– E quem contesta o curriculum de Thomas Edison?

Hoje é o dia em que foi inventada a lâmpada elétrica, em 1879, por Thomas Edison.

O que seria de nós sem as lâmpadas, não? Mas não é sobre isso que falaremos, e sim sobre gênios!

Leonardo Da Vinci é famoso por sua genialidade e inúmeras invenções revolucionárias (além, claro), da Mona Lisa, sua pintura marcante. Mas Thomas Edison não fica atrás, veja suas invenções (extraído da Wikipedia):

THOMAS EDISON

Thomas Alva Edison (Milan, Ohio, 11 de Fevereiro de 1847West Orange, Nova Jérsei, 18 de Outubro de 1931) foi um empresário dos Estados Unidos que patenteou e financiou o desenvolvimento de muitos dispositivos importantes de grande interesse industrial. O Feiticeiro de Menlo Park (The Wizard of Menlo Park), como era conhecido, foi um dos primeiros a aplicar os princípios da produção maciça ao processo da invenção.

Na sua vida, Thomas Edison registrou 2.332 patentes. O fonógrafo foi uma de suas principais invenções. Outra foi o cinematógrafo, a primeira câmera cinematográfica bem-sucedida, com o equipamento para mostrar os filmes que fazia. Edison também aperfeiçoou o telefone, inventado por Antonio Meucci, em um aparelho que funcionava muito melhor. Fez o mesmo com a máquina de escrever. Trabalhou em projetos variados, como alimentos empacotados a vácuo, um aparelho de raios X e um sistema de construções mais baratas feitas de concreto.

Entre as suas contribuições mais universais para o desenvolvimento tecnológico e científico encontra-se a lâmpada elétrica incandescente, o gramofone, o cinescópio ou cinetoscópio, o ditafone e o microfone de grânulos de carvão para o telefone. Edison é um dos precursores da revolução tecnológica do século XX. Teve também um papel determinante na indústria do cinema.

Em 1969 foi incluído no Automotive Hall of Fame.

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– Feliz Dia dos Professores!

A Educação, que é tão importante para a sociedade, é pouco valorizada nesse país. Pior: um dos principais instrumentos para levá-la às pessoas – o professor – é o mais esquecido dessa cadeia educacional…

Mas não é dia de lamentação. É dia de alegria e reflexão. Feliz ‘nosso dia’ assim mesmo!

Ser Professor não é só educar: é levar a cidadania; trazer a esperança; incentivar; fazer pensar; ajudar e ter fé.

Em suma, ser professor não é ofício; é vocação! Exige disposição, prazer, amor e dedicação.

Retorno?

O retorno é garantido: mentes brilhantes que você ajudou a formar. Sim, apenas ajudou, pois o esforço verdadeiro é do aluno.

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– A Burrice que vence a Inteligência

O título deste post é o mesmo da matéria de Pedro Burgos e Alexandre Versignassi numa edição da Revista Superinteressante. Eles se referem às experiências com o Supercomputador Watson, da IBM, a máquina que assustou o mundo com seus 15 mil gigabytes e princípios de inteligência artificial, vencendo humanos em um reality show americano.

A reportagem é interessante: o que poderia vencer a inteligência artificial é… a burrice humana! Fantástico, pois a questão é a seguinte: apesar de tão esperto, ele não entende falhas de pessoas, justamente porque são erros.

Ao ler a reportagem, orgulho-me de ainda ser um humanóide…rsrsrs

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– O Silêncio do Ocidente contra as Moças Sequestradas na Nigéria

Cerca de 200 moças foram seqüestradas na Nigéria enquanto estavam na escola, por um grupo radical islâmico, há quase 1 mês!

Como os fanáticos religiosos proíbem mulheres de estudarem, as fizeram de mercadoria e ameaçam vendê-las por US$ 15.00.

E o mundo se cala?

As jovens pobres da África não tem o mesmo valor? E se fossem americanas, brasileiras ou europeias?

Da BBC: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/05/140505_meninas_sequestradas_nigeria_mv.shtml

QUEM SÃO AS CENTENAS DE JOVENS SEQUESTRADAS NA NIGÉRIA?

Na noite do dia 14 de abril, homens armados – integrantes do grupo radical islâmico Boko Haram – invadiram um internato em Chibok, pequena cidade interiorana no Estado de Borno, no noroeste da Nigéria.

“Não se preocupem, não vai acontecer nada com vocês”, os invasores disseram às jovens estudantes que encontraram. Depois de se apoderar de alimentos e outros produtos encontrados no local, os homens colocaram fogo no prédio e partiram, levando-as.

Duas semanas após o sequestro, quase nada se sabe sobre o destino das mais de 200 jovens, a maioria entre 16 e 18 anos, que se preparavam para fazer seus exames finais.

Uma das hipóteses é a de que elas teriam sido levadas para Sambisa, um frondoso bosque cortado por riachos e habitado por antílopes e elefantes onde, antes da insurgência, moradores da região caçavam e pescavam.

Também há relatos de que algumas teriam sido vistas em caminhões na direção do Chade ou da República dos Camarões, onde seriam vendidas por US$ 15. Também na semana passada, surgiu a informação de que elas teriam sido forçadas a casar com sequestradores, que teriam pago US$ 12 por uma noiva.

Em um vídeo, o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, confirmou que as jovens seriam vendidas. “Deus me orientou a vendê-las, elas são propriedades Dele e eu vou fazer o que ele me pediu”, disse.

Há mais de uma década, os militantes do Boko Haram estão empenhados em uma campanha violenta com o objetivo de derrubar o governo e estabelecer um Estado islâmico na região. O grupo se opõe ao que qualifica de “educação ocidental” de mulheres e quer a adoção da Lei Sharia (Lei Islâmica) no país.

Não há informações sobre as medidas tomadas pelo governo para resgatá-las – o que, segundo as autoridades, se deve à necessidade de não revelar detalhes por razões de segurança – e tão pouco sobre o número exato de estudantes sequestradas.

Inicialmente, falava-se em 230. Depois, houve relatos de que 40 teriam conseguido escapar. Posteriormente, o número se elevou para 276. E a cifra mais recente, fornecida à BBC pelo chefe de polícia nigeriano Tanko Lawan, é de que 223 meninas teriam sido sequestradas.

Em desespero, nigerianos saíram às ruas no dia 1º de maio para protestar e exigir que o governo faça mais para resgatar as jovens.

Quem seriam, no entanto, essas jovens que venceram o medo e apostaram na educação, um caminho arriscado em um Estado cuja capital é o berço do grupo Boko Haram?

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– CNPQ e CAPES cobram os seus bolsistas!

Professores e Servidores Públicos que receberam bolsas para Mestrado e Doutorado, acumulando renda, são alvos da CNPQ e CAPES. Abaixo, extraído de Terra Educação (Clique aqui p/ citação)

CAPES E CNPQ PROÍBE BOLSAS PARA PROFESSORES DE UNIVERSIDADES

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) publicaram nota conjunta que proíbe o acúmulo de bolsa de mestrado ou doutorado e salário por professores e servidores das universidades públicas, de faculdades privadas e das escolas que formam a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica.

Segundo a Capes, a restrição também é válida a quem já tivesse vínculo empregatício antes da solicitação da bolsa. O acúmulo passou a ser permitido a partir da publicação, em julho de 2010, de uma portaria que flexibilizava a concessão de bolsa a estudantes com vínculo empregatício. O benefício segue critérios como a proximidade entre a atividade empregatícia e o projeto de pesquisa, e depende da autorização do orientador do aluno bolsista. O valor da bolsa de mestrado é de R$ 1,2 mil e o valor da bolsa de doutorado é de R$ 1,8 mil.

Ofício da Diretoria de Programas e Bolsas da Capes aos pró-reitores de pós-graduação das universidades federais informa que os bolsistas matriculados em programas de pós-graduação “poderão” receber “complementação financeira” de outras fontes. “Não há, portanto, a previsão de que discentes que possuíam anteriormente vínculo empregatício remunerado estariam aptos ao acúmulo”, diz o documento.

O ofício informa que após o fechamento, este mês, do Sistema de Acompanhamento de Concessões (SAC) a Diretoria de Programas e Bolsas fará levantamento com relação à existência de bolsistas irregularmente cadastrados. “No caso de ocorrências nesse sentido, os eventuais bolsistas terão as bolsas canceladas”.

Segundo o ofício, os alunos que tenham recebido bolsa indevidamente terão de devolver o dinheiro. “Ressaltamos que a ocorrência do indébito caracteriza obrigatoriedade de devolução, a esta agência, dos recursos percebidos irregularmente, devidamente atualizados”, diz o documento.

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– Designer Inteligente x Darwinismo

Ganha cada vez mais força uma teoria nascida nos EUA que é contraponto à Teoria da Origem das Espécies, de Charles Darwin. É o “Designer Inteligente“. Explico: a ideia é de que uma força superior seria responsável por toda a criação. Tal força ou entidade seria extremamente criativa e perfeita, já que a evolução se tornou como ela é hoje graças a inteligência de quem a criou (a desenhou perfeita, por isso o termo: designer inteligente).

Há dois anos, o Mackenzie sediou um encontro sobre defensores dessas ideias. Num primeiro momento, não seria uma teoria de cunho religioso, defendida por algum grupo exclusivo (embora fundamentalistas cristãos identifiquem essa força ou entidade como Deus). Seria uma teoria alternativa para a de Charles Darwin (defensor de que a evolução seria uma grande combinação de coisas que deu certo aleatoriamente, sem a mão de um Criador).

Sabe de uma coisa? Eu, particularmente, acredito ser impossível de que se evoluímos e somos inteligentes, Deus não teria participação. É possível conciliar que evoluímos, como disse Darwin, apoiados pela força de Deus.

