdade e compreensão.
Eles serão velados por seus familiares e amigos; eles serão velados pela nação; eles serão velados pelas pessoas ao redor do mundo; eles serão velados pela Mãe Terra que ousou enviar dois de seus filhos para o desconhecido.
Em sua exploração, eles mobilizaram pessoas do mundo inteiro a se sentirem como uma só; com seu sacrifício, eles ligam mais fortemente a irmandade dos homens.
Em tempos passados, homens olharam para as estrelas e viram seus heróis nas constelações. Nos tempos modernos, nós fazemos basicamente o mesmo, mas nossos heróis são homens épicos de carne e osso.
Outros os seguirão, e certamente encontrarão o caminho de casa. A busca do homem não será negada. Mas estes homens foram os primeiros, e eles permancerão como primeiros em nossos corações.
Cada ser humano que olhar para a Lua nas noites que virão saberá que existe um canto de outro mundo que é para sempre da humanidade.
ANTES DA DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE:
O Presidente deve telefonar para cada uma das futuras viúvas.
DEPOIS DA DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE, NO MOMENTO EM QUE A NASA ENCERRA A COMUNICAÇÃO COM OS HOMENS:
Um clérigo deve adotar o mesmo procedimento que em um enterro no mar, recomendando suas almas para a “mais profunda das profundezas”, encerrando com o Pai Nosso.”

– E se nossa cabeça de hoje estivesse no corpo de ontem? Ter uma mente jovial e sadia!

Calma, não é nenhuma analogia a experimento ou metamorfose qualquer que abordarei. Falarei sobre ter a experiência de vida e a sabedoria sensata que se tem quando mais maduro, somada com a disposição, ânimo e vigor da juventude. Para muitos, “cabeça de 40 num corpo de 20”!

Fico pensando: eu não fiz nada grave ou de muito errado na minha fase jovem (embora eu ainda seja jovial de alma). Sempre procurei ser ponderado, mesmo com os impulsos normais da mocidade. Mas com 44 anos, a gente está mais calejado e reflete muitas coisas ao ver jovens radicais, que não viveram ainda nada na vida, debatendo política, por exemplo, como se fossem “senhores da razão”.

Aí eu me auto-questiono: se eu vejo os erros do excesso da imprudência e falta de vivências dos moços, me cobro para ter ouvidos sempre abertos aos mais velhos que já viveram coisas que eu não vivi.

Isso não significa ser antiquado ou retrógrado, mas sábio e prudente. E lembrando: claro que os jovens tem boas ideias, criatividade e visões inspiradoras – e isso deve ser valorizado sempre! Mas conciliar a experiência com a jovialidade é o ideal!

Assim, repito: a maturidade ajuda a otimizar as “visões de mundo” que temos, e a juventude nos dá fôlego / hormônios / ímpeto para colocar as coisas em prática.

É por isso que devemos ter um espírito jovem, hoje e sempre, para nunca nos acomodarmos em nosso conhecimento contínuo e nos propósitos da vida.

– O ineditismo de uma pandemia em meio a globalização!

Nas festas de final de ano 2019, quem imaginou que 2020 seria um ano tão travado? Aliás, o “ano novo” não começou mesmo, e, pelo jeito, não começará de verdade do jeito que gostaríamos já que estamos em meados de junho.

Quantas pessoas você conhece que passaram por uma pandemia e se recordam como ela foi? As mais idosas vivas (centenárias) eram crianças quando ocorreu a última, a da Gripe Espanhola, que durou de 1918 a 1920 (portanto, há 100 anos).

Repare nesses números: crê-se que a Influenza tenha atingido meio bilhão de pessoas, com 50 milhões de mortos. Mas considere:

– O mundo estava saindo da Primeira Guerra Mundial, então as economias pegaram o efeito da pandemia já cambaleadas;

– A Globalização era algo muito ínfimo. De tal forma, a doença “não viajava” como ela faz hoje, se concentrando nos centros mais populosos próximos de onde ela ganhava corpo.

– A desinformação era diferente da falta de informação. Explico: hoje, morre-se menos porquê temos mais informação de boa qualidade e as pessoas sabem corretamente como se precaver (caso pesquisem). Naquele tempo, não tínhamos “informação via satélite” e nem sonhávamos com a Internet e por esse motivo, a falta de cuidado e de alertas era maior. Boatos, como os de hoje, existiam também (na versão de Fake News daquele período de época). Porém, pela falta de recursos tecnológicos, era mais difícil desmentir. Hoje, temos informação de boa qualidade duelando contra as mentiras. Naquela época, a pouca informação lutava contra a desinformação (a informação errada, mas não proposital) e a boataria (nossas Fakes News de hoje).

– A Medicina, evidentemente, é muito mais avançada hoje do que há 100 anos – não só pelas drogas descobertas mas também pelo intercâmbio de médicos e troca de pesquisas em tempo real.

Diante de tudo isso, vemos uma questão político e social que nos traz medo e incertezas, com empresas quebrando e simultaneamente ocorrendo revoltas de lados ambíguos da população (contra ou não o isolamento).

O problema do capital de giro e prejuízos do Mercado nunca vai se equilibrar com o dano das mortes. Não existe “preço pela vida”, mas deveria se existir o bom senso de otimizar e se programar para a pausa das atividades. Diante desse impasse (ou melhor, dessa imprudência das autoridades), ninguém conseguiu resolver a contento.

Todos os setores hoje são atingidos. Talvez depois da Segunda Guerra Mundial, tenha sido a primeira catástrofe global que vivemos. Se ela não for, certamente é na questão de acompanhamento e debates on-line.

Por curiosidade: a APEA, que era a “Federação Paulista de Futebol de então”, anunciou a suspensão do Campeonato Paulista de 1918 devido à epidemia de Gripe Espanhola citada anteriormente (e que matou 35 mil brasileiros). Os jogos foram retomados no fim do ano, e o campeonato foi concluído no início de 1919, com o Paulistano-SP campeão. E importante: o presidente Rodrigues Alves foi uma das vítimas.

Se o Brasil parou por quase 1 ano há 102 anos, tendo 35 mil mortos totalizados e com as condições precárias de saneamento básico e saúde da 2ª década do século XX, compare com o número de vítimas atuais em nosso país.

É lógico que temos culpados por tudo isso: o descuidado em impedir a entrada do vírus no país (quando houve as notícias dos primeiros casos da Itália, a Argentina fechou imediatamente a entrada de italianos e voos procedentes de lá). Nosso Presidente da República pouco ajudou nos exemplos de prevenção e debochou por diversas vezes da pandemia (sem contar que não evitou aglomerações); em contrapartida, os Governadores não se esforçaram em tomar cuidado com a compra de respiradores ou na montagem de Hospitais de Campanha a preços honestos, permitindo (consciente ou não) a corrupção. Por último, ninguém preparou as empresas para dias de fechamento: fizeram as pessoas ficarem em casa antes do pico e as liberaram durante esse período mais crítico (deveria ser exatamente o contrário). Fizemos tudo errado (mesmo tendo outras nações que começaram antes com o Novo Coronavírus e que poderiam ter servido de modelo para nós).

Contra o Covid, precisamos sem dúvida de Ciência, de boa Gestão da Saúde Pública, de Cidadania, de Solidariedade e para não enlouquecermos.

Repare nos conselhos contra a Pandemia da Gripe Espanhola há 100 anos:

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Por último, acrescente algumas notícias dos jornais da época:

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Images extraídas da Web, autoria desconhecida.

– Visite meu Canal no YouTube

Compartilho meu endereço no YouTube, onde tenho tentado transformar alguns assuntos do blog em versão vlog.

Ficarei honrado com a visita e inscrição dos leitores!

O link é : https://www.youtube.com/channel/UCRT3Ds8ExBZppf6iTwFTsuA

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– Curso de Aperfeiçoamento para entender e comentar o Futebol!

Mesmo antes de me tornar árbitro, sempre gostei de estudar o futebol dentro e fora de campo. Com a prática de anos de arbitragem e observação in loco, após pendurar o apito, passou a ser uma necessidade (e um prazer) aprender sempre mais sobre tática, detalhes dos clubes / do jogo e outras nuances.

Pois bem: mesmo comentando arbitragem e futebol em geral, sei que a especialização e aprendizado devem ser contínuos. E nesse último sábado, fui fazer um intensivo no Cursos Prado, dos conhecidos e consagrados Bruno Prado e Flávio Prado. E que jornada!

O Flávio passou importantes dicas e observações sobre o conteúdo dos comentários, a fuga da mesmice e dos vícios/ jargões já batidos. A carência cada vez mais da argumentação e de fazer diferente é urgente a quem quer falar sobre futebol em público.

Tivemos ainda um ótimo laboratório com o Fernando Fontana, da Rede TV, outro reconhecidamente competente jornalista, que com inúmeros vídeos e exemplos nos mostrou a diferença de uma cobertura de rádio e jornal por parte dos repórteres de campo, além da questão da narração. Excelente.

