– Sexo de Baixa Qualidade e em Muita Quantidade!

 

O filósofo Luiz Felipe Pondé falou sobre como vulgarizou-se o ato sexual nos dias de hoje. E ele é polêmico: diz que hoje se faz muito mais sexo do que antes. Porém, como é tão fácil fazer sexo, a coisa ficou vulgar e de péssima qualidade!

 

“Costumo provocar dizendo que há 100 anos se fazia sexo melhor. Tinha mais culpa e pecado, o que deve dar uma excitação tremenda. Hoje, todo mundo diz que tem um desempenho maravilhoso, e que vive uma relação de troca plena com seu parceiro ou parceira. Eu considero a revolução sexual um dos maiores engodos da história recente. Criou uma dimensão de indústria, no sentido de quantidade, das relações sexuais – mas na maioria elas são muito ruins”.

 

E aí? Concorda ou discorda? Deixe seu comentário:

 

(Extraído de Revista Veja, Páginas Amarelas, 13 de julho de 2011, pg 18-21)

– Bullying no Trabalho: a Falta de Atenção ao Problema

Dias atrás falamos sobre um sério problema nas escolas: o Bullying (ato de ironizar alguém e constrangê-la com apelidos pejorativos, por exemplo). Falamos também sobre alguns tratamentos para esse problema e sobre o fato de muitas famílias ignorá-lo. Se quiser ler o texto, clique acima do link: BULLYING NAS ESCOLAS

Agora, o tema é outro: o bullying no trabalho.

Extraído de: http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI4329630-EI1377,00-Bullying+no+trabalho+e+comum+mas+vitima+nem+sempre%20+percebe.html

BULLYING NO TRABALHO É COMUM, MAS VÍTIMA NEM PERCEBE

por Michelle Achkar

Pedir projetos ou relatórios em prazos impossíveis, remarcar reuniões em cima da hora e não avisar funcionário com papel fundamental nela, pedir tarefas triviais para pessoas que ocupam cargos de responsabilidade, deixar de pedir tarefas, espalhar fofocas, excluir pessoas do grupo, não dividir informações, pedir trabalhos que obriguem funcionário a aumentar em muitas horas sua jornada de trabalho, fazer críticas constantes, não reconhecer esforços e desmerecer resultados.

Situações comuns em muitas empresas atribuídas ao mercado de trabalho competitivo, ao estresse da vida cotidiana e a questões de personalidade ou problemas psicológicos, como distúrbio bipolar, caracterizam na verdade cenas do nebuloso terreno do assédio moral no trabalho, também chamado de bullying ou mobbing. 

Nebuloso, pois as próprias vítimas muitas vezes não reconhecem a agressão e encaram as cenas como desafios a serem superados na busca da manutenção de sua empregabilidade no mercado e das metas de produtividade das empresas.

O tema começou a ganhar mais espaço com os estudos da psiquiatra francesa Marie-France Hirigoyen, uma das primeiras a se preocupar com o assédio moral no trabalho, assunto de livros como Mal-Estar no Trabalho, de 2002. Mas ainda está longe de ser reconhecido como problema pelas empresas e as discussões não encontram melhores cenários em todo o mundo. 

A filial do Japão da grife italiana Prada, por exemplo, foi acusada recentemente de demitir 15 funcionários por serem “gordos”, “feios” e “velhos”. Rina Bovrisse, funcionária da grife, deu entrada ao processo há duas semanas. Segundo ela, as ordens foram para remover para outlets ou lojas não tão bem localizadas cerca de 30 pessoas, a maioria mulheres na faixa dos 40 anos. Ela ainda conta que o gerente de RH da marca pediu que ela emagrecesse e mudasse a cor do cabelo. Em comunicado, a empresa afirmou que “o tribunal competente japonês rejeitou todas as acusações do empregado e determinou que a rescisão de seu contrato de trabalho era perfeitamente legítimo”. 

Nas Filipinas, uma ex-comissária de bordo, que foi demitida por estar acima do peso, perdeu uma ação que durou duas décadas de processos numa sentença que considerou que o peso dos funcionários era questão de segurança aérea. 

Produção
Idade é o primeiro fator de discriminação que leva ao bullying, segundo a ginecologista e médica do trabalho, Margarida Barreto, uma das coordenadoras do site assediomoral.org.br e pesquisadora do tema há 15 anos. Entre seus trabalhos está a dissertação de mestrado “Uma Jornada de Humilhações”, feita a partir de 2.072 entrevistas de homens e mulheres de 97 empresas industriais paulistas, e a tese de doutorado Assédio Moral no Trabalho. A violência sutil, baseada em mais de 10 mil questionários respondidos por trabalhadores de todo Brasil. “Está inserido nas relações de trabalho, na forma da organização e na cultura que banaliza certos comportamentos. E 90% das empresas não encaram o problema e fazem de conta que é algo banal. Normalmente só tomam atitude quando há prejuízo na produção”, disse. 

As mulheres são as principais vítimas com estatísticas em todo o mundo apontando para 70% dos casos. E a maioria deles envolve a questão da gravidez. “Para maior parte das empresas ainda isso é problema”, afirmou Margarida. O repertório de frases de humilhação relatado por vítimas é extenso, como “Teu filho vai colocar comida em sua casa? Não pode sair! Escolha: ou trabalho ou toma conta do filho!” (veja mais exemplos de agressões no link acima). 

Assédio sexual
Doze por cento dos casos derivam de situações de assédio sexual. Como foi o caso de Elisabeth Pittman, 51, costureira que viveu sob ameaças de uma chefe durante dois anos. Depois de assediá-la sexualmente, passou a humilhá-la desfazendo todo o trabalho de um dia, obrigando-a a longuíssimas jornadas de trabalho para refazer costuras de mochilas. Ela então procurou entidade de apoio a vítimas de assédio moral e o caso chegou ao Ministério Público do Trabalho. 

Mas a trajetória não foi fácil. Elisabeth ficou seis anos afastada e encarou um quadro de depressão profunda e duas tentativas de suicídio, uma delas que a deixou internada durante 20 dias numa unidade de tratamento intensivo (UTI). Reintegrada à empresa, foi acompanhada por um diretor e conseguiu mudar o status de vítima de assédio à presidente da CIPA e líder respeitada. A ex-chefe foi demitida. 

Segundo Margarida, casos como o de Elisabeth ainda são exceção e a dificuldade começa pelo próprio empregado reconhecer que foi vítima de abuso. O principal desafio na opinião da estudiosa ainda é a visibilidade. “É preciso ter a convicção de que não pode ser banalizado, não está previsto no contrato de trabalho que se pode ser humilhado de nenhum jeito”, afirmou. “Se foi um aborrecimento pontual, falo que aquilo me incomodou e espero que a pessoa reconheça, se desculpe e procure não repetir o ato. Mas se é repetido ao longo da jornada é porque não foi causado por um destempero”, disse. 

Sarcasmo
“A maior dificuldade é saber quando acontece de fato e quando não é algo que decorre do trabalho. É a sutileza que torna o assédio moral ainda mais perverso. Pois o trabalhador não é assediado de forma clara, na frente de outros, mas muitas vezes na forma de brincadeiras cheias de sarcasmo”, afirmou Paulo Eduardo Vieira De Oliveira, juiz do trabalho em São Paulo e professor da Universidade de São Paulo. 

Margarida afirma que a principal queixa dos funcionários não é a pressão em si, mas como ela é feita, “de maneira a desqualificar, humilhar, com atos que parecem sutis, mas não são como brincadeiras e fofocas.” 

Segundo Oliveira, do ponto de vista jurídico, o tema é novo e chegou aos tribunais de forma recente. “Há cinco anos não existiam casos e hoje já há alguns nos quais se pleiteiam indenizações. Mas não existem grandes cases no direito brasileiro”, disse. Entre os casos estudados pelo juiz está o de vendedores que, obrigados a bater metas, solicitam empréstimos bancários para comprar os produtos que vendem. 

“Há várias decisões em primeira instância, algumas com somas bastante altas”, afirmou, lembrando do caso da funcionária de uma farmácia que era obrigada a arrumar diversas vezes as prateleiras de produtos, após seu gerente jogar tudo no chão, o que resultou numa indenização alta.

A imprensa internacional noticiou recentemente que a advogada inglesa Gillian Switalski, 53, aceitou acordo de indenização fora dos tribunais da empresa que ela processava com acusações de perseguição por ser mulher, intimidação e discriminação durante 18 meses, o que a deixou mentalmente abalada e incapaz para o trabalho. 

Entre os fatos alegados por Gillian está que à colega de trabalho que tinha filho deficiente foi permitido a trabalhar de casa, enquanto ela cujo um dos filhos também sofre de paralisia cerebral precisava se justificar sobre ausências e tinha seus horários de trabalho controlados. 

Em 2006, quando sua mãe morreu, a empresa chegou a exigir receber uma cópia do atestado de óbito para aceitar que não ela cancelasse uma viagem a trabalho. Segundo Oliveira, a prova usada nesses casos é sempre a testemunhal. 

Demissão
O objetivo do agressor é forçar o funcionário a desistir do emprego, coro que a pessoa logo encontra na família, parceiro e amigos caso decida contar pelo que vem passando durante a jornada de trabalho. Mas o conselho de deixar o trabalho, além de não ser motivado pelas condições gerais do mercado, ainda encontra uma barreira mais resistente, a psicológica. “A pessoa fica o tempo todo querendo provar que ela não é aquilo que falam ou pensam dela”, disse Margarida.

– Relacionamento Estável? Veja que Conselho Polêmico!

 

Toni Garrido, na cerimônia do prêmio “Rio sem Preconceito”, dias atrás, defendeu a família e relacionamentos estáveis.

 

Mas foi diferente do que esperado e convencional. Abaixo:

 

“Se você quer um relacionamento estável, seja homossexual”.

 

Ué, qual o problema em ser hetero? Será que Toni foi sincero ou fez média com o público ali presente, na sua maioria homossexuais? Deixe seu comentário:

– Afeganistão Controlará Festas de Casamento?

 

Parece loucura, mas não é.

 

Devido ao começo da estabilidade econômica e melhoras de renda da população, o governo afegão poderá controlar as festas de casamento por lá! (segundo a Revista Superinteressante, Julho/2011, pg 19). O motivo é que há um modismo dos supercasamentos, onde os noivos, empolgados com a nova realidade financeira, extrapolam nas festas convidando muita gente e durando altas horas.

