Parece ser tão difícil respeitar o sofrimento do nosso semelhante…
Reflita em: https://youtu.be/kjlbmi9oWNY
Parece ser tão difícil respeitar o sofrimento do nosso semelhante…
Reflita em: https://youtu.be/kjlbmi9oWNY
Gostei da imagem abaixo: não é porque muita gente faz coisas erradas, que se deve fazer. Também não é que se ninguém faz as coisas certas, que você deve deixar de fazer.

Imagem extraída da Web. Quem conhecer a autoria, favor informar para postar os créditos.
Eu duvido que esse cara (do vídeo) seja bombeiro. Mas se for, vai tomar uma “enquadrada” do seu superior…
Além de se recusar a usar a máscara, mandou quem está certo “baixar a bola”… Lamentável!
Abaixo:
Triste. Hartley Sawyer, o ator da série THE FLASH, da DC Comics, e que interpreta Ralf Dibny (o herói desajustado Homem Elástico), foi demitido da série pela descoberta de publicações antigas de cunho racista e sexista.
Diante de tudo isso, Sawyer disse que eram apenas piadas…
Lamentável. Algumas delas:

A matéria completa em: https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2020/06/estes-são-os-tuites-nojentos-que-fizeram-ator-de-the-flash-ser-demitido
Eu não sabia e me surpreendi: a ONU colocou no mesmo nível de importância de Saúde e Educação o Acesso Livre à Internet.
Motivos: Sinal dos Novos Tempos, claro. Mas também para que haja liberdade de expressão na Web, já que frequentemente vemos nações derrubarem a Internet para não terem opinião contrária.
A censura é algo que ainda assusta e persegue o direito – agora assegurado – de expressão na Internet!
Gostei muito do post do blog Dricaribas – Uma observadora do cotidiano, a respeito das diferenças do Racismo nos EUA e no Brasil, a partir da visão de quem viveu nos dois países e pelo aspecto social e cultural dessas nações.
O Racismo é entendido e praticado diferente nos EUA. Não que ele inexista em nosso país, mas a abordagem de como ele é, diverge.
Vale a pena tal leitura!
Abaixo, extraído de: https://dricaribas.com/2020/06/04/racismo-nos-estados-unidos-um-problema-longe-de-ser-resolvido/
RACISMO NOS EUA: UM PROBLEMA LONGE DE SER RESOLVIDO
por Adriana Ribasmayer
Os europeus observam a situação de protestos nos Estados Unidos, com muita preocupação desde da morte de George Floyd. Desde de então, milhares de pessoas saem às ruas para protestar, as vezes de forma pacífica, outras vezes com direito a tumulto e quebradeira.
A questão racial no Estados Unidos é bem complexa. Já não é o primeiro caso, com o excesso de força de policiais brancos contra a população afro-americana. Um caso bem conhecido aconteceu em 1992, quando quatro policiais brancos foram declarados inocentes após a agressão contra o afro-americano Rodney King. Toda a ação foi filmada. Depois de seis dias de protestos violentos, o Corpo de Fuzileiros Navais junto com a Guarda Nacional foram chamados para acalmar a situação.
Desde então, outras situações violentas aconteceram e foram devidamente filmadas, especialmente em tempos de celulares inteligentes, os smartphones. George Floyd foi filmado sendo morto por asfixia pelos policiais. Esses já foram colocados em presídios de segurança máxima.
Além da indignação justa pela morte de Floyd, aliou-se a insatisfação com a crise econômica. Até agora, por conta da pandemia da Covid19, mais de 40 milhões de pessoas estão desempregadas. Boa parte delas são justamente de afro-americanos.
Se por um lado, governadores apoiam os protestos, por outro ficam sem ação ao pedir à população que permaneçam em casa, justamente para evitar a propagação do vírus. Os Estados Unidos está em primeiro lugar, seja em número de infectados, com mais de um milhão e meio de infectados e com mais de cem mil mortos, dados da Universidade de John Hopkins. As autoridades norte-americanas alertam que número de casos podem aumentar consideravelmente devido aos protestos. E mais uma vez, a população afro-americana é a maior afetada.
Por outro, o Presidente Donald Trump também não contribui para a uma possível pacificação dos protestos. Pelo contrário, Trump pretende colocar os militares nas ruas para conter os mesmos. Em tempos de campanha eleitoral, isso pode ser uma verdadeira bomba atômica e dividir ainda mais, uma sociedade racialmente dividida.
Sim, essa é principal diferença entre o Brasil e os Estados Unidos. Aí a sociedade é racialmente divida. O DricaRibas viveu em Washington entre 1995 e 1997 e observou isso. Mesmo com o primeiro Presidente Barack Obama, esse quadro não alterou. Na leitura DricaRibas, esse processo será longo e haverá a necessidade de um longo e dolorido diálogo entre ambas partes, além de uma política de integração da população afro-americana. Infelizmente, os atores políticos aí não dão esse sinal.
No caso do Brasil, a questão do racismo funciona diferente. Não há como classificar como melhor ou pior. Somos uma sociedade mestiça, se comparada com a norte-americana, mas isso não significa que a população afro-brasileira esteja em melhores condições. Mesmo após a abolição da escravatura, em 1888, não houve nenhuma política de inserção da população afro-brasileira.
No último fim de semana houveram protestos no Rio de Janeiro pela morte do menino João Pedro Mattos. João morreu depois de uma ação da polícia em São Gonçalo, no último dia 19 de maio. Importante que a polícia seja questionada, mas ao mesmo tempo, que os casos de Covid19 estejam foram de controle.
Por fim, para concluir esse post, no caso do Brasil, a questão de integração da população afro-brasileira deve ser levada a sério e com propostas concretas. Não pode ser instrumentalizada por um setor da esquerda que pretende usar a pauta, para dividir ainda mais uma sociedade já rachada. Verdade também que o governo Bolsonaro não ajuda em nada nesse sentido, muito pelo contrário só coloca lenha na fogueira.
Fonte: Número de infectados pela Covid19 da Univerdade John Hopkins nos Estados Unidos. Esse site também coloca a disposição o número de infectados no Brasil: http://www.jhu.edu.com

Um alerta para os pais: como o bullying está cada vez mais frequente nas escolas e como isso reflete no rendimento dos pequenos.
Extraído de Revista Veja, ed 2516, pg 84-85.
ALERTA: O BULLYING PROVOCA NOTA BAIXA
Estudo realizado ao longo de 25 anos comprova que agressões sofridas na escola prejudicam o rendimento acadêmico das vítimas
Por Filipe Vilicic, Talissa Monteiro
O bullying já foi apontado como causa de depressão, ansiedade, obesidade e sentimento de solidão em crianças. Ainda que o termo, cunhado nos anos 70 pelo psicólogo sueco Dan Olweus, descreva qualquer ataque que use a força ou a coerção para intimidar e ameaçar alguém, ele é frequentemente associado aos “valentões” que humilham meninos e meninas na escola. Gagueira, uso de óculos com lentes grossas, características físicas ou mesmo (ironia que a inveja pode explicar) um desempenho escolar acima da média costumam motivar as agressões — verbais em 77% das situações, físicas no restante. Estudos realizados pela Associação Americana de Medicina chegaram a revelar que o trauma pode ser tão grave que as vítimas têm até três vezes mais risco de pensar em suicídio. Uma nova pesquisa, da Associação Americana de Psicologia, divulgada na última semana, descobriu outro efeito preocupante do bullying: as vítimas tendem a se sair pior em provas escolares e a odiar experiências acadêmicas. A conclusão veio de um estudo conduzido ao longo de 25 anos por psicólogos da Universidade do Estado do Arizona.
Desde 1992 os cientistas têm seguido a vida de 190 meninos e 193 meninas, do jardim de infância ao ingresso em um curso superior ou ao abandono dos estudos. A cada ano, os participantes respondiam a questionários e realizavam entrevistas, por meio das quais os pesquisadores conseguiam detectar experiências de abusos verbais e físicos. A frequência do bullying era, então, medida em uma escala que ia de 1 (quando a prática “quase nunca” ocorria) a 5 (“sempre”). Cerca de metade das crianças nesse ranking ficou nos níveis mais baixos de incidência. Contudo, o trabalho identificou que 20% dos alunos estudados em algum momento se viram vítimas de ataques crônicos e severos. Ao final, chegou-se a um resultado alarmante: um em cada quatro jovens que foram alvo de bullying apresentou desempenho acadêmico decrescente e se revelou menos engajado nasatividades escolares. Pelos relatos das crianças aos pesquisadores, evidenciou-se a relação direta entre os ataques e a desmotivação com o aprendizado.
Disse a VEJA a psicóloga americana Becky Kochenderfer-Ladd, a principal autora do estudo: “Já tínhamos indícios da ligação entre o bullying e a perda de motivação acadêmica. Faltava, porém, um acompanhamento prolongado da vida desses jovens.” Segundo os psicólogos por trás da
pesquisa, ao contrário do que aponta o senso comum, o problema é recorrente entre os que estão na idade de frequentar o que no Brasil se chama ensino fundamental, e não no ensino médio. A porcentagem de casos severos caiu de 20% em crianças para 7% entre adolescentes. “Isso nos traz esperança, pois indica que alguns conseguem enfrentar e vencer esse mal ao longo da vida”, afirmou o psicólogo americano Gary Ladd, também autor da pesquisa.
Sim, a maldade, direcionada ao próximo — em geral alguém “diferente” do agressor e da maioria —, existe desde sempre, em todos os lugares.
Mas a internet serviu tanto para escancarar a questão como para fazer surgir uma modalidade nova e de enorme potencial: o cyberbullying.
Em 2011, por exemplo, um vídeo postado no YouTube deixou clara a dimensão que o assunto havia tomado. Nele, o estudante australiano Casey Heynes, então com 15 anos, aparecia sendo atacado pelos colegas de colégio por causa de sua obesidade. Naquele dia, ele resolveu reagir e agrediu os que o atacavam. Desde então, o vídeo foi visto quase 30 milhões de vezes e o caso se transformou em símbolo do problema. A história de Heynes, apesar de ter sido exposta na rede, ainda se enquadra na categoria mais comum de bullying: aquele cometido no colégio. Mesmo na era digital, é duas vezes maior o risco de uma criança ser agredida na escola do que na Web – por exemplo, por comentários maldosos no Facebook.

