– O Matador abriu os Olhos das Escolas!

 

A tragédia de Realengo traz uma outra discussão: como é frágil a segurança nas escolas, principalmente as públicas!

 

Entra e sai quem quer e na hora que puder. Sem considerar especificamente o caso do RJ, mas você vê claramente como não há empecilhos para se adentrar às instituições de ensino. Com armas ou não, ninguém barra pessoas de fora.

 

Aliás, ficam as questões:

 

– Onde ele conseguiu as armas?

– O que se fará com os “bens que deixou”?

 

Na sua loucura, premeditou tudo e pediu para que seus bens fossem doados para instituições de caridade. Há clima para aceite? Creio que não…

– O Triste Caso de Realengo

 

A tragédia ocorrida pelo perturbado atirador que invadiu uma escola no RJ choca demais.

 

Que limites a loucura humana é capaz de levar? O rapaz tinha problemas psicológicos e sociais. Mas o que levaria a “desforrar” contra inocentes crianças?

 

E agora?

 

Quem trará de volta a vida desses indefesos?

 

Quem consolará os familiares?

 

Quem tirará o trauma sofrido pelas crianças que presenciaram o fato? 

QUE DEUS POSSA AJUDÁ-LOS!

– A Única Profissional do Sexo Reconhecida Pela Justiça

 

Um jargão popular é de que a Prostituição é a Atividade Profissional mais antiga do mundo. Claro que, nas leis trabalhistas, não é reconhecida.

 

Mas leio que a travesti Lilith Prado teve, em última instância, seu direito de exercer a prostituição reconhecido! Mais: o de contribuir ao INSS como tal. Desde 2002, o Ministério do Trabalho deu a ela o direito de recolher os impostos junto à Previdência Social como “profissional do sexo”. Será a única pessoa entre os 6,1 milhões de contribuintes do Brasil a se enquadrar nesta categoria.

 

E você, o que acha disso: Prostituição deveria ser reconhecida como trabalho ou não? Deixe seus comentários: 

(A propósito, em Jundiaí, nos últimos dias, a prostituição no Centro está absurda. Sábado, fui com a família numa tradicional Cantina da Rua Zacarias de Góes, e às 19:30h, as esquinas próximas estavam infestadas de travestis semi-nus. Constrangedor…).

– Gays na Eurocopa 2012

 

O portal de futebol KiGol traz uma interessante matéria sobre a vontade de grupos gays desejarem assentos especiais na Eurocopa 2012 a ser realizada na Ucrânia e na Polônia.

 

Ao ler sobre o assunto, fico pensando: será que é necessária tal ‘regalia’? Tal medida não seria mais discriminatória do que inclusiva? Fico na dúvida.

 

Aqui no Brasil, lembro-me da Torcida Organizada Fla-Gay, do Flamengo, que ficava num cantinho do Maracanã. Não me recordo de ações preconceituosas contra ela.

 

O que você acha de tal pedido: exagero ou necessidade dos grupos gays poloneses? Deixe seu comentário:

 

Extraído de: http://kigol.com.br/blog/view/post/coloridos-grupo-de-torcedores-gays-pede-tratamento-especial-na-eurocopa-2012

 

GRUPO DE TORCEDORES GAYS PEDE TRATAMENTO ESPECIAL NA EUROCOPA 2012

 

Um grupo de torcedores poloneses está causando polêmica no país que sediará a Eurocopa, em 2012. Formado por gays, a turma exige que sejam colocados assentos exclusivos para acompanhar os jogos da competição que acontecerá na Polônia.

 

Caracterizados como a primeira torcida formada por gays na Polônia, o grupo teme agressões, caso fiquem espalhados nas arquibancadas. Chamados de Teczowa Trybuna 2012 (“Tribuna Arco-Íris 2012” em polonês), eles acreditam que com essa medida a violência contra os gays diminua no país. 

 

“Durante viagens para jogos de nossos clubes, infelizmente sofremos frequentemente com o assédio, violência e outras coisas desagradáveis destes ‘torcedores reais’. Sonhamos em relaxar nos estádios, nas arquibancadas, e não imaginamos que isso seja possível na Euro-2012, que será disputada em nosso país”, afirmou o grupo em comunicado oficial.

 

Porém, a ideia já foi negada por algumas sedes dos jogos. Em Gdansk, uma das sedes da competição, alegaram que a medida só faria com que o preconceito ficasse mais evidente. 

 

Gregory Czarnecki, um dos membros da Campanha contra a homofobia, em Varsóvia, também não concorda com a ideia.

 

“Não acredito que muitas pessoas tenham coragem suficiente não apenas para ir como também para se sentar neste setor especial”, comentou.

– Jirau: Crescimento é Sinônimo de Desenvolvimento?

 

Prestem atenção no seguinte cenário:

 

– Número elevado de meninas de 16 anos que engravidaram e as crianças não terão pai, pois eles sumiram;

 

– Explosão local de homicídios;

 

– Aumento e dependência do comércio de entorpecentes;

 

– Casas que servem de pronto-socorros com enfermos no chão;

 

– Comércio com mais bordéis do que qualquer outra atividade;

 

– Latrocínio latente.

 

Sabem que panorama apocalíptico é esse? É o das redondezas da construção da hidrelétrica de Jirau – RO, a maior obra do PAC e um dos locais mais catastróficos de não-civilidade do Brasil.

 

Muitos confundem crescimento & desenvolvimento. Nem sempre crescer é evoluir, ao menos nesse assustador caso. Abaixo:

 

A USINA QUE EXPLODIU

 

Esqueça a revolta das hidrelétricas do Rio Madeira. O verdadeiro drama das obras em Rondônia é o surto de mães solteiras, o aumento do uso de drogas, os hospitais lotados…

 

Por Aline Moraes e Rogério Cassimiro

(Revista Época, 28 de março de 2011, pg 46-50)

 

Quando o governo anunciou a construção das hidrelétricas do Rio Madeira, nos arredores de Porto Velho, capital de Rondônia, a cidade vibrou. Pelas ruas empoeiradas, dezenas de carros circulavam com adesivos azuis nos vidros estampando dizeres autoexplicativos: “Usinas já”. Os moradores da pouco abastada Porto Velho vislumbraram nas obras a possibilidade de novos empregos, geração de renda, crescimento econômico. “Os olhos das pessoas brilharam”, afirma Tania Garcia Santiago, promotora do Ministério Público estadual. E essa profecia se realizou. Os empreendimentos já atraíram para a região mais de 3.500 empresas. Com elas, a arrecadação de impostos da prefeitura saltou de R$ 340 mil para R$ 2,5 milhões – quase oito vezes mais – em apenas quatro anos. Neste momento, há 200 prédios sendo erguidos na capital. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) injetou R$ 1 bilhão em infraestrutura no Estado.

Há duas semanas, porém, o país foi apresentado à outra face do impacto das obras em Rondônia. Uma rebelião em uma das obras, a de Jirau, aterrorizou o Estado. Um grupo de vândalos ateou fogo no canteiro de obras e arrasou boa parte da infraestrutura de construção. Segundo uma primeira versão, a desordem foi provocada pela revolta de trabalhadores com a falta de pagamento de horas extras e até castigos físicos. Outra hipótese investigada pelo Ministério Público é de disputa entre sindicatos. Em meio à confusão, parte dos 22 mil operários fugiu – andando às vezes mais de 30 quilômetros – para as cidades vizinhas. Na sexta-feira, o cenário era de pós-guerra. Sob os escombros, quase nenhum indício de que ali funcionava a maior obra do PAC. Tropas da Força Nacional de Segurança faziam vigília, e os operários voltaram para casa. “A população ficou assustada. Eles estão percebendo que as usinas não trazem só progresso”, diz Tania.

Embora grave, a questão trabalhista é apenas uma pequena fração dos problemas da região. Muitos já existiam, mas vêm se agravando desde 2008, data do início dos projetos. De lá para cá, cerca de 45 mil pessoas migraram para Porto Velho em busca de oportunidades. A população da cidade cresceu em pelo menos 30%. A violência explodiu. O trânsito ficou caótico (cerca de 1.500 carros são emplacados por mês). Os serviços da rede pública ficaram ainda mais saturados. A média de espera por uma internação é de 40 dias. Na recepção do principal pronto-socorro de Porto Velho há doentes deitados debaixo de macas porque não existe sequer chão livre. Na última semana, dois homens se esticavam ali sobre pedaços de papelão. Quem tem um pouco mais de dinheiro compra o próprio colchão. Em vários aspectos, a promessa do Eldorado trouxe mais miséria.

Não é que as obras fossem dispensáveis. Juntas, as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio vão gerar energia suficiente para abastecer cerca de 23 milhões de casas – é quase a metade do que Itaipu pode gerar. O Brasil precisa, e muito, dessa energia para sustentar seu crescimento (e diminuir o risco de apagões). Mas o sistema de precificação do setor elétrico brasileiro apressa essas construções. Com prazo apertado para gerar energia, os empreendedores precisam colocar as máquinas nos canteiros quanto antes. “Ainda estamos vivendo no modelo antigo, sem planejamento e intervenção antecipados às obras”, afirma Mario Monzoni, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV). “É um problema sistêmico, crônico, que não se resume a esses empreendedores.” A solução seria chegar adiantado. Preparar os municípios para receber as grandes obras.

Não faltam críticos para dizer que a Amazônia não deveria abrigar obras desse porte. “O custo de oportunidades, se comparado com a energia produzida, é um absurdo”, diz Roland Widmer, coordenador do Programa Eco-Finanças da organização ambiental Amigos da Terra – Amazônia Brasileira. “Essas usinas não fazem sentido econômico.” A conta, diz Widmer, tem de incluir os impactos para a floresta e para as populações locais.

Marcada no passado pelos ciclos da borracha e do garimpo de ouro, a Rondônia futura será reflexo do ciclo econômico concebido pelas hidrelétricas do Madeira. Teremos uma geração inteira de filhos das usinas, convivendo com as inclemências e os lucros do progresso. As obras não deixam herdeiros só no sentido figurado. Elas geram também filhos de carne e osso. Está havendo, segundo profissionais da área de saúde, um aumento expressivo do número de mães solteiras. Especialmente jovens e adolescentes. Com o aquecimento econômico, as mães dessas garotas arrumaram emprego. Ótima notícia. Mas isso implica mais filhas longe dos olhos das mães, em uma vizinhança inflada de homens que chegaram para buscar trabalho. “As adolescentes estão mais vulneráveis”, afirma Ida Peréa, médica e diretora da maternidade municipal de Porto Velho. “O que está aumentando é a primeira gravidez. Não nos preparamos para esse crescimento gigantesco.”