 

Parece bobagem à nós, mas para eles, não. Aqui há o fator cultural e econômico. Cada nação com os seus problemas. Melhor do que se preocupar com os terroristas que por lá existiam (e ainda existem, em proporção menor).

– Mulheres Proibidas de Amamentarem em Público!

 

Uma polêmica criada em grandes cidades: as mulheres estão sendo proibidas de amamentarem seus bebês em público, pelo fato do seio ficar aparente!

 

Incrível que as mesmas cidades que permitem prostituição a céu aberto, com mulheres e travestis mostrando seus atributos semi-nús, querem dar uma lição de moral em cima das mães, que carinhosamente cuidam de seus bebês!

 

Ridículo!

 

E você, o que pensa sobre isso? Leia abaixo a matéria da Revista IstoÉ, Ed 22/06/2011, que tratou do assunto, e deixe seu comentário:

 

A POLÊMICA DA AMAMENTAÇÃO

 

Mães tem sido punidas por amamentar seus filhos em público. Por que esse ato gera controvérsia e incomoda tanto?

 

Por Paulo Rocha

 

Um “mamaço” nacional percorreu o País. Dezenas de mulheres com bebês no colo se reuniram em parques e praças de capitais como Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Belém para exigir o direito de amamentar em público. O protesto, ocorrido no primeiro domingo de junho, foi organizado após vários episódios de discriminação contra mães que amamentavam seus filhos em locais de grande circulação. Na Espanha, uma jovem marroquina de 22 anos perdeu a guarda de sua filha, de 1 ano e 3 meses, sob a acusação de amamentá-la demais (leia quadro). Aqui no Brasil, uma mãe foi proibida de amamentar seu bebê enquanto visitava uma exposição no Instituto Itaú Cultural, na capital paulista. Na Inglaterra, outra mulher foi convidada a se retirar de um pub só porque estava dando de mamar para o filho. Mas, se o aleitamento materno é uma característica natural da humanidade, por que esse tema gera tanta polêmica atualmente?


Segundo a historiadora Mirtes de Moraes, coordenadora do grupo de estudos de gênero, raça e etnia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, e autora do doutorado “Tramas de um Destino: Maternidade e Aleitamento”, a relação da sociedade com a amamentação vem se transformando ao longo dos tempos. Enquanto na França do século XVIII e no Brasil do século XIX quem alimentava os bebês eram as amas de leite, no século XX a figura materna voltou a ser a mais indicada para a função. “Essa situação mudou novamente na década de 1960, quando a mulher chegou ao mercado de trabalho”, diz Mirtes. “Naquela época, as pessoas, incluindo os médicos, acreditavam que o leite industrializado servido na mamadeira era mais benéfico ao bebê do que o materno.” Na opinião da historiadora, porém, um conceito resistiu incólume à passagem do tempo. “O ato de amamentar sempre está ligado a algo sagrado e, portanto, deve ser reservado e preservado. Por isso tanta gente se incomoda ao ver uma mãe amamentando em público”, diz.


A assessora de imprensa Patrícia Boudakian, 29 anos, conhece essa sensação. Mãe da pequena Alice, de três meses de idade, ela conta que não sente vergonha de amamentar a filha em público, mas percebe muitas pessoas constrangidas com a situação. “Algumas mulheres olham com reprovação e os homens, ao contrário, evitam se aproximar e até mesmo olhar”, diz. Tal comportamento é comum em sociedades machistas, na opinião de Ari Rehfeld, psicoterapeuta e professor da Faculdade de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Para o homem, olhar seria reconhecer seu desejo”, afirma Rehfeld. “Com a maior exposição atual do corpo feminino, o seio passou a ter mais apelo erótico do que alimentar.” O que as mamães mais desejam é reverter essa situação. “Se todas amamentassem seus bebês em público, esse ato seria mais aceito”, defende Patrícia. Dá-lhe mamaços. 

– Racismo no Futebol: Lugares onde o Brasil acha “Normal”

 

Todas as pessoas de bem ficaram revoltadas com o triste episódio de racismo contra o lateral-esquerdo Roberto Carlos, ocorrido na semana passada. Infelizmente, é mais um episódio visto comumente na Europa.

 

Entretanto, ao mesmo tempo em que a Sociedade condena, contraditoriamente, permite bolsões de intolerância racial.

 

Por exemplo: Sérgio Xavier, na edição da Placar de Julho/2011, pg 55 a 57, trouxe na matéria “Ah, eu sou macaco” um interessante levantamento de como as torcidas de Grêmio e Internacional, em seus jogos caseiros, aceitam passivamente a ofensa de “macaco”!

 

Sem qualquer constrangimento, segundo Xavier, os gremistas chamam os colorados de macacos; e estes entendem que se referir à parcela negra da sua própria torcida com esse substantivo (ou adjetivo, dependendo da intenção) é algo normal!

 

O atacante colorado Zé Roberto, negro, quando ouviu o primeiro xingamento de macaco se assustou e se revoltou, mas foi demovido da idéia de protestar porque tal ofensa seria, segundo seus companheiros, algo cultural entre os torcedores locais.

 

Lamentável. Tempos atrás, o Internacional, querendo ser politicamente correto, tirou o Saci do posto de mascote, por causa do… cachimbo (fazendo alusão, segundo a diretoria, ao uso do crack, que é ingerido por queima de pedras em cachimbos). Monteiro Lobato, que tanto popularizou o Saci Pererê, deve estar chateado. Meu amigo João Batista, um dos criadores do grupo da “Associação Nacional dos Criadores de Saci”, localizada em Boituva”, garante que isso é uma grande bobagem.

 

Na troca, o substituto do Saci ficou sendo um macaquinho chamado de Escurinho (em homenagem ao jogador dos anos 70, escolhido em votação popular).

 

Sendo assim, fica o incômodo: o que fazer àqueles que se sentem perturbados com a ofensa de “macaco”, sendo que coincidentemente (ou não) o novo mascote do Internacional é o próprio, além de uma passiva aceitação das torcidas? Deixe seu comentário:

– A Lei Anti-Fumo Suspensa

Os noivos pediram e o juiz concordou. Em São Paulo, para as celebrações de um matrimônio, um casal pediu que para as suas bodas não valesse a lei anti-fumo. Alegação: o Buffet era alugado, local privado, e, sendo assim, consideravam ser uma extensão de propriedade do inquilino.

 

Sou antitabagista, detesto cigarro, mas tenho que concordar com o juiz. Se o cara aluga uma chácara para festa, ele não está no direito de ali gozar dos momentos que lazer, incluindo o fumo (que condeno)?

 

Foi bem o juizão. Mas tenha certeza que outros casos surgirão com esse precedente (para a infelicidade de nós, não-fumantes). Mas a Justiça deve prevalecer.

 

E você, o que acha disso? Quem aluga um espaço pode ter o direito de fumar? Deixe o seu comentário:

– Presos Tentando Reintegração Social: Desafio Inglório?

 

O respeitadíssimo Prof Dr José Pastore está lançando o livro: “O trabalho dos ex-infratores”. Nele, há números que impressionam sobre a reintegração dos presos à sociedade.

 

Por exemplo: Para cada 10 presos libertos, 7 voltam para a cadeia.

Empregos honestos? Não passariam de dezenas de pessoas, se levados em conta que 30.000 presos são soltos anualmente.

 

Assustador, né?

 

Em Jundiaí temos o novo Cadeião à beira da Rodovia dos Bandeirantes. Será que o universo de lá é muito diferente? Melhor ou Pior?

 

Infelizmente, a questão carcerária ainda é um problema sério. O cara fica ocioso na cadeia, só pensando em bobagem. Ao invés de ser meramente punitiva, deveria ser recuperativa! Fazer o detento trabalhar, estudar e aprender valores morais. Claro que é um desafio…

 

O que você pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Notas que desagradam um pai: Chimpanzés versus Crianças!

Primeiro vou reproduzir a nota, depois comento:

 

“Num estudo feito pela Universidade de Portsmouth, na Inglaterra, 46 chimpanzés órfãos foram criados por biólogos – de quem recebiam atenção constantemente. Aos 9 meses de vida, os primatas tinham se tornado cognitivamente mais avançados do que os bebês humanos da mesma idade, com maior nível de atenção e memória e mais facilidade para reconhecer objetos e resolver testes.” – Revista Superinteressante, Ed Outubro/2010, pg 25.

 

Sinceramente, um pai coruja como eu DISCORDA PLENAMENTE desse estudo. Se bobear, minha filha com 9 meses já era mais inteligente do que eu! rsrs.

– (1+1) é > ou < que 2?

 

Sabe aquela história de que “muitas cabeças pensam melhor do que uma”, ou “há gente que produz mais individualmente trabalhando do que em grupo”?

 

Pois é: Pesquisa realizada no importantíssimo MIT conclui: “A soma da inteligência de várias pessoas inteligentes é menor do que a inteligência somada de pessoas inteligentes em grupo”.

 

Trocando em miúdos: Pessoas inteligentes em grupo tem QI somado maior do que se trabalhassem em separado, por mais que gostem de assim produzir.

 

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI230003-16366,00-QUANDO+A+SOMA+PODE+DAR+MAIS+QUE.html

 

QUANDO A SOMA 1 + 1 PODE DAR MAIS QUE 2

 

Por Robson Viturino com Lelivaldo Marques Filho

 

Sabe aquele gerente circunspecto que sempre dá um jeito de concluir seus projetos sozinho, se possível num cubículo bem longe dos colegas? Pois então, a não ser que ele tenha o gênio criativo de um Picasso ou o QI de um Einstein, é melhor atraí-lo para mais perto do seu time. Uma pesquisa conduzida por professores das universidades americanas MIT, Carnegie Mellon e Union College concluiu que a inteligência coletiva pode ser maior do que a soma simples das partes – o que afeta diretamente as empresas. Eles verificaram que os grupos, como os indivíduos, têm níveis característicos de inteligência que podem ser medidos e usados para prever a performance de um time. “Nossa hipótese foi confirmada”, diz Thomas W. Malone, professor do MIT que é coautor do estudo e é conhecido por livros de administração como O Futuro dos Empregos. “Há uma inteligência coletiva que aparece no desempenho da equipe em várias situações.”

A pesquisa também mostrou que a atuação das equipes em que havia uma pessoa dominando os trabalhos era menos inteligente do que a produção dos grupos que atuavam de forma mais democrática. Pelos cálculos dos pesquisadores, houve uma variação de até 40% no resultado das tarefas por causa da inteligência coletiva. Os testes envolveram 699 pessoas, organizadas em grupos de dois a cinco indivíduos. Eles solucionaram quebra-cabeças visuais, fizeram brainstorming e negociações.