Não posso deixar de citar o Guilherme Figueiredo, CEO da Nsports, uma plataforma digital que está se tornado a “Netflix do esporte brasileiro” (transmite, acreditem, até prova de Crossfit). Ele nos mostrou o quão restrita estão as transmissões tradicionais de rádio e TV, ilustrando e provando com dados a irreversível ida dos eventos ao streamingalgo que já acontece nos EUA e que em 10 anos se consolidará no Brasil. De extrema importância para mostrar o nascente mercado de transmissão por Internet e o futuro das TVS aberta e por assinatura.

Quem tiver a oportunidade, haverá outro curso no dia 23 de fevereiro, a R$ 300,00 (é barato pelo que oferece em conteúdo e pelo conhecimento adquirido), que será destinado a comentários esportivos.

Os detalhes dessa nova turma, com horários, contatos e conteúdo programático, no link em: https://www.eventbrite.com.br/e/curso-de-comentarista-de-futebol-tickets-54880696641

Eu recomendo!

Fotos da nossa turma ontem:

 

– A Maior Potência Educacional do Mundo: China

Realmente impressiona o salto educacional da China. Você sabia que nas avaliações internacionais os chineses tiram o 1º lugar em todas as áreas da Ciência?

O rigor das escolas chega a ser assustador, com 10 horas de estudos que incluem sábados e domingos. Abaixo, compartilho:

LIÇÃO CHINESA

por Guilherme Pavarin, Galileu, pg 55

Como, Em 35 anos, a China saiu dos escombros para se tornar a maior potência de educação do mundo

Tire 10. Não menos que isso. Estude mais de dez horas ao dia. Inclusive aos sábados e domingos. Toque piano ou violino. Ou os dois. Mas nem pense em tocar violão. Pratique duas, três horas diárias com os instrumentos. Tenha um inglês impecável. Seja fluente em francês e em outro idioma. Faça esportes. Não questione. Cante o hino do país todos os dias. Não assista TV. Não viaje, nem durma na casa de amigos. Nada de grupos de teatro. E leia, leia muito. Se essa rotina lhe parece exagerada, insuportável, saiba que, na China, ela é mais do que comum. E não é tão desumana quanto parece para nós, ocidentais. Os chineses não só se acostumaram com essa vida voltada para a educação rígida desde a infância, como sentem orgulho de formarem os alunos mais aplicados. Hoje, apenas 35 anos depois da sua abertura econômica, período em que passou a investir no setor educacional, a China tem o ensino mais eficaz do mundo.
Os resultados do principal exame de avaliação de aprendizado mundial, o Pisa (Programme for International Student Assessment), anunciados em dezembro passado, comprovam isso. Com folga, os chineses conquistaram o primeiro lugar em todas as categorias: ciências, leitura e matemática.
Neste último quesito, a supremacia do país chegou a 600 pontos, a maior pontuação de todas as provas, e 48 pontos acima sobre o segundo colocado, Cingapura. Também representou 113 pontos acima dos Estados Unidos (17º no ranking geral) e 214 a mais que o Brasil (53º). “Os alunos sofrem uma pressão muito grande na China, é uma obsessão coletiva pela melhor educação do mundo”, diz a professora brasileira Tarsila Borges, que leciona língua portuguesa há quatro anos na Universidade de Pequim. Segundo ela, a principal diferença não está na estrutura, mas na mentalidade. Tanto é que o governo chinês investe apenas 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação — menos do que os 4,7% do PIB que o Brasil investiu em 2010 e do que os 6% recomendados pela Unesco. “Se você se esforçar, tudo consegue. É esse o raciocínio.”
Essa filosofia causou grande polêmica em janeiro, nos Estados Unidos, quando a professora de direito da escola de direito de Yale e filha de chineses, Amy Chua, publicou no The Wall Street Journal um artigo que explicava “por que as mães chinesas são superiores”. O texto, primeiro capítulo de seu livro Battle Hymn of the Tiger Mother (O Hino de Batalha das Mães Tigres, sem edição brasileira), dizia que o pulso firme das mulheres chinesas tornava seus filhos mais competentes. Por isso Amy conta com naturalidade o dia em que rejeitou um cartão de aniversário de uma das suas filhas por não estar bom o suficiente. A garota, então com seis anos, teve que refazer. Absurdo? Para Amy, é parte de um endurecimento da personalidade. A excessiva preocupação dos pais ocidentais com a psicologia das crianças, diz ela, é que atrapalha a formação de caráter.
Como era de se esperar, o artigo repercutiu pelo mundo afora e serviu para trazer à tona uma discussão: seria essa severidade o segredo para uma educação de qualidade em tão pouco tempo? Galileu desbravou as características das salas e dos lares da China para tentar responder.  E mostra como funciona a dura rotina educacional naquele país.

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– Catequese do Sacramento do Crisma: Piercing e Tatuagem frente ao Cristianismo

O corpo, para os católicos, é templo de Deus. É uma “casa para a alma”, que usamos enquanto nesse plano terreno e que apodrece quando morremos após nosso derradeiro suspiro. A alma vai para o plano celeste, a fim de viver na comunhão dos santos (que é desejado, pois nem todos obtém êxito). O corpo – carne – é enterrado, cremado, destruído. Na Parusia (a volta de Jesus), teríamos o “corpo glorioso”, como manifestou Cristo Chagado ou também na passagem da transfiguração no Tabor.

Dessa forma, pensemos: se o corpo humano que temos, Graça que nos é dada por Deus, é a vestimenta para o espírito, por quê o maltratamos?

Nessa linha: fumar, embriagar-se, usar drogas e outros mal-tratos para a nossa carne tenderiam a nos deturpar – incluindo, propriamente, a alma, a conduta, o comportamento,a representação e a exposição.

Nunca podemos julgar pelas aparências. Dessa forma, a estética do corpo deve ser desprezada para considerar a bondade e a maldade dos corações. É o velho e popular ditado: “não importa a beleza exterior, mas sim a interior”.

Entretanto, podemos chocar o próximo com nossa aparência externa. Uma tatuagem do “olho de Rá” na testa leva a questionamentos a quem adoramos verdadeiramente. Uma boca cheia de piercings remete muitas vezes à sensualidade extrema e ao desejo, que para alguns, teriam até mesmo provocações sado-masoquistas.

Diante de tudo isso, algumas necessárias provocações:

1- Você cuida da sua saúde, preservando o seu corpo de drogas lícitas e ilícitas?

R: Se sim, ótimo.

2- Você se embeleza para ter uma aparência bonita?

R: Se sim, tudo bem. É muito bom se cuidar também por fora.

3- Você maltrata seu corpo ou sacrifica alguma coisa para atingir o padrão de beleza ideal a seus conceitos?

R: Se sim, atenção. Isso é motivo para sacrifício? Sério mesmo?

4- Você sabe o que cada adorno ou pintura (brinco/piercing e tatuagem) representam?

R: Se sim, ótimo, pois você tem consciência de como é a manifestação visual do seu padrão demonstrado. Se não, cuidado: que mensagem você está levando?

Enfim: o tema que discutiremos com nossos crismandos é penoso para muitos, mas necessita-se discuti-lo à luz da fé cristã, da razão e sem preconceito.

Inicialmente, vale assistir a resposta cuidadosa que o Padre Fábio de Melo dá (vídeo abaixo) ao ser questionado sobre Piercing e Tatuagens. Repare que ele é cauteloso para explicar e sabe medir as palavras sobre o que se pode transmitir ao usar piercing ou tatuagens. Em: https://www.youtube.com/watch?v=NsnJwY0dl8k

Pense: você está transmitindo CONSCIENTE ou INCONSCIENTEMENTE uma mensagem com uma frase ou um símbolo? Mais do que isso: você sabe a origem relacionada com sensualidade, provocações, representações de divindades e outras marcas da historicidade dos piercings e tatuagens?

Ajudo com dois artigos abaixo. Leia:

O 1o, extraído de InfoEscola: http://www.infoescola.com/artes/piercings/

PIERCINGS

Embora o cultivo do piercing como adorno corporal seja moda na sociedade contemporânea, esta prática de transformar o corpo físico, perfurando-o, com o objetivo de inserir fragmentos metálicos assépticos, é uma tradição que remonta há pelo menos 5000 anos na história da humanidade.

Historicamente ele tinha uma conotação similar à da tatuagem, no sentido de exprimir escolhas individuais, de traduzir um rito sagrado, ou de conferir status nobre a determinadas pessoas. No mundo contemporâneo ele também adquiriu outro sentido, mais estético, menos existencial, tornando-se mais um item fashion.

Entre os habitantes da Nova-Guiné eles têm a finalidade de conceder a quem os usa as qualidades do animal do qual estes enfeites são extraídos. Eles adornam especialmente o nariz e também estão presentes na arte corporal. Os Kayapós também recorrem aos piercings para furar as orelhas dos bebês e enfeitar o lábio inferior das crianças. Seu líder se destaca dos demais membros ao exibir, nos eventos privados, um objeto de quartzo nos lábios.

A história deste adorno tem início com as primeiras comunidades e clãs das raças ancestrais. Ele estava presente nas tribos de todo o planeta, nas castas indianas, entre os faraós egípcios e legionários romanos. Nos séculos XVIII e XIX  este hábito se disseminou entre os aristocratas, porém foi relegado à obscuridade no século XX. A partir de 1970, porém, eclodiu mais uma vez através dos ícones da moda londrina e dos criadores artísticos que frequentam o circuito alternativo. Seu retorno atinge o ápice nos anos 90.

