– Ghostbusters.

Poxa, eu me lembro como se fosse hoje: estava com minha mãe, a dona Lourdes e o Beto do Quito no Cine Marabá (onde hoje é o estacionamento da Rua do Rosário, vizinho à Catedral Nossa Senhora do Desterro). E fomos assistir “Os Caça-Fantasmas”!
E não é que hoje faz 37 anos que esse grande filme estreou?

– No dia dos Geeks…

Neste dia em que os apaixonados por cinema, quadrinhos, ficção científica e afins comemoram (hoje é dia do Orgulho Nerd), um pouco sobre o simpático “Baby Yoda”!

Abaixo, para quem curte (especialmente minha filha Marina):

– 25/05: Dia do Orgulho Nerd teve um presente: Peter Jordan na TV Aberta!

Foi no ano passado, mas vale para comemorar a data! Abaixo:

Se você gosta de quadrinhos, filmes, séries (ok, é um nerd), deve conhecer o canal “ei nerd!” no Youtube!

Pois bem: Peter Jordan, o apresentador, participou do Programa “The Noite” do Danilo Gentille. Muito legal!

O motivo? O “Dia do Orgulho Nerd”.

Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=a2eWe9HkxgQ

– AT&T e a mega fusão com a Warner Bross.

Que gigante!

Contra o conglomerado composto por Disney / ABC / ESPN / Fox / Marvel, a AT&T / Discovery fundiu-se com a Warner / HBO / DC / CNN.

Olhem só que negócio bilionário e poderoso na briga pelo Entretenimento, abaixo:

Extraído de: https://www.cnnbrasil.com.br/business/2021/05/17/att-confirma-fusao-da-warnermedia-com-o-discovery-e-cria-gigante-do-streaming

AT&T CONFIRMA FUSÃO

Na manhã desta segunda-feira (17), a AT&T (T) e o Discovery, Inc. (DISCA) anunciaram um acordo que prevê que a WarnerMedia da AT&T será desmembrada e combinada com o Discovery em uma nova empresa de mídia independente.

O negócio, sujeito à aprovação regulatória, combinará dois tesouros de conteúdo, incluindo o HBO Max e os serviços do Discovery +. A CNN será incluída na transação.

O CEO do Discovery, David Zaslav, comandará os negócios combinados, de acordo com o anúncio desta segunda. “Executivos de ambas as empresas” desempenharão “funções de liderança chave”, disse um comunicado à imprensa.

Por um lado, a junção é uma maneira lógica de competir com a Netflix e a Disney, os dois principais players de streaming.

Por outro, também é uma maneira complexa para a AT&T desfazer sua oferta de 2016 pela Time Warner, que entrou em vigor em 2018, com os ativos chamados WarnerMedia. As empresas disseram que esperam que o acordo entre em vigor em meados de 2022.

Os acionistas da AT&T ficariam com a maioria das ações da empresa combinada, com 71%, enquanto os acionistas do Discovery ficariam com 29%.

Um spin-off ajudará a AT&T a priorizar seus negócios sem fio e pagar sua enorme dívida. O comunicado observou: “A AT&T receberia US$ 43 bilhões (sujeito a ajuste) em uma combinação de dinheiro, títulos de dívida e retenção de certas dívidas pela WarnerMedia.”

As ações da AT&T subiram mais de 3% antes do mercado, enquanto as ações do Discovery subiram 16%.

Analistas proeminentes de Wall Street previam, e em alguns casos encorajavam, esse tipo de movimento. No início deste ano, a AT&T fechou um acordo para dividir seu negócio de satélite DirecTV com uma perda significativa em relação ao preço de compra de 2015.

E outra gigante das telecomunicações, a Verizon, jogou a toalha em seus esforços de conteúdo também, concordando em vender o Yahoo e a AOL por US$ 5 bilhões.

Claro, o mundo da mídia parece muito diferente hoje do que há alguns anos. Os investidores estão mais focados no streaming a cada ano que passa.

A Bloomberg News deu a notícia do acordo iminente no domingo e disse que a Warner e o Discovery “seriam um competidor formidável da Netflix e da Disney”.

O serviço de streaming não focado em ficção do Discovery foi lançado em janeiro, utilizando uma biblioteca de programas de canais como TLC e Animal Planet. Na época, Zaslav disse à CNN que Discovery + era um “ótimo complemento para quem tem Disney ou Netflix, ou HBO, Disney e Netflix.”

Quando a principal correspondente de negócios da CNN, Christine Romans, perguntou quantos serviços de streaming os americanos acabariam tendo, Zaslav disse: “Acho que as pessoas terão três ou quatro”.

Zaslav também enfatizou o alcance global do Discovery. HBO Max, atualmente disponível nos Estados Unidos, está prestes a fazer um impulso internacional.

“Este acordo une dois líderes de entretenimento com forças de conteúdo complementar e posiciona a nova empresa como uma das principais plataformas globais de streaming direto ao consumidor”, disse o CEO da AT&T, John Stankey, em um comunicado. “Ele apoiará o crescimento fantástico e o lançamento internacional do HBO Max com a pegada global do Discovery e criará eficiências que podem ser reinvestidas na produção de mais conteúdo excelente para dar aos consumidores o que desejam.

(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês).

HBO MAX | Anatel finalmente aprova fusão entre AT&T e Warner e HBO Max  poderá ser lançado no Brasil! - ProtocoloXP

– Loki.

A Disney+ está “com tudo”. Agora, anunciou com pompa um novo cartaz para a produção da Marvel, Loki, tão aguardada!

Para os fãs de heróis como eu (que estão indo do cinema para a tv), aqui vai, extraído de: https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/loki-novo-cartaz-contagem

O NOVO CARTAZ DE LOKI

A Disney divulgou um novo cartaz da série Loki, que foca na contagem regressiva para a estreia da série. Confira abaixo:

Loki revelará o que aconteceu com o personagem após os eventos de Vingadores: Ultimato. Além de Tom Hiddleston, Owen Wilson, Gugu Mbatha-Raw, Sophia Di Martino e Richard E. Grant também estão no elenco da série.

A estreia está marcada para o dia 9 de junho no Disney+ e a produção terá episódios inéditos às quartas-feiras.

Loki: Tom Hiddleston e Owen Wilson apresentam novo cartaz da série | Minha  Série
Imagem: divulgação Web.

– Que febre é essa do #StarWarsDay?

Esse dia 04 de maio está sendo uma data especial para os fãs de Star Wars. É um dia de celebração desse universo de ficção científica. Minha filha Marina é apaixonada por Star Wars, e como boa geek, comemora hoje as festividades!

Até mesmo a Turma da Mônica resolveu fazer uma homenagem ao #StarWarsDay!

Veja abaixo:

– E hoje é dia de Oscar?

Puxa, confesso, já fui mais atento a esses eventos: hoje tem o Oscar, a premiação máxima do Cinema!

Não sei quem concorrerá, não sabia que seria hoje e não me atrai neste ano.

Será por causa da pandemia tal desinteresse? Não sei. Mas amo ir ao cinema e curtir um bom filme…

Talvez sejam momentos da vida…

AO VIVO: assista à transmissão do Oscar 2021 na TV e na Internet

Imagem / Arte extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Liga da Justiça de Zack Snyder!

Caramba! Acabo de assistir o filme da DC que foi “refeito”, ou melhor, “relançado”. Ou ainda: trazido às origens pelo diretor Zack Snyder.

VALE A PENA!

Muda muita coisa, das cenas principais, passando pelo visual à própria importância dos atores. Há várias coisas do filme original que foram suprimidas nesse, e outras acrescentadas. Ciborgue e Flash têm muito mais participação (muito mesmo), sem contar a importância do Dr Silas Stone.

O começo é meio cansativo, mas o restante compensa. Assistam! Várias situações mal-explicadas ou difíceis de se entender, tornam-se compreensíveis.

Snyder Cut': nova versão de 'Liga da Justiça' estreia após esforço de fãs  para salvar a saga - Jornal O Globo

– As séries da Marvel para a TV: que qualidade!

Se você gosta de heróis, assim como eu, deve estar se deliciando com “Wandavision”.

Que maluquice! A série da Marvel (exibida pela Disney+) usa de sitcoms, teorias confusas e outras tantas coisas para deixar a gente com vontade de assistir cada vez mais (e amarrar as histórias com seus filmes, pois sem eles, fica difícil entender).

Depois que ela acabar, começará “Falcão e o Soldado Invernal”, abordando o “pós-Capitão América”. Viram o trailer?

De tirar o fôlego! Em: https://www.youtube.com/watch?v=QJh49Yunotg

– Xhosa: você saberia falar essa estranhíssima língua?

Ela é falada por alguns poucos africanos, mas já pode ser ouvida em Holywood e em milhões de salas de cinema. Mais incrível do que isso: ela existe de verdade!

A língua chamada “xhosa” é uma das mais estranhas par se entender, para aprender e para, acredite, pronunciar seus sons com estalos.

Mais popularizada pelo herói Pantera Negra, da Marvel, ela tem tudo para ser discutida sobre suas exóticas características ao aparecer nas telonas. Conheça alguns detalhes curiosos sobre ela,

Em: https://super.abril.com.br/ciencia/conheca-o-idioma-africano-que-sera-falado-em-pantera-negra/

CONHEÇA O IDIOMA AFRICANO QUE SERÁ FALADO EM “PANTERA NEGRA”

O xhosa, língua de Nelson Mandela, tem 15 gêneros, palavras que mudam de significado conforme a entonação e consoantes-clique – feitas estalando a língua.

Por Bruno Vaiano

Pantera Negra, que estreia no Brasil em 15 de fevereiro, será o primeiro filme do Universo Marvel protagonizado por um negro. No longa, o príncipe T’Challa (Chadwick Boseman) luta para assumir o trono de Wakanda — um reino africano fictício — após a morte de seu pai, narrada em Capitão América: Guerra Civil.

Embora os diálogos, por motivos óbvios, aconteçam quase todos em inglês, volta e meia os fãs ouvirão uma frase em xhosa, a língua natal de Nelson Mandela e um dos onze idiomas oficiais da África do Sul. O público já teve uma palhinha disso em Guerra Civil, quando o ator sul-africano John Kani —  que faz T’Chaka, pai de T’Challa — convenceu a equipe a deixá-lo conversar com o filho em xhosa. “Eu perguntei aos diretores, ‘por que eu estou falando inglês com o meu filho? Não era para nós sermos da África?’”

O xhosa é a língua natal de 8,2 milhões de pessoas, e é falado como segunda língua por 11 milhões — a maior parte delas mora no sudeste do país de Mandela, mas você pode ver um mapa de distribuição geográfica mais detalhado aqui. Embora ele possa ser escrito com o alfabeto latino, suas semelhanças com o português param por aí.

A primeira característica bacana do xhosa é que ele é uma língua tonal. Isso significa que a entonação que o falante dá a uma palavra muda seu significado. Em português, não importa se você lê a palavra “carro” como uma exclamação (“carro!”) ou como uma pergunta (“carro?”). Ela continua se referindo a um veículo de quatro rodas. Em xhosa, essa pode ser a diferença entre pasta de dente e papel higiênico. Há outras línguas com mecanismos parecidos, como o chinês – em que tāng (湯) é “sopa”, mas táng (糖) é “açúcar”. O sinal gráfico, nesse caso, não indica a tônica da palavra, mas o tom da pronúncia.

Como a melodia da fala carrega tanto significado quanto as sílabas em si, é possível transformar recados em música. No século 19, missionários europeus notaram que muitos povos africanos falantes de línguas tonais (não necessariamente o xhosa) usam tambores para enviar mensagens por longas distâncias. A conversão de palavra em percussão é um truque bem mais sofisticado que o código Morse aplicado pelos telégrafos da época, e demorou anos para ser decifrada pelos colonizadores — a SUPER tem até uma matéria para explicar como funciona.

ELE, ELA, ELO, ELU, ELI, ELIS…

O português só tem dois gêneros: masculino e feminino, “ele” e “ela”. Isso nos leva a crer que gênero, para um linguista, tem alguma coisa a ver com sexualidade. Errado: gênero, na gramática, é usado no sentido de categoria, e o xhosa tem 15 categorias. Segundo este artigo científico, as categorias 1 e 2 costumam ser usadas com seres humanos. A 3 e a 4, com plantas. Ferramentas vão para 7 e 8, e coisas finas e compridas caem na 11. Pior: essas são só tendências estatísticas. Pode acontecer de uma ferramenta cair em uma categoria gramatical normalmente atribuída a plantas, e você precisa saber essas exceções de cor para não errar.

Fica ainda mais difícil quando você se dá conta de que vários elementos das frases precisam concordar com o gênero a que o substantivo pertence. É como se, além dos artigos “o” e “a” (como em “o telefone” e “a árvore”), também houvesse “u”, “i”, “g” etc. Em outras palavras, se você estiver aprendendo xhosa e se esquecer do gênero de uma palavra, você só tem 6% de chance de chutar a concordância e acertar. Nunca foi tão difícil passar de ano.

FICA MELHOR: CLIQUES

Como se tons e 15 gêneros já não fossem dificuldade suficiente, o xhosa tem mais uma carta na manga: consoantes clique. Sabe o som que você produz quando estala a língua nos dentes (como algumas crianças fazem para imitar cavalos?) Pois é, em xhosa isso pode ser uma consoante, com tanto significado quanto “b” ou “c”, e representada pela letra x. Neste vídeo, uma professora explica como treiná-lo.

O problema é que esse é o menor dos problemas: são, ao todo, 18 cliques (veja com seus próprios olhos), com diferenças sutis entre si – como o lugar dos dentes em que a língua encosta. Cada um é representado por uma grafia diferente, como ngq, ngx, gc e por aí vai.

FICA AINDA MELHOR: AGLUTINAÇÕES

15 classes gramaticais e 18 consoantes novas depois, o corajoso que decidir aprender xhosa ainda precisa lidar com o fato de que a língua, como o alemão, tem o hábito de transformar coisas que nós diríamos em três ou quatro palavras em uma só palavra, muito longa. “Eu te amo”, o exemplo mais bobo, vira ndiyakuthanda.

Essa enciclopédia de diferenças curiosas do xhosa pode ser entendida melhor se lembrarmos que línguas, como seres vivos, tem uma árvore genealógica que mapeia sua evolução ao longo de milhares de anos. Português e espanhol são ambas filhos do latim, que por sua vez, com o grego, deriva de uma língua extinta chamada proto indo-europeu. O proto indo-europeu deu origem a línguas muito diferentes entre si, como russo e hindi, mas ele não foi o único “proto-idioma”.

Há muitos outros grupos linguísticos, e cada um deles engloba um grande conjunto de línguas que derivou de uma língua mais antiga. O xhosa pertence ao grupo nigero-congolês, que abrange boa parte da África subsaariana, e tem algo como 1,5 mil línguas. Quase todas têm as mesmas características: um monte de gêneros, aglutinações, cliques e afins. Uma família complicada.

Ao incluir xhosa em Pantera Negra, portanto, a Marvel não está só fazendo o filme mais legal para um estudante de Letras desde A Chegada – mas também está apresentando ao mundo a língua natal de Nelson Mandela, algo de imensa importância histórica e social.

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– As meninas e a Mulher Maravilha!

Que fascínio é esse das meninas pela Wonder Woman?

No fundo, todas as crianças querem ser super-heróis ou super-heroínas. E a Mulher Maravilha traz isso às garotas: força, empoderamento, liberdade… e sem perder a feminidade, o romance e a ternura.

Por mais heroínas como a Marina e a Maria Estela (separadas 4 anos pelos 2 filmes da DC).

 

– Cinema em meio a Pandemia: como funciona?

Vantagens de morar perto do Cinema (e cine de rua, uma raridade nos dias atuais): dá para ir a pé!

Desvantagens: vai a família inteira e saio no prejuízo…

Para assistir Mulher Maravilha1984, tive que comprar um balde de pipoca de Star Wars !

Pode?

Ops: a sala para 60 lugares com… 8 pessoas (e todos os protocolos sanitários cumpridos). Eu tinha medo de me sentir exposto, mas pude ter certeza de segurança ao ver tudo limpo e esterilizado, com poltronas separadas e pouca gente.

Ops2: A Andréía só baixou a máscara para a foto, longe das demais pessoas. Afinal, ela é prudente (precisa explicar direitinho, vai que…).

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– O que esperar de Mulher Maravilha 2 (MM1984)?

Uau! Para quem gosta de filme de heróis, saiba: a DC caprichou neste novo e aguardado filme de 3h30 da Mulher Maravilha.

Se não quiser saber a história, NÃO LEIA ESTE POST (contém spoilers). Mas se quiser, continue abaixo.

Extraído de: https://vingadoresbrasil.com/2020/12/16/critica-mulher-maravilha-1984/

CRÍTICA DE MULHER MARAVILHA 1984

Por Ygor Santos, de Paula Ramos

A convite da Warner Bros. e Espaço Z tivemos a oportunidade de assistir ao novo filme “Mulher Maravilha 1894”.

Demorou, demorou muito. Foram meses de adiamento desde a data original de Mulher-Maravilha 1984, em junho deste ano. A produção entrou na enorme lista de adiamentos devido a pandemia do Coronavírus, mas felizmente, não teve o mesmo destino de outro filme de heroína que chegará apenas em 2021. MM84 chega em dezembro e certamente fez toda a espera valer a pena. O enorme sucesso do primeiro capítulo da franquia protagonizada por Gal Gadot abriu portas para todo um investimento no segundo capítulo e é visível o quanto o filme evoluiu.

Mesmo com todos os trailers, cenas e imagens divulgados previamente, os 210 minutos de filme não tem a experiência estragada ou antecipada. Ao longo das cenas, até esquecemos o fato de já termos visto muitas e mergulhamos de cabeça na aventura de Diana. E não pense que todo esse tempo é muito, pois os minutos correm diante dos olhos e antes que possamos perceber, já estão subindo os créditos e ficamos incrédulos, esperando por uma possível continuação. MM84 é, acima de tudo, um filme do gênero dos super-heróis e isso implica em alguns clichês obrigatórios. O diferencial aqui está nas referências, antes escondidas e agora implícitas para os fãs dos quadrinhos da heroína.

Reprodução / Warner

A história traz a volta de Steve Trevor, personagem de Chris Pine que morreu ao final do primeiro filme. Patty Jenkins cumpriu o que prometeu quando veio ao Brasil na CCXP 2019 e o retorno do personagem realmente fez sentido. Não pense que estamos diante de algo espírita ou religioso, mas sim algo que os fãs dos quadrinhos conhecem bem. Um antigo artefato produzido pelos deuses volta a rodar pela população após um assalto a uma joalheria dentro de um shopping (aquele dos trailers). Estamos falando da Pedra dos Desejos, um objeto capaz de conceder o desejo mais profundo de cada pessoa. Como fãs de Once Upon a Time que somos, sabemos que toda magia vem com um preço e o preço da Pedra dos Desejos é alto: ela lhe tira aquilo que você tem de mais precioso.

Após o assalto, o artefato cai nas mãos de Barbara Minerva (Kristen Wiig), gemologa do Museu Smithsonian, o mesmo lugar que Diana está trabalhando em 1984, tentando seguir sua vida de heroína secreta, enquanto ainda lida com o luto de perder o namorado. Barbara é atrapalhada e desajeitada, ignorada por toda sua equipe de trabalho, com exceção de Diana. As duas formam uma parceria inusitada, que florece ainda mais quando a gemologa é escolhida para identificar a Pedra. Diana sabe que algo estranho está ali dentro, mas certamente não imaginava a proporção do problema.

O grande vilão do filme, por incrível que pareça, não é a Mulher-Leopardo de Wiig, mas sim o  Maxwell Lord de Pedro Pascal. Ele é um empresário fracassado do ramo de petróleo, que almeja o sucesso e fortuna acima de qualquer coisa. Ele quer dar orgulho ao pequeno Allistair, que só quer um pouco da atenção do pai. Lord precisa encontrar uma forma de botar seus negócios de volta a ativa ou será obrigado a admitir falência.

Reprodução / Warner

Em suas pesquisas, Lord descobre a Pedra dos Desejos e sua localização no Smithsonian, bem como tudo o que ela é capaz de fazer. Ele usa o charme a lábia para conquistar Barbara, que está desesperada por atenção e assim toma posse da Pedra. Quando desejos começam a ser feitos, as consequencias começam a aparecer e atingem uma escala em proporção mundial. Diana está perdida com a volta de Steve, principalmente após perceber qual o bem mais precioso que lhe foi tirado.

MM84 é simplesmente incrível. Ao longo de duas horas e meia, o filme consegue criar um início, meio e fim para sua história, ainda deixando possíveis pontas abertas para uma continuação. Maxwell e Barbara são personagens fundamentais para a nova história e são o ponto chave para que o filme não se torne repetitivo. Ele é o vilão perfeito para o filme, original e criativo, ao mesmo tempo que louco e ganancioso. Pascal está em uma de suas melhores atuações, senão a melhor. O arco de cenas de seu personagem encaixa na história de Diana e foge do clichê dos vilões com super-poderes.

Enquanto Pascal surpreendeu e entregou o vilão do filme, a Mulher-Leopardo de Kristen Wiig foi um verdadeiro desastre e deixou muito a desejar. Ela é o que podemos considerar como o ponto negativo de Mulher-Maravilha 1984. Barbara Minerva é uma das maiores vilãs dos quadrinhos da Mulher-Maravilha e foi introduzida na história sem o menor propósito. Ela protagoniza uma luta mal desenvolvida e quando finalmente tem a chance de mostrar a que veio, a caracterização da versão felina da personagem é ainda pior. Wiig e Gadot esbanjam química em tela, mas foi só vestirem seus uniformes para tudo ir por água abaixo.

Ainda não chegou o momento em que Kristen irá brilhar como a vilã de Mulher-Maravilha, Quem sabe em um possível terceiro filme tudo se resolva.

  • Reprodução / Warner
  • Reprodução / Warner

O filme segue o mesmo molde do primeiro, trazendo cenas de Gal Gadot, que está deslumbrante como sempre. Ao vestir a armadura dourada de Águia, tradicional da personagem nos quadrinhos, transforma a personagem em uma verdadeira deusa. Ela é o que o cinema e o mundo precisava no quesito heroína, se mostrando a melhor Mulher-Maravilha que vemos desde Lynda Carter. A atriz aparece voando, usando o laço ou simplesmente sorrindo…e em todas as cenas consegue arrancar um sorriso do público.

Patty Jenkins repetiu a fórmula de sucesso do primeiro filme e atingiu um andar mais alto em seu segundo filme. MM84 é simplesmente incrível e a trilha sonora de Hans Zimmer apenas coroa uma produção de altíssima qualidade.

– Como seria o filme solo do Batman com Ben Affleck?

Robert Pattinson estreará em breve o filme “The Batman”. A história tão aguardada contará com vários vilões, e será desconexa do últimos filmes da DC, como Liga da Justiça.

O curioso é: o Exterminador Slade Wilson, que aparece com Lex Luthor ao final de Batman vs Superman, contou que o filme seria outro caso Ben Affleck continuasse no papel.

Para quem gosta de heróis como eu, aqui: https://www.omelete.com.br/dc-comics/batman-joe-manganiello-compara-filme-cancelado-ben-affleck-vidas-em-jogo/

JOE MANGANIELLO DESCREVE PROJETO CANCELADO DO BATMAN

O ator Joe Manganiello revelou maiores detalhes sobre o filme do Batman que seria dirigido e protagonizado por Ben Affleck. Em entrevista ao Yahoo!, o intérprete do vilão Exterminador afirmou que a produção que seguiria o Liga da Justiça de Zack Snyder teria similaridades com Vidas em Jogo, de David Fincher (Clube da Luta):

“Era uma história muito sombria em que o Exterminador era como um tubarão ou um vilão de filme de terror que estava desmantelando a vida de Bruce Wayne de dentro para fora. Era uma coisa sistemática: ele matava todos próximos a Bruce e destruiria sua vida e o faria sofrer porque sentia que ele era responsável por algo que aconteceu a ele”.

Vidas em Jogo conta a história do banqueiro Nicholas Van Orton (Michael Douglas), que por convite de seu irmão, passa a participar de um jogo perigoso que coloca sua vida em risco. De acordo com Manganiello, assim como o longa de 1997, esse filme do Batman era “muito legal, muito sombrio e muito pesado. Estava muito animado para isso”.

Vale lembrar que Ben Affleck viveu o Batman nos filmes Batman vs Superman, Esquadrão Suicida e Liga da Justiça e seria diretor e protagonista de um filme solo do herói até deixar o papel oficialmente em fevereiro de 2019. O ator foi substituído por Robert Pattinson em The Batman, a próxima aventura solo do Cavaleiro das Trevas, que chega aos cinemas em 2022.

Imagem extraída da Internet. Divulgação WB.

– 78 anos de Zé Carioca! O que ele tem a ver com Jundiaí?

Meu personagem favorito do mundo de Walt Disney não é nenhum americano como o Mickey ou o Tio Patinhas. Mas é alguém brasileiro da gema: o mais carioca dos Josés: o Zé Carioca.

Curiosidades:

  • o papagaio só surgiu pois o irmão de Walt Disney, Roy Disney, queria que o irmão criasse um personagem latino para a política da boa vizinhança.
  • quer mais incorreto do que não trabalhar, fazer dívidas e não pagar, dar golpes e fumar charuto? A patrulha do politicamente correto conseguiu que o papagaio não fumasse mais (o que concordo), mas ainda bem que o malandro ainda não despertou a vontade de trabalhar (para isso existe o Zé Paulista, seu primo de SP workaholic), nem pagou a Anacozeca (Associação Nacional dos Cobradores do Zé Carioca), tampouco cortou a Feijoada e a Jaca (coitado do Pedrão…) e muito menos deixou de manipular resultados do Vila Xurupita FC (abra o olho, juizada)! Se tirassem esses defeitos do Zé, perderia a graça… ah, esqueci: ainda bem que continua enrolando a periquita Rosinha e enganando o sogro Rocha Vaz!
  • por fim: na sua estréia no cinema com o Pato Donald e a Carmem Miranda, conhecemos a voz do papagaio, que foi emprestada do jundiaiense José do Patrocínio!

Qual figurino do Zé você prefere: o antigo, de gravata e guarda-chuva, o do final dos anos 80, com camiseta branca e calça azul, ou o mais novo, de boné e bermuda?

Extraído do Estadão (quando do aniversário de 70 anos): http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,setentao-louro-e-carioca,955398,0.htm

SETENTÃO LOURO E CARIOCA

Edição especial comemora sete décadas de malandragem e polêmicas do Zé Carioca

por Jotabê Medeiros

Papagaio! A exemplo de Gilberto Gil, Milton Nascimento, Caetano Veloso, o Zé Carioca tá fazendo 70 anos!

Trata-se de uma data importante para o “carioca way of life“. O personagem Zé Carioca, criado por Walt Disney em 1942, morava na favela. Vivia de pequenos expedientes, golpes em restaurantes de hotéis, diversão de penetra em clubes grã-finos. A periquita Rosinha, sua namorada eternamente enrolada, surgiu nos quadrinhos como uma das mais sexy pin-ups da era pré-Jessica Rabitt.

Zé Carioca não cumprimentava friamente, como os americanos, mas dava abraços “quebra-costelas” nos chegados, como no turista gringo Pato Donald. Nas primeiras tiras, ele era identificado como José (Joe) Carioca. Agora, para celebrar a data, sua história é tema de um especial da Editora Abril, que reedita todas as tiras iniciais produzidas entre 1942 e 1944, além de uma seleção especial de histórias até 1962 recoloridas digitalmente.

Por causa de sua faceta de malandro e inimigo do trabalho, Zé Carioca já foi alvo de campanhas politicamente corretas. “O Zé Carioca é um personagem antiético terrível, com todos os clichês negativos”, disse, em 1999, a autora Denise Gimenez Ramos, professora titular da PUC e coautora da tese Os Animais e a Psique (Palas Athenas, 284 págs.), na qual buscava restabelecer conexões simbólicas entre as pessoas e os bichos – incluindo suas representações ficcionais. “O personagem de Disney nunca trabalha, fica em geral deitado numa rede sonhando em ganhar na loteria – é um arquétipo falso, que perpetua o Macunaíma”, afirmou.

O pioneirismo de Disney com o Zé Carioca sempre foi questionado. Já havia precedentes simultâneos e até anteriores. O cearense Luiz Sá (1907-1980) criou, nos anos 40, um papagaio vestido de gente chamado Faísca, que apareceu muitos anos antes do Zé Carioca. E há a eterna desconfiança que a inspiração de Disney tenha partido de um trabalho do cartunista brasileiro J. Carlos.

Em agosto de 1941, Walt Disney visitou o Brasil (além de alguns outros países da América do Sul), estimulado pelo irmão Roy, como parte do esforço da Política de Boa Vizinhança do governo Franklin Roosevelt, que visava a estreitar as relações dos Estados Unidos com os países latinos.

Para o pesquisador Celbi Vagner Pegoraro, jornalista, pós-graduado em Relações Internacionais e doutorando em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, há muitas inspirações que resultaram no papagaio folgazão de Walt Disney, e não só os desenhos de J. Carlos. “Mas é fato que Walt Disney ficou encantado com a obra do brasileiro”, afirma.

Pegoraro lembra que a saison brasileira de Disney o mostrou menos interessado em eventos diplomáticos e mais em atividades artísticas (foi ao lançamento do filme Fantasia no Rio e em São Paulo), e seu primeiro encontro com J. Carlos ocorreu numa exposição na Associação Brasileira de Imprensa. Na mostra havia obras de diversos brasileiros, mas os desenhos de J. Carlos retratavam a fauna brasileira, incluindo aí o papagaio. Seus traços chamaram tanta atenção que dois fotógrafos da equipe de Disney gastaram muito tempo registrando os quadros. Durante um almoço promovido pelo chanceler Oswaldo Aranha no Palácio do Itamaraty, Disney fez pessoalmente um convite para que J. Carlos trabalhasse em seu estúdio, mas o brasileiro recusou. Foi então que o artista presenteou Disney com um desenho de papagaio.

Após 70 anos, Zé Carioca permanece sendo publicado pela Editora Abril. As revistas aproveitaram o sucesso do personagem nos filmes dos anos 1940 e 1950. Em 1944, ele estrelou o filme Você Já Foi à Bahia?, da Disney (nos quais sua voz não era de um carioca da gema, mas do paulista de Jundiaí José do Patrocínio Oliveira, indicado por Carmen Miranda).

A partir daí, o gibi do Zé Carioca inicialmente alternou números com o Pato Donald até ganhar a própria publicação em janeiro de 1961, época em que cartunistas brasileiros começaram a ter sua chance. “Porém, seu auge ocorreu mesmo nos anos 1970, pelas mãos do gaúcho Renato Canini, que aproximou de forma mais latente o Zé Carioca da realidade brasileira, consolidando sua identidade de malandro”, conta Pegoraro.

Suas aventuras ocorrem na Vila Xurupita, um bairro fictício nos morros do Rio, e o personagem ganha uma série de amigos e parentes, caso do Zé Paulista, um primo louco por trabalho. Desde então, outros artistas brasileiros prosseguiram com o personagem e há um desafio da nova geração, como a do quadrinista Fernando Ventura, de desenvolver o Zé Carioca para uma nova geração. Especialmente agora que o volume 2 terá duas histórias inéditas feitas por brasileiros.

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Imagem extraída da Web.

– Prazeres da vida!

Recordar é viver… há 4 anos:

Vídeo produzido e editado pela Atriz e Diretora de Cinema Mirim… MARININHA, 7 anos.

❤️️🌺💕👍🏻😘🐶!

E o papai babão e coruja fica feliz! Abaixo, “A Menina e a Cachorra“:

– WandaVision e seu primeiro trailer!

Oficialmente, a Disney divulgou o clipe de “Feiticeira Escarlate e Visão” (WandaVision), a série que será um gancho, segundo especulações, para o filme “Dr Estranho 2”.

Muito bem feito, com caracterizações dos heróis em seus modelos antigos nos quadrinhos, supondo que a trama se passe hipoteticamente dentro da cabeça da protagonista, que houvera enlouquecido.

Se tudo isso for confirmado… uau!

Assista em: https://youtu.be/-YNwtAMOjjI

– A Wakanda da vida real será construída no Senegal

Wakanda, a “cidade futurista de Pantera Negra” é ambicionada pelo rapper Akon, que está otimista para um projeto de construção da mesma.

Veja que interessante, extraído de: https://jovempan.com.br/entretenimento/famosos/akon-city-6-bilhoes-dolares.html

‘AKON CITY’: RAPPER VISITA LOCAL EM QUE ‘WAKANDA’ DE US$ 6 BILHÕES SERÁ CONSTRUÍDA

Akon diz que já angariou 1/3 do montante necessário para a construção de sua cidade no Senegal

Akon segue firme e forte em seu plano para construir a “Wakanda da vida real”, uma cidade tecnológica no Senegal nos moldes da retratada no filme “Pantera Negra” e que foi anunciada por ele em 2018. Na segunda-feira (31), o rapper esteve no país com autoridades locais para visitar o local da construção da “Akon City”, na cidade de Mbodienne, há cerca de 100 km da capital Dacar. Segundo ele, US$ 6 bilhões serão necessários para tirar o projeto do papel e, desse montante, o artista afirma que já arrecadou 1/3 com investidores. Akon disse à imprensa que espera receber afro-americanos e demais pessoas vítimas de injustiças raciais na cidade. “Se você vem da América, Europa ou outro lugar em diáspora e quer visitar a África, queremos que o Senegal seja a sua primeira parada”, disse.

Akon nasceu nos Estados Unidos, mas é filho de senegaleses e passou parte de sua infância no país. A iniciativa do rapper foi abraçada com entusiasmo pelas autoridades locais, que celebraram o investimento bilionário do rapper em um momento de incerteza econômica global. A construção da “Akon City” será iniciada em 2021 e, segundo Akon, a primeira fase do projeto deverá levar três anos para ficar pronta. Apesar de citar Wakanda como referência, o artista também disse que inspiração para o design futurista de seu projeto veio de tradicionais escultas africanas.

Rapper, que anunciou projeto em 2018, diz que cidade do filme ‘Pantera Negra’ é inspiração

– Morreu o Pantera Negra. Descanse em paz, Chadwick Boseman (Rei T’Challa).

Chadwick Boseman, o Rei T’Challa do filme “Pantera Negra”, morreu ontem à noite em Los Angeles. Ele sofria há 4 anos de câncer no cólon, mas poucos sabiam. Algumas filmagens de seus trabalhos foram feitas inclusive neste período (tal fato explicaria uma presença menor do seu personagem em histórias da Marvel mais recentes).

O certo é: com todos os recursos econômicos e médicos, Boseman não aguentou a enfermidade. Fica o alerta para que todos nós sempre façamos exames de prevenção a fim de que não sejamos pegos de surpresa.

Descanse em paz, Black Panther!

– A antipatia que tenho por filmes dublados: Batman x Superman e Capitão América são prova disso.

Assisti aos dois filmes de sucesso da DC e da Marvel que tanto sucesso fizeram, mas só dublados. Estou sozinho em casa nesses últimos dias e fiz essa “bobagem”.

Que negação.

O som das músicas é excessivamente alto, bem como o barulho dos estouros. Mas a voz dos atores é extremamente baixa. E dizem que o brasileiro prefere assistir filmes dublados… eu não! Quero som original e legendas.

Resumindo: legendados são bem melhores para mim, pois confesso que não consigo ouvir a fala dos personagens. Claro, respeito a opinião e o gosto de cada um, mas, indo ao cinema e podendo escolher, caio fora dos dublados. Em casa, muitas vezes não tenho a opção.

E como seria o som desses “Cine-drives” que voltam à moda?

– Repost: A cronologia para assistir Vingadores Ultimato e as críticas da Folha de São Paulo.

Há 1 ano, a Folha de São Paulo detonava “Vingadores: Ultimato”. Depois de ter assistido ao filme, você concorda com as críticas? Abaixo, o repost:

A BBC divulgou a exata cronologia dos 20 filmes de heróis da Marvel para os fãs da “Casa de Ideias” assistirem, antes de irem ao cinema para o aguardado novo Vingadores, que encerra a “Saga do Infinito” (abaixo, uma ilustração precisa).

Os críticos do mundo inteiro estão elogiando a produção. O G1, por exemplo, trouxe uma relação de comentários (aqui em: https://g1.globo.com/google/amp/pop-arte/cinema/noticia/2019/04/23/vingadores-ultimato-primeiras-impressoes-dos-criticos-falam-em-final-epico-da-saga.ghtml). Porém, a única critica mundial veio da… Folha de São Paulo! Para ela, Vingadores Ultimato é o filme mais chato de 2019! 

Não acreditou? Pois olhe só o que o avaliador disse em sua avaliação: 

“[Embora tenha ótima trilha sonora], não é o suficiente para considerar o filme apenas ruim. Ele é péssimo mesmo.”

Extraído de : https://www1.folha.uol.com.br/amp/ilustrada/2019/04/vingadores-ultimato-e-o-filme-mais-chato-de-2019.shtml

VINGADORES ULTIMATO É O FILME MAIS CHATO DE 2019 (Cuidado: contém Spoillers!)

Lento e piegas, longa que vem acumulando superlativos não se compara aos três primeiros e desperdiça grandes atores

Por Ivan Finatti 

A segunda parte da história iniciada no ano passado, com “Vingadores: Guerra Infinita”, concorre a vários superlativos. Maior filme do ano. Mais salas no Brasil. Maior número de super-heróis já reunidos. Filme mais chato de 2019.

Isso mesmo. “Vingadores: Ultimato”, que estreia nesta quinta (25), é uma bomba mais poderosa que a manopla que Thanos usou para matar metade da população do universo na primeira parte da história. É piegas. É lento. É escuro. É barulhento.

É preciso dizer que o problema aqui não são os longas da Marvel. Os dois primeiros filmes dos Vingadores, de 2012 e 2015, tinham encanto. Mesmo “Guerra Infinita” (2018), apesar de sofrer um pouco com diversas histórias correndo em paralelo, apresentava um vilão extremamente carismático, angustiado e atormentado, em busca de um genocídio cósmico para satisfazer sua estranha ideologia.

Além disso, “Guerra Infinita” conseguiu impressionar no final, quando morreram Homem-Aranha, Doutor Estranho, Pantera Negra e uma série de outros personagens, deixando os espectadores reféns dessa continuação.

Nada dessa sutileza ou carga dramática está presente em “Ultimato”. Logo no começo de suas três horas de filme, já sabemos como vai se dar a revanche. Se você não quiser spoiler, pule o próximo parágrafo.

Estamos falando de viagem no tempo. Para ressuscitar meio mundo, é preciso que os heróis façam algo antes que os eventos mostrados em “Guerra Infinita” aconteçam.

O blá-blá-blá científico que resulta dessas discussões é risível, no mau sentido. Importante sublinhar isso porque o riso é tema caro na maioria dos filmes da Marvel.

Neste, descamba para o exagero. Após duas horas de um roteiro praticamente sem ação ou lutas, percebemos que estamos diante de uma comédia. Praticamente todos os diálogos querem arrancar gargalhadas do público. Muitos funcionam, outros não.

O público, aliás, é outro personagem de “Ultimato”. Quando Capitão América dá uns tabefes em Thanos, já na terceira e mais movimentada hora, a plateia aplaude e urra. Depois dessa, a cada pequena vitória de nossos heróis será saudada com gemidos de felicidade e bateção de palmas.

Tem gente que acha isso parte da experiência do cinema, uma vivência coletiva. Para outros, é um incômodo.

No caso da exibição para a imprensa nesta terça (23), lotada, foi constrangedor ver e ouvir colegas jornalistas e críticos se darem assim, como se fossem fãs. Talvez porque blogueiros e influenciadores digitais estejam tomando conta da situação —e das sessões de imprensa. Sentado atrás de mim tinha um cara com a manopla de Thanos (de plástico), pelo amor de Deus!

Parece que os diretores Anthony e Joe Russo, além dos roteiristas produtores, consideraram que os Vingadores já eram aposta ganha e pouco se esforçaram neste último título da franquia. Chris Evans (Capitão América) e Robert Downey Jr. (Homem de Ferro) já vinham reclamando há tempos que estavam cheios dos personagens.

Além deles, o que aparece de grande ator em “Ultimato” não está escrito. Scarlett Johansson, Brie Larson, Evangeline Lilly, Bradley Copper (voz do guaxinim), Mark Ruffalo, Jeremy Renner e Gwyneth Paltrow são alguns dos heróis. É um desperdício.

As participações especiais impressionam ainda mais: Robert Redford, Michelle Pfeiffer, Michael Douglas, Tilda Swinton, Natalie Portman, William Hurt, talentos de primeiríssima grandeza. O problema é que a maioria só aparece mesmo, não interpreta nada nessa história de trovões, clarões e explosões sem fim.

Para não dizer que tudo em “Ultimato” é de má qualidade, salvam-se as canções da trilha sonora: “Dear Mr. Fantasy”, do Traffic, abre o filme com categoria. Depois temos The Kinks com “Supersonic Rocket Ship” e Rolling Stones com “Doom and Gloom”. “Hey Lawdy Mama”, do Steppenwolf, fecha o quarteto de boas canções.

Não é o suficiente para considerar o filme apenas ruim. Ele é péssimo mesmo.

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– E a Marvel divulgou o novo trailer de Viúva Negra

Viúva Negra, o filme tão esperado (e cobrado pelos fãs do MCU) da Vingadora de Scarlett Johansson, teve seu trailer divulgado com o Guardião Vermelho e o Treinador aparecendo.

Mais um sucesso de bilheteria, ou com o problema das aglomerações a serem evitadas pelo Coronavírus, a data de estreia poderá mudar? 

Assista em: https://youtu.be/NyxD-2SEUc0

– Batman aprendeu a dirigir no… Rio de Janeiro?

O Batman já esteve no Rio?

Fez um bandido rezar em português, após dirigir o Batmóvel em Copacabana e invadir o Teatro Municipal?

Se acha que tudo isso não faz sentido, esqueça! Batman aprendeu dirigir seu carro nas avenidas cariocas!

Olhe aqui a comprovação, em: https://www.omelete.com.br/dc-comics/batman-dirige-no-rio-de-janeiro-batmovel

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– Os Simpsons esbanjando criatividade no episódio satírico de Vingadores!

Não dá para deixar de aplaudir o bem que a junção da Fox com a Disney (e por tabela com a Marvel) fez ao seriado “The Simpsons”. Toda a liberdade para usar os personagens do grupo foi dada ao mundo de Springfield, e quem agradece é o telespectador.

Se você NÃO QUER saber o que acontecerá na sátira que abusa de Avangers, não leia abaixo.

Extraído de: https://www.omelete.com.br/amp/simpsons/os-simpsons-vingadores-satira

SIMPSONS BRINCA COM FOBIA DE SPOILERS DE VINGADORES

Com participações dos irmãos Russo e do Kevin Feige, episódio especial sobre MCU ensina a Bart que com grandes poderes vem grandes privilégios – quer dizer, responsabilidades

Com grandes poderes vem grandes responsabilidades. A clássica lição do tio Ben ganhou uma nova cara em “Bart the Bad Guy”, episódio do último domingo (1º) de Os Simpsons. Satirizando a influência do MCU na vida dos fãs, a animação trouxe participações mais do que especiais para zoar o heroísmo e a vilania da vida cotidiana por meio dos temidos spoilers.

Depois de 11 meses da estreia de Vindicantes: Guerra de Cristal, a versão da produção de Matt Groening para Vingadores: Guerra Infinita, Bart consegue colocar suas mãos na tão aguardada sequência. Assim como Ultimato, o lançamento revela de uma vez por todas se a vitória Chinnos – um Thanos com muitos, mas muitos queixos, e dublado por ninguém menos que Kevin Feige – é realmente irreversível. Afinal, o longa anterior termina com todos os heróis virando… gelo. Logo, quaisquer notícias sobre a trama são muito valiosas.

É interessante notar que a famosa equipe de heróis aqui é formada por tipos que misturam os personagens da Marvel Comics com outras tantas referências. Ao mesmo tempo que há Homem Magnésio, um claro aceno ao Homem de Ferro de Robert Downey Jr., há também um homem-tubarão que mais parece o Tubarão Rei da DC Comics do que efetivamente um Hulk, e um Pantera Negra com quê de Dr. Facilier, de A Princesa e o Sapo.

Sendo uma das únicas pessoas no mundo que sabe com tanta antecedência como a história acabará, Bart de repente nota que, mais do que simples informações, ele tem nas mãos um verdadeiro poder. Mas, contrariando suas expectativas, sua influência sobre as pessoas não vem da vontade delas de ouvir os spoilers, mas sim de se proteger deles. A simples ameaça de estragar um ou outro detalhe da narrativa é suficiente para que todos façam o que ele bem entende. O dono da loja de quadrinhos entrega as suas action figures. A moça da cantina dá ao menino todo o almoço do dia. Até mesmo o diretor Skinner cede sua peruca com medo de saber o destino do seu personagem preferido. A ambição de Bart sobe tanto a cabeça que ele se transforma em um vilão.

Porém, é óbvio que a Disney, sendo um conglomerado tão poderoso, eventualmente descobriria sobre o garoto que sabia demais. Em um esquema mirabolante, os irmãos Russo – sim, os diretores de Guerra Infinita e Ultimato – criam uma experiência para convencer Bart de que dar spoilers pode ser prejudicial. Mas a dupla não apela para o bom senso do menino – por motivos óbvios, convenhamos. Na realidade, eles o convencem que os eventos dos filmes do universo cinematográfico acontecem em uma dimensão paralela e que os atos de Bart causaram a morte de Airshot, seu herói favorito.

Nessa experiência, Chinnos chega a tentar cortejar o garoto, prometendo os super-poderes que ele quiser caso conte os spoilers. No entanto, Bart é forte e salva os Vindicantes. Quer dizer, até a estreia oficial do filme. Quando os primeiros espectadores assistem ao filme, todos se esquecem do medo e compartilham eles mesmos os spoilers. Qualquer semelhança com a realidade…

A história por si só é muito divertida, principalmente considerando que ela é, no fundo, pouco absurda. Entretanto, são os pequenos detalhes do episódio que efetivamente conquistam o espectador. Para se certificar de que nem Bart, nem sua família descumpriram sua promessa com a Disney, os irmãos Russo plantam uma bomba debaixo da cama do casal de protagonistas. Após a notícia de que tudo correu bem, o explosivo é desarmado, com o comando aparecendo na fonte icônica do estúdio.

Mais uma vez, a acidez de Os Simpsons foi muito bem-vinda – ainda mais quando a série nos coloca para rir de nós mesmos.

– Frozen 2: nossa primeira vez, todos juntos!

Foi a primeira vez da Estelinha em um cinema, aguentando bem os “90 minutos de jogo” e devorando 100% do saquinho de pipoca!

Pudera, Frozen 2 é tão legal quanto o 1, embora, as músicas são bem cansativas (mas são do jeito que as crianças gostam e ficam hipnotizadas)!

O debute de muitas outras vezes retratado abaixo:

– Os dois Papas da Netflix!

Um alento para quem não quer se entristecer com o desrespeitoso filme do grupo Porta dos Fundos, sobre um Jesus Gay e baladeiro que não quer cumprir sua missão no pesudo-humorístico tão polêmico: a estréia de Dois Papas, uma superprodução da própria Netflix que procura mostrar a grandeza do papa Francisco e do papa emérito Bento XVI!

Sobre o nefasto filme de humor citado, as observações feitas aqui: https://wp.me/p4RTuC-orf

Sobre a excelente produção religiosa a estrear, abaixo, extraído de: https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2019/11/01/dois-papas-supera-religiao-com-atuacoes-magistrais-de-jonathan-pryce-e-anthony-hopkins-g1-ja-viu.ghtml

‘DOIS PAPAS’ VAI ALÉM DA RELIGIÃO DE JONATHAN PRYCE E ANTHONY HOPKINS; G1 JÁ VIU

Novo filme do brasileiro Fernando Meirelles não foca no debate sobre Igreja ao colocar veteranos em um encontro fictício dos papas Francisco e Bento XVI.

Por Cesar Soto

É difícil errar ao juntar dois dos maiores atores vivos e colocá-los em um grande e longo debate ao interpretar personagens dos mais notáveis. “Dois Papas”, novo filme do diretor Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”), é prova disso.

Com duas atuações magistrais de Anthony Hopkins e Jonathan Pryce (“A esposa”) nos papéis dos papas Bento XVI e Francisco, a produção vai além do tema religioso ou da discussão sobre a Igreja e se transforma em um dos melhores do ano.

Ao cineasta, que consegue um dos melhores filmes de sua carreira, resta o mérito de reconhecer a força de seus protagonistas e se manter quase invisível durante os encontros dos dois, sem exageros ou afetações desnecessárias.

“Dois Papas” estreia na Netflix no dia 20 de dezembro. Exibições em cinemas brasileiros antes disso ainda não foram confirmadas pela empresa.

Mais do que papas, friends

O roteiro de Anthony McCarten (indicado ao Oscar por “A teoria de tudo”) constrói um encontro fictício entre o então cardeal argentino Jorge Bergoglio e o alemão Joseph Ratzinger, o papa Bento XVI, durante uma das maiores crises recentes da Igreja.

Enquanto a dupla, representantes maiores de duas ideologias opostas dentro da instituição, debate seus pontos de vista conflitantes, o filme aproveita para mostrar o passado do futuro papa.

Com o tempo, a discussão sobre a diferença entre mudanças de ideais e fazer concessões deixa apenas a boca dos personagens e se mostra presente em toda a narrativa, entrelaçada entre as cenas do encontro e os flashbacks da vida do argentino.

Lentamente, é possível (e tocante) testemunhar as mudanças que um provoca no outro, e o desfecho do embate pareceria forçado sem a força e a delicadeza das atuações.

Mais do que isso, a mensagem de encontrar semelhanças nas diferenças ao entender de verdade o outro lado soaria piegas e enfadonha.

Um Oscar para Jonathan

Com o alemão, Hopkins ganha o papel mais complexo e interessante, mesmo que Bergoglio apresente a maior jornada durante o filme.

Dominar e mostrar a complexidade de Ratzinger, personagem pouco carismático e sedento pelo poder, sem transformá-lo em um vilão fácil, é algo que poucos conseguiriam.

O que não significa que Pryce tenha participação menor. Além da óbvia semelhança física com Francisco, destacada por todo mundo desde sua atuação em “Game of thrones”, o ator desaparece no personagem.

Às vezes é possível esquecer que não é mesmo o argentino na tela, tamanho o nível de domínio sobre trejeitos e fala (mesmo sendo fácil perceber que suas falas em espanhol tenham sido dubladas por outra pessoa).

É quase inadmissível que o galês nunca tenha sido indicado ao Oscar. “Dois Papas” é a oportunidade da Academia corrigir esse erro histórico.

O argentino Juan Minujín (em seu primeiro trabalho de destaque em Hollywood) mantém o alto nível imposto por Pryce ao representar a juventude de Bergoglio, e a complexidade de sua relação – e passividade – com a sanguinária ditadura argentina.

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– Frozen II em figurinhas. Coitado do meu bolso…

‪Pobres pais… já está nas bancas o álbum de figurinhas FROZEN II!‬

‪A minha filha de 2 anos enlouqueceu quando viu. E olha que o filme nem começou ainda.

Mais uma “febre” para se enfrentar!

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– O 1o Trailer de “Aves de Rapina”

Depois do sucesso dos heróis da Marvel, a concorrente DC (junto com a Warner Bross) parece estar investindo nos vilões.

Após lançar Coringa, outra surpresa no cinema: para Fevereiro / 2020 está confirmado o filme das “Aves de Rapina”!

O trailer 1, divulgado hoje, em: https://www.youtube.com/watch?v=M2LMRXkAZSY

– Boas Histórias são atemporais: 80 anos de “O Mágico de Oz”.

Dias atrás assisti com minha filha “O Mágico de Oz”, aquele primeiro filme produzido do livro, colorido e com imagem meio “chuviscada”.

Quando a história é boa, torna-se atemporal! E hoje eu soube: não é que esse filme faz 80 anos?

Olha que legal, um achado de quando fez 75 “primaveras”, extraído de: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/historia/37413/hoje+na+historia+1939+-+o+magico+de+oz+estreia+nos+cinemas+do+mundo.shtml

75 ANOS DE VIDA

“O Mágico de Oz”, filme estrelado por Judy Garland, tem sua estreia mundial em Wisconsin, Estados Unidos, no dia 12 de agosto de 1939. No longa, os queridos personagens e a história do famoso livro infantil em que se baseou estavam quase todos transportados para a tela.

Dorothy, uma menina camponesa de Kansas que vivia em uma fazenda com seus tios, é levada junto a seu cachorro por um tornado que ataca a região e aterrissa na Terra de Oz. No impacto, Dorothy cai em cima da Bruxa Má do Leste e acaba matando-a. 
[Poster do filme, de 1939]

Após o acidente, Dorothy é vista como uma heroína, mas o que ela quer é voltar para Kansas. Para isso, precisará da ajuda do Poderoso Mágico de Oz que mora na Cidade das Esmeraldas. No caminho, ela é ameaçada pela Bruxa Má do Oeste, que culpa Dorothy pela morte de sua irmã, e encontrará três companheiros: um Espantalho que quer ter um cérebro, um Homem de Lata que anseia por um coração e um Leão covarde que precisa de coragem.

Publicado originalmente em 1900, “O Maravilhoso Mágico de Oz”, do escritor Frank Baum, foi adaptado inúmeras vezes para o palco e a tela, servindo como tema musical antes ainda de 1939. Contudo, foi a adaptação feita na película rodada naquele ano que guindou a obra de Baum a um lugar permanente não somente na história do cinema como também na história da música.

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– Há 5 anos, o Suicídio do grande Robbin Willians

Ele era um magnífico ator, mas foi vencido pela cocaína. Que pena… já faz 5 anos!

Recordando a postagem daqui mesmo do blog:

MORRE ROBBIN WILLIANS

Robbin Willians morreu, com apenas 63 anos. O ator famoso de tantos filmes (Uma Babá Quase Perfeita, o Homem Bicentenário, Candidato Aloprado, Patch Adams, Gênio Indomável, Sociedade dos Poetas Mortos, entre tantos outros) foi encontrado morto por asfixia. Depressivo, crê-se que tenha cometido suicídio.

Willians foi o melhor amigo do “eterno Superman” Christopher Reeve. Lembro-me que, quando Reeve se acidentou de cavalo e ficou paralítico, Willians esteve sempre presente; e ao falecer, cuidou do seu filho.

Carismático; mas lembro-me de uma “bola fora dele”, ao criticar a escolha do Rio de Janeiro para a sede das Olimpíadas de 2016 (concorrendo com a americana Chicago).

No Programa “Late Show with David Letterman”, fez a seguinte piada infeliz:

“Eu espero que a Oprah não tenha ficado chateada por ter perdido as Olimpíadas, sabe? Chicago mandou a Oprah e a Michelle Obama [aos membros do Comitie Olímpico]. O Brasil mandou 50 strippers e meio quilo de pó. Não foi justo”.

Lembrando ainda: Robbin Willians sofreu e confessou publicamente os problemas em abandonar a dependência de Cocaína na juventude, declarando arrependimento e aconselhando as pessoas a não usarem drogas.

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– A Marvel e as novidades na San Diego Comic-Con

Quando o estrategista é bom, os lucros permanecem. E isso se faz uma grande verdade para a Marvel e seus gestores.

Desde quando a Disney comprou a chamada “Casa de Ideias”, turbinou com gente de ótima competência a empresa. E depois dos arrasa-quarteirões dos filmes da chamada MCU fase 3 – como Vingadores Ultimato (que passou a ser desde sábado a maior bilheteria da história do cinema), se viu que é difícil manter a alta performance a todo tempo. Dessa forma, manter a sinergia entre as suas produções é uma forma de “segurar o admirador”. 

Trocando em miúdos: para se entender o universo dos super-heróis, terá que se assistir os filmes e… as séries!

Sim, na feira americana em que ocorreu o grande encontro de séries e cinema San Diego Comic-con, a Marvel divulgou seus novos produtos: seriados e filmes que se amarrarão, todos interligando-se em algum momento.

Vamos lá: na fase 4 do MCU, teremos como séries:

  • Loki (falando sobre o que aconteceu depois que ele roubou o Tesseract no momento em que Homem de Ferro, Capitão América e Homem Formiga voltaram ao passado).
  • WandaVision (onde a Feiticeira Escarlate viverá aventuras e delas terá uma repercussão que aparecerem no novo filme do Dr Estranho).
  • Hawkeye (oportuna série em que o Gavião Arqueiro deverá preparar o surgimento da Gaviã Arqueira).
  • What If? (histórias animadas que mostrarão quais seriam os rumos dos personagens se eles tomassem outras decisões).
  • Falcão e Soldado Invernal (o título já diz tudo e os atores, não só dessa série, mas também das outras, serão os mesmos.

Nesta mesma fase, teremos os filmes:

  • Viúva Negra (onde a história contará com a irmã da protagonista e na qual quem assistiu os filmes dos Vingadores poderá, enfim, saber “o que aconteceu em Budapeste”, tão lembrado algumas vezes).
  • Blade (o filme do Caçador de Vampiros).
  • Dr Estranho 2 (onde se falará em Multiversos e acontecimentos do seriado WandaVision).
  • Eternos (a nova saga de heróis cósmicos, que talvez seja a “joia da coroa nesta fase”).
  • Shang-Chi (o herói chinês, mestre das artes marciais e filho de Fu Manchu, o vilão pseudo-filantropo).
  • Thor 4 – Love and Thunder (onde Jane Foster se tornará a Thor feminina).

E aí virá a pergunta: e os outros filmes solos tão badalados? O próprio presidente da Marvel, Kevin Feige, anunciou que na fase 5 do MCU teremos:

  • Pantera Negra 2.
  • Capitã Marvel 2.
  • Guardiões da Galáxia 3 (e Gamora está viva, na versão de 2014, em 2023, onde se passa a sequência dos filmes).
  • Quarteto Fantástico.
  • X-Men (ele deu a entender que são “os mutantes que ele não falaria ontem” por falta de tempo).
  • Outras novidades não divulgadas pela distância da época.

Pense: se você gosta de heróis, estará se auto-obrigando a assinar o streaming Disney+, o concorrente da Netflix, onde passarão os seriados citados com exclusividade. Inteligentes, não?

E para quem gosta do Superman e do Batman como eu, e espera o filme do Flash e uma Liga da Justiça com mais heróis, falará o que diante da DC parecer tão tímida em relação à concorrente?

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– Mundo ensandecido, parte 1: Doar sangue por meio ingresso do Cinema?

Parece piada de mau gosto, mas o Senado aprovou a discussão: a cada 3 doações de sangue no ano, você poderá pagar uma meia entrada no cinema!

É sério?

Doar sangue é ato de cidadania, deve ser ensinada tal prática nas escolas, pois é civilidade! “Comprar” a doação com esse “incentivo” (aliás, quem pagará esse subsídio, o dinheiro dos nossos impostos?) é ridículo. A propósito, hoje há tantos programas de pontos, rewards, milhas, etc, que qualquer um consegue pagar meia no cinema”!

O mundo está de pernas para o alto. A que ponto chegamos. Daqui a pouco, ofereceremos chicletes a quem usar a palavra “por favor” por 15 vezes na semana e pipoca para quem disser “obrigado” por 30 dias consecutivos.

Quando fazer o bem for algo natural e não uma atitude que precisa de incentivo, talvez as coisas estejam em seu lugar.

– A Pequena Sereia, da Disney, será negra. Virão os críticos ou não?

A Disney escolheu Halle Bailey, uma talentosa e jovem atriz para ser a Ariel, a princesinha dos mares das histórias de “A Pequena Sereia“, a fim de fazer seu filme live action.

O detalhe que levará às polêmicas: ao invés de “branquela ruivinha” como a personagem é, a sereia será negra!

Por mim, entendo perfeitamente a questão da diversidade e oportunidade a todos. Mas fatalmente questionarão: por quê não ser fiel às caraterísticas da sereia do desenho?

Abaixo, extraído de: https://www.omelete.com.br/filmes/conheca-halle-bailey-a-nova-pequena-sereia-da-disney

CONHEÇA HALLE BAILEY, A NOVA PEQUENA SEREIA DA DISNEY

Atriz é mais conhecida por seu trabalho musical em Chloe X Halle

Ontem a Disney anunciou a atriz escolhida para viver Ariel no live-action de A Pequena Sereia, Halle Bailey. A cantora e atriz nascida em 2000 em Atlanta, Geórgia, apesar de desconhecida por muitos, não é uma estranha ao mundo das telas, mas é mais associada ao mundo da música por fazer parte da aclamada dupla de R&B, Chloe X Halle.

Halle e sua irmã tem uma carreira mais que consolidada na música, e foram descobertas por vídeos no YouTube por ninguém menos que Beyoncé, que se impressionou com o cover de “Pretty Hurts” feito pelas duas. Em 2013, elas foram contatadas pela Parkwood Entertainment, gravadora fundada pela cantora, e se tornaram as primeiras artistas a assinarem contrato com a empresa. Em uma de suas primeiras grandes aparições, Chloe e Halle podem ser vistas no álbum visual de Beyoncé, Lemonade.

O papel de Halle em A Pequena Sereia será a sua estreia em uma grande produção cinema, mas a atriz tem um papel recorrente em Grown-ish ao lado da irmã. Na produção, as duas interpretam irmãs gêmeas, apesar de na vida real Halle ter dois anos a menos que a irmã. Atualmente com 19 anos, Halle também já apareceu em As Férias da Minha Vida, além das séries Austin & Ally e House of Payne. Confira uma cena de Halle Bailey ao lado da irmã em Grown-ish:

O diretor do novo live-action da Disney, Rob Marshall, deixou bem claro o motivo por trás da escolha do nome para viver Ariel [via Variety]: “Depois de uma longa busca, ficou abundantemente claro que Halle tem aquela rara combinação de espírito, coração, juventude, inocência e substância – além de uma voz gloriosa – todas qualidades intrínsecas necessárias para atuar neste papel icônico”, ele disse em declaração oficial. Julgando por seu papel em Grown-ish e sua já aclamada carreira, é bem provável que ele esteja certo.

Mesmo assim, desde o anúncio, a atriz já sofreu as reações negativas que criticam sua etnia, diferente da princesa original da Disney, mas Chloe X Halle estão acostumadas a se provar para o mundo. Em março de 2018, pouco depois do lançamento de seu primeiro álbum, Halle foi questionada pela Vulture sobre a vontade do grupo de controlar sua narrativa, ao invés de deixar a direção artística nas mãos de agentes e empresários. Sua resposta definitivamente vale para o momento atual: “Sempre existiu uma subestimação, e sempre haverá, porque parecemos estas meninas pequenas, jovens (…) Para nós, é divertido nos colocar a prova. Quando a gente chuta a porta e ela abre, é engraçado ver a reação das pessoas. Elas entendem que nós conseguimos fazer as coisas”.

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– O gênio Maurício de Sousa, o sucesso da Turma da Mônica e os preparativos para a sucessão na empresa.

Tive uma oportunidade de bater-papo despretensiosamente com Maurício de Sousa. Encontrei-o na fila de espera do seu carro num hospital, e eu estando acompanhado da minha filha mais velha Marina (o mesmo nome da personagem criativa dele), foi super atencioso e simpático.

Pois bem: às vésperas do filme “Laços”, onde os personagens serão de carne e osso, a Revista Superinteressante trouxe uma matéria bacanérrima sobre seu grupo de entretenimento e os preparativos para a sucessão de Maurício.

Vale a pena a leitura, para administradores, empreendedores e apaixonados por quadrinhos!

Abaixo, em: https://super.abril.com.br/especiais/o-plano-realmente-infalivel-de-mauricio-de-sousa/

O PLANO REALMENTE INFALÍVEL DE MAURICIO DE SOUSA

Ele criou um dos maiores impérios de quadrinhos do mundo. Agora, prepara a Turma da Mônica para crescer sem ele.

Aos 83 anos, Mauricio de Sousa ainda vai trabalhar todos os dias no estúdio. O desenhista veterano divide as energias entre seus dez filhos – muitos dos quais trabalham com ele – e seus mais de 400 personagens. Hoje, sua Turma da Mônica é uma espécie de patrimônio nacional. Nos 60 anos desde a fundação da Mauricio de Sousa Produções, seus produtos ajudaram a alfabetizar algumas gerações de brasileiros – e ergueram um império que vendeu mais de 1 bilhão de gibis.

Mas o mundo mudou desde que Mauricio publicou sua primeira tirinha no jornal, claro. A quantidade de pessoas que ainda compram jornais e revistas em papel diminui exponencialmente. As crianças, seu principal público, hoje já nascem com tablets na mão e parecem cada vez mais distantes dos gibis. A sociedade ficou muito mais alerta com os conteúdos voltados para os pequenos – hoje é difícil encontrar pais a fim de que seus filhos tenham como exemplos crianças que não tomam banho ou batem no coleguinha.

Sem falar que todo esse império foi construído a partir e por meio de uma só pessoa: o próprio Mauricio de Sousa. Ele criou a turminha sozinho, mesclando lembranças da infância com exemplos que via dentro de casa, de seus próprios filhos. Começou a empresa – a antiga “Bidulândia” – em uma salinha na Folha de S.Paulo. Mais do que isso. Foi da cabeça dele que surgiram todas as ideias de expandir a marca – de licenciar embalagens de tomate até erguer um parque temático. Mas existe um limite para Mauricio de Sousa – e ele é biológico.

O futuro chegou para a Mauricio de Sousa Produções. Chegou para o seu fundador. E eles poderiam ter ficado no passado, mas não ficaram. Entenda por quê.

Do interior para o mundo

Começou quando “Mauricinho” tinha 11 anos e morava em Mogi das Cruzes, SP. O garoto, que aprendeu a ler com gibis, perguntou ao pai se dava para viver só de fazer desenho. Seu velho também era artista – poeta, repentista, músico. Seu Antonio de Sousa tentou carreira em todas essas áreas, mas nada deu certo. Para sustentar a família, acabou fundando um barbearia. “Quando falei que queria seguir uma carreira artística, meu pai me deu um conselho duro para me alertar, avisar que eu ia ter problemas como ele teve: estude, desenhe… mas sempre administre o seu negócio”, conta Mauricio.Aos 14 anos, ilustrando informes publicitários, Mauricio já pagava o aluguel da casa em que morava com os pais. Quando fez uma ilustração para o suplemento esportivo do único jornal da cidade, veio seu grande insight: trabalhar em jornais poderia ser seu futuro. Fazia sentido: as propagandas com que trabalhava eram esporádicas. Já jornais diários exigiam desenhos variados a cada edição – a oportunidade ideal para quem queria viver daquilo.

Com isso em mente, já com 19 anos e morando em São Paulo, em 1954, Mauricio pegou seus desenhos e foi até a Folha da Manhã – publicação principal do que hoje é a Folha de S. Paulo. “Vim atrás de uma oportunidade como desenhista!”. O diretor de arte do jornal olhou a pasta com os trabalhos e foi categórico: “Desista”.

Pesou. Mauricio saiu do encontro desolado. Ainda nos corredores da Folha, a tristeza do menino chamou a atenção de um repórter, Mário Cartaxo. Ele quis saber o que um menino quase aos prantos estava fazendo ali.

Mauricio saiu desse papo com um emprego – de copidesque, uma espécie de revisor dos textos da redação. Mas poderia ter sido de qualquer outra coisa. O conselho de Mário era justamente esse: que o rapaz aceitasse qualquer oportunidade, e fosse tentando se aproximar dos desenhos a partir dali.

Pouco depois, Mauricio virou repórter policial da Folha. Depois de ilustrar várias matérias para o jornal (incluindo as cenas de crimes sobre os quais escrevia), foi só em 18 de julho de 1959 que ele chegou mais perto daquilo que realmente queria. Ganhou a chance de publicar sua primeira tira, na Folha da Tarde.

Não nascia, ainda, a baixinha de vestidinho vermelho. O primeiro protagonista de Mauricio foi Bidu, um schnauzer cinza – nem azul ele era ainda. O dono do cãozinho, Franjinha, também estava lá, mas como coadjuvante. A tira marcou a estreia oficial do jovem desenhista no mercado de quadrinhos.

O impacto da Mônica

Depois de Bidu e Franjinha, o leque de personagens cresceu, com Horácio, Piteco, Titi e Jeremias. Em 1960, nascia o Cebolinha, inspirado em um galotinho da infância de Mauricio, em Mogi das Cruzes, que também trocava as letras.

O primeiro problema? Seus personagens eram todos homens – à exceção de Maria Cebolinha, que era apenas um bebê. Pegou mal. Um dos seus colegas na Folha chegou a dizer: “Você parece misógino…”. Mauricio foi procurar no dicionário o que a palavra significava. Não gostou do que leu.

E encontrou a solução dentro de casa: Mônica, uma de suas filhas. Nos quadrinhos, a menina se tornaria a nêmesis baixinha, gorducha e dentuça do Cebolinha. E ela chegou se impondo: “A Mônica é uma menina que, já naquela época, nasceu empoderada. Nos anos 1960, as mulheres queriam alguém que as representasse, que comandasse e reagisse. A Mônica virou a dona da rua a pedido dos próprios leitores.” É o que diz a própria… Mônica. A de carne e osso. Mônica Spada e Sousa é, hoje, diretora executiva da MSP.

Com a Mônica, as tirinhas viraram gibi para valer. A primeira revista da baixinha surgiu em 1970. Com uma tiragem de 200 mil exemplares, era o maior número de impressões para um personagem nacional.

-(Victor Kahn/Superinteressante)

Nessa época, além do gibi, Mauricio produzia tirinhas para diversos jornais. Foi ali que o desenhista percebeu que não daria conta sozinho. Começou a contratar auxiliares para fazer as etapas mais braçais do trabalho, como a finalização (veja mais abaixo). “Naquela época, não havia mão de obra especializada. Eu tinha que contratar e praticamente ‘segurar na mão’ para explicar o estilo e o traço que queria. Criei, aos poucos, uma equipe que realmente conseguisse me ajudar.”

Ele se lembra claramente da primeira vez em que outra pessoa escreveu um roteiro da turminha: “Detestei! Eu percebi que o Dudu (Alberto Djinishian) tinha jeito. Não era exatamente a mesma coisa que eu, mas tinha jeito”. Mas, então, qual foi o problema? “Não gostei do ritmo da história. Tive que puxar, explicar. Depois ele acabou sendo o primeiro a me auxiliar na parte de roteiro. Mas era algo que não queria largar de jeito nenhum.”

Conforme os personagens ganhavam visibilidade, veio o merchandising. O primeiro contrato foi com a Cica, marca de alimentos, ainda em 1970 – a primeira a levar a turminha para a TV, em uma propaganda de molho de tomate. O acordo existe até hoje – é um dos contratos mais longos de merchandising em vigência no mundo.

Mesmo com o sucesso todo, Mauricio não esqueceu o conselho do pai. Criou regras duras para proteger seus personagens – e seu público: “Um personagem não pode aparecer com uma lata de extrato de tomate na mão, ou com outro produto qualquer”, explica. “Eles podem aparecer na embalagem de qualquer licenciado, mas nem ali eles estarão usando os produtos. Isso seria avançar o sinal. Nunca tivemos propagandas que pudessem ser consideradas subliminares ou abusivas.”

À medida que a Mônica e seu universo cresciam, Mauricio foi obrigado a delegar cada vez mais funções. Foi o primeiro indício de que a turma estava crescendo mais rápido do que o seu criador planejou inicialmente.

E como cresceu. No auge, em 1987, a turma da Mônica vendia 5 milhões de revistinhas mensais. As únicas publicações que competiam com as de Mauricio eram as da Disney. Hoje, quase não há mais concorrência: a turminha ocupa cerca de 80% do mercado nacional de quadrinhos. Os números atuais, porém, a MSP – e a Panini, que publica os quadrinhos – não divulgam.

Limoeiro 2.0

Mauricio continua sendo um presidente ativo – mas já divide mais funções essenciais dentro da MSP do que o Mauricio do passado gostaria. O desenhista não gosta de ser chamado de centralizador: “Isso aí é palavrão!”. Ele, no entanto, admite que é ciumento. Por muitos anos, mesmo tendo pessoas contratadas para checar e aprovar cada uma das historinhas, ele ainda olhava, um a um, todos os roteiros que saíam da Mauricio de Sousa Produções. Mas isso teve que ficar para trás. Ciúmes à parte, hoje Mauricio está passando seu legado.

O primeiro pilar dessa nova MSP é a própria Mônica – a de carne e osso. Ela é a responsável, principalmente, por dois setores: comunicação com o público e internacionalização da marca.

Durante muito tempo, a MSP não falava com o público diretamente. A Turma da Mônica tinha um site simples, e só respondia mensagens de fãs nos gibis. Mas o público pedia mais. E ter um site e uma equipe digital terceirizada não era suficiente. Hoje, 12 pessoas na MSP trabalham exclusivamente com internet e redes sociais, em português e em inglês – sob o comando de Marcos Saraiva, filho da Mônica.

Falando em exterior, a aventura internacional da MSP começou, lá atrás, nas décadas de 1970 e 1980, quando os gibis começaram a ser distribuídos em outros países. Até hoje, a turminha já foi traduzida para cerca de cem idiomas.

Hoje, a coisa vai bem além de traduzir histórias em quadrinhos. Um dos maiores trunfos da MSP hoje é o Mônica Toy, que funciona em qualquer idioma da galáxia. São esquetes sem falas, só efeitos sonoros, com apenas 30 segundos e feitos para o YouTube. Seu maior público vem dos EUA e da Rússia. Hoje, eles acumulam mais de 11 milhões de inscritos no YouTube e quase 10 bilhões de visualizações.

A última invenção que Mônica Spada encabeçou, porém, tinha um propósito bem diferente: o #DonasDaRua é um projeto que busca valorizar figuras históricas femininas importantes, para servir de inspiração às pequenas leitoras do mesmo jeito que a Mônica, a personagem, faz há mais de cinco décadas.

“Fiquei horrorizada ao descobrir pesquisas que dizem que meninas, até seis anos, se acham parecidas com meninos; mas, depois disso, começam a achar que são menos do que eles”, conta a diretora. “Entendi que era nosso dever fazer alguma coisa. Acredito que temos essa obrigação em função de nossa história, já que o Maurício de Sousa criou meninas fortes em 1960.”

O #DonasdaRua, além de reforçar o papel de personagens femininas importantes para a história, organiza campanhas publicitárias, exposições de arte e palestras em escolas que trabalham a questão da igualdade entre os sexos, e estimulam meninas desde pequenas a ampliar seus horizontes.

Ares diversos

Mauro Sousa, um dos filhos mais novos de Mauricio (e alterego do personagem Nimbus), também trabalha na MSP – buscando trazer à Turma da Mônica para a vida real. Ele fundou a MSP Ao Vivo, o braço da empresa que cuida, atualmente, do Parque da Mônica.

O parque original nasceu em 1992, no Shopping Eldorado, em São Paulo, por iniciativa de Mauricio. Mas uma mistura de erros de administração e da enorme estrutura necessária para abarcar os brinquedos e os shows com personagens acabaram tornando o empreendimento inviável. Em 2010, o Parque da Mônica fechou.

No mesmo ano, Mauro Sousa entrou em cena na empresa, e resolveu tentar de novo. Só foi conseguir reabrir o parque em 2015 – dessa vez em outro shopping paulista, o SP Market – mas deu certo: o parque, reinaugurado em 2015, atrai cerca de 600 mil visitantes ao mês.

A ideia de Mauro, porém, era transformar a MSP numa empresa de espetáculos. Ele – que é ator, músico e mágico (como o Nimbus nos quadrinhos) – começou a promover shows e peças teatrais com a Turma da Mônica ao redor do Brasil… e do mundo. O Japão, os Emirados Árabes e a própria Disney já receberam apresentações originais organizados por ele, com os personagens de Mauricio.

Agora, a coisa cresceu – Mauro está nos preparos finais de uma turnê com mais de 80 apresentações, criada justamente para comemorar o aniversário de 60 anos da MSP.

O show, chamado Brasilis, quer ser um espetáculo circense futurista – a inspiração principal, claro, é o Cirque du soleil. Só que um Cirque du soleil com Mônica, Magali, Cebolinha, Cascão, Chico Bento… E, falando em Chico Bento, o enredo é todo narrado pela avó do ele, a Dona Dita. O tema são as origens do Brasil vistas pelo olhar da diversidade… Que, antes de ser a palavra da vez, já era um dos temas chave dos gibis da Turma da Mônica.

Nas historinhas, há representantes para todas as etnias e particularidades: índios, negros, brancos, asiáticos, cegos, cadeirantes, crianças com síndrome de down e autismo. A lacuna mais recente a ser preenchida no “panteão” da diversidade mauricística foi em 2019, quando estreou a personagem Milena, primeira menina negra a fazer parte dos gibis da turminha.

-(Victor Kahn/Superinteressante)
Fluxo do Gibi
1A) ROTEIRO
Os roteiristas produzem um esboço completo: distribuição de quadrinhos, cenários, atitudes dos personagens, expressões e, claro, o texto. O desenho pode ser simples.1B) ANIMAÇÃO
As animações da turminha clássica e as da Mônica Toy são feitas aqui, por cerca de 13 animadores. As falas e os sons das primeiras são gravados no estúdio. Já a Toy tem toda sua sonoplastia feita pelo diretor artístico José Márcio Nicolosi.

2) DESENHO
Com o roteiro pronto, o desenhista faz os personagens no padrão e enriquece a cena com elementos gráficos. Hoje, eles podem fazer isso digitalmente ou à mão.

3) ARTE FINAL
Após aprovação da diretoria de arte, a arte final cuida do acabamento dos traços: noções de profundidade e movimento são conseguidas apenas usando traços mais finos ou mais grossos no contorno dos personagens.

4) LETRAS
Depois de postos os balões, as falas são escritas na “fonte Mauricio”. Ela imita a letra do próprio criador, e o processo de colocá-las só se tornou 100% digital em 2007.

5A) CORES
As cores são todas aplicadas digitalmente. Existem cores pré-definidas para roupas, tons de pele, fundos. Mas os coloristas podem inovar quando se trata de desenhos novos.

5B) RETÍCULAS
Os últimos detalhes da TMJ são feitos com a técnica da retícula – um processo que, basicamente, decompõe cores em pontos. Com ela, é possível fazer profundidade, texturas, sombras e brilhos apenas decompondo o preto – sem usar outras cores.

Atualmente, 25 roteiristas bolam as aventuras que chegam às revistinhas. Eles costumavam trabalhar reunidos em uma sala na MSP – até o dia em que Mauricio começou a se incomodar. O desenhista percebeu que as histórias estavam parecidas demais. Segundo ele, porque todos os roteiristas tinham vidas e realidades muito semelhantes. Solução: mandou eles para casa – para casas ao redor de todo o País. Há 20 anos, roteiristas de norte a sul trazem referências e vivências diferentes para as histórias, livres para desenhar os personagens que quiserem, e até para criar novos antagonistas ou dar maior destaque para figuras secundárias.

A liberdade é grande, desde que tudo passe pelo crivo de uma pessoa – que não é mais o Mauricio. É Marina, uma das cinco irmãs de Mônica. Nos quadrinhos, a personagem inspirada nela é desenhista. Na vida real, a filha que herdou os dotes artísticos de Mauricio acaba não desenhando. Ela é diretora de conteúdo da MSP, e coordena todos os gibis, livros e animações criadas lá dentro. “Analiso o ritmo, o layout e, principalmente, a ideia de um rascunho antes de ele virar quadrinho. Vejo se a mensagem faz sentido e se está no perfil dos personagens”, conta.

Mauricio garante que essa carta branca ele só deu para a filha. “Ela trabalha do meu lado há mais de 30 anos. Ela desenha como eu – alguns personagens, ela desenha melhor do que eu.”

Novos quadrinhos

A MSP produz 1.200 páginas originais por mês, além de versões em inglês e espanhol. Hoje, os gibis são comercializados em 30 países. Mas, mesmo com personagens sólidos, desenvolvidos por décadas, Mauricio percebeu o óbvio: que seu público estava largando os gibis cada vez mais cedo.

Não só porque o mercado de papel estava diminuindo, mas também porque os leitores estavam crescendo e migrando para aventuras mais elaboradas, como os mangás. Era preciso cativar esse público. Havia chegado a hora da turminha crescer.

A MSP, então, lançou sua primeira linha editorial inédita em 50 anos, com personagens praticamente novos. Afinal, pessoinhas de 7 anos não são iguais aos 15 anos. Novas personalidades precisaram ser desenvolvidas para cada um dos personagens clássicos. Nascia a Turma da Mônica Jovem (TMJ) que, lançada em 2008, hoje vende mais que a Turma da Mônica original.

-(Yasmin Ayumi e Victor Kahn/Superinteressante)

Mas dava para ir além. Entra aqui Sidney Gusman – o Sidão. Jornalista especializado em HQ, exímio conhecedor do mercado mundial de quadrinhos, ele entrou na MSP para pensar em projetos especiais. Sua obra-prima surgiu em 2009, ano em que a empresa comemorava 50 anos. Sidão convidou a nata dos quadrinistas brasileiros – nomes como Ziraldo, Laerte e Angeli – para criar releituras dos personagens clássicos de Mauricio de Sousa, e histórias inéditas. O especial, chamado “MSP 50”, foi um sucesso absoluto – que rendeu mais duas sequências oficiais. “Nerd adora trilogias!”, diz o editor.

Enquanto ainda eram lançados os especiais, Sidão teve outra ideia: lançar graphic novels. Narrativas longas e voltadas ao público jovem-adulto são febre fora do País, mas não havia nada grande nesse modelo no Brasil.

Mauricio titubeou. Sidão teve que tranquilizar o chefe: “Mauricio, todo mundo vai ter que jogar sob as suas regras”. Mauricio refletiu, e perguntou: “Sidney, você promete que vai cuidar bem dos meus filhos?”. O editor foi categórico: “Como se fossem meus!”.

Em 2012, estreava Astronauta Magnetar, de Danilo Beyruth, a primeira de uma série de graphics que já conta com 22 números. Gente que conheceu a Mônica na infância voltou a ler HQs. E o projeto impulsionou diversos artistas nacionais.

Hoje, Sidão é uma espécie de “pai” das graphics, que já contam com releituras de Chico Bento, Papa-Capim, Piteco, Louco, Turma da Mata e Capitão Feio – só para começar. As histórias, conforme a intenção do seu “pai biológico”, já nasceram exportáveis: o Astronauta de Danilo Beyruth está sendo adaptado pela HBO e vai virar série. A graphic Laços, dos irmãos Victor e Lu Cafaggi, é a inspiração para o primeiro filme com atores de carne e osso da Turma da Mônica – e estreia neste mês de junho.

O segredo do plano

Depois de tudo isso, resta a pergunta: o que torna a turminha tão relevante há tantos anos? “Não sei explicar… Só sei que funciona mundialmente. O Stan Lee me disse isso uma vez. O Tezuka me falou ‘continua desse jeito, não muda nada.’ O Will Eisner se perguntou ‘por que é que eu não inventei isso?’”*, conta Mauricio.

Talvez o segredo esteja no DNA dos personagens. Eles falam sobre a vida cotidiana, tão próxima quanto possível de uma infância real. O Limoeiro não é o mundo maravilhoso de Disney. O verdadeiro palco da turminha sempre foi o campinho de futebol, a padaria, etc. As intriguinhas, rivalidades e birras de qualquer grupo de crianças reais são a viga de sustentação das histórias.

Apesar de tudo isso, com o passar dos anos, a conduta de alguns dos personagens precisou mudar. Alguns dos ajustes foram capitaneadas por Mônica (a de carne e osso). “Fizemos uma parceria com a ONU Mulheres que nos fez questionar coisas que pareciam banais, tipo ‘Por que todas mães dos personagens usam avental?’ ‘Por que o Cebolinha chega em casa e a mãe que sempre está cozinhando? Aliás, por que só a mãe cozinha?’”.

Nas histórias de hoje, o Seu Cebola também faz o jantar. As mães não usa mais avental. Fora as outras mudanças, que você vê no box abaixo:

-(Victor Kahn/Superinteressante)
Mudança de planos
1) PALAVREADO
Os leitores mais vintage se lembram dos personagens da turminha xingando uns aos outros por meio de símbolos como esses. Mesmo bem abstratas, ofensas assim não aparecem mais nas histórias.
2) COELHADASO Cebolinha ainda zoa a Mônica, mas, agora, ao final da historinha, ele tem que perceber que sua atitude estava errada. Algumas palavras também foram banidas de seu vocabulário – xingamentos gordofóbicos ficaram para trás.

3) XINGAMENTOS
A Mônica ainda bate no Cebolinha – mas agora é ela quem tem de notar que essa não é a melhor solução. Além disso, nenhum dos meninos aparece mais todo arrebentado, nem com o olho roxo.

4) SEM PIXO
Cebolinha não faz mais suas “artes” no muro: ele desenha em um cartaz e vola na parede.

5) SUNGUINHA
Foi-se o tempo em que Chico Bento podia nadar pelado no riacho da Vila da Abobrinha. A ideia é não mostrar nudez infantil. Hoje, Chico veste um calção de banho na hora de se refrescar.

6) DESARMADO
Essa também é das antigas. Nhô Lau, vizinho de Chico Bento, ficava muito bravo quando o garoto invadia seu sítio para roubar goiabas. Por isso, costumava perseguir Chico com uma espingarda de sal. Hoje, lógico, menções a esse tipo de violência estão fora dos gibis.

Mauricio leva essas “correções” a sério: “Temos que respeitar o que está sendo entendido como hábito ou costume de um tempo. Devemos isso a quem nos acompanha há muito anos – aos filhos dos primeiros leitores, aos seus netos e, daqui a pouco, a seus bisnetos.”

Hoje, o bairro do Limoeiro está espalhado em gibis, mangás, graphic novels, livros, desenhos animados, parques, games, aplicativos, filmes, peças de teatro, esquetes no youtube, memes na internet e alguns milhares de produtos licenciados (inclusive as clássicas maçãs e latas de extrato de tomate).

E o que Mauricio pensa de tudo isso? “Acho que os meus sucessores vão ter uma boa brincadeira para conduzir nas próximas centenas de anos”.

MSP 60

-(Divulgação/Reprodução)

*Stan Lee (1922-2018), quadrinista histórico da Marvel, criou personagens como Homem-Aranha e os X-Men; Osamu Tezuka (1928-1989), considerado “o pai do mangá” no Japão; Will Eisner (1917-2005), lenda dos quadrinhos, empresta seu nome ao “Oscar” das HQs, o “Eisner Awards”.

– E teremos um 5o filme de Indiana Jones!

UAU!

Para apaixonados cinéfilos como eu, parecia ilusão ter lido que teríamos um Indiana Jones 4. E teve. Agora, o próprio Harrison Ford avisa que voltará num 5o filme!

Qual será o roteiro?

Já posso ir para a fila do cinema?

Extraído de: https://www.omelete.com.br/filmes/indiana-jones-5-comecara-filmagens-na-proxima-semana-diz-harrison-ford

INDIANA JONES 5 COMEÇARÁ FILMAGENS NA PRÓXIMA SEMANA

Em entrevista à Variety, Harrison Ford se disse animado para começar a trabalhar em Indiana Jones 5. Segundo o ator, o longa “deve começar filmagens em algum momento na semana que vem”.

“Estou animado para isso, as coisas tem funcionado muito bem”, completou Ford, que interpretou o personagem pela primeira vez em Os Caçadores da Arca Perdida, de 1981. O ator não revelou mais informações sobre o projeto.

Steven Spielberg assinará a direção e John Williams fará a trilha sonora. Indiana Jones 5 estreia em 9 de julho de 2021.

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