– Tem Pai que é Mãe: os efeitos do hormônio OCITOCINA na paternidade

 

Quando o Papai vira Mamãe? Quando alguns hormônios acabam deixando o pai com o mesmo comportamento da mãe, exceto o ato de dar mamar.

Olha que legal: provado cientificamente que os pais acabam sendo verdadeiras mães, graças a OCITOCINA.

Compartilho abaixo, extraído da Folha de São Paulo, Caderno Cotidiano, 25/08/2010, PG 09.

 

TEM PAI QUE É MÃE

 

POR Iara Biderman

 

Pela primeira vez, um estudo mostrou o papel do hormônio ocitocina na criação de vínculos afetivos entre o pai e o filho recém-nascido.Essa substância já é conhecida por estimular as contrações uterinas no trabalho de parto, a ejeção do leite na amamentação e a criação de laços entre mãe e bebê.

 

Mas a nova pesquisa, publicada no periódico “Biological Psychiatry”, avaliou o efeitos do hormônio da maternidade em homens que eram pais pela primeira vez.

As conclusões são estimulantes para essa geração de homens que participa mais na criação dos filhos.

 

SEM DAR DE MAMAR

 

Os pesquisadores descobriram que, embora a lactação seja um poderoso estímulo à produção de ocitocina, não é preciso dar o peito para que isso ocorra.Os níveis de hormônio foram medidos nos 160 participantes do estudo (80 casais) seis semanas após o nascimento do bebê e logo após ele completar seis meses.

 

Constatou-se que a concentração de ocitocina nos homens era igual à das mães de seus filhos. Isso sugere, segundo os pesquisadores, que os mecanismos que regulam os níveis do hormônio também estão ligados ao relacionamento do casal.

Além disso, o estudo mostrou uma forte associação entre os níveis de ocitocina e a capacidade paterna de se relacionar com seu bebê.

 

Não se sabe se o aumento de hormônio é causa ou efeito do comportamento. Mas foi verificada a relação entre a ocitocina e as atitudes dos pais com as crianças.

Elas são diferentes para pais e mães. Nelas, troca afetuosa de olhares, carinhos e palavras maternais são os comportamentos associados ao aumento da ocitocina.

Nos pais, a alta do hormônio ocorre quando ele estimula o filho -por exemplo, mostrando objetos ou fazendo com que agarre sua mão.

 

“Isso é lindo. Mostra que a ocitocina é quase um medidor biológico da capacidade de um homem permanecer cuidando de sua família”, diz a endocrinologista Vânia Assaly, membro da International Hormone Society.

 

O endocrinologista Luís Eduardo Calliari, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, conta que alguns estudos em animais já indicavam algo semelhante.

Foram observados dois tipos de ratos: um que cuidava de sua prole, “constituía família”, e outro que abandonava a fêmea depois do acasalamento. Os animais fiéis tinham concentrações de ocitocina bem maiores do que as dos ratos canalhas.

 

CAUSA OU EFEITO?


“Teoricamente, [o hormônio] pode estar relacionado ao envolvimento do pai. Mas,como em outros estudos sobre ocitocina e comportamento humano, esse não é conclusivo. Não dá para saber se o aumento da substância é causa ou efeito do comportamento”, diz Calliari.Vários estudos feitos com o hormônio (leia acima) sugerem que ele age como modulador do comportamento. O aumento da ocitocina deixa a pessoa mais generosa, compreensiva, amorosa.

 

Calliari pondera: “Isso pode indicar que vale a pena deixar o pai mais perto do recém-nascido, para facilitar a criação de vínculos”.

– Sem Sexo não se Vive?

Demagogia, Folclore ou Caso de Saúde Pública?

Na pequenina Parnamirim/RN, um vereador local quer distribuir gratuitamente remédios para disfunção erétil. Ele é Rosano Taveira, e se diz alicerçado nas idéias do psicólogo americano Maslow.

Ora, leciono na área de Administração de Empresas, e conheço bem a obra de Maslow. Abraham Maslow criou nos anos 40 uma teoria comportamentalista (ele era um dos pais do movimento behaviorista, adaptado à administração). Sua obra consistia na criação de uma Hierarquia das Necessidades às pessoas, e que através da satisfação ou frustração dessas necessidades o homem poderia ter reações previsíveis, e assim poderia ser administrado conforme sua carência pelos seus superiores (a chamada visão do Homem Probabilístico/Administrativo). Essas hierarquias eram divididas em dois grupos: Primárias, as mais importantes (fisiológicas e de segurança) e Secundárias (social, estima e auto-realização).

Teoricamente, a primeira necessidade humana é a de atender as necessidades do corpo, como comer, beber, dormir e descansar. Sexo é uma necessidade fisiológica; mas ela seria incontrolável, como as demais?

Ou o nobre vereador se equivocou com a necessidade primária da população, ou é um abnegado em atender a saúde pública. Tenho meus receios; afinal, os remédios de disfunção erétil tem suas contraindicações, principalmente para os cardíacos! Tomá-los sem prescrição médica é um perigo (aliás, qualquer automedicação é perigosa). Dar de graça esse tipo de medicamento me parece irresponsabilidade.

Em tempo: tal projeto não é novidade: em Novo Santo Antonio/MT, os idosos acima de 60 anos tem direito a 4 comprimidos de Viagra ou Ciallis garantidos pela prefeitura local, numa ação social chamada de “Projeto Pinto Alegre”. Parece gozação tal nome, não é? Trocadilho infame das autoridades de lá…

– O Ouro do Tráfico

 

É de arrepiar (e ao mesmo tempo de entristecer) a matéria de Wilson Aquino na Revista Istoé dessa semana sobre o Ouro utilizado pelos bandidos no tráfico de drogas no Complexo do Alemão.

 

Você sabia que a grossura e formato das correntes significavam níveis de autoridade diversos nos morros? Até filhos de bandidos, com 3 anos de idade, eram “forrados” de jóias!

 

Abaixo, extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/114877_O+OURO+DO+TRAFICO

 

O OURO DO TRÁFICO

 

Bandidos sempre gostaram de ostentar poder com joias – de preferência grossas, enormes e bastante brilhantes. As peças costumam ser tão caras quanto excêntricas. Com a tomada do Complexo do Alemão pelo poder público, pôde-se ter uma ideia do fascínio que o ouro exerce neles. A Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu um CD com fotos de traficantes, parentes e amigos exibindo um verdadeiro arsenal de ouro e pedras preciosas por todo o corpo. Esse CD é mais uma comprovação da riqueza escondida em mansões disfarçadas entre as residências pobres do Alemão, célula central do tráfico de drogas do Rio. As imagens mostram alguns dos 600 homens que integravam (ou ainda integram porque muitos fugiram) as facções criminosas da comunidade usando peças que nenhum cidadão carioca se sentiria seguro de exibir. Mas eles ostentavam tranquilamente a riqueza.

O professor Paulo Storani, que também é ex-capitão do Batalhão de Operações da PM do Rio (Bope), não se surpreendeu com o que viu. Segundo o homem que inspirou o personagem Capitão Nascimento de “Tropa de Elite”, o cordão de ouro virou símbolo de ostentação dos traficantes há cerca de dez anos. Antes disso, eles preferiam a prata. “Quanto mais grossa for a corda (forma como os bandidos se referem aos cordões de ouro), maior o status. De acordo com o delegado Roberto Gomes, chefe da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), muitas dessas joias são produto de assaltos a joalherias. Gomes explica que, em diversos casos, o tráfico age indiretamente no roubo, seja fornecendo armamento para as quadrilhas, seja com apoio logístico, permitindo que o bando se esconda em seus redutos após o assalto. Os traficantes também atuam como receptadores e usam o ouro como moeda para aquisição de entorpecentes e armas nas fronteiras ou para o pagamento de propinas.

Outra parte das joias é levada às bocas de fumo por viciados que furtam os bens da família para consumir drogas. Os traficantes têm ourives de confiança para derreter as peças e transformá-las em joias personalizadas. “Essa ostentação acaba seduzindo muitos jovens. Fascinados pela demonstração de poder, ingressam nas fileiras do crime”, lamenta o delegado Gomes. “A expectativa de vida deles é curta, então querem viver intensamente, transferindo o conforto de quem vive no asfalto para as favelas”, diz o professor Storani.
A pedido de ISTOÉ, o joalheiro e designar de joias Alfredo Grosso analisou as fotos e, do alto de sua experiência de mais de 40 anos no ramo, se disse “boquiaberto” com a quantidade de ouro que os criminosos carregavam no corpo. “Não se encontra isso em lojas. É coisa de rapper americano milionário”, compara o joalheiro. Grosso identificou pedras preciosas como rubis, águas-marinhas, topázios e ametistas encravadas em anéis, pulseiras e cordões de ouro maciço. “Parece que ele tem um quilo de ouro no pescoço”, espantou-se o joalheiro diante da foto do traficante que a polícia diz tratar-se de Gaguinho. O designer não tem dúvida de que os objetos são de ouro 18 quilates e estima o preço de alguns deles entre R$ 10 mil e R$ 35 mil somente de metal, fora os brilhantes e o trabalho artístico. “Só tem mastodonte”, diz o joalheiro, referindo-se ao tamanho das medalhas penduradas no pescoço dos bandidos. Ele nem se atreve a fazer uma avaliação financeira delas.

No entanto, especialistas disseram que, se as joias forem realmente verdadeiras, alguns bandidos estavam adornados com mais de R$ 300 mil em ouro, pedras preciosas e brilhantes. No álbum de fotos do tráfico, percebe-se que os bandidos não tinham a menor preocupação com a chegada da polícia. Estão rindo, bebendo e ao lado de mulheres bonitas. “Muitas moram na zona sul carioca e também se encantaram com o poder exibido pelos traficantes, seja através das armas, seja do ouro”, garante o professor Storani, mestre em antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

As fotos mostram também que os traficantes não tinham nenhum cuidado em preservar a família. Um menino aparentando 3 anos, identificado como filho do traficante Bacalhau, aparece com uma corrente e um medalhão de ouro com as inicias JN. Outro, praticamente da mesma idade e que seria filho do traficante Macarrão, está com o corpinho praticamente coberto de correntes e medalhões de ouro, sendo um com o desenho de uma coroa. Até um bebê, descrito na foto como filho do chefe do tráfico no Alemão, o traficante Fábio Atanásio, o FB, que conseguiu escapar milagrosamente do cerco montado pelas Forças de Segurança, é exibido cheio de cordões de ouro.

O inspetor Jorge Gerhard, que durante anos chefiou o Serviço de Inteligência da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), diz que o uso de ouro pelo corpo faz parte do folclore da bandidagem, mas somente dentro das comunidades. “Se botar o pé para fora da favela ostentando uma medalha de um palmo pendurada no pescoço vai ser preso”, diz. “É um freio de camburão.”

– Craques que saem da Grande Área e vão para o Exame de DNA

 

Ronaldo Nazário assumiu a paternidade de seu filho japonês. Ou melhor, nascido no Japão mas brasileiro da gema.

A Revista Época traz uma matéria interessante, por Celso Masson e Leopoldo Mateus, sobre os craques que tiveram que se submeter ao DNA e como eles reagem diferente ao ter que assumir filhos que foram fruto de relacionamentos esporádicos.

 

Em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI194911-15215,00-EM+CONTEXTO+OS+CRAQUES+E+SUAS+JOGADAS+FORA+DA+AREA.html

 

OS CRAQUES E SUAS JOGADAS FORA DA ÁREA

 

Eles fazem bonito entre as quatro linhas do gramado, mas nem sempre se controlam entre quatro paredes, onde não há bandeirinha nem juiz para apitar impedimento. Ser surpreendido por um filho que nasceu de um caso passageiro é quase uma regra entre os grandes atacantes do futebol brasileiro. Na semana passada, um teste de DNA comprovou que Ronaldo, o Fenômeno, é pai do garoto Alex. A notícia foi confirmada pelo craque por uma mensagem no Twitter: “Alex é meu filho”. A mãe é a brasileira Michele Umezu, que trabalhava como garçonete em Cingapura quando teve um caso com o Fenômeno, em agosto de 2004.

Os dois haviam se conhecido na Copa de 2002, no Japão, e se reencontraram quando o Real Madri, time em que Ronaldo jogava, foi fazer amistosos na Ásia. Michele voltou para o Brasil em abril deste ano e, de lá para cá, cobrava do jogador a realização de um exame de paternidade. Ao assumir que Alex é seu filho, Ronaldo mostra uma postura diferente daquela adotada por outros jogadores.

O caso extremo é o do goleiro Bruno, preso em Minas Gerais desde julho, acusado de participação no sequestro e morte de Eliza Samudio, com quem teve um caso – e o filho Bruninho. Um exame de DNA confirmou a paternidade. Na quarta-feira, Bruno foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a quatro anos e seis meses de prisão por agredir, sequestrar e ameaçar a modelo. Ele não poderá recorrer da sentença em liberdade. O julgamento de Bruno por sua participação na morte de Eliza ainda será marcado pela Justiça mineira.

No passado, ficou famosa a história de Garrincha, que em 1959 teve um affaire com uma sueca. Ulf Lindberg e o pai nem chegaram a se conhecer. Pelé teve duas filhas não programadas. Uma, com a empregada doméstica Anízia Machado, em 1964. A filha do casal, Sandra, só foi reconhecida pelo pai em 1996, cinco anos depois de entrar com o pedido de exame de DNA na Justiça. Em 2002, ele reconheceu ser o pai de Flávia Kurtz Vieira de Carvalho, hoje com 32 anos. O comentarista da TV Globo e ex-meio-campista Falcão se recusou a fazer exame de paternidade de Giuseppe Frontoni, nascido em 1981, enquanto o atleta atuava pelo Roma. Há oito anos, Falcão foi condenado pela Justiça italiana a pagar uma pensão equivalente a US$ 1.500 mensais ao filho – como não houve exame de DNA, testemunhos bastaram para a Justiça italiana decidir que Falcão é o pai. O quadro abaixo resume alguns dos casos de paternidade que marcaram o folclore do futebol. (Quadro não disponível)

– A Exemplificação Infeliz de Sérgio Cabral em Relação ao Aborto

 “Quem nunca teve uma namoradinha que teve que abortar ?”

 

Essa foi a infeliz frase do governador fluminense Sérgio Cabral, ontem, durante evento com empresários. Ao criticar a atual lei sobre o aborto, fez essa veemente justificativa para defender o aborto.

 

Tal infelicidade me parece tão imbecil quanto a do ex-goleiro Bruno, quando atuava pelo Flamengo, que disse: “Quem nunca bateu na sua mulher?”

 

Sinceramente, a estupidez e a vulgarização dos valores é crescente. O respeito para a vida é diminuto e as exemplificações impróprias. Assim, agüentemos nossos políticos.

 

Respeitando as opiniões, discordo totalmente dessa visão a favor do aborto. Defendo a vida, e aceitar passivamente tal pronunciamento é uma grande omissão.

 

Se Sérgio Cabral é a favor do aborto, deveria se expressar bem diferente do que fez. Poderia ter ficado quieto.

 

E você, o que pensa disso? O governador Sérgio Cabral errou ao falar de tão delicado tema da forma que fez ou não? Deixe seu comentário:

– A Lista dos “100 mais Influentes Brasileiros” traz Importantes Novidades

 

Todo final de ano temos algumas listas pontuando fatos marcantes ou elegendo personalidades. Nesta semana, a Revista Época traz a sua relação dos 100 brasileiros mais influentes de 2010. Tudo normal e mais ou menos esperado: os da Política são os esperados: Lula, Serra, Dilma… dos Esportes, Celebridades, Ciência e outros também são mais ou menos bola cantada.

 

Mas gostaria de destacar uma anônima que felizmente apareceu na lista: Irmã Vera Lucia Altoé. Sabem quem é essa ilustre desconhecida? A sucessora de dona Zilda Arns na Pastoral da Criança. Dei uma pesquisada sobre sua obra na Internet, e me espantei! Ela tem a vida pautada em ser “sal da terra e luz do mundo”, tal é a grandiosidade do seu trabalho em favor dos pequenos. E poucos ouviram falar do nome dela.

 

A melhor definição dela pode ser o rótulo dado por Dom Dimas Lara Barbosa, bispo auxiliar do RJ, na mesma publicação: “Marcam sua vida a sensibilidade pelo sofrimento do povo e pelas injustiças sociais, bem como a alegria por estar no meio das comunidades”.

 

Ainda sobre a lista, fiquei preocupado pelo meu desconhecimento total sobre musicalidade atual. Explico: claro que já ouvi os nomes Pe Lanza e Fiuk. Sei que o primeiro é o líder de uma banda que faz sucesso entre os adolescentes e o outro é o filho do Fábio Jr (não estou tão por fora…rsrs) Mas nunca vi nenhum dos dois na TV, nem ouvi entrevistas deles e nem sei uma canção!

 

Será que tô por fora???

– Eles Merecem o Prêmio de Melhores do Brasileirão!

 

Conca mereceu o título de melhor jogador do Brasileirão. Aliás, o comportamento do jogador é exemplar dentro e fora de campo. Leio em algumas publicações como é o dia-a-dia do gringo. Parabéns! Na dúvida de contratações de craques, o quesito comportamento é uma grande vantagem competitiva. Jobson, por exemplo, que o diga…

 

O grande problema é o sucesso instantâneo de jovens no futebol que ainda não sabem lidar com a fama. Quantos moleques aparecem e somem com rapidez. Um exemplo positivo é esse garoto Lucas Marcelinho, do São Paulo. Base familiar boa e orientações de gente de bem. Se continuar com essa bola, vai longe!

 

Aproveitando: parabéns ao Sandro Meira Ricci pela eleição de melhor árbitro do Brasileirão. Gostaria ainda de uma ressalva: se há melhores de cada posição, por quê não se premiar os melhores bandeiras também?

– Tardia, mas oportunamente, o Reconhecimento de um erro ao Washington Post

 

Dilma Roussef deu sua primeira entrevista, depois de eleita, à imprensa escrita para o jornal americano Washington Post (Lula fez o mesmo). E na interessante publicação, declarou: foi um erro o Brasil se abster em condenar o Irã pelo apedrejamento da mulher supostamente adúltera e pela violação de Direitos Humanos.

 

Gostei, dona Dilma. Enfim uma bola dentro.

– Tchau, Lula, o Mimadinho…

 

Atualmente, Guilherme Fiúza está para a Revista Época assim como Diogo Mainardi está para a Revista Veja. E brilhantemente escreveu sobre a saideira do nosso Guia-Mestre Lula.

 

Pasmem, alguns detalhes curiosos de última hora: um assessor para carregar cinzeiro, chacotas sobre jornalistas, amor incondicional à Sarney e desprezo àqueles que tem opinião contrária. Esse é nosso democrático presidente…

 

Teria subido à cabeça o sucesso?

 

Compartilho o artigo escrito na edição 655 de Época:

 

A DESPEDIDA DE UM PRESIDENTE MIMADO

 

Por Guilherme Fiúza

 

É claro que isso não ia acabar bem. Um presidente da República que vê seu cargo, acima de tudo, como fator de ascensão social está condenado à frustração. O elevador que o levou ao topo um dia desce – e esse dia está chegando. Luiz Inácio da Silva terá de se acostumar a parar de chamar seus interlocutores de “meu filho”, entre outros tratamentos irritadiços. Enquanto manda e desmanda no ministério da sucessora – seu último ato senhorial –, o ex-operário não disfarça a agonia de sua volta à planície.

Perguntado se estava no Maranhão para retribuir o apoio da oligarquia Sarney, Lula respondeu que o repórter tinha de “se tratar”. De acordo com o presidente, a pergunta demonstrava falta de evolução da imprensa, e em particular daquele repórter: “Você não evoluiu nada. É uma doença”.

O repórter repreendido por Lula não deve se abater. De fato, é difícil evoluir tão rápido, a ponto de compreender todos os avanços proporcionados ao país pela família Sarney. A resistência a essa modernização vertiginosa foi resumida por Roseana, a governadora dos novos tempos: “É preconceito contra a mulher”.

Também deve ser preconceito contra a mulher a reação de alguns ao projeto de compra do AeroDilma. O avião de meio bilhão de reais, que deverá substituir o AeroLula, é fundamental, segundo o presidente, para que o Brasil não se humilhe nas viagens oficiais. Tem toda razão. Chega de humilhação. Já basta o que os líderes do governo popular gastam de sola de sapato por aí, em anos e anos de comícios nos fins de mundo brasileiros. Uma vez eleitos, o mínimo a que têm direito é um salão de baile a 10.000 metros de altura – sem escalas enfadonhas.

Da altitude do poder, é possível esculhambar repórteres que fazem perguntas indesejáveis. Também é possível reescrever a história. No discurso de despedida do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – criado em 2003, e que se tornou muito importante por institucionalizar o bate-papo presidencial em horário de expediente –, Lula se emocionou. Disse que foi vítima de uma tentativa de golpe em 2005 (o ano do mensalão) e agradeceu aos conselheiros que permaneceram a seu lado naquele momento difícil. Deve ser mesmo comovente imaginar que, em menos de um mês, não haverá mais plateias simpáticas como essa para ajudá-lo a acreditar no que ele quiser.

Da altitude do poder, é possível esculhambar repórteres que fazem perguntas indesejáveis

Em 2003, recém-empossado, Lula recebeu no Palácio da Alvorada a visita dos humoristas do Casseta & planeta, para uma sessão do primeiro filme do grupo. Bussunda, que era fã de Lula, se fixou numa cena: o presidente estava numa cadeira de rodas, por causa de uma torção no pé. Enquanto era empurrado pelos corredores palacianos, um ministro caminhava a seu lado segurando um cinzeiro, para que o chefe batesse a cinza do charuto que fumava. O humorista achou que havia algo errado com a conquista do palácio pelo povo. Pareceu-lhe que o povo era quem tinha sido conquistado pelo palácio.

Lula foi conquistado pelo poder. E este lhe foi mesmo cativante. Foram oito anos vendo o Banco Central governar, surfando na conjuntura econômica generosa e distribuindo bolsas, repetindo bordões fáceis como PAC e pré-sal, engordando o mito do filho do Brasil. Nem convencer o povo de que Dilma é Lula deu trabalho – e aí, realmente, não se pode querer outra vida. Este 1º de janeiro vai ser mesmo difícil para o operário que chegou lá, e enfrentará seu maior desafio: sair de lá.

Essa outra vida promete ser estranha. Certas delícias vão desaparecer, como ignorar por oito anos a segurança pública e poder declarar, diante da ofensiva da polícia carioca contra o tráfico, que “ocupamos o Morro do Alemão”. Mas nem tudo está perdido. Talvez a máquina de arrecadação do PT lhe consiga alguém para segurar seu cinzeiro. E não há de faltar convite para um passeio no AeroDilma.

– O Livro Sobre um Papa Racional

 

Será lançado um livro pelo alemão Peter Seewald, onde ele fala sobre suas impressões sobre o papa Bento 16, após entrevistá-lo. Deste livro, o próprio Vaticano antecipou alguns trechos no seu jornal, o  L’Osservatore.

 

Duas coisas me chamaram a atenção:

 

1) a preocupação de Bento 16 em mostrar que o Papa, além de ser um servo de Deus, é um humano falível. E trata do dogma da infalibilidade papal com muito cuidado, discernindo-o.

 

2) o uso da camisinha em determinadas citações. A preocupação em falar abertamente que as prostitutas devem cobrar o uso do preservativo (face a preocupação da AIDS), mantém ainda uma outra faceta: a de que a condenação da camisinha é devido a vulgarização do ato sexual de maneira desregrada e incentivadora do adultério. O problema não é o uso da camisinha, mas a fidelidade aos valores espirituais e da família.

 

Temas difíceis, mas necessários.

 

E você, o que acha dessas declarações do Papa? Deixe seu comentário:

– Como se Livrar das Culpas

Em maio de 2010, a Revista Isto É trouxe uma brilhante matéria sobre como vivem e como devem viver pessoas que sentem culpadas por tudo na vida e no mundo!

O assunto foi muito bem abordado, e trata de uma forma sutil daquilo que muitos de nós sentimos: culpa por não sermos perfeitos, por deixar de ajudar alguém, por não sermos ecologicamente corretos, e outras tantas coisas que muitas vezes são cobranças necessárias e outras vezes demasiadas.

Cobramo-nos demais ou somos mesmo culpados por imperfeição?

O acesso à brilhante reportagem encontra-se clicando acima: COMO SE LIVRAR DAS CULPAS

– Sexo é Aperitivo e Preparatório para Grandes Decisões, segundo James Hunt

Estamos as vésperas de uma decisão da Fórmula 1. James Hunt, campeão de 1976, é o anti-herói de uma geração de outrora. Em meio a tantas exigências e proibições do profissionalismo de hoje, Hunt ficou imortalizado como o “campeão desregrado“, por causa das homéricas farras. Em sua biografia recentemente lançada, consta que na noite anterior à corrida que venceu o campeonato, promoveu uma orgia com pelo menos 33 moças de “moral duvidosa”.

 

No próprio macacão do piloto, a inscrição:

“sexo, o café da manhã dos campeões”.

 

E você, o que pensa disso: Moralidade e Profissionalismo caminham juntos ou independem (como no caso de Hunt?)? Deixe seu comentário:

– O “Rodeio das Gordas” e o sentido torto, imbecil e repugnante do ambiente acadêmico.

 

Sempre defendo que as instituições de ensino onde leciono devem incentivar o espírito e ambiente acadêmico. A integração universitária deve ser fundamental para o entrosamento e sucesso dos universitários.

 

Mas o que dizer dos idiotas que ainda insistem em praticar “trotes acadêmicos” a fim de integrar os novatos? Ou ainda o constrangedor episódio ocorrido semana passada na UNESP de Araraquara, chamado de “Rodeio das Gordas”, onde a montaria em cima de alunas obesas era a “brincadeira”?

 

Custa a crer que esses alunos serão a mente pensante da nação…

 

Faço minha as palavras de Ruth de Aquino, na Revista Época dessa semana, Coluna Nossa Antena, de 01 de novembro de 2011, pg 130. Abaixo:

 

O RODEIO DOS IMBECIS

 

Universitários que “montam” à força em colegas gordas, numa competição para ver “qual peão” fica mais tempo sobre as meninas, são o retrato cru de uma sociedade doente e sem noção. O “rodeio das gordas” aconteceu em outubro em jogos oficiais de uma universidade importante, a Unesp, em São Paulo – não em algum rincão remoto. Não envolveu capiau nem analfabeto. Foi a elite brasileira, a que chega à universidade. Estamos no século XXI e assistimos perplexos à globalização da ignorância moral.

 

Mais de 50 rapazes, da Universidade Estadual Paulista, organizaram o ataque às gordas num evento esportivo e cultural com 15 mil universitários. Uma comunidade no Orkut definiu as regras: “Todo peão deve permanecer oito segundos segurando a gorda”; “gordas bandidas são mais valiosas”; “o corpo da gorda tem de ser grande, bem grande”. Os estudantes se aproximavam das meninas como se fossem paquerá-las. Aproveitavam para agarrá-las e montar nelas, e as que mais lutavam contra a agressão eram apelidadas de “gordas bandidas”. Uma referência ao touro Bandido, personagem da novela América. “A cada coice tomado, o peão guerreiro ganha 1 ponto”, anunciava o site de relacionamento.

 

A repercussão assustou os universitários. Roberto Negrini, um dos organizadores do torneio e filho de advogada, chamou tudo de “brincadeira”, mas pediu desculpas à diretoria da Unesp e se disse arrependido. Tentou convencer a todos de que “não houve preconceito”. Sites e blogs foram invadidos por comentários indignados. Mas havia muitos homens aplaudindo “a criatividade” dos estudantes. O internauta Arnaldo César Almeida, de São Paulo, propôs transformar a competição num “esporte olímpico”. Outro, que se identificou como Alexandre, escreveu: “Me divirto vendo esses kibes (sic) humanos dando coice! Vou até instalar uma baleia mecânica para treinar”.

Quem são os pais e as mães desses rapazes? A maior responsabilidade é da família. O que fez ou onde estava quem deveria tê-los educado com valores mínimos de cortesia e respeito ao próximo? Jovens adultos que agem assim foram, de alguma maneira, ignorados por seus pais ou receberam péssimos exemplos em casa e na comunidade onde cresceram.

O “rodeio das gordas”, promovido nos jogos da Unesp, é o retrato de uma sociedade doente

Não foi uma semana edificante. Meninas adolescentes, numa escola paulista em Mogi das Cruzes, trocaram socos. A mais agredida, de 14 anos, disse: “Alguns têm dó, mas outros ficam rindo porque eu apanhei”. Em Brasília, uma estudante usou a lâmina do apontador para navalhar o rosto e o pescoço da colega. No Rio de Janeiro, uma professora foi presa por manter relações sexuais com uma aluna de 13 anos. A loura da Uniban, Geisy Arruda, posou pelada, sem o microvestido rosa-choque, mostrando que tudo acaba na busca de fama e uns trocados.

 

Está na hora de adultos pensarem com cautela se querem colocar um filho no mundo. Se querem cuidar de verdade dessa criança. Ouvir, conversar, beijar, brincar, educar, punir, amparar, dedicar um tempo real para acompanhar seu crescimento, suas dúvidas e inquietações. Descaso, assédio moral e físico contra crianças, brigas entre pai e mãe, separações litigiosas podem levar a tragédias como a que matou a menina Joanna. Submetida a maus-tratos e negligência, Joanna talvez tenha simplesmente desistido de continuar no inferno em que se transformara sua vida aos 5 anos de idade.

 

Não sou moralista. Mas a sociedade mergulhou numa disputa de baixarias. As competições escancaradas na TV aberta, sob a chancela de “entretenimento”, estimulam a humilhação pública e a indignidade humana. Comer pizza de vermes e minhocas vivas, deixar ratos e cobras passear pelo corpo de uma moça de biquíni, resistir a vômitos, como prova de determinação e bravura – isso é exatamente o quê? Expor pessoas ao ridículo, enaltecer o lixo, a escória, em canais abertos a crianças e adolescentes… não seria inaceitável numa sociedade civilizada? Diante de alguns programas televisivos, o “rodeio das gordas” pode parecer brincadeira. Mas não é.

– E a Molecagem dos Santistas? Pára de ser Mané, Neymar!

 

Estou assistindo ao (belo) jogo entre Internacional X Santos pelo Brasileirão. Como esse D’Alessandro joga bola. Pena que nega fogo na Seleção Argentina… (pena para eles, bom para nós!)

 

Mas a Globo repete nesse momento as imagens do treino em que Neymar e Marcel bateram boca e se estranharam. De novo Neymar? O cara foi convocado pra Seleção, é paparicado, ganha bem, joga muito, mas não se emenda.

 

Nesse episódio ele entrou por ser bobo. Não foi o causador de nada. Mas toda semana tem polêmica negativa envolvendo o seu nome… pára de ser Mané!

 

Assistência psicológica e social fariam um bem ao jogador. Imaginem o que tem de mala rodeando o rapaz. E como a formação educacional dele parece não ajudar, dá nisso! Craque que pode por a carreira em risco por desinteligência.

– A Casa mais Cara do Mundo

 

A obra acabou, ufa!

 

Viram a casa do indiano com 27 andares? Ele é o 4º homem mais rico do mundo, e construiu uma mansão de 1 bilhão, tornando o imóvel a casa mais cara do mundo.

 

Compartilho pela curiosidade e pelo fato de ficar me imaginando: se não dou conta de manter a minha casa, quiçá um monstrengo destes?

 

Extraído de: Vírgula.com (clique ao lado para citação completa)

 

A CASA MAIS CARA DO MUNDO (1 BILHÃO DE DÓLARES) FOI CONSTRUÍDA NA ÍNDIA

 

O homem mais rico da Índia, Mukesh Ambani, já se mudou para uma casa de US$ 1 bilhão (R$ 1.658 bi) em Mumbai. A mansão de 27 andares conta com um centro de saúde com academia, estúdio de dança, salão de festas, sala de cinema, três heliportos, e garagem subterrânea para 160 carros.


Os 37 mil metros quadrados da nova morada de Ambani, apelidada de Antilia, fazem inveja até ao palácio de Versailles, na França, que era o lar da família real francesa.


Para ser mantida, a residência mais cara do mundo exige o trabalho de 600 funcionários. Nada que seja um problema para a folha de pagamento de Ambani, que, além de ser o homem mais rico da Índia, ocupa o quarto lugar entre os mais abonados do mundo, segundo a revista Forbes.


A vista espetacular da cidade de Mumbai e do Mar de Omã pode ser desfrutada do topo dos 173 metros do prédio.


Pelo jeito, Ambani, de 53 anos, não liga muito para os apelos do primeiro ministro indiano Manmohan Singh, que pede aos líderes empresários para servirem como “exemplos de moderação”.

A construção foi centro de diversas polêmicas. Segundo a aeronáutica indiana, não são permitidos heliportos dentro da cidade, e a prefeitura alega que eles quebram leis sobre o limite de barulho. Pelo menos dizem que o prédio faraônico foi construído com vidro, aço e tijolos de fontes locais…


Muito bacana, muito luxo, muita ostentação. Mas de verdade, qual a graça de ter um cinema com 50 lugares para assistir um filme sozinho?

– Os malefícios da Geração “Nem-Nem”

 

Você já ouviu falar sobre a geração “nem-nem”?

 

Tal termo deriva do espanhol ni-ni, que quer dizer “nem estudam e nem trabalham”. Quase ¼ dos jovens entre 18 e 20 anos estão nessa situação (segundo a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD – levantamento do pesquisador Naercio Menezes Filho, do Centro de Políticas Públicas do Insper).

 

Quais seriam os efeitos disso para o Brasil? Graves, certamente. Antes, quem não podia estudar trabalhava. E agora, qual a causa desta abstenção?

 

O que fazer com ¼ de uma geração jovem-adulta que nem trabalha e nem estuda? O que esperar dela?

 

Talvez a eleição de Tiririca explique isso… JÁ estaríamos sentindo os efeitos disso?

 

E você, o que acha sobre esse assunto: os jovens que não trabalham e nem estudam fazem isso por quais motivos?

 

Deixe seu comentário:

– Cuidado com o site “Compre da China”

 

Você tem medo de comprar na Internet?

 

Após inúmeras tentativas de amigavelmente resolver uma pendenga com o site “Compre da China”, resolvi compartilhar com os amigos tal incômodo que a empresa citada traz aos seus consumidores e como ela desrespeita o cliente.

 

Já viram quantos anúncios de celulares e outros produtos são veiculados pela Internet do “Compre da China”? Sempre tive temor em comprar dessa empresa, e meus medos se justificaram.

 

No dia 27 de Julho, comprei deles um Headphone para correr (Walkman Sony SRF-HM10 Sports). No site havia a especificação de que o produto possuía, dentre outros itens, rádio AM e FM.

 

Meu pedido de número 1339229 foi pago a vista, o produto estava lá na China, demorou 40 e tantos dias (até aí, já esperava tal demora) e quando chegou, em 04 de Setembro, não tinha a função AM!

 

Liguei à empresa, um atendente despreparado me disse que o produto tinha sim o AM. Depois de muito custo, consegui mostrar a ele que o produto era divulgado ERRONEAMENTE NO SITE. Eles descreviam errado o produto! Percebendo que o Compre da China havia errado, o atendente pediu desculpas. Abri um protocolo pedindo o reembolso do produto, pois havia comprado o produto justamente pelo AM (protocolo CDC 000005290092010). E não é que no dia seguinte me mandaram um email com procedimentos para trocar o produto por outro, ao invés da devolução?

 

Não quero troca, quero o meu dinheiro de volta!

 

Em 08 de setembro, no protocolo CDC 00005388092010, após a enésima explicação ao atendente, foi aberto novo pedido de reembolso. Hoje é dia 17 de Outubro, e após várias e várias tentativas de solução, inúmeras explicações e re-explicações, os atendentes dão apenas a automática resposta: seu pedido está em análise aguardando uma solução.

 

SEMPRE PEÇO PARA FALAR COM UM SUPERVISOR. Nunca me passam para nenhum superior e os atendentes fazem questão de me enrolar. No último atendimento, a responsável me disse que “é assim mesmo, não tem prazo”.

 

Empresas picaretas fazem isso mesmo: não respeitam o Código de Defesa do Consumidor e fazem o cliente desistir pelo cansaço.

 

Assim, a única recomendação que faço é a seguinte: NÃO COMPREM DO SITE “COMPRE DA CHINA”. É uma fria, a empresa não respeita ninguém e não resolve seus próprios erros. Cuidado com esses golpistas, afinal, só assim dá para classificá-los. Não há outro termo para quem quer fazer o cliente de bobo.

 

E você, o que pensa disso? Compra tranquilamente produtos da Internet ou tem algum receio? Deixe seu comentário:

– O Tonto tem Nome: Ivan Bogdanov

 

Na última terça-feira, durante os confrontos eliminatórios para a EuroCopa 2012, Itália X Sérvia tentaram jogar em Gênova. Entretanto, manifestantes sérvios faziam baderna e impediram a partida.

 

Manifestavam contra o quê? Para quê? Por nada, enfim. Simplesmente arruaceiros, que jogaram bombas e fogos de artifício no gramado, cortaram alambrados e promoveram cenas de selvageria e repulsa social.

 

Uma das imagens mais marcantes foi a de um troglodita trepado na tela de proteção, cortando-a com alicate, mascarado e com tatuagens de apologia à violência no corpo todo, que era idolatrado pela massa de brutamontes que o cercava. Seu nome é Ivan Bogdanov, sérvio que foi preso.

 

Motivo das atitudes: nenhum. Simplesmente porque era um jogo de futebol…

 

Enfim: mais um hooligan idiota querendo ganhar visibilidade das suas idiotices…

– Xuxa, Google e busca com encontros indesejados

 

Você já buscou o seu nome na ferramenta de buscas do Google?

 

Quando eu faço isso, encontro em boa quantidade de críticas a jogos apitados (faz parte do ofício…), temas publicados por outrém de minha autoria e assuntos do próprio blog.

 

Já a Maria das Graças Meneghel (Xuxa), proibiu o Google de relacionar buscas do seu nome com o tema Pedofilia. Havia 21400 fotos dela nua (provindas do filme pornográfico que fez em 1982, onde contracenava com um adolescente), e inúmeras referências eróticas ao seu nome. Foi a maior ação contra o Google no mundo, vencida pela apresentadora.

 

Agora, fico pensando: o que essas celebridades podem fazer com os fakes do Orkut e Twitter? Processar as empresas? O Twitter ainda dá um atestado de veracidade quando se encontra a pessoa real e notoriamente pública. Mas… é suficiente?

– Doentes e Minorias Sacrificados para um “Bem Maior”?

Para se testar um remédio ou uma vacina, em fase final de experiência, você precisa de pessoas doentes ou dispostas a se infectarem de alguma moléstia para se comprovar a eficácia do remédio ou vacina, certo?

 

Muito se relatou na história em testes que ocorreram com prisioneiros de guerras ou doentes terminais, sempre se contestando a ética.

 

Agora, vemos que os americanos pedem publicamente desculpas aos guatemaltecos por utilizarem as prostitutas locais e deficientes para pesquisas médicas, contaminando-os com gonorréia e sífilis. O governo dos EUA emitiu uma nota se penitenciando pelo fato, ocorrido há 70 anos.

 

A experiência, realizada politicamente incorreta, trouxe como resultado a Penicilina.

 

Abaixo, a nota oficial dos EUA. Mas, o que você pensa sobre esse “sacrificar pessoas” em prol de outras?

 

Deixe seu comentário:

 

(Extraído de: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101002/not_imp618676,0.php)

 

EUA SE DESCULPAM POR TESTES

 

Por Gustavo Chacra – OESP

 

Centenas de prisioneiros e doentes mentais foram infectados com sífilis e gonorreia na Guatemala nos anos 40 para pesquisar a eficácia da penicilina

 

O governo dos EUA pediu desculpas formais por ter infectado centenas de pessoas com sífilis e gonorreia na Guatemala no fim dos anos 40, em um experimento para testar a eficácia do tratamento com penicilina, então um antibiótico recém-descoberto.

Os contaminados eram prisioneiros e doentes mentais. Eles não sabiam da pesquisa e não há informações se foram curados ou se morreram por causa dessas doenças.

O pedido de desculpas dos americanos foi feito depois da revelação de um estudo da historiadora Susan Reverby, da Universidade Wellesley, que pesquisava sobre outro episódio, dos anos 60. Na época, negros americanos contaminados com sífilis não foram tratados para que pesquisadores vissem como a doença evoluía. No meio dos documentos, Susan descobriu o experimento na Guatemala e alertou as autoridades americanas.

“A inoculação de doenças transmissíveis na Guatemala entre 1946 e 1948 foi claramente antiética. Embora esses eventos tenham ocorrido há mais de 64 anos, estamos indignados com o experimento”, disseram em comunicado conjunto as secretárias de Estado, Hillary Clinton, e da Saúde, Kathleen Sebelius.

“Lamentamos profundamente e pedimos desculpas aos indivíduos afetados por essas práticas repugnantes. A condução do estudo não representa os valores dos EUA e nosso respeito pelo povo da Guatemala”, acrescentaram.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que o presidente Barack Obama telefonaria ontem mesmo para o presidente da Guatemala, Álvaro Colom, para desculpar-se formalmente. Uma investigação oficial do episódio também será instalada pelo governo. Não está definido se haverá alguma compensação financeira para as vítimas.

De acordo com a pesquisa de Susan, 696 pessoas foram infectadas no experimento feito na Guatemala. O responsável pelas pesquisas era John Cutler, considerado um dos mais proeminentes médicos americanos na década de 40.

Autorização. A pesquisadora afirma que autoridades guatemaltecas deram permissão para os americanos levarem adiante o experimento. No procedimento, os cientistas utilizavam até prostitutas para infectar os guatemaltecos em prisões e hospitais. Em outros casos, contaminavam as pessoas usando injeções.

Hoje, as leis americanas e códigos de ética mais rígidos impedem cientistas de realizar pesquisas com seres humanos que não saibam das eventuais consequências.

– Leilão Artístico-Solidário

Uma ação inusitada, mas solidária: artistas famosos estão leiloando a possibilidade de anônimos serem citados por eles em seus twitters. A campanha se chama “TwitChange”, conta com 180 artistas, e pode ser acessada pelo e-Bay. A famosa atriz Demi Moore, por exemplo, uma das madrinhas da campanha, promete citar o nome daquele que vencer o leilão de seu nome por 3 meses no Twitter. Você pode participar, caso tenha interesse, em: http://twitchange.com/#

 

A verba arrecadada irá para a construção de um centro de recuperação de crianças com deficiências físicas, sobreviventes do terremoto do Haiti.

 

É claro que muitos doadores irão fazer seus lances para a sua exposição no Twitter. Mas aproveitar esse ato de vaidade das pessoas em prol da solidariedade é uma ação inteligente e válida. Afinal, a causa é nobre.

 

O que você pensa de tal método para ajuda ao próximo? Deixe seu comentário:

– LAOR: Bom, Regular, Ruim

Luiz Álvaro Oliveira Ribeiro, presidente do Santos FC, é notícia nessa semana pela polêmica decisão em demitir o treinador Dorival Jr no tão discutido caso Neymar.

 

O passe do jogador rebelde vale quase 100 milhões de reais. Já o profissional e correto  treinador tem multa rescisória de 2 milhões.

 

Sobrou para quem?

 

LAOR foi considerado bom administrador ao conseguir segurar a “Jóia da Vila” no clube. Também foi um regular negociador da dívida externa brasileira no governo FHC. Mas como dirigente esportivo, esqueceu a razão e tomou uma ruim decisão: afastou aquele que poderia dar um corretivo no menino.

 

Neymar hoje estará pressionado. Terá que marcar 3 gols, dar 5 chapéus e até defender um pênalti, se puder. Afinal, a sua indolência é pivô de toda a crise no clube.

 

E você, o que achou de toda essa confusão?

– Jundiaí: uma cidade racista ou não? A origem do termo ‘Macaquitos’ utilizado pelos Argentinos.

Para chegarmos ao contexto local, vale o global-histórico. E falaremos de uma personagem importante. Antonio Palacio Zino: eis o culpado!

Quem é ele?

Zino foi jornalista do periódico A Crônica, de Buenos Aires. Em 1920, quando a Seleção Brasileira de Futebol foi se apresentar na Argentina, ele destilou todo o seu racismo e desconsideração ao Brasil. Chamou nossos atletas de macaquitos e ironizou a conduta moral de nossas mulheres. Eis o artigo:

“E estão os macaquinhos em terras argentinas. Hoje temos de acender a luz às 4h da tarde, pois os temos visto passeando pelas ruas, aos saltos (…) No carnaval, os maridos se abrem e as mulheres vão para a festa, como lhes dá vontade. Por isso que, cada vez que nasce uma criança, o casal tenta descobrir com qual vizinho se parece (…) A uma hora e meia da bela capital brasileira, gente inocente é degolada, se assalta sem medo e é latente a escravidão em suas nuances selvagens”.

Dá para imaginar um artigo desse em jornal atual? Seria incidente diplomático na certa.

Ridículo imaginar que se julgam as pessoas pela cor da pele. Não só no século passado, mas ainda hoje.

Mas, justiça seja feita: ele levou o termo racista macaquitos ao futebol, resgatando uma antiga ofensa portenha aos negros brasileiros. Durante a Guerra do Paraguai, no século XIX, o exército de soldados puramente brancos da Argentina se uniu a uma tropa brasileira formada por escravos negros, que garantiriam sua plena liberdade em caso de vitória na Guerra. Revoltados por serem oficiais unidos a escravos, os nossos hermanos, a cada desentendimento, ofendiam-os com o termo racista.

Século XXI: o racismo persiste em todas as áreas e em todos os povos, lamentavelmente. Alguns lugares mais tolerantes, outros menos. E preconceito no quesito raça, sexo e religião. Assim, que tal dar sua opinião: na sua comunidade/cidade, o racismo/preconceito para quaisquer grupos é perceptível?

Ops: creio que nossa Jundiaí é uma cidade mais tolerante do que muitas por aí, mas ainda não ideal.

(Informações extraídas de: Revista ESPN, edição 11, setembro / 2010, Coluna Página2 , pg 16).

– Comportamento e Punição no Tênis e no Futebol

O público de uma partida de tênis, teórica e praticamente, é diferente ao de futebol. Mas há certos fatos inusitados em que vale a comparação.

 

Semanas atrás, durante a partida entre Novak Djokovic e Philipp Petzscner pelo Torneio Aberto dos EUA (US Open), dois torcedores pararam o jogo por uma discussão! Joseph Pedeville, um torcedor de 27 anos, falava demais durante a partida. O septagenário Lawrence Burnett, sentado ao seu lado, se irritou, pois ele quebrava o silêncio e atrapalhava a concentração dos seus vizinhos de cadeira. O bate-boca acabou em troca de tapas.

 

Se fosse no futebol, qualquer briga seria considerada normal. Aqui se mata, infelizmente, e não há punição. Para esses torcedores de tênis, os bofetões custaram a suspensão do direito de assistir qualquer evento esportivo por 2 anos!

 

Veja a reação dos tenistas e a briga em: http://www.youtube.com/watch?v=jgV9JUJrFXY . É hilário!

– O Pastor Extremista, Intolerante e Irresponsável

Costumamos ouvir muito sobre o tema “fanatismo religioso”, e na maior parte das vezes, em referência a extremistas islâmicos. Mas e o que falar sobre “radicais” cristãos?

 

Poucos o conhecem: Pastor Terry Jones, fundador da Igreja Dove World Outreach, da pequena cidade de Gainesville, na Flórida-EUA, e símbolo maior da intolerância religiosa. Esse pastor marcou para hoje, sábado 11/09, a queima de exemplares do Alcorão (livro sagrado dos muçulmanos) em praça pública. Segundo ele, o islamismo é a religião do Demônio, e os cristãos devem extirpá-los.

 

Ora, é claro que ele fala algo que vem de suas opiniões pessoais, longe do Magistério da Igreja Católica ou da Comunhão de Outras Igrejas Protestantes. A propósito, a base do Cristianismo é a tolerância, o amor incondicional e o respeito. Assim, tal pronunciamento é contrário à própria doutrina cristã.

 

O mais interessante é que esse pastor, cujo culto levava 30 pessoas no máximo, hoje é uma das pessoas mais conhecidas no mundo e citado nos TT do twitter ou no topo das buscas do Google. Tornou-se uma celebridade!

 

Tal iniciativa irresponsável de queimar o livro que equivaleria a “Bíblia árabe”, além de ato irresponsável e discriminatório, poderia levar a atos violentos e respostas de fundamentalistas do islamismo. Depois de apelos realizados por autoridades políticas e até da segurança nacional americana, o pastor declarou que o ato estava suspenso (a intenção era fazê-lo hoje, simbolizando e responsabilizando a religião muçulmana pelos atentados terroristas ao WTC e Pentágono, cujo aniversário de 9 anos é lembrado neste sábado).

 

Vale ressalvar: nos EUA, a liberdade religiosa é plena, e todos têm direito à liberdade de expressão, ainda que uma religião seja ofendida.

 

Felizmente, aqui em Jundiaí, podemos observar o convívio harmônico de todas as crenças. Há um verdadeiro clima ecumênico e respeitoso, que, aliás, deveria servir de exemplo a outros intolerantes.

 

Todas as religiões defendem a paz. Atos hostis contrários a fé alheia vão em desencontro a qualquer orientação religiosa. Afinal, respeitar não é fazer apologia!

E você, o que pensa sobre tal assunto?

– A lei da Cadeirinha: costume ou necessidade?

Hoje começa a vigorar a lei das cadeirinhas dos veículos automotores. A idéia é proteger as crianças nos bancos traseiros. O motivo é ótimo, mas há alguns problemas: o custo ainda é alto (será que tal equipamento deveria custar tanto?), a necessidade de modelos específicos conforme o tamanho (se você tiver 3 filhos: 6, 3 e 1 ano, como fará para transportá-los?) e, principalmente, o costume em usá-las.

Se a lei é para todos, por quê as vans escolares, ônibus e táxis estão dispensados? Porque seria inviável? Quem não tem dinheiro para comprar as cadeirinhas, ou cujas mães andam no banco de trás com seus filhos, podem também alegar tal motivo.

Gostaria de que a lei valesse para todos por coerência, ou que fosse revista com meios alternativos.

E você, o que acha da Lei das Cadeirinhas?

Aqui em Jundiaí, a lei promete ser cumprida. Ao menos, a fiscalização já está nas ruas. E como as autoridades gostam de uma receita de multa…

– Orgulho Branco, Orgulho Negro, Orgulho Gay… desorgulho humano!

O que podemos falar sobre movimentos neonazistas? Nada, só lamentar…

 

Os EUA vivem uma onda grande de racismo, principalmente contra negros e latinos. O problema maior é a argumentação, que acaba trazendo mais adeptos: alegam que se um negro utilizar uma camisa “100% Negro”, por que é imoral usar uma escrita “orgulho em ser branco”?

 

Quando tal discussão vem à tona, a coisa complica. Não existem raças, apenas uma raça: a raça humana. Uma pena que a intolerância, ignorância e excessos de pleito por causas tragam esse debate.

 

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/782996-eua-tem-ato-neonazi-anti-imigracao-e-a-favor-de-uma-nacao-de-puro-sangue-branco.shtml

 

EUA têm ato neonazi anti-imigração e a favor de uma “nação de puro sangue branco”

 

Por ANDREA MURTA

 

No meio da tarde, centenas de neonazistas e racistas da Ku Klux Klan marcham empunhando suásticas no centro de Knoxville, Tennessee. Não, não estamos na era da segregação. O evento está marcado para hoje.

 

O partido neonazista Movimento Nacional Socialista (NSM, na sigla em inglês) e os ultrarradicais da KKK –grupo que cometeu uma série de assassinatos e atrocidades contra negros no século passado, quando lutava contra o fim da segregação e o movimento de direitos civis– embarcaram juntos na onda do movimento anti-imigração que se espalha em solo americano, participando de uma série de atos pelo endurecimento das leis contra ilegais.

O tema da imigração não é novidade para os dois grupos, mas os holofotes crescentes induziram a um aumento no número de marchas nos últimos meses.

Só neste ano, o NSM afirma já ter feito cerca de 15 protestos em várias cidades americanas.

Para a marcha marcada para 15h de hoje em Knoxville (16h em Brasília), a expectativa é de 350 participantes.

Se a penetração não é significativa em termos populacionais, as ações chocam pela tranquilidade com que se pregam o racismo e a segregação à luz do dia, em pleno século 21. E chamam atenção no momento em que o debate sobre o que é “ser americano” esquenta.

“Não toleramos a invasão estrangeira de nosso país. Devolver os “criminosos” a seus países é a única coisa que aceitaremos”, diz o NSM.

PURO SANGUE BRANCO

Imigrantes indocumentados não são os únicos que o partido quer “devolver”. O principal objetivo do NSM é criar uma “nação de puro sangue branco”, em que apenas arianos de ascendência europeia seriam cidadãos.

O resto –negros, latinos, asiáticos etc.– seria enviado para a África, América Latina ou onde quer que os arianos julguem ser seu lugar.

Charles Wilson, porta-voz do NSM, manifestou vontade inclusive de deportar esta repórter. “Você não prefere voltar a seu país e ser governada por sua própria gente?”

O NSM também se disse “satisfeito” em anunciar que haverá uma cerimônia de hasteamento de suásticas.

“O que eu digo para quem critica a suástica é: vá estudar”, disse Wilson. “É um símbolo religioso, é como colocar uma cruz na rua. É muito anterior a Hitler.”

Não que tal associação seja um problema. O NSM diz que Hitler “estava certo em muitas coisas”.

– Reeducadores Sociais para Boleiros

“Juiz Ladrão, vai sair de camburão”

 

Ontem, após o jogo Vitória 4 X 2 Santos, o atleta santista Neymar colocou no micro-blog de relacionamento social twitter essa mensagem, em referência ao árbitro Sandro Meira Ricci, que houvera apitado a partida.

 

Se um atleta ofende o árbitro após a partida, ainda dentro do campo, pode receber o cartão vermelho. Se for na escadaria que dá acesso ao vestiário, o árbitro pode relatar o ocorrido, sem a aplicação do cartão (e terá o mesmo peso).

 

Claro que Neymar nem jogou ontem. Claro que estamos em uma democracia. Claro que a liberdade de expressão deve ser inquestionável. Mas… fico pensando: ninguém fala ao menino Neymar, cujo futebol vale 35 milhões de euro, que é prudente não falar isso?

 

Parece piegas ou discurso politicamente correto em excesso, mas cá entre nós: imaginem o clima na próxima partida em que se encontrarem (se se encontrarem…). Os árbitros são profissionais (embora não sejam reconhecidos como tais na lei), não devem ter espírito de vingança ou guardar mágoa. Entretanto, são humanos. Vai que…

 

Entenderam?

 

Custa muito o departamento de futebol do Santos contratar um profissional para orientar esses garotos? Valem tanto, e custaria tão pouco. Não uma babá, mas, digamos, um “reeducador social”?

 

A grande preocupação, não só válida para o futebol, é de que quando se ganha muito dinheiro sem preparo para tal, a pessoa perde a noção da responsabilidade e respeito ao próximo. Não tem limites sociais, e vale tudo! O deslumbramento é inevitável para despreparados.

 

Me parece que o Jorge Henrique também reclamou da arbitragem via Twitter. A moda está pegando?

 

O que você acha disso: Jogador pode ou não falar pelo Twitter o que ele queria falar pessoalmente ao árbitro? Deixe sua opinião!

 

Ops: sobre os lances de pênaltis a favor do Corinthians e contra o Santos:

 

– AVA X COR: Jorge Henrique caiu por força do toque do seu adversário? Se sim, é pênalti. Mas se ele sente o toque e abandona a jogada a fim de cavar o pênalti, mesmo podendo continuar o lance, não se marca nada. Lance chato para o Péricles Bassols Cortês (é verdade que o histórico do Jorge Henrique não ajuda muito, embora ninguém pode apitar fazendo mal julgamento do atleta).

 

– VIT X SAN: Edu Dracena tinha tempo de tirar a mão da bola na hora em que ela foi chutada? Ele pôs a mão na bola ou a bola bateu nele? Tinha distância suficiente para se esquivar da bola? Respeito o excelente Sandro Meira Ricci, mas em casa, do sofá, eu não daria. Mas como ele estava em campo, suado, sentindo o calor da partida e próximo do lance, não critico a sua decisão, embora não concorde.

– Basquete, o Amor Maior. Acima do… sexo!

Com atraso, mas interessante! Meses atrás, Ubiratan Leal e Luís A. Simon entevistaram a Rainha do Basquete, Hortência, para a Revista ESPN, ed Maio/2010. Na matéria, ela falou sobre sexo e esporte.

Hortência disse que tudo que atrapalhava o esporte ficava para trás, em nome do basquetebol. Deixava os namorados para quarto ou quinto plano, tamanha a sua dedicação. Entretanto, ela disse que é comum namorar demais durante competições como as Olimpíadas: “A Testosterona a mil, dois meses fora de casa, ninguém consegue ficar sem sexo. E é bom, ajuda. Você olha na cara da menina e já vê a felicidade dela. Isso influencia na quadra, positivamente falando”. Mas ela alerta: “Não pode ficar procurando encontro em véspera de jogo e nem passar a madrugada trepando. Vai depois do almoço, não às 3 da manhã. Antigamente as treinadoras não ficavam sabendo o que se fazia nos dias de folga. Como é que vai falar, pede para sair, dar uma rapidinha e volta treinar? Dia livre é dia livre, não tem que dar satisfação”.

Palavras de uma Rainha das Quadras. E bem franca!

– Sobre Twitteiros, Boleiros e Maloqueiros

Ter 18 anos é motivo para se esquivar de certas responsabilidades?

 

A pergunta acima é bem direta. Nosso exemplo provém da vexatória e constrangedora situação em que se meteram alguns jogadores do Santos FC através do microblog Twitter. O fato se tornou público e levou os dirigentes a punirem os atletas, bem como o pedido de retratação.

 

Qualidades futebolísticas a parte, já que o Santos venceu ontem a Copa do Brasil, nós vemos a questão comportamental cada vez mais degrada e tendo como subterfúgio a “pouca idade”.

 

Ora, o problema maior não é a idade dos atletas, mas sim a Educação dos mesmos. E Educação no sentido mais amplo: educação familiar, social, moral e cívica, financeira…

 

Será que os jovens estão preparados para ganhar tanto dinheiro? A fama, o sucesso e o alto poder aquisitivo deturpam os valores de mentes menos preparadas. Há tempos leio que esses jogadores se metem em confusões, e a justificativa é a de sempre: são jovens… Jovens que dirigem carrões de meio milhão de reais? Alguns desses já tem filhos e esposas. Podem fazer o que quiserem, sem ter comprometimento com a imagem do clube?

 

O atleta Madson, no infeliz vídeo do Twitter, exibe seu peito e simula cheirar cocaína. Será que ninguém orientou o rapaz para cuidar da sua própria imagem? E o pior é que o exibicionismo tem sido a marca dessa geração. Craques santistas de outrora (que jogaram muito mais bola do que os atuais) também tinham seus excessos, mas não descabidos como estes. Alguém imaginaria Zito “mostrando os peitinhos”, Pelé com 17 anos “fazendo gracinha” ou Clodoaldo “comparando o que gasta com a ração dos seus cachorros com salário de torcedor”, como fez o goleiro-reserva Felipe?

 

Aliás, isso me chama a atenção: como é que jogador profissional ainda discute com torcedor e se importa com críticas de fanáticos? Eu, enquanto árbitro, sempre fui surdo à chiadeira passional e todo ouvidos a aconselhamentos. Aliás, todos têm que ser. Boleiro também! Jogador profissional não pode “dar pilha” a torcida (como usualmente falam).

 

O Twitter, tão usado por esses mesmos atletas, é uma ferramenta de certo egocentrismo pessoal. Para relacionamento entre amigos, negócios profissionais ou até mesmo auto-promoção, a brincadeira virtual da moda ganhou muitas dimensões. Seu mau uso leva a desastres! Será que os atletas twitteiros não sabem que suas ações podem ser lidas e agora vistas (pela twitcam) pelo mundo inteiro?

 

Um amigo meu certa vez disse: “Nunca dê dinheiro a desmiolados. Eles querem ganhar o mundo e perdem a noção dos limites”. Concordo. Há gente que não sabe se conter nem usar os talentos que Deus dá a elas com parcimônia e inteligência.

 

Pergunto-me: será que o Santos FC ainda não percebeu que precisa regrar os garotos, contratar um psicólogo e um gestor de carreira aos seus atletas?

O que você pensa desse episódio? Deixe sua opinião!

– Análises Passionais e Profissionais sobre Palmeiras X Corinthians

Após uma partida de futebol com muitas polêmicas, é interessante ver como os torcedores sempre reagem acreditando que foram prejudicados. Teorias da conspiração, má-fé e premeditação dos erros. Chega a ser hilário.

Vamos fazer um exercício de análise olhando como torcedores? Ontem jogaram Palmeiras X Corinthians, e com muita polêmica. Vamos entrar na onda do torcedor apaixonado?

Abaixo, uma visão corinthiana e outra palmeirense:

 

VISÃO DO CORINTHIANO FANÁTICO:

 

Na partida de ontem o árbitro foi muito mal no jogo. Aos 4 minutos o juizão não marcou um pênalti claríssimo para o Timão. O lateral Armero praticamente agarrou a bola com as mãos. Começava a roubalheira! Sem contar que o Chicão recebeu uma cotovelada do Danilo naquela jogada. Logo depois, Elias apanha de Danilo e o PC só dá amarelo! Precisa quebrar o Elias para dar Vermelho? Danilo carniceiro… Aos 21m, gol do Timão em jogada rápida. Só tira-teima para saber se estava impedido ou não, não dá para cornetar o juiz nesse lance. Na sequência, o Chicão disputa a bola com o Kleber e toma Amarelo? Tá de sacanagem, ele foi na bola e o Kleber é cai-cai. E o Ewerthon? Faz falta no Jucilei e ainda pede pênalti? Não pode dar cartão para o Palmeiras por reclamação? Cartão pelo jeito só pro Timão.

Mas aí vem o gol do Palmeiras. Pô, o Edinho tá sozinho pra pegar o rebote. O bandeira tá cego? Não viu o impedimento? Acho que são dois impedidos num lance só! A arbitragem definitivamente é pró-Palmeiras.

No segundo tempo, o capitão William funga no cangote do Kleber e a mocinha cai de novo. Cadê o Amarelo pra ele, juizão? Vai ser difícil ganhar de 12, cartão só para o Coringão. O Kleber deve ser amigo do juiz. Cai, reclama, dá um pontapé no Ralf e o PC não faz nada… Sem contar o pênalti que o Defederico sofreu.

Resumindo: o Derby teve influência direta do árbitro, que prejudicou descaradamente o Corinthians.

 

VISÃO DO PALMEIRENSE FANÁTICO:

 

Na partida de ontem o árbitro foi muito mal no jogo. Aos 4 minutos, Armero é atropelado e ninguém marca falta de ataque do Corinthians. No mesmo lance, o Chicão quer tumultuar e fazer a cabeça do juiz. Xi, já sentia que o Palmeiras ía sofrer. Logo depois, o Danilo encosta no Elias e já toma o amarelo. Que isso? PC costuma ferrar o Palmeiras mesmo.

Pronto. Gol do Corinthians. Se o juiz é o PC, tá na cara que o gol ia ser roubado, o cara tá 2 metros a frente e o bandeira cego não viu nada. Vai ser difícil ganhar de 14. Sem contar que depois o Chicão tenta aleijar o Gladiador e só toma amarelo. Aí não dá.

Aos 27m, Jucilei segura o Ewerthon com as duas mãos e o cegueta do PC não viu. O bandeira tá fazendo o que ali? Na minha conta já era para estar 1X0 pro Verdão. Sorte que o Palmeiras é persistente e numa jogada bonita empata. Só faltava o árbitro não dar também.

No final do Primeiro Tempo, cada vez que o Kleber tocava na bola ele levava uma sarrafada. E o juiz dá falta de ataque. Cadê a diretoria do Palmeiras para tomar providências? Absurdo!

No segundo tempo, o Willian agarra, abraça, segura, dá por baixo e por cima no Kleber. Só nesse lance foram 2 pênaltis em 1 lance, e o Mr Magoo do apito não marcou nada! Era por trás, Cartão Vermelho e pênalti. Cansei, não dá para assistir esse assalto à mão armada.

Resumindo: o Derby teve influência direta do árbitro, que prejudicou descaradamente o Palmeiras.

 

Amigos, percebem como na arbitragem dá para crucificar o árbitro dependendo da visão? Paulo César de Oliveira trabalhou em uma partida de alto grau de dificuldade, com os jogadores demonstrando total falta de Fair Play, seus dirigentes dispostos à reclamação (pré e pós-jogo), além de lances de difícil análise. O pênalti reclamado do Armero (a favor do Corinthians) e o gol em impedimento (contra o Palmeiras), seria o erro que poderiam questionar. Mas, cá entre nós: se você for árbitro, sabe que aquele pênalti é de difícil marcação e de interpretação complicada. Só no sofá e com algumas câmeras auxiliando para acertar. E sabe também que o impedimento não assinalado é lance muito rápido, de dúvida (e se há dúvida, deve decidir pró-ataque). Ali é no tira-teima mesmo.

Assim, PC foi muito bem no jogo. Teve que apitar contra tudo e contra todos e os erros reclamados (os coerentemente reclamados, a chiadeira de torcedor não vale) são os chamados “erros aceitáveis” no mundo da arbitragem. Nada escandaloso a contestar!

Nas duas análises, o torcedor vê o que quer. É paixão, e é normal. Aceitável, desde que não leve a violência. O que não pode é jornalista, dirigente e atleta entrando nessa onda, pois, afinal, são profissionais do esporte.

– A Felicidade é Contagiosa!

O caderno “Vida & Ciência” do Estadão traz uma matéria da londrina BBC, a respeito da FELICIDADE. E olha que interessante: cientificamente, está ’quase’ provado: A Felicidade é contagiante!

Extraído de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid288879,0.htm

 

FELICIDADE PODE SER CONTAGIOSA, APONTA ESTUDO

 

Pesquisa mostra que felicidade de indivíduo está conectada às pessoas com que se relaciona. 

 

Um estudo publicado na revista científica British Medical Journal aponta que a felicidade de uma pessoa não é só uma escolha ou experiência individual, mas que está ligada “à felicidade dos indivíduos aos quais a pessoa está conectada, direta ou indiretamente”.

Usando análises estatísticas, os pesquisadores Nicholas Christakis, da Escola de Medicina de Harvard, e James Fowler, da Universidade da Califórnia, mediram como as redes sociais estão relacionadas com a sensação de felicidade de uma pessoa.

Segundo os dados do estudo, a felicidade de uma pessoa pode “contagiar” aqueles com quem ela se relaciona.

“Mudanças na felicidade individual podem se propagar em ondas de felicidade pela rede social e gerar grupos de felicidade e infelicidade”, diz o estudo.

E mais, não são apenas os laços sociais mais imediatos que têm impacto nestes níveis de felicidade, o sentimento consegue atingir até três graus de separação (amigos de amigos de amigos).

A pesquisa aponta que estes grupos de “felicidade” resultam da disseminação desse sentimento, e não são apenas resultado de uma tendência dos indivíduos se associarem a pessoas com características similares.

 

Proximidade

 

Assim, um amigo que viva a uma distância de cerca de uma milha (1,6 km) e que se torna feliz, aumenta a probabilidade de que uma pessoa seja feliz em 25%. Efeitos similares foram observados entre casais que moram na mesma casa (8%), irmãos que vivam a menos de uma milha de distância (14%) e vizinhos (34%).

Surpreendentemente, essa relação não foi observada entre colegas de trabalho, o que sugere que o contexto social pode afetar na disseminação no sentimento de felicidade.

O estudo também aponta que a proximidade geográfica é essencial para a disseminação da felicidade. Uma pessoa tem 42% mais chances de ser feliz se um amigo que viva a menos de 800 metros de distância se torna feliz. O efeito é de apenas 22% se o amigo morar a mais de 2,2 quilômetros.

 

Dados

 

Para chegar a essas conclusões, os autores analisaram dados coletados em um outro estudo que reuniu informações de 5.124 adultos entre 21 e 70 anos na cidade de Framinggham, no Estado americano de Massachusetts, entre 1971 e 2003.

Originalmente iniciado para pesquisar riscos de problemas no coração, este estudo também coletou dados sobre a saúde mental dos entrevistados.

Em diversos momentos, os entrevistados foram convidados a responder se concordavam ou discordavam de quatro afirmações: “Me sinto esperançoso em relação ao futuro”; “Eu fui feliz”; “Eu aproveitei a vida” e “Eu me senti tão bem como as outras pessoas”.

Para chegar ao conceito de “felicidade” usado em sua pesquisa, Christakis e Fowler levaram em conta a resposta afirmativa às quatro sentenças.

Segundo o professor Andrew Steptoe, especialista em psicologia da University College of London, “faz sentido intuitivamente que a felicidade das pessoas à nossa volta tenham impacto em nossa própria felicidade”.

“O que é um pouco mais surpreendente é que essa felicidade parta não apenas daqueles muito próximos a você, mas também de pessoas um pouco mais distantes.”

Segundo ele, a pesquisa também pode ter implicações em políticas de saúde pública.

“A felicidade parece estar associada a efeitos protetores à saúde.”

“Se a felicidade realmente for transmitida por conexões sociais, ela poderia, indiretamente, contribuir para a transmissão social de saúde”, disse ele. 

 

BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

 

– Só pode Cabelo Curto no Irã!

Isso mostra o que é ser um país com ingerência absurdamente descontrolada e irracional na vida das pessoas: o presidente iraniano Ahmadinejad determina até como os homens devem cortar o cabelo!

 

Extraído de: Revista Época, 12 de julho de 2010, Ed 634, pg 16, Seção Primeiro Plano, por Juliano Machado

 

SÓ PODE CABELO CURTO

 

O governo iraniano lançou na semana passada um guia para cortes de cabelo masculinos, seguindo os princípios da cultura e religião do país. Muitos barbeiros vinham sendo detidos por oferecer aos clientes estilos “ocidentais” de corte. Cabelos compridos com rabos de cavalo, franjas e moicanos estão vetados. O gel pode ser usado moderadamente (…) No começo do ano, um clérigo declarou que mulheres usando roupas que deixam uma parte do corpo à mostra são responsáveis por desastres naturais.

– Ufanismo Esportivo X Patriotismo

Amigos, compartilho ótimo artigo de Vinícius Braccini, do blog Futebol – Paixão e Profissão, a respeito do ufanismo esportivo versus ação política. Para quem gosta da temática, ótima leitura para reflexão!

 

Extraído de: http://vbraccini.blogspot.com/2010/07/patriotismo-temporao.html

 

PATRIOTISMO TEMPORÃO

 

Depois de uma calorosa e desgastante, porém interessante discussão com meu filho adolescente sobre a paixão do brasileiro durante a Copa do Mundo, resolvi exteriorizar minha opinião sobre o assunto.

Durante a Copa 2010, muita discussão surgi, ou melhor, ressurgi em torno da hipocrisia patriótica. Isto é normal num País apaixonado por futebol. Paixão esta que chega ao ponto de parar a nação inteira, gostando ou não de futebol, cada brasileiro pára (por opção ou obrigação) para assistir aos jogos.

Defensores do patriotismo saem de seus esconderijos cobrando uma postura ética em relação ao verdadeiro sentido da palavra Patriotismo, como se exteriorizar uma paixão fosse uma afronta à nação. E bradam: “Porque não colocam a bandeirinha no carro o ano inteiro? Porque não colocam a bandeira na janela de casa sempre?”

Mas o que é Patriotismo? Segundo o Dicionário Aurélio, Patriotismo significa (s.m.) Amor à pátria.

Só como citação, Samuel Johnson (escritor, crítico e jornalista inglês) cita: “O patriotismo é o último refúgio de um canalha”.

Não vejo o futebol como patriotismo temporão, apenas como um esporte cativante, apaixonante e que faz seus fãs torcerem e acompanharem seus clubes e seleção com uma entrega superior aos outros esportes ou demais assuntos. Mal acabou esta Copa para nós, já se fala em 2014, no novo treinador, nas possibilidades, no conforto de não precisarmos de enfrentar as Eliminatórias, pois somos País sede. Apenas não faz sentido, sair pela rua afora, gritando de cara pintada, bandeirinha a tira colo, vuvuzela na mão.

É apenas futebol, acalmem-se! Nada que ferirá nosso senso patriótico, pois quando precisa, estamos à disposição! E não venham com papo de eleições, pois o falta de cultura, memória, ou caráter do brasileiro se vendendo para corruptos não nos faz menos patrióticos, apenas não sabemos votar! E quem sabe?

Torcemos para a seleção como torcemos para nossos clubes. Existem aqueles que viajam para assistir aos jogos de seus clubes para outras cidades, estados e país, existem aqueles que se pintam, fantasiam e fazem de tudo para torcer a incentivar seus clubes. Cantam o hino, gritos de incentivo, quando ganham tiram sarro com os amigos adversários, quando perdem sofrem com os rivais, enfim, este é o futebol, que alucina os brasileiros (uns mais outros menos), sejam com seus ídolos, clubes ou seleção. Analisando com calma, vemos que não é questão de patriotismo temporão, ou falso patriotismo, é questão de paixão, amor, entrega.

Aliás, vendo as imagens da Copa, nota-se que uma multidão de pessoas apaixonadas de todos os cantos do mundo acompanham e defendem as cores de sua bandeira, se pintam e pagam mico com uma naturalidade espantosa. E mais, um torcedor do Brasil, é torcedor sempre, seja na Copa, seja nas Eliminatórias, seja em amistoso, seja no vôlei, basquete, automobilismo, natação, ginástica, Olimpíadas, enfim, aonde tiver uma competição envolvendo um brasileiro, estão torcendo para o êxito de nossos representantes. Obviamente, guardando o que culturalmente cada um aprendeu, suas preferências, seu entendimento e sua paixão.

Brasil na Copa é a pátria de chuteiras, demonstramos nosso amor à pátria sim, mas quando precisamos ir às ruas de cara pintada lutar contra a repressão no final da década de 60, a favor das eleições diretas no fim da década de 80, estamos lá, presentes. Defendemos nossas riquezas, nossas divisas, nossas reservas, sempre. Apenas não agimos com a mesma paixão que sentimos pelo futebol, afinal, é paixão. Torcemos pelos atletas que jogam ou jogaram em nosso clube de coração, e torcemos o nariz para aqueles que vestem (ou vestiram) a camisa do rival. É natural, não se pode cobrar uma postura diferente, Copa do Mundo transcende barreiras, é um momento mágico. Há de se respeitar quem goste e quem não goste e ponto final!

Lembrem-se: Patriotismo, s.m. Amor à pátria.

Abraços e fiquem com Deus!

– Apelação Erótico-Religiosa

Para impulsionar as vendas, muitas vezes as empresas acabam apelando.

 

Contra qualquer bom senso, a Playboy de Portugal colocou na capa de sua edição de Julho, um ensaio sensual para homenagear o escritor português José Saramago, falecido recentemente. Como um de seus livros de sucesso é “o Evangelho Segundo Jesus Cristo”, a revista trouxe Jesus na capa com uma mulher semi-nua. Nas páginas internas, lésbicas e prostitutas insinuando-se a Ele.

 

De péssimo gosto…

 

A matriz americana ordenou o fechamento da filial portuguesa por essa indevida edição.

 

E você, o que pensa sobre tal infelicidade dos editores?

 

Abaixo, a capa:

infelicidade dos editores
infelicidade dos editores