E viva os defensores dessa ideia ou teoria!

Compartilho abaixo, extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/69291_DEUS+CHEGA+AS+AULAS+DE+BIOLOGIA?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

DEUS CHEGA AS AULAS DE BIOLOGIA

por Helio Gomes

Escola adota teoria baseada na intervenção de uma inteligência superior na criação da vida, opondo-se às ideias de Darwin

Uma das maiores polêmicas a chacoalhar a sociedade e a comunidade científica dos Estados Unidos nos últimos anos desembarcou no Brasil. Ao longo da semana passada, um ciclo de debates realizado no Colégio Presbiteriano Mackenzie, um dos mais tradicionais da capital paulista, apresentou a teoria do design inteligente a centenas de estudantes. Criada nos Estados Unidos na metade dos anos 80, ela se opõe à teoria da evolução de Charles Darwin – amplamente aceita pela ciência desde a publicação do clássico “A Origem das Espécies” (1859) – e se baseia na ideia de que uma entidade superior seria a responsável pela criação de todas as formas de vida do Universo. Para os cientistas que defendem o conceito, tal força criativa é chamada de “designer inteligente”. Para os cristãos fundamentalistas americanos, ela é Deus.

A grande questão envolvendo o design inteligente (DI) é a sua introdução em algumas escolas americanas durante as aulas de biologia, e não nas de religião, que, a exemplo do Brasil, não fazem parte do currículo escolar no ensino público. Conceitos pseudocientíficos e ainda não aceitos pela maioria da academia, como a chamada complexidade irredutível – que sustenta que certos micro-organismos biológicos são intrincados demais para terem evoluído de formas mais simples de vida –, são usados por biólogos, químicos e filósofos da ciência integrantes do movimento DI em sala de aula como uma alternativa à teoria da evolução. Em 2005, os pais de 11 alunos de uma escola pública de Dover, no Estado da Pensilvânia, entraram na Justiça para tentar impedir o ensino do DI, alegando que, na verdade, ele seria um conceito criacionista e, portanto, religioso. Eles ganharam a disputa judicial e a teoria foi banida da disciplina na escola.

O evento realizado em São Paulo nos últimos dias trouxe ao Brasil dois dos mais célebres defensores do DI nos Estados Unidos. Stephen C. Meyer, doutor em história e em filosofia da ciência, é um dos criadores do movimento e um de seus mais atuantes portavozes. Autor de três livros, entre os quais o recente “Signature in the Cell” (Assinatura na Célula, inédito no Brasil), ele afirma que sua missão em terras brasileiras era simples: “Viemos para suscitar a discussão – nosso trabalho é científico, e não político ou educacional”, diz Meyer, um dos membros mais atuantes do Instituto Discovery, centro de pesquisas sem fins lucrativos ligado a setores conservadores da sociedade americana. “Como eu creio em Deus, acredito que ele é o designer inteligente. Mas existem cientistas ateus que aceitam a teoria de outras formas”, completa o pesquisador.

Não é o caso do bió logo americano Scott A. Minnich, também presente no ciclo de debates para apresentar os conceitos do DI aos estudantes brasileiros. “Sim, eu sou religioso”, afirma Minnich. Ele conta que já sofreu preconceito por fazer parte do movimento. “É assim que as coisas funcionam na ciência. Algumas pessoas tentaram convencer o presidente da universidade na qual leciono de que eu estava incluindo o DI nas minhas aulas de microbiologia, o que não era verdade”, diz o biólogo, que também participou das missões que buscaram indícios da produção de armas bioquímicas no Iraque em 2004.

A confusão gerada por uma teoria que se apropria de conceitos científicos para chegar a conclusões com forte viés religioso despertou a ira da ala ateísta. Entre as vozes mais ácidas contra o DI, destaca-se a do biólogo evolucionista britânico Richard Dawkins. Também chamado de “rottweiler de Darwin”, ele ganhou notoriedade graças ao livro “Deus, um Delírio” (lançado no Brasil em 2007 pela Cia das Letras), também transformado em documentário. “É pertinente ensinar controvérsias científicas às crianças”, disse Dawkins em entrevista ao jornal inglês “The Times”. “Só não podemos dizer: ‘Temos dois conceitos sobre o surgimento da vida – um é a teoria da evolução e o outro é o livro do Gênesis. Se abrirmos esse precedente, também teremos de ensinar a elas a crença nigeriana que diz que o mundo foi criado a partir do excremento de formigas”, provoca o biólogo.

Voltando ao cenário brasileiro, vale lembrar que o colégio Mackenzie é uma instituição particular, com origens americanas e de cunho religioso desde a sua fundação. Portanto, o ensino do DI nas aulas de biologia, que acontece desde 2008, é tão válido quanto as aulas de religião ministradas em instituições de ensino católicas. “Acreditamos que a fé influencia todos os aspectos da nossa vida, inclusive a ciência”, resume Davi Charles Gomes, chanceler em exercício do Mackenzie e pastor presbiteriano.

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– Está nascendo uma Nova Unicamp?

Boa notícia: a Unicamp adquiriu uma grande propriedade de terra em Barão Geraldo, vizinha a seu campus, para ampliar em até 60% a oferta de vagas nos cursos já existentes, além da criação de novos institutos.

O Governador Alckmin disse que as obras devem começar em breve. Que assim seja! Afinal, em época de eleição deve-se ficar com o pé atrás...

Investir em Educação gratuita deveria ser atitude perene, nunca esporádica.

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– Asas que nos Aproximam do Criador

Uma encíclica do falecido Papa João Paulo II tinha como destaque a belíssima expressão:

Fé e Razão: duas asas que nos elevam para o Céu“.

Vai discordar? A ciência e e a crença não são discordantes, mas complementares na vida de qualquer pessoa.

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– Aniversário de uma Revolução Tecnológica e Comportamental

Há 7 anos, um invento mudava o mundo. Era criado o Iphone!

Na oportunidade, Steve Jobs, CEO da Apple, disse:

Hoje a Apple está reinventando o telefone.” (09/01/2007)

Para mim, reinventou mesmo. Os aparelhinhos inspiraram os concorrentes e transformaram até mesmo o comportamento das pessoas. Desde então, o conceito de aparelho telefônico mudou bem!

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– Fitoterápicos ou Tradicionais Contra o Baixo-Astral?

Olha que bacana: a Revista Saúde traz o que realmente funciona ou não em medicamentos alternativos contra a depressão e ansiedade. Para quem gosta de florais, a notícia não é animadora. Mas quem usa remédios do “tempo da vovó”, bons resultados!

Extraído de: http://saude.abril.com.br/edicoes/0346/medicina/calmantes-naturais-666167.shtml

CALMANTES NATURAIS

Diversas plantas são comercializadas com a promessa de apaziguar a mente. Mas será que os fitoterápicos são tão eficazes quanto os remédios tradicionais na hora de mandar o nervosismo e o baixo-astral pra longe? SAÚDE investiga

por Hilda Sabino

Em julho de 2011, a Organização Mundial da Saúde divulgou uma triste notícia: estão crescendo os casos de ansiedade e depressão em todo o mundo. Para piorar, nosso país foi apontado como o campeão na incidência do distúrbio — 10,8% dos brasileiros são considerados depressivos graves. Uma das razões para esse quadro alarmante é o ritmo de vida que levamos. “Sedentarismo, cobranças maiores no ambiente de trabalho e má alimentação são fatores que influenciam no aparecimento de transtornos psiquiátricos”, analisa Rafael Freire, psiquiatra da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na capital fluminense.

Para combater os males da mente, os médicos costumam receitar remédios como os ansiolíticos, que barram a ansiedade e ajudam a tratar certos tipos de depressão. O perigo é o exagero na hora de recomendar esse tipo de tratamento: entre 2006 e 2010, a venda dos famosos tarja preta para a cabeça aumentou 36% no Brasil. “A população está mais estressada, mas isso não significa que haja necessidade de prescrever mais ansiolíticos”, pondera o psicobiólogo Ricardo Tabach, da Universidade Federal de São Paulo. “Só que o próprio paciente costuma pedir o remédio como solução para todos os problemas”, lamenta Freire.

Como alternativa para esse uso excessivo, que pode causar sérios efeitos colaterais e até dependência, alguns apontam para os fitoterápicos, que são feitos com plantas e agem de forma semelhante às drogas sintéticas. Quem nunca ouviu o conselho de tomar chá de camomila para se acalmar? A sabedoria popular indica há tempos algumas ervas como saída para o estresse e as noites maldormidas.

No entanto, vale esclarecer uma confusão corriqueira. “Os fitoterápicos, como todo medicamento, passam por uma série de pesquisas para comprovar sua eficácia. Já as plantas medicinais podem ser usadas de outras maneiras, no preparo de chás”, diferencia o professor de farmacologia Hudson Canabrava, da Universidade Federal de Uberlândia, no interior de Minas Gerais. E nem todos os remédios naturais já caíram nas graças dos cientistas. É preciso conhecê-los bem antes de correr até a farmácia fitoterápica mais próxima.

Na hora de comprar fitoterápicos, procure ficar atento ao rótulo do produto. Nele, há o número de registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. “Para ser registrado, o remédio deve passar por testes que comprovam sua eficácia, segurança e qualidade”, esclarece Mônica Soares, especialista em regulação de fitoterápicos da Anvisa. Além disso, o órgão também lançou em 2011 o Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. O guia explica aos profissionais de saúde como manipular 58 das plantas medicinais mais conhecidas, auxiliando na produção desse tipo de medicamento.

