– O MiniSermão de hoje, 03 de janeiro de 2025:

A sensibilidade de enxergar com o coração!

Na mensagem:

– O que “devemos” e o que “não devemos”, segundo São Paulo aos Colossenses!

Indo à Missa dias atrás, deparei-me com essa inspiração bíblica. Abaixo:

Fazei morrer o que em vós pertence à terra: imoralidade, impureza, paixão, maus desejos e a cobiça (…). Abandonai a ira, irritação, maldade, blasfêmia, palavras indecentes, que saem dos vossos lábios. Não mintais uns aos outros. Já vos despojastes do homem velho e de sua maneira de agir e vos revestistes do homem novo! (…) Vós sois amados por Deus, sois os seus santos eleitos. Por isso, revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, caso um tenha queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também. Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição. Que a paz de Jesus Cristo reine em vossos corações. (…)”.

Palavras e ensinamentos belos, santos e necessários para uma digna vida em família e sociedade!

Santidade - Catedral de Londrina

Imagem extraída de: https://catedrallondrina.com.br/noticias/santidade/

– Combate espiritual e as doenças da alma:

Riquíssima catequese nesse vídeo sobre doenças espirituais!

Assista em: https://youtu.be/xNhNDs0dOQ4?si=6gV1k08AiljuCVi9

– Pra hoje:

Uma mensagem com propósito catequético:

– Reflexão para hoje: o nosso corpo é Templo do Espírito Santo!

Aprendamos:

– Aspirar as Coisas do Alto.

Você vive na Terra, se preparando para viver no Reino dos Céus?

Faz da sua vida uma santidade terrena?

Que texto magnífico, em: https://laboratoriodafe.pt/aspirar-as-coisas-do-alto/

ASPIRAR ÀS COISAS DO ALTO

As ‘coisas do alto’, não nos confundamos, têm reflexo no modo como vivemos na terra. As ‘coisas do alto’ são, por exemplo, as obras de misericórdia, como dar de comer a quem tem fome ou consolar os tristes, entre outras. Amar gratuitamente é saber que os outros nos podem ignorar ou até dececionar; mas nunca nos podem roubar a nossa alegria.

ALEGRIA

«Na plenitude da alegria pascal, exultam os homens por toda a terra», rezamos em todos os prefácios do tempo pascal, esse momento que, em cada eucaristia, assinala o início da Oração Eucarística. A frase permite explorar o sentido pleno desta nossa alegria.

A alegria é um dom prometido por Jesus Cristo aos seus discípulos, mesmo em contextos de tribulação: «haveis de chorar e lamentar-vos, mas o mundo alegrar-se-á; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza tornar-se-á alegria. […] O vosso coração alegrar-se-á, e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria» (João 16, 20-22).

Distinta das alegrias passageiras oferecidas pelo mundo, a que é prometida por Jesus Cristo não nasce da satisfação egoísta do próprio prazer, mas da contemplação agradecida (e sem inveja) da beleza envolvente e dos bens alheios.

Quem se dedica, no quotidiano, a promover o bem dos outros está a edificar a própria felicidade. Sábias as palavras do poeta bengali Rabindranath Tagore: «Adormeci e sonhei que a vida era alegria; despertei e vi que a vida era serviço; servi e vi que o serviço era uma alegria».

O anúncio pascal, que somos convidados a deixar ecoar com intensidade, em nós e no mundo, ao longo de cinquenta dias, é uma explosão permanente de alegria. Temos, como cristãos, a missão de tornar visível a «plenitude da alegria pascal», de modo que, por toda a terra, exultem todos os seres humanos.

Há de estar presente, em primeiro lugar, nos nossos corações, porque nos recorda a fonte da nossa esperança; depois, porque nos impele a fazer germinar qualquer pequena semente de bondade depositada nos corações humanos.

A «plenitude da alegria pascal» desafia-nos a buscar as ‘coisas do alto’, como propõe a Carta aos Colossenses (capítulo 3, versículos 1 e 2): «Aspirai às coisas do alto e não às coisas da terra».

As ‘coisas do alto’, não nos confundamos, têm reflexo no modo como vivemos na terra. As ‘coisas do alto’ são, por exemplo, as obras de misericórdia, como dar de comer a quem tem fome ou consolar os tristes, entre outras.

Amar gratuitamente é saber que os outros nos podem ignorar ou até dececionar; mas nunca nos podem roubar a nossa alegria.