Quem disse que…:
Quem é de Direita deve pensar na Saúde da Economia e quem é da Esquerda deve pensar na Saúde das Pessoas?
Quem é de Direita deve ser a favor da Cloroquina e quem é da Esquerda deve ser contrário?
Quem é de Direita é nacionalista e quem é de Esquerda é comunista?
Quem é de Direita deve apoiar incondicionalmente o Presidente da República e quem é da Esquerda deve criticar ofensivamente o mesmo?
Quem é de Direita deve sair nas ruas e abrir o comércio e quem é da Esquerda praticar o lockdown?
Ainda, quem disse que:
Existe unicamente apenas Direita e Esquerda, como se o mundo fosse bipartido? Há também os Ultra Radicais, os Ponderados, os Centro-Direitistas e os Centro-Esquerdistas, os “Centrões”, os Alienados, os Fanatizados, os “Isentões”, e os “isso-ou-aquilos?”
Aliás, quem inventou esses termos? Quem definiu que as pessoas são rotuladas dessa forma?
Bobagem. Tudo bobagem. Pessoas bitoladas querem se dizer especializadas e acabam rotulando os outros. Isso mesmo: criam “falsas verdades” e “filosofias de pára-choque de caminhão”.
Por fim:
“Pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e pessoas idiotas cheias de certeza” (Bertrand Russell)
Respeito todas as opiniões – embasadas ou não. Todos devem ter sua realidade e historicidade respeitadas, pois criam suas próprias carências e verdades. Mas isso não dá direito das mesmas sobreporem opinião e tentarem impor suas crenças sobre os demais, desrespeitando verdades alheias.

Que loucura o que aconteceu em Mineápolis, EUA! George Floyd, um negro, foi morto por Derek Chauvin, um policial branco que nas cenas gravadas o asfixiou mesmo quando imobilizado e implorando para respirar.
Racismo, despreparo do policial, falta de sensibilidade e desumanidade. Tudo junto nesse episódio!
Entenda, extraído de: https://glo.bo/2Xfz7gA
NÃO CONSIGO RESPIRAR
“O racismo não está piorando, só está sendo gravado agora.”
Com essas palavras o ator americano Will Smith explicou anos atrás como as câmeras de celulares estavam permitindo gravar a violência policial contra negros nos Estados Unidos.
Isso voltou a acontecer na segunda-feira passada, e pela terceira noite consecutiva, a cidade de Minneapolis, no noroeste dos EUA, voltou a ser tomada por protestos e confrontos violentos com a polícia por causa da morte de George Floyd, um cidadão negro de 46 anos.
O QUE ACONTECEU?
Darnella Frazier, que passava pela rua, sacou seu celular enquanto assistia horrorizada à cena em que Floyd, no chão de uma rua, algemado e desarmado, fica inconsciente sob a pressão do joelho de um dos policiais brancos que o haviam detido.
Ao que parece, pouco antes, Floyd, que trabalhava como segurança em um restaurante, tentou fazer uma compra com uma cédula falsa de US$ 20.
“Todos temos os nossos defeitos. Todos cometemos erros. Ninguém é perfeito.”
“A forma como ele morreu é cruel”, disse a mãe de sua filha de 6 anos, Roxie Washington, ao jornal Houston Chronicle. “Eles o roubaram da minha filha.”
Nascido em Houston, George Floyd se dedicou em sua cidade natal ao basquete e ao futebol. Ele também atuou na cena local de hip-hop, onde era relativamente conhecido.
Mas quando se mudou para Minneapolis começou uma nova vida como segurança do restaurante latino-americano Conga Latin Bistro, no centro da cidade.
FORTE, MAS ‘SUPER DOCE’
O segurança ganhou rapidamente o apelido dos colegas de “Big Floyd” (Grande Floyd).
“Era alto e musculoso”, descreve um colega de trabalho, Vernon Sawyerr. “Era simplesmente amável. Quando nos deparamos com alguém desse tamanho, pode parecer imponente, mas era super doce.”
Em 2017 e 2018, Floyd havia sido segurança particular de um abrigo de emergência para pessoas sem teto ligado à organização beneficente Exército da Salvação, em Minneapolis. “Que trágico e triste é isso tudo”, afirmou Brian Molohon, diretor-executivo da entidade.
“Para trabalhar em um abrigo de emergência é preciso ser um tipo especial de pessoa. É realmente muito difícil ver essa angústia todos os dias”, disse Molohon. “Não tenho dúvidas de que George, como muitos outros trabalhadores de abrigos na nossa comunidade, tinha um coração que se preocupava com as pessoas e nossa comunidade.”
A ex-estrela da NBA Stephen Jackson publicou em seu perfil no Instagram o lamento de ter perdido alguém que considerava um irmão. Ambos eram muito próximos e se apelidaram de “gêmeos”.
“Me enfurece tanto que, depois de todas as coisas pelas quais você passou e se comportou da melhor maneira possível, eles o levaram dessa maneira”, escreveu o ex-jogador de basquete.
No vídeo de 10 minutos, Derek Chauvin, policial branco de 44 anos que imobiliza Floyd, ignora as reclamações tanto do detido quanto das testemunhas sobre sua violência extrema.
Seu colega de patrulha, o corpulento Tou Thao, observa a cena impassível e trata de obstruir a visão das pessoas que transitam pela rua. Os dois policiais foram demitidos.
Darnella Frazier decidiu publicar seu vídeo nas redes sociais e as ruas de Minneapolis viraram palco de uma onda de protestos que se espalhou pelos Estados Unidos.
As palavras “Eu não consigo respirar”, que Floyd repetia ao policial que o mantinha imobilizado no chão, se multiplicaram em cartazes e camisetas de manifestantes em protestos em Minneapolis como um lema contra a violência policial no tratamento a negros nos EUA.
FICHA CORRIDA DO POLICIAL DEREK CHAUVIN
Esta não foi a primeira vez que o policial Derek Chauvin se envolve em episódios violentos, segundo registros do departamento de polícia.
Segundo a agência de notícias Associated Press, ao longo de 19 anos de carreira, Chauvin foi alvo de quase 20 queixas formais e duas cartas de reprimenda. A maioria foi arquivada.
Em 2006, ele foi um dos seis policiais que dispararam contra Wayne Reyes, que segundo os agentes apontou uma escopeta de cano serrado para eles depois de esfaquear duas pessoas. O júri decidiu que o uso da força havia sido justificado contra Reyes, de ascendência indígena.
Dois anos depois, Chauvin atirou duas vezes contra um homem negro depois que o policial e seu parceiro atenderam a uma denúncia de violência doméstica.
Os agentes afirmaram que Ira Latrell Toles tentou pegar a arma de Chauvin, e, na por isso foi atingido. Por outro lado, Toles afirmou ao site Daily Beast que foi agredido por Chauvin mesmo sem ter reagido à ação policial.
De ascendência asiática, Tou Thao, dupla de Chauvin que estava presente no momento em que George Floyd morreu sufocado, também já havia respondido a queixas por atos violentos.
Em 2014, um homem negro, Lamar Ferguson, denunciou Thao e outro agente sob acusação de ter sido agredido sem motivo enquanto caminhava em direção à casa de sua namorada. Três anos depois, foi firmado um acordo de US$ 25 mil para encerrar o caso.

Pep Guardiola, o vitorioso treinador de futebol (que é espanhol e trabalha na Inglaterra), está vivendo a Pandemia bem antes que nós no Brasil. E, mesmo apaixonado por seu ofício, foi questionado sobre a volta das atividades esportivas profissionais em meio à crise do Covid-19. Disse ele:
“Acho que todos os torcedores ao redor do mundo estão impacientes e querem o regresso do futebol. Nós também queremos, mas atualmente a prioridade está em outro lugar. Portanto, fiquem seguros, tenham cuidado, porque quando for possível nós regressamos (…) Se o Governo exige a utilização da máscara, ficar em casa e preservar a distância social, então todos o devem fazer, porque muita, muita gente trabalha na saúde e está arriscando a sua vida para salvar a nossa. É incrível o que eles têm feito e devemos seguir as regras. Não podemos falhar”.
Por quê pessoas inteligentes e sensatas como ele tem o mesmo discurso sobre a volta do Futebol? E, incoerentemente, no RJ, se quer voltar antes do que nesses lugares cuja pandemia começou meses atrás?
Incompreensível.