O piercing historicamente mais usado é o inserido no lóbulo da orelha; normalmente ela conferia a quem o usava o status da fortuna; hoje é o meio mais comum de exibir um objeto de adorno precioso. Os romanos acreditavam que este artefato lhe proporcionaria vastos recursos financeiros e sensualidade.

No nariz o piercing passou a ser usado há pelo menos 4000 anos, no Oriente Médio, depois se disseminou pelas terras indianas no século XVI. Aí o nostril, como era conhecido, foi absorvido pelos mais ilustres. Desta forma este adorno ganhou conotações de status social. Nas décadas de 60 e 70 este enfeite foi importado pelos hippies para o Ocidente; nos anos 80 e 90 foi rapidamente assumido pelos punks e outras tribos. Ainda hoje preserva sua popularidade.

O piercing utilizado na língua era muito comum entre Astecas e Maias, distinguindo os sacerdotes dos templos. Eles acreditavam que, através desta prática, poderiam interagir melhor com as divindades. Atualmente os jovens modernos continuam a adotá-lo, mesmo que seu sentido original tenha se perdido. Estes mesmos povos cultivavam o uso destes enfeites na boca e nos lábios, considerados órgãos repletos de poder e sensualidade. Por esta razão eles optavam por objetos de ouro puro.

São igualmente comuns os piercings nos mamilos, simbolizando vigor e energia, antigamente sinais de passagem para o estágio da masculinidade entre os aborígenes americanos, e moda feminina adotada pelas vitorianas inglesas em 1890; e os de umbigo, outrora valorizados no Antigo Egito, acessíveis somente aos faraós e seus familiares, e atualmente os mais usados em todo o Planeta.

Os piercings podem ser produzidos com os mais diversos metais, tais como Titânio ou Teflon, por provocarem menos reações orgânicas e, portanto, uma menor incidência de alergias ou inflamações. Apesar do que indica a história deste artefato e mesmo a crença moderna, o ouro não é o material mais indicado, pois em algumas pessoas pode produzir respostas alérgicas.

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Se você achou curioso, saudável e sem problema algum (do ponto de vista histórico, social, religioso e pessoal), continue usando, conforme sua consciência. Mas se necessita de um pouco mais de entendimento e/ou convencimento se é algo bacana ou não, compartilho o 2o artigo, agora extraído de:

http://www.megacurioso.com.br/tatuagens/37264-voce-sabe-quais-sao-as-origens-da-tatuagem-.htm

TATUAGEM

Você certamente conhece alguém que tem um desenho gravado na pele. Ou é você que tem uma tattoo? Usadas para marcar um momento importante, fazer uma homenagem ou simplesmente para embelezar o corpo, as tatuagens têm suas origens muito antes de Cristo.

Com o passar do tempo e dos acontecimentos históricos, os estilos de tatuagem foram mudando, assim como o público adepto a carregar esse tipo de arte na pele. Para entender melhor a história da tatuagem, suas influências e suas origens, confira o artigo:

Os primeiros registros

O registro mais antigo de uma tatuagem foi descoberto em 1991 no cadáver congelado de um homem da Idade do Cobre. Os restos mortais do homem, que foi apelidado pelos cientistas de “Ötzi”, datam de 3.300 anos antes de Cristo. Em seu corpo foram encontradas diversas linhas na região das costas, tornozelos, punhos, joelhos e pés. Supõe-se que os desenhos tenham sido criados a partir da fricção de carvão em cortes verticais feitos na pele.

Depois de estudar o corpo, exames de raio X revelaram degenerações ósseas ao lado de cada uma das tatuagens. Isso levou os cientistas a acreditar que o povo de Ötzi – que são os ancestrais de parte dos europeus – utilizasse os desenhos como uma espécie de tratamento médico para diminuir a dor.

Fonte da imagem: Reprodução/IDW

Com o desenvolvimento das civilizações, as tatuagens ganharam outros significados. De acordo com o National Geographic, as mulheres que dançavam nos funerais egípcios por volta de 2000 antes de Cristo tinham os mesmos desenhos abstratos de traços e pontos encontrados em múmias do sexo feminino desse período. Mais tarde, nota-se também o surgimento de tatuagens que representavam Bes, a deusa egípcia da fertilidade e da proteção dos lares.

Os romanos e as cruzadas

Enquanto algumas civilizações costumavam adornar seus corpos com desenhos e técnicas variadas, os antigos romanos não faziam tatuagens por acreditarem na pureza da forma humana. Por esse motivo, as tatuagens eram banidas e reservadas apenas para os criminosos e os condenados.

Com o passar do tempo, os romanos começaram a mudar sua visão com relação à tatuagem, motivados principalmente pelos guerreiros bretões, que usavam insígnias de honra tatuadas na pele. Assim, eles passaram a admirar a bravura dos guerreiros e os símbolos que eles carregavam. Em pouco tempo, soldados romanos também gravaram suas próprias marcas. Outro fato interessante é que os médicos romanos desenvolveram excelentes técnicas para aplicar e remover os desenhos.

Já durante as cruzadas dos séculos 11 e 12, as tatuagens foram usada para identificar os soldados de Jerusalém. Todos aqueles que tivessem o desenho da cruz em seus corpos receberiam um enterro propriamente cristão se fossem mortos em batalhas. O National Geographic ressalta que após as cruzadas a tradição da arte gravada na pele caiu em desuso no Ocidente por um período, mas continuou a crescer em outras partes do mundo.

Fonte da imagem: Reprodução/Baxter’s Tattoo Blog

A origem do nome

No começo do século 18, marinheiros europeus tiveram seu primeiro contato com povos que viviam em ilhas na região sul e central do Oceano Pacífico e tinham as tatuagens como um importante aspecto cultural.

No Havaí, por exemplo, quando as pessoas estavam de luto, elas tinham três pontos tatuados na língua. Já em Borneo, os nativos costumavam gravar a imagem de um olho na palma da mão do falecido para que servisse como um guia espiritual que o levaria à próxima vida. Na Nova Zelândia, os Maoris – um povo nativo da região – tatuam o rosto como uma forma de expressão e uma maneira de identificar a família a que se pertence.

Fonte da imagem: Reprodução/The Atlantic

Em 1769, o capitão britânico James Cook desembarcou no Taiti, onde a palavra “tatau” era usada para designar a maneira com que a tatuagem era feita – fazendo a tinta penetrar no corpo. Um dos instrumentos utilizados pelos habitantes das ilhas do Pacífico para realizar os desenhos consistia em uma concha afiada presa a uma vareta de madeira. Acredita-se que a palavra “tatau” tenha dado origem ao termo “tattoo”, um dos nomes mais usados para os desenhos gravados na pele.

A tradição oriental

A tatuagem é uma prática vastamente difundida no Japão desde o século 5 antes de Cristo. Usada para o embelezamento do corpo ou para marcar criminosos, a arte chegou a ser proibida em 1870. Isso fez com que os tatuadores passassem a atender ilegalmente e deu origem a desenhos únicos, que são reconhecidos como tipicamente japoneses na atualidade.

Fonte da imagem: Reprodução/Tattoo Tatuagem

A Yakuza – também conhecida como a máfia japonesa – é uma das principais referências em tatuagem no Japão. Usando uma técnica chamada “tebori”, que é mais rudimentar, demorada e dolorida do que a tatuagem feita com máquina, os membros da Yakuza cobrem seus corpos do pescoço aos tornozelos com desenhos cheios de significados, como o dragão, a carpa, o tigre, os lutadores e alguns tipos de flores.

A tatuagem nos dias de hoje

Em 1891, o inventor americano Samuel O’Reilly patenteou a primeira máquina elétrica de tatuagem do mundo, deixando para trás as ferramentas tradicionalmente utilizadas no Ocidente. Nos anos seguintes, a tatuagem ficou marcada como uma forma de expressão de grupos de contracultura, marinheiros e veteranos da Segunda Guerra Mundial.

Fonte da imagem: Reprodução/The Atlantic

Ao longo de toda a história da tatuagem, os desenhos gravados no corpo sempre geraram polêmica e, em alguns casos foram recebidos com preconceito. Atualmente, as pessoas que carregam imagens na pele não pertencem mais a um determinado grupo. Os desenhos são os mais variados e servem como uma forma de expressão individual.

A popularização da prática da tatuagem pode ser vista em feiras e convenções que são regularmente organizadas em diversos países e reúnem um público bastante eclético que tem como único ponto em comum o interesse pelos desenhos gravados na pele.

Taí. Diante de toda informação e discussão, avalie: é, para nós católicos, causa de orgulho ou de preocupação o uso de piercing e tatuagens? Ou ainda: para embelezar-se, faz-se condição sine qua non estar tatuado e furado para estar na moda? Por último: você usa por apenas uma “bobinha rebeldia”?

Lembre-se: o que você demonstra ao usar um piercing ou que mensagem você transmite ao estar tatuado. Lembre-se mais ainda: seu corpo é templo do Espírito Santo! Cuidar bem, livrando-o do cigarro, das bebidas e dos vícios que o denigrem é salutar também para a alma.