– Administrando Dons e Talentos que Deus nos dá!

Compartilho esse belíssimo texto sobre a má administração das qualidades pessoais. Deus nos dá tantos talentos, é tão bom conosco e… muitas vezes transformamos os dons que ele nos dá em inspiração para o mau uso. Uma pena.

Mas que tal refletir sobre isso? Veja que belo texto, que vem ao encontro do Evangelho de hoje:

A QUEM MUITO FOI DADO, MUITO SERÁ PEDIDO

A má administração das qualidades gera os defeitos

por Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho, extraído de CançãoNova.com

Nem sempre se reflete bastante sobre a advertência de Jesus: “A quem muito foi dado, muito será pedido” (Lc 12,48). O ser humano vive inundado nos dons divinos: a existência, a família, os amigos, as qualidades físicas, intelectuais e morais, os bens materiais, a conservação da vida, as numerosíssimas graças espirituais, o perdão diuturno, enfim, um oceano de dádivas. Não se deve desperdiçar impunemente tudo que se recebe do Criador. O notável psicólogo francês René Le Senne, com muita razão, afirmou que todos possuem qualidades inestimáveis.

A má administração dessas qualidades gera os defeitos por não se procurar o equilíbrio psicossomático. Célebre o dito de Sócrates, filósofo grego: “Conhece-te a ti mesmo”. Cada um tem um perfil caracterológico bem determinado e precisa colocar seus dotes a serviço próprio e dos outros. Um dos mais lamentáveis erros é o da baixa autoestima, fruto da depreciação das próprias habilidades, o que concebe a inveja. Disso resulta, outrossim, a ingratidão para com Deus, não Lhe agradecendo os bens recebidos. Lembra São Tiago: “Toda dádiva perfeita vem do alto, descendo do Pai das luzes” (Tg 1,16). Eis por que diz o Livro do Eclesiastes: “Que alguém coma e beba e goze do seu trabalho é dom de Deus” […] E quem recebeu de Deus riquezas e bens e a possibilidade de gozar deles, desfrutar-lhes a sua parte e alegrar-se entre os seus cuidados, também isso é dom de Deus! (Ec 3,13. 5,18).

O Espírito Santo comunica carismas especiais aos seguidores de Cristo, como São Paulo enumera em suas várias cartas. O dom da profecia, que é a capacidade peculiar de denunciar os erros, o dom do serviço, do ensinamento, da coragem, da generosidade, da misericórdia, do discernimento dos espíritos. As diversas pastorais oferecem oportunidade para o exercício e desenvolvimento dessas capacidades colocadas para o bem do próximo. Cada um, além disso, tem uma vocação específica e nas diversas profissões pode e deve trabalhar para si e para os outros. Como diz o ditado, é preciso sempre “o homem certo no lugar certo”.

As capacidades humanas, porém, se desenvolvem como Deus previu para cada um, quando se confia inteiramente n’Ele, pedindo-Lhe força para bem executar as tarefas cotidianas. Cumpre fazer bem, com todo o empenho, a ocupação de cada instante e, aliás, sábia a diretriz “Age quod agis”, do poeta grego Xenofanes. Não se mede nem se avalia uma existência pelo número de anos, nem pelo período histórico, mas, sim, pela vivência plena e intensa, repleta de ações que perenemente repercutirão. Bem afirmou Vieira:

“Nem todos os anos que passam se vivem: uma coisa é contar os anos, outra é vivê-los”.

As ações são, em verdade, os dias e é por elas que têm valor os anos, sempre cada um se lembrando de que “a quem muito foi dado, muito será pedido”. O viver em plenitude cada instante é o segredo da verdadeira vida. O importante é viver bem, cultivando os dons recebidos de Deus. Eis porque Horácio, poeta latino, lançou esta sentença:

“Carpe diem, quam minimum credula postero” – aproveita o dia presente e não queiras confiar no de amanhã.

Escrivá dá este conselho:

Que a tua vida não seja estéril. Sê útil. Deixa rasto”.

Goethe dá o motivo: “Cada momento, cada segundo é de um valor infinito, pois ele é o representante de uma eternidade inteira”. Ideia já expressa por Apuleio: “tempus aevi imaginem” – o tempo é a imagem da eternidade.

