– A Inexistência de Candidatos Negros ao Oscar e o Boicote a Hollywood.

Antes do texto, vale ressaltar: só existe uma raça no universo, A RAÇA HUMANA, e rotular cidadãos pela cor da pele é coisa de gente de espírito pequeno.

Dito isso, leio que os atores negros dos EUA protestarão na Cerimônia da Entregar do Oscar 2016 devido ao preconceito dos escolhidos, já que pelo segundo ano consecutivo não há atores ou atrizes negros indicados ao prêmio.

A pergunta é inevitável: não houve papel ou atuação convincente para a indicação ou puro racismo?

Difícil saber, pois para nós, pessoas comuns, seria preciso assistir uma gama gigantesca de filmes para dizer algo.

É claro que se compararmos a quantidade de atores e personagens brancos e negros que estão no cinema, perceberemos que há claro desequilíbrio numérico, inegável proporcionalmente. Mas é a mesma de QUEM ESCOLHE OS INDICADOS?

Abaixo, extraído de Terra Notícias, sobre algumas celebridades que anunciaram que boicotarão a entrega.

(De: http://noticias.terra.com.br/mundo/estados-unidos/will-smith-se-junta-a-boicote-e-diz-que-nao-ira-ao-oscar,fee3ba8adf230b70a99a4a419b3f2289uws5vny3.html)

WILL SMITH SE JUNTA A BOICOTE E DIZ QUE NÃO IRÁ AO OSCAR

O ator Will Smith anunciou nesta quinta-feira que não irá à cerimônia de entrega do Oscar, que será realizada em 28 de fevereiro, como protesto pela falta de atores negros entre os candidatos aos prêmios da Academia de Hollywood. “Somos parte desta comunidade, mas, no atual momento, nos sentimos incomodados de estar aí e dizer ‘está tudo bem'”, disse ele à rede de TV ABC .

Desde a semana passada, quando foram anunciadas as indicações, nas quais pelo segundo ano consecutivo não há atores negros, choveram hashtags nas redes sociais como #OscarsStillSoWhite (#OscarAindaMuitoBranco). Ao todo, 20 homens e mulheres brancos disputam nas categorias de atuação.

Além dele, o diretor Spike Lee também disse que não participará da premiação e foi apoiado por Idris Elba, George Clooney, Lupita Nyong’o, Mark Ruffalo, entre outros. A esposa de Smith, a atriz Jada Pinkett Smith, foi uma das primeiras vozes a se manifestar contra a falta de candidatos negros.

“Acredito que a diversidade é o superpoder americano. Acredito que tenho que proteger e lutar por esses ideais que engrandecem nosso país e a comunidade de Hollywood”, afirmou Smith, que foi candidato este ano ao Globo de Ouro como melhor ator dramático pelo filme “Um Homem Entre Gigantes” (previsto para estrear em março no Brasil), mas que não foi indicado ao Oscar.

Na entrevista, ele enfatizou a responsabilidade que eles têm dentro da comunidade negra e afirmou que se não são “parte da solução”, serão então “parte do problema”.

No último fim de semana, a presidente da Academia de Hollywood, Cheryl Boone Isaacs, reagiu à falta de diversidade mostrada pelas indicações nas últimas duas edições com a promessa de “grandes mudanças”.

“Eu gostaria de reconhecer o magnífico trabalho dos indicados deste ano. Ao mesmo tempo em que comemoramos suas extraordinárias conquistas, me sinto aflita e frustrada pela falta de inclusão. É um tema de conversa difícil, mas importante, e é hora de grandes mudanças”, disse.

Cheryl Boone Isaacs, que é afro-americana, afirmou que a Academia vai tomar “medidas drásticas para modificar a composição dos membros” e prometeu “uma diversidade muito necessária” nos próximos anos. De acordo com um levantamento do jornal Los Angeles Times, 93% dos acadêmicos são brancos, 76% são homens e a idade média é de 63 anos.

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– Charles Sheen, HIV e o desespero disfarçado!

Depois de 3 casamentos conturbados, 5 filhos e milhões de dólares conquistados pelas suas atuações no cinema e na TV, o ator Charles Seen realmente desandou!

No ano passado, admitiu que estava com o vírus da AIDS quando realizou exames para tentar descobrir o excesso de sudorese e dores de cabeça constante. Viciado em cocaína e heroína, Charles (que já foi o ator mais bem pago de Hollywood) acabou descobrindo que era portador do vírus HIV.

Para surpresa geral, declarou que nenhuma das suas inúmeras parceiras havia contraído o HIV, mesmo mantendo relações sexuais com elas sem preservativo (como se isso fosse uma coisa natural). Atualmente, após a saída da série “Two and a Half Men”, ele vivia com 3 namoradas concomitantemente.

Nesta última semana, Charles Seen declarou que abandonou os remédios e foi se tratar no México com um médico chamado Dr Chacoua, que injetou o sangue dele próprio em seu corpo a fim de criar uma vacina.

Por fim, declarou:

Eu estou sem tomar meus remédios há cerca de uma semana. Estou arriscando minha vida? Sim. E daí? Eu nasci morto. Isso não me intimida“.

É isso que vale na vida? Ganhou tanto dinheiro desregradamente para viver em desespero na busca de uma cura… Que pena. Um ator talentoso e que se perdeu no caminho da vida.

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– Sean Penn e a entrevista com El Chapo

Nesta semana, noticiou-se que o traficante mais procurado do mundo, o mexicano Joaquim Guzmán “El Chapo”, foi enfim preso (havia fugido de maneira incrível de sua cela em 2015).

O curioso é que o famoso Sean Penn, ator consagrado de Hollywood, declarou que se encontrou com o bandido quando ele era foragido da Polícia, no meio de uma selva mexicana.

Motivo: estava fazendo um “laboratório” para criar o personagem protagonista do filme que conta a história de Guzmán…

E aí? Pela liberdade artística, vale ocultar das autoridades o paradeiro de tal importante criminoso?

Mais ainda: o encontro foi intermediado pela atriz Kate Dell Castillo.

Daqui, se conclui que: ou os artistas tinham acesso fácil ao bandido ou a Polícia Mexicana não queria o prender…

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– Marvel reinventando seus heróis!

Confesso: Adoro quadrinhos e aventuras de super-heróis. Sou fã do Superman! Mas, claro, curto os demais.

E não é que a Marvel prepara um pacotão de novos heróis e deseja destacar alguns esquecidos?

O Capitão América envelhecerá e será substituído; Thor será indigno do Martelo de Odin e uma mulher será a nova deusa do Trovão; e o Homem Aranha verá sua namorada se transformar em Mulher Aranha – e, acreditem, ele próprio será substituído por um garoto pobre, negro e latino.

Surpreendam-se! Extraído da Epoca.com:

Aos 75 anos, a Marvel quer contar a história dos desajustados em quadrinhos

A editora de quadrinhos de sucessos como o Homem-Aranha e os X-Men ganhou fama ao criar heróis pouco convencionais e abordar questões sociais relevantes, como preconceito racial e homofobia. Em 2014, ao completar 75 anos, abriu espaço para personagens femininas e aumentou a diversidade étnica de suas revistas

RAFAEL CISCATI
05/12/2014 16h21
Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Kamala Khan, a heroína muçulmana filha de paquistaneses. Aos 75 anos, a Marvel abre espaço para personagens femininas e diversidade étnica (Foto: Divulgação/Marvel)
Sana Amanat estava no ginásio quando dois aviões se chocaram contra as Torres Gêmeas, em 2001. Sana nasceu nos EUA em uma família muçulmana, e foi criada em um subúrbio de Jersey City, cidade vizinha à Nova York. No dia seguinte aos atentados, foi abordada por um colega de escola com quem nunca conversara: “Fale para o seu povo parar de nos atacar”. Confusa, não soube como responder à provocação: “Nos atacar? Eu pensei que eu também fosse um dos ‘nós’”, disse, enquanto narrava o incidente durante uma palestra do TEDx no início deste ano. A família de Sana veio do leste asiático. Mesmo nascida nos EUA, a menina sentia que não se encaixava perfeitamente. De repente, Sana era uma intrusa e sua cultura era sinônimo de terrorismo. Mais de uma década se passou desde então. Hoje, Sana trabalha na Marvel, uma das maiores editoras de quadrinhos em todo o mundo. Lá, ajudou a editar títulos importantes, como Wolverine e Homem-Aranha. No início de 2014, Sana tornou-se a responsável por um dos maiores sucessos recentes da Marvel, ao colocar nas páginas de uma revista as histórias de uma intrusa como ela.

>> O homem que matou os X-Men
>> E se os super-heróis fossem desenhados como as super-heroínas?

>> José Luis García-López: o artista que popularizou o Super-Homem

Sana e a escritora G. Willow Wilson criaram Kamala Khan, uma garota de 16 anos que, sem aviso, adquire superpoderes e decide usá-los para proteger a vizinhança onde mora. Nada muito diferente de outros heróis – o Homem-Aranha surgiu com uma história parecida. A diferença é que Kamala é muçulmana. Filha de paquistaneses emigrados para os Estados Unidos, a menina encontra dificuldade para conciliar as expectativas e a cultura da família aos hábitos e expectativas da sociedade ocidental em que nasceu. Antes de ganhar superpodres, passa a maior parte do tempo on-line, escrevendo fanfictions – histórias fictícias criadas por fãs – da Capitã Marvel, sua heroína favorita e uma das personagens mais antigas da Marvel. Inspirada pela Capitã, Kamala veste um uniforme e assume o nome de Miss Marvel. Quando Ms. Marvel  nº1 chegou às bancas, em fevereiro, o sucesso de vendas foi imediato. O título inaugurou uma sequência de lançamentos que, ao longo do ano, mudaram a cara de diversos heróis, dando lugar de destaque a personagens femininos e de diferentes etnias. Acostumada a tratar de questões sociais nas páginas dos quadrinhos, a Marvel ficou ainda mais progressista.

Kamala Khan, segunda da esquerda para a direita, com o irmão, o pai Yusufi, a mãe Misha e o amigo Bruno (Foto: AP)  (Foto: AP)
Kamala Khan, segunda da esquerda para a direita, com o irmão, o pai Yusufi, a mãe Misha e o amigo Bruno (Foto: AP) (Foto: AP)

2014 foi um ano importante para a Marvel. Nascida como Timely Comics em 1939, a editora completou 75 anos em novembro. Marcou a data com modificações em alguns de seus principais títulos. Desde o mês passado, o Capitão América é negro. Quando Steve Rogers, o Capitão América original, começa a envelhecer aceleradamente, seu parceiro, Sam Wilson, assume sua identidade e legado. Alguns fãs ficaram contrariados com a mudança mas, de maneira geral, ela foi bem recebida: “Eu recebi uma foto de uma sala de aula com vários alunos negros”, disse Rick Remender, o autor da série, à CNN. “As crianças pulavam, com a imagem do Sam logo atrás delas. Isso é relevante culturalmente”. Thor também mudou. Considerado indigno, o filho de Odin perdeu o martelo. Seu lugar foi ocupado por uma mulher.

>> Nova heroína da Marvel será uma adolescente muçulmana

Hoje, as personagens femininas têm nove títulos dedicados a elas – o maior número em 75 anos. Lançamentos para 2015 já foram programados, como uma série estrelada por Gwen Stacy, a namorada de Peter Parker, no papel de Mulher-Aranha. E a tendência a diversificar os personagens, em termos étnicos e de gênero, chegará aos cinemas em 2016 e 2017, com os lançamentos dos filmes da Capitã Marvel e do Pantera Negra – o primeiro super-herói negro dos quadrinhos, criado em 1966.

>> A guerra dos super-heróis

Parte dessas mudanças é atribuída a pressões internas. “As grandes editoras sempre tiveram problemas com questões de representação – de gênero ou raça”, diz Matthew Smith, professor de estudos de mídia da Universidade Wittenberg e autor do livro O Poder dos quadrinhos: histórias, formas e cultura. “Isso acontecia por que as editoras eram controladas por homens brancos e heterossexuais, que pensavam escrever somente para adolescentes homens, brancos e heterossexuais”. Desde 1939, o quadro de funcionários da Marvel mudou. Há, agora, maior diversidade étnica e maior número de mulheres entre os autores e editores. Com eles, mudou a forma de narrar histórias.

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Entre os roteiristas da Marvel, Kelly Sue DeConnick chama atenção pela baixa estatura, pelos vivos cabelos vermelhos e pela disposição a, segunda ela própria, “deixar as pessoas desconfortáveis para que minha filha não precise fazer o mesmo”. Desde 2012, Kelly Sue escreve as histórias da Capitã Marvel. Tornou Carol Danvers, uma personagem clássica, em símbolo feminista. Carol surgiu em 1969, na revista do Capitão Marvel original. Uma oficial de segurança da Nasa, Carol surpreendeu o capitão pela beleza. Mesmo depois de tornar-se uma heroína poderosa,com o nome de Miss Marvel, Carol continuou a ser conhecida pelas curvas. Lutava contra o crime em trajes diminutos. Kelly Sue mudou a trajetória da personagem.

Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Carol Danvers em dois momentos: como Miss Marvel e, a partir de 2012, como Capitã Marvel, nas histórias escritas por Kelly Sue. O apelo sexual exagerado sumiu, as roupas mudaram e as tramas ficaram mais complexas (Foto: Divulgação/ Marvel)

Em 2012, Carol assumiu o posto de Capitã Marvel, substituindo o ex-namorado morto. Com a transformação, Kelly Sue aproveitou para mudar o uniforme da heroína: em lugar do maiô pouco prático, a personagem passou a usar macacão de aviadora. As histórias cresceram em complexidade. Nas páginas da sua própria revista, a Capitã Marvel já chegou a dizer – e provar – que é mais poderosa que o Capitão América. Os fãs foram ao delírio – na internet, criaram grupos que celebram a personagem, os Carol Corps. O quadrinho virou sucesso de vendas. Era o que a editora pretendia.

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O X-Man Jean Paul Beaubier, o Estrela Polar (à esquerda, de joelhos). Ele foi o primeiro herói assumidamente gay. As histórias dos X-Men foram  associadas, ao longo dos anos, à luta pelos direitos dos homossexuais  (Foto:Divulgação/ Marvel)

Desde os anos 1960, a Marvel estabeleceu tradição em se arriscar para conquistar mercados. Ao longo dos anos, isso significou tratar de temas com relevância social – como preconceito racial, homofobia e sexismo – na esperança de conquistar o apreço do público. “A Marvel fez jogadas menos seguras que seus competidores desde o começo”, diz Sean Howe, autor de Marvel, a história secreta. “Já em Marvel nº1, os protagonistas – Tocha Humana e Namor, o príncipe submarino – aterrorizavam os cidadãos comuns. Depois disso, no começo dos anos 1960, Stan Lee e Jack Kirby se especializaram em contar as aventuras dos azarões”.

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Em lugar do homem branco, forte e moralmente irrepreensível – ainda que vindo de outro planeta – os heróis da Marvel eram garotos magrelos, famílias briguentas e jovens excluídos. Na primeira história de O Quarteto Fantástico, em 1961, os heróis brigam entre si o tempo todo. O Homem-Aranha não passava de um garoto pobre e órfão e Os X-Men eram temidos, odiados e frequentemente associados à causa gay. Esse histórico deu à empresa disposição para criar personagens pouco convencionais e que, frequentemente, incorporavam questões sociais em voga na época de sua criação.

Editora Globo (Foto: Editora Globo)
O Pantera Negra, o primeiro super-herói negro a aparecer nas revistas de uma grande editora. Rei de uma poderosa nação africana, ele ganhará filme próprio em 2017 (Foto: Divulgação/ Marvel)

“Onde quer que se vejam leituras a se suprir, para os leitores da ‘geração de agora’, a Marvel vai empreender esforços para dominar essa tendência e atender a essa demanda”, dizia um memorando do departamento de Marketing  da Marvel, que circulou pelos corredores da empresa em início dos anos 1970, reproduzido no livro de Howe. Foi essa a ambição por trás da criação de Luke Cage-herói de aluguel. Criado em 1972, Cage foi o primeiro herói negro a ter título próprio na história dos quadrinhos americanos. “A criação da revista foi uma tentativa da Marvel de fazer sucesso na esteira do filme Shaft”, diz Howe. Shaft, de 1971, conta a história de um detetive negro que combate a máfia italiana no Harlem. Faz parte do movimento blaxploitation, que pretendia levar às telas americanas filmes dirigidos e protagonizados por negros. Antes disso, em 1966, a editora criara o Pantera Negra, o primeiro herói negro a surgir em um quadrinho de grande circulação. Rei de Wakanda, um rico país africano dono de avançada tecnologia, o Pantera Negra apareceu nos gibis três meses antes do surgimento do Partido dos Panteras Negras, que lutava pelos direitos civis dos afroamericanos. A semelhança do nome foi mera coincidência.

Lidas agora, essas primeiras histórias podem soar inadequadas ou mesmo panfletárias. Com exceção do Pantera Negra, os personagens negros eram associados a um passado de pobreza e violência. Estereótipos também eram usados ao retratar personagens femininas. Na década de 1970, os roteiristas à frente da Ms. Marvel, por exemplo, introduziam na história questões sobre beleza e trabalho. Carol trabalhava em uma revista feminina. Era preciso deixar claro que uma heroína, por ser mulher, vivenciava experiências diferentes das vividas por um homem: “É difícil escrever sobre as experiências dos outros quando você nunca vivenciou nada semelhante”, diz Smith, da Universidade Wittenberg. “Acho que havia muitos homens brancos de classe média tentando entender o que significava crescer nos EUA sendo negro. Eles não sabiam muito sobre isso, não mais do que aquilo que viam no noticiário ou que eram capazes de descobrir através do contato com seus poucos amigos negros. Mesmo assim, acho que é preciso dar-lhes crédito por, ao menos, tentar”.

Agora ao 75 anos, a Marvel tem a vantagem de contar com autores para quem essas experiências não se resumem ao telejornal. Isso se reflete nas histórias. O novo Homem-Aranha, Miles Morales, é um garoto negro de ascendência latina. Nasceu em uma família pobre mas feliz. Kamala Khan, muçulmana, é só uma adolescente normal. A afirmação de sua religião não é ponto central da história. Hoje, Kelly Sue costuma dizer que mal pensa na Capitã Marvel como mulher ao escrever. Ao ser escritas por uma roteirista, as histórias da personagem ganharam fluidez.

Editora Globo (Foto: Editora Globo)
O Homem-Aranha do universo Ultimate. Miles Morales é um adolescente negro de ascendência latina (Foto: Divulgação/ Marvel)

Isso não significa que não exista mais espaço para diversificação. Há novos autores escrevendo, mas a indústria ainda é dominada por homens. O historiador especializado em quadrinhos Tim Hanley analisa os números da indústria mensalmente, para saber quantas mulheres trabalharam nas revistas publicadas. No levantamento de setembro, o último divulgado, 548 homens participaram da criação dos quadrinhos da Marvel, contra 61 mulheres.

Além disso, por mais que seja animadora, essa onda progressista é vista com ressalvas. Muitos acreditam que essas mudanças não devem durar. “Às vezes, ler quadrinhos é como jogar um jogo de tabuleiro”, diz Smith. “Não importa o quanto você avance, acaba sempre voltando para o ponto de partida”. Leitores assíduos já se acostumaram a acompanhar mudanças, como a morte de um personagem, que duram dois ou três anos até ser revertidas. Tudo volta a ser como antes. Sucessos como Ms Marvel  – a revista da Kamala Khan – devem continuar. Mesmo que o título seja cancelado, a personagem ganhou fôlego o bastante para resistir, integrada a algum grupo de super-heróis. E, ainda que efêmeras, essas mudanças deixam marcas na cultura popular: “Os quadrinhos permitem que as empresas experimentem novidades, como colocar personagens homossexuais em papéis de destaque. Ou criar protagonistas femininas. E podem fazer isso porque o investimento inicial é pequeno”, diz Smith. “Os quadrinhos são um laboratório da cultura popular americana.”

Enquanto crescia, Sana Amanat, a editora da Ms Marvel, disse que não encontrava personagens parecidos com ela nos programas que assistia. Diferente de seus colegas – que podiam comer carne de porco e nadar usando biquínis – Sana precisou encontrar refúgio para o próprio desajuste na ficção. Encontrou o que precisava na série animada dos X-Men: “Havia uma mulher negra com cabelo branco que podia manipular o tempo; um homem peludo e azul; uma garota tímida que não podia tocar ninguém”, disse Sana. “Essas pessoas eu conseguia entender, porque eles também eram diferentes. E, mesmo assim, os X-Men aceitavam quem eles eram, e defendiam essa identidade”. Os X-Men, heróis perseguidos pelo preconceito, diziam a ela que estava tudo bem em ser diferente.

Quando começou a trabalhar com quadrinhos, Sana achou muito natural a ideia de criar um personagem que fizesse o mesmo. Um personagem com o qual garotas como ela poderiam se identificar: “Todos nós queremos ser heróis”, diz Sana. “E não seria incrível se os heróis se parecessem conosco?”

– Back to The Future? Mc Fly voltou agora?

De acordo com o clássico “De Volta Para o Futuro 2“, Marty McFly sai da Hill Valley de 1985 e chega em 21 de Outubro de 2015 às 11h28 de Brasília (portanto, agora).

Mas e se fôssemos ao passado ou ao futuro? O que faríamos? Mudaríamos algo?

Hum…

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#BackToTheFuture #DeVoltaParaOFuturo

– Obrigado, Disney! Confirmado “Os Incríveis 2”!!!

Para quem gosta dos desenhos de heróis, uma ótima notícia: a Disney confirmou que, após 15 anos, teremos a sequência de “Os Incríveis”!

Abaixo, de Época.Com:

Os incríveis 2 ganha data de estreia

Nas Ninices de hoje: Disney divulga o lançamento de filmes da Marvel e da Pixar

NINA FINCO
08/10/2015 – 17h52 – Atualizado 08/10/2015 17h52

No menu de animação computadorizada da Pixar, temos Os incríveis 2 e Carros 3 (PQ, GENTE? JÁ DEU) e Toy Story 4.

O filme dos super-heróis da família Pêra chegará aos cinemas em 21 de junho de 2019. Sim, uma das sequências mais aguardadas da Disney levará 15 anos para ter uma continuação (antes tarde do que nunca!). 

Toy Story 4 (sério, ainda tem mais lágrima pra arrancar do público? Alguém me traga um lenço!) teve a data de lançamento alterada de 16 de junho de 2017 para 15 de junho de 2018. Para não quebrar a regra de lançar um filme por ano, Carros 3 ocupará a lacuna deixada pela história dos brinquedos (não que alguém se importe).

A animação de 2017 finalmente foi revelada: Coco, uma história sobre o Dia dos Mortos da cultura mexicana. Essa é única verdadeira “estreia”, entre tantos anúncios de sequências – vamos dar uma melhorada na criatividade, Pixar?

Entre 22 de dezembro de 2017 a 25 de novembro de 2020, a Disney lançará quatro contos de fada live action: um filme Disneytoon Studios (braço da empresa que foca em filmes que chegam direto em vídeo), dois da Pixar e uma nova animação Disney. Ainda não se sabe o nome, nem o teor das histórias. Para 9 março de 2018, os estúdios Disney lançarão Gigantic, uma animação baseada na história de João e o pé de feijão.

No cardápio de HQs adaptadas, teremos um novo filme do Homem-Formiga (parabéns, Paul Rudd!). O herói estará acompanhado da personagem Hope Van Dyne, a super-heroína Vespa, em Ant-Man and the Wasp (título em inglês). O longa-metragem, que estreia no dia 6 de julho de 2018, será o primeiro filme da Marvel com o nome de uma heroína no título (apesar de ser dividido com um homem).

Com a introdução deste filme no calendário do estúdio, outros filmes tiveram que mudar suas datas de estreia: Pantera negra foi antecipado para 16 de fevereiro de 2018 e Capitã Marvel foi adiado para o dia 8 de março de 2019 (ou seja, o primeiro filme protagonizado TOTALMENTE por uma mulher chega aos cinemas no Dia da Mulher).

Por fim, o estúdio anunciou que vai lançar mais três filmes em 2020, um em maio, outro em julho e o último em novembro. Não foram divulgados quais heróis protagonizarão as produções.

Preparem as carteiras e o estoque de pipocas!

Homer comendo pipoca (Foto: http://giphy.com/gifs/the-simpsons-homer-simpson-popcorn-gx656616VR5ew)
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– Marty McFly está para chegar e vai tomar Pepsi!

Quem curtiu “De Volta para o Futuro”, sabe que o Filme 2 acontece exatamente no nosso ano atual: 2015!

O protagonista McFly chegava em 21 de Outubro de 2015 à lanchonete que frequentava em 1985 e que seu pai bebia nos anos 50. E, devido ao Merchandising, ambos pediam Pepsi.

A Pepsi lançará na próxima semana a bebida do filme, chamada de “Pepsi Perfect”, em comemoração à data!

Abaixo, extraído de Meio & Mensagem:

PEPSI CELEBRA CHEGADA DE MARTY MCFLY

Por E.J. Schultz, do Advertising Age


Marty McFly, da trilogia do cinema De Volta Para o Futuro, tem sua chegada programada no futuro para o dia 21 de outubro. E isso só pode significar uma coisa: as marcas que possuam qualquer tipo de ligação com o filme da década de 1980 vão tirar vantagem disso.

Uma das primeiras marcas a trabalhar o case é a Pepsi, que anunciou o lançamento da “Pepsi Perfect”, refrigerante que McFly pediu no segundo filme da trilogia. A bebida será vendida online em quantidades limitadas. Apenas seis mil garrafas de colecionadores serão disponibilizadas e elas não são baratas: cada uma custará US$ 20. Entendeu?

Em relação ao líquido, não há nada terrivelmente especial. O produto é descrito como a Pepsi que é feita com açúcar de verdade.

“A trilogia foi um grande momento para a cultura pop tanto nos anos 1980 e é agora, 30 anos depois”, afirmou em comunicado o diretor sênior de marketing da PepsiCo, Lou Abetter. “Nós estamos ansiosos para nos tornarmos uma parte desse momento e trazer para os fãs algo que apenas Pepsi poderia entregar – e não tem motivo para esperar – o futuro é agora!”.

A Pepsi criou um vídeo para a campanha que foi desenvolvido pela Davie Brown Entertainment. O comercial entrou no ar pela primeira vez no último final de semana durante o programa “Adult Swim”, do Cartoon Netwoork. “Ele só será reproduzido mais uma vez na TV no dia 7 de outubro durante o ‘The Late Show with Stephen Colbert’, de acordo com um porta-voz.

A empresa também planeja distribuir as garrafas especiais durante a Comic Con de Nova York para os 200 primeiros fãs que se apresentarem ao Pepsi Perfect Booth vestido como o McFly.

Também é esperado que a Toyota, que teve um dos seus carros na primeira parte da franquia, faça alguma ação com a data, apesar dos detalhes não terem sido revelados.

A Nike entrou na nostalgia do De Volta Para o Futuro em 2011, quando lançou a edição limitada do tênis Nike MAG, que é o modelo que Marty McFly usou em 2015. Um comercial da campanha contou com a participação de Christopher Loyd, representando seu papel como o Dr. Emmett Brown.

Tradução: Mariana Stocco

– O Filão que a Disney descobriu!

E parece que uma verdadeira mina de ouro foi descoberta: os filmes de princesas, que de desenhos se tornam carne e osso!

Cinderella é um sucesso; e a Disney já anunciou: os próximos serão “A Bela e a Fera” e “Mulan”.

Se imaginarmos as possibilidades que a empresa tem com tantos personagens que animam as crianças, o lucro previsto será espetacular! Histórias de sucesso que povoam o imaginário dos adultos e seus filhos. Totalmente atemporais!
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– Ufa! E vamos até o Reino Encantado!

Depois de muito trabalho neste domingo, chega de serviço. É hora de levar a família para assistir Cinderela!!!

Êba… A filhota vai adorar!!!

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– Disney confirma Frozen 2!

Dia 2 de Abril a Disney lança o filme Cinderela – em carne e osso! Provavelmente, será um super-sucesso. Precedendo a produção, terá o curta metragem Frozen, aperitivo para… Frozen 2!

Para a alegria da criançada, a Disney confirmou que produzirá outro longa metragem do filme. Desde já minha filhota (e tantas outras meninas) já aguardam ansiosamente a estréia.

A Disney é incrível. Quando quer, seus filmes se tornam imortais!

Abaixo, o cartaz de Frozen Fever, o curta (Febre Congelante):
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– Voltaremos ao passado nas salas de cinema em 2015?

Voltamos no tempo?

    • “O Exterminador do Futuro” voltará as telas nesse ano. E com o septuagenário Arnold Schwarzenegger!
    • Mad Max” voltará no melhor estilo revival.
    • Guerra nas Estrelas” também estará na telona.
    • Jurassic Park” estreará como se funcionasse o Parque do filme 1.
    • James Bond” voltará com um novo-velho vilão. Seria o satânico “Dr No” contra 007?

Estamos mesmo no meio da década de 10 do século XXI?

Estou na dúvida…

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– Novos e Antigos heróis da Marvel

Confesso: Adoro quadrinhos e aventuras de super-heróis. Sou fã do Superman! Mas, claro, curto os demais.

E não é que a Marvel prepara um pacotão de novos heróis e deseja destacar alguns esquecidos?

O Capitão América envelhecerá e será substituído; Thor será indigno do Martelo de Odin e uma mulher será a nova deusa do Trovão; e o Homem Aranha verá sua namorada se transformar em Mulher Aranha – e, acreditem, ele próprio será substituído por um garoto pobre, negro e latino.

Surpreendam-se! Extraído da Epoca.com:

Aos 75 anos, a Marvel quer contar a história dos desajustados em quadrinhos

A editora de quadrinhos de sucessos como o Homem-Aranha e os X-Men ganhou fama ao criar heróis pouco convencionais e abordar questões sociais relevantes, como preconceito racial e homofobia. Em 2014, ao completar 75 anos, abriu espaço para personagens femininas e aumentou a diversidade étnica de suas revistas

RAFAEL CISCATI
05/12/2014 16h21
Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Kamala Khan, a heroína muçulmana filha de paquistaneses. Aos 75 anos, a Marvel abre espaço para personagens femininas e diversidade étnica (Foto: Divulgação/Marvel)
Sana Amanat estava no ginásio quando dois aviões se chocaram contra as Torres Gêmeas, em 2001. Sana nasceu nos EUA em uma família muçulmana, e foi criada em um subúrbio de Jersey City, cidade vizinha à Nova York. No dia seguinte aos atentados, foi abordada por um colega de escola com quem nunca conversara: “Fale para o seu povo parar de nos atacar”. Confusa, não soube como responder à provocação: “Nos atacar? Eu pensei que eu também fosse um dos ‘nós’”, disse, enquanto narrava o incidente durante uma palestra do TEDx no início deste ano. A família de Sana veio do leste asiático. Mesmo nascida nos EUA, a menina sentia que não se encaixava perfeitamente. De repente, Sana era uma intrusa e sua cultura era sinônimo de terrorismo. Mais de uma década se passou desde então. Hoje, Sana trabalha na Marvel, uma das maiores editoras de quadrinhos em todo o mundo. Lá, ajudou a editar títulos importantes, como Wolverine e Homem-Aranha. No início de 2014, Sana tornou-se a responsável por um dos maiores sucessos recentes da Marvel, ao colocar nas páginas de uma revista as histórias de uma intrusa como ela.

>> O homem que matou os X-Men
>> E se os super-heróis fossem desenhados como as super-heroínas?

>> José Luis García-López: o artista que popularizou o Super-Homem

Sana e a escritora G. Willow Wilson criaram Kamala Khan, uma garota de 16 anos que, sem aviso, adquire superpoderes e decide usá-los para proteger a vizinhança onde mora. Nada muito diferente de outros heróis – o Homem-Aranha surgiu com uma história parecida. A diferença é que Kamala é muçulmana. Filha de paquistaneses emigrados para os Estados Unidos, a menina encontra dificuldade para conciliar as expectativas e a cultura da família aos hábitos e expectativas da sociedade ocidental em que nasceu. Antes de ganhar superpodres, passa a maior parte do tempo on-line, escrevendo fanfictions – histórias fictícias criadas por fãs – da Capitã Marvel, sua heroína favorita e uma das personagens mais antigas da Marvel. Inspirada pela Capitã, Kamala veste um uniforme e assume o nome de Miss Marvel. Quando Ms. Marvel  nº1 chegou às bancas, em fevereiro, o sucesso de vendas foi imediato. O título inaugurou uma sequência de lançamentos que, ao longo do ano, mudaram a cara de diversos heróis, dando lugar de destaque a personagens femininos e de diferentes etnias. Acostumada a tratar de questões sociais nas páginas dos quadrinhos, a Marvel ficou ainda mais progressista.

Kamala Khan, segunda da esquerda para a direita, com o irmão, o pai Yusufi, a mãe Misha e o amigo Bruno (Foto: AP)  (Foto: AP)
Kamala Khan, segunda da esquerda para a direita, com o irmão, o pai Yusufi, a mãe Misha e o amigo Bruno (Foto: AP) (Foto: AP)

2014 foi um ano importante para a Marvel. Nascida como Timely Comics em 1939, a editora completou 75 anos em novembro. Marcou a data com modificações em alguns de seus principais títulos. Desde o mês passado, o Capitão América é negro. Quando Steve Rogers, o Capitão América original, começa a envelhecer aceleradamente, seu parceiro, Sam Wilson, assume sua identidade e legado. Alguns fãs ficaram contrariados com a mudança mas, de maneira geral, ela foi bem recebida: “Eu recebi uma foto de uma sala de aula com vários alunos negros”, disse Rick Remender, o autor da série, à CNN. “As crianças pulavam, com a imagem do Sam logo atrás delas. Isso é relevante culturalmente”. Thor também mudou. Considerado indigno, o filho de Odin perdeu o martelo. Seu lugar foi ocupado por uma mulher.

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Hoje, as personagens femininas têm nove títulos dedicados a elas – o maior número em 75 anos. Lançamentos para 2015 já foram programados, como uma série estrelada por Gwen Stacy, a namorada de Peter Parker, no papel de Mulher-Aranha. E a tendência a diversificar os personagens, em termos étnicos e de gênero, chegará aos cinemas em 2016 e 2017, com os lançamentos dos filmes da Capitã Marvel e do Pantera Negra – o primeiro super-herói negro dos quadrinhos, criado em 1966.

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Parte dessas mudanças é atribuída a pressões internas. “As grandes editoras sempre tiveram problemas com questões de representação – de gênero ou raça”, diz Matthew Smith, professor de estudos de mídia da Universidade Wittenberg e autor do livro O Poder dos quadrinhos: histórias, formas e cultura. “Isso acontecia por que as editoras eram controladas por homens brancos e heterossexuais, que pensavam escrever somente para adolescentes homens, brancos e heterossexuais”. Desde 1939, o quadro de funcionários da Marvel mudou. Há, agora, maior diversidade étnica e maior número de mulheres entre os autores e editores. Com eles, mudou a forma de narrar histórias.

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Entre os roteiristas da Marvel, Kelly Sue DeConnick chama atenção pela baixa estatura, pelos vivos cabelos vermelhos e pela disposição a, segunda ela própria, “deixar as pessoas desconfortáveis para que minha filha não precise fazer o mesmo”. Desde 2012, Kelly Sue escreve as histórias da Capitã Marvel. Tornou Carol Danvers, uma personagem clássica, em símbolo feminista. Carol surgiu em 1969, na revista do Capitão Marvel original. Uma oficial de segurança da Nasa, Carol surpreendeu o capitão pela beleza. Mesmo depois de tornar-se uma heroína poderosa,com o nome de Miss Marvel, Carol continuou a ser conhecida pelas curvas. Lutava contra o crime em trajes diminutos. Kelly Sue mudou a trajetória da personagem.

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Carol Danvers em dois momentos: como Miss Marvel e, a partir de 2012, como Capitã Marvel, nas histórias escritas por Kelly Sue. O apelo sexual exagerado sumiu, as roupas mudaram e as tramas ficaram mais complexas (Foto: Divulgação/ Marvel)

Em 2012, Carol assumiu o posto de Capitã Marvel, substituindo o ex-namorado morto. Com a transformação, Kelly Sue aproveitou para mudar o uniforme da heroína: em lugar do maiô pouco prático, a personagem passou a usar macacão de aviadora. As histórias cresceram em complexidade. Nas páginas da sua própria revista, a Capitã Marvel já chegou a dizer – e provar – que é mais poderosa que o Capitão América. Os fãs foram ao delírio – na internet, criaram grupos que celebram a personagem, os Carol Corps. O quadrinho virou sucesso de vendas. Era o que a editora pretendia.

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O X-Man Jean Paul Beaubier, o Estrela Polar (à esquerda, de joelhos). Ele foi o primeiro herói assumidamente gay. As histórias dos X-Men foram  associadas, ao longo dos anos, à luta pelos direitos dos homossexuais  (Foto:Divulgação/ Marvel)

Desde os anos 1960, a Marvel estabeleceu tradição em se arriscar para conquistar mercados. Ao longo dos anos, isso significou tratar de temas com relevância social – como preconceito racial, homofobia e sexismo – na esperança de conquistar o apreço do público. “A Marvel fez jogadas menos seguras que seus competidores desde o começo”, diz Sean Howe, autor de Marvel, a história secreta. “Já em Marvel nº1, os protagonistas – Tocha Humana e Namor, o príncipe submarino – aterrorizavam os cidadãos comuns. Depois disso, no começo dos anos 1960, Stan Lee e Jack Kirby se especializaram em contar as aventuras dos azarões”.

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Em lugar do homem branco, forte e moralmente irrepreensível – ainda que vindo de outro planeta – os heróis da Marvel eram garotos magrelos, famílias briguentas e jovens excluídos. Na primeira história de O Quarteto Fantástico, em 1961, os heróis brigam entre si o tempo todo. O Homem-Aranha não passava de um garoto pobre e órfão e Os X-Men eram temidos, odiados e frequentemente associados à causa gay. Esse histórico deu à empresa disposição para criar personagens pouco convencionais e que, frequentemente, incorporavam questões sociais em voga na época de sua criação.

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O Pantera Negra, o primeiro super-herói negro a aparecer nas revistas de uma grande editora. Rei de uma poderosa nação africana, ele ganhará filme próprio em 2017 (Foto: Divulgação/ Marvel)

“Onde quer que se vejam leituras a se suprir, para os leitores da ‘geração de agora’, a Marvel vai empreender esforços para dominar essa tendência e atender a essa demanda”, dizia um memorando do departamento de Marketing  da Marvel, que circulou pelos corredores da empresa em início dos anos 1970, reproduzido no livro de Howe. Foi essa a ambição por trás da criação de Luke Cage-herói de aluguel. Criado em 1972, Cage foi o primeiro herói negro a ter título próprio na história dos quadrinhos americanos. “A criação da revista foi uma tentativa da Marvel de fazer sucesso na esteira do filme Shaft”, diz Howe. Shaft, de 1971, conta a história de um detetive negro que combate a máfia italiana no Harlem. Faz parte do movimento blaxploitation, que pretendia levar às telas americanas filmes dirigidos e protagonizados por negros. Antes disso, em 1966, a editora criara o Pantera Negra, o primeiro herói negro a surgir em um quadrinho de grande circulação. Rei de Wakanda, um rico país africano dono de avançada tecnologia, o Pantera Negra apareceu nos gibis três meses antes do surgimento do Partido dos Panteras Negras, que lutava pelos direitos civis dos afroamericanos. A semelhança do nome foi mera coincidência.

Lidas agora, essas primeiras histórias podem soar inadequadas ou mesmo panfletárias. Com exceção do Pantera Negra, os personagens negros eram associados a um passado de pobreza e violência. Estereótipos também eram usados ao retratar personagens femininas. Na década de 1970, os roteiristas à frente da Ms. Marvel, por exemplo, introduziam na história questões sobre beleza e trabalho. Carol trabalhava em uma revista feminina. Era preciso deixar claro que uma heroína, por ser mulher, vivenciava experiências diferentes das vividas por um homem: “É difícil escrever sobre as experiências dos outros quando você nunca vivenciou nada semelhante”, diz Smith, da Universidade Wittenberg. “Acho que havia muitos homens brancos de classe média tentando entender o que significava crescer nos EUA sendo negro. Eles não sabiam muito sobre isso, não mais do que aquilo que viam no noticiário ou que eram capazes de descobrir através do contato com seus poucos amigos negros. Mesmo assim, acho que é preciso dar-lhes crédito por, ao menos, tentar”.

Agora ao 75 anos, a Marvel tem a vantagem de contar com autores para quem essas experiências não se resumem ao telejornal. Isso se reflete nas histórias. O novo Homem-Aranha, Miles Morales, é um garoto negro de ascendência latina. Nasceu em uma família pobre mas feliz. Kamala Khan, muçulmana, é só uma adolescente normal. A afirmação de sua religião não é ponto central da história. Hoje, Kelly Sue costuma dizer que mal pensa na Capitã Marvel como mulher ao escrever. Ao ser escritas por uma roteirista, as histórias da personagem ganharam fluidez.

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O Homem-Aranha do universo Ultimate. Miles Morales é um adolescente negro de ascendência latina (Foto: Divulgação/ Marvel)

Isso não significa que não exista mais espaço para diversificação. Há novos autores escrevendo, mas a indústria ainda é dominada por homens. O historiador especializado em quadrinhos Tim Hanley analisa os números da indústria mensalmente, para saber quantas mulheres trabalharam nas revistas publicadas. No levantamento de setembro, o último divulgado, 548 homens participaram da criação dos quadrinhos da Marvel, contra 61 mulheres.

Além disso, por mais que seja animadora, essa onda progressista é vista com ressalvas. Muitos acreditam que essas mudanças não devem durar. “Às vezes, ler quadrinhos é como jogar um jogo de tabuleiro”, diz Smith. “Não importa o quanto você avance, acaba sempre voltando para o ponto de partida”. Leitores assíduos já se acostumaram a acompanhar mudanças, como a morte de um personagem, que duram dois ou três anos até ser revertidas. Tudo volta a ser como antes. Sucessos como Ms Marvel  – a revista da Kamala Khan – devem continuar. Mesmo que o título seja cancelado, a personagem ganhou fôlego o bastante para resistir, integrada a algum grupo de super-heróis. E, ainda que efêmeras, essas mudanças deixam marcas na cultura popular: “Os quadrinhos permitem que as empresas experimentem novidades, como colocar personagens homossexuais em papéis de destaque. Ou criar protagonistas femininas. E podem fazer isso porque o investimento inicial é pequeno”, diz Smith. “Os quadrinhos são um laboratório da cultura popular americana.”

Enquanto crescia, Sana Amanat, a editora da Ms Marvel, disse que não encontrava personagens parecidos com ela nos programas que assistia. Diferente de seus colegas – que podiam comer carne de porco e nadar usando biquínis – Sana precisou encontrar refúgio para o próprio desajuste na ficção. Encontrou o que precisava na série animada dos X-Men: “Havia uma mulher negra com cabelo branco que podia manipular o tempo; um homem peludo e azul; uma garota tímida que não podia tocar ninguém”, disse Sana. “Essas pessoas eu conseguia entender, porque eles também eram diferentes. E, mesmo assim, os X-Men aceitavam quem eles eram, e defendiam essa identidade”. Os X-Men, heróis perseguidos pelo preconceito, diziam a ela que estava tudo bem em ser diferente.

Quando começou a trabalhar com quadrinhos, Sana achou muito natural a ideia de criar um personagem que fizesse o mesmo. Um personagem com o qual garotas como ela poderiam se identificar: “Todos nós queremos ser heróis”, diz Sana. “E não seria incrível se os heróis se parecessem conosco?”

– Faroeste caboclo? Que ruinzinho…

Assisti por acaso um pedaço de “Faroeste Caboclo”: Ô filme ridículo… D-E-T-E-S-T-E-I.

Impossível ficar ligado até o fim. Pura ode à bandidagem, vagabundagem, violência e às drogas.

A letra do Legião Urbana já era de gosto dúbio, embora de ótima melodia. A música com grande tempo de execução era óbvia para um filme, mas não desse jeito.

Para mim, tremendo mau gosto. Mas respeito quem gostou.

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– De Volta para o Futuro em Breve!

Quem assistiu “De volta para o futuro 2” no cinema (e o 1 e o 3 também), sabe que legal era aquela época de sonhos e expectativas dos anos 80. E, em especial, a visão que o filme tinha de como seria o futuro.

Hoje assisti por acaso o “2”, que se passa em 2015! Estamos envelhecendo, hein?

Segundo Spielberg, no ano que vem teríamos o tão desejado skate voador, tênis Nike que se autoamarraria, postos de gasolina que verificariam trens de pouso dos carros que não precisam de rodas, Pepsi Perfect em garrafas-copo e… uma Justiça que julgaria os casos em 2 horas! Ah, e não existiriam advogados!

Claro que é a visão de 30 anos sobre o ano que vem. Mas que é engraçada, ô se é! E qual a nossa visão daqui os próximos 30 + 1? Como será em 2045?

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– Disney e mais uma Princesa: Moana

A Disney realmente é insuperável. Depois do sucesso Frozen, mais uma princesa será lançada: Moana, uma princesinha filha de um rei polinésio, que fará uma viagem pelo Pacífico Sul para cumprir a missão dos seus ancestrais.

Alguém duvida de filas nas portas dos cinemas e uma enxurrada de brinquedos nas lojas?

Seria Moana uma Lillo (do Lillo & Sticht) adolescente?

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– Heróis carrancudos por quê?

A Warner divulgou a primeira foto do Super-homem do novo filme: “Superman vs Batman”.

Ué, por quê todo herói, de uns tempos para cá, tem que ser sombrio e mal-encarado?

Preferia os do meu tempo de criança, com os POW, PAFT, CABUM daqueles desenhos antigos da dupla Batman e Robin, ou o Clark Kent dos anos 80.

Esses de hoje, esbanjam violência.

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– Feios terão Oportunidade Cinematográfica!

Muitos já ouviram falar do “Toninho do Diabo”, folclórico artista jundiaiense envolvido em produções trash e coisas do ocultismo.

Agora, trabalhando com Cinema, Toninho criou a agência de atores Assombração, e recruta jovens talentos para suas produções.

Requisito: ter muita feiúra!

Gozador, o artista realmente sabe chamar a atenção… a quem possa interessar, aqui vai o convite:

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– Cinemas sem Pipoca Yoki

Pra quem gosta de Cinema & Pipoca, uma notícia interessante: a Yoki, que era a marca oficial do Cinemark e do Cinépolis, deixará de vender para essas redes.

Sabe quanto só o Cinemark comprava? Cerca de 1000 toneladas de pipoca / mês! Agora, ele tentará arranjar novos fornecedores, enquanto que o Cinépolis trará pipoca da Argentina.

Será que o altíssimo preço aumentará mais ainda?

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– Os Goonies!

Tempos de infância que não voltam mais: depois de décadas, achei “os Goonies“.

Quem era criança na década de 80, adorava esse filme! Assisti no “falecido” Cine Marabá, no centro da cidade, e depois inúmeras vezes na TV. Nunca achei em locadora e agora consegui pelo iTunes.

Viva, voltarei a ser criança por duas horas! E eu nem sabia que era do Spielberg…

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Aliás… daqui a pouco me lembrarei o nome dessa figuraça:

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– Superman Superdecepcionante

Imagine uma criança em busca do seu herói favorito: sou eu indo assistir Super-homem (ou Superman, ou se preferir “Homem de Aço”).

Que decepção! Ao invés de filme de Aventura, virou filme de Guerra. O romantismo foi embora. Louis Lane descobriu o segredo dele no comecinho. Nenhuma alusão à Kriptonita. Ninguém perguntou e nem ouviu a resposta: “É um pássaro, um homem ou um avião?“. Lex Luthor só na propaganda de um caminhão de combustíveis com a marca LuthorCorp. Kripton ficou irreconhecível. Não há a alusão de que Louis Lane é fumante inveterada e o Superman insistindo para ela abandonar o vício.

Nada, nada, nada a ver com os filmes de 78 em diante. Reinventaram demais ele. A preocupação de resguardar transeuntes nas suas lutas foi abandonada. Zod foi morto, sendo que NUNCA o Superman matou alguém.

Que coisa. Detestei o novo filme, mesmo respeitando quem gostou.

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– Mal de Parkinson transforma a vida de Michael J Fox

Lembram do “De Volta para o Futuro“, com o jovem Mc Fly?

Pois bem, o carismático ator Michael J Fox hoje tem 51 anos, e há tempos sofre com o Mal de Parkinson. Sumiu das telas e escreveu um livro sobre como é conviver (ainda jovem) com a doença.

A novidade é: ele voltará as telas, pela TV, com uma série sobre um cara que descobre ter a mesma enfermidade.

Será bom vê-lo de novo. Olha como ele está (abaixo). A cara é a mesma!

Dois “males” que tenho medo: Alzheimer e Parkinson.

– Angelina Jolie e a Retirada Preventiva dos Seios

Leio que Angelina Jolie declarou que fez preventivamente a retirada de seus seios. A atriz realizou um exame de probabilidades de desenvolver câncer de mama por genética, e detectou ter cerca de 87% de chances da enfermidade.

Aos 37 anos, preocupava-se pelo fato da sua mãe ter falecido desse mal aos 50.  Assim, utilizou-se desse novo exame (ao custo de 3 mil dólares) para evitar a doença.

Um alerta: é cada vez maior os casos de homens que desenvolvem câncer de mama. Vale a pena deixar o bobo preconceito de lado… (tanto quanto o de próstata).

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– Hoje, só curtindo a Família

Para quem trabalha de domingo-a-domingo, qualquer folga é rara. Assim, no descanso vespertino, um belo almoço (fora de hora, claro), telefones desligados e um relaxante cineminha.

Hoje, Homem de Ferro 3. Ingressos já comprados (bem como a pipoca).

Bom domingo!

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– Parabéns, Sean Penn!

O ator hollywoodiano Sean Penn mostrou sensibilidade e foi extremamente feliz ao receber Ariel Goldenberg. Lembram do ator brasileiro e a campanha #VemSeanPenn?

O protagonista do filme “Colegas” (vide abaixo), que é portador da Síndrome de Down (bem como outros atores do filme) tinha Sean como seu ídolo nas telonas, e sonhava conhecê-lo. Após os apelos para que o americano viesse ao Brasil encontrá-lo, foi Ariel quem viajou a Los Angeles.

Parabéns!

Extraído de: http://colunas.revistaepoca.globo.com/ofiltro/2013/03/16/ariel-goldenberg-da-campanha-vemseanpenn-finalmente-se-encontra-com-sean-penn/

ARIEL GOLDENBERG, DA CAMPANHA #VEMSEANPENN, FINALMENTE SE ENCONTRA COM SEAN PENN

Depois de uma das campanhas mais acessadas no Brasil, o sonho do ator Ariel Goldenberg enfim se tornou realidade. Ariel conheceu seu grande ídolo, o ator Sean Penn, nesta sexta-feira (15) em Los Angeles, nos EUA.

Ariel é protagonista do longa-metragem Colegas ao lado de Breno Viola e de Rita Pokk, com quem é casado. Os três têm síndrome de Down. O emocionante vídeo do YouTube, com a participação de atores conhecidos, como Lima Duarte e Juliana Paes, chegou a ser o sexto vídeo mais visto em todo o mundo.

No vídeo, Ariel pede que Sean Penn venha ao Brasil para assistir à estreia do filme. O ator não veio para a estreia, mas o encontro ainda assim aconteceu. Ariel viajou aos Estados Unidos e finalmente conheceu seu ídolo.

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– Oscar é para quem Gosta

Sou cinéfilo! Adoro cinema, mas prestigiar a entrega do Oscar… ô festinha enfadonha!

É só para quem gosta, pois a cerimônia é cansativa.

Eu? Prefiro dormir do que assistir. Mas respeito quem gosta.

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– Liberdade de Expressão não é Difamar Livremente

Para fazer sucesso, não é preciso polemizar. Mas infelizmente, muitos criam enredos que trazem à discussão assuntos delicados de maneira desrespeitosa, e muitas vezes ofendem gratuitamente alegando “liberdade e democracia”.

Ora, o respeito independe desses conceitos. Digo isso pois leio a história do filme “País do Desejo“, que conta a história de um padre que defende o aborto e posteriormente se apaixona por uma fiel, sem perder a fé em Deus.

Até aí, nada mais do que uma sinopse chamativa. Mas nada tão escandaloso como alguns detalhes, como, por exemplo, uma enfermeira que durante o filme come hóstias com catchup, lendo revistas eróticas!

Sinceramente, pura apelação do cineasta que escreveu o filme, Paulo Caldas.

Se depender de mim, o filme será um fracasso. Respeito é importante, independente se cristão, judeu, muçulmano, umbandista ou ateu.

Extraído de: http://cinema.uol.com.br/ultnot/reuters/2013/01/24/embate-entre-religiao-e-ciencia-e-revisitado-no-drama-brasileiro-pais-do-desejo.jhtm

EMBATE ENTRE RELIGIÃO E CIÊNCIA EM DRAMA BRASILEIRO

por Alysson Oliveira, do Cineweb

O antigo debate entre ciência e religião é o que move “País do Desejo”, novo longa do cineasta Paulo Caldas (“Deserto Feliz”), cuja trama envolve um padre (Fábio Assunção), uma pianista (Maria Padilha) e um médico (Gabriel Braga Nunes).

Recife e Olinda, onde as cenas foram filmadas, ganham nomes míticos de Pasárgada e Eldorado, o que pode ser uma tentativa de emprestar uma outra dimensão ao filme.

José (Fábio Assunção) é um clérigo um tanto anticonvencional, já que apoia a prática do aborto para uma garota de 12 anos, grávida de gêmeos, que fora estuprada pelo tio.

Quando isto acontece, o bispo (Nicolau Breyner) excomunga a menina, a mãe dela e o médico. Já o estuprador não é punido, o que gera mais revolta no sacerdote. Essa parte da trama é inspirada num fato real, acontecido em Pernambuco em 2009.

Esta é uma das decepções que o padre tem com a Igreja. Ainda assim, defende a fé sempre que entra em discussão com seu irmão médico, César (Gabriel Braga Nunes). Uma das pacientes é Roberta (Maria Padilha), uma pianista acometida por uma doença renal crônica. A personagem sofre uma crise enquanto está na cidade onde fica a paróquia de José.

Aos poucos, o padre se interessa pela pianista, e esse amor mudará o seu destino em vários sentidos. É nesse momento que o embate entre ciência e religião ganha alguns contornos mais nítidos no longa, roteirizado por Caldas, Pedro Severien e Amin Steppler. Mas essa questão permanece num campo mais superficial, nunca vai fundo.

Contando com um bom casal de protagonistas — Maria Padilha e Fábio Assunção –, o filme nem sempre aproveita todo o potencial da dupla e as possibilidades que a trama oferece. A ação se dissolve em cenas, personagens e situações sem muito a dizer, como a enfermeira japonesa (Juliana Kametani), que lê mangás eróticos enquanto come hóstias com ketchup.

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– Disney nas Estrelas!

Por mais de 4 bilhões de dólares, a Disney comprou na semana passada os estúdios de George Lucas e, por tabela, toda a franquia Star Wars.

Que conglomerado! Some-se a ESPN, ABC, Pixar, Marvel… E para 2013, a empresa já promete um novo Guerra nas Estrelas, Vingadores 2, Homem de Ferro 3 e outros filmes infantis em 3 D.

Será o ano de ganhar muito dinheiro. O faturamento com o Mickey Mouse e sua turma parece ser uma pequenina parcela.

– Má Dica de Cinema

Quer “pagar mico”? Leia a sinopse de “Looper”, com Bruce Willis, e vá ao cinema. Fui assistir o filme e ele é HORRÍVEL!

Uma das falhas grotescas: os mesmos veículos de 2012 rodam em 2044 com alguns acessórios adaptados!

Sobre o garotinho do filme (na verdade, são 3), é sacanagem o que acontece com ele. Tremendo mau gosto.

Calma, não vou contar o filme, caso queira se decepcionar. Mas que eu me arrependi, não tenha dúvida.

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– A Bebida de James Bond

Em breve estreará o novo filme do agente 007: Skyfall. Porém, uma surpresa: o herói não pedirá, como de costume, um Martini. Pela primeira vez, rendido pelo patrocínio de US$ 45 milhões, Bond pedirá uma Heineken gelada!

Quem é fã se decepcionou… Só falta mudarem o bordão: “My name is Bond. James Bond” por algo mais comercial!

– A Boba Polêmica do ursinho TED

Bombou no Twitter ontem as hastags TED e PROTÓGENES, se referindo ao fato do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB) estar revoltado com o ursinho TED.

Explico: estreará um filme onde o protagonista é um adulto que tem um ursinho de pelúcia com vida. Uma comédia não-infantil, com censura de 16 anos. Há insinuações sexuais e em determinado momento o urso e seu adulto fumam maconha.

Eu não gosto dessa temática. Não assistiria ao filme, nem recomendaria. Mas o deputado, desavisado, levou seu filho de 11 anos e ficou constrangido.

Ora, a culpa é do filme ou de Protógenes? O filme tem censura maior que a idade do filho dele; não é recomendado às crianças e não é um filme infantil. Não leu a sinopse?

Reitero: não gosto de filmes como esse. Mas aqui, quem pisou na bola foi o Protógenes.

– As Invenções de 2015

Estamos em 2012. E como todo aquele que foi adolescente na década de 80, já devo ter assistido inúmeras vezes a trilogia “De Volta para o Futuro”, com Michael J Fox e Christoffer Lambert.

Sabe o que é curioso? Por acaso, assisti o filme 2 (aquele em que Marty McFly vai para o futuro). O filme é ambientado em 1985, e a trama pula 30 anos à frente. Olha o sarro: em 2015, os carros voam! Os skates flutuam! Os tênis se auto-amarram, entre outras tantas coisas…

Fico pensando: as invenções malucas dos roteiristas de 1985 não aconteceram. Porém, estamos em 2012 e outras ainda mais malucas surgiram, as quais eles nem imaginavam…

– Ufa! Depois do Suor, Cineminha com Pipoca!

Depois de um sábado de muito trabalho e de semana complicada por vários aspectos, à tarde desligarei-me de tudo: só terei atenção para uma coisa…

– PRA UM FILMINHO COM A FAMÍLIA!!!

Que tal Valente, da Disney?

 

Filhinha Princesa e Mamãe Rainha-do-Lar adorarão!

– Ascensão da Classe C pode ser ruim para o Cinema?

Detesto filmes de aventura dublados. Talvez por ser “meio surdo”, prefiro filmes com legenda. Sempre tive dificuldade em entender o som dublado nos cinemas. Dublagem, só de filmes infantis.

Porém, leio que os “Vingadores”, sucesso mundial, tem maior número de cópias dubladas do que legendadas. E o motivo seria o crescente “Público Classe C”, que, teoricamente, não gosta de ler.

Será verdade?

Ah, detesto também filme 3D. Não é que sou chato, mas quem sofre de labirintite sabe o que digo…

– Heleno de Freitas? Só em Sampa!

Se elogiei a temporada de teatro em Jundiaí no post anterior, agora, vale a crítica ao circuito de filmes. Cadê “Heleno”? Aqui em Jundiaí, não está no cinema!

Para os amantes do futebol como eu, a história dramática do botafoguense Heleno de Freitas é imperdível! Bem definiu o biógrafo de Heleno, Marcos Eduardo Neves:

Ele era temperamental como Edmundo, bonito como Raí, mulherengo como Renato Gaúcho, artilheiro como Romário, boêmio como Ronaldinho Gaúcho, inteligente como Tostão, de boa família como Kaká, elegante como Falcão e problemático como Adriano.”

GALÃ, LOUCO E GÊNIO DO FUTEBOL (Época, ed 21/03/2012, pg62-63)

Quem foi Heleno de Freitas, craque dos anos 1940 que virou filme

por Humberto Maia Junior

Heleno de Freitas foi um dos maiores artilheiros do Botafogo: fez 209 gols em 235 jogos. Tinha tanta vontade de vencer que, além de brigar com adversários, xingava os próprios companheiros de equipe, cujos erros não tolerava. Colecionou expulsões dentro de campo. Fora, chamava a atenção pela elegância, pelo sucesso com as mulheres e por um tipo de comportamento que faz Ronaldinho Gaúcho – um conhecido farrista – parecer aluno de colégio de freira. Integrante do Clube dos Cafajestes, grupo de playboys cariocas da década de 1940, era presença constante nas festas no Copacabana Palace e nos cassinos da elite do Rio de Janeiro, onde bebia, fumava, cheirava éter e raramente saía sem estar de braços dados com uma cantora ou beldade da alta sociedade. “Foi a personalidade mais dramática que conheci nos estádios”, dizia o cronista esportivo Armando Nogueira, botafoguense como Heleno.

É essa personalidade exuberante, misto de galã e badboy, que o diretor José Henrique Fonseca apresenta aos brasileiros no filme Heleno, que estreia dia 30 de março nos cinemas e tem Rodrigo Santoro no papel principal. Ele está há cinco anos envolvido no projeto do filme, que consumiu R$ 8,5 milhões.“Heleno é um dos personagens mais marcantes do futebol”, diz Santoro. “Ele foi um mito, mas hoje poucos conhecem sua história.”

Na década de 1940, jogadores de futebol formavam uma subclasse de homens pouco instruí­dos, malvista pela elite. Heleno era exceção. Filho de um industrial rico de São João Nepomuceno, Minas Gerais, era advogado formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O escritor colombiano Gabriel García Márquez, que o viu jogando na Colômbia, se referia a Heleno em suas crônicas como “Dr. de Freitas”. Vaidoso, só andava de carro conversível e vestia ternos cortados por Di Cicco, o mesmo alfaiate de Getulio Vargas. Na concentração, enquanto os outros apostavam dinheiro no carteado, Heleno passava o tempo jogando xadrez ou discutindo política com os dirigentes dos clubes, a quem dava carona em seus carrões. “Os dirigentes se sentiam inferiorizados perto dele”, diz o jornalista Marcos Eduardo Neves, autor de Nunca houve um homem como Heleno (Zahar, 328 páginas, R$ 44), relançado na semana passada. Neves conta uma cena de 1943, quando o presidente do Botafogo, Augusto Schmidt, passou instruções para Heleno à beira do campo. O craque, que jamais aceitava críticas, jogou a camisa na direção do cartola e disse: “Venha aqui correr no meu lugar, seu filho da p…”. Schmidt abaixou a cabeça e Heleno saiu impune.

Heleno foi punido pelos seus excessos. Contraiu sífilis. Por causa da doença, que jamais foi tratada, o comportamento errático evoluiu para atos de loucura que levaram ao declínio dentro e fora dos campos. Uma vez, ele deu um tiro no pé ao tentar acender um cigarro à bala, como faziam os personagens dos filmes de John Wayne. Devastado pela doença, Heleno passou os últimos anos de vida num sanatório em Barbacena, Minas Gerais. Lá, morreu em novembro de 1959, aos 39 anos. Como diz Neves, seu biógrafo, Heleno é um dos personagens mais complexos da história do futebol. Não pode ser comparado a um, mas a vários jogadores. “Ele era temperamental como Edmundo, bonito como Raí, mulherengo como Renato Gaúcho, artilheiro como Romário, boêmio como Ronaldinho Gaúcho, inteligente como Tostão, de boa família como Kaká, elegante como Falcão e problemático como Adriano”, diz ele. “Heleno foi tudo isso.” 

– John Carter, da Disney, é a Quarta Super-Produção sobre Marte

A Disney conseguiu colocar o filme “John Carter em Marte” na liderança das bilheterias mundo afora. O herói vai ao Planeta Vermelho lutar contra monstros bizarros.

Mas uma curiosidade: o primeiro grande filme sobre marcianos foi feito em 1924, pela URSS! Se chamou “Aelita, a rainha de Marte”, e contava a história de um soviético que fundaria um partido comunista no outro planeta, a fim de acabar com os maquiavélicos capitalistas marcianos!

Depois veio “Robinson Crusoé em Marte (1964)” e o “Vingador do Futuro (1990)”. Mas enredo como esse do filme soviético, certamente não há e não haverá!