Entre essas plantas, estão a passiflora, a valeriana e a erva-de-são-joão. Esse trio é bastante utilizado pela indústria farmacêutica em fórmulas que tratam casos de depressão leve a moderada. “As três plantas contêm substâncias que atuam nos neurônios e diminuem a atividade do sistema nervoso, relaxando o indivíduo”, explica Ricardo Tabach. “A principal vantagem em relação ao ansiolítico é o fato de a concentração dos princípios ativos ser menor e misturada a outros compostos, o que abaixa o risco de efeitos colaterais e dependência”, expõe o doutor em farmacologia João Batista Calixto, pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis. “Os resultados do tratamento à base de fitoterápicos demoram mais para aparecer, mas seus efeitos adversos são muito menos agressivos”, completa Hudson Canabrava.

Se as crises não são graves, os chás podem ser uma aposta certeira. “Os princípios ativos estão presentes de maneira mais branda, o que reduz a probabilidade de complicações”, atesta Tabach. Busque comprá-los em farmácias de confiança e conferir no rótulo o nome científico da planta.

E, mesmo sendo de origem natural, os fitoterápicos devem ser consumidos com cautela. Um dos principais perigos é a interação medicamentosa, que pode anular ou até potencializar drogas que estejam sendo tomadas paralelamente. “As plantas possuem milhares de substâncias químicas capazes de reagir de maneira indesejada com medicamentos alopáticos comuns. A passiflora, por exemplo, que é um calmante suave, causa sonolência excessiva se combinada com outros remédios”, adverte Canabrava. Não caia no engano de pensar que as plantas são inofensivas. A orientação médica é indispensável. Sempre.

E os florais? Funcionam mesmo?

Apesar de as gotinhas à base de flores fazerem sucesso há muitos anos, seu desempenho positivo ainda não foi comprovado de vez pela ciência. Tanto é que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, não regulamenta o comércio dos florais. “O que acontece muitas vezes é o efeito da sugestão, ou seja, a pessoa toma o floral confiando em seus resultados. Esse processo, também conhecido como placebo, é responsável por cerca de 30% da eficácia até dos medicamentos tradicionais”, explica Hudson Canabrava, professor de farmacologia da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais.

5 plantas que tranquilizam (e têm o aval da ciência!)

Melissa: Melissa officinalis

Também conhecida como erva-cidreira, tem óleos essenciais que acalmam levemente

Formas de consumo: Seu chá é a mais popular

Camomila: Matricaria recutita

Esse tipo de camomila tem efeito calmante

Formas de consumo: é bastante difundida. Suas folhas e flores são empregadas em infusões

Erva-de-são-joão: Hypericum perforatum

É a mais eficiente para combater a depressão

Formas de consumo: usada na produção de medicamentos, ela só pode ser comprada com receita médica

Passiflora: Passiflora incarnata

Essa espécie de maracujá ajuda a controlar crises de ansiedade e depressão

Formas de consumo: Além de chás, seu princípio ativo entra na fórmula de alguns medicamentos

Valeriana: Valeriana officinalis

Suas propriedades são extraídas da raiz. Melhora o sono

Formas de consumo: é usada na produção de fitoterápicos e em chás e infusões, apesar do gosto amargo

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– Dificuldade Impulsiona a Criatividade

A dificuldade pode ser um fator tanto desanimador quanto incentivador. Porém, vemos que muitas pessoas, ao sentirem desafiadas pelos percalços, acabam se superando. Um artigo fala sobre isso, extraído do Caderno Inteligência, da Revista Época Negócios, ed Jan/13, pg 100.

Abaixo, compartilho, sobre “dificuldades desejáveis”:

NÃO FACILITE

A dificuldade estimula a criatividade

Nosso cérebro responde melhor às dificuldades do que imaginávamos. Na verdade, elas estimulam nossa criatividade. O pesquisador Robert Bjork, da Universidade da Califórnia, até cunhou a expressão “dificuldades desejáveis” para defender um intervalo maior entre uma aula e outra, obrigando um esforço adicional dos alunos para lembrar a lição anterior. E cientistas da Universidade de Princeton descobriram que alunos assimilavam melhor os conteúdos impressos em fontes tipográficas mais feias e difíceis de ler. Estudos neurológicos mostram que, confrontadas com obstáculos inesperados, as pessoas conseguem aumentar seu “escopo perceptivo”, recuando seus pensamentos para enxergar o quadro mais amplo.

O poeta britânico Ted Hughes defendia que poesia deveria ser escrita à mão: o esforço para usar uma caneta em uma folha de papel obriga a criar expressões mais densas e sintéticas. Os Beatles são um exemplo de que as “dificuldades desejáveis” ajudam a criatividade: em 1966, depois de lançar Rubber Soul, planejavam gravar seu próximo disco nos Estados Unidos, onde os equipamentos eram muito mais sofisticados. Obrigações contratuais os obrigaram a gravar nos estúdios da gravadora, em Londres. Resultado: com a ajuda de um grande produtor e excelentes engenheiros de som, exploraram todas as possibilidades dos quatro canais de gravação disponíveis e produziram os revolucionários álbuns Sgt. Pepper e Revolver.

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– O Conflito entre Ciência e Religião dentro da Universidade Estadual da Campinas

João Paulo II reforçava no final do século XX, em sua derradeira Encíclica Papal: “Fé e Razão são duas asas que nos elevam para o Céu”. Não devem ser elas conflitantes, mas complementares.

Agora, um atrito promovido por um grupo de ateus culmina no cancelamento do “Congresso de Filosofia e Ciência das Origens”.

Se uma universidade deve ser o espaço democrático para a discussão dos saberes, por que tal tema deve ser tratado com preconceito por alguns?

Extraído de: http://fb.me/VmAzvZKg

DEUS FORA DA UNICAMP

Grupo de ateus impede que evento religioso com especialista dos EUA se realize na universidade e dificulta o debate acadêmico

Por Andres Vera

Marcado para a quinta-feira 17, o “1° Fórum de Filosofia e Ciência das Origens”, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi cancelado na véspera, sob uma enxurrada de e-mails indignados de professores da própria instituição de ensino, uma das mais respeitadas do País. O motivo? Os cinco convidados a falar sobre filosofia e ciência eram nomes ligados ao “criacionismo científico”, que nega a teoria da evolução de Charles Darwin, mas, ainda assim, busca evidências científicas para desvendar o universo – sem contradizer a existência de Deus ou os preceitos da Bíblia. “Que façam isso numa igreja”, disse o professor de física Leandro Tessler. “É embaraçoso dar credibilidade a esse tipo de doutrina não científica.” Seu blog chamou a atenção de outros professores. A pró-reitoria, que havia dado aval ao evento, recuou. O físico americano Russell Humphreys, convidado internacional, já tinha passagem comprada. Veio então a resposta dos palestrantes.“Fomos boicotados por um grupo de professores ateus”, afirma o professor de arqueologia Rodrigo Silva, da Universidade Adventista de São Paulo (Unasp). “Hoje, quem discorda de Darwin é queimado na fogueira”, diz.

Em nota oficial, a Unicamp justificou o cancelamento dizendo que “faltavam integrantes que pudessem debater o tema sob todos os pontos de vista”. Além de Silva e Humphreys, o fórum também teria a presença de um geólogo, um jornalista e um bioquímico, Marcos Eberlin, o único pertencente aos quadros da Universidade. Após a polêmica, Eberlin escreveu em um blog: “É interessante notar que, em uma universidade pública, pessoas que se autointitulam ‘guardiões do saber’ cancelem palestras”. Outro que reclamou à reitoria, o professor de matemática Samuel Oliveira, negou a “orquestração” de um “lobby ateu” nos bastidores. “Criacionistas não têm formação para falar de ciência”, diz. 

A “batalha da fé” em uma faculdade como a Unicamp, reconhecida pela qualidade da pesquisa científica, chama a atenção. Mas esse tipo de conflito não é novidade no meio acadêmico. Em 2008, depois de uma série de reclamações, a Universidade Federal de São Carlos (SP) cancelou uma palestra do físico Adauto Lourenço sobre “criacionismo e teoria da evolução”. Em 2007, o bioquímico americano Fazale Rana esteve na mesma Unicamp para falar de “design inteligente”, linha de pensamento que atribui a um criador a existência da vida na Terra. Professores conseguiram retirar o logo da universidade dos cartazes da palestra de Rana, mas não impediram a conferência.

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– O Radicalismo dos Pet Protestantes

Fiquei impressionado com a violência dos manifestantes a favor dos direitos dos animais em São Roque. Lá, o Instituto de Pesquisas Royal desenvolve trabalhos científicos usando como cobaias cães. Por tal motivo, protestantes invadiram e roubaram os animais. E, para ajudar, Black Blocs se juntaram para tombar 3 carros e queimar outro (viaturas da PM e de Emissora de TV).

O que faz um imbecil virar um carro da Polícia Militar (que é um bem público, pago com o dinheiro do povo)? Que culpa o carro da emissora de Sorocaba tem para ser queimado? Radicalismo tolo, bandidagem e vandalismo que deve ser coibido.

Sobre o estudo científico com animais: ora, adoro a Natureza, defendo os bichos, mas penso que a vida humana está acima da vida dos irracionais.

Como desenvolver pesquisas de saúde, vacinas e medicamentos, sem cobaias? Primeiro, testa-se nos animais; depois em pessoas (aqui não se discute a experiência científica onde o animal pode ser substituído por outra técnica, como na indústria de cosméticos, mas sim defendendo sua utilização para fins maiores).

Não podemos inverter os valores: a causa animal é importante; mas não pode ser maior do que a da saúde pública.

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– A Burrice da Inteligência Artificial

O título deste post é o mesmo da matéria de Pedro Burgos e Alexandre Versignassi numa edição da Revista Superinteressante. Eles se referem às experiências com o Supercomputador Watson, da IBM, a máquina que assustou o mundo com seus 15 mil gigabytes e princípios de inteligência artificial, vencendo humanos em um reality show americano.

A reportagem é interessante: o que poderia vencer a inteligência artificial é… a burrice humana! Fantástico, pois a questão é a seguinte: apesar de tão esperto, ele não entende falhas de pessoas, justamente porque são erros.

Ao ler a reportagem, orgulho-me de ainda ser um humanóide…rsrsrs

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– O que tem no Cigarro!

Compartilho matéria da SuperInteressante (texto de Fernanda Salla, ed ME Abril 2013, pg 34-35) sobre as 5.315 substâncias que contém no Cigarro. Destas, mais de 4.700 são nocivas!

A mais letal é a Nicotina, responsável pela dependência química. A mais abundante é o Monóxido de Carbono, que se liga às hemácias do sangue de forma permanente. A mais radioativa é o Plutônio, que colabora para o câncer do pulmão. Há também veneno para animais em doses menores, como Cianeto de hidrogênio, que costuma ser usado para combater cupins e baratas. Claro que há os cancerígenos tradicionais, como a Nitrosamina (câncer de língua).

Uma dúvida que as autoridades de saúde têm é: quanto é a dosagem verdadeira de amônia utilizada pela indústria do tabaco, usada para potencializar o efeito da Nicotina?

E aí, tá com vontade de fumar ainda?

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– Tetraplégica, Muda, Cega e… Doutora! Um exemplo a Nós.

Queridos amigos e alunos,

Quando reclamarmos das provas, dos estudos, das dificuldades em geral, recordemos o exemplo dessa moça que ontem terminou seu doutorado na USP: ela não anda, não fala, não enxerga, não mastiga e nem engole. Mas superou as barreiras e, com disposição, defendeu sua tese!

Abaixo, extraído de: Folha de São Paulo, Caderno Equilíbrio, pg E4

ARTISTA TETRAPLÉGICA E MUDA É PhD COM DISTINÇÃO E LOUVOR

Por Cláudia Collucci

O primeiro “obrigada” foi mais difícil e demorado. O nervosismo atrapalhava a doutoranda na escolha das letras. No entanto, depois de um “ops!” que arrancou gargalhadas da plateia, ela se soltou e respondeu com desenvoltura aos comentários da banca examinadora.

Ao final de três horas, Ana Amália Tavares Barbosa, 46, recebeu ontem, com “distinção e louvor”, o título de doutora em arte e educação pela USP. É a primeira pessoa na sua condição (tetraplégica, muda, deficiente visual e que não consegue mastigar e engolir) a receber o título lá.

Ana Amália escreveu sua tese usando um programa de computador desenvolvido para ela. Ela toca um sensor com o queixo para escolher cada letra e formar, assim, as palavras. No início da cerimônia, fez uma apresentação usando um programa que transforma o texto em voz.

Há dez anos, Ana Amália sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) no tronco cerebral, no dia da defesa da sua dissertação de mestrado. Como sequela, ficou com síndrome do encarceramento (”locked in”).

Sua tese, intitulada “Além do Corpo”, é fruto de três anos de trabalho com artes visuais, realizado com um grupo de seis crianças com lesões cerebrais atendidas na Associação Nosso Sonho.

A defesa da tese quebrou todos os protocolos. Teve choro, risos, aplausos fora de hora e fala que não estava prevista. “É um momento histórico não só para as pessoas com deficiências, mas para toda a sociedade. Deve levar a uma transformação do modelo educacional vigente”, disse a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Battistella.

A mãe de Ana Amália, Ana Mae Barbosa, professora aposentada da ECA (Escola de Comunicação e Artes), preferiu assistir à cerimônia de longe. “Estou nervosíssima e muito orgulhosa. Ela deixou de ser vítima da vida para conduzir a própria vida.”

As cinco examinadoras elogiaram a clareza, a objetividade e a concisão do texto de Ana Amália. E, principalmente, o caráter de “manifesto político” do trabalho.

“Ele mostrou que não sabemos nada de aprendizagem, de educação, de cognição, de percepção, de inteligência e de generosidade”, afirmou Sumaya Mattar, professora da ECA.

A orientadora de Ana Amália, Regina Stela Machado, resumiu: “A gente dá muita desculpa para o que não faz, vive muito na superficialidade e não vê as coisas importantes da vida.”

Ao final, já doutora, Ana Amália disse só uma palavra com os olhos: “Consegui”.

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– Fé e Razão!

Uma encíclica do falecido Papa João Paulo II tinha como destaque a belíssima expressão:

Fé e Razão: duas asas que nos elevam para o Céu“.

Vai discordar? A ciência e e a crença não são discordantes, mas complementares na vida de qualquer pessoa.

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– Índice de Universitários no Brasil e Mensalidades

Há 15 anos, minha última mensalidade no meu primeiro curso superior foi de exatamente R$ 632,00. Quanto custa a sua faculdade hoje?

A concorrência aumentou, sobram vagas e instituições, a qualidade do ensino diminuiu em muitas escolas e a vantagem competitiva passou a ser meramente o preço.

Quer um índice interessante? O instituto Data Popular fez um levantamento dizendo que há 5,8 milhões de universitários. Ou seja, quase 3% da população está na faculdade. Não quer dizer que haverá 3% de formandos ao final dos cursos… Afinal, nem todos que começam um curso, terminam. E esses números são cumulativos (independem da série/ano).

Para um país que precisa investir em Educação, tais dados são péssimos!

Aqui em Jundiaí, vide o número de cursos de Administração de uma década atrás e quantos existem hoje. Tornamo-nos um polo educacional, e, de coração, espero que de alta qualidade.

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

CLASSES C E D COM AS MÃOS NO DIPLOMA

(extraído de isto É Dinheiro, Coluna Dinheiro na Semana, pg 16, Ed 247)

Uma pesquisa realizada pelo instituto Data popular mostrou que os representantes das Classes C e D ganharam mais espaço no ensino superior brasileiro. No período de 2002 a 2009, o número de universitários subiu de 3,6 milhões para 5,8 milhões e as classes C e D passaram a representar 57,1% e 15,3% dos universitários, respectivamente. Confira mais dados:

  • Classe A – 7,3%
  • Classe B – 19%
  • Classe C – 57,1%
  • Classe D – 15,3%
  • Classe E – 1,2%

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– Inteligência Voltada para o lado Ruim das Coisas

Sabemos que o Nazismo é uma mancha negra da história da humanidade. Hitler investia numa sociedade exclusiva e preconceituosa. E para alcançar a perfeição da raça ariana, confinava, matava e gastava muito dinheiro com pesquisas avançadas em diversos setores, inclusive na medicina.

Faz barulho um livro recente sobre esse fato, do argentino Carlo di Nápoli, intitulado “A Fórmula da Eterna Juventude e Outros Experimentos Nazistas”.

Uma das obsessões do ditador era encontrar a Fórmula da Juventude, e além do montante financeiro gasto, milhares de prisioneiros de guerra eram usados como cobaias. Na publicação, há relatos dos judeus que recebiam drogas a força para testes da loucura do ditador. Desses experimentos, outros resultados de pesquisas científicas surgiram.

É inegável que havia pessoas inteligentes sob seu comando. E se elas agissem em prol de um mundo melhor? Que bom seria, não?

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– Consumo de Cocaína Mensurado Através do Esgoto

Uma dissertação de Mestrado revoluciona o estudo sobre os usuários de cocaína: trabalho mostra quanto cada casa consome de cocaína a partir do esgoto despejado na rede pública.

Infelizmente, em Brasília, o consumo grama/habitantes é o segundo maior do mundo, por esse método.

Extraído de: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI319659-18537,00-ESTUDO+USA+ESGOTO+PARA+MEDIR+USO+DE+COCAINA+EM+BRASILIA+A+CADA+DIA+DA+SEMAN.html

O CHEIRO DO RALO

As autoridades não precisam mais da urina para detectar o consumo de drogas: agora eles analisam o seu esgoto. Calma, não é nenhuma invasão de privacidade. O objetivo não é achar usuários, mas medir o consumo de drogas nas cidades brasileiras. A ideia começou a ser testada em 2010, quando se calculou que o consumo de cocaína de Brasília é de 0,4 grama por habitante por ano. Agora, o químico Rafael Feitosa descobriu que na região norte da capital federal se usa uma quantidade da droga duas vezes maior no fim de semana do que nos outros dias.

O trabalho é a tese de mestrado de Rafael e faz parte de uma parceria entre pesquisadores da Polícia Federal e da Universidade de Brasília para medir o consumo de drogas objetivamente, ou seja, calculando de fato o quanto de droga sai da população para o esgoto, em vez de simplesmente fazer estimativas baseadas no percentual de usuários. Mas como se faz essa conta?

“Sabe-se que 45% da cocaína que entra no organismo é convertida em benzoilecgonina. Nossa análise mede a concentração dessa substância, como os testes de urina”, explica Fernando Sodré, orientador de Feitosa. A diferença é que, nesse caso, as amostras têm concentrações muito menores do rastro de cocaína e muito maiores de, digamos, matéria orgânica. “Fazendo a dosagem da água que chega em cada estação de tratamento da cidade, temos um retrato fiel de cada região.”
O consumo de cocaína em Brasília é alto, comparado com o dos outros países em que a técnica foi empregada (ver quadro ao lado). Mas agora os pesquisadores querem fazer o mesmo em outras cidades. Outra parte do mestrado de Feitosa tratou de investigar a conservação das amostras de esgoto, para que elas possam ser enviadas de qualquer lugar do país para análise dos peritos. E o próximo passo da parceria é usar a técnica para medir também o consumo de anfetaminas e maconha.

