Repercutiu bastante o artigo escrito na Folha de São Paulo pelo colunista Hélio Schwartsman, entitulado: “Por que torço para que Bolsonaro morra”, com a chamada de que “o presidente prestaria na morte o serviço que foi incapaz de ofertar em vida”.
É inegável que as duras palavras e a insensibilidade do título e do destaque trazem desconforto. Mas há de se ler o texto (mesmo a contragosto) e entender algo que é coerente ao autor: ele defende a plena e irrestrita liberdade de expressão. Me lembro de colunas onde ele fala da permissão de se falar de tudo, inclusive da defesa do racismo e do antissemitismo (sendo ele judeu).
Eu discordo de que a Liberdade de Expressão seja confundida com a apologia às coisas criminosas. Porém, defender a morte do presidente pela doença entraria, talvez, numa outra categoria: a da desumanidade!
Não sei se é algo para a Justiça dos homens julgar. Antes da doença confirmada, falei da questão de “nunca torcer pela morte de ninguém” (e me referi ao câncer de Lula e, no momento, da suposta contaminação por Covid-19 de Bolsonaro, em: https://wp.me/p4RTuC-quZ), mas sei que a minha opinião é “somente a minha opinião”. Todos têm permissão de agir conforme sua crença ou desejo, desde que não seja socialmente condenável (e se for, aí é outra história).
Leio que a própria Folha de São Paulo, em Editorial, foi numa linha diferente de Hélio Schwartsman, desejando boa recuperação. E leio também que o Ministro André Mendonça pediu para a Polícia Federal investigar o colunista.
Seria para tanto? Se for, quantas pessoas escreveram a mesma coisa que ele nas Redes Sociais e quantas outras fizeram o mesmo por Lula na época do seu tratamento?
Insisto: defendo a vida, e se A, B ou C, sendo presidente ou um simples cidadão anônimo transgredir, que se resolva durante os “90 minutos do jogo da vida”.
Ora, ora… Luís Fernando Veríssimo, conceituadíssimo escritor, em entrevista a Isto É (Ed 2277, pg 10), declarou que os textos que vê na Internet atribuídos a ele (que não participa das Redes Sociais), o fazem rir! Muitos artigos são achados no Facebook como de sua autoria, que nunca os escreveu. Disse ainda:
“Nenhum incomoda, porque não há o que fazer para impedi-los. Alguns são bons, e eu aceito os elogios para não desiludir a pessoa que vem dar parabéns. Teve um, o ‘Quase’, que correu o mundo e foi publicado em um livro em francês. Nunca escrevi ele.”
KKK… coisas da Internet. Abaixo, o “Quase”:
QUASE
Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu ainda está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distancia e frieza dos sorrisos na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom Dia” quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à duvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
Eu sou um dos “contemplados” pelo novo formato do Facebook para desktop. E confesso: achei horrível… parece tudo “desconfigurado”, dos ajustes à tela até o recebimento de notificações.
TESTEI O NOVO LAYOUT DO FACEBOOK E ESTAS SÃO AS MUDANÇAS
Por Emerson Alecrim
O Facebookanunciou em abril de 2019 um redesign completo da sua versão para desktops (as versões móveis já mudaram). Completo mesmo: as áreas a serem renovadas são tão numerosas que somente do começo de 2020 para cá é que um número significativo — mas ainda limitado — de usuários passou a ter acesso ao novo Facebook.
As mudanças são radicais e, por isso, tendem a causar muita estranheza inicial. Mas, logo nos primeiros minutos de uso, dá para perceber a primeira vantagem: a nova interface deixa o Facebook mais rápido no desktop. Confira o que mais muda nas próximas linhas.
Feed de Notícias
Assim que você aceita o convite para testar o visual do novo Facebook — a interface ainda está em fase beta —, a página reinicia e você se depara com elementos bem espaçados, ícones e fontes maiores e um predomínio de cores claras — o azul quase desaparece com a mudança.
É um visual que lembra bastante as versões do Facebook para iOS e, principalmente, Android. O layout é responsivo (se adapta ao tamanho da tela), o que significa que essa, presumivelmente, será a mesma interface que iremos encontrar ao acessar a rede social via web no smartphone (aqui, o layout antigo ainda aparece nesse tipo de acesso).
O impacto inicial pode fazer você ter impressão de que o visual ficou mais poluído, mas é o contrário: as coisas ficaram um pouco mais organizadas aqui. Ou quase: a barra superior dá acesso ao campo de busca e aos ícones para vídeos, marketplace e jogos, só que esses mesmos recursos também podem ser encontrados na coluna da esquerda.
Também no lado esquerdo, você vai encontrar atalhos para grupos e outras funcionalidades do Facebook, assim como na interface atual, só que agora com mais espaçamento em tudo. Como não poderia deixar de ser, a área central continua dando espaço para stories e postagens de contatos ou fan pages — o Feed de Notícias em si.
Comigo, a coluna da direita foi a que mais chamou atenção. Ali aparece a sua lista de contatos. Clique em qualquer um deles para enviar uma mensagem. Os contatos ativos aparecem em bolinhas flutuantes sobre a coluna.
Sim, no novo layout, o Facebook volta a dar ênfase ao Messenger. E bota ênfase nisso: se você reduzir o tamanho da janela, a coluna da esquerda é a primeira a sumir; a coluna da direita, com o Messenger, só desaparece se você reduzir ainda mais as dimensões da janela.
Ao reduzir a janela, a coluna do Facebook Messenger é mantida
Página de perfil
Se você entrar no seu ou no perfil de alguém, se deparará com um layout de duas colunas: a primeira, menor, exibe as informações básicas (local de trabalho, cidade, status de relacionamento, entre outros), fotos e lista de amigos, como no layout atual; a segunda exibe as postagens.
A coluna da direita some, mas você pode continuar usando o Facebook Messenger a partir dos círculos e janelas flutuantes.
O que muda mesmo é o topo da página: a imagem de capa ocupa uma área maior; além disso, o seu nome e a sua foto são exibidos ao centro da página. É uma mudança interessante porque, de alguma forma, ela consegue dar mais destaque ao usuário, como que ressaltando que ele é o elemento mais importante da rede social.
Só estranhei uma coisa: se você não colocar nenhuma capa, o Facebook exibirá um espaço em branco enorme ali. Talvez resolvam isso na versão final.
E os grupos?
Lembra que eu disse lá no início que muitas áreas precisam ser mudadas nessa reformulação? Não era exagero. O layout das páginas de grupo também é diferente. Aqui, as postagens aparecem na coluna da esquerda. A coluna da direita é mais fina e exibe apenas informações básicas do grupo.
A coluna à esquerda só aparece para administradores
Agora, se você é administrador, verá um layout com três colunas em vez de duas. A adicional, à esquerda, mostra as ferramentas para administrar o grupo.