Quando a maternidade foi inaugurada, em 2006, os partos de meninas de 10 a 19 anos representavam 28% do total. Uma taxa alta, diante dos Estados Unidos (6%), do Japão (1,3%) ou mesmo da média brasileira (23%). Depois de três anos de trabalho, muita campanha e conversa, esse índice chegou a 25% em março de 2010. Ida e a equipe comemoram. Um ano depois, no pico das obras com seus quase 40 mil homens, a estatística pulou para 33%. “É muita coisa. E a idade das meninas grávidas está caindo”, diz ela. A garota Jusivânia Oliveira dos Santos é uma das novas mães. Quando tinha 16 anos, engravidou de um garoto de Mato Grosso cuja família foi para Rondônia atrás de emprego na usina. O rapaz foi embora quando ela ainda estava com o bebê na barriga. Eles nunca mais se encontraram. “A gente se fala pela internet uma vez por mês”, diz Jusivânia. “No começo, eu ficava triste porque ele nem perguntava do filho. Agora me acostumei.”

A notícia do dinheiro farto chegou não só aos brasileiros de outros Estados. Tem chamado a atenção de estrangeiros. Há boatos de coiotes trazendo imigrantes da Bolívia, vizinha de Porto Velho. Os rumores de que Rondônia teria se transformado na capital das oportunidades alcançaram até o Haiti, devastado por um forte terremoto há pouco mais de um ano. No começo de março, 108 haitianos chegaram a Porto Velho para reerguer suas vidas. Jean Pierre Vivendieu, de 32 anos, é um deles. Tão logo ocorreu o tremor, ele traçou uma estratégia: juntar dinheiro para chegar ao Brasil. De avião, partiu para a República Dominicana, Panamá e depois Equador. Na América Latina, completou o trajeto de ônibus até o Peru, Acre, Brasília e, por fim, Rondônia. De um grupo de mais de 100, Vivendieu é um dos cinco que até a semana passada ainda não tinham emprego. “Quero trabalhar para ir buscar minha noiva”, diz.

Por natureza, a região de Porto Velho não é dos lugares mais seguros. A capital fica a pouco mais de 350 quilômetros da Bolívia. A cidade de Guajará-Mirim, a última em terras brasileiras, é um possível ponto de entrada de drogas no país. A estrada que liga ambas, a BR-364, abriga uma prisão federal de segurança máxima. Ali estão detidos Elias Maluco, mandante do assassinato do jornalista Tim Lopes, no Rio de Janeiro, e os envolvidos na invasão do Hotel Intercontinental em São Conrado, Zona Sul do Rio. Com baixo desenvolvimento socioeconômico, é um ambiente propício ao crime. Mais gente, num ambiente assim, fez a violência crescer. Os moradores reclamam de não mais poder sair de casa sem trancar as portas. O consumo de bebidas e drogas subiu. O número de homicídios em Porto Velho aumentou 44% entre 2008 e 2010. Os casos de estupro em Rondônia cresceram 76,5% no mesmo período. A quantidade de crianças e adolescentes vítimas de abuso ou exploração sexual foi 18% maior.

A vila de Jaci-Paraná, a caminho da hidrelétrica do Jirau, é um dos locais mais afetados. Antes do quebra-quebra de duas semanas atrás, os funcionários ocupavam as ruas esburacadas de Jaci em busca de algum lazer. Os botecos – muitas vezes fachadas para prostíbulos – agora estão esvaziados. “As p… estão de férias”, diz um taxista. “Em dia de pagamento, isso ferve. É brega (casa de prostituição) para todo lado.” Assim como os trabalhadores, as prostitutas chegam de vários lugares. Antes das obras, Jaci-Paraná tinha 4 mil moradores. Era uma cidadela tranquila, a maioria se conhecia pelo nome. Agora tem mais de 16 mil pessoas.

A pouco menos de 20 minutos dali, a realidade muda completamente. O lugarejo de Nova Mutum foi construído pela Energia Sustentável do Brasil (Enersus), consórcio responsável pela usina de Jirau, para receber os desalojados de uma localidade próxima que vai ser alagada pelo reservatório. É quase um Alphaville amazônico. Planejada, Nova Mutum tem imóveis de alvenaria, saneamento básico, água enca-nada. Lá, vivem funcionários da obra e 160 famílias que optaram por ganhar uma casa e um terreno para colocar a horta, em vez de indenização. Nova Mutum é a prova de que os impactos de uma obra gigantesca podem, sim, ser mitigados. O custo total, porém, ficaria maior – pelo menos no primeiro momento. No longo prazo, uma região desenvolvida pode produzir riqueza, em vez de espalhar miséria.

Ter lado a lado dois exemplos de cidade tão contrastantes é uma aula viva para futuras obras. “Melhorar as condições em Jaci-Paraná não daria o marketing necessário”, afirma Pedro Wagner Almeida Pereira Júnior, promotor do Ministério Público Estadual. “Então eles resolveram construir uma cidade nova.” A Enersus diz ter cumprido todas as medidas exigidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) antes de começar a hidrelétrica. “Fizemos uma série de investimentos em Jaci”, diz Victor Paranhos, presidente do consórcio. “E desde o início avisamos as autoridades sobre os problemas. Mas não cabe a nós acabar com as drogas e a prostituição.” (Procurado por ÉPOCA, o Ibama não se pronunciou.) As duas hidrelétricas vão alagar uma área próxima de 600 quilômetros quadrados. É menos de um terço do tamanho da cidade de São Paulo. Não é muito, comparado aos reservatórios de usinas construídas no passado (Tucuruí, inaugurada nos anos 80 no Pará, inundou quase 3.000 quilômetros quadrados). A redução dos reservatórios é possível graças à tecnologia de fio d’água, um avanço na engenharia. Mesmo assim, há problemas. Nas margens afetadas vivem cerca de 2.300 famílias. Estão ali há anos, próximas da floresta, de suas plantações e de igarapés. É um modo de vida singular – e difícil de ser reproduzido. Em muitas casas, o rio passava próximo ao quintal. O contato com o verde se dava em tempo integral. Há muitos relatos de moradores sobre a tristeza vinda com a mudança. Eles dizem que alguns idosos caíram em depressão. Uns foram embora. Outros morreram.

Para os pescadores, a obra representou uma dificuldade inédita. Segundo os ribeirinhos, o vaivém de barcos e a própria obra estão alterando os hábitos dos peixes. A pescadora Cecília de Lima, de 50 anos, vive com o marido, também pescador, em Jaci. Antes da chegada das máquinas, eles tiravam cerca de R$ 200 por pescaria. Na semana passada, o casal voltava para casa com um isopor minguado depois de pescar mais de 12 horas. “Pegamos uns R$ 50 e gastamos R$ 35 com combustível e gelo”, ela diz. “Antigamente era muito peixe. A gente mandava era peixe para fora daqui.” Eles terão em breve de deixar sua casa, avaliada pelo consórcio Santo Antônio Energia, responsável pela obra da usina Santo Antônio, em R$ 70 mil. A proposta da empresa, de acordo com Cecília, é dar uma moradia nova mais R$ 9 mil pelas benfeitorias do terreno, alguns pés de frutas que ela cultiva no quintal. “Esse povo veio acabar com a nossa paz, com a nossa vida”, afirma Cecília. As empresas dizem que, à medida do possível, tentam realocar essas famílias de pescadores mais próximo do rio.

É difícil agradar a todos. O grande desafio das usinas, fora os prazos apertados para a geração de energia, é obter uma licença social para ocupar aquele espaço. As empresas têm uma quantidade enorme de projetos para minimizar os impactos socioambientais: para retirar famílias, construir vilas, melhorar serviços públicos, aumentar escolas, presídios, delegacias. Juntos, os consórcios Enersus e Santo An-tônio vão investir R$ 2,5 bilhões em medidas compensatórias – quase 10% do valor total dos empreendimentos. Quase tudo já está destinado, mas as obras começaram depois do início das hidrelétricas. “O problema foi a falta de preparação da cidade”, afirma o promotor Hildon de Lima Chaves, do Ministério Público Estadual.

A história das hidrelétricas no Brasil é pontuada por pelo menos três fases. A primeira é das grandes obras construídas pelos militares da ditadura, num período em que o governo federal queria levar desenvolvimento a qualquer custo para a Região Norte. A segunda é a era dos licenciamentos. A legislação obrigou as empresas a dar satisfações à sociedade e cumprir uma série de exigências. Agora é a vez das regras do mercado. Os investidores, principalmente os estrangeiros, voltam-se para suas carteiras com olhar crítico. Todo mundo procura fontes de energia limpa, e as hidrelétricas são uma das melhores opções, inclusive para fazer a vida dos moradores locais melhorar. “Vamos deixar para a região mão de obra qualificada, desenvolvimento. Se você visse Porto Velho antes, ia entender a transformação”, afirma Carlos Hugo Annes de Araújo, diretor de sustentabilidade da Santo Antônio Energia. Mas, para isso, é preciso haver preocupação com a pós-construção: com a defesa da floresta e das pessoas que já viviam lá. Num país tão necessitado de obras como as do Rio Madeira – e como a futura usina de Belo Monte, no Pará –, é essencial voltar os olhos para a região de Porto Velho. É essencial conversar com a pescadora Cecília de Lima, com a médica Ida Peréa, com a jovem mãe solteira Jusivânia dos Santos.

– Goleiro Gay e Cabra-Macho

 

A discriminação sexual é um problema no esporte. Mas revirando algumas coisas aleatoriamente, achei um texto da Revista ESPN (citação abaixo), a respeito de Messi, um goleiro nordestino que confidenciou sua homossexualidade.

 

Não entraremos no mérito se está certo ou não (é a moral de cada um que julga a aceitação da prática homossexual; entretanto, o cidadão deve ser respeitado por toda a sociedade, independente da preferência). O que é curioso é que o clube em que ele joga sugeriu a divulgação, a fim de fazer publicidade do fato.

 

O nome do corajoso goleiro que saiu do armário?

 

Messi, em alusão ao argentino do Barcelona.

 

Parabéns pela coragem e ousadia.

 

Extraído de: http://espnbrasil.terra.com.br/revistaespn/noticia/153876_CABRA+MACHO

 

CABRA-MACHO

 

Por Luís Augusto Simon

 

Ranielli Mazzilli, nome de ex-presidente, é narrador de futebol e preparou um novo bordão que estreará junto com o Campeonato Potiguar da segunda divisão. “Sai pra lá bola, aqui no gol tem cabra-macho”, é o que gritará a todo pulmão quando o goleiro do Palmeira, time de Goianinha, cidade a 50 km de Natal, defender faltas ou mandar para longe bolas que, vindas de cobranças de escanteio, passarem com perigo pela área. Há boas chances de que a frase se transforme em sucesso no Agreste do Rio Grande do Norte. O goleiro Jamerson Michel da Costa, o Merci, e que agora virou Messi, é um dos ídolos do time e da cidade. E agora, às vésperas do campeonato, resolveu contar a todos o que falou, em conversa tensa, ao pai e à mãe, há cinco anos. É gay.


Pois é. Para os tradicionalistas e aqueles que detestam a Argentina, é o inferno na terra. Nosso Messi é goleiro e gay. “Não tenho vergonha da minha vida e resolvi que não tenho nada para esconder. Para ser feliz, a gente não pode ficar escondendo nada. Quem sabe o preconceito não acaba?”, diz o goleiro de 1,78 metro e 24 anos. Um grito contra o preconceito vindo do interior do Rio Grande do Norte, através de um goleiro desconhecido, é realmente algo surpreendente. Mas não é bem assim. Messi é desconhecido no sul maravilha e mesmo em Natal, mas, na região do Agreste, é muito mais que um bom goleiro. É uma lenda.
 

Primeiro, por ser filho de Zé Roberto, que, “quando não fazia quatro gols em um jogo, é porque não tinha entrado em campo”, como dizem muitos torcedores de Goianinha. E depois, por suas qualidades. Há pelo menos cinco anos, é o grande goleiro da Copa Robinson Faria, que reúne times amadores da região. “No último torneio, foram 76 times e ele foi o goleiro menos vazado. Eu sempre quis contar com ele e consegui isso há dois anos”, diz Cláudio José Freire, o Cal, presidente do Palmeira e vereador há cinco mandatos em Goianinha.Então, não foi um desconhecido que chegou ao Palmeira (que tem esse nome por causa de um erro de digitação na ata de fundação, que tirou o “s” e descaracterizou a homenagem ao Palmeiras de São Paulo). Foi um craque, de quem já se desconfiava da opção sexual, apesar de ele ainda não haver assumido. Por isso, não é de admirar que Zig Zig, Pedro Pancada e Josicley, companheiros de quarto de Messi, sejam pródigos em elogios ao companheiro. “Ele é respeitador e treina muito. Não fica de brincadeira com a gente”, dizem os três, que chegaram depois do goleiro ao time e possuem muito menos identificação com a torcida.

“Para mim, não interessa nada disso. Eu queria é contar com esse craque no meu time”, conta Cal. Por suas palavras, é possível ver que a aceitação de Messi não tem a ver com um surto de boa vontade e solidariedade do povo de Goianinha. É só comparar com os comentários machistas com que expressam a admiração que todos demonstram pelo deputado Fábio Faria, filho do também deputado Robinson Faria, que patrocina o campeonato onde Messi se destaca. “O Fábio namora a Sabrina Sato”, dizem todos, mesmo sem ser perguntados. “E já pegou a Galisteu” é o complemento inevitável da frase.

Fábio Faria se enquadra também no tipo masculino que faz a cabeça de Messi. “Adoro homem alto e que tenha corpo malhado”, afirma o goleiro, deitado no sofá da casa dos pais, na rua da Esperança, em Passagem, cidade natal, ainda menor que Goianinha. “Se pudesse, passava o dia todo no salão. Adoro fazer luzes no cabelo e usar estilo moicano. Além disso, depilo o corpo todo. A moça do salão me ajuda. Tira tudo com a máquina.” O corpo todo, Messi? “Quase todo. O restinho, eu mesmo depilo em casa.”

– Jogadores Produzindo Provas Contra Si pelo Twitter

 

Um bom advogado sempre dirá que seus clientes não podem produzir provas contra eles próprios. Mas os jogadores de futebol parecem não se importarem com isso…

 

A moda, agora, é chorar e espernear via Twitter. O micro-blog, originariamente uma brincadeira para as pessoas responderem aos seus amigos o questionamento “O que você está fazendo agora?”, tomou outros rumos. Hoje, empresas utilizam dessa rede social para interagir com os seus clientes e divulgar seus produtos. Celebridades se autopromovem. Professores sugerem debates e trocam conhecimentos. Adolescentes trocam dicas de baladas e brincam entre si. Jornalistas divulgam informações e experiências. Enfim, usos diversos, banais ou interessantes.

 

Recentemente, os jogadores de futebol descobriram no Twitter uma forma de demonstrarem o que pensam utilizando o livre arbítrio da rede. Entretanto, esquecem do principal detalhe: eles são vistos, lidos, ou melhor, seguidos (que é o termo dos twitteiros) por milhares de pessoas nas suas mensagens, ou melhor, em seus tuítes! Parecem ignorar o fato das repercussões futuras, escrevendo no computador algo que não diriam com o microfone aberto.

 

Jorge Henrique, Dentinho e Neymar já fizeram o uso do Twittter para reclamar da arbitragem em suas partidas, inclusive com termos fortes e palavrões. Depois que todos lêem, eles apagam, claro. Ou dizem ainda que suas contas no Twitter foram invadidas por hackers…

 

Ronaldo Fenômeno, no Twitter, não disse ainda logo após o jogo do Tolima, que não iria parar para não dar esse gosto aos seus críticos? Exatos quatro dias depois se aposentou…

 

Até mesmo o árbitro Carlos Eugênio Simon deu um “furo” ao divulgar a escala do japonês de Brasil X Holanda na Copa do Mundo da África do Sul antes da FIFA. Coincidentemente, voltou para casa depois disso.

 

Nesta última semana, dois episódios: Jucilei, domingo, ironizando o resultado ruim da Gaviões da Fiel no Carnaval e sugerindo cobranças de vitória como a agremiação fez a ele e ao seu ex-time, o Corinthians. Ontem, o caso mais impactante: Kleber Gladiador criticou sem pudor o seu treinador, Luiz Felipe Scolari, alegando que reclama demais do time, dos próprios jogadores, das suas atitudes e que não se calaria mais (agora, 08:00, ainda está no ar as reclamações e o seu desabafo: http://twitter.com/kleberglad30)

 

Não é o caso dos clubes repensarem certas situações e permissões a seus atletas? Não digo censurar, lógico, vivemos numa democracia. Mas não deveriam orientar atletas a tomarem devidos cuidados? Olha só que ambiente o danado do Twitter do Kleber causou no Palmeiras, que está classificado como um dos ponteiros do Paulistão! Ele diria as coisas que escreveu à imprensa com os microfones no ar? Talvez sim, talvez não…

 

Por fim, parece que agora, ao invés dos clubes se preocuparem com assessor de imprensa, assistente social, psicólogo e outros profissionais para os atletas, terá que arranjar orientador de tuítes politicamente correto ou até mesmo redator!

 

E você: acha que o clube deve interferir na vida dos jogadores dentro das Redes Sociais como Twitter, Facebook e Orkut? Deixe seu comentário:

– Idiotices Carnavalescas

 

Quase 200 pessoas mortas nas estradas. Esse é o saldo negativo nas rodovias no feriado do Carnaval. Boa parte dos acidentes produzidas pelo excesso do consumo de álcool dos motoristas.

 

No Rio de Janeiro, quase 100 pessoas presas por fazerem xixi nas ruas, hábito cada vez mais freqüente nos cordões carnavalescos.

 

Em São Paulo, a Gaviões da Fiel Torcida jogou o que podia do alto das arquibancadas sobre os adversários sambistas. E porretada em cima da Polícia!

 

Infelizmente, a desatenção, o vandalismo, a libertinagem e o desrespeito superam hoje a alegria do Carnaval. Uma pena.

 

Veja que interessante: no próximo ano, a Dragões da Real (ligada ao São Paulo FC) desfilará ao lado de Gaviões e Mancha Verde. Como evitar o iminente e imbecil confronto de torcidas?

 

A propósito, escrevi ontem e repito hoje: a posição ruim da Gaviões da Fiel permite que os jogadores do Corinthians, outrora agredidos por ela, se manifestem contra o péssimo resultado dos sambistas?

– Professores Exemplificando Maus Casos em Aula?

 

O que podemos dizer: Em Santos, um professor usa exemplos em sala de aula utilizando temas do tráfico de drogas e da criminalidade, aplicando exercícios em sala sobre quantidade de carros furtados e outros elementos da bandidagem. Os pais são contra; os alunos, a favor.

 

Sob a alegação de que o método traz a realidade aos alunos, e a contra-argumentação de que tal método é uma apologia ao crime, fica a matéria abaixo para o espírito crítico:

 

Extraído de: Época, Ed 28/02/2011, por Luiz Maklouf Carvalho

 

TRAFICANTES NA AULA DE MATEMÁTICA

 

Zaroio, Chaveta e Pipoco saem da internet e arrumam problemas para um professor de escola pública de Santos

“Vem armado para a escola?”, “A que facção pertence?”. Essas perguntas estão no cabeçalho de uma prova de matemática ficcional que circula na internet pelo menos desde 2007. É uma sátira bem-humorada – humor negro, bem entendido – tanto à criminalidade do Rio de Janeiro como à política que aboliu a reprovação, o que em tese obrigaria os professores a ser mais criativos, para chamar a atenção dos alunos. Em suas dez perguntas, a prova aborda tráfico e consumo de drogas, prostituição, assassinato por encomenda e roubo de veículos. Exemplo: “Zaroio tem um fuzil AK-47 com carregador de 80 balas. Em cada rajada ele gasta 13 balas. Quantas rajadas poderá disparar?”.

No dia 14, uma segunda-feira, Dara, uma garota santista de 14 anos, viu essas e outras perguntas ser desenhadas na lousa de sua classe pelo tranquilo e circunspecto professor de matemática Lívio Celso Pini. Ele tem 55 anos, três filhos já formados, quatro cursos universitários. “Ele disse que era uma prova para resolver durante a aula e escreveu as perguntas no quadro, sem outra explicação”, disse Samuel Evangelista de Campos Oliveira, de 16 anos, um dos 40 alunos que assistiam à aula. Oliveira contou que as perguntas não lhe provocaram reação maior. “Tudo isso é da nossa realidade, está na internet, no rap, nos videogames. Eu tratei foi de resolver os exercícios.” Achou mais difícil, matematicamente falando, a quinta questão: “Chaveta recebe R$ 500,00 por BMW roubado, R$ 125,00 por carro japonês e R$ 250,00 por 4×4. Como já puxou dois BMW e três 4×4, quantos carros japoneses terá que roubar para receber R$ 2.000?”.

Dara não conseguiu resolver todas as questões. Foi a única da classe a levar o teste para casa. “Esse professor está ficando louco”, disse a mãe da garota, a manicure Fabiana Aparecida de Albuquerque, quando a filha lhe pediu ajuda para responder aos problemas. “Louco e irresponsável”, afirmou seu marido, Jaibe da Silva, padrasto de Dara. Silva é eletricista de carros. Eles moram, com uma pequenina de 5 anos, numa casa simples no bairro de Vila Progresso, um dos mais altos de Santos.

No dia seguinte, Jaibe e Fabiana foram à escola. Reclamaram com a diretora, Madalena Serralva. Ela chamou o professor Pini e pediu que se explicasse. “Ele só disse que não tinha a intenção de criar problema”, diz Fabiana. Não satisfeitos, os dois levaram o caso, e a folha do caderno de Dara, à Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise). Quando o caso veio a público, Pini pediu licença médica da escola. A Secretaria Estadual de Educação, que não quer falar sobre o assunto, o afastou por 120 dias.

