Nos atuais tempos de diversidade sexual, muitos escolhem o que querem fazer com o corpo a seu bel-prazer. Independente de crenças, costumes e culturas, as democracias devem respeitar o cidadão que se denomina e se comporta como homossexual. Para alguns, é uma escolha; a outras, é natural.
Mas uma criança teria condições de pedir para mudar de sexo? Está ciente do que é isso?
Fiquei assustado com o que li: a filha do galã Brad Pitt (que recentemente foi acusado de se drogar na frente das crianças e isso foi determinante para seu divórcio) com a atriz Angelina Jolie (bissexual assumida, outrora namorada da modelo Jenny Shimizu), chama-se Shiloh. Com 2 anos, a mãe disse que a filha queria ser chamada de “John”. Aos 4, disse ao pai que queria ser menino. E agora, aos 11 anos, decidiu virar homem!
Não é tudo muito sexualizado / erotizado / sexista / sei lá o quê? É apenas uma criança que deveria viver em paz sua inocente infância!
FILHA DE ANGELINA JOLIE E BRAD PITT COMEÇA PROCESSO DE MUDANÇA DE SEXO
Shiloh, de 11 anos, começou a tomar hormônios
Shiloh Jolie Pitt, filha de Angelina Jolie e Brad Pitt, começou o tratamento para mudar de sexo. A menina de 11 anos está fazendo substituição hormonal para interromper as mudanças do corpo feminino.
Angelina declarou, em entrevista a Oprah Winfrey, em 2008, que, quando tinha apenas dois anos, Shiloh pedia para ser chamada de John. Aos quatro, a criança gostava de se vestir como menino e falava aos pais que gostaria de ser um menino.
Shiloh será acompanhada por um psicólogo durante o processo.
Ou você é uma celebridade ou você é um ninguém. É rico ou pobre. É feliz ou depressivo. Parece que perdemos todas as nuances entre os extremos. Não toleramos coisas medianas ou boas o suficiente.
Esses radicalismos cada vez mais estão sendo usados para educar as crianças. Ou são perfeitas ou fracassadas, não podendo, então, errar nunca!
Crianças devem errar para aprender! Mas como “controlar esses erros” e até onde há a permissão para eles?
Carl Honoré, filósofo, fala sobre como os adultos tornam muitas vezes a fase infantil em fase de preparo “pré-stress”.
No dia em que o filósofo escocês Carl Honoré, 41 anos, foi chamado na escola do filho Benjamin, hoje com 10 anos, e ouviu da professora de artes que o menino desenhava muito bem, ele se encheu de orgulho e sonhou alto. Saiu de lá e foi fazer uma pesquisa na internet sobre escolas de educação artística. Já imaginava: “Estarei criando o próximo Picasso?” Mas, ao indagar o menino sobre o curso, levou um balde de água fria. “Não quero ir para uma aula na qual o professor vai me dizer o que fazer. Só quero desenhar”, disse Benjamin, com firmeza. “Por que os adultos têm que tomar conta de tudo?” Honoré percebeu quanto estava sendo um pai ansioso querendo dominar a felicidade simples do filho e transformá-la em realização. Ele entendeu também que não estava sozinho. Foi quando deu início às pesquisas do livro “Sob Pressão” (Ed. Record), recém- lançado no Brasil. “A ideia era retomar minha autoconfiança como pai e ajudar outros da mesma maneira”, diz Honoré, que também é pai de Susannah, 7 anos. Uma das principais vozes do movimento slow (por uma vida mais tranquila), o filósofo foi criado no Canadá e hoje mora em Londres. Ele domina o português porque morou no Brasil em 1988 e 1990 para trabalhar com meninos em situação de risco.
ISTOÉ – Qual o problema de pais que, como o sr., tentam desde cedo lapidar a vocação infantil? Carl Honoré – Não há nada errado em encorajar o talento de um filho. Pelo contrário. É uma das principais responsabilidades dos pais identificar suas paixões e ajudá-los a desenvolvê-las. Mas existe uma grande diferença entre incentivar um talento e colocar a criança sob pressão, numa corrida obsessiva mirando o topo. A infância serve para descobrirmos quem somos e no que somos bons gradualmente, sem ninguém decidindo por nós. Deveria ser um tempo de experimentação em uma série de atividades diferentes. Focar logo cedo em algo leva ao perigo de se fechar para outras opções. Você limita os horizontes da criança no momento em que ela deveria estar aberta para um mundo de possibilidades. Uma criança não é um projeto que você pode modular. Ela é uma pessoa que precisa de permissão para ser protagonista de sua própria vida.
ISTOÉ – Mas a sociedade acredita que talento bom é talento precoce, certo?
Honoré – Talento precoce não é garantia de futuro brilhante. Crianças mudam conforme crescem, especialmente na adolescência. O menino que dribla espetacularmente os amigos, como o jogador Robinho fazia aos 6 anos, pode ser um atleta medíocre aos 13. Crianças precisam de espaço e liberdade para cometer erros, fazer más escolhas, ficar em segundo lugar no pódio. É assim que elas aprendem a trabalhar seus pontos fortes e descobrirão no que são boas. Claro que há casos de crianças prodígio que treinam com afinco seus talentos naturais e alcançam benefícios – na música, por exemplo. Mas é importante lembrar que é uma minoria. Nossa cultura exige perfeccionismo. Isso torna difícil para nós, pais, segurar expectativas e ajudar nossos filhos a desenvolver todo potencial que têm sem cair na fantasia de que eles podem ser os próximos Pelé, Paulo Coelho ou Caetano Veloso.
ISTOÉ – Como a pressão, com atividades que em tese melhorariam o desempenho no futuro, pode ser prejudicial?
Honoré – É possível acabar para sempre com o desejo dela por algo de que goste. Acelerando o processo de aprendizado, frequentemente não se aprende tão bem. Uma professora de música de Londres me contou sobre uma menina que começou a estudar violino aos 3 anos. Ela saltou à frente de seus pares. Mas aos 6 a técnica dela era tão distorcida que precisou passar meses reaprendendo o básico. As outras crianças que ela tinha ultrapassado acabaram deixando-a para trás.
ISTOÉ – Quais são os problemas do mundo contemporâneo que já afligem as crianças?
Honoré – Estamos em um momento único da história da infância na qual somos pressionados a oferecer uma infância “perfeita” aos nossos filhos.
Uma série de tendências convergiu ao mesmo tempo para produzir uma cultura da perfeição. A globalização trouxe mais competição e incertezas sobre o mercado de trabalho, o que nos deixa mais ansiosos em preparar os filhos para a vida adulta. A cultura do consumo alcançou a apoteose nos últimos anos. O próximo passo é criar uma cultura de expectativas elevadas: dentes, cabelos, corpo, férias, casa, tudo deve ter perfeição. E crianças perfeitas fazem parte desse retrato. É uma cultura do tudo ou nada.
Ou você é uma celebridade ou você é um ninguém. É rico ou pobre. É feliz ou depressivo. Parece que perdemos todas as nuances entre os extremos. Não toleramos coisas medianas ou boas o suficiente.
ISTOÉ – Por que isso acontece?
Honoré – Porque os pais dessa geração perderam a autoconfiança. O que nos torna iscas fáceis de empresas que criam produtos desnecessários para cuidar de crianças. Ao mesmo tempo, a sociedade é profundamente impaciente. Queremos tudo agora. E achamos complicado recuar e deixar as coisas acontecerem. Sou pai e sei como é confuso criar uma criança nos dias de hoje. O foco do livro não é demonizar os pais. É nos fazer menos culpados e inseguros em relação aos nossos filhos.
ISTOÉ – Como, então, incentivar o talento das crianças de modo saudável?
Honoré – Primeiro, não pressionando os muito pequenos. No esporte, há um número recorde de crianças com lesões graves, como rompimento dos ligamentos, porque estão treinando como profissionais. Quando crescem, deixam o esporte de lado por perderem o prazer de praticá-lo devido à competição que viveram muito jovens. Para medir a paixão de um filho por algo é necessário observar, ouvir e ler os sinais dele. Se nunca fala sobre uma atividade que pratica pode ser sinal de que não está completamente engajado naquilo. Se dorme no carro a caminho da atividade ou tem olheiras, provavelmente está sendo exigido demais. Se você tem de brigar para que um filho se dedique ao que faz, talvez seja hora de parar. A resistência contínua é sinal de que a atividade não é a ideal para a criança. Ou não é o momento certo. Também é crucial não deixá-la preocupada em relação ao desempenho. Encoraje-a a se dedicar constantemente, mas sem pressa. O pai do golfista Tiger Woods permitiu que ele fosse adiante num ritmo comedido. Sua política era fazer Tiger se desenvolver em seu próprio ritmo, nada além disso. E olhe como funcionou!
ISTOÉ – Existem paralelos entre crianças com excesso de atividades extracurriculares e crianças exploradas em trabalhos infantis?
Honoré – Talvez existam. Em ambos os casos, elas são prejudicadas ao serem impedidas de viver uma infância apropriada. O tempo delas não lhes pertence realmente. Criadas assim serão menos criativas. Estão tão preocupadas em agradar aos adultos e fazer tudo certo que não aprendem a pensar por si sós e a olhar para dentro de si mesmas. Sofrem com stress. Como têm cada minuto organizado e supervisionado por adultos, mais tarde descobrirão que é difícil viver por conta própria. Nunca amadurecerão. Há pouco tempo, soube do caso de um professor que pediu a um rapaz de 19 anos que desligasse o celular em aula e ouviu: “Por que você não resolve isso com a minha mãe?” Há pais que estão indo a entrevistas de trabalho com os filhos negociar salários e benefícios.
ISTOÉ – Parece que os pais de hoje sofrem justamente por terem inúmeras possibilidades e não saberem o que é melhor. Eles estão apavorados?
Honoré – Muito. Eles têm um mundo de conselhos, alertas e opções – e ficam sem saber o que fazer. E quando não sabemos o que fazer acabamos fazendo o que todo mundo está fazendo. Pais confiantes são resistentes ao pânico e à pressão, conseguindo assim encontrar o caminho para educar seus filhos. Não existe fórmula mágica para educar. Cada criança é única, assim como cada família. O segredo é encontrar a fórmula que funciona melhor para você e seu filho.
ISTOÉ – Há no Brasil pais escolhendo a escola dos filhos de 5, 6 anos conforme um ranking daquelas cujo ensino garante o ingresso nas melhores universidades. Eles estão certos?
Honoré – É o mesmo fenômeno aqui na Inglaterra. Eles querem que o filho entre numa boa universidade. O problema é o sistema para chegar lá. As melhores escolas são tão obcecadas em alcançar as maiores pontuações nos exames de avaliação que a educação sofre falhas. Há colégios hoje que são como fábricas com uma linha de produção. É uma escolha difícil para os pais. Não se pode esperar que sacrifiquem o futuro de seus filhos. Então, acredito que seja a única coisa que esses pais podem fazer nas atuais circunstâncias. Mas há outro ponto a ser lembrado. Criar um mundo perfeito para seu filho, no qual tudo é gerado de acordo com as necessidades dele, em que as emoções dele sempre vêm primeiro, não é uma preparação razoável para a vida adulta. Não é assim que o mundo real funciona. Nem todos aqueles que vão para as melhores escolas particulares e mais renomadas universidades são mais felizes, saudáveis e bem-sucedidos.
O que é fundamental na educação de uma criança?
Honoré – Elas precisam de tempo e espaço para explorar seu próprio mundo. Precisam de amor e atenção. Devem ter permissão para se arriscar.
Há um movimento na Inglaterra contra festas de aniversário esbanjadoras. Muitos pais estão limitando os presentes que os filhos recebem ou até os proibindo. Estão reaprendendo a dizer não. Investimos tempo, dinheiro e energia num currículo matador para nossos filhos, mas tendemos a vacilar na disciplina. Do mesmo modo, crianças precisam dizer não para nós às vezes. Vejo uma mudança se aproximando. Pelo mundo, escolas estão revendo a obsessão por exames e evitando o excesso de atividades acadêmicas para que os alunos tenham tempo de relaxar, refletir e aprender coisas sozinhos.
Há pouco tempo uma escola escocesa eliminou a lição de casa para as crianças de 3 a 13 anos. Em um ano, as notas em matemática e ciências melhoraram 20%.
ISTOÉ – Há outros exemplos?
Honoré – Sim. Para que os jovens voltem a se interessar por esportes, as ligas esportivas estão reprimindo o abuso de pais que enfatizam a importância de ganhar a qualquer custo. Recentemente, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) reformulou o formulário de matrículas com ênfase num número menor de atividades extracurriculares que os alunos considerassem importantes para a futura carreira e optassem por assuntos que lhes despertassem paixão. Até mesmo Harvard está revendo o excesso de atividades, como mostra uma carta da direção encaminhada aos novos alunos.
“Você pode equilibrar melhor sua vida se participar de algumas atividades por puro divertimento, mais do que daquelas que imagina que serão um diferencial para conseguir emprego. As relações humanas que você construir com seus colegas pode ter uma influência maior em sua vida futura do que o número de cursos que você fará.” O título: “Vá devagar: absorvendo mais de Harvard fazendo menos.”
A nova moda do Vale do Silício nos EUA é trabalhar em pé. Saiba as vantagens:
por Luciele Velluto
No começo de 2011, a fundadora e editora do site americano sobre o estilo de vida hacker LifeHacker, Gina Trapani, estava com alguns quilos acima do peso. Para queimar calorias, Gina, que ficava até 50 horas por semana sentada em frente do computador, tomou uma decisão aparentemente radical: resolveu trabalhar em pé. Elevou a altura de sua mesa e começou a escrever os seus textos longe da cadeira. “Os primeiros dias foram brutais, tão dolorosos que eu duvidei de toda a ideia”, disse ela, que contou sua experiência aos leitores do LifeHacker. “No quinto dia, eu me distraí no trabalho por duas horas até perceber que estava fazendo tudo em pé. Agora, essa é minha nova posição normal.”
Assim como Gina, funcionários do Google e do Facebook, no Vale do Silício, região da Califórnia, onde ficam as empresas de tecnologia, estão se sentindo mais confortáveis trabalhando em pé, em uma moda que tem tudo para chegar ao Brasil em breve. Suas motivações são muitas, mas a principal delas são pesquisas médicas que apontam os benefícios de ficar no escritório longe da cadeira. Um estudo da Sociedade Americana de Câncer, de 2010, por exemplo, descobriu que mulheres que ficam sentadas mais de seis horas por dia têm 37% mais chances de morrer prematuramente do que aquelas que passam três horas sentadas.
A American College Cardiology também concluiu que os sedentários da mesa de trabalho tradicional têm uma taxa de mortalidade mais alta que os que não ficam com o traseiro na cadeira. Permanecer por muito tempo parado sentado em frente do computador aumenta os risco de problemas cardíacos, diabetes e pressão alta, entre outros problemas que também são associados ao sedentarismo. “Dar opções de trabalho faz parte da cultura das empresas do Vale do Silício”, afirma Luis Samra, gerente-geral da Evernote para a América Latina, empresa americana que oferece aplicativos e bloco de notas online, que também adotou para 30 dos seus 180 funcionários a nova mesa de trabalho elevada.
Segundo Samra, o pedido foi feito pelos próprios profissionais. Outra novidade que está sendo adotada por empresas é a mesa com esteira ergométrica. Nessa estação de trabalho, o usuário pode trabalhar em seu notebook enquanto caminha. A Evernote foi uma das companhias que colocaram à disposição de seus funcionários esse equipamento. “Elas estão em uso constante o dia todo”, diz Samra. Mas mesmo com todas essas opções para queimar calorias, as cadeiras não foram totalmente abolidas no Vale do Silício. As mesas altas da Evernote são elétricas e podem ser reguladas conforme a altura desejada. No Google e Facebook, cadeiras também altas ficam disponíveis para quem quiser se sentar.
No Brasil, as filiais locais do Google e do Facebook não adotaram a ideia. “Isso deve demorar a chegar por aqui, pois ainda estamos discutindo o trabalho em casa”, afirma Zuca Palladino, gerente da divisão de marketing e vendas da empresa de recrutamento inglesa Michael Page. O professor de fisioterapia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Cássio Siqueira recomenda a quem quiser adotar a ideia usá-la com moderação. Ele explica que ficar muito tempo em pé também provoca dor nas costas, mantém a mesma musculatura contraída por muito tempo gerando fadiga e ainda dificulta a circulação sanguínea nas pernas e nos pés. “A melhor opção seria variar em pé e sentado”, diz Siqueira.
Dia 31 de maio foi Dia Mundial de Combate ao Tabagismo. Ótimo! É preciso se conscientizar dos males que surgem do fumo.
Há certas situações que mostram como o cigarro “ilude” a pessoa e a faz se tornar totalmente dependente. Veja:
O relógio marcava 06h, eu estava entrando na padaria e… para fora, um “mané” fumando o seu tubo cilíndrico composto de tabaco e nicotina. E que cheiro ruim! Parece que recepcionava os fregueses… Uma senhora abanou a mão para se livrar da fumaça e o cara nem percebia (dizem que quem fuma perde a percepção do cheiro). Não vê o incômodo.
Logo cedo, com a bonita manhã que despertava, à beira da Serra do Japi, somente se tiram duas conclusões:
1) O vício impede o cara de sentir o ar puro da Natureza logo neste horário;
2) A dependência o deixou insensível para tais coisas.
Os fumantes adultos de hoje foram vítimas da cultura da glamourização do cigarro de tempos atrás. A indústria do fumo atrelava a imagem do cigarro ao sucesso, em propagandas homéricas no esporte, em filmes e outras publicidades. Mas hoje, com tanta informação dos malefícios, é inadmissível que adolescentes e jovens caiam nessa armadilha. E aí ficam outras duas observações:
1) o jovem é um “Maria-vai-com-as-outras”, não tendo personalidade para recusar;
2) o burro entendimento de que se “experimentar uma só vez não vai se viciar” predomina.
Saibam: todo usuário de maconha começou experimentando algo oferecido por “amigos”(entre aspas mesmo) e se viciou. Idem ao cigarro. E depois da maconha vem a cocaína. Os mesmos péssimos e falsos amigos dizem que “fumar maconha é fraco, o ‘negócio’ é cheirar”. E daí vem o pior: as drogas mais modernas em outros formatos, como o perigosíssimo LSD ou o esctasy.
Se você fuma, lembre-se: o seu cigarro e a sua fumaça incomodam muita gente! Respeite os outros com sua poluição (e intoxicação) pessoal, além da preocupação com o câncer.
Se você experimenta ou experimentou algum narcótico, fuja desse mundo! Se alguém te oferecer, recuse. Se for intimidado, chame a Polícia! Se sentir acuado, peça ajuda a quem te ama. Se ficar refém da dependência, abandone imediatamente àqueles que oferecem e não se acanhe em desabafar com pessoas sóbrias. Se sofrer bulliyng, não vacile – tenha personalidade e diga: “eu sou mais forte e mais legal sem essas porcarias”! Saia por cima, o verdadeiro “vacilão” é o usuário.
Você conhece algum dependente (de cigarro, de drogas ilícitas e de álcool) saudável?
Muita polêmica sobre o ladrão de bicicletas que foi flagrado e teve a testa tatuada.
Vamos lá: um jovem de 17 anos (já pode até escolher o Presidente da República nas Eleições, não é mais criança, mas perante a lei é “de menor”) foi flagrado roubando a bicicleta de um deficiente físico(o dono da bike anda de muleta pois amputou a perna esquerda). As duas pessoas que o flagraram, um deles tatuador, escreveu a seguinte mensagem em sua testa (sob explícita tortura, filmando o ato): “Eu sou ladrão e vacilão“.
E aí, quem foi mais cruel: o que roubava um aleijado ou o que torturou o gatuno?
Aqui valeu a lei do olho-por-olho, dente-por-dente. E isso é bom?
Pense: levar a bicicleta de um cara que nem pode se defender, é insensibilidade total. Idem a quem pune com as próprias mãos de tal forma.
Alguns poderão alegar que a Justiça nem o prenderia pois “é de menor”. Mas aí a culpa é da lei! Mude-se a lei.
Claro, não estou sendo a favor do bandido ou dos tatuadores, mas se cada um de nós devolvermos uma ofensa com outra mais forte ainda, o mundo vira uma gritaria. Se cada tapa resultar em outro, ferirá qualquer princípio cristão.
É lógico que bandido é bandido. E repito: roubar a bike de um deficiente é sacanagem – tanto quanto a mensagem deixada à dor em sua testa.
Pense: e se cada um de nós fôssemos tatuados em nossa testa pelos nossos erros? O que estaria escrito?
Faltaria testa para muita gente moralista da boca pra fora. Tipo: “não devolvo o que acho na rua”; “sou carola mas traio meu marido”; “furo fila mesmo”; “não pago meus impostos”; “se bobear eu levo mesmo”; “se eu fosse político roubaria também”, ou, talvez o pior: “Todo mundo tem seu preço”.
Enfim: não julgarei o bandido como vítima da intolerância, pois ele não pensou duas vezes ao cometer o roubo. Mas não concordo com a justiça pela próprias mãos do tatuador também (que já está preso na cadeia, junto com seu colega).
Exatamente há 3 anos… republico uma reportagem que é bem atual sobre os pontos de consumo de crack. Abaixo:
CERCADINHOS PARA VICIADOS
Puxa, não imaginava que a indignidade humana se rebaixaria a tanto. Só agora li que, há um mês, a Prefeitura de São Paulo tentou implantar um “cercadinho” para os usuários de droga do Centro da Capital. Uma espécie de “Cracódromo” dentro da “Cracolândia”!
PREFEITURA FAZ ‘CERCADINHO’ PARA USUÁRIOS DE CRACK NO CENTRO DE SP
A Prefeitura de São Paulo tentou na tarde de ontem colocar usuários de droga da cracolândia dentro de um cercado de metal, que foi erguido na esquina da alameda Cleveland e da rua Helvetia.
Normalmente, a concentração de usuários fica disposta no meio das ruas do entorno, principal ponto de venda e consumo do crack.
As grades foram colocadas por volta das 16h ao redor do calçadão. Cerca de uma hora depois, viaturas começaram a levar pacificamente o grupo que estava concentrado na alameda Dino Bueno para a área do “cercadinho”.
Indignados com as grades, os usuários resolveram ocupar a tenda Braços Abertos, localizada na rua Helvetia.
A tenda é base do programa homônimo da prefeitura, que oferece trabalho, moradia, alimentação e tratamento na cracolândia.
Segundo usuários ouvidos pela Folha, ela foi ocupada como uma alternativa ao início de um confronto com a Guarda Civil Metropolitana.
Afirmaram ainda que aceitariam mudar o ponto de concentração para a esquina da Helvetia com a Cleveland, mas não toleram as grades.
IMPASSE
No início da ocupação, os usuários apontavam que só sairiam da tenda caso as grades fossem removidas, mas acabaram se retirando de forma pacífica e sem interferência dos guardas-civis.
A ocupação durou duas horas. Nesse período, tanto a venda quanto o consumo de crack, que normalmente acontecem na rua, ocorreram dentro da tenda municipal.
Até o início da noite de ontem, os usuários estavam concentrados na rua Helvetia e afirmavam que só iriam para o calçadão caso as grades fossem removidas.
PREFEITURA
De acordo com a prefeitura, as grades foram colocadas apenas para organizar a movimentação dos usuários.
“Estamos tentando liberar as calçadas e ruas para garantir o direito de ir e vir da população”, afirmou Roberto Porto, secretário municipal de Segurança Urbana.
Segundo ele, as grades não ficarão fechadas e os usuários têm trânsito livre.
“Não estamos prendendo ninguém, apenas dando espaço para quem deseja usar a calçada ou a rua”, disse.
O corpo, para os católicos, é templo de Deus. É uma “casa para a alma”, que usamos enquanto nesse plano terreno e que apodrece quando morremos após nosso derradeiro suspiro. A alma vai para o plano celeste, a fim de viver na comunhão dos santos (que é desejado, pois nem todos obtém êxito). O corpo – carne – é enterrado, cremado, destruído. Na Parusia (a volta de Jesus), teríamos o “corpo glorioso”, como manifestou Cristo Chagado ou também na passagem da transfiguração no Tabor.
Dessa forma, pensemos: se o corpo humano que temos, Graça que nos é dada por Deus, é a vestimenta para o espírito, por quê o maltratamos?
Nessa linha: fumar, embriagar-se, usar drogas e outros mal-tratos para a nossa carne tenderiam a nos deturpar – incluindo, propriamente, a alma, a conduta, o comportamento,a representação e a exposição.
Nunca podemos julgar pelas aparências. Dessa forma, a estética do corpo deve ser desprezada para considerar a bondade e a maldade dos corações. É o velho e popular ditado: “não importa a beleza exterior, mas sim a interior”.
Entretanto, podemos chocar o próximo com nossa aparência externa. Uma tatuagem do “olho de Rá” na testa leva a questionamentos a quem adoramos verdadeiramente. Uma boca cheia de piercings remete muitas vezes à sensualidade extrema e ao desejo, que para alguns, teriam até mesmo provocações sado-masoquistas.
Diante de tudo isso, algumas necessárias provocações:
1- Você cuida da sua saúde, preservando o seu corpo de drogas lícitas e ilícitas?
R: Se sim, ótimo.
2- Você se embeleza para ter uma aparência bonita?
R: Se sim, tudo bem. É muito bom se cuidar também por fora.
3- Você maltrata seu corpo ou sacrifica alguma coisa para atingir o padrão de beleza ideal a seus conceitos?
R: Se sim, atenção. Isso é motivo para sacrifício? Sério mesmo?
4- Você sabe o que cada adorno ou pintura (brinco/piercing e tatuagem) representam?
R: Se sim, ótimo, pois você tem consciência de como é a manifestação visual do seu padrão demonstrado. Se não, cuidado: que mensagem você está levando?
Enfim: o tema que discutiremos com nossos crismandos é penoso para muitos, mas necessita-se discuti-lo à luz da fé cristã, da razão e sem preconceito.
Inicialmente, vale assistir a resposta cuidadosa que o Padre Fábio de Melo dá (vídeo abaixo) ao ser questionado sobre Piercing e Tatuagens. Repare que ele é cauteloso para explicar e sabe medir as palavras sobre o que se pode transmitir ao usar piercing ou tatuagens. Em: https://www.youtube.com/watch?v=NsnJwY0dl8k
Pense: você está transmitindo CONSCIENTE ou INCONSCIENTEMENTE uma mensagem com uma frase ou um símbolo? Mais do que isso: você sabe a origem relacionada com sensualidade, provocações, representações de divindades e outras marcas da historicidade dos piercings e tatuagens?
Embora o cultivo do piercing como adorno corporal seja moda na sociedade contemporânea, esta prática de transformar o corpo físico, perfurando-o, com o objetivo de inserir fragmentos metálicos assépticos, é uma tradição que remonta há pelo menos 5000 anos na história da humanidade.
Historicamente ele tinha uma conotação similar à da tatuagem, no sentido de exprimir escolhas individuais, de traduzir um rito sagrado, ou de conferir status nobre a determinadas pessoas. No mundo contemporâneo ele também adquiriu outro sentido, mais estético, menos existencial, tornando-se mais um item fashion.
Entre os habitantes da Nova-Guiné eles têm a finalidade de conceder a quem os usa as qualidades do animal do qual estes enfeites são extraídos. Eles adornam especialmente o nariz e também estão presentes na arte corporal. Os Kayapós também recorrem aos piercings para furar as orelhas dos bebês e enfeitar o lábio inferior das crianças. Seu líder se destaca dos demais membros ao exibir, nos eventos privados, um objeto de quartzo nos lábios.
A história deste adorno tem início com as primeiras comunidades e clãs das raças ancestrais. Ele estava presente nas tribos de todo o planeta, nas castas indianas, entre os faraós egípcios e legionários romanos. Nos séculos XVIII e XIX este hábito se disseminou entre os aristocratas, porém foi relegado à obscuridade no século XX. A partir de 1970, porém, eclodiu mais uma vez através dos ícones da moda londrina e dos criadores artísticos que frequentam o circuito alternativo. Seu retorno atinge o ápice nos anos 90.
O piercing historicamente mais usado é o inserido no lóbulo da orelha; normalmente ela conferia a quem o usava o status da fortuna; hoje é o meio mais comum de exibir um objeto de adorno precioso. Os romanos acreditavam que este artefato lhe proporcionaria vastos recursos financeiros e sensualidade.
No nariz o piercing passou a ser usado há pelo menos 4000 anos, no Oriente Médio, depois se disseminou pelas terras indianas no século XVI. Aí o nostril, como era conhecido, foi absorvido pelos mais ilustres. Desta forma este adorno ganhou conotações de status social. Nas décadas de 60 e 70 este enfeite foi importado pelos hippies para o Ocidente; nos anos 80 e 90 foi rapidamente assumido pelos punks e outras tribos. Ainda hoje preserva sua popularidade.
O piercing utilizado na língua era muito comum entre Astecas e Maias, distinguindo os sacerdotes dos templos. Eles acreditavam que, através desta prática, poderiam interagir melhor com as divindades. Atualmente os jovens modernos continuam a adotá-lo, mesmo que seu sentido original tenha se perdido. Estes mesmos povos cultivavam o uso destes enfeites na boca e nos lábios, considerados órgãos repletos de poder e sensualidade. Por esta razão eles optavam por objetos de ouro puro.
São igualmente comuns os piercings nos mamilos, simbolizando vigor e energia, antigamente sinais de passagem para o estágio da masculinidade entre os aborígenes americanos, e moda feminina adotada pelas vitorianas inglesas em 1890; e os de umbigo, outrora valorizados no Antigo Egito, acessíveis somente aos faraós e seus familiares, e atualmente os mais usados em todo o Planeta.
Os piercings podem ser produzidos com os mais diversos metais, tais como Titânio ou Teflon, por provocarem menos reações orgânicas e, portanto, uma menor incidência de alergias ou inflamações. Apesar do que indica a história deste artefato e mesmo a crença moderna, o ouro não é o material mais indicado, pois em algumas pessoas pode produzir respostas alérgicas.
Se você achou curioso, saudável e sem problema algum (do ponto de vista histórico, social, religioso e pessoal), continue usando, conforme sua consciência. Mas se necessita de um pouco mais de entendimento e/ou convencimento se é algo bacana ou não, compartilho o 2o artigo, agora extraído de:
Você certamente conhece alguém que tem um desenho gravado na pele. Ou é você que tem uma tattoo? Usadas para marcar um momento importante, fazer uma homenagem ou simplesmente para embelezar o corpo, as tatuagens têm suas origens muito antes de Cristo.
Com o passar do tempo e dos acontecimentos históricos, os estilos de tatuagem foram mudando, assim como o público adepto a carregar esse tipo de arte na pele. Para entender melhor a história da tatuagem, suas influências e suas origens, confira o artigo:
Os primeiros registros
O registro mais antigo de uma tatuagem foi descoberto em 1991 no cadáver congelado de um homem da Idade do Cobre. Os restos mortais do homem, que foi apelidado pelos cientistas de “Ötzi”, datam de 3.300 anos antes de Cristo. Em seu corpo foram encontradas diversas linhas na região das costas, tornozelos, punhos, joelhos e pés. Supõe-se que os desenhos tenham sido criados a partir da fricção de carvão em cortes verticais feitos na pele.
Depois de estudar o corpo, exames de raio X revelaram degenerações ósseas ao lado de cada uma das tatuagens. Isso levou os cientistas a acreditar que o povo de Ötzi – que são os ancestrais de parte dos europeus – utilizasse os desenhos como uma espécie de tratamento médico para diminuir a dor.
Fonte da imagem: Reprodução/IDW
Com o desenvolvimento das civilizações, as tatuagens ganharam outros significados. De acordo com o National Geographic, as mulheres que dançavam nos funerais egípcios por volta de 2000 antes de Cristo tinham os mesmos desenhos abstratos de traços e pontos encontrados em múmias do sexo feminino desse período. Mais tarde, nota-se também o surgimento de tatuagens que representavam Bes, a deusa egípcia da fertilidade e da proteção dos lares.
Os romanos e as cruzadas
Enquanto algumas civilizações costumavam adornar seus corpos com desenhos e técnicas variadas, os antigos romanos não faziam tatuagens por acreditarem na pureza da forma humana. Por esse motivo, as tatuagens eram banidas e reservadas apenas para os criminosos e os condenados.
Com o passar do tempo, os romanos começaram a mudar sua visão com relação à tatuagem, motivados principalmente pelos guerreiros bretões, que usavam insígnias de honra tatuadas na pele. Assim, eles passaram a admirar a bravura dos guerreiros e os símbolos que eles carregavam. Em pouco tempo, soldados romanos também gravaram suas próprias marcas. Outro fato interessante é que os médicos romanos desenvolveram excelentes técnicas para aplicar e remover os desenhos.
Já durante as cruzadas dos séculos 11 e 12, as tatuagens foram usada para identificar os soldados de Jerusalém. Todos aqueles que tivessem o desenho da cruz em seus corpos receberiam um enterro propriamente cristão se fossem mortos em batalhas. O National Geographic ressalta que após as cruzadas a tradição da arte gravada na pele caiu em desuso no Ocidente por um período, mas continuou a crescer em outras partes do mundo.
Fonte da imagem: Reprodução/Baxter’s Tattoo Blog
A origem do nome
No começo do século 18, marinheiros europeus tiveram seu primeiro contato com povos que viviam em ilhas na região sul e central do Oceano Pacífico e tinham as tatuagens como um importante aspecto cultural.
No Havaí, por exemplo, quando as pessoas estavam de luto, elas tinham três pontos tatuados na língua. Já em Borneo, os nativos costumavam gravar a imagem de um olho na palma da mão do falecido para que servisse como um guia espiritual que o levaria à próxima vida. Na Nova Zelândia, os Maoris – um povo nativo da região – tatuam o rosto como uma forma de expressão e uma maneira de identificar a família a que se pertence.
Fonte da imagem: Reprodução/The Atlantic
Em 1769, o capitão britânico James Cook desembarcou no Taiti, onde a palavra “tatau” era usada para designar a maneira com que a tatuagem era feita – fazendo a tinta penetrar no corpo. Um dos instrumentos utilizados pelos habitantes das ilhas do Pacífico para realizar os desenhos consistia em uma concha afiada presa a uma vareta de madeira. Acredita-se que a palavra “tatau” tenha dado origem ao termo “tattoo”, um dos nomes mais usados para os desenhos gravados na pele.
A tradição oriental
A tatuagem é uma prática vastamente difundida no Japão desde o século 5 antes de Cristo. Usada para o embelezamento do corpo ou para marcar criminosos, a arte chegou a ser proibida em 1870. Isso fez com que os tatuadores passassem a atender ilegalmente e deu origem a desenhos únicos, que são reconhecidos como tipicamente japoneses na atualidade.
Fonte da imagem: Reprodução/Tattoo Tatuagem
A Yakuza – também conhecida como a máfia japonesa – é uma das principais referências em tatuagem no Japão. Usando uma técnica chamada “tebori”, que é mais rudimentar, demorada e dolorida do que a tatuagem feita com máquina, os membros da Yakuza cobrem seus corpos do pescoço aos tornozelos com desenhos cheios de significados, como o dragão, a carpa, o tigre, os lutadores e alguns tipos de flores.
A tatuagem nos dias de hoje
Em 1891, o inventor americano Samuel O’Reilly patenteou a primeira máquina elétrica de tatuagem do mundo, deixando para trás as ferramentas tradicionalmente utilizadas no Ocidente. Nos anos seguintes, a tatuagem ficou marcada como uma forma de expressão de grupos de contracultura, marinheiros e veteranos da Segunda Guerra Mundial.
Fonte da imagem: Reprodução/The Atlantic
Ao longo de toda a história da tatuagem, os desenhos gravados no corpo sempre geraram polêmica e, em alguns casos foram recebidos com preconceito. Atualmente, as pessoas que carregam imagens na pele não pertencem mais a um determinado grupo. Os desenhos são os mais variados e servem como uma forma de expressão individual.
A popularização da prática da tatuagem pode ser vista em feiras e convenções que são regularmente organizadas em diversos países e reúnem um público bastante eclético que tem como único ponto em comum o interesse pelos desenhos gravados na pele.
Taí. Diante de toda informação e discussão, avalie: é, para nós católicos, causa de orgulho ou de preocupação o uso de piercing e tatuagens? Ou ainda: para embelezar-se, faz-se condição sine qua non estar tatuado e furado para estar na moda? Por último: você usa por apenas uma “bobinha rebeldia”?
Lembre-se: o que você demonstra ao usar um piercingou que mensagem você transmite ao estar tatuado. Lembre-se mais ainda: seu corpo é templo do Espírito Santo! Cuidar bem, livrando-o do cigarro, das bebidas e dos vícios que o denigrem é salutar também para a alma.
Agora, se você não é católico praticante, descarte toda essa carga de conhecimento e mantenha seus hábitos / modismos/ tendências a bel-prazer.
Assustador. Não há outro adjetivo para descrever o que acontece com as crianças cujas mães usam drogas.
Você sabia que bebês filhos de viciadas em heroína tem que receber a droga para se acalmarem? Absurdo, mas necessário.
E que algumas deficiências mentais são resultantes de mães que usam crack?
Veja que situação triste, na reportagem de Cristiane Segatto, da Revista Época, Ed 22/06/2011, pg 67-68.
OS BEBÊS DO CRACK
Cresce o número de recém-nascidos expostos à droga na gestação. Estudos sugerem que ela afeta o desenvolvimento cerebral das crianças
Cerca de 600 bebês nascem todos os meses na Maternidade Estadual Leonor Mendes de Barros, a principal da Zona Leste de São Paulo. A neonatologista Graziella Pacheco Velloni é responsável pelos primeiros cuidados que eles recebem. Na semana passada, a médica tentava aliviar o sofrimento de gêmeos prematuros nascidos no início do mês com pouco mais de 1.200 gramas. Os meninos ainda precisavam receber oxigênio e eram alimentados por meio de uma sonda gástrica. Do lado de fora da UTI, não havia pai, mãe, avó ou parente distante torcendo por eles.
A mãe, uma moça de 22 anos, recebeu alta e não voltou mais. Graziella suspeita que as crianças tenham sido expostas ao crack na gestação. A médica está acostumada a lidar com dramas desse tipo, que não são raros naquele hospital. Mas acostumada não significa conformada. “Meu sentimento é de total impotência”, afirma. “A gente fica em dúvida sobre o que seria melhor para essas crianças: viver com os pais viciados ou viver sem os pais?”
Em 2007, apenas uma criança nascida na maternidade foi encaminhada à adoção porque a mãe, dependente química de crack ou cocaína, abriu mão do bebê. Em 2008, foram 15 casos. No ano seguinte, mais 26. Em 2010, outros 43. Só no primeiro trimestre deste ano, o hospital encaminhou 14 recém-nascidos para a Vara da Infância e Juventude. Eles vão para abrigos e ficam à espera de adoção.
“O consumo de crack durante a gestação é um grave problema médico e social”, afirma Corintio Mariani Neto, diretor do hospital. Ele diz que a droga pode provocar diversos problemas: descolamento da placenta, falta de oxigenação, retardo do crescimento, baixo peso no nascimento e morte neonatal. Quando o bebê sobrevive, surgem preocupações sobre a extensão dos danos provocados pela droga. Há os problemas visíveis e imediatos e há os danos posteriores, relacionados ao desenvolvimento – sobre os quais ainda se sabe pouco. Quando a grávida usa crack ou cocaína, o bebê costuma nascer hiperexcitado, irritado, choroso. É sinal de que a droga chegou ao cérebro e pode ter provocado alterações de desenvolvimento. Mas o resultado desse contato precoce só pode ser observado anos depois, quando a criança começar sua vida escolar.
Nos primeiros dias depois do parto, a droga é metabolizada pelo fígado do bebê e expelida nas fezes. Em cerca de uma semana, a criança está livre da substância. Bebês expostos à cocaína e ao crack durante a gestação não nascem com síndrome de abstinência evidente, como ocorre quando a mãe usa heroína, morfina e qualquer outro derivado do ópio. Nesses casos, o organismo dos bebês sente falta da substância. Para tratá-los é preciso dar a mesma droga e reduzir a dose aos poucos.
A grande preocupação em relação ao crack e à cocaína é o desenvolvimento futuro da criança. “As drogas alteram a arquitetura cerebral do feto. Elas mudam a formação de sinapses, conexões e circuitos. Ao final, podem provocar alterações cognitivas que prejudicam a vida social e escolar da criança. Sua capacidade de entender conceitos abstratos e fazer associações pode ser comprometida”, diz Ruth Guinsburg, professora de pediatria neonatal da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Um dos grupos mais dedicados ao estudo desse problema é o da americana Emmalee S. Bandstra, professora de pediatria, obstetrícia e ginecologia da Universidade de Miami. No final dos anos 1990, a equipe dela reuniu 476 recém-nascidos (nenhum prematuro) para realizar um amplo estudo sobre os efeitos da exposição à cocaína e ao crack durante a gestação. Metade das mães usava drogas de forma frequente e metade não usava. O estudo, que ainda continua, deu origem a vários artigos científicos. Em um deles, a equipe avaliou funções intelectuais e capacidade de aprendizagem aos 7 anos. O risco de apresentar dificuldades de aprendizagem foi três vezes mais elevado no grupo de crianças que teve contato com a droga.
“As habilidades matemáticas parecem ser as mais afetadas”, escreveu Emmalee num artigo publicado na revista científica Developmental Neuropsychology. “Essa descoberta desperta questões sobre os processos neuropsicológicos que podem ser afetados.” As competências matemáticas são comandadas por várias regiões do cérebro, entre elas o hemisfério direito, o lobo frontal e o lobo temporal. Em tese, portanto, o consumo de crack durante a gestação poderia ter impacto sobre diversas regiões do cérebro do bebê. O primeiro passo para tentar entender a extensão do problema é identificar as crianças afetadas. Mas o Ministério da Saúde do Brasil não tem ideia de quantos recém-nascidos são expostos a drogas durante a gestação. “Precisamos ficar atentos a esse problema porque deve haver muita subnotificação”, diz a professora Ruth, da Unifesp. A equipe do Leonor fez um esforço para contar os casos e investigá-los. É um exemplo a ser seguido.
Coitado de Andreas von Richthofen, vítima de má jornalismo, fofoca e doenças psíquicas. O jovem é irmão de Suzane von Richthofen, a moça que junto do namorado e do futuro cunhado (os irmãos Cravinhos), mataram os pais para ficar com a herança.
Ontem se divulgou que ele fora detido “doidão na Cracolândia“. Alguns até mesmo o tacharam de cúmplice da irmã! Quanta maldade…
O rapaz tinha 15 anos na época, não participou do crime e chorou muito a perda da família. Ficou órfão POR CULPA DA IRMÃ, que confessou que com os cúmplices consumiu Cocaína e que planejou a morte dos genitores por dinheiro. Mais do que isso: Andreas não estava na Cracolândia, estava na Chácara Flora. Ele é graduado, mestrado e doutorado em Química pela USP! Lamentavelmente, o “último que sobrou vivo e livre daquela família” foi diagnosticado com problemas mentais quando pulou a casa onde foi detido.
O grande problema é: RÓTULO! Pagou pela fama da irmã pelos desavisados…
Depois dos acontecimentos extraordinários dos últimos dias, resolvi renunciar a tudo que me aborrece na vida. Eu não quero mais: 1. Debater política com amigos. 2. Debater política com inimigos. 3. Defender o indefensável. 4. Deixar de defender o defensável. 5. Ler no Facebook que o chefe do partido A é santo e que o rival do partido B é o capeta encarnado. 6. Ler no Facebook que o líder do partido A é o capeta encarnado e que o rival do partido B é santo. 7. Entrar no Facebook. 8. Adular o político A ou B, nem que seja por um motivo justo. 9. Falar sobre a próxima delação premiada. 10. Falar sobre a última delação premiada. 11. Usar expressões como “a República de Curitiba”. 12. Esperar o Jornal Nacional para ouvir o áudio revelador. 13. Esperar o Jornal Nacional por qualquer motivo. 14. Escutar as entrevistas sabujas do Datena com gente como Bolsonaro. 15. Rir da coluna política metida a engraçadinha que o Duvivier escreve na Folha. 16. Ficar com inveja da coluna política engraçadinha do Duvivier. 17. Deixar a TV ligada o dia inteiro na Globonews e ouvir mais o Merval Pereira do que qualquer outra pessoa na face da Terra. 18. Levar a sério os blogueiros A, B e C. 19. Ignorar os blogueiros A, B e C. 20. Levar a sério boatos do WhatsApp que só envenenam a gente. 21. Ficar puto com os comentários que alguns leitores deste texto deixarão na caixa de comentários do Facebook. 22. Dar voz aos “haters” de plantão. 23. Usar palavras pedantes como “hater”. 24. Destilar ódio, como você, seu vizinho e quase todos os outros fazem. 25. Pensar só na política e esquecer o resto. 26. Ficar ansioso com o noticiário político. 27. Usar palavras como canalhas, mortadelas e coxinhas. 28. Escutar o debate infértil de cientistas políticos e especialistas na coisa pública – sim, tem gente que se define assim. 29. Procurar no dicionário jurídico o exato sentido da palavra “prevaricação”. 30. Começar um texto com “as investigações mostram que…” 31. Escrever um texto com as palavras “denúncia” e “escândalo” 31. Dizer que fulano “me representa.” 32. Renunciar à política e ignorar que ela nos levou ao porão e que só ela pode tirar a gente dali. 33. Fazer listas como essa.
Fort Lee, cidade americana do estado de Nova Jersey, quer diminuir os atropelamentos. Para isso, investirá na fiscalização contra os pedestres. Estudo da Prefeitura local apontam que os acidentes acontecem por culpa de quem está a pé, e não dirigindo. E uma das causas principais é a atenção fixa no celular enquanto caminha. Tanto que se estipulou uma multa de US$ 85.00 para o cidadão que estiver desatento enviando SMS ou teclando na Internet.
E aí: a Prefeitura de Fort Lee está com ou sem razão?
O Papa Francisco, desde os tempos como Cardeal Bergóglio na Argentina, incentivava para que se buscasse o Batismo. Mães solteiras, crianças abandonadas ou todo aquele que a própria Igreja pudesse questionar, deveriam ser batizados caso desejassem. Uma Igreja inclusiva, sempre foi essa a proposta!
A ideia é de que: se a pessoa deseja uma vida nova em Cristo, por quê fazer triagem sobre o desejoso fiel?
E sobre isso, disse:
“Se amanhã aparecesse uma expedição de marcianos… por exemplo, alguns viessem até nós (verdes, com aquele nariz longo e as orelhas grandes, como desenham as crianças) e um deles dissesse ‘Eu quero o batismo’, o que aconteceria?” (…) o Espírito Santo sopra para onde quer. Então quem sou eu para colocar impedimentos”.
É isso aí! Papa atento aos anseios, questionamentos e propostas de uma sociedade cada vez mais complexa.
Li a matéria da Superinteressante sobre o médico nazista Josef Mengele. E me assustei! Quando criança, eu me lembrava do Jornal Nacional falando das ossadas encontradas do “anjo da morte”, e sempre queria entender o que ele fizera. Ao ler a reportagem, me impressionei o quão maldoso, inescrupuloso e desumano ele era.
Em especial, as experiências com gêmeos, onde ele preservava uma criança intacta e dessecava a outra ainda viva! Sem contar os estudos de “higienização racial”. Nem precisa explicar…
Como ainda se pode chamar pessoas assim como humanos?
O jogador Richarlyson, ex-São Paulo e que estava no Goa, da Índia, acertou sua volta ao futebol brasileiro pelo Guarani. E na 2a feira, ao ser apresentado no Brinco de Ouro da Princesa, 5 bombas caseiras foram atiradas por dois homens de moto.
Ainda se discutirá a resistência ao atleta, por suposto fato de ser homossexual?
Se é ou não, o atleta foi contrato para jogar bola, não para outras coisas.
Não sei se já não era hora de, em caso sendo gay, assumir publicamente sua orientação sexual a fim de acabar com tantas fofocas e bobagens.
No Brasil, vemos um sem-número de marcas de bebidas energéticas sendo lançadas. Do tradicional Red Bull ao Burn da FEMSA / Coca-cola, passando pelo TNT da Petrópolis / Itaipava, o mercado cresce muito. Até a AmBev lançou o seu, à base de “Guaranaína”.
Tais bebidas têm certas quantidades limites de cafeína, taurina e estimulantes, todas controladas pelos órgãos de saúde. Algumas marcas desconhecidas usam doses acima do permitido e estão na praça. Outro costume é o de jovens misturarem a mesma com bebidas alcoólicas.
Mas o que surpreende é o seguinte: nos EUA, uma determinada marca de energético está causando mortes, devido ao seu consumo desregrado e formulação!
Cafeína, taurina, guaraná e três vezes mais álcool que a cerveja dentro de uma só lata. Conheça o Four Loko.
“O gosto era péssimo, mais doce que xarope pra tosse. Mas o efeito era ótimo. Era a melhor bebida para curtir as festas da faculdade sem ficar dormindo por aí”, conta a estudante Christine Chiang, 23, da Universidade de Nova York. Ela está se referindo ao Four Loko – um superenergético que combina 156 miligramas de cafeína (o dobro de uma lata de Red Bull) e 12% de álcool, quase o triplo da graduação alcoólica da cerveja. Além de forte, era barato: custando menos de US$ 1 a lata, logo virou a principal escolha de quem queria ficar “bem louco” gastando pouco. Mas isso logo deu margem a excessos. “A pessoa continuava alerta, mesmo depois de ingerir o que seria equivalente a várias doses de bebida destilada. E por isso acabava bebendo mais, até desmaiar”, conta Christine. Criado e fabricado por uma empresa até então desconhecida, a Four Energy Drinks, o Four Loko ganhou o apelido de “apagão em lata” e começou a criar polêmica nos EUA. Em Washington, 7 jovens foram hospitalizados com sintomas de coma alcoólico depois de consumir o produto numa festa, e a polêmica chegou ao auge no final do ano passado, quando um rapaz de 19 anos sofreu um ataque cardíaco na Filadélfia, supostamente provocado pelo consumo da bebida. Tudo isso fez com que o governo dos EUA proibisse a comercialização do Four Loko. As latinhas que já estavam no mercado foram recolhidas e enviadas para uma refinaria na Virgínia – onde a bebida está sendo destilada e transformada em álcool para carros.
No Brasil, a Lei Seca conseguiu diminuir o número de mortes no trânsito em decorrência da bebida. Mas há outro problema: agora, as mortes causadas por uso de Mensagens de Texto no Celular superaram as do Álcool!
MENSAGEM DE TEXTO NO CELULAR CAUSA MAIS MORTES QUE BEBIDA AO VOLANTE
Pesquisa aponta que número de mortes não para de crescer, apesar das campanhas educativa
NOVA YORK – Enviar mensagens de texto pelo celular ao mesmo tempo em que se dirige já ultrapassou o uso de bebida associado à direção como principal causa de morte de adolescentes nos Estados Unidos, de acordo com um estudo do Centro Médico Infantil Cohen, em New Hyde Park.
Mais de três mil adolescentes morrem por ano por causa de acidentes provocados por distração durante o envio de mensagens de texto pelo celular diante do volante de veículos em movimento. Os mortos por acidentes provocados pelo uso de álcool em acidentes automobilísticos são 2.700 por ano, segundo o estudo. Apesar de uma campanha publicitária nacional e inúmeros alertas de autoridades e especialistas, o estudo revela novos números impressionantes: 50% dos estudantes americanos costumam enviar mensagens de texto via celular enquanto dirigem. ”A realidade é que os jovens não bebem diariamente, mas eles levam o tempo todo os seus celulares e querem continuar conectados com os amigos mesmo quando estão dirigindo, e por isso esta ocorrência tornou-se mais comum, embora seja tão perigosa quando beber e dirigir”, afirmou à rede de televisão CBS o médico Andrew Adesman, chefe de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento do Centro Médico Infantil Cohen. Principal autor do estudo, Andrew Adesman disse que as leis que proíbem mensagens de texto ao volante não são eficazes. 57% dos jovens disseram que mandam mensagens enquanto dirigem em estados com leis que proíbem o comportamento, e 59% disseram que fazem o mesmo em estados que não adotam legislação sobre o tema. ”As pessoas estão escrevendo e dirigindo o tempo todo”, disse Mike Xirinachs, um dos entrevistados pela emissora de TV. “Eu não sei o que deve ser feito, mas alguém precisa fazer alguma coisa””, disse. ”Todos os dias eu vejo isso”, disse um motorista. “As pessoas dirigindo e dedilhando ao celular, ou falando ao telefone. Eles não deveriam fazer isso, mas fazem – crianças, adultos, todo mundo faz isso”. ”É perigoso e irresponsável, mas virou uma cena comum”, disse o ex-policial John Montone. “Um veículo é uma arma, assim como um revólver ou uma faca, e você pode matar pessoas. Você não merece ter uma carteira de motorista se é irresponsável a esse pondo”, completou. As estatísticas mostram que quem se comunica por celular enquanto dirige tem 23 vezes mais chances de causar um acidente do que se estiver prestando atenção.
Em uma matéria da Revista Superinteressante (ed Dez/2013, por Karin Hueck e Rafael Quick), há a definição de Felicidade pelo psicólogo (e vencedor de um Prêmio Nobel de Economia) Dr Daniel Kahneman. Segundo ele:
“Felicidade não é só um estado de espírito, é também a soma das nossas memórias (…) ser feliz na vida durante cada momento é diferente de ser feliz com a vida”.
A idéia do estudioso é que quando estamos em uma maré de boa sorte, alguns eventos difíceis não derrubam a felicidade das nossas memórias, apenas a felicidade das nossas experiências. Ao final, quando olhamos para os últimos acontecimentos, as lembranças e as experiências caminham juntas, porque são as experiências mais recentes que definem a nossa felicidade.
Que desumanos: a torcida do Porto quis ofender o rival Benfica e simplesmente cantou em um jogo de handebol: “Quem me dera se o avião da Chapecoense fosse do Benfica”.
Tolos! Amaldiçoar o próximo com tamanha falta de sensibilidade mostra que existem seres humanos irracionais aos montes mundo afora…
CHAPECOENSE REPUDIA ‘CANTO AGRESSIVO’ DA TORCIDA DO PORTO: “DESRESPEITO”
A Chapecoense soltou uma nota nesta quinta-feira (13) repudiando os cantos entoados pela torcida do Porto durante um jogo de handebol na última quarta (12). Neles, os portistas provocaram os benfiquistas com uma referência ao desastre aéreo da Chape: “Quem me dera se o avião da Chapecoense fosse do Benfica”.
Em nota, a Chapecoense lamenta os ‘tristes acontecimentos’ e diz que os cantos ‘não são próprios de pessoas de bem e do meio esportivo, cujo ambiente deve ser sempre de respeito e solidariedade ao adversário e não de propagação de ódio’.
A posição da torcida foi rebatida oficialmente pelo próprio Porto e por seus dirigentes. Em sua conta no Twitter, o diretor de comunicação do clube, Francisco Marques, pediu “bom senso” da torcida.
Também nesta quinta-feira (13), a própria torcida organizada do Porto, chamada “Super Dragões”, garantiu que o canto não voltará a ser repetido nos próximos eventos esportivos.
“A letra da música entoada no dia de ontem [quarta] no referido jogo não é mais do que uma sátira sem quaisquer consequências reais. Ainda assim, e por percebermos que a mesma foi interpretada como ofensiva, quer a direção esclarecer que não vai se vai repetir. Já por diversas ocasiões demos mostras de respeito pelos adversários e vidas humanas, como nos vídeos em que o nosso líder exige respeito pelo minuto de silêncio em memória de Eusébio após o seu falecimento”, diz a nota publicada no Facebook.
Veja a nota:
A ASSOCIAÇÃO CHAPECOENSE DE FUTEBOL, em relação aos tristes acontecimentos ocorridos nesta semana em Portugal, quando uma parte da torcida do Clube do Porto, em disputa esportiva local, incitou o público presente, fazendo referência desairosa e ofensiva ao acidente do voo da Chapecoense, entoando canto agressivo e de desrespeito à memória dos mortos e do Clube, na lamentável tragédia ocorrida na Colômbia, manifesta-se com profundo pesar sobre tais fatos, que não são próprios de pessoas de bem e do meio esportivo, cujo ambiente deve ser sempre de respeito e solidariedade ao adversário e não de propagação de ódio e cizânias, mormente nos conturbados tempos atuais da humanidade.
No futebol, como em qualquer disputa no campo esportiva, deve se sobrepor o primado da ética e da solidariedade humana, sempre em busca do congraçamento e da felicidade das pessoas e dos povos, aliás, estes os objetivos maiores da vida.
Por fim, a Chapecoense, concita seus Clubes irmãos de Portugal e de todo o mundo para que disseminem o congraçamento, respeito e concórdia nas relações esportivas.
Chapecó, SC, Brasil, 13 de abril de 2017.
A Diretoria:
PLÍNIO DAVID DE NES FILHO – PRESIDENTE
IVAN TOZZO – VICE PRESIDENTE ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO
LUIZ ANTÔNIO PALAORO – VICE PRESIDENTE JURÍDICO
LUIZ ANTÔNIO DANIELLI – VICE PRESIDENTE MARKETING E PATRIMÔNIO
Sempre devemos tomar cuidado quando você ouve uma “frase solta” ou uma declaração “fora do contexto”. Digo isso por ver toda a polêmica de uma fala do Presidente Michel Temer no evento comemorativo do Dia Internacional da Mulher.
Muitos disseram que ele foi machista ao dizer sobre a importância da “mulher dona-de-casa” e outras coisas. Algumas publicações retrataram ele como causador de uma grande e infeliz gafe. Mas… leram todo o discurso?
Me assusto pois não foi nada disso o que aconteceu! Creio que o sensacionalismo ocorreu pela frase solta ou por quem quis polemizar propositalmente. Temer, na totalidade do seu discurso, exalta as várias facetas da mulher (de executivas, políticas e até mesmo as que cuidam do lar). E quando fala daquelas que olham pela casa / não trabalham fora ou das que se preocupam com os aumentos de preço nos supermercados, as elogia por tal dedicação. Simples, nada mais do que isso, não denegriu ninguém.
Ou será que chegamos ao absurdo da mulher que, caso deseje optar, não poder ser dona-de-casa e cuidar da educação dos filhos ou do asseio do lar? Aí seria radicalismo condenável…
Leia a íntegra do discurso (mas leia todo):
Discurso do Presidente Michel Temer na Solenidade do Dia Internacional da Mulher
“Olha, eu quero em primeiro lugar, naturalmente saudar indistintamente a todos, aos que estão à mesa, e aqueles que estão no auditório. E vejo que está sendo extremamente prestigiado este evento pela bancada feminina da Câmara e do Senado. O que revela desde logo a importância da recordação anual que se faz do Dia Internacional da Mulher.
E eu vejo como é importante, ou como são importantes, essas solenidades, que não basta marcar no calendário o Dia da Mulher, é preciso comemorá-lo. E comemorá-lo significa recordar a luta permanente da mulher por uma posição adequada na sociedade.
Eu não preciso, depois do discurso emocionado da Luislinda, de todos enfim, dizer da importância da mulher e da luta permanente que a mulher vem fazendo ao longo do tempo no Brasil e no mundo. Que aqui e fora do Brasil, em outras partes do mundo, a mulher ainda é tratada como se fosse uma figura de segundo grau, quando na verdade, ela deve ocupar o primeiro grau em todas as sociedades.
Eu digo isso com a maior tranquilidade, porque eu tenho absoluta convicção, até por formação familiar e por estar ao lado da Marcela, o quanto a mulher faz pela casa, o quanto faz pelo lar, o que faz pelos filhos. E, portanto, se a sociedade de alguma maneira vai bem, quando os filhos crescem, é porque tiveram uma adequada educação e formação em suas casas. E seguramente isso quem faz não é o homem, isso quem faz é a mulher.
Então ter essas solenidades como esta que nós estamos comemorando aqui no Palácio do Planalto, é recordar o que está sendo recordado pelos discursos e pelas palavras que nós estamos agora pronunciando. Mas é interessante notar como, e aqui eu recordo mais uma vez, só para dizer do absurdo e muitas vezes da nossa história, que a mulher só começou a votar pelos idos de 30, 32 não é? Quando se lhes deu o direito a voto, o direito mínimo, que é de participar. A mulher representa, e representava, no passado 50% da população brasileira. E, sem embargo disso, o fato é que 50% estava excluído. Portanto, a representação que antes que se fazia era uma representação política de pé quebrado. Era uma representação de 50%, quem sabe, da população brasileira. Mas, ao longo do tempo, devo registrar com grande satisfação, que a mulher foi conseguindo o seu espaço.
Quando a Fátima Pelaes relembra que, quando criei a primeira Delegacia da Mulher, parece um fato extraordinário, não é? Mas era uma consequência natural da luta das mulheres e até conto muito rapidamente como isso se deu. Eu era secretário da Segurança Pública em São Paulo, pelos idos de 85, quando uma comissão de mulheres veio a mim e me contou, naturalmente, das violências que sofriam, da mais variada natureza, e do mau atendimento que tinham nas delegacias porque eram atendidas por homens, pelo escrivão, pelo investigador, pelo delegado. E aqui comigo logo surgiu a ideia interessante de algo que não tem, ou não tinha, e não tem, nenhum custo orçamentário. Por que que eu não coloco uma ou duas delegadas mulheres, três, quatro escrivãs, 15, 20 investigadoras para atender a mulher? E assim se deu com a instalação da primeira Delegacia da Mulher no Brasil.
Ela teve tanto sucesso, ministro Imbassahy, que a primeira delegada da mulher logo depois foi eleita deputada estadual, tamanha repercussão que se verificou, e eleita, naturalmente, pelas mulheres. E ao depois, quando voltei a ser secretário da Segurança, tempos depois, havia praticamente mais de 90 delegacias da Mulher no estado de São Paulo e no Brasil. É um reconhecimento, portanto, da posição da mulher no conserto nacional.
Eu estou falando de um período que antecede a Constituinte de [19]87 e [19]88, pois, precisamente, senador Medeiros, em função destes fatos que estou relatando, é que na Constituinte, quando as constituições anteriores diziam todos são iguais perante a lei. A Constituinte de 88 decretou: homens e mulheres são iguais em direitos e deveres. Parece de pouca significação, mas significa inserção na estrutura do Estado brasileiro, portanto, o próprio Estado brasileiro, a ideia de que os direitos e deveres são iguais para homens e mulheres.
Portanto, é um longo trajeto histórico que vem revelando a presença importantíssima da mulher. Aliás, em função disso, no próprio Plano Nacional de Segurança Pública, um dos primeiros pilares do Plano Nacional de Segurança Pública, lançado muito recentemente, é exatamente o combate ao feminicídio e à violência contra a mulher. Nós estamos até cuidando de criar um fundo de combate à violência contra a mulher, e a bancada feminina já esteve comigo, é nós estamos cuidando disso, que é mais um passo no combate à violência contra a mulher. E estamos fortalecendo a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, que é o 180.
E digo com toda franqueza: isso tudo é fruto do movimento das mulheres. É da compreensão dos homens, vamos dizer assim, mas do movimento muito entusiasmado, muito persistente, muito consistente, muito argumentativo até, das mulheres brasileiras. E, no particular, daquelas que participam dos movimentos sociais, daquelas que estão no Legislativo, que se constituem na voz natural das eleitoras em todo o Brasil.
De modo que, ao longo do tempo as senhoras, as mulheres, deram uma colaboração extraordinária ao nosso sistema. E hoje, como as mulheres participam em intensamente de todos os debates, eu vou até tomar a liberdade de dizer que na economia também, a mulher tem uma grande participação. Ninguém mais é capaz de indicar os desajustes, por exemplo, de preços em supermercados do que a mulher. Ninguém é capaz de melhor detectar as eventuais flutuações econômicas do que a mulher, pelo orçamento doméstico maior ou menor.
E nesse particular, até eu tomo a liberdade de dizer que neste momento, depois de nós termos passado por um momentos recessivos, por momentos difíceis, agora segundo IBGE, em janeiro deste ano, a produção industrial no Brasil cresceu 1.4%. Eu digo isso, dou esse dado não é? Porque esse é um número, primeiro número positivo em 34 meses, primeiro número positivo que não temos na produção industrial um índice dessa natureza.
Ontem, até na reunião do Conselho, nós temos um Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, hoje integrado por 101 figuras dos mais variados setores, nós enfatizamos que a recessão vai indo embora. E que a recessão indo embora, volta o crescimento. E eu digo isso, porque com o crescimento volta o emprego.
E hoje, graças a Deus, as mulheres, sem embargo das dificuldades, têm uma possibilidade de empregabilidade que não tinham no passado. Então, a queda da inflação que nós estamos assistindo, a queda dos juros, o superávit recorde da nossa balança comercial, o crescimento do investimento externo, tudo isso significa empregos. E significa também que a mulher, além de cuidar dos afazeres domésticos, vai vendo um campo cada vez mais largo para o emprego. Porque hoje homens e mulheres são igualmente empregados. Com algumas restrições ainda. Mas a gente vê em muitas reportagens, das mais variadas, como a mulher hoje ocupa um espaço executivo de grande relevância.
O número de mulheres que comandam empresas, que comandam diretorias, é imenso. O número de mulheres que hoje está no Legislativo e tendo uma atuação extraordinária. Não foi sem razão, lembrou a Fátima, que sendo eu presidente pela última vez na Câmara dos Deputados, eu criei a Procuradoria Parlamentar da Mulher. E, sobremais, ainda estabeleci que uma deputada teria assento, não é Elcione, teria assento na reunião de líderes, para ter voz e voto.
O que significa que, pouco a pouco, mas neste momento cada vez mais rapidamente, a mulher vai ocupando um espaço cada vez mais significativo, mais expressivo e mais enaltecedor da sociedade no nosso Brasil.
Portanto, eu quero dizer às colegas, às mulheres, aos senhores e às senhoras, a todos que eu fico muito, digamos assim, orgulhoso por sediar neste momento um encontro que recorda o Dia da Mulher. Especialmente porque não foram apenas palavras, mas viram pelos gestos tomados pelo ministro da Saúde, que houve gestos concretos. Ou seja, gestos executivos pela a assinatura dos atos que ele aqui decretou.
De modo que mais uma vez, digamos assim, o Brasil conta com as mulheres, conta com todos os brasileiros, mas tem a mais absoluta convicção de que a força motriz mais relevante do exercício da cidadania brasileira, está nas mulheres.
O que você acha disso: homens brasileiros usam cada vez mais “saia” como roupa de passeio.
Sem preconceito nem entrando na opção / preferência sexual de ninguém, mas… eu não me sentiria a vontade usando um vestido, por exemplo.
Motivos? Constrangimento e desconforto.
E você, homem, o que acha disso?
Extraído de ISTO É, ed 2463, pg 50
ELES ESTÃO DE SAIA
Por Camilla Brandasille
Nas passarelas da alta-costura masculina desde 1980, tendência chega aos guarda-roupas dos homens e enfatiza discussão sobre moda sem gênero
A primeira saia usada pelo artista baiano Leonardo França, 36 anos, foi emprestada da mulher. Foi depois de ouvir uma entrevista com Laerte, cartunista que ganhou manchetes ao expor sua preferência por vestir modelos femininos. França gostou do estilo e da mensagem que vestir a peça carregava. “Acho bonito esteticamente e, ao usá-la, tento expandir o entendimento de ser heterossexual experimentando coisas tidas como femininas, independentemente se vai coincidir com o que se chama pretensamente ‘de homem’ ou ‘de mulher’”, afirma. Depois das primeiras experiências com o traje, até então inusitado, decidiu ele mesmo entrar em uma loja e comprar sua saia, hoje uma peça usual em seu guarda-roupa. “Uso também para mostrar ao meu filho de três anos que ele pode utilizar elementos de vários universos.”
Construção social Como França, outros homens, famosos e anônimos, têm aderido a essa tendência, que surgiu nas passarelas na década de 1980, em desfiles dos estilistas Jean Paul Gaultier, Giorgio Armani e Kenzo, como explica Astrid Façanha, professora de Moda do Centro Universitário Senac, em São Paulo. Na época restrita aos desfiles, hoje, mais de 30 anos depois, a moda tem ocupado ruas e vitrines, principalmente de marcas que surgem com uma proposta “genderless” (sem gênero). “Ainda que seja uma tendência contemporânea, é interessante perceber que em outras culturas e momentos históricos as saias eram peças masculinas”, afirma o estilista e consultor de moda Dudu Bertholini. Como na Grécia Antiga e no Império Romano, na Índia e na Irlanda dos “kilts”. “Então, se olharmos de um ponto de vista objetivo, a roupa não tem gênero. Nada vai dizer que isso ou aquilo é masculino ou feminino. São construções sociais que criamos ao longo da história.”
Suzane Von Richtofen está na cadeia por matar os pais. Todo ano, por bom comportamento, tem direito ao induto de dia das mães e dia dos pais. Na prisão, chegou a engatar um namoro lésbico com a colega de cadeia Sandrão, que após ser solta criticou a ex-namorada dizendo que a relação era pretexto para ter mais benefícios. Posteriormente, virou adventista e conseguiu um noivado com um advogado do interior, dizendo querer casar e ser mãe. Agora, pela ajuda do Governo Federal através do FIES, poderá cursar uma Faculdade Católica em Taubaté.
Sem preconceito (embora a história de vida da moça possa trazer tal mote):
ela está tendo uma verdadeira chance de recomeçar a vida, com a ajuda do Estado;
ela está sendo privilegiada; ou
ela está usando um subterfúgio para ter mais tranquilidade na espera do término da sua pena?
Enfim, é difícil (e não devemos) julgar, embora seja perturbante saber que muitos brasileiros estão tendo dificuldades com o FIES.
E o presidente do Vasco da Gama polemizou: em entrevista à Antônia Fontenelle em seu canal no YouTube, disse que é contra árbitros gays:
“Eu não sou contra o gay. Me manifestei no futebol sobre isso por ser contra árbitro gay. Isso desde lá atrás. Motivo de eu ser contra? Não tenho nada contra o gay. Agora, contra a bicha, a bicha extrovertida e toda cheia de coisa… (…) Eles tendem a favorecer o parceiro ou querer namorar alguém”.
Xi… e se for mulher como árbitra ou bandeirinha?Não há jogador que quer namorar a juíza ou vice-versa? Ou a ética do profissionalismo de Eurico só vale para “paqueras homoafetivas”?
O fanatismo não tem limites. O grupo terrorista que criou um território islâmico entre a Síria e o Iraque (ISIS ou “Estado Islâmico”) abusa da falta de sensibilidade.
Agora, criou um departamento feminino, a Brigada Al-Khansaa, que publicou uma cartilha de como as mulheres devem se portar!
Nela está escrito que:
“Meninas a partir de 9 anos já podem se casar. Aos 16, todas as mais puras já devem estar casadas. As mulheres devem ser mães e considerar a maternidade o propósito da sua existência. (…) Devem estar cobertas e longe dos olhos públicos. Devemrejeitar lojas de roupas e salões de beleza como se rejeitam as obras do demônio.
A educação das meninas se dará entre os 9 e 15 anos. Devem aprender a sharia(lei islâmica do casamento), tricô, culinária, religião e ciências. A mulher só poderá deixar seu lar se estudar teologia ou se desejar ser professora ou ainda médica. Não deve ter restrições se for chamada para a jihad (guerra santa).”
Leio que todo domingo à tarde, cerca de 20.000 adolescentes se reúnem no Parque do Ibirapuera para, segundo eles, “beber, fumar narguilé e beijar na boca até ficar doendo”.
“Programaço” de final de semana, não?
Fico me perguntando: são levados a tais bobagens por imposição cultural, modismo, falta de opções de lazer ou educação?
Salvemos essa moçada… urgente, pois são os futuros adultos do nosso Brasil.
Senti falta do Sassáno jogo do Botafogo 2×1 Colo-Colo pela Libertadores da América. E eis que soube que ele estava suspenso por indisciplina.
Pudera, bom jogador mas com a “cabeça de vento”… Alienada e desgraçadamente postou essa insensível foto ostentando “algum dinheiro” (ainda mais com a crise que se vive). Veja abaixo:
Aliás: a pintura do Engenhão e a festa da torcida mostraram o quão bonito está o Estádio Nilton Santos. Parece que fez bem substituir o nefasto nome de “Estádio João Havelange”.
CASAGRANDE DIZ “GOSTAR DE DROGAS” E RELATA AJUDA DE BABY PARA SUPERAR VÍCIO.
O comentarista da Globo Walter Casagrande foi o convidado do Encontro com Fátima desta sexta-feira (27) e deu um longo depoimento sobre seu período de vício de drogas, que chegou a afastá-lo da TV.
O comentarista chegou a dar uma declaração polêmica afirmando ”gostar de droga” para esclarecer que as campanhas contra o uso das mesmas precisam ser relacionadas aos efeitos nocivos e não em ”como drogas são ruins”.
”Eu não acho certo fazer campanhas ‘não use drogas’. Ninguém se vicia em coisa ruim. Sou dependente, que vive em recuperação. Eu me viciei em coisa eu adoro, eu gosto de droga. Me viciei naquilo. Curti com aquilo. Tem processo que avança, você perde o controle. Eu só esclareço o que pode acontecer. Isso aconteceu comigo. Não é certo que vai acontecer com todas, história dessa, pesada. Esclareço o que aconteceu comigo, o que é droga, onde pode acontecer. Não falo que é ruim. Precisa saber onde está entrando”, disse Casagrande.
Casagrande sofreu com o vício em drogas e foi internado em 2007 após sofrer acidente de carro. Ele ficou um ano em uma clínica de recuperação e voltou à TV em 2008. Em 2015, um novo susto com o comentarista o afastou da TV Globo por duas semanas. Casagrande sofreu um infarto na ocasião.
FAMÍLIA E PREOCUPAÇÃO DAS DROGAS CHEGAREM AOS FILHOS
”Eu tinha preocupação com meus filhos, mas eu não tinha uma moral para chegar. Eu tinha para ficar observando. Tem que perceber a mudança do filho com o tempo se a droga entrar na vida dele. Eu fui internado em 2007 e fiquei um ano. De lá para cá foi uma luta constante para eu alcançar o entendimento da doença para estar onde estou hoje. Faz 10 anos que tento, bato cabeça e tento encontrar o caminho para sair disso. Eu consigo ir ao teatro, cinema, eu consigo chegar inteiro para fazer um jogo. Eu me sinto bem orgulhoso”.
SÓCRATES E VÍCIO DO AMIGO
”Do Sócrates. Quando aconteceu uma coisa drástica com ele já era o fim. Na época do falecimento dele eu estava chegando ao entendimento completo da doença. Quando eu fui visita-lo, fui o primeiro a chegar quando ele estava mal. Não me deixaram entrar e no outro dia eu cheguei e ele falou para mim que estava pronto para outra. Naquele momento eu fiquei chocado porque ele não tinha o entendimento que eu estava tendo. Quando ele fala para mim “dessa vez não fui, estou pronto para outra”, ele não entendeu. Ele não poderia sair e tomar um vinho, uma cerveja”.
O FUNDO DO POÇO E O ACIDENTE DE 2007
”Importância muito grande. Dependente jamais vai assumir. Ele não aceita que é doença. Na sua cabeça, paro como quiser. Quando é dependente não está usando droga. Quem está sendo usado é você. Meu caso estava situação crítica, muito aguda. Aquele período pesado, perto da morte. Eu sofri acidente de carro. Fiquei desacordado três dias e minha família me viu. Eu estava afastado, isolado, só na companhia da droga. Quando viram meu estado físico, corpo todo furado, usava droga injetável, cocaína. Eles me internaram. Quando vi dentro da clínica, primeiros quatro meses é de negação”.
AJUDA DE BABY DO BRASIL
”A segurança que eu tenho do lado dela, é completo. O entendimento que ela tem. Ela tem uma escolha espiritual que a levou a entender a vida de forma diferente. Mas é um entendimento dela, eu tenho outro. Mas junto dela eu me sinto mais seguro”.
”Ela está fazendo uma excursão agora. mesmo à distância ela me coloca em uma situação segura. Tem a presença dela ao meu lado. Nesse compromisso isso me deixa muito seguro”.
Se você está apavorado com o Zika Vírus, saiba que em outros lugares a coisa está mais assustadora ainda.
Quer um exemplo incrível?
O Governo de El Salvador pediu à população para que evite filhos até 2018. É isso mesmo: as autoridades imploram para que as mulheres não engravidem pelos próximos dois anos a fim de evitar a microcefalia.
Se primeiramente aplaudi a Federação Paulista de Futebol em cobrar ingressos para evitar tumultos, superlotação e outros problemas na partida de Quarta-de-Final entre Corinthians x Flamengo, agora repudio TOTALMENTE a decisão tomada para as entradas da semifinal entre Paulista x Batatais.
Entenda: com ótimo público em todas as partidas, o Jayme Cintra viu na última partida contra a Chapecoense cerca de 15.000 torcedores nas arquibancadas e cerca de 1.000 jundiaienses para fora do estádio, por motivo de fechamento dos portões devido a lotação.
Pois bem: preocupada com esse fator, a Polícia Militar, juntamente com o Paulista Futebol Clube e a FPF, discutiram como evitar esse problema para o jogo de domingo, às 10h, valendo a vaga para a finalíssima no Pacaembu (contra o vencedor de Juventus x Corinthians).
1- A PM definiu que, para controle de acesso e a fim de evitar superlotação, existisse uma carga limitada de ingressos ao invés de entrada livre. Determinou-se, em comum acordo, 11.000 entradas para a torcida de Jundiaí e 900 entradas para a torcida de Batatais (uma capacidade menor que a do estádio, para maior conforto e segurança).
2 – O Paulista solicitou que cada ingresso fosse trocado antecipadamente por 1kg de alimento não perecível, com o intuito de ser doado para entidades assistenciais.
3- A FPF, pasmem, PROIBIU a troca de ingressos por alimento alegando que poderia existir cambistas se aproveitando de tal fato, e ordenou que, às 08h da manhã de domingo, os ingressos sejam distribuídos gratuitamente por ordem de chegada nas bilheterias do Jayme Cintra!
Amigos, se houve tumulto no último jogo, quando a partida marcada às 21h teve os portões abertos às 17h45 (sem a necessidade de compra, troca ou entrega de ingressos, inexistindo filas em cabines), pensem na multidão que se aglomerará no estádio bem antes das 08h, com as poucas bilheterias e a muvuca que estará. Ademais, impossível não crer que haverá gente entrando na fila para ganhar ingressos e os vendendo para quem não conseguir.
Se a venda de ingressos para qualquer partida de futebol no próprio dia do jogo já é algo a ser evitado por conta de confusão, imagine distribuir pouco antes da partida 11.900 bilhetes?
Além disso, a PM avisa que haverá rigorosa revista, proibindo a entrada de guarda-chuva, rádio, garrafa d’água e qualquer objeto que possa ser transformado em arma.
Meu Deus… é o fim da picada! Não há alguém de bom senso na FPF e na PM para mudar esse péssimo planejamento?E justo agora que as mulheres e crianças estão colorindo as arquibancadas do estádio de Jundiaí, tão abandonado nos últimos tempos?
Uma pergunta muito difícil para se responder sincera e honestamente para muitas pessoas: VOCÊ É FELIZ?
A dificuldade é: responder baseando-se em qual conceito de felicidade? Aliás, o que é ser feliz?
Difícil definir. Muitas vezes, você acha que é feliz mas não é. E outras, que é infeliz e justamente é o contrário.
Tudo isso é confuso. O grande problema é que hoje vivemos tempos de tribulações excessivas. Tomo por exemplo minha própria rotina: não dá para viver sem relógio, em especial àqueles que como eu detestam atrasos ou descumprimento de afazeres.
Gosto de muitas coisas que, por motivo de situações e de pessoas, me impedem de realizá-las. Falta-me tempo para hobbies e descanso. Acordo cada vez mais cedo e durmo cada vez mais tarde para cumprir minha carga de compromissos. E, devido a elas, sou obrigado a abrir mão das que verdadeiramente me dão prazeres.
Claro, você cairá no inevitável paradoxo do cotidiano: trabalhar para poder viver ou viver para trabalhar? Ou ainda: trabalhar no que se gosta ou naquilo que te remunera?
Com a crise brasileira, surgem ainda mais dificuldades, como as de que todo o sacrifício profissional é insuficientemente transformado em rentabilidade financeira. Somando-se os da vida pessoal, piorou!
Agradar o próximo, ser simpático, dedicado, amável ou ainda bondoso parecem ser qualidades cada vez mais raras e desprezadas pela sociedade. Tudo é em função do tempo, do dinheiro e do trabalho. Da carreira também? Talvez.
O ponto da questão é: por culpa de tarefas que me roubam disposição, devo abrir mão daqueles que me entusiasmam. São poucas as oportunidades onde busco a endorfina, aquela sensação de bem-estar (ou ainda o prazer simples de se fazer algo que gosto): no esporte, na escrita, no bate-papo ou na docência do ensino superior.
É por essas e outras que devemos avaliar muito bem nossas decisões e condutas. Planejar o futuro como? Com a esposa e filhos, com o emprego e o plano de carreira? Com amigos?
Nada disso. Planejar viver dia-a-dia, com as pessoas que você ama (e aqui incluo a família), sem sacrificá-los. Talvez em uma vida muito mais modesta que se almeja. Com mais saúde (é incrível a quantidade de amigos da minha faixa etária que assustadoramente sofreram enfarte) e alicerçado em Deus (ou na sua fé pessoal).
Confidencio: triste por abrir mão de algumas coisas que gosto por conta de problemas que desgosto. Um deles: o não-aceite das aulas no Instituto Federal de São Paulo (IFSP), cujo cargo de docência passei em primeiro lugar e não poderei assumí-las por uma série de fatores que me estressam.
Mais ainda: quando você sabe que as recusas são motivadas por ocasiões evitáveis e pela falta de compreensão. Uma pena.
É vida que segue, forçando-nos a rever caminhos, parcerias e outros imbróglios. E mais ainda: o quanto vale a pena certos sacrifícios e a quem eles são?
Tempos atrás, a FIFA se preocupou com os atos racistas que eram acompanhados de ações políticas em jogos na Europa, em especial nos países que formavam a Iugoslávia (Sérvia, Croácia, Montenegro, especificamente). Posteriormente, a “moda das ofensas” passou para a Itália (objetivamente: ofensas a negros e saudações fascistas). Mais recentemente, essefenômeno racista migrou para a Espanha e alguns atos isolados na Argentina e Brasil.
Em todos eles, ocorreram algum tipo de punição: a Lazio (ITA) jogou com portões fechados, o Estrela Vermelha (SER) perdeu mando, o Villareal (ESP) foi multado e o Grêmio (BRA) eliminado na Copa do Brasil.
No conjunto de medidas contra a intolerância,a FIFA solicitou que os árbitros relatem em súmula (e parem o jogo, se for o caso) qualquer manifestação racial, religiosa, política e homofóbica.
Se a torcida jogar bananas em campo (como certa feita aconteceu com Daniel Alves, enquanto atleta do Barcelona), o jogo deve parar pois é racismo explícito. Se o jogador comemorar um gol tirando a camisa com os dizeres “Jesus é o Rei” ou “Alá é Grande”, o atleta deve receber cartão amarelo por desconfigurar o uniforme e ser citado para julgamento por apologia religiosa. Se o jogador, após um gol, saudar a torcida com o gesto de “Hi Hitler” imortalizado pelos nazistas, ele não recebe o cartão mas é citado por manifestação política. E, por fim, se os torcedores fazerem cânticos ou gritos homofóbicos, o árbitro deve relatar nos documentos da partida (se eles forem contínuos, o jogo pode até ser paralisado).
É nesse último item que chamo a atenção: no México, os torcedores gritavam PUTO(que é uma palavra similar a VIADO no coloquial espanhol) quando o goleiro cobrava o tiro de meta. Tal prática,ao mesmo tempo que começou a ser abolida aos poucos lá fora, passou a ser praticada no Brasil pela torcida do Corinthians, especificamente tendo nascida num jogo contra o São Paulo, a cada tiro de meta cobrado por Rogério Ceni (trocando-se o PUTO por BICHA, com um longo tempo no IIIIII até o chute do arqueiro). Palmeirenses, santistas e até os próprios são-paulinos, primeiras vítimas do ato, começaram a imitar.
Nesta cruzada contra a homofobia, a FIFA resolveu reforçar a orientação para que tal prática fosse extinta. Recentemente, a CBF foi punida por 20 mil francos suiços (65 mil dólares) por tais gritos na partida pelas Eliminatórias entre Brasil x Colômbia em Manaus, ocorrida em setembro. Neste mesmo “pacotão de punições” foram multadas equipes e seleções em Honduras, Albânia, Itália, México, Canadá, Argentina, Paraguai e Peru. O Chile, além da multa, perdeu um mando de jogo nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.
Em parceira com a ONG Fare Network, a FIFA, depois destas punições, reforçou o pedido e o monitoramento (replicado pelas Federações / Confederações Nacionais e suas entidades filiadas), para que árbitros, clubes e federações sejam agentes denunciadores de tais situações, sejam essas personagens testemunhas ou vítimas. Ou seja: um árbitro deve relatar se presenciar os gritos, uma equipe pode denunciar se sentir atacada ou um goleiro pode até pedir a punição ao clube cuja torcida praticou a homofobia.
Porém, esses gritos de BICHA foram praticados novamente em jogo da Seleção Brasileira, dessa vez contra a Bolívia em Natal, também pelas Eliminatórias, com punição de R$ 83 mil. Outros nove países também foram punidos por gritos homofóbicos, além do Irã, por cânticos religiosos do Islã.
Aqui no Brasil, os grandes clubes da Capital têm pedido, através do sistema de som, que os torcedores não pratiquem tal ato. Infelizmente, há aqueles que ainda não sabem das medidas recomendadas e as punições que podem receber.
Então, seja na Copa São Paulo de Futebol Jr ou em Copa do Mundo, os clubes e Seleções podem ser severamente multados ou até perderem o mando caso os torcedores gritem BICHA na arquibancada.
IMPORTANTE – sabemos que na cultura do futebol algumas situações são discutíveis (eu, que fui árbitro de futebol por tanto tempo, sei bem disso). Xingar o juiz de ladrão ou outros impropérios é algo “aceitável e comum” (não levando em conta o politicamente correto e nem que se ofende a pessoa, mas sim uma personagem). Mas se existe um novo momento no futebol, uma mudança de cultura, seja ela forçada por multas e punições ou por clamor social, que cumpra-se!
Torcedor, diante de tudo isso: seja prudente!
EM TEMPO – a FIFA colocou em seu game, o FIFA 17, a opção de “vestir o atleta nas cores do arco-íris”, em alusão à campanha contra homofobia (Stonewall’s Rainbow Laces). E aqui acrescento: não confunda a opção sexual, particular de cada um, com APOLOGIA (sempre condenável).
Gostei do que a cantora Elba Ramalho declarou à Revista Época desta semana:
“Passei pela experiência [do aborto]. Existe sempre aquela sequela que fica. Tem gente que toma drogas ou tenta o suicído para esquecer. Qualquer mulher é feliz se não abortar. Liberar o aborto é abrir um precedente complicado: uma sociedade que investe contra a própria espécie. São crianças inocentes no ventre da mãe. (…) Conheço a indústria do aborto e sei que ela é lucrativa. E não existe aborto 100% seguro. Até onde é legalizado morre gente. A humanidade vai tentar se autodestruir até chegfar à beira do precipício.”
Leio na Revista Isto É, ed 2300, pg 6 (por Wilson Aquino) a entrevista do neurologista Clete Kushifa, maior especialista de “Males do Sono” do mundo!
Ele diz que:
“Noites mal dormidas podem causar obesidade, diabetes, problemas cardiovasculares e até levar a morte (…) os maus hábitos, a luz artificial e cerca de 80 transtornos desapercebidos estão fazendo com que a humanidade durma cada vez mais mal (…), enfim, cerca de 25% dos homens e 10% das mulheres simplesmente não conseguem dormir direito pois tem apnéia do sono, e o ronco é um dos sinais visíveis desse problema.”
Até aí, já tinha ouvido falar e, de um jeito ou de outro, todos sabem sobre isso. Mas há uma novidade! Disse Dr Kushifa:
“Hoje o sobrepeso tem sido o grande vilão do sono. Quanto maior o IMC, maior a dificuldade em respirar e dormir. Quanto mais se ronca, maior é o sinal de sono ruim”.
Portanto, estar em forma é fundamental para um bom descanso. E não se esqueça: nada de dizer que a pessoa dorme bem só porque está roncando. Pelo contrário, segundo as explicações!
Que tempos modernos… para alguns, um pouco difíceis para adaptação.
É o meu caso: nada de homofobia ou algo equivalente, mas apenas uma questão pessoal baseada na minha cultura e valores. Aprendi que o homem casa com a mulher e forma a família para ter filhos.
Sim, o assunto é espinhoso e respeito o gosto sexual de cada um (e tenho o meu: heterossexual, bem definido). Mas achei curioso: João Luiz Vieira, Doutor em Educação Sexual e autor de diversos livros sobre o assunto, elencou 12 (DOZE) ‘tipos” sexuais.
Nem todo mundo faz sexo do jeito que você acha que deve ser o mais certo
(Foto: Thinkstock/Getty Images)
“Não me pergunte quem sou e não me diga para permanecer o mesmo” , introdução de Arqueologia do Saber, Michel Foucault (1926-1984)
Lembro-me de em criança um tio implicar comigo quando eu usava “coisa” para pedir algo. Ele dizia que tudo tem nome, até o que não existe. A sociedade gosta de substantivar até a metafísica. Alfabetos e ideogramas, símbolos gráficos usados para representar uma palavra ou um conceito abstrato, foram criados para que a comunicação entre humanos fosse inteligível. A sexualidade não se livrou disso. O substantivo é inerente a uma espécie complexa como a nossa, em que a fricção de genitais ou o orgasmo não são pares no desejo porque o estado emocional decorrente deles nos interessa com peso igual ou até maior.
Depois dessa preliminar, queria apresentar-lhe os 11 sexos elencados pelo psiquiatra, psicoterapeuta e sexólogo Ronaldo Pamplona da Costa em seu livro homônimo de 2005. Seu trabalho minucioso ainda hoje serve de base para muitos estudos a respeito desse mosaico que é nossa expressão sexual. Ele nomina essas demandas, que, provavelmente, ganharão companhia num futuro nem tão distante assim. Eu incluiria uma 12ª. Qual? Leia abaixo.
Se você ainda se restringe a meia dúzia delas, vou precisar desenhar a diferença entre identidade (quem eu sou) com orientação (o que eu desejo). Um dado relevante: a orientação afetivo-sexual é primária porque não existe “para sempre” quando falamos de libido e desejo, ou seja, o lado direito da coluna abaixo pode ser completamente questionado diante de um amor.
Como disse acima, eu incluiria uma 12ª categoria, os assexuais, que negam a prática sexual, mas não deixam de representar uma identidade. Os assexuais se dividem entre românticos, que se envolvem afetivamente, e os aromânticos, que preferem lamber os beiços por chocolates a corpos nus. Há ainda subdivisões entre eles, heteromânticos, homoromânticos e biromânticos. Publicamos matéria recente sobre esses grupos, aqui mesmo no Romance Urbano. Vamos, então, aos outros 11, segundo o psiquiatra e, de repente, você não se sentirá sozinho ou esquisito porque, graças a Eros, há paladar para todos as línguas.
1º Homem heterossexual
Essa é fácil. São homens que se identificam com o masculino e têm interesse afetivo-sexual por mulheres heterossexuais, o encontro entre pênis e vagina os satisfazem. Sobre sexo anal falaremos na semana que vem, porque ele também está no jogo nesse sexo.
2º Mulher heterossexual
São mulheres que se identificam com o feminino e têm interesse afetivo-sexual por homens heterossexuais, o encontro entre vagina e pênis as satisfazem e, provavelmente, do pênis com o ânus.
3º Homem homossexual
Discriminado em sociedades primariamente evoluídas, ele se identifica com o masculino e deseja um outro masculino na cama, ou o encontro entre dois pênis.
4º Mulher homossexual
Igualmente discriminada em sociedades limitadas, embora seja objeto de fetiche de homens heterossexuais, ela se identifica com o feminino e deseja um outro feminino na cama, ou o encontro entre duas vaginas.
5º Homem bissexual
Esse precisa se explicar o tempo inteiro. Os homens heterossexuais acham que são homossexuais que não se assumiram, e gays tendem a acham que eles fazem jogo duplo. Nem uma coisa, nem outra. Eles nasceram biologicamente perfeitos, não apresentam disfunções orgânicas relacionadas à sexualidade, e crescem comportando-se de forma masculina. Eles se sentem homens, mas há um desejo equalizado entre homens e mulheres, não necessariamente ao mesmo tempo.
6º Mulher bissexual
Ela nasceu biologicamente perfeita, não apresenta disfunções orgânicas relacionadas à sexualidade, e cresce comportando-se de forma feminina. Ela se sente mulher. Mais discretas que os homens bissexuais (ou não), sentem desejo por homens e mulheres, não necessariamente ao mesmo tempo.
7º Homens travestis
Travesti é um homem que nasceu macho, educado como menino, mas tem uma identidade de gênero diversa. Ele tem identidade de gênero masculina, desenvolvida através do reconhecimento de seu corpo biológico e da educação, mas se sente TAMBÉM feminino. Homem e mulher simultaneamente. O travesti masculino deseja, primariamente, um homem para se relacionar e sabe, biologicamente, que é homem e não deseja eliminar o seu órgão sexual masculino. Há casos de homens heterossexuais que, durante a relação sexual com sua companheira, vestem lingeries. Isso é uma parafilia chamada travestismo, mas só falarei sobre ela em outra coluna.
8º Mulheres travestis
Mulheres travestis são poucas e discretas. Não têm nenhuma disfunção orgânica e foram criadas como se do gênero feminino. As mulheres travestis comportam-se, na maioria das vezes, como homens, mas não rejeitam a sua condição biológica de mulheres e nem pensam em mudar de sexo. Elas, porém, sentem necessidade de acrescentar caracteres sexuais secundários masculinos ao seu corpo: músculos, pelos e barba (adquiridos através de hormonização).
9º Mulheres transexuais
Elas nascem com pênis e bolsa escrotal, mas se comportam e se sentem mulheres. Passam por momentos de crises de identidade violentas e sofridas, hormonizam-se e, na maioria das vezes, extirpam a genitália. Afinal, elas prefeririam ter uma vagina entre as pernas. Elas também não se veem como homossexuais porque a atração é por homens que se consideram heterossexuais. Ao se deparar com uma mulher transexual, com corpo feminino definido, e um homem, tenha certeza que está diante de um casal heterossexual. Alguns transexuais alteram apenas os caracteres sexuais secundários, como seios, forma do rosto e nádegas, e se adaptam à vida com sua genitália masculina.
10º Homens transexuais
A família tende a achar que a menina será homossexual. Como as mulheres transexuais, os homens trans desejam adequar o seu corpo biológico à sua identidade de gênero. Mas a situação é mais complicada porque as cirurgias são mais delicadas e, de certa maneira, restritas a alguns apectos sexuais secundários. Comum mesmo é realizar a mamoplastia masculinizadora, a retirada total dos seios.
11º Intersexual
A coisa é mais complicada por aqui porque tem a ver com problemas ligados aos cromossomos responsáveis pela nossa formatação sexual que podem enviar mensagens “erradas”, indicando formação de ovários e testículos ao mesmo tempo. Em linhas gerais, o indivíduo poderá nascer com órgão genital dúbio, em que os dois sexos, macho e fêmea, estão fundidos. Mas há diversas graduações de anomalias, como ausência de escroto e micropênis, úteros atrofiados, vulvas e vaginas mínimas, orifício no períneo. Esqueça a lenda que o intersexual tem os dois sexos desenvolvidos e que é como minhoca. Por que é preciso operar? Porque precisamos de UMA identidade genital.
O que é que eu acho de todas essas rotulações? Ela é mais útil para quem é oprimido. O que significa, provavelmente, todos os 11 sexos, exceto os homens heterossexuais, que estão no topo da cadeia alimentar desde tempos imemoriais.
Identificando-se, certificando-se sobre a condução de seu desejo, descobrindo que você não é melhor nem pior que o vizinho, apenas diferente, chega-se à cidadania e o direito de ser o que nasceu para ser, e não estou falando de biologia. Estou falando de ressignificação e integração entre o que se é e o que aparenta ser.
Deu um nó na sua cabeça? Escreva para mim que eu tentarei esclarecer com mais detalhes: jluiz@edglobo.com.br.