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– O novo Biodiesel vem das Tilápias!

O que dizer da tecnologia de ponta aliada a sustentabilidade? O Governo Federal quer produzir pelo menos 210 milhões de litros de Biodiesel a partir das vísceras de Tilápia!

Abaixo, extraído de: http://is.gd/CM80UT

BIODIESEL DE PEIXE

Projeto da Petrobras e do Ministério da Pesca transforma restos de pescado em matéria-prima de combustível “limpo”

Maior produtor nacional de tilápia, o Ceará está prestes a fechar o ano produzindo 30 mil toneladas do peixe, um crescimento de 10% na comparação com 2011. Seria apenas motivo de comemoração, não fossem as cerca de três mil toneladas de vísceras descartadas no solo. Além de gerar mau cheiro, elas contaminam o lençol freático. Esse aspecto poluente da produção de tilápia logo terá fim. Um projeto tem como meta transformar o descarte em combustível limpo.

A Petrobras Biocombustível e o Ministério da Pesca firmaram uma parceria para intensificar os estudos para, a partir das vísceras, extrair o óleo de peixe. A ideia é que o subproduto do pescado passe a integrar o grupo de produtos que o País transforma em biodiesel (leia quadro). A tecnologia para transformar peixe em combustível já começou a ser testada. No Nordeste, a Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec) – em parceria com a empresa Ekipar e o governo do Estado – finaliza a criação de uma máquina capaz de processar a matéria-prima residual do pescado e extrair o óleo. O equipamento será apresentado no próximo dia 19.

Os idealizadores do projeto esperam atingir três objetivos. “O primeiro, de caráter ambiental, é o fim da poluição dos açudes e rios gerada pelo descarte das vísceras dos peixes. O segundo é a geração de renda extra para as cooperativas de pescadores. E o terceiro é a fabricação de um combustível limpo”, enumera o presidente da Nutec, Lindberg Gonçalves. Matéria-prima para tocar o projeto não vai faltar. Se atingidas as metas estabelecidas no Plano Safra do Ministério da Pesca e Aquicultura, o País terá produzido dois milhões de toneladas de pescado por ano até o final de 2014. Com isso, 210 milhões de litros de biodiesel à base de óleo de peixe irão impulsionar caminhões todos os anos.

Depois de concluir o desenvolvimento logístico e científico do projeto, restará uma última tarefa aos idealizadores: mostrar aos pescadores e criadores que, ao jogar os restos do pescado por aí, estarão perdendo dinheiro, além de prejudicar o ambiente.

– Filhos de Karvadi, o Pai dos Nelores Brasileiros

Segundo a matéria de Fábio Portela, na Ed 2229 da Revista Veja, intitulada “Em busca do Boi Ideal”, 40% do rebanho brasileiro descende de um único boi nelore: Kavardi, um tetracampeão indiano em exposições e que foi comprado por um produtor de Uberaba. Do seu sêmem nasceram, até hoje, aproximadamente 80 milhões de animais.

A reportagem ainda trata da qualidade do boi brasileiro: rebanho sempre magro e doente, por culpa da origem européia, e que muda a partir da década de 40, quando começaram a chegar bois zebus trazidos da Índia, com a esperança de que as condições climáticas favorecessem a raça em nossa terra.

Pelo visto, deu certo!

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– A Guerra Contra o Antiintelectualismo

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os ‘com-diploma’, começando com jornalistas e aqueles ‘que escrevem artigos em jornais’”

Refletiram a opinião acima? É do Consultor em Administração Stephen Kanitz, uma das mentes mais brilhantes do Brasil. Ele fala sobre o ódio de alguns sobre uma elite intelectual, a caça à classe média e a perseguição pelos órgãos de imprensa.

Quando ser inteligente torna-se repugnante (para alguns)…

A ONDA ANTIINTELECTUAL

por Stphen Kanitz

Por que o PT odeia tanto o PSDB, se ambos têm o mesmo ideário e adotam basicamente os mesmos programas?

Por que Lula rompeu com a ala intelectual de sociólogos, filósofos, antropólogos, historiadores e economistas de seu partido que lhe deram apoio total?

Quando Lula critica as elites, ele se refere à elite intelectual, não à elite empreendedora que ele admira. Quanto mais o PSDB batia na tecla de que Lula não tinha diploma, mais ele subia nas pesquisas eleitorais.

Tudo isso são sintomas de um perigoso antiintelectualismo que cresce na América Latina. A eleição de Hugo Chávez e Evo Morales mostra o mesmo fenômeno. O povo latino-americano se cansou do silêncio, da soberba e da incompetência de sua elite intelectual, que pouco cria e só copia teorias como Inflation Targeting, por exemplo.

Essa onda antiintelectual não é resultado do obscurantismo nem do populismo, como acham alguns. É resultado dos mirabolantes planos elaborados às pressas por professores de fala difícil que nunca pisaram num chão de fábrica (ao contrário de Lula), que nunca ouvem ninguém e tanto sofrimento e confusão trouxeram à nação. A classe média, normalmente responsável pelo crescimento de uma nação, foi alijada do poder por intelectuais de gabinete, e por isso ela vota maciçamente no PT.

Na China, os intelectuais foram ativamente perseguidos durante a famosa Revolução Cultural. As universidades permaneceram fechadas por praticamente dez anos, para o desespero deles. Hoje, o povo chinês acredita que foi justamente isso que colocou o país no eixo. “Os intelectuais foram obrigados a fazer algo que nunca fizeram, a trabalhar no campo como nós”, disse-me um porteiro de hotel em Beijing. “Os líderes de hoje são justamente aqueles que por dez anos não foram educados por intelectuais”, comentou nosso taxista em Xangai. A história do mundo está repleta de “revoltas das massas”, queimando livros e intelectuais.

Nos Estados Unidos, a intelligentsia é malvista, como gente que somente usa o intelecto e nada mais, que só critica e nada produz de prático ou pragmático.

Definir-se como “intelectual”, como muitos fazem, é visto como uma atitude elitista e arrogante. Afinal, todo ser humano, por mais humilde que seja, tem de usar o intelecto para desempenhar sua função, desde o porteiro do prédio até o motorista do ônibus escolar de seu filho.

Essa é a verdadeira questão por trás da atual crise do PSDB. Desde 2004, há uma divisão declarada no partido entre “os que trabalham e os que escrevem artigos de jornal”, como disse em público um de seus mais destacados membros do baixo clero.

Quais as conseqüências práticas de tudo isso?

Em primeiro lugar, a América Latina não está dando uma guinada para a esquerda, como acreditam alguns, mas uma perigosa guinada contra a intelligentsia nacional, ou seja, justamente o contrário. É o feitiço virando contra o feiticeiro, o que tantas vezes ocorre na história, a começar pela Revolução Francesa.

Em segundo, os investidores internacionais percebem que não correm perigo na América Latina, tanto que o risco Brasil nunca esteve tão baixo, justamente porque eles acreditam que Lula não fará loucuras em seu segundo mandato presidencial, se for reeleito. Eles têm certeza de que ele não usará teorias heterodoxas nunca antes testadas, e sim o bom senso, na medida do possível.

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os “com-diploma”, começando com jornalistas e aqueles “que escrevem artigos em jornais”. Seria o fim da imprensa como a conhecemos.

Deixar de lado os intelectuais, como muitos países fazem, obviamente não é a solução. Exigir que sejam mais pragmáticos, mais realistas, menos dogmáticos é uma forma mais acertada de resgatar a verdadeira função deles.

Toda nação precisa de centenas de milhares de pessoas que analisem seus problemas corretamente e apresentem não dogmas do passado, mas soluções para o futuro. Mas, se essa onda sair do controle, quem irá defender nossos intelectuais contra um movimento que muitos deles ajudaram a iniciar?

– Dia do Administrador de Empresas

Parabéns a todos nós, Administradores de Empresas, pelo nosso dia.

Abaixo, mensagem do presidente do Conselho Federal de Administração sobre a data e a importância do profissional.

Extraído do site do CFA

DIA DO ADMINISTRADOR DE EMPRESAS

A Administração é a profissão que mais cresce no Brasil e no mundo. E temos muito o que comemorar. Nestes 44 anos, o Sistema CFA/CRAs – Conselhos Federal e Regionais de Administração tem desenvolvido ações para promover a difusão da Ciência da Administração e a valorização da profissão em busca da defesa da sociedade. 

A implementação de projetos direcionados para a fiscalização e para a formação profissional permitiu a consolidação da atuação dos Administradores no mercado de trabalho. Hoje, cada vez mais profissionais qualificados e registrados nos CRAs estão à frente de cargos estratégicos em órgãos públicos e empresas privadas. São profissionais capazes de observar, questionar, interpretar, liderar e tomar decisões com foco em cada fase do projeto. Empreendedorismo, dedicação, comunicação, ousadia e percepção somam-se às qualidades dos Administradores, profissionais imprescindíveis para o sucesso das organizações.

Parabéns, Administradores, pelos 44 anos em busca de uma melhor gestão da sociedade.

Adm. Roberto Carvalho Cardoso

Presidente do CFA

– Turnitin: a ferramenta anti-plágio da Unesp

Contra alunos desonestos, uma boa notícia: vem aí um software chamado Turnitin, exclusivamente para descobrir plágio dos trabalhos acadêmicos!

Boa ferramenta aos professores…

Extraído de: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/09/alerta-aos-academicos-desonestos

ALERTA AOS ACADÊMICOS DESONESTOS

Programa de computador adotado na Unesp é capaz de detectar tentativas de plágio.