Lembrando: a mãe de Guardiola faleceu vítima do Novo Coronavírus aos 82 anos.
Nos últimos dias, tivemos a campanha do Dia Mundial contra a Transfobia; também a Celebração da Libertação dos Escravos e o adiantamento do Dia da Consciência Negra (por conta da pandemia).
Há 6 anos, publicávamos esse momento de discussão sobre as diversas formas de preconceito (incluindo as das causas citadas acima e outras a se discutir) e que me parece ser um assunto bem atual…
Compartilho, abaixo, de 24/05/2014:
PRECONCEITOS
Passado o impacto da campanha contra o racismo capitaneada pela hastag #somostodosmacacos, fica uma nova discussão no futebol: gritar “Macaco” no estádio é crime, e ”Bicha” não é?
A luta deve ser contra o preconceito sob todas as formas ou apenas em relação as raças?
Esperar-se-á alguém jogar uma calcinha rosa contra um atleta homossexual (embora os jogadores gays não se assumam no futebol brasileiro temendo a carreira), fazendo um paralelo à banana contra Daniel Alves, para que se aborde o tema?
Homossexuais existem no apito também. Árbitros e bandeiras enrustidos estão aí, trabalhando nos campeonatos e se passando por heterossexuais. Conheci alguns e nunca se tocou na questão sexual durante os trabalhos de jogo. Mas desde “esposa arranjada” para manter as aparências até “causos de namoricos” se ouviu falar. E não só entre árbitros, mas também envolvendo dirigentes! Alguns na ativa e outros aposentados.
A condição sexual é problema pessoal de cada um. Entretanto, me preocupa quando heteros ou homos a usam para proveito próprio e/ou instrumento para promoção de alguém.
E aí vem a outra questão: o assédio sexual, seja praticado para cima das mulheres ou de homens, também não é um problema?
Outro: se não bastasse a questão racista, sexual ou de gênero, a física também deve ser discutida: rarearam-se os árbitros “baixinhos”? Cada vez mais se quer árbitro alto, parrudo e de boa aparência. Fico pensando: será que a Família Oliveira (Paulo César e Luiz Flávio) teriam chegado onde chegaram se começassem a carreira nos dias atuais? Negros e baixos, a dificuldade seria maior hoje.
Involuímos socialmente ou os critérios de meritocracia são tolhidos pela política?

Antes da parada da pandemia de Covid-19, a cidade de Lisboa estava fazendo uma campanha bem-humorada para combater o mau cheiro das axilas no metrô público!
Veja só que iniciativa diferente (e bacana):
CAMPANHA “SOVAQUITOS” USA BOM HUMOR PARA INCENTIVAR HIGUENE DE USUÁRIOS DO METRÔ DE LISBOA
Por Giuliana Miranda
Uma série de animações engraçadinhas, protagonizada por quatro sovacos coloridos e rebolativos, é a nova estratégia publicitária para conscientizar a população sobre a importância dos hábitos de higiene no transporte público de Lisboa.
Com cerca de 160 milhões de passageiros por ano, o metrô da capital portuguesa é muitas vezes criticado por um certo cheirinho persistente entre os usuários —especialmente nos meses mais frios.
A ação, batizada sugestivamente de “Os Sovaquitos”, usa o bom humor como estratégia para chamar a atenção para o impacto do mau cheiro nas axilas durante as viagens.
Com o slogan “por viagens mais agradáveis, cuide dos seus Sovaquitos”, o material publicitário apresenta os bonecos e convida os usuários a visitarem o perfil dos sovacos numa rede social.
Feita pela agência portuguesa Lola Normajean, a campanha tem três brasileiros na ficha técnica.
“Aqui ainda é um problema muito delicado falar que as pessoas estão cheirando mal. Em alguns lugares do mundo, não é, mas em Portugal, assim como no Brasil, esta ainda é uma questão”, avalia o publicitário Sérgio Lobo, diretor de criação. “As nossas culturas ainda tornam isso um pouco mais indelicado.”
Brasileiro radicado em Portugal há pouco mais de dois anos, Sérgio diz que a irreverência foi a aposta para driblar o tabu em torno do tema. “Nós buscamos uma forma de falar isso de um jeito mais delicado, que não agredisse ninguém”, completa.
Apesar de focar os usuários do metrô de Lisboa, a campanha não foi encomendada pela companhia metroviária.
O trabalho é resultado de um desafio feito pela empresa MOP (Multimedia Outdoors de Portugal) para que agências do país criassem propostas inovadoras para outdoors, uma das plataformas mais antigas de publicidade.
Lançada há menos de duas semanas, a campanha tem repercutido entre os usuários, e muitos usam as redes sociais para pedir que a iniciativa educacional seja estendida a outras cidades e aos demais meios de transportes.
“Já temos quatro empresas interessadas em se associar à marca dos Sovaquitos e ajudar a espalhar a mensagem. Há desde marca de higiene pessoal até clínica de tratamento para doenças que causem excesso de suor e mau cheiro”, diz Rodrigo Silva Gomes, CEO da Lola Normajean.
De passagem pelo metrô de Lisboa, a turista paulistana Flávia Dutra, 42, aprovou a iniciativa.
“Acho ótimo. Deviam inclusive levar para outros países da Europa, onde nesta época fria tem muita gente que parece fugir do banho”, diverte-se. “Passei antes por Paris e Londres e foi uma das primeiras coisas que notei.”
Já o estudante de engenharia João Campos, 19, que usa o metrô de Lisboa diariamente, diz que não vê tanta necessidade em enfatizar o uso de desodorantes.
“Não acho ruim, mas creio que há problemas mais urgentes na cidade, como a demora excessiva e a superlotação dos transportes”, diz.

Mais queimadas… todo dia temos pessoas colocando fogo no mato para limpar terrenos aqui no Bairro Medeiros, em Jundiaí!
Acidentes e desleixos acontecem e geram incêndios, mas alguns locais estão manjados demais (vide os horários e locais nos quais as chamas surgem).
Com esse tempo seco, há a necessidade até mesmo dessa gente oportunista de ter compaixão com o próximo! Respirar esse ar poluído (especialmente na hora de dormir) não está dando mais…
Leio nos jornais da cidade de Jundiaí via internet:
“Homem se recusa a usar máscara na ala de internação do Hospital São Vicente dizendo que ‘não se curva ao Globalismo’”;
“Encontro de carros provoca aglomeração em estacionamento de Posto no km 64 da Rodovia dos Bandeirantes” (com cenas de superlotação de pessoas alegres e sorridentes).
Assunto na Televisão:
“CoronaParty se espalham pelo Brasil”.
“Homem se recusa a usar máscara em farmácia e a põe na cabeça debochando que a lei não diz onde deve ser colocada”.
O que essas pessoas ganham com atitudes tão mesquinhas, irônicas, desrespeitosas e apáticas à sociedade?
Todo mundo está cansado do assunto, mortes estão ocorrendo, empresas quebrando, famílias surtando e, por conta das medidas NECESSÁRIAS contra o contágio desse Novo Coronavírus, esse sacrifício parece ser em vão diante de tantos imbecis insensíveis!
Quando a humanidade aprenderá a ser mais “humana” no sentido fraterno da palavra?

A prevenção e a boa vontade em ajudar contra o contágio da Pandemia não custa caro.
Eu acho desconfortável o uso de máscara de proteção. Mas e daí? É necessário e não é sacrificante.
A boa dica abaixo, na figura. Mas o lembrete: USE MÁSCARA!

Numa das raras (e necessárias) saídas de casa nesses tempos difíceis, é a primeira vez que vejo de verdade pouco movimento nas ruas.
Será que devido aos números assustadores do Covid-19, as pessoas se conscientizaram de evitar a exposição desnecessária?
Tomara!
📸🦠☀️ #amanhecer #fotografia #natureza #FicaEmCasa
(07h30, em Jundiaí – Bairro Medeiros)
#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby
O momento é para agregar a humanidade, afinal há um inimigo comum universalmente: o Novo Coronavírus! Mas não é bem assim que está acontecendo…
O Ministro da Saúde aparece na Globo dizendo que dias mais difíceis ainda virão. Já o Presidente da República surge no SBT, na mesma noite de domingo, dizendo que o pior já passou.
Pirei? Talvez.
Politizou-se a pandemia, não se negue essa triste realidade. E com isso surge um novo problema: o descontrole emocional! Tal situação gera o seguinte: alguns publicam que estamos vivendo o final dos tempos e que nada restará; outros, desdenham da ferocidade e velocidade do contágio do Covid-19. Dessa forma, surgem pessoas (para meu grande espanto) validando atitudes extremistas, antidemocráticas e que vão contra qualquer princípio ético ou cidadão.
Na sociedade, existe uma exceção de pessoas que perdeu o respeito alheio e defende a violência oral, vocal, verbal, moral ou, se bobear, até física contra os outros (pasmem: como “método de defesa dos valores”). Tenho medo que isso gere coisas mais sérias e violentas.
De maneira bem clara, estou me referindo às lamentáveis defesas a favor dos trogloditas que intimidaram a repórter e o cinegrafista da TV Tem em Jundiaí ou a fanática mulher que invadiu a transmissão ao vivo no SP1 e impediu o trabalho do profissional de imprensa.
Aqui, o grande vexame e/ou constrangimento: generalizar os trabalhadores de uma área como se todos fossem ruins, confundir as bolas, cegar-se com uma impressão pessoal, se permitir a defesa do extrapolar…
Na crise, se revelam algumas personalidades e a pessoa explicita sua real faceta. Assim, reflita:
RESUMINDO: se não gosta da Globo, respeite o jornalista que é um empregado, está trabalhando e não lhe arranque o microfone. Critique-se o diretor e mude de canal!
Pense: um petista pode invadir a transmissão ao vivo da Record, arrancar o microfone do jornalista e dizer que a emissora de Edir Macedo é chapa-branca e recebe benesses do Governo? Lógico que não. Assim como um bolsonarista não pode cometer a mesma coisa, para dizer ao vivo sua versão “Globo e a destruição do Brasil”. Em tempo: essas opiniões de Globo ou Record não são defesa ou crítica minha, são os escritos que se lê em muitos perfis nas Redes Sociais.
Já imaginou no seu trabalho você ser atrapalhado em meio ao seu ofício por um radical que queira denegrir o seu patrão ou o seu próprio negócio? Se isso virar moda, acabou o mundo!
Sem convivência não há cidadania. O diálogo deve existir acima de tudo entre as pessoas, sem imposição de ideologia. Nunca a violência resultará em bons negócios.
Assista outra emissora, mude de plano de saúde, troque a operadora de celular, converta-se de religião, redefina-se até de sexo… mas respeite quem pensa diferente ou simplesmente quem está trabalhando.
Se preferir, troque tudo o que está escrito acima pelo resumo: tenha educação!
Onde vamos parar com tanta intolerância, até mesmo contra coisas descabidas?

Em um país de grande diversidade e de número elevado de entidade de defesa de direitos, uma categoria levanta a vós pedindo ajuda contra o novo coronavírus: a das prostitutas em MG.
Embora possa parecer inusitado, o mote é respeitável:
COVID-19: PROSTITUAS DE MINAS GERAIS QUEREM SER INCLUÍDAS EM PLANO ESPECIAL
“Ninguém pensa nas prostitutas, mas todo mundo usa”. Com essa afirmação, Cida Vieira cobra dos governantes a inclusão da categoria nas discussões sobre o combate ao novo coronavírus e medidas para minimizar eventuais prejuízos da classe.
Ela é diretora-geral da Aprosmig (Associação das Prostitutas de Minas Gerais).
Para Cida, governos estadual e federal ignoraram a classe ao definirem as principais políticas envolvendo a pandemia.
Sua entidade marcou para esta quinta (19) [já ocorrida] um evento em sua sede para discutir medidas de segurança para a saúde das prostitutas e a possibilidade de continuidade do exercício da atividade em tempos em que o isolamento virou questão de sobrevivência. A sindicalista afirma ter convidado a Polícia Militar de Minas Gerais e donos de hotéis para participar da discussão.
“Estamos falando de um grupo vulnerável, que precisa receber mais atenção. Vai ter exame em cliente para detectar se ele está contaminando? Como vai ser a prevenção? Como elas farão para sobreviver se pararem de trabalhar?”, indaga Cida.
O Governo Federal anunciou que vai dar ajuda financeira a trabalhadores informais
Cida defende que seja regulamentada uma maneira de as profissionais do sexo também receberem ajuda diante da iminência de queda nos negócios.
“Se vão ajudar caminhoneiro, eles têm que ajudar prostituta também. Como elas vão pagar suas contas se deixarem de trabalhar”, afirmou.
Na opinião da sindicalista, um desaquecimento no ramo pode gerar uma série de implicações. “Ninguém pensou no aumento nos casos de violência contra as mulheres se as prostitutas pararem. Não vai haver aumento de estupros quando os homens perceberem que não conseguem mais sair com uma prostitutas? Se as boates fecharem, elas irão para as ruas, ficarão desprotegidas” argumentou Cida.
“Queremos uma posição do governo em relação às medidas de prevenção específicas para as prostitutas e assistência para elas”, completou.
A categoria faz parte da Classificação Brasileira de Ocupações. Acontece que a profissão não foi regulamentada. Assim, as prostitutas não têm direito a benefícios trabalhistas.
Acreditando haver abandono das prostitutas por parte das autoridades, a associação mineira elaborou uma lista de recomendações para passar as suas associadas com o objetivo de elas se protegerem contra o Covid-19 sem deixarem de trabalhar.
“Algumas recomendações são usar luvas, evitar o toque de lábio com lábio e a respiração próxima em relação ao cliente”, explicou.
De acordo com a diretora, a entidade tem 3,5 mil associadas. Segundo Cida, entre elas há várias pessoas idosas e que fazem parte do grupo de risco de contaminação do Covid-19.
*Além dos habituais posts publicados neste blog, por tempo indeterminado, esse espaço também será dedicado a temas relacionados ao novo coronavírus

PRECONCEITO vem de PRÉ – CONCEITO, ou seja, conceituar algo anteriormente.
Se você acha que o Coronavírus, meses atrás, era uma bobagem, você tinha preliminarmente um conceito. O pré-conceito de que não era perigoso.
Porém, depois de tudo o que aconteceu (mortes e contágio pandêmico), aquele pré-conceito deixou de ser verdadeiro. Se você o mantém como correto, tornou-se um preconceituoso (aceitou o pré-conceito e não mais o mudou).
Em nosso país, há uma divergência grande entre governadores estaduais e presidente da República em gerir a crise pandêmica, e isso influência a vida do brasileiro.
Assim, independente se os políticos estão preparados para o combate efetivo, se auto-avalie:
Enfim: qual o grande empecilho para o Brasil frente o Covid-19?

Revoltante a decisão da FPF de proibir a presença de público na cidade de São Paulo (e que depois foi a mesma da CBF, incluindo a cidade do Rio de Janeiro) nas partidas de futebol.
Quer dizer que o torcedor do Interior Paulista e Fluminense são imunes ao Covid-19?
Tudo o que eu disse antes dessa decisão sobre os envolvidos numa partida de futebol (leia aqui: https://wp.me/p4RTuC-p3l), reitero: árbitros, imprensa, comissões técnicas e jogadores também podem ser infectados pelo vírus e podem passar (sem saber e nem ter sentido sintomas) às pessoas dentro dos grupos de riscos.
Será que o Coronavírus não atinge caipira (essa é uma expressão respeitosamente carinhosa e cultural, pois eu sou caipira) pela lógica burra da FPF? Não tem que ter portão fechado (até porquê existe aglomeração fora dos estádios, onde torcedores se juntam para acompanhar as partidas). Tem que suspender as partidas.
Se na Europa os jogadores jeans foram infectados, por quê atleta brasileiro seria imune?
Ou é falta de sensibilidade, ou é ganância demais. E uma 3a hipótese: burrice!
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Há anos, ocorreu o forte terromoto que vitimou milhares de pessoas no paupérrimo Haiti. A notícia é vencida. O povo já sofrido ainda luta para sobreviver. Mas o modo de vida da população é algo que assusta tanto quanto a tragédia. Leio no portal Terra a entrevista do enviado especial do site, Francisco de Assis, com a embaixatriz do Brasil no Haiti. É triste, assustadora, e desanimadora.
Como imaginar a vida das mulheres, num país em que elas engravidam sistematicamente, pois é o único período em que não apanham do marido? Como viver num local onde a mortalidade infantil beira 50%? A chance de uma criança nascer viva (isso não quer dizer saudável) é a mesma dela nascer morta.
Compartilho, extraído de: Terra (clique no link para citação)
HAITIANAS ENGRAVIDAM PARA PARAR DE APANHAR
Diante do caos que marca a rotina de Porto Príncipe, a embaixatriz do Brasil no Haiti conta detalhes dos bastidores do país após o terremoto do último dia 12. Em entrevista ao Terra, Roseana Teresa Aben-Athar Kipman relatou o alto índice de mortalidade infantil, a violência contra a mulher e comentou sobre o espírito de luta do povo haitiano, que, mesmo em plena catástrofe, ainda permanece de cabeça erguida.
O desastre
“O que posso dizer é que nos bairros onde os danos pessoais foram menores, menor foi o desastre. Justamente porque quando cai uma placa de zinco na cabeça, o ferimento é muito mais leve do que se cai uma laje de concreto. Então, você cai, faz um galo, levanta e vai embora. Quando uma casa de concreto cai em cima de você, há soterramento.”
Mortalidade Infantil
“A mortalidade infantil no Haiti é de cerca de 45%. As mães são subnutridas. As avós também. Não têm nem leite no peito. Tenho crianças que sequer se sentam. É preciso fazer um trabalho de recuperação de todas elas. Um trabalho a longo prazo.”
Violência contra mulheres
“Os homens engravidam várias mulheres ao mesmo tempo. As mulheres gostam da gravidez porque esse é o único momento em que elas não apanham. Elas vivem apanhando dos maridos, mas quando estão grávidas ficam nove meses sem apanhar. Por isso, quando falamos para as mulheres que elas precisam evitar a gravidez, elas retrucam que é o único momento em que não apanham. É impossível fazer um controle de natalidade no Haiti.”
O abuso contra as crianças
“Não são apenas as mulheres que apanham dos homens. As crianças também sofrem muito com esse tipo de violência. Há uma imposição grande por parte do sexo masculino e isso se reflete em violência. A situação das crianças aqui é sempre ruim. Foi sempre assim. Os pais não tem o mínimo de cuidado com os filhos. Essas crianças que perderam os pais no terremoto vão ter duas alternativas. Ir para orfanatos ou ficar nas ruas e se transformarem em bandidos.
Projetos Sociais
“Nenhuma atividade foi parada. Estamos trabalhando junto com o exército. A diferença é que a gente agora está recolhendo os mortos. Nunca havia recolhido nenhum morto. É o que acontece aqui. Nosso trabalho é excelente. Isso não é o trabalho de um, mas, sim, o trabalho de todos. Ninguém faz um trabalho sozinho.”
Voluntariado
“Eu sou voluntária. Todos são voluntários. Estou aqui porque quero. Se não quisesse estaria em outro lugar, mas cheguei aqui para trabalhar no Haiti e é isso que estou fazendo. Eu trabalho em vários lugares, com vários grupos religiosos. Se não há brasileiro em determinado país, eu não trabalho. Sou embaixatriz do Brasil para cuidar dos brasileiros.”
Segurança
“Ando com dois soldados disfarçados para me dar segurança. Eles ficam à paisana, sem mostrar as armas, mas por baixo das roupas, tenha certeza que estão com um armamento pesado. São os melhores fuzileiros da marinha brasileira. Tenho que andar de carro blindado. As coisas aqui são complicadas. Não é fácil entrar na periferia como as pessoas podem pensar. “
O trabalho na Embaixada
“A Embaixada do Brasil ficará inteira aqui. Mas qualquer um que quiser ir embora poderá. Nós decidimos que vamos ficar. Não vamos tirar os pés do Haiti. Viemos aqui para trabalhar e não vai ser agora, que o Haiti mais precisa da gente, que vamos embora.”
A reconstrução
“Já tem gente tirando pedras entre os escombros para reconstruir as casas. Tivemos um terremoto de 5.3 graus e mesmo assim eles estão trabalhando. Se você parar para pensar, ainda estão acontecendo terremotos aqui. As casas abaladas estão caindo. Mas mesmo assim você vê as praças cobertas por lonas de forma organizada. Foram eles que se organizaram. Eles que estão se arrumando”.
Hoje é Dia Internacional da Mulher. Sou meio contra certas comemorações, pois, afinal, deve-se respeitar as mulheres todos os dias, assim como todo dia é dia dos pais, das mães, entre outras datas.
Mas já que existe o simbolismo da data: Feliz Dia das Mulheres!

Há malucos de Direita, de Esquerda e Extremistas de ambos lados; há de Centro e também os que nem se rotulam. Mas para ser irresponsável na governança de um país, independe de ideologia.
Nicolás Maduro, ditador venezuelano de comprovadas fraudes em sua nação, pediu para que as mulheres tenham 6 filhos para ajudar o país crescer!
Tem hospitais para todos? Escolas? Comida?
Se os moradores atuais fogem da Venezuela por causa desse senhor, por quê não ter mais políticos honestos para substituir Maduro do que gente para sofrer?
Aliás, uma outra importunação: as mulheres são simplesmente reprodutoras por lá? Afinal, a fala ordenando (“vão parir”) de maneira ufanista parece mostrar que a terra das misses é também um lugar de objetificação do sexo feminino.
Esperamos ver as defensoras brasileiras do regime e que se intitulam senhoras emponderadas, como Gleise Hofmann (que sempre sorri ao lado de Maduro quando vai para Caracas), Jandira Feghali (que sempre faz discursos inflamados a favor do presidente venezuelano ou Manuela D’Ávila (que adora repudiar quem pensa diferente dela em suas entrevistas) fazerem a crítica também àquele que elas apoiam, mostrando que o respeito às mulheres independe de bandeira.
“Ainda bem” que a fala foi dita num evento referente ao Dia Internacional das Mulheres… ironias à parte, bem inapropriado.
MADURO PEDE QUE VENEZUELANAS TENHAM 6 FILHOS PARA QUE O PAÍS CRESÇA
“Vão parir! Todas as mulheres tendo seis filhos!”, diz presidente da Venezuela durante evento. Comentário é alvo de críticas da oposição e de organizações que denunciam colapso econômico e do sistema de saúde do país.
O presidente Nicolás Maduro exortou as mulheres venezuelanas a terem muitos filhos para que o país cresça, do qual milhões de pessoas fugiram nos últimos anos por causa da crise econômica.
“Vão parir, pois, vão parir! Todas as mulheres tendo seis filhos, todas. Que cresça a pátria!”, disse Maduro, durante transmissão ao vivo pela televisão de um evento para divulgar os avanços de seu chamado plano de “parto humanizado”, na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (8 de março).
A declaração foi feita depois que Maduro conversou com uma gestante presente ao evento, que disse ter cinco filhos e estar esperando o sexto. O mandatário ainda acrescentou que “as mulheres são feitas de parir”.
Os comentários geraram duras críticas de ativistas de direitos humanos e outras organizações, que destacaram a luta dos venezuelanos para fornecer alimentos, roupas e cuidados de saúde para suas famílias.
“Hospitais não estão funcionando, há escassez de vacinas, mães não conseguem amamentar por desnutrição nem conseguem comprar fórmula por causa da inflação”, tuitou a deputada oposicionista Manuela Bolívar. Ela convocou protestos para o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.
“É irresponsável da parte de um presidente da República encorajar mulheres a ter seis filhos simplesmente para fazer a pátria crescer, quando essa pátria não garante a vida às suas crianças”, afirmou Oscar Misle, fundador do grupo de defesa de direitos de crianças e adolescentes Cecodap.
Maduro foi reeleito para um segundo mandato numa eleição controversa em 2018, causando amplas manifestações contra seu regime. Segundo a Organização das Nações Unidas, o colapso econômico da Venezuela, aliado às suas profundas divergências políticas internas, levou ao êxodo de mais de 4,5 milhões de venezuelanos desde 2015.
O Programa Mundial de Alimentos da ONU também divulgou recentemente que 9,3 milhões de pessoas – o equivalente a cerca de um terço da população venezuelana – não consegue suprir as próprias necessidades nutricionais. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) afirma que crianças são especialmente afetadas pela crise econômica e política da Venezuela. Segundo o órgão, cerca de 6,8 milhões de pessoas (mais de 20% da população) mostraram sinais de desnutrição entre 2016 e 2018.
No ano passado, um relatório conjunto da Human Rights Watch e da Escola Johns Hopkins Bloomberg de Saúde Pública concluiu que o sistema de saúde na Venezuela “entrou completamente em colapso”. Entre outros problemas, o estudo citou níveis crescentes de mortalidade materna e infantil, assim como a disseminação de doenças que podem ser prevenidas com vacinas.

14.jan.2020 – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante discurso na Assembleia Constituinte, em Caracas Imagem: Federico Parra/AFP
Ao ler o número de pessoas que praticam a pedofilia e que foram presas pela Operação “Luz na Infância” ontem, penso: o que se passa na cabeça do ser humano? É racional ou irracional, vivendo por instinto selvagem?
Pouca gente sabe que crime de pedofilia é também armazenar e/ou compartilhar pornografia infantil.
Abaixo, extraído de: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-02/operacao-luz-na-infancia-prende-43-pessoas-em-flagrante
OPERAÇÃO LUZ NA INFÂNCIA PRENDE 43 PESSOAS EM FLAGRANTE
Ação visa identificar autores de crimes sexuais contra crianças
A Operação Luz na Infância prendeu em flagrante 43 pessoas nesta terça-feira (18). Deflagrada hoje, a 6ª fase da operação cumpre 112 mandados de busca e apreensão para identificar autores de crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes
Do total de prisões, 19 foram em São Paulo, nove em Santa Catarina, seis no Paraná, quatro em Mato Grosso do Sul, duas no Ceará, uma no Rio Grande do Sul, uma em Mato Grosso e uma em Goiás. Também há alvos em Alagoas, Acre e Piauí. Ao todo, 579 policiais estão atuando nas diligências.
A ação é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) com a participação das Polícias Civis de 12 Estados brasileiros e com colaboração técnica de quatro países (Estados Unidos, Panamá, Paraguai e Colômbia)
Crime
O ministério ressalta que é crime armazenar, produzir e compartilhar material produto de exploração sexual infantil. No Brasil, a pena para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de 1 a 4 anos de prisão. A pena pelo compartilhamento varia de 3 a 6 anos de prisão, vai de 4 a 8 anos pela produção de conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual.
Em coletiva à imprensa na manhã desta terça-feira, o coordenador do Laboratório de Operações Cibernéticas da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça, Alesandro Barreto, disse que o perfil dos criminosos abrange “pessoas acima de qualquer suspeita”, das “mais diversas classes sociais” e com idade que vai dos 17 a mais de 80 anos.

Moussa Marega, jogador de Mali e que atua no Porto, foi alvo de ofensas por ser negro no campeonato português. Revoltado, abandonou o campo e desabafou.
Lembram do protocolo FIFA, de 3 etapas, contra sexismo, homofobia, racismo, manifestação político-religiosa e outras situações constrangedoras? O fato de simplesmente parar o jogo na fase 1 está, ao que parece, fazendo com que os insensíveis não temam nenhuma consequência mais séria.
Se não se recorda, clique sobre o Protocolo em: https://professorrafaelporcari.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-no-futebol/
Enfim: algo mais sério, mais duro e que renda punição de maneira mais efusiva deve ser feito. Chega! Permitir que as manifestações sejam encaradas do tipo: “se fizer uma vez, eu paro o jogo; na 2a, vai ser o último aviso; na 3a, eu encerro o jogo” (fazendo a analogia do Protocolo FIFA) tornou-se inútil. Todo mundo está fazendo “uma vez” no jogo, até que ele seja paralisado (já que nada mais grave de punição acontece).
Quando o time dos idiotas racistas / homofóbicos / maus cidadãos sentir na pele (ou nos pontos e no bolso) na primeira manifestação, os demais bandidos se mancarão do erro.
É triste quando o respeito à vida do próximo deve ser imposta por uma entidade, e não seja algo natural o ser humano.

Recebi essa crônica da sempre simpática e competente Talita Andrade. E pedi à ela a permissão de publicá-la, pois é de uma incrível sensibilidade colocada nas suas palavras.
Se você é pai ou mãe, certamente refletirá na leitura do drama de quem possa ter um filho viciado. E se você vive essa realidade, não tem como deixar de agir. Por fim, se você é filho, verá a tristeza de tal comportamento.
Compartilho esse belo e profundo texto, que deveria ser lido e estudado em todas as escolas como um tópico de cidadania, reflexão e saúde. Abaixo:
APRENDENDO NA DOR. ACORDEM, PAIS!
Os pais ignoram o fato da ausência; ou trabalham, trabalham, e não tem tempo … então: a rua educa, a escola falha e o crime recruta.
O duro ainda é quando você tenta aconselhá-los, ajudá-los, e eles, pai e mãe, quando vêem algo errado, ficam bravos.
Esses mesmos pais ignoram, fecham os olhos, acham que o(a) filho(a) ainda é bebê ou que já sabe fazer as escolhas com 11, 12 ou 13 anos. Para eles, a criação é torná-lo independente.
Enfim…
Uma historinha que não acontece no Brasil, na cidade de Salto, no bairro de Santa Cruz ou qualquer outro lugar. Acho que só no México!
Com 10 anos, o horário de entrar em casa são às 23h em um bairro que os jovens sofrem com tanto casos de viciados e aliciamento.
Com 11 anos, já toma energético como se fosse guaraná!
Com 12, além de violento na escola, já frequenta bailes em outras cidades.
E aí os pais perguntam para a Professora: “Mas o que eu posso fazer?” Como se fosse dever da professora ensinar o que se tem que educar em casa…
Com 13, o horário de entrar em casa já é no dia seguinte, às 7h.
Primeira opção: Clínica de Recuperação (Mas os pais acham que não precisa disso, é só uma fase, ou que com um “cacete” resolve).
Com 14, começam sumir itens de casa e os pais desconfiam de visitas.
Com 15, se torna violento dentro e fora de casa. Nesta etapa, geralmente os pais começam a se perguntar: “Onde errei, o que fiz de errado?”
Com 16, os olhos vermelhos lacrimejam e o nariz sempre está seco… Já não faz diferença estar em casa ou não, pois, afinal, já não se faz presente mesmo.
Com 17, está em todos os esquemas daquele mesmo bairro e/ou de cidades ao lado. Agora quem alicia é o(a) jovem que nem vai mais na escola.
Segunda opção: Caixão! É o que acontece quando se está no mundo do crime, pois é assim que as coisas se resolvem entre eles. Funerária cheia de “jovens dos rolezinhos” e muito choro da família – e daquela garotinha que gostava do “menino bravo” que ostentava colar e relógio banhado de ouro do bairro.
E a Mãe chorando sobre o caixão…
E o Pai firme ao lado do caixão pensando “Mas quem fez isso…?”.
Mas se o rebento ainda está vivo, ameaçado pelos “homi” em uma geral e outra, por eles aguardando os 18 anos daquele filho que se tornara independente aos 11 anos. E no dia seguinte, após completar 18 anos, se faz um favor e o leva para o CDP. Inevitável!
Terceira opção: Cadeia.
Final da História: pais e irmãos na fila da visita no domingo. Mais ainda há chance ou se aprende na dor?
Ou se aprende com Amor?
Ou se ensina na dor ou se ensina com Amor?
Vc conhece alguma sequência diferente do meu texto? Seja sincero.
A opção de quem usa Drogas são “3 C”. Sim, três letras Cs.
Quando eu dava aula no Costela Santa Cruz e no Joseano Cecap, sempre repetia isso aos meus alunos: o resultado das Drogas são três C: Clínica, Cadeia e Caixão.

Sempre ouço muita gente falando da vaidade do jogador português Cristiano Ronaldo. Sobre ele olhar nos telões frequentemente, de supostamente ser arrogante e outras coisas que aparecem nas revistas de fofoca, incluindo sua sexualidade..
Ok. Faz parte do mundo das celebridades. Eu acho CR7 e Messi os dois grandes nomes do futebol dos últimos 10 anos (e isso logicamente é indiscutível, vide os vencedores da “Bola de Ouro” desta década).
Mas um detalhe bem bacana que extrapola o futebol jogado, a regra aplicada ou as táticas discutidas: Cristiano Ronaldo é embaixador mundial para a causa da Doação de Sangue!
Leia sobre isso, abaixo – e se você que está se sensibilizando, independente de ser torcedor, juiz, jogador ou simplesmente um leitor: IMITE O PORTUGUÊS!
O LADO HERÓI DE CRISTIANO RONALDO: ALÉM DE DINHEIRO, DOA SANGUE E MEDULA
Quando não aparece pelos gols, Cristiano Ronaldo costuma ser notícia por seus romances, pelas campanhas publicitárias que protagoniza ou pelas excentricidades típicas de um milionário. Mas o português também tem um lado “herói” que até o impede de fazer tatuagens: a doação de sangue e medula óssea.
Pelas fotos do atacante, é possível notar que ele não tem nenhuma tatuagem aparente. O motivo, segundo os jornais creditam a uma declaração de CR7, é não atrapalhar sua rotina como doador. Os prazos variam para cada país, mas quem faz uma tatuagem geralmente deve esperar entre seis meses e um ano para fazer uma doação.
“Todos podemos fazer a diferença doando sangue. Cada doação pode beneficiar até três pessoas em situação de emergência e ajudar nos tratamentos médicos de longo prazo”, argumenta o atacante, cada vez mais usando sua fama para divulgar campanhas dessa causa.
Além de se dizer doador de sangue frequente, Cristiano Ronaldo também é cadastrado como doador de medula óssea. E sua primeira participação nesse sentido aconteceu em 2011, quando quis ajudar o filho de Carlos Martins, seu ex-companheiro de Sporting e seleção portuguesa.
“Carlos estava conosco na seleção e comentou sobre o problema de seu filho, que precisava de um transplante [de medula]. Os jogadores demonstraram grande solidariedade. Muitos pensam que é algo difícil de fazer, mas é simples e não dói. Podemos ajudar muita gente, principalmente as crianças”, defendeu o português.
Eleito no ano passado na Europa como o jogador de futebol que mais abraça causas sociais, incluindo destinando dinheiro a pessoas e entidades, Cristiano Ronaldo participa de iniciativas para fazer mais gente doar sangue. Ele, por exemplo, é o primeiro embaixador global da “BeThe1Donor” (“seja um doador”, em tradução livre), voltada para incentivar os jovens. Até alguns jogadores do Real Madrid ele já tentou convencer. Tudo graças a esse seu lado “herói”.
Puxa, ontem vi repercutir bastante o caso de uma moça morena (Lorenna Vieira, casada com o músico Rennan da Penha) que se disse humilhada pelo atendente do Banco Itaú, quando foi retirar dinheiro, por desconfiar que era uma golpista. Entretanto, após gravar um vídeo dizendo que foi discriminada por ser negra, não é que ela estava portanto documentos falsos?
Xi… o que pensar?
EMPRESÁRIA DIZ QUE SOFREU PRECONCEITO EM AGÊNCIA BANCÁRIA; BANCO NEGA
Lorenna Vieira afirmou em rede social que foi sacar R$ 1.500, mas funcionários desconfiaram e chamaram a polícia. Já a polícia diz que ela usou documento falso.
A empresária e blogueira Lorenna Vieira se disse vítima de preconceito numa agência do banco Itaú, no Rio. O banco negou. Declarou que funcionários verificaram os documentos de Lorenna, o que é obrigatório, e se desculpou com ela. Na noite desta sexta-feira (31), a polícia informou que identidade da empresária era falsa. Lorenna disse rasgou a identidade assim que saiu da delegacia.
Lorenna Vieira disse, numa rede social, que foi na quinta-feira (30) a uma agência do Itaú desbloquear um cartão e sacar R$ 1.500. Mas, segundo ela, funcionários desconfiaram da movimentação na conta e chamaram a polícia.
“A gente é preto, a gente é super humilde, mas a gente é empresário sim, a gente é empreendedor também, tá? E pra piorar não deixaram eu tirar dinheiro”.
Os policiais levaram Lorenna Vieira para a delegacia. Ela passou cerca de 20 minutos conversando com os investigadores, depois, foi liberada. Lorenna disse que se sentiu ofendida, e que foi tratada de forma preconceituosa.
“Toda hora me perguntando se eu não tinha feito, se eu não tinha passagem pela polícia, se eu não tinha, se eu não era criminosa”.
Lorenna é mulher do DJ Renann da Penha, criador do Baile da Gaiola, um dos maiores bailes funks do Rio.
Nesta sexta-feira (30), Lorenna voltou à delegacia para registrar um boletim de ocorrência. Chegou acompanhada do marido e do advogado.
No fim da manhã, a Polícia Civil do Rio tinha divulgado uma nota afirmando que o documento apresentado por Lorenna no banco era verdadeiro. Mas, durante a tarde, a Polícia Civil do Rio afirmou ter recebido novas informações do Detran e do Instituto de Identificação Félix Pacheco sobre a carteira de identidade de Lorenna Vieira.
O delegado Fabrício Oliveira disse que o Detran confirmou que o documento apresentado por ela no banco era falso, que nenhuma carteira de identidade em nome dela foi emitida no dia 7 de maio de 2018, como constava no documento. Ainda segundo a polícia, a foto da carteira não existe no banco de dados do Detran e, de acordo com os investigadores, o Instituto Félix Pacheco atestou que a digital do documento não pertence a Lorenna.
Lorenna está sendo investigada por uso de documento falso. Segundo a polícia, as suspeitas começaram quando ela rasgou e queimou a identidade logo após ter saído da delegacia.
Na quinta-feira ela contou ao G1 por que rasgou o documento.
“Me deixou mal mesmo que eu até rasguei a minha identidade, né, porque o policial falou que era quase impossível ver que era eu, porque o meu cabelo estava liso, e que era para eu jogar essa identidade fora e fazer outra com o meu cabelo natural”.
Na noite desta sexta, numa troca de mensagens com a produção do JN, Lorenna Vieira disse:
“Se o erro foi no Detran, eles que resolvam. Agora isso é terrível”.
Em seguida, apagou as mensagens que havia encaminhado e escreveu: “Estou devastada e não quero falar com ninguém”.
Antes de a polícia descobrir que o documento era falso, o Itaú Unibanco divulgou uma nota em que lamentou profundamente os transtornos causados a Lorenna Vieira.
O banco informou que a verificação de documentos é obrigatória em casos em que o cliente não tenha em mãos o cartão do banco ou não faça uso da biometria para fazer saques. O objetivo, segundo o banco, é garantir a segurança dos próprios clientes e não tem qualquer relação com questões de raça ou gênero.
O banco afirmou também que, “infelizmente, pessoas mal-intencionadas tentam aplicar diariamente golpes usando documentos falsos em agências de banco e, em razão desse procedimento, o Itaú Unibanco conseguiu evitar inúmeras fraudes contra os clientes”.
O banco pediu de desculpas a Lorenna pelo incômodo que a abordagem causou e segue à disposição para mais esclarecimento.
Na noite desta sexta, o Itaú Unibanco divulgou uma nova nota em que mantém o posicionamento anterior de que a verificação de documentos é obrigatória quando o cliente não tem em mãos o cartão do banco ou não faz uso de biometria nos saques. O banco reafirmou que o objetivo é garantir a segurança dos clientes, e que não tem qualquer relação com questões de raça ou gênero. O banco reforçou que, a despeito de a Polícia Civil ter declarado que o documento apresentado por Lorenna Vieira é falso, já havia se desculpado com ela pelo incômodo que a abordagem possa ter causado. E concluiu dizendo que se mantém à disposição para esclarecimentos.

Sabemos que o bullying é uma triste realidade nas instituições de ensino do Brasil (e logicamente, em todos os setores da sociedade). E o que fazer para eliminá-lo definitivamente, a fim de que não cause efeitos tão nocivos como estão causando?
Extraído de: https://istoe.com.br/as-escolas-que-venceram-o-bullying/
AS ESCOLAS QUE VENCERAM O BULLYING
Na contramão da maior parte das instituições de ensino do País, que ainda não possuem práticas para coibir a discriminação, alguns colégios já adotam modelos bem-sucedidos para assegurar a boa convivência entre os alunos
Por Fabíola Perez
A imagem de um jovem cabisbaixo, isolado em um dos cantos do pátio, ou de uma criança acuada após ter sido vítima de provocações começa a se tornar rara em algumas escolas do País. Apesar de numericamente ainda serem poucas, instituições de ensino têm desenvolvido metodologias específicas para combater a intimidação e se transformado em exemplos na batalha contra a discriminação e a propagação do ódio no ambiente escolar. O caminho não é simples, mas os resultados das iniciativas mostram que é possível coibir a prática.
“Os programas anti-bullying vão desde grupos
de jovens que aprendem a auxiliar as vítimas até
palestras para capacitar pais e professores”
Um desses colégios é o Bandeirantes, um dos mais tradicionais de São Paulo. Lá, as estudantes Mariana Avelar, 14 anos, e Isabela Cristante, de 12, fazem parte dos grupos de ajuda do Programa de Combate ao Bullying. Elas foram escolhidas pelos demais alunos para participar de dois dias de capacitação com uma equipe de professores universitários e psicólogos.
Por meio de situações hipotéticas, o treinamento deixou claro o que é bullying e como elas deveriam agir em diferentes casos. “As pessoas mais isoladas são aquelas com gostos diferentes da maioria. Tentamos nos aproximar até que o colega se sinta confiante para conversar”, diz Mariana, estudante do 9º ano. “Aprendemos que, às vezes, o problema é maior do que parece, e precisamos levá-lo aos orientadores”, conta Isabela, da 6ª série. Os estudantes também conversam com quem presencia ou pratica o bullying. “O agressor se conscientiza mais rapidamente” , afirma Isabela.
Com pulseiras para identificação, os participantes percorrem a escola auxiliando nos casos em que percebem o isolamento. A estratégia está funcionando. “Observamos a redução de casos”, afirma Marina Schwarz, orientadora da escola. “Hoje temos mais acesso aos episódios de provocação, que normalmente ocorrem por trás das autoridades.”
Outro colégio que adotou medidas para coibir o bullying é o Soka, também de São Paulo. Há dois anos, a escola organiza palestras com advogados e psicólogos. “Conversamos com os pais sobre a responsabilidade deles em verificar os celulares dos filhos. É preciso identificar se há indícios de bullying nas conversas em grupos de redes sociais”, afirma o diretor James Jun Yamauti.
A instituição também capacitou orientadores para dar assistência a alunos que chegam de outras escolas. “Trabalhamos com jovens que tiveram dificuldade de adaptação para que tenham um entrosamento melhor”, afirma Edna Zeferino Menezes, assistente de orientação educacional. Na sexta-feira 27, a escola deu início à semana do “Preconceito Não”, com palestras sobre direitos da população negra, questões de gênero e indígenas e a trajetória da população LGBT. “A ideia é que os alunos reflitam sobre questões que interferem diretamente no bullying e identifiquem se já vivenciaram situações semelhantes”, explica Yamauti. “Os constrangimentos diminuíram bastante. Se uma brincadeira passa dos limites, deixa de ser brincadeira”, afirma Igor Seiji Ando Bomfim, 15 anos, que relata ter ajudado colegas que sofreram discriminação.
DESCONTROLE
Em um momento no qual o tema vem à tona mais uma vez após o bullying ter sido apontado pela polícia como um dos fatores que levaram um adolescente de 14 anos a atirar contra colegas em uma escola de Goiânia na sexta-feira 20, é fundamental que iniciativas como essas deixem de ser fatos isolados.
Os colégios devem começar a colocar em prática ações determinadas pela lei contra os atos de perseguição, em vigor desde abril do ano passado. Uma delas é a produção de relatórios bimestrais com eventuais casos. “O bullying não é controlado pelas autoridades pela falta de dados, o que dificulta o diagnóstico da extensão do problema”, afirma advogada Ana Paula Siqueira Lazzareschi, especialista em direito digital. Outro aspecto importante é que, além do suporte à vítima, as instituições devem oferecer assistência ao agressor.
A ocorrência ainda diária das intimidações mostra, no entanto, um descompasso muito grande entre o que faz a maioria das escolas e o que manda a legislação. Casos extremos, como o de Goiânia, evidenciam, porém, a urgência na adoção de medidas efetivas. “O bullying não pode ter sua gravidade subestimada e ser tratado como uma brincadeira de criança”, diz a advogada Ana Paula. “A cultura da vingança ainda é muito presente na sociedade e é esse desejo que está por trás do comportamento do agressor”, diz.
Terminando em tragédias ou não, casos de bullying têm efeitos indeléveis para a vítima, o agressor e toda a escola. “Ocasionam rachas nas salas de aula, colocam metade dos alunos contra o agressor e a outra parte a favor da vítima”, diz Ana Paula. Por isso, os programas de combate a práticas tão cruéis são fundamentais para reverter o aumento da intolerância em ambientes de aprendizado. Não de destruição.
DISPOSIÇÃO PARA AJUDAR
Satisfação em ver os colegas enturmados é o que move as alunas Mariana Avelar e Isabela Cristante, do 9º e do 6º ano, respectivamente, do Bandeirantes, em São Paulo. Há um ano, elas foram escolhidas para fazer um treinamento de capacitação e saber como atuar em casos de bullying. Desde então, as estudantes percorrem os espaços da escola e sempre que percebem situações de isolamento ou provocação se aproximam da vítima ou dos que testemunharam a ação. “Saber que consegui ajudar é muito bom”, diz Isabela.

Menos de 10 anos do fim da 2a Guerra Mundial e um negro é contratado para jogar na Alemanha pós-nazista, lado Ocidental!
Curioso para saber como foi esse fato inédito (um africano jogando profissionalmente em um país onde Hittler disseminou a história da superioridade da raça ariana)?
Leia o depoimento do próprio protagonista do fato, o ex-jogador Guy Acolatse, de Togo,
O PRIMEIRO NEGRO A JOGAR NA ALEMANHA
Nascido no Togo, Guy Acolatse hoje vive em Paris. Africano lembra reação dos alemães ao chegar ao St. Pauli: “Todos olhavam e diziam ‘é um negro, é negro'”
Vocês jornalistas têm muito problema com atraso. Dez da manhã é dez da manhã. Sou estilo alemão”, advertiu ao telefone quando a entrevista foi combinada. Pouco antes das dez e com um grande sorriso, Guy Acolatse abriu as portas de sua casa no norte de Paris para contar sua trajetória, que começou bem longe dali, em sua terra natal: o Togo. Bem-humorado, o senhor de 75 anos mostra fotos e jornais que relembram o motivo de ter entrado para história: ter sido o primeiro atleta negro a jogar profissionalmente no futebol alemão. Aventura que começou em 14 de julho de 1963, quando ele chegou na cidade de Hamburgo para defender o FC St. Pauli.
– Como teve muita propaganda antes de eu chegar, toda a cidade estava com cartazes “Guy Acolatse – o novo jogador de FC St Pauli” e, também por ser negro, todos queriam me ver. No hotel onde eu estava, no momento que eu ia entrar, todos olhavam e diziam “é um negro, é negro…”. As pessoas tentavam me ver. Mas gosto de brincar e sou “showman”. Sou educado, respeito e brinco junto da situação. Nos primeiros anos, havia pessoas que nunca tinham ido a um jogo e íam ao estádio para ver o jogador negro. Muitos não tinham ideia do que era o Togo ou uma pessoa negra – lembrou.
Otto Westphal foi treinador da seleção de Togo em 1962 e conheceu o futebol de Acolatse. No ano seguinte, de volta ao futebol alemão, convidou o jogador para vestir a camisa do St. Pauli. O jovem talentoso – então com 21 anos – já chamava atenção de equipes na Bélgica e na França, mas resolveu aceitar o convite de Westphal, que disse para ele que precisava de um camisa 10 com as suas características. Na visão de Acolatse, a curiosidade movia as pessoas durante os primeiros anos dele na Alemanha.
Em relação ao racismo, Acolatse optou por encarar a questão como uma provocação, e não como uma ofensa, e preferia reagir com humor:
– Me olhavam. Algumas vezes quando jogava as pessoas gritavam: “Macaco, macaco”. Mas eu tenho em mente que sou um cara bem humorado. Eu virava a cabeça, olhava e dava susto neles.
Fã declarado de Pelé, Acolatse jogou uma partida oficial também histórica contra o jovem Franz Beckenbauer, em 1964. O FC Pauli disputou contra o Bayern uma vaga na primeira divisão da recém-criada Bundesliga. A equipe de Hamburgo perdeu por 6 a 1 e 4 a 0, mas o jovem togolês teve a oportunidade de marcar contra o lendário goleiro Sepp Maier e viu, de dentro do campo, o Kaiser fazer seu primeiro gol com a camisa do Bayern de Munique.
– Durante minha carreira, eu joguei com grandes jogadores. Joguei com Uwe Seeler, que foi capitão da seleção alemã e um dos atacantes mais fortes que já vi. Joguei com Beckenbauer e fiz um jogo-treino com Puskàs. Pelé é um jogador de classe. É por isso que gosto muito dele. E até hoje, de todos jogadores que vi, o que acho que pode chegar a jogar como Pelé é o Mbappé.
Acolatse não poupa elogios ao companheiro de Neymar no Paris Saint-Germain, de apenas 19 anos. E também deixa a humildade de lado ao se comparar com Mbappé.
– Ele já tem experiência, ele pensa, ele sabe como se movimentar e driblar. Ele sabe o momento de driblar ou não. Ele não faz como os outros que pegam a bola e saem tentando. Ele tem um grande futuro. E acho que ele joga como eu jogava na minha época, mas acho que eu era mais rápido.
Acolatse jogou no St. Pauli até 1966 e depois seguiu em times de menor expressão da região de Hamburgo até encerrar a carreira na equipe amadora de St. Pauli. No início dos anos 80 mudou-se para Paris para trabalhar como técnico. Atualmente, ajuda crianças do bairro onde mora com aulas de alemão e atividades esportivas. Chamado de “monsieur Guy” nas ruas de Saint-Dennis, Acolatse não admira apenas o futebol brasileiro.
– Se eu for ao Brasil, eu quero dançar e cantar. Eu não sou de festa, mas se escuto música brasileira, eu já pego uma taça de vinho. Eu adoro, desde quando estava no Togo.
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Ser gentil é importante. Atencioso e cortês, tão quanto. Mas o Papa Francisco, ontem, durante seu pronunciamento para a Semana da Oração dos Cristãos, abordou um tema: ser hospitaleiro para quem pensa diferente!
Àqueles que pensam como nós, é mais fácil acolher. Mas ter a mesma receptividade com aquele que crê diferente?
Disse o Pontífice:
“Queridos, a hospitalidade é importante; é uma importante virtude ecumênica também. Primeiramente, significa reconhecer que outros cristãos são realmente nossos irmãos e irmãs em Cristo. Nós somos irmãos. Alguém lhe dirá: ‘Mas esse é protestante, aquele é ortodoxo …’ Sim, mas somos irmãos em Cristo. Não é um ato de generosidade numa só direção, porque quando hospedamos outros cristãos, os acolhemos como um presente que nos é dado. Como os malteses, bons malteses, somos recompensados, porque recebemos o que o Espírito Santo semeou em nossos irmãos e irmãs, e isso se torna um presente para nós também, porque o Espírito Santo semeia suas graças em todos os lugares. Acolher os cristãos de outra tradição significa, primeiramente, mostrar o amor de Deus por eles, porque eles são filhos de Deus, nossos irmãos, e também significa acolher o que Deus realizou em suas vidas. A hospitalidade ecumênica exige disposição para ouvir os outros, prestando atenção em suas histórias pessoais de fé e na história de sua comunidade, comunidade de fé com outra tradição diferente da nossa.”
Perfeito: amar a Deus e ao próximo, independente de quem ele seja, não é somente questão de religião, mas de cidadania.

Isso sim é esporte: em Zaragoza, pronto para marcar um gol, o atleta toca a bola para fora ao ver seu adversário receber uma falta dura.
Merecidas palmas para ele.
Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=YWXuwF59hyo
FAIR PLAY (extraído do The Guardian):
A moment of sportsmanship from a futsal match in Spain when Caregena’s Solano chooses to put the ball out of play – despite having an open goal. After Zaragoza’s Javi Alonso goes down injured, the ball is squared to Solano to tap in, but instead he puts ball out of play. The game finished 5-5.
Já ouvimos falar do Outubro Rosa contra o câncer de mama e o Novembro Azul contra o câncer de Próstata. Em Dezembro, a campanha é pelas crianças com Paralisia Cerebral.
Para saber mais dessa importante iniciativa, visite o site da instituição que mais cuida desses pequenos, a Cruz Verde: http://www.cruzverde.org.br/.

Sou totalmente contra os jogos de torcida única por um motivo: a prova de que as instituições faliram!
Num mundo ideal, qualquer pessoa de qualquer time poderia estar em qualquer lugar da arquibancada. Gente civilizada age assim (ou deveria).
Porém, para evitar violência maior, sou obrigado a concordar com tais ações. Lamentável pensar assim, mas a gravidade da violência entre “animais sanguinários” exige.
Se não existisse bandido brigão, nada disso seria necessário e famílias de qualquer torcida poderiam ir em paz aos estádios!
O detalhe é que tais ações começaram em clássicos regionais de rivalidade. Agora, no Palmeiras x Flamengo, um confronto nacional, idem. Logo veremos um São Paulo x River Plate (clássicos internacionais, por exemplo) da mesma forma?
Onde iremos parar…

O respeito à fé, às convicções políticas e à sexualidade deve ser sempre preservado. Muitas vezes nos deparamos com assuntos polêmicos, que podem fazer proselitismo ou determinar preconceito contra uma crença religiosa (ou descrença).
Nos dias atuais, o radicalismo a favor ou contra alguma religião, partido político ou causas sociais (como LGBTQ+) acaba entrando no noticiário por seus manifestantes e defensores – em algumas ocasiões, de maneira ofensiva.
Procurar a neutralidade e preservar o direito ao exercício da cidadania (sem fazer apologia ou repulsa) é fundamental. E, apesar de muitas críticas que se possa fazer em alguns setores do Governo, ao ler sobre a criação de um canal de denúncias para que se tenha a possibilidade de reclamar de conteúdos inapropriados (que critiquem a fé desde o cristianismo até as de raízes africanas; de promoção de campanha partidária / política de Esquerda ou Direita; ou ainda de erotização precoce ao invés de educação sexual) penso ser uma acerto muito grande!
A questão não é censurar (censura nunca deve ser feita), mas a necessidade de mostrar a pluralidade de ideias e manifestações (não de um lado apenas, para que não seja um ensino doutrinário) é indiscutível.
Compartilho, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/11/damares-anuncia-canal-de-denuncias-para-questoes-contra-moral-religiao-e-etica-nas-escolas.shtml
DAMARES ANUNCIA CANAL DE DENÚNCIAS PARA QUESTÕES CONTRA MORAL, RELIGIÃO E ÉTICA NAS ESCOLAS
Segundo a ministra, canal está sendo formatado em parceria com o MEC e será anunciado em breve
A ministra Damares Alves (Direitos Humanos) disse nesta terça-feira (19) que um canal de denúncias está sendo formatado em parceria com o MEC (Ministério da educação) para receber queixas de conteúdos que possam ser considerados inadequados nas escolas.
“O que nós queremos é tão somente o cumprimento da lei”, afirmou ela a jornalistas, fazendo referência a Convenção Americana de Direitos Humanos, o Pacto de San José da Costa Rica, do qual o Brasil é signatário.
“Lá está dizendo que a escola não pode ensinar nada que atente contra a moral, a religião e a ética da família. A família precisa ser ouvida.”
Segundo Damares, o canal será anunciado em breve e será conduzido pelo Ministério da Educação. Questionada sobre o papel da sua pasta, ela disse que será o de conversar com as famílias, sem entrar em detalhes de como isso será feito.
Ela também não explicou em que formato funcionará o canal —se pela internet, via telefone ou outra forma— e não citou previsão para a implementação, mas disse que deve ocorrer ainda este ano. O MEC não retornou o contato da reportagem para comentar sobre o tema.
A ministra havia falado sobre o canal de denúncias na segunda-feira, ao compartilhar, no Twitter, uma reportagem do site Metrópoles sobre o caso de um professor de Brasília que teria ensinado sobre sexo anal e oral a alunos do sexto ano e pedido uma redação a respeito do tema.
“Tudo o que nós queremos: bom senso. Foi um episódio de um educador, esse rapaz pode estar doente, perturbado, não está bem orientado, foi um episódio isolado. O que nós queremos é que episódios como esse não aconteçam mais”, disse em Belo Horizonte.
Segundo Damares, o objetivo é trabalhar uma parceria entre escola e família, onde cada um esteja ciente de seu “dever e papel”. Ela garantiu que o objetivo não é punir educadores e que não será instaurada “uma guerra contra a escola”.
“Não existe aqui nenhum governo radical, opressor, que vai proibir falar desses temas, obedecendo o material didático certo, a idade certa e a forma certa de falar”, explicou.
A ministra defendeu que é importante falar de educação sexual nas escolas para “empoderar a criança”.
Damares citou sua própria história de abuso, ocorrida quando tinha 6 anos. Ela conta que não sabia que poderia denunciar o que aconteceu e que, se tivesse sido orientada, estaria empoderada para se proteger.
Em setembro, o ministro da educação, Abraham Weintraub, enviou ofício para as secretarias de educação do país com orientações sobre respeito a crenças religiosas, pluralismo de ideias e sobre o veto de propagandas partidárias em sala de aula. Temas que remetem ao que é preconizado pelo movimento Escola sem Partido.
Na época, Weintraub disse que colocaria os canais de comunicação do MEC à disposição para receber denúncias de casos que fossem considerados extremos.
Em Belo Horizonte, Damares também disse que não estava previsto, mas que irá sugerir que o canal de denúncias seja incluído no Pacto pela Infância —pacto de programas sociais— articulado com outros ministérios.
Ela antecipou outro programa do governo que será anunciado nos próximos dias. O “Creche para todos”, diz ela, tem como meta colocar em dois anos todas as crianças do país, na faixa de 0 a 4 anos, em creches. Os detalhes também serão tratados pelo MEC.
A agenda da ministra na capital mineira incluiu participação em audiências públicas e o recebimento do título de cidadã honorária do estado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Respondendo à pergunta se irá para o novo partido do presidente Jair Bolsonaro, Damares disse que não foi convidada ainda e que irá pensar.