Virgílio advertiu que não se pode dissipar o tempo: “Fugit irreparabile tempus” – foge o irreparável tempo. Razão teve Riminaldo ao escrever: “Há quatro coisas que não voltam atrás: a pedra, depois de solta mão; a palavra, depois de proferida; a ocasião, depois de perdida; e o tempo, depois de passado”. Tudo isso merece uma reflexão profunda, pois cada um de nós dará um dia contas a Deus do tempo e das dádivas d’Ele recebidos e Jesus alertou “a quem muito foi dado, muito será pedido”.

– Se Deus permitiu a dor…

Se Deus permitiu que você esteja passando um momento difícil, acalme-se por três motivos:

1- Ele sabe o quanto você pode suportar, e não permite mais do que você aguenta;

2- Ele está ao seu lado;

3- Ele te levantará, seja com superação no mundo presente ou com a santificação para o mundo celeste.

Tenha fé!

– Quando é que morremos?

Sábio ensinamento de Santo Agostinho sobre a  vida e a morte, abaixo:

– Tente pensar como se fosse Jesus!

Ser cristão é ser “imitador de Cristo”. Sendo assim, nosso agir deve ser como era o de Jesus, ou seja, perfeito em santidade (que é algo difícil para nossa natureza humana).

E quando nos depararmos com obstáculos e/ou decisões a serem tomadas?

Na dúvida, pense: o que Jesus faria em determinada situação? Como ele agiria no seu lugar? Reveja os exemplos e ensinamentos dEle nos Evangelhos. Não é tão difícil entender sua proposta de amor.

Por que devemos crer na ressurreição? - Santuário do Pai das Misericórdias

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Benção ou Lição?

Ouvi e compartilho:

“Se não é benção, é lição que Deus nos dá [pois Deus não nos dá um fardo maior que possamos carregar]. Todas as situações de dor que passamos, são as menores que podemos passar, pois nosso Deus é prEvidente, é prOvidente e é misericordioso”.

Padre Chrystian Shankar

– Domingo das Bem-aventuranças.

E a liturgia de hoje nos renova de esperança e fé! Vemos Jesus falando às multidões sobre o Reino dos Céus e as coisas que passamos nesse mundo. 

Abaixo:

EVANGELHO (Mt 5,1-12a)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Vinde a mim, todos vós que estais cansados e penais a carregar pesado fardo, e descanso eu vos darei, diz o Senhor.

  • Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus
  • Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2 e Jesus começou a ensiná-los: 3 “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4 Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5 Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8 Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9 Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10 Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. 11 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12 Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

– A dica de São João Bosco:

Não discorde desse ensinamento:

– Evangelho de 27/10/2024:

Tenhamos sempre fé! É o que mostra a Palavra de Deus hoje:

Evangelho (Mc 10,46-52)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Jesus Cristo, Salvador, destruiu o mal e a morte; fez brilhar, pelo Evangelho, a luz e a vida imperecíveis.

roclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos 

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 46 Jesus saiu de Jericó, junto com seus discípulos e uma grande multidão. O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho. 47 Quando ouviu dizer que Jesus, o Nazareno, estava passando, começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” 48 Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” 49 Então Jesus parou e disse: “Chamai-o”. Eles o chamaram e disseram: “Coragem, levanta-te, Jesus te chama!” 50 O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus. 51 Então Jesus lhe perguntou: “O que queres que eu te faça?” O cego respondeu: “Mestre, que eu veja!” 52 Jesus disse: “Vai, a tua fé te curou”. No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

– Imitemos São José.

Sempre fui devoto de São José! Padroeiro da Igreja e Protetor dos Pais, insistentemente eu peço para que ele me ajude a ser um digno pai às minhas crianças.

Nessa frase de São Josemaria Escrivá, vemos o quão José é respeitado na comunhão dos Santos!

– Valei-me São José! Aumentai a minha fé.

– Crescendo na Fé com canções do Frei Gilson.

O religioso Frei Gilson está em alta com suas belíssimas e catequéticas canções católicas.

Duas delas, para quem anda triste e desanimado:

“Acalma a minha tempestade”, em: https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=2Zh5APb9w5M

A outra: “Dias Difíceis”: https://youtu.be/miEzd5wrbc4?si=JKCfoNJO65IYpPiE

– Crescendo na Fé com canções do Frei Gilson.

O religioso Frei Gilson está em alta com suas belíssimas e catequéticas canções católicas.