Agora, se você não é católico praticante, descarte toda essa carga de conhecimento e mantenha seus hábitos / modismos/ tendências a bel-prazer.

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– Provérbio de Van Gogh sobre Perdas

O genial pintor holandês Vicent Van Gogh (1853-1890), certa vez disse:

Se você perdeu dinheiro, perdeu pouco. Se perdeu a honra, perdeu muito. Se perdeu a coragem, perdeu tudo”.

Sábio, não?

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– Busca de Notas do MEC por Universidades e Cursos

O Jornal “O Estado de São Paulo” disponibilizou uma página virtual com mecanismo rápido de busca, a respeito de Universidades, Cursos e Notas! A ferramenta é simples e prática.

O link para pesquisa, com os conceitos do Ministério da Educação para cada instituição de ensino superior, é: http://www.estadao.com.br/especiais/ranking-do-ensino-superior,69776.htm

Das melhores às piores, é importante conhecer!

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– A Burrice da Inteligência Artificial

O título deste post é o mesmo da matéria de Pedro Burgos e Alexandre Versignassi numa edição da Revista Superinteressante. Eles se referem às experiências com o Supercomputador Watson, da IBM, a máquina que assustou o mundo com seus 15 mil gigabytes e princípios de inteligência artificial, vencendo humanos em um reality show americano.

A reportagem é interessante: o que poderia vencer a inteligência artificial é… a burrice humana! Fantástico, pois a questão é a seguinte: apesar de tão esperto, ele não entende falhas de pessoas, justamente porque são erros.

Ao ler a reportagem, orgulho-me de ainda ser um humanóide…rsrsrs

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– Sábado e Domingo não tem feira?

Curiosidade: por quê só nós (países de língua portuguesa) temos “Feira” de segunda a sexta nos dias da semana? E por que não tem no domingo?

Se feira quer dizer “festa”, por quê não poderíamos chamar o sábado e domingo de “sábado-feira” e “domingo-feira”?

Explicações extraídas da Revista Galileu (citação em: http://is.gd/CImPfZ)

POR QUÊ SABADO E DOMINGO NÃO TEM FEIRA?

por Marcelo Zissu

Porque Deus quis. Ou, para não repetir a resposta irritante da sua avó, porque a Igreja quis. Durante o Império Romano, os dias tinham nomes de divindades — o que ainda é seguido no inglês, francês, italiano e espanhol: dia do Sol, sunday, dia de Vênus, vendredi ou viernes. Como o Vaticano não gosta que seus fiéis citem outros deuses, impôs um critério mais técnico: usar “segundo”, “terceiro”, seguido do sufixo “feira” — que vem de “dia de festa” em latim, mas incorporou o sentido de “dia de semana”. Dois dias foram considerados especiais. O domingo veio de dies domini (“dia do senhor” em latim) e o sábado, do hebraico “sabbath” (descanso). Ninguém sabe por que todos os países latinos seguiram a ordem sobre o fim de semana, mas só Portugal obedeceu sobre os dias normais.

– Administradores de Empresas não Conseguem Explicar sua Utilidade?

Stephen Kanitz, grande consultor em Administração de Empresas, publicou em um de seus numerosos e importantes artigos um pensamento interessante:

A maioria dos administradores não consegue provar a sua utilidade nem explicar o que exatamente faz”.

De tal afirmação, surgiu o texto abaixo extraído de http://t.co/6zXcXpJN

E aí, você concorda com  ele?

O ESTILO GERENCIAL DO ADMINISTRADOR

Toda profissão tem um estilo gerencial próprio. Ela depende das necessidades da profissão e de seus valores.

Muitos engenheiros, por exemplo, são perfeccionistas. Perfeccionismo é uma necessidade, ou um valor que muitos engenheiros possuem. O trabalho tem que ser bem feito, custe o que custar.

Por outro lado, advogados são detalhistas. São capazes de gastar horas em uma cláusula de contrato que provavelmente nunca será necessária. O trabalho é demorado, mas quando pronto o contrato cobrirá todos os detalhes e todas as incertezas do futuro. É isto que define um contrato bem feito.

Ambas as profissões administram suas vidas sob estilos gerenciais diferentes, definidos pelos seus valores e necessidades.

Por isto, todas as profissões entram em conflito com a profissão do administrador. Elas acham, incorretamente que o estilo gerencial do administrador é conflitante ou então desnecessário.

Por isto, tantas profissões, empresários e governadores não valorizam o administrador, porque não acham que nosso estilo administrativo seja superior, muito pelo contrário, “vocês não entendem nada de engenharia e advocacia”.

Pergunte a um engenheiro, advogado ou psicólogo qual é o estilo gerencial do administrador, e eles provavelmente também usariam um único adjetivo.

Provavelmente nos definiriam de “imediatistas”, preocupados com lucros de curto prazo, como Paul Krugman e seus colegas não param de escrever no New York Times.

Administradores, segundo a visão popular, querem tudo para “ontem”, vivem dizendo que “o ótimo é o inimigo do bom”, que precisamos mais de “acabativa” e não de iniciativa.

A maioria dos administradores, infelizmente, não consegue provar a sua utilidade nem sabe explicar exatamente o que faz. Por isto, eles não ganham o que merecem, por isto não são valorizados.

Muitos acham que administrar é liderar, executar, coordenar. Isto está até escrito em inúmeros livros de Administração adotados pelas nossas Faculdades de Administração. Uma tristeza!

Vou apresentar uma das funções básicas do administrador, e que define em linhas gerais o seu estilo, e que surpreendentemente muitos administradores sequer ouviram falar nas grandes escolas de Administração como FGV, Insper, Ibmec e USP.

Basicamente, a função do administrador é não permitir que  problemas se acumulem.

Uma organização complexa, que é a empresa moderna, requer a cooperação de milhares de pessoas, dentro e fora da empresa. E, esta cooperação gera inúmeros problemas que se não forem solucionados a tempo afetarão todos os parceiros envolvidos na empresa.

Não permitir que problemas se acumulem talvez seja a tarefa mais importante para o bom andamento de toda família, empresa e nação.

Quando o mundo era gerido por açougueiros, padeiros e fábricas de alfinetes, como observou na época  Adam Smith, de fato não havia muitos problemas “acumulados”, e nem havia necessidade para se contratar administradores. Tudo funcionava pela Mão Invisível do mercado, não pela “Mão Visível” do administrador, como apontaria 200 anos depois  seu livro com este mesmo título Alfred Chandler.

Hoje, o mundo é bem mais complexo e rápido, razão pela demanda crescente de profissionais em administração.

Toda empresa e nação precisa de um corpo de profissionais treinado e dedicado a resolver os problemas de forma rápida.

Não somos imediatistas como muitos acreditam, nós simplesmente estamos evitando que problemas se acumulem um atrás do outro, e nestes casos rapidez de raciocínio e ação são essenciais.

Por isto, nós nos preocupamos tanto com acompanhamento, qualidade total, processos, auditoria, recursos humanos, etc.

Infelizmente, não é assim que a maioria dos intelectuais brasileiros que ocuparam tantos cargos de destaques neste país pensam.

Toda a filosofia de ensino, pelo menos a partir do iluminismo e cientificismo, é voltada para resolver problemas corretamente, até a segunda casa decimal. Rapidez, só no vestibular.

Todos os dados precisam ser precisos e rechecados. Todas as variáveis precisam ser “controladas”. O ser humano precisa estar “absolutamente certo”, o refrão do programa “O Céu é o Limite”.

Quando se acusa o PSDB de ficar sempre em cima do muro, na realidade se comete uma injustiça. Eles não evitam decidir ou tomar partido, na realidade seus intelectuais são simplesmente mais demorados na tomada de decisão, como todo intelectual.

Só que resolver problemas corretamente hoje em dia não é suficiente. Eles precisam ser resolvidos rapidamente, algo que nossos formadores de opinião, jornalistas e acadêmicos simplesmente não compreendem.

Temos que tomar decisões com os dados que temos, não com os dados que gostaríamos de ter.

O Brasil é um país atrasado porque estamos eternamente acumulando problemas.

É tão óbvia esta constatação que espanta que nossa opinião pública, nossos intelectuais e professores de história nunca perceberam esta simples verdade da história brasileira.

Quando se diz que precisamos fazer a Reforma Política, a Reforma Tributária, a Reforma Judiciária, o que queremos dizer é que deixamos tantos problemas se acumularem nestas áreas que somente uma ampla reforma resolverá o problema.

Se tivéssemos resolvido os problemas na medida que surgiram, o Brasil teria evoluído, teria caminhado para um sistema ótimo, em vez de termos que criar revoluções e enormes reformas de tempos em tempos, que no fundo nos atrasam ainda mais.

Temos problemas no judiciário, na previdência, na logística, na infraestruturua, na educação, na economia, simplesmente porque não temos um estilo gerencial que se preocupa com a rápida solução de problemas. Eproblemas que se acumulam crescem exponencialmente, não linearmente, como todo administrador sabe por experiência.

Quatro entre cinco empresas quebram no Brasil, porque são geridas por profissões que não percebem que problemas não podem se acumular. Aí, qualquer crise ou evento fora do comum, as abate.

