– A Crise de Empregos na Mídia?

Que triste e que engraçado!

Dias atrás tanto Folha de São Paulo e Estadão demitiram jornalistas para enxugar as despesas. As rádios têm promovido isso. Mas agora, até gente incontestável foi para o olho da rua.

Ao ler, pensei que era alguma notícia falsa: Mauro Betting foi demitido da Rádio Bandeirantes!

Puxa! Enquanto isso, alguns picaretas continuam no dial. Dá para entender?

Certamente, da mais humilde à mais gloriosa das emissoras, Mauro Betting teria espaço onde quisesse.

Teria! Porque hoje a tarde ele foi recontratado pela emissora, após vários protestos de ouvintes e do apresentador Neto, da Tv Bandeirantes, pedir demissão ao vivo em solidariedade a ele.

Olha a despedida dele no Twitter (que agora, fica sem efeito).

Extraído de: http://blogs.lancenet.com.br/maurobeting/2013/08/02/voltamos-depois-do-intervalo/

MAURO BETTING

“Alô, ouvintes do Brasil” – há quase 10 anos escuto José Silvério sem precisar do fone de ouvido do Douglas, do Abrãozinho, do Jair, de tantos nas cabines e estúdios da rádio Bandeirantes.

“Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo” – há 40 anos ouvi pela primeira vez Fiori Gigliotti começar os jogos que eu sonhava ver. Delirava ouvir. Imaginava sentir na emissora que passei a frequentar quando eu tinha nove anos, em 1975. Quando meu pai foi contratado pela TV Bandeirantes, saindo da Record. Corredores e estúdios da rádio onde meu pai virou comentarista econômico depois de três anos de Jovem Pan, e dois de Gazeta, em 1977.

Sou filho do rádio. Seu Joelmir e dona Lucila se conheceram na 9 de Julho, onde apresentavam “Bombons de Música para a Petizada”. Talvez o pior nome da história do rádio. Mas foi lá que nasceu o amor entre eles. Foi desse amor no dial e dialético que nasceu Gianfranco, meu irmão, meu ídolo, em 1964. Foi nesse amor no éter e eterno que nasceu Mauro, em 1966.

Eu.

Que desde o berço queria ser jornalista por esporte. Ainda mais quando meu pai entrava no estúdio do segundo andar lá pelas 18h para falar alguns minutinhos de economia depois de Fiori, Ênio Rodrigues, Mauro Pinheiro, Luís Augusto Maltoni, Roberto Silva, Paulo Edson, Alexandre Santos e outras feras falarem aos microfones da “Marcha do Esporte”. Era o que eu queria ouvir. Era onde um dia eu gostaria de falar desde aquele 1977 na Cadeia Verde e Amarela.

Em fevereiro de 1999, José Carlos Carboni me deu a chance de realizar um sonho. Ser comentarista esportivo do AM 840, FM 90,9. Mas eu tive de dizer um dos “nãos” mais difíceis e doídos em 23 anos como jornalista esportivo de rádio, TV, jornal, revista, internet, livros, filmes e videogames. Meu Luca tinha cinco meses e não podia ficar sem o pai todos os dias da semana sem folga por causa dos empregos do pai em TV, jornal e internet. Tive de dizer não. Não tinha como conciliar escala. Não tinha como largar o salário maior da televisão. Eu tive de dizer não ao veículo que me dá prazer. Jornal é prestígio. Televisão é popularidade. Rádio é prazer. Por que ele vai com a gente ao banheiro, à escola, ao ônibus, pra cama, pra cima, pra baixo.

O rádio fala. Mas também ouve.

É o melhor amigo do homem. Vai ver que por isso também morde.

Em 2002 quase vim para a rádio Bandeirantes. Era eu ou o querido Roberto Avallone. Reticências… Não fui. Exclamação!

O “não” de 1999 e o “quase” de 2002 virou “sim” em novembro de 2003. O fratello Sergio Patrick teve a ideia. O chefe Carboni reiterou o convite. O diretor Fernando Vieira de Mello assinou. Em 1o. de dezembro de 2003 eu estreei na Bandeirantes. Exatos 12 anos depois da minha estreia em rádio esportivo pela Gazeta.

A primeira transmissão na cabine do Morumbi foi São Paulo x River Plate. Quando Carboni me ligou ao final dela para dizer que eu “acabara” de ganhar o prêmio Ford-Aceesp de 2004 um ano depois. E ele acertou. Desde então, com toda a equipe mais técnica do rádio, com os narradores, comentaristas, repórteres, apresentadores e produtores que temos, só não ganhei um ano o mais cobiçado prêmio do jornalismo esportivo paulista. São oito troféus em casa. Pelo meu lar radiofônico. Desde 1984, nenhum outro comentarista de rádio ganhou tantos como aquele filho do Joelmir Beting que, a partir de 2004, pela primeira vez em 17 anos de carreira, tinha a alegria de trabalhar com o pai na mesma emissora.

A felicidade de comentar futebol enquanto narraram José Silvério, Ulisses Costa, José Maia, Dirceu Maravilha, Hugo Botelho, Odinei Edson. Enquanto comentaram Claudio Zaidan, Estevan Ciccone, Neto, Paulo Calçade, Fábio Sormani, Flávio Gomes, Fábio Seixas, Fábio Piperno, Erich Beting. Enquanto reportaram jLeandro Quesada, Alexandre Praetzel, Eduardo Affonso, Alex Muller, Frank Fortes, PH Dragani, Ariane Rocha, Kamilla Malynowski, Antonio Petrin, Carlos Lima, Dirceu Cabral. Enquanto apresentaram Sergio Patrick, Ricardo Capriotti, Milton Neves, Beto Hora, Lélio Teixeira, Zé Paulo da Glória, Marcelo Duarte, Zancopé Simões. Enquanto produziram Vinicius Mendes, Guilherme Fagundes, Kelly Ferreira, Joãozinho, Vinicius Volpi, Claudia Oliveira, Mario Mendes, Bruno Almeida. Enquanto João Bicev comandava uma seleção de muita técnica. Com Ricardo Garcia, Davi Duarte, Aílton Dias, Nelson Wolter, Zé Pereira, Fabiano Villasboas, Arthur Figueiroa.

Mais que um timaço de colegas, meus amigos. Alguns mais que amigos. Irmãos.

Campeões da Copa Nike-2004 de futebol. Com o Fred, com o Veras, com amigos que falavam e faziam futebol. Com ouvintes que eram ouvidos. Eram nossos. Não tinha como errar.

Pela rádio Bandeirantes eu deixei de fazer programa com Nasi e Ronaldo Giovanelli na Kiss FM. Pela rádio Bandeirantes eu deixei de ser o comentarista principal da Band em 2007 por priorizar a rádio.

Pela rádio Bandeirantes eu posso ter deixado outras propostas profissionais de lado. Por amor ao rádio. Por prazer de ofício de trabalhar em casa. No meu lar. Como se eu estivesse no meu quarto. Como várias transmissões fiz descalço. Derrubando café na mesa. Assustando Milton Neves no estúdio ao lado. Rindo da desgraça própria. Chorando da emoção alheia. Comentando. Reportando. Analisando. Jornalistando.

Apenas jornalistando. O que é nosso ofício. Por vezes nosso sacrifício nessa marcha sem merchan.

Falando bobagens involuntárias ou mesmo com a intenção de produzir coliformes orais nas miltonlices da madrugadas. As mauradas que não tinham hora para acabar.

Mas que desde 17h de 1o de agosto de 2013 acabaram.

A mídia está mudando. Eu estou mudo no AM 840. Perdi a voz. Mas não a fala. Quem perdeu a voz foi a rádio que cala Walker Blaz – o Sinatra da Bandeirantes. Quem perdeu a vez foi a rádio que encerra 19 anos de Adriana Cury, filha de 57 anos de Muybo no AM. No amor que os Cury como os Beting têm pela Bandeirantes. Paixão que levamos no peito um crachá que não tem RH que arranhe e que arranque.

Rádio não tem cargo hereditário. Mas alguns filhos de radialistas têm pela Bandeirantes uma herança que não tem conta que não fecha que encerre o que guardamos aqui dentro. É contar e mandar a nossa gravação para ficar no Cedom da rádio que amamos.

Era preciso cortar números. Meu nome foi cortado da rádio Bandeirantes.