Duas delas, para quem anda triste e desanimado:

“Acalma a minha tempestade”, em: https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=2Zh5APb9w5M

A outra: “Dias Difíceis”: https://youtu.be/miEzd5wrbc4?si=JKCfoNJO65IYpPiE

– Não é fácil perdoar quem te faz mal!

Como é difícil ser cristão de verdade e perdoar quem te ofende e te faz mal.

O diabo usa de pessoas e situações para desviar os servos de Deus do bom caminho. Não é fácil buscar a santidade de vida!

Mesmo que te maltratem, ignorem, descumpram acordos ou te desprezem… perdoe!

Deus tudo vê, tudo sabe.

(Arte extraída de Diretas Católicas).

– Homilia de hoje:

Domingo de !

Já foi à Missa hoje? Eu fui há pouco, e me sinto muito bem!

A meditação do Evangelho, na imagem:

bomba.jpg

– Não deixe a janela aberta para Satanás.

Se você fechou a porta para o demônio, cuidado: ele pode querer entrar pela janela…

Atente-se a esse recado do Papa: 

– Quem mexe no seu passado para te angustiar?

Fique atento à dica de Santa Teresa d’Ávila:

– O diabo quer desanimar os servos de Deus.

Não baixemos a guarda!

Quando buscamos a comunhão com Deus, o inimigo quer colocar percalços para nos tirar o ânimo. E pra isso, usa covardemente outras pessoas e situações.

Mantenhamos a firmeza na fé, pois Satanás treme ao ver a confiança dos fiéis em Jesus, nosso Senhor e Salvador, e o refúgio na Imaculada Mãe Maria, nossa querida intercessora.

Um lembrete:

– Você foi feito para o conforto mundano ou para uma vida mais espiritualizada?

O saudoso Papa Bento XVI, certa vez, nos alertou sobre o conformismo ao conforto, mas que devemos buscar a conscientização de que vale a pena lutar pelo que é certo.

Uma mensagem:

– Fé e Ansiedade.

Quantas vezes queremos ajuda, bençãos ou coisas para o “agora”?

Tudo tem seu tempo, não nos deixemos desesperar pela ansiedade.

Uma mensagem:

– Pra hoje: Faça tudo de maneira cristã!

Uma mensagem que mostra o quanto podemos ser felizes em Cristo, abaixo:

Cateuq

– Catolicismo e Astrologia? Não…

Sem superstição.

O católico não acredita em horóscopo!

Perfeita mensagem:

– “Cambalachos” para justificar a falta de fé ou um pecado?

Muitas vezes, temos “pecados de estimação”, e não abrimos mão deles!

Teimamos em arranjar justificativas e moldar tudo “à nossa maneira de ter fé”. Ou de não ter.

Para muitos, vale até desacreditar em Deus para servir de argumento a algo.

Santo Agostinho, doutor da Igreja, nos alerta nessa mensagem, abaixo:

– Sê paciente:

Saibamos descansar no Senhor!

Sigamos a dica de São Francisco Xavier:

– Pra hoje:

– Do que Satanás tem medo?

Do que o diabo tem medo?

Acrescente: da presença da Imaculada Virgem
Maria, pois ela sempre nos traz Jesus!

– Um cristão não fala palavrão:

Tenha um comportamento correto, incluindo o vocabulário.

Um seguidor de Cristo não pode (e nem deve) falar palavrões. Certo?

O lembrete do Cura d’Ars:

– Frei Gilson no Vilela.

Que legal! Frei Gilson esteve no Inteligência Ltda, o Podcast do Rogério Vilela. Passou de 3 horas de Programa e o entrevistador até chorou!

Emocionante… e repleto de momentos de fé, em: https://www.youtube.com/watch?v=YGlnFTrs5lY

– Preparando-se para o Dia de Oração pelo Cuidado da Criação.

O Papa Francisco divulgou, dias atrás, um documento em preparação ao Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação – um movimento que engloba diversas crenças em prol da criação.

Nesse documento, voltado especificamente para os cristãos, vemos a conscientização de cuidarmos da criação.

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE, PAPA FRANCISCO, PARA A CELEBRAÇÃO DO DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO.

1 de setembro de 2024 – Espera e age com a criação

Queridos irmãos e irmãs!

“Espera e age com a criação”: é este o tema do Dia de Oração pelo Cuidado da Criação, que se realizará no próximo 1 de setembro. Refere-se à Carta de São Paulo aos Romanos 8, 19-25. O Apóstolo, ao esclarecer o significado de viver segundo o Espírito, concentra-se na esperança firme da salvação pela fé, que é vida nova em Cristo.