Mas sinto que ainda há muito trabalho a ser feito aqui: a coluna adicional surge como um recurso à parte, que desloca a página para o lado. Parece gambiarra. Se você diminuir o tamanho da janela, essa coluna não some, fazendo a página deixar de ser responsiva.
Ah, tudo o que eu disse neste tópico vale também para as fan pages. Nelas, o layout é praticamente o mesmo dos grupos, incluindo a coluna à esquerda para os administradores.
Modo escuro no novo Facebook
De todas as mudanças trazidas pela novo layout do Facebook, esta provavelmente é a mais legal: o modo escuro pode ser ativado no menu que aparece quando você clica no ícone com a sua foto, no canto direito superior da página.
Eu não sou especialista em design, mas parece que o trabalho aqui foi bem feito. O fundo é predominantemente preto, ficando apenas um pouco mais claro em algumas colunas e nos posts para diferenciá-los. Nomes de usuários e títulos são exibidos com um cinza bem claro e, nas postagens, o texto é branco. Já títulos em destaque e links aparecem em azul.
Gostei do resultado. É visível que o esquema de cores para o modo escuro foi bem planejado. Não é como se o Facebook tivesse simplesmente invertido as cores do layout padrão, o que significa que você não vai encontrar aqui letras escuras com fundo escuro, por exemplo. Bom, eu não encontrei.
Alguns problemas no layout do novo Facebook
Eu gostei muito do modo escuro do novo Facebook, mas não posso negar que outra característica desta interface é tão ou mais importante que isso: fotos e postagens abrem com muito mais velocidade, pelo menos aqui.
O carregamento das páginas como um todo acaba sendo muito mais rápido. Eu só espero que essa seja, de fato, uma característica do novo layout, não um efeito da quantidade reduzida de pessoas que têm acesso a ele.
Bom, então, por que o Facebook não libera logo o novo visual para todo mundo? Olha, alguns detalhes ainda precisam ser trabalhados. Eis alguns problemas que eu encontrei (certamente, há mais):
a função que permite agendar posts em fan pages sumiu (ou está bem escondida);
quando você tenta acessar algumas funções administrativas de um grupo, o Facebook simplesmente redireciona para a página principal deste;
apesar de o novo layout ser responsivo, algumas áreas não são devidamente ajustadas quando a janela é redimensionada, como a já citada coluna administrativa dos grupos;
a página de configurações continua com o layout antigo (!!!).
Página de configurações no novo Faceboook (ué)
São problemas pequenos. O grosso do trabalho já foi feito, o que sugere que esse layout deve ser disponibilizado para todos os usuários dentro de pouco tempo.
A essa altura, imagino que o maior desafio do Facebook não é técnico, mas de aceitação: toda mudança racial, mesmo sendo bem implementada, tende a gerar bastante resistência. De fato, vi muita gente reclamando do novo layout.
Eu mesmo estranhei o visual no início, mas é questão de tempo: no segundo dia de uso eu já estava bem adaptado a ele.
Para quem ainda não tem acesso, mas quer experimentar o novo visual, é preciso um pouco de paciência. O Facebook vem liberando a novidade aos poucos, selecionando os usuários aleatoriamente (pelo menos parece ser assim).
A expectativa é a de que todo mundo tenha acesso ao novo layout até o final deste semestre.
Li em algum lugar e concordo:as Redes Sociais (em especial o Facebook) tornaram a vida de muitas pessoas baseadas em opiniões virtuais, fake news e outras bobagens.
De tão bom uso, aInternetse transforma, indevidamente,num Tribunal que condena, absolve ou divide pessoas.
Isso é bom?
Claro que não.A Web é como papel: aceita tudo, de verdades a mentiras.
Cresce cada vez mais a opção de “comprar” pacotes de seguidores no Twitter. Dias atrás, a Revista Veja, através de Tatiana Gianini (Ed 02/05, pg 113-114), trouxe uma matéria sobre “Fãs Zumbis”, perfis falsos, criados apenas para avolumar as contas de Twitter ou Facebook de celebridades.
Por R$ 500,00, compra-se 5.000 seguidores. Barato? Talvez, para os interessados, pode ser um custo aceitável.
Alguns motivos para turbinar a rede social: Vaidade(se vangloriar por ser popular entre as pessoas) ou Negócios (demonstrar que é querido / seguido por muitos para publicidade, por exemplo).
Uma grande bobagem… Aqui, falamos sobre o comércio de gente que gosta de futilidades. Gente que tem conteúdo não se importa com tal número.
Dr Luiz Augusto Filizzola D’Urso(reconheceram o sobrenome?) é de uma família respeitadíssima de advogados brasileiros. Ele, especialista em Cibercrimes, e por conhecer bem da área, alertou em seu LinkedIn sobre o PERIGO do FaceApp, que voltou à moda com a brincadeira de transformar o gênero das pessoas através de retratos.
Abaixo o aviso:
ATENÇÃO: NÃO DESENTERREM O FACEAPP
O FaceApp, que está voltando à moda, é um App para celular (que aplica filtros em fotos), e está envolvido em vários escândalos, pelo mundo, de obtenção indevida de dados pessoais, dentro do dispositivo.
Quando você instala, utiliza e aceita seus termos de uso, autoriza esse App a coletar e utilizar MUITA informação sigilosa e pessoal, como sua foto, analisar seus dados de navegação, colher diversas informações do seu celular, dentre outras cláusulas extremamente abusivas.
O FBI investiga tal aplicativo, e o próprio PROCON já notificou este aplicativo no final do ano passado.
NÃO VOLTEM A UTILIZAR ESSE APP!!
Luiz Augusto D’Urso – Advogado e Professor especialista em Direito Digital e Cibercrimes.
Eu não sabia e me surpreendi: a ONU colocou no mesmo nível de importância de Saúde e Educação o Acesso Livre à Internet.
Motivos: Sinal dos Novos Tempos, claro. Mas também para que haja liberdade de expressão na Web, já que frequentemente vemos nações derrubarem a Internet para não terem opinião contrária.
A censura é algo que ainda assusta e persegue o direito – agora assegurado – de expressão na Internet!
A imprensa livre, crítica e correta não faz jornalismo tendencioso (nem a favor, nem contrário). Li, e me entristeci, ao ver o Padre Reginaldo Manzotti junto com algumas emissoras de TV particulares de confissão católica na capa do Estadão, negociando verbas a troco de “mídia positiva” nos órgãos de comunicação que atuam.
Não é essa a posição da Igreja Católica (nem no Brasil, e nem no mundo). A propósito, a CNBB e a Rede Católica de Rádio divulgaram um importante esclarecimento preocupada com tal situação, mostrando que não se pode fazer algo assim, alertando sobre a unidade necessária à Igreja e repudiando tais ações.