Nenhuma empresa quebra por uma única razão, nenhum avião cai por causa de um único problema. Estas quatro empresas quebram a um custo de capital monstruoso para o país, por falta de um estilo gerencial apropriado.

O Brasil não poupa o suficiente para crescer; e pior, torramos 80% desta poupança em empresas que irão quebrar em quatro anos.

Eu não diria, e nunca disse, que o estilo gerencial do administrador é superior ao do engenheiro, do advogado ou do economista.

Infelizmente, estas profissões se sentem ameaçadas pelos administradores, à toa.

Não queremos comandar, gerir, tomar o lugar de ninguém.

Quero deixar claro para todo empresário, sociólogo, economista e político que possa se sentir ameaçado, que o estilo do administrador não é superior.

Ele é simplesmente necessário.

Não podemos permitir que nossos problemas se acumulem simplesmente porque cada profissão acha que seu estilo gerencial é superior.

Nós administradores aceitamos que engenheiros sejam perfeccionistas, que advogados sejam detalhistas, que economistas queiram dados precisos, mas tudo isto tem de ser adequado para não atrapalhar os outros dentro da empresa ou do governo.

Não podemos ficar esperando enquanto os outros seguem seus estilos individuais.

Engenheiros, advogados e economistas precisam entender que seus estilos gerenciais são superiores e apropriados, quando se trabalha sozinho, mas quando se trabalha em grupo é necessário conciliar.

Trabalhando em grupo, um simples atraso numa reunião atrapalha os outros, imaginem um problema que  não foi solucionado por anos a fio.

Quando vejo acusarem administradores e empresários de “imediatistas”, que pensamos somente no curto prazo, percebo que estas pessoas nada entendem das funções do administrador, de crescimento, de justiça social, de democracia e de um mundo feliz cheio de realizações, porque tudo é feito na velocidade necessária.

Se você está cansado de um país estagnado, que cresce aquém de suas possibilidades, que acumula pobreza, corrupção, injustiça e inúmeros problemas, converse mais com um administrador. Ele o ajudará a decidir e implantar suas ideias muito mais rapidamente do que você vem fazendo até hoje.

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– Índice de Universitários no Brasil e Mensalidades

Há 15 anos, minha última mensalidade no meu primeiro curso superior foi de exatamente R$ 632,00. Quanto custa a sua faculdade hoje?

A concorrência aumentou, sobram vagas e instituições, a qualidade do ensino diminuiu em muitas escolas e a vantagem competitiva passou a ser meramente o preço.

Quer um índice interessante? O instituto Data Popular fez um levantamento dizendo que há 5,8 milhões de universitários. Ou seja, quase 3% da população está na faculdade. Não quer dizer que haverá 3% de formandos ao final dos cursos… Afinal, nem todos que começam um curso, terminam. E esses números são cumulativos (independem da série/ano).

Para um país que precisa investir em Educação, tais dados são péssimos!

Aqui em Jundiaí, vide o número de cursos de Administração de uma década atrás e quantos existem hoje. Tornamo-nos um polo educacional, e, de coração, espero que de alta qualidade.

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

CLASSES C E D COM AS MÃOS NO DIPLOMA

(extraído de isto É Dinheiro, Coluna Dinheiro na Semana, pg 16, Ed 247)

Uma pesquisa realizada pelo instituto Data popular mostrou que os representantes das Classes C e D ganharam mais espaço no ensino superior brasileiro. No período de 2002 a 2009, o número de universitários subiu de 3,6 milhões para 5,8 milhões e as classes C e D passaram a representar 57,1% e 15,3% dos universitários, respectivamente. Confira mais dados:

  • Classe A – 7,3%
  • Classe B – 19%
  • Classe C – 57,1%
  • Classe D – 15,3%
  • Classe E – 1,2%

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– O Novo Ídolo dos Ateus

Stephen Hawking, conhecido como um dos grandes nomes da Ciência atualmente (sempre lembrado pela sua cadeira de rodas, pois sofre de uma doença degenerativa) é, de fato, uma pessoa de inteligência excepcional. Entretanto, em questões de fé, faço minhas ressalvas: ao contrário dos nomes que o antecederam na Universidade de Cambridge (Isaac Newton e Albert Einstein), ele declarou que após 22 anos tentando entender a mente de Deus, concluiu que Deus não criou o Universo e assumiu sua condição de ateu.

Extraído de Moon, Peter. O Novo Ídolo dos Ateus. Revista Época, Ed 06/09/2010, pg 74.

O NOVO ÍDOLO DOS ATEUS

O físico Stephen Hawking diz que Deus não é “necessário” para explicar o Universo

Um dos livros mais vendidos – e menos lidos – de 1988 foi Uma breve história do tempo, do cosmólogo inglês Stephen Hawking, hoje com 68 anos. Era um livro curto, em que Hawking se propunha a explicar de forma acessível as teorias mais obscuras da física. Falava em viagens no tempo através de estruturas conhecidas como “buracos de minhoca”, tentava desvendar para o leigo o que são os tais “buracos negros” e citava ainda “universos-bebês”, que saíam do interior desses buracos para se expandir em outras dimensões. Pouca gente foi capaz de entender o que ele dizia. Mesmo assim, o livro – que vendeu 9 milhões de exemplares – fez de Hawking o primeiro cientista depois de Albert Einstein (1879-1955) alçado à categoria de celebridade.

Uma breve história termina dizendo que o maior trunfo da razão humana seria descobrir um conjunto de equações que explicasse por que o Universo é como é, algo que os físicos chamam de Teoria Final – e que Einstein perseguiu sem sucesso em seus últimos 30 anos de vida. “Só então deveremos conhecer a mente de Deus”, escreveu Hawking no fecho da obra. Em 2010, seu sonho de teoria final permanece no plano onírico. Mas sua mente sofreu uma reviravolta. Seu universo, agora, prescinde completamente de Deus. “Não é preciso invocar Deus para uma centelha inicial pôr o universo em movimento”, lê-se num trecho de seu novo livro, The great design (O grande projeto), cujo lançamento está previsto para esta semana nos Estados Unidos. O título dessa nova cosmologia de Hawking bem poderia ser “Esqueçam tudo o que escrevi”. Preso há 30 anos a uma cadeira de rodas por sofrer de esclerose lateral amiotrófica – uma doença degenerativa incurável –, Hawking escreveu The great design com o físico americano Leonard Mlodinow, autor de O andar do bêbado. Para Hawking, a descoberta de planetas orbitando outras estrelas é uma evidência que a Terra não tem nada de especial. “A Terra não foi cuidadosamente projetada apenas para agradar aos humanos”, diz ele. “O Universo pode surgir do nada. A criação espontânea é a razão por que existe algo em vez de nada, por que o Universo existe e por que nós existimos.”

É irônico notar que a mudança de postura de Hawking tenha se dado um ano depois que ele se aposentou da cátedra de matemática que já foi ocupada por Isaac Newton na Universidade de Cambridge, berço da teologia anglicana. No século XVII, Newton desvendou as leis que regem a gravidade e o movimento dos corpos. Ao fazê-lo, disse ter um vislumbre da lógica divina. Em 1905, Einstein descobriu a relatividade e ultrapassou Newton no entendimento da realidade do Universo. Embora se declarasse descrente, ele não desmentia aqueles que atribuíam essa lógica mais poderosa à mente divina. Agora, Hawking renegou Deus de modo explícito.

Sua atitude só pode ser entendida no contexto do novo ateísmo militante que tomou conta da intelectualidade anglo-saxã por iniciativa de gente como o escritor e jornalista anglo-americano Christopher Hitchens (leia sua coluna), o filósofo americano Daniel Dennett, o neurocientista americano Sam Harris ou o biólogo britânico Richard Dawkins. Com seu novo livro, Hawking passa a ocupar um lugar de honra nesse panteão de ateus.

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– A Polêmica Reclamação dos Cursos Reprovados pelo MEC

O MEC reprovou 38 cursos de 21 instituições por nota baixa em sua avaliação, composta pela estrutura da instituição de ensino, qualidade do corpo docente e notas dos alunos. Porém, com boicotes de alunos em algumas avaliações, os resultados podem ser distorcidos. PUC e Mackenzie, de qualidade reconhecida no Ensino Superior, estão nesta lista. Agora essas instituições não podem ampliar o número de vagas, tampouco receber recursos do FIES.

Aloísio Mercadante disse que as universidades terão que assinar um protocolo de comprometimento de melhorias a esses cursos, e que não abrirá exceções, mesmo as que possuem quase a totalidade de mestres e doutores (e que a nota resulta da não-realização de provas dos alunos).

Em São Paulo, as instituições foram:

  • Mackenzie: Arquitetura
  • PUC (SP): Geografia, História
  • PUCCAMP: Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Educação Física, Engenharia Civil, Letras, Química
  • UniAnchieta: Engenharia da Produção
  • UniPinhal: Ciências Biológicas
  • UniSalesiano: Educação Física

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– MEC muda conceito de Avaliação de Cursos Superiores

Mudanças prováveis no Ensino Superior. O Ministério da Educação diminuiu o peso de Doutores para avaliar os cursos, e aumenta o valor para os professores com maior dedicação na instituição.

Extraído de: http://noticias.universia.com.br/vida-universitaria/noticia/2012/11/29/985319/mec-modifica-calculo-nota-curso-superior.html

MEC MODIFICA CÁLCULO DE NOTA DE CURSO SUPERIOR

O MEC (Ministério da Educação) decidiu alterar o cálculo da nota que fiscaliza os cursos de ensino superior. O quesito professor com doutorado perdeu peso, enquanto o valor para o docente com mestrado e com dedicação integral aumentou. De acordo com o Jornal Folha de São Paulo, chamada de CPC (Conceito Preliminar de Cursos), a nota é usada para monitorar os cursos superiores. Os que ficam com nota 1 ou 2 (numa escala até 5) são inspecionados e podem até fechar.

A diminuição do peso para doutores foi um pedido das instituições de ensino privadas, que afirmam ter dificuldades para contratar professores tão qualificados em algumas áreas do conhecimento ou regiões do país. Profissionais com doutorado tendem também a ganhar mais e serem mais qualificados por fazerem pesquisas.

Para os educadores, houve afrouxamento nas exigências de qualidade. Segundo o MEC, o momento é o de induzir melhorias em outros aspectos.

Com a nova determinação, a proporção de professores com doutorado cairá de 20% para 15% da nota. Os cinco pontos serão distribuídos entre os quesitos docentes mestres e com dedicação integral. Também haverá aumento no peso para a existência de projeto pedagógico e a qualidade da infraestrutura.

Essa elevação virá do quesito nota dos ingressantes no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que deixará de ser contabilizada, pois os calouros não fazem mais a prova.

“Já estamos em um bom patamar em alguns pontos e precisamos induzir a melhoria de outros”, disse o presidente do Inep (Instituti Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) – responsável pela avaliação -, Luiz Cláudio Costa, sobre a redução do peso para doutores no CPC. “A redução não foi tão alta.”

Nos últimos cinco anos, a proporção de doutores nas instituições subiu de 22% para 29%. Já a dedicação integral subiu de 36% para 47%. O diretor do Semesp (Sindicato das Universidades Privadas), Rodrigo Capelato diz que a alteração corrige em parte distorções. “O peso para doutor era grande. Melhorou, mas segue alto.”

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– Educação Coreana X Educação Brasileira

Vejo uma edição antiga da Época Negócios (set/2011, pg 134-136), onde há uma interessante matéria de Débora Fortes, a respeito da Coréia do Sul. E me chama a atenção sobre a Educação por lá. Veja só:

– 84% dos alunos estão na faculdade.

– Nota 9 é uma nota ruim. A busca é pelo 10.

– Sábado não é dia de aula. Mas é dia de ir à faculdade por conta própria para estudar.

– Não pesquisam qualquer coisa, mas sim o que dá lucro!

– 20% das aulas são em inglês.

Outras curiosidades, abaixo:

O SEGREDO NÃO É OLHO PUXADO. É ENSINO PUXADO

O sofisticado sistema de educação montado pela Coreia foi também um elemento imprescindível para que o país ganhasse destaque na inovação. Currículos e livros didáticos mudam rapidamente, conforme a necessidade do mercado. “Se você não tiver uma educação capaz de fazer as pessoas mudarem depressa, não terá inovação. A cada quatro ou cinco anos, há um novo plano nacional de educação na Coreia, amplamente discutido”, diz Song Won Park, professor do Departamento de Engenharia Química da Poli/USP.

Mercado virou uma palavra fundamental dentro das faculdades. “A cooperação com as empresas é intensa. Qualquer companhia pode usar a infraestrutura e os cérebros da universidade”, diz o professor Youngil Kim, da SKKU (Universidade Sungkyunkwan). Com isso, entra mais capital privado para pesquisas. Também na lista das universidades mais importantes do país, a SKKU tem um de seus campi na cidade de Suwon, onde está o Q.G. de pesquisas da Samsung Electronics. Não foi por acaso. Na década de 60, a empresa comprou a universidade, que tinha base em Seul. Hoje, a Samsung é a dona da Fundação da SKKU, com um orçamento anual de cerca de US$ 76 milhões. Além de ter acesso aos cérebros da faculdade durante os cursos, contrata muitos deles logo que se formam.

Por olhar para o mercado, as universidades já não perseguem qualquer tipo de inovação. Querem as lucrativas. “A corrida por patentes não é tão rápida na Coreia quanto imaginávamos. Em muitos casos, eles preferem produzir primeiro e patentear depois. O mais importante é o tempo que uma invenção leva para chegar ao mercado”, diz o professor Guilherme Vaccaro, gerente de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos), localizada em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Ele esteve com outros quatro professores da Unisinos na Coreia, durante cinco meses, para estudar o modelo de educação e identificar o que o Brasil pode aproveitar. “Um divisor de águas para o Brasil seria termos um relacionamento universidade/empresa nos moldes do que existe na Coreia.”

Durante a missão, a Unisinos assinou seis acordos de cooperação com instituições coreanas, um deles com a SKKU. A universidade também atraiu investimento privado para o país. A Unisinos vai cooperar e receber investimentos da HT Micron, uma joint venture formada entre a coreana Hana Micron e a brasileira Altus. A empresa está investindo US$ 10 milhões na construção de uma fábrica em São Leopoldo. Outros US$ 25 milhões devem ser injetados no instituto de pesquisas e desenvolvimento da Unisinos na área de semicondutores. “Se a companhia tiver sucesso, vamos investir mais”, diz Hyouk Lee, diretor do Instituto de P&D da Hana Micron.

Com a mentalidade de gerar resultados já incorporada às universidades, a nova onda do ensino coreano é investir em currículos multidisciplinares. A fusão de disciplinas pode envolver, por exemplo, habilidades complementares como engenharia e administração. “Estamos fazendo uma grande mudança no sistema educacional. A ideia é produzir uma geração de trabalhadores mais criativa”, diz o professor Bong Joo Lee, da SNU.

Outra mudança é a preocupação de ter cursos mais globalizados. Na SNU, 20% dos cursos de graduação estão sendo dados em inglês. Há ainda um investimento mais forte em pesquisa de base, uma etapa que a Coreia havia pulado. Antes, só se pensava em pesquisa aplicada. “Habilidades originais serão fundamentais. Não adianta ficar só copiando e aplicando”, diz Joo Lee. Neste momento, algumas das áreas promissoras são biotecnologia, ciências naturais e nanotecnologia.

Além de dar aulas em inglês, as universidades têm importado professores. O plano é reforçar áreas que os coreanos consideram prioritárias, como o design. A professora Mary Kathryn Thompson veio do MIT para dar aulas no Kaist, em 2007. Todo aluno do primeiro ano, não importa a especialidade, tem de cursar Introdução ao Design e Comunicação. “Aqui, os estudantes têm praticamente as mesmas oportunidades dadas no MIT, incluindo pesquisas, estágios e atividades extracurriculares”, diz ela. Com os esforços feitos, a Coreia já conseguiu emplacar duas universidades no ranking das 100 melhores do mundo. A SNU e o Kaist estão no QS World University Rankings 2010-2011. Na lista, não há um único representante brasileiro.

– Palestras de Ex-Presidentes: a Tabela de Preços

Leio uma edição antiga de uma revista (IstoÉ, Ed 2157, pg 49), uma interessante tabela de preços dos Ex-Presidentes da República para palestras corporativas.

Quer que Lula dê uma palavrinha na sua empresa? Por 1 hora, ele cobra R$ 200 mil.

Quer Fernando Henrique Cardoso? Em Promoção: R$ 150 mil.

Serve ex-ministro? Pedro Malan cobra R$ 35 mil.

Quer alguém do esporte? Se for do futebol, Zagallo costuma cobrar R$ 42 mil; se for do voleibol, tem o Bernardinho por R$ 35 mil.

Aproveite e compare com os outros ex-presidentes internacionais:

Tony Blair, ex-premier britânico: US$ 130 mil

Bill Clinton, ex-presidente americano: US$ 140 mil

Mikhail Gorbachev, ex-presidente soviético: US$ 50 mil.

Fica a pergunta óbvia: Vale tanto dinheiro para ouvi-los? Deixe seu comentário:

– Turnitin: a ferramenta anti-plágio da Unesp

Contra alunos desonestos, uma boa notícia: vem aí um software chamado Turnitin, exclusivamente para descobrir plágio dos trabalhos acadêmicos!

Boa ferramenta aos professores…

Extraído de: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/09/alerta-aos-academicos-desonestos

ALERTA AOS ACADÊMICOS DESONESTOS

Programa de computador adotado na Unesp é capaz de detectar tentativas de plágio.

Por Henrique Kugler

A cada ano, dezenas, centenas ou mesmo milhares – não se sabe ao certo – de trabalhos científicos são plagiados. Em tempos de internet, espertalhões de plantão têm facilidade para fraudar trabalhos e copiar autores sem ao menos citá-los. Mas, para cortar o barato, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) deu uma boa cartada: passou a adotar um software capaz de detectar tentativas de plágio.