Sabia que haveria um dia em que não conseguiria mais acordar nossa equipe nas madrugadas de Munique tocando a Pamonha de Piracicaba com o Patrick na Copa de 2006. Sabia que um dia não berraria Master Bernard pelas ruas de Johanesburgo numa Copa como a de 2010. Sabia que podia contar com um irmão quando a vida separou meus filhos que amo cada vez mais na mesma semana em o que o mundo do meu fratello se separou. Sabia que nós iríamos reencontrar o amor que abençoa a ele e a mim logo depois. Com a agilidade do rádio. Com a paixão do rádio.

Sei que um dia teria de desligar o microfone que tantas vezes apertei o botão errado para abrir, que tantas vezes derrubei no chão, que tantas vezes não acreditei conversar, dialogar, tabelar com Silvério, Milton, Zaidan, Patrick, Ciccone, Capriotti, Quesada, Praetzel, Alex e tantos que continuam ou não na emissora.

Sei que um dia a Bandeirantes sairia de minha vida como os últimos sons do meu pai na vida foram pela rádio quando ele tentou voltar ao ar, nos 10 dias em que retornou do hospital. Quando um fiapo de voz pela T-Line instalada pelo João Bicev não o deixou voltar ao ar antes de retornar “em definitivo” para o hospital onde saiu do ar em 29 de novembro de 2012.

Quando no começo da madrugada de quinta-feira eu estava entrevistando Rogério Ceni até meu irmão dar a a notícia esperada desde o domingo pela manhã.

Meu pai morrera.

Eu estava saindo do ar. Eu estava fora do ar. Mas alguém precisava dizer que Joelmir Beting havia morrido. Eu mesmo disse. Li o texto que havia preparado para este blog na véspera. Li no ar a morte do meu pai.

Não era para isso que havia sido contratado. Mas é para isso que se é jornalista. Como foi meu pai de 1977 a 1985 na rádio Bandeirantes. Como ele foi de 2004 até morrer em 2012.

Eu fui rádio Bandeirantes do primeiro dia de dezembro de 2003 ao primeiro dia de agosto de 2013. Vou continuar sendo sempre aquilo que não pude mais ser. Com o mesmo prazer e honra que tive agora ao me tornar o quinto trading topic do twitter no mundo por ter sido demitido.

(A todos, todas as palavras que significam obrigado. Desculpem o cabotinismo. Mas estou precisando. Oferecimento: Mauro Beting Ltda.)

Como disse o Johnny Saad no velório do meu pai: “o Alemão é insubstituível”. E meu pai é mesmo. Posso garantir.

Como posso dizer a vocês que leem este blog e não precisavam ficar até o final deste longo texto: “o Mauro Beting é substituível”.

Não foi isso que me foi dito pela minha chefia a quem só posso agradecer pelos 10 anos de rádio.

Ao contrário.

Eles deixaram tão claro a mim como reitero a eles e a todos: as portas e microfones da rádio seguem tão abertas para mim como o amor que tenho pela casa, pelo prefixo, pelas pessoas, pelos colegas, pelos amigos.

Pela minha casa. Pela Bandeirantes.

Saio da rádio. Mas ela não sai de mim.

Assim é a vida. Assim é o rádio. Assim é a crise. Assim é a mídia.

São 2h28 de uma madrugada de sexta-feira. Estou acostumado pelo rádio e pelo Milton a sair tão tarde da emissora. A sair tão tarde de estádios onde já tive de pular muro ou pedir ao vivo que reabrissem os portões para que eu pudesse sair com nosso operador. Desde 2003 sou o jornalista que mais tarde sai de uma cabine e de um estádio. Sou o cara que normalmente apaga a luz. Sou o cara que hoje estou meio que fora do ar. Só não estou em off por ter a mulher que tenho, os filhos que tenho, a mãe que tenho, irmãos, primos, tios, madrinha e a família que me conforta. Me ama. Me Silvana.

Minha ultima jornada acabou 1h15 desta mesma quinta no Pacaembu. Saí por último como sempre. Peguei um táxi como poucas vezes. Rádio do taxista ligado em Milton. Na Bandeirantes. Em mim.

Voltei pra casa nos escutando. Sem saber que não voltaria mals a estar do outro lado do microfone.

Desde esta madrugada vou poder dormir mais horas. Só não digo que vou poder dormir melhor.

Obrigado, Bandeirantes, pelo melhor ambiente em 26 anos de Jornalismo.

Obrigado, família Bandeirantes, por continuar na Band e no Bandsports.

Voltamos depois do intervalo comercial.

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– Facepopular: o Facebook Popular da Argentina

Ousado: assim é o Facepopular, que quer ser a maior rede social da América Latina e desbancar o Facebook. Sediado na Argentina, ele quer crescer. Mas há algumas curiosidades engraçadas. Veja:

Extraído de: http://tecnologia.terra.com.br/america-latina-tera-rede-social-que-critica-e-imita-facebook,b142fb8609ecf310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

AMÉRICA LATINA TERÁ REDE SOCIAL QUE CRITICA E IMITA FACEBOOK

Uma nova rede social está sendo criada na Argentina com objetivo de fazer frente ao Facebook e se tornar a principal ferramenta de intereção social na América Latina.

O Facepopular, em que “face” não significa rosto, mas “Frente Alternativa Contra o Establishment”, tem uma postura crítica em relação ao “establishment” Facebook, que lhe serviu de inspiração.

A rede social, que espera ser um competidor direto do Facebook, conta com servidores localizados na Argentina e seu lançamento, esta semana, coincide com os planos de criação da mega rede de fibra ótica que a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), da qual o Brasil faz parte, está desenvolvendo para toda a região.

O Facepopular é o produto-estrela da Red Popular, grupo de mídia que reúne rádio, TV e sites na internet, cujo objetivo é servir de plataforma de integração tecnológica para os países da Unasul e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, Celac, da qual o Brasil também é membro.

E seus criadores são otimistas: esperam que o Facepopular se torne a rede social mais predominante na América Latina no prazo de um ano.

EMOPERONES EM VEZ DE EMOTICONS

Em termos conceituais, o Facepopular tem muitas aplicações, opções e botões semelhantes ao Facebook. Mas há também diferenças. Em vez de emoticons (caracteres tipográficos que expressam emoções), há “EmoPerones” e seus usuários podem enviar uma “Evita”, um “Perón” ou até um “Bolívar”, em alusão aos ícones da política latino-americana.

Os hambúrgueres, por sua vez, serão substituídos por choripanes, sanduíches argentinos feitos com chouriço. Outra diferença em relação ao site é que o Facepopular não tem limite de amigos.

Também contará com um botão de “Não Curtir” e com uma seção denominada “O indesejável da semana”. O Facepopular quer desbancar o Facebook, mas clonando suas ideias para adaptá-las a uma versão latino-americana.

Em sua declaração de princípios, seus idealizadores dizem que o objetivo do Facepopular é “gerar um canal de comunicação e interação comunitária sem as arbitrariedades e modelos de imposição de outras redes sociais desenhadas e operadas fora da América Latina por corporações multinacionais”.

“É uma rede latino-americana, para hispanófonos, pensada e concebida segundo nossos próprios parâmetros e padrões”, diz em sua página na web.

CONDENAÇÕES

O tom embarca na onda de condenações que se espalhou pela região após a revelação do escândalo de espionagem dos Estados Unidos, que teriam espionado milhões de mensagens de e-mail em vários países, inclusive no Brasil.

“Esperamos superar a marca dos 100 mil usuários no final de semana”, disse Pablo Lenz, um dos fundadores da rede social, em entrevista à televisão local. “Vamos incorporar um quarto servidor porque não vamos dar conta”, acrescentou Lenz.

No entanto, no dia de seu lançamento, o Facepopular contava com 400 usuários, segundo informações publicadas nos meios de comunicação locais. E ao encerramento desta matéria, não era possível se increver na rede social.

Diante das várias semelhanças com o Facebook, que vão desde a tipografia até as mais variadas funções, a BBC Mundo contactou a rede social para saber sua opinião a respeito do lançamento do Facepopular e se haviam comentários sobre direitos autorais.

“Estamos analisando. Não temos comentários a fazer neste momento”, respondeu à BBC Mundo Alberto Arébalos, chefe de comunicações para América Latina do Facebook por e-mail.

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– Mandela morreu e depois não morreu…

Na preocupação em ser rápido para dar as notícias, um ou outro meio de comunicação pode cometer gafes. Me recordo da morte de Mário Covas. Dias antes, li a noite no UOL: “Morre Mário Covas“. Mas ele não tinha morrido! A matéria contando sua morte estava pronta, e foi errada ao ar. Depois de 10 dias ele faleceu…

Na última quinta-feira, a “Voz do Brasil” divulgou que Nelson Mandela havia morrido. Só que até hoje ele está internado… O problema, agora, é outro: a boataria das redes sociais. Quer um exemplo? A morte de Roberto Bolaños, criador e intérprete do Cháves. Vira-e-mexe aparece na Internet que ele morreu, sem ter ainda batido as botas!

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– Rádio ESPN no Dial voltará!

Que boa notícia! Leio que a Rádio ESPN voltará. Depois de anos como Estadão ESPN (em parceria com a Eldorado 700 AM), a rádio ficou só na Web. Agora, estará voltando no dial da Rádio Capital 1040!

Tomara que os profissionais da Capital sejam incorporados. Ou será que haverá demissões?

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– O Facebook e o Twitter mudaram o Brasil?

Sempre ouvimos falar que o brasileiro era um povo acomodado e não se mexia nem organizava protestos. Agora, o país está parando todas as tardes com manifestações.

Mas algo importante: com o mesmo cenário político-econômico, elas ocorreriam há 10 anos atrás?

Eu creio que não! As redes sociais ajudam e muito. Vide o Twitter com a hastag #vemprarua, verdadeiro convite objetivo dos manifestantes. Mas talvez a força maior venha do Facebook, com suas postagens e diversos fotos e frases de incentivo, além da organização de marchas e envio de convites.

Quer queiramos ou não, as redes sociais (e neste caso o Facebook) estão sendo determinantes para todo esse processo.

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– Celular, 40 anos

E o telefone celular faz 40 anos. Mas chegou ao Brasil só em 1996…

Lembram daqueles primeiros “tijolos” da Telesp Celular? Muitos o usavam como objeto de ostentação. Tarifas caríssimas!

Me recordo do meu primeiro celular: um Startac da Motorola! E era uma revolução para a época. Hoje, nós não conseguimos viver sem o celular, que se transformou não só simplesmente em aparelho telefônico, mas pager, computador de mão, calculadora, relógio…

Olha o primeiro aparelho, o DynaTAC da Motorola, com seu inventor, Mr Cooper:

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– Jornalismo Sem-Terra?

Essa é inédita: a Universidade Federal do Ceará está criando curso de graduação em jornalismo EXCLUSIVO a estudantes do MST!

Loucura, demagogia, ou real necessidade?

Extraído de: http://www.linearclipping.com.br/cnte/detalhe_noticia.asp?cd_sistema=93&codnot=816254

JORNALISMO SEM TERRA

Universidade já recebeu aval do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária, diz coordenadora

por Carmen Pompeu e Roldão Arruda

A Universidade Federal do Ceará (UFC) vai oferecer, a partir de janeiro, o primeiro curso de jornalismo no Brasil voltado para estudantes ligados ao Movimento dos Sem-Terra (MST). O curso, segundo a professora Márcia Vidal Nunes, coordenadora de pós-graduação da área de comunicação social da universidade, já foi aprovado pelo Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), ligado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Ainda de acordo com a professora Márcia Vidal, serão ofertadas 60 vagas anuais. O curso terá duração de quatro anos e o acesso será feito através de vestibular.

As aulas serão ministradas pelos próprios professores do curso de comunicação da Federal do Ceará. Além das disciplinas comuns, os jovens ligados ao MST terão matérias voltadas para temas da área rural. Parte das aulas será ministrada na universidade e parte, nas comunidades dos assentados.

Instituído em 1998, o Pronera destina-se a estimular a educação nas áreas de reforma agrária em todo o País. Inicialmente era voltado sobretudo o combate ao analfabetismo. Mais tarde passou a apoiar o ensino profissionalizante e a formação universitária.

Hoje a maior parte dos recursos do Pronera são destinados ao financiamento de turmas especiais nas universidades. Dos R$ 9 milhões destinados ao programa neste ano, quase 60% são para o ensino superior. Foi quase a mesma média de 2008, quando os recursos eram de R$ 58 milhões.

O Pronera possui convênios com quase 50 universidades públicas. Os sem-terra contam com cursos especiais nas áreas de geografia, história, direito, agronomia, artes, pedagogia e outros. Agora passarão a contar com o curso de jornalismo.

CONTESTAÇÃO

A criação dos cursos especiais, porém, tem sido cada vez mais contestada. Em junho, a Justiça Federal determinou a extinção do curso de direito agrário da Universidade Federal de Goiás, destinado só para assentados.

De acordo com a decisão do juiz Roberto Carlos de Oliveira, da 9ª Vara Federal, o curso especial, com critérios diferenciados de seleção dos candidatos, feria “os princípios da igualdade, legalidade, isonomia e razoabilidade do direito brasileiro”.

Em Pelotas, no Rio Grande do Sul, a criação de um curso de medicina veterinária para assentados também foi parar na Justiça. O procurador Max dos Passos Palombo, que impetrou ação civil pública contra o funcionamento do curso, alegou inconstitucionalidade. “O assentado da reforma agrária não constitui nenhuma categoria jurídica jurídica à parte que justifique a criação de cursos exclusivos para eles. Trata-se de um privilégio”, disse ele

No Ceará, o Pronera estimula atividades voltadas para assentados há onze, em parceria com as duas universidades públicas do Estado – a Federal do Ceará e a Estadual. Além de jornalismo, os assentados já contam com cursos de educação para jovens e adultos, a partir dos 15 anos, com conteúdo programático do 1º ano ao 4º do ensino fundamental, e de escolarização. No nível superior, são ofertados curso de pedagogia da terra, e de pós-graduação. O objetivo é qualificar profissionais para os programas de assistência técnica do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

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– Os 3 Grandes Problemas da Comunicação

Sabe quais são os 3 grandes problemas que não só os comunicadores enfrentam, mas também as pessoas comuns?

Segundo o grande J. B. Oliveira:

Os 3 grandes problemas para a comunicação são: COMEÇO, MEIO E FIM“.

Não sou eu que discordarei…

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– Liberdade de Expressão não é Difamar Livremente

Para fazer sucesso, não é preciso polemizar. Mas infelizmente, muitos criam enredos que trazem à discussão assuntos delicados de maneira desrespeitosa, e muitas vezes ofendem gratuitamente alegando “liberdade e democracia”.

Ora, o respeito independe desses conceitos. Digo isso pois leio a história do filme “País do Desejo“, que conta a história de um padre que defende o aborto e posteriormente se apaixona por uma fiel, sem perder a fé em Deus.

Até aí, nada mais do que uma sinopse chamativa. Mas nada tão escandaloso como alguns detalhes, como, por exemplo, uma enfermeira que durante o filme come hóstias com catchup, lendo revistas eróticas!

Sinceramente, pura apelação do cineasta que escreveu o filme, Paulo Caldas.

Se depender de mim, o filme será um fracasso. Respeito é importante, independente se cristão, judeu, muçulmano, umbandista ou ateu.

Extraído de: http://cinema.uol.com.br/ultnot/reuters/2013/01/24/embate-entre-religiao-e-ciencia-e-revisitado-no-drama-brasileiro-pais-do-desejo.jhtm

EMBATE ENTRE RELIGIÃO E CIÊNCIA EM DRAMA BRASILEIRO

por Alysson Oliveira, do Cineweb

O antigo debate entre ciência e religião é o que move “País do Desejo”, novo longa do cineasta Paulo Caldas (“Deserto Feliz”), cuja trama envolve um padre (Fábio Assunção), uma pianista (Maria Padilha) e um médico (Gabriel Braga Nunes).

Recife e Olinda, onde as cenas foram filmadas, ganham nomes míticos de Pasárgada e Eldorado, o que pode ser uma tentativa de emprestar uma outra dimensão ao filme.

José (Fábio Assunção) é um clérigo um tanto anticonvencional, já que apoia a prática do aborto para uma garota de 12 anos, grávida de gêmeos, que fora estuprada pelo tio.

Quando isto acontece, o bispo (Nicolau Breyner) excomunga a menina, a mãe dela e o médico. Já o estuprador não é punido, o que gera mais revolta no sacerdote. Essa parte da trama é inspirada num fato real, acontecido em Pernambuco em 2009.

Esta é uma das decepções que o padre tem com a Igreja. Ainda assim, defende a fé sempre que entra em discussão com seu irmão médico, César (Gabriel Braga Nunes). Uma das pacientes é Roberta (Maria Padilha), uma pianista acometida por uma doença renal crônica. A personagem sofre uma crise enquanto está na cidade onde fica a paróquia de José.

Aos poucos, o padre se interessa pela pianista, e esse amor mudará o seu destino em vários sentidos. É nesse momento que o embate entre ciência e religião ganha alguns contornos mais nítidos no longa, roteirizado por Caldas, Pedro Severien e Amin Steppler. Mas essa questão permanece num campo mais superficial, nunca vai fundo.