Ufa! Que o catolicismo não se renda à politicagem (que é o mau uso da política).
Abaixo, em PDF, o texto. Gostei demais quando se atenta à estranheza do fato e recorda que:
“A Igreja Católica não faz barganhas. Ela estabelece relações institucionais com agentes públicos e os poderes constituídos pautada pelos valores do Evangelho e nos valores democráticos, republicanos, éticos e morais”
Quer dizer que os números de Covid no Brasil, por determinação presidencial, passaram a ser divulgados depois do horário nobre / encerramento dos telejornais?
Que absurdo tal coisa… birra de criança?
Tenta-se evitar a divulgação no horário costumeiro para não ter impacto negativo, mas aí entram os Plantões dos Telejornais e o estrago à imagem do Governo é pior. “Genial” ao contrário quem teve essa ideia…
Aliás, essa história de se destacar o número de curados e não dos de mortos nos releases é algo irresponsável. Explico: ao invés de mostrar a gravidade da coisa, quer-se dar uma impressão de “grande trabalho feito pelas autoridades públicas”, disfarçada pelo discurso de “esperança”. Nada disso! Deve-se divulgar o que é grave para alertar e prevenir as pessoas!
Essa negação da gravidade vai matar, infelizmente, mais gente no Brasil…
Leio que a França quer banir telefones celulares nas escolas do país, a fim de não atrapalhar o aprendizado dos estudantes (com a distração comum proporcionada) e tampouco tirar a concentração dos professores durante as aulas.
Eu acho ótimo! O problema é: como fiscalizar? Infelizmente, por mais que se peça, é difícil fazer com que todos os alunos desliguem os aparelhos ou que tenham absoluta atenção nas aulas, sem dar uma olhadela sequer no WhatsApp!
Puxa,não sei onde li ou escutei, só sei que: logo apóso telefone ser inventado porGraham Bell,criou-se uma regra de, ao atendê-lo, para a pessoa saber que você estava na linha, dizer:“você está aí”ou“tem alguém do outro lado”?
E sabe como surgiu oalô?
Com o pai da lâmpada elétrica,Thomas Edson! Ele se habitou a dizer“Hello“, e a moda pegou.O “Hello” virou “Alô” e até hoje é usado.
Muita gente não quer estar no Facebook. Embora a Rede Social seja quase uma obrigação para alguns, há aqueles – que como eu – pensam seriamente em sair do “Face”.
Pessoas irritantes achando que você está à disposição 24 horas para respondê-las, sabichões, contestadores de plantão e, principalmente, radicais!
Radicais da fé, do futebol e da política. Há gente de todo tipo e que não respeita a opinião alheia. Cansado de ver aqueles que criam animosidades com outros devido a esse tripé, e incomodado com “gifs e correntes” bobocas, sinto-me cada vez mais estimulado para cometer um “Facebookcídio” (embora, a curto prazo, não farei).
Nesta época próxima às Eleições, certamente será “um pé no saco” entrar no Facebook, Twitter, Instagram… aliás, já está sendo! O que aparece de pré-candidatos pedindo votos (gente que nunca vi)!
Compartilho, abaixo, o interessante texto de Eugênio Bucci (jornalista, professor da ESPM e da ECA-USP), escrito para a Revista Época de 11/06/2012), sobre a importância e explicações para se estar fora do Facebook. Repare: se o texto, que é antigo, se torna bem claro aos nossos dias, imagine com o sem número de Fake News que invadem a Timeline hoje!
PORQUE NUNCA ENTREI NO FACEBOOK
– Não, não estou no Facebook
“Quando a gente diz isso numa roda, num jantar ou num ponto de ônibus, a conversa silencia. Olhares incrédulos saltam sobre nossa figura tímida, como luzes de otorrinolaringologistas do futuro, tentando investigar nossas limitações ocultas. Analfabetismo digital? Conservadorismo? Alguém arrisca um”em que planeta você vive?”. Outro sente pena e tenta ser simpático:”Até minha avó está no Face, é tão friendly”. Aí, vem aquela voz categórica, que procura dar o sinal definitivo dos tempos: “Minha filha já nem usa mais e-mail. Com ela, é tudo pelo Facebook”. É assim que os 46,3 milhões de brasileiros que mantêm um perfil pessoal na maior rede social do planeta tratam os outros, os que estão de fora. Fazem ar de espanto. Fazem chiste, Bullying, assédio moral.
E não obstante:
– Não, não estou no Facebook.
E acho que tenho razão. Errados estão os 845 milhões de viventes que, em todas as línguas, em todos os países, puseram lá suas fotografias (tem gente sem camisa!) ao lado de seus depoimentos confessionais. Viventes e morrentes, é bom saber. Há poucas semanas, o escritor Humberto Werneck, em sua coluna dominical no jornal O Estado de S. Paulo, registrou um dado um tanto mórbido. Quando um sujeito morre – isso acontece, o perfil do defunto fica lá, intacto. O perfil do morto não entra em putrefação, nem vai para debaixo da tela. Os outros usuários, estes vivos, mas desavisados, podem “curtir” até cansar. O perfil não se mexe nem sai de cena. Não há coveiros digitais no tempo real. De todo modo, como não frequento isso que Werneck chamou de “cemitério virtual”, não posso saber como é. Apenas presumo que deva ser aflitivo. Também por isso, ali não entro nem morto.
A fonte da minha resistência, contudo, não está nessa situação terrível, não da morte em vida, mas da vida em morte a que a grande rede pode nos sentenciar. Também não está nas fotos de gente sem camisa. A evasão de intimidades em que estamos submersos é a regra totalitária. Até mesmo a fé – algo ainda mais íntimo que o sexo – ganhou estatuto de espetáculo nas telas eletrônicas, e a transcendência do espírito se converteu em explicitude obscena. Entre o lúbrico e o religioso, não é o festival abrasivo nauseante de intimidades que me mantém distante. Não é também a frivolidade.
O que mais me afasta desse tipo de rede social é o comércio. Nada contra as feiras livres, que, em qualquer lugar, em qualquer tempo, concentram as mais autênticas vibrações da cultura (a melhor porta de entrada para o viajante que quer conhecer uma cidade é a feira livre). Agora, o comercio no Facebook é outra história. Ele é ainda mais funéreo que a presença dos clientes mortos que não pagam nem arredam pé. Ali, a mercadoria é o freguês, o que vai ficando cada dia mais evidente, com denúncias crescentes sobre o uso de informações pessoais mercadejadas pelos administradores do site. Ali dentro, as mais exibicionistas intimidades adquirem um sinistro valor de troca para as mais intrincadas estratégias mercadológicas.
Já no tempo do Orkut – no qual também nunca pus os pés, ou os dedos, ou os dígitos – esse fantasma existia. Hoje, no Facebook, o velho fantasma é corpóreo, material, indisfarçável em seu jogo desigual. O usuário alimenta o usurário – com seu próprio trabalho, não remunerado. Clicando “curti” para lá e para cá, o freguês fabrica alegremente o “database marketing” que o vende sem que ele saiba. Estou fora. Muito obrigado.
Desconfio que esse padrão de relacionamento não é leal e não vai tão longe quanto promete. Não se mantiver o mesmo modelo. Mesmo como negócio, o Face dá sinais de ter batido no teto. A empresa menos de um mês e, desde então, as ações despencam. Já perderam mais de 24% de seu valor. Nesse período, o fundador e presidente executivo, Mark Zuckerberg, ficou USS 4,7 bilhões mais pobre. O Facebook precisa mudare, por enquanto, mudará sem minha ajuda, sem meu trabalho gratuito. Seguirei com meu cômodo bordão:
– Não, não tenho Facebook.
Dá para viver sem. Se me acusarem de dinossauro lamuriento, posso me defender. Tenho celular e sei operar controle remoto de televisão. Uso o Google, mas com um pé ressabiado bem atrás. Sabia fazer download de planilha Excel, mas esqueci. A tecnologia nos engolfa, eu bem sei, e não há como ficar de fora. Mas uma coisinha ou outra a gente ainda pode escolher. Um “não” ou outro, a gente ainda pode dizer.
As consequências de uma autoridade modificar um fato e transformá-lo em fake news, podem ser gravíssimas. Vejam o que aconteceu no Quênia com Bill Gates, onde uma autoridade local postou um vídeo antigo dando a entender que o empreendedor já sabia do Novo Coronavírus em 2015!
Bill Gates nunca falou do atual Covid-19, mas em termos genéricos – se surgisse uma pandomia – abordando que o mundo não estaria preparado para algo como vivemos hoje.
TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO SOBRE BILL GATES SE ESPALHAM NA ÁFRICA
Enquanto o novo coronavírus continua causando estragos em todo mundo, Bill Gates se tornou o novo alvo dos adeptos das teorias conspiratórias, especialmente na África, onde uma publicação nas redes sociais de um político queniano alimentou o fenômeno da desinformação.
Os programas de Gates para uma vacina provocaram todo tipo de especulação no continente, e a disseminação de notícias falsas apenas aumentou durante a pandemia.
Em 15 de março, o governador de Nairóbi, Mike Sonko, postou um vídeo antigo de Bill Gates, no qual ele advertia para as consequências de uma futura pandemia, intitulado: “Bill Gates já falou sobre o coronavírus em 2015”.
Na gravação, feita durante uma conferência TED há cinco anos, o filantropo explicou que o mundo não estava preparado para um surto epidêmico global. Ele não mencionou o coronavírus em momento algum.
O post de Sonko provocou tantas interações entre seus mais de dois milhões de seguidores no Facebook, que se tornou a publicação global mais prolífica sobre Gates desde o início da pandemia de COVID-19, de acordo com a plataforma de rastreamento das redes sociais CrowdTangle.
A postagem foi compartilhada mais de um milhão de vezes e acumulou 38 milhões de visualizações nas mídias sociais.
O caso mostra o importante papel das figuras públicas locais na disseminação de informações falsas, ou enganosas, em diferentes partes do mundo, de acordo com o Digital Forensic Research Lab (DFRLab) do Atlantic Council, que estuda o fenômeno da desinformação em nível global.
“Em geral, (esse tipo de informação) viaja através de (…) comunidades-nicho quando um influenciador, como uma celebridade de destaque, ou mesmo uma fonte de uma grande mídia, as amplifica”, disse Zarine Kharazian, do DFRLab.
“Quando atingem esse nível de disseminação, espalham-se em vários idiomas”, acrescentou.
Os boatos sobre os laços entre Gates e a atual pandemia têm sido alimentados pelos diferentes grupos de teoria da conspiração em todo mundo desde que o vírus surgiu na cidade chinesa de Wuhan, em dezembro de 2019.
Desde janeiro, mais de 683.000 postagens no Facebook – tanto em páginas públicas quanto em grupos – mencionavam Gates, levando a cerca de 53 milhões de curtidas, compartilhamentos e reproduções.
“Uma característica comum das teorias conspiratórias que atravessa fronteiras, idiomas e culturas é a desconfiança das ‘elites todo-poderosas’ e das instituições”, explicou Kharazian.
“O perfil proeminente de Gates, sua franqueza e seu compromisso ativo em trabalhos de saúde pública em nível internacional fizeram dele um alvo de primeira ordem para esse tipo de complô”, acrescentou.
Entre as reivindicações mais difundidas na África está o fato de Bill Gates querer controlar a humanidade com microchips implantados, ou tatuagens digitais.
Os conspiradores também garantem que Gates se beneficiará enormemente de uma possível vacina e que sua fundação patenteou um tratamento anos atrás, antes de liberar o novo coronavírus.
Outros acreditam que ele criou o vírus para controlar a população, uma questão muito sensível na África, onde muitos comentários negativos publicados on-line sugerem que a vacina contra a COVID-19 poderia ser testada na população daquele continente.
Parte dessa reação pode ser explicada pelos abusos médicos por parte de países ocidentais da África, disse Sara Cooper, cientista do Conselho de Pesquisa Médica do Cochrane Center, na África do Sul.
“Nas últimas décadas aconteceram vários incidentes de pesquisas médicas realizadas na África, nos quais foram cometidas graves violações dos direitos humanos”, disse Cooper à AFP.
Uma série de práticas que vão desde experimentos de esterilização forçada na Namíbia, no final do século XIX, quando o país era uma colônia alemã, até testes de drogas organizados por gigantes farmacêuticos em vários países africanos nos anos 1990.
A desconfiança das vacinas ocidentais ficou evidente em uma publicação que viralizou recentemente, alegando que o médico e cientista francês Didier Raoult havia alertado os africanos para não usarem “a vacina Bill Gates”, porque tinha “veneno”.
O serviço de “fact-checking” da AFP desmentiu essa afirmação: Raoult nunca fez esses comentários, e a vacina nem existe.
Leio na edição 1046 da Revista Época, uma entrevista muito bacana, com Janaína Brizante (ela é uma neurocientista da USP e da Duke University). A doutora, dias atrás, falou sobre como nosso cérebro está despreparado para lidar com as redes sociais!
A especialista critica o fato de pais permitirem crianças usarem o WhatsApp, alegando que estranhos podem entrar na vida do menor sem o conhecimento deles (pelo uso das funções que permitem apagar as conversas e pais não saberem do ocorrido). Fala ainda sobre como os adultos perdem tempo no mundo virtual fuçando a vida dos outros ou discutindo coisas com vários usuários, sem se preocupar com conversar fisicamente, que gasta muito menos tempo para as mesmas discussões.
O exemplo mais citado da dificuldade nas relações físicas e virtuais é que estamos nos dedicando ao contato virtual com tamanho “empenho”, que as pessoas já não conseguem enxergar o quanto sacrificam a falta de contato físico real. O usuário de Facebook, Twitter, Instagram e Whatsapp, que fica preso a esse mundo e seus amigos da Web, é a personificação do indivíduo anti-social real por conta das redes sociais virtuais!
Enfim: o natural é interagir, agarrar, tocar, abraçar, ver, sentir. Pela Web, não dá.
Mas há outro fator a abordar, que a Dra Janaína não foi questionada mas se observa no dia-a-dia: a questão dos algoritmos do Facebook, onde a Rede Social impõe o que mais visitamos, sem ordem cronológica sequencial e com todas as postagens de usuários à vista. Uma pessoal fanática de alguma crença, tende a ver preferencialmente aquilo que ela crê e repulsas ao que não crê. Em outras searas, idem, tornando a pessoa radical!
Não é mais fácil ajudar o mundo a ser mais tolerante acabando com esses algoritmos e permitindo todas as opiniões? De radicalismo virtual o mundo já está cheio e o cérebro sensato não suporta (e nem consegue), como lembrado acima.
Quem não gostaria de gozar do respeito, da ponderação e da competência de um jornalista como José Maria trindade, correspondente da Rádio Jovem Pan em Brasília?
Pois bem, assisti uma participação dele com Denis Russo, no Programa Morning Show, onde o citado debochou de uma opinião do Zé Maria. Com a elegância e a categoria de sempre, ele deu uma “jantada” no debochado…
Sempre aprendi na escola que tínhamos 5 vogais: a, e, i, o, u. Mas nunca me perguntaram sobre o Y, que passou a fazer parte oficial do nosso alfabeto há pouco tempo.
No meu tempo, Y era uma semivogal com som de vogal. Ao menos, ERA…
Será que estou certo? Parece que não. Temos, então, 6 vogais?
Talvez você nunca tenha se perguntado se a letra Y é vogal ou consoante? Mas não tem problema, nós criamos a dúvida e, em ato contínuo, trazemos a resposta para você.
Até o ano de 2009, a Língua Portuguesa possuía oficialmente 23 letras (A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, L ,M ,N ,O, P, Q, R, S, T ,U, V, X, Z), sendo 18 consoantes e 5 vogais.
Porém, no Brasil, após o advento do novo acordo ortográfico, foram introduzidas mais 3 letras, quais sejam: K, W e Y.
Atualmente, no Brasil, o alfabeto oficial é o seguinte: A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K, L ,M ,N, O, P, Q, R, S, T ,U, V, W, X, Y, Z.
Antes mesmo da incorporação, comumente já víamos palavras estrangeiras sendo usadas com essas letras ao nosso redor. Veja alguns exemplos: Whisky, Km (quilômetro), Kaiser, Flanfklyn, Yoga, Web, Kart, Layout, Nylon, Wi-fi, Karaokê, Yakisoba.
Mas afinal… Y é vogal ou consoante?
Em que pese a polêmica que esta pergunta gerou entre os gramáticos e no público em geral, a maioria entende que a letra y (ípsilon) é uma vogal, que deve ser empregada com o mesmo som da vogal i.
Em razão disso, as vogais do nosso idioma são: A, E, I, Y, O, U.
Portanto, podemos usar corretamente, a título de exemplo, as seguintes palavras:
Yago Yasmin Yoga Youtube Yamaha
Existem ainda teses apontando que o y é uma semivogal e não uma vogal. Mas isso extrapola o nosso objetivo aqui.
Então, em meio a grandes polêmicas, devemos saber que a letra Y não é uma consoante.
O conhecimento de que ela é uma vogal já nos basta. Se você gostou deste conteúdo, então compartilhe-o com seus amigos. Propague o conhecimento!
A equipe de Osmar Santos (depois capitaneada por Oscar Ulisses) estará sem dial?
Pois é… a Rede Globo deixará de existir em São Paulo.Depois de 68 anos, ela será desligada.
Nos últimos anos, muitas mudanças de programação, estilo e até mesmo de estratégia. Uma pena! Adorava ouvir quando era jovem a Turma da Maré Mansa à noite. Depois, quando adulto, o Panorama Esportivo!
Morreram, somente hoje, 474 pessoas vítimas do Novo Coronavírus. A coisa está ruim. O pico chegou?
Aliás, me admiro ao ver tanta gente inteligente “fazendo de conta” que não entende a subjetividade da data. Se as pessoas não se previnem, a chegada do pico e os números mudam. Se conseguem se resguardar e evitar contato, adia o pico e o número de vítimas diminui devido a concentração de pessoas em casa. Mas ficam na bobagem de ironizar que ninguém acerta o pico. Claro que não! É previsão, não é número exato pois depende do comportamento e engajamento das pessoas.
Pior do que isso: negar a gravidade da doença. Cerca de 759 pessoas morreram de dengue no Brasil no último ano (números oficias). Somente hoje, quase 500 em nosso país de Covid-19. E há quem sugira de que “não se deve divulgar tais dados”… deve sim, uma população consciente é necessária. Ou desejamos ser alienados e desprecavidos?
As informações são da Revista Superinteressante: até 10/04 (e isso não mudou) tínhamos quinze nações que não observaram casos de Covid-19!
Parece incrível isso estar acontecendo nesses lugares, mas na maioria são ditaduras que sonegam informações ou micro-ilhas longínquas, que o próprio geo-isolamento explica tal fato.
Há três meses, era possível contar nos dedos os países infectados pelo coronavírus. Hoje, é difícil pensar em um único território que não tenha ao menos um caso reportado da doença. Mas eles existem. Qual será a receita para um país passar imune por uma pandemia?
Na verdade, não tem segredo. Os pouquíssimos locais que ainda não reportaram a Covid-19 se encaixam em um de três casos: ou são governados por regimes ditatoriais, ou possuem poucos recursos ou, ainda, são ilhas extremamente afastadas, com uma população minúscula.
Até o dia 10 de abril, o monitoramento da Universidade Johns Hopkins registrava casos de coronavírus em 185 países. Os países que ainda não registraram casos são Samoa, Lesoto, Coreia do Norte, Turcomenistão, Tajiquistão, Nauru, Tuvalu, Palau, Micronésia, Tonga, Vanuatu, Comores, Kiribati, Ilhas Marshall e Ilhas Salomão. Alguns outros territórios (que não são considerados países) como Antártida e Ilhas Christmas também ainda não tiveram registro de casos.
Ditaduras
Você já deve ter em mente o maior exemplo do primeiro caso: Coreia do Norte. O país governado pelo ditador Kim Jong-un está colado na China e afirma não ter reportado nenhum caso da doença. Isso não significa, contudo, que o vírus não tenha chegado por lá – ele provavelmente está circulando no país, mas os dados não estão sendo divulgados (ou mesmo contabilizados pelo governo).
Um caso ainda mais extremo é o do Turcomenistão, um dos regimes mais fechados do mundo. O ditador Gurbanguly Berdimuhamedow proibiu o uso das palavras “coronavírus” e “Covid-19” no país. Elas não podem aparecer em notícias e nem mesmo em uma conversa comum entre as pessoas – sob risco de prisão.
O país fica ao lado do Irã, que já contabiliza 66 mil casos e 4 mil mortes. É o mesmo caso da Coreia do Norte. Em um ranking de liberdade de imprensa feito pela ONG Repórteres Sem Fronteiras, o Turcomenistão fica em último lugar. Até onde se sabe, a vida lá não mudou em nada: os bares estão abertos, as aglomerações continuam acontecendo e ninguém anda de máscara.
Outro exemplo é o Tajiquistão. Por lá, tem rolado até campeonato de futebol, mas com as arquibancadas vazias. O país é considerado uma república, mas o presidente Emomali Rakhmov não sai do posto desde 1994, o que levanta críticas sobre manipulação de eleições.
No Tajiquistão, as pessoas que chegam de outros países são testadas e colocadas em quarentena. A hipótese é que o vírus também já esteja no país, mas ainda não foi detectado pelas autoridades. É possível que o primeiro caso apareça em breve.
Falta de recursos
Não tem como notificar casos de coronavírus sem testes. Países que estão passando por guerras não possuem recursos para fazer uma campanha de testagem e ter uma dimensão real do problema no território. A Síria, que passa por uma guerra civil desde 2011, só reportou 15 casos de coronavírus até agora.
O Iêmen registrou o primeiro caso de coronavírus no país no dia 10 de abril. Ele está em guerra desde 2015, o que dificulta o monitoramento da doença. Lesoto é um país da África que ainda não registrou casos, o que pode estar relacionado à falta de kits de teste. Já Comores, que também ainda não registrou casos, é formado um conjunto de ilhas que ficam entre o continente africano e Madagascar.
Ilhas
Aqui estão os lugares em que o vírus talvez realmente ainda não tenha chegado. Algumas ilhas do Pacífico, como Kiribati, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Nauru, Tuvalu, Palau, Micronésia, Tonga, Vanuatu e Samoa não registram nenhum caso. Mesmo sem o vírus ter chegado por lá, os países já adotam medidas de prevenção e isolamento, como o fechamento de escolas.
No entanto, a principal medida adotada para conter a chegada do coronavírus foi a restrição de turistas. Elas são aquelas ilhas paradisíacas que te deixam com vontade de viajar quando aparecem no feed do Facebook. Muitas delas recebem visitantes todos os anos, mas tiveram que abrir mão do turismo para evitar a disseminação do vírus, o que poderia causar um colapso no sistema de saúde.
Sem muitas pessoas, a chances do vírus chegar lá é menor. A população de cada um desses países não passa de um milhão de habitantes. Além disso, as ilhas estão em uma região bem isolada do Oceano Pacífico. Kiribati, por exemplo, está em cima da linha internacional de data – a 6 mil quilômetros da Austrália e 10 mil quilômetros da América do Sul. E você achando que está muito isolado.
A Antártica é o único continente que ainda não possui casos. Ela não tem uma população fixa, e sim um rodízio de poucos pesquisadores que se instalam temporariamente no local para fazer estudos.
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Eu estarei na 3a feira (15h). Na segunda-feira foi dia do Fernando Fontana e também teremos o competentíssimo Alex Fogaça. Tudo supervisionado pelo jornalista Flávio Prado.
Para qual jogador de futebol você queria telefonar, se tivesse o número dele?
Veja o que a belíssima Sharapova fez e entenda a pergunta:
Segundo o Globoesporte:
A ex-tenista russa Maria Sharapova tomou uma decisão ousada na última sexta-feira. Ela decidiu divulgar um número de telefone para que os fãs pudessem entrar em contato. Ela talvez só não contasse com o volume de mensagens que chegariam. Em cerca de 40 horas, foram dois milhões e duzentas mil mensagens recebidos. – Eu quero mais conexão. Estamos todos nessa separação, nessa distância física, quero que me falem o que acham, mas essa é a ideia. Na realidade, eu quero que você me mande mensagem de texto, eu tenho um número que você vai poder mandar uma mensagem, que vai direto para meu telefone. Então me manda uma mensagem e espere uma resposta – postou Sharapova em seu twitter quando divulgou o número.
Ser jornalista em um país de aficcionados por políticos, de fato, é um desafio!
Parabéns a todos os profissionais da imprensa, que levam a informação (boa e ruim) a todos nós! E os que não exercem com tal ética, paciência. O mercado há de separar o joio do trigo.
Dias atrás, surgiu a informação de que o FBI pediu para seus agentes evitarem o uso do App Zoom, por possíveis invasões na rede (chamadas de Zoombombing). Não compartilhar links de reuniões acabou sendo uma determinação oficial, já que a falta de segurança se daria, num primeiro momento, a de acessar o conteúdo mesmo sem senha (quando o link era fornecido).
Posteriormente, questionou-se o envio de dados não autorizados do Zoom para o Facebook a partir dos dispositivos da Apple e, para “ajudar”, houve o problema do questionamento da real criptografia ou não (como questionada anos atrás ao WhatsApp.
Nesta onde de críticas, grandes empresas começaram a evitar o uso desse aplicativo com medo de roubo de dados e/ou vazamento de informações das conversas. Entretanto, a empresa diz estar ciente de tudo, negando algumas coisas e corrigindo outras.
A questão é: o uso do Zoom disparou nos últimos dias, principalmente com o ensino eletrônico a distância.
O aplicativo de videoconferência Zoom ficou ainda mais famoso durante o período de isolamento social, mas sua privacidade vem sendo questionada
A política de isolamento adotada por vários países para conter o avanço do novo coronavírus (Sars-CoV-2) tornou o Zoom familiar para muito mais gente. Com bilhões de pessoas isoladas em suas casas, o aplicativo criado em 2013 como uma plataforma on-line para videoconferências ganhou novos usos, que vão de reuniões entre amigos e familiares a festas de aniversário e bares virtuais. Sob os holofotes do sucesso, a empresa agora enfrenta escândalos de privacidade e segurança cibernética.
O primeiro baque aconteceu na semana passada, após o site Motherboard publicar uma análise do aplicativo para o sistema operacional iOS . De acordo com a publicação, após fazer o download e abrir o app, o “Zoom se conecta à Graph API do Facebook ”, a porta de entrada e saída de dados da rede social .
