Compartilho com os amigos um texto muito interessante sobre Sexo numa Dimensão Cristã, escrito pela psicóloga Manuela Melo, da Comunidade Católica Canção Nova.
A SEXUALIDADE É DOM DE DEUS
A vivência da sexualidade implica amar o outro com o nosso ser
Quero, hoje, refletir com você sobre a riqueza e a beleza da sexualidade humana. Falando sobre sexualidade humana, Victor Frankl nos diz o seguinte: Dizemos sempre que o ser humano é um composto de corpo, alma (psíquico) e espírito. Em face desta estrutura, o ser humano pode tomar diferentes atitudes como sujeito que ama e experimenta a vivência do amor. As três dimensões da pessoa humana correspondem também a três possíveis formas de atitude.
A primeira e a mais primitiva das atitudes é a sexual, na qual a aparência física de uma pessoa é o que atrai o outro e lhe dá o impulso sexual. Essa atitude tem por meta apenas o corpo, pois não consegue avançar mais do que isto, ou seja, não alcança a pessoa em si, apenas alguma característica física exerce atração sobre o outro.
A segunda atitude é a paixão, da qual se consegue ultrapassar a dimensão do corpo e orientar-se para a dimensão psíquica do outro, ou seja, já não é somente o corpo que atrai, mas atinge a emocionalidade. Essa é uma característica psíquica que exerce atração sobre o outro.
A terceira atitude é do amor. Esta é a forma mais elevada em nossa sexualidade e atinge a dimensão espiritual do ser humano. Nela, alcança-se o outro em plenitude. Quem ama, neste sentido, vai além de uma aparência física ou de simples emoções; enxerga o outro em toda sua riqueza, como um ser “único e irrepetível”, e a meta é o outro em si.
A Igreja, através do Conselho Pontifício para a Família, nos diz que “o amor, que se alimenta e se exprime no encontro do homem e da mulher, é dom de Deus; é, por isso, força positiva, orientada à sua maturação enquanto pessoas… O ser humano, com efeito, é chamado ao amor como espírito encarnado, isto é, alma e corpo na unidade da pessoa. O amor humano abarca também o corpo, que exprime o amor espiritual. A sexualidade, portanto, não é qualquer coisa de puramente biológico, mas refere-se, antes, ao núcleo íntimo da pessoa”.
Com isto, podemos perceber que a atitude sexual, simples e pura, é vazia e pode trazer prazer momentâneo quando os interesses estão puramente centrados no físico. Isso transforma o outro simplesmente em um objeto sexual. Uma vida sexualmente ativa, dentro desses parâmetros, não garante a ninguém sua realização nem mesmo em sua felicidade.
Enquanto permanecemos atados a tais conceitos, não crescemos como pessoas, não alcançamos a realização e a felicidade que Deus tem reservada para nós. Todo ser humano, como imagem e semelhança de Deus, é chamado a viver muito mais do que momentos de prazer.
Enquanto cristãos, precisamos compreender que a sexualidade humana não é algo apenas biológico, como ensina a Igreja e como diz Victor Frankl, porque ela atinge a dimensão espiritual da pessoa, atinge as camadas mais íntimas e profundas de nós mesmos.
Precisamos entender que a nossa sexualidade é dom de Deus. Através dela, podemos nos doar plenamente a outro ser e fazermos a experiência do amor encarnado em nossa vida.
Sexualidade não quer dizer apenas vida sexual ativa. A vivência de nossa sexualidade implica em amar o outro com o nosso ser mulher ou com o nosso ser homem, implica doação eum amor concreto, manifestado nas pequenas coisas de nosso cotidiano. De minha parte, como missionária e consagrada a Deus, sou testemunha de como é plena a vida dos que são chamados ao matrimônio na Canção Nova. Como celibatária, posso dizer que me sinto plena, sinto-me mulher e amada.
A escolha da dimensão em que vamos viver a nossa sexualidade cabe a cada um de nós. Espero que você faça a escolha de vivê-la em plenitude, como Deus quer que a vivamos.
Manuela Melo psicologia@cancaonova.com Missionária da Comunidade Canção Nova, formada em Psicologia, com especialização em Logoterapia e MBA em Gestão de Recursos Humanos.
“Se não é benção, é lição que Deus nos dá [pois Deus não nos dá um fardo maior que possamos carregar]. Todas as situações de dor que passamos, são as menores que podemos passar, pois nosso Deus é prEvidente, é prOvidente e é misericordioso”.
Quando buscamos a comunhão com Deus, o inimigo quer colocar percalços para nos tirar o ânimo. E pra isso, usa covardemente outras pessoas e situações.