O sucesso da inteligência coletiva, segundo os pesquisadores, depende da qualidade da interação entre os membros de um time. Por exemplo: nos grupos formados por integrantes com um nível elevado de “sensibilidade social”, geralmente foram obtidos bons resultados no trabalho conjunto. “A sensibilidade social tem a ver com a percepção que os membros do grupo têm das emoções do outro”, diz Christopher Chabris, coautor do estudo.

Outro fato revelador diz respeito à atuação das mulheres nas atividades coletivas. Segundo a pesquisa, a sensibilidade social mostrou-se maior nas turmas formadas principalmente por figuras femininas. Em consequência disso, essas equipes apresentaram melhor desempenho em relação aos times em que os homens preponderavam – o que pode ser mais um indício de que, de fato, este será o século delas. “Não desenhamos o estudo com foco no efeito de gênero. Foi uma surpresa para nós”, diz Malone.

E para quem ainda acredita que o fator determinante para o bom desempenho pode ser aquele indivíduo brilhante, mas isolado do grupo, os pesquisadores dão uma última má notícia: os dados de inteligência média ou máxima dos membros não permitiram prever o resultado da equipe.

 

– Clube das Esposas Obedientes! Quem Gostou da Idéia?

 

Amigos, as diferenças culturais entre ocidente e oriente são grandes; isso é lógico. Mas algo que deixa isso bem explícito é um clube fundado por esposas, onde querem levar à todas as muçulmanas a necessidade de serem submissas aos seus maridos e satisfazerem sexualmente os mesmos.

 

Para elas, se as mulheres se tornassem “prostitutas conjugais” (como a própria fundadora salienta) evitariam divórcios e infidelidade.

 

Polêmico! Leia o texto abaixo e diga: o que você acha dessa visão cultural?

 

Extraído de Folha de São Paulo, pg E3, 07/06/2011, por Eillen NG

 

MUÇULMANAS FUNDAM “CLUBE DAS ESPOSAS OBEDIENTES” NA MALÁSIA

 

Ummu Atirah tem 22 anos, é recém-casada e acredita que conhece o segredo de um casamento feliz: obedecer a seu marido e assefurar a satisfação sexual dele.

Ummu  cerca de 800 outras muçulmanas na Malásia fazem parte do “Clube das Esposas Obedientes”, que gera controvérsia em um dos países de maioria muçulmana mais modernos e progressistas, onde muitas muçulmanas ocupam cargos altos no governo e em empresas.

 

Lançado no sábado, o clube diz que pode sanar males como a prostituição e o divórcio, ensinando as mulheres a ser submissas e manter seus maridos felizes na cama. O índice de divórcios na Malásia dobrou de 2002 a 2009 e é mais alto entre muçulmanos.

 

(…) Rohaya Mohamad, uma das fundadoras do clube, rebate: “o sexo é tabu na sociedade asiática. Nós o temos ignorado em nossos casamentos, mas tudo depende do sexo. Uma boa esposa é uma boa trabalhadora sexual”. O que há errado em ser uma prostituta para seu marido?”

– Marcha das Vagabundas

 

Nos EUA, uma mulher foi xingada, há anos, por um policial devido às suas vestimentas, sendo ironizada como uma vagabunda.

 

E não é que as mulheres de lá resolveram protestar anualmente pelo direito de como se vestir? Tanto que o movimento chegou ao Brasil.

 

Atenção: depois da Marcha da Maconha, a Avenida Paulista sediará, no próximo sábado dia 04, a Marcha das Vagabundas, cobrando o direito de vestir o que quiser. Já confirmaram presença pelo Facebook 4000 mulheres.

 

E você, o que pensa sobre isso: há muitas “marchas” na praça ultimamente? Deixe seu comentário:

– Roberto Requião e Paloma Amado: o Relato da Prepotência e Discriminação Social


Dias atrás, o senador Roberto Requião foi indagado sobre o acúmulo de aposentadorias governamentais que recebe e sobre as denúncias de corrupção que ligavam o seu nome ao seu irmão. Ao invés de respondê-las, simplesmente arrancou o gravador da mão do jornalista da Rádio Bandeirantes – depois ele disse que ele era vitima de bulling, por isso não respondeu… Cara de pau, não?


Mas vejam esse relato de Paloma Amado: a moça, nordestina (filha dos escritores Jorge Amado e Zélia Gattai) morava em Paris. E relatou em seu Facebook a experiência negativa que sofreu com o Senador e sua esposa, dentro de um aeroporto, por julgarem a aparência da moça humilde demais… Revoltante: (texto original escrito por Paloma, abaixo)


“EU ODEIO PREPOTÊNCIA


Era 1998, estavamos em Paris, papai já bem doente, participara da Feira do Livro de Paris e recebera o doutoramento na Sorbonne, o que o deixou muito feliz. De repente, uma imensa crise de saude se abateu sobre ele, foram muitas noites sem dormir, só mamãe e eu com ele. Uma pequena melhora e fomos tomar o aviao da Varig (que saudades) para Salvador.


Mamãe juntou tudo que mais gostavam no apartamento onde não mais voltaria e colocou em malas. Empurrando a cadeira de rodas de papai, ela o levou para uma sala reservada. E eu, com dois carrinhos, somando mais de 10 malas, entrava na fila da primeira classe. Em seguida chegou um casal que eu logo reconheci, era um politico do Sul (nao lembro se na época era senador ou governador, já foi tantas vezes os dois, que fica dificil lembrar). A mulher parecia uma arvore de Natal, cheia de saltos, cordões de ouros e berloques (Calá, com sua graça, diria: o jegue da festa do Bonfim). É claro que eu estava de jeans e tênis, absolutamente exausta. De repente, a senhora bate no meu ombro e diz: Moça, esta fila é da primeira classe, a de turistas é aquela ao fundo. Me armei de paciência e respondi: Sim, senhora, eu sei. Queria ter dito que eu pagara minha passagem enquanto a dela o povo pagara, mas nao disse. Ficou por isso. De repente, o senhor disse à mulher, bem alto para que eu escutasse: até parece que vai de mudança, como os retirantes nordestinos. Eu só sorri. Terminei o check in e fui encontrar meus pais.
Pouco depois bateram à porta, era o casal querendo cumprimentar o escritor. Não mandei a putaquepariu, apesar de desejar fazê-lo, educadamente disse não. Hoje, quando vi na tv o Senador dizendo que foi agredido por um repórter, por isso tomou seu gravador, apagou seu chip, eteceteraetal, fiquei muito retada, me deu uma crise de mariasampaismo e resolvi contar este triste episódio pelo qual passei. Só eu e o gerente da Varig fomos testemunhas deste episódio, meus pais nunca souberam de nada…”

 

(Paloma Jorge Amado é psicóloga).

– Crime contra as Mulheres: Prisão por… Dirigir!

 

Há certas hipocrisias no mundo que entristecem qualquer cidadão.

 

Muito se fala sobre os Direitos Humanos. Mas muitas entidades só os defendem até onde houver interesse.

 

Na Arábia Saudita, ninguém contesta essa barbárie: mulheres são proibidas de dirigir.

 

Uma saudita, revoltada com a criminalização das mulheres no trânsito, levantou a bandeira da permissão de Carteira de Habilitação feminina naquele país. De posse da sua carteira internacional, saiu às ruas ao volante e… cana nela!

 

Extraído de: http://is.gd/6hbAUy

 

MULHER É PRESA POR DIRIGIR

 

Por Caio Blinder

 

Em meio aos grandes eventos históricos que estão ocorrendo no mundo árabe nos últimos meses, como a revolução no Egito, a guerra civil na Líbia ou a sangrenta rebelião na Síria, um gesto de uma mulher na Arábia Saudita pode não chamar a atenção. Mas, às vezes, são pequenos gestos que guiam a história.


Manal al-Sherif, de 32 anos, foi detida acusada pelo crime de dirigir o carro. Exatamente. Na Arábia Saudita, é o único lugar do mundo em que é ilegal que as mulheres estejam no comando do veículo.


Quer saber mais? Clique no áudio e confira com o comentarista e correspondente da Jovem Pan em Nova York, Caio Blinder: clique em http://jovempan.uol.com.br/noticias/mundo/2011/05/mulher-e-presa-por-dirigir-na-arabia-saudita.html

– Ipad2 e as filas no Brasil! E os de Jundiaí?

 

Ouço agora de madrugada pelo rádio: Há brasileiros nas filas de lojas de eletro-eletrônicos para comprarem o Ipad2.

 

Como são burrinhos… ou melhor, ansiosos! Estamos prestes a produzir o equipamento em Jundiaí e haverá antes do final do ano uma redução drástica de impostos dos tablets (que poderão custar menos da metade do preço), e ainda assim as pessoas se sacrificam por tal aparelho.

 

Hoje, ao abrir minha caixa de entrada, há emails de mala direta com diversas empresas oferecendo o Ipad2 por volta de R$ 1700,00.

E você, o que pensa disso: vale a pena esperar o Ipad2 jundiaiense por metade do preço ou a ansiedade pela novidade não tem preço? Deixe seu comentário:

– O Exemplo que vem do Tennessee: Sexualidade, Homofobia e Crianças

 

O Tennessee (EUA) aprovou uma lei estadual curiosa e interessante: lá, fica proibido a discussão de temas sobre homossexualidade até o ensino médio.

Motivo- temas relacionados a sexualidade devem ser explorados pelos pais, e somente quando forem mais crescidos, abordados nas escolas.

 

A justificativa da lei é que muitas vezes está se despertando a precoce sexualidade das crianças, confundindo a cabeça deles antes mesmo de estarem preparados para entender questões sexuais.

 

Concordo!

 

Aqui o MEC divulga cartilhas infantis abordando homofobia, mas beirando a pedofilia (lamentavelmente). Confundem respeito aos gays com demagogia aos mesmos. Pior: constrangem a sociedade…

 

E você: o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Elitização do Futebol: um Conceito Polêmico

 

Amigos, revirando a blogosfera, deparei-me com um artigo interessante de Marcos Alvito. Para quem não o conhece, ele é membro da Associação Nacional dos Torcedores. Calma, não tem nada de torcida organizada na história, ele é um legítimo representante dos torcedores-consumidores, o público de bem dos estádios. Professor de Antropologia da UFF, escreveu sobre o desejo das entidades em elitizar o acesso ao futebol.

 

A idéia é a seguinte: cobrando mais caro, o torcedor terá mais benefícios no estádio e os mais pobres se afastarão. Ora, o problema do futebol é a condição financeira ou a educação?

 

Lembro-me de Marcelo Campo Pinto, da Globoesporte, que em uma palestra que tive a oportunidade de participar, disse mais ou menos assim:

 

“ir a um estádio de futebol deve ser um evento singular; às vezes, o cidadão irá uma única vez e isso deve ser marcante”.

 

A clara idéia é: o futebol deve ser acessado pelas mídias, não presenciado nas arquibancadas…

 

Abaixo, publicado originalmente no OESP, Caderno Esporte, B2, 12/12/2010

 

AOS RICOS, O FUTEBOL

 

Por Marcos Alvito

 

Os sinais estão por toda parte. Em 2005 o Maracanã fechou a geral, talvez o setor popular mais famoso do mundo, onde durante meio século floresceu uma cultura torcedora lúdica e carnavalesca. Em seu lugar foram colocadas cadeiras de plástico com preço seis vezes maior. O Maracanã, antes “o maior de todos”, vai virar um estádio para 76 mil pessoas. Esse encolhimento – que ocorrerá também nas dimensões do gramado – custará aos cidadãos “apenas” R$ 1,2 bilhão. Com a reabertura do estádio, calcula-se que os ingressos custarão pelo menos o dobro do que custam atualmente.


Recentemente realizou-se no Rio a Soccerex, feira internacional centrada no futebol-negócio. Nela, “especialistas” afirmaram que doravante o futebol brasileiro terá a classe A como clientela alvo, deixando de lado as classes B e C. Porque as D e E há muito não sentam em uma arquibancada. É claro que o evento foi financiado com dinheiro público. Em Santa Catarina, o Avaí aumentou em 50% o preço dos ingressos neste ano, passando de R$ 40 para R$ 60. No Paraná, o recém-promovido Coritiba já anunciou que aqueles que não aderirem a seu plano de sócio torcedor terão que desembolsar R$ 100 pelo ingresso avulso. Não é de se admirar que a média de público do campeonato brasileiro em 2010 tenha sido ridiculamente baixa: 14.839 pagantes. Isso é menos que a média do campeonato alemão da segunda divisão!


Não é o preço do ingresso o único fator para o afastamento do público. Hoje os estádios viraram estúdios para um show televisivo chamado futebol. No estádio-estúdio do Engenhão, que custou aos cofres públicos três vezes mais do que previa o orçamento, placas de publicidade impedem a visão de boa parte da linha de fundo, inclusive da linha do gol. Ingressos para esse setor “pagando pra não ver” custam, em jogo normal, R$ 30. A tabela do campeonato é alterada de uma semana para outra, modificando dias e horários sem respeito pelo torcedor. A rede de TV que monopoliza as transmissões há décadas transformou o futebol em sobremesa da novela, com jogos no meio da semana terminando por volta de meia-noite. Essa mesma rede é dona do pay-per-view, que a cada dia dá mais lucro. Ou seja: ela praticamente obriga os torcedores a se transformarem em telespectadores dos canais pagos.


Esse processo de expulsão dos torcedores mais pobres (ou menos ricos) é algo planejado e consciente. Ainda em 2004, o então presidente do Atlético Paranaense já afirmava que “o clube não precisa mais de torcedores, e sim de apreciadores do espetáculo”. Dentro dessa filosofia, proibiu a entrada de torcedores com bandeiras, tambores, faixas e camisas de torcidas organizadas. Por baixo de uma “nuvem midiática” vendendo a ideia de que estaria ocorrendo uma modernização do futebol brasileiro, o dinheiro do cidadão pobre financia, via impostos, sua própria expulsão. É um processo de Robin Hood ao contrário…


Chamar o futebol brasileiro contemporâneo de moderno, aliás, é piada de mau gosto. Por um lado temos uma estrutura política feudal mantida há décadas nos clubes, nas federações estaduais e na CBF. Por outro, o capitalismo selvagem na hora de extorquir os torcedores. A junção do atraso com a falsa modernidade é desastrosa.


Existe algo mais arcaico e tradicional que a venda de ingressos? Como vão sempre parar na mão dos cambistas? Será que as rendas reais são mesmo aquelas? Será que as gratuidades são mesmo aquelas? É um sistema obscuro que beneficia sempre os mesmos: empresas que fabricam os ingressos (e fazem adiantamentos aos clubes, presos a elas do mesmo modo que à televisão) e, mais uma vez, cartolas corruptos.


Por falar em polícia, qual é o principal instrumento de policiamento dos estádios? Investigação? Inteligência? Aparelhos sofisticados de filmagem? Acertou quem respondeu o cassetete, usado desde o Paleolítico. Em vez de prender e processar a minoria ínfima de torcedores que vai ao jogo para brigar, a polícia prefere bater. Desde quando o bom e velho porrete é sinônimo de modernidade?


A parte menos moderna, todavia, é o sistema de formação de jogadores. Milhões de jovens brasileiros sonham ser jogador de futebol. Poucos vão se tornar profissionais e, entre estes, pouquíssimos vão ganhar os altos salários que povoam o imaginário das classes populares. A formação de um jogador profissional demora em torno de 5 mil horas de treinamento em dez anos. Os clubes exploram essa mão de obra infantil sem nenhuma responsabilidade. Se o garoto de 11 ou 12 anos se machucar ou se não “servir” mais, o que ocorre? É simplesmente abandonado. Para onde vai? O Estado zela por ele? Regulação por parte do Estado, proteção aos jovens, preparação para a vida futura com ensino profissionalizante, nada disso ocorre.


Debaixo da bruma marqueteira que exalta a pseudomodernização assistimos a um processo de elitização perversa do futebol brasileiro. Perversa porque financiada com dinheiro do povo. Uma arte e cultura popular criada e mantida por gerações de brasileiros é saqueada em benefício de poucos. É o primeiro mandamento do futebol-mercadoria: dai aos ricos o futebol.

– Idiotices de Filosofias de Vida

 

Nesta sexta, foi condenado um skinhead que obrigou punks a pularem de um trem. Um morto e outro com o braço decepado (há 7 anos atrás).

 

Apesar da condenação, ele possui um mandato que o impede de ser preso até a última instância, em Brasília.

 

Motivos para o assassinato? Gravíssimos e sérios: um é skinhead e o outro era punk…

 

Como a vida não vale nada para imbecis que rotulam o próximo!

– Amor e Sexo, segundo Zezé di Camargo

 

Tido como grande compositor e de obra reconhecida pela crítica, o sertanejo Zezé di Camargo deu uma longa entrevista à Revista Isto É (edição de 18/05/2011, pg 08-12, por Patricia Digue). E me chamou a atenção um conceito dele sobre relacionamentos:

“Você pode ter um relacionamento sem amor, mas não um relacionamento sem sexo”.

Discordo plenamente. Relacionamento a base de sexo é carnal e passageiro; tende a durar pouco. É tara, vicio.

 

Penso que o Verdadeiro Relacionamento seja a base de carinho, compreensão e amizade; ele perdura, é justo e independe de sexo (que vira complemento na relação).


Pela lógica do compositor, se simplesmente um casal ficar impossibilitado de transar (por acidente ou acontecimento qualquer) acabou o amor? Então o “amor” não era AMOR…

E olha que o primeiro grande sucesso dele foi “É o amor”…


E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– A Boneca que é Amamentada pela Criança!

 

Há 2 anos, na Espanha, foi lançada uma boneca chamada “Glotón”, cuja característica principal é que ela mamava de verdade!

 

Agora, nos EUA, uma bonequinha similar faz sucesso. A criança coloca um sutiã postiço em que vai leite e “dá de mamá à sua filhinha”.

 

Adivinha se não deu confusão?

 

A polêmica gira em torno de: brincar de amamentar é sadio ou não?

 

Os americanos estão divididos: uns alegam que despertar o instinto da maternidade é bom e aflora os princípios da família; outros, rebatem que é um incentivo á sexualidade precoce.

 

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

– O Matador abriu os Olhos das Escolas!

 

A tragédia de Realengo traz uma outra discussão: como é frágil a segurança nas escolas, principalmente as públicas!

 

Entra e sai quem quer e na hora que puder. Sem considerar especificamente o caso do RJ, mas você vê claramente como não há empecilhos para se adentrar às instituições de ensino. Com armas ou não, ninguém barra pessoas de fora.

 

Aliás, ficam as questões:

 

– Onde ele conseguiu as armas?

– O que se fará com os “bens que deixou”?

 

Na sua loucura, premeditou tudo e pediu para que seus bens fossem doados para instituições de caridade. Há clima para aceite? Creio que não…

– O Triste Caso de Realengo

 

A tragédia ocorrida pelo perturbado atirador que invadiu uma escola no RJ choca demais.

 

Que limites a loucura humana é capaz de levar? O rapaz tinha problemas psicológicos e sociais. Mas o que levaria a “desforrar” contra inocentes crianças?

 

E agora?

 

Quem trará de volta a vida desses indefesos?

 

Quem consolará os familiares?

 

Quem tirará o trauma sofrido pelas crianças que presenciaram o fato? 

QUE DEUS POSSA AJUDÁ-LOS!

– A Única Profissional do Sexo Reconhecida Pela Justiça

 

Um jargão popular é de que a Prostituição é a Atividade Profissional mais antiga do mundo. Claro que, nas leis trabalhistas, não é reconhecida.

 

Mas leio que a travesti Lilith Prado teve, em última instância, seu direito de exercer a prostituição reconhecido! Mais: o de contribuir ao INSS como tal. Desde 2002, o Ministério do Trabalho deu a ela o direito de recolher os impostos junto à Previdência Social como “profissional do sexo”. Será a única pessoa entre os 6,1 milhões de contribuintes do Brasil a se enquadrar nesta categoria.

 

E você, o que acha disso: Prostituição deveria ser reconhecida como trabalho ou não? Deixe seus comentários: 

(A propósito, em Jundiaí, nos últimos dias, a prostituição no Centro está absurda. Sábado, fui com a família numa tradicional Cantina da Rua Zacarias de Góes, e às 19:30h, as esquinas próximas estavam infestadas de travestis semi-nus. Constrangedor…).

– Gays na Eurocopa 2012

 

O portal de futebol KiGol traz uma interessante matéria sobre a vontade de grupos gays desejarem assentos especiais na Eurocopa 2012 a ser realizada na Ucrânia e na Polônia.

 

Ao ler sobre o assunto, fico pensando: será que é necessária tal ‘regalia’? Tal medida não seria mais discriminatória do que inclusiva? Fico na dúvida.

 

Aqui no Brasil, lembro-me da Torcida Organizada Fla-Gay, do Flamengo, que ficava num cantinho do Maracanã. Não me recordo de ações preconceituosas contra ela.

 

O que você acha de tal pedido: exagero ou necessidade dos grupos gays poloneses? Deixe seu comentário:

 

Extraído de: http://kigol.com.br/blog/view/post/coloridos-grupo-de-torcedores-gays-pede-tratamento-especial-na-eurocopa-2012

 

GRUPO DE TORCEDORES GAYS PEDE TRATAMENTO ESPECIAL NA EUROCOPA 2012

 

Um grupo de torcedores poloneses está causando polêmica no país que sediará a Eurocopa, em 2012. Formado por gays, a turma exige que sejam colocados assentos exclusivos para acompanhar os jogos da competição que acontecerá na Polônia.

 

Caracterizados como a primeira torcida formada por gays na Polônia, o grupo teme agressões, caso fiquem espalhados nas arquibancadas. Chamados de Teczowa Trybuna 2012 (“Tribuna Arco-Íris 2012” em polonês), eles acreditam que com essa medida a violência contra os gays diminua no país. 

 

“Durante viagens para jogos de nossos clubes, infelizmente sofremos frequentemente com o assédio, violência e outras coisas desagradáveis destes ‘torcedores reais’. Sonhamos em relaxar nos estádios, nas arquibancadas, e não imaginamos que isso seja possível na Euro-2012, que será disputada em nosso país”, afirmou o grupo em comunicado oficial.

 

Porém, a ideia já foi negada por algumas sedes dos jogos. Em Gdansk, uma das sedes da competição, alegaram que a medida só faria com que o preconceito ficasse mais evidente. 

 

Gregory Czarnecki, um dos membros da Campanha contra a homofobia, em Varsóvia, também não concorda com a ideia.

 

“Não acredito que muitas pessoas tenham coragem suficiente não apenas para ir como também para se sentar neste setor especial”, comentou.

– Jirau: Crescimento é Sinônimo de Desenvolvimento?

 

Prestem atenção no seguinte cenário:

 

– Número elevado de meninas de 16 anos que engravidaram e as crianças não terão pai, pois eles sumiram;

 

– Explosão local de homicídios;

 

– Aumento e dependência do comércio de entorpecentes;

 

– Casas que servem de pronto-socorros com enfermos no chão;

 

– Comércio com mais bordéis do que qualquer outra atividade;

 

– Latrocínio latente.

 

Sabem que panorama apocalíptico é esse? É o das redondezas da construção da hidrelétrica de Jirau – RO, a maior obra do PAC e um dos locais mais catastróficos de não-civilidade do Brasil.

 

Muitos confundem crescimento & desenvolvimento. Nem sempre crescer é evoluir, ao menos nesse assustador caso. Abaixo:

 

A USINA QUE EXPLODIU

 

Esqueça a revolta das hidrelétricas do Rio Madeira. O verdadeiro drama das obras em Rondônia é o surto de mães solteiras, o aumento do uso de drogas, os hospitais lotados…

 

Por Aline Moraes e Rogério Cassimiro

(Revista Época, 28 de março de 2011, pg 46-50)

 

Quando o governo anunciou a construção das hidrelétricas do Rio Madeira, nos arredores de Porto Velho, capital de Rondônia, a cidade vibrou. Pelas ruas empoeiradas, dezenas de carros circulavam com adesivos azuis nos vidros estampando dizeres autoexplicativos: “Usinas já”. Os moradores da pouco abastada Porto Velho vislumbraram nas obras a possibilidade de novos empregos, geração de renda, crescimento econômico. “Os olhos das pessoas brilharam”, afirma Tania Garcia Santiago, promotora do Ministério Público estadual. E essa profecia se realizou. Os empreendimentos já atraíram para a região mais de 3.500 empresas. Com elas, a arrecadação de impostos da prefeitura saltou de R$ 340 mil para R$ 2,5 milhões – quase oito vezes mais – em apenas quatro anos. Neste momento, há 200 prédios sendo erguidos na capital. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) injetou R$ 1 bilhão em infraestrutura no Estado.

Há duas semanas, porém, o país foi apresentado à outra face do impacto das obras em Rondônia. Uma rebelião em uma das obras, a de Jirau, aterrorizou o Estado. Um grupo de vândalos ateou fogo no canteiro de obras e arrasou boa parte da infraestrutura de construção. Segundo uma primeira versão, a desordem foi provocada pela revolta de trabalhadores com a falta de pagamento de horas extras e até castigos físicos. Outra hipótese investigada pelo Ministério Público é de disputa entre sindicatos. Em meio à confusão, parte dos 22 mil operários fugiu – andando às vezes mais de 30 quilômetros – para as cidades vizinhas. Na sexta-feira, o cenário era de pós-guerra. Sob os escombros, quase nenhum indício de que ali funcionava a maior obra do PAC. Tropas da Força Nacional de Segurança faziam vigília, e os operários voltaram para casa. “A população ficou assustada. Eles estão percebendo que as usinas não trazem só progresso”, diz Tania.

Embora grave, a questão trabalhista é apenas uma pequena fração dos problemas da região. Muitos já existiam, mas vêm se agravando desde 2008, data do início dos projetos. De lá para cá, cerca de 45 mil pessoas migraram para Porto Velho em busca de oportunidades. A população da cidade cresceu em pelo menos 30%. A violência explodiu. O trânsito ficou caótico (cerca de 1.500 carros são emplacados por mês). Os serviços da rede pública ficaram ainda mais saturados. A média de espera por uma internação é de 40 dias. Na recepção do principal pronto-socorro de Porto Velho há doentes deitados debaixo de macas porque não existe sequer chão livre. Na última semana, dois homens se esticavam ali sobre pedaços de papelão. Quem tem um pouco mais de dinheiro compra o próprio colchão. Em vários aspectos, a promessa do Eldorado trouxe mais miséria.

Não é que as obras fossem dispensáveis. Juntas, as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio vão gerar energia suficiente para abastecer cerca de 23 milhões de casas – é quase a metade do que Itaipu pode gerar. O Brasil precisa, e muito, dessa energia para sustentar seu crescimento (e diminuir o risco de apagões). Mas o sistema de precificação do setor elétrico brasileiro apressa essas construções. Com prazo apertado para gerar energia, os empreendedores precisam colocar as máquinas nos canteiros quanto antes. “Ainda estamos vivendo no modelo antigo, sem planejamento e intervenção antecipados às obras”, afirma Mario Monzoni, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV). “É um problema sistêmico, crônico, que não se resume a esses empreendedores.” A solução seria chegar adiantado. Preparar os municípios para receber as grandes obras.

Não faltam críticos para dizer que a Amazônia não deveria abrigar obras desse porte. “O custo de oportunidades, se comparado com a energia produzida, é um absurdo”, diz Roland Widmer, coordenador do Programa Eco-Finanças da organização ambiental Amigos da Terra – Amazônia Brasileira. “Essas usinas não fazem sentido econômico.” A conta, diz Widmer, tem de incluir os impactos para a floresta e para as populações locais.

Marcada no passado pelos ciclos da borracha e do garimpo de ouro, a Rondônia futura será reflexo do ciclo econômico concebido pelas hidrelétricas do Madeira. Teremos uma geração inteira de filhos das usinas, convivendo com as inclemências e os lucros do progresso. As obras não deixam herdeiros só no sentido figurado. Elas geram também filhos de carne e osso. Está havendo, segundo profissionais da área de saúde, um aumento expressivo do número de mães solteiras. Especialmente jovens e adolescentes. Com o aquecimento econômico, as mães dessas garotas arrumaram emprego. Ótima notícia. Mas isso implica mais filhas longe dos olhos das mães, em uma vizinhança inflada de homens que chegaram para buscar trabalho. “As adolescentes estão mais vulneráveis”, afirma Ida Peréa, médica e diretora da maternidade municipal de Porto Velho. “O que está aumentando é a primeira gravidez. Não nos preparamos para esse crescimento gigantesco.”

Quando a maternidade foi inaugurada, em 2006, os partos de meninas de 10 a 19 anos representavam 28% do total. Uma taxa alta, diante dos Estados Unidos (6%), do Japão (1,3%) ou mesmo da média brasileira (23%). Depois de três anos de trabalho, muita campanha e conversa, esse índice chegou a 25% em março de 2010. Ida e a equipe comemoram. Um ano depois, no pico das obras com seus quase 40 mil homens, a estatística pulou para 33%. “É muita coisa. E a idade das meninas grávidas está caindo”, diz ela. A garota Jusivânia Oliveira dos Santos é uma das novas mães. Quando tinha 16 anos, engravidou de um garoto de Mato Grosso cuja família foi para Rondônia atrás de emprego na usina. O rapaz foi embora quando ela ainda estava com o bebê na barriga. Eles nunca mais se encontraram. “A gente se fala pela internet uma vez por mês”, diz Jusivânia. “No começo, eu ficava triste porque ele nem perguntava do filho. Agora me acostumei.”

A notícia do dinheiro farto chegou não só aos brasileiros de outros Estados. Tem chamado a atenção de estrangeiros. Há boatos de coiotes trazendo imigrantes da Bolívia, vizinha de Porto Velho. Os rumores de que Rondônia teria se transformado na capital das oportunidades alcançaram até o Haiti, devastado por um forte terremoto há pouco mais de um ano. No começo de março, 108 haitianos chegaram a Porto Velho para reerguer suas vidas. Jean Pierre Vivendieu, de 32 anos, é um deles. Tão logo ocorreu o tremor, ele traçou uma estratégia: juntar dinheiro para chegar ao Brasil. De avião, partiu para a República Dominicana, Panamá e depois Equador. Na América Latina, completou o trajeto de ônibus até o Peru, Acre, Brasília e, por fim, Rondônia. De um grupo de mais de 100, Vivendieu é um dos cinco que até a semana passada ainda não tinham emprego. “Quero trabalhar para ir buscar minha noiva”, diz.

Por natureza, a região de Porto Velho não é dos lugares mais seguros. A capital fica a pouco mais de 350 quilômetros da Bolívia. A cidade de Guajará-Mirim, a última em terras brasileiras, é um possível ponto de entrada de drogas no país. A estrada que liga ambas, a BR-364, abriga uma prisão federal de segurança máxima. Ali estão detidos Elias Maluco, mandante do assassinato do jornalista Tim Lopes, no Rio de Janeiro, e os envolvidos na invasão do Hotel Intercontinental em São Conrado, Zona Sul do Rio. Com baixo desenvolvimento socioeconômico, é um ambiente propício ao crime. Mais gente, num ambiente assim, fez a violência crescer. Os moradores reclamam de não mais poder sair de casa sem trancar as portas. O consumo de bebidas e drogas subiu. O número de homicídios em Porto Velho aumentou 44% entre 2008 e 2010. Os casos de estupro em Rondônia cresceram 76,5% no mesmo período. A quantidade de crianças e adolescentes vítimas de abuso ou exploração sexual foi 18% maior.

A vila de Jaci-Paraná, a caminho da hidrelétrica do Jirau, é um dos locais mais afetados. Antes do quebra-quebra de duas semanas atrás, os funcionários ocupavam as ruas esburacadas de Jaci em busca de algum lazer. Os botecos – muitas vezes fachadas para prostíbulos – agora estão esvaziados. “As p… estão de férias”, diz um taxista. “Em dia de pagamento, isso ferve. É brega (casa de prostituição) para todo lado.” Assim como os trabalhadores, as prostitutas chegam de vários lugares. Antes das obras, Jaci-Paraná tinha 4 mil moradores. Era uma cidadela tranquila, a maioria se conhecia pelo nome. Agora tem mais de 16 mil pessoas.

A pouco menos de 20 minutos dali, a realidade muda completamente. O lugarejo de Nova Mutum foi construído pela Energia Sustentável do Brasil (Enersus), consórcio responsável pela usina de Jirau, para receber os desalojados de uma localidade próxima que vai ser alagada pelo reservatório. É quase um Alphaville amazônico. Planejada, Nova Mutum tem imóveis de alvenaria, saneamento básico, água enca-nada. Lá, vivem funcionários da obra e 160 famílias que optaram por ganhar uma casa e um terreno para colocar a horta, em vez de indenização. Nova Mutum é a prova de que os impactos de uma obra gigantesca podem, sim, ser mitigados. O custo total, porém, ficaria maior – pelo menos no primeiro momento. No longo prazo, uma região desenvolvida pode produzir riqueza, em vez de espalhar miséria.

Ter lado a lado dois exemplos de cidade tão contrastantes é uma aula viva para futuras obras. “Melhorar as condições em Jaci-Paraná não daria o marketing necessário”, afirma Pedro Wagner Almeida Pereira Júnior, promotor do Ministério Público Estadual. “Então eles resolveram construir uma cidade nova.” A Enersus diz ter cumprido todas as medidas exigidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) antes de começar a hidrelétrica. “Fizemos uma série de investimentos em Jaci”, diz Victor Paranhos, presidente do consórcio. “E desde o início avisamos as autoridades sobre os problemas. Mas não cabe a nós acabar com as drogas e a prostituição.” (Procurado por ÉPOCA, o Ibama não se pronunciou.) As duas hidrelétricas vão alagar uma área próxima de 600 quilômetros quadrados. É menos de um terço do tamanho da cidade de São Paulo. Não é muito, comparado aos reservatórios de usinas construídas no passado (Tucuruí, inaugurada nos anos 80 no Pará, inundou quase 3.000 quilômetros quadrados). A redução dos reservatórios é possível graças à tecnologia de fio d’água, um avanço na engenharia. Mesmo assim, há problemas. Nas margens afetadas vivem cerca de 2.300 famílias. Estão ali há anos, próximas da floresta, de suas plantações e de igarapés. É um modo de vida singular – e difícil de ser reproduzido. Em muitas casas, o rio passava próximo ao quintal. O contato com o verde se dava em tempo integral. Há muitos relatos de moradores sobre a tristeza vinda com a mudança. Eles dizem que alguns idosos caíram em depressão. Uns foram embora. Outros morreram.

Para os pescadores, a obra representou uma dificuldade inédita. Segundo os ribeirinhos, o vaivém de barcos e a própria obra estão alterando os hábitos dos peixes. A pescadora Cecília de Lima, de 50 anos, vive com o marido, também pescador, em Jaci. Antes da chegada das máquinas, eles tiravam cerca de R$ 200 por pescaria. Na semana passada, o casal voltava para casa com um isopor minguado depois de pescar mais de 12 horas. “Pegamos uns R$ 50 e gastamos R$ 35 com combustível e gelo”, ela diz. “Antigamente era muito peixe. A gente mandava era peixe para fora daqui.” Eles terão em breve de deixar sua casa, avaliada pelo consórcio Santo Antônio Energia, responsável pela obra da usina Santo Antônio, em R$ 70 mil. A proposta da empresa, de acordo com Cecília, é dar uma moradia nova mais R$ 9 mil pelas benfeitorias do terreno, alguns pés de frutas que ela cultiva no quintal. “Esse povo veio acabar com a nossa paz, com a nossa vida”, afirma Cecília. As empresas dizem que, à medida do possível, tentam realocar essas famílias de pescadores mais próximo do rio.

É difícil agradar a todos. O grande desafio das usinas, fora os prazos apertados para a geração de energia, é obter uma licença social para ocupar aquele espaço. As empresas têm uma quantidade enorme de projetos para minimizar os impactos socioambientais: para retirar famílias, construir vilas, melhorar serviços públicos, aumentar escolas, presídios, delegacias. Juntos, os consórcios Enersus e Santo An-tônio vão investir R$ 2,5 bilhões em medidas compensatórias – quase 10% do valor total dos empreendimentos. Quase tudo já está destinado, mas as obras começaram depois do início das hidrelétricas. “O problema foi a falta de preparação da cidade”, afirma o promotor Hildon de Lima Chaves, do Ministério Público Estadual.

A história das hidrelétricas no Brasil é pontuada por pelo menos três fases. A primeira é das grandes obras construídas pelos militares da ditadura, num período em que o governo federal queria levar desenvolvimento a qualquer custo para a Região Norte. A segunda é a era dos licenciamentos. A legislação obrigou as empresas a dar satisfações à sociedade e cumprir uma série de exigências. Agora é a vez das regras do mercado. Os investidores, principalmente os estrangeiros, voltam-se para suas carteiras com olhar crítico. Todo mundo procura fontes de energia limpa, e as hidrelétricas são uma das melhores opções, inclusive para fazer a vida dos moradores locais melhorar. “Vamos deixar para a região mão de obra qualificada, desenvolvimento. Se você visse Porto Velho antes, ia entender a transformação”, afirma Carlos Hugo Annes de Araújo, diretor de sustentabilidade da Santo Antônio Energia. Mas, para isso, é preciso haver preocupação com a pós-construção: com a defesa da floresta e das pessoas que já viviam lá. Num país tão necessitado de obras como as do Rio Madeira – e como a futura usina de Belo Monte, no Pará –, é essencial voltar os olhos para a região de Porto Velho. É essencial conversar com a pescadora Cecília de Lima, com a médica Ida Peréa, com a jovem mãe solteira Jusivânia dos Santos.

– Goleiro Gay e Cabra-Macho

 

A discriminação sexual é um problema no esporte. Mas revirando algumas coisas aleatoriamente, achei um texto da Revista ESPN (citação abaixo), a respeito de Messi, um goleiro nordestino que confidenciou sua homossexualidade.

 

Não entraremos no mérito se está certo ou não (é a moral de cada um que julga a aceitação da prática homossexual; entretanto, o cidadão deve ser respeitado por toda a sociedade, independente da preferência). O que é curioso é que o clube em que ele joga sugeriu a divulgação, a fim de fazer publicidade do fato.

 

O nome do corajoso goleiro que saiu do armário?

 

Messi, em alusão ao argentino do Barcelona.

 

Parabéns pela coragem e ousadia.

 

Extraído de: http://espnbrasil.terra.com.br/revistaespn/noticia/153876_CABRA+MACHO

 

CABRA-MACHO

 

Por Luís Augusto Simon

 

Ranielli Mazzilli, nome de ex-presidente, é narrador de futebol e preparou um novo bordão que estreará junto com o Campeonato Potiguar da segunda divisão. “Sai pra lá bola, aqui no gol tem cabra-macho”, é o que gritará a todo pulmão quando o goleiro do Palmeira, time de Goianinha, cidade a 50 km de Natal, defender faltas ou mandar para longe bolas que, vindas de cobranças de escanteio, passarem com perigo pela área. Há boas chances de que a frase se transforme em sucesso no Agreste do Rio Grande do Norte. O goleiro Jamerson Michel da Costa, o Merci, e que agora virou Messi, é um dos ídolos do time e da cidade. E agora, às vésperas do campeonato, resolveu contar a todos o que falou, em conversa tensa, ao pai e à mãe, há cinco anos. É gay.


Pois é. Para os tradicionalistas e aqueles que detestam a Argentina, é o inferno na terra. Nosso Messi é goleiro e gay. “Não tenho vergonha da minha vida e resolvi que não tenho nada para esconder. Para ser feliz, a gente não pode ficar escondendo nada. Quem sabe o preconceito não acaba?”, diz o goleiro de 1,78 metro e 24 anos. Um grito contra o preconceito vindo do interior do Rio Grande do Norte, através de um goleiro desconhecido, é realmente algo surpreendente. Mas não é bem assim. Messi é desconhecido no sul maravilha e mesmo em Natal, mas, na região do Agreste, é muito mais que um bom goleiro. É uma lenda.
 

Primeiro, por ser filho de Zé Roberto, que, “quando não fazia quatro gols em um jogo, é porque não tinha entrado em campo”, como dizem muitos torcedores de Goianinha. E depois, por suas qualidades. Há pelo menos cinco anos, é o grande goleiro da Copa Robinson Faria, que reúne times amadores da região. “No último torneio, foram 76 times e ele foi o goleiro menos vazado. Eu sempre quis contar com ele e consegui isso há dois anos”, diz Cláudio José Freire, o Cal, presidente do Palmeira e vereador há cinco mandatos em Goianinha.Então, não foi um desconhecido que chegou ao Palmeira (que tem esse nome por causa de um erro de digitação na ata de fundação, que tirou o “s” e descaracterizou a homenagem ao Palmeiras de São Paulo). Foi um craque, de quem já se desconfiava da opção sexual, apesar de ele ainda não haver assumido. Por isso, não é de admirar que Zig Zig, Pedro Pancada e Josicley, companheiros de quarto de Messi, sejam pródigos em elogios ao companheiro. “Ele é respeitador e treina muito. Não fica de brincadeira com a gente”, dizem os três, que chegaram depois do goleiro ao time e possuem muito menos identificação com a torcida.

“Para mim, não interessa nada disso. Eu queria é contar com esse craque no meu time”, conta Cal. Por suas palavras, é possível ver que a aceitação de Messi não tem a ver com um surto de boa vontade e solidariedade do povo de Goianinha. É só comparar com os comentários machistas com que expressam a admiração que todos demonstram pelo deputado Fábio Faria, filho do também deputado Robinson Faria, que patrocina o campeonato onde Messi se destaca. “O Fábio namora a Sabrina Sato”, dizem todos, mesmo sem ser perguntados. “E já pegou a Galisteu” é o complemento inevitável da frase.

Fábio Faria se enquadra também no tipo masculino que faz a cabeça de Messi. “Adoro homem alto e que tenha corpo malhado”, afirma o goleiro, deitado no sofá da casa dos pais, na rua da Esperança, em Passagem, cidade natal, ainda menor que Goianinha. “Se pudesse, passava o dia todo no salão. Adoro fazer luzes no cabelo e usar estilo moicano. Além disso, depilo o corpo todo. A moça do salão me ajuda. Tira tudo com a máquina.” O corpo todo, Messi? “Quase todo. O restinho, eu mesmo depilo em casa.”

– Jogadores Produzindo Provas Contra Si pelo Twitter

 

Um bom advogado sempre dirá que seus clientes não podem produzir provas contra eles próprios. Mas os jogadores de futebol parecem não se importarem com isso…

 

A moda, agora, é chorar e espernear via Twitter. O micro-blog, originariamente uma brincadeira para as pessoas responderem aos seus amigos o questionamento “O que você está fazendo agora?”, tomou outros rumos. Hoje, empresas utilizam dessa rede social para interagir com os seus clientes e divulgar seus produtos. Celebridades se autopromovem. Professores sugerem debates e trocam conhecimentos. Adolescentes trocam dicas de baladas e brincam entre si. Jornalistas divulgam informações e experiências. Enfim, usos diversos, banais ou interessantes.

 

Recentemente, os jogadores de futebol descobriram no Twitter uma forma de demonstrarem o que pensam utilizando o livre arbítrio da rede. Entretanto, esquecem do principal detalhe: eles são vistos, lidos, ou melhor, seguidos (que é o termo dos twitteiros) por milhares de pessoas nas suas mensagens, ou melhor, em seus tuítes! Parecem ignorar o fato das repercussões futuras, escrevendo no computador algo que não diriam com o microfone aberto.

 

Jorge Henrique, Dentinho e Neymar já fizeram o uso do Twittter para reclamar da arbitragem em suas partidas, inclusive com termos fortes e palavrões. Depois que todos lêem, eles apagam, claro. Ou dizem ainda que suas contas no Twitter foram invadidas por hackers…

 

Ronaldo Fenômeno, no Twitter, não disse ainda logo após o jogo do Tolima, que não iria parar para não dar esse gosto aos seus críticos? Exatos quatro dias depois se aposentou…

 

Até mesmo o árbitro Carlos Eugênio Simon deu um “furo” ao divulgar a escala do japonês de Brasil X Holanda na Copa do Mundo da África do Sul antes da FIFA. Coincidentemente, voltou para casa depois disso.

 

Nesta última semana, dois episódios: Jucilei, domingo, ironizando o resultado ruim da Gaviões da Fiel no Carnaval e sugerindo cobranças de vitória como a agremiação fez a ele e ao seu ex-time, o Corinthians. Ontem, o caso mais impactante: Kleber Gladiador criticou sem pudor o seu treinador, Luiz Felipe Scolari, alegando que reclama demais do time, dos próprios jogadores, das suas atitudes e que não se calaria mais (agora, 08:00, ainda está no ar as reclamações e o seu desabafo: http://twitter.com/kleberglad30)

 

Não é o caso dos clubes repensarem certas situações e permissões a seus atletas? Não digo censurar, lógico, vivemos numa democracia. Mas não deveriam orientar atletas a tomarem devidos cuidados? Olha só que ambiente o danado do Twitter do Kleber causou no Palmeiras, que está classificado como um dos ponteiros do Paulistão! Ele diria as coisas que escreveu à imprensa com os microfones no ar? Talvez sim, talvez não…

 

Por fim, parece que agora, ao invés dos clubes se preocuparem com assessor de imprensa, assistente social, psicólogo e outros profissionais para os atletas, terá que arranjar orientador de tuítes politicamente correto ou até mesmo redator!

 

E você: acha que o clube deve interferir na vida dos jogadores dentro das Redes Sociais como Twitter, Facebook e Orkut? Deixe seu comentário:

– Idiotices Carnavalescas

 

Quase 200 pessoas mortas nas estradas. Esse é o saldo negativo nas rodovias no feriado do Carnaval. Boa parte dos acidentes produzidas pelo excesso do consumo de álcool dos motoristas.

 

No Rio de Janeiro, quase 100 pessoas presas por fazerem xixi nas ruas, hábito cada vez mais freqüente nos cordões carnavalescos.

 

Em São Paulo, a Gaviões da Fiel Torcida jogou o que podia do alto das arquibancadas sobre os adversários sambistas. E porretada em cima da Polícia!

 

Infelizmente, a desatenção, o vandalismo, a libertinagem e o desrespeito superam hoje a alegria do Carnaval. Uma pena.

 

Veja que interessante: no próximo ano, a Dragões da Real (ligada ao São Paulo FC) desfilará ao lado de Gaviões e Mancha Verde. Como evitar o iminente e imbecil confronto de torcidas?

 

A propósito, escrevi ontem e repito hoje: a posição ruim da Gaviões da Fiel permite que os jogadores do Corinthians, outrora agredidos por ela, se manifestem contra o péssimo resultado dos sambistas?

– Professores Exemplificando Maus Casos em Aula?

 

O que podemos dizer: Em Santos, um professor usa exemplos em sala de aula utilizando temas do tráfico de drogas e da criminalidade, aplicando exercícios em sala sobre quantidade de carros furtados e outros elementos da bandidagem. Os pais são contra; os alunos, a favor.

 

Sob a alegação de que o método traz a realidade aos alunos, e a contra-argumentação de que tal método é uma apologia ao crime, fica a matéria abaixo para o espírito crítico:

 

Extraído de: Época, Ed 28/02/2011, por Luiz Maklouf Carvalho

 

TRAFICANTES NA AULA DE MATEMÁTICA

 

Zaroio, Chaveta e Pipoco saem da internet e arrumam problemas para um professor de escola pública de Santos

“Vem armado para a escola?”, “A que facção pertence?”. Essas perguntas estão no cabeçalho de uma prova de matemática ficcional que circula na internet pelo menos desde 2007. É uma sátira bem-humorada – humor negro, bem entendido – tanto à criminalidade do Rio de Janeiro como à política que aboliu a reprovação, o que em tese obrigaria os professores a ser mais criativos, para chamar a atenção dos alunos. Em suas dez perguntas, a prova aborda tráfico e consumo de drogas, prostituição, assassinato por encomenda e roubo de veículos. Exemplo: “Zaroio tem um fuzil AK-47 com carregador de 80 balas. Em cada rajada ele gasta 13 balas. Quantas rajadas poderá disparar?”.

No dia 14, uma segunda-feira, Dara, uma garota santista de 14 anos, viu essas e outras perguntas ser desenhadas na lousa de sua classe pelo tranquilo e circunspecto professor de matemática Lívio Celso Pini. Ele tem 55 anos, três filhos já formados, quatro cursos universitários. “Ele disse que era uma prova para resolver durante a aula e escreveu as perguntas no quadro, sem outra explicação”, disse Samuel Evangelista de Campos Oliveira, de 16 anos, um dos 40 alunos que assistiam à aula. Oliveira contou que as perguntas não lhe provocaram reação maior. “Tudo isso é da nossa realidade, está na internet, no rap, nos videogames. Eu tratei foi de resolver os exercícios.” Achou mais difícil, matematicamente falando, a quinta questão: “Chaveta recebe R$ 500,00 por BMW roubado, R$ 125,00 por carro japonês e R$ 250,00 por 4×4. Como já puxou dois BMW e três 4×4, quantos carros japoneses terá que roubar para receber R$ 2.000?”.

Dara não conseguiu resolver todas as questões. Foi a única da classe a levar o teste para casa. “Esse professor está ficando louco”, disse a mãe da garota, a manicure Fabiana Aparecida de Albuquerque, quando a filha lhe pediu ajuda para responder aos problemas. “Louco e irresponsável”, afirmou seu marido, Jaibe da Silva, padrasto de Dara. Silva é eletricista de carros. Eles moram, com uma pequenina de 5 anos, numa casa simples no bairro de Vila Progresso, um dos mais altos de Santos.

No dia seguinte, Jaibe e Fabiana foram à escola. Reclamaram com a diretora, Madalena Serralva. Ela chamou o professor Pini e pediu que se explicasse. “Ele só disse que não tinha a intenção de criar problema”, diz Fabiana. Não satisfeitos, os dois levaram o caso, e a folha do caderno de Dara, à Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise). Quando o caso veio a público, Pini pediu licença médica da escola. A Secretaria Estadual de Educação, que não quer falar sobre o assunto, o afastou por 120 dias.

Na quarta-feira passada, uma semana depois de tomar o susto, Fabiana ainda estava aborrecida com o professor. “O que ele fez é muito negativo, muito errado”, disse, na porta de sua casa. “Ela vai a uma escola pública para aprender, e recebe uma aula de crime. Tem absurdo maior? Ele faria isso se fosse uma escola particular?”

“O tráfico faz parte da realidade dos alunos. É o método do Paulo Freire”
LUCIANO CASTELÃO, professor de geografia da escola

O titular da Dise é o sisudo delegado Francisco Garrido Fernandes, “uma mistura de índio com espanhol”, como ele próprio se define. Tem 52 anos e 33 de polícia. No ano passado, sua Dise apreendeu, na Baixada Santista, 1,7 tonelada de maconha, 15 quilos de cocaína e 4 quilos de crack. Parte dessa droga foi apreendida nos morros de Santos, inclusive no São Bento, onde fica a escola do professor Pini. “Estou averiguando se o caso se enquadra no Artigo 287 do Código Penal, apologia ao crime”, disse o delegado.