“O que a companhia e sua política de privacidade não deixam claro é que a versão iOS do aplicativo Zoom está enviando alguns dados para o Facebook, mesmo quando os usuários do Zoom não têm uma conta na rede social”, diz a reportagem.
Após a repercussão negativa, a companhia atualizou o aplicativo, removendo o SDK — Software Development Kit — do Facebook , que o conectava à rede social . A empresa informou que nenhuma informação pessoal era repassada, apenas dados sobre o aparelho, como versão do sistema operacional, horário, operadora, modelo do dispositivo, tamanho da tela, poder de processamento e espaço de armazenamento.
Em comunicado assinado pelo seu diretor legal, Aparna Bawa, o Zoomenfatizou que “não vende dados de usuários” e que “nunca vendeu dados de usuários no passado e não tem intenção de fazê-lo no futuro”. Além disso, garantiu ainda que “não monitora as conversas e seus conteúdos” e cumpre com todas as legislações sobre privacidade, incluindo o GDPR (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados da União Europeia) e a CCPA (Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia).
Por causa dos escândalos, um processo foi aberto contra a companhia numa corte federal americana, em San Jose, na Califórnia , pedindo investigação para checar se a plataforma cumpre os requisitos legais no estado.
Desculpa por definição de criptografia
Mas o inferno astral do Zoom não terminou por aí. Uma análise do “The Intercept” revelou que as comunicações por vídeo na plataforma não são criptografadas de ponta a ponta, como seu site e seu white paper de segurança proclamavam. Isso não significa que as comunicações não são seguras. A empresa usa o TLS, padrão dos navegadores, usado em muitos outros sites e aplicativos .
Esse tipo de criptografia protege o tráfego entre o terminal do usuário e o servidor da companhias, mas não entre dois terminais de usuários, como define a criptografia ponta a ponta, usada em plataformas como o WhatsApp e o Signal .
Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (1), a empresa se desculpou “pela confusão que causamos por sugerir incorretamente que as reuniões no Zoom eram capazes de usar a criptografia de ponta a ponta”.
“O Zoom sempre se esforçou para usar a criptografia para proteger conteúdos no maior número possível de cenários e, nesse espírito, usamos o termo criptografia de ponta a ponta”, reconheceu a companhia. “Embora nunca tivéssemos a intenção de enganar nossos clientes, reconhecemos que existe uma discrepância entre a definição amplamente aceita de criptografia ponta a ponta de como nós a estávamos utilizando”.
Não bastassem os escândalos de privacidade , começaram a surgir denúncias de vulnerabilidades na segurança . O engenheiro de software Felix Seele descobriu que o arquivo de instalação para computadores Mac usava uma técnica popular entre criadores de malwares para burlar restrições impostas pelo sistema operacional. O problema já foi corrigido.
Esses problemas fizeram com que o FBI emitisse um alerta a seus agentes para tomarem cuidado ao usarem a plataforma. Segundo a agência de investigação americana, estão acontecendo casos de invasões em teleconferências , que foram apelidadas como “Zoombombing”. Por isso, os funcionários devem adotar medidas de precaução, como não compartilhar o link de reuniões de maneira pública e exigir senhas para participação.
Elon Musk proíbe aplicativo
Já a SpaceX , do bilionário Elon Musk , proibiu que seus funcionários façam uso da plataforma para conferências e reuniões. “Por favor, usem e-mail, mensagens de texto ou telefone como maios alternativos de comunicação”, dizia comunicado interno enviado a funcionários no último dia 28, revelado nesta quarta-feira (1) pela agência Reuters.
Com o bombardeio de denúncias, o diretor executivo do Zoom , Eric Yuan, divulgou um comunicado aos usuários se desculpando pelas falhas. “Nós nos esforçamos para fornecer um serviço ininterrupto e a mesma experiência que fez do Zoom a plataforma de videoconferência preferida para empresas em todo o mundo, além de garantir segurança e privacidade”, afirmou. “No entanto, reconhecemos que não atingimos as expectativas de privacidade e segurança dos usuários — e as nossas próprias. Por isso, sinto muito”.
Apesar dos problemas, o uso da plataforma explodiu nas últimas semanas. Segundo Yuan, mais de 90 mil escolas em 20 países adotaram o Zoom para ferramentas para o ensino a distância . No fim de dezembro do ano passado, o número máximo de participantes diários em conferências foi de 10 milhões. Em março, esse número aumentou para 200 milhões.
Com capital aberto desde abril do ano passado, a empresa viu suas ações dispararem com a pandemia, nadando contra a corrente de desastre nas bolsas de valores. Desde a oferta pública inicial, os papéis se valorizaram em 96,92%, sendo que neste ano a alta acumulada é de 79,44%, apesar da queda de 13,5% nos últimos cinco dias.
“Durante este período de isolamento, nós no Zoom nos sentimos incrivelmente privilegiados por estarmos na posição de ajudar as pessoas a se manterem conectadas”, disse Yuan.
O Twitter começou a apagar tuítes de contestações às recomendações da comunidade científica a respeito do Novo Coronavírus, além de postagens que levem ao risco de contágio.
Vivemos em um mundo de liberdade de expressão e de necessidade de luta pelo bem comum. Imagino que tal medida da Rede Social, para muitos,será aplaudida em nome do convívio saudável da sociedade. Outros, ao contrário, alegarão que é censura.
Difícil agradar a todos… evidentemente, se questionará até onde uma postagem será má fé, simplesmente ignorância ou debate sendo levantando de maneira inteligente.
Enfim, já imaginaram a loucura que será se outras Redes Sociais agirem da mesma forma (como Facebook, Instagram ou WhatsApp)?
Particularmente, acho interessante que o desserviço de uma influência nociva não seja publicada.
Vários amigos que eu tenho, quando os consulto, me respondem conforme suas convicções. Mas a essa pergunta não tem resposta sem viés de muitos e/ou opiniãofechada. Confira:
Se você perguntar a um eleitor de Jair Bolsonaro o que ele acha da Rede Globo, dirá que a emissora é Globolixo, esquerdista, petista e outros adjetivos.
Se você perguntar a um eleitor de Lula a mesma coisa, dirá que a emissora do Plim-Plim é chapa-branca, golpista e outras qualificações.
Ambos curiosamente, darão inúmeros argumentos (reais ou não). Parece torcida de futebol: todo mundo reclama que o juiz só erra contra o seu time, nunca se vê reclamação de erro a favor…
E para você? O que pensa sobre as críticas (inúmeras e de todos os lados) feitas contra a Rede Globo (especialmente pelo pessoal mais fanatizado)?
Fim de semana sem futebol é bem chato, não? Não tem jogo transmitido para assistir e nem para a gente que milita na área trabalhar. Tampouco programas esportivos ou ainda debates / mesas-redondas ou algo novo para se discutir. Afinal, tudo está paralisado, sem notícia alguma.
Porém, vale lembrar que esse sacrifício (o da paralisação do esporte, das receitas e atividades administrativas) é necessário. Todos estamos juntos, lutando contra o coronavírus.
Ops, eu não poderia esquecer: posso estar “remando contra a maré”, mas é bem chatinha essa história dos boleiros “petecando embaixadinhas” com papel higiênico e postando nas Redes Sociais. Será que é porque eu sou ruim com a bola no pé?
Aconteceu no ano passado, mas como o assunto permanece atual, vale o destaque: muitas vezes destacamos como é ruim o fato de funcionários usarem o seu telefone e/ou aplicativos e redes sociais durante o expediente. Mas e quando a empresa o faz fora do horário de trabalho, cobrando metas do empregado?
Um caso real, acontecido no Brasil, que gerou indenização,
Extraído da Folha de São Paulo, página A28, Caderno Mercado, 26/11/18
COBRAR EMPREGADO POR WHATSAPP GERA INDENIZAÇÃO
A Terceira Turma do TST (Tribunal Superior do Trabalho) condenou a Telefônica a pagar indenização a um vendedor, porque seu chefe enviava mensagens de WhatsApp cobrando metas e resultados fora do expediente.
A decisão, unânime, fixou indenização de R$ 3.500.
Para o Tribunal Superior, a conduta extrapolou os limites, além de gerar apreensão, insegurança e angústia no funcionário. A Vivo, marca comercial do grupo Telefônica Brasil, disse que não comenta processos judiciais.
No processo, o vendedor disse que sofria assédio moral, com pressões excessivas por resultados e ameaças de demissão caso não atingisse as metas. A pressão, afirmou, afetou sua vida privada e sua integridade psicológica.
As testemunhas relataram que havia cobranças durante e depois do horário de expediente, via WhatsApp.
Além disso, foi dito que o desempenho de cada vendedor era afixado no mural da empresa e exposto pelas mensagens do aplicativo. O gerente, afirmaram, também cobrava respostas às mensagens enviadas fora de hora.
Inicialmente, o pedido havia sido negado. Para a primeira instância, não havia pressão excessiva. O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região disse que havia opção de não ler ou não responder.
Já no TST, o relator, ministro Alexandre Agra Belmonte, entendeu que é preciso estabelecer limites e que a conduta invade a privacidade.
“Se não era para responder, por que enviar a mensagem por WhatsApp? Mandou a mensagem para qual finalidade? Se não era para responder, deixasse para o dia seguinte. Para que mandar mensagem fora do horário de trabalho?”, questionou.
Há 1 ano, mas poderia ser de hoje a reflexão. Abaixo:
Leio que há um projeto de lei que deseja criminalizar a divulgação de falsas notícias, as “fake news”.
Mas e o coitado que assustado dissemina com boa fé uma mensagem na certeza de estar colaborando com alguém e inocentemente acredita na mentira? Será criminoso também? Como separar o mal intencionado daquele que é vítima do engôdo também?
Deve-se atacar os mandantes da criação, não os replicadores. Muito cuidado com a lei e bastante calma nessa hora, a fim de não se cometer injustiças.
Um Brasil ideal deveria ter como base os 3 poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) trabalhando de forma harmônica e com pessoas competentes e honesta. Sempre (isso é importante) de maneira independente.
A jornalista Vera Magalhães divulgou no Estadão que o presidente Jair Bolsonaro estava incentivando as manifestações contra o Congresso através de mensagens por WhatsApp (o que foi um fato real). Isso é notícia, não é Fake News ou algo que o valha. Cabe ao presidente responder (se quiser) sobre esse deslize em insurgir a população contra um dos poderes.
Mas não é que o fanatismo que cega resolveu “culpar” a profissional de imprensa?
Enfim: qual a culpa? De fazer o trabalho dela com correção?
Cuba, uma nojenta ditadura esquerdista, não permite Liberdade de Imprensa. China, uma potência econômica e militar, idem. No Brasil, o PT e seus aliados tentaram implantar a censura de maneira velada com a nefasta ideia de “regulação da mídia”. Agora, a Direita, que deveria ser contraponto e defensora do respeito, desdenha da Democracia com os extremistas?
Após ter revelado nessa terça-feira (25) que o presidente Jair Bolsonaro havia usado seu celular pessoal para compartilhar um vídeo convocando a população para manifestações contra o Congresso Nacional,a jornalista Vera Magalhães, do ‘Estado’, passou a ser alvo de ataques nas redes sociais.
Uma conta falsa em nome da jornalista foi criada no WhatsApp e mensagens fraudadas foram distribuídas em outras redes sociais. Além disso, houve compartilhamento de uma cobrança de 2015 do colégio onde estudam os filhos de Vera, expondo, dessa forma, a família da jornalista, de acordo com informações do próprio ‘Estado’.
“Divulgar este tipo de informação pessoal é um constrangimento e, embora possa não ser considerado uma ameaça do ponto de vista jurídico, é obviamente uma forma de ameaçar a jornalista. A divulgação de documentos é um método clássico de ameaçar ou incentivar alguém a atentar contra uma pessoa. Do ponto de vista da Abraji, é mais um ataque dos apoiadores do presidente contra jornalista. Pela recorrência, isso está se tornando uma questão crítica”, disse o presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Marcelo Träsel, ao ‘Estado’.
No Twitter, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), que é da base de apoio do presidente Bolsonaro no Congresso, classificou os ataques à Vera como algo ‘abominável’.
Carla Zambelli ✔@CarlaZambelli38
Se a @veramagalhaes publicou um print do Fraga, é pq ele próprio printou e enviou. Acredito q isso não deveria sequer ser notícia, por isso critiquei a Vera.
Mas daí a divulgar onde os filhos dela estudam, os colocando em risco, é algo abominável. Atitude clássica da esquerda.
Disse o Papa Franciscoquanto ao comportamento dos católicos durante a Quaresma:
“A Quaresma é um momento para abrir mão de palavras inúteis, fofocas, boatos, tagarelice e se dirigir a Deus pelo nome (…) Vivemos em uma atmosfera poluída por violência verbal demais, palavras ofensivas e danosas demais, que são amplificadas pela internet. Hoje, as pessoas insultam umas às outras como quem diz ‘bom dia’.”
A observação do Papa é quase perfeita. “Seria perfeita” (em tom jocoso, lógico) se o discurso fosse a todas as crenças e descrentes, além de ser perene(não necessariamente na Quaresma).
Que esse chamamento à conversão seja diário!
Foto extraída de Exame.com tendo como legenda: “Vaticano: nos últimos anos, o papa foi alvo de insultos de sites católicos ultraconservadores (Remo Casilli/Reuters)”