Na quarta-feira passada, uma semana depois de tomar o susto, Fabiana ainda estava aborrecida com o professor. “O que ele fez é muito negativo, muito errado”, disse, na porta de sua casa. “Ela vai a uma escola pública para aprender, e recebe uma aula de crime. Tem absurdo maior? Ele faria isso se fosse uma escola particular?”

“O tráfico faz parte da realidade dos alunos. É o método do Paulo Freire”
LUCIANO CASTELÃO, professor de geografia da escola

O titular da Dise é o sisudo delegado Francisco Garrido Fernandes, “uma mistura de índio com espanhol”, como ele próprio se define. Tem 52 anos e 33 de polícia. No ano passado, sua Dise apreendeu, na Baixada Santista, 1,7 tonelada de maconha, 15 quilos de cocaína e 4 quilos de crack. Parte dessa droga foi apreendida nos morros de Santos, inclusive no São Bento, onde fica a escola do professor Pini. “Estou averiguando se o caso se enquadra no Artigo 287 do Código Penal, apologia ao crime”, disse o delegado.

“O tráfico faz parte da realidade dos alunos”, afirmou o professor de geografia Luciano Silva Castelão, da mesma escola. Ele contou que há dois casos recentes de alunos detidos por envolvimento com drogas. “O Lívio só quis trazer para a escola uma discussão crítica sobre a realidade que os alunos já vivem”, disse Castelão. “É o método do Paulo Freire.” Castelão usaria aquelas perguntas para dar uma aula? “Talvez. Mas elas caíram como uma luva na disciplina geografia do crime, que faz parte da grade da Secretaria Estadual de Educação.” Pini conversou a respeito, antes do teste, com ele, com a diretoria ou com qualquer outro docente? “Não”, afirma. “Ninguém sabia que ele ia fazer isso. E nem ele próprio imaginou o tamanho da encrenca. Ficou todo vermelho, com hipertensão, no dia em que os pais da menina vieram aqui. E se desculpou com a turma pelo transtorno.”

Dara depôs na terça-feira. Na quarta-feira, foi a vez do professor Pini. Ele chegou com o advogado Thiago Serralva Huber, de 24 anos, parente da diretora da escola (não quis declarar em que grau). Não quis dar entrevista nem ser fotografado. “Ele tem medo de que esse episódio manche toda uma longa carreira no magistério”, diz o advogado. Pini afirmou ao delegado que passou aquele teste, copiado da internet, com o objetivo de “despertar os alunos para a questão da criminalidade”. Falou, ainda, para a cara impassível do delegado que aquele teste era apenas o início de “uma semana de debates sobre aquelas questões”. A diretora Madalena Serralva, a primeira a depor, disse que em nenhum momento o professor expôs a ela suas intenções pedagógicas. Joyce Silva, de 15 anos, outra colega de Dara, disse que ele não falou sobre debate quando passou as questões no quadro-negro.

Das dez perguntas que estão na internet – o que também não informou aos alunos –, Pini emprestou seis, com pontuais modificações. “Teorias educacionais modernas dizem que se deve aproximar dos alunos o conteúdo da realidade – e isso vale, inclusive, para a matemática”, diz a professora Ângela Soligo, da Universidade de Campinas (Unicamp), doutora em psicologia da educação. “Mas é preciso tomar cuidado, porque os conteúdos não são neutros. Nesse caso, pode ter havido o risco de tornar natural, para os alunos, a realidade criminosa que as perguntas contêm, como se ela fosse válida e aceitável.” Questões dessa complexidade, segundo a professora Soligo, devem passar, antes, por uma discussão na coordenação pedagógica, na direção da escola e até entre os pais. Mas não houve crime, na opinião dela, porque a formulação das perguntas não implica apologia.

No final da manhã da quarta-feira passada, mesmo dia em que o professor Pini iria depor, cerca de 100 alunos da escola alvoroçaram a pracinha em frente, no Morro São Bento, com uma manifestação favorável à volta do professor. Ela foi convocada pelo Twitter do aluno Davidson Welber Rocha, de 17 anos, do 2º ano do ensino médio, e teve apoio da diretora e dos professores. Nas contas do advogado de defesa, “400 alunos” participaram da manifestação. Um dos cartazes dizia: “O professor Lívio nos trouxe a realidade… E a realidade é que perdemos um ótimo professor”. Em outro: “Não se jogam no lixo anos de trabalho por uma aula mal interpretada”. A única a discursar, apelando para não haver tumulto, foi a mãe de um aluno de Pini, Sandra Cristina Ferreira. “Ele é um excelente professor e tem de voltar”, disse.

Dara estava na escola naquele dia, mas voltou para casa antes da manifestação. Sua mãe disse que ela está sendo hostilizada. “Metade da escola não está nem falando com ela.”

– Os Nomes mais Populares de 2010

 

Apenas por curiosidade: leio ‘sabe-lá-Deus-onde’ uma lista dos nomes de crianças mais populares de 2010:

 

No Brasil, os 5 nomes de meninos e meninas mais batizadas foram: Gabriel, Davi, Miguel, Arthur e Mateus; Júlia, Sophia. Isabella, Maria Eduarda e Giovanna.

 

Mas sabe o que é curioso?

Segundo o site BabyCenterBrasil, os nomes de batismo são influenciados principalmente pelas novelas da Rede Globo, pelos desatques do ano e pela religiosidade popular. Assim, motivado pela exposição da candidata do PV (Marina Silva) e pela mocinha da novela Insensato Coração (Marina), adivinha qual nome feminino será bola da vez em 2011?

– O Exemplo do Futebol vem do Beisebol

 

Você conhece Gil Meche?

 

Ele é arremessador da equipe do Kansas City Royals, da Major League Beiseball (MLB). Craque do time, chegou contratado por 5 anos recebendo, só em salário, US$ 12 mi por ano (ou 1 milhão de dólares por mês).

 

A curiosidade é o fato de Gil Meche pedir REDUÇÃO SALARIAL. Ele alegou ao clube que já não rende a mesma coisa de quando foi contratado (está no 3º. ano do seu contrato), e que sua consciência diz que não é justo para o clube pagar tanto por um atleta que ele não é mais! Disse ainda que se preocupa com a imagem negativa que passará, ganhando tanto sem jogar o que outrora jogou, como mercenário ou acomodado com a situação contratual.

 

Que tapa na cara de muitos boleiros, não? Quanto jogador que ganha milhões por ano e não está jogando nada!

 

E você, o que acha da atitude do astro do beisebol? Deixe seu comentário:

– E quando nos Deparamos em Perguntar às Notórias Pessoas?

 

Amigos, um desafio que vai desde os administradores de empresas aos simples fãs de personalidades: o que fazer diante daquele que admiramos?

 

Digo isso pois recentemente presenciei um fato inusitado: a esposa de um conhecido aqui do meu bairro (um humilde servente de pedreiro que chamaremos pelo nome fictício de “Zé”) foi sorteada para um programa do SBT. Ela e o marido (o “Zé”) foram ao quadro que era apresentado por Sílvio Santos! E o Zé teve a oportunidade de, nos bastidores, ficar frente a frente com o Homem do Baú. Perguntei-lhe o que havia conversado com o Sílvio, e ele simplesmente me disse: “Nada, era tudo tão rápido e ele foi tão simpático que eu não sabia o que dizer“.

 

Dias atrás, li um artigo sobre presidentes e CEOs de multinacionais que saíam de seus escritórios e procuravam os operários e/ou funcionários do baixo escalão das suas empresas, a fim de possibilitar o encontro entre empregados que jamais acreditariam que poderiam conversar com o executivo maior da organização em que trabalhavam. Sabe qual a curiosidade? A maior parte dos funcionários não sabia o que perguntar ao chefe; este, por sua vez, era quem tomava a iniciativa do diálogo.

 

Dentro das empresas, muitas vezes pode haver a admiração à algum grande líder; ou até na mesma proporção uma grande repulsa. Diante de um amado ou odiado executivo, esportista, ator, político ou qualquer personalidade de destaque, a reação dos cidadãos comuns pode ser a mais diversa possível.

 

Eu, particularmente, tive algumas oportunidades-relâmpagos (algumas inesperadas e outras programadas) de conversar com pessoas de notoriedade nacional. Procurei explorar ao máximo cada segundo da presença e da possibilidade de interagir com elas. De algumas, obtive a simpatia esperada; de outras, apenas respostas politicamente corretas e /ou protocolares. De outras, uma grande decepção pela atenção dada.

 

Mas, motivado pela sugestão do universitário em administração de empresas Vanderlei Noronha (meu aluno na FASAS), fica a questão: o que você perguntaria a Dilma Roussef, caso tenha a oportunidade de encontrá-la a sós?

 

Estenda a questão de forma geral: a quem você gostaria de fazer uma pergunta e qual seria ela? Deixe seu comentário:

 

Leia esse post e outros também no Portal Bom Dia: http://blog.redebomdia.com.br/blog/rafaelporcari/comentarios.php?codpost=4268&blog=6&nome_colunista=963

– Jovens Proibidos e Cerceados pela Lei

 

Fernandópolis foi pioneira em uma lei que ficou conhecida como “Toque de recolher para menores”. As crianças e adolescentes não podem ficar nas ruas após as 23h, desacompanhados dos pais.

 

Cidades aderiram; instituições chiaram. A polêmica, na época, foi criada.

 

Agora, a lei se tornou mais abrangente: desde o dia 04 de janeiro, menores de idade não podem permanecer em lanchonetes, bares, restaurantes ou em quaisquer lugares que vedam bebidas alcoólicas, caso estejam sem um adulto.

 

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

– Reveillon na Avenida Paulista e Carnaval de Jundiaí

 

Muito se fala sobre eventos na Avenida Paulista. Manifestações de professores, Parada Gay, greve dos bancários, e outras tantas coisas. O problema é que a Avenida é um corredor de hospitais, não pode fechá-la, pois, afinal, “São Paulo não pode parar”.

 

Mas, cá entre nós: se tanta coisa não pode, por que a festa do Reveillon tem que ser lá?

 

Temos que ser coerentes: ou pode todo mundo ou não pode ninguém.

 

É como o Carnaval em Jundiaí: onde seria o espaço perfeito para não atrapalhar a população? Qualquer lugar se torna um grande incômodo.

 

Assim como em São Paulo uma opção seria o Sambódromo ou o Autódromo, teríamos que nos reinventar em Jundiaí. Que tal adaptar o Parque da Cidade, por exemplo, para celebrações assim?

 

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário.

– O Perigoso Papai Noel enquadrado pela PM no Parque Eloy Chaves?

 

Às vezes o rigor da lei assusta. Quando é para ser cumprida, não é. Quando é para se ter bom senso, cumpra-se!

 

No Parque Eloy Chaves, em Jundiaí, durante a tarde-noite de Natal, alguns jovens saíram de uma reunião da paróquia São João Bosco e resolveram dar doces para as crianças na rua. Um deles se vestiu de Papai Noel, e a 20 km/h, em cima de uma camionete, acenava para as pessoas.

 

Não é que uma viatura da PM deu uma “enquadrada” no bom velhinho?

 

O problema é que autuaram o veículo que conduzia o Papai Noel. Claro, a lei proíbe pessoas em cima da caçamba de carros. Mas naquela data, naquele momento e com aquele propósito (e naquela velocidade…) não poderia existir o bom senso de simplesmente pedir ao bom velhinho que descesse do carro? Multar de pronto era a melhor forma?

 

Sem dizer que havia 3 viaturas abordando os bandidos que acompanhavam o Papai Noel… ops, quer dizer, os jovens que saíram do Grupo Religioso e faziam um ato de paz.

 

E você, o que acha disso: falta espírito natalino em muitas ocasiões ou a burocracia da lei deve ser cumprida ao pé-da-letra? Deixe seu comentário:

– Tem Pai que é Mãe: os efeitos do hormônio OCITOCINA na paternidade

 

Quando o Papai vira Mamãe? Quando alguns hormônios acabam deixando o pai com o mesmo comportamento da mãe, exceto o ato de dar mamar.

Olha que legal: provado cientificamente que os pais acabam sendo verdadeiras mães, graças a OCITOCINA.

Compartilho abaixo, extraído da Folha de São Paulo, Caderno Cotidiano, 25/08/2010, PG 09.

 

TEM PAI QUE É MÃE

 

POR Iara Biderman

 

Pela primeira vez, um estudo mostrou o papel do hormônio ocitocina na criação de vínculos afetivos entre o pai e o filho recém-nascido.Essa substância já é conhecida por estimular as contrações uterinas no trabalho de parto, a ejeção do leite na amamentação e a criação de laços entre mãe e bebê.

 

Mas a nova pesquisa, publicada no periódico “Biological Psychiatry”, avaliou o efeitos do hormônio da maternidade em homens que eram pais pela primeira vez.

As conclusões são estimulantes para essa geração de homens que participa mais na criação dos filhos.

 

SEM DAR DE MAMAR

 

Os pesquisadores descobriram que, embora a lactação seja um poderoso estímulo à produção de ocitocina, não é preciso dar o peito para que isso ocorra.Os níveis de hormônio foram medidos nos 160 participantes do estudo (80 casais) seis semanas após o nascimento do bebê e logo após ele completar seis meses.

 

Constatou-se que a concentração de ocitocina nos homens era igual à das mães de seus filhos. Isso sugere, segundo os pesquisadores, que os mecanismos que regulam os níveis do hormônio também estão ligados ao relacionamento do casal.

Além disso, o estudo mostrou uma forte associação entre os níveis de ocitocina e a capacidade paterna de se relacionar com seu bebê.

 

Não se sabe se o aumento de hormônio é causa ou efeito do comportamento. Mas foi verificada a relação entre a ocitocina e as atitudes dos pais com as crianças.

Elas são diferentes para pais e mães. Nelas, troca afetuosa de olhares, carinhos e palavras maternais são os comportamentos associados ao aumento da ocitocina.

Nos pais, a alta do hormônio ocorre quando ele estimula o filho -por exemplo, mostrando objetos ou fazendo com que agarre sua mão.

 

“Isso é lindo. Mostra que a ocitocina é quase um medidor biológico da capacidade de um homem permanecer cuidando de sua família”, diz a endocrinologista Vânia Assaly, membro da International Hormone Society.

 

O endocrinologista Luís Eduardo Calliari, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, conta que alguns estudos em animais já indicavam algo semelhante.

Foram observados dois tipos de ratos: um que cuidava de sua prole, “constituía família”, e outro que abandonava a fêmea depois do acasalamento. Os animais fiéis tinham concentrações de ocitocina bem maiores do que as dos ratos canalhas.

 

CAUSA OU EFEITO?


“Teoricamente, [o hormônio] pode estar relacionado ao envolvimento do pai. Mas,como em outros estudos sobre ocitocina e comportamento humano, esse não é conclusivo. Não dá para saber se o aumento da substância é causa ou efeito do comportamento”, diz Calliari.Vários estudos feitos com o hormônio (leia acima) sugerem que ele age como modulador do comportamento. O aumento da ocitocina deixa a pessoa mais generosa, compreensiva, amorosa.

 

Calliari pondera: “Isso pode indicar que vale a pena deixar o pai mais perto do recém-nascido, para facilitar a criação de vínculos”.

– Sem Sexo não se Vive?

Demagogia, Folclore ou Caso de Saúde Pública?

Na pequenina Parnamirim/RN, um vereador local quer distribuir gratuitamente remédios para disfunção erétil. Ele é Rosano Taveira, e se diz alicerçado nas idéias do psicólogo americano Maslow.

Ora, leciono na área de Administração de Empresas, e conheço bem a obra de Maslow. Abraham Maslow criou nos anos 40 uma teoria comportamentalista (ele era um dos pais do movimento behaviorista, adaptado à administração). Sua obra consistia na criação de uma Hierarquia das Necessidades às pessoas, e que através da satisfação ou frustração dessas necessidades o homem poderia ter reações previsíveis, e assim poderia ser administrado conforme sua carência pelos seus superiores (a chamada visão do Homem Probabilístico/Administrativo). Essas hierarquias eram divididas em dois grupos: Primárias, as mais importantes (fisiológicas e de segurança) e Secundárias (social, estima e auto-realização).

Teoricamente, a primeira necessidade humana é a de atender as necessidades do corpo, como comer, beber, dormir e descansar. Sexo é uma necessidade fisiológica; mas ela seria incontrolável, como as demais?

Ou o nobre vereador se equivocou com a necessidade primária da população, ou é um abnegado em atender a saúde pública. Tenho meus receios; afinal, os remédios de disfunção erétil tem suas contraindicações, principalmente para os cardíacos! Tomá-los sem prescrição médica é um perigo (aliás, qualquer automedicação é perigosa). Dar de graça esse tipo de medicamento me parece irresponsabilidade.

Em tempo: tal projeto não é novidade: em Novo Santo Antonio/MT, os idosos acima de 60 anos tem direito a 4 comprimidos de Viagra ou Ciallis garantidos pela prefeitura local, numa ação social chamada de “Projeto Pinto Alegre”. Parece gozação tal nome, não é? Trocadilho infame das autoridades de lá…

– O Ouro do Tráfico

 

É de arrepiar (e ao mesmo tempo de entristecer) a matéria de Wilson Aquino na Revista Istoé dessa semana sobre o Ouro utilizado pelos bandidos no tráfico de drogas no Complexo do Alemão.

 

Você sabia que a grossura e formato das correntes significavam níveis de autoridade diversos nos morros? Até filhos de bandidos, com 3 anos de idade, eram “forrados” de jóias!

 

Abaixo, extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/114877_O+OURO+DO+TRAFICO

 

O OURO DO TRÁFICO

 

Bandidos sempre gostaram de ostentar poder com joias – de preferência grossas, enormes e bastante brilhantes. As peças costumam ser tão caras quanto excêntricas. Com a tomada do Complexo do Alemão pelo poder público, pôde-se ter uma ideia do fascínio que o ouro exerce neles. A Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu um CD com fotos de traficantes, parentes e amigos exibindo um verdadeiro arsenal de ouro e pedras preciosas por todo o corpo. Esse CD é mais uma comprovação da riqueza escondida em mansões disfarçadas entre as residências pobres do Alemão, célula central do tráfico de drogas do Rio. As imagens mostram alguns dos 600 homens que integravam (ou ainda integram porque muitos fugiram) as facções criminosas da comunidade usando peças que nenhum cidadão carioca se sentiria seguro de exibir. Mas eles ostentavam tranquilamente a riqueza.

O professor Paulo Storani, que também é ex-capitão do Batalhão de Operações da PM do Rio (Bope), não se surpreendeu com o que viu. Segundo o homem que inspirou o personagem Capitão Nascimento de “Tropa de Elite”, o cordão de ouro virou símbolo de ostentação dos traficantes há cerca de dez anos. Antes disso, eles preferiam a prata. “Quanto mais grossa for a corda (forma como os bandidos se referem aos cordões de ouro), maior o status. De acordo com o delegado Roberto Gomes, chefe da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), muitas dessas joias são produto de assaltos a joalherias. Gomes explica que, em diversos casos, o tráfico age indiretamente no roubo, seja fornecendo armamento para as quadrilhas, seja com apoio logístico, permitindo que o bando se esconda em seus redutos após o assalto. Os traficantes também atuam como receptadores e usam o ouro como moeda para aquisição de entorpecentes e armas nas fronteiras ou para o pagamento de propinas.

Outra parte das joias é levada às bocas de fumo por viciados que furtam os bens da família para consumir drogas. Os traficantes têm ourives de confiança para derreter as peças e transformá-las em joias personalizadas. “Essa ostentação acaba seduzindo muitos jovens. Fascinados pela demonstração de poder, ingressam nas fileiras do crime”, lamenta o delegado Gomes. “A expectativa de vida deles é curta, então querem viver intensamente, transferindo o conforto de quem vive no asfalto para as favelas”, diz o professor Storani.
A pedido de ISTOÉ, o joalheiro e designar de joias Alfredo Grosso analisou as fotos e, do alto de sua experiência de mais de 40 anos no ramo, se disse “boquiaberto” com a quantidade de ouro que os criminosos carregavam no corpo. “Não se encontra isso em lojas. É coisa de rapper americano milionário”, compara o joalheiro. Grosso identificou pedras preciosas como rubis, águas-marinhas, topázios e ametistas encravadas em anéis, pulseiras e cordões de ouro maciço. “Parece que ele tem um quilo de ouro no pescoço”, espantou-se o joalheiro diante da foto do traficante que a polícia diz tratar-se de Gaguinho. O designer não tem dúvida de que os objetos são de ouro 18 quilates e estima o preço de alguns deles entre R$ 10 mil e R$ 35 mil somente de metal, fora os brilhantes e o trabalho artístico. “Só tem mastodonte”, diz o joalheiro, referindo-se ao tamanho das medalhas penduradas no pescoço dos bandidos. Ele nem se atreve a fazer uma avaliação financeira delas.

No entanto, especialistas disseram que, se as joias forem realmente verdadeiras, alguns bandidos estavam adornados com mais de R$ 300 mil em ouro, pedras preciosas e brilhantes. No álbum de fotos do tráfico, percebe-se que os bandidos não tinham a menor preocupação com a chegada da polícia. Estão rindo, bebendo e ao lado de mulheres bonitas. “Muitas moram na zona sul carioca e também se encantaram com o poder exibido pelos traficantes, seja através das armas, seja do ouro”, garante o professor Storani, mestre em antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

As fotos mostram também que os traficantes não tinham nenhum cuidado em preservar a família. Um menino aparentando 3 anos, identificado como filho do traficante Bacalhau, aparece com uma corrente e um medalhão de ouro com as inicias JN. Outro, praticamente da mesma idade e que seria filho do traficante Macarrão, está com o corpinho praticamente coberto de correntes e medalhões de ouro, sendo um com o desenho de uma coroa. Até um bebê, descrito na foto como filho do chefe do tráfico no Alemão, o traficante Fábio Atanásio, o FB, que conseguiu escapar milagrosamente do cerco montado pelas Forças de Segurança, é exibido cheio de cordões de ouro.