A ferramenta é bastante simples. O docente, assim que recebe o trabalho do aluno – seja tese, dissertação, trabalho de conclusão de curso ou qualquer produção textual –, submete-o à avaliação do programa, que faz uma busca imediata em diversos bancos de dados para checar se aquela produção acadêmica encontra semelhanças notáveis com outros textos já publicados.

Em seguida, a ferramenta fornece um número correspondente ao índice de originalidade daquele trabalho – além de apontar possíveis referências on-line que o aluno pode ter utilizado para basear sua redação.

Prova real

Será que funciona mesmo? Para colocar o sistema à prova, a Ciência Hoje submeteu aos docentes da Unesp três pequenos textos: um original, um totalmente surrupiado e outro plagiado no conteúdo, porém mascarado na forma.

O programa acertou na mosca: acusou as duas tentativas de plágio deflagrando baixo índice de originalidade (“99% de similaridade” para uma, e “85% de similaridade” para outra), enquanto o trecho original passou no teste (com o resultado “0% de similaridade”). Programa aprovado.

“É ótimo que um software possa produzir um relatório de originalidade”, comenta Loriza de Almeida, professora da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp e nova usuária da ferramenta. “Em um mundo ‘Ctrl C + Ctrl V’ isso é bastante útil”. Segundo ela, o programa facilita a correção por parte do docente e dá mais credibilidade ao trabalho do discente.

Fabricado por uma empresa norte-americana, o sistema adquirido pela Unesp é o Turnitin, usado atualmente em diversas instituições dos Estados Unidos. Foi implementado em 2010 e, após período de testes e adaptação, está agora aprovado pelos usuários.

Nenhum caso de plágio foi detectado até o momento, “e a utilização do programa tem sido mais no sentido de prevenir e orientar o aluno quanto à maneira correta de fazer citações”, explica Sandra Manzano, bibliotecária da Coordenadoria Geral de Bibliotecas da Unesp, em Marília (SP).

Brechas no sistema

Nenhuma ferramenta é perfeita. Ainda que eficiente, o Turnitin tem lá suas limitações. O programa pode, sim, deixar passar algumas fraudes sintáticas ou semânticas de larápios intelectuais mais sofisticados. Afinal, as formas de plágio são muitas, e as brechas no sistema podem ser alvos certos para o acadêmico seduzido pela via da perversão.

Outro revés: o Turnitin leva em conta somente bancos de dados disponíveis na rede. Ou seja, se o autor plagiar material impresso não publicado na internet terá suas chances de passar incólume à verificação digital. Além disso, funciona melhor para textos em língua inglesa – mas a tendência é que as buscas em português sejam aperfeiçoadas ao longo do tempo.

A ferramenta, portanto, não promete a solução definitiva para o problema do plágio –uma crescente preocupação no meio acadêmico –, mas deve, ao menos, dificultar em alguma medida a vida de acadêmicos desonestos.

– Troca de Maçãs e Idéias

Disse alguém:

“Se eu tiver uma maçã e você outra, e se resolvermos trocá-las, ambos continuaremos a ter uma maçã. Mas se eu tiver uma idéia e você outra, e resolvermos trocá-las, ambos teremos 2 coisas importantes”.

Bobinho, mas profundo, não?

– Como Medir a Contribuição do Conhecimento das Pessoas dentro das Organizações

Compartilho um belo texto sobre o grande desafio de se medir a contribuição do conhecimento das pessoas dentro das organizações. Aproveite e reflita: como medir a sua contribuição dentro da empresa?

Extraído do blog do jornalista especializado em Mundo Corporativo, José Renato Santiago Jr (http://www.jrsantiago.com.br/edit.html)

O GRANDE DESAFIO DA GESTÃO DO CONHECIMENTO: MEDIR A SUA CONTRIBUIÇÃO

Um dos grandes desafios das práticas relacionadas com a gestão do conhecimento diz respeito a medição de sua efetiva contribuição junto aos resultados de uma empresa.

Assim como os vários modelos de gestão que, digamos, “caem no gosto” dos profissionais de uma organização, a gestão do conhecimento muitas vezes é contestada por não conseguir apresentar resultados práticos, que possam ser medidos e claramente notados.

Ao pesquisarmos junto aos profissionais de diferentes níveis hierárquicos e que fazem parte de organizações atuantes em distintos segmentos do mercado, é quase que unânime a aprovação quanto a importância das práticas que norteiam a gestão do conhecimento (GC).

Da mesma forma, a efetiva mensuração da contribuição desta, é “o que pega”.

Ora bolas, assim como as práticas de GC estão fortemente fundamentadas aos valores intangíveis e tácitos, não é demais da conta “cobrar” que seus benefícios devam ser facilmente mensuráveis?

Pois bem, não, a GC deve realmente envolver práticas que permitam visualizar o bem que pode proporcionar a uma organização…

…e mais que isso… deve ser possível que seja feita uma adequada análise sob diferentes dimensões… quer sejam  econômicos financeiras, estratégicas, operacionais, de recursos humanos… apenas para citar algumas delas… 

É possível, e para plagiar alguém: Yes, We can…

Através de metodologias adequadas, da definição de premissas estratégicas, de um cuidado redobrado com questões pertinentes ao uso de tecnologias adequadas e da correta gestão dos colaboradores, é claramente factível medir o sucesso das iniciativas de gestão do conhecimento em qualquer organização.

Certamente, há cuidados a serem tomados…

Um dos primeiros está, certamente, relacionado com a definição dos objetivos que estas práticas deverão atender… “… é o começar pelo começo…”

A definição de indicadores também possui grande importância, e para isto é importante considerar 2 diferentes tipos, o primeiro quanto a própria eficiência das iniciativas de GC e o segundo relacionado a efetiva contribuição destas junto aos resultados organizacionais.

Por fim, há a relevância da definição das diferentes dimensões a serem consideradas… pois bem, falaremos mais sobre isso nas próximas semanas…

– Para que serve a Pós Graduação?

Leio uma interessante matéria sobre a popularização dos cursos de Pós Graduação. E o que ela fala? Sobre o fato dos cursos não serem mais vantagem competitiva.

Isso nós já sabíamos: devido a competitividade do mercado, o administrador de empresas, por exemplo, tem obrigação em se especializar. Compartilho abaixo:

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/115548_MUITO+CANUDO+POUCO+RESULTADO

MUITO CANUDO, POUCO RESULTADO

Popularização faz dobrar o número de alunos de pós-graduação em dez anos, e o curso deixa de ser um diferencial na formação

por Luciani Gomes

Até há pouco tempo, os cursos de pós-graduação (stricto ou lato sensu) eram a melhor maneira de o profissional se destacar no mercado de trabalho. Mestrado e doutorado não eram tão comuns, MBA ainda era uma novidade e quem tinha um ou outro era exceção. Nos últimos anos, no entanto, os cursos se popularizaram demais e deixaram de ser diferencial. De 1999 a 2009, o número de alunos de mestrado, doutorado e mestrado profissional dobrou – pulou de 80 mil inscritos para 160 mil em todo o País, segundo dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Os jovens já saem das faculdades com algum curso engatado e com planos de outro na sequência. “A pós-graduação virou requisito básico. Por isso, já não é um diferencial tão forte”, constata Edson Rodriguez, consultor em gestão de pessoas.

Dois exemplos dessa nova geração são o advogado Pedro Cabral de Vasconcellos e a fisioterapeuta Charlene Boif, ambos de 28 anos. Vasconcellos fez primeiro uma pós-graduação em direito e processo no trabalho e, ato contínuo, em direto do trabalho. “É uma maneira de permanecer atualizado”, justifica o advogado. Charlene já tem um mestrado na Espanha e está concluindo a segunda especialização em ciência da performance humana. Seus planos são fazer mais um mestrado em 2011 e depois emendar com um doutorado. “Para mim, tão importante quanto o aprendizado é a troca com profissionais que os cursos possibilitam”, diz ela.

Mas, para quem quer ir além das pós-graduações tradicionais, há algumas alternativas, segundo especialistas. A primeira é uma experiência no Exterior. Foi a opção de Fernanda Cabral, 23 anos, que se formou em marketing e partiu para um curso de extensão nos Estados Unidos. “Eu queria ver as coisas de outra perspectiva. E a experiência de viver a profissão fora do País fará a diferença quando eu voltar”, acredita. Fluência em mais de um idioma estrangeiro é outro item essencial para quem quer ter o currículo no topo da pilha, segundo a gestora de carreiras Waleska Farias. “O Brasil é a bola da vez. É necessário ir muito além do inglês, que virou requisito básico.” Porém, o fundamental para quem busca o aprimoramento é se certificar da qualidade do curso oferecido. Assim como faculdades privadas proliferaram e a qualidade ficou em segundo plano, também há cursos de especialização e de pós-graduação que deixam a desejar. “É sempre bom avaliar bem o projeto pedagógico, o corpo docente, as instalações e as referências”, alerta o educador Efrem Maranhão, membro da Academia Brasileira de Educação.

– Como Combater a Arrogância nas Empresas e na Vida?

Admiro pessoas inteligentes. Dentro da minha pobreza intelectual, tento aprender algo delas, absorver conhecimentos, saber algo sobre o que sei ou sobre o que não sei.

Numa dessas admirações literárias, deparei-me com o excepcional artigo do consultor em Administração, Stephen Kanitz. Ele disserta sobre “ignorância e arrogância”.

Vale a leitura, o texto está abaixo e é extraído da Revista Veja, edição 2036, página 22

COMO COMBATER A ARROGÂNCIA

Muitos leitores perguntaram ao longo deste mês qual era a minha agenda oculta. Meus textos são normalmente transparentes, sou pró-família, pró-futura geração, pró-eficiência, pró-solidariedade humana e responsabilidade social. Mas, como todo escritor, tenho também uma agenda mais ou menos oculta. Sempre que posso dou uma alfinetada nas pessoas e nos profissionais arrogantes e prepotentes. É a reclamação mais freqüente de quem já discutiu com esses tecnocratas. Uma vez no governo, parece que ninguém mais ouve. Eles confundem ser donos do poder com ser donos da verdade. Fora do governo, continuam não ouvindo e, quando escrevem em revistas e jornais, é sempre o mesmo artigo: “Juro que eu nunca errei”. Toda nossa educação “superior” é voltada para falar coisas “certas”. Você só entra na faculdade se tiver as respostas “certas”. Você só passa de ano se estiver “certo”.

Aqueles com mestrado e Ph.D. acham equivocadamente que foram ungidos pela certeza infalível. Nosso sistema de ensino valoriza mais a certeza do que a dúvida. Valoriza mais os arrogantes do que os cientificamente humildes. É fácil identificar essas pessoas, elas jamais colocam seus e-mails ou endereços nos artigos e livros que escrevem. Para quê, se vocês, leitores, nada têm a contribuir? Elas nunca leram Karl Popper a mostrar que não existem verdades absolutas, somente hipóteses ainda não refutadas por alguém. Pessoalmente, não leio artigos de quem omite seu endereço ou e-mail. É perda de tempo. Se elas não ouvem ninguém, por que eu deveria ouvi-las ou lê-las? Todos nós deveríamos solenemente ignorá-las, até elas se tornarem mais humildes e menos arrogantes. Como não divulgam seus e-mails, ninguém contesta a prepotência de certas coisas que escrevem, o que aumenta ainda mais a arrogância dessas pessoas.

O ensino inglês e o americano privilegiam o feedback, termo que ainda não criamos em nossa língua – a obrigação de reagir à arrogância e à prepotência dos outros. Alguém precisa traduzir bullshit, que é dito na lata, sempre que alguém fala uma grande asneira. Recentemente, cinco famosos economistas brasileiros escreveram artigos diferentes, repetindo uma insolente frase de Keynes, afirmando que todos os empresários são “imbuídos de espírito animal”. Se esse insulto fosse usado para caracterizar mulheres, todos estariam hoje execrados ou banidos. “A proverbial arrogância de Larry Summers”, escreveu na semana passada Claudio de Moura e Castro, “lhe custou a presidência de Harvard.” Lá, os arrogantes são banidos, mas aqui ninguém nem sequer os contesta. Especialmente quando atacam o inimigo público número 1 deste país, o empreendedor e o pequeno empresário.

Minha mãe era inglesa, e dela aprendi a sempre dizer o que penso das pessoas com quem convivo, o que me causa enormes problemas sociais. Quantas vezes já fui repreendido por falar o que penso delas? “Não se faz isso no Brasil, você magoa as pessoas.” Existe uma cordialidade brasileira que supõe que preferimos nunca ser corrigidos de nossa ignorância por amigos e parentes, e continuar ignorantes para sempre. Constantemente recebo e-mails elogiando minha “coragem”, quando, para mim, dizer a verdade era uma obrigação de cidadania, um ato de amor, e não de discórdia.

O que me convenceu a mudar e até a mentir polidamente foi uma frase que espelha bem nossa cultura: “Você prefere ter sempre a razão ou prefere ter sempre amigos?”. Nem passa pela nossa cabeça que é possível criar uma sociedade em que se possa ter ambos. Meu único consolo é que os arrogantes e prepotentes deste país, pelo jeito, não têm amigos. Amigos que tenham a coragem de dizer a verdade, em vez dos puxa-sacos e acólitos que os rodeiam. Para melhorar este país, precisamos de pessoas que usem sua privilegiada inteligência para ouvir aqueles que as cercam, e não para enunciar as teorias que aprenderam na Sorbonne, Harvard ou Yale. Se você conhece um arrogante e prepotente, volte a ser seu amigo. Diga simplesmente o que você pensa, sem medo da inevitável retaliação. Um dia ele vai lhe agradecer.

– A luta do MPF contra o Dicionário Houaiss

Excesso de preocupação em ser politicamente correto ou pura bobagem?

Uma patrulha do Ministério Público Federal quer recolher o dicionário Houaiss das prateleiras, pelo motivo de ‘supor sentidos pejorativos’!

Por exemplo: o verbete cigano, de tantos sentidos, contém entre eles no Houaiss: “que ou aquele que trapaceia; velhaco; burlador”.

A questão é: tal sentido não existe e nunca existiu nem nos mais escondidos rincões do país, ou o MPF está exagerando?

A acusação de que o Houaiss inventa sentidos, denegrindo imagem, é pura bobagem! Ele explica as expressões mesmo preconceituosas. Não são os dicionários que criam; eles explicam os conhecidos e desconhecidos sentidos.

– Ressurreição por via da Ciência

Incrível.

E não é que na Rússia, cientistas descobriram sementes congeladas de uma planta extinta há 2000 anos na Sibéria, 38 metros abaixo de uma superfície de gelo, e conseguiram fazê-las brotar?

A planta se chama Silene Stenophyla, e tal ressurreição nos faz pensar naquele cenário apocalíptico de Jurassic Park: um dia ressuscitaremos animais como dinossauros, entre outros?

O limite da inteligência humana é algo impressionante…

– A Enciclopédia Ultrapassada

Minha esposa Andréia sempre costuma questionar a validade das enciclopédias mediante os avanços científicos. Tem lógica, afinal, elas se desatualizam.

E não é que a Folha de São Paulo (22/01/2011, Caderno Ciência, pg C1) traz uma matéria do que seriam embriões de enciclopédia com registros inválidos e curiosos? Por exemplo, o relato do Homo Sylvestris, que nada mais era a anotação científica do Lobisomem (data de 1622). Outra: Homens sem cabeça e com olhos e bocas no peito, índios guerreiros da Amazônia de 1601. E com ilustrações!

Abaixo, a interessante matéria:

LOBISOMEM DE 1662 TINHA NOME CIENTÍFICO

Por Giuliana Miranda

Relatos científicos sobre a fauna da época incluíam até o chupa-cabra e serão tema de uma exposição no Rio

Muito antes de aterrorizar mocinhas no cinema, a anaconda, ou sucuri gigante da Amazônia, já tirava o sono de vários europeus. Índios canibais sem cabeça e até o chupa-cabra, também.

Esses e outros mitos e monstros saíram do Novo Mundo direto para as bibliotecas das metrópoles, em publicações que misturavam ciência, fantasia e ficção.
Para explicar os mistérios dos territórios recém-descobertos -e valorizar ainda mais suas conquistas-, muitos exploradores criavam narrativas que deixariam Darwin de cabelos em pé.

“A realidade dos europeus era completamente diferente. Então, quando eles viam animais, plantas e até pessoas tão incomuns, taxavam-nas de monstros e criavam explicações mirabolantes”, diz Ana Virginia Pinheiro, chefe do departamento de obras raras da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.

Entre 14 de fevereiro e 15 de abril, algumas dessas histórias poderão ser vistas na exposição “Monstros: Memórias da Ciência e da Fantasia”, na sede da instituição.
Os autores eram variados: iam desde cientistas participando de expedições até piratas com pouca instrução, tendo ainda alguns escritores que nunca tinham saído da Europa, apenas ouviram uma lenda e a “recontaram”.

Alguns dos mitos de origem europeia também marcam presença no acervo, como a história do lobisomem.

Um livreto de 1662, escrito pelo teólogo Gaspar Schott, traz descrições minuciosas sobre a anatomia e, por mais incrível que pareça, atribui um nome científico à criatura: Homo sylvestris. Algo como homem da floresta.

Esses relatos, afirma Pinheiro, provavelmente se basearam em um encontro com pessoas que tinham hipertricose -uma doença sem cura que causa o crescimento excessivo de pelos grossos praticamente no corpo inteiro.

Outra anomalia, hoje conhecida como gêmeo parasita (fetus in fetu), também deu origem a um mito bizarro: o homem “grávido”.

Publicações do século 17 relatam alguns desses casos e, por incrível que pareça, davam instruções para a cura.

A doença provoca uma espécie de gêmeos siameses ao extremo. Enquanto um dos bebês se desenvolve, o outro cresce atrofiado dentro do corpo do irmão, ficando completamente dependente. Um verdadeiro parasita.

Na maioria dos casos, o feto parasita fica na região abdominal, causando uma espécie de barriga que lembra a de uma mulher grávida.

Caso queira ver fotos, o site CONTEÚDO LIVRE as publicou. Fotos em: http://sergyovitro.blogspot.com/2011/01/lobisomem-de-1662-tinha-nome-cientifico.html