Mantenhamos a firmeza na fé, pois Satanás treme ao ver a confiança dos fiéis em Jesus, nosso Senhor e Salvador, e o refúgio na Imaculada Mãe Maria, nossa querida intercessora.
Um símbolo católico pouco conhecido: o Olho do Pai (ou Olho de Deus). Riquíssimo em significado, o movimento de Schoenstatt (da Mãe Rainha) costuma usá-lo com mais frequência.
Basicamente, é formado pelo triângulo (3 pontas: Pai, Filho e Espírito Santo) e um olho (oniciência de Deus, que tudo vê). A ideia não é de um Deus que nos vigia, mas que zela e tem um olhar amoroso por nós.
Nos séculos XVIII e XIX, Idade Contemporânea, a arte cristã começa a representar o olho como símbolo de Deus, nas igrejas e capelas, especialmente nos portais, acima dos púlpitos, nos altares e nas pinturas do teto. O olho de Deus geralmente era representado no meio de raios luzentes, também sobre uma nuvem e, em geral, associados a um triângulo simbolizando a Santíssima Trindade. Era o esforço da Igreja para trazer novamente ao coração e à vida do homem a realidade da presença de Deus, numa época marcada pela fuga de Deus.
Os ângulos iguais do triângulo servem muito bem para explicar o mistério de Deus uno e trino. Um só Deus, em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Não são três Deuses, mas um só. “A unidade divina é trina”, diz-nos o catecismo da Igreja católica, no nº 254. No centro do triângulo está o olho, representando a onipresença de Deus, à qual nada fica oculto aos seus olhos, tal como lemos na Escritura:
“Os olhos do Senhor observam os caminhos do homem e vigiam todos os seus trilhos.” (Provérbios 5,21) – “Os olhos do Senhor são infinitamente mais luminosos do que o sol, vêem todos os caminhos dos homens e penetram os lugares mais secretos. Antes de serem criadas, ele já conhecia todas as coisas.” (Eclesiástico 23,19s) – “Teus olhos viam como fui formado. No teu livro estão todos inscritos os dias que foram fixados e cada um deles nele figura.” (Cf. Salmo 139, 16)
Desde quando temos o símbolo do olho de Deus nos Santuários de Schoenstatt? Sua história tem início na América do Sul, quando, em 1947, nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, visita as Províncias das Irmãs de Maria de Schoenstatt. Cada Província escolhe seu ideal e fez a sua bandeira. A Província do Uruguai/Argentina, que deseja ser Família de Nazaré, Província do Pai, decide bordar na bandeira também um olho de Deus Pai.
Na Noite de Natal de 1948, junto com o Pai e Fundador, colocam um Símbolo do olho de Deus Pai no Santuário. Este primeiro símbolo, feito em madeira, é pintado pela artista Irma Ulmer. Nosso Fundador alegra-se muito com isso e dá uma grande importância para esse acontecimento, porque expressa o surgir de uma corrente de Pai na Família, isto é, de Deus como Pai, mas também uma corrente em torno do Fundador como Pai desta Família.
Em 1950, a Província das Irmãs de Maria, chamada Providentia, em Metternich, Alemanha, da qual Irmã Emílie era Superiora Provincial, também coloca, na noite de Natal, o Símbolo de Deus Pai, no Santuário, Padre Kentenich faz essa entronização. Como Província Providência, as Irmãs escolheram o olho de Deus, para expressar que devem viver sob o olhar amoroso de Deus, Pai providente.
Nesse período, inicia na Família de Schoenstatt, uma corrente do Pai e, com ela, o impulso de expressar essa corrente patrocêntrica por meio de uma imagem, um símbolo visível. Além destes dois Santuários citados, nosso Pai e Fundador entroniza o olho do Pai, nos seguintes Santuários: em 1952, em Santa Maria/RS, em 1952, em Florencio Varela, Argentina, em 1966, na Liebfrauenhöhe, em Colônia e no Monte Schoenstatt, em 1967, em Dietershausen, Alemanha
Enquanto a arte e a literatura cristãs falam do olho de Deus, nós acentuamos que este é um olho do Pai. Nesta terminologia se expressa algo decisivo: esta é a missão de nosso Pai e Fundador e todos nós participamos da missão de anunciar a imagem de Deus ao mundo, como Pai. O olho de Deus não é o olho de um juiz severo, mas o olho de um Pai. O olhar complacente que repousa sobre seu Filho amado, como os apóstolos vivenciam no Tabor.