Por Henrique Kugler

A cada ano, dezenas, centenas ou mesmo milhares – não se sabe ao certo – de trabalhos científicos são plagiados. Em tempos de internet, espertalhões de plantão têm facilidade para fraudar trabalhos e copiar autores sem ao menos citá-los. Mas, para cortar o barato, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) deu uma boa cartada: passou a adotar um software capaz de detectar tentativas de plágio.

A ferramenta é bastante simples. O docente, assim que recebe o trabalho do aluno – seja tese, dissertação, trabalho de conclusão de curso ou qualquer produção textual –, submete-o à avaliação do programa, que faz uma busca imediata em diversos bancos de dados para checar se aquela produção acadêmica encontra semelhanças notáveis com outros textos já publicados.

Em seguida, a ferramenta fornece um número correspondente ao índice de originalidade daquele trabalho – além de apontar possíveis referências on-line que o aluno pode ter utilizado para basear sua redação.

Prova real

Será que funciona mesmo? Para colocar o sistema à prova, a Ciência Hoje submeteu aos docentes da Unesp três pequenos textos: um original, um totalmente surrupiado e outro plagiado no conteúdo, porém mascarado na forma.

O programa acertou na mosca: acusou as duas tentativas de plágio deflagrando baixo índice de originalidade (“99% de similaridade” para uma, e “85% de similaridade” para outra), enquanto o trecho original passou no teste (com o resultado “0% de similaridade”). Programa aprovado.

“É ótimo que um software possa produzir um relatório de originalidade”, comenta Loriza de Almeida, professora da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp e nova usuária da ferramenta. “Em um mundo ‘Ctrl C + Ctrl V’ isso é bastante útil”. Segundo ela, o programa facilita a correção por parte do docente e dá mais credibilidade ao trabalho do discente.

Fabricado por uma empresa norte-americana, o sistema adquirido pela Unesp é o Turnitin, usado atualmente em diversas instituições dos Estados Unidos. Foi implementado em 2010 e, após período de testes e adaptação, está agora aprovado pelos usuários.

Nenhum caso de plágio foi detectado até o momento, “e a utilização do programa tem sido mais no sentido de prevenir e orientar o aluno quanto à maneira correta de fazer citações”, explica Sandra Manzano, bibliotecária da Coordenadoria Geral de Bibliotecas da Unesp, em Marília (SP).

Brechas no sistema

Nenhuma ferramenta é perfeita. Ainda que eficiente, o Turnitin tem lá suas limitações. O programa pode, sim, deixar passar algumas fraudes sintáticas ou semânticas de larápios intelectuais mais sofisticados. Afinal, as formas de plágio são muitas, e as brechas no sistema podem ser alvos certos para o acadêmico seduzido pela via da perversão.

Outro revés: o Turnitin leva em conta somente bancos de dados disponíveis na rede. Ou seja, se o autor plagiar material impresso não publicado na internet terá suas chances de passar incólume à verificação digital. Além disso, funciona melhor para textos em língua inglesa – mas a tendência é que as buscas em português sejam aperfeiçoadas ao longo do tempo.

A ferramenta, portanto, não promete a solução definitiva para o problema do plágio –uma crescente preocupação no meio acadêmico –, mas deve, ao menos, dificultar em alguma medida a vida de acadêmicos desonestos.

– Bons Professores sabem fazer Boas Provas?

Compartilho uma interessante discussão: bons professores conseguem fazer boas provas? O que é uma boa prova? Depois de boas aulas, necessita-se boas provas?

Além disso: o que as diretores e mestres estão fazendo para melhorar a qualidade das avaliações em suas instituições?

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/ideias/noticia/2011/12/como-fazer-uma-prova-nota-10.html

COMO FAZER UMA PROVA NOTA 10

As pesquisas mostram que o professor que ensina bem nem sempre prepara boas provas. Como as escolas estão mudando essa realidade – e o que os alunos ganham com isso

POR NATÁLIA SPINACÉ. COM CAMILA GUIMARÃES E LUCIANA VICÁRIA

Antes de chegar ao Colégio São Luís, em São Paulo, a professora Roberta Ramos não perdia mais que meia hora para preparar uma prova de português. As perguntas eram diretas e exigiam do aluno pouco mais que o esforço de decorar a matéria. Ela mesma admite isso. Seis anos atrás, ao ingressar na equipe de professores da escola, uma das particulares mais tradicionais da cidade, Roberta passou por um treinamento específico para aprender a preparar provas. Hoje, gasta por volta de uma hora para elaborar avaliações para alunos da 6ª série, com 12 anos de idade. Questões de gramática, antes apresentadas em frases soltas, agora vêm acompanhadas de textos, e a preocupação de Roberta vai além de verificar se os alunos sabem identificar sujeito e predicado – ou se a concordância verbal da frase está correta. Seu objetivo é criar questões que exijam uma reflexão sobre o idioma.

Roberta e o Colégio São Luís estão tentando mudar uma situação comum no Brasil e em outros países da América Latina: os professores não sabem avaliar seus alunos. Um estudo comparativo entre oito países latino-americanos, feito pelo uruguaio Pedro Ravela, da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica do Uruguai, deixou isso claro. Ravela entrevistou 160 professores de escolas com bom desempenho nos exames da Unesco (que avaliam alunos da educação fundamental de 17 países da América Latina) e analisou as provas elaboradas por eles. A conclusão é que a grande maioria dos professores não sabe elaborar provas que avaliem o aprendizado de forma eficaz. “Os professores cobram apenas o conteúdo decorado. Não existe uma reflexão na hora de fazer os exercícios”, diz Ravela. Sua pesquisa não incluiu o Brasil, mas, segundo Maria Márcia Malavasi, coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp, esse é um problema que também afeta as escolas brasileiras. “Infelizmente, o que temos visto são professores despreparados e provas que não conseguem avaliar as turmas”, diz ela.

O estudo de Ravela mostra três problemas fundamentais nas provas analisadas. Primeiro, não são reflexivas, cobram apenas o conteúdo decorado. Segundo, os professores não debatem as questões com os alunos depois da correção, o que é fundamental para que aprendam. Terceiro, a maneira como os professores corrigem as provas é subjetiva e arbitrária. Para Ravela, a raiz desses problemas se encontra na formação do professor. Ele não aprende a fazer provas na faculdade. “Falta aos professores fazer esse trabalho de ajudar os alunos a entender o que aquela nota realmente significa, quais são os critérios de avaliação, mostrar exemplos de como melhorar”, diz ele. A professora Maria Márcia diz que não existe, no curso de pedagogia, uma matéria que ensine a preparar provas. Os cursos oferecem disciplinas que abordam teoricamente os princípios da avaliação. Supõe-se que os professores aprenderão a preparar provas durante seus estágios profissionais. Na prática, portanto. “Isso é um erro”, afirma Laez Fonsesa, coordenador pedagógico do Colégio São Luís. “Os estágios não são suficientes para esse tipo de aprendizado. A faculdade deveria oferecer uma disciplina que ensinasse a preparar provas.”

A necessidade de melhorar as avaliações ficou evidente nos últimos anos, quando os alunos começaram a fazer as provas do Enem (que avalia o ensino médio) e do Enade (voltado para os estudantes universitários). Esses dois exames têm métodos de avaliação reflexivos, diferentes dos testes que prevaleciam nas escolas. Agora, os cursos de pedagogia e de licenciatura precisam se adaptar à mudança. “As exigências mudaram”, afirma Neide Noffs, coordenadora do curso de psicopedagogia da PUC-SP e pesquisadora na área de formação de professores.

Não existe uma fórmula para fazer boa prova – e nisso todos os pedagogos concordam. Mas existem pontos que devem ser levados em consideração na hora de elaborar qualquer avaliação, de qualquer matéria. Um deles é trabalhar o conteúdo em contextos e situação reais ou similares aos que o aluno pode encontrar na vida real. Isso obriga o estudante a aplicar aquilo que foi ensinado, e não apenas a reproduzir o que foi dito pelo professor. Outro ponto importante é usar a prova como parte do processo de aprendizado, para que o aluno possa melhorar a partir da avaliação recebida. O modo como a nota é dada também é uma questão importante. É fundamental que a escola tenha os critérios de avaliação padronizados, para o aluno entender por que ganhou ou deixou de ganhar pontos em determinada questão. A avaliação, sugere Ravela, não deveria nunca ser vista como algo subjetivo e pessoal.

Algumas escolas já põem em prática o que o estudo de Ravela aponta como o método ideal de avaliação. O treinamento inclui um documento que cria regras para elaborar as provas. Foi com esse método que as provas da professora Roberta, do Colégio São Luís, deram um salto de qualidade. Os termos “cite exemplos” ou “na sua opinião” foram abolidos, por ser considerados subjetivos. Roberta também foi orientada a criar questões que despertem o espírito crítico do aluno e avaliem habilidades como comparar, interpretar e relacionar. Segundo ela, fazer provas que avaliam diferentes competências é muito mais trabalhoso, porque envolve pesquisa. “Tenho de pesquisar e elaborar questões que desafiem o aluno”, diz Roberta. “Tudo isso dá mais trabalho e toma mais tempo, mas o resultado final é muito melhor”.

Os colégios Móbile e Sidarta, em São Paulo, também investiram na formação de seus professores. No Sidarta, a diretora pedagógica Claudia Siqueira fez um processo em três etapas: primeiro, avaliou com cada professor as provas que estavam acostumados a fazer, sempre questionando o tipo de competência que pretendiam avaliar com determinada questão. O resultado foi que a maioria das questões avaliava o conteúdo decorado. A partir disso, Claudia orientou os professores a refinar o processo de questionamento, com base nos critérios exigidos pelo Enem. Ela não fez nenhum curso específico para aprender a avaliar. Diz que aprendeu sozinha a fazer boas provas, por não se contentar em reproduzir os exercícios feitos na sala de aula. No Móbile, a tarefa de criar provas melhores foi dada à coordenadora pedagógica e professora de física Maria da Glória Martini.