O inspetor Jorge Gerhard, que durante anos chefiou o Serviço de Inteligência da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), diz que o uso de ouro pelo corpo faz parte do folclore da bandidagem, mas somente dentro das comunidades. “Se botar o pé para fora da favela ostentando uma medalha de um palmo pendurada no pescoço vai ser preso”, diz. “É um freio de camburão.”

– Craques que saem da Grande Área e vão para o Exame de DNA

 

Ronaldo Nazário assumiu a paternidade de seu filho japonês. Ou melhor, nascido no Japão mas brasileiro da gema.

A Revista Época traz uma matéria interessante, por Celso Masson e Leopoldo Mateus, sobre os craques que tiveram que se submeter ao DNA e como eles reagem diferente ao ter que assumir filhos que foram fruto de relacionamentos esporádicos.

 

Em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI194911-15215,00-EM+CONTEXTO+OS+CRAQUES+E+SUAS+JOGADAS+FORA+DA+AREA.html

 

OS CRAQUES E SUAS JOGADAS FORA DA ÁREA

 

Eles fazem bonito entre as quatro linhas do gramado, mas nem sempre se controlam entre quatro paredes, onde não há bandeirinha nem juiz para apitar impedimento. Ser surpreendido por um filho que nasceu de um caso passageiro é quase uma regra entre os grandes atacantes do futebol brasileiro. Na semana passada, um teste de DNA comprovou que Ronaldo, o Fenômeno, é pai do garoto Alex. A notícia foi confirmada pelo craque por uma mensagem no Twitter: “Alex é meu filho”. A mãe é a brasileira Michele Umezu, que trabalhava como garçonete em Cingapura quando teve um caso com o Fenômeno, em agosto de 2004.

Os dois haviam se conhecido na Copa de 2002, no Japão, e se reencontraram quando o Real Madri, time em que Ronaldo jogava, foi fazer amistosos na Ásia. Michele voltou para o Brasil em abril deste ano e, de lá para cá, cobrava do jogador a realização de um exame de paternidade. Ao assumir que Alex é seu filho, Ronaldo mostra uma postura diferente daquela adotada por outros jogadores.

O caso extremo é o do goleiro Bruno, preso em Minas Gerais desde julho, acusado de participação no sequestro e morte de Eliza Samudio, com quem teve um caso – e o filho Bruninho. Um exame de DNA confirmou a paternidade. Na quarta-feira, Bruno foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a quatro anos e seis meses de prisão por agredir, sequestrar e ameaçar a modelo. Ele não poderá recorrer da sentença em liberdade. O julgamento de Bruno por sua participação na morte de Eliza ainda será marcado pela Justiça mineira.

No passado, ficou famosa a história de Garrincha, que em 1959 teve um affaire com uma sueca. Ulf Lindberg e o pai nem chegaram a se conhecer. Pelé teve duas filhas não programadas. Uma, com a empregada doméstica Anízia Machado, em 1964. A filha do casal, Sandra, só foi reconhecida pelo pai em 1996, cinco anos depois de entrar com o pedido de exame de DNA na Justiça. Em 2002, ele reconheceu ser o pai de Flávia Kurtz Vieira de Carvalho, hoje com 32 anos. O comentarista da TV Globo e ex-meio-campista Falcão se recusou a fazer exame de paternidade de Giuseppe Frontoni, nascido em 1981, enquanto o atleta atuava pelo Roma. Há oito anos, Falcão foi condenado pela Justiça italiana a pagar uma pensão equivalente a US$ 1.500 mensais ao filho – como não houve exame de DNA, testemunhos bastaram para a Justiça italiana decidir que Falcão é o pai. O quadro abaixo resume alguns dos casos de paternidade que marcaram o folclore do futebol. (Quadro não disponível)

– A Exemplificação Infeliz de Sérgio Cabral em Relação ao Aborto

 “Quem nunca teve uma namoradinha que teve que abortar ?”

 

Essa foi a infeliz frase do governador fluminense Sérgio Cabral, ontem, durante evento com empresários. Ao criticar a atual lei sobre o aborto, fez essa veemente justificativa para defender o aborto.

 

Tal infelicidade me parece tão imbecil quanto a do ex-goleiro Bruno, quando atuava pelo Flamengo, que disse: “Quem nunca bateu na sua mulher?”

 

Sinceramente, a estupidez e a vulgarização dos valores é crescente. O respeito para a vida é diminuto e as exemplificações impróprias. Assim, agüentemos nossos políticos.

 

Respeitando as opiniões, discordo totalmente dessa visão a favor do aborto. Defendo a vida, e aceitar passivamente tal pronunciamento é uma grande omissão.

 

Se Sérgio Cabral é a favor do aborto, deveria se expressar bem diferente do que fez. Poderia ter ficado quieto.

 

E você, o que pensa disso? O governador Sérgio Cabral errou ao falar de tão delicado tema da forma que fez ou não? Deixe seu comentário:

– A Lista dos “100 mais Influentes Brasileiros” traz Importantes Novidades

 

Todo final de ano temos algumas listas pontuando fatos marcantes ou elegendo personalidades. Nesta semana, a Revista Época traz a sua relação dos 100 brasileiros mais influentes de 2010. Tudo normal e mais ou menos esperado: os da Política são os esperados: Lula, Serra, Dilma… dos Esportes, Celebridades, Ciência e outros também são mais ou menos bola cantada.

 

Mas gostaria de destacar uma anônima que felizmente apareceu na lista: Irmã Vera Lucia Altoé. Sabem quem é essa ilustre desconhecida? A sucessora de dona Zilda Arns na Pastoral da Criança. Dei uma pesquisada sobre sua obra na Internet, e me espantei! Ela tem a vida pautada em ser “sal da terra e luz do mundo”, tal é a grandiosidade do seu trabalho em favor dos pequenos. E poucos ouviram falar do nome dela.

 

A melhor definição dela pode ser o rótulo dado por Dom Dimas Lara Barbosa, bispo auxiliar do RJ, na mesma publicação: “Marcam sua vida a sensibilidade pelo sofrimento do povo e pelas injustiças sociais, bem como a alegria por estar no meio das comunidades”.

 

Ainda sobre a lista, fiquei preocupado pelo meu desconhecimento total sobre musicalidade atual. Explico: claro que já ouvi os nomes Pe Lanza e Fiuk. Sei que o primeiro é o líder de uma banda que faz sucesso entre os adolescentes e o outro é o filho do Fábio Jr (não estou tão por fora…rsrs) Mas nunca vi nenhum dos dois na TV, nem ouvi entrevistas deles e nem sei uma canção!

 

Será que tô por fora???

– Eles Merecem o Prêmio de Melhores do Brasileirão!

 

Conca mereceu o título de melhor jogador do Brasileirão. Aliás, o comportamento do jogador é exemplar dentro e fora de campo. Leio em algumas publicações como é o dia-a-dia do gringo. Parabéns! Na dúvida de contratações de craques, o quesito comportamento é uma grande vantagem competitiva. Jobson, por exemplo, que o diga…

 

O grande problema é o sucesso instantâneo de jovens no futebol que ainda não sabem lidar com a fama. Quantos moleques aparecem e somem com rapidez. Um exemplo positivo é esse garoto Lucas Marcelinho, do São Paulo. Base familiar boa e orientações de gente de bem. Se continuar com essa bola, vai longe!

 

Aproveitando: parabéns ao Sandro Meira Ricci pela eleição de melhor árbitro do Brasileirão. Gostaria ainda de uma ressalva: se há melhores de cada posição, por quê não se premiar os melhores bandeiras também?

– Tardia, mas oportunamente, o Reconhecimento de um erro ao Washington Post

 

Dilma Roussef deu sua primeira entrevista, depois de eleita, à imprensa escrita para o jornal americano Washington Post (Lula fez o mesmo). E na interessante publicação, declarou: foi um erro o Brasil se abster em condenar o Irã pelo apedrejamento da mulher supostamente adúltera e pela violação de Direitos Humanos.

 

Gostei, dona Dilma. Enfim uma bola dentro.

– Tchau, Lula, o Mimadinho…

 

Atualmente, Guilherme Fiúza está para a Revista Época assim como Diogo Mainardi está para a Revista Veja. E brilhantemente escreveu sobre a saideira do nosso Guia-Mestre Lula.

 

Pasmem, alguns detalhes curiosos de última hora: um assessor para carregar cinzeiro, chacotas sobre jornalistas, amor incondicional à Sarney e desprezo àqueles que tem opinião contrária. Esse é nosso democrático presidente…

 

Teria subido à cabeça o sucesso?

 

Compartilho o artigo escrito na edição 655 de Época:

 

A DESPEDIDA DE UM PRESIDENTE MIMADO

 

Por Guilherme Fiúza

 

É claro que isso não ia acabar bem. Um presidente da República que vê seu cargo, acima de tudo, como fator de ascensão social está condenado à frustração. O elevador que o levou ao topo um dia desce – e esse dia está chegando. Luiz Inácio da Silva terá de se acostumar a parar de chamar seus interlocutores de “meu filho”, entre outros tratamentos irritadiços. Enquanto manda e desmanda no ministério da sucessora – seu último ato senhorial –, o ex-operário não disfarça a agonia de sua volta à planície.

Perguntado se estava no Maranhão para retribuir o apoio da oligarquia Sarney, Lula respondeu que o repórter tinha de “se tratar”. De acordo com o presidente, a pergunta demonstrava falta de evolução da imprensa, e em particular daquele repórter: “Você não evoluiu nada. É uma doença”.

O repórter repreendido por Lula não deve se abater. De fato, é difícil evoluir tão rápido, a ponto de compreender todos os avanços proporcionados ao país pela família Sarney. A resistência a essa modernização vertiginosa foi resumida por Roseana, a governadora dos novos tempos: “É preconceito contra a mulher”.

Também deve ser preconceito contra a mulher a reação de alguns ao projeto de compra do AeroDilma. O avião de meio bilhão de reais, que deverá substituir o AeroLula, é fundamental, segundo o presidente, para que o Brasil não se humilhe nas viagens oficiais. Tem toda razão. Chega de humilhação. Já basta o que os líderes do governo popular gastam de sola de sapato por aí, em anos e anos de comícios nos fins de mundo brasileiros. Uma vez eleitos, o mínimo a que têm direito é um salão de baile a 10.000 metros de altura – sem escalas enfadonhas.

Da altitude do poder, é possível esculhambar repórteres que fazem perguntas indesejáveis. Também é possível reescrever a história. No discurso de despedida do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – criado em 2003, e que se tornou muito importante por institucionalizar o bate-papo presidencial em horário de expediente –, Lula se emocionou. Disse que foi vítima de uma tentativa de golpe em 2005 (o ano do mensalão) e agradeceu aos conselheiros que permaneceram a seu lado naquele momento difícil. Deve ser mesmo comovente imaginar que, em menos de um mês, não haverá mais plateias simpáticas como essa para ajudá-lo a acreditar no que ele quiser.

Da altitude do poder, é possível esculhambar repórteres que fazem perguntas indesejáveis

Em 2003, recém-empossado, Lula recebeu no Palácio da Alvorada a visita dos humoristas do Casseta & planeta, para uma sessão do primeiro filme do grupo. Bussunda, que era fã de Lula, se fixou numa cena: o presidente estava numa cadeira de rodas, por causa de uma torção no pé. Enquanto era empurrado pelos corredores palacianos, um ministro caminhava a seu lado segurando um cinzeiro, para que o chefe batesse a cinza do charuto que fumava. O humorista achou que havia algo errado com a conquista do palácio pelo povo. Pareceu-lhe que o povo era quem tinha sido conquistado pelo palácio.

Lula foi conquistado pelo poder. E este lhe foi mesmo cativante. Foram oito anos vendo o Banco Central governar, surfando na conjuntura econômica generosa e distribuindo bolsas, repetindo bordões fáceis como PAC e pré-sal, engordando o mito do filho do Brasil. Nem convencer o povo de que Dilma é Lula deu trabalho – e aí, realmente, não se pode querer outra vida. Este 1º de janeiro vai ser mesmo difícil para o operário que chegou lá, e enfrentará seu maior desafio: sair de lá.

Essa outra vida promete ser estranha. Certas delícias vão desaparecer, como ignorar por oito anos a segurança pública e poder declarar, diante da ofensiva da polícia carioca contra o tráfico, que “ocupamos o Morro do Alemão”. Mas nem tudo está perdido. Talvez a máquina de arrecadação do PT lhe consiga alguém para segurar seu cinzeiro. E não há de faltar convite para um passeio no AeroDilma.

– O Livro Sobre um Papa Racional

 

Será lançado um livro pelo alemão Peter Seewald, onde ele fala sobre suas impressões sobre o papa Bento 16, após entrevistá-lo. Deste livro, o próprio Vaticano antecipou alguns trechos no seu jornal, o  L’Osservatore.

 

Duas coisas me chamaram a atenção:

 

1) a preocupação de Bento 16 em mostrar que o Papa, além de ser um servo de Deus, é um humano falível. E trata do dogma da infalibilidade papal com muito cuidado, discernindo-o.

 

2) o uso da camisinha em determinadas citações. A preocupação em falar abertamente que as prostitutas devem cobrar o uso do preservativo (face a preocupação da AIDS), mantém ainda uma outra faceta: a de que a condenação da camisinha é devido a vulgarização do ato sexual de maneira desregrada e incentivadora do adultério. O problema não é o uso da camisinha, mas a fidelidade aos valores espirituais e da família.

 

Temas difíceis, mas necessários.

 

E você, o que acha dessas declarações do Papa? Deixe seu comentário:

– Como se Livrar das Culpas

Em maio de 2010, a Revista Isto É trouxe uma brilhante matéria sobre como vivem e como devem viver pessoas que sentem culpadas por tudo na vida e no mundo!

O assunto foi muito bem abordado, e trata de uma forma sutil daquilo que muitos de nós sentimos: culpa por não sermos perfeitos, por deixar de ajudar alguém, por não sermos ecologicamente corretos, e outras tantas coisas que muitas vezes são cobranças necessárias e outras vezes demasiadas.

Cobramo-nos demais ou somos mesmo culpados por imperfeição?

O acesso à brilhante reportagem encontra-se clicando acima: COMO SE LIVRAR DAS CULPAS

– Sexo é Aperitivo e Preparatório para Grandes Decisões, segundo James Hunt

Estamos as vésperas de uma decisão da Fórmula 1. James Hunt, campeão de 1976, é o anti-herói de uma geração de outrora. Em meio a tantas exigências e proibições do profissionalismo de hoje, Hunt ficou imortalizado como o “campeão desregrado“, por causa das homéricas farras. Em sua biografia recentemente lançada, consta que na noite anterior à corrida que venceu o campeonato, promoveu uma orgia com pelo menos 33 moças de “moral duvidosa”.

 

No próprio macacão do piloto, a inscrição:

“sexo, o café da manhã dos campeões”.

 

E você, o que pensa disso: Moralidade e Profissionalismo caminham juntos ou independem (como no caso de Hunt?)? Deixe seu comentário:

– O “Rodeio das Gordas” e o sentido torto, imbecil e repugnante do ambiente acadêmico.

 

Sempre defendo que as instituições de ensino onde leciono devem incentivar o espírito e ambiente acadêmico. A integração universitária deve ser fundamental para o entrosamento e sucesso dos universitários.

 

Mas o que dizer dos idiotas que ainda insistem em praticar “trotes acadêmicos” a fim de integrar os novatos? Ou ainda o constrangedor episódio ocorrido semana passada na UNESP de Araraquara, chamado de “Rodeio das Gordas”, onde a montaria em cima de alunas obesas era a “brincadeira”?

 

Custa a crer que esses alunos serão a mente pensante da nação…

 

Faço minha as palavras de Ruth de Aquino, na Revista Época dessa semana, Coluna Nossa Antena, de 01 de novembro de 2011, pg 130. Abaixo:

 

O RODEIO DOS IMBECIS

 

Universitários que “montam” à força em colegas gordas, numa competição para ver “qual peão” fica mais tempo sobre as meninas, são o retrato cru de uma sociedade doente e sem noção. O “rodeio das gordas” aconteceu em outubro em jogos oficiais de uma universidade importante, a Unesp, em São Paulo – não em algum rincão remoto. Não envolveu capiau nem analfabeto. Foi a elite brasileira, a que chega à universidade. Estamos no século XXI e assistimos perplexos à globalização da ignorância moral.

 

Mais de 50 rapazes, da Universidade Estadual Paulista, organizaram o ataque às gordas num evento esportivo e cultural com 15 mil universitários. Uma comunidade no Orkut definiu as regras: “Todo peão deve permanecer oito segundos segurando a gorda”; “gordas bandidas são mais valiosas”; “o corpo da gorda tem de ser grande, bem grande”. Os estudantes se aproximavam das meninas como se fossem paquerá-las. Aproveitavam para agarrá-las e montar nelas, e as que mais lutavam contra a agressão eram apelidadas de “gordas bandidas”. Uma referência ao touro Bandido, personagem da novela América. “A cada coice tomado, o peão guerreiro ganha 1 ponto”, anunciava o site de relacionamento.

 

A repercussão assustou os universitários. Roberto Negrini, um dos organizadores do torneio e filho de advogada, chamou tudo de “brincadeira”, mas pediu desculpas à diretoria da Unesp e se disse arrependido. Tentou convencer a todos de que “não houve preconceito”. Sites e blogs foram invadidos por comentários indignados. Mas havia muitos homens aplaudindo “a criatividade” dos estudantes. O internauta Arnaldo César Almeida, de São Paulo, propôs transformar a competição num “esporte olímpico”. Outro, que se identificou como Alexandre, escreveu: “Me divirto vendo esses kibes (sic) humanos dando coice! Vou até instalar uma baleia mecânica para treinar”.

Quem são os pais e as mães desses rapazes? A maior responsabilidade é da família. O que fez ou onde estava quem deveria tê-los educado com valores mínimos de cortesia e respeito ao próximo? Jovens adultos que agem assim foram, de alguma maneira, ignorados por seus pais ou receberam péssimos exemplos em casa e na comunidade onde cresceram.

O “rodeio das gordas”, promovido nos jogos da Unesp, é o retrato de uma sociedade doente

Não foi uma semana edificante. Meninas adolescentes, numa escola paulista em Mogi das Cruzes, trocaram socos. A mais agredida, de 14 anos, disse: “Alguns têm dó, mas outros ficam rindo porque eu apanhei”. Em Brasília, uma estudante usou a lâmina do apontador para navalhar o rosto e o pescoço da colega. No Rio de Janeiro, uma professora foi presa por manter relações sexuais com uma aluna de 13 anos. A loura da Uniban, Geisy Arruda, posou pelada, sem o microvestido rosa-choque, mostrando que tudo acaba na busca de fama e uns trocados.

 

Está na hora de adultos pensarem com cautela se querem colocar um filho no mundo. Se querem cuidar de verdade dessa criança. Ouvir, conversar, beijar, brincar, educar, punir, amparar, dedicar um tempo real para acompanhar seu crescimento, suas dúvidas e inquietações. Descaso, assédio moral e físico contra crianças, brigas entre pai e mãe, separações litigiosas podem levar a tragédias como a que matou a menina Joanna. Submetida a maus-tratos e negligência, Joanna talvez tenha simplesmente desistido de continuar no inferno em que se transformara sua vida aos 5 anos de idade.

 

Não sou moralista. Mas a sociedade mergulhou numa disputa de baixarias. As competições escancaradas na TV aberta, sob a chancela de “entretenimento”, estimulam a humilhação pública e a indignidade humana. Comer pizza de vermes e minhocas vivas, deixar ratos e cobras passear pelo corpo de uma moça de biquíni, resistir a vômitos, como prova de determinação e bravura – isso é exatamente o quê? Expor pessoas ao ridículo, enaltecer o lixo, a escória, em canais abertos a crianças e adolescentes… não seria inaceitável numa sociedade civilizada? Diante de alguns programas televisivos, o “rodeio das gordas” pode parecer brincadeira. Mas não é.

– E a Molecagem dos Santistas? Pára de ser Mané, Neymar!

 

Estou assistindo ao (belo) jogo entre Internacional X Santos pelo Brasileirão. Como esse D’Alessandro joga bola. Pena que nega fogo na Seleção Argentina… (pena para eles, bom para nós!)

 

Mas a Globo repete nesse momento as imagens do treino em que Neymar e Marcel bateram boca e se estranharam. De novo Neymar? O cara foi convocado pra Seleção, é paparicado, ganha bem, joga muito, mas não se emenda.

 

Nesse episódio ele entrou por ser bobo. Não foi o causador de nada. Mas toda semana tem polêmica negativa envolvendo o seu nome… pára de ser Mané!

 

Assistência psicológica e social fariam um bem ao jogador. Imaginem o que tem de mala rodeando o rapaz. E como a formação educacional dele parece não ajudar, dá nisso! Craque que pode por a carreira em risco por desinteligência.

– A Casa mais Cara do Mundo

 

A obra acabou, ufa!

 

Viram a casa do indiano com 27 andares? Ele é o 4º homem mais rico do mundo, e construiu uma mansão de 1 bilhão, tornando o imóvel a casa mais cara do mundo.