Certa vez, nosso Pai e Fundador diz, aqui no Brasil, que este olho não é o do “policial”, que quer pegar-nos em flagrante. É o olhar amoroso do Pai que contempla seu filho querido. E nos ensina que devemos viver da pequena verdade:
O Pai me vê: “Acho que deveis dizer muitas vezes: Ele me vê, ele sabe demim. Ele não me vê com um olho de fiscal ou policial, mas com os olhos de um amigo, de um Pai. Por isso, nunca estou sozinho… Ele me vê. Mais ainda: Ele não me vê à distância. Ele me vê, porque está em torno de mim, está comigo. Recordemos: onipresença de Deus, quer dizer: Deus está em toda a parte, não só por seu ser e seu poder. Deus está mais próximo de mim do que o ar que respiro ou a água, na qual estou nadando. Onde eu estou e o que eu fizer, Deus, meu Pai, está a me ver… Se é verdade que ele me vê, é verdade, também, que eu o vejo. Ambos os olhares devem encontrar-se constantemente. Não só os olhares dos olhos, mas também os do coração.” (J. Kentenich, Santa Maria, abril de 1948).
O Pai me ama. Deus é amor, sua essência é amor. Todo amor verdadeiro procede do Pai. O Pai nos ama sempre! Não porque somos bons, perfeitos, belos, mas porque ele é Pai, porque gravou em nós os traços de seu Filho, Jesus. Em cada um de nós, Ele encontra o seu Filho muito amado.
O Pai precisa de mim. Sim, apesar de Deus ser todo poderoso, ele não quer atuar no mundo sem a nossa colaboração. Ele criou-nos livres e não nos salvará se nós não o quisermos. Ele precisa de nós para ir ao encontro do outro, para dizer-lhe que o ama. Deus precisa de nossa disponibilidade, de nosso empenho apostólico, do nosso sacrifício “para completar em nosso corpo o que falta à paixão de Cristo”.
Esta pequena frase “o Pai me vê, me ama, precisa de mim”, é aplicável ao bom Deus, mas também à Mãe de Deus e ao nosso Pai e Fundador! Trata-se de uma linguagem simbólica, característica do pensar orgânico, que une harmoniosamente o natural e o sobrenatural, a idéia e a vida, a causa primeira (Deus) e a causa segunda (o homem e todo o criado).
O saudosoPapa Bento XVI, certa vez,nos alertou sobre o conformismo ao conforto, mas que devemos buscar aconscientização de que vale a pena lutar pelo que é certo.
Em tempos de excesso de mundo virtual, onde o real vai se distanciando e as pessoas perdem a sensibilidade, compartilho a mensagem papal de conforto (abaixo):
“Nenhum algoritmo poderá jamais substituir um abraço, um olhar, um verdadeiro encontro”
Essa mensagem foi transmitida pelo Papa Leão XIV dias atrás, para o 36º Festival dos Jovens em Medjugorje, onde ele encorajou a buscarem encontros sinceros e a se alegrar e chorar com aqueles que estão ao seu redor, seguindo o exemplo de Maria.
Reflita: não é uma grande verdade?
IN ENGLISH –
In a time of an excess of the virtual world, where reality is becoming more distant and people are losing their sensitivity, I’m sharing the papal message of comfort (below):
“No algorithm will ever be able to replace a hug, a glance, a true encounter.”
This message was conveyed by Pope Leo XIV a few days ago for the 36th Youth Festival in Medjugorje, where he encouraged them to seek sincere encounters and to rejoice and cry with those around them, following the example of Mary.
Todos nós devemos defender o perdão. Um verdadeiro cristão (católico, evangélico, ortodoxo) deve se lembrar da misericórdia infinita daquele que nos criou, de quem se deu na cruz e nos ilumina.
No podcast Inteligência Ltda, o apresentador Rogério Vilela entrevistou a irmã Maria Raquel, do Instituto Hesed, e muito foi falado sobre São Miguel Arcanjo!
Na sua obra “Pequenos Tratados Espirituais”, São João da Cruz nos ensina algo utópico, pela nossa natureza humana: a busca da perfeição!
Conseguimos ser perfeitos? Óbvio que não, mas são 17 ensinamentos da busca da perfeição pela santidade, algo que nos ajuda a uma vida terrena mais santa, em busca da vida celeste, que é eterna.
1. Por nada deste mundo cometer pecado, nem mesmo venial com plena advertência, nem imperfeição conhecida.
2. Procurar andar sempre na presença de Deus, segundo as obras que se está fazendo.
3. Nada fazer nem dizer coisa de importância que Cristo não pudesse fazer ou dizer se estivesse no estado em que me encontro e tivesse a idade e a saúde que eu tenho.
4. Procure em todas as coisas a maior honra e glória de Deus.
5. Por nenhuma ocupação deixar a oração mental que é o sustento da alma.
6. Não omitir o exame de consciência, sob pretexto de ocupações, e, por cada falta cometida, fazer alguma penitência.
7. Ter grande arrependimento por qualquer tempo não aproveitado ou que tenha escapado sem amar a Deus.
8. Em todas as coisas, altas e baixas, ter a Deus por fim, pois de outro modo não se crescerá em perfeição e mérito.
9. Nunca faltar à oração e, quando experimentar aridez e dificuldade, por isso mesmo perseverar nela, porque Deus quer muitas vezes ver o que há na alma e isso não se prova na facilidade e no gosto.
10. Do céu e da terra sempre o mais baixo e o lugar e o ofício mais ínfimo.
11. Nunca se intrometer naquilo de que não se foi encarregado, nem discutir sobre alguma coisa ainda que se esteja com a razão. E, no que tiver sido ordenado, não imaginar que se tem obrigação de fazer aquilo a que, bem examinado, nada obriga.
12. Não ocupar-se das coisas alheias, sejam elas boas ou más, porque, além do perigo que há de pecar, essa ocupação é causa de distrações e amesquinha o espírito.
13. Procurar sempre confessar-se com profundo conhecimento da própria miséria e com sinceridade cristalina.
14. Ainda que as coisas de obrigação e ofício se tornem dificultosas e enfadonhas, nem por isso desanimar-se, porque não há de ser sempre assim, e Deus, que experimenta a alma simulando trabalho no preceito (Cf. Sl 93,20), em breve a fará sentir o bem e o ganho.
15. Lembrar-se sempre de que tudo quanto se passa, seja próspero ou adverso, vem de Deus, para que assim nem se caia em soberba por um lado, nem no desânimo por outro.
16. Recordar-se sempre de que não se veio senão para ser santo, e, assim, não consentir que reine na alma o que não leve à santidade.
17. Ser sempre mais amigo de dar alegria aos outros do que a si mesmo, e, assim, com relação ao próximo, não ter inveja nem predomínio. Entenda-se, porém, que isto se refere ao que está de acordo com a perfeição, porque Deus muito se aborrece com os que não antepõem o que lhe agrada ao beneplácito dos homens.
Você consegue cumpri-los?
IN ENGLISH –
In his work, “Small Spiritual Treatises,” Saint John of the Cross teaches us something utopian, given our human nature: the pursuit of perfection!
Can we be perfect? Obviously not, but these are 17 teachings on the pursuit of perfection through holiness, something that helps us lead a holier earthly life, in search of celestial life, which is eternal.
For nothing in this world to commit sin, not even venial sin with full awareness, nor a known imperfection.
To seek to walk always in the presence of God, according to the works one is doing.
To do or say nothing of importance that Christ could not do or say if He were in my current state and had my age and health.
To seek in all things the greatest honor and glory of God.
Never to neglect mental prayer, which is the sustenance of the soul, for any occupation.
Not to omit the examination of conscience, under the pretext of occupations, and, for every fault committed, to do some penance.
To have great repentance for any time not utilized or that slipped by without loving God.
In all things, high and low, to have God as the end, for otherwise one will not grow in perfection and merit.
Never to fail in prayer, and when experiencing aridity and difficulty, to persevere precisely because of it, for God often wants to see what is in the soul, and this is not proven in ease and pleasure.
Always choose the lowest from heaven and earth, and the most humble place and office.
Never to meddle in what one has not been entrusted with, nor discuss anything even if one is in the right. And regarding what has been commanded, not to imagine that one is obliged to do what, upon careful examination, obliges nothing.
Not to concern oneself with others’ affairs, be they good or bad, because, besides the danger of sinning, such concern causes distractions and diminishes the spirit.
Always to seek to confess with profound knowledge of one’s own misery and with crystalline sincerity.
Even if obligatory things and duties become difficult and tiresome, not to be discouraged by this, because it will not always be so, and God, who tests the soul by simulating labor in the precept (Cf. Ps 93:20), will soon make it feel the good and the gain.
Always remember that everything that happens, whether prosperous or adverse, comes from God, so that one neither falls into pride on one hand, nor into discouragement on the other.
Always remember that one came only to be a saint, and thus, not to allow anything to reign in the soul that does not lead to holiness.
Always be more inclined to give joy to others than to oneself, and thus, in relation to one’s neighbor, to have neither envy nor predominance. Understand, however, that this refers to what is in accordance with perfection, because God is greatly displeased with those who do not prefer what pleases Him to the approval of men.
Nessa semana, o Vaticano reconheceu oficialmente o milagre eucarístico registrado na Igreja Cristo Rei, em Vilakkannur (Índia), em 15 de novembro de 2013.
Segundo o Jornal “O São Paulo”, jornal da Arquidiocese de São Paulo, em texto do Padre José Ferreira Filho, é o primeiro evento sem a presença de sangue (comum nos outros, com sangue AB e carne do miocárdio). Nesse, perpetuou-se uma imagem do Bom Jesus espontaneamente.
(veja a imagem e o texto logo abaixo:)
Era uma sexta-feira comum, até que algo profundamente inesperado aconteceu. Quando o Padre Thomas Pathickal levantou a hóstia magna durante a consagração, uma imagem misteriosa surgiu. O que começou como uma mancha tornou-se radiante, formando lentamente o que parecia inconfundivelmente um rosto humano. O Sacerdote fez uma pausa. Os fiéis se ajoelharam. Agora, quase 12 anos depois, Dom Joseph Pamplany, Arcebispo de Tellicherry, apareceu na mesma igreja para anunciar o que muitos na região acreditavam há muito tempo: a Santa Sé reconheceu oficialmente o fenômeno como um autêntico milagre eucarístico.
A declaração foi transmitida por Dom Leopoldo Girelli, Núncio Apostólico na Índia, e será solenemente proclamada durante uma celebração eucarística especial em 31 de maio, presidida por ele próprio.
O reconhecimento do Vaticano acrescenta o milagre de Vilakkannur a uma lista excepcional e sagrada de fenômenos na história da Igreja que desafiam a explicação natural, mas que aprofundam a convicção espiritual. Na maioria dos milagres eucarísticos documentados, foi relatado o sangramento da hóstia, e os testes científicos frequentemente revelaram a presença de tecido cardíaco humano e do grupo sanguíneo AB, de acordo com as descobertas do Santo Sudário de Turim.
O caso de Vilakkannur é diferente: não há sangue ou tecido; apenas um rosto, radiante e inconfundivelmente humano, que aparece na própria hóstia e é identificado como o rosto de Cristo. O fenômeno provocou uma devoção fervorosa, enquanto as autoridades da Igreja guardavam discretamente a hóstia e lançavam uma investigação rigorosa, tanto teológica quanto científica, de acordo com os protocolos do Vaticano para o discernimento de alegações sobrenaturais.
“Em 1673, Santa Margarida Maria, recebeu várias revelações de Jesus Cristo, dentre elas, 12 promessas. Para nós, católicos, a importância da data está na simbologia do que significa o Sagrado Coração de Jesus, que vai além do órgão humano, é uma extensão da vontade de Deus sobre nós.O coração, que é símbolo da demonstração de amor do homem, é usado por Jesus para demonstrar a união e o amor de Deus por nós. O amor infinito de um Deus que deu a vida e ressuscitou. Assim, a Igreja Católica dedica o mês de junho para que os católicos venerem, honrem e imitem mais intensamente o amor generoso e fiel de Cristo por todas as pessoas.”
Introdução: “No Coração de Jesus existe tudo o que precisamos: fortaleza para os fracos, coragem para os tímidos, luz e conselho para os hesitantes; e para todos: humildade, paz, caridade e alegria de viver”. (Santa Paula Frassinetti)
Ó Coração sacratíssimo de Jesus, fonte viva e vivificante de Vida Eterna, tesouro infinito de divindade, fornalha ardente de amor divino, vós sois o lugar do meu descanso, o refúgio da minha segurança.
Ó meu amável Salvador, inflamai o meu coração daquele amor ardentíssimo do qual arde o vosso; derramai nele as inumeráveis graças de que o vosso Coração é a fonte.
Fazei que a vossa Vontade seja a minha e que a minha vontade seja eternamente conforme a vossa. Amém.
Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem tiver conhecimento, informar para os créditos.
Domenico Sávio, para nós, Domingos Sávio, ou simplesmente Sávio, foi um adolescente fruto do Sistema Preventivo de Dom Bosco. Uma comprovação provinda diretamente do Oratório de Valdocco (Oratório de São Francisco de Sales), ventre de toda a missão dos SDBs (Salesianos de Dom Bosco). Sávio nasceu em 2 de abril de 1842, na Itália, na região de Castelnuovo de Asti em Morialdo. Filho de Carlo Sávio e de Brígida Rosa, uma família simples e pobre, mas com fecunda fé cristã: “Todos os desvelos e preocupações dos pais tinham em mira a formação cristã do filho, que, desde essa época, era o enlevo do seu coração. A natureza dotara-o de uma índole admirável e de um coração inclinado à piedade”.
Introdução cristã
Sávio teve a graça de já criança receber e até mesmo ter uma compreensão da vivência da fé cristã. Apesar de já vir com certa naturalidade a uma vida cristã, ele não teria crescido tão rapidamente na santidade, se não fosse a sua abertura para as orientações e ações de seu pai espiritual, Dom Bosco. Ele, de fato, foi um tecido nas mãos do alfaiates para fazer um belo terno para Jesus.
Um belo tecido
É esta disposição de um querer a santidade que faz Domingos Sávio ser tão atual. A santidade é a resposta do chamado cristão que reflete em sua realidade, em sua história, e não descarta a si mesmo nem aquilo que acontece em sua volta. Os santos são frutos de sua época. Podemos imitar Domingos? Sim, podemos. Mas não podemos fazer exatamente aquilo que ele fazia ou ser uma cópia, precisamos adaptar para a nossa realidade, e essa readaptação se faz, novamente, em abertura ao Espírito Santo. Sávio nos mostra a importância dessa abertura. Quando se encontrou pela primeira vez com São João Bosco, isso em outubro de 1854, colocou-se à disposição de um alfaiate para poder ser uma pessoa melhor. Podemos ver esse diálogo, narrado por Dom Bosco, desse modo:
“(…) Depois de uma conversa bastante prolongada, antes de eu chamar o pai, disse-me estas textuais palavras:
-Então, que lhe parece? Leva-me para Turim, para eu poder estudar?
-Parece-me que o tecido é bom.
-E para que pode servir este tecido?
-Para fazer um belo terno para oferecer ao Senhor.
-Por conseguinte, seu sou o tecido, seja V. Revª. o alfaiate; leve-me consigo e faça um belo terno para Nosso Senhor.
-Receio que a tua frágil saúde não dê para aguentar os estudos.
-Não tenho medo. Deus, que até hoje me deu saúde e graça, também há de ajudar-me daqui em diante.”
E, assim, o diálogo e o encontro dos dois santos foram acontecendo. Sávio colocou-se à disposição da graça de Deus. Além disso, nos mostra como é importante caminhar com o “acompanhante de viagem” (diretor espiritual) para buscar a santidade. O caminho de santidade não tem como se fazer sozinho, é preciso de um amigo da alma, alguém que nos conheça e nos ajude nesse propósito, pois ele também conhecerá o tecido que tem e saberá qual é a melhor forma de bordar. É um caminho de autocompreensão, de como deve seguir e ser santo, conforme seu perfil chamado, vocação… Sávio demonstra abertura.
Escolha pela santidade
Domingos Sávio escolheu buscar a santidade, sabia que tinha seus limites e sabia que tinha pecado. É por isso que ele buscava a Misericórdia, pois nela somos no Amor.
Cada santo tem uma certa receita para percorrer a santidade, obviamente todos se baseiam no Evangelho, em Jesus Cristo. Mas cada um vai adaptando ao seu estilo de ser, assim como Beato Carlo Acutis também fez sua lista, o nosso Domingos também fez. Em sua primeira eucaristia, isso aos 7 anos de idade, ele fez a sua primeira lista, e aqui aparece a sua tão famosa frase:
1- Confessar-me-ei frequentemente e farei a comunhão todas as vezes que o confessor me der licença. 2 – Quero santificar os dias festivos. 3 – Os meus amigos serão Jesus e Maria. 4 – Antes morrer do que pecar.
Escolher a santidade é escolher a radicalidade do evangelho. É seguir a fala de Jesus: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Mateus 16, 24). É exatamente isso que Sávio escolhe ao pensar no antes morrer que pecar, ele não está querendo a morte em primeira mão, ele está querendo seguir a Cristo e ir para o Céu, mas, para isso, ele se disponibiliza por inteiro, dá a sua vida e, se for preciso, entregar-se na cruz. Recordemos que esse “dá a sua vida” acontece no nosso dia a dia, no nosso cotidiano, é aí que a santidade acontece, não pensemos que seremos santos no dia para o outro, ela passa por um processo educativo, ela passa pelas ações da nossa vida e também em nossas limitações e amadurecimentos.
Sávio escreveu esses 4 pensamentos aos 7 anos de idade, mas foi amadurecendo esses propósitos com o tempo e auxílio de Dom Bosco. Em Valdocco pôde dizer “Aqui a santidade consiste em estarmos sempre alegres”.
Aprendeu que não é preciso fazer coisas extraordinárias para ser santo, basta fazer bem as coisas ordinárias com muito amor, é oferecer aquilo que acontece no ordinário: ter paciência, suportar o calor, o frio, o vento e a chuva, o cansaço do trabalho, os incômodos, o ônibus cheio ou o trânsito parado, a educação dos filhos, os estudos. Enfim, tudo o que fazemos no nosso dia a dia e que, muitas vezes, esquecemos que pode ser via de santificação.
Paciência e exercício
Sávio era um típico camponês italiano, tinha uma personalidade forte, teve de ser moldado, assim como foram São Francisco de Sales e São João Bosco. Domingos teve de ter paciência, teve de se conhecer para ser santo.
Quando ainda era pequeno e morava com seus pais, tendo chegado uma visita sem avisar, na hora do jantar, colocando-se à mesa e, comendo como “um porcalhão” (pensamento esse de Sávio), Domingos apenas se levantou e saiu; depois, os seus pais chamaram a sua atenção dizendo que era muita falta de educação se retirar da mesa sem a autorização dos pais e ainda com visita. Mas Sávio rebateu falando que não se sentia bem à mesa com alguém que não reza e que comia como um animal… Seu pai concordou, mas disse então que devemos ajudar os outros com paciência, e não simplesmente se afastando.
Num outro momento, já em Valdocco, tendo praticamente a função de um jovem líder do Oratório, viu que um dos meninos começou a brigar e falava muitos palavrões e, como de costume, interviu na situação, mas a situação terminou diferente: o brigão respondeu à correção de Sávio dizendo para ele não se intrometer na vida dos outros e, dizendo isso, lhe deu um soco nele. Domingos caiu no chão e seus amigos queriam defendê-lo, mas o nosso santo respondeu: “Não façam isso, vocês não sabem o quanto que me segurei para não revidar o soco nele”. Somente uma pessoa que se conhece bem e que é maduro o suficiente pode agir dessa maneira. Mas Sávio não parou por aí, o agressor viu em suas ações uma verdade, que o levava a uma alegria autêntica. E, por meio dessas ações do santo, o agressor se converteu, buscou os sacramentos e se tornou um grande amigo de Domingos Sávio, e ainda o ajudou na epidemia de cólera que aconteceu em Turim.
É o que São João Paulo II disse em uma homilia em 1997, na paróquia romana de São Domingos Sávio: “Como São Domingos Sávio, sede todos missionários do bom exemplo, da boa palavra, da boa ação em casa, com os vizinhos e com os colegas de trabalho. Em todas as idades, com efeito, pode-se e deve-se testemunhar Cristo! O empenho do testemunho cristão é permanente e cotidiano”.
Domingos, um grande amigo A amizade é um presente importante e nela aprendemos a ver o dom especial de Deus. Sávio teve grandes amigos, como o Beato Miguel Rua, que foi o primeiro sucessor de Dom Bosco; o Cardeal Missionário Giovanni Cagliero; os amigos da Companhia da Imaculada; Camilo Gávio (foi para esse amigo que Sávio disse que a santidade consistia em estar sempre alegres e fazer bem as coisas); e João Massaglia (ambos faleceram ainda jovens). Todos e muitos outros foram presentes na vida de Sávio. Por amar tanto os seus amigos, chorou dias após a morte de seu melhor amigo, Massaglia. Recordou o próprio Dom Bosco: “Ao perder aquele amigo, Domingos ficou profundamente contristado e, embora resignado à vontade de Deus, chorou-o durante muitos dias. Foi esta a primeira vez que vi aquele semblante angélico entristecer-se e chorar de dor. O único conforto que teve foi rezar e pedir que rezassem pelo amigo”.
Entrega de sua vida a Deus Domingos Sávio se despediu do Oratório, de seus amigos e de Dom Bosco com muito sentimento, não queria ir para a casa de seus pais para tratar a tuberculose, ele queria morrer ali no Oratório. Mas, mesmo assim, disse aos seus amigos: “Adeus, queridos companheiros, adeus a todos. Rezai por mim. Espero que voltemos a ver-nos no Céu, onde estaremos para sempre com o Senhor”.
Chegara o dia 9 de março de 1857, Domenico Sávio, disse sua última frase: “Oh! Que belas coisas estou vendo”. Sávio entregou sua breve vida, um pequeno que se fez grande em meio aos seus amigos, ajudando a cada um a ser o melhor que poderia ser em seu cotidiano. A sua vida, pode-se dizer, reflete aquela oração que fez no dia de sua morte:
“Senhor, a liberdade eu dou a Vós, Eis as minhas forças, o meu corpo, mais tudo eu Vos dou, pois tudo é Vosso, ó Deus, na vossa vontade eu me abandono.”
Padroeiro das mulheres grávidas Sávio é dado como padroeiro das mulheres grávidas por te ajudado a sua mãe no parto de seu irmãozinho que estava com dificuldade de nascer. Ambos estavam quase morrendo, quando Domingos chegou, de surpresa, na casa de seus pais, e foi direto para onde estava sua mãe em trabalho de parto. Já havia passado horas, mas o bebê não nascia, e isso colocava em risco a vida da mãe e do bebê. Então, Sávio pegou uma medalha de Nossa Senhora, deixou na cama, saiu e colocou-se a rezar. Milagrosamente, seu irmão nasceu bem e sua mãe recuperou a força. Sávio foi embora. E todos se perguntavam como que ele ficou sabendo daquela situação, se ninguém mandou avisá-lo. Sua mãe Brígida, ao achar a medalha deixada por seu filho, fez a promessa de que sempre passaria para aquelas mulheres que pudessem ter dificuldades no parto ou na gestação, para que Nossa Senhora possa também cuidar delas. Essa tradição perdura até hoje, tanto que, na casa onde Domingos nasceu, há diversas roupas de bebês, como símbolo de agradecimento por sua intercessão.
Um santo jovem São Domingos Sávio é, até o momento, o santo (não mártir) mais jovem que já foi canonizado pela igreja. A sua canonização ocorreu no dia 12 de junho de 1954, pelo Papa Pio XII, onde disse: “Desdobra-se nele com espanto as formas maravilhosas das inspirações da graça, uma adesão constante e sem reservas às coisas do céu… Na escola de seu Mestre espiritual, o grande Dom Bosco, ele aprendeu como a alegria de servir a Deus e fazê-lo amado pelos outros pode se tornar um poderoso meio de apostolado”.
A minha oração E, a seu exemplo, podemos dizer com fé a oração que temos em sua liturgia: “Ó Deus, fonte e doador de todo bem, em São Domingos Sávio destes aos adolescentes um exemplo admirável de piedade e de pureza. Concedei-nos, também a nós, crescer como filhos, na alegria e no amor até a plenitude de Cristo. Que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo. Amém”.
Estamos ouvindo falar que a Igreja Católica vive o tempo de “Sede Vacante”, que numa tradução rabuscada seria “a sede está vaga”. Ou melhor: o Trono Vazio!
Nessa imagem, de maneira clara, o significado desse momento, à espera do Conclave, após o período de Sufrágio:
Ontem começou o Tempo da Quaresma, onde os católicos buscam pensar no sofrimento de Cristo até a sua ressurreição.
É tempo de intensificar a oração, de jejuar e de praticar a caridade. Tudo com o seu propósito: melhorar sua espiritualidade, se controlar mais e ajudar o seu irmão. Aliás, o que você deixa de comer no jejum para sentir a dor do seu próximo, deve ter o dinheiro revertido em recursos para quem precisa. Que tal?
Enfim: quero viver intensamente esse período quaresmal. Preciso rezar mais, melhorar minha estima e sonhar mais. Um tempo favorável à conversão (que deve ser diária) mas com sentido ainda maior nessa época.
O Papa Francisco falou sobre “prazer sexual ser presente de Deus”, mas que há um perigo: sem relacionamento ou compromisso (ou ainda com pornografia), causa vício e dependência!
Francisco também fez crítica à pornografia durante fala em audiência geral no Vaticano
O Papa Francisco disse nesta quarta-feira (17) que a pornografia sabota o prazer sexual durante uma catequese dedicada ao “vício da luxúria”.
O pontífice de 87 anos descreveu o prazer sexual como um “presente de Deus”, mas advertiu contra a “satisfação sem relacionamento que pode gerar formas de dependência.”
“Temos que defender o amor, o amor do coração, da mente, do corpo, o amor puro na entrega de si ao outro. E esta é a beleza da relação sexual”, disse o Papa Francisco durante a audiência geral.
“Entre todos os prazeres humanos, a sexualidade tem uma voz poderosa. Envolve todos os sentidos; habita tanto no corpo quanto na psique, e isso é muito bonito; mas se não for disciplinado com paciência, se não estiver inscrito em um relacionamento e em uma história onde dois indivíduos o transformam em uma dança amorosa, transforma-se numa cadeia que priva os seres humanos da liberdade”, continuou Francisco.