O primeiro passo para a mudança foi reunir os professores durante seis meses para um estudo de habilidades e competências. Depois disso, Maria da Glória dividiu os professores em dois grupos – um resolvia as questões criadas pelo outro. A ideia era colocar o professor no papel de aluno, para que ele percebesse onde a avaliação apresentava problemas. “Deu muito certo. Pudemos ter uma noção real do que é eficaz em uma prova e do que não é”, diz Maria da Glória. Os métodos das escolas são diferentes, mas o objetivo é um só: fazer com que bons professores sejam, também, bons avaliadores. Afinal, a avalição afeta dramaticamente o aprendizado e a vida escolar do aluno. “Além de ensinar bem, um excelente professor deveria ser capaz de também fazer boas avaliações”, afirma Ravela. “Só assim o aprendizado é completo.”

– As 4 Disciplinas Condensadas do Ensino Médio

Biologia, Química, Física, História, Sociologia, Geografia, Matemática, Artes, Inglês, Educação Física, Literatura, Português (e tantas outras disciplinas), poderão ser resumidas em 4 grandes grupos: Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Matemática e Linguagem.

É esta a proposta do MEC. O que lhe parece?

Extraído de Folha de São Paulo, ed 16/08/2012, C3, por Fábio Takahashi

MEC VAI PROPOR FUSÃO DE DISCIPLINAS NO ENSINO MÉDIO

O Ministério da Educação prepara um novo currículo do ensino médio em que as atuais 13 disciplinas sejam distribuídas em apenas quatro áreas (ciências humanas, ciências da natureza, linguagem e matemática).

A mudança prevê que alunos de escolas públicas e privadas passem a ter, em vez de aulas específicas de biologia, física e química, atividades que integrem estes conteúdos (em ciências da natureza).

A proposta deve ser fechada ainda neste ano e encaminhada para discussão no Conselho Nacional de Educação, conforme a Folha informou ontem. Se aprovada, vai se tornar diretriz para todo o país.

Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, os alunos passarão a receber os conteúdos de forma mais integrada, o que facilita a compreensão do que é ensinado.

“O aluno não vai ter mais a dispersão de disciplinas”, afirmou Mercadante ontem, em entrevista à Folha.

Outra vantagem, diz, é que os professores poderão se fixar em uma escola.

Um docente de física, em vez de ensinar a disciplina em três colégios, por exemplo, fará parte do grupo de ciências da natureza em uma única escola. Ainda não está definida, porém, como será a distribuição dos docentes nas áreas.

A mudança curricular é uma resposta da pasta à baixa qualidade do ensino médio, especialmente o da rede pública, que concentra 88% das matrículas do país.

Dados do ministério mostram que, em geral, alunos das públicas estão mais de três anos defasados em relação aos das particulares.

Educadores ouvidos pela reportagem afirmaram que a proposta do governo é interessante, mas a implementação é difícil, uma vez que os professores foram formados nas disciplinas específicas.

O secretário da Educação Básica do ministério, Cesar Callegari, diz que os dados do ensino médio forçam a aceleração nas mudanças, mas afirma que o processo será negociado com os Estados, responsáveis pelas escolas.

Já a formação docente, afirma, será articulada com universidades e Capes (órgão da União responsável pela área).

Uma mudança mais imediata deverá ocorrer no material didático. Na compra que deve começar neste ano, a pasta procurará também livros que trabalhem as quatro áreas do conhecimento.

Organização semelhante foi sugerida em 2009, quando o governo anunciou que mandaria verbas a escolas que alterassem seus currículos. O projeto, porém, era de caráter experimental.

folhapress

– O Melhor Professor dos EUA pode ser um Brasileiro!

Orgulho aos Educadores Brasileiros: o professor Alexandre Lopes, brasileiro que leciona nos EUA, concorre ao prêmio “Professor do Ano”, cujo prêmio será entregue na Casa Branca pelo presidente americano (B. Obama ou M. Ronney).

Extraído de Isto É, edição 2230, pg 102

UM BRASILEIRO ENTRE OS MELHORES PROFESSORES DOS EUA

por Paulo Rocha

O carioca Alexandre Lopes vence 180 mil docentes na Flórida e concorre ao título de Professor Nacional do Ano por seu trabalho com alunos especiais.

Um brasileiro está fazendo história nos Estados Unidos. O carioca Alexandre Lopes, 43 anos, natural de Petrópolis (RJ), acaba de ser eleito o melhor professor do Estado da Flórida e agora concorre ao título de melhor dos EUA. A conquista foi realizada após mais de seis meses de um rigoroso processo seletivo, que incluiu etapas regionais, municipais e estaduais. Lopes foi eleito o melhor entre cerca de 180 mil docentes da rede de ensino público da Flórida por seu trabalho realizado com crianças com necessidades especiais em idade pré-escolar. Há oito anos, o brasileiro atua como professor de educação inclusiva na escola Carol City Elementary, em Miami (Flórida), onde leciona para meninos e meninas de famílias de baixa renda – muitos deles autistas. A ideia de concorrer à premiação partiu da própria instituição onde Lopes trabalha. “Fiquei lisonjeado com a indicação, mas nunca achei que eu chegaria tão longe. Minha ficha ainda está caindo”, afirma.

A paixão do brasileiro pela educação foi despertada ainda na infância, porém Lopes só passou a trabalhar como professor após imigrar para os Estados Unidos, em 1995. Depois de atuar como comissário de bordo por mais de seis anos, em 2001 ele decidiu largar o emprego para correr atrás do seu antigo desejo. Sua ideia original era se tornar professor de línguas estrangeiras, mas uma conselheira vocacional o orientou a atuar na área de educação inclusiva. “Na época eu nem sabia o que isso significava, mas logo que entendi me apaixonei e decidi começar um mestrado na área”, diz. Enquanto realizava as entrevistas e dissertações para concorrer ao título de melhor professor da Flórida, Lopes ainda conciliava o trabalho como docente com o doutorado em educação na Universidade Internacional da Flórida. Agora ele deve permanecer um ano longe das salas de aula, cumprindo a agenda de compromissos que seu novo título exige, e que inclui palestras e a participação em workshops sobre educação.

O resultado da eleição para melhor professor dos Estados Unidos só será divulgado em abril de 2013, em uma cerimônia na Casa Branca com a presença do presidente americano. Mas, independentemente de ganhar a etapa nacional ou não, o brasileiro garante que já tem motivos de sobra para comemorar. “Só o fato de poder inspirar a paixão pela educação e, ao mesmo tempo, me tornar motivo de orgulho para o meu país já me faz sentir realizado.”

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– Gastos com Educação: Dinheiro Bem ou Mal Gasto?

Ouvi uma entrevista do ex-Ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, falando sobre investimentos em Educação. Quem mais gasta (em percentual do PIB) é a Islândia (7%).

O Brasil, por incrível que pareça, é um dos que mais investe no mundo (em números percentuais). Nosso gasto com Educação é maior que o dos Estados Unidos, do Japão, da Coréia do Sul e da China!

O problema é lógico: gastamos mal. A gestão do dinheiro é ruim (sem contar com os prováveis desvios de verba).

Já imaginaram se os recursos fossem melhores destinados, e chegassem integralmente para quem realmente é da área educacional?

O país seria outro…

– O Incentivo ao uso de Cocaína Começa com… Cigarro!

É isso mesmo. Para chegar até a Cocaína, há elementos que contribuem, e a Nicotina, segundo comprovação científica, é um deles. Abaixo, extraído da Science Translational Medicine.

Em: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5450641-EI8147,00-Nicotina+pode+abrir+a+porta+para+consumo+de+cocaina+diz+estudo.html

NICOTINA PODE ABRIR A PORTA PARA CONSUMO DE COCAÍNA, DIZ ESTUDO

A nicotina provoca mudanças no cérebro que podem abrir a porta para o consumo de cocaína, revela um estudo publicado nesta quarta-feira na revista Science Translational Medicine.

Estudos anteriores relacionaram o consumo de álcool e tabaco com o uso progressivo de outras drogas, como a maconha, mas agora o professor Amir Levine, da Universidade de Colúmbia, analisou a base biológica deste efeito e descobriu em um estudo com ratos que a nicotina aumentou a resposta à cocaína.

A resposta do animal foi mais positiva para cocaína quando os ratos que foram “pré-tratados” com nicotina depois receberam doses de nicotina e cocaína ao mesmo tempo.

Os pesquisadores sugerem que a nicotina aumenta a habilidade da cocaína para aceder e aumentar a expressão do gene FosB, que codifica uma proteína que é um fator de transcrição, ou seja, que regula muitos outros genes por sua vez envolvidos na resposta conductual perante a cocaína, explicou à Agência Efe Ruben Baler, do Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos Estados Unidos.

Baler apresenta também junto com a diretora deste Instituto, Nora Volkow, um estudo em perspectiva relacionado com o de Lavine, centrado nas mudanças epigenéticas (processos genéticos que não envolvem mudanças na sequência de DNA do animal) da nicotina.

Baler indicou que o tema geral tem a ver com a teoria de que as drogas são usadas em sequência, “primeiro as pessoas começam a usar uma droga que seja mais leve e pouco a pouco tendem a usar drogas mais pesadas, mais perigosas”.

Segundo o pesquisador, porém, “não está claro por que há uma sequência, se acontece por uma mudança morfológica que vai ocorrendo no cérebro e torna a pessoa ser mais vulnerável ao uso de drogas mais pesadas, ou se simplesmente a pessoa usa o que é mais acessível no início e depois usa outra coisa mais pesada”.

Para Baler, “possivelmente é uma combinação de ambos os fatores”, já que há evidências de que ocorrem mudanças estruturais funcionais em vários níveis no cérebro, de modo que o animal é mais sensível à cocaína.

“O que este estudo mostra de maneira bastante contundente em um modelo animal é que o uso crônico da nicotina durante sete dias de exposição muda basicamente parâmetros muito importantes no cérebro, o que faz com que o animal seja mais vulnerável e sensível aos efeitos da cocaína”.

– USP é a Melhor Universidade da América Latina

A USP, pelo segundo ano consecutivo, está entre as universidades TOP 10 da América Latina, figurando como a principal instituição de ensino, segundo a instituição britânica Quacquarelli Symonds, que faz as avaliações anualmente. A Unicamp figura em 3º, e a UFRJ em 8º. Veja a relação:

 

TOP 10 UNIVERSIDADES LATINO-AMERICANAS

Posição/2012

Instituição

País

Posição/2011

1

USP (Universidade de São Paulo)

Brasil

1

2

Pontificia Universidad Católica de Chile

Chile

2

3

Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)

Brasil

3

4

Universidad de Chile

Chile

4

5

Unam (Universidad Nacional Autónoma de México)

México

5

6

Universidad de Los Andes Colombia

Colômbia

6

7

Itesm (Tecnológico de Monterrey)

México

7

8

UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)

Brasil

19

9

Universidad de Concepción

Chile

12

10

Usach (Universidad de Santiago de Chile)

Chile

21

·         Fonte: QS (Quacquarelli Symonds)

 

Já as TOP 10 do Brasil foram classificadas assim:

TOP 10 UNIVERSIDADES – BRASIL

Posição 2012
Brasil

Posição 2012
Am. Latina

Instituição

Posição 2011
Am. Latina

1

1

USP (Universidade de São Paulo)

1

2

3

Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)

3

3

8

UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)

19

4

13

UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)

10

5

14

UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

14

6

15

Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)

31

7

17

Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho)

16

8

18

PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)

15

9

25

UnB (Universidade de Brasília)

11

10

28

PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)

37

·         Fonte: QS (Quacquarelli Symonds)

– Melhores Universidades do Mundo em Língua Portuguesa!

Há coisas boas pouco divulgadas no mundo da Educação Por exemplo: alguém já acessou o site “Veduca”?

Eu desconhecia, e fiquei surpreso positivamente. O endereço é de um portal de video-aulas, gravadas nas melhores universidades mundiais, como MIT, UCLA, Yale, Harvard, e traduzidas para o português!

De tantas coisas ruins que vemos na Internet e que são disseminadas, ainda há coisas boas que valem a pena compartilhar. Quem quiser, o endereço é: www.veduca.com.br

– Pílula Contra a Aids: Vitória Caríssima da Ciência

Uma vitória parcial da ciência: por R$ 14 mil dólares/ ano, você já pode se prevenir contra a AIDS. Mas não é a tão sonhada vacina, são pílulas preventivas.

Caro, não?

É mais fácil se prevenir através do sexo seguro: aos casais, mantendo a fidelidade. Sai muito mais barato…

Abaixo, extraído de: http://is.gd/jkbJH5

ESPECIALISTAS DOS EUA APROVAM PÍLULAS PREVENTIVAS CONTRA A AIDS

Consultores sanitários dos Estados Unidos recomendaram nesta quinta-feira a adoção da droga Truvada como a primeira pílula preventiva contra a Aids.

O Comitê de Aconselhamento de Drogas Antirretrovirais, que assessora a Food and Drug Administration (FDA), agência que regula os alimentos e os medicamentos nos Estados Unidos, aprovou por 19 votos contra 3 a prescrição do Truvada para homens homossexuais HIV-negativos, e por 19 votos a 2 (uma abstenção) receitar a droga para cônjuges não infectados cujos parceiros têm Aids.

O Truvada atualmente está disponível como tratamento para soropositivos em combinação com outras drogas antirretrovirais e a FDA o aprovou em 2004. A fabricante de medicamentos Gilead Sciences Inc., da Califórnia, apresentou uma solicitação para poder comercializá-lo com objetivos de prevenção.

Resultados de estudos de referência publicados em 2010 demonstraram que a droga, fabricada pela Gilead Sciences, ajudou a repelir o HIV em homens homossexuais que adotam comportamentos de risco de 44% para quase 73%.

Mas críticos observam que a pílula é cara – custa até US$ 14 mil ao ano – e outros alertam que o teste clínico não representa as circunstâncias do mundo real e poderia provocar um aumento na prática de sexo sem proteção e em uma retomada nos casos de Aids.

Os dados usados provêm principalmente do Estudo de Prevenção do HIV iPrEx, pesquisa realizada entre julho de 2007 e dezembro de 2009 em seis países: Brasil, Equador, Peru, África do Sul, Tailândia e Estados Unidos.

O estudo foi realizado com 2.499 homens homossexuais, inclusive 29 transexuais, com idades entre 18 e 67 anos, sexualmente ativos, mas não infectados com o vírus causador da Aids.

Os participantes foram selecionados ao acaso para tomar uma dose diária de Truvada – combinação de 200 miligramas de emtricitabina e 300 milligramas de tenofovir disoproxil fumaratoo – ou um placebo.

Aqueles que tomaram o novo medicamento com regularidade tiveram uma incidência quase 73% menor de infecções. Em todo o estudo, incluindo aqueles que não fizeram um uso tão seguido do Truvada, houve 44% menos infecções do que entre aqueles que tomaram o placebo.

O método de ingestão do medicamento antes da potencial exposição ao HIV é denominado profilaxia pré-exposição (PrEP).

Depois da publicação do estudo no periódico New England Journal of Medicine, alguns especialistas saudaram os resultados, denominando-os de uma virada de mesa e a primeira demonstração de que um medicamento oral já aprovado poderia reduzir a probabilidade de infecções por HIV.

No entanto, outros alertaram para os riscos de se depender nas pessoas – particularmente naquelas que já tiveram comportamentos de risco – em ingerir uma pílula diária.

“Poderá haver um aumento do risco para os homens que, acreditando falsamente estar 100% protegidos, parassem de usar preservativos. Uma redução no uso do preservativo significaria um risco maior de transmissão e disseminação de um vírus resistente a medicamentos”, alertou em um comunicado a Aids Healthcare Foundation.

“Os 44% que se beneficiaram do Truvada no estudo iPrex foram aconselhados mensalmente e fizeram exames frequentes para detectar infecções sexuais, algo que não é verossímil no mundo real”, acrescentou.

Os homens homossexuais representam mais da metade dos 56 mil novos casos de HIV nos Estados Unidos, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças do país.

Uma análise do custo e benefício, realizada no mês passado por especialistas da Universidade de Standford, sugeriu que o medicamento seria financeiramente viável entre homens gays com cinco parceiros ou mais ao ano, mas seria proibitivamente caro se promovido para todos os homossexuais masculinos.

– As 50 Melhores e Piores Faculdades de Direito

Faculdades de Direito contestadas: após o Exame da Ordem Unificado, o site TERRA, no ambiente “Educação” cria elenco das 50 piores instituições de ensino do Brasil.

A lista pode ser observada em: http://is.gd/EDUCACAODIREITO

Ôpa: na relação, também há a lista das 50 melhores!

– Curso de Gandula a Distância!

O que pensar sobre tal inusitada proposta: se diplomar como gandula, por um curso a distância, por R$ 560,00 em 12 vezes no Cartão de Crédito?

Parece loucura, mas existe uma Universidade que oferece tal formação aos repositores de bola!

É a ciência a serviço da boa educação esportiva. Mas fico com a pulga atrás da orelha: afinal, como pode-se oferecer o certificado de conclusão sem uma única aula prática num campo de futebol?

Extraído do Uol Esporte, em: http://is.gd/lxpoRy

INSTITUIÇÃO VIRTUAL OFERECE CURSO DE GANDULA A DISTÃNCIA POR R$ 560,00

Por Bruno Freitas

Os gandulas roubaram a cena nas decisões dos estaduais e vivem seu precioso instante de notoriedade no futebol brasileiro. Responsáveis pela reposição de bola nas partidas, esses personagens geralmente são estudantes de educação física ou garotos das categorias de base dos clubes. No entanto, uma instituição virtual de ensino brasileira oferece um curso à distância para formação deste coadjuvante hoje em dia em moda nos estádios.

A reportagem do UOL Esporte encontrou um inusitado curso ministrado pela Rede Internacional de Ensino Livre, que oferece certificado de gandula por R$ 560,00, em pagamento que pode ficar em 12 vezes no cartão de crédito.

A escola baseada na cidade mineira de Ituiutaba informa que cede material de estudo ao eventual interessado. No fim, o aspirante a gandula precisa enviar à instituição um questionário devidamente respondido. Em caso de êxito, recebe o certificado de conclusão.

Ao todo são cinco módulos de curso, que orientam o estudante desde as regras do jogo a noções de ética (“Seja honesto em qualquer situação”) e comportamento (“Sua atitude ganha a simpatia da torcida”).

Uma das aulas da disciplina tem o título de “Busca tanto as bolas do seu time quanto as do adversário”, em descrição que pode remeter à polêmica da decisão da Taça Rio do último final de semana, em jogo entre Botafogo e Vasco.

O curso de gandula da instituição virtual foi desenvolvido pelo reitor da escola, dr. Omar Costa. Em contato com a reportagem do UOL Esporte, a escola  informa que o estudo serve como aperfeiçoamento para indivíduos que já tenham algum tipo de experiência na função.