 

Compartilho pela curiosidade e pelo fato de ficar me imaginando: se não dou conta de manter a minha casa, quiçá um monstrengo destes?

 

Extraído de: Vírgula.com (clique ao lado para citação completa)

 

A CASA MAIS CARA DO MUNDO (1 BILHÃO DE DÓLARES) FOI CONSTRUÍDA NA ÍNDIA

 

O homem mais rico da Índia, Mukesh Ambani, já se mudou para uma casa de US$ 1 bilhão (R$ 1.658 bi) em Mumbai. A mansão de 27 andares conta com um centro de saúde com academia, estúdio de dança, salão de festas, sala de cinema, três heliportos, e garagem subterrânea para 160 carros.


Os 37 mil metros quadrados da nova morada de Ambani, apelidada de Antilia, fazem inveja até ao palácio de Versailles, na França, que era o lar da família real francesa.


Para ser mantida, a residência mais cara do mundo exige o trabalho de 600 funcionários. Nada que seja um problema para a folha de pagamento de Ambani, que, além de ser o homem mais rico da Índia, ocupa o quarto lugar entre os mais abonados do mundo, segundo a revista Forbes.


A vista espetacular da cidade de Mumbai e do Mar de Omã pode ser desfrutada do topo dos 173 metros do prédio.


Pelo jeito, Ambani, de 53 anos, não liga muito para os apelos do primeiro ministro indiano Manmohan Singh, que pede aos líderes empresários para servirem como “exemplos de moderação”.

A construção foi centro de diversas polêmicas. Segundo a aeronáutica indiana, não são permitidos heliportos dentro da cidade, e a prefeitura alega que eles quebram leis sobre o limite de barulho. Pelo menos dizem que o prédio faraônico foi construído com vidro, aço e tijolos de fontes locais…


Muito bacana, muito luxo, muita ostentação. Mas de verdade, qual a graça de ter um cinema com 50 lugares para assistir um filme sozinho?

– Os malefícios da Geração “Nem-Nem”

 

Você já ouviu falar sobre a geração “nem-nem”?

 

Tal termo deriva do espanhol ni-ni, que quer dizer “nem estudam e nem trabalham”. Quase ¼ dos jovens entre 18 e 20 anos estão nessa situação (segundo a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD – levantamento do pesquisador Naercio Menezes Filho, do Centro de Políticas Públicas do Insper).

 

Quais seriam os efeitos disso para o Brasil? Graves, certamente. Antes, quem não podia estudar trabalhava. E agora, qual a causa desta abstenção?

 

O que fazer com ¼ de uma geração jovem-adulta que nem trabalha e nem estuda? O que esperar dela?

 

Talvez a eleição de Tiririca explique isso… JÁ estaríamos sentindo os efeitos disso?

 

E você, o que acha sobre esse assunto: os jovens que não trabalham e nem estudam fazem isso por quais motivos?

 

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– Cuidado com o site “Compre da China”

 

Você tem medo de comprar na Internet?

 

Após inúmeras tentativas de amigavelmente resolver uma pendenga com o site “Compre da China”, resolvi compartilhar com os amigos tal incômodo que a empresa citada traz aos seus consumidores e como ela desrespeita o cliente.

 

Já viram quantos anúncios de celulares e outros produtos são veiculados pela Internet do “Compre da China”? Sempre tive temor em comprar dessa empresa, e meus medos se justificaram.

 

No dia 27 de Julho, comprei deles um Headphone para correr (Walkman Sony SRF-HM10 Sports). No site havia a especificação de que o produto possuía, dentre outros itens, rádio AM e FM.

 

Meu pedido de número 1339229 foi pago a vista, o produto estava lá na China, demorou 40 e tantos dias (até aí, já esperava tal demora) e quando chegou, em 04 de Setembro, não tinha a função AM!

 

Liguei à empresa, um atendente despreparado me disse que o produto tinha sim o AM. Depois de muito custo, consegui mostrar a ele que o produto era divulgado ERRONEAMENTE NO SITE. Eles descreviam errado o produto! Percebendo que o Compre da China havia errado, o atendente pediu desculpas. Abri um protocolo pedindo o reembolso do produto, pois havia comprado o produto justamente pelo AM (protocolo CDC 000005290092010). E não é que no dia seguinte me mandaram um email com procedimentos para trocar o produto por outro, ao invés da devolução?

 

Não quero troca, quero o meu dinheiro de volta!

 

Em 08 de setembro, no protocolo CDC 00005388092010, após a enésima explicação ao atendente, foi aberto novo pedido de reembolso. Hoje é dia 17 de Outubro, e após várias e várias tentativas de solução, inúmeras explicações e re-explicações, os atendentes dão apenas a automática resposta: seu pedido está em análise aguardando uma solução.

 

SEMPRE PEÇO PARA FALAR COM UM SUPERVISOR. Nunca me passam para nenhum superior e os atendentes fazem questão de me enrolar. No último atendimento, a responsável me disse que “é assim mesmo, não tem prazo”.

 

Empresas picaretas fazem isso mesmo: não respeitam o Código de Defesa do Consumidor e fazem o cliente desistir pelo cansaço.

 

Assim, a única recomendação que faço é a seguinte: NÃO COMPREM DO SITE “COMPRE DA CHINA. É uma fria, a empresa não respeita ninguém e não resolve seus próprios erros. Cuidado com esses golpistas, afinal, só assim dá para classificá-los. Não há outro termo para quem quer fazer o cliente de bobo.

 

E você, o que pensa disso? Compra tranquilamente produtos da Internet ou tem algum receio? Deixe seu comentário:

– O Tonto tem Nome: Ivan Bogdanov

 

Na última terça-feira, durante os confrontos eliminatórios para a EuroCopa 2012, Itália X Sérvia tentaram jogar em Gênova. Entretanto, manifestantes sérvios faziam baderna e impediram a partida.

 

Manifestavam contra o quê? Para quê? Por nada, enfim. Simplesmente arruaceiros, que jogaram bombas e fogos de artifício no gramado, cortaram alambrados e promoveram cenas de selvageria e repulsa social.

 

Uma das imagens mais marcantes foi a de um troglodita trepado na tela de proteção, cortando-a com alicate, mascarado e com tatuagens de apologia à violência no corpo todo, que era idolatrado pela massa de brutamontes que o cercava. Seu nome é Ivan Bogdanov, sérvio que foi preso.

 

Motivo das atitudes: nenhum. Simplesmente porque era um jogo de futebol…

 

Enfim: mais um hooligan idiota querendo ganhar visibilidade das suas idiotices…

– Xuxa, Google e busca com encontros indesejados

 

Você já buscou o seu nome na ferramenta de buscas do Google?

 

Quando eu faço isso, encontro em boa quantidade de críticas a jogos apitados (faz parte do ofício…), temas publicados por outrém de minha autoria e assuntos do próprio blog.

 

Já a Maria das Graças Meneghel (Xuxa), proibiu o Google de relacionar buscas do seu nome com o tema Pedofilia. Havia 21400 fotos dela nua (provindas do filme pornográfico que fez em 1982, onde contracenava com um adolescente), e inúmeras referências eróticas ao seu nome. Foi a maior ação contra o Google no mundo, vencida pela apresentadora.

 

Agora, fico pensando: o que essas celebridades podem fazer com os fakes do Orkut e Twitter? Processar as empresas? O Twitter ainda dá um atestado de veracidade quando se encontra a pessoa real e notoriamente pública. Mas… é suficiente?

– Doentes e Minorias Sacrificados para um “Bem Maior”?

Para se testar um remédio ou uma vacina, em fase final de experiência, você precisa de pessoas doentes ou dispostas a se infectarem de alguma moléstia para se comprovar a eficácia do remédio ou vacina, certo?

 

Muito se relatou na história em testes que ocorreram com prisioneiros de guerras ou doentes terminais, sempre se contestando a ética.

 

Agora, vemos que os americanos pedem publicamente desculpas aos guatemaltecos por utilizarem as prostitutas locais e deficientes para pesquisas médicas, contaminando-os com gonorréia e sífilis. O governo dos EUA emitiu uma nota se penitenciando pelo fato, ocorrido há 70 anos.

 

A experiência, realizada politicamente incorreta, trouxe como resultado a Penicilina.

 

Abaixo, a nota oficial dos EUA. Mas, o que você pensa sobre esse “sacrificar pessoas” em prol de outras?

 

Deixe seu comentário:

 

(Extraído de: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101002/not_imp618676,0.php)

 

EUA SE DESCULPAM POR TESTES

 

Por Gustavo Chacra – OESP

 

Centenas de prisioneiros e doentes mentais foram infectados com sífilis e gonorreia na Guatemala nos anos 40 para pesquisar a eficácia da penicilina

 

O governo dos EUA pediu desculpas formais por ter infectado centenas de pessoas com sífilis e gonorreia na Guatemala no fim dos anos 40, em um experimento para testar a eficácia do tratamento com penicilina, então um antibiótico recém-descoberto.

Os contaminados eram prisioneiros e doentes mentais. Eles não sabiam da pesquisa e não há informações se foram curados ou se morreram por causa dessas doenças.

O pedido de desculpas dos americanos foi feito depois da revelação de um estudo da historiadora Susan Reverby, da Universidade Wellesley, que pesquisava sobre outro episódio, dos anos 60. Na época, negros americanos contaminados com sífilis não foram tratados para que pesquisadores vissem como a doença evoluía. No meio dos documentos, Susan descobriu o experimento na Guatemala e alertou as autoridades americanas.

“A inoculação de doenças transmissíveis na Guatemala entre 1946 e 1948 foi claramente antiética. Embora esses eventos tenham ocorrido há mais de 64 anos, estamos indignados com o experimento”, disseram em comunicado conjunto as secretárias de Estado, Hillary Clinton, e da Saúde, Kathleen Sebelius.

“Lamentamos profundamente e pedimos desculpas aos indivíduos afetados por essas práticas repugnantes. A condução do estudo não representa os valores dos EUA e nosso respeito pelo povo da Guatemala”, acrescentaram.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que o presidente Barack Obama telefonaria ontem mesmo para o presidente da Guatemala, Álvaro Colom, para desculpar-se formalmente. Uma investigação oficial do episódio também será instalada pelo governo. Não está definido se haverá alguma compensação financeira para as vítimas.

De acordo com a pesquisa de Susan, 696 pessoas foram infectadas no experimento feito na Guatemala. O responsável pelas pesquisas era John Cutler, considerado um dos mais proeminentes médicos americanos na década de 40.

Autorização. A pesquisadora afirma que autoridades guatemaltecas deram permissão para os americanos levarem adiante o experimento. No procedimento, os cientistas utilizavam até prostitutas para infectar os guatemaltecos em prisões e hospitais. Em outros casos, contaminavam as pessoas usando injeções.

Hoje, as leis americanas e códigos de ética mais rígidos impedem cientistas de realizar pesquisas com seres humanos que não saibam das eventuais consequências.