“O tráfico faz parte da realidade dos alunos”, afirmou o professor de geografia Luciano Silva Castelão, da mesma escola. Ele contou que há dois casos recentes de alunos detidos por envolvimento com drogas. “O Lívio só quis trazer para a escola uma discussão crítica sobre a realidade que os alunos já vivem”, disse Castelão. “É o método do Paulo Freire.” Castelão usaria aquelas perguntas para dar uma aula? “Talvez. Mas elas caíram como uma luva na disciplina geografia do crime, que faz parte da grade da Secretaria Estadual de Educação.” Pini conversou a respeito, antes do teste, com ele, com a diretoria ou com qualquer outro docente? “Não”, afirma. “Ninguém sabia que ele ia fazer isso. E nem ele próprio imaginou o tamanho da encrenca. Ficou todo vermelho, com hipertensão, no dia em que os pais da menina vieram aqui. E se desculpou com a turma pelo transtorno.”

Dara depôs na terça-feira. Na quarta-feira, foi a vez do professor Pini. Ele chegou com o advogado Thiago Serralva Huber, de 24 anos, parente da diretora da escola (não quis declarar em que grau). Não quis dar entrevista nem ser fotografado. “Ele tem medo de que esse episódio manche toda uma longa carreira no magistério”, diz o advogado. Pini afirmou ao delegado que passou aquele teste, copiado da internet, com o objetivo de “despertar os alunos para a questão da criminalidade”. Falou, ainda, para a cara impassível do delegado que aquele teste era apenas o início de “uma semana de debates sobre aquelas questões”. A diretora Madalena Serralva, a primeira a depor, disse que em nenhum momento o professor expôs a ela suas intenções pedagógicas. Joyce Silva, de 15 anos, outra colega de Dara, disse que ele não falou sobre debate quando passou as questões no quadro-negro.

Das dez perguntas que estão na internet – o que também não informou aos alunos –, Pini emprestou seis, com pontuais modificações. “Teorias educacionais modernas dizem que se deve aproximar dos alunos o conteúdo da realidade – e isso vale, inclusive, para a matemática”, diz a professora Ângela Soligo, da Universidade de Campinas (Unicamp), doutora em psicologia da educação. “Mas é preciso tomar cuidado, porque os conteúdos não são neutros. Nesse caso, pode ter havido o risco de tornar natural, para os alunos, a realidade criminosa que as perguntas contêm, como se ela fosse válida e aceitável.” Questões dessa complexidade, segundo a professora Soligo, devem passar, antes, por uma discussão na coordenação pedagógica, na direção da escola e até entre os pais. Mas não houve crime, na opinião dela, porque a formulação das perguntas não implica apologia.

No final da manhã da quarta-feira passada, mesmo dia em que o professor Pini iria depor, cerca de 100 alunos da escola alvoroçaram a pracinha em frente, no Morro São Bento, com uma manifestação favorável à volta do professor. Ela foi convocada pelo Twitter do aluno Davidson Welber Rocha, de 17 anos, do 2º ano do ensino médio, e teve apoio da diretora e dos professores. Nas contas do advogado de defesa, “400 alunos” participaram da manifestação. Um dos cartazes dizia: “O professor Lívio nos trouxe a realidade… E a realidade é que perdemos um ótimo professor”. Em outro: “Não se jogam no lixo anos de trabalho por uma aula mal interpretada”. A única a discursar, apelando para não haver tumulto, foi a mãe de um aluno de Pini, Sandra Cristina Ferreira. “Ele é um excelente professor e tem de voltar”, disse.

Dara estava na escola naquele dia, mas voltou para casa antes da manifestação. Sua mãe disse que ela está sendo hostilizada. “Metade da escola não está nem falando com ela.”

– Os Nomes mais Populares de 2010

 

Apenas por curiosidade: leio ‘sabe-lá-Deus-onde’ uma lista dos nomes de crianças mais populares de 2010:

 

No Brasil, os 5 nomes de meninos e meninas mais batizadas foram: Gabriel, Davi, Miguel, Arthur e Mateus; Júlia, Sophia. Isabella, Maria Eduarda e Giovanna.

 

Mas sabe o que é curioso?

Segundo o site BabyCenterBrasil, os nomes de batismo são influenciados principalmente pelas novelas da Rede Globo, pelos desatques do ano e pela religiosidade popular. Assim, motivado pela exposição da candidata do PV (Marina Silva) e pela mocinha da novela Insensato Coração (Marina), adivinha qual nome feminino será bola da vez em 2011?

– O Exemplo do Futebol vem do Beisebol

 

Você conhece Gil Meche?

 

Ele é arremessador da equipe do Kansas City Royals, da Major League Beiseball (MLB). Craque do time, chegou contratado por 5 anos recebendo, só em salário, US$ 12 mi por ano (ou 1 milhão de dólares por mês).

 

A curiosidade é o fato de Gil Meche pedir REDUÇÃO SALARIAL. Ele alegou ao clube que já não rende a mesma coisa de quando foi contratado (está no 3º. ano do seu contrato), e que sua consciência diz que não é justo para o clube pagar tanto por um atleta que ele não é mais! Disse ainda que se preocupa com a imagem negativa que passará, ganhando tanto sem jogar o que outrora jogou, como mercenário ou acomodado com a situação contratual.

 

Que tapa na cara de muitos boleiros, não? Quanto jogador que ganha milhões por ano e não está jogando nada!

 

E você, o que acha da atitude do astro do beisebol? Deixe seu comentário:

– E quando nos Deparamos em Perguntar às Notórias Pessoas?

 

Amigos, um desafio que vai desde os administradores de empresas aos simples fãs de personalidades: o que fazer diante daquele que admiramos?

 

Digo isso pois recentemente presenciei um fato inusitado: a esposa de um conhecido aqui do meu bairro (um humilde servente de pedreiro que chamaremos pelo nome fictício de “Zé”) foi sorteada para um programa do SBT. Ela e o marido (o “Zé”) foram ao quadro que era apresentado por Sílvio Santos! E o Zé teve a oportunidade de, nos bastidores, ficar frente a frente com o Homem do Baú. Perguntei-lhe o que havia conversado com o Sílvio, e ele simplesmente me disse: “Nada, era tudo tão rápido e ele foi tão simpático que eu não sabia o que dizer“.

 

Dias atrás, li um artigo sobre presidentes e CEOs de multinacionais que saíam de seus escritórios e procuravam os operários e/ou funcionários do baixo escalão das suas empresas, a fim de possibilitar o encontro entre empregados que jamais acreditariam que poderiam conversar com o executivo maior da organização em que trabalhavam. Sabe qual a curiosidade? A maior parte dos funcionários não sabia o que perguntar ao chefe; este, por sua vez, era quem tomava a iniciativa do diálogo.

 

Dentro das empresas, muitas vezes pode haver a admiração à algum grande líder; ou até na mesma proporção uma grande repulsa. Diante de um amado ou odiado executivo, esportista, ator, político ou qualquer personalidade de destaque, a reação dos cidadãos comuns pode ser a mais diversa possível.

 

Eu, particularmente, tive algumas oportunidades-relâmpagos (algumas inesperadas e outras programadas) de conversar com pessoas de notoriedade nacional. Procurei explorar ao máximo cada segundo da presença e da possibilidade de interagir com elas. De algumas, obtive a simpatia esperada; de outras, apenas respostas politicamente corretas e /ou protocolares. De outras, uma grande decepção pela atenção dada.

 

Mas, motivado pela sugestão do universitário em administração de empresas Vanderlei Noronha (meu aluno na FASAS), fica a questão: o que você perguntaria a Dilma Roussef, caso tenha a oportunidade de encontrá-la a sós?

 

Estenda a questão de forma geral: a quem você gostaria de fazer uma pergunta e qual seria ela? Deixe seu comentário:

 

Leia esse post e outros também no Portal Bom Dia: http://blog.redebomdia.com.br/blog/rafaelporcari/comentarios.php?codpost=4268&blog=6&nome_colunista=963

– Jovens Proibidos e Cerceados pela Lei

 

Fernandópolis foi pioneira em uma lei que ficou conhecida como “Toque de recolher para menores”. As crianças e adolescentes não podem ficar nas ruas após as 23h, desacompanhados dos pais.

 

Cidades aderiram; instituições chiaram. A polêmica, na época, foi criada.

 

Agora, a lei se tornou mais abrangente: desde o dia 04 de janeiro, menores de idade não podem permanecer em lanchonetes, bares, restaurantes ou em quaisquer lugares que vedam bebidas alcoólicas, caso estejam sem um adulto.

 

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

– Reveillon na Avenida Paulista e Carnaval de Jundiaí

 

Muito se fala sobre eventos na Avenida Paulista. Manifestações de professores, Parada Gay, greve dos bancários, e outras tantas coisas. O problema é que a Avenida é um corredor de hospitais, não pode fechá-la, pois, afinal, “São Paulo não pode parar”.

 

Mas, cá entre nós: se tanta coisa não pode, por que a festa do Reveillon tem que ser lá?

 

Temos que ser coerentes: ou pode todo mundo ou não pode ninguém.

 

É como o Carnaval em Jundiaí: onde seria o espaço perfeito para não atrapalhar a população? Qualquer lugar se torna um grande incômodo.

 

Assim como em São Paulo uma opção seria o Sambódromo ou o Autódromo, teríamos que nos reinventar em Jundiaí. Que tal adaptar o Parque da Cidade, por exemplo, para celebrações assim?

 

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário.

– O Perigoso Papai Noel enquadrado pela PM no Parque Eloy Chaves?

 

Às vezes o rigor da lei assusta. Quando é para ser cumprida, não é. Quando é para se ter bom senso, cumpra-se!

 

No Parque Eloy Chaves, em Jundiaí, durante a tarde-noite de Natal, alguns jovens saíram de uma reunião da paróquia São João Bosco e resolveram dar doces para as crianças na rua. Um deles se vestiu de Papai Noel, e a 20 km/h, em cima de uma camionete, acenava para as pessoas.

 

Não é que uma viatura da PM deu uma “enquadrada” no bom velhinho?

 

O problema é que autuaram o veículo que conduzia o Papai Noel. Claro, a lei proíbe pessoas em cima da caçamba de carros. Mas naquela data, naquele momento e com aquele propósito (e naquela velocidade…) não poderia existir o bom senso de simplesmente pedir ao bom velhinho que descesse do carro? Multar de pronto era a melhor forma?

 

Sem dizer que havia 3 viaturas abordando os bandidos que acompanhavam o Papai Noel… ops, quer dizer, os jovens que saíram do Grupo Religioso e faziam um ato de paz.

 

E você, o que acha disso: falta espírito natalino em muitas ocasiões ou a burocracia da lei deve ser cumprida ao pé-da-letra? Deixe seu comentário: