– Esmola ou Trabalho?

Antonio Ermírio de Moraes, empreendedor de sucesso e workaholic público, disse recentemente sobre os programas de bolsas de assistência governamentais:

O povo não quer esmola, o povo quer trabalho – Antonio Ermírio de Moraes.

Será mesmo?

Será que muitos não se acomodaram com os programas assistenciais?

Será que muitos querem (e desejam) ser bancados pelo Governo eternamente?

Será que há muitos vagabundos?

Será que não confundimos assistencialismo com ludibriação demagógica?

O meu convite para a reflexão é: será que as pessoas que realmente precisam dessas verbas (ou até maiores) não são tão bem assistidas, já que o universo distribuído muitas vezes é composto por gente que poderia estar trabalhando?

Não parece que esse assistencialismo do Governo tornou-se renda fixa para alguns, e deixar de votar em seus criadores causaria medo?

Vale a pena pensar…

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– Mulher com Vontade de ser Presa em Itatiba mostra o triste mundo!

Coisa triste da semana: em Itatiba/SP, uma mulher assaltou uma loja e saiu calmamente. Foi a um ponto de ônibus e por lá ficou, até ser presa pela Polícia. E, para a surpresa de todos, ficou feliz ao ser algemada.

Motivo: segundo ela, “não tinha onde morar nem o que comer, pois morava na rua”. Agora, não precisa mais pagar aluguel, nem se preocupar com comida e bebida…

Que Sociedade complicada! Ela já está num presídio da cidade próxima (Itupeva/SP), feliz da vida…

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– Os Reembolsos Financeiros aos Ex-Atletas da Seleção

Há décadas, a transformação das condições financeiras dos atletas de futebol vem mudando. Jogar num grande time é sinônimo de fama, sucesso e alto salário. Jogar num pequeno é outra história…

Mas em outros tempos, não se ficava rico no futebol. Pelo que jogavam, quanto ganhariam em salários hoje Pelé, Carlos Alberto, Garrincha, Tostão…?

A geração de 50, 60 e 70 não recebia dinheiro significativo, e tão pouco era possível contribuir para a Previdência Social. O que ocorreu: alguns dos atletas das Seleções de 58, 62 e 70, após o encerramento da carreira, estão pobres e não se aposentaram, pelo não reconhecimento da profissão de atleta de futebol.

Agora, o Governo Federal dará a eles R$ 100 mil, além de uma aposentadoria complementar de R$ 4.100,00. Se o ex-atleta recebe R$ 1 mil, o INSS banca a diferença.

Justo ou não?

Alguns dirão que eles não se prepararam para o encerramento da carreira. Outros dirão que eles foram vítimas do modelo previdenciário e da própria condição de jogador, e que merecem por ter representado o país (e até mesmo como indenização da Previdência Social).

E você: o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário.

(Em tempo: Pelé e Tostão recusaram tal recebimento por alegarem estabilidade financeira).

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– O Sexo e a Sexualidade em Revolução Hoje?

Um lançamento de livro que traz a tona um problema atual: o futuro dos casamentos e das relações sexuais.

Flávio Gikovate, renomado psicólogo, escreveu: “Sexualidade sem fronteiras“, onde fala que uma Revolução Sexual já está em curso. Disse que:

No futuro, o que irá determinar a orientação sexual de uma pessoa será seu envolvimento sentimental, deixando de existir termos e pessoas conhecidas como heterossexual, homossexual ou bissexual”.

Fica a pergunta: isso é bom ou ruim? Até quando o envolvimento sentimental atrapalha o racional?

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– Critica versus Denúncia, Amizade versus Cumplicidade: Tenho minhas Dúvidas…

Leio na Revista Isto É dessa semana a entrevista do Frei Betto. Polêmico, o sacerdote de esquerda falou sobre a necessidade de modernização da estrutura da Igreja Católica, da luta pela Democracia, pela preferência pelos pobres e de Cuba.

De fato, ele é um intelectual, mesmo com as muitas ressalvas que eu tenho de sua pessoa. E entenda “intelectual” como pessoa inteligente, esclarecida, com bases e princípios bem determinados (mesmo que eu não comungue com muitos deles).

Mas, em especial, sobre Cuba, ele lembrou que:

Tenho várias críticas ao Governo Cubano e as faço lá. Críticas se fazem aos amigos, denúncias aos inimigos”.

Ok, entendi seu ideário e conheço pessoas que mesmo sabendo que seus amigos estão errados, se aliam a eles e conseguem benesses.

Eu não o faria. O limite de estar ao lado de um amigo que faz algo errado é tênue demais, tornado a amizade quase que uma cumplicidade. Se o amigo não se emenda, talvez é melhor se afastar dele. Afinal, existe um dito popular que “passarinho, de tanto andar com o morcego, corre o risco de que um dia digam que ele dormiu de ponta-cabeça, mesmo que não durma…”.

Pense nisso!

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– Slow Work: Você consegue Desacelerar o Ritmo de Trabalho?

Um movimento ganha corpo no mundo organizacional: o de reduzir o ritmo frenético de trabalho que tanto estressa os profissionais.

Você conseguiria participar da turma do Slow Work?

Extraído de: http://is.gd/t1YoBz

DESACELERE O TRABALHO

Essa é a máxima do movimento slow work: quanto mais flexível for o ambiente profissional, mais produtiva será a equipe.

Natália Martino

Executivo de uma multinacional espanhola, Leonardo Ricciardi, 35 anos, iniciou 2012 como um típico profissional de sucesso. Mas a remuneração alta cobrava seu preço: a diferença de fuso horário com a Espanha fazia seu dia começar às 4h30. Cansado dessa rotina, Ricciardi resolveu trocar de emprego em fevereiro. Hoje gerente de operações de uma empresa de tecnologia no Rio de Janeiro, ele ganha duas vezes menos do que no emprego anterior. Em compensação, trabalha como, quando e onde quer. “Abaixei meu padrão financeiro, mas acompanho o crescimento da minha filha e finalmente vou terminar meu curso de chinês, que adio há seis anos”, diz. Essa flexibilidade é uma das vertentes do slow work, “trabalho lento”. Apesar do nome, especialistas garantem que a estratégia pode aumentar significativamente a produtividade da empresa. “Somos bombardeados com informação o tempo todo e se espera que a resposta seja sempre instantânea, mas a resposta mais rápida nem sempre é a melhor”, disse à ISTOÉ Peter Bacevice, consultor da DEGW, multinacional especializada em melhorias nos ambientes corporativos.

“O conceito de slow work é basicamente facilitar a vida dos empregados”, diz Clara Linhares, professora de gestão de pessoas da Fundação Dom Cabral. A satisfação deles, por sua vez, aumenta seu comprometimento com a empresa e sua produtividade. Para gerar esse contentamento vale tudo que favoreça o florescimento de novas ideias e o equilíbrio da vida profissional e pessoal. Mas as mudanças precisam ser feitas com cuidado. “A dica é incorporar as mudanças aos poucos e depois de muito diálogo com os funcionários”, diz Clara Linhares. Sem pressa e com mais eficiência, como o próprio slow work.  

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– Parabéns, Sean Penn!

O ator hollywoodiano Sean Penn mostrou sensibilidade e foi extremamente feliz ao receber Ariel Goldenberg. Lembram do ator brasileiro e a campanha #VemSeanPenn?

O protagonista do filme “Colegas” (vide abaixo), que é portador da Síndrome de Down (bem como outros atores do filme) tinha Sean como seu ídolo nas telonas, e sonhava conhecê-lo. Após os apelos para que o americano viesse ao Brasil encontrá-lo, foi Ariel quem viajou a Los Angeles.

Parabéns!

Extraído de: http://colunas.revistaepoca.globo.com/ofiltro/2013/03/16/ariel-goldenberg-da-campanha-vemseanpenn-finalmente-se-encontra-com-sean-penn/

ARIEL GOLDENBERG, DA CAMPANHA #VEMSEANPENN, FINALMENTE SE ENCONTRA COM SEAN PENN

Depois de uma das campanhas mais acessadas no Brasil, o sonho do ator Ariel Goldenberg enfim se tornou realidade. Ariel conheceu seu grande ídolo, o ator Sean Penn, nesta sexta-feira (15) em Los Angeles, nos EUA.

Ariel é protagonista do longa-metragem Colegas ao lado de Breno Viola e de Rita Pokk, com quem é casado. Os três têm síndrome de Down. O emocionante vídeo do YouTube, com a participação de atores conhecidos, como Lima Duarte e Juliana Paes, chegou a ser o sexto vídeo mais visto em todo o mundo.

No vídeo, Ariel pede que Sean Penn venha ao Brasil para assistir à estreia do filme. O ator não veio para a estreia, mas o encontro ainda assim aconteceu. Ariel viajou aos Estados Unidos e finalmente conheceu seu ídolo.

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– Papa Chicão dá exemplo aos Poderosos!

Gostei. O Papa Francisco, jesuíta argentino escolhido no Conclave, começou bem o seu papado. No primeiro dia de papado, dispensou a Limusine oficial e trafegou de ônibus com seus colegas cardeais. E pagou a conta da hospedagem em Roma com o dinheiro do próprio bolso!

Começou bem. Aliás, comportamento franciscano quase igual aos dos nossos políticos, não?

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,argentino-paga-conta-e-toma-onibus-,1008901,0.htm

PAPA ARGENTINO PAGA CONTA E TOMA ÔNIBUS

Por Jamil Chade

Um pontífice informal, que faz brincadeiras sobre o conclave, dispensa a limusine oficial do Vaticano, pega ônibus com os colegas cardeais e levanta mais cedo para fazer as malas e pagar, ele próprio, a conta de seu alojamento em Roma. Esses foram os indícios de que o cardeal Jorge Mario Bergoglio, agora papa Francisco, deverá imprimir um novo estilo, mais despojado, à frente da Igreja Católica.

Na noite de quarta-feira, durante o jantar oferecido aos cardeais após o conclave, Francisco ergueu a taça de champanhe com a qual todos comemoravam a eleição e, segundo o cardeal brasileiro d. Odilo Scherer, brindou ironizando a própria escolha de seus pares: “Que Deus os perdoe”.

“Ele já mostrou que vai trazer um novo ar para o Vaticano”, disse ao Estado o cardeal chileno Javier Errázuriz Ossa. “Ele tem humor.”

Ontem, antes de se dirigir à Basilica di Santa Maria Maggiore com o prefeito da Casa Pontifícia, d. George Gaenswein, e o vice-prefeito, Leonardo Sapienza, o papa pediu para passar na Casa Internacional do Clero, onde se hospedara no pré-conclave. Lá, arrumou suas malas e pagou a conta de estadia (diárias de 60). A atitude despertou admiração de cardeais como d. Geraldo Majella Agnelo, que se disse impressionado pelos primeiros “exemplos de humildade” do novo pontífice.

Francisco também surpreendeu ao entrar no ônibus onde estavam os cardeais. “Vou me sentar ao lado do Raymundo”, disse o cardeal brasileiro Raymundo Damasceno Assis, que contou que os dois conversaram “como dois velhos amigos”.

Bergoglio já era conhecido em Buenos Aires, cidade da qual foi arcebispo, por seus hábitos simples, como cozinhar as próprias refeições, dispensando ajuda de serviçais. “Chegou um novo estilo de papa, como já pudemos ver hoje”, disse o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.

Segurança. A nova postura imprimida por Francisco exigirá adaptações por parte da segurança do Vaticano, aprimorados desde a tentativa de assassinato de João Paulo II, em 1981. “No Vaticano, não é a segurança que impõe o que um papa pode fazer. A segurança é montada a partir do estilo do papa, está ao serviço do pastor e em função do que ele vai adotar como atuação”, explicou Lombardi

Jesuíta, Francisco também demonstrou disposição para inovar os ritos litúrgicos e reduzir a pompa do cargo, justamente para permitir que sua mensagem chegue mais clara aos fiéis. Ao aparecer no balcão da Basílica de São Pedro, convidou d. Cláudio Hummes, amigo de muitos anos, para ficar a seu lado. Quem deveria estar lá era o cardeal Valini, vigário para a Diocese de Roma.

Na missa dos cardeais ontem, celebrou em pé, em vez de usar a cátedra. Na hora da homilia, surpreendeu ao falar de improviso, sem ler. Além disso, usou a estante de leitura, do lado esquerdo do altar, como se fosse um simples padre. / COLABOROU J.M.M.

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– Como o Brasil é lembrado no Exterior

Quais seriam os atributos mais lembrados, positivamente ou negativamente, do nosso país no Exterior?

Pesquisa da Fundação Dom Cabral trouxe as qualidades e os defeitos atribuídos à imagem do Brasil pelos estrangeiros. Veja:

– DESTAQUES POSITIVOS:

Alegria do povo, hospitalidade, simpatia, clima, natureza, paisagem, geografia, praia do sol, comida, bebidas, frutas, mulheres.

– DESTAQUES NEGATIVOS:

Violência, Criminalidade, Assalto, Pobreza, Desigualdade, Insegurança, Favela, Trânsito.

Eu concordo com todos eles. E você?

– Estudo da ONU mostra: Baixa Natalidade pode acabar com Países!

Um estudo sobre as populações das Nações Unidas em 2011, divulgado na “The Economist”, mostrou que o envelhecimento da população pode ser fatal para a sobrevivência de algumas nações. Os países estão envelhecendo e não nascem indivíduos na mesma proporção do que morrem.

Exemplos?

Na Bósnia, há em média 0,5 filho por casal. Nesse ritmo, “zeraria” a população local no ano 2.560. Em Portugal, a taxa é de 0,6 e na Romênia 0,7. São países onde se vê muitos velhinhos e poucas crianças…

No Brasil? Calma, segundo o mesmo estudo, com nossa taxa de quase 1 filho por casal, deixaremos de procriar em terras tupiniquins para lá do ano 5.000…

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– Contra o Racismo, mas tem que ser pra Valer!

Louvável a iniciativa de Joseph Blatter, presidente da FIFA, em querer criar uma força-tarefa para combater o racismo.  Disse ele:

“Precisamos chutar o racismo para fora”.

Legal. Mas, desde criança ouço a mesma lenga-lenga. Diz que combaterá o preconceito, mas quando teremos ações eficazes para valer?

Só existe uma raça: a raça humana. Sendo assim, o que podemos pensar de um sujeito que chama seu irmão de “macaco” por culpa da cor da pele?

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– Má-Educação ou Desespero?

Terminado o Carnaval, leio que quase 700 pessoas foram presas por urinar na rua. O folião não consegue se conter, e faz xixi na via pública.

Aí temos dois problemas:

1-O cara que pega uma cordão carnavalesco, bloco de rua ou sei-lá-o-quê (e ainda bebe todas), não deveria ter a noção de que uma hora ou outra sentirá necessidade de ir ao banheiro?

2-Em contrapartida, as autoridades públicas não deveriam espalhar banheiros públicos durante o trajeto?

Independente das duas colocações acima, penso que é uma tremenda falta de educação urinar na frente dos outros, principalmente se a causa for “excesso de farra”.

E você, o que pensa sobre isso?

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– Renascer dia-a-dia, Reinventar-se, Repensar-se

Disse Jesus a Nicodemus:

Necessário vos é nascer de novo”. Jo 3, 7b.

Essa passagem bíblica é oportuna para vários pontos de discussão: religiosa, social e profissional.

  • RELIGIOSA, pois mostra que a conversão é necessária para mudanças de condutas e práticas antes condenáveis ou indevidas;
  • SOCIAL, pois nos permite repensar em determinados comportamentos frente amigos, sociedade e até intimamente;
  • PROFISSIONAL, pois, cá entre nós, administradores de empresas: práticas como learning organizacions, destruição criativa e dentre outras tantas, não há esse princípio cristão de renascer (ou tecnicamente, ‘reinventar-se’)?

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– Marrentos Precoces do Futebol

Fico boquiaberto com a marra de alguns dos garotos da Copa SP. Muitos atletas de time grande “acham que jogam muito”, fazem “caras e bocas” para a TV, e, pior: dão trabalho para a arbitragem.

Não estou generalizando, mas é uma constatação verdadeira: o que tem de Sub20 querendo colocar o dedo na fuça dos árbitros, é impressionante! E o pior é que alguns juízes aceitam tal comportamento.

Corroboro o que meu sábio pai comentou sobre tal fato:

– se hoje essa molecada se comporta desse jeito, imagine daqui a 3 anos, com dinheiro e fama?

Penso que, além de profissionais do futebol como treinadores e preparados físicos, esses garotos precisam também de psicólogos, orientadores vocacionais e educadores. Afinal, essa idade é um passo delicado na vida deles.

E parabéns ao Santos, campeão da Copa SP 2013 e ao vice-campeão Goiás.

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– Networking: Arte ou Interesseira Relação?

Compartilho texto extremamente inteligente do prof José Reanto Santiago Sátiro, extraído do “Blog do Conhecimento”, a respeito do Networking, tão falado em nossos dias e poucas vezes bem aproveitado.

Vale a pena conferir:

Extraído de: http://www.jrsantiago.com.br/area_de_conhecimento/_Editorial/A_nobre_e_as_vezes_esquecida_arte_do_Networking_ou_puro_Interesse

A NOBRE, E AS VEZES ESQUECIDA, ARTE DO NETWORKING, OU PURO INTERESSE

Palavra originada justamente de nosso atual tempo onde as tecnologias passaram a fazer parte de nosso dia a dia, o ato de desenvolver networking, no entanto, tem sua origem datada dos primórdios dos tempos de nossa sociedade.

Foi exatamente a necessidade de todo e qualquer ser humano possui de viver em sociedade, em grupo seja qual for seu tamanho, é que sinalizou algo similar a ser feito dentro de nosso ambiente profissional.

A princípio o fato de desenvolvermos relações pessoais interessantes, serve para nos auxiliar a busca por eventuais oportunidades. Sim, pois a lembrança de conversas e trocas de informações nos auxilia a manter em nossa mente, a imagem e nome de pessoas que poderão atender eventuais demandas existentes.

Pode parecer um pouco brusco afirmar, mas a razão principal do networking se fundamenta justamente do interesse. E não há mal algum nisso. Infelizmente, alguns segmentos de nossa sociedade enxergam apenas o significado egoísta que está atrelado a palavra interesse, e que envolve questões de outra natureza.

Ledo engano, pois até mesmo quando nos envolvemos com a pessoa amada, isto apenas ocorre devido a existência do interesse, no caso, pela parceira. O amor envolve interesse…

O interesse, digamos, do mal, que envolve o networking, é quando ele ocorre simplesmente pela necessidade. Quando um dos lados precisa atender a um problema pontual existente, e aí, não é networking, apenas oportunismo, ou melhor, uma mera tentativa.

O efetivo networking existe em cada dia, em nossa rotina, ao longo das mais simples e cotidianas ações que tomamos, desde um simples bom dia, ao bom humor e alegria que emanamos para todos, e até mesmo do compartilhamento de eventuais e futuras oportunidades.

Devemos esquecer, no entanto, que haja algum problema, de haver o interesse nestes atos. É legítimo e justo que ele exista. Chocado?

Pois bem, alguns meses atrás, ao desenvolver um projeto em uma organização, tive contato com uma pessoa que depois de aproximadamente alguns dias, teve que se afastar por questões médicas, para se submeter a uma cirurgia contra um câncer.

Muito possivelmente, ela não voltaria mais a organização, tão severa parecia ser a cirurgia. Como é um hábito na minha família, sobretudo com o meu pai, que reza um terço para cada um de seus amigos e parentes (pode acreditar!!), comprei um terço para ela, e pedi que a entregassem, tendo como único objetivo, servir de uma lembrança e sinal de que haveria alguém, mesmo não próximo, torcendo por ela.

De longe, fiquei sabendo da evolução de seu tratamento, e esta semana, fui presenteado com um afetuoso abraço dela, que “voltou ao batente”, devidamente curada. Sim, quero sempre receber gestos como este, na verdade estas coisas é que me mantem forte, são meus combustíveis, é por meu interesse.

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– BBB começa hoje. As duas grandes mentiras!

Hoje começa o reality show Big Brother Brasil. Não gosto de programas desse tipo, pois, afinal, desafiam nossa inteligência.

É! Por que uma pessoa ficaria de frente a Televisão vendo pessoas contratadas armando barracos, criando situações de sensualidade forçada e discussões furadas?

Não sei qual é o prêmio. Seria 1 milhão de reais? Se sim, é pouco. Quanto a Rede Globo fatura com ligações de telespectadores nos seus chamados “paredões”? Ou quanto os patrocinadores (são vários) pagam por cota de anúncio?

Certamente, 1 milhão de reais é um prêmio ínfimo perto do lucro que a emissora tem. Portanto, é mentira acreditar que o prêmio é alto. É alto para pobres mortais como nós, para a Globo, não.

Outra mentira? O BBB é chamado de “reality show”, ou show de realidade, novela da vida real, seja lá qual for a propaganda. Ué, é real encarcerar pessoas numa casa com roteiro pré-determinado? Você vê isso no dia-a-dia?

Totalmente surreal… Não terá a minha audiência.

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– Papos sobre LSD

Impressionante a história do cientista Timothy Leary, professor de Harvard e ativista do uso de LSD para fins medicinais e recreativos. Na década de 60, ele foi chamado por Richard Nixxon de “o homem mais perigoso da América”, por suas pesquisas e carisma (influência).

Seus trabalhos se resumiam em explorar o potencial do LSD 25 (25ª variação do dietilamida do ácido lisérgico). Lembrando que o LSD é uma droga sintética, criada pelo cientista Albert Hoffman, em 1938.

Para aumentar o leque dos pesquisadores da droga, o laboratório Sandoz, portador da patente, distribuiu amostras mundo afora. A pesquisa, inicialmente para o tratamento de esquizofrenia, mostrou que existiam vários outros efeitos pelo uso indiscriminado: usuários normalmente relatavam a visão de turbilhões de cores, caleidoscópios de arco-iris e outras visões coloridas. Devido ao uso como entorpecente, surgiram viciados, pessoas que pulavam de prédios, desenvolviam psicose e ficavam alienadas por completo.

O certo é que hoje, uma nova frente em busca científica faz barulho: há cientistas que ainda desejam investir em pesquisas com o LSD, a fim de tratar alcoolismo e depressão. Porém, o limite para o uso medicinal e a perda de controle é extremamente perigoso.

E fica novamente a observação: se o LSD é perigoso para uso medicinal, caso todos os cuidados não sejam tomados, imagine para uso “recreativo”?

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– Autosuficiência Humana

Um puxão de orelha necessário dado pelo Papa Bento XVI, na homilia de Natal:

Estamos completamente repletos de nós mesmos, sem tempo e espaço suficientes para Deus, para as crianças e para os pobres”.

Tem ou não razão?

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– Você é Multitasking?

Um mal dos tempos modernos: excesso de tarefas que não nos permite fazer uma coisa por vez. E, por isso, faz várias atividades ao mesmo tempo!

Você sofre disso?

Não é o único… Veja que interessante:

(extraído da Revista Galileu, Ed Outubro/2011, pg 42-45, por Priscilla Santos, Daniela Arrais e Érika Kokay)

FAÇA UMA COISA DE CADA VEZ

Não dá pra ser multitarefa. Muita gente já descobriu isso. Conheça pessoas que conseguiram se concentrar em uma atividade por vez, diminuíram a angústia e ganharam tempo pra curtir a vida

Você começa a escrever um e-mail de trabalho, mas é interrompido pelo toque do celular. Atende à ligação e, quando desliga, vê avisos de mensagens na telinha. Abre uma delas mas, antes mesmo de responder, algum colega chama você para terminar aquela conversa que começaram de manhã… E assim você vai, pulando de uma tarefa para outra. Ao final do dia, o desconforto de ter começado muitas coisas, concluído algumas e produzido bem menos do que gostaria. Vem a angústia de que sobrou muita coisa para o dia seguinte — e pouco tempo para aproveitar a vida.

Esse comportamento, comum no multitasking, estilo dos que desempenham várias tarefas ao mesmo tempo, começa aos poucos a ceder espaço a um estilo oposto: o monotasking. Ou seja: concentrar em uma coisa de cada vez com a intenção de fazer tudo bem feito, de preferência passando algum tempo longe das distrações da internet. “É uma contra-tendência, uma antítese ao excesso de informação e estímulos que vivemos”, diz Linda Stone. Para essa ex-executiva da Apple e Microsoft e uma das maiores estudiosas de atenção humana hoje, estamos deixando a era da Atenção Parcial Contínua (CPA, em inglês), em que prestamos um pouco de atenção a várias coisas o tempo inteiro, para entrar na era do unifoco, em que de fato nos concentraremos nos que estamos fazendo no momento. “Tudo que é escasso se torna valioso. A nova escassez é ter tempo para pensar e se concentrar”, afirma Henry Manson, chefe de pesquisa da agência de tendências de consumo Trendwatching, uma das maiores do mundo. “Vivemos uma aceleração do tempo: tudo tem que ser rápido, imediato. Mas não se pode ter inovação sem períodos de reflexão e preguiça”, diz a filósofa Olgária Matos, professora da USP.

O analista de sistemas Fabiano Morais, 40 anos, de Brasília, é um representante dessa tendência. Fabiano é obrigado a passar horas e horas à frente do computador por conta de seu trabalho — ele desenvolve sistemas para a web. E entende bem o significado da palavra dispersão: “É aquela fissura de saber se alguém te mencionou no Twitter ou fez um post novo no Facebook”. Como empreendia seus próprios projetos e trabalhava de casa, o empresário não sabia mais o que era horário de expediente, final de semana ou feriados. Mas reagiu a essa falta de limites, e criou espaço para folgas e diversão. “Quis comandar o ritmo da minha vida”, diz. Um exemplo: Fabiano passou a fechar o e-mail e sites tentadores enquanto executa uma tarefa. Virou adepto da yoga e de meditação para aumentar seu foco no presente.

Quando percebeu que os resultados eram positivos, acabou criando um projeto próprio em torno do tema: o Moov, um serviço na web que permite compartilhar listas de tarefas, contatos e histórico de relacionamento entre uma equipe. Fabiano coordena ainda 15 pessoas em uma empresa de tecnologia da informação e aplica em grupo os benefícios do que aprendeu. “As noites e finais de semana, agora, se transformaram em tempo livre ao lado da família.”

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– E se o mundo não acabar?

Respeito toda e qualquer crença, mas não dá para não ter desdenho sobre os que crêem que o fim do mundo possa acontecer dia 21.

Leio matérias onde pessoas vendem tudo e se retiram para lugares esotéricos, outros se escondem em bunkers, alguns até se suicidam.

Para mim, bobagem. O fim do mundo de cada um acontece naturalmente, com a morte terrena, que nada mais é do que uma passagem para a Vida Eterna.

E no dia 22, o que os crédulos dirão, já que acreditam que tudo acaba no dia 21?

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– Butão: Felicidade e Machismo?

Tempos atrás, começou-se a falar muito sobre o Índice de Felicidade dos Países (fazendo analogia ao PIB, criaram o FIB – índice de felicidade nacional bruta). O Butão foi eleito o país mais feliz do mundo!

Entretanto, tal índice é relativo. Lá no Butão, 70 % das mulheres acham razoável apanhar do marido caso o jantar saia queimado.

O que dizer? Talvez o índice ideal seja o de Felicidade Nacional Líquida… Ou cada um é feliz do seu jeito. Vai entender…

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– Pesquisa de Preferências Machistas realizada pelo IBOPE

Veja que interessante: o IBOPE realizou na última semana uma pesquisa de respostas espontâneas sobre PREFERÊNCIAS MASCULINAS.

Indagados, os homens tem como maiores paixões:

82% – Futebol,

36% – Cerveja,

33% – Mulheres,

20% – Churrasco,

13% – Praia…

Se você é homem, diga: concorda com esses ítens?

Se você é mulher, responda: tem sensibilidade que esse comportamento dos homens é real?

Por curiosidade: das respostas, Dinheiro ficou com apenas 1%, a frente de Trabalho (0,8%).

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– Pessoas mais Bonitas são mais Inteligentes?

Sabem aqueles estudos que beiram o preconceito? Este é um deles.

As universidades de Barcelona, Madri e Edinburgo resolveram pesquisar a relação Beleza x Comportamento, e chegaram a conclusão que pessoas atraentes cooperam com o próximo em 45,7%; já os menos atraentes cooperam em 67,3%.

Conceito de beleza: simetria facial!

Cá entre nós: que grande bobagem, não? Como os reitores deixam o dinheiro dessas instituições escoarem pelo ralo…. além do conceito de “belo” ser subjetivo, o que deve valer é a beleza interior!

(informações extraídas da Revista Superinteressante, out/2011, pg 18,por Fernando Badô)

E aí, você tem a mesma impressão ou não? Deixe seu comentário:

– Precisamos de um dia de Consciência Negra?

Sou contra certas datas festivas: Todo dia é dia das mães; dos pais; das mulheres; dos homens ou dos negros.

Muitas vezes, temos datas comerciais: o dia dos namorados, por exemplo. Ou outras demagógicas: não seria a de hoje um exemplo disso?

Detesto rotulações: raça branca, negra, amarela… Ora, somos todos uma única raça, a RAÇA HUMANA! Não importa a cor da pele, a preferência sexual ou a religião: todos somos iguais em direitos e deveres.

Perceberam que o “dia de reflexão” virou descanso para uns e aproveitamento político para outros? Pior: o fato das cidades determinarem feriado municipal ou não acaba desacreditando no dia como feriado em si. Ou é para todos os municípios, nacionalizando a data, ou não.

Mais grave do que isso é tratar o dia como se fossem os negros gente inferior que precisassem de piedade. Nada disso. A história de cotas ou privilégios não pode ser uma caridade de gente subestimada, pois para ser inteligente ou competente não há cor (diferente das cotas sociais – por pobreza – as quais defendo).

Que o Dia da Consciência Negra sirva para refletir a igualdade, não aumentar discussões discriminatórias ou comparações de raças; coisas que são bobagens abomináveis nos dias atuais.

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– Casamento com Data de Validade?

E essa agora?

O México está estudando a proposta de casamento com prazo de validade. A idéia é a seguinte: como o número de divórcios é grande, e o processo de separação é burocrático, um contrato de dissolução pré-estabelecido seria vantagem, segundo as autoridades. Caso o casal quiser continuar o contrato por mais 2 anos, ele se torna auto-renovável por mais 2. Caso contrário, ele deixa de existir automaticamente.

E aí: Idéia absurda ou, para os dias atuais, Inteligente? Deixe seu comentário:

– Masturbação: um tabú! Ela vicia?

Masturbar vicia?

Compartilho com os amigos um tema polêmico: a Masturbação, do ponto de vista cristão:

Extraído de: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12469

COMO VENCER O VÍCIO DA MASTURBAÇÃO

Pelo prof Felipe de Aquino

Muitos jovens cristãos me fazem esta pergunta. É grande a luta do jovem cristão contra esse vício; mas essa luta agrada muito a Deus porque a pureza é uma grande virtude. É um dos principais problemas enfrentados pelos jovens cristãos; não é indício de distúrbio de personalidade nem de problema mental. É um problema muito antigo na humanidade; já o “Livro dos Mortos”, dos egípcios, condenava essa prática por volta do ano 1550 antes de Cristo.

Da mesma forma, pelo código moral dos antigos judeus, era considerado pecado grave.
Há homens casados que continuam a se masturbar. Isso mostra que o vício da juventude continuou e prejudica o casamento.

Embora as aulas de “educação sexual” ensinem que a masturbação seja “normal”, e até necessária, na verdade é contra a natureza e contra a lei de Deus. É o uso do sexo de maneira egoísta, fora do plano de Deus. O sexo é para a união do casal e geração dos filhos. Na masturbação isso não acontece.

A Igreja ensina que esse é um ato desordenado. “A masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado” (Catecismo da Igreja Católica, §2352).

O jovem e a jovem cristãos devem lutar contra a masturbação, com calma, sem desespero e sem desânimo, sabendo que vão vencer essa luta com Deus, na hora certa. Para isso algumas atitudes são importantes:

1 – Tenha calma diante do problema. Você não é nenhum desequilibrado sexual.

2 – Corte todos os estimulantes do vício. Jogue fora todas as revistas pornográficas, livros e filmes eróticos. E não fique olhando para o corpo das moças ou dos rapazes, alimentando a sua mente com desejos eróticos. Deixe de assistir a filmes e programas pornográficos ou excitantes (tv, internet, filmes, etc.). Sem essa vigilância, você não conseguirá deixar o vício.

3 – Faça bom uso de suas horas de folga. Aproveite o tempo para ler um bom livro, praticar esportes, sair com os amigos, caminhar, entre outros. Não fique sem fazer nada, especialmente na cama, pois “mente vazia é oficina do diabo”.

4 – Não desanime nem se desespere nunca. Se você cair, levante-se imediatamente, peça perdão a Deus, de imediato, e retome o propósito de não pecar. Não fique pisando na sua alma e se condenando. Confesse-se logo que puder, não tenha vergonha, o padre não se assusta mais com isso. Peça a ajuda dele.

5 – Alimente a sua alma com a oração, a Palavra de Deus e os sacramentos da Igreja. “Mosca não assenta em prato quente”. Consagre-se todos os dias a Nossa Senhora e a São José, pais da castidade. Não deixe de rezar o Terço. Se puder, comungue sempre.

6 – A receita de Jesus é “vigilância e oração” para não pecar. “A ocasião faz o ladrão”, ou ainda: “Quem ama o perigo, nele perecerá”.

– Sinceridade que Incomoda?

Leio numa edição antiga de Época (Ed 692, pg 58-62, por Eliseu Barreira Júnior), a entrevista do líder da Igreja Assembléia de Deus, Silas Malafaia.

Independente da religião de cada leitor do blog, vale a pena dar uma atenção às palavras dele. Sem se importar em ser politicamente correto, mas fiel às suas crenças, ele fala sobre suas convicções sobre aborto e homossexualismo, cobrando os políticos que demagogicamente procuram religiosos de diversos credos e na hora de governar mudam a sua opinião.

Uma das suas respostas de efeito foi sobre se tivesse um filho gay e qual seria sua reação. Disse ele:

Vou melhorar tua pergunta, aprofundá-la. Se algum filho meu fosse assassino, se algum neto meu fosse traficante, se algum filho meu fosse um serial-killer e tivesse esquartejado 50, continuaria o amando da mesma forma, mas reprovando sua conduta. Meu amor por uma pessoa não significa que apoio o que ela faz. Daria o evangelho para ele, diria que Jesus transforma, que ele não nasceu assim, que é uma opção dele.”

Profundo. Quer comentar? Deixe seu comentário:

– Sexo entre Deficientes Intelectuais: Difícil Tema!

Amigos, assunto de difícil trato: o sexo entre deficientes intelectuais.

Com um pouco mais de autonomia e liberdade para fazer as próprias escolhas, os deficientes intelectuais colocam uma nova questão para o país: a quem cabe decidir se eles podem fazer sexo e ter filhos? – por Solange Azevedo.

Compartilho interessante matéria publicada pela Revista Época dias atrás:

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI96551-15228,00-A+SEXUALIDADE+DOS+DEFICIENTES+INTELECTUAIS.html

SEXO SEM PRECONCEITO

Deitada no leito do consultório médico, Cíntia Carvalho Bento tira os óculos para enxugar as lágrimas. Era 6 de março. Ela acabara de ouvir, pela primeira vez, os batimentos cardíacos de seu bebê. “Graças a Deus, tem um neném na minha barriga.” Cíntia, de 38 anos, traz no rosto os sinais da síndrome de Down: olhos pequenos e amendoados, boca em forma de arco, bochechas proeminentes. E, na alma, desejos semelhantes aos das mulheres comuns: trabalhar, namorar, casar, ser mãe. Todos realizados. Cíntia nasceu numa família que aprendeu a dialogar e a respeitar, quando possível, suas escolhas. E que não encarou sua deficiência intelectual – característica dos Downs – como um obstáculo incontornável.

“Aceitamos bem os namoros e o casamento da Cíntia. Meu marido e eu sempre achamos que nossa filha deveria levar uma vida próxima do normal”, afirma Jane Carvalho. “A gravidez é que foi um susto. Tivemos medo de que a criança viesse com problemas de saúde. Mas logo descobrimos que não.” Augusto está com 3 meses. “Estou muito feliz. Pego ele no colo, mudo (as fraldas), dou banho”, diz Cíntia. A gestação não foi planejada. Mas Cíntia sempre quis ter um filho. Ela conheceu o marido, Miguel Egídio Bento, na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Florianópolis. Cíntia era aluna. Miguel, hoje com 42 anos, funcionário. A amizade virou namoro bem depois, numa colônia de férias. O casamento, em junho de 2006, foi como nos sonhos dela: vestido de noiva, igreja, festa e lua de mel.

A vida de Cíntia é uma exceção. As relações afetivas e sexuais são o tema mais controverso e cercado de preconceitos no universo da deficiência intelectual – um assunto que mexe com valores morais e culturais. “É necessário derrubar o mito de que as pessoas com deficiência intelectual são assexuadas ou têm a sexualidade exacerbada”, afirma Fernanda Sodelli, diretora do Núcleo de Estudos e Temas em Psicologia. “Elas não são anjos nem feras que precisam ser domadas. E têm o direito de viver a sexualidade.” Isso quer dizer não apenas o direito de transar, mas o de conhecer o próprio corpo e aprender como se comportar na intimidade: saber se cuidar, estabelecer relações, lidar com as emoções, construir a própria identidade.

Entre os deficientes intelectuais é comum querer namorar apenas para ter o prazer de beijar na boca. Ou de andar de mãos dadas. Manifestações normais da sexualidade ainda hoje são interpretadas como problema. Foi o que a psicóloga Fernanda viu no consultório quando um pai a procurou preocupado com o filho de 18 anos, que se masturbava pela casa. O pai contou que tentara explicar que aquele comportamento seria aceitável apenas quando o filho estivesse sozinho. “Pai, o que é sozinho?”, perguntou o rapaz. Ninguém lhe ensinara a diferença entre o público e o privado, e o que é adequado ou inadequado em cada um desses espaços. Na infância, o garoto era obrigado a usar o banheiro de porta aberta. O quarto nem porta tinha. Ele cresceu sendo espionado o tempo todo, sem noção de privacidade.

No caso de Cíntia, seus pais se deram conta de que era hora de o relacionamento com Miguel evoluir para o casamento quando ela pediu permissão para o namorado dormir na casa da família. No final da adolescência, Cíntia já sentia vontade de namorar. Abraçava árvores e fingia beijá-las como se fossem um príncipe. Viveu o primeiro romance no início da década de 1990, aos 21 anos, numa época em que os direitos sexuais e reprodutivos dos deficientes intelectuais nem sequer eram cogitados. A discussão é recente no país. O movimento de inclusão deu visibilidade aos deficientes e abriu frestas nas portas das escolas e do trabalho.

Pela lei brasileira, os direitos sexuais e reprodutivos dos deficientes intelectuais são os mesmos de qualquer outro cidadão. A garantia desses direitos, no entanto, vai além da capacidade do Estado. Depende do bom senso e da disposição das famílias – a maioria marginalizada durante toda a existência e sem o conhecimento necessário para lidar com a complexidade da questão. A principal dificuldade dos deficientes intelectuais é o pensamento abstrato. Como ensiná-los que atos idênticos podem ter intenções e significados diferentes? E que, por isso, alguns seriam permitidos e outros não? Se o namorado bota a mão no seio da garota, é carinho; quando a mão é do tio ou do vizinho, é abuso sexual. Se a mão é do ginecologista, trata-se de um exame de rotina.

Na dúvida, grande parte das famílias encara a superproteção e a repressão da sexualidade como o único caminho para afastar os filhos dos riscos. Deixar de pensar e decidir por eles é uma tarefa custosa e que exige desprendimento. E, se algo der errado, conseguirei conviver com a culpa? Qual é a medida certa da autonomia? A dependência, às vezes mútua, prejudica o desenvolvimento do deficiente. “Os pais precisam ser trabalhados para enxergar primeiro o filho e depois a deficiência”, diz a assistente social Mina Regen, coautora do livro Sexualidade e deficiência: rompendo o silêncio. “É fundamental que as pessoas com deficiência intelectual sejam ouvidas e aprendam a fazer escolhas desde a infância, por mais simples que sejam.” Isso inclui da roupa a vestir até o que comer.

Segundo especialistas, entre todas as deficiências, a intelectual é a mais temida pelas famílias e a mais discriminada pela sociedade. “Somos educados para acreditar que existe uma hierarquia entre condições humanas”, diz Claudia Werneck, superintendente da Escola de Gente, uma ONG baseada no Rio de Janeiro que desenvolve projetos de inclusão social. “No colégio, as boas notas fazem a alegria dos pais. A felicidade do filho fica em segundo plano.” A Escola de Gente mediu os níveis de intolerância aos deficientes intelectuais em mais de 300 oficinas feitas em dez países. Num determinado momento da exposição, uma pergunta é feita à plateia: “Quem daqui é gente?”. O palestrante segue fazendo questionamentos que provocam o público. “Pelo menos 90% dos presentes dizem que é humano quem tem o intelecto funcionando bem”, afirma Claudia.

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, há 3 milhões de deficientes intelectuais. São pessoas com “dificuldades ou limitações associadas a duas ou mais áreas, como aprendizagem, comunicação, cuidados pessoais, com a saúde e a segurança”. Não há um ranking das causas da deficiência no país. Mas há diversos fatores de risco: síndromes genéticas (como de Down e de Williams, que afeta as áreas cognitiva, comportamental e motora), doenças infecciosas como rubéola e sífilis, abuso de álcool ou drogas na gestação, desnutrição (da mãe ou da criança) e falta de oxigenação no cérebro.

“Crianças com deficiência criadas em ambientes que favorecem o desenvolvimento e a autonomia podem ser capazes de namorar e constituir família”, afirma Mina Regen. “Cada caso deve ser analisado de acordo com suas singularidades.” Cíntia, de Florianópolis, mora com o marido e o filho na casa dos pais. Em Socorro, São Paulo, cidade de 33 mil habitantes, o arranjo mais conveniente para um casal de deficientes e suas famílias foi diferente. Maria Gabriela Andrade Demate e Fábio Marcheti de Moraes, ambos de 29 anos, vivem com a mãe dele. A filha do casal, Valentina, mora com a avó materna. Todas as manhãs, Gabriela pula da cama e corre para ajudar a cuidar da menina. “Mamãe”, diz a falante Valentina, de 1 ano e meio, ao escutar o barulho da porta.

Quando Gabriela deu à luz, sua história repercutiu pelo Brasil. Na Associação Carpe Diem, na Zona Sul de São Paulo, uma das raras instituições para deficientes intelectuais que lidam com a sexualidade e os direitos reprodutivos, o assunto reacendeu discussões diversas: gravidez, métodos contraceptivos, doenças sexualmente transmissíveis. “Tenho vontade de transar um dia. Mas tenho de estar preparada”, diz Mariana Amato, de 30 anos. “Eu queria engravidar. Gostaria de ser mãe.”

A abordagem da Carpe Diem é a do Projeto Pipa: Prevenção Especial, criado pelas psicólogas Lilian Galvão e Fernanda Sodelli. Conceitos sobre a manifestação da sexualidade são transmitidos, principalmente, em rodas de conversa. Os “jovens Pipa” aprendem, por exemplo, a identificar abuso sexual com o uso de bonecos. A pedagogia ajuda a transformar abstrações em ideias concretas. “Antes do Projeto Pipa, eu tinha um medo danado e ficava confusa”, afirma Ana Beatriz Pierre Paiva, de 32 anos. “O que é sexualidade? O que é namorar? O que é gostar de alguém?” Bia revela que descobriu o próprio corpo, que tem desejos e que os atos de uma pessoa têm consequências – algumas agradáveis, outras não. Também conseguiu se aproximar dos pais e dizer o que pensa. “A vontade de ter um compromisso sério é grande. Mas meus pais acham que sou nova.” A mãe de Bia, Ana Maria Pierre Paiva, reconhece que é “superprotetora” e que teria dificuldades de aceitar um relacionamento da filha.

Bia é de uma geração de deficientes intelectuais brasileiros que começou agora a se engajar num movimento de autodefesa. Junto com Mariana Amato e Thiago Rodrigues, de 22 anos, ela dá palestras sobre direitos sexuais e reprodutivos pelo país. Em agosto, os três estiveram num evento em João Pessoa, Paraíba. “Tem gente que olha para a nossa cara e pensa: ‘Esses garotos não sabem de nada, não crescem’”, diz Thiago. “Geralmente, a gente não pode viver a sexualidade por causa da falta de compreensão das pessoas.”

Certa vez, Mariana e o namorado foram ao cinema e tiveram de trocar de sala porque um casal se sentiu incomodado e chamou o segurança. “O segurança me disse que os dois estavam apenas se beijando”, afirma Glória Moreira Salles, mãe de Mariana. Agora, Mariana e o namorado só se comunicam por internet e telefone. Ela se mudou temporariamente para Lucena, na Paraíba. Durante seis meses, vai morar com a amiga Lilian Galvão, uma das criadoras do Projeto Pipa, e trabalhar numa ONG. “Chegou a minha hora. Vou conviver no mundo lá fora e seguir o meu projeto de vida”, diz Mariana. A mãe, Glória, afirma que, com o decorrer do tempo, passou a enxergar a filha de maneira diferente. “Aprendi que quem põe os limites é ela.”

O sucesso do Pipa é possível porque envolve as famílias. “Se o Pipa tivesse chegado antes, não teria levado minha filha para fazer laqueadura”, afirma uma mãe. A cirurgia seria evitada se a jovem já conhecesse os métodos contraceptivos e soubesse como se proteger de abusos. Ainda há famílias que recorrem à esterilização. “Não é crime. Mas é uma violação de direitos proibida pela convenção da ONU, ratificada pelo Brasil em 2008”, diz Izabel Maior, chefe da Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, ligada à Secretaria Especial dos Direitos Humanos.

“A gente tem condições de aprender a se proteger”, diz Mariana, “e, com o suporte da família, a gente pode ter autonomia.” Mariana demonstra ser uma mulher determinada. Bia é doce, fala sorrindo com os olhos. Suas palavras, pronunciadas de maneira calma e fluida, não são menos assertivas que as da amiga Mariana: “Somos seres humanos e nos sentimos como seres humanos, como todos vocês”.

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– Ciclovias, Ciclofaixas e Dia Mundial sem Carro

Ontem foi Dia Mundial sem Carro, e se falou muito sobre o uso das bikes. Sou ciclista, defendo ciclovias e eventualmente ciclofaixas. Porém…

É inconcebível que se misture o trânsito de bicicletas com o de carros. As ciclovias são seguras. As ciclofaixas, eventualmente seguras. E totalmente inseguras são as alternativas criadas para privilegiar nós, ciclistas, em dias de lazer.

Digo isso pois me pesar ver a criação das ciclofaixas eliminando as faixas de carro. Ora, o trânsito caótico das nossas avenidas aumenta e só faz com que os motoristas fiquem embirrados com os ciclistas.

É burrice tal alternativa. As faixas de bicicletas devem ser acrescentadas às dos carros, não substitutas!

E você, o que pensa sobre isso?

– A Guerra Contra o Antiintelectualismo

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os ‘com-diploma’, começando com jornalistas e aqueles ‘que escrevem artigos em jornais’”

Refletiram a opinião acima? É do Consultor em Administração Stephen Kanitz, uma das mentes mais brilhantes do Brasil. Ele fala sobre o ódio de alguns sobre uma elite intelectual, a caça à classe média e a perseguição pelos órgãos de imprensa.

Quando ser inteligente torna-se repugnante (para alguns)…

A ONDA ANTIINTELECTUAL

por Stphen Kanitz

Por que o PT odeia tanto o PSDB, se ambos têm o mesmo ideário e adotam basicamente os mesmos programas?

Por que Lula rompeu com a ala intelectual de sociólogos, filósofos, antropólogos, historiadores e economistas de seu partido que lhe deram apoio total?

Quando Lula critica as elites, ele se refere à elite intelectual, não à elite empreendedora que ele admira. Quanto mais o PSDB batia na tecla de que Lula não tinha diploma, mais ele subia nas pesquisas eleitorais.

Tudo isso são sintomas de um perigoso antiintelectualismo que cresce na América Latina. A eleição de Hugo Chávez e Evo Morales mostra o mesmo fenômeno. O povo latino-americano se cansou do silêncio, da soberba e da incompetência de sua elite intelectual, que pouco cria e só copia teorias como Inflation Targeting, por exemplo.

Essa onda antiintelectual não é resultado do obscurantismo nem do populismo, como acham alguns. É resultado dos mirabolantes planos elaborados às pressas por professores de fala difícil que nunca pisaram num chão de fábrica (ao contrário de Lula), que nunca ouvem ninguém e tanto sofrimento e confusão trouxeram à nação. A classe média, normalmente responsável pelo crescimento de uma nação, foi alijada do poder por intelectuais de gabinete, e por isso ela vota maciçamente no PT.

Na China, os intelectuais foram ativamente perseguidos durante a famosa Revolução Cultural. As universidades permaneceram fechadas por praticamente dez anos, para o desespero deles. Hoje, o povo chinês acredita que foi justamente isso que colocou o país no eixo. “Os intelectuais foram obrigados a fazer algo que nunca fizeram, a trabalhar no campo como nós”, disse-me um porteiro de hotel em Beijing. “Os líderes de hoje são justamente aqueles que por dez anos não foram educados por intelectuais”, comentou nosso taxista em Xangai. A história do mundo está repleta de “revoltas das massas”, queimando livros e intelectuais.

Nos Estados Unidos, a intelligentsia é malvista, como gente que somente usa o intelecto e nada mais, que só critica e nada produz de prático ou pragmático.

Definir-se como “intelectual”, como muitos fazem, é visto como uma atitude elitista e arrogante. Afinal, todo ser humano, por mais humilde que seja, tem de usar o intelecto para desempenhar sua função, desde o porteiro do prédio até o motorista do ônibus escolar de seu filho.

Essa é a verdadeira questão por trás da atual crise do PSDB. Desde 2004, há uma divisão declarada no partido entre “os que trabalham e os que escrevem artigos de jornal”, como disse em público um de seus mais destacados membros do baixo clero.

Quais as conseqüências práticas de tudo isso?

Em primeiro lugar, a América Latina não está dando uma guinada para a esquerda, como acreditam alguns, mas uma perigosa guinada contra a intelligentsia nacional, ou seja, justamente o contrário. É o feitiço virando contra o feiticeiro, o que tantas vezes ocorre na história, a começar pela Revolução Francesa.

Em segundo, os investidores internacionais percebem que não correm perigo na América Latina, tanto que o risco Brasil nunca esteve tão baixo, justamente porque eles acreditam que Lula não fará loucuras em seu segundo mandato presidencial, se for reeleito. Eles têm certeza de que ele não usará teorias heterodoxas nunca antes testadas, e sim o bom senso, na medida do possível.

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os “com-diploma”, começando com jornalistas e aqueles “que escrevem artigos em jornais”. Seria o fim da imprensa como a conhecemos.

Deixar de lado os intelectuais, como muitos países fazem, obviamente não é a solução. Exigir que sejam mais pragmáticos, mais realistas, menos dogmáticos é uma forma mais acertada de resgatar a verdadeira função deles.

Toda nação precisa de centenas de milhares de pessoas que analisem seus problemas corretamente e apresentem não dogmas do passado, mas soluções para o futuro. Mas, se essa onda sair do controle, quem irá defender nossos intelectuais contra um movimento que muitos deles ajudaram a iniciar?

– Adultizar precocemente as crianças ou não?

Uma polêmica para os pais; uma novidade para as crianças e uma oportunidade financeira para os fabricantes: a venda de Cosméticos para crianças!

A Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária) estuda liberar a venda de maquiagens e desodorantes para crianças a partir de 3 anos, provocando preocupação e discussão sobre a precoce “adultização” dos pequenos por culpa da pressão dos grandes fabricantes.

Eu não gosto dessa antecipação do culto a vaidade. E você?

Extraído de Folha de São Paulo, 07/09/07, pg C7 (por Johanna Nublat).

ANVISA DEVE LIBERAR VENDA DE SOMBRA E DESODORANTE INFANTIL

Vigilância Sanitária lança hoje uma consulta pública com novas regras para cosméticos feitos para crianças. Dermatologista diz que criança não precisa desses produtos; agência diz que há demanda social.

Uma consulta pública lançada hoje pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pretende liberar a entrada no mercado de desodorantes e sombras infantis.

De acordo com a proposta, desodorantes para axilas e pés podem ser ofertados para crianças a partir de oito anos, desde que não sejam antitranspirantes ou em aerossol -forma cuja toxicidade para crianças não está definida, segundo a agência.

Substâncias antissépticas estão liberadas, desde que sejam de “uso consagrado”. Já os componentes alcoólicos, normalmente presentes nos desodorantes, devem ter índices mínimos.

A sombra, diz a proposta, pode ser aplicada por adultos em crianças de três e quatro anos e pelas próprias crianças a partir dos cinco anos de idade.

Produtos como blush, batom e brilho labial já têm regras específicas e são liberadas para o público infantil. O mesmo vale para xampus, sabonetes, esmaltes, protetores solares, entre outros.

Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa, afirma que demandas da sociedade e do mercado levaram à revisão da norma anterior sobre cosméticos infantis, de 2001.

“Brevemente você vai encontrar, em farmácias e supermercados, desodorantes para crianças. Hoje não existe, não havia um marco normativo que permitisse às indústrias lançarem um desodorante para uso infantil.”

BOM-SENSO
Sérgio Graff, médico da Unifesp especializado em toxicologia e que participou da elaboração dessa consulta, afirma que a proposta avança ao regular melhor o setor.

“A falta de alguns produtos destinados a crianças fazia com que as mães usassem produtos de adulto nos filhos”, diz. O problema, diz Graff, é que cosméticos para crianças precisam passar por testes de maior sensibilidade e não podem ter determinados componentes.

O médico argumenta que é justificável a entrada no mercado de desodorantes infantis, porque algumas crianças -principalmente meninas que menstruam mais cedo- podem precisar do produto por volta dos dez anos.

A coordenadora de dermatologia pediátrica da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Silmara Cestari, diz que esses casos são raros e que o odor pode ser minimizado com sabonetes antissépticos.

“Por que a criança passa maquiagem? Porque vê o adulto passar. Com o desodorante é igual, a criança transpira mais, tem um cheirinho azedinho, a mãe acha que precisa passar desodorante.”

Alberto Keidi Kurebayashi, presidente da ABC (Associação Brasileira de Cosmetologia), diz que a norma pode proteger as crianças ao evitar propagandas equivocadas. Mas defende o bom-senso.
“Será que é preciso usar sombra na criança? Não pode ter exagero, a criança tem de ser bonita como ela é.”

A proposta fica disponível para sugestões no site da Anvisa por 60 dias.

MÃES DIVERGEM SOBRE MAQUIAGEM INFANTIL

Clara, 6, e Laís, 8, quando se juntam com as amiguinhas, costumam se pintar com os produtos da mãe, Veridiana Corbaro, 35.

A médica conta que as meninas pegaram seu estojo de maquiagem pela primeira vez sem perguntar a ela primeiro, mas que, agora, elas pedem para usar.

“Eu deixo. Se a criança é tratada como criança, usa numa brincadeira, não vejo problema. O problema é se vestir como adulto, com roupas justas”, diz Veridiana.

Mesmo usando produtos para adultos, as meninas nunca tiveram problemas, mas a mãe diz que preferiria comprar sombras para crianças, se houvesse. Desodorante, não. “Não precisa.”
Já a empresária Daniela Themudo Lessa, 37, se diz “supercontra” e não gosta quando a filha Carolina, 7, é maquiada nas festinhas dos colegas de escola.

Daniela diz que a filha costuma pedir para pintar as unhas com esmalte escuro, por exemplo, argumentando que as amiguinhas pintam.

“Tento conter essa pressão. Se vestir de princesa, pôr coroa, tudo bem, mas usar maquiagem, unha vermelha, deixar a criança adulta, não gosto. Isso é pular etapas.”

Para Daniela, criar linhas de sombras para crianças é um excesso. “Não é necessário. Uma criança de seis anos de sombra azul, para quê? Acho até feio criança maquiada. Mesmo sendo antialérgico, próprio, acho péssimo.”

Ela também não compraria um desodorante para a filha, mas não veria problema em deixá-la usar se ganhasse. “Criança é muito da empolgação. Usa por três dias, depois deixa guardado.”
A psicóloga e colunista da Folha Rosely Sayão diz que o uso da maquiagem como brincadeira é normal, mas acha que não é preciso haver uma linha específica de produtos para isso.

“Só se for para adultizar, ajudar a destruir a infância.” Para Rosely, há uma dificuldade hoje em suportar que é preciso segurar a criança na infância. “A gente não pode só dizer: ‘Eles gostam’. Eles não têm ideia de que isso vai ser prejudicial depois.”

– Rede de Boataria ataca mais um: Renato Aragão

Uma grande injustiça ao Didi Mocó!

Cada vez mais assusta a força das pessoas mal-intencionadas usando a Internet. Agora, a febre da vez é atacar Renato Aragão. Algum gaiato inventou que ele faria um novo filme chamado “O Segundo Filho de Deus”, onde terminaria a missão não finalizada por Jesus.

Pelo Twitter e Facebook, DETONARAM Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novagilno Mufumbo!

Porém, como era lógico… ninguém faria uma filme com temática tão descabível, principalmente um humorista!

Abaixo, Publicado originalmente no site “Os Trapalhões” (clique ao lado, em itálico) 

RENATO ARAGÃO NEGA FILME POLÊMICO CRISTÃO

Nos últimos dias, o comediante Renato Aragão foi, mais uma vez, vítima de boatos em sites da internet.

Dessa vez, foi divulgado que ele lançará um filme, intitulado “O Segundo Filho de Deus”, onde o personagem Didi viverá um suposto filho de Deus enviado à Terra com o objetivo de cumprir uma missão que Jesus Cristo não foi capaz de terminar.

Como nenhum site oficial de Renato Aragão noticiou a informação, o site OsTrapalhões.com resolveu confirmá-la entrando em contato com a filha do comediante, Lívian Aragão.

Por meio dela, o comediante negou todas as informações que foram publicadas nas matérias e disse que nunca cogitou lançar esse tipo de filme. Tudo não passou de boatos inventados na internet para denegrir a imagem de Renato Aragão, assim como fazem com outros artistas.

“Normalmente eu não respondo a esse tipo de boato, mas sempre que vai ao ar um programa de sucesso como o ‘Criança Esperança’ surgem os invejosos de plantão”, comentou Renato Aragão ao site UOL – que também o procurou para falar sobre uma suposta demissão de um funcionário que o teria chamado de “Seu Didi”.

CARTA PUBLICADA EM SEU BLOG

Antes de qualquer coisa, gostaria de agradecer o carinho, apoio e envolvimento do povo brasileiro na Campanha Criança Esperança 2012 – uma parceria da TV Globo e UNESCO. Nestes 27 anos, o engajamento do público que assiste ao programa tem provado que somos um povo sensível às carências e necessidades dos nossos semelhantes.

Infelizmente, meu coração tem se entristecido ao ler e ouvir tantas mentiras que estão circulando na mídia com respeito a minha pessoa e minha família. Só posso creditar este comportamento à inveja. Fico triste, pois minha família é uma família de bem, com defeitos sim, como qualquer família, mas que veste a camisa em prol de uma causa na qual acreditamos – o programa Criança Esperança.

Em minha casa e minha empresa, meus funcionários são tratados com respeito e os direitos humanos e trabalhistas de todos são garantidos. Embora não precise expor isto, a maioria dos meus funcionários tem mais de 10 anos de convivência conosco.

Jamais demiti, demitiria qualquer motorista ou funcionário por ter me chamado de Did. Absurdo tão grande, uma vez que nem eu mesmo consigo mais separar o Didi do Renato Aragão. Afinal, já são 50 anos de convivência entre os dois… Isto e as demais notas, boatos e afirmações, não passam de lendas urbanas que sempre são trazidas à tona na época do Criança Esperança, o que realmente me faz crer que são apenas frutos da inveja.

Minha empresa já produziu mais de 45 filmes, todos voltados para o entretenimento da família brasileira, respeitando nossos valores e nossa cultura. Sou católico e temente a Deus. Jamais abriria mão de minha fé incondicional em Jesus, o Filho Único de Deus. Gostaria, entretanto de relembrar que fé e ficção são áreas completamente distintas, mas que sempre despertaram polêmicas, desde Milton, em “Paraíso Perdido” até José Saramago em seu “Evangelho Segundo Jesus Cristo”. Mesmo estes gênios literários e suas polêmicas obras não foram capazes de rebaixar a Bíblia e as histórias de vida ali contidas a meros personagens de obras literárias ou de ficção. Por que digo isto, porque realmente escrevi um roteiro provisoriamente intitulado “O Segundo Filho de Deus”, obra de ficção com registro público na Biblioteca Nacional, a qual vem sendo deturpada, dizendo inclusive que eu teria a pretensão de ser o “novo” Jesus!, ABSURDO. O Didi é um grande atrapalhado, e em todos os filmes essa será sempre sua característica. Só para esclarecer, este roteiro inclusive já teve o título alterado para “O Segredo da Luz” e não há previsão para sua realização. Acredito que estas pessoas, que nem sequer tiveram acesso à obra, querem apenas incitar os incautos a juntarem-se a eles nesta invejosa empreitada de denegrir meu nome e desacreditar uma campanha séria que já comprovou sua atuação e eficácia em 27 anos de resultados positivos. Registro que nestes 27 anos isso sempre acontece… infelizmente.

Amigos, desculpem-me pelo desabafo. Mas há horas em que precisamos alçar a voz e proclamar a verdade, principalmente quando o alvo das mentiras passa a ser aquilo que mais prezamos: nossa família e nossa fé.

Mais uma vez, obrigado pelo apoio.

Renato (Didi) Aragão

– Um Conceito de Profissional: Profissionalismo como Religião

Amigos, Cláudio de Moura Castro desenvolveu um brilhante artigo sobre ‘Profissionalismo’ em sua coluna na Revista Veja (Ed 01/06/2011). Vale a pena dar uma conferida:

O PROFISSIONALISMO COMO RELIGIÃO

Logo que mudei para a França, tive de levar meu carro para consertar. Ao buscá-lo, perguntei se havia ficado bom. O mecânico não entendeu. Na cabeça dele, se entregou a chave e a conta, nada mais a esclarecer sobre o conserto. Mais à frente, decidi atapetar um quartinho. O tapeceiro propôs uma solução que me pareceu complicada. Perguntei se não poderia, simplesmente, colar o tapete. O homem se empertigou: ”O senhor pode colar, mas, como sou profissional, eu não posso fazer isso”. Pronunciou a palavra “profissional” com solenidade e demarcou um fosso entre o que permite a prática consagrada e o que lambões e pobres mortais como eu podem perpetrar.

Acostumamo-nos com a idéia de que, se pagamos mais ou menos, conseguimos algo mais ou menos. Para a excelência, pagamos generosamente. Mas lembremo-nos das milenares corporações de ofício, com suas tradições e rituais. Na Europa, e alhures, aprender um ofício era como uma conversão religiosa. O aprendiz passava a acreditar naquela profissão e nos seus cânones. Padrões de qualidade eram cobrados durante todo o aprendizado. Ao fim do ciclo de sete anos, o aprendiz produzia a sua “obra prima” (obra primeira), a fim de evidenciar que atingira os níveis de perfeição exigidos. Em Troyes, na França, há um museu com as melhores peças elaboradas para demonstrar maestria na profissão. Carpinteiros alardeavam o seu virtuosismo pela construção meticulosa das suas caixas de ferramentas. Na Alemanha, sobrevivem em algumas corporações de ofício as vestimentas tradicionais. Para carpinteiros, terno de veludo preto, calça boca de sino e chapéu de aba larga. É com orgulho que exibem nas ruas esses trajes.

Essa incursão na história das corporações serve para realçar que nem só de mercado vive o mundo atual. Aqueles países com forte tradição de profissionalismo disso se beneficiam vastamente. Nada de fiscalizar para ver se ficou benfeito. O fiscal severo e intransigente está de prontidão dentro do profissional. É pena que os sindicatos, herdeiros das corporações, pouco se ocupem hoje de qualidade e virtuosismo. Se pagarmos com magnanimidade, o verdadeiro profissional executará a obra com perfeição. Se pagarmos miseravelmente, ele a executará com igual perfeição. É assim, ele só sabe fazer bem, pois incorporou a ideologia da perfeição. Não apenas não sabe fazer de qualquer jeito, mas sua felicidade se constrói na busca da excelência. Sociedades sem tradição de profissionalismo precisam de exércitos de tomadores de conta (que terminam por subtrair do que poderia ser pago a um profissional com sua própria fiscalização interior). Nelas, capricho é uma religião com poucos seguidores. Sai benfeito quando alguém espreita. Sai matado quando ninguém está olhando.

Existe relação entre o que pagamos e a qualidade obtida. Mas não é só isso. O profissionalismo define padrões de conduta e excelência que não estão à venda. Verniz sem rugas traz felicidade a quem o aplicou. Juntas não têm gretas, mesmo em locais que não estão à vista. Ou seja, foram feitas para a paz interior do marceneiro e não para o cliente, incapaz de perceber diferenças. A lâmina do formão pode fazer a barba do seu dono. O lanterneiro fica feliz se ninguém reconhece que o carro foi batido. Onde entra uma chave de estria, não se usa chave aberta na porca. Alicate nela? Nem pensar! Essa tradição de qualidade nas profissões manuais é caudatária das corporações medievais. Mas sobrevive hoje, em maior ou menor grau, em todo mundo do trabalho. O cirurgião quer fazer uma sutura perfeita. Para o advogado, há uma beleza indescritível em uma petição bem lavrada, que o cliente jamais notará. Quantas dezenas de vezes tive de retrabalhar os parágrafos deste ensaio?

Tudo funciona melhor em uma sociedade em que domina o profissionalismo de sua força de trabalho. Mas isso só acontecerá como resultado de muito esforço em lapidar os profissionais. Isso leva tempo e custa dinheiro. É preciso uma combinação harmônica entre aprender o gesto profissional, desenvolver a inteligência que o orienta e o processo quase litúrgico de transmissão dos valores do ofício.

Em tempo: amadores não formam profissionais.

– Troca de Maçãs e Idéias

Disse alguém:

“Se eu tiver uma maçã e você outra, e se resolvermos trocá-las, ambos continuaremos a ter uma maçã. Mas se eu tiver uma idéia e você outra, e resolvermos trocá-las, ambos teremos 2 coisas importantes”.

Bobinho, mas profundo, não?

– Um Exemplo de Como se Preocupar Precocemente com a Sexualidade

Que coisa mais sem sentido… Uma Comissão da Ucrânia avaliou desenhos de sucesso, e determinou que “Bob Esponja” é gay, “Os Simpsons” pode incentivar o consumo de drogas e “Teletubbies” deixa a pessoa alienada.

Cá entre nós? Quem deve regular isso são os pais! Se fosse assim, Pica Pau, Tom & Jerry e Chaves deveriam ser proibidos pela violência.

Falta do que fazer, não? Aliás, que excesso de preocupação com a sexualidade! O próprio criador do personagem já disse publicamente que o Bob Esponja é um simples personagem infantil assexuado…

Extraído de: http://is.gd/mZ9ILd

COMISSÃO DE DEFESA DA MORAL UCRANIANA DIZ QUE BOB ESPONJA É GAY

O popular personagem de animação Bob Esponja é homossexual, aponta um estudo elaborado pela Comissão Nacional sobre assuntos para a defesa da moral ucraniana citado nesta quarta-feira pelo jornal local Ukraínskaya Pravda.

A Comissão analisou algumas das principais séries de animação que estão na grade televisiva do país para propor a proibição daquelas que representam “uma ameaça real para as crianças”. De acordo com o estudo, séries como Os Simpsons, Uma Família da Pesada, Pokemon, Teletubbies eFuturama são “projetos especiais dirigidos à destruição da família e à propaganda do vício em drogas”. Essas animações representariam, assim, “um claro exemplo de propaganda do sexismo”, segundo o artigo publicado em um dos principais jornais ucranianos.

Para a psicóloga Irina Medvédeva, citada pelo estudo, as crianças com idades entre 3 e 5 anos que assistem a essas séries “tendem a imitar os trejeitos dos personagens e a fazer brincadeiras diante de adultos que não conhecem”. Neste sentido, Irina aponta que a série Teletubbies, por exemplo, segue “a criação proposital de um homem ‘subnormal’, que passa o dia todo diante da televisão com a boca aberta e engolindo qualquer informação” que conforme a “psicologia dos perdedores”.

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