– Treinador ganha jogo? Não sei. Mas muda carreira de atleta…

É inesquecível a lembrança de que um dia, Eurico Miranda, o presidente do Vasco da Gama disse:

Técnico não ganha jogo, mas técnico ajuda a perder jogo“.

Veja o caso do santista Jean Mota: na sua melhor fase da carreira, marcou 8 gols em 51 jogos (em 2016). Ao final de 2018, estava pronto para ser mandado embora do Santos FC por deficiência técnica. Aí chegou Jorge Sampaoli, o novo treinador, que apostou nele e... em 7 jogos do Campeonato Paulista, 7 gols marcados

De 0,1568 gol por jogo, para a média de 1 gol por partida. Mudou a vida ou não do atleta?

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– Usar o celular no Trabalho pode ocasionar demissão por justa causa!

Cada vez mais somos reféns do telefone móvel e seus aplicativos. Há gente que se vicia principalmente nos comunicadores de mensagens instantâneas (como WhatsApp) e redes sociais (Facebook, Instagram, Snapchat).

Uma situação cada vez mais discutida: o uso do aparelho durante o horário de trabalho!

Abaixo, extraído de Agora SP, ed 19/02/2017, pg B6.

EMPRESAS PODEM PROIBIR USO DE CELULAR NO TRABALHO

Trabalhadores têm o direito de usar o aparelho no almoço e no intervalo. Justiça autoriza a restrição.

Ao chegar ao trabalho, Rafael Rodrigues Meira dá adeus ao celular. O aparelho é guardado em um armário da Padaria Iracema, no Santa Cecília, e o garçom só checa as mensagens durante o intervalo.

Deixar o celular fora do alcance não é uma opção de Meira. “Dá vontade de olhar e se a gente se distrai, não atende o cliente como deve”, diz.

Por enquanto, os patrões permitem aos funcionários que o aparelho fique no bolso, mas a regra é clara e está estampada na parede: “é expressamente proibido funcionário utilizar celular no horário de trabalho”.

“Conheço um lugar que tem uam caixa para os colaboradores deixarem os aparelhos, que só são liberados no horário do almoço, revela Manuel Tarelho, dono da padaria.

Quem pensa que o impedimento por parte do empregador é abusivo se engana. Se a proibição está nas normas da empresa e o trabalhador insiste em usá-lo, pode até demitir por justa causa, perdendo aviso-prévio, férias e 13o, saque do Fundo de Garantia e seguro-desemprego.

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– Você Demonstra as Emoções no Ambiente de Trabalho?

Uma pesquisa interessante mostrou que: chorar, gritar, sorrir – ações comuns do dia-a-dia – devem ser manifestadas no ambiente de trabalho. E que a sinceridade do funcionário aumenta a produtividade!

Isso vai contra o profissionalismo na visão weberiana, onde o profissional é alguém dedicado ao trabalho e impermeável ao sentimentalismo.

Trabalho interessante, extraído da Revista Isto É: (clique aqui para link)

SOLTE SUAS EMOÇÕES NO TRABALHO

Por Débora Rubin

Pesquisa constata que expressar os sentimentos durante o expediente pode aumentar a produtividade – vale até derramar lágrimas.

Pegue a caixinha de lenços: já é permitido chorar no ambiente de trabalho. E você nem precisa sair da mesa para derramar suas lágrimas. De acordo com a escritora americana Anne Kreamer, ex-executiva do canal infantil Nickelodeon, reprimir as emoções no ambiente profissional está ficando démodé. E, mais que isso, pode provocar grandes prejuízos para a saúde do trabalhador e para a produtividade da empresa. Essa é a tese que a americana sustenta em seu livro, “It’s Always Personal” (“É sempre pessoal”, ainda sem tradução para o português). Para entender melhor o que está acontecendo no mundo corporativo, Anne fez uma pesquisa com mais de mil americanos para saber como eles estão administrando seus nervos durante o expediente. A grande maioria ainda guarda para si sentimentos como raiva, mágoa e, a campeã das campeãs, frustração. Ainda assim, a autora pôde sentir que os conceitos estão mudando. Chorar, que sempre foi considerado quase um crime no mundo profissional, já é visto com olhos mais amigáveis: 48% dos homens e 42% das mulheres acham que não é pecado se emocionar na frente do computador.

A gerente financeira Marcela Amaral, 24 anos, é uma chorona assumida. Nem se dá ao trabalho de ir ao banheiro, tática das mais adotadas por funcionários, para colocar para fora suas mágoas. “Só apelo ao carro quando quero gritar”, diz, rindo. Marcela vive uma situação delicada. Seu pai é o dono da empresa onde ela trabalha e ela é chefe da sua tia. Tantas relações pessoais e profissionais misturadas geram estresse duplo. “Não entendo por que as pessoas guardam tanto os sentimentos, faz mal. Eu prefiro chorar a ter gastrite nervosa e problemas do coração.”

Marcela está certa. Como diz a americana Anne, as lágrimas são o botão natural para “reiniciar” a máquina humana. “Quando a gente resolve a questão que está incomodando, tira aquele problema da frente e passa a ser mais produtivo”, diz. Além disso, defende a autora, as emoções são fundamentais para tomar decisões. “A neurociência já mostrou que o sistema límbico, morada dos sentimentos, influencia na escolha das decisões”, complementa a consultora de recursos humanos Vera Martins, autora do livro “Tenha Calma!”, no qual ensina a transformar a raiva em uma poderosa ferramenta de trabalho. Como Anne, Vera acredita que é preciso refletir sobre a mensagem que as emoções estão passando. “A raiva é protetora da nossa individualidade, é o que nos avisa sobre a insatisfação interna e mobiliza para a mudança. Bem conduzida, ela pode libertar tensões e alertar contra ameaças”, exemplifica. Só não vale sair gritando com os outros ou puxando o tapete alheio.

O professor de história Therence Santiago, 32 anos, acredita que seu papel de docente vai muito além de transmitir conteúdo. “Quando passo para os meus alunos a minha emoção, estou ensinando também a importância de ser transparente em relação aos próprios sentimentos”, conta ele, que não se importa em dizer que chora sempre que sente vontade na frente da classe, seja por motivos pessoais ou seja por um tema que o emociona. Foi assim quando seu irmão mais velho morreu de gripe suína, há pouco mais de um ano. “Nunca fui tão abraçado pelos meus alunos”, recorda.

Segundo a pesquisa americana, homens choram menos no trabalho – 9% contra 41%. E, mesmo assim, a ressaca lacrimal ainda é um problema para as mulheres. “A imensa maioria ainda sente culpa depois que chora, é como se tivesse traindo a causa feminista”, afirma Anne. Uma mulher expressando sua raiva tampouco é bem-vista. Ainda prevalece a máxima de que as que choram são fracas e as que gritam são histéricas. Samira Racca, 25 anos, no entanto, não sente culpa alguma. Ela já foi auxiliar de escritório, vendedora em loja – chegou a ser consolada por um cliente – e hoje estuda artes visuais. Quer migrar para o universo artístico justamente por ser mais receptivo às dores humanas. “Sou muito intensa em tudo, para a felicidade e para a tristeza, não sei criar um personagem. Sempre que choro, me alivio”, diz.

Para Antônio Carminhato Jr., CEO do Grupo Soma, especializado em recursos humanos, as empresas brasileiras estão cada vez mais simpáticas às pessoas autênticas e honestas com seus sentimentos. As “competências emotivas”, segundo ele, são levadas em conta na mesma proporção das competências técnicas. “Eu diria que uma pessoa que chora no trabalho não é fraca, mas franca”, acredita. Apesar das boas novas, é bom lembrar que as mudanças em curso no mundo corporativo ainda são muito frescas – nem todos encaram as novidades com naturalidade. Não à toa a pesquisa de Anne Kreamer apresenta algumas contradições. Por exemplo, ao mesmo tempo que 43% das mulheres acham que quem chora é instável, 69% das pessoas ouvidas acham que quem se mostra emotivo diante dos colegas é mais humano. “Expressar as emoções faz parte das novas crenças que estão sendo disseminadas como indispensáveis dentro das empresas”, diz a consultora de RH Vera. “É a mensagem percebida como a ideal, mas ainda não foi totalmente incorporada no mundo profissional”, alerta. “Às vezes uma empresa encara positivamente, mas o colega da baia ao lado, não”, complementa Carminhato Jr. Portanto, pode chorar. Mas com moderação.

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– A Bipolaridade do Mundo Organizacional

Compartilho um artigo extremamente oportuno de um fenômeno atual: a “Mudança de ‘Humor Organizacional’ das Empresas”, retratado pelo Prof José Renato Sátiro Santiago.

Abaixo, extraído de:

http://jrsantiago.com.br/blog/texto/A_Bipolaridade_no_Mundo_Corporativo_e_seu_uso_indevido

A BIPOLARIDADE NO MUNDO CORPORATIVO E SEU USO INDEVIDO

Distúrbio caracterizado pela repentina mudança de humor de seu paciente, a bipolaridade tem invadido o dia a dia de todos nós.

Diferentemente do que acontecia em um passado remoto, hoje em dia não é tão raro conhecermos alguém que sofra deste mal.

A questão aqui, no entanto, não diz respeito ao efetivo crescimento, mas sim ao seu diagnóstico.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS, há cerca de 340 milhões de pessoas que sofrem de transtornos desta natureza (1 a cada 20).

Sim, sofrer é o termo certo, pois se trata de uma doença com a qual se deve ter um enorme cuidado.

Conforme alguns estudos, o índice de suicídio entre as pessoas bipolares é cerca de 30 vezes maior se comparado com aquelas que não possuem tal distúrbio.

Assustador.

Ainda assim, há um mal maior sofrido por uma pessoa bipolar, o preconceito.

Muitos, talvez por pura ignorância no assunto, costumam associar as características deste mal como sendo “pura frescura” ou “falta de uma boa surra quando criança”.

Como se fosse possível controlar seus efeitos.

No mundo corporativo, por exemplo, não é incomum confundirem a bipolaridade com questões bem diferentes sem qualquer relação de causa e feito.

Isto é péssimo e é o pior que pode ser feito.

Quantos de nós, ao longo de nossa vida profissional, já testemunhamos colegas que mudam radicalmente de postura e comportamento de um momento para o outro.

Tal tipo de situação costuma ser marcada por frases de tal estirpe “…ele (ou ela) só pode ser bipolar…”.

A verdade absoluta é que isto está longe de ser bipolaridade.

O que seria apenas uma estratégia de sobrevivência, mesmo que vil, passa a ser entendido como algo que é feito sem que haja a devida previsibilidade.

A pessoa bipolar age de acordo com o seu humor, e este, o humor, muda de forma muito rápida e extremada.

Trata-se de algo que pode ser controlado com tratamento, inclusive com medicação apropriada.

A mudança de posicionamento repentino, conforme conveniência, não possui qualquer relação com este tipo de transtorno.

O assunto sobre o qual se refere é outro.

Além disso, e justamente por se tratar de uma doença, é uma irresponsabilidade o uso indevido de um assunto tão sério para qualificar alguém.

Uma atitude preconceituosa, pois tende a associar uma doença como sendo uma característica pessoal.

“Ah mais eu não sabia disso”.

Ainda assim, o desconhecimento sobre as características desta, ou de qualquer outra, doença não serve de atenuante ao seu uso indevido.

Aliás, isto deveria servir para tudo, não é mesmo?

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– Como um Entrevistador deve se Comportar Frente ao Entrevistado

Não é erro de digitação. Normalmente, nós vemos aconselhamentos sobre como um entrevistado deve se portar na entrevista de emprego. Agora, um artigo bacana do caderno Inteligência da “Época Negócios” traz dicas para quem está do outro lado. Vale a pena dar uma conferida! Abaixo:

Extraído de Revista Época Negócios, edição 234, pg 73

A PERGUNTA QUE VALE UM EMPREGO

Por Álvaro Oppermann

Há muitas dicas para um candidato se dar bem na entrevista. Mas o que dizer do entrevistador?

A cada ano, uma profusão de livros e artigos é publicada sobre a arte da entrevista de emprego: o que dizer, como se portar, o que vestir etc. O foco destas obras costuma ser o entrevistado. Pouca atenção é dedicada ao entrevistador. Isso está mudando. “A habilidade de recrutar é um dos maiores desafios atuais do gerente. Um bom entrevistador é fundamental”, escreveu Rhymer Rigby, jornalista inglês especializado em gestão. Compilamos as principais dicas sobre o tema, de autoria de craques da área, como Paul Falcone, diretor de Recursos Humanos da Time Warner Cable. Boa leitura.

Preparação_Faça o “dever de casa”: estude bem o currículo dos candidatos. “Cuidado com o currículo ‘funcional’, pouco específico, sem detalhamento de funções”, escreveu o professor indiano Mamin Ullah, em artigo recente do International Journal of Business and Management. “Também estabeleça cinco a sete critérios para julgar os candidatos, e não abandone estes critérios”, afirma Moira Benigson, sócia da firma de recrutamento MBS Group.

Recepção do candidato_Muitos entrevistadores têm o prazer quase sádico de “torturar” o entrevistado. É um erro, diz Paul Falcone no livro 96 Great Interview Questions to Ask Before You Hire (“96 ótimas perguntas de entrevista para fazer antes de contratar”). “A filosofia destes entrevistadores é: ‘o candidato precisa suar frio antes de ter a vaga’. Errado”, diz o diretor da Time Warner. Uma das formas sutis da “tortura” é a excessiva formalidade. “Tente criar um ambiente descontraído na entrevista”, completa Falcone.

Estrutura_A entrevista é estruturada em torno das competências e do comportamento do candidato. Porém, existem questões que devem ser evitadas. Por exemplo, não se devem fazer perguntas que induzam a resposta. Jane Clark, sócia da firma de consultoria Nicholson McBride, de Londres, esclarece: “Em vez de formular a questão ‘Você acha que integridade é importante?’, diga, ‘Dê-me exemplos de situações de integridade’”. “Controle o fluxo da entrevista. Quando o entrevistado se estende demais, interrompa-o polidamente”, diz Mamin Ullah.

Combate à incerteza_E o que fazer quando você ainda tem dúvida sobre o candidato? É a hora da pergunta de tom mais pessoal. Ela dá uma chance de ouro ao bom entrevistado. “Eu costumo perguntar ao final da entrevista: ‘O que você faz para brilhar?’”, diz Falcone. “Certa vez, uma recepcionista me disse que ela tivera uma ideia de como poupar US$ 1 para cada fax enviado do escritório. É o tipo de resposta que é bom de ouvir.”

Julgamento_Nunca julgue o candidato antecipadamente. Dê chance para ele se sobressair, diz Mamin Ullah. Um entrevistado pode começar a entrevista com nervosismo, e terminar autoconfiante. Ou o contrário. “Desenvolva a memória, observando o candidato no pré e no pós-entrevista. Isso diz muito sobre ele”, conclui o professor indiano.

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– Proceder Metafórico da Correta Liderança?

O líder não é aquele que manda, mas sim o que convence o subordinado a fazer. Não é o que escraviza seu empregado, mas o que o trata com respeito. Não é aquele quem maltrata, mas educa o colaborador. 

Enfim, a figura abaixo representa muito bem quem é a correta figura do verdadeiro indivíduo que exerce a liderança, diferindo da chefia autocrática: 

– E quem paga a festa de final de ano da empresa?

Moro em uma região de chácaras de eventos, e nessa época, costumeiramente, as grandes empresas alugam os espaços para as costumeiras confraternizações de final de ano.

Imagine que você é o Executivo de uma multinacional e é pressionado pela Matriz por números melhores. A sua administração é calcada no bom ambiente organizacional mas precisa reduzir custos. Demitir, infelizmente, é um dos recursos. Como demitir e depois realizar uma festa?

Claro, isso parece lógico para quem é gestor: evitar qualquer sintoma que dê discussão no corpo efetivo, afinal existiram pessoas insatisfeitas com a atitude antipática de se demitir. Mas há aqueles que entendem que a “simbologia” de um evento com os familiares seja importante mesmo assim.

Sinuca de bico? Tem verba para festejos mas despede empregados?

Pense também na cadeia da indústria do entretenimento: com a crise econômica, imagine quantos espaços de eventos corporativos perderam de dinheiro e de clientes, além do fator “agenda vazia” ter ocasionado até o fechamento das mesmas!

No ano passado vi muitos vizinhos, donos dessas chácaras, chorarem copiosamente. Veremos isso neste ano de novo?

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– Craques realmente não gostam de futebol?

Seria apenas um blábláblá para não serem importunados, ou realmente pensam e agem assim?

Ronaldo Nazário e Ronaldinho Fenômeno já declararam publicamente que não conseguem assistir a uma partida inteira de futebol. A primeira impressão é de que, como ex-atletas, estariam “cansados” do esporte que rendeu-lhes o ganha-pão e, portanto, desligam a TV!

Agora é a vez de Carlitos Tevez declarar algo que, sinceramente, acredito:

“Não gosto de assistir futebol. Se tem um canal passando Barcelona x Real, e em outro golfe, fico com o golfe.”

E que conclusão tiramos?

De que eles devem gostar das “peladas com amigos”: aquele jogo descompromissado, com muita alegria e bagunça. Futebol profissional, provavelmente, deve ser maçante como ofício a eles.

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– Como se menospreza a figura humana na Arbitragem: o caso Dilbert!

Todos nós sabemos que as Federações Estaduais e a CBF transformam a figura do árbitro de futebol (inclua-se aqui os termos populares “juiz, bandeira, AAA” e tudo mais) como PRESTADORES AUTÔNOMOS DE SERVIÇOS AOS CLUBES. Isso ocorre para fugir da caracterização do vínculo empregatício, e as riquíssimas entidades não pagarem 13º salário, FGTS, férias, etc..

Em tese, o árbitro é contratado pelos clubes e de maneira autônoma recebe deles (como se nem existisse cobrança dos testes físicos, escritos e capacitações por CBF e outros).

O problema é que não existe REAL planejamento de carreira. As Comissões de Arbitragem usam o cidadão como objeto, extraindo tudo o que podem e jogando-o no lixo quando não interessa mais.

Já se questionou por quê tanto “nome ruim” surge, não mostra qualidade e perdura (insiste-se em suas escalas) e outros bons somem do nada, dando espaço a esses citados?

Pior: o que fazem os Sindicatos Estaduais e a ANAF, que recebem percentual das escalas e que, confesso, NUNCA VI BATEREM DE FRENTE com os patrões?

Aliás, dirigente sindical que trabalha para aquele que deveria ser o outro lado da relação, é surreal. Será que isso acontece no futebol também?

Digo isso após ler o absurdo caso do experiente e competente Dilbert Pedrosa, jogado as traças sem explicação.

Aliás, o que teria justificado o Cel Marinho para deixá-lo de lado? O que o sindicato da categoria de Dilbert fez pelo mesmo?

Extraído do UOL, em: https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2018/09/25/bandeirinha-ex-fifa-vende-colecao-camisas-e-desabafa-a-porta-fechou.htm

EX-FIFA, BANDEIRINHA VENDE COLEÇÃO DE CAMISAS E DESABAFA: “A PORTA FECHOU”

Dibert Pedrosa Moisés trabalha há quase 30 anos com arbitragem. Filiado à Federação Carioca de Futebol, está no quadro de árbitros assistentes da CBF desde 1997 e, por quatro temporadas, entre 2008 e 2012, foi dono de um escudo da Fifa. Ele foi bandeirinha em partidas importantes nos últimos anos, como a semifinal da Libertadores de 2012, entre Santos e Corinthians, e a final da Copa do Brasil de 2008, além de Eliminatórias da Copa do Mundo, Sul-Americana, Brasileirão e Estadual. Uma carreira recheada por grandes momentos que já não acontecem mais.

Em 2018, ele participou de um jogo da Série B do Campeonato Brasileiro e cinco da Série C. Também tem atuado na Liga Municipal de Magé, em partidas de futebol amador. Aos 47 anos de idade, amarga ausências nas escalas da CBF e já não atua há três meses. “Não posso ficar aguardando segunda-feira, terça, quarta, e nunca ser escolhido para trabalhar. Semana passada eu solicitei dispensa até 31 de dezembro, tenho que dar sentido à minha vida”, desabafa, ao UOL Esporte.

Uma das formas de “dar sentido à vida” é equilibrar as contas em seu primeiro ano de pouco destaque na arbitragem. Ele conseguiu com a venda de sua coleção de camisas de futebol. Os itens foram presenteados por clubes ao longo dos últimos anos e vendidos em um grupo de amantes de futebol no Facebook. Dibert se desfez de camisas de times como Vitória, Chapecoense, Sport e Coritiba, além de camisas e agasalhos de arbitragem, com logotipos da CBF e até da Fifa. Os valores variaram entre R$ 70 e R$ 400, e vão ajudar o bandeirinha a ter um fim de ano de menos aperto financeiro.

“Uma das camisas que mais doeu vender foi da seleção da Itália, quando trabalhei em um amistoso Fluminense x Itália pré-Copa do Mundo. Mas não tive o que fazer. Sem solução, sem alternativa, eu tinha que suprir as necessidades da minha família. Vivemos um período de crise financeira e política no país. Eu me encaixo entre as pessoas que precisam de uma fonte de renda dentro de casa. Minha fonte secou”, desabafa o profissional, ainda credenciado pela CBF.

Além do futebol amador, Dibert Pedrosa Moisés espera voltar a trabalhar com futebol no Campeonato Carioca de 2019. Até lá, a renda das camisas e um trabalho freelancer em uma empresa de seguros ajudarão nas despesas.

Árbitros sem segurança financeira

A arbitragem é reconhecida como profissão desde 2013 no Brasil, mas seu regime de atuação não é profissional. Não há um salário fixo, pois federações e CBF não estabelecem vínculos empregatícios. O pagamento é conforme o número de jogos em que se trabalha. Em períodos como a pausa da Copa do Mundo, sem jogos, não há trabalho. Ainda há o problema das escalas, definidas por sorteio. Se você não é sorteado, não trabalha. Em caso de punição por erros, também não há trabalho. Ao UOL, em entrevista recente, o comentarista de arbitragem Sálvio Spinola falou sobre o assunto: “Ter remuneração mensal é ter estrutura.”

Jacqueline Resch, consultora de RH e carreiras, faz ressalvas: “O primeiro ponto é que trata-se de uma carreira em que a pessoa não depende só de talento e investimento para ter retorno. Depende do fator sorte. Mas pensar ‘ó vida, ó azar’ não é uma postura construtiva. É preciso pensar que essa condição caracteriza a profissão. Então, uma atuação alternativa, construir outras possibilidades, é importante. Hoje, as pessoas não têm uma única atuação. A outra alternativa é o grupo (arbitragem) se fortalecer para reivindicar outros critérios que não só o sorteio. Mas é um caminho coletivo. No individual, é preciso o pé na realidade.”

É o que Dibert está fazendo. “Estou tentando me recolocar porque arbitragem toma muito tempo. Qual dono de empresa aceita que seu funcionário saia para ficar dois ou três dias fora do emprego para ter um ganho extra? Quem é esse patrão? Se não tem como ter rotina, o cara fica estagnado”, diz o árbitro. Ele cita uma viagem de 30 dias ao Chile, a trabalho pelo futebol, como razão para poucas oportunidades fora do esporte.

Boa parte dos árbitros trabalha paralelamente. São autônomos, funcionários públicos, donos dos próprios negócios. Jacqueline Resch, coach de carreiras, dá até dicas: “Hoje, há empresas um pouco mais flexíveis. Pode ser que o árbitro encontre uma empresa apaixonada por futebol ou que tenha essa cultura. As pessoas podem achar sua história extremamente curiosa ou podem achá-lo criativo, porque a profissão exige uma série de atributos. Conciliar hoje é possível.”

Dibert começou em outro esporte

O bandeirinha considera ter quase 30 anos de carreira como árbitro porque coloca na soma um período ainda na adolescência. Ele era jogador de vôlei na época de escola, fã da geração de Montanaro, Renan e Bernard. Criou amizade com os responsáveis pela arbitragem de competições esportivas em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Ainda jovem, passou a trabalhar como mesário, cronometrista e anotador em esporte amador – inclusive no futebol. Entrou para os quadros da Federação Carioca em 1993. A estreia na elite estadual foi em 1996, com jogo entre Fluminense e Barreira.

Após mais de 200 partidas na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro e quatro temporadas na elite do futebol sul-americano, como árbitro Fifa, hoje ele se considera “rebaixado”. Deixou o quadro internacional por razões físicas e acha que o esquecimento em grandes torneios nacionais se deve a um erro na partida entre Vitória e Chapecoense, pela 16ª rodada do Brasileirão do ano passado. Ao todo, foram quatro erros considerados pela CBF em 2017. O preço: não trabalhou na Série A no ano seguinte. “Eles me pararam”, critica.

Desempregado na área de vendas, que era sua principal fonte de renda, ele sente pelo momento: “O que me restava era a arbitragem, mas a porta se fechou e não posso ficar criando ilusão de que ainda vou trabalhar.” Segundo Dibert, a remuneração da CBF aos árbitros hoje em dia é boa e está melhorando, com cada vez mais conquistas do setor. “Mas e quando você perde tudo, como faz? E aí?” “Isso é viciante, vira uma cachaça. A arbitragem acaba se tornando uma paixão, e o árbitro, por muitas vezes, também se ilude com o meio, que é fantástico, mas ilusório. Você vai para essa ilusão. Quando você entra em um estádio, uma arena de Copa do Mundo, se não tiver um alicerce você se encanta com tudo, fantasia, vive um sonho. Tem que viver esse sonho, sim, respirar esse sonho. Mas botar o pé no chão e voltar à realidade.”


Agasalho de arbitragem da Fifa foi um dos itens comercializados na Internet

– Sobre Pessoas e Negócios  

Uma postagem da Revista Exame mostrou com perfeição o que penso sobre Relacionamento Social, Produção e Mercado:

A imagem diz tudo. Veja: 

Resultado de imagem para exame 100% dos clientes são pessoas

– Cabeça de Chefe e Cabeça de Empregado estudadas.

Estudos mostram que a cabeça de um chefe pensa diferente da de um subordinado. E até querem “reprogramar” os funcionários!

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI110230-15224-2,00-VOCE+TEM+UM+CEREBRO+DE+LIDER.html

VOCÊ TEM UM CÉREBRO DE LÍDER

por Marcos Coronato

Os cientistas descobriram que a mente do bom chefe funciona de jeito diferente. Agora querem “programar” qualquer pessoa para ser assim

Ficou pior do que já era a rotina dos alunos da Academia Militar de West Point, a elite dos aspirantes a oficial do Exército dos Estados Unidos. Eles vêm participando de uma experiência que parece extraída de um filme B de Hollywood. Com fios conectados à cabeça e fones de ouvido, cada jovem militar é confrontado com problemas hipotéticos variados, que envolvem o comando de um grupo de soldados e exigem concentração e capacidade de tomar decisões. Dependendo da resposta, o aspirante pode ouvir pelo fone um desagradável ruído de alerta. O alerta não significa que houve uma resposta “errada”, nem o sistema se preocupa com “erros” e “acertos”. Ele busca detectar algo muito mais profundo – o jeito de o cérebro de cada um começar a avaliar uma questão.

A experiência vem sendo conduzida pelo psicólogo Pierre Balthazard, professor na Universidade do Estado do Arizona. Ele acredita ter encontrado um jeito “certo” de pensar para coordenar bem equipes, fazer boas escolhas e tomar decisões acertadas. O Exército americano aceita que seus jovens estudantes sirvam de cobaia, na esperança de que aprenderão a pensar “certo” antes de liderar grupos em situações de combate. Segundo Balthazard, já há empresas interessadas em participar das experiências com seus funcionários em cargos de chefia.

O método de Balthazard ainda enfrentará um campo minado de dúvidas e saudável ceticismo, por parte de neurologistas, psicólogos e especialistas em treinamento. Ele evoca dúvidas muito comuns, existentes em qualquer organização e que já devem ter passado pela sua cabeça: seu chefe merece o cargo que tem? (Não que essa dúvida passe pela minha, é claro.) A organização em que você trabalha sabe identificar as melhores cabeças? Quais deveriam ser promovidas? Quem é chefe foi treinado devidamente para isso? Mais importante ainda: sua cabeça funciona do jeito certo, para que você possa ser promovido e coordenar outras pessoas com facilidade e eficiência?

O jeito como a cabeça de cada um lida com situações diversas já vinha sendo mapeado desde os anos 80, graças ao advento de métodos como ressonância magnética, eletroencefalografia e tomografia (também chamada PET scan, ou “escaneamento por tomografia por emissão de pósitrons”). Não se trata de ler pensamentos, mas de detectar padrões de atividade elétrica e circulação sanguínea, e perceber quais porções do cérebro atuam mais nessa ou naquela situação. Tornou-se possível enxergar claramente o que acontece no cérebro de uma pessoa quando ela negocia, desconfia, pechincha, se esforça para manter a calma, reage impulsivamente, compara preços, sofre prejuízos ou pensa em si mesma ou nos outros.

Quando os médicos e os neurologistas passaram a ler o que ocorria na cabeça praticamente em tempo real, uma multidão de especialistas de outras áreas os procurou, a fim de aproveitar esse conhecimento. Esse encontro de especialidades, embora promissor, resultou em dois discursos bem diferentes. Enquanto parte dos profissionais (principalmente os neurologistas) trata o funcionamento do cérebro de maneira cerimoniosa e cheia de dúvidas, especialistas de outras áreas – como psicólogos, administradores, economistas, teóricos de marketing e carreira – passaram a falar do tema sem embaraço algum. “Neuroadministração”, “neurocontabilidade”, “neuroempreendedorismo”, “neuromarketing” e “neuroeconomia” são algumas das áreas de estudo nascidas dos novos conhecimentos sobre o cérebro humano – e da vontade de muita gente de faturar com eles.

Enquanto a lista das “neurotendências” aumenta, cresce também o coro dos céticos. Entender o que se passa no cérebro é uma empreitada ambiciosa. Ensiná-lo a funcionar dessa ou daquela forma parece muito mais difícil. “Liderança envolve experiência, aprendizado, é um tema amplo demais. Quem se entusiasma muito com essas ideias pode se decepcionar”, diz o neurologista Armando da Rocha, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que realiza pesquisas em neuroeconomia com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O cientista, que já estudou padrões cerebrais de crianças com dificuldade de aprendizado, vem avaliando como funciona a cabeça de investidores enquanto negociam na Bolsa. Por enquanto, ele só quer entendê-los melhor, e não modificá-los.

O empenho das Forças Armadas americanas tampouco significa que a teoria de reeducar mentes funcione. Os militares nos Estados Unidos são famigerados consumidores de novidades na área da administração, testam muitos métodos ao mesmo tempo, para depois abandonar a maioria. O próprio Balthazard apresenta suas dúvidas. “Ainda é cedo para prever nossa habilidade de usar esse conhecimento para desenvolver líderes melhores”, diz. Ele e outros otimistas se diferenciam da maior parte da comunidade científica, porém, por confiar em obter bons resultados com uma técnica usada no tratamento de hiperatividade, epilepsia e formas brandas de autismo, chamada neurofeedback.

As experiências em andamento na Academia de West Point nasceram de um estudo feito na Escola de Administração W. P. Carey, no Arizona, por Balthazard e pelo psicólogo Jeffrey Fannin. Primeiro, os pesquisadores foram buscar indivíduos que pudessem ser considerados bons líderes, entre empresários, banqueiros, advogados, médicos (e um guia de montanhismo). “Líder”, no caso, é o sujeito que podemos considerar bom chefe ou merecedor do cargo, por conseguir coordenar um grupo e fazê-lo atingir objetivos determinados, deixando os liderados satisfeitos enquanto perseguem uma meta comum. Como parecem existir muitas formas de liderar bem (e muitas mais ainda de liderar mal), os pesquisadores tentaram medir essa habilidade de maneira objetiva, dando notas para os entrevistados. Para isso, aplicaram dois testes (um deles, chamado CAL, ou Liderança Complexa Adaptativa, é usado por militares nos EUA).

Os testes se propunham a “medir” capacidades como adaptabilidade, facilidade para delegar responsabilidades, disciplina mental, otimismo e carisma (subordinados de cada participante também foram entrevistados). Em seguida, os participantes que obtiveram as notas mais altas nos testes de liderança passaram por sessões de eletroencefalografia. Balthazard e Fannin saíram do outro lado dessa aventura intelectual com o que consideram um tesouro: o modelo de funcionamento mental de 55 ótimos líderes. Mais ainda: eles afirmam ter identificado muita coisa em comum no funcionamento desses 55 cérebros privilegiados. Começou aí a parte mais difícil. Seria possível ensinar os cérebros de outras pessoas a se comportar de forma parecida?

Eles acreditam que isso seja possível com o neurofeedback, o método até agora usado somente como terapia. Ele consiste em monitorar a atividade cerebral do indivíduo e induzi-lo a funcionar mais de certa forma – por exemplo, usando mais determinadas áreas. Quando o cérebro funciona da maneira desejada, o paciente tem uma resposta positiva, como a continuidade de um vídeo em exibição ou, o que é mais comum, a repetição de sons agradáveis. Caso o cérebro atue da maneira “errada”, a resposta é negativa, com a interrupção do vídeo ou a repetição de sons incômodos. “É incrível como o cérebro rapidamente aprende o que é necessário! Repetindo o exercício muitas vezes, o cérebro aprende como tem de se comportar”, afirma Balthazard.

Hoje, podem-se tomar estimulantes, tranquilizantes, antidepressivos, ansiolíticos e outros tipos de medicamento, muitos deles agindo diretamente sobre o sistema nervoso central, para provocar mudanças que se considerem úteis no comportamento ou no desempenho. Pesquisadores como a endocrinologista Angela Stanton, da Universidade de Claremont, nos EUA, e do Instituto Max Planck, na Alemanha, acreditam que isso é apenas o começo. “Aprimoramento artificial já é usado em muitas atividades. Pense nos esportes”, diz Angela. “Não é diferente se você pensar em líderes e administradores, embora seja importante lembrar as limitações impostas a cada um pela genética.” A cientista organiza um livro a ser publicado em 2010, chamado Neuroeconomics and the firm (A neuroeconomia e a empresa). Se cientistas como Angela e Balthazard estiverem certos, você poderá mudar o comportamento de seu cérebro com objetivos bem definidos – por exemplo, enfrentar melhor situações complexas, ser mais empático (ou seja, capaz de se colocar no lugar de outras pessoas ao decidir), mais sereno diante de situações estressantes ou mais concentrado –, tudo isso sem perder a agudeza mental. O estudo só ignora um detalhe importante. Quando pensamos ver um grande líder conduzindo um grupo de satisfeitos liderados, podemos estar na verdade diante de um grupo bem-sucedido pelo mérito coletivo de seus integrantes – e não individual do líder. Talvez seja necessária uma nova pesquisa, desta vez ligando os cérebros dos aspirantes de West Point uns aos outros.

– Licença para ser pai torna-se mais abrangente no Brasil!

Lhe traz a simpatia o fato de uma empresa estender seu período de licença-paternidade, para que o novo-pai possa desfrutar mais desse novo momento de alegria e adaptação?

Em alguns países, a Constituição local permite que se somem os dias entre pais e mães para que eles fiquem em casa conforme convier (a mulher “transfere as sobras dos seus dias” ao marido. Por aqui, os dias das mães e dos pais na licença são pré-determinados, mas isso parece estar mudando pela iniciativa privada.

Extraído de: https://istoe.com.br/licenca-para-ser-pai/

LICENÇA PARA SER PAI

Cresce número de empresas no Brasil que oferecem mais de 20 dias de licença-paternidade para seus funcionários, com ganhos de produtividade e engajamento

por Paula Diniz

Houve uma época em que só as mulheres cuidavam dos filhos e isso parecia natural. Os homens ficavam com a responsabilidade do sustento familiar e se contentavam com seu papel de coadjuvante nas questões domésticas. Mas essa situação ficou para trás. Um reflexo desses novos tempos de pais mais participativos é a rápida ampliação do tempo de licença-paternidade pelas empresas e instituições brasileiras. Desde 2006, quando a ex-presidente Dilma Rousseff sancionou uma lei beneficiando servidores públicos e funcionários de empresas privadas para desfrutarem do benefício, os pífios cinco dias previstos na Constituição de 1988 foram estendidos para 20 dias nas companhias que aderirem ao Programa Empresa Cidadã. O último levantamento da Receita Federal mostra que 20.484 empresas já entraram no programa – o equivalente a mais de 13% das organizações brasileiras aptas a aderir. No último dia 5, houve um claro sinal de mudança em um ambiente tradicionalmente machista. O Senado aprovou um projeto de lei que amplia a licença-paternidade dos militares de 5 para 20 dias.

Divisão de responsabilidades

“Tento dividir todas as tarefas com minha esposa, só não dividimos a amamentação”, diz o gerente de processos da Natura Rafael Bortolotti, 35 anos, que desfruta atualmente da licença paternidade. “O principal benefício da licença estendida é a possibilidade de criar maior vínculo com o bebê. A paternidade está me tornando alguém melhor.” A Natura, seguindo uma tendência cada vez mais forte no País, vai além da lei e oferece 40 dias de licença por conta própria como investimento no colaborador, em sua família e, consequentemente, em si mesma. “Os funcionários retornam da licença com vínculo mais forte, há melhor qualidade de trabalho”, conta Marco Milazzo, diretor de remuneração e reconhecimento da Natura. “A pesquisa de engajamento tem mostrado índices melhores ano a ano desde que a licença-paternidade passou para 40 dias, em 2016”. A licença-paternidade é optativa e não interfere nas férias.

A Johnson & Johnson Brasil é outra empresa que estendeu a licença para 40 dias no ano passado a todos os funcionários, pais adotivos ou biológicos. “É um importante diferencial para o recrutamento da nossa futura força de trabalho”, diz Guilherme Rhinow, diretor de RH. A Reserva, confecção e varejista de moda masculina, dá 45 dias de licença-paternidade para seus funcionários desde que seu CEO, Rony Meisler, passou um mês em casa após o nascimento do seu segundo filho, em 2016. Ele pôde estar perto do bebê em seus primeiros momentos de vida e dar todo suporte à sua esposa. “Sou a prova viva de que a licença paterna nos primeiros dias de vida do filho é fundamental para criar vínculos”, diz Meisler. O Facebook oferece a licença parental de quatro meses em todos os seus escritórios do mundo. É possível tirar o período em diferentes momentos durante o primeiro ano da criança. A licença também é disponível para parceiros do mesmo sexo. O Google oferece 12 semanas também com prazo de até um ano para usar a licença. Cada pai escolhe a solução que mais faz sentido para sua vida. “É uma questão de divisão de responsabilidades. Precisamos permitir que os pais tenham participação mais ativa”, disse a empresa por meio de sua assessoria de imprensa.

“Sou a prova viva de que a licença-paternidade estendida é fundamental para criar vínculos com o recém-nascido” Rony Meisler, CEO da Reserva

Focados no trabalho, os pais delegaram às mães toda tarefa de cuidar, sem um modelo masculino próximo. “É comum o homem ser mandado de volta pela companheira antes de terminar a licença-paternidade por se sentir deslocado na própria casa. Não fomos educados para a paternidade, por isso um curso preparatório é importante”, diz Guilherme Valadares, membro do Comitê Eles por Elas da ONU Mulheres e editor-chefe do portal Papo de Homem, que oferece cursos e consultoria estratégica em masculinidades para empresas e, em breve, lançará um curso online de paternidade ativa também para pessoas físicas. “Como vamos rediscutir o papel dos homens nas famílias se eles ficam só cinco dias em casa? Lutamos para que todas as empresas ofereçam pelo menos 20 dias, mas temos aí uma questão”, comenta Valadares. Para ter a licença estendida pelo Programa Empresa Cidadã, os pais devem participar de atividade de orientação sobre paternidade consciente, oferecida ou recomendada pela empresa.

Crédito: Claudio Gatti

CARINHO Rafael Bortolotti, da Natura: licença de 40 dias para cuidar de Catarina e divisão de tarefas com a esposa (Crédito: Claudio Gatti)

– Onde estão as novidades dos times pequenos?

Sou do tempo que o Interior de São Paulo fomentava o surgimento das revelações no futebol, cujos atletas iam para os times grandes. Um ou outro trazia um veterano como atração; mas, em regra, as equipes “caipiras” abasteciam as da Capital. 

Leio hoje: Kleber Gladiador pode ir para o São Bento, Antônio Carlos Zago estreiou como técnico no Red Bull e Luís Fabiano vai assinar com a Ponte Preta.

Onde estão as revelações? Jogadores e treinadores “mais do mesmo” – e para alguns, também e atualmente “mais ou menos”… 

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– E escrevi a última página deste capítulo (mas o livro segue sendo redigido, com inspiração e criatividade)

Hoje encerro mais um capítulo da minha história profissional (e com o pé direito).

No último dia da minha gestão à frente do Posto Harmonia, fomos fiscalizados pela Ipiranga e reconhecidos como estabelecimento que respeita o consumidor, com 100% de excelência na qualidade dos combustíveis comercializados.

Agradeço a todos os clientes e amigos, funcionários e fornecedores, parceiros e críticos que por tanto tempo mantivemos relacionamento. Especialmente, glorifico a Deus pelos 12 anos dedicados ao trabalho árduo e honesto (em um ramo tão difícil e complicado) e à minha família por tamanha ausência (não é fácil trabalhar domingo a domingo).

De coração, novamente, meu muito obrigado. É ótimo me demitir e dormir com a consciência tranquila da labuta sempre ética e respeitosa. Dinheiro não ganhei; experiência conquistei e novos amigos formei.

O que fazer agora?

Ué, as coisas que sempre fiz e gosto: trabalhar, curtir a família, praticar esportes, lutar por um mundo melhor e, quem sabe, buscar o doutorado (iniciado duas vezes e não terminado). Ah – e cuidar da saúde, pois estou em débito com ela.

Assim, vida que segue! Descansarei dois dias (literalmente) e prepararei meus curricula para enviar às Instituições de Ensino Superior. Afinal, o que vale é que “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu senti…” – e continuarei sentindo.

Na foto, a nova equipe de gestores do Posto Harmonia, que começam com o pé direito e que se dedicarão a manter e melhorar o bom nome da casa.

– Empresas que controlam as “Idas ao banheiro” aumentam!

Nesses tempos em que a Economia vai muito mal, reduzir despesas e otimizar o trabalho é importante. Mas há certos exageros de empresas e de funcionários: alguns chefes que cobram muito versus empregados que fazem corpo mole.

Dentro das coisas que impressionam, há aquelas que fazem “marcação cerrada em cima dos colaboradores que vão ao banheiro demais”, alegando que poderiam estar matando o tempo de trabalho.

E não é que isso virou caso na Justiça?

Olha só, extraído de: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2015/08/tst-condena-empresa-por-controlar-ida-ao-banheiro-dos-empregados.html

TST CONDENA EMPRESA POR CONTROLAR IDA DOS EMPREGADOS AO BANHEIRO

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou uma agroindústria de Santa Catarina por controlar as idas dos funcionários ao banheiro, a ponto de premiar os que menos utilizavam. Na avaliação dos ministros, houve lesão à dignidade humana por parte da empresa, que pagará R$ 5 mil de danos morais a uma ex-empregada.

A decisão foi unânime. Ela foi publicada em 12 de agosto pelo TST e divulgada pelo Tribunal na segunda-feira (17).

De acordo com a trabalhadora, cada ida ao banheiro precisava ser registrada no cartão de ponto dos trabalhadores. Com o controle em mãos, os dirigentes davam uma “gratificação de descanso” para os que gastavam menos tempo.

Diante do controle excessivo, ela apresentou reclamação trabalhista contra a agroindústria, exigindo indenização por danos morais. Afirmou que, em um primeiro momento, a empresa fixou o horário e o tempo para idas ao banheiro (dois intervalos de 10 minutos por dia, quando o maquinário tinha que ser desligado para manutenção).

Depois de muita reclamação, a empresa liberou o uso de 20 minutos por dia em qualquer momento, desde que cada saída e retorno ao posto de trabalho fossem registrados no ponto.

Na defesa, segundo o TST, a empresa argumentou que o tempo de uso do banheiro não era descontado. “Porém, como existem alguns funcionários que em alguns dias não utilizam esse intervalo ou utilizam menos que o tempo concedido e permanecem trabalhando, a empresa adotou o sistema de registrar os horários e trimestralmente efetua o pagamento desse intervalo ao funcionário que não utilizou”, detalhou a empresa, argumentando ser injusto que o trabalhador que gastasse menos tempo “não fosse remunerado por isso”.

Análise do Tribunal

O juiz de origem rejeitou o pedido da indenização, por não reconhecer violência psicológica no ato da empresa, já que a regra valia para todos. A sentença foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 12º Região, em Santa Catarina.

Ao analisar o recurso da trabalhadora ao TST, o ministro João Oreste Dalazen, relator do processo, ressaltou o “absurdo” de se ter que controlar as necessidades fisiológicas para atender a um horário determinado pelo empregador. Na avaliação dele, ainda pior foi o registro do tempo no banheiro.

O ministro destacou que o entendimento do Tribunal Regional do Trabalho catarinenses está em desacordo com a jurisprudência do TST. Isso porque a restrição ao uso do banheiro por parte do empregador, em detrimento da satisfação das necessidades fisiológicas dos empregados, acarreta ofensa aos direitos de personalidade. Também pode configurar “constrangimento, lesão à dignidade humana e risco grave de comprometimento da própria saúde”.

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– E se o Luxemburgo acertasse com o Vasco da Gama?

Nesse domingo, mais treinadores foram demitidos e/ou pediram demissão no Campeonato Brasileiro. Mas me chamou a atenção a saída de Jorginho, que praticamente foi contratado já com ressalvas e nunca se firmou.

Já perceberam que, com tantos clubes abrindo vagas ao longo do torneio, nenhum falou (ou melhor: acertou) com Vanderlei Luxemburgo?

De 82 a 86, 90 a 93, Mestre Telê Santana foi o melhor que eu vi. Na sequência, o incrível estrategista Luxemburgo a partir de 90 até os anos 00. E o que aconteceu com ele?

Será que os cartolas estão desprezando o trabalho de Luxa pelas polêmicas extracampo, com declarações contestáveis e em alguns momentos auto-suficientes? Ou é a questão do trabalho dentro de campo mesmo?

Não subestimo a capacidade do treinador, mas será que a falta de foco tem sido o real motivo?

Eu teria muita curiosidade de ver o trabalho dele no Vasco da Gama, pois salvaria o clube ou afundaria de vez! Igual, não creio.

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– Demi Lovato e a Overdose de Heroína

Seguindo o exemplo de atrizes que muito jovens alcançaram o sucesso, foram / são uma febre entre os adolescentes, e se perderam por não terem estrutura e caírem no mundo das drogas, agora é a vez da cantora-atriz Demi Lovato sofrer com tal problema e estar na mídia por quase morrer por overdose de heroína.

Lembro da “Hannah Montana” (Miley Cyrus) fazendo apologia às drogas com o “bolo de maconha”, ou a talentosa e bela Lindsay Lohan se perdendo na vida por uso de entorpecentes.

O que falta: educação, família ou planejamento de carreira?

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– O uso comedido das Redes Sociais: a demissão do diretor da Disney!

James Gunn, o importante diretor de Hollywood e responsável pelos filmes da franquia Guardiões da Galáxia, da Marvel (que hoje é uma empresa do grupo Disney) foi demitido na semana passada por tuítes de cunho racista em 2013!

Segundo a emissora, nenhum tipo de preconceito pode ocorrer por seus colaboradores, já que ela, Disney, tem valores sociais a defender. Gunn, por sua vez, diz que errou, mas que hoje é uma pessoa melhor.

E aí?

Se por um lado, deve-se separar a vida pessoal da profissional, ao mesmo tempo, deve-se entender que o profissional representa a instituição que trabalha. Difícil não associar, né?

O certo é: cuidado com o que você registra na Internet, pois as opiniões podem se perpetualizarem!

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– Os boleiros famosos quando juvenis anônimos

Todo garoto que sonha em ser jogador de futebol tem as suas aspirações. Quando desconhecido, quer fama; se a alcança, modifica-se bastante (do visual ao comportamento).

Alguns, no início da carreira, são magrelos, humildes e tímidos. Mas olha só que transformação física e social de alguns craques.

No vídeo abaixo de “O Clubista”, alguns exemplos muito curiosos de quem “era de um jeito e está de outro”, além de suas frases como simples juvenis:

Rivaldo, na cidade pernambucana de Paulista: “sonho um dia chegar a ser ídolo do Santa Cruz” (em um boteco popular).

Ronaldo, saído do São Cristóvão para o Cruzeiro, após não acertar com o São Paulo: “quero chegar, quem sabe, à Seleção Brasileira (dançando funk na concentração).

Ronaldinho Gaúcho, na concentração: “desejo ser um pouco conhecido mundialmente” (após afirmar que gosta um pouco de saideiras).

Adriano Imperador, na Gávea: “feliz por jogar futebol com os jogadores que assistia na televisão” (com um jeitão bem de criança ainda).

Robinho “de Souza”, ao lado do coordenador da base santista na época, Edson Arantes do Nascimento: “um dia vou ser profissional” (aos 15 anos).

Veja em: https://youtu.be/5C-hZiFX2UA

Ou assista diretamente em:

– CR7 e a Sombra da Bananeira…

Ontem, Cristiano Ronaldo teve que abandonar a Copa do mundo devido a eliminação da Seleção Portuguesa diante do Uruguai.

Muitos criticam o jogador por ser extremamente vaidoso. Não penso assim; vide a reação dele após o gol sofrido por Cavani: raivoso, vibrante, querendo empatar logo (diferente de Messi, parecendo frio demais a cada gol da França sofrido pela Argentina, coincidentemente no mesmo dia de disputa).

Reproduzo uma fala de CR7 no dia 06/07/2009, quando ele saiu do Manchester United e se apresentou ao Real Madrid. Ovacionado pelos 85 mil torcedores que acompanharam sua chegada na época, quando indagado sobre “curtir ou não a noite madrilenha”, respondeu sem titubear:

“Ora, depois do que já ganhei de dinheiro, não posso deixar tudo à sombra da bananeira, há de se viver.”

É isso gajo. É vida que segue, e apesar da eliminação do Mundial da Rússia, lembre-se das 5 bolas de ouro e da grana que, como você mesmo disse, não deve ficar sob os pés de banana.

Aliás, quem tem uma imagem ruim de Cristiano Ronaldo, vale a pena conhecer suas obras e ações sociais, dignas de aplausos, que vão além do mundo do futebol. Dê uma lida nessa postagem, em: https://professorrafaelporcari.com/2018/02/14/um-doador-pouco-anonimo-que-tal-imita-lo/.

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– Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço, caros colegas!

Na reunião sobre a discussão dos rumos do futebol brasileiro, promovida em 2016 pela CBF, ao discutir estabilidade entre os técnicos, o jornalista Rodrigo Mattos (Uol) lembrou muito bem o discurso do ex-lateral e agora treinador Jorginho:

“A gente tem que olhar os dois lados. É muito importante partir de nós, treinadores, seriedade, fidelidade, e buscar estabilidade para nós”.

Jorginho treinou 15 dias o Ceará, na série B, e abandonou o clube cearense para ser técnico do Vasco da Gama na série A.

Ficou somente no blablabá?

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– Estudante, pobre, esforçado e que vai estudar na faculdade EM UMA MACA: um ótimo exemplo!

Enquanto alguns matam aula, gazeteiam, não se importam com a frequência, outros mostram que podem ser a diferença.

Vejam o caso, abaixo, desse universitário piauiense que vai às aulas de maca, para não perder o ano letivo – paraplégico vítima de uma bala alojada na coluna.

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/04/com-ferida-e-bala-alojada-estudante-de-medicina-do-pi-assiste-a-aulas-de-maca.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=twfolha

COM FERIDA E BALA ALOJADA, ESTUDANTE DE MEDICINA DO PI ASSISTE A AULAS DE MACA

Paraplégico após levar 5 tiros ao apartar briga vai de ambulância para a Federal

Por Jairo Marques

​Uma ambulância adentra discreta o campus da Universidade Federal do Piauí, em Teresina. Não irá socorrer ninguém em apuros, para o alívio da tensão que se cria no ar, mas, sim, deixar um estudante de medicina em sala de aula.

Além do veículo especial para conseguir chegar ao centro de formação médica, o jovem Leandro Silva de Sousa, 21, desloca-se em uma maca por laboratórios e auditórios, além de assistir a aulas, por até oito horas, deitado de bruços.

Desde março deste ano, o estudante do segundo período do curso mais concorrido da UFPI enfrenta a pobreza, olhares curiosos, dores posturais e a falta quase completa de acessibilidade na estrutura da universidade para seguir o propósito de ser médico.

“Tenho que lutar todos os dias contra a adversidade, colocar fé e perseverança na cabeça para seguir em frente e nunca deixar de pensar que tudo é possível, que as coisas irão melhorar”, diz.

Leandro ficou paraplégico após levar cinco tiros ao tentar apartar uma briga entre amigos há quatro anos. Um tiro no fígado, um no pulmão, um na barriga, um de raspão na perna e outro na coluna.

Ainda está alojada a bala que provocou a lesão medular, atingindo sua vértebra T11, o que o fez perder os movimentos e parte da sensibilidade tátil da cintura para baixo.

O homem que o baleou à queima-roupa está solto à espera do julgamento —esse alegou que não queria nenhuma intervenção na briga.

Leandro já foi avisado de que é necessária uma cirurgia para a retirada do projétil, pois, da maneira como está, há risco de os desdobramentos da lesão medular se ampliarem. Ele resiste, pois não quer parar o curso agora, não quer deixar a turma, não quer atrasar os estudos. Leandro tem pressa.

“Decidi ser médico vendo o sofrimento das pessoas no hospital, enquanto eu mesmo fiquei internado e passava por dores horríveis emocionais e físicas. Quero fazer algo para melhorar a saúde no Brasil, para diminuir a falta de acesso a cuidados de qualidade.”

Na adolescência, quase virou jogador de futebol. Conseguiu passar em peneiras, aos 14 anos, para jogar na Ponte Preta, no Mogi Mirim e no São Caetano. A família não permitiu que ele se mudasse para São Paulo.

Para realizar o desejo de ser médico, Leandro escreveu uma carta na qual relatava sua situação e pedia uma bolsa ao dono do mais conceituado cursinho preparatório do Piauí. Conseguiu e pôde, inclusive, fazer treinamentos extras como o de redação.

Só desfrutou da bolsa por três meses, pois, por ficar até nove horas sentado numa mesma posição, estudando, abriu-se uma úlcera de pressão no glúteo, ferida que pode comprometer profundamente a parte afetada se não for bem tratada.

Sem acesso à reabilitação adequada e à orientação médica especializada, o estudante se expunha sem ter total noção dos riscos que corria.

Foi proibido pelos médicos de continuar se sentando na cadeira de rodas. Deveria, a partir dali até a cicatrização total da ferida, permanecer deitado, de bruços, para todas as suas atividades.

“Comecei, então, a estudar em casa mesmo. Eu já sabia que tinha de ter método, rotina e tive ajuda e incentivo de uma grande amiga que também queria fazer medicina, mas, infelizmente, ainda não conseguiu passar. Nunca fui estudioso, mas estava determinado a conseguir.”

Três anos de tentativas depois, Leandro foi aprovado em direito, ciência da computação e medicina.

“Minha primeira nota na redação do Enem foi 200, saltei para 600 e, no último, consegui 860. Com preparo a gente consegue chegar lá.”

No primeiro semestre de aulas, em meados de 2017, com a carga horária extensa do curso, de até dez horas de estudo por dia, uma ferida surgiu de novo no glúteo de Leandro.

“Fiquei desesperado, porque ia perder uma grande oportunidade. Foi quando me deram a ideia de vir para a universidade de maca.”

ESTUDANTE MORA EM QUITINETE DE 30 M² E TEM AJUDA DE COLEGAS

O estudante mora em uma quitinete com cerca de 30 m² nas proximidades da UFPI, com a mãe e a cuidadora, Francisca Leite Silva, 44. Mudou-se da casa emprestada em que morava antes para tentar facilitar os deslocamentos.

A residência tem uma geladeira amassada, uma cama de casal, um fogão velho, um colchão inflável, uma televisão e quinquilharias. O ar-condicionado passa longe de ser luxo, pois em Teresina temperaturas acima de 30ºC são rotina.

Leandro toma banho deitado na sala, pois não caberia com maca, ou mesmo cadeira de rodas, no microbanheiro. “Alaga tudo, mas a mãe seca de boa vontade.” O pai, Genildo William de Sousa, 40, é caminhoneiro e sustenta a família com R$ 1.400. Como não cabe no cubículo, fica na casa da filha mais velha e aparece quando não está na estrada.

A família paga R$ 450 de aluguel e gasta mais R$ 1.600 mensais com a ambulância que desloca Leandro até o campus. A conta não fecha.

“O apoio da minha turma de faculdade foi fundamental. Eles fizeram uma campanha para me auxiliar com as despesas e comprar uma cadeira de rodas especial, que fica em pé, que poderá me ajudar.”

A vaquinha, que mobilizou centenas de pessoas, juntou R$ 28 mil, que não devem durar muito tempo. Leandro ainda precisa fazer uma cirurgia para fechar a ferida aberta nas nádegas, o que não tem conseguido realizar pelo SUS.

Caso consiga o procedimento, ele deve ainda ir às aulas na maca por três ou quatro meses. Criou-se até uma maneira para que analise lâminas no microscópio deitado.

“Para não abrir novamente, pretendo, mesmo depois de a ferida estar cicatrizada, assistir às aulas teóricas deitado. Preciso me preservar. Também preciso fazer uma reabilitação boa, não sei nem mexer na cadeira de rodas, fazer o básico com essa minha nova condição de vida.”

Djalma Barros de Brito Filho, 20, é um dos fiéis escudeiros de Leandro em classe. Ele considera a presença do colega em sala, na maca, algo “encantador”, que criou afeto na turma. “Ele gera uma empatia natural nas pessoas. A forma como encara as coisas, de maneira tão positiva, é um aprendizado para nós.”

Não houve nenhuma recusa por parte dos professores em receber o jovem na maca. Alguns se dispuseram, inclusive, a repor aulas por via eletrônica caso ele precise se ausentar da universidade.

A UFPI pretende investir R$ 4,9 milhões em uma obra que amplie as condições gerais de acessibilidade do campus, que já começou. Demandas específicas do aluno, como acessibilidade em banheiros e laboratórios, estão sendo discutidas e devem ser implantadas aos poucos.

“O curso não será mais fácil para o Leandro, mas ele terá o apoio da instituição para todo o necessário para se formar. É nossa função tornar viável a estada dele aqui”, declara Maraisa Lopes, coordenadora-geral de graduação da UFPI.

A universidade pretende assumir o transporte de Leandro e oferecer a ele uma bolsa de assistência de R$ 400.

“Sou motivado a ser uma pessoa feliz. Estou aprendendo a lidar com a minha nova condição. Isso agora é minha história, jamais vou ignorar isso e vou me preparar para ajudar pessoas na mesma condição que a minha.”

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Leandro Silva de Sousa, 21, paraplégico, assiste a aula no curso de medicina da Universidade Federal do Piauí – Adriano Vizoni/Folhapress

– Ditos de George Best

Se vivo fosse, o craque britânico George Best, norte-irlandês que virou ídolo do Manchester United, completaria 71 anos!

Alcoólatra e politicamente incorreto, são dele frases irônicas e marcantes como:

Em 1969 dei um tempo com bebidas e mulheres. Foram os piores 20 minutos da minha vida“.

Gastei muito dinheiro com mulheres, bebidas e carros velozes. O resto eu desperdicei“.

No final da vida, com apenas 58 anos, disse:

Todos viam que eu estava doente. Menos eu. Não morram como eu morri“.

Que pena que uma bela carreira terminou assim…

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– Neymar vai para onde?

Sendo Neymar um sucesso na França (e no mundo), e o PSG dando mostra de reformulação na sua equipe bilionária, seria razoável crer que a contratação de um novo treinador (se isso acontecer) passaria pelo aval do jogador brasileiro.

Tite?

Depois da Copa do Mundo, por quê não? Está sendo respeitado no Exterior, bem quisto por todos, estudado e com o pé no mundo globalizado (quem não o viu assistindo Manchester City x Chelsea, PSG x Real Madrid, entre outros jogos “globais”)?

A questão é: Neymar ficará em Paris? Dinheiro ao catariano que é dono do time não é problema. Competitividade da sua equipe, sinceramente também não (vide Chelsea, que Abramovich e seu dólares da Rússia turbinaram a equipe e que ganhou uma UCL, ou o MCity de Guardiola, encantando o mundo).

Alguns dizem que o destino de Neymar seria o Real Madrid. Será mesmo?

Na última semana, jornais catalães disseram que NJr gostaria de voltar ao Barcelona. Estariam os periódicos “jogando um verde”, ou melhor, testando a repercussão?

O certo é: hoje, até sem jogar, Neymar é noticia. Parado vira página de capa!

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– Desacelerando no Trabalho!

Um movimento ganha corpo no mundo organizacional: o de reduzir o ritmo frenético de trabalho que tanto estressa os profissionais.

Você conseguiria participar da turma do Slow Work?

Extraído de: http://is.gd/t1YoBz

DESACELERE O TRABALHO

Essa é a máxima do movimento slow work: quanto mais flexível for o ambiente profissional, mais produtiva será a equipe.

Natália Martino

Executivo de uma multinacional espanhola, Leonardo Ricciardi, 35 anos, iniciou 2012 como um típico profissional de sucesso. Mas a remuneração alta cobrava seu preço: a diferença de fuso horário com a Espanha fazia seu dia começar às 4h30. Cansado dessa rotina, Ricciardi resolveu trocar de emprego em fevereiro. Hoje gerente de operações de uma empresa de tecnologia no Rio de Janeiro, ele ganha duas vezes menos do que no emprego anterior. Em compensação, trabalha como, quando e onde quer. “Abaixei meu padrão financeiro, mas acompanho o crescimento da minha filha e finalmente vou terminar meu curso de chinês, que adio há seis anos”, diz. Essa flexibilidade é uma das vertentes do slow work, “trabalho lento”. Apesar do nome, especialistas garantem que a estratégia pode aumentar significativamente a produtividade da empresa. “Somos bombardeados com informação o tempo todo e se espera que a resposta seja sempre instantânea, mas a resposta mais rápida nem sempre é a melhor”, disse à ISTOÉ Peter Bacevice, consultor da DEGW, multinacional especializada em melhorias nos ambientes corporativos.

“O conceito de slow work é basicamente facilitar a vida dos empregados”, diz Clara Linhares, professora de gestão de pessoas da Fundação Dom Cabral. A satisfação deles, por sua vez, aumenta seu comprometimento com a empresa e sua produtividade. Para gerar esse contentamento vale tudo que favoreça o florescimento de novas ideias e o equilíbrio da vida profissional e pessoal. Mas as mudanças precisam ser feitas com cuidado. “A dica é incorporar as mudanças aos poucos e depois de muito diálogo com os funcionários”, diz Clara Linhares. Sem pressa e com mais eficiência, como o próprio slow work.

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– O novo perfil de funcionários repensado pelas empresas: a Personalidade acima da Habilidade?

As atuais carências observadas pelas empresas na contratação dos funcionários: job readiness.

Você está pronto para trabalhar? Muitas pessoas, não (e nunca estarão).

Sobre a necessidade de funcionários com mais personalidade no ambiente corporativo,

Extraído da Folha de São Paulo, edição de 28/01/2018, Caderno Mercado, pg A20

PERSONALIDADE SUPERA TÉCNICA NO TRABALHO

Empresas passam a dar mais importância para habilidades socioemocionais do que para conhecimentos específicos.

Por Érica Fraga

A relação entre a educação e o trabalho passa por uma espécie de crise existencial.

Ela é evidenciada por constantes revisões do perfil profissional buscado pelas empresas, que se torna cada vez menos técnico e mais focado em traços da personalidade, como persistência e facilidade de relacionamento.

Outro sintoma do distanciamento entre o universo acadêmico e o laboral é a elevada parcela de profissionais que termina em empregos fora de sua área de formação (leia texto na pág. A21).

Essas tendências –apontadas por duas pesquisas da FGV Clear – indica que o país pode estar desperdiçando recursos investidos na educação que, se fossem mais bem aplicados, talvez elevassem a baixa eficiência da economia.

Um dos estudos, feito pela instituição em parceria com o JPMorgan em 2017, mostra que 85% das empresas no Estado de São Paulo, nos setores de saúde, tecnologia e alimentos, reveem as necessidades de treinamento dos funcionários o tempo todo.

O percentual atinge 90% entre as grandes empresas.

O mundo do trabalho tem mudado muito, e as empresas não sabem bem o que querem. Vão na base da tentativa e do erro“, afirma o economista André Portela, um dos autores da pesquisa.

O esforço para adequar o perfil dos funcionários às rápidas mudanças tecnológicas esbarra em barreiras.

Quase 80% das 417 empresas entrevistadas pela FGV e pelo JPMorgan relataram enfrentar problemas para contratar empregados para vagas de perfil técnico, e 36% disseram que a dificuldade é alta.

PERSONALIDADE

As entrevistas feitas com as empresas mostram que conhecidas deficiências do ensino ajudam a explicar seu desencontro com o trabalhador. Indagadas, por exemplo, sobre as competências que dificultam as contratações, as empresas mencionaram questões que aludem à formação acadêmica.

No setor de alimentos, falta de conhecimento e escolaridade foram, respectivamente, a segunda e a quarta fragilidade mais citada.

As empresas de tecnologia e de saúde também listaram problemas como escassez de conteúdo técnico e falta do domínio da escrita.

Mas o que chamou a atenção dos pesquisadores foi que, nos três setores, competências mais próximas de traços da personalidade do que de conteúdos técnicos foram citadas pela maioria.

As empresas não reclamam tanto de habilidades técnicas, mas da chamada ‘job readiness’ [prontidão para o trabalho em tradução livre]”, afirma Portela.

Entre as carências mais comuns, foram mencionados pontos como “postura profissional”, “competências comportamentais”, “ética”, “falta de comprometimento” e “comunicação”.

Já entre as características imprescindíveis, “ser disciplinado e perseverante” e “trabalhar em grupo” foram mencionadas por quase a totalidade das empresas.

As habilidades socioemocionais apareceram na frente de “se comunicar em língua estrangeira” até nas respostas do setor de tecnologia, em que a demanda por profissionais com ensino superior técnico é bem mais alta do que nos outros dois.

A percepção da importância de característica como perseverança, autocontrole e facilidade de relacionamento aumenta à medida que pesquisas mostram que seu impacto no desempenho acadêmico e no sucesso na vida adulta é igual ou até maior do que a inteligência medida em testes cognitivos tradicionais.

Com isso, a demanda por profissionais com essas habilidades tem se tornado explícita. Foi o que percebeu o grupo Kroton Educacional ao analisar anúncios de vagas no portal que mantém para conectar seus graduandos com empregadores.

Nove entre os dez atributos mais demandados são traços de personalidade, como disposição para o aprendizado contínuo, responsabilidade e comprometimento.

– A precaução contra o Assédio está extrapolando ou não?

Toda forma de assédio, moral ou sexual, deve ser banida das empresas. Entretanto, há os exageros de quem vê em tudo um motivo para reclamar.

Digo isso pois leio na Revista Veja desta semana (ed 10/01/2018, pg 69) algumas medidas que as empresas brasileiras estão tomando como precaução.

Veja se você concorda:

1- A rede Dr Consulta baniu entre seus colaboradores a saudação / cumprimento através de beijos no rosto ou abraços.

2- A Intel proibiu que se toque em outra pessoa quando você conversa com ela. O exemplo mais claro é o sujeito que encosta em você para conversar de maneira quase que “pegajosa.

3- O Sesi orienta para que homens evitem elogios às roupas, forma física e perfumes de mulheres, devido a dificuldade entre o espontâneo e a intenção disfarçada.

4- Via WEB – Não se despedir em mensagens de e-mails com “Beijos”, a fim de não ampliar uma intimidade indesejada. Encerre a mensagem escrita com “obrigado” ou “abraços”.

5- Reuniões a portas fechadas: a um professor, por exemplo, nesses novos tempos, nunca deve se reunir com um aluno individualmente em uma sala fechada.

Será que a ordem natural hoje é achar que todos os homens são tarados? A mim, particularmente, tal excesso parece ofensivo.

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– Os 4 Tipos de Chefes Mais Odiados pelos Jovens

Veja que interessante: pesquisa aponta os defeitos mais odiados dos jovens em relação aos seus chefes.

Será que o do seu superior está nesta lista?

1– Chefes ausentes da sua equipe

2- Chefes que não elogiam

3- Chefes conservadores

4- Chefes parciais no tratamento

Extraído de: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/os-4-tipos-de-chefes-que-os-jovens-mais-odeiam

OS 4 TIPOS MAIS ODIADOS PELOS JOVENS

A receita para ser rejeitado pela equipe é esquecê-la. Chefes ausentes e indiferentes são adeptos do “estilo de liderança” mais reprovado por jovens entrevistados pelo Nube, entre novembro e dezembro.

Para 57% dos 7.451 participantes da pesquisa, o pior perfil é do chefe distante e quase nunca presente. Segundo Yolanda Brandão, coordenadora de treinamentos externos do Nube, o resultado da pesquisa é sinal de que os jovens prezam, e muito, pela criação de relacionamentos com colegas e líderes no ambiente de trabalho.

Um chefe que não reconhece as conquistas da equipe aparece logo em seguida na escala de rejeição. Com, 20,52% dos votos, este tipo de comportamento também é altamente criticado pelos jovens, acostumados a ouvir elogios de pais e professores.

Perfis que pendem para uma atuação tradicionalista e proibitiva também recebem cartão vermelho da Geração Y. Segundo a pesquisa, 17,32% dos entrevistados rejeitam chefes que adotem este estilo mais antiquado.

A parcialidade no tratamento da equipe fecha a lista de gestão, co]m 5,14% dos entrevistados, de acordo com o Nube.

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– Como um Entrevistador deve se Comportar Frente a um Entrevistado

Não é erro de digitação. Normalmente, nós vemos aconselhamentos sobre como um entrevistado deve se portar na entrevista de emprego. Agora, um artigo bacana do caderno Inteligência da “Época Negócios” traz dicas para quem está do outro lado. Vale a pena dar uma conferida! Abaixo:

Extraído de Revista Época Negócios, edição Agosto, pg 73

A PERGUNTA QUE VALE UM EMPREGO

Por Álvaro Oppermann

Há muitas dicas para um candidato se dar bem na entrevista. Mas o que dizer do entrevistador?

A cada ano, uma profusão de livros e artigos é publicada sobre a arte da entrevista de emprego: o que dizer, como se portar, o que vestir etc. O foco destas obras costuma ser o entrevistado. Pouca atenção é dedicada ao entrevistador. Isso está mudando. “A habilidade de recrutar é um dos maiores desafios atuais do gerente. Um bom entrevistador é fundamental”, escreveu Rhymer Rigby, jornalista inglês especializado em gestão. Compilamos as principais dicas sobre o tema, de autoria de craques da área, como Paul Falcone, diretor de Recursos Humanos da Time Warner Cable. Boa leitura.

Preparação_Faça o “dever de casa”: estude bem o currículo dos candidatos. “Cuidado com o currículo ‘funcional’, pouco específico, sem detalhamento de funções”, escreveu o professor indiano Mamin Ullah, em artigo recente do International Journal of Business and Management. “Também estabeleça cinco a sete critérios para julgar os candidatos, e não abandone estes critérios”, afirma Moira Benigson, sócia da firma de recrutamento MBS Group.

Recepção do candidato_Muitos entrevistadores têm o prazer quase sádico de “torturar” o entrevistado. É um erro, diz Paul Falcone no livro 96 Great Interview Questions to Ask Before You Hire (“96 ótimas perguntas de entrevista para fazer antes de contratar”). “A filosofia destes entrevistadores é: ‘o candidato precisa suar frio antes de ter a vaga’. Errado”, diz o diretor da Time Warner. Uma das formas sutis da “tortura” é a excessiva formalidade. “Tente criar um ambiente descontraído na entrevista”, completa Falcone.

Estrutura_A entrevista é estruturada em torno das competências e do comportamento do candidato. Porém, existem questões que devem ser evitadas. Por exemplo, não se devem fazer perguntas que induzam a resposta. Jane Clark, sócia da firma de consultoria Nicholson McBride, de Londres, esclarece: “Em vez de formular a questão ‘Você acha que integridade é importante?’, diga, ‘Dê-me exemplos de situações de integridade’”. “Controle o fluxo da entrevista. Quando o entrevistado se estende demais, interrompa-o polidamente”, diz Mamin Ullah.

Combate à incerteza_E o que fazer quando você ainda tem dúvida sobre o candidato? É a hora da pergunta de tom mais pessoal. Ela dá uma chance de ouro ao bom entrevistado. “Eu costumo perguntar ao final da entrevista: ‘O que você faz para brilhar?’”, diz Falcone. “Certa vez, uma recepcionista me disse que ela tivera uma ideia de como poupar US$ 1 para cada fax enviado do escritório. É o tipo de resposta que é bom de ouvir.”

Julgamento_Nunca julgue o candidato antecipadamente. Dê chance para ele se sobressair, diz Mamin Ullah. Um entrevistado pode começar a entrevista com nervosismo, e terminar autoconfiante. Ou o contrário. “Desenvolva a memória, observando o candidato no pré e no pós-entrevista. Isso diz muito sobre ele”, conclui o professor indiano.

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– O aposentado Kaká

Que pena! Kaká encerrou a carreira como jogador de futebol. Um cara do bem! Já viu alguém reclamar do comportamento dele?

Veja que curioso: Kaká foi o último “mortal” a ganhar o prêmio Bola de Ouro, vencido posteriormente (10 vezes) por Messi e Cristiano Ronaldo. A lamentar duas infelicidades: jogar lesionado a Copa de 2006 e não conseguir render com José Mourinho no Real Madrid

Eu, se fosse ele, não seguiria a vida como cartola no futebol. Seria mais cômodo manter a idolatria conseguida enquanto atleta. 

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– As inúmeras demissões da Estácio teriam relação com a nova lei trabalhista?

Um ambiente de crise ou simplesmente redução de custos?

A Universidade Estácio de Sá demitiu, ao todo, 1200 professores. No Rio de Janeiro, se especula é que a instituição quer aproveitar a nova lei trabalhista para reduzir os encargos com docentes.

Compartilho, extraído de:  https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2017/12/08/suspensao-demissoes-professores-estacio-rio-de-janeiro.htm?utm_content=geral&utm_campaign=twt-noticias&utm_source=t.com&utm_medium=social

JUSTIÇA DO RJ SUSPENDE PARTE DAS DEMISSÕES NA ESTÁCIO; EMPRESA VAI RECORRER

A Justiça do Trabalho suspendeu, na quinta-feira (7), parte das demissões da universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro, segundo o Sinpro-Rio (Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região). A decisão é liminar (provisória), e a universidade pode recorrer.

Segundo o Sinpro-Rio, que entrou com a ação civil pública contra as demissões, a decisão vale para a capital do Estado e os municípios de Itaguaí, Paracambi e Seropédica, cidades cujos professores são representados pelo sindicato.

Ao todo, cerca de 400 professores foram demitidos no Estado do Rio de Janeiro, segundo o Sinpro-RJ, mas a entidade não soube informar quantos destes foram beneficiados pela suspensão, já que parte deles trabalha em unidades de outras cidades.

“Não houve nenhuma homologação das demissões, então todos eles [professores], teoricamente, continuam na empresa”, disse à agência de notícias Reuters nesta sexta-feira (8) o diretor jurídico do Sinpro-Rio, Elson Simões de Paiva, que pela manhã esteve em manifestação que reuniu cerca de 200 professores em frente à sede da Estácio no Rio de Janeiro.

Paiva disse, ainda, que os mais novos entre os professores desligados que recorreram ao sindicato tinham cerca de 10 anos de casa. “Claramente o intuito [da Estácio] é mandar embora os professores mais antigos, que têm salário maior, e contratar outros com salário menor ou até os mesmos pagando menos.”

EMPRESA DIZ QUE VAI RECORRER

A Estácio afirma que vai recorrer da decisão e que “suas medidas foram tomadas com total amparo da lei”.

A Justiça determinou a suspensão até que a universidade apresente a lista de professores demitidos, os termos de rescisão dos contratos e a lista de professores que serão contratados ou recontratados, de acordo com o sindicato.

Segundo a entidade, a Estácio tem “o prazo de 72 horas, sob pena de multa de R$ 50 mil, e no mesmo valor para cada dispensa procedida até o fornecimento dos documentos”.

Sobre a pena, a Estácio afirma que “desconhece qualquer legislação que a obrigue apresentar a relação dos profissionais desligados”.

1.200 DEMITIDOS

Segundo informação do jornal “O Globo” publicada no começo da semana, a Estácio demitiu 1.200 professores de unidades de diversos Estados. A universidade possui cerca de 10 mil docentes, ao todo.

A Estácio nega que as demissões tenham sido motivadas pela reforma trabalhista, e diz que os profissionais que forem contratados seguirão o mesmo regime de trabalho dos professores demitidos.

“É importante lembrar que a legislação brasileira determina que eventuais desligamentos de professores só ocorram em janela muito restrita, o que faz com que o volume de desligamentos fique concentrado em curto espaço de tempo”, afirmou a empresa.

Em nota ao mercado na quarta-feira, a companhia afirmou que os desligamentos faziam parte de uma reestruturação da base de docentes que resultará na substituição dos profissionais.

AÇÃO EXTINTA UM DIA ANTES

A decisão favorável obtida pelo Sinpro-Rio marca uma reviravolta em relação à ação civil pública movida na quinta-feira pela CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) na 13ª Vara do Trabalho de Brasília, que foi extinta no mesmo dia.

A CSB pedia a reintegração dos cargos e suspensão das demissões, mas a juíza Ana Beatriz do Amaral Cid Ornelas questionou a legitimidade da entidade como autora da ação por representar outras entidades sindicais e não trabalhadores a que elas se filiam.

(Com Reuters)

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– Trabalhar demais pode render divórcio!

Cuidado se você se dedica demais para a empresa e pouco ao parceiro. Veja a gigante  ALL: foi condenada a pagar indenização por indiretamente provocar um divórcio!

Exigia tanto empenho da sua funcionária que o marido dela a abandonou…

Entenda, em: http://www.correioforense.com.br/direito-trabalhista/trabalhadora-que-teve-o-casamento-prejudicado-por-exigencia-de-jornadas-muito-extensas-deve-ser-indenizada-por-dano-existencial/#.U9ZcLlaZPLc

EMPRESA É CONDENADA A PAGAR INDENIZAÇÃO POR PROVOCAR DIVÓRCIO CAUSADO POR JORNADA EXCESSIVA DE TRABALHO

Uma empregada da América Latina Logística (ALL) deve ser indenizada em R$ 20 mil por danos causados aos seus projetos pessoais, devido à exigência patronal de jornadas extensas. Ela trabalhou por quase cinco anos das 8h às 20h, entre segundas e sextas-feiras, nos sábados das 8h às 16h e, em dois domingos por mês, das 8h às 13h, com uma hora diária de intervalo. Para os desembargadores da 4ª Turma do TRT da 4ª Região (RS), a carga horária, bastante superior ao limite fixado pela Constituição Federal, gerou dano existencial à trabalhadora, já que acarretou no fim do seu casamento por causa de desentendimentos gerados pela sua ausência. O dano existencial ocorre quando uma exigência ou permissão patronal prejudica a realização de projetos de vida do empregado, ao violar o direito à convivência familiar e social, bem como ao descanso e ao lazer.

Em primeira instância, o juiz Max Carrion Brueckner, da 6ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, arbitrou o valor da indenização em R$ 67,8 mil. Os desembargadores da 4ª Turma do TRT-RS, apesar de confirmarem o entendimento do magistrado de origem, decidiram diminuir o montante para R$ 20 mil. As partes ainda podem recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

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– O que os Grandes Times de Futebol Paulistas pensam da Arbitragem Profissionalizada, segundo seus Presidentes!

Realizou-se nesta 3a feira o Congresso Brasileiro de Direito Desportivo (iniciativa da Faculdade de Direito do Largo São Francisco – USP). E em determinado tópico questionou-se a PROFISSONALIZAÇÃO DA ARBITRAGEM, sendo que Leco (presidente do São Paulo), Maurício Galiotte (Palmeiras) e Modesto Roma (Santos) defenderam o árbitro profissional. Roberto de Andrade (Corinthians), não.

  1. Leco disse que profissionalizar é importante para a dedicação em tempo integral do árbitro, já que “não cabe mais no futebol que os árbitros façam bico apitando”.
  2. Galiotte disse que “como poderemos exigir evolução da arbitragem se não oferecemos mais recursos e treinamento para se dedicarem à profissão”?
  3. Modesto disse que “precisamos gastar dinheiro com gente competente em vez das incompetentes, gastando com modernização e profissionalização”.
  4. Roberto disse que “a arbitragem profissionalizada não vai mudar nada, só vai ser mais caro. O árbitro de vídeo tem eficiência muito maior, é ele que vai cooperar bastante”.

Particularmente, DEFENDO a profissionalização com carteira assinada, FGTS, PIS, INSS e Férias bancados pela riquíssima CBF (os escândalos do futebol têm nos mostrado como ela é mais milionária do que pensávamos – incluindo seus cartolas). Mas o que me pesa é: por quê os “profissionais” que comandam os árbitros nas Comissões de Arbitragem e/ou nos Sindicatos da Categoria são remunerados mensalmente (e muito bem) e defendem que os árbitros NÃO PODEM TER CARTEIRA ASSINADA pela CBF ou FPF, por exemplo.

Vale a discussão…

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Lucas Lima e o antiprofissionalismo

É difícil defender o jogador Lucas Lima, que atuava pelo Santos FC e foi afastado pela direção do clube.

Com o contrato se encerrando e negociando com outras equipes (especula-se que o Palmeiras pagará inacreditáveis 60 milhões de reais entres salários e luvas por 5 anos de contrato com ele), praticamente “tirou o pé” nos últimos jogos.

Negociar com outro clube é normal. Fazer corpo mole quando seu time está precisando e/ou aparentar querer ser dispensado é sacanagem com o empregador.

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– Rogério Ceni renascerá no Fortaleza?

A mim, foi surpresa o acerto de Rogério Ceni com o Fortaleza. Imaginei que ele ficaria um tempo maior estudando na Europa e só voltaria ao Brasil quando estivesse um pouco mais esquecida sua passagem pelo São Paulo como treinador.

Enfim, se ele se sente preparado para a volta ao cargo de técnico, não há o que contestar. E para o Fortaleza, melhor ainda! Ceni encontrará uma torcida apaixonada que o abraçará, e se o marketing do time cearense for esperto, usará o fato da forma do escudo ser semelhante à do SPFC, de ser tricolor, etc e etc.

Uma coisa é certa: o Fortaleza estará em foco e será falado no Brasil inteiro, abrindo especialmente o mercado de São Paulo).

O risco é: se Ceni der errado… sua carreira terá que ser novamente reconstruída!

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