Hoje é o dia da lembrança mais importante do Estado de São Paulo: a data (09 de Julho) em que os paulistas saíram pedindo o fim do absolutismo de Getúlio Vargas e a elaboração de uma nova Constituição Brasileira.
Claro que o conflito teve outros interesses,como uma espécie de não aceitação dos acordos políticos do país naquele momento e a minimização da importância de SP na influência nacional. Em alguns momentos, tendeu a ser um movimento separatista, com emissão até de moeda paulista.
Que São Paulo não se acomode com a corrupção e desmandos como fez outrora!
Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.
IN ENGLISH – Today marks the most important remembrance day for the State of São Paulo: the date (July 9th) when Paulistas rose up demanding an end to Getúlio Vargas’s absolutism and the creation of a new Brazilian Constitution.
Of course, the conflict had other interests, such as a kind of non-acceptance of the country’s political agreements at that time and the minimization of São Paulo’s national influence. At times, it even leaned towards being a separatist movement, issuing its own Paulista currency.
May São Paulo not tolerate corruption and misrule as it did in the past!
Faz tempo que eu não via um desses: é um Laika, o carro que a prefeita Erundina incentivou os taxistas paulistanos a comprarem, depois que o presidente Collor liberou a importação de carros, derrubando a reserva de mercado.
Ele era fabricado pela Lada, indústria automobilística da Rússia!
Confesso: eu medesencanto com os políticos do nosso país. Tanto Esquerda quanto Direita não conseguem um nome que possa atender as seguintes qualificações:
– Honesto, – Competente, – Que tenha Credibilidade, e – Que seja Agregador.
DOBRADINHA – Ayrton Senna e Nelson Piquet fizeram última dobradinha entre eles há 30 anos, no Canadá
Piloto da McLaren dominou desde o começo, deixou-se passar por Gerhard Berger, que estava punido por queima de largada, e liderou compatriota, que fez corridaça para chegar em segundo
Dia 10 de junho de 1990, trinta anos atrás: Ayrton Senna e Nelson Piquet fizeram a oitava e última dobradinha envolvendo os dois numa corrida de Fórmula 1. Foi no GP do Canadá, em Montreal. Numa pista que começou molhada e terminou seca, Ayrton fez uma corrida de categoria largando da pole position e não teve a vitória ameaçada, enquanto Nelson subiu de quinto para segundo com uma prova de inteligência e garra, sobretudo na linda ultrapassagem sobre Alain Prost. Era um tempo no qual tínhamos dois dos melhores pilotos da história na pista.
Pole position, Senna viu o companheiro de equipe Gerhard Berger queimar acintosamente a largada, mas ainda assim contornou a primeira curva na liderança. Em seguida, vinham Alessandro Nannini (Benetton), Jean Alesi (Tyrrell), Piquet e Prost.
Desde as primeiras voltas, Senna e Berger se destacaram em relação aos demais, enquanto Nannini e Alesi travavam boa briga pelo terceiro lugar. Mais atrás, Thierry Boutsen (Williams) passou por Prost e subiu para sexto – pista molhada não era mesmo a praia do francês.
Na oitava volta foi divulgada a informação de que Berger seria punido ao fim da prova com o acréscimo de um minuto ao seu tempo de prova pela queima de largada. Numa época na qual ainda não havia sensores para detectar os apressadinhos na partida, as imagens de TV eram usadas como prova. E, nesse caso, foi uma queima de largada até risível. Com Berger teoricamente fora da disputa pela vitória, Senna ficou mais tranquilo na prova, sabendo que não precisava forçar o ritmo. A essa altura, como já não chovia desde a largada, a pista já estava secando, e uma troca para pneus slicks era iminente.
O primeiro a entrar nos boxes, na nona de 70 voltas, foi justamente Berger, no que foi seguido por Senna e Piquet duas passagens depois. Alesi, Boutsen e Prost fizeram a troca na volta 12. No mesmo giro, avisado pelo rádio que Berger estava punido, Senna abriu passagem ao austríaco, e ambos ultrapassaram Nannini, que era o líder por ainda não ter feito o pit stop. Com todos tendo efetuado a troca de pneus, a ordem na pista era Berger, Senna, Prost, Boutsen e Piquet, sendo que o austríaco na prática estava fora dessa briga devido à punição. Nigel Mansell, que teve um começo apagado, já era o sexto com a Ferrari, enquanto Alesi teve um toque com o retardatário Andrea de Cesaris (sempre ele envolvido nas confusões!) e caiu para 11º.
Com um trilho seco no asfalto molhado, qualquer erro seria fatal, e vieram os acidentes. O primeiro a bater foi Boutsen, que, ao tentar passar Prost, saiu do trilho, escorregou na parte molhada do asfalto e acertou o retardatário Nicola Larini (Ligier). Logo depois, Nannini, que tentava reagir de um mau pit stop, derrapou ao tentar passar Satoru Nakajima (Tyrrell) e bateu com violência nos pneus. Por fim, Alesi escapou no mesmo lugar, e o carro atingiu o de Nannini, que estava parado. Por sorte, ele não se machucou. A essa altura, perto da metade da prova, Berger andava em ritmo alucinante para tentar compensar o tempo que seria dispendido na punição, enquanto Senna fazia corrida sossegada, até porque tinha quase 30 segundos de vantagem sobre Prost. Mais atrás, Piquet vinha com excelente ritmo e se aproximava do francês, trazendo Mansell com ele.
A 21 voltas do fim, Piquet estava sendo apertado por Mansell, mas decidiu partir para o ataque em cima de Prost e mergulhou na freada do grampo. A linda ultrapassagem fez Nelson assumir o terceiro lugar, que na verdade era o segundo pela punição a Berger. Na volta seguinte, Mansell também passou por Prost, que depois se enrolou com o retardatário Gregor Foitek (esse também era complicado…). A essa altura, Senna tinha mais de 30 segundos de vantagem para Piquet, que, com categoria para driblar os retardatários, manteve uma distância suficiente para não ser atacado por Mansell. Já Prost, com problemas de freios, não tinha mais forças para chegar nos dois. Mais atrás, com um ritmo alucinante, Berger vinha virtualmente encostando no trio. Com a melhor volta, o austríaco ainda terminou em quarto no tempo corrigido, à frente de Prost.
Nas últimas dez voltas, Senna tirou o pé, e a diferença para Piquet baixou de 30 para 10 segundos, com Mansell terminando 2s9 atrás do piloto da Benetton. Já Berger, com todo o esforço, ficou apenas 14s854 atrás de Ayrton no tempo corrigido. Mesmo com Senna tendo reduzido bastante na parte final porque não precisava acelerar, o ritmo do austríaco foi espetacular. Será que ele poderia ter vencido em condições normais? Difícil saber, porque Senna teria tido outro comportamento em pista também.
– No início eu mantinha o ritmo de Berger, mas depois baixei o trem de pouso – disse Senna, que fez um discreto elogio ao desafeto Piquet:
– A Benetton contratou um piloto que entende de carros de corrida, mas a minha preocupação é vencer.
Já Piquet comemorava a volta ao pódio depois de um ano e meio, desde o terceiro lugar no GP da Austrália de 1988. Como de costume, fez piada ao falar sobre o fato de ter ficado entre os dois pilotos da Ferrari boa parte da corrida:
– Fiz valer a minha experiência de 13 anos de Fórmula 1. Sabia que a entrada do hairpin era o único ponto possível para ultrapassar. O problema foi o Prost, que segurou um pouco. Eu me senti um presunto num sanduíche, um Piquet à la pate.
Naquele mesmo domingo, a Seleção Brasileira estreou na Copa do Mundo de futebol na Itália, e Cleber Machado fez a sua estreia nas transmissões de F1 da Globo substituindo Galvão Bueno. O Brasil ganhou da Suécia por 2 a 1, mas seria eliminado pela Argentina nas oitavas de final, numa campanha que não deixou saudade.
Já Senna e Piquet continuam deixando saudade no torcedor brasileiro. Afinal, como escrevi no começo do texto, tínhamos dois dos melhores pilotos do mundo na pista. Definitivamente, áureos tempos…
Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.
“Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância”.
Apporelly.
Apporelly é o nome artístico do falecido humorista políticoApparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, que se auto-intitulou“Barão de Itararé”, e tinha sacadas geniais (como a da percepção acima, por exemplo).
Mas pense: quando o homem percebe que é um ignorante em algumas / muitas coisas, esse é o primeiro passo para deixar de sê-lo, pois passou a ter consciência disso.
O problema é: poucos percebem isso… Mas outra“tirada” fantásticadele, perfeita para os dias atuais, abaixo:
Hoje se recorda aAbolição da Escravatura do Brasil. Mas muitas teorias absurdas de pseudo-intelectuais ainda ganhavam coro na Europa, como a do iluminista escocês David Hume, que no longíquo 1770 dizia:
“Que negros sejam naturalmente inferiores aos brancos”.
Idiotice da época. A cor da pele nada faz para que se mude a dignidade das pessoas. Mundo afora tivemos racismos históricos. A escravidão no Brasil é exemplo clássico.
Porém, em 13 de maio de 1888 a Princesa Isabel aboliu a escravatura. Foi a salvação para os negros?
Nada disso. Foi uma demagoga lei.No dia 12, eles dormiam em Senzalas e se alimentavam muito mal. No dia 13, foram livres e ficaram sem casa e sem comida.
Claro, o acerto foi a proibição da exploração.O grande erro foi a falta de assistencialismo da Lei, que deixou os pobres escravos ao Deus-dará.
Fica a histórica indagação: a Princesa Isabel bobeou e não pensou no futuro dos ex-escravos, ou simplesmente fez politicagem para ganhar os louros da fama?
Neste dia 22, a história conta que em 1500 foi “Descoberto o Brasil”. Pedro Álvares Cabral chegou nas nossas terras e fincou posse.
Ora, é sabido que já se conhecia sobre a existência das terras. Os portugueses apenas marcaram território. No Brasil, haviam pequenas colônias de navegadores aventureiros.
Mas aí vem um problema atual: as terras eram dos indígenas, e os colonizadores a tomaram. Hoje, nos confins do nosso território, os índios querem a demarcação de terras para fazer delas o que bem entenderem.
Cá entre nós: eles não são os verdadeiros donos do território?Vale refletir…
Nos bancos escolares, aprendi que o dia 21 era cívico, marcado pelo precursor José Joaquim (Tiradentes) e por Tancredo de Almeida Neves, o 1o presidente depois do fim do militarismo.
Não existia Internet, celular ou outro meio mais rápido de comunicação do que o rádio. Eu era aluno da 3a série da Escola da Caic, e, ao entrar na classe, veio a notícia: Tancredo morreu!
Mas me lembro também que no dia 21 se exaltava o empreendedor governante JK pela construção de Brasília, nova capital e cidade do futuro.
Entretanto, além de heróis nacionais da política, o dia 21 é marcado por outra vitória: a 1a de Ayrton Senna da Silva em circuitos de Fórmula 1.
Que falta faz bons exemplos no país…
SPA FRANCORCHAMPS – MAY 25: Lotus driver Ayrton Senna of Brazil in action during the F1 Belgian Grand Prix held on May 25, 1986 at the Spa-Francorchamps circuit in Belgium. (Photo by Michael King/Getty Images)
Hoje preparei minha declaração de imposto de renda. Porém, como todo abnegado que tenta ser honesto no Brasil, passo dias e dias calculando, pagando e depositando dinheiro na conta do meu maior sócio: oGoverno! Trabalho, trabalho, trabalho muito… mas não sobra nada. O único lugar em que você paga imposto sobre faturamento (e não sobre lucro) é o Brasil.
Tiradentes é simbolo de abnegados de um país revoltado com tantos impostos.
Caramba, e hoje é diferente daquele cenário? Some-se a violência, a falta de escolas, saúde precária…O José Joaquim ficaria mais fulo ainda se observasse tudo isso…
Líder da Inconfidência Mineira e primeiro mártir da Independência do Brasil, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, nasceu em Minas Gerais em 1746, filho do proprietário rural português Domingos da Silva Santos. Antes mesmo de freqüentar a escola, já havia aprendido a ler e escrever com a mãe. Órfão de mãe e pai desde a juventude, ficou sob a tutela de um tio até a maioridade, quando resolveu conhecer o Brasil. Já adulto, foi tropeiro, mascate e dentista (daí o apelido). Trabalhou em mineração e tentou a carreira militar, chegando ao posto de alferes no Regimento de Cavalaria Regular. Foi na tropa que Tiradentes entrou em contato com as ideias iluministas, que o entusiasmaram e inspirariam a Inconfidência Mineira, a primeira revolta no Brasil Colônia a manifestar claramente sua intenção de romper laços com Portugal, marcando o início do processo de emancipação política do Brasil. A revolta foi motivada ainda pela decisão da coroa de cobrar a derrama, uma dívida em atraso. A conspiração foi delatada por Joaquim Silvério dos Reis e todos os seus participantes foram presos. Sobre Tiradentes, recaiu a responsabilidade total pelo movimento, sendo o único conspirador condenado à morte. Enforcado em 21 de abril de 1792, teve seu corpo esquartejado. Seus membros foram espalhados pelo caminho que ligava o Rio de Janeiro a Minas Gerais. Sua cabeça foi exposta em Vila Rica. Com a morte de Tiradentes, o Estado português queria demonstrar uma punição exemplar para desencorajar qualquer revolta contra o regime colonial. Tiradentes tornou-se mártir da Independência e da República.
Com informações da Nova Enciclopédia Ilustrada Folha
Pintura de Oscar Pereira da Silva traz um rosto idealizado de quem seria Tiradentes Imagem: Acervo do Museu Paulista da USP (de UOL).