– O Código de Conduta do MetLife Stadium

O palco de Brasil X Argentina, em Nova Jersey, neste sábado a tarde, é um convite à civilidade no futebol.

Lá, é proibido fumar (não por questões de saúde, mas por conforto de quem sentar ao lado do fumante). Atitudes anti-sociais contra os torcedores adversários rendem a retirada do tumultuador do estádio. Xingar o árbitro ou falar palavrão rende punição.

Quer mais?

Camisas com mensagens ofensivas, religiosas ou políticas não são permitidas. Vuvuzelas? Nem pensar.

Na entrada, os torcedores recebem uma cartilha comportamental e a recomendação para enviar SMS para a administração do estádio, em caso de observação de algum transgressor.

Já imaginaram tais regras nos estádios brasileiros? Nenhuma torcida organizada iria aceitar.

Ou iria?

Claro que não. Mas… seria delírio ao menos tentar testá-las por aqui?

– Celulares Proibidos para Pedestres

Fort Lee, cidade americana do estado de Nova Jersey, quer diminuir os atropelamentos. Para isso, investirá na fiscalização contra os pedestres. Estudo da Prefeitura local apontam que os acidentes acontecem por culpa de quem está a pé, e não dirigindo. E uma das causas principais é a atenção fixa no celular enquanto caminha. Tanto que se estipulou uma multa de US$ 85.00 para o cidadão que estiver desatento enviando SMS ou teclando na Internet.

E aí: a Prefeitura de Fort Lee está com ou sem razão?

– Árbitro: o Ator Maldito

Por diversas vezes, citei um livro o qual estou relendo (A Dança dos Deuses – prof Hilário Franco Júnior), onde enviei algumas impressões e pequenos textos que se referiram à arbitragem. Porém, não resisto ao ler (pg 309) a procura do autor em desmistificar a figura do árbitro. É interessante, curto, e compartilho:

“O masoquismo do árbitro transparece ainda no fato de seu bom trabalho merecer apenas o silêncio, segundo a máxima ‘que o bom árbitro é aquele que passa desapercebido’. Em teoria ele é o elemento neutro em campo, na prática é alvo a priori das desconfianças dos dois lados que disputam a partida. Ele desperta pouca simpatia. É o ator maldito do espetáculo futebolístico. Pode arruiná-lo, e será criticado, ofendido, talvez agredido. Pode contribuir para seu sucesso, porém não terá a glória e a remuneração de seus colegas de palco (…) No árbitro projetam-se a frustração e a raiva dos perdedores, a indiferença dos vencedores.”

Texto atualíssimo, não?

– Valores

“Eduque seus filhos para saberem o valor das coisas, e nunca seu preço”.

Max Geringher

– Geração, X, Y, Z… elas estão prontas para Mudanças Sociais?

Li numa das Revistas Semanais (e aqui ficarei sem citar por descuido pessoal na anotação) sobre os tipos de geração da sociedade. Eu sou da Geração X, da década de 70. A Geração Y entre os nascidos nos anos 80 e 2000, e a Z a mais jovem.

O que isso importa?

Importa os valores de cada geração. No início do século, tínhamos a “Geração Greatest”, disciplinadíssima e conservadora. Nos anos 30 veio a “Geração Silenciosa”, de gente desinteressada dos problemas mundiais. Depois, nos anos 50, os Baby Boomers, os contestadores! A X se mostrava competitiva, a Y tem se revelado Engajados e a Z tenderá a ser Multitarefas.

Tudo isso, claro, é variável de indivíduo para indivíduo. Entretanto, nos mostra o cenário que se reflete nos costumes e na administração de empresas. Claro que os profissionais de amanhã nascem convivendo com a interação do cyberespaço, diferente da minha, onde somente quando adulto conheceu o email, ou ainda mais diversa da do meu pai, avesso a uso de algumas tecnologias.

Assim, fica a percepção: cada vez mais o mundo mudará, com agilidade e radicalidade. Independente da Geração, estaremos prontos para vivenciá-las?

– Mercadores de Seguidores do Twitter

Cresce cada vez mais a opção de “comprar” pacotes de seguidores no Twitter. Na semana passada, a Revista Veja, através de Tatiana Gianini (Ed 02/05/12, pg 113-114), trouxe uma matéria sobre “Fãs Zumbis”, perfis falsos, criados apenas para avolumar as contas de Twitter ou Facebook de celebridades.

Por R$ 500,00, compra-se 5.000 seguidores. Barato? Talvez, para os interessados, pode ser um custo aceitável.

Alguns motivos para turbinar a rede social: Vaidade (se vangloriar por ser popular entre as pessoas) ou Negócios (demonstrar que é querido / seguido por muitos para publicidade, por exemplo).

Grande bobagem… Aqui, falamos sobre o comércio de gente que gosta de futilidades. Gente que tem conteúdo não se importa com tal número.

– Crianças, Bichos e Jardins

Minha filha Marina adora estar no jardim. Desde cedo brincávamos na grama, observávamos os bichinhos e sentíamos o perfume das flores. Hoje, ela foge de casa para brincar no meio do mato.

Pesquisa mostra: As crianças querem e precisam da Natureza! E faz muito bem. E elas só não podem fazer muito isso devido aos… próprios pais!

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI181493-15228,00-ELAS+QUEREM+ESTAR+NA+NATUREZA.html

ELAS QUEREM ESTAR NA NATUREZA

por Kátia Melo

Pesquisa mostra que as crianças desejam ter mais contato com os bichos e as plantas – mas a falta de tempo e a insegurança dos adultos as impedem 

Pegar uma minhoca com as mãos pode ser nojento para alguns, mas não para a empresária paulista Tarsila de Souza Aranha, de 34 anos, e seus dois filhos – Theo, de 3, e Helena, de 6. Os três cuidam da horta caseira de onde saem, direto para a cozinha, maços de manjericão, alecrim e hortelã. Dentro de casa, Helena e Theo ajudaram a mãe a montar na sala “o cantinho da estação”, que muda a cada temporada. Nesta primavera, a decoração do cantinho consiste num tronco de árvore, três bonequinhas com flores, dois passarinhos de madeira e uma menina com uma borboleta.

Para Tarsila e seu marido, Lucas Weier Vargas, é muito importante que seus filhos estejam em constante contato com a natureza. A casa de veraneio da família fica em uma praia de Ubatuba, Litoral Norte de São Paulo. Para chegar lá é preciso pegar um barco e depois fazer uma pequena caminhada. Nem o pequeno Theo escapa dela. “Na natureza, vale o que você é. As crianças aprendem a respeitar ao outro e a si mesmas”, diz Tarsila. Um estudo dos pesquisadores americanos Dorothy e Jeromy Singer, da Universidade Yale, sugere que Tarsila e seus filhos configuram quase uma exceção entre as famílias.

A pesquisa Criança e Natureza – realizada com 2.233 entrevistados, entre mães e filhos de 8 a 12 anos, em 11 países, incluindo o Brasil – concluiu que, apesar de haver uma grande expectativa de contato com a natureza na infância, ele raramente se realiza. Quarenta e cinco por cento das crianças disseram que aprendem mais sobre a natureza no vídeo, nos filmes e na televisão do que vivenciando. Tanto os pais como os filhos reconhecem a importância e os benefícios de atividades fora de casa: 99% dos adultos apontam isso, e 97% das crianças têm a mesma opinião. Brincar fora de casa, porém, é uma realidade cada vez mais distante da vida familiar em todo o planeta. Hoje, 50% da população mundial vive em cidades, segundo dados das Nações Unidas. A previsão é que esse número salte para 65% em 2030.

A rotina longe dos quintais, das praças, dos parques e das áreas rurais pode trazer consequências sérias na vida de uma criança. A mais fácil de entender é o sedentarismo, que leva à obesidade. No Brasil, a obesidade infantil atinge 15% das crianças, segundo índice divulgado no mês passado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metodologia. A deficiência de vitamina D em crianças que não se expõem ao sol também é relatada pelos estudiosos. “Seria bom se os pais desligassem a televisão e incentivassem seus filhos a brincar fora de casa. Apenas 15 ou 20 minutos por dia já seriam suficientes”, diz a médica Juhi Kumar, da Faculdade de Medicina Albert Einstein, de Nova York, que fez uma pesquisa sobre o assunto. Problemas visuais também podem afetar meninos e meninas s que passam a maior parte do tempo em ambientes fechados. Um levantamento feito entre 2003 e 2005 em 51 escolas da Austrália relata que as crianças com menos contato com a luz natural têm maior probabilidade de apresentar miopia. E não são apenas os aspectos físicos que preocupam. Pesquisadores da Universidade Cornell, em Nova York, chegaram à conclusão de que crianças em contato com a natureza sofrem menos ansiedade, menos depressão e têm mais autoestima. As que observam animais e plantas também têm chances menores de apresentar déficit de atenção e hiperatividade.

Os pesquisadores de Yale acham que a falta de interação com as árvores e os animais pode levar as crianças a ter uma percepção distorcida da realidade. “Há programas de televisão que exageram as forças da natureza”, diz Dorothy Singer. “Provocam medo nas crianças ao falar de tempestades, vulcões e terremotos que acontecem com menos frequência do que são mostrados.” Nunca ter visto animais da zona rural, como vacas e galinhas, está se tornando comum entre as novas gerações, afirmam os pesquisadores. Ana Paula de Assis, de 34 anos, pedagoga paulista, diz que sua filha Catherine, de 2, nunca viu uma galinha ou um cavalo. Catherine, assim como muitas crianças da pesquisa de Yale, conhece os bichos apenas pelos livros ou pela TV. Ana Paula diz que, apesar de a família morar em frente a um parque, eles raramente o frequentam. Ana Paula está amamentando uma bebê de 7 meses e diz que não sobra tempo para atividades fora de casa. A pesquisa de Yale constatou que a falta de tempo, a ausência de áreas abertas ou parques nas cidades e a preocupação com a segurança são as principais explicações dos pais para a falta de contato dos pequenos com a natureza.

É natural que os pais tenham medo. Crianças brincando longe dos adultos, em lugares ermos, estão sujeitas a riscos maiores do que correriam na sala de casa. Segundo Stephan R. Kellert, professor em Yale e autor de um livro sobre a conexão humana com a natureza, é bom que as crianças corram riscos – uma pesquisa britânica mostrou que 51% das crianças não tinham permissão dos pais para subir em árvores sem a presença dos adultos. Mas subir em árvores, correr, levar tombos e se machucar são experiências essenciais para aprender a se relacionar com o mundo. “A natureza nos ensina a resolver problemas”, diz Kellert. Como resolver, então, a escassez do contato com o mundo natural? Dorothy Singer aconselha os pais a estabelecer um conjunto de regras:

separar um tempo do dia para estar ao ar livre com as crianças, controlar mais rigidamente o uso de videogames e televisores;

participar com os filhos de passeios, acampamentos e caminhadas;

escolher programas de TV que sejam educativos com respeito à natureza e vê-los com as crianças;

os pais deveriam preparar excursões em que os aspectos da natureza mostrados na TV pudessem ser vistos de perto. “Talvez seja mais fácil para os pais deixar as crianças dentro de casa e acreditar que elas preferem ver TV a brincar na rua”, diz a psicóloga de Yale.

O pesquisador americano Richard Louv, presidente da ONG Children and Nature e autor do best-seller Last child in the woods (A última criança nas florestas), disse a ÉPOCA que é impossível cuidar do meio ambiente sem conhecê-lo. “Como podemos proteger algo que não sabemos identificar, que não aprendemos a amar?”, diz ele. Louv afirma que não é o caso de sermos nostálgicos e evocarmos os tempos em que as crianças sumiam de casa pela manhã e só chegavam no início da noite, sujas e exauridas. Ele fala que é preciso acharmos soluções práticas para a situação moderna.

Em países como Canadá, Inglaterra, Estados Unidos e Austrália, os pais se revezam para levar as crianças aos espaços abertos. Algumas atitudes simples como deitar no chão e contar nuvens podem levar as crianças ao mundo essencial do imaginário. “O importante é que as crianças tenham tempo para fantasiar. Na natureza, elas podem fazer isso”, diz Louv.

– Corrigir ato Racista vale 30 mil euros?

Na Itália, a Juventus de Turim foi condenada a pagar 30 mil euros porque sua torcida manifestou de forma racista, com gritos preconceituosos aos adversários da Lazio.

Até quando?

Toda vez vemos clubes sendo multados. E fica assim mesmo? Pague a multa e tudo bem?

Confesso que gostaria de ver os clubes perdendo pontos e os bandidos travestidos de torcedores na cadeia!

– Como Salvar seu Casamento

O assunto foi publicado há meses, mas o tema é muito atual: como vencer as dificuldades do casamento e torná-lo um ato consumado de amor, felicidade e sucesso?

Extraído da Revista Época, ed 622, 19/04/2010, por Ivan Martins e Kátia Melo.

COMO SALVAR SEU CASAMENTO

O casamento. A boda. O matrimônio. O que essas palavras evocam são imagens tocantes e cenas de festa. Uma noiva sorrindo à beira de um lago, radiante em seu vestido branco de cetim que, embora ela não saiba, foi usado pela primeira vez pela rainha Vitória, da Inglaterra, em seu casamento com o príncipe Albert, em 1840. De lá para cá, as noivas no Ocidente vestem branco. E são rainhas por um dia.

Mas o casamento, a boda, o matrimônio – e mesmo a forma laica e informal de compromisso, a coabitação –, não se resume a uma festa. Depois da noite de núpcias, começa, para todos os casais, aquilo que o psiquiatra Alfredo Simonetti, ligado ao Hospital das Clínicas de São Paulo, descreve como “o sofrimento de viver a dois”: uma luta diária contra a natureza humana, que, ao mesmo tempo que atrai as pessoas para a vida conjugal, faz com que elas, rapidamente, se desapontem com as dificuldades do cotidiano a dois.

As estatísticas brasileiras são eloquentes a respeito tanto do fascínio quanto das agruras do casamento. Cerca de 1 milhão de pessoas se casam todos os anos no Brasil – e pouco mais de 250 mil se separam no mesmo período. Logo, de cada quatro casamentos, um termina em separação. Embora a estatística seja adversa, o risco não é suficiente para fazer as pessoas deixar de casar. Os números do IBGE mostram que a quantidade de uniões por 100 mil brasileiros aumenta um bocadinho a cada ano. Entre 1998 e 2008, o número de casamentos cresceu 34,8%, superando em 13 pontos porcentuais o crescimento vegetativo da população nessa faixa etária. Os divórcios e as separações, no mesmo período de dez anos, cresceram menos, 33%. A diferença é pouca, mínima na verdade, mas sugere que o sonho de casar está mais em alta que a vontade de se separar.

Há várias maneiras de olhar para essas estatísticas de casamento e separação. Uma delas é com otimismo: as pessoas se separam por que estão infelizes, e é bom que a lei facilite o afastamento. Antes de 2002, a separação judicial no Brasil, quando não era consensual, estava condicionada à comprovação de “culpa objetiva e específica” de uma das partes. Hoje em dia, qualquer motivo, mesmo fútil, é suficiente para que o juiz aceite a “impossibilidade de vida comum”. Os juízes entendem que, se uma das partes não quer, basta. Qualquer que seja a razão.

Outra forma de olhar para a mesma estatística é com alarme. Afinal, a cada casamento fracassado corresponde uma dose imensa de sofrimento humano. O divórcio, diz um estudo americano, só perde em termos de estresse para a morte de um cônjuge. É das piores experiências que as pessoas podem ter na vida. Para os filhos, a separação também é dolorosa. Cria períodos de terrível ansiedade. Quando se olha para além da família, a onda de separações tem como consequência social o empobrecimento das pessoas. Mães pobres que criam sozinhas seus filhos, como mostram pesquisas recentes, estão entre os poucos grupos sociais que não conseguiram se beneficiar da elevação geral da renda brasileira dos últimos anos. Parecem estar abaixo da possibilidade de ascensão.

As pesquisas sugerem que o sonho da maioria continua
sendo um único casamento, que dure a vida inteira

Tudo isso seria mais ou menos irrelevante se homens e mulheres estivessem perfeitamente confortáveis com a ideia de casamentos seriais. Eles seriam intercalados por períodos miseráveis de separação e pelo êxtase da descoberta de uma nova parceira ou parceiro. Não é isso que a pessoas querem. Mesmo nos Estados Unidos, país que tem uma longa tradição de convívio com o divórcio, onde metade das uniões termina em separação (o dobro da taxa brasileira!), as pesquisas sugerem que o sonho da maioria continua sendo um único casamento longo e feliz, que abarque a existência, produza filhos e dê à vida de cada um dos cônjuges uma riqueza de sentido que ela não teria sozinha. As pessoas não se separam por ter superado essa aspiração romântica. Ao contrário, elas se afastam amarguradas por não conseguir atingir esse ideal. Em geral, quem faz isso é a mulher. Nos Estados Unidos, elas são responsáveis por dois terços dos pedidos de separação. No Brasil, essa proporção é ainda maior, 72%. Ao que tudo indica, para essas mulheres o sonho de felicidade no casamento não mudou. A realidade é que tem se revelado mesquinha.

Ninguém tem escrito com mais propriedade e mais aceitação sobre os dilemas do casamento do que a americana Elizabeth Gilbert, de 40 anos, autora do superbest-seller Comer, rezar, amar. Nesse livro de 2006, que vendeu 7,5 milhões de cópias e foi traduzido em 30 idiomas, ela conta como rompeu um casamento juvenil desastroso, passou por um divórcio nauseante, mergulhou em depressão, viajou o mundo para tentar juntar seus próprios pedaços e, ao final dessa jornada quase épica, tendo jurado nunca mais se casar, se apaixonou em Bali, na Indonésia, por um charmoso expatriado brasileiro, 17 anos mais velho que ela, apresentado no livro como Felipe – e que, segundo o jornal The New York Times, chama-se, na verdade, José Nunes. As memórias de Gilbert venderam 300 mil cópias no Brasil. O filme com o mesmo título, que será lançado em setembro no país, tem elenco para ser outro sucesso. Gilbert será interpretada por Julia Roberts e Felipe-Nunes pelo espanhol Javier Bardem, o romântico cafajeste de Vicky Cristina Barcelona.

Em janeiro deste ano, pondo fim a uma monumental expectativa editorial, Gilbert lançou Committed, a skeptic makes peace with marriage. Na tradução brasileira, a ser lançada em agosto pela Objetiva, o título será Comprometida – Uma história de amor. A história autobiográfica começa onde a outra termina, apenas 18 meses depois. Ela e o namorado brasileiro, comerciante de pedras preciosas, chegam aos Estados Unidos de mais uma viagem ao Oriente, e ele é detido pela imigração. Motivo: excesso de entrada e saída no país sem a cidadania americana. Os dois, que já viviam juntos na cidade de Filadélfia, são informados de que ele não mais poderá entrar no país, a não ser que os dois se casem – o que só poderá acontecer, graças às complicações das leis americanas para imigrantes, depois de meses de espera e milhares de dólares gastos com advogados. Felipe é deportado para a Austrália (seu país oficial de residência) e começa, para o casal, um longo exílio fora dos Estados Unidos, durante o qual Gilbert hesita, pesquisa e pondera sobre as possibilidades de que esse novo casamento, ao contrário do primeiro, funcione. Committed é o resultado desse período de incerteza e investigação. Ele encerra um vigoroso “sim” para o casamento (apesar da incerteza inerente a ele). “Talvez a única diferença entre o primeiro casamento e o segundo é que, da segunda vez, você sabe que está apostando”, diz Gilbert.

Além do entretenimento de uma boa leitura, há no livro informações e ideias úteis para quem deseja iniciar ou preservar um casamento. A primeira coisa que ele atira pela janela é o romantismo. Casamento não é uma questão de paixão, afirma Gilbert. Bons casamentos não se ancoram numa erupção hormonal que desliga o senso crítico e faz do cérebro apaixonado algo parecido com o cérebro de um dependente químico (como está demonstrado por estudos de imagens de ressonância magnética!). Estatísticas americanas mostram que, quanto mais jovens as pessoas se casam, maior a chance de separação – e isso parece estar ligado à urgência e à instabilidade das paixões juvenis. Só depois dos 25 anos as estatísticas começam a ficar menos dramáticas. Tendo casado pela primeira vez aos 24 anos, depois de uma sequência de paixões avassaladoras, Gilbert parece saber do que está falando. Ela está separada desde 2002, mas ainda paga pensão mensal ao ex-marido, embora ele tenha se casado novamente, seja pai e vá lançar, em setembro, seu próprio livro de memórias, do qual se esperam grandes doses de veneno contra a ex-mulher e mantenedora. Ninguém com esse fardo biográfico é capaz de olhar para o casamento sem justificada má vontade.

Outra ilusão que o livro se empenha em destruir é a completude. Não há um homem ou mulher, diz ela, que seja capaz de preencher a vida de cada um de nós. A pessoa que porá nosso mundo no lugar ou fará com que ele permaneça à deriva somos nós mesmos. O outro é um companheiro de viagem, não um pedaço de nosso corpo ou uma fração de nossa alma. Muito menos um guia. “Eu me recuso a sobrecarregar Felipe com a tremenda responsabilidade de me completar”, ela escreve. “Já lidei o suficiente com minhas falhas para saber que elas pertencem apenas a mim. Mas foi preciso mais de três décadas e meia para chegar a isso.”

Embora não sejam realmente revolucionárias, e em alguns momentos até cortejem o lugar-comum, as conclusões de Gilbert estão afinadas com as ideias mais recentes dos especialistas em casamentos. O psiquiatra Simonetti, autor do livro O nó e o laço – Desafios de um relacionamento amoroso, é um deles. Ele acredita que o fator isoladamente mais importante para evitar a separação dos casais é, justamente, aprender a ser sozinho. “Se a pessoa aprende que ela sobrevive sozinha, o outro passa a ser um companheiro de jornada, e não uma necessidade absoluta”, diz ele. “Caso contrário, ela vai tentar prender o outro. É um paradoxo.” Outra estudiosa do assunto, a americana Michele Weiner-Davis, autora de livros sobre casamento que faz palestras no mundo inteiro, também diz que o romantismo é um problema, não uma solução. “Fomos educados a acreditar que o casamento é romântico, mas ele não é”, afirma. “O casamento é uma relação de conexão com o parceiro, é educar filhos e cuidar um do outro, é ser fiel.” O mesmo diz a antropóloga brasileira Mirian Goldenberg, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “A fantasia romântica destrói qualquer possibilidade de casamento”, ela afirma. “É preciso ter uma visão crítica daquilo que se vê nos filmes e se lê nos romances. A vida real não sustenta essas fantasias.”

Se o casamento é menos uma questão de sentimentos exaltados e mais a expressão de cuidados e atitudes cotidianos, talvez se possa aprender alguma coisa com a experiência de casais bem-sucedidos. A atriz Alexandra Plubins, de 46 anos, está casada há 15 com o engenheiro Mauro Rodrigues, de 51. Eles têm três filhos (os gêmeos Pablo e Diego, de 17 anos, e a caçula Laura, de 13) e vivem em Teresópolis, no Estado do Rio de Janeiro. Alexandra deu à luz aos 29 anos, seguiu morando com a mãe e casou-se com Mauro apenas dois anos depois. Eles têm vivido juntos desde então. “Mauro é supercompanheiro. Lava, passa, limpa a casa e, se eu preciso trabalhar, fica com as crianças”, diz. Esse tipo de comportamento prático e atencioso, que pode ser entendido como feminista, parece ser imensamente importante do ponto de vista da preservação do afeto das mulheres. Em seu livro, Gilbert conta que seu namorado brasileiro faz jantar todos os dias: ele fica no fogão, ela toma vinho, e os dois conversam. A escritora diz que em cinco anos de relacionamento nunca precisou ir ao supermercado comprar comida. E que isso não tem preço.

Além da divisão das tarefas da casa, parece haver mais coisas a ser aprendidas com os casamentos sólidos – como a decisão de criar espaços exclusivos para o casal, que não incluam os filhos. Todos os especialistas dizem que isso é essencial para manter a chama do desejo e reforçar a sintonia. O comerciante Alexandre Cavalcante, de 36 anos, e a mulher Andréa Cristina, dona de casa, fazem assim: tiram duas semanas de férias por ano, sem as crianças. Eles têm Vanessa, de 16 anos, e Mateus, de 10. Vivem em Natal, no Rio Grande do Norte. “Em janeiro passado, nós dois fizemos um cruzeiro”, diz ele. O sucesso desse casamento é um desafio às estatísticas. A união começou com a gravidez de Andréa aos 18 anos e tinha tudo para acabar rápido. “Todos apostavam que não duraria seis meses”, diz Alexandre. Já dura 16 anos. Andréa, que agora tem 35, atribui isso ao fato de os dois conversarem muito. Ele acha que o essencial é a consciência de estar casado. “Casar é saber que não é só você”, afirma.

Coincidentemente, esses dois casais defendem, no campo do sexo, uma atitude que a americana Michele Weiner-Davis chama de filosofia Nike: just do it. Em português, Faça logo. “Mesmo que você não esteja com muita vontade, comece. E se permita ser estimulado fisicamente”, diz ela. “Essa é a melhor forma de vencer o tédio sexual.” Para Andréa e Alexandre, o casal de Natal, esse truque tem funcionado há anos. “Mesmo que a gente não esteja com vontade, faz um esforço”, diz ela. A atriz Alexandra conta algo semelhante. “Se eu me acomodo, não vou mais sentir desejo. Não quero que Mauro seja meu ‘amiguinho’. Preciso me sentir cortejada.”

Os homens casados costumam olhar com ironia para essas “fantasias românticas” de suas mulheres, mas talvez não devessem. Mirian Goldenberg diz que sentir-se desejada é um imperativo da cultura feminina brasileira. “As mulheres se separam por isso e traem por isso”, afirma a professora. “Têm de provar que são desejadas, sensuais, bonitas. Assim se sentem valorizadas.” A antropóloga diz que em outros países as mulheres enfatizam aspectos diferentes da relação, como amizade e companheirismo. Mas aqui o sexo ocupa um papel preponderante. E pode determinar o fim do casamento.

Outra obsessão feminina à qual os maridos não costumam dar atenção é a intimidade. Para os homens, essa palavra tem uma conotação quase puramente física, enquanto no universo feminino intimidade significa um milhão de outras coisas. “Um nível profundo e psicológico de comunicação e reciprocidade”, por exemplo. Ou “um jeito de falar sobre si e de ser escutada pelo outro”. Ou, ainda, “um tipo de conversa especial, de entrega singular, de quem fala e de quem escuta”. Essa intimidade de atributos quase metafísicos, diz Mirian, está por trás de inúmeros pedidos de separação no Brasil. “A mulher casada há vários anos diz que não consegue mais ter intimidade com o marido”, afirma ela.

No livro de Elizabeth Gilbert, uma passagem sugere que a intimidade não é uma questão apenas das mulheres brasileiras. Ela relata um estudo americano sobre adultério no qual se mostra que, antes de trair, a mulher constrói, muitas vezes de forma inocente, um espaço de intimidade com outro homem. Em geral é um amigo ou colega de trabalho que, aos poucos, toma o lugar de confidente que o marido deixou de ocupar. Essa inversão cria cumplicidade, reforça a exclusão do marido e abre a porta para o sexo extraconjugal, que tem potencial para destruir até o casamento mais sólido. “No momento em que você se descobre partilhando com um novo amigo segredos que deveriam pertencer a seu marido, é hora de voltar para casa e falar abertamente sobre isso”, diz Gilbert.

A lista dos desafios que cercam o casamento moderno ilustra o óbvio: a instituição está em crise. Desde o final do século passado, quando as leis começaram a permitir a dissolução dos casamentos, as separações têm aumentado ano a ano. Gilbert enfatiza em seu livro que a multiplicação dolorosa das separações tem sido a outra face de uma das conquistas mais caras à humanidade: o casamento por amor. “Talvez o divórcio seja uma taxa que nós todos pagamos coletivamente, como cultura, por nos atrevermos a acreditar no amor – ou, pelo menos, por vincularmos o amor a um contrato social tão vital como é o casamento”, ela escreve. Tão logo as pessoas conquistam o direito de casar por amor, passam a exigir o direito de se separar quando o amor acaba. E conseguem. Isso está acontecendo na Índia e em outras culturas tradicionais neste preciso instante. Não há muito o que se possa fazer. A seta da cultura global avança na direção da liberdade de escolha, e a nós, como pessoas e como sociedade, resta conviver com a dor de nossos desejos realizados.

Tão logo as pessoas conquistam o direito de casar por amor,
passam a exigir o direito de se separar quando ele acaba

Lúcia Razera e Rubens Crispim Jr. sabem como é isso. Eles vivem juntos há 11 anos, desde que ela tinha 22 e ele 26. Casaram-se oficialmente em 2003 e, recentemente, tiveram duas separações. Breves. Agora estão juntos novamente, em São Paulo, com os filhos Vitor, de 10 anos, e Clara, de 6. “Eu sentia falta de ficar apaixonada, não tinha mais borboletas no estômago”, diz Lúcia. Rubens tinha outra queixa: “Para mim, separar era ter liberdade. Eu gosto de ficar sozinho”. A distância não resolveu as insatisfações e criou outras. Eles voltaram, depois de demoradas negociações, com algumas mudanças. Decidiram que vão falar sem tabus sobre seus desejos. Acertaram também que cada um deles vai fazer mais coisas sem o outro – sair, ver amigos, estar. Rubens, diretor de cinema publicitário, tem passado mais tempo em casa depois da volta. E Lúcia, que é administradora, passou a trabalhar com o marido. “A gente não tem necessidade, mas tem vontade de ficar casado e dividir as coisas”, diz ela.

Gilbert, a escritora que fez fama e fortuna demolindo a instituição do casamento em Comer, rezar, amar, também descobriu, em seu novo livro, que ainda é importante dividir a vida com quem se ama. Mesmo que a ameaça de dor e rompimento paire no horizonte. As garantias acabaram, mas o desejo humano de partilhar não terminou. É dele que vem o alento sempre renovado dos casamentos. “Quando comecei a estudar esse assunto, eu via o casamento como algo opressivo e anacrônico, terrivelmente destrutivo”, diz ela. “Ao terminar, concluí que é algo complexo e duradouro, que deve estar aqui por alguma razão, talvez porque está sempre evoluindo.” Como tantos apaixonados antes dela, a cética foi vencida pela esperança.

– Hikikomori: Triste Fenômeno Japonês

O Japão é um país onde a qualidade de vida é boa e a população consegue ultrapassar os 100 anos. Porém, prevê-se que com a baixa natalidade, daqui há 30 anos teremos o mesmo número de pessoas centenárias com o de nascimentos.

Assustador, pois lá não existe incentivo ao aumento de taxa de natalidade e, evidentemente, o Serviço Social não terá fundos para bancar muitos idosos com pouco jovens.

Soma-se a isso o fato do crescente número de hikikomori: adolescentes com comportamento depressivo que se trancam nos quartos e podem ficar dias sem sair de lá!

Até países que não tem problemas econômicos enfrentam graves outros males… De tão boa qualidade de vida atual, não seria loucura dizer que “a falta de problemas” leva à falta de desafios e provoca o desânimo…

– Sacolinhas da Discórdia

Desde ontem os supermercadistas não estão dando mais sacolinhas descartáveis, por questões ambientais!

Se de fato se preocupam com a natureza, por que eles não assumem a conta? O consumidor é quem deve pagar?

Claramente, a atual lei é redução de custos. Mas uma ressalva: aqui em Jundiaí, onde a experiência começou há muito mais tempo, tínhamos a opção da compra de sacolas compostáveis a R$ 0,19. Agora, as sacolas ofertadas mudaram, custam (no mínimo) R$ 0,59 e com uma curiosidade: segundo a Folha de São Paulo nesta quinta-feira, 88% delas trazem microorganismos, sendo que 59% possuem bolor e 3% coliformes fecais!

Quem foi ao mercado ontem, ficou furioso! Levar as compras em caixas de papelão não dá. Aliás, as caixas não são lixo reciclável?

Os supermercadistas não estão impedidos de distribuir a sacolinha antiga. Aqueles que as derem, eu vou!

É revoltante ver que o vendedor não deve se importar com a embalagem, mas sim o comprador. Já imaginou ir a uma lanchonete e ter que levar o guardanapo?

– O Uso Desmedido das Redes Sociais

Você se sente vazio por não acessar a Internet? Fica conectado direto no Facebook, Twitter e Orkut? Gosta de aparecer nas Redes Sociais?

Cuidado: você poder ser viciado na Web! Entre “Influência, Dependência e Narcisismo”

Extraído de: http://is.gd/jjggg7

REDES SOCIAIS: ENTRE INFLUÊNCIA, DEPENDÊNCIA E NARCISISMO

Por Fernando Meixa

Los Angeles (EUA), 1 abr (EFE).- As redes sociais mudaram durante os últimos anos o modo como muitas pessoas se relacionam no dia a dia, e se transformaram não só em ferramentas capazes de dar voz ao cidadão, mas também de acentuar transtornos de personalidade.

Estudos recentes confirmaram a crescente necessidade de muitos usuários de estarem permanentemente conectados para interagir com seus amigos por meio de plataformas como o Facebook, a mais popular das redes sociais ou outros serviços de mensagens através do telefone.

“As redes sociais viciam porque as pessoas querem passar mais tempo nelas para ver como os outros respondem a tudo que é compartilhado pelo usuário”, disse à Agência Efe Brian Solis, analista da empresa de consultoria Altimeter Group.

Desse comportamento é possível reconhecer sintomas comuns em qualquer dependência, como confirmou um experimento feito em 2011 pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, no qual se pediu a mil universitários de 37 países que passassem 24 horas sem internet e outros meios de comunicação.

Após um dia sem contatos na rede, cerca de 20% dos estudantes manifestaram uma síndrome de abstinência tecnológica com sentimentos de “desespero”, “vazio” e “ansiedade”, respostas que se relacionam a uma pesquisa realizada pela empresa tecnológica TeleNav, nos EUA, há menos de um ano.

Mais da metade dos consultados afirmou que preferia ficar sem chocolate, álcool e cafeína durante uma semana do que deixar de usar temporariamente seus telefones.

Campanhas como o Dia Nacional da Desconexão, que comemora nesta segunda-feira nos EUA sua terceira edição, tentam conscientizar os internautas a um uso mais saudável das redes sociais, que podem provocar um narcisismo patológico, anunciou um estudo publicado neste mês na revista “Personality and Individual Differences”.

Após analisar os hábitos no Facebook de quase 300 pessoas entre 18 e 65 anos, os pesquisadores encontraram evidências de dois elementos socialmente prejudiciais próprios do narcisismo, como a ânsia de protagonismo e a vontade de se aproveitar dos outros.

De acordo com os pesquisadores, essas atitudes eram mais perceptíveis nos usuários que tinham mais amigos na rede social, atualizavam sua conta e foto de perfil com mais frequência e reagiam mais agressivamente aos que os criticavam no Facebook.

O peso adquirido pelas redes sociais chegou a um ponto que, segundo a Universidade de Maryland, a forma como as pessoas se relacionam nelas contribui para criar a identidade do usuário frente aos outros e até a ele mesmo, algo que não precisa ser necessariamente negativo.

“Qualquer pessoa tem a oportunidade de se tornar famoso no mundo digital e as companhias e as marcas já perceberam que podem conseguir bons resultados quando se relacionam com gente que conseguiu ter um status na rede”, explicou Solis, autor do recente relatório “The Rise of Digital Influence”.

Nesse trabalho, elaborado como um guia para ajudar as empresas a tirarem proveito das redes sociais, o analista indicou a importância da figura do internauta influente nesse novo entorno virtual.

Um dos exemplos destacados por Solis sobre o poder que as redes sociais dão ao consumidor foi o caso do músico Dave Carroll, cujo violão foi danificado em um voo da United Airlines. A companhia aérea se negou a pagar e o músico protestou no YouTube.

Carroll compôs a música “United Breaks Guitars” (United quebra violões) e lançou três vídeos que tiveram 11 milhões de visitas, o que levou a companhia aérea a aceitar cobrir os custos, apesar de o artista ter afirmado que já não estava mais interessado.

O prejuízo financeiro da imagem da United pelos vídeos de Carroll, segundo o relatório de Solis, representou uma perda de US$ 180 milhões em valor de mercado.EFE

– Introvertidos e Extrovertidos na Administração de Empresas

Susan Cain, escritora americana voltada à Administração & Negócios, dissertou recentemente sobre uma das piores invenções do século XX: a da “cultura da extroversão”. Tanto que até escreveu um livro sobre o assunto: “Calado: o poder dos introvertidos num mundo que não para de falar”.

Para ela, o mundo é feito e desenhado para pessoas extrovertidas, onde quem quer ficar quieto sofre até mesmo preconceito social. A escritora disse que:

“A solidão é como eu recarrego minha bateria”

Para ela, Steven Spielberg (cineasta) e Larry Page (co-fundador do Google) são exceções de tímidos que venceram na vida! Afinal, o mundo os discrimina…

E você, o que pensa sobre isso? O mundo é para os extrovertidos ou isso é bobagem?

– A Discriminação contra Obesos é maior do que contra Homossexuais?

Aguinaldo Silva, autor de novelas da Rede Globo, dias atrás (Revista Isto É, Ed 2179, pg12) disse sobre ser ou não discriminado sobre sua condição de homossexual. E fez uma interessante consideração:

“Já fui vítima de preconceito, mas de pessoas que ganham menos do que eu (…). Mas os gordos e feios são até muito mais discriminados e nem por isso pensam em formar ONGs ou criar cotas”.

Nitidamente, se referiu às ONGs gays e cotas negras, colocando ‘obesos e feios’ como problema maior.

E aí, concorda com ele? Deixe seu comentário:

– Toque de Recolher adaptado como “Toque de Estudo”

Ora, ora… na Bahia, o juiz José Brandão Neto criou o “Toque de Estudo”, baseado no “Toque de Recolher”. Se o estudante estiver fora da sala se aula durante o horário letivo…  até a PM pode agir!

Ocorrerá em Olindina, Itapicuru e Crisópolis, cidades onde o analfabetismo beira 30% da população!

O que você acha disso? Deixe seu comentário:

Extraído do UOL Educação: http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/03/14/juiz-cria-toque-de-estudo-em-tres-cidades-da-ba-e-manda-recolher-aluno-que-matar-aula.htm

JUIZ CRIA TOQUE DE ESTUDO E MANDA RECOLHER ALUNO QUE MATA AULA

Por Carlos Madeiro

A partir do dia 9 abril, os estudantes das cidades de Olindina, Crisópolis e Itapicuru (as três, na Bahia) que forem flagrados “matando” aula serão conduzidos ao Conselho Tutelar, onde os pais serão convocados e responderão a processos, que resultarão em aplicação de multa estipulada pela Justiça.

Segundo portaria publicada na terça-feira (13) pelo juiz José Brandão Neto –que responde pela comarca das três cidades–, conselheiros tutelares, agentes de proteção à infância e Polícia Militar estão autorizados averiguarem situação suspeita de evasão escolar. No caso de policiais, eles só poderão autuar em caso de acompanhamento de um dos integrantes de órgãos de defesa infantil. A portaria está sendo chamada de “toque de estudo.”

Brandão explicou ao UOL Educação que a medida foi tomada porque muitas das crianças e adolescentes matriculadas não estão comparecendo às aulas. Além disso, ele cita que a grande maiores dos jovens infratores são analfabetos ou não estudam.

“Solicitamos às secretarias de educação sobre evasão escolar, e descobrimos que aproximadamente 2.000 alunos foram matriculados, mas não estão indo às escolas nesses três municípios. Sabemos que um dos motivos da evasão escolar é justamente a falta de fiscalização dos poderes públicos e nós vamos cobrar os pais das suas obrigações. Se os pais matricularem os filhos e não zelarem pela frequência, pagarão multa de três a 20 salários mínimos, conforme dia o artigo 249 do Estatuto da Criança e do Adolescente. E nós vamos multar, especialmente os reincidentes”, afirmou Braga.

De acordo com o juiz, de 80% a 90% das portarias que baixa na cidade, são para cumprir leis que já existem. “Nós baixamos as portarias apenas para que elas sejam cumpridas” 

Pais de analfabetos presos

Mas as medidas não se restringem aos estudantes que escapam das aulas. A portaria prevê punições aos pais de crianças e adolescentes que não matricularem os filhos na escola e também aos pais de jovens analfabetos.

Segundo o juiz, um levantamento mostra que 40% da população de Itapicuru e 30% de Olindina é formada por analfabetos, o que apontaria para um abandono intelectual dos pais, sujeito a pena de prisão. A partir de agora, a Polícia Militar e órgãos de proteção aos jovens também terão autorização para abordar situações consideradas suspeitas.

“Os pais que deixarem de matricular o filho, entre quatro e 18 anos de idade incompletos, na rede de ensino pública ou privada, sem justa causa, responderá a processo por crime de abandono intelectual, nos termos do art. 246 do Código Penal, caso em que serão conduzidos para Delegacia de Polícia local”, diz a portaria. Medida semelhante valerá para os pais de jovens analfabetos, que também poderão ser detidos.

“Se forem encontrados [jovens] maiores de 18 anos analfabetos, os pais serão levados à delegacia em flagrante, por cometeram abandono intelectual. Eles podem ficar presos, dependendo da situação. Se ele não conseguir provar que teve dificuldade, como ser morador da zona rural e não ter transporte, poderá ficar detido”, explicou Brandão.

A medida foi elogiada pelos conselhos tutelares das cidades atingidas pelas novas determinações. “A gente vê como bastante positiva a iniciativa. Tudo que venha para contribuir com a presença da criança na escola será apoiada. Esperamos por uma reunião com o juiz para termos detalhes de como vão funcionar os detalhes dessa portaria. Mas sabemos que uma determinação vinda de um juiz vai fazer com que os pais pensem em colocar e acompanhar seus filhos na escola”, disse Hilda Santiago, conselheira tutelar de Olindina.

Segundo ela, o grande problema será a falta de estrutura do órgão para fazer valer os direitos da criança e adolescente. “Realmente é uma situação difícil, pois não temos mais carro e dependemos do carro da prefeitura, que só vem uma, duas vezes por semana”, afirmou Santiago.

– Hábitos de Dancin’Days!

Uma novela em que as cenas de pessoas fumando apareciam em 90% das cenas; onde não existe protetor solar ou bronzeador, mas óleo de urucum; rugas nas mocinhas eram constantes; cabelos eram no estilo poodle; sexo nem se pensava; e uso de expressões “grilo na cuca” e “transar” tinham sentido completamente diferente!

Veja como o dia-a-dia retratado em Dancin’Days, de 1978, é completamente diferente do nosso! Curiosidades da novela da Globo, que agora chega em DVD, em: http://is.gd/z3zqdr

Hilário!

– Observações de um Sábio Einstein

“Coloque a mão sobre o fogão por um minuto e parecerá uma hora. Sente-se com uma garota bonita por uma hora e parecerá um minuto”.

Albert Einstein

– My Little Pony é sensação entre… Homens Adultos?

Minha filha Marina, de quase 3 anos, adora! Mas tipicamente é um desenho bobinho para crianças de 4 anos.

Estamos falando de “My Little Pony”, um desenho inocente de pôneis femininas feito para inocentes menininhas. Entretanto…

As ‘poneizinhas” conquistaram homens adultos!

Como explicar o fato da audiência alta do Discovery Kids nos EUA para esse desenho ser composta por 85% de homens adultos, heterossexuais e com nível superior?

Extraído de: http://is.gd/EMCk4J

POR QUE MARMANJOS GOSTAM DE PÔNEIS

Uma animação infantil destinada a meninas conquistou homens adultos

Por Tônia Machado

O aniversário do paulistano Gabriel Morato teve um tema inusitado para um homem prestes a completar 32 anos: pôneis coloridos. Morato, que dividiu a festa com a mulher, Melissa, de 31, foi quem escolheu a decoração. Havia pelúcias no formato dos bichos – personagens do desenho animadoMy little pony – A amizade é mágica – e projetor para exibir os episódios. Morato é fã da animação que conta a história de seis pôneis fêmeas que, durante suas aventuras na cidade de Ponyville, mostram a importância da amizade. Sim, a animação, transmitida no Brasil desde novembro pelo canal a cabo Discovery Kids, foi criada para entreter meninas entre 4 e 6 anos. Mas acabou conquistando uma geração de homens barbados. Eles têm até nome: bronies, uma junção das palavras inglesas brother, irmão, e ponies, pôneis. Nos Estados Unidos, onde a onda dos marmanjos que gostam de pôneis começou, uma pesquisa feita pelo site Herd Census, criado por um fã, concluiu que 85% dos admiradores do desenho são homens. Eles têm, em média, 21 anos, a maioria cursou faculdade e é heterossexual. “A série trata de assuntos que muita gente já viveu”, diz Morato. “Você se reconhece nas situações e, muitas vezes, nos personagens.”

A imagem de pôneis coloridos é familiar a quem viveu a infância nas décadas de 1980 e 1990. Os pôneis de que Morato é fã são uma nova versão do desenho que fez sucesso há 25 anos na televisão e nas brincadeiras das meninas, na forma de bonecos. A animação já teve três gerações. Foi a mais recente, a quarta, lançada em 2010 nos EUA, que conquistou o público masculino. O mistério parece insondável: por que homens adultos, esse mesmo tipo que gosta de futebol e cerveja, se interessariam pela história de uma fêmea de pônei estudiosa com dificuldades de socialização, a Twilight Sparkle (algo como Brilho do Crepúsculo)? Ela é enviada à cidade de Ponyville por sua mentora, a Princesa Celestia, para aprender sobre amizade. Lá, conhece Applejack, Rarity, Fluttershy, Rainbow Dash e Pinkie Pie. Tão enigmático quanto o motivo para o desenho ter uma legião peculiar de admiradores é a origem dos nomes. Não haveria algo mais fácil de lembrar?

Os fãs dizem que a animação não tem nada de bobinha. “Cada episódio passa uma mensagem interessante”, diz o estudante e brony Igor de Moraes, de 24 anos. “O humor é adulto e cada personagem tem uma característica bem definida”, afirma o programador paulistano Vitor Takayanagi, de 27 anos, outro brony. Applejack representa a honestidade. A tímida e delicada Fluttershy, a bondade. Pinkie Pie é a mais alegre da turma, encarna o bom humor. A valente Rainbow Dash mostra lealdade, e Rarity generosidade. Os bronies creditam o sucesso da nova versão dos pôneis à americana Lauren Faust, criadora de outras animações de sucesso, comoMeninas Superpoderosas. Lauren modernizou os traços das personagens e criou histórias mais elaboradas.

uem não se convenceu dos motivos de admiração dos bronies pode buscar explicações na psicologia. Identificar-se com um desenho infantil pode ser uma maneira de expressar emoções reprimidas pela vida adulta. “Isso permite manifestar sentimentos sem comprometer a identidade”, diz o psicólogo Oswaldo Martins Rodrigues Junior, do Instituto Paulista de Sexualidade. Outra hipótese é o desenho funcionar como catarse para purgar séculos de emoções abafadas pela máxima “meninos não choram”. “O homem cansou de ser super-herói e está valorizando elementos considerados femininos”, afirma a psicóloga Yvette Piha Lehman, da Universidade de São Paulo (USP). O psicólogo Florêncio da Costa Junior, da Universidade Estadual Paulista, também atribui a existência dos bronies à fluidez dos papéis de gênero. “Os homens têm mais espaço para manifestar emoções tidas como femininas.”

Os bronies sofrem preconceito. Muitos não assumem para seus amigos e familiares que gostam do desenho por medo de ser considerados infantis ou gays. Para driblar ofensas na internet, onde mantêm blogs e fóruns de discussão desde antes de a animação estrear no Brasil, adotaram uma atitude “paz e amor”. Ou, como eles chamam no universo brony, “amor e tolerância”. “Achamos que a melhor maneira de responder era não reagir”, diz o estudante de ensino médio Felipe Martins Fontes, de São Paulo (ninguém pode dizer que os ensinamentos do desenho não surtem efeito). Fontes organizou, em novembro, o primeiro encontro de fãs no país, o BRonyEncontro, no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na capital paulista. Um segundo encontro está previsto para acontecer no Rio de Janeiro, em março.

Veja o vídeo em: http://www.youtube.com/watch?v=QH5j52Z-ugA&feature=player_embedded

– Preconceito Social sobre Obesos?

Organizações podem colocar cláusulas contra algumas situações em defesa da própria causa?

Funcionários da GM poderiam ser obrigados a não compraram veículos de outra marca? Promotores da Ambev estariam proibidos de tomar Coca-cola?

Pois bem: a ONG “Vigilantes do Peso”, que cuida do problema da obesidade, demitiu uma funcionária por ter engordado 20 kg. Em seu contrato de trabalho, ela tinha uma cláusula que proibia o aumento de peso.

A empresa tem direito de demitir por justa causa ou tal detalhe é preconceituoso?

Extraído de: http://www.agora.uol.com.br/trabalho/ult10106u1048355.shtml

DEMISSÃO POR JUSTA CAUSA DE GORDINHA VAI PARAR NA JUSTIÇA

Por Thâmara Kaoru, Maria Aparecida Silva e Cristiane Gercina

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) deverá julgar, nesta semana, se a demissão por justa causa de uma mulher que engordou 20 kg é válida.

A trabalhadora Lourabil Cepera Groke foi funcionária do Vigilantes do Peso entre os anos de 1992 e 2006, período em que seu peso subiu de 74 kg para 93,8 kg.

O caso começou a ser julgado na semana passada.

O relator do processo, ministro Guilherme Caputo Bastos, foi favorável à empresa.

Segundo ele, a mulher descumpriu as cláusulas contratuais.

Já o ministro José Roberto Freire Pimenta foi a favor da ex-funcionária, dizendo que a cláusula é abusiva, pois fere os direitos da pessoa.

– Uma árvore que cai faz mais barulho que uma floresta que cresce!

Compartilho um belíssimo texto do amigo e jornalista Reinaldo Oliveira, enviado há algum tempo, que vale como reflexão. Para quem gosta de boa leitura, aqui vale a pena:

UMA ÁRVORE QUE CAI FAZ MAIS BARULHO QUE UMA FLORESTA QUE CRESCE

Segue carta do padre salesiano uruguaio Martín Lasarte, que trabalha em Angola, de 06 de abril e endereçada ao jornal norte-americano The New York Times. Nela expressa seus sentimentos diante da onda midiática despertada pelos abusos sexuais de alguns sacerdotes enquanto surpreende o desinteresse que o trabalho de milhares religiosos suscita nos meios de comunicação.

Eis a carta:

Querido irmão e irmã jornalista: sou um simples sacerdote católico. Sinto-me orgulhoso e feliz com a minha vocação. Há vinte anos vivo em Angola como missionário. Sinto grande dor pelo profundo mal que pessoas, que deveriam ser sinais do amor de Deus, sejam um punhal na vida de inocentes. Não há palavras que justifiquem estes atos. Não há dúvida de que a Igreja só pode estar do lado dos mais frágeis, dos mais indefesos. Portanto, todas as medidas que sejam tomadas para a proteção e prevenção da dignidade das crianças será sempre uma prioridade absoluta. Vejo em muitos meios de informação, sobretudo em vosso jornal, a ampliação do tema de forma excitante, investigando detalhadamente a vida de algum sacerdote pedófilo. Assim aparece um de uma cidade dos Estados Unidos, da década de 70, outro na Austrália dos anos 80 e assim por diante, outros casos mais recentes… Certamente, tudo condenável! Algumas matérias jornalísticas são ponderadas e equilibradas, outras exageradas, cheias de preconceitos e até ódio. É curiosa a pouca notícia e desinteresse por milhares de sacerdotes que consomem a sua vida no serviço de milhões de crianças, de adolescentes e dos mais desfavorecidos pelos quatro cantos do mundo! Penso que ao vosso meio de informação não interessa que eu precisei transportar, por caminhos minados, em 2002, muitas crianças desnutridas de Cangumbe a Lwena (Angola), pois nem o governo se dispunha a isso e as ONGs não estavam autorizadas; que tive que enterrar dezenas de pequenos mortos entre os deslocados de guerra e os que retornaram; que tenhamos salvo a vida de milhares de pessoas no Moxico com apenas um único posto médico em 90.000 km2, assim como com a distribuição de alimentos e sementes; que tenhamos dado a oportunidade de educação nestes 10 anos e escolas para mais de 110.000 crianças… Não é do interesse que, com outros sacerdotes, tivemos que socorrer a crise humanitária de cerca de 15.000 pessoas nos aquartelamentos da guerrilha, depois de sua rendição, porque os alimentos do Governo e da ONU não estavam chegando ao seu destino. Não é notícia que um sacerdote de 75 anos, o padre Roberto, percorra, à noite, a cidade de Luanda curando os meninos de rua, levando-os a uma casa de acolhida, para que se desintoxiquem da gasolina, que alfabetize centenas de presos; que outros sacerdotes, como o padre Stefano, tenham casas de passagem para os menores que sofrem maus tratos e até violências e que procuram um refúgio. Tampouco que Frei Maiato com seus 80 anos, passe casa por casa confortando os doentes e desesperados. Não é notícia que mais de 60.000 dos 400.000 sacerdotes e religiosos tenham deixado sua terra natal e sua família para servir os seus irmãos em um leprosário, em hospitais, campos de refugiados, orfanatos para crianças acusadas de feiticeiros ou órfãos de pais que morreram de Aids, em escolas para os mais pobres, em centros de formação profissional, em centros de atenção a soropositivos… ou, sobretudo, em paróquias e missões dando motivações às pessoas para viver e amar.
Não é notícia que meu amigo, o padre Marcos Aurelio, por salvar jovens durante a guerra de Angola, os tenha transportado de Kalulo a Dondo, e ao voltar à sua missão tenha sido metralhado no caminho; que o irmão Francisco, com cinco senhoras catequistas, tenham morrido em um acidente na estrada quando iam prestar ajuda nas áreas rurais mais recônditas; que dezenas de missionários em Angola tenham morrido de uma simples malária por falta de atendimento médico; que outros tenham saltado pelos ares por causa de uma mina, ao visitarem o seu pessoal. No cemitério de Kalulo estão os túmulos dos primeiros sacerdotes que chegaram à região… Nenhum passa dos 40 anos. Não é notícia acompanhar a vida de um Sacerdote “normal” em seu dia a dia, em suas dificuldades e alegrias consumindo sem barulho a sua vida a favor da comunidade que serve. A verdade é que não procuramos ser notícia, mas simplesmente levar a Boa-Notícia, essa notícia que sem estardalhaço começou na noite da Páscoa. Uma árvore que cai faz mais barulho do que uma floresta que cresce. Não pretendo fazer uma apologia da Igreja e dos sacerdotes. O sacerdote não é nem um herói nem um neurótico. É um homem simples, que com sua humanidade busca seguir Jesus e servir os seus irmãos. Há misérias, pobrezas e fragilidades como em cada ser humano; e também beleza e bondade como em cada criatura…
Insistir de forma obsessiva e perseguidora em um tema perdendo a visão de conjunto cria verdadeiramente caricaturas ofensivas do sacerdócio católico na qual me sinto ofendido. Só lhe peço, amigo jornalista, que busque a Verdade, o Bem e a Beleza. Isso o fará nobre em sua profissão.  

Em Cristo.

Padre Martin Lasarte, SDB

– O que os Estudantes preferem e quais seus Hábitos

Uma interessante matéria na Veja SP (citação abaixo), traz uma combinação de pesquisas realizadas pela Abril Mídia, IBGE e Ibope com estudantes entre 12 e 17 anos das redes público e privada de ensino, sobre comportamento dos estudantes. E nela, resultados interessantes: mais da metade dos alunos nunca seria professor; a minoria gosta de Química; quase 10% já usaram drogas ilícitas e 9% se apaixonaram por seus mestres.

Outros números sobre a realidade de ensino nessa faixa etária, abaixo:

Extraído de Revista Veja SP, Ed 0/02/2011, pg 31

AS PREFERÊNCIAS E HÁBITOS EM NÚMEROS

54% dos alunos não seriam professores;

23% experimentaram cigarro;

9% experimentaram drogas;

85% já colaram em provas;

18% consomem bebida alcoólica regularmente;

42% possuem smartphones;

9% se apaixonam pelos professores;

22% perderam a virgindade antes dos 15 anos;

55% praticam esportes;

29% foram vítimas de assalto;

40% sofreram com bullying;

21% causaram bullying;

9% preferem química, 12% português, 13% história; 16% idiomas, 17% matemática e 33% outras disciplinas;

38% seguirão carreira em Humanas, 18% exatas, 10% biológicas, 17% outras e 17% não sabem.

– Travestis cobrando Caloteiros do Fisco!

Sabemos que a sonegação fiscal é um problema mundial. Mas uma resolução inusitada veio do Paquistão. Lá, as autoridades resolveram provocar constrangimento aos devedores colocando travestis para cobrá-los!

Como se sabe, eles são islâmicos e o homossexualismo é algo que refutam muito. Veja o que aconteceu abaixo…

Extraído de: http://super.abril.com.br/cotidiano/travestis-combatem-sonegacao-impostos-598669.shtml

TRAVESTIS COMBATEM A SONEGAÇÃO DE IMPOSTOS

Paquistão pede ajuda de transexuais para elevar a arrecadação

por Juliana Cunha

Algumas usam jeans e camiseta, outras preferem vestido e lencinho na cabeça. Todas bem arrumadas, com maquiagem e cabelos impecáveis, elas saem prontas para arrasar… a evasão fiscal. O Paquistão, um dos países campeões mundiais em sonegação de impostos (apenas 2% da população declara imposto de renda), decidiu tomar uma medida inédita. A prefeitura de Karachi, maior cidade do país, recrutou grupos de travestis que saem às ruas para coletar impostos atrasados. Os transexuais vão até lojas e residências, de porta em porta, batendo palmas e gritando – a proposta é chamar bastante a atenção e, aproveitando o machismo do país, constranger os devedores a pagar suas dívidas.

A inspiração veio de uma iniciativa parecida: em 2006, a Índia empregou eunucos para cobrar impostos atrasados (que ficavam cantando na porta dos inadimplentes até que eles se convencessem a pagar). E não agrada a todos. “Os impostos são o calcanhar de aquiles da política paquistanesa”, diz o parlamentar Jahangir Tareen. “Enquanto o governo não tomar providências sérias para acabar com a sonegação, haverá esse tipo de medida desesperada e inócua.” Apesar das críticas, os defensores da ação alegam que ela também é uma forma de incluir os transe-xuais na sociedade. Para a maioria deles, o trabalho de arrecadar impostos é o primeiro emprego fixo e registrado. Os “travestis do governo”, como são chamados pela população, já estão trabalhando há 9 meses e arrecadaram US$ 100 mil em tributos atrasados. Mas a cidade de Karachi ainda tem cerca de US$ 5 milhões em impostos a receber. Ainda será preciso brilhar muito mais.

– Os Clubes de Carnaval em Jundiaí com a Lei Seca

A maioria dos clubes sociais de Jundiaí estão tendo que tomar medidas radicais em decorrência da Lei Seca e do Carnaval.

Boa parte vai proibir a entrada de menores de 18 anos. Aí fico pensando: nas noites, qual o percentual de jovens entre 16 e 18 anos num baile de Carnaval? É significativo.

Outros clubes colocarão em vigor a Lei Seca: nada de bebida alcoólica.

De fato, é difícil encontrar um mecanismo que controle adequadamente a venda de bebida aos jovens. Mas fico pensando: pra mim, esse controle deveria ser feito para os pais. O cara que tem 16 anos pode votar para presidente, mas não pode beber?

Difícil. A opção de cerveja sem álcool praticamente é descartada por todos.

– Como a Gentileza faz Diferença na Administração de Empresas

Cada vez mais o tema “boa educação e gentileza” na Administração de Empresas vem à tona. A seguir, interessante material de como simples ações e bons modos pode ajudar o profissional no mundo corporativo.

Extraído de: http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI3594802-EI1377,00-Ser+gentil+abre+portas+no+trabalho.html

SER GENTIL ABRE PORTAS NO TRABALHO

Segundo os caçadores de talento, ser gentil é muito importante para ter reconhecimento no mercado

Levar uma fechada no trânsito e ainda ser xingado, agüentar o chefe mal-humorado que mal diz bom dia, ficar meia hora pendurado no telefone esperando uma resposta do atendente. Realmente é difícil ser gentil nas grandes metrópoles. Mas saiba que é bom ir treinando pequenas gentilezas no dia-a-dia se você pretende ter sucesso na carreira.

As americanas Linda Kaplan Thaler e Robin Koval se inspiraram no segurança do prédio de escritórios onde trabalhavam, em Manhattan, para escrever o livro O Poder da Gentileza (Editora Sextante). Os calorosos cumprimentos de Frank, um homem na casa dos 50 anos, animam o dia das pessoas que passam pela portaria todas as manhãs.

E foi exatamente isso que ajudou a equipe das publicitárias a fechar um contrato multimilionário com o presidente do sexto maior banco dos Estados Unidos. Ele ficou impressionado com a gentileza de Frank numa cidade em que a frieza e atitude inflexível fazem parte de sua mitologia.

Muitos headhunters acham que ser gentil é uma característica fundamental para ganhar reconhecimento no mercado. Segundo esses caça-talentos, a gentileza sempre abre portas. “Uma pessoa acessível, simpática, educada e aberta a propostas tem mais chances de sucesso profissional em comparação com alguém pouco solícito e mal-encarado”, diz Renata Filippi Lindquist, sócia diretora da Mariaca InterSearch, empresa especializada em recrutamento de executivos.

Essa qualidade, porém, não é desejável apenas quando se fala em executivos. “A gentileza, ou a falta dela, impacta todos os níveis hierárquicos”, afirma Daniela Yokoi Sanchez, gerente da divisão de vendas e marketing da Page Personnel, empresa do grupo Michel Page especializada em recrutamento. E, quando se está começando uma carreira, essa característica se torna ainda mais importante, segundo a headhunter da Mariaca. “Quem trabalha de forma cooperativa tem mais oportunidades de ser considerada”.

Exemplos
No recrutamento, as empresas buscam profissionais que transitem bem nas relações interpessoais e tenham habilidade na comunicação. Por isso, é comum a entrevista abordar assuntos como vida pessoal, família e hobby do candidato, que podem revelar as características citadas.

Daniela lembra dois profissionais que ilustram bem comportamentos distintos no mundo corporativo para os quais recrutou funcionários. O primeiro é um executivo da área de alumínio – gentil com homens e mulheres, bem-educado e preocupado com a família. “Para ele, fiz a contratação de uma profissional, que está adorando e desenvolvendo muito profissionalmente. Ele é lembrado no mercado de modo positivo”, conta.

O segundo cliente é de uma multinacional e, segundo Daniela, conhecido por sua indelicadeza. “Sua gestão não é bem vista no mercado. Fecham negócio com ele só porque sua empresa é referência”, revela.

Problema de imagem

A gentileza muitas vezes pode ser confundida com fraqueza, o que não gera respeito. Como não cair nessa armadilha? “É preciso ser assertivo e passar o recado de forma clara e objetiva sobre procedimentos, resultados, prazos. Mas é possível fazer isso de maneira amistosa, já que causar medo não gera respeito”, diz a sócia proprietária da Mariaca.

Por outro lado, se a equipe sentir que o chefe é somente um amigo e faz da empresa uma extensão de sua casa (com happy hours constantes, falta de horário) não será respeitado. “Regras claras, organização, educação e transparência são essenciais para evitar confusões”, conclui.

Pratique
A frase “Podemos sempre ser gentis com pessoas que não têm qualquer importância para nós”, do personagem Lorde Henry, em O Retrato de Dorian Gray (1890), de Oscar Wilde, mostra que a gentileza pode ser praticada para um dia se tornar natural.

Mas cuidado com o exagero. “Quem é gentil só para fazer marketing pessoal se torna cansativo”, avisa Renata. Para aqueles que têm consciência de sua introversão, ela indica exercitar mais a gentileza, pois, mesmo no exagero, vai parecer natural. Já que as pessoas extrovertidas devem ser cuidadosas e dosar as gentilezas, para evitar o ar artificial.

Ser gentil, no entanto, não é apenas perguntar como foi o fim de semana para o colega de trabalho. Sorrir sempre, cumprimentar todos, ajudar os colegas, ser participativo e fazer parte do time são gestos gentis que os especialistas indicam para um ambiente profissional saudável. Vale a pena tentar, já que o mínimo que pode acontecer é contagiar as pessoas à sua volta, e essa gentileza retornar para você.

Cinco dicas úteis

Coleque a gentileza em prática seguindo os ensinamentos das autoras americanas Linda Kaplan Thaler e Robin Koval:

1 – Pratique. Todos os dias, durante a próxima semana, faça cinco coisas simpáticas que não tragam nenhuma recompensa imediata a você. Agradeça sempre, dizendo “obrigado” aos outros. Pergunte a quem encontrar como vai a vida. Será que a faxineira do prédio tem netos? O sentido disso não é imaginar que o taxista a quem você deu uma gorjeta generosa algum dia dirigirá uma empresa importante. É, simplesmente, adquirir o hábito de ser gentil – e descobrir como isso o faz sentir-se bem.

2 – Elogie. Certa vez, um rapaz perguntou a Abraham Lincoln se ele ficava irritado com os constantes pedidos de autógrafo. “Os homens suportam muita coisa quando são lisonjeados”, respondeu o presidente. Suas palavras são tão verdadeiras hoje quanto eram em seu tempo. Todos nós adoramos um elogio. E, no entanto, somos parcimoniosos ao fazê-los. Se você está preocupado com a possibilidade de que um elogio pareça falso, fique tranqüilo. O próprio fato de estar preocupado com isso significa que você não é um puxa-saco e, portanto, não dará essa impressão.

3 – Sorria. Estudos mostram que o simples ato de sorrir faz com que você se sinta realmente mais feliz, o que acontecerá também com as pessoas à sua volta. Então tente adquirir o hábito de sorrir mais. Como prática, sorria para estranhos amistosos e receptivos. Comece com crianças. Após algum tempo você estará preparado para sorrir até para as pessoas com um ar mais antipático.

4 – Adoce a vida. Mantenha um suprimento de guloseimas em sua escrivaninha ou nas proximidades. Quando as pessoas que vierem vê-lo parecerem tensas, cansadas, mal-humoradas, abra sua gaveta e dê um docinho a elas.

5 – Ajude o inimigo. Enumere seus três maiores rivais. Para cada um, escreva alguma coisa que você poderia fazer para ajudá-lo e que não atrapalhe seu próprio trabalho. Na próxima oportunidade, ofereça sua ajuda.

– Assuntos que enchem o saco… Um deles: o Futebol

 Sabe o que cansou nessa semana?

 

1 – o BBB

2 – a Luiza que estava no Canadá

3 – o navio que afundou

4 – a politicagem na arbitragem brasileira.

 

Sinceramente, esses assuntos já deram conta. O BBB por imbecilidade; a Luzia por cansaço; o navio por sensacionalismo; a politicagem no apito por nojo propriamente dito.

Alguns caras se agarram no poder em todas as frentes e fazem daquilo a maior das vaidades de suas vidas. É um tal de jogo político daqui, interesse dali… argh! Cansa ver árbitros dando murro em ponta de faca e nada acontece. E outros acomodados lambendo e bajulando seus diretores, que adoram isso!

Aliás, bem abertamente: estou de saco cheio e descrente do prazer que o futebol pode trazer. O torcedor comum pode se divertir, mas quem foi árbitro de futebol ou é jornalista, vê o esporte de outro jeito. As denúncias do meio da arbitragem são tão cansativas quanto as de treinadores e dirigentes que usam do futebol para suas benesses pessoais. Vide as matérias esclarecedoras do Blog do Paulinho, jornalista que escancara a podridão dentro do Corinthians e que recentemente trouxe impressionantes revelações das relações em ter Flamengo, Luxemburgo e empresários.

No fundo, todos sabem que isso, infelizmente, é comum. E porque nem todos externam isso? Tem emissora que promove de tal forma esses caras que evidentemente o telespectador mais culto percebe que há algo de errado nisso.

Cansei de futebol.

– Uma Terra de Gente Bandida com Pequenos Bolsões de Honestidade?

Cada vez mais me abala uma observação de um amigo sobre Honestidade. Ele sempre me dizia que:

“Ser honesto, no Brasil, era ser diferente”.

Ora, não deveria ser uma regra?

Digo isso pois leio que Lâmpadas de Led foram roubadas na Ponte Estaiada, na Marginal Pinheiros. Não é o cúmulo?

Muitas vezes nós vemos atos de honestidade serem divulgados como manchete, como se fossem coisas raras. NÃAAAAAOOO. Ser honesto deve ser constante, no dia-a-dia, coisa normal, lógica e corriqueira. Ser honesto NUNCA pode ser diferente.

Isso, infelizmente, deve ocorrer porque muitos de nós nos acomodamos em ver corrupção, roubo, bandidagem, desonestidade.

Triste quando um país trata a honestidade como uma virtude, não como uma obrigação.

– As Sábias Palavras de Carlos Nascimento

Duas coisas que tomaram conta da mídia no país: BBB e a “Luiza”

Sobre o BBB, falamos em: http://is.gd/BebumdoBBB

Sobre a Luiza, em: http://is.gd/LuizaCanadaBrasil

Carlos Nascimento, consagrado jornalista, disse no Jornal do SBT um resumo do que a maior parte dos brasileiros gostaria de ter dito:

“Ou os problemas brasileiros estão resolvidos ou nós nos tornamos perfeitos idiotas. Porque não é possível que dois assuntos tão fúteis possam chamar a atenção de um país inteiro”.

Concorda ou não? Eu assino embaixo.

– Sorrisos Amarelos no Ambiente de Trabalho

Até onde a simpatia não-sincera vale a pena? Uma pesquisa da Universidade de Michigan alega: falsidade com sorrisos forçados é prejudicial ao trabalho, em especial ao ambiente entre os colegas e às vendas.

Extraído da Revista Época Negócios, Caderno Inteligência, Ed Abril 2011, pg 63

QUANDO SORRIR FAZ MAL

Sabe aquele risinho amarelo, forçado, que serve apenas para tentar agradar à freguesia? Livre-se dele ou você poderá prejudicar a saúde e os negócios

Funcionários que lidam diretamente com o público e passam o dia sorrindo contribuem para um bom e produtivo ambiente de trabalho, certo? Depende do sorriso. Aquele amarelo, tão falso quanto uma nota de R$ 3, pode ser contraproducente e acabar minando os negócios. Pelo menos é este o resultado de um estudo feito por professores da Universidade de Michigan. Segundo os pesquisadores, a energia aparentemente positiva de um funcionário “farsante” não só piora o seu humor como dificulta o cumprimento das tarefas cotidianas. Por outro lado, quando o riso é genuíno e tem origem em pensamentos positivos ocorre uma efetiva melhora no ânimo.

Durante duas semanas, os pesquisadores acompanharam a rotina de motoristas de ônibus. Cabe lembrar que, nos Estados Unidos, os motoristas também atuam como cobradores, o que lhes obriga a interagir frequentemente com o público. Nas ocasiões em que estes profissionais declararam ter tentado disfarçar pensamentos negativos com sorrisos forçados, as respostas aos questionários revelaram uma nítida piora no humor. Não por acaso, os períodos de alteração no estado de espírito revelados pela pesquisa coincidiram com um aumento de ausência no trabalho. Por outro lado, quando os motoristas disseram que cultivaram pensamentos positivos – como lembranças das férias –, as faltas no trabalho caíram e o humor manifestado nas respostas da pesquisa melhorou.

“Empresários podem pensar que ter funcionários sorridentes é algo bom para a organização, mas não é bem assim”, disse Brent Scott, professor de administração responsável pelo estudo. “Sorrir por sorrir pode levar à exaustão emocional e fazer o funcionário se ausentar do trabalho.” O efeito foi ainda mais forte entre as mulheres, que apresentaram, além de uma queda mais acentuada no humor, maior propensão que os homens a faltar no trabalho após uma longa série de sorrisos amarelos. Da mesma forma, o pensamento positivo teve um efeito mais benéfico sobre elas, tanto no que diz respeito ao humor quanto à disposição para trabalhar.

O estudo, publicado em fevereiro no Academy of Management Journal, não investigou as causas do fenômeno nem a razão da diferença entre gêneros. No entanto, segundo Scott, pesquisas anteriores indicam que as mulheres demonstram mais suas emoções do que os homens. Quando forjam um sorriso enquanto sentem emoções negativas, elas entram em um intenso conflito interno, que pode afetar mais fortemente os sentimentos. De qualquer forma, ensina o professor, mulheres e homens devem utilizar a técnica da semeadura de bons pensamentos com moderação. Ela parece de fato melhorar o humor no curto prazo, mas pode causar sequelas depois de certo tempo. “Se você ficar tentando cultivar boas emoções a todo momento, corre o risco de começar a se sentir falso”, afirmou Scott.

– O Conto da Grávida de Taubaté

Dias atrás, a mídia falava da mega-grávida de quadrigêmeos, moradora em Taubaté, com 4 univitelinos! Caso raro e que ganhou destaque.

Minha mulher falou de pronto: “Credo, que barriga esquisita!”

Esquisita mesmo… afinal, não estava grávida! Seu advogado confirmou o golpe.

– Desequilibrada ou picareta?

Imagine a quantidade de doações que já deve ter recebido. A troco de quê deu o golpe? Para gozar das pessoas? Para faturar em cima? Para aparecer na mídia?

Um caso de loucura ou de burrice. Não consigo definir. E você?

Extraído de: http://is.gd/VzyYw9

GRAVIDEZ DE QUADRIGÊMIOS DE TAUBATÉ É FALSA

A mulher que dizia estar grávida de quadrigêmeos em Taubaté, no interior de São Paulo, mentiu. O advogado dela confirmou, nesta sexta-feira, que a gestação é uma farsa.

Enilson de Castro contou que Maria Verônica Santos, de 25 anos, usou uma barriga falsa de silicone, coberta com tecido. Ela estaria arrependida. E ainda segundo o advogado, o marido também foi enganado.

O motivo que levou a mulher a inventar a história não foi revelado. O caso da suposta gravidez ficou famoso nas últimas semanas, depois que Maria Verônica concedeu diversas entrevistas e posou para fotos, exibindo a imensa barriga.

Mas a gravidez passou a ser contestada. O médico da mulher já havia confirmado que um ultrassom realizado em agosto descartava a possibilidade de gravidez. Maria Verônica dizia estar na trigésima quinta semana de gestação.

– Prostitutas Versus Travestis em Jundiaí

Em ótima matéria de Teresa Orrú no Jornal de Jundiaí dessa quinta-feira, uma constatação medonha: a prostituição em Jundiaí nas ruas continua alarmante. Mas um fato incrível: a prostituição feminina na cidade perde espaço para os travestis! Hoje, quem manda na zona central são os homens travestidos de mulher!

Novos tempos…

Não deveríamos ter nem de mulher, nem de homem. Passe as 21:00h em alguma esquina do Centro com seu filho(a) e sinta o constrangimento!

– Esbanjar o desnecessário: Injustiça e descaso para com o Pobre…

A indústria do luxo é cada vez mais forte no Brasil. Nossa sociedade cada vez mais consumista e materialista muitas vezes se esquece dos limites, e acaba cometendo injustiças. O glamour fala mais do que a insensatez.

A Bandeirantes tem um programa chamado “Mulheres Ricas”, onde socialytes riem da sua fortuna e dos gastos extravagantes. Enquanto isso – sem querer ser hipócrita – vítimas de Sapecado, na divisa de MG e RJ, morrem sem recursos, vítimas de desastres das chuvas.

Quer entender o que digo? Leia essa canção do padre Zezinho, elA retrata exatamente o que penso, ou seja, QUANDO O DINHEIRO ESCRAVIZA:

“Não é justo e é pecado ter demais como o outro tem. (…) há pobres que se matam pela vida, e recebem de salário o que tu gastas em bebida. E o que gastas em cigarro, festas, roupas, diversão, quem te serve não recebe nem se quer pata leite e pão (…) Não é justo e é pecado esbanjar o dispensável (…) a escada que tudo sobres é a mesma que tu desces.”

Não gosto dessas excentricidades sem conteúdo, nem de produtos que se impõe pela marca, com custo-benefício questionável. Me incomoda gastar com coisas desnecessárias. E você?

NÃO É JUSTO

Padre Zezinho, Sagrado Coração de Jesus

Não é justo e é pecado ter demais como o outro tem. 
Se trabalhas quase nada e sacias-te de bem, 
e o irmão que se consome e que trabalha muito mais, 
passa os dias tendo fome, porque um outro tem demais.
Tu dirás que não tem culpa de nasceres na riqueza,
Não tens culpa de este outro estar vivendo na pobreza.
E que tu ficando pobre quase nada mudaria, que se todos
Fossem pobres, o país regrediria.
Em momentos mais ousados tu respondes com dureza
E te mostras irritado com quem fala de pobreza, que se os 
Pobres trabalhassem como os ricos trabalharam, talvez eles
Se arranjassem como os ricos se arranjaram.
Acontece que há pobres que se matam pela vida, e recebem
De salário o que tu gastas em bebida. E o que gastas em cigarro,festas, roupas diversão, quem te serve não recebe, nem se quer para Leite e pão.
Não é justo e é pecado esbanjar o dispensável, quando aqueles que te ajudam levam vida miserável. É melhor fazeres isto com ternura de Cristão, para não teres de fazê-lo pela dura imposição.
A escada que tu sobes é a mesma que tu desces, quem subiu pisando os outros, os encontra no regresso. Não te esqueças que Jesus falou tudo isso e muito mais, se o dinheiro te escraviza, no seu céu não entrarás!

– As 1001 Oportunidades de Adriano

Por absoluta falta de tempo não falei sobre o “Adriano e o caso do tiro na mão da moça”, às vésperas do Natal.

Tem gente que não consegue boas oportunidades na vida. Outros, infinitas.

Adriano é um desses que sempre tem uma nova chance de recomeçar. E sempre entra em polêmicas.

A solução é uma só: psicólogo!

Já imaginaram ele jogando no mundo árabe? Os sheiks mandariam-o para a cadeia na primeira bagunça (pois, cá entre nós, elas são extravagantes!)

– Quer Mudança? Seja a Mudança!

Reflexão de final de ano:

“Devemos ser a mudança que queremos ser”

Pe. Fábio de Melo

– Infoxicação: Já Sofreu Disso?

Cuidado: nossa sociedade apresenta males do século XXI que são novos mas constantes. Um deles seria a intoxicação por excesso de informação, misto de contaminação com carência de atualizações.

Compartilho interessante material, extraído da revista Isto É, Ed 2168, pg 76, por Patrícia Diguê e João Loes. Abaixo:

INTOXICADOS DE INFORMAÇÃO

O estresse causado pela hiperconectividade e a sensação de estar sempre desatualizado causam a chamada infoxicação. Saiba quais são os sintomas e como se livrar desse mal

A publicitária Larissa Meneghini, 24 anos, toma café da manhã com os olhos grudados num livro. No caminho para o trabalho, parada no trânsito de São Paulo, aproveita para escutar notícias pelo rádio do carro e ler mais um pouco. Passa o dia conectada, respondendo a e-mails, checando redes sociais e pesquisando sites relacionados ao trabalho. “Chego a ficar tonta com tanta informação, a ponto de ter de sair da frente do computador e esperar passar”, conta a paulistana, que recentemente abriu mão do celular com internet para tentar reduzir o estresse com a hiperconectividade. Apesar de antenada com tudo, se sente constantemente desatualizada. “Estou sempre com medo de ficar de fora”, lamenta. A angústia de Larissa diante do grande volume de informação é tema que vem gerando manifestações acaloradas desde o início da era digital e agora ganhou nome: infoxicação.
O neologismo, uma mistura das palavras “informação” e “intoxicação”, foi cunhado por um físico espanhol especialista em tendências da informação, Alfons Cornellá. Segundo ele, uma pessoa está infoxicada quando o volume de informação que recebe é muito maior do que o que ela pode processar. “Quando ainda nem terminamos de digerir algo, já chega outra coisa”, afirma o especialista. As consequências são a ansiedade diante de tantas opções e a superficialidade.

Na mesma corrente, está o psicólogo britânico David Lewis, que criou o conceito da Síndrome da Fadiga Informativa, que se dá em pessoas que têm de lidar com toneladas de informação e acabam se sentindo paralisadas em sua capacidade analítica, ansiosas e cheias de dúvidas, o que pode resultar em decisões mal tomadas e conclusões erradas. Outros sintomas são danos às relações pessoais, baixa satisfação no trabalho e tensão com os colegas. “O excesso é mais prejudicial do que proveitoso”, afirma. Se há duas décadas só contávamos com alguns canais de televisão, hoje o volume de dados no mundo equivale à leitura de 174 jornais por dia por pessoa, aponta estudo da USC Annenberg School for Communication & Journalism, publicado em fevereiro (leia quadro).
Apesar dos perigos do excesso de informação, a maioria dos especialistas ainda enxerga mais vantagens do que desvantagens na era digital. Só alertam para a necessidade de as pessoas aprenderem a amenizar os efeitos colaterais dessa nova realidade. “Não temos como reverter esse processo, então é preciso aprender a lidar com ele”, defende a psicóloga Rosa Farah, do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “E não podemos subestimar a capacidade de o ser humano de adaptar-se a essa realidade.”

Para não ser contaminado pelo turbilhão de bytes a que está exposto diariamente, o engenheiro naval Guilherme Malzoni Rabello, 27 anos, inventou uma dieta da informação. “Eu escolho cuidadosamente o que merece minha atenção antes de sair atirando para qualquer lado, atentando principalmente para a origem da fonte. “Quanto mais gabaritada e reconhecida, mais vale a pena consumir”, diz. O engenheiro é exemplo de quem conseguiu exercer a escolha criativa, segundo o psicanalista Jorge Forbes, que não concorda com a patologização do mundo online. “Será que alguém fica gordo porque vai a um restaurante de bufê e se acha obrigado a comer de tudo para não fazer desfeita?”, compara Forbes. A professora Rosa, da PUC, ressalta, porém, que há pessoas mais vulneráveis a essa abundância e, para elas, recomenda escutar os alertas do organismo. “O corpo dá sinais de que estamos ultrapassando limites. Aí é hora de reavaliar prioridades”, ensina. Por enquanto, a quantidade de informação no mundo ainda equivale a menos de 1% da que está armazenada nas moléculas de DNA de um ser humano, indício de que a espécie deverá sobreviver a mais esse impacto. 

– Complexo de Vira-Lata, ou Cuidado com o Seu Dinheiro

por Reinaldo Oliveira

Nesta época de fim de ano quando aflora a cordialidade e sensibilidade de todos, devido a situação atual no país e no mundo, lembro da célebre frase do escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues, onde ele disse que o brasileiro sofre do complexo de vira lata e assim se coloca, voluntariamente, frente ao resto do mundo. Só que neste caso vejamos sobre o complexo de vira lata, por aqui mesmo: de brasileiro para brasileiro. Pois bem. Já há muitos anos, nesta época, levo aos leitores alerta sobre os cuidados com o seu dinheiro, com os gastos exagerados e futuras dívidas para todo o ano vindouro. Em 2008, neste período, com informações de um colega que todos os anos, durante as férias viaja para a Europa (ele tem parentes em Portugal, Espanha e França), alertei sobre as dificuldades que os países que adotaram o “euro” como moeda e já estavam em crise gerada pelo desemprego e endividamento daqueles países e suas populações. Infelizmente de lá para cá, a crise desandou de tal forma que, atualmente, o mundo todo está em crise. Pois bem. Em 2009 e 2010, já com a crise se acentuando utilizei este espaço para a consciência preventiva e controle dos gastos neste período. E o que tudo isto tem a ver com o complexo de vira lata? Simples. Desatento e alienado, iludido com a massificação da informação deste mafioso e corrupto governo que aí está – 7 ministros já foram cassados por malversação do erário público, de que a inflação está sob controle, o povo brasileiro, quando por direito deveria ter um justo reajuste salarial, tem seu poder aquisitivo defasado sem nunca acompanhar o real custo de vida. Por conta disso, segue como ilustração matérias publicada no jornal Bom Dia, nas edições dos dias 4, 13 e 17 de novembro e 2 de dezembro. Na edição de 4 de novembro – págs 2 e 3, é apontado que em pesquisa realizada sobre o custo da cesta básica, os itens que mais subiram foram a batata com 78,6% e o tomate com 20,2%, e assim por diante. Só uma dúvida: qual categoria teve aumento de salário nessa proporção?  Já na edição do dia 13 de novembro, com a manchete “O fantasma do custo de vida”, nas págs 2 e 3, estampa valores comparativos de vários itens básicos, em cidades da região e, novamente apresenta aumentos gritantes e superiores aos índices de correção salarial da população. Na edição do dia 17, com a manchete “Mais renda e desigualdade”, nas págs 2 e 3, estampa um perfil da renda da população das cidades de Jundiaí, Cabreuva, Itupeva, Jarinu, Louveira, Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista. Na matéria, como a própria manchete diz, a desigualdade entre a alta de preços e poder aquisitivo é terrível. Com grande destaque a manchete da edição do dia 2 de dezembro traz: “Preços sobem 17% para o Natal”. Nas págs 2 e 3, traz que o mês de dezembro começa com os preços salgados, com aumento no preço do alho de 110,7% e o filé mignon com 42,5%. Novamente o questionamento: quem, qual categoria profissional teve aumento nesta proporção? Nenhuma. Mas o governo mafioso e corrupto que aí está, não sabe, não sente e nem tem sensibilidade para o que a população sofre para equilibrar seu orçamento doméstico. E tudo isto sendo passiva e bovinamente aceito e sem expressar reação pela população. Que por seu lado vai se endividando, fazendo sacrifícios, enquanto o governo mafioso e corrupto, desvia dinheiro público e a corrupção aumenta assustadoramente. Mas para ilustrar essa mansidão passiva do brasileiro e a reativa de pessoas de outros países que aqui vêm a trabalho, cito o exemplo do GP Brasil de Fórmula 1, realizado no mês de novembro e, descrito no caderno de esportes da Folha de São Paulo do dia 26 de novembro, pág D8. Ali é reportado que o GP Brasil é um dos preferidos pelos pilotos e equipes. Porém neste ano a coisa mudou. A alta de preços freiou o que eles mais gostam: churrascarias, caipirinhas, malas cheias de presentes, etc. De tal forma que um jornalista espanhol que vem todos os anos disse que há três, quatro atrás consumia sem se preocupar com a conta. Neste ano cortou os gastos devido aos preços muito altos. Uma belga que trabalha de garçonete para uma das equipes e que costuma alisar o cabelo, achou os preços deste ano muito altos e, outros dois engenheiros – um italiano e um japonês reclamaram que o valor do taxi, aumentou em 100%. Resultado: todos os participantes diminuíram o consumo este ano, segundo a reportagem. Ou seja: quem tem consciência boicota os preços altos. Corte rápido. Conversando com um comerciante com loja no centro de Jundiaí, perguntei com estavam as vendas após a abertura do comércio à noite. Ele disse que não chegará ao total de vendas do ano passado. Que o brasileiro está muito endividado e que utilizou o dinheiro extra, normalmente dedicado às compras, para quitar dívidas. Citei para ele o exemplo dos visitantes do GP Brasil que se recusaram a pagar preços altos, e ele disse que o brasileiro (aqui explica um pouco o complexo de vira lata), faz tudo ao contrário. Ele passa na loja, vê um produto da mesma marca, mas vai ao shopping e paga muuiitto mais caro e acha que isso é status, poder. Volta para casa apertado no ônibus, mais orgulhoso exibindo uma sacola de marca. Nem que para isso ele tenha que se endividar, compra sem avaliação, sem critério e se o preço está inflacionado ou não. Então diante dos fatos descritos, citei as fontes, para que os meus leitores (5 ou 6 segundo as ultimas pesquisas), possam acessá-las se julgarem necessário. Enquanto isto este governo mafioso e corrupto que aí está, desconhece a situação escorchante que o povo vive. Acorda povão. Quem fica parado é poste. A todos muitas realizações no ano vindouro. É isso!!