Contando com um bom casal de protagonistas — Maria Padilha e Fábio Assunção –, o filme nem sempre aproveita todo o potencial da dupla e as possibilidades que a trama oferece. A ação se dissolve em cenas, personagens e situações sem muito a dizer, como a enfermeira japonesa (Juliana Kametani), que lê mangás eróticos enquanto come hóstias com ketchup.

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– Liquidações com Apelo Proibido?

Durante as promoções de algumas lojas, é comum as expressões “Queima de Estoque”, “Liquidação Total” ou “Bota Fora”.

E não é que o Shopping de Decorações D&D resolveu reinvindicar a exclusividade do termo “Bota Fora” para si, sendo que já existia até mesmo registro da expressão no INPI por parte dele?

Ontem, vi em São Paulo uma loja grafando: “Põe pra Fora”. Teria sido provocação / ironia?

Extraído de: http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201301210933_TRR_81933786

SHOPPING PROÍBE QUE LOJAS USEM TERMO “BOTA FORA” EM PROMOÇÕES

O Shopping D&D, de São Paulo, está notificando lojas de decoração concorrentes que usam o termo “bota fora”. O shopping registrou a expressão como marca no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) em abril de 2007, de acordo com informações do jornal Valor Econômico publicadas nesta segunda-feira.

O D&D notificou empresas e já entrou com duas ações contra o uso da expressão, de acordo com o jornal. A loja de móveis Sylvia Design chegou a entrar com um pedido de nulidade da marca na Justiça, por considerar que a expressão é popular e de uso comum em liquidações.

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– Apesar dos Pesares, o Acordo Ortográfico é bom!

Sou um daqueles que deu VIVA ao saber que o acordo ortográfico foi adiado para 2016. Sofro e choro quando leio “ideia” ao invés de “idéia” ou “voo” em “vôo”.

Mas…

Apesar disso, padronizar a língua portuguesa é importante. Na ONU, por exemplo, o português não é uma língua oficial, já que temos o português de Portugal, do Brasil, de Angola, de Macau e de outras características tão diversas. O francês, o italiano ou inglês não sofrem disso.

Língua não é dialeto. Se ela muda muito, vira outra língua. Ou transformamos a língua portuguesa do Brasil em língua brasileira, ou aceitamos o acordo ortográfico.

Aqui, chegamos ao absurdo de um decreto da Dona Dilma Roussef em legalizar o uso da palavra “presidenta”, termo que nunca existiu (o presidente, a presidente).

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– Motivos para não estar no Facebook

Muita gente não quer estar no Facebook. Embora a Rede Social esteja na moda e cada vez mais e mais pessoas tenham ânimo em entrar nela, há outras que se preocupam em fugir da mesma por motivos próprios.

Compartilho o interessante texto de Eugênio Bucci (jornalista, professor da ESPM e da ECA-USP), escrito para a Revista Época dessa semana (Ed 11/06/2012), sobre a importância e explicações para se estar fora do Facebook.

PORQUE NUNCA ENTREI NO FACEBOOK

– Não, não estou no Facebook

“Quando a gente diz isso numa roda, num jantar ou num ponto de ônibus, a conversa silencia. Olhares incrédulos saltam sobre nossa figura tímida, como luzes de otorrinolaringologistas do futuro, tentando investigar nossas limitações ocultas. Analfabetismo digital? Conservadorismo? Alguém arrisca um”em que planeta você vive?”. Outro sente pena e tenta ser simpático:”Até minha avó está no Face, é tão friendly”. Aí, vem aquela voz categórica, que procura dar o sinal definitivo dos tempos: “Minha filha já nem usa mais e-mail. Com ela, é tudo pelo Facebook”. É assim que os 46,3 milhões de brasileiros que mantêm um perfil pessoal na maior rede social do planeta tratam os outros, os que estão de fora. Fazem ar de espanto. Fazem chiste, Bullying, assédio moral.

E não obstante:

– Não, não estou no Facebook.

E acho que tenho razão. Errados estão os 845 milhões de viventes que, em todas as línguas, em todos os países, puseram lá suas fotografias (tem gente sem camisa!) ao lado de seus depoimentos confessionais. Viventes e morrentes, é bom saber. Há poucas semanas, o escritor Humberto Werneck, em sua coluna dominical no jornal O Estado de S. Paulo, registrou um dado um tanto mórbido. Quando um sujeito morre – isso acontece, o perfil do defunto fica lá, intacto. O perfil do morto não entra em putrefação, nem vai para debaixo da tela. Os outros usuários, estes vivos, mas desavisados, podem “curtir” até cansar. O perfil não se mexe nem sai de cena. Não há coveiros digitais no tempo real. De todo modo, como não frequento isso que Werneck chamou de “cemitério virtual”, não posso saber como é. Apenas presumo que deva ser aflitivo. Também por isso, ali não entro nem morto.

A fonte da minha resistência, contudo, não está nessa situação terrível, não da morte em vida, mas da vida em morte a que a grande rede pode nos sentenciar. Também não está nas fotos de gente sem camisa. A evasão de intimidades em que estamos submersos é a regra totalitária. Até mesmo a fé – algo ainda mais íntimo que o sexo – ganhou estatuto de espetáculo nas telas eletrônicas, e a transcendência do espírito se converteu em explicitude obscena. Entre o lúbrico e o religioso, não é o festival abrasivo nauseante de intimidades que me mantém distante. Não é também a frivolidade.

O que mais me afasta desse tipo de rede social é o comércio. Nada contra as feiras livres, que, em qualquer lugar, em qualquer tempo, concentram as mais autênticas vibrações da cultura (a melhor porta de entrada para o viajante que quer conhecer uma cidade é a feira livre). Agora, o comercio no Facebook é outra história. Ele é ainda mais funéreo que a presença dos clientes mortos que não pagam nem arredam pé. Ali, a mercadoria é o freguês, o que vai ficando cada dia mais evidente, com denúncias crescentes sobre o uso de informações pessoais mercadejadas pelos administradores do site. Ali dentro, as mais exibicionistas intimidades adquirem um sinistro valor de troca para as mais intrincadas estratégias mercadológicas.

Já no tempo do Orkut – no qual também nunca pus os pés, ou os dedos, ou os dígitos – esse fantasma existia. Hoje, no Facebook, o velho fantasma é corpóreo, material, indisfarçável em seu jogo desigual. O usuário alimenta o usurário – com seu próprio trabalho, não remunerado. Clicando “curti” para lá e para cá, o freguês fabrica alegremente o “database marketing” que o vende sem que ele saiba. Estou fora. Muito obrigado.

Desconfio que esse padrão de relacionamento não é leal e não vai tão longe quanto promete. Não se mantiver o mesmo modelo. Mesmo como negócio, o Face dá sinais de ter batido no teto. A empresa menos de um mês e, desde então, as ações despencam. Já perderam mais de 24% de seu valor. Nesse período, o fundador e presidente executivo, Mark Zuckerberg, ficou USS 4,7 bilhões mais pobre. O Facebook precisa mudare, por enquanto, mudará sem minha ajuda, sem meu trabalho gratuito. Seguirei com meu cômodo bordão:

– Não, não tenho Facebook.

Dá para viver sem. Se me acusarem de dinossauro lamuriento, posso me defender. Tenho celular e sei operar controle remoto de televisão. Uso o Google, mas com um pé ressabiado bem atrás. Sabia fazer download de planilha Excel, mas esqueci. A tecnologia nos engolfa, eu bem sei, e não há como ficar de fora. Mas uma coisinha ou outra a gente ainda pode escolher. Um “não” ou outro, a gente ainda pode dizer.

– Não, não estou no Facebook.

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– Acordo Ortográfico tem Vigência Adiada!

E o adiamento da obrigatoriedade do Acordo Ortográfico?

Se você ainda se sente mal em escrever ideia ao invés de idéia, ou contrarregra por contra-regra, saiba que até 2016, as duas formas estarão corretas.

Acho importante padronizar a língua portuguesa, pois, afinal, o português do Brasil está se tornado uma língua brasileira. E, cá entre nós, nas máquinas eletrônicas, quando configuradas, já se pergunta quais das “línguas portuguesas” se quer escolher: a do Brasil ou a de Portugal.

Até lá, terei coragem em substituir vôo por voo… Ou não?

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– SBT e Petrobrás: Jornalismo Gratuito ou Pago?

Constrangedor…

Alguém assistiu ao programa SBT Repórter na última segunda?

Uma verdadeira propaganda deslavada sobre a Petrobrás, com 100% de elogios e nenhuma crítica. Uma reportagem que, cá entre nós, cheira matéria encomendada e traz suspeita de ser chapa-branca.

Se não for algo pago, é de péssima qualidade jornalística.

Que coisa feia…

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– Gafes de Grandes Organizações via Twitter

Muitas empresas investem bastante no microblog Twitter. A ferramenta virou uma necessidade para melhorar a interação entre organizações e consumidores. Porém, muitas vezes a ideia de se tornar amigo do seguidor não dá certo e gafes surgem…

Extraído da Revista Superinteressante, ed Dezembro/2012, pg 16.

QUANDO O TUÍTE SAI PELA CULATRA

As empresas vivem tentando inventar novos jeitos de usar o Twitter para divulgar suas marcas e produtos. Mas isso nem sempre dá certo.

Por Manuela Macagnan

ERA UMA VEZ UMA UNHA – McDonald’s

Criou a hastag #McDstories, convidando o público dos EUA a contar as boas lembranças que tem na lanchonete. Mas os consumidores resolveram fazer o contrário – e só contar histórias ruins, da pessoa que diz ter encontrado uma unha no BigMac atee casos de infecção alimentar. O McDonald’s não pode fazer nada, a não ser esperar que as pessoas se cansassem da brincadeira.

SUÉCIA DE PEITO ABERTO – Governo da Suécia

Decidiu colocar cidadãos comuns para comandar seu Twitter. O objetivo era mostrar o país sob diferentes pontos de vista e estimular o turismo. Atee que a blogueira Sonja Abrahmsson, 27, foi a escolhida e barbarizou: postou mensagens homofóbicas e antissemitas e uma foto de si mesma sem blusa. O governo lamentou o ocorrido, mas não apagou os comentários – alegando que o objetivo do projeto é mostrar todos os lados da sociedade sueca.

CAMBADA DE BARBEIROS – Chrysler

Exibiu uma campanha publicitária na TV se orgulhando de sua cidade natal, Detroit. Até ue apareceu a seguinte mensagem no Twitter da empresa:” É irônico Detroit ser conhecida como a cidade do carro, porque aqui todo mundo é barbeiro para c****ho”. A Chrysler disse que sua conta havia sido invadida e apagou o tuíte.

– A Importância de Atender Bem ao Consumidor

Muitos devem ter ouvido falar do vídeo “Não é uma Brastemp”. Afinal, foram quase meio milhão de visitas no YouTube, cujo vídeo mostra a insatisfação de um comprador de geladeira descontente com a qualidade da Brastemp. O nome vem a partir de uma ironia às tradicionais propagandas da marca.

Abaixo, uma interessante matéria sobre como as empresas devem cuidar da sua imagem e a repercussão veloz sobre desrespeitos ao cliente, graças às mídias sociais.

Abaixo, extraído de Época Negócios, Ed Março/2011, pg 139-140 (por Flávia Yuri, Débora Fortes e Viviane Maia)

O MARKETING BOM DE PAPO

O procurador público Oswaldo Luiz Borelli, 58 anos, não é exatamente um fã de tecnologia. Em pouco mais de um ano depois da criação da sua página no Twitter, tinha 16 seguidores e nenhum post. Isso não impediu que ele protagonizasse um dos episódios de maior repercussão na rede social em janeiro deste ano. Borelli fez um vídeo contando sua saga para trocar uma geladeira Brastemp. Depois de três meses de uso, ela estava com um vazamento de gás que as autorizadas não conseguiam consertar. Foram três meses de contato com o atendimento da Brastemp até conseguir um acordo. Ele deveria entregar a geladeira quebrada e pagar uma diferença por um modelo novo. Mas a empresa não entregou o produto na data combinada. “Depois de 90 dias sem geladeira, estourei”, afirma. Com o vídeo Não é uma Brastemp, Borelli angariou 3,2 mil seguidores no Twitter e teve mais de 470 mil visualizações. No dia 21 de janeiro, o vídeo colocou a marca Brastemp entre os quatro assuntos mais comentados no Twitter no mundo. Cinco dias depois de postá-lo no Twitter e no Facebook, o problema foi resolvido.

Há, no episódio vivido pelo procurador, pelo menos seis lições sobre a relação entre consumidores, marcas e empresas nos dias de hoje:

1) As companhias estão a um clique do consumidor;

2) As redes sociais amplificaram a voz do cliente;

3) Mesmo organizações detentoras de supermarcas não estão preparadas para responder na velocidade que a internet exige;

4) As empresas não conseguem mais se esconder atrás da velha e burocrática forma de atendimento ao consumidor;

5) As marcas precisam de monitoramento constante;

6) O novo consumidor, que alcança a empresa pelos novos canais da internet, não é só o jovem antenado. Cada vez mais, essas lições passam pelas redes sociais.

O que fazer para proteger uma marca de campanhas negativas que se espalham em nanossegundos? Assimilar os ensinamentos acima é dar o primeiro passo no que especialistas chamam de marketing do futuro ou novo marketing. Mas, mais do que isso, entender quais serão as estratégias capazes de alcançar o consumidor do futuro passa, necessariamente, por entender de que forma esse novo consumidor pesquisa, escolhe, compra e se relaciona com marcas e empresas.

EU OPINO, TU OPINAS, ELE COMPRA

O consumidor do futuro já existe. Ele quer opinar, escolher, criticar e sentir que é ouvido com interesse. “Os consumidores querem conversar com as marcas, e isso não é banal. Poucas empresas estão prontas para esse diálogo”, diz Pedro Porto, diretor de convergência da agência Fischer+Fala!.

Como se cria esse relacionamento? No futuro, a construção de uma marca será muito parecida com a construção de relações pessoais. “Você não pede abruptamente para que alguém seja seu melhor amigo ou se case com você. É preciso se comunicar sem ferir a privacidade, a inteligência e sem desrespeitar o tempo que ele tem para te ouvir”, diz a americana Charlene Li, fundadora do Altimeter Group e ex-pesquisadora da Forrester Research. “O objetivo é conquistar a confiança do consumidor.”

Para Charlene, a tônica do relacionamento entre marcas e consumidores no futuro será o compartilhamento. “A principal dificuldade das empresas nessa abordagem é que, ao compartilhar, ela perde o controle da mensagem. Não diz apenas o que quer e ponto”, afirma a pesquisadora. “A mensagem é construída e desconstruída na interação com o interlocutor. É um processo que requer muito mais habilidade.”

O vazamento de uma foto do novo Uno duas semanas antes de sua divulgação ilustra a diferença de abordagem de quem está disposto a aprender a conversar. “Em outros tempos, a empresa poderia negar, mas pegamos o caminho da transparência e ficamos acompanhando a discussão sobre o produto na rede”, diz João Batista Ciaco, diretor de publicidade e marketing de relacionamento da Fiat. “As redes sociais funcionam como uma grande festa. Você não pode querer furar a fila do banheiro ou trocar a música quando todos estão dançando na pista”, afirma Ciaco. “É preciso se enturmar e entender as regras de convivência.”

As redes de amigos assumem um papel cada vez mais importante nas escolhas de compra. No futuro, o poder da recomendação boca a boca será potencializado por ferramentas de busca em redes sociais, capazes de trazer instantaneamente a avaliação de amigos sobre produtos e serviços. Será comum o consumidor checar pelo smartphone ou pelo tablet o que seus amigos pensam de um determinado produto. Essa pesquisa instantânea em frente à gôndola será determinante na escolha de marcas e serviços. Em 2010, 86% dos usuários de internet no Brasil participavam de redes sociais e gastavam mais de cinco horas por mês nesses sites, de acordo com estudo da consultoria Nielsen. “Estima-se que em 2020 teremos 5 bilhões de usuários de internet em todo o mundo. Desse total, 70% estará em redes sociais, interagindo ainda mais com amigos, marcas e produtos”, afirma Ethan Zuckerman, pesquisador de mídias sociais do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

– Sites não recomendados pelo Procon

Se você costuma comprar pela Internet, cuidado com alguns sites. O Procon recomendou que se evite mais de 200 sites de e-commerce que costumam dar prejuízos aos seus clientes.

A lista pode ser acessada no próprio site do Procon, em: http://www.procon.sp.gov.br/pdf/acs_sitenaorecomendados.pdf
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– Argentina e a Falta de Liberdade de Expressão

Nosso país Hermano está passando por um momento delicado por culpa da presidente Cristina Kirchner. Se já não bastasse a crise econômica, agora se intensifica a perseguição à Imprensa, limitando o poder das redes de comunicação privadas e privilegiando as estatais, à melhor maneira chavista, cubista ou de qualquer nação ditatorial árabe.

Nesse ponto, a presidente Dilma Roussef merece os parabéns, por respeitar as instituições democráticas e, principalmente, por sepultar o processo paulatino de limitação aos órgãos de imprensa iniciado pelo ex-presidente Lula.

– Mundo Árabe censurando mídias eletrônicas de novo?

“Liberdade de expressão” é isso: O Paquistão controlará o conteúdo de sites como Yahoo, Hotmail, Google em nome da defesa do Islã.

Respeitar as crenças é necessário, mas… tal radicalismo é necessário? Claro, isso é censura!

Extraído da Folha de São Paulo, Caderno Mundo 2, 26/10/2012, pg 8

CONTRA BLASFÊMIA, PAQUISTÃO DIZ QUE MONITORÁ SITES

O Paquistão vai monitorar o conteúdo de sete grandes sites – Google, Yahoo!, Hotmail, MSN, YouTube, Bing e Amazon – para bloquear conteúdo considerado anti-islâmico, informou ontem a Autoridade de Telecomunicações do País.

A determinação é da Justiça paquistanesa, que também baniu 17 sites menores por conter “material blasfemo”, e se segue ao fechamento temporário, em maio, do Facebook, num momento em que existem debates no país sobre quão radical deve ser sua interpretação do islã.

“Se qualquer link com conteúdo ofensivo aparecer nesses sites, (o link) deverá ser bloqueado imediatamente, sem perturbar (o conteúdo) do site principal”, disse Khurram Mehran, porta-voz da Autoridade de Telecomunicações paquistanesa.

Um exemplo de “conteúdo ofensivo” é o do blog IslamExposed -1 dos 17 banidos-, que chama o islã de “hipócrita”.

O Google disse que vai observar como as novas práticas afetarão o acesso a seus serviços. “O Google e o YouTube são plataformas da livre expressão, e tentamos oferecer o máximo de conteúdo (aos usuários)”, disse o porta-voz Scott Rubin.

Em maio, também por ordem judicial, o Facebook foi banido por cerca de duas semanas no Paquistão, após um usuário iniciar campanha estimulando internautas a postar imagens do profeta Maomé – que são consideradas blasfêmia pelos muçulmanos. O YouTube também foi afetado.

O caso despertou a ira de milhares de manifestantes, que foram às ruas exigir o boicote ao Facebook, mas também provocou acusações de censura. “(O Paquistão) ampliou o escopo da censura sem qualquer justificativa legal”, disse em maio Ali Dayan Hasan, representante da ONG Human Rights Watch no país.

Para alguns analistas, a fiscalização da Internet denota o crescimento do islã conservador no Paquistão.

Um conselheiro do governo, no entanto, diz que os sites fiscalizados não serão fechados e que as autoridades entendem a importância da Internet para a informação e a educação.

Criado em 1947, o Paquistão tem se afastado das influências moderadas do islã sufi, comum no sul asiático, e absorvido interpretações mais radicais da religião encontradas em países árabes.

– Celulares Alternativos podem ser Bloqueados!

Essa é para quem comprou celular do camelô ou em sites “Xing-ling”: se o aparelho não for homologado pela Anatel, ele será bloqueado!

As operadoras e os fabricantes estão, em conjunto com o Governo, agilizando a novidade.

Extraído de: http://is.gd/ZPrLnr

OPERADORAS QUEREM BLOQUEAR CELULARES PIRATAS ATÉ O ANO QUE VEM

As operadoras de telefonia móvel e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estão investindo em um sistema que bloqueia o uso de celulares piratas e clonados. A partir do ano que vem, esses aparelhos serão monitorados e aqueles não tiverem certificação da Anatel não serão mais habilitados pelas prestadoras de telefonia.

O sistema está em fase de elaboração. Ele funcionará no momento em que o chip é inserido para habilitar o aparelho. Nesse momento, a operadora fará a leitura de um número de série do terminal, conhecido como IMEI. Se o aparelho não é homologado, não ocorre a habilitação imediata e o usuário é encaminhado para atendimento na prestadora.

O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e do Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) espera que o controle traga benefícios como o desenvolvimento da indústria e uma redução nos problemas enfrentados pelos usuários, como dificuldades de fazer ligações e queda de chamadas, provenientes do mau funcionamento do aparelho terminal.

O cadastro possibilitará ainda ter o conhecimento do tamanho desse mercado, que já vem sendo combatido com medidas restritivas à importação de celulares não homologados, segundo o SindiTelebrasil.

– Os Vereadores Virtuais e a Iniciativa Cidadã

Numa inédita e feliz iniciativa, um grupo de Rede Social resolveu criar uma comunidade paralela ao mundo real para protestar contra os vereadores eleitos em sua cidade (Salto). Porém, o mundo imaginário se materializou, e numa pioneira ação, elegeram vereadores virtuais que, assalariados, buscam produzir mais do que os da Câmara Oficial. Abaixo:

COMUNIDADE DO FACEBOOK DE SALTO ELEGE A PRIMEIRA CÂMARA DE VEREADORES VIRTUAIS DO PAÍS

Por Reinaldo Oliveira

A comunidade virtual Debatendo a Política Saltense (DPS), da cidade de Salto/SP, e que é composta por 1700 membros, desapontada com a qualidade dos vereadores eleitos no dia 8 de outubro (a eleição em Salto só tem o 1º turno), resolveu fazer um protesto e organizou a eleição para vereadores virtuais. 74 membros se candidataram e receberam 992 votos válidos, onde 35 foram eleitos e fundaram a Câmara Virtual de Salto. De acordo com o coordenador da DPS, Oséas Singh Jr, o número de 35 cadeiras já é uma forma de protesto, pois até esta legislatura o município contava com 11 vereadores e a partir de 2013 elevou este número para 17. A idéia é mostrar que os vereadores virtuais são mais que o dobro dos vereadores regulares, têm mais capacidade, pluralidade e, principalmente, não são assalariados. “È um protesto contra o mercantilismo eleitoral, onde com raras exceções, são eleitos candidatos interessados apenas no salário e não no bem da cidade. Por outro lado com o aumento de 11 para 17 esperava-se também melhora na qualidade dos candidatos, fato que não aconteceu, pois 2/3 dos eleitos não têm condições técnicas de, por exemplo, analisar um projeto orçamentário” disse Oséas.

PRIMEIRAS AÇÕES. Após a eleição da Mesa Virtual, com cinco moderadores, a primeira ação aprovada pelos Vereadores Virtuais foi a formação de um grupo de pesquisas e investigação sobre os recorrentes problemas no abastecimento de água no município. De acordo com Oséas a cidade tem sofrido com a falta de água causada pelo sucateamento das instalações da estação de captação do Ribeirão Piraí e das tubulações para adução, tanto no Ribeirão Piraí, quanto na Fazenda Conceição. O grupo é formado por engenheiro, projetista de tubulação, tecnólogo, advogados, documentaristas e profissionais convidados que farão um estudo nos locais críticos da linha de adução e apresentará um relatório com explicações técnicas detalhadas e possíveis soluções.

DECÁLOGO.  A conduta e atuação do grupo será regida pelo seguinte decálogo:

1 – O papel do VV não será partidário, de situação ou oposição. O objetivo será o debate e apresentação de propostas em favor da cidade.

2 – Não haverá qualquer remuneração ou benefício no exercício do cargo. O trabalho será feito por amor a comunidade.

3 – Qualquer participante da DPS poderá concorrer a eleição pelo mandato de um ano. Serão 35 cadeiras representando o dobro mais um do número de vereadores regulares da cidade.

4 – Não haverá censura. Como não há imunidade parlamentar, cada participante é responsável pelo que publica. O grupo não será responsável judicialmente pelas opiniões particulares.

5 – Não será estimulada a indicação de títulos, homenagens ou qualquer outra forma de encher lingüiça.

6 – O VV que deixar de participar dos debates por um mês, sem justificativa plausível, será substituído pelo suplente na ordem da eleição.

7 – haverá um coordenador e quatro mediadores que representará a comunidade virtual junto aos órgãos públicos.

8 – Os fakes não serão bem-vindos. Quando for solicitada comprovação de identidade o solicitado deverá fazê-lo, sob pena de ser acusado de falsificação ideológica e ser excluído. A Constituição diz: “É livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato”.

9 – Após a votação de um assunto, vem a ação. Dependendo do assunto será formulado documento e/ou comissão de pessoas ligadas ao tema, que vai levá-lo ao responsável pela área para deliberar a solução do problema apresentado.

10 – Cada VV ou um grupo deles poderá propor projeto de lei, que se aprovado pelo plenário virtual, será submetido a coleta pública de assinaturas para sua apresentação na Câmara de Vereadores de Salto. (Outras informações no www.facebook.com/groups/VEREADORESVIRTUAIS)

– Falou mal na Internet, Evo Morales censura?

Está na coluna Panorama da Revista Veja dessa semana: Evo Morales decidiu que o governo boliviano vai monitorar e punir quem fizer críticas ao presidente Morales através das redes sociais.

Pensou se a moda pega por aqui? Reclamou da dona Dilma, vem a PF e encerra o Facebook? E se bobear, leva para o xilindró!

– Os 2 Debates dos “Prefeituráveis” de Jundiaí

Os candidatos à Prefeitura de Jundiaí, Luiz Fernando Machado e Pedro Bigardi, realizaram ontem dois debates na TV: um pela manhã, em Sorocaba; outro a noite, em Campinas.

Puxa, não poderiam fazer um só com maior tempo de duração? Ou dois em maior espaço de dias? E as emissoras de TV não poderiam montar o estúdio em Jundiaí?

O certo é que a boataria invadiu a campanha. Vide as redes sociais, principalmente o Facebook. Ambos se transformam em Deus ou no Diabo, pela visão dos mais exaltados. Se acreditarmos em tudo o que está na Internet, não votaremos em ninguém!

– Blogs: Notícias, Anúncios e Fofocas

Cada vez mais a Internet oferece coisas muito boas e ao mesmo tempo outras péssimas.

Os blogs, originalmente surgidos como “diários virtuais”, tornaram-se em grande parte locais de opinião dos blogueiros, sejam eles jornalistas ou apenas debatedores e pessoas comuns da sociedade.

Filtrar o que é bom ou ruim tem sido um desafio. Misturam-se informações, boatarias ditas como verdadeiras e propaganda disfarçada.

Agora, o CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) investiga a grife de produtos de beleza Sephora, acusada de bancar financeiramente a opinião de sites especializados em cosméticos. Assim, o internauta que acessava blogueiros da área, tinha como informação somente aspectos positivos e um convite à compra do produto, ao invés da verdade sobre ele.

Fico pensando: não vemos muitos blogs defendendo com unhas e dentes certas empresas sou determinadas bandeiras sociais? Seja na política, e até mesmo no futebol, há a sensação de que isso ocorre com certa frequência.

Pior do que blogueiros que se tornam agentes publicitários travestidos de pseudo-lisura, são alguns jornalistas que, ao contrário do que deveriam fazer, fazem ampla defesa de temas, jogadores ou opiniões, claramente tendenciosas (evidentemente, com interesse financeiro/pessoal).

Ainda bem que no quase infinito universo virtual ainda temos bons jornalistas e bons blogueiros. Mas parece que são minoria…

– A Gina Indelicada bate Recordes!

Coisa de gente criativa: surgiu no Facebook um perfil da Gina, a moça que ilustra a caixa de palitos do mesmo nome. Só que a “moça” dá respostas diferentes, irônicas e atravessadas. Virou um sucesso!  Mais de 1,1 milhão de seguidores em uma semana.

E quem é a Gina de verdade?

Um publicitário de 19 anos! Olha ele aqui: http://is.gd/GINAfacebook

– Muricy Ramalho quer Demissão de Jornalistas?

Foi cômico. Ontem, Muricy Ramalho resmungou sobre os jogadores “que a imprensa contrata” para o Santos. E tirou uma casquinha, dizendo que os repórteres estão chutando tantos nomes errados, que os seus chefes deveriam ficar atentos.

A brincadeira dele foi: se o técnico cai por mau resultado, jornalista deveria ser mandado embora também por tanta bola fora!

E-la-iá… Sempre que dá, Muricy cutuca alguém.

– Brasil vice líder no Twitter. Bom ou Ruim?

O Brasil é o segundo país que mais usa o Twitter no mundo.

E isso é positivo ou negativo?

Se pensarmos que o uso da ferramenta é para o trabalho, comunicação rápida e atividades lúdicas positivas, ótimo. Mas se levarmos em conta bobagens de correntes de adolescentes… aí não dá.

Extraído de: http://is.gd/lNWCsP

BRASIL É O SEGUNDO EM CONTAS; SÃO PAULO É A QUARTA QUE MAIS TUÍTA

O Brasil é o segundo país no mundo em contas no Twitter, ficando atrás somente nos Estados Unidos, e São Paulo é a quarta cidade que mais posta no microblog, de acordo com dados divulgados pela empresa francesa de análise Semiocast. Segundo o site TechCrunch, analistas da firma ainda apontam que em julho deste ano o Twitter ultrapassou a marca dos 500 milhões de usuários.

No ranking de cidades que mais tuitam, as três primeiras posições antes da capital paulista são Jacarta, na Indonésia, Tóquio, no Japão, e Londres, na Inglaterra. E na listas dos países, atrás dos EUA e Brasil, vem o Japão em terceiro lugar, a Inglaterra em quarto, e a Indonésia em quinto.

Para listar os países com mais usuários no Twitter, a Semiocast considerou contas abertas até 1º de julho deste ano. Já as cidades que mais postam foram ordenadas a partir de análise de atividades durante o mês de junho de 2012.

Já o ranking com os países com contas mais ativas no microblog, que levou em conta dados entre setembro e novembro de 2011, mostra o Brasil na 12ª posição, sendo que os cinco primeiros colocados são Holanda, Japão, Espanha, EUA e Indonésia.

Apesar de já somar mais de 500 milhões de contas cadastradas, o Twitter registra somente cerca de 170 milhões de usuários que se mantém ativos, segundo os números da Semiocast.

– LinkedIn e Facebook: novo curriculum surgirá deles?

Não sei de onde li, nem de onde extrai: mas sei que uma interessante matéria falava na força do LinkedIn e do Facebook como recrutadores de funcionários.

A ideia é a seguinte: tais sites forneceriam tamanha informação dos profissionais (até mesmo as pessoais), que se tornariam mais fidedignos de procura a quem contrata.

Eu discordo: e você?

Por mais que se atualize dados profissionais, misturá-los com momentos de recreação (como as redes sociais permitem) não podem ser considerados confiáveis. Alguém poderá contra-argumentar que justamente os dados pessoais permitem que se conheça melhor um candidato. Ok, respeito e entendo tal linha de pensamento, mas ainda assim não podemos nos esquecer de que redes sociais são lúdicas demais para se determinar o perfil pessoal e profissional de alguém.

Além de que, a fonte mais confiável de contratação ainda é a indicação de alguém confiável. Para isso, quem tiver uma ótima rede de contatos (networking), sairá na frente (claro, desde que tenha uma boa formação acadêmica e profissional).

– E a “Voz do Brasil”, segundo o Deputado?

Ora ora… E o deputado petista Jilmar Tato, defendendo a “Voz do Brasil”. Segundo ele, há muita reclamação injusta sobre o Programa, que é uma triste lembrança da ditadura. Para os que são contrários à Voz do Brasil, ele deu um recado:

Quem não gostar que ouça um CD. Pobre gosta de ouvir”.

Diga isso ao motorista que está parado no trânsito, sem alternativas e o único socorro é o rádio… Aliás, quem disse ao nobre parlamentar que pobre gosta da Voz do Brasil?

– Números Surpreendentes da Audiência de Rádio

Fazer um levantamento da audiência de rádio é um grande desafio, devido à rotatividade do ouvinte. E, sejamos justos, nem sempre ter audiência é ter qualidade, já que há uma segmentação altíssima nesse veículo de comunicação.

Não sabia, mas a maior audiência no FM é da Rádio Nativa FM. A maior audiência em AM é da Globo, que corresponde à metade da Nativa, seguida pela Rádio Capital, com 1/4.

Para mim, uma surpresa. E confesso não ouvir nenhuma dessas emissoras líderes.

Abaixo, os outros índices, extraídos de: http://mais.uol.com.br/view/1575mnadmj5c/radio-am-sobrevive-com-ma-qualidade-e-baixa-audiencia-04024E9C3372E4B92326?types=A&

RÁDIO AM SOBREVIVE COM MÁ QUALIDADE E BAIXA AUDIÊNCIA

Nas últimas duas décadas, proprietários de rádios AM fizeram promessas de que, “em breve”, a péssima qualidade sonora de suas emissoras iria desaparecer, e ser substituída pelo alto e bom som digital. Bem, isso não vai ocorrer.

Mesmo assim, em pleno início do século 21, as rádios AM sobrevivem, mas sua audiência caiu ano após ano. A rádio AM mais ouvida de São Paulo (e, portanto, do país), a Globo, tem cerca de 135 mil ouvintes por minuto – o que representa metade da audiência da FM mais sintonizada de SP, a Nativa (271 mil ouvintes por minuto).

No entanto, a soma das 10 rádios AM mais sintonizados não chega a 400 mil ouvintes por minuto. Além disso, dados obtidos pela coluna apontam que, no interior do país, quase 50% das rádios AM estão nas mãos de igrejas – a maioria, evangélicas.

Por quase oito décadas, as AM (amplitude modulation) foram a principal transmissão via rádio, ainda que sujeitas a todo tipo de interferências.

– Com a Cara e a Coragem

A Folha de São Paulo deu um exemplo de democracia: nesta segunda-feira, divulgou em “Tendências/Debates” um artigo do senador carioca Marcelo Crivella, intitulado “Eclipse Jornalística”, detonando o Jornal, dizendo que ele é perseguido por ser sobrinho de Edir Macedo, evangélico, Ministro da Pesca, e outras coisas.

Na verdade, colunistas da Folha criticaram a escolha de Crivella ao Ministério da Pesca, coisa que o Brasil inteiro fez e por motivos óbvios. No entanto, a própria Folha teve coragem de publicar a mágoa do senador.

Parabéns ao Grupo Folha.

– Pra quê serve a Voz do Brasil?

Ontem, tive a coragem de ouvir a Voz do Brasil enquanto trabalhava!

Motivo: preguiça de mudar de emissora e curiosidade…

Gente, é um absurdo manter esse dinossauro do tempo da ditadura no ar! Pra que serve tal programa? Uma louvação política sem fim…

Enquanto isso, a crise dos combustíveis continuava complicando a Capital, muitos jogos de futebol acontecendo e gente parada no trânsito procurando alternativa… sem informação, claro, pois os políticos dominavam as ondas do rádio!

Pergunto: a Bandeirantes não transmite a Voz do Brasil, mas Jovem Pan e Eldorado sim. Por quê?

– A Prática de “Comprar a Imprensa” é Usual?

Estourou como uma bomba a notícia de que o senador Valdir Raupp (que também é presidente do PMDB), comprava a imprensa.

Se comprovado, claro, um escândalo. Mas será que as pessoas nunca desconfiam ou desconfiaram de alguns comentários tendenciosos de determinados veículos de comunicação e blogs de ‘especialistas’ sobre alguns temas?

Esqueça apenas a política. Pense em outros exemplos, como no futebol: vez ou outra, será que você nunca ficou com a pulga atrás da orelha com a insistência de determinado jornalista em criticar ou elogiar demasiadamente uma situação, um dirigente ou um atleta?

Pensemos nisso!

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5645995-EI7896,00-Jornal+presidente+do+PMDB+e+acusado+de+pagar+imprensa.html

PRESIDENTE DO PMDB É ACUSADO DE PAGAR IMPRENSA

O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp, é acusado de ser coautor de um esquema que, de acordo com o Ministério Público (MP), desviou cerca de R$ 10 milhões do governo de Rondônia para grupos de comunicação do Estado, em troca de apoio político. Na época das irregularidades apontadas pelo MP, Raupp era governador de Rondônia (1995-1999). Ele assumiu a direção do PMDB após a eleição de Michel Temer a vice-presidente da República, em 2010. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

O processo foi incluído na semana passada na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF). Cabe ao presidente do Supremo, Cezar Peluso, a decisão de colocá-lo em julgamento. Raupp foi condenado em 2002, pela 1ª Vara Criminal de Porto Velho (RO), a seis anos de prisão. Por conta de sua eleição ao Senado naquele ano, o caso foi paralisado e enviado para o STF. Raupp negou ter liderado o suposto esquema. “Quando tomei conhecimento da notícia dos desvios, determinei imediata instauração do procedimento. Houve punição dos envolvidos”, disse o senador.

– Grandes Empresas que Procuram Funcionários pelas Redes Sociais

Coca-Cola, Natura, Vivo, Google e Ipiranga; segundo Veja.com, essas empresas fuçam Orkut, Facebook, Twitter e LinkedIn para conhecer melhor os seus candidatos.

E você, o que pensa disso? Está preparado para uma devassa no seu perfil nas redes sociais? Deixe seu comentário:

– A Dura Passagem de uma Jornalista na Coréia do Norte

Compartilho a ótima coluna da jornalista Ana Paula Padrão na Revista IstoÉ, Ed 2202, pg 130, sobre sua experiência na Coréia do Norte.

Depois da abertura da embaixada brasileira naquele país, ela foi uma das 3 pessoas que conseguiu visto de entrada como jornalista (os 3 únicos até hoje). Mas vejam como foi a recepção por lá:

NO REINO DOS KIM

Confiscaram nossos passaportes e passagens aéreas além de nos orientar a nunca tentar conversar com nenhum cidadão

Nesses tempos politicamente corretos, pode ser que alguém queira me pendurar num poste pelo que vou escrever agora. Correrei o risco. Fiquei, sim, bem alegrinha com a notícia de que não dividimos mais o mesmo planeta com o baixinho norte-coreano Kim Jong-il. Quando vi aqueles pobres coreanos num festival de desespero e luto nas ruas de Pyongyang, lembrei-me do quanto estão todos treinados para o grande teatro coletivo da revolução. 

Estive na Coreia do Norte em 2005. Depois de intrincadas negociações, conseguimos da recém-inaugurada Embaixada da Coreia do Norte em Brasília autorização para que o cinegrafista Edilson Rizzo, a produtora Mônica Gugliano e eu visitássemos o país. Estamparam em nossos passaportes os vistos de números 1, 2 e 3 emitidos ali para jornalistas. Foram os primeiros e os únicos.

Fomos recebidos no aeroporto por quatro cães de guarda do governo. Todos se chamavam Kim. Como Kim Jong-il. Como o pai dele, Kim il-Sung, que não morreu em 1994. Sim, ele não morreu, corrigiu-me um dos Kim quando citei o fato, tentando me lembrar da data exata.

O pai da Nação, Salvador dos Oprimidos, Estrela da Coreia, estará sempre vivo em nossos corações!, bradou ele com cara de pouquíssimos amigos.

Isso foi logo depois de um dos troglo-Kim ter confiscado nossos passaportes e passagens aéreas, além de nos orientar a nunca, sob nenhuma hipótese, tentar conversar com nenhum cidadão.

Eles são muito tímidos e detestam ser incomodados, justificou outro dos Kim. Os Kim eram incansáveis nas tarefas de mentir e de estar sempre por perto. Bem perto. Durante toda a madrugada, revezavam-se de plantão na portaria do hotel para garantir que jamais saíssemos desacompanhados. Durante o dia, nosso roteiro, elaborado por eles, incluía todo tipo de monumento histórico da capital-cenário. Até um Arco do Triunfo local, cinco metros mais alto que o de Paris, ressaltou um dos mala-Kim.

De um lugar a outro não gastávamos mais de cinco minutos trafegando nas avenidas largas e vazias. Sempre passando ao lado de obras impecáveis do stalinismo arquitetônico. Conjuntos habitacionais austeros, praças gigantescas e, no alto dos prédios, apenas propaganda partidária: “O Líder Kim il-Sung está conosco!”, brilham frases em neon vermelho.

A maratona só cessava na hora sagrada do dia: a hora do almoço. Nunca tive coragem de perguntar que carne seria aquela que eles devoravam nos restaurantes também vazios. Inclusive porque nunca vi nenhum cachorro perambulando pelas ruas. Fiquei só no arroz. Eles se fartavam.Tinham a fome do racionamento. Aliás, outro assunto proibido.

Os coreanos vivem na fartura, sentenciou um terceiro Kim, encerrando o assunto. Mas e o racionamento de energia?, perguntei eu depois de vivenciar o apagão que se repetia todas as noites.

As pessoas dormem cedo, temos energia de sobra nas nossas hidrelétricas!, respondeu Pinóquio-Kim.
Quantas hidrelétricas? Incontáveis! Incontáveis!

E ponto-final. É patológico, pensei eu. Concluo agora que era medo mesmo. Veja o caso do funeral do esquisito-Kim. Leio agora que quem não se descabelou o suficiente vai para um campo de trabalhos forçados no interior do país. Eu, com certeza, seria a primeira da fila. Desconfio que as altas autoridades coreanas não tenham gostado muito da série de reportagens que produzimos por lá. 

E que não gostariam nem um pouco deste artigo.