1. Comecemos, pois, por uma pergunta simples, mas que poderia não ter uma resposta óbvia: quando realmente acreditamos, como é que temos fé? Não é tanto porque “acreditamos” em algo transcendente e incompreensível para a nossa razão, ou seja, o mistério inacessível de um Deus distante e longínquo, invisível e inominável. Antes, é porque o Espírito Santo habita em nós, como diria São Paulo. Sim, somos cristãos porque o próprio Amor de Deus foi «derramado nos nossos corações» ( Rm 5, 5). Por isso, o Espírito é agora, verdadeiramente, a «garantia da nossa herança» ( Ef 1, 14), como uma “pro-vocação” a vivermos sempre inclinados para os bens eternos, segundo a plenitude da humanidade bela e boa de Jesus. O Espírito torna os fiéis criativos, proativos na caridade. Coloca-os num grande caminho de liberdade espiritual, não isento da luta entre a lógica do mundo e a do Espírito, que têm frutos opostos entre si ( Gl 5, 16-17). Como sabemos, o primeiro fruto do Espírito, síntese de todos os outros, é o amor. Assim, guiados pelo Espírito Santo, os que acreditam são filhos de Deus e podem dirigir-se a Ele tal como Jesus, chamando-lhe «Abbá, ó Pai» ( Rm 8, 15), na liberdade de quem já não recai no medo da morte, porque Jesus ressuscitou dos mortos. Eis a grande esperança: o amor de Deus venceu, vence sempre e vencerá de novo. Apesar da morte física, o destino de glória já está garantido para o homem novo que vive no Espírito. Esta esperança não desilude, como também nos recorda a Bula de proclamaçãodo próximo Jubileu [1].

2. A existência do cristão é vida de fé, laboriosa na caridade e transbordante de esperança, enquanto aguarda o regresso do Senhor na sua glória. E a “demora” da parusia, da sua segunda vinda, não causa qualquer problema. A questão é outra: «quando o Filho do Homem voltar, encontrará a fé sobre a terra?» (Lc 18, 8). Sim, a fé é um dom, fruto da presença do Espírito em nós, mas é também uma tarefa, a realizar em liberdade, na obediência ao mandamento do amor de Jesus. Eis, aqui, a feliz esperança que deve ser testemunhada! Onde? Quando? Como? No interior dos dramas da carne humana que sofre. E se alguém sonha, então que sonhe com os olhos abertos, animados por visões de amor, fraternidade, amizade e justiça para todos. A salvação cristã entra no âmago da dor do mundo, que não atinge apenas o ser humano, mas todo o universo, a própria natureza, o oikos do homem, o seu ambiente vital; ela abarca a criação como “paraíso terrestre”, a mãe terra, que deveria ser lugar de alegria e promessa de felicidade para todos. O otimismo cristão baseia-se numa esperança viva: sabe que tudo tende para a glória de Deus, para a consumação final na sua paz, para a ressurreição corporal na justiça, “de glória em glória”. Contudo, no tempo que passa, partilhamos dores e sofrimentos: toda a criação geme (cf. Rm 8, 19-22), os cristãos gemem (cf. vv. 23-25) e o próprio Espírito geme (cf. vv. 26-27). Gemer manifesta inquietação e sofrimento, juntamente com anelo e desejo. O gemido exprime confiança em Deus e abandono à sua companhia amorosa e exigente, tendo em vista a realização do seu desígnio, que é alegria, amor e paz no Espírito Santo.

3. Toda a criação está implicada neste processo de um novo nascimento e, gemendo, espera a libertação: trata-se de um crescimento escondido que amadurece, como “um grão de mostarda que se transforma numa grande árvore” ou “o fermento na massa” (cf. Mt 13, 31-33). Os inícios são minúsculos, mas os resultados esperados podem ser de uma beleza infinita. Enquanto expectativa de um nascimento (a revelação dos filhos de Deus), a esperança é a possibilidade de permanecer firme no meio das adversidades, de não desanimar nos momentos de tribulação ou diante da barbárie humana. A esperança cristã não desilude, mas também não ilude: se o gemido da criação, dos cristãos e do Espírito é antecipação e expectativa da salvação já em ato, São Paulo descreve os numerosos sofrimentos em que estamos imersos como «tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada» (cf. Rm 8, 35). Assim, a esperança é uma leitura alternativa da história e dos acontecimentos humanos: não ilusória, mas realista, do realismo da fé que vê o invisível. Esta esperança é uma espera paciente, como a não visão de Abraão. Gosto de recordar aquele grande crente visionário que foi Joaquim de Fiore, o abade calabrês “dotado de espírito profético” [2], segundo Dante Alighieri: numa época de lutas sangrentas, conflitos entre o Papado e o Império, Cruzadas, heresias e mundanização da Igreja, ele soube apontar o ideal de um novo espírito de convivência entre os homens, marcado pela fraternidade universal e pela paz cristã, fruto do Evangelho vivido. Foi este espírito de amizade social e de fraternidade universal que propus na Fratelli tutti. E esta harmonia entre os homens deve estender-se também à criação, a partir de um “antropocentrismo situado” (cf. Laudate Deum, 67), na responsabilidade por uma ecologia humana e integral, caminho de salvação da nossa casa comum e dos que nela vivemos.

4. Por que há tanto mal no mundo? Porquê tanta injustiça, tantas guerras fratricidas que provocam a morte de crianças, destroem cidades, poluem o ambiente em que vive o homem, a mãe terra, violada e devastada? Referindo-se implicitamente ao pecado de Adão, São Paulo diz: «Bem sabemos como toda a criação geme e sofre as dores de parto até ao presente» (Rm 8, 22). A luta moral dos cristãos está ligada ao “gemido” da criação, porque ela «foi sujeita à destruição» (v. 20). Todo o cosmos e cada criatura gemem e anseiam “impacientemente”, para que a condição atual possa ser superada e a original restabelecida: efetivamente, a libertação do homem implica também a das outras criaturas que, solidárias com a condição humana, foram colocadas sob o jugo da escravidão. Tal como a humanidade, a criação – sem culpa sua – é escrava e vê-se incapaz de fazer aquilo para que foi concebida, isto é, ter um significado e um propósito duradouros; está sujeita à dissolução e à morte, agravadas pelos abusos humanos sobre a natureza. Mas, em sentido contrário, a salvação do homem em Cristo é esperança segura inclusive para a criação: com efeito, «também ela será libertada da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus» (Rm 8, 21). Portanto, na redenção de Cristo, é possível contemplar na esperança o vínculo de solidariedade entre o ser humano e todas as outras criaturas.

5. Na esperançosa e perseverante espera do regresso glorioso de Jesus, o Espírito Santo mantém vigilante a comunidade dos fiéis e instrui-a continuamente, chamando-a à conversão dos estilos de vida, a resistir à degradação humana do meio ambiente e a manifestar aquela crítica social que é, em primeiro lugar, testemunho da possibilidade de mudança. Esta conversão consiste em passar da arrogância de quem quer dominar os outros e a natureza – reduzida a um mero objeto manipulável – à humildade de quem cuida dos outros e da criação. «Um ser humano que pretenda tomar o lugar de Deus torna-se o pior perigo para si mesmo» (Laudate Deum, 73), porque o pecado de Adão destruiu as relações fundamentais da vida do homem: a relação com Deus, consigo mesmo, com os outros seres humanos, e a relação com o cosmos. Todas estas relações devem ser, sinergicamente, restauradas, salvas, “corrigidas”. Não pode faltar nenhuma. Se faltar uma, falha tudo.

6. Esperar e agir com a criação significa, antes de mais, unir forças e, caminhando juntamente com todos os homens e mulheres de boa vontade, ajudar a «repensar a questão do poder humano, do seu significado e dos seus limites. Com efeito, o nosso poder aumentou freneticamente em poucas décadas. Realizamos progressos tecnológicos impressionantes e surpreendentes, sem nos darmos conta, ao mesmo tempo, que nos tornámos altamente perigosos, capazes de pôr em perigo a vida de muitos seres e a nossa própria sobrevivência» (Laudate Deum, 28). Um poder descontrolado gera monstros e volta-se contra nós mesmos. Por isso, hoje, é urgente colocar limites éticos ao desenvolvimento da inteligência artificial, que com a sua capacidade de cálculo e de simulação poderia ser utilizada para dominar o homem e a natureza, em vez de estar ao serviço da paz e do desenvolvimento integral (cf. Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2024).

7. «O Espírito Santo acompanha-nos na vida»: assim o compreenderam as crianças reunidas na Praça de São Pedro para a sua primeira Jornada Mundial, que coincidiu com o Domingo da Santíssima Trindade. Deus não é uma ideia abstrata de infinito, mas é Pai amoroso, Filho amigo e redentor de todo o homem, e Espírito Santo que guia os nossos passos no caminho da caridade. A obediência ao Espírito de amor muda radicalmente a atitude do homem: passa de “predador” a “cultivador” do jardim. A terra está confiada ao homem, mas continua a ser de Deus (cf. Lv 25, 23). Este é o antropocentrismo teológico da tradição judaico-cristã. Por isso, pretender possuir e dominar a natureza, manipulando-a a seu bel-prazer, é uma forma de idolatria. É o homem prometeico, embriagado com o seu próprio poder tecnocrático, que com arrogância coloca a terra numa condição de “des-graça”, isto é, privada da graça de Deus. Ora, se a graça de Deus é Jesus, morto e ressuscitado, então é verdade o que Bento XVI disse: «Não é a ciência que redime o homem. O homem é redimido pelo amor» (Carta Encíclica Spe Salvi, 26), o amor de Deus em Cristo, do qual nada nem ninguém nos pode separar (cf. Rm 8, 38-39). Continuamente atraída pelo seu futuro, a criação não é estática nem está fechada em si mesma. Hoje, graças também às descobertas da física contemporânea, a ligação entre matéria e espírito é cada vez mais fascinante para o nosso conhecimento.

8. Por conseguinte, a salvaguarda da criação não é apenas uma questão ética, mas é eminentemente teológica: na realidade, diz respeito ao entrelaçamento entre o mistério do homem e o mistério de Deus. Este entrelaçamento pode dizer-se que é “generativo”, na medida em que remete para o ato de amor com que Deus cria o ser humano em Cristo. Este ato criador de Deus confere e funda o livre agir do homem e toda a sua dimensão ética: livre precisamente por ter sido criado na imagem de Deus que é Jesus Cristo; e, por isso, “representante” da criação no próprio Cristo. Há uma motivação transcendente (teológico-ética) que compromete o cristão a promover a justiça e a paz no mundo, também através do destino universal dos bens: é a revelação dos filhos de Deus que a criação espera, gemendo como se estivesse com as dores do parto. Nesta história, não está em jogo apenas a vida terrena do homem, está sobretudo em jogo o seu destino na eternidade, o eschaton da nossa bem-aventurança, o Paraíso da nossa paz, em Cristo Senhor do cosmos, o Crucificado-Ressuscitado por amor.

9. Esperar e agir com a criação significa, então, viver uma fé encarnada, que sabe entrar na carne sofredora e esperançosa das pessoas, partilhando a expectativa da ressurreição corporal a que os fiéis estão predestinados em Cristo Senhor. Em Jesus, o Filho eterno na carne humana, somos verdadeiramente filhos do Pai. Pela fé e pelo batismo, começa para o cristão a vida segundo o Espírito (cf. Rm 8, 2), uma vida santa, uma existência como filhos do Pai, à semelhança de Jesus (cf. Rm 8, 14-17), visto que, pela força do Espírito Santo, Cristo vive em nós (cf. Gl 2, 20). Uma vida que se torna um cântico de amor para Deus, para a humanidade, com e para a criação, e que encontra a sua plenitude na santidade [3].

Roma, São João de Latrão, 27 de junho de 2024.

FRANCISCO

__________________________

[1] Spes non confundit, Bula de proclamação do Jubileu Ordinário do ano 2025 (9/V/2024).

[2] Divina Comédia, Paraíso, XII, 141.

[3] O padre rosminiano Clemente Rebora exprimiu-o poeticamente: «Enquanto a criação sobe em Cristo ao Pai, / no destino arcano / tudo são dores de parto: / quanto morrer para que a vida nasça! / Mas de uma só Mãe, que é divina, / felizmente se vem à luz: / vida que o amor produz em lágrimas, / e, se anela, aqui em baixo é poesia; / mas só a santidade realiza o canto» (Curriculum vitae, “Poesia e santità”: Poesie, prose e traduzioni, Milano 2015, p. 297).

Imagem extraída da Web, representando a união de todas as crenças para o Planeta Terra, nosso bem comum.

– Fuja do pecado!

E não tenha medo de confessar os seus pecados. Não os queira, livre-se deles!

Santa Gemma Galgani nos ensina:

– Mini-Sermão de hoje: Valorize!

A mensagem dominical: